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Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
29144 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v.4, n.6, p. 29144-29155 nov./dec. 2021 
 
Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) e a 
Implementação no Sistema único de Saúde (SUS) – Uma Breve Revisão 
 
Integrativa and Complemantary Health Practices (PICS) and 
Implementation in the Unified Health System (SUS) 
 
DOI:10.34119/bjhrv4n6-444 
 
Recebimento dos originais: 08/11/2021 
Aceitação para publicação: 28/12/2021 
 
Raquel de Lima Calvi 
Bacharel em Farmácia - Universidade Paulista (UNIP) 
Rua Colômbia, 122, Jardim do Trevo, Campinas-SP 
E-mail: raquelcalvi@uol.com.br 
 
Larissa Teodoro Rabi 
Mestre em Ciências - Faculdade de Ciências Médicas 
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) 
Docente na Universidade Paulista (UNIP) – Campinas-SP 
Av. Comendador Enzo Ferrari, 280 - Swift - Campinas – SP 
E-mail: larissateodororabi@gmail.com 
 
Wânia de Oliveira Vianna 
Doutora em Fármacos e Medicamentos - Universidade de São Paulo (USP) 
Docente na Universidade Paulista (UNIP) – Campinas-SP 
Av. Comendador Enzo Ferrari, 280 - Swift - Campinas-SP 
E-mail: wanniavianna@gmail.com 
 
RESUMO 
O objetivo desta revisão bibliográfica é apresentar um breve histórico da Implementação das 
PICS no Sistema Único de Saúde, as modalidades que fazem parte; com ênfase em Acupuntura, 
Homeopatia e Florais, a mobilização de entidades em prol das PICS, com a finalidade de 
contribuir e prestar informações acerca das áreas de atuação do profissional farmacêutico. 
Baseados em livros e artigos científicos, nas plataformas digitais Scielo, Revista USP, nos sites 
da BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), OMS e nas bases de dados do Ministério da Saúde, num 
período entre 1978 a 2019. As PICS foram instituídas no SUS em 2006, dentre as primeiras 
práticas ofertadas, estão a Acupuntura e a Homeopatia, atualmente já agregam 29 práticas. O 
Ministério da Educação incluiu em 2017, nas Diretrizes Curriculares do Curso de Graduação de 
Farmácia, a prescrição, aplicação e acompanhamento das práticas integrativas e complementares. 
Com as PICS, o Brasil desponta em cuidados com a Saúde, verificou-se, portanto, uma 
necessidade da reestruturação das matrizes curriculares das Instituições de Educação Superior 
(IES) para a inserção de disciplinas contendo as PICS, alinhando com as mudanças do século 
XXI, contribuindo para a formação com a qualidade, necessária ao exercício profissional. 
 
Palavras-chaves: Práticas Integrativas, PICS, Homeopatia, Acupuntura, Florais. 
 
ABSTRACT 
The objective of this bibliographic review is to present a brief history of the Implementation of 
PICS in the Unified Health System, as changes that are part; with emphasis on Acupuncture, 
mailto:raquelcalvi@uol.com.br
mailto:wanniavianna@gmail.com
Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
29145 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v.4, n.6, p. 29144-29155 nov./dec. 2021 
 
Homeopathy and Florals, a mobilization of entities in favor of PICS, with a contribution aid and 
provision of information on areas of activity of the pharmaceutical professional. Based on books 
and scientific articles, on the digital platforms Scielo, Revista USP, on the websites of the VHL 
(Virtual Health Library), WHO and the databases of the Ministry of Health, from 1978 to 2019. 
PICS were instituted in SUS in 2006, among the first practices offered, including acupuncture 
and homeopathy, 29 practices are currently offered. The Ministry of Education included in 2017, 
in the Curricular Guidelines of the Pharmacy Graduation Course, a prescription, application and 
monitoring of integrative and complementary practices. With PICS, Brazil chooses health care, 
there is, therefore, a need to restructure the curricular matrices of Higher Education Institutions 
(HEIs) to include specific disciplines such as PICS, in line with the changes of the century XXI, 
contributing to the quality training required for professional practice. 
 
