Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Ortodontia Resumo Ortondotia e Ortopedia Facial
Ortodontia (Universidade Federal de Uberlândia)
Digitalizar para abrir em Studocu
A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Ortodontia Resumo Ortondotia e Ortopedia Facial
Ortodontia (Universidade Federal de Uberlândia)
Digitalizar para abrir em Studocu
A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial
https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-federal-de-uberlandia/ortodontia/ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial/4356809?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial
https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-federal-de-uberlandia/ortodontia/3604950?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial
https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-federal-de-uberlandia/ortodontia/ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial/4356809?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial
https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-federal-de-uberlandia/ortodontia/3604950?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ORTODONTIA E ORTOPEDIA FACIAL 
Histórico: 
 Ortodontia vem da união das palavras Orthos = correto / Dons = dentes ”dentes corretos”. 
 Foi a primeira especialidade da odontologia. 
 Finalidade: identificar o diagnóstico e o desenvolvimento maxilo/mandibular. 
Definição: 
 É o ramo da odontologia que tem por objetivo estudar: 
 Crescimento e desenvolvimento crânio-facial. 
 Cronologia das dentições. 
 Fisiologia das oclusões decíduas e permanentes. 
 Classificação das más oclusões. 
 Etiologia das más oclusões (pré-disposição como principal agente etiológico). 
 Bases do diagnóstico. 
 Biomecânica da movimentação ortodôntica e/ou ortopédica. 
Intenções da Ortondontia: 
PREVENÇÃO 
 Clínico geral e odontopediatria. 
 Importância dos dentes decíduos. 
 Extração precoce. 
 Hábitos bucais (sucção digital, respiração deficiente e etc). 
 Dentes supranumerários. 
 Agenesias. 
OBS: aos 4 anos de idade, pode se ver em radiografias, 20 dentes decíduos e 28 dentes permanentes. 
Mantenedores de Espaço: 
 BANDA ALÇA  aparelho fixo, passivo, indicado para crianças que perderam precocemente um dos molares 
decíduos. Tem como função preservar o perímetro do arco e é constituído de uma banda e uma alça metálica. 
Genericamente é indicado para perdas unitárias de dentes posteriores. 
 
 
 
 
 ARCO LINGUAL DE NANCE  mantenedor fixo, indicado para situações em que há perda precoce de mais de um 
molar decíduo no arco inferior. É constituído de uma estrutura metálica que contorna a face lingual dos dentes 
inferiores e se une a duas bandas (1º molar permanente ou 2º molar decíduo) dispostas simetricaente, uma em cada 
hemi-arco. 
 
 
 
 
 
 BARRA TRANSPALATINA (PALATINA)  quando ativo, movimenta os molares no sentido vestíbulo-lingual (V-L); 
quando passiva, promove a ancoragem dos dentes posteriores, podendo, inclusive, substituir o botão de Nance. É 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial
constituída de duas bandas, adaptadas geralmente nos primeiros molares permanentes, e de uma estrutura 
metálica, que cruza o palato bilateralmente, sem tocá-lo, e que se une às bandas. 
 
 
 
 
 
 
 BOTÃO DE NANCE  aparelho restrito a maxila, constituído de duas bandas com arco no palato e acrílico. É indicado 
para perdas múltiplas (semelhante à barra palatina), porém sua higienização é prejudicada. 
 
 
 
 
 
 APARELHO REMOVÍVEL  tem como vantagem sobre os fixos, a estética, e permite a função durante a mastigação, 
porém necessita mais da colaboração do paciente. 
 
 
 
 
 
