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1 Meg Moreira – Internato Saúde Mental Transtorno por uso de substâncias: Questionamentos em comum para todo paciente: 1. Padrão de uso problemático da substância, que causa prejuízo ou sofrimento? 2. Consumo de quantidades cada vez maiores ou por tempo maior do que pretendido? 3. Desejo de parar e tentativas malsucedidas de o fazer? 4. Gasta muito tempo em relação à substância (adquirir, usar e se recuperar)? 5. Fissura? 6. Falha no cumprimento de responsabilidades por causa do uso? 7. Reconhece os problemas que a substância causa e continua mesmo assim? 8. Abandonou ou reduziu atividades que realizava por conta da substância? 9. Uso em situações perigosas? 10. Sintomas de tolerância? 11. Sintomas de abstinência? 12. Comorbidades? 13. Medicações em uso? 14. Internações psiquiátricas ou em clínicas terapêuticas prévias? 15. Desejo de cessar o uso atualmente? Uso de tabaco: 1. Qual horário fuma o primeiro cigarro? 2. Qual cigarro te traz maior satisfação? 3. Quantos fuma por dia? 4. Período mais frequente? 5. Fuma mesmo doente? 6. Acha difícil ficar sem fumar em local proibido? 7. Orientar paciente sobre o transtorno por uso de tabaco; 8. Informar sobre os riscos à saúde do paciente e de terceiros (fumantes passivos); 9. Oferecer suporte psicoterápico individual e em grupo; 10. Ofertar terapia medicamentosa e orientar o uso correto: Bupropiona 150 mg/dia por 14 dias enquanto fuma, em seguida 3 dias sem fumar. A seguir, aumentar para 300 mg/dia em 2 tomadas por pelo menos 3 meses. IMPORTANTE: investigar HP de convulsão ou doença epiléptica (mesmo que controlada), pois contraindica o uso de Bupropiona. Pastilha de nicotina 2 mg: consumir até 20 pastilhas ao dia, sem morder ou engolir, aguardando 20 minutos para dissolução completa por 6 semanas com posterior redução da quantidade de pastilhas. 11. Orientar efeitos colaterais das medicações; 12. Orientar sobre evitação de gatilhos; 13. Solicitar retorno em 2 semanas; 14. Colocar-se à disposição. Quadros de intoxicação: Álcool Maconha Estimulantes Hipnóticos Fala arrastada Injeção conjuntival Taqui | bradiarritmias, precordialgia Fala arrastada Incoordenação Hiperfagia Midríase (pupila dilatada) Incoordenação Marcha instável Boca seca Instabilidade pressórica Marcha instável Nistagmo Taquicardia Sudorese e calafrios Nistagmo Deficiência na atenção e amnésia Depressão respiratória Prejuízo cognitivo Estupor | coma Agitação ou retardo psicomotor Estupor | coma 2 Meg Moreira – Internato Saúde Mental Quadros de abstinência: Álcool Maconha Estimulantes Hipnóticos 4-12 horas após cessar Irritabilidade ou agressividade Humor disfórico Sudorese, palpitação, taquicardia, dispneia Sudorese, taquicardia, palpitação Ansiedade Fadiga Tremor de mãos Tremor de mãos Insônia Sonhos vívidos e desagradáveis Insônia Insônia Hiporexia Insônia ou hipersonia Náuseas e vômitos Náuseas e vômitos Inquietação Hiperfagia Alucinações Alucinações Hemor deprimido Agitação ou retardo Agitação ou ansiedade Ansiedade e agitação Convulsões tônico- clônicas Dor abdominal ou tremor ou sudorese ou febre ou cefaleia Mal epiléptico Tratamento do álcool: 1. Comunicar o paciente sobre o transtorno; 2. Orientar sobre o apoio psicoterápico individual e grupal; 3. Realizar tratamento de abstinência com BZD (Lorazepam) até cessar os sintomas; 4. Realizar reposição de Tiamina; 5. Solicitar exames laboratoriais: a. Hemograma; b. Eletrólitos; c. TGO e TGP; d. TAP; e. Bilirrubinas total e frações; f. Ureia e creatinina; g. FA e GGT; h. Amilase. 