Keywords: Integrative Practices, PICS, Homeopathy, Acupuncture, Flowers. 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), definidas pela Organização 
Mundial da Saúde (OMS) como medicina tradicional e medicina complementar alternativa 
(MT/MCA), são recursos terapêuticos fundamentados em conhecimentos tradicionais e 
milenares, voltados à prevenção de doenças e promoção da saúde.1 
É crescente em todo o mundo a busca por esses recursos terapêuticos, principalmente 
pelo aumento significativo de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).2 
Estatísticas da OMS de 2016, relatam que cerca de 41 milhões de mortes ocorreram 
devido às doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), doenças cardiovasculares, câncer, 
diabetes, doenças respiratórias crônicas e transtornos mentais, representando 71% do total de 57 
milhões de mortes.3 
A OMS vem estimulando os países membros a implementarem em seus sistemas públicos 
de atenção à saúde as práticas integrativas.4 
O Brasil vem paulatinamente implementando essas práticas no Sistema Único de Saúde 
(SUS) através da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde 
(PNPIC), hoje o Brasil conta com 29 práticas integrativas no SUS, modalidades essas que visam 
estimular especialmente o autocuidado. As PICS estão presentes em quase 54% dos municípios 
brasileiros, distribuídos pelos 27 estados e Distrito Federal.1 
Dentre as diretrizes das práticas integrativas, estão às atividades físicas, redução do 
estresse, reeducação alimentar, uma nova consciência de vida, são tratamentos customizados para 
cada paciente. Práticas essas que não substituem o tratamento convencional, e sim um 
complemento, aplicadas por profissionais especializados e conforme as necessidades.5 
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A complexidade inerente à vida humana traz novos desafios para os profissionais de 
saúde, considerar o ser humano do ponto de vista integral (mente, corpo, e estilo de vida) 
representa um aspecto importante da formação profissional.6 
 
1.1 REVISÃO DA LITERATURA 
1.1.1 Breve Histórico para Implementação das PICS no SUS. 
Através da Conferência Internacional sobre cuidados primários de Saúde, realizada em 
setembro de 1978, pela OMS em Alma-Ata, na República do Cazaquistão – “Declaração de Alma 
Ata”, foi apontado à necessidade urgente de todos os governos promoverem a saúde de todos os 
povos do mundo, documento este que foi um marco para o mundo. A OMS declara que “Saúde 
é o completo bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de doença ou 
enfermidade”, um direito fundamental do ser humano e uma das metas sociais mundiais mais 
importantes.7 
No Brasil a partir de 1980, teve início a implementação da Atenção à Saúde, com o 
Sistema Único de Saúde (SUS), uma das mais importantes conquistas sociais aprovadas pela 
Constituição Brasileira de 1988, a saúde passa a ser um direito do cidadão e um dever do Estado, 
pois o acesso aos serviços médicos até então era restrito aos trabalhadores com carteira assinada 
que contribuíam para o Ministério da Previdência Social. O SUS teve sua regulamentação através 
da Lei 8080 de 1990, “Lei Orgânica de Saúde”.8 
A OMS lança em 2002 a Estratégia sobre Medicina Tradicional 2002-2005, com objetivo 
de esclarecer o que é medicina tradicional. Com o aumento da busca por MT/MCA e o 
entendimento que a medicina tradicional continua a desempenhar um papel importante nos 
cuidados de saúde, a OMS tem concentrado esforços junto ao os Estados Membros a fim de 
garantir tratamentos seguros, eficazes e acessíveis, com pesquisas clínicas sobre segurança e 
eficácia.9 
O Ministério da Saúde em consonância com as diretrizes da OMS, que preconiza o uso 
da Medicina Tradicional/Medicinacomplementar/Alternativa MT/MCA e, com o objetivo de 
ampliar o acesso da população a esses serviços nos sistemas de saúde como fatores determinantes 
para garantir condições de bem-estar físico, mental e social, à saúde da sociedade, aprova a 
Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS, através da 
Portaria n.º 971 de 03 de maio de 2006, onde disponibiliza aos usuários do SUS, opções 
preventivas e terapêuticas.10 
Em 2013 a OMS lança uma nova Estratégia da Medicina Tradicional 2014-2023, uma 
revisão da Estratégia 2002-2005 para estabelecer a direção para a próxima década da MT/MCA. 
https://www.politize.com.br/estado-o-que-e/
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A Estratégia tem como objetivo dois pontos principais: apoiar os Estados Membros a promover 
o uso seguro e eficaz da MT/MCA, através da regulamentação de produtos, práticas e 
profissionais.2 
Em 2017 o Ministério da Saúde (MS), através da portaria nº 849 de 27 de maço de 2017, 
inclui mais 14 novas práticas no SUS, para melhoria da qualidade na Atenção Básica.11 
Já em 2018 o MS, considerando a necessidade de inclusão de outras práticas, em 
atendimento às diretrizes da OMS e visando avançar na institucionalização das PICS no âmbito 
do SUS, inclui mais novas práticas, através da portaria n° 702, de 21 de março de 2018.12 
 
