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51 Assinale a opção correta acerca de dois grupos de atu- ação na Revolução Inglesa, cujas projetos estão inseri- dos nessa “outra revolução” protagonizada por movi- mentos radicais mencionados por Christopher Hill. a) anglicanos e anabatistas b) tory e Whigs c) diggers e quakers d) luteranos e levellers e) socialista utópicos e anarquistas 184. (UFAM/2015) “O século XVII é decisivo na história da Inglaterra. É a época em que a Idade Média chega ao fim.” Tais afirmações do historiador Christopher Hill in- dicam um processo revolucionário que levará à conso- lidação do sistema capitalista na nação inglesa no sé- culo XVIII. Das alternativas a seguir, apenas uma NÃO apresenta as condições sociais presentes nesse pro- cesso revolucionário. Assinale-a: a) A emergência de uma burguesia urbana, com interesse nas transformações estruturais que levassem ao lucro. b) A formação de um proletariado urbano e de uma massa camponesa explorada. c) A decadência da aristocracia que servia de alicerce ao absolutismo monárquico. d) A emergência de uma pequena e média nobreza rural com uma mentalidade liberal e capitalista em formação. e) A presença de uma mentalidade cristã nas camadas mé- dias urbanas, com a finalidade de manter as estruturas co- munais. 185. (UFJF/2015) O processo histórico denominado Re- volução Inglesa ou Revolução Gloriosa teve como palco a Inglaterra no período de 1640 a 1688, lançando as bases da Monarquia Parlamentar Inglesa. Sobre a Revolução Inglesa, assinale a alternativa INCORRETA. a) Esse foi um momento marcado pelo fortalecimento do Parlamento através da Carta de Direitos que limitava o po- der do soberano. b) A religião oficial do Estado continuou sendo o Anglica- nismo, contudo, prevaleceu a liberdade de culto. c) Ambas as revoluções propunham a centralização do po- der nas mãos do monarca em detrimento do parlamento. d) O Parlamento representava os interesses de uma elite relacionada com o comércio a qual conseguiu inúmeras li- berdades. e) O sistema parlamentar inglês é um modelo de represen- tatividade que influenciou na organização de constituições em diversos países do Ocidente. 186. (UEA/2016) A Revolução Industrial na Inglaterra, a Independência dos EUA e a Revolução Francesa, fenô- menos históricos ocorridos na segunda metade do sé- culo XVIII, transformaram profundamente a história da Europa e da América, à medida que abalaram as bases do Antigo Regime, compostas pelo a) mercantilismo, colonialismo e absolutismo monárquico. b) capitalismo monopolista, imperialismo e parlamenta- rismo. c) sistema de fábricas, presidencialismo e regime constitu- cional. d) trabalho operário, pacto federativo e governo republi- cano. e) livre-cambismo, pensamento iluminista e estado demo- crático. 187. (FPS PE/2016) A burguesia enfrentou dificuldades políticas, mas conseguiu ser hegemônica e derrotar a nobreza. Suas estratégias tiveram sucesso redefinindo a forma de organizar a sociedade da época. Com a che- gada da burguesia ao poder, houve: a) o fim da escravidão e do feudalismo, com a desorganiza- ção total da nobreza. b) a queda do grupos sociais que pregavam a exploração e desigualdade econômica. c) a reforma jurídica da sociedade, trazendo mais dina- mismo aos contratos e aos direitos dos cidadãos. d) a afirmação da ideias iluministas, como a consolidação da democracia defendida por Rousseau. e) a expansão da riqueza material com a ocupação das ci- dades e a perda crescente da produção agrícola. 188. (UFGD MS/2015) “[...] o velho sistema tradicional, embora ineficaz e opressor, era também um sistema de considerável certeza social e, num nível bastante mise- rável, de alguma segurança econômica, para não men- cionarmos que era consagrado pelo costume e pela tra- dição. As fomes periódicas, o peso do trabalho, que fa- ziam os homens se tornarem velhos aos 40 anos de idade e as mulheres aos 30, eram atos de Deus; só se transformaram em atos pelos quais os homens eram considerados responsáveis em tempos de miséria anormal ou de revolução”. (HOBSBAWN, Eric J. A era das revoluções. 