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1 Meg Moreira – Internato Saúde Mental 
Transtorno por uso de substâncias: 
Questionamentos em comum para todo 
paciente: 
1. Padrão de uso problemático da 
substância, que causa prejuízo ou 
sofrimento? 
2. Consumo de quantidades cada vez 
maiores ou por tempo maior do que 
pretendido? 
3. Desejo de parar e tentativas 
malsucedidas de o fazer? 
4. Gasta muito tempo em relação à 
substância (adquirir, usar e se 
recuperar)? 
5. Fissura? 
6. Falha no cumprimento de 
responsabilidades por causa do uso? 
7. Reconhece os problemas que a 
substância causa e continua mesmo 
assim? 
8. Abandonou ou reduziu atividades que 
realizava por conta da substância? 
9. Uso em situações perigosas? 
10. Sintomas de tolerância? 
11. Sintomas de abstinência? 
12. Comorbidades? 
13. Medicações em uso? 
14. Internações psiquiátricas ou em 
clínicas terapêuticas prévias? 
15. Desejo de cessar o uso atualmente? 
Uso de tabaco: 
1. Qual horário fuma o primeiro 
cigarro? 
2. Qual cigarro te traz maior 
satisfação? 
3. Quantos fuma por dia? 
4. Período mais frequente? 
5. Fuma mesmo doente? 
6. Acha difícil ficar sem fumar em local 
proibido? 
7. Orientar paciente sobre o transtorno 
por uso de tabaco; 
8. Informar sobre os riscos à saúde do 
paciente e de terceiros (fumantes 
passivos); 
9. Oferecer suporte psicoterápico 
individual e em grupo; 
10. Ofertar terapia medicamentosa e 
orientar o uso correto: 
Bupropiona 150 mg/dia por 14 dias 
enquanto fuma, em seguida 3 dias sem 
fumar. A seguir, aumentar para 300 mg/dia 
em 2 tomadas por pelo menos 3 meses. 
IMPORTANTE: investigar HP de convulsão ou 
doença epiléptica (mesmo que controlada), 
pois contraindica o uso de Bupropiona. 
Pastilha de nicotina 2 mg: consumir até 20 
pastilhas ao dia, sem morder ou engolir, 
aguardando 20 minutos para dissolução 
completa por 6 semanas com posterior 
redução da quantidade de pastilhas. 
11. Orientar efeitos colaterais das 
medicações; 
12. Orientar sobre evitação de gatilhos; 
13. Solicitar retorno em 2 semanas; 
14. Colocar-se à disposição. 
Quadros de intoxicação: 
Álcool Maconha Estimulantes Hipnóticos 
Fala arrastada Injeção conjuntival Taqui | 
bradiarritmias, 
precordialgia 
Fala arrastada 
Incoordenação Hiperfagia Midríase (pupila 
dilatada) 
Incoordenação 
Marcha instável Boca seca Instabilidade 
pressórica 
Marcha instável 
Nistagmo Taquicardia Sudorese e calafrios Nistagmo 
Deficiência na 
atenção e amnésia 
Depressão 
respiratória 
Prejuízo cognitivo 
Estupor | coma Agitação ou retardo 
psicomotor 
Estupor | coma 
 
 
2 Meg Moreira – Internato Saúde Mental 
Quadros de abstinência: 
Álcool Maconha Estimulantes Hipnóticos 
4-12 horas após 
cessar 
Irritabilidade ou 
agressividade 
Humor disfórico Sudorese, palpitação, 
taquicardia, dispneia 
Sudorese, 
taquicardia, 
palpitação 
Ansiedade Fadiga Tremor de mãos 
Tremor de mãos Insônia Sonhos vívidos e 
desagradáveis 
Insônia 
Insônia Hiporexia Insônia ou 
hipersonia 
Náuseas e vômitos 
Náuseas e vômitos Inquietação Hiperfagia Alucinações 
Alucinações Hemor deprimido Agitação ou retardo Agitação ou 
ansiedade 
Ansiedade e agitação 
Convulsões tônico-
clônicas 
Dor abdominal ou 
tremor ou sudorese 
ou febre ou cefaleia 
Mal epiléptico 
 
Tratamento do álcool: 
1. Comunicar o paciente sobre o 
transtorno; 
2. Orientar sobre o apoio psicoterápico 
individual e grupal; 
3. Realizar tratamento de abstinência 
com BZD (Lorazepam) até cessar os 
sintomas; 
4. Realizar reposição de Tiamina; 
5. Solicitar exames laboratoriais: 
a. Hemograma; 
b. Eletrólitos; 
c. TGO e TGP; 
d. TAP; 
e. Bilirrubinas total e frações; 
f. Ureia e creatinina; 
g. FA e GGT; 
h. Amilase. 