1.1.2 Mobilização de membros do governo e entidades para consolidar as PICS. 
 O Ministério da Educação (MEC) institui as Diretrizes através da Resolução N. º 6 de 
19 de outubro de 2017, a prescrição, aplicação e acompanhamento das práticas integrativas e 
complementares, de acordo com as políticas públicas de saúde e a legislação vigente.13 
Em 2019 o Conselho Federal de Farmácia (CFF) recebe delegação da China, com o 
objetivo de fortalecer a profissão farmacêutica e a Medicina Tradicional Chinesa, pois, no Brasil 
é crescente a atuação de farmacêuticos na área de Medicina Tradicional Chinesa.14 
O Conselho Regional de Farmácia (CRF) lança a Cartilha 2019, com a finalidade de 
prestar informações acerca das áreas de atuação do profissional farmacêutico, visando ajudar 
tanto aqueles que já exercem o ofício, quanto os que desejam trabalhar nessas áreas, que tendem 
a se expandir frente às emergentes demandas por saúde e bem-estar, que já fazem parte das 
PICS.15 
O Laboratório de Práticas Alternativas, Complementares e Integrativas em Saúde 
(LAPACIS), instalado na Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, no departamento de 
Saúde Coletiva, criado em 2006, juntamente com a portaria 971/2006 do Ministério da Saúde, é 
um Laboratório de pesquisas, ensino e extensão de conhecimentos científicos e tradicionais, 
promotores e geradores de saúde e bem-estar, contribuindo com as metas da Organização 
Mundial da Saúde desde 1978.16 
Comissão da Câmara aprova o Projeto de Lei 2821/19 que cria Política Nacional de 
Práticas Integrativas e Complementares em Saúde. A proposta, do deputado Giovani Cherini, 
tramita na Câmara do Deputado em caráter conclusivo. A proposta altera a Lei Orgânica da Saúde 
(Lei 8.080/90), as ações e serviços dessas práticas devem integrar as políticas públicas e 
promover a saúde integral da população brasileira, promovendo o autocuidado e o aumento da 
resolubilidade dos serviços de saúde.17 
http://www.conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/793-comissao-da-camara-aprova-pl-que-cria-politica-nacional-de-praticas-integrativas-e-complementares-em-saude
http://www.conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/793-comissao-da-camara-aprova-pl-que-cria-politica-nacional-de-praticas-integrativas-e-complementares-em-saude
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1990/lei-8080-19-setembro-1990-365093-norma-pl.html
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Representantes das áreas de Registro, Monitoramento e Fiscalização de Medicamentos, 
além de membros da Assessoria Internacional e da gerência de Alimentos da ANVISA estiveram 
na China para aprofundar os conhecimentos sobre a produção e a regulação realizadas naquele 
país, com a missão de elaborar norma para produtos da medicina tradicional chinesa (MTC) 
comercializados no Brasil.18 
 