INTERCEPTAÇÃO 
 Ação que faz com que um processo com desvio, seja interrompido e corrigido. São situações em que há 
interceptação na ortodontia: 
 Más oclusões incipientes. 
 Discrepância de modelo (falta ou excesso de espaço). 
 Diastema (positiva para o excesso de espaço). 
 Apinhamento (negativa para a falta de espaço). 
 Hábitos bucais (sintomas: palidez, olhar caído, cansaço). 
CORREÇÃO 
 Correção das anomalias de posição, relação e harmonia dento-maxilo-facial. 
 Estende-se até o desenvolvimento, após esta fase, é necessária a correção associada à cirurgia, quando há disfunção 
óssea. 
 Mecânica ortodôntica: alinhamento. 
 Bionator: aparelho removível que fica totalmente solto na cavidade bucal. Usado, em fase de crescimento, para 
promover um reposicionamento anterior da mandíbula (correção do retrognatismo mandibular). 
Mecanismo de ação: paciente faz a mordida forçada, onde deveria estar, haverá montagem dos modelos no 
articulador, posicionamento do aparelho bionator; retorno para a boca; esticamento da região condilar e túber 
proporcionando a formação de osso e o reposicionamento dos arcos. 
 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
Fisiologia da Oclusão 
 Com o fim do reestabelecimento da oclusão e as funções bucais normais que conduzem ao equilíbrio das proporções 
e a estética facial. O melhor quadro estético é aquele que a fisiologia da oclusão está devidamente superposta. 
Ortodontia e Ortopedia facial 
 É o ramo da odontologa que tem por objetivo o estudo, a prevenção, a interceptação e a correção das anomalias de 
posição, relação e harmonia dento-maxilo-faciais, com o fim de restabelecer a oclusão e as funções bucais normais que 
conduzem ao equilíbrio das proporções e a éstetica facil. 
CLASSIFICAÇÃO DAS MÁS OCLUSÕES 
 Oclusão Normal: é baseada na relação cêntrica (RC) juntamente com a máxima intercuspidação habitual (MIH). Uma 
oclusão normal apresenta características anatômicas normais e uma oclusão estética. Segundo Andrews, para uma oclusão 
normal, existem uma relação de seis chaves de oclusão, nas quais foram baseadas: 
 120 modelos 
 Dentes sem tratamento ortodôntico. 
 Dentes bem alinhados e de boa aparência anatômica. 
 Oclusão não seria beneficiada do tratamento ortodôntico. 
Baseado nestes pontos, as chaves de oclusão são: 
1) RELAÇÃO MOLAR  vertende distal da cúspide disto-vestibular do 1º molar superior oclui com a vertente mesial da 
cúspide mésio vestibular do 1º molar inferior. 
2) ANGULAÇÃO MÉSIO-DISTAL DAS COROAS CLÍNICAS  formam a curva de Spee. Positivo: para mesial, Negativo: para 
distal. 
3) INCLINAÇÃO VESTÍBULO-LINGUAL DAS COROAS CLÍNICAS  formam a curva de Wilson. Positivo: vestibular 
(incisivos), próximo a 0°. Negativo: lingual (molares) posterior 25 a 30°. Os dentes decíduos não formam curva, pois 
são implantados verticalmente. 
4) PONTOS DE CONTATO  devem ser justapostos (justos) e não devem ter diastemas (linha média) ou espaçamento 
(fora da linha média). 
5) AUSÊNCIA DE ROTAÇÕES DENTAIS. 
6) CURVA DE SPEE  (1) plana e/ou suave. (2) profundidade normal está em torno de 2 mm. (3) vai do último dente em 
oclusão até a cúspide do canino. OBS: a curva de Spee reversa (mordida aberta resultaria numa extrusão dental, 
invertendo a curva). 
O que é classificar asmás oclusões? 
 É separar os diversos tipos de más oclusões de forma a agrupá-las em classes que apresentam características 
comuns. 
Por que classificar as más oclusões? 
 Comunicação: rapidez na ientificação do aspecto clínico. 
 Comparação: casos clínicos com aspectos semelhantes. 
 Autocomunicação: ortodontista raciocina sobre fatores etiológicos e possíveis foras de tratamento. 
CLASSIFICAÇÃO DE ANGLE, 1899 
 Baseado na avaliação ântero-posterior (relação sagital) da mandíbula x maxila, classificou a oclusão. 
 Acreditava-se que o 1º molar superior permanente tinha posição estável (conceito falso atualmente). 
 Cúspide mésio-vestibular do 1º molar superior relaciona com o sulco mésio vestibular do 1º molar inferior quando 
em oclusão (Chave de Molar). 
Vantagens: 
 É a mais utilizada. 
 Fácil e simples. 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial
 Com acréscimo de outros termos, que não foram propostos por Angle, se torna mais completa. Ex: Classe I com 
mordida aberta. 
Prevalência: 
 Más oclusões (88,53%) 
 Oclusão normal (11,47%) 
 Classe I (55%) 
 Classe II (42% - divisão 1 (7%) e divisão 2 (3%)). 
 Classe III (3%). 
Pontos de Referência: 
 Sulco mésio-vestibular do 1º molar inferior. 
 Cúspide mésio-vestibular do 1º molar superior. 
OBS: na ausência ou impossibilidade de se classificar com os 1º molares permanentes, os caninos serão as 
referências. 
CLASSE I  são englobados aqueles casos de má-oclusão em que a relação ântero-posterior dos 1° molares superiores e 
inferiores é normal. Isto significa que a mandíbula e o arco dentário à ela superposto, estão em correta relação mésio-distal 
com a maxila e demais ossos da face. A cúspide mésio-vestibular do 1° molar superior oclui com o sulco central do 1° molar 
inferior. A má-oclusão está geralmente confinada aos dentes anteriores. 
 Bilateral. 
 Oclusão justa (eixo cúspide x sulco apresentam encaixe). 
 Relação oclusal da cúspide M-V do 1° molar superior como sulco M-V do 
1° molar inferior. 
 Equilíbrio entre maxila-mandíbula. 
 Equilíbrio das funções musculares periorais. 
 Perfil facial harmonioso (selamento labial). 
 Apinhamentos. 
 Presença de espaços (pequeno número de dentes em relação à massa 
óssea). 
 Mordidas cruzadas. 
 Mordidas abertas. 
 Sobremordidas. 
 Biprotrusões (torna o perfil convexo). 
 Más posições dentárias individuais. 
OBS: para se obter espaços, há quatro formas: distalização, expansão, 
desgaste ou extração. 
CLASSE II  são aqueles casos em que a arcada inferior se encontra em relação distal com a arcada superior. A cúspide 
mésio-vestibular do primeiro molar inferior e a face distal da cúspide vestibular do segundo pré-molar inferior. Apresenta 
duas divisões: 
 DIVISÃO 1  relação molar em disto-oclusão. Os incisivos superiores apresentam uma 
inclinação vestibular. Há presença de uma sobressaliência acentuada (maxila e mandíbula 
em desarmonia, crescimento deficiente). Outra característica é a curva de Spee acentuada 
(incisivos ocluem na mucosa). A arcada dentária superior se mostra em V. O paciente 
apresenta o perfil facial convexo. Há um desequilíbrio muscular perioral proveniente da 
sobressaliência acentuada. 
 DIVISÃO 2 
 Melhor tratamento. 
 Vestibularização do incisivo lateral superior. 
 Verticalização ou lingualização do incisivo central superior. 
 Sobremordida acentuada. 
 Equilíbrio muscular perioral 
 Perfil facial tente a reto ou suavemente convexo. 
 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
CLASSE III  são aqueles casos em que o primeiro molar inferior encontra-se em posição mesial na relação com o primeiro 
molar superior. A cúspide mésio-vestibular do primeiro molar superior oclui no espaço entre a cúspide distal do primeiro 
molar inferior e a cúspide mésio-vestibular do 2° molar inferior. 
 Relação molar mésio-oclusão (1° molar inferior permanente). 
 Incisivo inferior com inclinação lingual. 
 Mordida cruzada anterior topo a topo. 
 Perfil facial côncavo. 
 Musculatura perioral pode estar desequilibrada. 
 Tratamento: cirurgia ortognática para prognatismo 
mandibular, e aparelho quando é maxila. 
 