6. Avaliar critérios de internação: 
a. Sintomas graves; 
b. Histórico de convulsão ou 
delirium tremens; 
c. Impossibilidade de reavaliação 
em 24 horas. 
7. Orientar a manutenção do BZD por 
10 dias após cessação dos sintomas. 
Tratamento de estimulantes: 
1. Comunicar o paciente sobre o quadro 
atual; 
2. Orientar sobre a importância da 
cessação do uso e suporte 
psicoterápico; 
3. Monitorizar paciente; 
4. Tratar a intoxicação com Lorazepam 
2-3 mg; 
5. Tratar sintomas da abstinência com 
antipsicóticos; 
6. Corrigir distúrbios hidroeletrolíticos; 
7. Solicitar exames laboratoriais: 
a. Função hepática; 
b. Função renal; 
c. Eletrólitos; 
d. Gasometria arterial. 
8. Referenciar o paciente ao CAPS AD 
Tratamento de hipnóticos: 
1. Comunicar o paciente sobre seu 
quadro; 
2. Orientar sobre os prejuízos 
cognitivos causados pelo uso 
prolongado de hipnóticos; 
3. Em caso de abstinência, reintroduzir 
o BZD na menor dose efetiva e 
reduzir gradualmente a cada 
semana; 
4. Associar medidas de higiene do sono, 
atividade física e alimentação 
adequada para o sucesso 
terapêutico; 
5. Ofertar suporte psicoterápico. 
Transtorno depressivo maior: 
1. Apresentar-se ao paciente e informar 
que realizará a consulta; 
2. Avaliar o caso descrito: paciente com 
tristeza e choro fácil há >ou= 2 
semanas; 
3. Questionar critérios obrigatórios de 
depressão: 
 
3 Meg Moreira – Internato Saúde Mental 
o Humor deprimido ou irritável 
na maior parte do dia e na 
maior parte dos dias; 
OU 
o Interesse ou prazer 
acentuadamente diminuídos 
(anedonia); 
4. Questionar demais critérios: 
o Perda de peso significativa 
sem dieta ou ganho de peso | 
diminuição ou aumento do 
apetite; 
o Insônia ou hipersonia; 
o Agitação ou retardo 
psicomotor, observável por 
outros; 
o Fadiga ou perda de energia; 
o Sentimentos de inutilidade ou 
culpa excessiva; 
o Dificuldade de concentração e 
indecisão; 
o Pensamentos recorrentes de 
morte, ideação suicida com ou 
sem planejamento ou 
tentativa de suicídio. 
5. Avaliar uso de substâncias ou 
medicações; 
6. Avaliar comorbidades psiquiátricas e 
clínicas: 
a. TDM; 
b. TAB; 
c. Esquizofrenia; 
d. Hipotireoidismo. 
7. Questionar sobre episódios maníacos 
ou hipomaníacos prévios; 
8. Questionar sobre sintomas 
psicóticos e avaliar a congruência 
com o humor (depressão → delírios 
depressivos); 
9. Comunicar ao paciente sobre o 
diagnóstico de TDM; 
10. Reforçar sobre importância de rede 
de apoio, alimentação saudável e 
prática de atividade física; 
11. Prescrever inibidor seletivo de 
recaptação de serotonina 
(preferencialmente ofertado no 
posto) da seguinte forma: 
Sertralina 50 mg 1 comprimido ao dia. 