1.1.3 As 29 práticas que compõem as PICS. 
Apiterapia, Aromaterapia, Arteterapia, Ayurveda, Biodança, Bioenergética, Constelação 
familiar, Cromoterapia, Dança circular, Geoterapia, Hipnoterapia, Homeopatia, Imposição de 
mãos, Medicina antroposófica / antroposofia aplicada à saúde, Medicina Tradicional Chinesa – 
acupuntura, Meditação, Musicoterapia, Naturopatia, Osteopatia, Ozonioterapia, Plantas 
medicinais – fitoterapia, Quiropraxia, Reflexoterapia, Reiki, Shantala, Terapia Comunitária 
Integrativa, Terapia de Florais, Termalismosocial / crenoterapia, Yoga.4 
 
2 OS FUNDAMENTOS DA HOMEOPATIA, ACUPUNTURA E TERAPIA FLORAL. 
2.1 HOMEOPATIA 
A Homeopatia teve seu início em 1796, pelo médico alemão Christian Frederich Samuel 
Hahnemann, uma prática terapêutica que trata o doente e não a doença e reconhece o ser humano 
como um todo não em partes. Uma terapêutica fundamentada em princípios dos Semelhantes, ou 
seja, o medicamento tem efeito semelhante ao do sintoma causado pela doença, preceitos 
relatados já por Hipócrates e aprofundados por Hahnemann. A Homeopatia teve sua introdução 
no Brasil em 1840, através do médico francês Dr. Benoit Jules Mure.19 
Buscando elucidar a classe médica e a sociedade em geral, a Câmara Técnica de 
Homeopatia do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) elaborou 
um Dossiê com “Evidências Científicas em Homeopatia”. Esse Dossiê também aborda a 
importância da incorporação da homeopatia e da acupuntura na formação acadêmica, devido a 
crescente procura da população. Nesse dossiê apresenta a progressão da pesquisa em homeopatia 
nas últimas décadas. Fundamentado cientificamente, o princípio da similitude terapêutica no 
estudo sistemático do efeito rebote dos fármacos modernos, reúne estudos publicados em 
periódicos científicos consagrados que atestam a similaridade de conceitos e manifestações entre 
o fenômeno rebote e a reação vital ou ação secundária do organismo gerada pelo tratamento 
homeopático.20 
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2.2 ACUPUNTURA 
Arte Milenar, a arte de inserir agulhas em locais específicos do corpo para atingir um 
efeito terapêutico, uma técnica utilizada no sistema de saúde da China há mais de 3 mil anos. Das 
agulhas de osso, pedra, bambu, prata e aço inoxidável às de ouro. A prática da acupuntura evoluiu 
muito nos últimos milênios. Em 1979 a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu 
oficialmente a acupuntura como método terapêutico para 43 enfermidades, em 2003 para mais 
de uma centena, contribuindo para a expansão integrativa onde medicina chinesa e moderna 
caminham juntas. No Brasil a acupuntura teve seu reconhecimento como especialidade médica 
em 1995 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), após a comprovação de trabalhos 
científicos.21 
 
2.3 TERAPIA DE FLORAIS 
Terapias de florais surgiram no início do século 20, na Inglaterra, e sua criação é 
atribuída ao médico Edward Bach. Os produtos das terapias florais são normalmente 
comercializados com alegações associadas ao equilíbrio das emoções. As essências florais ou 
Florais de Bach são reconhecidas pela OMS como terapia complementar e tradicional, e 
amplamente aceita em mais de 70 países. A Terapia de Florais já faz parte das Práticas 
Integrativas e Complementares (PICS). Diante do exposto, a ANVISA através do Comitê de 
Enquadramento de Produtos Sujeito à Vigilância Sanitária (COMEP) propôs que os florais deBach e demais florais sejam classificados como “produtos tradicionais para saúde”, sem registro 
prévio, e, que passem a ser monitorados de forma similar à aplicada atualmente aos produtos da 
Medicina Tradicional Chinesa e posterior regulamentação específica.22 
Terapia de Florais faz parte de um campo emergente de terapias vibracionais 
(energética), com propriedades não invasivas. As essências florais, feitas a partir de plantas 
silvestres, flores e árvores do campo, tratam as desordens da personalidade e não das condições 
físicas, com finalidades de harmonizar o corpo etérico (corpo vital ou força vital).23 
 
