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UVA - AVA 2 - A LIBRAS E SUAS ESPECIFICIDADES SOCIAIS

Atividade sobre Libras e suas especificidades sociais que trata da importância do reconhecimento da Libras como língua materna e da expressão facial na comunicação surda. Menciona a Lei nº 10.436/2002, os cinco parâmetros da Libras e exemplifica expressões faciais (interrogação, negação).

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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA 
LETRAS – PORTUGUÊS/LITERATURA 
 
 
 
 
 
 
MÁRIO VINÍCIUS FERRAZ SILVEIRA 
 
 
 
 
A Libras e suas especificidades sociais 
Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RIO DE JANEIRO – RJ 
2024 
 
UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA 
A Libras e suas especificidades sociais 
 
 
 
 
 
Nesta atividade, redija um texto que ressalve a 
importância do reconhecimento, pela sociedade, da 
Libras como língua materna das pessoas surdas, 
bem como a expressão facial como facilitadora nas 
situações comunicativas, indicando duas 
expressões faciais inseridas no laboratório virtual, 
para exemplificar suas reflexões. 
Professor: Jean Santana 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RIO DE JANEIRO – RJ 
2024 
 
É de fundamental relevância iniciar o trabalho proposto destacando a importância dos 
pais ouvintes de filhos surdos superarem o preconceito ou a ilusão de que seus filhos voltarão 
a ouvir ou se igualarem aos ouvintes e estabelecerem a Língua de Sinais em suas comunicações, 
logo que identificada a surdez para o desenvolvimento psíquico-social dos mesmos. Os pais 
como protagonistas da educação de seus filhos necessitam com muita consciência de classe 
reconhecer a Libras como a língua materna dos surdos e buscar os seus direitos garantidos por 
lei por uma educação inclusiva, pois a utilização da Língua de Sinais é a principal forma de 
preservar a identidade das pessoas e das comunidades surdas. 
A contribuição familiar e social para a valorização da cultura surda é a utilização 
consciente da Libras, ou seja, jamais ser inserida como um “plus social” para atender o surdo e 
muito menos, uma pesudojustificativa de ensinar a língua portuguesa e torna-lo oralizado, mas 
acima de tudo, para o seu fortalecimento identitário e de sua inclusividade. A Libras deve ser 
aplicada sem reservas na sociedade para que por meio da linguagem dos surdos aumente a 
evolução cognitivas e conceituais dos mesmos, fazendo que as suas experiências com a 
realidade vivida sejam desenvolvidas e o acesso à cultura e o conhecimento os integrem a 
coletividade. 
Língua Brasileira de Sinais/LIBRAS, é a língua de sinais reconhecida por lei 
Nº 10.436, 24/04/2002) como meio de comunicação e expressão de comunidades 
de surdos do Brasil. Não obstante, a obrigação de ressaltar que a lei obrigada colocar a 
LIBRAS no grupo das línguas do Brasil. A Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS) 
desempenha um papel fundamental na promoção da acessibilidade e comunicação eficaz para 
a comunidade surda no Brasil. Na obra literária Uma Viagem pelo Mundo dos surdos, o 
neurologista e escritor Oliver Sacks afirma que: 
"Os surdos podem comunicar-se mais facilmente e com 
maior precisão pela Língua de Sinais, porque o cérebro deles 
se adapta para esse meio e, se forçados a falar, nunca 
conseguirão uma linguagem eficiente e serão duplamente 
deficientes." 
É indispensável a promoção da Libras, pois a mesma é uma língua de um povo, e 
por ser uma língua é viva, autônoma, tem que ser reconhecida pela linguística para ser 
valorizada e acessível a todos. Só assim, haverá uma comunicação com empatia social e uma 
sociedade mais justa e inclusiva. 
A comunicação dos surdos é gestual-visual e é rica e diversificada, por isso, entre os 5 
parâmetros da formação da língua de sinais/LIBRAS – configuração das mãos, ponto de 
articulação, tipos de movimentos, orientação das mãos e expressão facial – destaco a 
expressão facial como uma importante mediação para que a linguagem da Libras efetive a 
comunicação dos surdos, pois é ela também que servirá para a organização e a expressão do 
pensamento, a construção de conhecimento e a identidade pessoal e cultural. A expressão facial 
não é um acessório estético, mas um componente fundamental da Língua Brasileira de Sinais 
(Libras). 
A expressão facial desempenha um papel crucial na comunicação eficiente e clara por 
várias razões: 
- Complemento ao significado: amplificam os sinais, ajudando a transmitir emoções, 
intenções e a atitude do emissor; 
- Gramática e Sintaxe: o uso do corpo são essenciais para indicar aspectos gramaticais, 
como a formulação de perguntas, negações e exclamativas; 
- Intensidade e Ênfase: uma expressão facial pode modificar o significado de um sinal, 
indicando, por exemplo, se algo é feito com mais ou menos intensidade, ou se um sentimento é 
mais forte ou mais leve; 
- Contexto e Clarificação: ajudam a esclarecer o contexto de uma mensagem, 
eliminando ambiguidades que poderiam surgir apenas com o uso dos sinais manuais; 
- Engajamento e Relação Interpessoal: facilitam a conexão interpessoal e a empatia, 
tornando a comunicação mais natural e engajada. 
Dois exemplos de Expressão Facial na LIBRAS: 
- Interrogação: Levantar as sobrancelhas e inclinar ligeiramente a cabeça; 
- Negação: faz um leve movimento de cabeça de lado a lado e faz uma expressão de 
desaprovação com a boca. 
Portanto, a linguagem corporal é parte constitutiva da comunicação que precisamos 
ressaltar em muito porque é ela que proporciona a formação e a informação sobre a identidade, 
às emoções as reações das pessoas. Na Língua de Sinais a expressão facial é um fator 
essencial e de afetividade, pois o surdo apreende o todo ao seu redor pela experiência 
da visão, visto que a surdez unicamente visual (SKLIAR, 2001) 
 
Fontes: 
https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2021/08/educacao-
bilingue-de-surdos-se-torna-modalidade-de-ensino-independente 
https://www.camara.leg.br/noticias/774138-projeto-classifica-educacao-bilingue-para-
surdos-como-modalidade-de-ensino/ 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14191.htm 
SKLIAR, Carlos. A surdez: um olhar sobre as diferenças. 2ª edição. Porto Alegre: 
Editora Mediação, 2001. 
SACKS, Oliver. MOTTA, Laura Teixeira (Trad.). Vendo vozes: uma viagem ao mundo 
dos surdos. São Paulo: Companhia das Letras. 2010. 
https://uva.grupoa.education/sagah/object/default/93230297 
 
 
 
https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2021/08/educacao-bilingue-de-surdos-se-torna-modalidade-de-ensino-independente
https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2021/08/educacao-bilingue-de-surdos-se-torna-modalidade-de-ensino-independente
https://www.camara.leg.br/noticias/774138-projeto-classifica-educacao-bilingue-para-surdos-como-modalidade-de-ensino/
https://www.camara.leg.br/noticias/774138-projeto-classifica-educacao-bilingue-para-surdos-como-modalidade-de-ensino/
https://uva.grupoa.education/sagah/object/default/93230297

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