Iniciar a primeira semana com ½ 
comprimido, aumentando para 1 
comprimido na segunda semana. 
12. Orientar efeitos colaterais 
gastrointestinais e sua resolução nas 
primeiras semanas de uso; 
13. Reforçar a persistência no 
tratamento; 
14. Solicitar retorno em 4 semanas para 
avaliar possível melhora; 
15. Colocar-se à disposição em caso de 
pioras abruptas. 
Transtorno de ansiedade generalizada: 
1. Apresentar-se e informar que 
realizará o atendimento; 
2. Avaliar o caso: paciente feminina, 
jovem, com queixa de ansiedade 
excessiva que está prejudicando a 
estudar; 
3. Avaliar queixa de ansiedade: 
a. Tempo do quadro >ou= 6 
meses? 
b. Preocupação ou medo 
excessivos sem 
direcionamento? 
c. Considera difícil controlar a 
ansiedade? 
d. Possui sintomas adrenérgicos, 
como: 
i. Taquicardia | palpitação; 
ii. Dispneia; 
iii. Náuseas; 
iv. Dor abdominal. 
e. Tensão muscular; 
f. Redução da concentração; 
g. Sensação de “nervos à flor da 
pele”? 
h. Alteração do sono? 
i. Irritabilidade? 
4. Faz uso de substâncias ou 
medicações? 
5. Possui condições clínicas conhecidas? 
6. Possui condições psiquiátricas 
diagnosticadas? 
7. Explicar a paciente sobre o 
diagnóstico de TAG; 
8. Orientar psicoterapia, principalmente 
TCC; 
9. Prescrever ISRS + BZD por curto 
período; 
10. Informar sobre sintomas colaterais, 
risco de dependência de BZD e 
retirada gradual após 4 semanas de 
uso do antidepressivo;11. Sanar dúvidas e colocar-se à 
disposição. 
 
4 Meg Moreira – Internato Saúde Mental 
Transtorno obsessivo-compulsivo: 
1. Apresentar-se ao paciente e informar 
que realizará a consulta; 
2. Avaliar o caso descrito: paciente com 
medo intenso de contaminar-se após 
a pandemia, que higieniza as mãos e 
ambientes muitas vezes; 
3. Avaliar quadro de TOC: 
a. Possui pensamentos 
angustiantes sobre ser 
contaminada que ocorrem de 
forma intrusiva? 
b. Possui incapacidade de ignorar 
esses pensamentos por mais 
que tente? 
c. Age de forma repetitiva 
visando evitar contaminação? 
d. Consome muito tempo com 
essas ações? 
4. Questionar uso de substâncias e 
medicações; 
5. Questionar comorbidades clínicas e 
psiquiátricas; 
6. Comunicar paciente sobre o 
diagnóstico de TOC e especificar o 
tipo; 
7. Orientar psicoterapia de exposição 
gradual; 
8. Prescrever ISRS em alta dose, com 
aumento gradual; 
9. Orientar sintomas colaterais do 
fármaco e melhora em até 2 
semanas; 
10. Orientar retorno em 4 semanas para 
avaliar resposta à terapia; 
11. Colocar-se à disposição. 
Transtorno de estresse pós-traumático: 
1. Apresentar-se ao paciente e informar 
que realizará a consulta; 
2. Avaliar o caso descrito: paciente com 
sintomas ansiosos intensos iniciados 
após estresse abrupto; 
3. Questionar critérios diagnósticos: 
a. Questionar evento de morte, 
lesão grave ou violência 
vivenciada; 
b. Há quanto tempo? TEPT >1 
mês; 
c. Questionar sintomas 
intrusivos: pelo menos 1. 
i. Sonhos; 
ii. Flashbacks; 
iii. Memórias; 
iv. Sintomas físicos e 
psicológicos 
relacionados; 
v. Comportamento 
evitativo. 
d. Questionar sintomas 
negativos: pelo menos 2. 
i. Não se recorda de 
detalhes do trauma; 
ii. Crenças negativas; 
iii. Culpa excessiva sobre si 
e os outros; 
iv. Estado emocional 
negativo; 
v. Anedonia; 
vi. Distanciamento social. 
e. Questionar sintomas reativos: 
2 ou mais. 
i. Irritabilidade; 
ii. Imprudência; 
iii. Hipervigilante; 
iv. Resposta de sobressalto; 
v. Dificuldade de 
concentração; 
vi. Alterações do sono. 
