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<p>1</p><p>Transtorn� d�</p><p>Personalidad�</p><p>O que é Personalidade?</p><p>Qualidade ou estado de existir como</p><p>pessoa. As características próprias e</p><p>particulares que definem moralmente uma</p><p>pessoa.</p><p>Transtornos de Personalidade</p><p>(TPs)</p><p>Os trantornos de personalidade (TPs)</p><p>constituem um conjunto de condições</p><p>psiquiátricas com quadro clínico bastante</p><p>variado, tendo em comum a longa duração e</p><p>certa estabilidade ao longo da vida. Assim,</p><p>não devem ser encarados como algo</p><p>uniforme, uma vez que sua pasicopatologia e</p><p>clínica variam bastante de um TP específico</p><p>para outro. Dos 10 tipos descritos na DSM-5,</p><p>os TPs bordeline, esquizotípica e antissocial -</p><p>possivelmente por sua importância clíncia e</p><p>forense - são os mais estudados dos pontos</p><p>de vista clínico e etiopatogênico.</p><p>Os TPs são considerados variações</p><p>extremas, estatisticamente falando, de um</p><p>espectro da chamada personalidade</p><p>“normal”. Esta, por sua vez, é fruto de um</p><p>conjunto de fatores GENÉTICOS e</p><p>AMBIENTAIS que moldam as características</p><p>do indivíduo até o início da idade adulta,</p><p>quando tendem a estabilizar e permanecer</p><p>relativamente inalteradas ao longo da vida.</p><p>● Ocorrem em 10 a 20% da população em</p><p>geral.</p><p>● Sua duração é expressa em décadas (é</p><p>uma construção, não aparece “do nada”).</p><p>● Aproximadamente 50% de todos os</p><p>pacientes psiquiátricos apresentam um</p><p>transtorno da personalidade.</p><p>● O transtorno da personalidade também</p><p>é um fator predisponente para outros</p><p>transtornos psiquiátricos (p. ex., uso de</p><p>substância, suicídio, transtornos afetivos,</p><p>do controle de impulsos, alimentares e</p><p>de ansiedade).</p><p>● Interfere nos resultados de tratamento</p><p>de várias síndromes clínicas e</p><p>aumentando a incapacitação pessoal, a</p><p>morbidade e a mortalidade desses</p><p>pacientes.</p><p>● Propensão maior a recusar tratamento</p><p>médico.</p><p>● Característica EGOSSINTÔNICA: normal</p><p>e aceitável ao ego do paciente.</p><p>● DSM III – Eixo I e Eixo II (dedicado aos</p><p>TPs).</p><p>● DSM IV – entende os TPs como doenças,</p><p>com suas possíveis bases biológicas.</p><p>Funcionamento da</p><p>Personalidade</p><p>MODELO BIDIMENSIONAL</p><p>2</p><p>Gravidade ou prejuízo: “pouco ou</p><p>nenhum prejuízo”, “algum prejuízo”, “prejuízo</p><p>moderado”, “grave” e “extremo” conforme o</p><p>nível de dificuldade nos quatro aspectos do</p><p>funcionamento.</p><p>O funcionamento envolve dois</p><p>aspectos: Si mesmo (self) e Interpessoal.</p><p>CINCO DOMÍNIOS DOS TRAÇOS</p><p>PATOLÓGICOS DE PERSONALIDADE</p><p>3</p><p>Critérios Diagnósticos</p><p>São divididos em 3 CLUSTERS – grupos</p><p>● Grupo A.</p><p>● Grupo B.</p><p>● Grupo C.</p><p>CLUSTER A</p><p>CLUSTER B</p><p>4</p><p>CLUSTER C</p><p>Cluster A</p><p>PARANÓIDE</p><p>● 2 a 4% da população em geral.</p><p>● Parentes de pacientes com esquizofrenia</p><p>demonstram uma incidência mais</p><p>elevada de transtorno da personalidade</p><p>paranóide.</p><p>● O transtorno é diagnosticado commaior</p><p>frequência em homens do que em</p><p>mulheres.</p><p>Os atributos inconfundíveis do</p><p>transtorno da personalidade paranoide são</p><p>suspeita e desconfiança excessivas em</p><p>relação a outras pessoas expressas como</p><p>uma tendência global de interpretar os atos</p><p>dos outros como deliberadamente aviltantes,</p><p>malévolos, ameaçadores, exploradores ou</p><p>enganadores.