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Doenças neurodegenerativas • Desordens crônicas e progressivas, caracterizadas por perda seletiva e simétrica de neurônios dos sistemas motor, sensorial e cognitivo • Anormalidades no transporte, degradação e agregação de proteínas, que levam a modificações específicas nas células, causando morte neuronal, principalmente por apoptose Doença de Alzheimer • Alois Alzheimer (1907) • Geralmente ocorre a partir dos 70 anos • Forma precoce e de origem genética • 60% dos casos de demência • Doença neurológica progressiva com perda irreversível de neurônios, principalmente no córtex e hipocampo • Perda progressiva de memória e outras funções cognitivas • Depósito de placas senis e emaranhados neurofibrilares Prevalência • 1% – 65 a 69 anos • 40-50% em pessoas com mais de 95 anos • Forma precoce ocorre antes de 61 anos: 6-7% Fisiopatologia • Gene da proteína β-amilóide – Produz uma proteína maior, chamada proteína precursora da amilóide (APP) • Proteína transmembrana – Proteína β-amilóide: fragmento de 40 a 42 aa • APP – menos de 1% dos casos • Pré-senilina 1 (PSEN1) e 2 (PSEN2) • Mutações causam aumento da produção de proteína β-amilóide 42 (forma mais tóxica) Emaranhados neurofibrilares • Os agregados proteicos causam injúria neuronal por aumentar o estresse oxidativo e alterar a homeostase do cálcio • Excitotoxicidade glutamatérgica • Estresse oxidativo – modificações na estrutura das proteínas • Síndrome de Down e doença de Alzheimer: acúmulo de placas senis e emaranhados neurofibrilares • Descoberta da proteína β-amilóide • Na síndrome de Down, o gene dessa proteína está duplicado Hipótese colinérgica • Há diminuição de colina acetil transferase e acetilcolina • Sinapses colinérgicas deficientes estão envolvidas com a deficiência de memória • Acetilcolinesterase – alvo terapêutico Fosfolipase A2 • Hidrólise de fosfolipídios de membrana • Origina fosfolipídios e ácidos graxos livres • LPL: quimiotaxia, mitogênese, contração da musculatura lisa • AA: precursor de eicosanóides • Estimulação excessiva • Dano à membrana neuronal – Depleção de fosfolipídios essenciais – Descontrole do influxo de cálcio • Fragmentação de DNA, proteólise, peroxidação lipídica • Acoplada a diversos receptores por proteínas G • Neurônios colinérgicos • Controla a síntese de acetilcolina pela liberação de colina • Atividade aumentada em esquizofrênicos • Alterações na enzima e metabólitos na DA • Atividade determinada geneticamente • Fundo molecular de doenças que afetam o SNC • DA: redução da enzima • Relação com déficit colinérgico e distúrbio cognitivo • Fosfolipídio – Aumento da síntese – Diminuição da degradação • Alteração do metabolismo dos fosfolipídios na DA – Mecanismo compensatório para “poupar” os lipídios da membrana • Receptores muscarínicos acoplados à enzima reduzem-se com o avanço da idade: função colinérgica • PLA2 ativa: forma Ach e induz o metabolismo normal da PPA • PLA2 inativa: forma menos Ach e induz a via amiloidogênica Acetilcolina • Colina acetiltransferase – marcadora de sinapses colinérgicas • O transporte de colina do fluido extracelular é a etapa limitante da síntese de acetilcolina Cálcio intracelular e neurotoxicidade • Fosfolipase A2 forma ácido araquidônico e seus metabólitos, que aumentam o cálcio intracelular e ativam a liberação de mais glutamato • O ácido araquidônico também inibe a recaptação do neurotransmissor • Radicais livres formados no metabolismo do ácido araquidônico ativam a fosfolipase A2 • Os radicais livres produzidos em excesso nessas doenças estão relacionados com a morte neuronal (isquemia cerebral e doenças neurodegenerativas) Doença de Parkinson • Segundo tipo mais freqüente • Prevalência de 2% entre pessoas com mais de 65 anos • Rigidez, bradicinesia e tremores • Perda de neurônios da substância negra e diminuição de dopamina no estriado (gânglios da base) • Inclusões intracelulares de proteínas, chamadas de corpúsculos de Lewy • Disfunção mitocondrial e estresse oxidativo – ↓ Cadeia respiratória (complexo I) • ↓ Produção de energia e ↑ de estresse oxidativo (podem levar à apoptose) • Radicais livres – reagem com proteínas, lipídios e DNA – ↓ Antioxidantes (GSH) e ↑ Ferro – O metabolismo da dopamina tb forma radicais livres • Excitotoxicidade • Estimulação excessiva de receptores NMDA de glutamato – ↑ Cálcio intracelular • Ativação de proteases, endonucleases, fosfolipases, óxido nítrico sintase • Aumenta a produção de radicais livres – ↓ Função mitocondrial – Oxidação de biomoléculas • Perda de neurônios dopaminérgicos em regiões específicas responsáveis pelo controle do movimento • O motivo pelos quais esses neurônios são especialmente vulneráveis é desconhecido – Alta capacidade de captação de compostos tóxicos – Alta taxa metabólica