4. Questionar uso de substâncias, 
medicações e outras condições 
clínicas e psiquiátricas; 
5. Oferecer psicoterapia: escolha → TCC; 
6. Prescrever ISRS; 
7. Orientar efeitos colaterais e sua 
regressão após 2 semanas; 
8. Orientar retorno em 4 semanas para 
avaliar resposta à terapia; 
9. Colocar-se à disposição. 
Transtorno de pânico: 
1. Apresentar-se ao paciente e informar 
que realizará a consulta; 
2. Avaliar o caso descrito: mulher 
jovem apresentando sintomas de 
palpitação, náuseas, sudorese e 
asfixia abruptamente e 
inesperadamente há alguns meses; 
3. Questionar critérios diagnósticos de 
TP: 
a. Os ataques de pânico ocorrem 
inesperadamente? 
b. Existe um gatilho específico? 
Excluir fobia; 
c. Passou a ocorrer após evento 
de morte, violência ou lesão 
grave? Excluir TEPT; 
 
5 Meg Moreira – Internato Saúde Mental 
d. Ocorrem e cessam 
rapidamente? 
e. Sintomas adrenérgicos? 
f. Já sentiu que estava fora do 
próprio corpo ou que não 
estivesse dentro da realidade? 
g. Tem medo de enlouquecer ou 
morrer? 
h. Tem medo de que esses 
ataques ocorram novamente? 
i. Evita situações que possam 
desencadear os ataques? 
12. Questionar uso de substâncias e 
medicações; 
13. Questionar comorbidades clínicas e 
psiquiátricas; 
14. Comunicar paciente sobre o 
diagnóstico de transtorno de pânico; 
15. Orientar psicoterapia TCC; 
16. Prescrever ISRS associado a BZD 
(Clonazepam 2 mg sublingual) até 
pico de ação do antidepressivo; 
17. Orientar sintomas colaterais do 
fármaco e melhora em até 2 
semanas; 
18. Orientar sobre o uso consciente de 
BZD devido ao risco de dependência e 
que sua retirada será feita assim que 
o antidepressivo fizer efeito; 
19. Orientar retorno em 4 semanas para 
avaliar resposta à terapia; 
20. Colocar-se à disposição. 
Fobia: 
4. Apresentar-se ao paciente e informar 
que realizará a consulta; 
5. Avaliar o caso descrito: mulher com 
medo intenso de aranha | agulha | 
sangue | cachorro; 
6. Questionar sobre sintomas de fobia 
específica: 
a. Possui medo intenso sobre 
esse objeto? 
b. Esse medo sempre acontece 
quando é exposta? 
c. Evita o objeto? 
d. O objeto é perigoso ao ponto 
do medo desencadeado? 
e. Há quanto tempo sente isso? 
>ou= 6 meses. 
7. Questionar sobre uso de substâncias, 
medicações, outras comorbidades 
clínicas e doenças psiquiátricas 
atuais e prévias; 
8. Comunicar a paciente sobre 
diagnóstico de fobia específica 
direcionada ao objeto; 
9. Orientar psicoterapia de exposição e 
TCC; 
10. Prescrever ISRS e BZD em baixa dose 
em caso de exposição premeditada; 
11. Orientar efeitos colaterais das 
medicações, uso adequado, 
persistência no tratamento; 
12. Orientar uso consciente de BZD 
devido ao risco de dependência e que 
sua retirada será feita assim que o 
antidepressivo atingir o efeito 
desejado; 
13. Colocar-se à disposição. 
Risco baixo a moderado de suicídio: 
1. Apresentar-se ao paciente e informar 
que realizará o atendimento hoje; 
2. Avaliar o caso: paciente do sexo 
masculino de meia idade que relata 
querer se matar; 
3. Realizar o acolhimento do paciente e 
ser empática com a situação atual; 
4. Questionar sobre traumas recentes; 
5. Verificar uso de medicações e 
substâncias; 
6. Avaliar a presença de comorbidades 
psiquiátricas; 
7. Questionar sobre tentativas prévias 
de suicídio e automutilação; 
8. Possui sintomas delirantes ou 
alucinações? 