6. Avaliar critérios de internação: a. Sintomas graves; b. Histórico de convulsão ou delirium tremens; c. Impossibilidade de reavaliação em 24 horas. 7. Orientar a manutenção do BZD por 10 dias após cessação dos sintomas. Tratamento de estimulantes: 1. Comunicar o paciente sobre o quadro atual; 2. Orientar sobre a importância da cessação do uso e suporte psicoterápico; 3. Monitorizar paciente; 4. Tratar a intoxicação com Lorazepam 2-3 mg; 5. Tratar sintomas da abstinência com antipsicóticos; 6. Corrigir distúrbios hidroeletrolíticos; 7. Solicitar exames laboratoriais: a. Função hepática; b. Função renal; c. Eletrólitos; d. Gasometria arterial. 8. Referenciar o paciente ao CAPS AD Tratamento de hipnóticos: 1. Comunicar o paciente sobre seu quadro; 2. Orientar sobre os prejuízos cognitivos causados pelo uso prolongado de hipnóticos; 3. Em caso de abstinência, reintroduzir o BZD na menor dose efetiva e reduzir gradualmente a cada semana; 4. Associar medidas de higiene do sono, atividade física e alimentação adequada para o sucesso terapêutico; 5. Ofertar suporte psicoterápico. Transtorno depressivo maior: 1. Apresentar-se ao paciente e informar que realizará a consulta; 2. Avaliar o caso descrito: paciente com tristeza e choro fácil há >ou= 2 semanas; 3. Questionar critérios obrigatórios de depressão: 3 Meg Moreira – Internato Saúde Mental o Humor deprimido ou irritável na maior parte do dia e na maior parte dos dias; OU o Interesse ou prazer acentuadamente diminuídos (anedonia); 4. Questionar demais critérios: o Perda de peso significativa sem dieta ou ganho de peso | diminuição ou aumento do apetite; o Insônia ou hipersonia; o Agitação ou retardo psicomotor, observável por outros; o Fadiga ou perda de energia; o Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva; o Dificuldade de concentração e indecisão; o Pensamentos recorrentes de morte, ideação suicida com ou sem planejamento ou tentativa de suicídio. 5. Avaliar uso de substâncias ou medicações; 6. Avaliar comorbidades psiquiátricas e clínicas: a. TDM; b. TAB; c. Esquizofrenia; d. Hipotireoidismo. 7. Questionar sobre episódios maníacos ou hipomaníacos prévios; 8. Questionar sobre sintomas psicóticos e avaliar a congruência com o humor (depressão → delírios depressivos); 9. Comunicar ao paciente sobre o diagnóstico de TDM; 10. Reforçar sobre importância de rede de apoio, alimentação saudável e prática de atividade física; 11. Prescrever inibidor seletivo de recaptação de serotonina (preferencialmente ofertado no posto) da seguinte forma: Sertralina 50 mg 1 comprimido ao dia. Iniciar a primeira semana com ½ comprimido, aumentando para 1 comprimido na segunda semana. 12. Orientar efeitos colaterais gastrointestinais e sua resolução nas primeiras semanas de uso; 13. Reforçar a persistência no tratamento; 14. Solicitar retorno em 4 semanas para avaliar possível melhora; 15. Colocar-se à disposição em caso de pioras abruptas. Transtorno de ansiedade generalizada: 1. Apresentar-se e informar que realizará o atendimento; 2. Avaliar o caso: paciente feminina, jovem, com queixa de ansiedade excessiva que está prejudicando a estudar; 3. Avaliar queixa de ansiedade: a. Tempo do quadro >ou= 6 meses? b. Preocupação ou medo excessivos sem direcionamento? c. Considera difícil controlar a ansiedade? d. Possui sintomas adrenérgicos, como: i. Taquicardia | palpitação; ii. Dispneia; iii. Náuseas; iv. Dor abdominal. e. Tensão muscular; f. Redução da concentração; g. Sensação de “nervos à flor da pele”? h. Alteração do sono? i. Irritabilidade? 