9 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994, p. 177) O texto se refere a um período de transformações na Europa do século XVIII, caracterizado: a) pelas revoluções socialistas organizadas por grupos anarquistas, como os fabianos, ludistas e cartistas. b) pela presença dos sindicatos de trabalhadores nos deba- tes que contribuíram para a melhoria das condições de tra- balho na indústria têxtil. c) por ondas revolucionárias conservadoras que defendiam a fome e o trabalho como condições para a purificação do homem. d) pelas imediatas conquistas de direitos trabalhistas no processo de industrialização e de urbanização ocorrido na Inglaterra. e) pelo questionamento à sociedade de ordens do Antigo Regime e à influência do clero na política absolutista fran- cesa. 189. (UFU/2019) “A apaixonada crença no progresso que professava o típico pensador iluminista refletia os aumentos visíveis no conhecimento e na técnica, na ri- queza, no bem-estar e na civilização que podia ver em toda a sua volta e que, com certa justiça, atribuía ao avanço de suas ideias. No começo do século, as bruxas ainda eram queimadas; no final, os governos do Ilumi- nismo, como o austríaco, já tinham abolido não só a tor- tura judicial, mas também a servidão” HOBSBAWN, Eric. A Era das Revoluções: 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. p. 38. Considerando-se o Movimento Iluminista, são caracte- rísticas desse movimento, EXCETO, a) críticas ao mercantilismo e às instituições centralizadoras do absolutismo. b) críticas ao monopólio comercial, pois esse inviabilizaria o mercado autorregulado. 52 c) críticas ao questionamento, à investigação e à experiên- cia como forma de conhecimento da natureza. d) crença nos direitos naturais (à vida, à liberdade e à pro- priedade privada). 190. (USF SP/2018) Conhecido como o século das Lu- zes ou do Iluminismo, o século XVIII foi marcado por um movimento do pensamento europeu (ocorrido mais es- pecificamente na segunda metade do século XVIII) que abrangeu o pensamento filosófico e gerou uma grande revolução nas artes (principalmente na literatura), nas ciências, nos costumes, na teoria política e na doutrina jurídica. O Iluminismo também se distinguiu pela cen- tralidade da ciência e da racionalidade crítica no ques- tionamento filosófico. Disponível em: . Acesso em: 12/09/2017. Tomando como base o contexto abordado, podemos afirmar corretamente que a) o liberalismo econômico deu ênfase à economia mercan- tilista, na qual o Estado seria responsável pela regulamen- tação de preços e mercados para evitar abusos que preju- dicariam a população. b) a Escola Fisiocrata sustentou a ideia de que existem leis naturais regendo a sociedade, mas que poderiam ser alte- radas pelo bem da humanidade, e, além disso, defendeu que a indústria e o comércio seriam responsáveis pela ri- queza de uma nação. c) as ideias defendidas por John Locke, na obra O contrato social, afirmam que o soberano deve conduzir o Estado de forma democrática, de acordo com a vontade do povo. d) o Despotismo Esclarecido, ligado à associação entre as ideias das luzes e o poder absolutista dos reis, foi aplicado com ênfase em todos os Estados europeus no início do sé- culo XVIII, resultando no nascimento de dezenas de monar- quias parlamentaristas. e) o Iluminismo combateu o mercantilismo, o tradiciona- lismo religioso herdado da Idade Média e a divisão da soci- edade em estamentos. 191. (UERJ/2018) “Direitos Humanos” é uma daquelas expressões que, por sua amplitude, tem sido usada de várias maneiras e a serviço de diversas ideologias. Cada um que queira definir quais são os direitos, cada qual que queira estabelecer seu padrão do “humano”. No Brasil, por exemplo, a mídia relaciona a dita expres- são quase sempre com a questão policial, atribuindo-lhe um sentido negativo de estímulo à impunidade. Essa imagem, além de reducionista, por desprezar ou- tras dimensões como a dos Direitos Econômicos, Soci- ais e Culturais (DESCs) e a dos Direitos de Solidarie- dade, é também falsa. No particular da luta contra a tor- tura, o que se defende não é o “criminoso”, mas a pes- soa, independentemente de quem seja e de que título carregue: assassino, estuprador, menor infrator, poli- cial, governador… Não se milita pela impunidade, mas pelo respeito às ga- rantias mínimas estabelecidas em nossa Constituição, por um sistema prisional mais ressocializador, por uma polícia que transmita menos medo e mais segurança. Luta-se também contra a impunidade daqueles que se julgam acima da lei. Adaptado