3 TERAPIAS VIBRACIONAIS (ENERGÉTICA), DESENVOLVIDA A PARTIR DE 
PESQUISAS COM BIOELETROGRAFIA. 
 
Fitoenergética, fem. Técnica terapêutica de promoção da saúde que considera, como 
princípio básico, o potencial energético das plantas para alcançar a restauração do 
equilíbrio, o controle das emoções e dos pensamentos, bem como a elevação da 
consciência, atuando, assim, de modo positivo no campo vibracional de cada ser vivo e 
agindo nas causas geradoras de doenças. Notas: i) A fitoenergética foi desenvolvida a 
partir de pesquisas com bioeletrografia (fotografia do campo energético, também 
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conhecida como foto Kirlian), técnica que permite analisar o padrão energético do 
indivíduo. 1 
 
 A energia vibracional foi demonstrada pelo pesquisador Japonês, Dr. Masaru Emoto no 
início de 1970, quando assumiu uma missão extraordinária para entender o mistério da água, fez 
experimentos com água congelada, fotografando cristais em alta velocidade o que o levou à 
revelação surpreendente, que a água tem capacidade para absorver sentimentos e emoções 
humanas. Suas fotografias de cristais de água revelaram a receptividade da água ao que ele chama 
Hado - ou seja, sons, pensamentos, palavras e imagens. Ele descobriu que água exposta a amor 
e palavras positivas, por exemplo, “eu te amo”, “obrigado”, ou musica harmoniosa como de 
Mozart ou Beethoven, formam cristais de forma requintada, brilhantes, enquanto que 
pensamentos e palavras negativos ou músicas desarmoniosas, formam cristais fragmentados em 
desordem. Dr. Emoto concluiu que, como as pessoas são compostas de 70% de água, e a Terra 
em si, se expressarmos conscientemente amor e boa vontade, poderemos nos curar e também o 
planeta.24 
As alterações fisiológicas no organismo ligadas a estimulação sensorial, promovidas pela 
acupuntura. 
 
Tabela 1 - Mecanismo de ação neuro-humoral da acupuntura 
 
Ações locais da acupuntura (resultantes da inserção da 
agulha no ponto da acupuntura) 
 
Ações sistêmicas da acupuntura (resultantes do caminho do 
estímulo até o cérebro) 
 
Microtraumatismo deflagra reação anti-inflamatória e 
processo de regeneração celular 
 
Medula espinhal: ácido gama-aminobutírico (Gaba), 
dinorfina e encefalina bloqueiam o impulso nervoso. 
Liberação de substâncias bioquímicas causam 
vasodilatação capilar e consequente aumento do fluxo 
sanguíneo. 
 
Tronco encefálico: neurônios da substância cinzenta 
liberam endorfinas que estimulam neurônios do trato 
descendente do dorso lateral a produzir serotonina e 
noradrenalina, inibindo o impulso doloroso em nível 
medular. 
Estímulo atinge terminações nervosas livres e causa 
sensação inicial de dormência, queimação, choque, peso 
ou dor – o que é chamado de Qi na MTC. 
Hipotálamo- hipófise: β-endorfinas penetram no líquido 
cefalorraquidiano/liquor e na circulação sanguínea 
sistêmica, produzindo analgesia; adrenocorticotrofina 
induz a glândula suprarrenal a liberar cortisol, hormônio 
com ação anti-inflamátória. 
Fonte: Vieira 21, 2017 
 
A Medicina Vibracional ou Medicina Energética e ciência das vibrações em relação à 
fisiologia do corpo poderá nos fornecer uma compreensão mais profunda dos processos celulares 
que promovem a cura. Várias práticas populares da medicina antiga utilizaram mapas corporais 
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etéreos para entender o fluxo de energia dentro do corpo. Na crença chinesa, a força da vida é a 
energia Qi (respiração), também conhecida como Yang, que se mistura com o sangue, ou a 
energia Yin, e cria o equilíbrio vital. Com isso o desequilíbrio entre o Yin e o Yang se instala o 
processo da doença. A prática da acupuntura de inserir agulhas ao longo de pontos de energia 
ajuda a equilibrar a energia Qi. Após a aplicação de acupuntura, através de estudos, observou o 
aumento de níveis de endomorfina-1, β-endorfina, encefalina e serotonina no plasma e tecido 
cerebral resultando em analgesia, sedação e a recuperação das funções motoras.25 
 