4. Faz uso de substâncias ou medicações? 5. Possui condições clínicas conhecidas? 6. Possui condições psiquiátricas diagnosticadas? 7. Explicar a paciente sobre o diagnóstico de TAG; 8. Orientar psicoterapia, principalmente TCC; 9. Prescrever ISRS + BZD por curto período; 10. Informar sobre sintomas colaterais, risco de dependência de BZD e retirada gradual após 4 semanas de uso do antidepressivo;11. Sanar dúvidas e colocar-se à disposição. 4 Meg Moreira – Internato Saúde Mental Transtorno obsessivo-compulsivo: 1. Apresentar-se ao paciente e informar que realizará a consulta; 2. Avaliar o caso descrito: paciente com medo intenso de contaminar-se após a pandemia, que higieniza as mãos e ambientes muitas vezes; 3. Avaliar quadro de TOC: a. Possui pensamentos angustiantes sobre ser contaminada que ocorrem de forma intrusiva? b. Possui incapacidade de ignorar esses pensamentos por mais que tente? c. Age de forma repetitiva visando evitar contaminação? d. Consome muito tempo com essas ações? 4. Questionar uso de substâncias e medicações; 5. Questionar comorbidades clínicas e psiquiátricas; 6. Comunicar paciente sobre o diagnóstico de TOC e especificar o tipo; 7. Orientar psicoterapia de exposição gradual; 8. Prescrever ISRS em alta dose, com aumento gradual; 9. Orientar sintomas colaterais do fármaco e melhora em até 2 semanas; 10. Orientar retorno em 4 semanas para avaliar resposta à terapia; 11. Colocar-se à disposição. Transtorno de estresse pós-traumático: 1. Apresentar-se ao paciente e informar que realizará a consulta; 2. Avaliar o caso descrito: paciente com sintomas ansiosos intensos iniciados após estresse abrupto; 3. Questionar critérios diagnósticos: a. Questionar evento de morte, lesão grave ou violência vivenciada; b. Há quanto tempo? TEPT >1 mês; c. Questionar sintomas intrusivos: pelo menos 1. i. Sonhos; ii. Flashbacks; iii. Memórias; iv. Sintomas físicos e psicológicos relacionados; v. Comportamento evitativo. d. Questionar sintomas negativos: pelo menos 2. i. Não se recorda de detalhes do trauma; ii. Crenças negativas; iii. Culpa excessiva sobre si e os outros; iv. Estado emocional negativo; v. Anedonia; vi. Distanciamento social. e. Questionar sintomas reativos: 2 ou mais. i. Irritabilidade; ii. Imprudência; iii. Hipervigilante; iv. Resposta de sobressalto; v. Dificuldade de concentração; vi. Alterações do sono. 4. Questionar uso de substâncias, medicações e outras condições clínicas e psiquiátricas; 5. Oferecer psicoterapia: escolha → TCC; 6. Prescrever ISRS; 7. Orientar efeitos colaterais e sua regressão após 2 semanas; 8. Orientar retorno em 4 semanas para avaliar resposta à terapia; 9. Colocar-se à disposição. Transtorno de pânico: 1. Apresentar-se ao paciente e informar que realizará a consulta; 2. Avaliar o caso descrito: mulher jovem apresentando sintomas de palpitação, náuseas, sudorese e asfixia abruptamente e inesperadamente há alguns meses; 3. Questionar critérios diagnósticos de TP: a. Os ataques de pânico ocorrem inesperadamente? b. Existe um gatilho específico? Excluir fobia; c. Passou a ocorrer após evento de morte, violência ou lesão grave? Excluir TEPT; 5 Meg Moreira – Internato Saúde Mental d. Ocorrem e cessam rapidamente? e. Sintomas adrenérgicos? f. Já sentiu que estava fora do próprio corpo ou que não estivesse dentro da realidade? g. Tem medo de enlouquecer ou morrer? h. Tem medo de que esses ataques ocorram novamente? i. Evita situações que possam desencadear os ataques? 