de fundacaomargaridaalves.org.br, 06/09/2006. A expressão analisada no texto tem como fundamento o se- guinte princípio iluminista: a) legítima defesa b) igualdade jurídica c) soberania popular d) liberdade individual 192. (UEFS BA/2018) É do interesse daqueles que pro- duzem mercadorias, que a quantidade delas efetiva- mente levada a mercado não exceda a procura efetiva; e interessa aos compradores que essa quantidade não seja inferior à procura. Se num dado momento a produção excede a procura efetiva, algumas das partes componentes do preço de- vem ser pagas abaixo do seu valor natural. Nesse caso, a quantidade posta à disposição do mercado diminuirá até se tornar apenas suficiente para abastecer a pro- cura efetiva. Se, pelo contrário, a quantidade levada a mercado for numa dada ocasião inferior à procura efetiva, seu preço subirá acima do valor natural. A produção das merca- dorias tenderá a aumentar, forçando uma queda dos preços. Dessa forma, a quantidade posta no mercado alcançará rapidamente o valor suficiente para satisfazer a procura efetiva. (Adam Smith. Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações, 1974. Adaptado.) O livro de Adam Smith foi publicado em primeira edição em 1776. O texto resume o princípio central da teoria do autor sobre produção e circulação de mercadorias, sus- tentando que a) a riqueza de um país resulta dos lucros obtidos no co- mércio com outras nações. b) os mercados internos dos países devem ser protegidos em relação à concorrência estrangeira. c) a livre concorrência produz associações de empresas para controlar o mercado. d) a busca desenfreada por lucro pelos capitalistas é preju- dicial à sociedade. e) a economia funciona com leis próprias sem a intervenção regulatória do Estado. 193. (ENEM/2018) O século XVIII é, por diversas razões, um século diferenciado. Razão e experimentação se ali- avam no que se acreditava ser o verdadeiro caminho para o estabelecimento do conhecimento científico, por tanto tempo almejado. O fato, a análise e a indução pas- savam a ser parceiros fundamentais da razão. É ainda no século XVIII que o homem começa a tomar consci- ência de sua situação na história. ODALIA, N. In: PINSKY, J.; PINSKY, C. B. História da cidadania. São Paulo: Contexto, 2003. No ambiente cultural do Antigo Regime, a discussão fi- losófica mencionada no texto tinha como uma de suas características a a) aproximação entre inovação e saberes antigos. b) conciliação entre revelação e metafísica platônica. c) vinculação entre escolástica e práticas de pesquisa. d) separação entre teologia e fundamentalismo religioso. e) contraposição entre clericalismo e liberdade de pensa- mento. 53 194. (SANTA CASA/2018) Um medo assombrou a se- gunda metade do século XVIII: o espaço escuro, o ante- paro da escuridão que impede a total visibilidade das coisas, das pessoas, das verdades. Dissolver os frag- mentos de noite que se opõem à luz, fazer com que não haja mais espaço escuro na sociedade, demolir estas câmaras obscuras onde se fomentam o arbitrário polí- tico, os caprichos da monarquia, as superstições religi- osas, os complôs dos tiranos e dos padres, as ilusões da ignorância, as epidemias. (Michel Foucault. Microfísica do poder, 1988.) No pensamento iluminista do século XVIII europeu, a “escuridão” mencionada no texto é frequentemente as- sociada a) às revoltas populares e à defesa da igualdade social. b) ao poder da Igreja e ao absolutismo monárquico. c) ao crescimento do banditismo e à decadência da aristo- cracia. d) ao avanço do liberalismo e à crise da produção industrial. e) à ascensão burguesa e às críticas à Igreja católica. 195. (UNESP/2017) O alvo dos ataques extremistas é o Iluminismo. E a melhor defesa é o próprio Iluminismo. “Por mais que seus valores estejam sendo atacados por elementos como os fundamentalistas americanos e o islamismo radical, isto é, pela religião organizada, o Iluminismo continua sendo a força intelectual e cultural dominante no Ocidente. O Iluminismo continua ofere- cendo uma arma contra o fanatismo”. Estas palavras do historiador britânico Anthony Pagden chegam em um momento em que algumas forças insistem em dinami- tar a herança do Século das Luzes. “O Iluminismo é um projeto importante e em incessante evolução. Proporci- ona uma imagem de um mundo capaz tanto de