9. Questionar o que levou o paciente a 
pensar em suicídio, como faria, se 
possui planejamento, data; 
10. Discutir com o paciente sobre outras 
possibilidades de solucionar os 
problemas que não sejam 
autodestrutivas; 
11. Explorar fatores protetores (família, 
filhos, conquistas, animais de 
estimação, atividades que goste); 
12. Fazer um contrato de vida com o 
paciente de que não cometerá 
suicídio sem antes se comunicar 
com a equipe ou até o próximo 
encontro; 
13. Questionar sobre episódio maníaco 
ou hipomaníaco para iniciar ISRS; 
14. Solicitar retorno em 2 semanas; 
15. Encaminhar ao CAPS e à 
psicoterapia; 
 
6 Meg Moreira – Internato Saúde Mental 
16. Orientar sobre os efeitos colaterais 
da medicação e sobre o 
desaparecimento em 2 semanas; 
17. Colocar-se à disposição e informar o 
número do CVV: 188. 
Alto risco de suicídio: 
1. Apresentar-se ao paciente e informar 
que realizará o atendimento hoje; 
2. Avaliar o caso: paciente do sexo 
masculino de meia idade que relata 
querer se matar; 
3. Realizar o acolhimento do paciente e 
ser empática com a situação atual; 
4. Questionar sobre traumas recentes; 
5. Verificar uso de medicações e 
substâncias; 
6. Avaliar a presença de comorbidades 
psiquiátricas; 
7. Questionar sobre tentativas prévias 
de suicídio e automutilação; 
8. Possui sintomas delirantes ou 
alucinações? 
9. Questionar o que levou o paciente a 
pensar em suicídio, como faria, se 
possui planejamento, data: 
Paciente informa que cometerá suicídio 
assim que sair do atendimento. 
10. Manter o paciente sempre 
acompanhado e retirar do ambiente 
qualquer objeto autolesivo; 
11. Informar ao paciente sobre a 
gravidade da situação, sobre sua 
disponibilidade de ajudá-lo e o 
quanto a vida do paciente é 
importante para você; 
12. Tentar extrair do paciente um pacto 
de que não cometerá suicídio nas 
próximas horas, junto a um familiar 
que se responsabilize por ele; 
13. Informar ao paciente e familiar a 
necessidade de internação em 
hospital psiquiátrico para 
tratamento supervisionado; 
14. Questionar episódio maníaco ou 
hipomaníaco para iniciar ISRS; 
15. Incluir Carbonato de Lítio para 
prevenção do suicídio; 
Carbonato de Lítio 300 mg 1x ao dia. 
16. Prescrever antipsicóticos APENAS se 
sintomas psicóticos 
Risperidona 2 mg 1x ao dia 
17. Colocar-se à disposição do pacientee da família. 
Esquizofrenia: 
1. Apresentar-se a paciente e informar 
que realizará o seu atendimento 
hoje; 
2. Avaliar o caso: paciente homem 
jovem acompanhado da mãe, que 
refere que o filho diz que está sendo 
perseguido e que câmeras foram 
instaladas em sua casa para vigiá-lo; 
3. Questionar critérios para transtornos 
psicóticos e diferenciá-los: 
Transtorno Duração 
Transtorno 
esquizofreniforme 
1 mês – 6 meses 
Transtorno 
psicótico breve 
1 dia a ou= 6 meses 
Esquizoafetivo Pelo menos 2 
semanas, sem 
episódio de humor 
concomitante 
 
4. Verificar a presença de pelo menos 
dois sintomas psicóticos: 
a. Alucinações; 
b. Delírios; 
c. Pensamento desorganizado; 
d. Comportamento 
desorganizado; 
e. Sintomas negativos (avolia, 
associalidade, anedonia, 
ausência de emoções). 