12. Questionar uso de substâncias e medicações; 13. Questionar comorbidades clínicas e psiquiátricas; 14. Comunicar paciente sobre o diagnóstico de transtorno de pânico; 15. Orientar psicoterapia TCC; 16. Prescrever ISRS associado a BZD (Clonazepam 2 mg sublingual) até pico de ação do antidepressivo; 17. Orientar sintomas colaterais do fármaco e melhora em até 2 semanas; 18. Orientar sobre o uso consciente de BZD devido ao risco de dependência e que sua retirada será feita assim que o antidepressivo fizer efeito; 19. Orientar retorno em 4 semanas para avaliar resposta à terapia; 20. Colocar-se à disposição. Fobia: 4. Apresentar-se ao paciente e informar que realizará a consulta; 5. Avaliar o caso descrito: mulher com medo intenso de aranha | agulha | sangue | cachorro; 6. Questionar sobre sintomas de fobia específica: a. Possui medo intenso sobre esse objeto? b. Esse medo sempre acontece quando é exposta? c. Evita o objeto? d. O objeto é perigoso ao ponto do medo desencadeado? e. Há quanto tempo sente isso? >ou= 6 meses. 7. Questionar sobre uso de substâncias, medicações, outras comorbidades clínicas e doenças psiquiátricas atuais e prévias; 8. Comunicar a paciente sobre diagnóstico de fobia específica direcionada ao objeto; 9. Orientar psicoterapia de exposição e TCC; 10. Prescrever ISRS e BZD em baixa dose em caso de exposição premeditada; 11. Orientar efeitos colaterais das medicações, uso adequado, persistência no tratamento; 12. Orientar uso consciente de BZD devido ao risco de dependência e que sua retirada será feita assim que o antidepressivo atingir o efeito desejado; 13. Colocar-se à disposição. Risco baixo a moderado de suicídio: 1. Apresentar-se ao paciente e informar que realizará o atendimento hoje; 2. Avaliar o caso: paciente do sexo masculino de meia idade que relata querer se matar; 3. Realizar o acolhimento do paciente e ser empática com a situação atual; 4. Questionar sobre traumas recentes; 5. Verificar uso de medicações e substâncias; 6. Avaliar a presença de comorbidades psiquiátricas; 7. Questionar sobre tentativas prévias de suicídio e automutilação; 8. Possui sintomas delirantes ou alucinações? 9. Questionar o que levou o paciente a pensar em suicídio, como faria, se possui planejamento, data; 10. Discutir com o paciente sobre outras possibilidades de solucionar os problemas que não sejam autodestrutivas; 11. Explorar fatores protetores (família, filhos, conquistas, animais de estimação, atividades que goste); 12. Fazer um contrato de vida com o paciente de que não cometerá suicídio sem antes se comunicar com a equipe ou até o próximo encontro; 13. Questionar sobre episódio maníaco ou hipomaníaco para iniciar ISRS; 14. Solicitar retorno em 2 semanas; 15. Encaminhar ao CAPS e à psicoterapia; 6 Meg Moreira – Internato Saúde Mental 16. Orientar sobre os efeitos colaterais da medicação e sobre o desaparecimento em 2 semanas; 17. Colocar-se à disposição e informar o número do CVV: 188. Alto risco de suicídio: 1. Apresentar-se ao paciente e informar que realizará o atendimento hoje; 2. Avaliar o caso: paciente do sexo masculino de meia idade que relata querer se matar; 3. Realizar o acolhimento do paciente e ser empática com a situação atual; 4. Questionar sobre traumas recentes; 5. Verificar uso de medicações e substâncias; 6. Avaliar a presença de comorbidades psiquiátricas; 7. Questionar sobre tentativas prévias de suicídio e automutilação; 8. Possui sintomas delirantes ou alucinações? 9. Questionar o que levou o paciente a pensar em suicídio, como faria, se possui planejamento, data: Paciente informa que cometerá suicídio assim que sair do atendimento. 