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Uso de antibióticos no tratamento ou na prevenção das infecções bacterianas bucais → As infecções bacterianas de origem endodôntica ou periodontal contam com a participação de microrganismos: aeróbios / anaeróbios facultativos / anaeróbios estritos → Obs. As infecções sempre acontecem pela presença de vários microganismos. Controle de infecção no consultório odontológico: → Barreiras, esterilização, desifecção e antissepsia (procedimento simples e prático que pode reduzir o número de microganismos presentes na cavidade bucal, na proporção de 75 a 99%). Antissepticos → Quando usados evitam contaminações cruzadas. Os microganismos podem ganhar caminho da corrente sanguinea, provocando bacterimias transitórias. Soluções anti-sépticas: → Iodopovidona 10% em solução aquosa com 1% de iodo ativo (PVPI) – libera iodo progressivaente quando a solução entra em contato com àgua. → Empregado na antissepsia e na degermação e no preparo pré-cirúrgico dos pacientes (antissepsia extrabucal). → Clorexidina: mais usado para uso bucal. → Possui ação bactericida pr agregar a menbrana plasmática da bactéria, provocando a perda do conteúdo celular. → Age contra bactérias facultativas e anaérobias, gram-positivas e negativas, fungos e leveduras. A concentração miníma eficaz é 0,12%. → Na forma de soluções para bochecho – 0,12 a 0,2% → Antissepsia pré-operatória intra bucal – 0,2 a 2% → Assepsia extra-bucal - 2 a 4%. (E a clorexidina e o hipoclorito de sódio 1% podem serem usados em endondontia.) Antibióticos → São substâncias quimicas, obtidas de microganismos vivos, ou de processos semissintéticos, que tem a propiedade de inibir o crescimento de microganismo patogênicos ou destruí-los. → São classificados com base em diferentes critérios: Ação biológica / Espectro de ação / Mecanismos de ação. Classificados como: → BACTERICIDAS: Capazes de determinar a morte dos microorganismos sensíveis. → BACTERIOSTÁTICOA: Inibem o crescimento e a multiplicação dos microrganismos sensíveis, sem destruí-los. Espectro de ação →Baseado na eficácia terapêutica contra determinadas espécies de microrganismos. Ação principal contra bactérias gram-positivas: ● Penicilina G, penicilina V, eritrmicina, claritromicina, azitromicina, clidamicina, vacomicina. Ação principal contra as bactérias gram-negativas: ● Quinolonas (ciprofloxacina, levofloxacina) e a aminoglicosídeos (getamicina). Ação similar contra bactérias gram-positivas e gram- negativas: ● Ampicilina, amoxilina, cefalosporinas, tetraciclinas. Ação similar contra bactérias anaeróbias. ● Penicilinas, clindamicina, tetraciclina, metronidazol (especialmente contra bacilos gram-negativos). Ação similar contra espiroquetas: ● Penicilinas, cefalosporinas, tetraciclinas. Ação sobre os fungos: ● Nistatina, anfotericina B, cetoconazol, intraconazol e outros derivados triazólicos. Ação sobre outros microganismos: ● Riquétsias, micoplasmas, microbactérias e clamídias): tetraciclinas e cloranfenicol. Mecanismos de ação: Não são totalmente compreendidos. Antibiótico ideal: Não existe. Só podem serem vendidos através de duas vias de receitas seja ela comum ou especial. Resistencia bacteriana → Intríseca (natural): faz parte das características naturais, fenótipicas do microganismo (herança genética). → Adquirida: ocorre quando há o aparecimento de resistência em uma espécie bacteriana anteriormente sensível a um determinado antimicrobiano. Elas não mudam de característica, mas com o uso frequente, essa seleção leva ao predominio das cepas que de alguma forma sobreviveram, e agora são maioria. → Obs. O uso indiscrimando, inrresponsável de antibióticos, terapêutica ou profilatiamente, humano ou veterinário, tem favorecido pressão seletiva, levando á seleção e predominância de espécies cada vez mais resistente. Antibóticos de uso odontológico ● Betalactâmicos / Penicilinas (naturais e semissintéticos). ● Cefalosporinas / Macrolídeos ● Clindamicina / Metronidazol ● Quinolonas e carbapenêmicos. Betalactâmicos → São assim chamados por possuirem um anel beta- lactâmico em sua estrutura química. Constituem uma ampla classe de antibióticos, contendo subclasses: Penicilinas, Cefalosporinas, Clavulanato de potássio, Carbapenêmicos. Penicilinas → São bactericidas e podem ser de origem naturais ou semissintéticos. → Efeitos adversos: tontura, dor abdominal, náuseas, vômito e diarreia são os mais comuns (podem ser confundidos com hipersensibilidade). Penicilinas naturais → São assim denominadas por serem produzidas por fungos. → São também chamadas benzilpenicilinas ou penicilinas G, apresentando três tipos: ● Penicilina G potássica cristalina. ● Penicilina G pracaíca. ● Penicilina G benzatina. → Por serem inativadas pelo sulco gástrico, são mal absorvidas por via oral. → As vias parentais (intramuscular ou intravenosa) permitem a completa absorção, apesar de aumentarem as chances de reação alérgica. Penicilinas semisintéticas → A ampicilina e a amoxilina, são as de maior interesse clínico para a odontologia. Por não serem inativadas pelo suco