</p><p>Essa tendência começa no início da</p><p>vida adulta e surge em diversos contextos.</p><p>Quase de modo invariável, indivíduos com o</p><p>transtorno esperam ser explorados ou</p><p>lesados pelos outros de alguma forma. Eles</p><p>com frequência questionam, sem qualquer</p><p>justificativa, a lealdade ou integridade de</p><p>caráter de amigos ou sócios. Essas pessoas</p><p>costumam ser patologicamente ciumentas e,</p><p>sem algum motivo, questionam a fidelidade</p><p>de seus cônjuges ou parceiros sexuais.</p><p>ESQUIZÓIDE</p><p>O transtorno da personalidade</p><p>esquizoide é caracterizado por um padrão</p><p>vitalício de retraimento social. Indivíduos</p><p>com esse transtorno costumam ser vistos</p><p>pelos outros como excêntricos, isolados ou</p><p>5</p><p>solitários. Seu desconforto com a interação</p><p>humana, sua introversão e seu afeto frio e</p><p>constrito são destaque.</p><p>ESQUIZOTÍPICA</p><p>Pessoas com transtorno da</p><p>personalidade esquizotípica exibem</p><p>características estranhas ou excêntricas</p><p>impressionantes, mesmo para leigos.</p><p>Pensamento mágico, noções</p><p>peculiares, ideias de referência, ilusões, e</p><p>desrealização são parte do mundo cotidiano</p><p>de uma pessoa com o transtorno.</p><p>Cluster B</p><p>ANTISSOCIAL</p><p>O transtorno da personalidade</p><p>antissocial é uma incapacidade de se</p><p>adequar às regras sociais que normalmente</p><p>governam diversos aspectos do</p><p>comportamento adolescente e adulto de um</p><p>indivíduo.</p><p>Indivíduos com transtorno da</p><p>personalidade antissocial frequentemente</p><p>podem parecer normais e até mesmo</p><p>simpáticos e lisonjeiros. Suas histórias, no</p><p>entanto, revelam perturbação do</p><p>6</p><p>funcionamento ou várias áreas da vida.</p><p>Mentiras, vadiagem, fuga de casa, roubos,</p><p>brigas, abuso de substância e atividades</p><p>ilegais são experiências típicas que os</p><p>pacientes relatam ter início já na infância.</p><p>BORDERLINE</p><p>Indivíduos com transtorno da</p><p>personalidade borderline encontram-se no</p><p>limiar entre neurose e psicose e têm por</p><p>característica afeto, humor, comportamento,</p><p>relações objetais e autoimagem</p><p>extraordinariamente instáveis.</p><p>● Instabilidade afetiva.</p><p>● Imprevisibilidade.</p><p>● Comportamentos autodestrutivos:</p><p>formas de automutilação para obter</p><p>ajuda dos outros, para exprimir raiva ou</p><p>para se anestesiar do afeto que o</p><p>consome.</p><p>HISTRIÔNICA</p><p>Pessoas com transtorno da</p><p>personalidade histriônica são excitáveis e</p><p>emotivas e comportam-se de forma</p><p>dramática, florida e extrovertida. Contudo,</p><p>junto com esses aspectos mais vistosos,</p><p>costuma existir uma incapacidade de manter</p><p>ligações profundas e duradouras.</p><p>● Busca por atenção.</p><p>● Potencialização de problemas e</p><p>situações para chamar atenção.</p><p>● Manifestação de choro, raiva e acusações</p><p>quando não são o centro das atenções.</p><p>● Comportamento sedutor.</p><p>● Fantasias sexuais: mulheres</p><p>anorgásmicas e homens impotentes.</p><p>7</p><p>NARCISISTA</p><p>Pessoas com transtorno da</p><p>personalidade narcisista são caracterizadas</p><p>por um senso aguçado de auto importância,</p><p>ausência de empatia e sentimentos</p><p>grandiosos de serem únicas. Contudo, por</p><p>trás dessas características, existe uma</p><p>autoestima frágil e vulnerável às menores</p><p>crítica.