10. Manter o paciente sempre acompanhado e retirar do ambiente qualquer objeto autolesivo; 11. Informar ao paciente sobre a gravidade da situação, sobre sua disponibilidade de ajudá-lo e o quanto a vida do paciente é importante para você; 12. Tentar extrair do paciente um pacto de que não cometerá suicídio nas próximas horas, junto a um familiar que se responsabilize por ele; 13. Informar ao paciente e familiar a necessidade de internação em hospital psiquiátrico para tratamento supervisionado; 14. Questionar episódio maníaco ou hipomaníaco para iniciar ISRS; 15. Incluir Carbonato de Lítio para prevenção do suicídio; Carbonato de Lítio 300 mg 1x ao dia. 16. Prescrever antipsicóticos APENAS se sintomas psicóticos Risperidona 2 mg 1x ao dia 17. Colocar-se à disposição do pacientee da família. Esquizofrenia: 1. Apresentar-se a paciente e informar que realizará o seu atendimento hoje; 2. Avaliar o caso: paciente homem jovem acompanhado da mãe, que refere que o filho diz que está sendo perseguido e que câmeras foram instaladas em sua casa para vigiá-lo; 3. Questionar critérios para transtornos psicóticos e diferenciá-los: Transtorno Duração Transtorno esquizofreniforme 1 mês – 6 meses Transtorno psicótico breve 1 dia a ou= 6 meses Esquizoafetivo Pelo menos 2 semanas, sem episódio de humor concomitante 4. Verificar a presença de pelo menos dois sintomas psicóticos: a. Alucinações; b. Delírios; c. Pensamento desorganizado; d. Comportamento desorganizado; e. Sintomas negativos (avolia, associalidade, anedonia, ausência de emoções). 5. Avaliar necessidade de internação: a. Oferece risco a si? Suicídio, automutilação, comportamento de risco; b. Oferece risco a outros? Agressividade, ideação homicida, abuso, violência. 6. Indicar tratamento adequado: a. AAPSI para socialização e cognição; b. Risperidona 2 mg. 7. Orientar sobre os riscos de sintomas extrapiramidais e metabólicos; 8. Solicitar lipidograma, TSH, função hepática e função renal; 9. Retorno em 2 semanas. 7 Meg Moreira – Internato Saúde Mental TP borderline: 10. Apresentar-se a paciente e informar que realizará o seu atendimento hoje; 11. Avaliar o caso: paciente vem com queixa de irritabilidade, que suas relações nunca dão certo e que tem muito medo de ser abandonada; 12. Avaliar possibilidade de transtorno de personalidade borderline: a. Idade > 18 anos? b. Comportamento em vários contextos com instabilidade emocional e relações interpessoais caóticas? c. Esforço excessivo para não ser abandonada? d. Relações instáveis: amor e ódio; e. Impulsividade em pelo menos 2 áreas autodestrutivas: gastos, sexo, drogas, alimentação; f. Autoimagem alterada? g. Comportamento suicida? Automutilação? Ameaças frequentes? h. Hiper-reatividade? i. Sentimento crônico de vazio? j. Raiva inapropriada? k. Ideação paranoide? 13. Uso de substâncias? Medicações em uso? Comorbidades clínicas e psiquiátricas? 14. Questionar traumas ou abuso na infância; 15. Dar o possível diagnóstico de transtorno de personalidade borderline a paciente, explicando sobre os traços que ela possui; 16. Orientar a paciente sobre o tratamento psicoterápico como padrão-ouro e salientar que ele é o ÚNICO que promove melhora significativa do comportamento; 17. Orientar que a prescrição de medicamentos é exclusivamente para controle de sintomas específicos; 18. Encaminhar a paciente para CAPS de referência e psicoterapia grupal; 19. Orientar atividade física e alimentação saudável; 20. Colocar-se à disposição para sanar dúvidas. Transtorno somatoforme: 1. Apresentar-se ao paciente e ao familiar que o acompanha; 2. Avaliar o caso: paciente vem com queixa de dores pelo corpo, sem associação à trauma ou doença orgânica, que piora quando está ansiosa; 3. Questionar critérios de transtorno somatoforme: a. Acha que seus sintomas são muito mais graves do que aparentam? b. Sente-se muito ansiosa por conta dos sintomas e de sua saúde? c. Passa muito tempo pensando nos sintomas? d. >6 meses? 