5. Avaliar necessidade de internação: 
a. Oferece risco a si? Suicídio, 
automutilação, 
comportamento de risco; 
b. Oferece risco a outros? 
Agressividade, ideação 
homicida, abuso, violência. 
6. Indicar tratamento adequado: 
a. AAPSI para socialização e 
cognição; 
b. Risperidona 2 mg. 
7. Orientar sobre os riscos de sintomas 
extrapiramidais e metabólicos; 
8. Solicitar lipidograma, TSH, função 
hepática e função renal; 
9. Retorno em 2 semanas. 
 
7 Meg Moreira – Internato Saúde Mental 
TP borderline: 
10. Apresentar-se a paciente e informar 
que realizará o seu atendimento 
hoje; 
11. Avaliar o caso: paciente vem com 
queixa de irritabilidade, que suas 
relações nunca dão certo e que tem 
muito medo de ser abandonada; 
12. Avaliar possibilidade de transtorno 
de personalidade borderline: 
a. Idade > 18 anos? 
b. Comportamento em vários 
contextos com instabilidade 
emocional e relações 
interpessoais caóticas? 
c. Esforço excessivo para não ser 
abandonada? 
d. Relações instáveis: amor e 
ódio; 
e. Impulsividade em pelo menos 
2 áreas autodestrutivas: 
gastos, sexo, drogas, 
alimentação; 
f. Autoimagem alterada? 
g. Comportamento suicida? 
Automutilação? Ameaças 
frequentes? 
h. Hiper-reatividade? 
i. Sentimento crônico de vazio? 
j. Raiva inapropriada? 
k. Ideação paranoide? 
13. Uso de substâncias? Medicações em 
uso? Comorbidades clínicas e 
psiquiátricas? 
14. Questionar traumas ou abuso na 
infância; 
15. Dar o possível diagnóstico de 
transtorno de personalidade 
borderline a paciente, explicando 
sobre os traços que ela possui; 
16. Orientar a paciente sobre o 
tratamento psicoterápico como 
padrão-ouro e salientar que ele é o 
ÚNICO que promove melhora 
significativa do comportamento; 
17. Orientar que a prescrição de 
medicamentos é exclusivamente 
para controle de sintomas 
específicos; 
18. Encaminhar a paciente para CAPS de 
referência e psicoterapia grupal; 
19. Orientar atividade física e 
alimentação saudável; 
20. Colocar-se à disposição para sanar 
dúvidas. 
Transtorno somatoforme: 
1. Apresentar-se ao paciente e ao 
familiar que o acompanha; 
2. Avaliar o caso: paciente vem com 
queixa de dores pelo corpo, sem 
associação à trauma ou doença 
orgânica, que piora quando está 
ansiosa; 
3. Questionar critérios de transtorno 
somatoforme: 
a. Acha que seus sintomas são 
muito mais graves do que 
aparentam? 
b. Sente-se muito ansiosa por 
conta dos sintomas e de sua 
saúde? 
c. Passa muito tempo pensando 
nos sintomas? 
d. >6 meses? 
4. Comunicar diagnóstico e explicar; 
5. Indicar psicoterapia; 
6. Encaminhar ao CAPS de referência 
para tratamento; 
7. Iniciar antidepressivo tricíclico se 
não houver contraindicações. 
Estado confusional agudo: 
8. Apresentar-se ao paciente e ao 
familiar que o acompanha; 
9. Avaliar o caso: paciente idoso, com 
confusão mental e nível de 
consciência flutuante nos últimos 3 
dias e encontrava-se muito agitado 
hoje de manhã; 
10. Monitorizar o paciente assim que 
possível com os seguintes 
parâmetros: 
a. Saturação; 
b. PA; 
c. FC; 
d. T°C. 
11. Solicitar dextro na admissão; 
12. Questionar sobre doenças orgânicas: 
a. ITU: urina alterada? Disúria? 