 SUBDIVISÃO  quando apenas um lado apresenta CLASSE 
II ou CLASSE III, e no lado oposto a relação dos molares é 
de CLASSE I. Exemplos: 
1. Classe III subdivisão direita. 
2. Classe II divisão 1 subdivisão direita. 
3. Classe II divisão 2 subdivisão direita com mordida 
cruzada unilateral do lado direito. 
4. Classe I com mordida cruzada (dento alveolar). 
CLASSE IV 
 Classe II de um lado e Classe III de outro. 
 Geralmente ocorre devido a perda dental precoce. 
Críticas à classificação de Angle: 
 Radiografia cefalométrica comprovou que o primeiro molar superior permanente não era estável. 
 Considerava somente o sentido ântero-posterior das más oclusões, deixando de fora os planos vertical e transversal. 
 Baseado no posicionamento dentário não considerava a base esquelética. 
CLASSIFICAÇÃO DE LISHER, 1912 
1. Relação antero-posterior dos arcos. 
 
 Neutro-oclusão (Classe I de Angle). 
 Disto-oclusão (Classe II de Angle). 
 Mésio-oclusão (Classe III de Angle). 
 Normo-oclusão (Oclusão Normal). 
 
2. Alterações verticais 
 
 Sobremordida profunda. 
 Mordidas abertas / anterior (mesial a canino) e posterior (distal a canino). 
 Trespasse é normal. Em dentes permanentes o trespasse é de 3,0 mm, e em dentes decíduos será de 0 a 25% 
do comprimento da coroa. 
 
3. Alterações transversais. 
 
 Mordidas cruzadas: 
 Anterior (sagital). 
 Posterior (unilateral / bilateral). 
 Funcionais. 
 Dento alveolares (apenas inclinação dental sem envolvimento ósseo). 
 Esqueléticas (ortognáticas). 
Mordida Cruzada Posterior 
 Geralmente está associada à hábitos deletérios. Ex: sucção digital, sucção de “chupetas”. 
 Dentadura mista ou decídua. 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial
Mordida Cruzada Anterior 
 Tendência a Classe III em dentes decíduos. 
Mordida Cruzada Funcional 
 Interferências dentárias (atresia maxilar). 
 Ajustes musculares (látero-oclusão). 
 Desvio da linha média em oclusão habitual. 
 Relação cêntrica ou boca aberta a linha média são coincidentes. 
 Mordida unilateral. 
OBS: prevalência de 80 a 97% das mordidas cruzadas unilaterais (associadas à DTM). 
Alterações: 
 Deslocamento do côndilo. 
 Lado cruzado (para dentro e acima na cavidade articular). 
 Lado descruzado (para baixo e fora da cavidade articular). 
 Resultado: assimetria facial. 
Mordida Cruzada Esquelética Dentro Alveolar 
 Pacientes jovens com dentições mistas apresentando inclinação dental, mantendo o alvéolo é classificado como 
dento-alveolar, já quando a base maxilar está comprometida e envolve o osso, é classificada como esquelética 
(desenvolvida por hábitos). 
Sobressalência (overjet) 
 Acentuada: mordida cruzada anterior. 
 Negativa: mordida cruzada invertida. 
 
4. Posicionamento dentário individual 
Indicam a posição ocupada pelo dente na arcada dentária. Quando o elemento dentário encontra-se posicionado de modo 
na não ocluir fisiologicamente, acrescenta-se o sufixo “versão”. Os tipos de “versões” existentes são: 
 Vestibuloversão. 
 Linguoversão. 
 Mesioversão. 
 Distoversão. 
 Supraversão (acima da linha de oclusão). 
 Infraversão (abaixo da linha média de oclusão). 
 Giroversão. 
 Axiversão (eixo invertido). 
 Transversão ou transposição (dentes trocados de posição). 
CRESCIMENTO CRÂNIOFACIAL 
CRESCIMENTO: aumento de tamanho. 
MATURAÇÃO: mudanças de proporções.DESENVOLVIMENTO: complexidade progressiva. 
 
OSTEOGÊNESE: 
ENDOCONDRAL: processo de crescimento ósseo originado a partir de tecido cartilaginoso. 
 Mecanismo de ação: fatores genéticos ou ambientais que geram pressão na área. Ocorre hipertrofia de condrócitos 
na base do côndilo, aumentando o espaço intramedular, degenerando, onde ficou o espaço. O mesmo é invadido 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
pelo tecido conjuntivo, tecido, sanguíneo e células mesenquimais mais diferenciadas que transformam em 
osteoblastos preenchendo a matriz óssea que se mineraliza formando osso. 
 Adaptação morfogenética, que propicie a formação constante de tecido ósseo em regiões que suportam níveis de 
compressão. 
Condrócitos (hipertrofiação)  cavidades separadas por tabiques  invasão de capilares  células mesenquimais 
indiferenciadas  osteoblastos  matriz óssea (mineralização)  formação óssea. 
 Locais de ocorrência da ossificação endocondral: 
 Côndilo mandibular. 
 Epífise de ossos longos. 
 Maior parte occipital. 
 Septo nasal. 
 Sincondroses (suturas com cartilagem – articulações da base do crânio). 
 Há dependência de ação do hormônio de crescimento. 
INTRAMEMBRANOSA: quando o processo tem origem na superfície óssea (periósteo). 
 Mecanismo de ação: nas superfícies ósseas, durante o desenvolvimento ósseo quando o mesmo é comprimido, há 
reabsorção. Quando este tecido sofre uma tensão, haverá uma formação óssea. Há regiões em que há reabsorção 
(periósteo) e outras há formação (endósteo). 
Células do tecido conjuntivo (diferenciação)  formação de osteoblastos  deposição óssea  mineralização desta matriz 
óssea  formação óssea. 
Em tecidos moles o crescimento se dá a partir do interstício. 
Em tecidos ósseos (processo aposicional nas superfícies, direto e acumulativo). 
REMODELAÇÃO ÓSSEA 
 Processo seletivo de aposição e reabsorção óssea que permite a alteração na forma, dimensões e proporções de 
cada região do osso. Ao nascer o neurocrânio do recém-nascido apresenta seu tamanho oito vezes maior que o viscerocrânio 
(face). Em adultos o neurocrânio tem o dobro do tamanho do viscerocrânio (face). 
RECOLOCAÇÃO ÓSSEA 
 Movimentos de crescimento real, onde é observado apenas um ponto. 
 Aposição    Reabsorção. 
 Área anterior do ramo: ocorre reabsorção. 
 Área posterior do ramo: ocorre formação. 
 Ambos sofrem uma aposição, ou seja, modificação de um ponto (todo ponto sempre sofrerá uma aposição). 
Movimentos de Crescimento 
 DESLIZAMENTO  crescimento real, resultante do processo de aposição e reabsorção (remodelação). Observado em 
uma região. 
 DESLOCAMENTO PRIMÁRIO  resultante do deslocamento do próprio osso, observado regional. 
 