gástrico e podem ser administradas por via oral. → Penicilina V (fenoximetilpenicilina potássica) Age muito bem contra os estreptococcos gram- positivos que em geral, dão inicio aos processos infecciosos bucais: intervalos de 6 em 6 horas. → Ampicilina e amoxilina: As principais diferenças entre a ampicilina e a amoxilina (derivada da própia ampicilina) são farmacocinéticas. A amoxilina é mais bem absorvida por via oral e não sofre modificações no organismo. Intervalo de 8 em 8 horas. → Inativadores das betalactamases: Eficaz para bactérias produtoras de betalactamases: laboratórios farmacêutico criaram associações de penicilinas com essas substâncias (ex. Clavulanato de potássio + amoxilina). Cefalosporina → São bactericidas,com espectro de ação um pouco mais aumentado em relação às penicilinas. São menos sensíveis à ação das betalactamases. → Efeito adversos: são nefrotóxicas se empregados em altas doses e por tempo prolongado. (o uso prolongado das cefalosporinas de terceira geração também está associado ao aparecimento da colite pseudomembranosa, causada pelo Clostridium dificile e suas toxinas, quando a diarreia pode chegar a mais de 20 evacuações diárias.) Classificação das cefalosporinas → As cefalosporinas são classificadas de acordo com sua ordem cronológica de produção (1º, 2º,3º e 4º geração) e também com base no espectro de atividade contra bacilos gram-negativos, que vai aumentando da 1º para a 4º geração. ● 1º geração: cefadroxil, cefalexina, cefalotina, cefazolina. ● 2º geração: cefaclor, cefuroxima, cefoxitina. ● 3º geração: cefriaxona, ceftazidima. ● 4º geração: cefepima, cefpiroma. Macrolideos → Desse grupo fazem parte a eritromicina, a espiramicina e outros antibióticos quimicamente relacionados a eritromicina, como a claritromicina e a roxitromicina. → A Azitromicina pertence a uma nova classe de antibióticos, os azalídeos, considerados “parentes próximos” dos macrolídeos, dos quais diferem apenas pela inserção de um átomo de nitrogênio no anel lactônico de 15 átomos. Claritromicina e Azitromicina – são escolhas no tratamento dos abcessos periapicais agudos, em pacientes com história de alergia às penicilinas. Clidamicinas → Ela é geralmente selecionada para o tratamento de infecções mais avançadas, na clínica odontológica. → Seu emprego deve ser criterioso, por se constituir muitas vezes na primeira alternativa de escolha aos alérgicos a penicilina, seja no tratamento de infecções graves (às vezes em ambiente hospitalar) ou na profilaxia da endocardite bacteriana. → Seu uso indiscriminado, na odontologia, só irá contribuí para a seleção de bactérias resistentes.Normalmente é empregada de forma isolda, sem nescessidade de associações com o metronidazol. Tetraciclinas → De interesse para a clinica odontológica, apenas a doxiciclina e a amoxilina, que possuem ótima absorção por via oral. → Reaçõs adversas – distúrbios gastrintestinais, incluindo anorexia, náuseas, vômitos, diarreia, ulceração da boca e irritação da região perianal. → Elas se depositam sob a forma de um ortofosfato complexo nos ossos e dentes, durante o desenvolvimento, provocando como resultado manchas marrons e hipoplasia de esmalte dental. → Não podem ser administradas durante a gravidez e devem ser evitadas em crianças no estágio de desenvolvimento ósseo dental. → São efetivas contra muitas espécies anaeróbias, mas sua eficácia tem diminuido devido ao aparecimento de algumas espécies resistentes. Das tetraciclinas disponíveis no mercado, a doxiclina é a mais emregada na clinica odontológica. Seu uso está restrito ao tratamento das periodontites agressivas ou crônicas, como alternativa aos pacientes alérgicos ás penicilinas ou que apresentam efeitos adversos ao metronidazol. Metronidazol → Eficácia contra bactérias anaérobias, especialmente as gram-negativas, passando a ser indicado no combate a essas espécies. → Tem gosto metálico, dor estomacal, náuseas e vômitos. → Ele é extramamente eficaz contra os bacilos anaeróbios gram-negativos, sendo de muita utilidade no tratamento de infecções bacterianas agudas como as periconarites, os abcessos periapicais e a gengivite ulcerativa necrosante, sendo geralmente associado ás penicilinas ou cefalosporinas. Quando recomendar o uso do antibiótico? → Em casos de infecções presentes: Edema pronuciado / limitação da abertura local / lifadenite / febre / taquicardia / falta de apetite / mal estar, febre Ou seja quando as defesas imunológicas do organismo não conseguem controlar a infecção. → Toda infecção gera uma inflamação, mas nem toda inflamação gera uma infecção. Antibióticos comumentes empregados por via oral, em adultos, no tratamento de infecções bacterianas bucais,com suas respectivas doses de manutenção e intervalos usuais entre as doses. Antibiótico Dose Intervalo usual Penicilina V 500 mg 6 h Ampicilina 500 mg 6 h Amoxilina 500 ou 875 mg 8 h ou 12 h Metronidazol 250 ou 400 mg 8 h ou 12 h Amoxilina + Clavulanato K 500 mg + 125 mg 8 h Cefalexina 500 mg 6 h Eritromicina 500 mg 6 h Claritromicina 500 mg 12 h Azitromicina 500 mg 24 h Clidamicina 300 mg 8 h