Redução da micção? 
b. Pulmões: tosse? 
Broncoaspiração? Dispneia? 
c. TGI: diarreia? Dor abdominal? 
Desidratação? 
d. Neurológico: sinais 
meníngeos? 
 
8 Meg Moreira – Internato Saúde Mental 
e. Febre? Redução de apetite? 
13. Questionar sobre demência prévia; 
14. Questionar sobre uso de substâncias 
e medicações em uso; 
15. Solicitar exames laboratoriais: 
a. Hemograma; 
b. Eletrólitos; 
c. Gasometria; 
d. Função renal; 
e. Urina 1; 
f. Função hepática; 
g. Urocultura; 
h. Hemoculturas com 
antibiograma; 
i. TC se sinais de HIC e 
meníngeos, para posterior 
punção liquórica. 
16. Indicar internação em leito de 
enfermaria se paciente estável; 
17. Explicar ao familiar sobre a 
investigação; 
18. Iniciar reposição volêmica com 
SF0,9% 30 mL/kg se desidratado; 
19. Em caso de agitação: indicar sedação 
com Haloperidol; 
20. Prescrever medidas de prevenção 
comportamental (manutenção de 
óculos, dispositivos auditivos, 
acompanhante, manutenção do 
ritmo circadiano); 
21. Sanar dúvidas do familiar. 
Transtorno afetivo bipolar: 
21. Apresentar-se a paciente e informar 
que realizará o seu atendimento 
hoje; 
22. Averiguar o caso descrito: paciente 
vem acompanhada do marido, 
maquiada, com salto alto e vestida 
com roupas muito coloridas. O 
marido informa que a paciente 
gastou dinheiro de forma excessiva, 
foi demitida após agredir uma colega 
de trabalho que discordou com sua 
fala e não está dormindo há 3 dias. 
Paciente refere está MUITO BEM! 
23. Aplicar os critérios do DSM-5 para 
transtorno afetivo bipolar: 
a. Investigar episódio maníaco: 3 
ou mais. 
i. Aumento de energia? 
ii. Autoestima inflamada? 
iii. Sensação de 
grandiosidade? 
iv. Aumento da 
produtividade? 
v. Comportamentos 
autodestrutivos: sexual, 
financeiro, físico? 
vi. Redução da necessidade 
de sono? 
vii. Dura >ou= 7 dias ou 
necessita internar? TAB 
I 
viii. Duração entre 4-7 dias? 
TAB II 
b. Verificar prejuízo funcional 
das atividades; 
c. Questionar episódios 
depressivos prévios. 
24. Avaliar o uso de substâncias ou 
medicações; 
25. Avaliar comorbidades clínicas ou 
psiquiátricas; 
26. Comunicar a paciente e o familiar 
sobre o diagnóstico de TAB tipo I; 
27. Orientar sobre as fases da doença: 
mania e depressão; 
28. Orientar sobre a necessidade de 
tratamento psicoterápico e 
farmacológico adequadamente; 
29. Solicitar exames laboratoriais: 
a. Função hepática; 
b. Função renal; 
c. Eletrólitos; 
d. Hemograma; 
e. Beta-HCG; 
f. Urina 1; 
g. ECG. 
30. Orientar a não utilizar AINEs e 
diuréticos pelo risco de intoxicação 
por lítio; 
31. Caso a paciente ofereça risco a ela 
ou a terceiros → indicar internação 
em hospital psiquiátrico; 
32. Prescrever Carbonato de Lítio + 
Risperidona; 
33. Colocar-se à disposição da família; 
34. Orientar seguimento no CAPS de 
referência. 