 Crescimento da maxila e mandibula ocorre para baixo e para frente. 
 Movimentação de crescimento da maxila ocorre por sí mesma. 
 
 Deslocamento secundário  movimento do osso (crescimento) pela formação de ossos secundários. 
 
 Movimento de crescimento pela formação da base do crânio. 
 Resultante de aposição de um outro osso. 
Centros de Crescimento 
 Côndilo e borda posterior do ramo. 
 
 Parede posterior ocorre formação e parede anterior ocorre uma reabsorção, para aumentar o corpo maxilar. 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial
 Maior crescimento: mulher (menarca), homem (antes dos 13 anos de idade). 
 
 Tuberosidade lingual mandibular. 
 
 Regiões vitais para erupção dos dentes posteriores, onde há reabsorção do ramo anterior. 
 
 Tuberosidade maxilar 
 
 Erupção dos dentes pela formação de osso na tuberosidade maxilar 
. 
 Processo alveolar. 
 
 Só existe pela presença dos dentes. 
 Ao nascer: mandíbula praticamente apresenta só a área basal. 
 
 Suturas. 
 
 Adapta tensões que respondem as forças produzidas pelos tecidos moles que estão crescendo, afastando-se e 
depois unindo-se por aposição óssea. 
 
 Septo nasal. 
 
 O compleso naso-maxilar é feita pelo processo de sutura. 
 Septo é uma cartilagem que quando comprimido sofre deformação. 
 Crescimeno intersticial gerando uma pressão para baixo e para frente. Este crescimento pode gerar um trauma 
precoce. 
 
 Superfície. 
 
 Responde por crescimento intra-membranoso por remodelação. 
 Proporcionam aumentos regionais e remodelações concomitantes aos outros tipos de crescimento. 
BIOGÊNESE DOS DENTES DA OCLUSÃO 
 Os dentes iniciam sua formação no embrião na 6ª semana intra-uterina. 
Mecanismo: proliferação ectodérmica em lâmina dentária, no qual em cada uma se encontra um broto dentário (matriz do 
que será um dente). 
Germe dentário: 
 Órgão do esmalte. 
 Papila dentária. 
 Saco dentário (folículo). 
ODONTOGÊNESE: 
 Iniciação: os 3 tecidos começam a invadir o mesênquima. 
 Proliferação: após a invação, proliferam (se expandindo). 
 Histodiferenciação: diferenciação dos tecidos. 
 Aposição: aposição do tecido específico que foi gerado. 
ERUPÇÃO DENTÁRIA: 
 O que se deve avaliar quando há perda de dentes decíduos: saber o estágio de formação dental (informação que 
determina a terapêutica com o uso de mantenedores de espaço); radiografia (verifica o estágio de formação do 
dente permanente). 
Estágio de Nolla (1960) 
0. Ausência de cripta. 
1. Presença de cripta. 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
2. Calcificação inicial. 
3. 1/3 da coroa formada. 
4. 2/3 da coroa formada. 
5. Coroa quase completa. 
6. Coroa completa  dente começa seu trajeto em direção à cavidade bucal. 
7. 1/3 da raiz formada. 
8. 2/3 da raiz formada  metade ou 2/3 – atinge a cavidade buca. 
9. Raiz quase completa. 
10. Ápice completa  quando o dente atinge seu antagonista. 
 
 Alta correlação: estágio radicular x época de irrupção. 
 Início: coroa clínica completa. 
 Nível da crista óssea = 2/3 da raíz formada. 
 Cavidade bucal = ¾ da raiz formada. 
Um dente começa a irromper depois da coroa formada, ultrapassa a crista depois de 2/3 de raiz formada e aparece na 
cavidade bucal depois de ¾ de raiz formada. 
Desenvolvimento da dentadura decídua 
 Sempre a dentadura inferior prescede a superior, sendo o incisivo central, o primeiro a surgir por volta dos 6 meses 
de idade. 
 Entre 6 a 24 meses: irrupção de todos os decíduos. 
 16 meses: estabelecimento da primeira dimensão vertical. 
(1°) ICI  (2°) LI  (3°) ICS  (4°) ILS  (5°) 1° MI  (6°) 2° MS  (7°) CI  (8°) CS  (9°) 2° MI  (10°) 2° MS. 
OBS: o 1° molar decíduo antecede o canino, pois nesta fase há necessidade de estabelecer a dimensão vertical e de se 
estabelecer a oclusão, pois determina a deglutição. 
Quando o paciente possui um desvio além do padrão de normalidade, pode-se desconfiar de alteração hormonal ou 
manifestação sindrômica. Ex.: síndrome de Down (irrupção tardia). 
Recém Nascido 
 Todo recém nascido apresenta a mandíbula medindo 2,5 mm aquém da maxila – um crescimento para frente. 
 Relação entre os roletes gengivais. 
 Não há contato dos rebordos anteriores, apenas contato na região dos molares. 
 Base da mandíbula retruída em relação ao crânio. 
 Inferiores se encontram posicionados 2,5 mm mais posteriores. Quando os dentes posteriores (1° molares decíduos) 
irrompem, é necessário corrigir essa retrusão (mais ou menos 1 ano e meio de vida). 
 Essa discrepância se corrige até irrupção dos 1º molares decíduos. 
 Não existe correlação na separação entre os roletes gengivais e o desenvolvimento de mordidas abertas. 
Características da Dentadura Decídua 
 Incisivos superiores e inferiores encontram-se verticalizados em relação ao plano oclusal e a face. 
 Dentes decíduos estão implantados verticalmente na base óssea, resultando na ausência das curvas de Spee 
(vestibular) e Wilson (mesial). 
 O crescimento, entre 3,5 e5,5 anos de idade, só ocorre dimensionalmente, ou seja, em altura da dentição é relativa 
aos germes em formação dentária. 
 Plano oclusal relativamente aproximado da ATM. 
BIOGÊNESE: 
A verticalização somada à proximidade do plano oclusal e ATM, provocarão atrição normal. Só não é normal quando há 
desgaste acentuado, hipercementose, mobilidade dentária, hipersensibilidade e aumento do espaço periodontal (bruxismo). 
Atrição 
 Desgaste normal logo que os dentes entram em oclusão. 
 Varia com a alimentação e hábitos. 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial
 Dentes decíduos se desgastam mais rapidamente que os permanentes e resulta em dentes anteriores com coroas 
clínicas mais curtas e um aplainamento oclusal nos posteriores. 
Presença de Diastemas 
 Tipo I: presença de diastemas normais 
 Tipo II: ausência de diastemas – maior incidência de apinhamento. 
O apinhamento depende do tamanho do rebordo dos dentes permanentes e não quando há presença ou não de diastemas. 
Espaço Primata 
Espaço existente tanto em maxila quanto em mandíbula e fazem parte do mecanismo compensatório de espaço para 
acomodação dos dentes permanentes nos arcos inferiores e superiores. 
 TIPO I  possui espaços generalizados tanto no arco inferior quanto no superior. 
 TIPO II  não possui espaços generalizados ou diastemas. 
 