4 DISCUSSÃO 
As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde foram implementadas no Sistema 
Único de Saúde (SUS) desde 2006, através da Portaria n.º 971/06 e, se encontra aprovado na 
Comissão da Câmara, o Projeto de Lei 2821/19 que altera a Lei Orgânica de Saúde, Lei 8080 de 
1990, para incluir as Práticas Integrativas e Complementares no campo de atuação do SUS. 10,17 
O Ministério da Educação em 2017, através Resolução N. º 6 de 19 de outubro de 2017, 
incluiu a prescrição, aplicação e acompanhamento das práticas integrativas e complementares, 
nas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Farmácia (DCNs) , após 
análise do parecer do Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Superior, que 
apontou a necessidade da harmonização entre Educação e Saúde, devido as mudanças ocorridas 
no século XXI, principalmente no Sistema Único de Saúde (SUS), que requerem uma formação 
acadêmica, com habilidades, conhecimentos e experiências específicas, para a atuação do 
farmacêutico. 13 
Vieira (2017) aponta que a acupuntura, teve seu reconhecimento no Brasil, como 
especialidade médica em 1995 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), após a comprovação 
de trabalhos científicos.21 
Teixeira (2017) elaborou um Dossiê com “Evidencias Científicas em Homeopatia”, 
lançado pela Câmara Técnica de Homeopatia do Conselho Regional de Medicina do Estado de 
São Paulo (CREMESP). 20 
 Anvisa através do Comitê de Enquadramento de Produtos Sujeito à Vigilância Sanitária 
(COMEP) propôs que os florais de Bach e demais florais sejam classificados como “produtos 
tradicionais para saúde”, sem registro prévio, e, que passem a ser monitorados de forma similar 
à aplicada atualmente aos produtos da Medicina Tradicional Chinesa e posterior regulamentação 
específica, devido a comercializados no Brasil e de possuírem inúmeras regulamentações locais 
e regionais. 22 
http://www.conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/793-comissao-da-camara-aprova-pl-que-cria-politica-nacional-de-praticas-integrativas-e-complementares-em-saude
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5 CONCLUSÃO 
Com a Implementação das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), no 
Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil desponta em cuidados com a Saúde, contribuindo para 
a prevenção de doenças, promoção e manutenção da saúde. Há, portanto, uma necessidade da 
reestruturação das grades curriculares das Instituições de Educação Superior (IES) para a 
inserção de disciplinas contendo as PICS, alinhando com as mudanças do século XXI, 
contribuindo para a formação profissional com a qualidade necessária ao exercício profissional 
em consonância com as necessidades de saúde e bem-estar da sociedade brasileira. 
 
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REFERÊNCIAS1. Brasil. Ministério da Saúde. Glossário Temático: Práticas Integrativas e Complementares 
em Saúde. Brasília; 2018 [acesso 20 ago 2019]. Disponível em: 
https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/marco/12/glossario-tematico.pdf 
 
2. WHO.Traditional Medicine Strategy: 2014-2023.USA. 2013.[acesso 11 set 2019]. 
Disponível em: 
https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/92455/9789241506090_eng.pdf;jsessionid=23
40E2D0aafaebdc2c6ec7df5b2f33a1?sequence=1 
 
3. WHO. World Health Statistics. 2018. [acesso 20 ou 2019]. Disponível em: 
https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/272596/9789241565585-eng.pdf?ua=1 
 
4. Brasil. Ministério da Saúde. Práticas Integrativas e Complementares (PICS) quais são e para 
que servem. Brasília; 2019. [acesso 21 ago 2019]. Disponível em: 
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