4. Comunicar diagnóstico e explicar; 5. Indicar psicoterapia; 6. Encaminhar ao CAPS de referência para tratamento; 7. Iniciar antidepressivo tricíclico se não houver contraindicações. Estado confusional agudo: 8. Apresentar-se ao paciente e ao familiar que o acompanha; 9. Avaliar o caso: paciente idoso, com confusão mental e nível de consciência flutuante nos últimos 3 dias e encontrava-se muito agitado hoje de manhã; 10. Monitorizar o paciente assim que possível com os seguintes parâmetros: a. Saturação; b. PA; c. FC; d. T°C. 11. Solicitar dextro na admissão; 12. Questionar sobre doenças orgânicas: a. ITU: urina alterada? Disúria? Redução da micção? b. Pulmões: tosse? Broncoaspiração? Dispneia? c. TGI: diarreia? Dor abdominal? Desidratação? d. Neurológico: sinais meníngeos? 8 Meg Moreira – Internato Saúde Mental e. Febre? Redução de apetite? 13. Questionar sobre demência prévia; 14. Questionar sobre uso de substâncias e medicações em uso; 15. Solicitar exames laboratoriais: a. Hemograma; b. Eletrólitos; c. Gasometria; d. Função renal; e. Urina 1; f. Função hepática; g. Urocultura; h. Hemoculturas com antibiograma; i. TC se sinais de HIC e meníngeos, para posterior punção liquórica. 16. Indicar internação em leito de enfermaria se paciente estável; 17. Explicar ao familiar sobre a investigação; 18. Iniciar reposição volêmica com SF0,9% 30 mL/kg se desidratado; 19. Em caso de agitação: indicar sedação com Haloperidol; 20. Prescrever medidas de prevenção comportamental (manutenção de óculos, dispositivos auditivos, acompanhante, manutenção do ritmo circadiano); 21. Sanar dúvidas do familiar. Transtorno afetivo bipolar: 21. Apresentar-se a paciente e informar que realizará o seu atendimento hoje; 22. Averiguar o caso descrito: paciente vem acompanhada do marido, maquiada, com salto alto e vestida com roupas muito coloridas. O marido informa que a paciente gastou dinheiro de forma excessiva, foi demitida após agredir uma colega de trabalho que discordou com sua fala e não está dormindo há 3 dias. Paciente refere está MUITO BEM! 23. Aplicar os critérios do DSM-5 para transtorno afetivo bipolar: a. Investigar episódio maníaco: 3 ou mais. i. Aumento de energia? ii. Autoestima inflamada? iii. Sensação de grandiosidade? iv. Aumento da produtividade? v. Comportamentos autodestrutivos: sexual, financeiro, físico? vi. Redução da necessidade de sono? vii. Dura >ou= 7 dias ou necessita internar? TAB I viii. Duração entre 4-7 dias? TAB II b. Verificar prejuízo funcional das atividades; c. Questionar episódios depressivos prévios. 24. Avaliar o uso de substâncias ou medicações; 25. Avaliar comorbidades clínicas ou psiquiátricas; 26. Comunicar a paciente e o familiar sobre o diagnóstico de TAB tipo I; 27. Orientar sobre as fases da doença: mania e depressão; 28. Orientar sobre a necessidade de tratamento psicoterápico e farmacológico adequadamente; 29. Solicitar exames laboratoriais: a. Função hepática; b. Função renal; c. Eletrólitos; d. Hemograma; e. Beta-HCG; f. Urina 1; g. ECG. 30. Orientar a não utilizar AINEs e diuréticos pelo risco de intoxicação por lítio; 31. Caso