 Superior: mesial a canino (função de estabelecer o espaço funcional para incisivos superiores – alinhamento). 
Discrepância entre incisivos decíduos e permanentes: 3,8 x 2,0 = 7,6. 
 Inferior: distal a canino (serve para relação molar final) 
Discrepância: 3 x 2 = 6 mm. 
OBS: o pré-molar permanente irrompe dos 2° molares decíduos. É relação terminal entre 2° molares decíduos favorecendo a 
mesialização do molar inferior. 
Dentadura Mista 
 Relação terminal entre os 2° molares decíduos 
2° Molar Decíduo Porcentagem (%) 1° Molar Permanente 
Plano 76 Topo 
Degrau Mesial 14 Neutro oclusal 
Degrau Distal 10 Classe II 
Entre 76% dos casos, a relação terminal entre os 2° molares decíduos é reta. No plano terminal reto, oclusão ocorre 
cúspide – cúspide (Classe II), distalizando-se. Para resolver esta relação, há 2 soluções: dente permanente do 1° 
molar superior sofrerá distalização. A outra opção é a mesialização do 2° molar inferior e por esse motivo, necessita-
se de espaço. 
Ajuste da Relação dos 1° Molares Permanentes 
 Fechamento dos espaços primatas inferiores. 
 Crescimento diferencial maxilo-mandibular. 
 Utilização do espaço disponível de Nance. 
 Combinação dos 3 fatores associados. 
Espaço Disponível de Nance 
 Decíduos: Canino + 1° Molar Decíduo + 2° Molar Decíduo (Maior). 
 Permanentes: Canino + 1° Pré-Molar + 2° Pré-Molar (espaço menor que o espaço dos dentes decíduos). 
 Nem todo dente permanente é maior que o seu predecessor decíduo. 
 Superior: 0,9 x 2 = 1,8 
 Inferior: 1,7 x 2 = 3,4 
CLASSIFICAÇÃO 
 1° período transitório: compreende a primeira troca de incisivos e 1° molares permanentes. 
 Período inter-transitório: irrupção dos incisivos e 1º molares permanentes, porém caninos e pré estão em fase de 
desenvolvimento. 
 2° Período transitório: troca dos remanescentes caninos e pré-molares. 
 
 
 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
Irrupção e Alinhamento dos Incisivos Permanentes 
 Desenvolvimento dos permanentes se dá por lingual aos decíduos e posição final proveninente do equilíbrio entre 
lábio e língua. 
OBS: como se obtém o espaço para alinhamento dos incisivos? 
 Superiores: espaço primata, trajeto vestibularizado de irrupção e aumento do crescimento transversal (intercaninos). 
 Inferiores: crescimento transversal e trajeto de irrupção. 
ALTERAÇÕES DIMENSIONAIS 
Crescimento Transversal 
 Maior aumento na época de irrupção dos incisivos permanentes: superior (3 a 5 mm) e inferior (1 a 3 mm). 
DENTES CRESCIMENTO TRANSVERSAL (mm) 
13 – 23 5 
16 – 26 4 
33 – 43 3 
36 – 46 2 
 
Comprimento do Arco 
SUPERIOR – Variável 
 Espaço disponível de Nance (fator de perda de crescimento) 
 Desgaste Interproximais (redução) – proveniente do desgaste natural, mastigação e etc, reduzindo o comprimento. 
 Componente anterior de forças (reduz) 
 Trajeto de irrupção (aumenta), por isso que no arco superior é variável, às vezes o trajeto supera os 3 fatores de 
perda. 
INFERIOR – Diminuição (mesial Molar) 
 Espaço disponível de Nance. 
 Desgaste interproximal. 
 Componente anterior de forças. 
 Espaço primata inferior. 
 Inclinação lingual dos incisivos inferiores – ocorre quando a tumba palatina regride, gerando um maior espaço para a 
acomodação da linha, portanto, ela atua sobre os incisivos inferiores, neutralizando-os. 
 Ganho: trajeto de irrupção. 
Perímetro: 
SUPERIOR – Variável 
 Espaço disponível de Nance (diminui). 
 Desgaste interproximal (diminui). 
 Componente de forças anteriores (diminui). 
 Trajeto de irrupção (aumenta). 
 Crescimento transversal (aumenta). 
INFERIOR 
 Espaço disponível de Nance (diminui) 
 Desgaste interproximal (diminui) 
 Componente de forças anteriores (diminui) 
 Espaço primata (diminui) 
 Inclinação lingual dos incisivos inferiores (diminui) 
 Trajeto de irrupção (aumenta) 
 Crescimento transversal (aumenta). 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial
FASE DO PATINHO FEIO 
1. Divergência dos longos eixos (caninos encontram-se na raiz do incisivo lateral, divergindo as coroas, posteriormente 
a coroa é pressionada alinhando a mesma). 
2. Aparecimento de diastemas. 
3. Duração de 3 a 4 anos. 
Estágio do Patinho Feio 
 Posição dos incisivos laterais contra superfícies distais dos incisivos centrais. 
 Posição dos caninos: incialmente tendem a agravar, porém ao final, há correção natural. 
Dentadura Permanente 
 Oclusão ideal (3%). 
 Oclusão aceitável (27%) 
 Má oclusão (70%). 
Apinhamento: 
CARACTERÍSTICAS PRIMÁRIAS  (1) hereditário. (2) discrepância entre tamanho do dente x arco dentário. (3) ocorre durante 
a troca dos incisivos. 
CARACTERÍSTICAS SECUNDÁRIAS  (1) acomete região posterior. (2) pode ser de origem hereditária e/ou ambiental. 
CARACTERÍSTICAS TERCIÁRIAS  (1) ocorre entre 16 – 18 anos. (2) apinhamento em adultos, acomete preferencialmente os 
incisivos inferiores. (3) tem sua origem no crescimento mandibular, principalmente, pela erupção dos 3°s molares. 
OBS: difiodontes (apresentam 2 dentições, sendo 1 decídua e 1 permanente) e dentaduras (apresentam 3 fases distintas de 
formação dos dentes: distal, mesial e palatina). 
ETIOLOGIA DAS MÁS OCLUSÕES 
Tem por objetivo determinar as causas de anomalias dentofaciais, com intuito de facilitar: 
 Prevenção. 
 Interceptação. 
 Correção, após instalada a má oclusão. 
 Prevenir recidivas. 
FATORES ETIOLÓGICOS 
Fatores Gerais: agem a distância, muitas vezes durante a formação do indivíduo no período embrionário. 
1. Hereditariedade: 
 
