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Abordagem do paciente com febre Profa. Dionne B. Rolim Prof. Érico Arruda Histórico Inscrições cuneiformes (Acadianas - Mesopotâmia) – do século VI A.C. Médicos hipocráticos – fazem primeiras teorias patogênicas (desequilíbrio entre 4 humores corporais – excesso da bile amarela) Idade média – influências demoníacas Monitorização – comentada a partir do dos século I D.C. – Philo (Bizâncio) e Hero (Alexandria) – inventaram utensílios Galileo – 1592 – Pádua – inventou um termômetro a ar Na prática médica – em 1868 – Carl Reinhold August Wunderlich – Das Verhalten der Eigenwärme in Krakenheiten (The Course of Temperature in Diseases) Definição Febre – “um estado de elevação da temperatura central, que geralmente, mas não necessariamente, é parte da resposta de defesa dos organismos multicelulares (hospedeiros), à invasão de matéria viva (microrganismos) ou inanimada, reconhecida como patogênica ou alienígena” International Union of Physiological Sciences Commission for Thermal Physiology – 2001 Clínica – elevação da temperatura corporal acima da faixa da normalidade, mediada por pirógeno Definição Resposta Febril – resposta fisiológica complexa, à doença, envolvendo a elevação da temperatura central mediada por citocinas e geração de reagentes de fase aguda, ativação de numerosos sistemas fisiológicos, endocrinológicos e imunológicos Definição Hipertermia – aumento da temperatura, sem envolvimento direto de citocinas pirogênicas e sem resposta aos antipiréticos comuns. Ao contrário da febre, representa um falha da homeostase termorreguladora Variabilidade Observacional Localização anatômica da aferição Oral Retal Membrana timpânica – dispositivos com infravermelho Axilar Outras – cristais na pele, temperatura central (cateteres em átrio direito, artéria pulmonar), transesofágica, inguinal, vaginal Retal > Oral > Axilar (0,5oC) Variabilidade Observacional Tempo para leitura – a depender do local anatômico (mínimo de 3 min na axilar) Variação circadiana – início da manhã (6h) e no final da tarde/começo da noite (16-18h) – entre 0,5oC e 1oC Variação de gênero – mulheres tende a ter 0,5oC a mais no período ovulatório, tendem a ser mais quentes e ter maiores variação e rapidez de mudança Resposta termoregulatória alterada - envelhecimento, gravidez, exercício físico, medicamentos, desordem neuropsiquiátrica Calibração dos termômetros Temperatura e umidade do ambiente Faixa da Normalidade Controverso Temperatura “normal”= próximo a 36,6oC Febre: >37,2oC no começo da manhã ou 37,8oC no resto do dia Febrícula – até 38oC Termorregulação Produção de calor Perda de calor Síntese de ATP Respiração Manutenção da integridade funcional Sudorese Atividade muscular involuntário Vasodilatação cutânea Quadro - Mecanismos de produção e perda de calor Fonte: Mandell Termorregulação Sensores periféricos Hipotálamo Vias eferentes Sudorese Tremores Alteração do tônus vascular cutâneo Termorregulação Ainda nebulosa Termorregulação Ativação de fosfolipase A2 – liberando Ác. Aracdônico - Substrato para ciclooxigenase – metabólito PGE2 C5a – poderia ser o estimulador direto da febre Induzida por LPS – através de um estímulo vagal (células de Kuppfer – fígado). Fonte: Mandell Anamnese - Paciente com Febre Início (quando?) Duração Medição Intensidade (leve, moderada, alta) Periodicidade (constante, intermitente, ocasional) Horário Presença de calafrios Uso de medicamentos (antitémicos, outros) Sintomas associados Perguntas Anamnese - Paciente com Febre Exposição (pessoas com febre/doenças infecciosas, ambiente, animais, picada de inseto) História sexual Transfusão de sangue ou derivados Uso de álcool e drogas injetáveis Viagens (detalhar) e moradias anteriores História psicossocial (trabalho, lazer) Doenças pregressas História familiar Perguntas Medição da Temperatura Higienização do termômetro – álcool Calibração do termômetro Verificar axila - contato com dobra cutânea Tempo - 3 minutos ou bip do termômetro eletrônico Exame Físico Geral Exame completo Sinais vitais Ectoscopia Cabeça e pescoço Exame dermatológico Exame ganglionar Exame do tórax Exame do abdome Exame genital Extremidades Exame neurológico Exame Físico Geral Curva térmica Dissociação pulso-temperatura (leptospirose, malária por P. falciparum, pneumonia por Mycoplasma, brucelose, legionelose) Padrões febris - presença de calafrios - febre contínua, intermitente, remitente, recorrente + 1 °C = 20 bpm na FC Sinal de Faget Ex: Febre tifóide, brucelose, febre amarela, leptospirose, medicamentosa, factícia Mackowiak PA Permanece sempre acima do normal, com variações de até 1°C, sem grandes alterações. Febre Contínua A hipertermia é ciclicamente interrompida por um período de temperatura normal; cotidiana (manhã/tarde), terçã (um dia) ou quartã (dois dias) Febre Intermitente Hipertermia diária com variações de mais de 1°C e sem períodos de apirexia. Febre Remitente Período de temperatura normal que duram dias ou semanas, interrompido por períodos de temperatura elevada, sem grandes oscilações Febre Recorrente Causas de Febre Doenças infecciosas Doenças auto-imunes Doenças neoplásicas Embolia pulmonar Traumatismo Induzida por droga Febre de origem obscura (FEO) image1.png image2.png image3.emf image4.png image5.png image6.png image7.png image8.emf image9.emf image10.emf image11.emf