a paciente ofereça risco a ela ou a terceiros → indicar internação em hospital psiquiátrico; 32. Prescrever Carbonato de Lítio + Risperidona; 33. Colocar-se à disposição da família; 34. Orientar seguimento no CAPS de referência. Bulimia nervosa: 1. Apresentar-se a paciente; 2. Avaliar o caso: paciente do sexo feminino vem acompanhada do namorado, que refere desmaio no dia anterior após a segunda aula seguida de crossfit. Refere na noite anterior 9 Meg Moreira – Internato Saúde Mental ter feito consumo excessivo de alimentos de fast-food e sentia-se culpada por ter comido daquela forma, por isso estava tentando compensar; 3. Questionar sintomas de bulimia: a. Medo de engordar? b. Autoavaliação errônea do próprio corpo e do peso? c. Episódios recorrentes de compulsão alimentar? d. Ocorre pelo menos 1x por semana nos últimos 3 meses? e. Usa métodos compensatórios? Vômitos induzidos? Uso de enemas ou purgativos? Uso de diuréticos? Exercício excessivo? 4. Faz uso de substâncias ou medicações? 5. Possui alguma comorbidade? 6. Exame físico: a. Avaliar IMC → grande diferenciador de anorexia; b. Cavidade oral; c. Lesões nas mãos; d. Hipertrofiade parótidas. 7. Solicitar exames laboratoriais: a. Hemograma; b. Eletrólitos; c. Gasometria. 8. Informar sobre diagnóstico de bulimia nervosa; 9. Recomendar psicoterapia; 10. Prescrever Fluoxetina 60 mg/dia para redução de episódios compulsivos; 11. Orientar efeitos colaterais; 12. Retorno em 4 semanas. Anorexia nervosa: 1. Apresentar-se a paciente; 2. Avaliar o caso: paciente do sexo feminino vem acompanhada do namorado, que refere desmaio no dia anterior após a segunda aula seguida de crossfit. Refere na noite anterior ter feito consumo excessivo de alimentos de fast-food e sentia-se culpada por ter comido daquela forma, por isso estava tentando compensar; 3. Questionar sintomas de anorexia: a. Medo de engordar? b. Autoavaliação errônea do próprio corpo e do peso? c. Dieta restritiva? d. Ocorre pelo menos nos últimos 3 meses? e. Usa métodos compensatórios? Vômitos induzidos? Uso de enemas ou purgativos? Uso de diuréticos? Exercício excessivo? f. Perda de peso? 4. Faz uso de substâncias ou medicações? 5. Possui alguma comorbidade? 6. Exame físico: a. Avaliar IMC → grande diferenciador de bulimia; b. Cavidade oral; c. Lesões nas mãos; d. Hipertrofia de parótidas. 7. Classificar a gravidade do distúrbio: a. Leve: IMC >ou= 17; b. Moderado: IMC entre 16-16,9; c. Grave: IMC entre 15-15,9; d. Extremo: IMC 11 anos 29. 7. Paciente possui diagnóstico pelo MEEM de comprometimento cognitivo. Dessa forma, primeiramente, descartar depressão geriátrica como causa; 8. Aplicar escala de depressão geriátrica; 9. Ao descartar depressão, classificar o comprometimento cognitivo: a. Subjetivo; b. Leve; c. Demência. 10. Comunicar o paciente e acompanhante sobre a suspeita diagnóstica de uma síndrome demencial e que irá solicitar exames; 11. Solicitar exames para descartar causas reversíveis de demência: a. Hemograma; b. Função renal; c. TSH; d. Função hepática; e. B12 e ácido fólico; f. Sorologias; g. Cálcio; h. RNM. 12. Ao confirmar síndrome demencial com os exames, comunicar os familiares sobre possível diagnóstico e realizar orientações não farmacológicas: a. Manter rotina do paciente; b. Não confrontar; c. Não dar muitas opções; d. Garantir um ambiente tranquilo e harmonioso de convívio; e. Garantir atividades de lazer enquanto for possível. 13. Encaminhar paciente ao geriatra para início de medicação adequada e encaminhar para terapia ocupacional, se disponível.