 Misturas raciais aumentam a frequência das discrepâncias no tamanho dos maxilares e os transtornos oclusais são 
mais significantes. 
Tipos faciais são: 
 
 BRAQUIFACIAL (1) face quadrada, coroas curtas, 
arco amplo, raso e presença de sobremordida. 
 MESIOFACIAL (3) face mais equilibrada, 
proporcional, equilíbrio de altura e largura. 
 DOLICOFACIAL (2) face mais longa, arcos 
dentários estreitos e profundos, mordida aberta e padrão de 
musculatura mais frágil. 
 
2. Deformidades congênitas (ao nascimento): 
 
 Paralisia cerebral: isquemia e distúrbios nas seguintes funções: mastigação, deglutição, fonética, respiração e 
postura. 
Baixado por CibeleSousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
 Fissuras lábiopalatais: falta de coalescência entre os segmentos que formam os lábios e palato (1° arco 
braquial) entre a 6° e 7° semana intrauterina, ocorre a fusão e formação dos botões dentários. 
 
A) Parte central do nariz e lábio 
B) Região infraorbitária e asa do nariz. 
C) Região infraorbitária ao lábio lateral. 
D) Região inferior da face. 
 
 Disostose cleidocraniana: 
 Hipoplasia de clavícula. 
 Retenção prolongada dos dentes decíduos. 
 Protrusão mandibular. 
 Dentes supranumerários. 
 Erupção tardia dos permanentes. 
 Rizólise não compatível com a rizogênese. 
 
 Displasia ectodérmica: 
 Conjunto de síndromes: quando 3 ou mais tecidos de origem ectodérmica estão alterados. 
Ex.: alterações dentofaciais, nariz em sela e lábios protrusos. 
 Pouca transpiração (hipertermia). 
 Alterações morfológicas (hipoidrótica: funcionamento deficiente das glândulas sudoríparas). 
 
3. Fatores Ambientais: 
 
 Pré-natais: 
 Posição intrauterina. 
 Fibromas uterinos. 
 Dieta e metabolismo materno. 
 Enfermidades. 
 Drogas. 
 
 Pós-natais: 
 Lesões traumáticas ao nascer. 
 Traumatismo. 
 Tecidos cicatriciais. 
 Anquilose condilar. 
 Fraturas de côndilo (micrognatismo maxilo-mandibular). 
 
4. Enfermidades Sistêmicas: 
 
 Poliemielites. 
 Distrofias musculares. 
 Endocrinopatias (hipófise, tireóide, paratireóide). 
 Nutrição: raquitismo (carência de vitamina D) ou escorbuto (carência de vitamina C). 
 Postura: crescimento anormal dos maxilares, Classe II. 
 Traumatismo (alterações musculares). 
 
5. Hábitos Bucais Deletérios: 
 
 Ornicofagia. 
 Sucção digital, lábios ou chupetas. 
 Respiração bucal. 
 Interposição atípica da língua. 
OBS: grade lingual fixa (aparelho recordativo para não haver sucção digital e não ocorrer a sobreposição da língua) 
 
 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial
Fatores Locais: 
Anomalias de Número 
 Supranumerários. 
 Extranumerários 
 Ausências dentais (agenesias) 
 Hipodontia (poucos dentes). 
 Oligodontia (vários dentes ausentes). 
 Anodontia (todos os dentes ausentes). 
Anomalias de Tamanho 
 Macrodontia: localizada, generalizada e relativa (dente normal para ossos alterados). 
 Microdontia: localizada, generalizada e relativa (dente menor para osso normal). 
Anomalias de Forma 
 Conóides 
 Germinação (separação de coroa). 
 Concrescência (unidos pela raiz). 
 Fusão (coroas unidas). 
 Cúspide extra (Tubérculo de Carabelli). 
Freios e Bridas 
 Inserções baixas dos freios labiais. 
 Freios: inserções em linha média. 
 Bridas: inserções laterais. 
 Verificar origem dos diastemas: mesiodens, hábitos, hereditariedade e agenesias de laterais. 
OBS: para se diagnosticar freios labiais com inserções patologicas, deve-se realizar uma radiografia para identificar se há ou 
não a presença de algum obstáculo. Traciona-se o lábio e verifica-se a inserção na região uma leve isquemia da papila. 
Tratamento: caso o freio atrapalhe as funções mastigatórias e fonéticas, pode-se realizar uma frenectomia, que consiste em 
seccionar o freio labial em sua inserção. Caso contrário devido a recidiva, fazer apenas após a dentadura permanente se 
formar (irrupção dos caninos), fechamento mecânico dos diastemas com terapêutica ortodôntica. 
6. Perda precoce de dentes decíduos 
 
 Migrações dentárias. 
 Diminuição do perímetro do arco. 
 Extrusão do antagonista. 
 Propicia a instalação de hábitos. 
 Atraso da irrupção dos dentes permanentes. 
 Problemas psicológicos na criança. 
 