alcançar certo grau de universalidade quanto de libertar-se das restrições do tipo de normas morais oferecidas pelas comunidades religiosas e suas análogas ideologias lai- cas: o comunismo, o fascismo e, agora, inclusive, o co- munitarismo”, afirma Pagden. (Winston Manrique Sabogal. “‘O Iluminismo continua oferecendo uma arma contra o fanatismo’”. www.unisinos.br. Adaptado.) No texto, o Iluminismo é entendido como a) um impulso intelectual propagador de ideologias políticas e religiosas contrárias à hegemonia do Ocidente. b) um movimento filosófico e intelectual de valorização da razão, da liberdade e da autonomia, restrito ao século XVIII. c) uma tendência de pensamento legitimadora do domínio colonialista e imperialista exercido pelas nações europeias. d) um projeto intelectual eurocêntrico baseado em imagens de mundo dotadas de universalidade teológica. e) uma experiência intelectual racional e emancipadora, de origem europeia, porém passível de universalização. 196. (Uni-FaceF SP/2017) No plano político restou-nos principalmente a vertente autoritária do Iluminismo, sempre distante e hostil à participação popular, tão eli- tista hoje quanto o eram à sua época os nossos tão fa- miliares “déspotas esclarecidos”. De fato, como desig- nar, na atualidade, senão como manifestações “ilumi- nistas”, as formas iluminadas de que se revestem tan- tas ditaduras e líderes carismáticos, tantas elites tecno- cráticas e partidos que se proclamam, todos eles, do- nos exclusivos da verdade, ou seja, do que é melhor para todos? (Francisco J. Calazans Falcon apud Fausto Henrique Gomes No- gueira e Marcos Alexandre Capellari (orgs.). Ser protagonista, 2010.) No trecho, o autor avalia que, em termos políticos, a) o espólio iluminista predominante é a legitimação do exercício do poder com base em uma verdade revelada pela religião. b) a contribuição iluminista essencial é a divisão dos pode- res e a formulação de um contrato social. c) o patrimônio iluminista mais relevante é a formação de governos baseados no poder hereditário. d) o mais importante legado iluminista é a consolidação de democracias participativas. e) a principal herança iluminista é conservadora e contrária à concretização da soberania popular. 197. (Inst. Superior de Tecn. Aplicada CE/2017) Em re- lação ao movimento iluminista que se expandiu na Eu- ropa no século XVIII, é correto afirmar que ele a) contribuiu para o estabelecimento das primeiras leis de proteção ao trabalhador, no processo da Primeira Revolu- ção Industrial. b) consolidou o Estado democrático, com o estabeleci- mento de eleições diretas e do sufrágio secreto e universal, pela Revolução Gloriosa. c) possibilitou a expansão da diplomacia, levando ao desa- parecimento dos conflitos armados por disputas territoriais. d) influenciou as revoluções decaráter burguês na França, contribuindo para a supressão do Antigo Regime. e) estabeleceu os princípios socialistas no processo das re- voluções liberais de 1820 e 1830, ampliando dos direitos sociais. 198. (PUCCamp SP/2017) Os enciclopedistas constituí- ram uma pequena elite de letrados e de técnicos, liga- dos à vida material como elementos de ponta do pro- gresso econômico e também estreitamente vinculados ao aparato estatal, o qual se esforçaram por tornar me- lhor e mais racional. (...) Por toda a parte na Europa das Luzes, encontramos esta pretensão e esta vontade [dos filósofos] de pôr-se à testa e na direção da sociedade. (VENTURI, Franco. Utopia e reforma no Iluminismo. Bauru: Edusc, 2003, p. 44, 239-240) A elite intelectual a que o texto se refere foi responsável pela organização e publicação do mais importante veí- culo de divulgação das ideias do Iluminismo, no século XVIII: a Enciclopédia. Essa obra de inspiração raciona- lista, a) defendia a teoria de que a economia deveria funcionar por suas próprias leis e na eliminação da intervenção do Estado sobre os negócios comerciais que entravava as aduanas internas. b) estabelecia a tese segundo a qual as estruturas sociais eram determinadas pelas circunstâncias ambientais e pela liberdade como direito incontestável de todos os homens da época. c) afirmava que a única esperança de garantir os direitos de cada um seria ceder todos esses direitos à comunidade civil para que a governasse de acordo com as ideias dos filóso- fos iluministas.