Bulimia nervosa: 
1. Apresentar-se a paciente; 
2. Avaliar o caso: paciente do sexo 
feminino vem acompanhada do 
namorado, que refere desmaio no dia 
anterior após a segunda aula seguida 
de crossfit. Refere na noite anterior 
 
9 Meg Moreira – Internato Saúde Mental 
ter feito consumo excessivo de 
alimentos de fast-food e sentia-se 
culpada por ter comido daquela 
forma, por isso estava tentando 
compensar; 
3. Questionar sintomas de bulimia: 
a. Medo de engordar? 
b. Autoavaliação errônea do 
próprio corpo e do peso? 
c. Episódios recorrentes de 
compulsão alimentar? 
d. Ocorre pelo menos 1x por 
semana nos últimos 3 meses? 
e. Usa métodos compensatórios? 
Vômitos induzidos? Uso de 
enemas ou purgativos? Uso de 
diuréticos? Exercício 
excessivo? 
4. Faz uso de substâncias ou 
medicações? 
5. Possui alguma comorbidade? 
6. Exame físico: 
a. Avaliar IMC → grande 
diferenciador de anorexia; 
b. Cavidade oral; 
c. Lesões nas mãos; 
d. Hipertrofiade parótidas. 
7. Solicitar exames laboratoriais: 
a. Hemograma; 
b. Eletrólitos; 
c. Gasometria. 
8. Informar sobre diagnóstico de 
bulimia nervosa; 
9. Recomendar psicoterapia; 
10. Prescrever Fluoxetina 60 mg/dia para 
redução de episódios compulsivos; 
11. Orientar efeitos colaterais; 
12. Retorno em 4 semanas. 
Anorexia nervosa: 
1. Apresentar-se a paciente; 
2. Avaliar o caso: paciente do sexo 
feminino vem acompanhada do 
namorado, que refere desmaio no dia 
anterior após a segunda aula seguida 
de crossfit. Refere na noite anterior 
ter feito consumo excessivo de 
alimentos de fast-food e sentia-se 
culpada por ter comido daquela 
forma, por isso estava tentando 
compensar; 
3. Questionar sintomas de anorexia: 
a. Medo de engordar? 
b. Autoavaliação errônea do 
próprio corpo e do peso? 
c. Dieta restritiva? 
d. Ocorre pelo menos nos últimos 
3 meses? 
e. Usa métodos compensatórios? 
Vômitos induzidos? Uso de 
enemas ou purgativos? Uso de 
diuréticos? Exercício 
excessivo? 
f. Perda de peso? 
4. Faz uso de substâncias ou 
medicações? 
5. Possui alguma comorbidade? 
6. Exame físico: 
a. Avaliar IMC → grande 
diferenciador de bulimia; 
b. Cavidade oral; 
c. Lesões nas mãos; 
d. Hipertrofia de parótidas. 
7. Classificar a gravidade do distúrbio: 
a. Leve: IMC >ou= 17; 
b. Moderado: IMC entre 16-16,9; 
c. Grave: IMC entre 15-15,9; 
d. Extremo: IMC 11 anos 29. 
7. Paciente possui diagnóstico pelo 
MEEM de comprometimento 
cognitivo. Dessa forma, 
primeiramente, descartar depressão 
geriátrica como causa; 
8. Aplicar escala de depressão 
geriátrica; 
9. Ao descartar depressão, classificar o 
comprometimento cognitivo: 
a. Subjetivo; 
b. Leve; 
c. Demência. 
10. Comunicar o paciente e 
acompanhante sobre a suspeita 
diagnóstica de uma síndrome 
demencial e que irá solicitar exames; 
11. Solicitar exames para descartar 
causas reversíveis de demência: a. 
Hemograma; b. Função renal; c. TSH; 
d. Função hepática; e. B12 e ácido 
fólico; f. Sorologias; g. Cálcio; h. 
RNM. 
12. Ao confirmar síndrome demencial 
com os exames, comunicar os 
familiares sobre possível diagnóstico 
e realizar orientações não 
farmacológicas: 
a. Manter rotina do paciente; 
b. Não confrontar; 
c. Não dar muitas opções; 
d. Garantir um ambiente 
tranquilo e harmonioso de 
convívio; 
e. Garantir atividades de lazer 
enquanto for possível. 
13. Encaminhar paciente ao geriatra 
para início de medicação adequada e 
encaminhar para terapia 
ocupacional, se disponível.

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