7. Retenção prolongada de decíduos: 
Causas: 
 Falta de sincronia entre risólize e risogênese. 
 Anquilose de decíduo. 
 Ausência de permanente. 
Consequências: 
 Atraso da erupção dos dentes permanentes. 
 Erupção ectópica. 
 Modificações no perímetro do arco. 
 
 
 
 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
8. Irrupção Tardia dos Permanentes: 
Causas: 
 Presença de supranumerários. 
 Raiz residual de decíduos. 
 Fibrose gengival. 
Consequências: 
 Dilaceração radicular. 
 Migrações dentárias. 
Tratamento: 
 Bulectomia 
 
9. Erupção Ectópica 
Causa: 
 Falta de espaço no arco dentário, por fatores genéticos ou fatores ambientais. 
Dentes mais acometidos: 
 Caninos superiores e 2° pré molar inferior, devido a cronologia de erupção, estes são os últimos dentes a 
irromperem. 
Tratamento: 
 Extração dos prés molares e tração dos caninos 
OBS: Transposição  troca dos dentes no arco (remover o dente transposto, porém, caso não queira a extração dentária, 
pode-se alterar a anatomia dos mesmos). 
10. Anquilose 
 
 Formação de ponte óssea ligando o cemento à lâmina dura alveolar (princípio de reabsorção). 
 Dentes acometidos: 
 Molares decíduos (apoptose dos cementoblastos). 
 Incisivos superiores (traumatismos dentoalveolares). 
 Caninos superiores (impacções devido à sua cronologia de erupção). 
 
11. Cárie Dental 
 Perda prematura de dentes. 
 Perda de pontos de contato interdentais. 
 Migrações dentárias: inclinação, giroversão e extrusão. 
 Diminuição do perímetro do arco. 
 
12. Fatores Iatrogênicos 
 Próteses inadequadas. 
 Cirurgias mal realizadas. 
 Ortodontia mal conduzida. 
 Dentística (excesso ou falta de material restaurador) 
GRANDES CAUSAS: 
 Genética: fatores que ficam impossibilitados de serem alterados. 
 Ambientais: fatores externos oriundos de problemas na prevenção: cárie, hábitos nocivos, traumatismos e 
iatrogenias. 
 
 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial
HÁBITOS BUCAIS 
HÁBITOS DA INFÂNCIA: 
 Sucção digital ou de chupetas. 
 Respiração bucal. 
 Interposição e língua entre os dentes. 
 Ornicofagia. 
 HÁBITOS: 
 Disposição adquirida pela repetição frequente de um ato. 
 Os movimentos interiores ou tensões são revelados por meio de algum movimento muscular ou ação. 
CAVIDADE BUCAL: 
 Paladar tátil e posição da mandíbula. 
 Acuidade tátil: percepção do tamanho, textura e forma do objeto (lábio e porção anterior da língua). 
 A estabilidade do complexo maxilo-mandibular é determinada pelo equilíbrio das forças intrínsecas que o rodeiam. 
OBS: equivalência de forças contrárias da musculatura, forças iguais, porém, contrárias  Lábio  Dentes  Língua. 
HÁBITOS BUCAIS: 
 Equação ortodôntica: as causas atuam em épocas sobre os tecidos produzindo resultados (intensidade, frequência, 
duração (tempo) do hábito; e a época que houve atuação enquanto criança). 
 Respirardo bucal. 
 Sucção digital ou chupeta. 
 Deglutição atípica (intrerposição labial ou lingual). 
 Outros hábitos (ornicofagia, postura, fonação e etc). 
RESPIRADOR BUCAL: 
Vias aéreas superiores   adaptação funcional   respirador bucal. 
Etiologia da Respiração Bucal: 
Qualquer fator que obstrua a passagem de ar pela cavidade nasal, seja parcial ou total; assim respirar pela boca é uma forma 
compensatória para a obstrução nasal. Existem alguns fatores que possibilitam a respiração bucal: 
 Hipertrofia dos cornetos: devido à alergia (provocam edemas locais), crises de rinites alérgicas. 
 Hipertrofia da adenóide. 
 Vegetações adenoideanas muito proeminentes. 
 Desvio de sépto. 
 Rinites alérgicas. 
OBS: reduzem a capacidade de entrada de ar na cavidade nasal. 
Funções da Mucosa Nasal: 
 Filtragem. 
 Aquecimento. AR 
 Umidificação. 
Respiração Bucal: 
 Efeitos Imediatos: ressecamento e irritação da mucosa bucal e faringeana, consequente da passagem do ar impuro, 
frio e seco. 
 EfeitosMediatos: quebra do equilíbrio muscular; prováveis alterações dento-esqueléticas durante o crescimento 
crâniofacial. 
 Genética + ambiente: determina o crescimento, fazendo com que o palato cresça para baixo e para frente 
(respirador nasal). Já os respiradores bucais, possuem o palato profundo, impedindo o crescimento das vias nasais 
para baixo e para os lados, assim o palato apresenta o aspecto mais profundo. 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
 A língua em contato com o palato (boca fechada e respiração pelo nariz), no respirador bucal a língua não fica em 
contato com o palato. 
 Ao abrir a boca para respirar perde-se a força do lábio e língua, e língua e palato, gerando uma mordida cruzada 
posterior e um palato ogival (atrésico e profundo). 
Características Dentoesqueléticas do Respirador Bucal: 
 Face adenoidiana. 
 Palato profundo. 
 Palatro atrésico. 
 Mordida cruzada posterior. 
 Incisivo superior vestibularizado. 
 Lábio superior hipotônico e curto. 
 Lábio inferior hipertônico, interpondo 11 e 21. 
 Incisivos inferiores verticalizados. 
 Sobressalência acentuada. 
 Pode ocorrer casos de uma mordida aberta anterior e classe II. 
 Ângulo goniaco aberto. 
 Plano mandibular inclinado. 
 Terço ântero-inferior aumentado. 
 Selamento labial deficiente. 
 Gengivite. 
 Face longa e estreita (nariz). 
 Perfil convexo. 
 Palidez (falta de oxigenação). 
 Caixa toráxica estreita e saliente (peito de pombo). 
OBS: nem todos os respiradores bucais apresentam todas as características supracitadas, depende da intensidade, duração, 
frequência e predisposição que cada um tem. 
Relação Causa x Efeito: 
 Predisposição. 
 Graus de obstrução. 
 Postura lingual e mandibular. 
 Interação, herança genética e ambiente. 
Diagnóstico Diferencial na Respiração: 
NASAL: 
 Selamento labial. 
 Narinas se dilatam (ação do músculo elevador da asa do nariz). 
BUCAL: 
 Lábios entreabertos. 
 Narinas imutáveis (hipotrofia do músculo elevador da asa do nariz). 
Terapêutica do Respirador Bucal: 
 Avaliação médica. 
 Remoção do hábito. 
 Correção das alterações morfológicas. 
SUCÇÃO DE DEDO OU CHUPETA 
Impulso de sucção: importante para o desenvolvimento da face. 
Etiologia: 
 Alimentação deficiente. 
 Irrupção de molar decíduo. 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial
 Satisfação do instinto de sucção. 
 Tensão emocional: insegurança. 
 Atrair a atenção (psicológico). 
OBS: estímulo ambiental para desenvolvimento da face: amamentação. 
Impulso de sucção  alimentação  resíduo do esforço (frustração)  sucção digital e/ou chupeta  satisfação. 
 
Persistência do Hábito de Sucção Digital: 
 Incisivos superiores vestibularizados. 
 Incisivos inferiores verticalizados. 
 Retrusão mandibular (Classe II). 
 Mordida aberta difusa (interposição lingual). 
 Palato atrésico. 
 Mordida cruzada posterior. 
 Selamento labial deficiente. 
 Lábio superior hipotônico e inferior hipertônico. 
Persistência do Hábito de Sucção de Mamadeiras / Chupetas: 
MORDIDA ABERTA CIRCUNSCRITA: 
 Crescimento vertical inibido. 
 Interposição lingual. 
 Palato atrésico. 
MORDIDA CRUZADA POSTERIOR: 
 Retrusão lingual. 
 Ação muscular das bochechas. 
 Incisivos verticalizados ou vestibularizados. 
MANIFESTAÇÕES DAS MÁS OCLUSÕES 
 Predisposição. 
 Posição dedo/chupeta. 
 Contração muscular bucofacial. 
 Postura mandibular. 
 Padrão crâniofacial. 
 Força aplicada aos dentes e processo alveolar. 
 Frequência e duração do hábito. 
Cuidados: 
 Chupeta ortodôntica: estreita, curta, achatada e com bisel (chanfrado) na ponta (não impede o risco de alteração, 
porém, acontece com menos intensidade). 
 Mamadeira: retirar quando a criança estiver preparada (2 a 3 anos); furo para saida do leite deve ser o menor 
possível; uso de um bico ortodôntico. 
A interrupção brusca, pode causar: trauma e transferência, por isso deve ser feito de maneira gradual e de modo a não 
afetar o desenvolvimento psicológico da criança. 
Protocolo Terapêutico: 
 Dependente de algumas variáveis: idade (5 anos), duração, frequência, intensidade, posição do dedo/chupeta. 
 Correção das alterações morfológicas. 
 Aparelho retardatário: evitar que o paciente volte a realizar a sucção digital. 
 Acompanhamento psicológico. 
OBS: trata-se primeiro a mordida cruzada, devido à atresia muscular, ao tratar, a mordida aberta, vai conseguindo 
chegar ao lugar devido. 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
DEGLUTIÇÃO ATÍPICA: 
 Interposição lingual/labial. 
 Projeção forçada da língua ou do lábio inferior contra ou entre os dentes, alterando o equilíbrio fisiológico entre as 
estruturas bucofaciais. 
 Funções da lingua: deglutição, proteção das vias aéreas, posicionamento dos dentes. 
Fisiologia da Deglutição: 
Deglutição Infantil Normal: 
 Maxilares separados: lingua entre os rebordos gengivais. 
 Estabilidade mandibular via contração dos músculos faciais e interposição lingual. 
 Deglutição controlada pelo intercâmbio sensorial entre o lábio e língua. 
 Desaparece com a irrupção dos molares (16 meses). 
Deglutição Madura Normal: 
 Pouca atividade dos lábios e musculaturas faciais. 
 Contração dos elevadores de mandíbula (dentes em oclusão). 
Etiologia da interposição lingual: 
 Desequilíbrio do controle nervoso. 
 Amigdalas hipertrofiasas. 
 Macroglossia. 
 Anquiloglossia. 
 Freio lingual extenso. 
 Estado de nutrição (redução nos níveis de vitaminas D e E). 
 Hábitos alimentares. 
 Perda precoce ou diastemas anteriores. 
 Fatores simbióticos (mordida aberta). 
 Respiração bucal. 
 Hábitos de sucção. 
 Ornicofagia. 
Exame Clínico: 
INICIAL: 
 Espelho ou abaixador de língua, lábio inferior. 
 Exame de oclusão, deglutição, averiguando a normalidade. 
 Interposição, desoclusão/ contração do lábio inferior e mento. 
COMPLEMENTARES: 
 Macroglossia (sobre coroas/dentições). 
 Freio lingual extenso (localizado entre os ductos sublinguais). 
 Amigdalas hipertrofiadas. 
 Perda precoce de elementos dentários ou diastemas anteriores. 
 Hábitos simbióticos (respiração bucal, sucção digital, ornicofagia). 
TERAPÊUTICA: 
 Ortodontia. 
 Ortopedia. Método Mecânico 
 Cirurgias corretivas (ortognática). 
 
 Otorrinolaringologia. 
 Fonoaudiologia. Método Educativo. 
 Outras áreas afins. 
 
Baixado por Cibele Sousa (sousacibele.8sc@gmail.com)
lOMoARcPSD|41683020
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ortodontia-resumo-ortondotia-e-ortopedia-facial