</p><p>● Se consideram super especiais e</p><p>esperam tratamento especial.</p><p>● Manifestação de raiva ou indiferença</p><p>quando criticadas.</p><p>● Relacionamentos superficiais.</p><p>● Ambição de fama e fortuna.</p><p>● Propensos a depressão.</p><p>Cluster C</p><p>EVITATIVO</p><p>Indivíduos com transtorno da</p><p>personalidade evitativa exibem sensibilidade</p><p>extrema a rejeição e podem levar vidas</p><p>socialmente retraídas. Embora sejam</p><p>tímidos, não são associais e demonstram um</p><p>grande desejo por companhia, mas precisam</p><p>de garantias muito fortes de aceitação não</p><p>crítica. Essas pessoas em geral são descritas</p><p>com um complexo de inferioridade.</p><p>● Timidez exacerbada.</p><p>● Desejo de socialização.</p><p>8</p><p>DEPENDENTE</p><p>Pessoas com transtorno da</p><p>personalidade dependente subordinam suas</p><p>próprias necessidades às necessidades de</p><p>outros, fazem outras pessoas assumirem</p><p>responsabilidade por áreas importantes de</p><p>suas vidas, não têm autoconfiança e podem</p><p>experimentar desconforto intenso ao ficar</p><p>sozinhas por mais do que breves período.</p><p>OBSESSIVO COMPULSIVO</p><p>O transtorno da personalidade</p><p>obsessivo-compulsiva é caracterizado por</p><p>constrição emocional, organização,</p><p>perseverança, teimosia e indecisão. A</p><p>característica essencial do transtorno é um</p><p>padrão global de perfeccionismo e</p><p>inflexibilidade.</p><p>● Predileção por regras, limpeza,</p><p>organização, detalhes, perfeição.</p><p>● Rigidez do comportamento.</p><p>● Intolerância quando “regras” são</p><p>quebradas.</p><p>9</p><p>Transtorn� Psicótic�</p><p>Introdução</p><p>Forma aguda = surto psicótico</p><p>● Alucinações: Auditivas e/ou visuais.</p><p>● Delírios: Alteração do conteúdo do</p><p>pensamento como um dos critérios</p><p>centrais ao diagnóstico.</p><p>● Pensamento desorganizado: Alterações</p><p>de forma: descarrilhamento,</p><p>desagregação, salada de palavras.</p><p>● Comportamento desorganizado: com</p><p>alterações da psicomotricidade: agitação</p><p>ou catatonia, bizarro, repetitivo, atos</p><p>motores sem sentido.</p><p>Transtorno Psicótico devido a</p><p>condição médica</p><p>10</p><p>Transtorno Psicótico Induzido</p><p>por SPA</p><p>Transtornos Psicóticos: DSM-5</p><p>e CID-11</p><p>● Transtorno Psicótico Breve (sintomas até</p><p>30 dias);</p><p>● Transtorno Esquizofreniforme (sintomas</p><p>de 1 mês até 6 meses);</p><p>● Esquizofrenia</p><p>ajuda a desenvolver</p><p>todo um padrão de comportamento e</p><p>regular esse comportamento é cada vez</p><p>mais ir conseguindo ficar sem a substância e</p><p>com o estímulo dela não ceder.</p><p>60</p><p>● TCC - Terapia cognitivo</p><p>comportamental mais indicada;</p><p>● Terapia breve: terapias mais focais</p><p>reduzidas a 4 a 5 sessões, com objetivo</p><p>de reduzir ao máximo ou cessar o</p><p>consumo.</p><p>Comorbidades psiquiátricas e</p><p>TUA</p><p>● TAG;</p><p>● TAS;</p><p>● TP;</p><p>● TOC;</p><p>● Transtorno de estresse pós-traumático;</p><p>● TDAH;</p><p>● Depressão;</p><p>● Transtorno bipolar;</p><p>● Transtorno de controle de impulso;</p><p>● Transtornos alimentares;</p><p>● Transtornos psicóticos;</p><p>● Transtornos de personalidade.</p><p>(sintomas por pelo menos</p><p>6 esses);</p><p>● Transtorno Delirante;</p><p>● Transtorno Esquizoafetivo;</p><p>● Transtorno psicótico induzido;</p><p>● Por substância/medicamento;</p><p>● Psicose não orgânica não especificada.</p><p>11</p><p>ESQUIZOFRENIA</p><p>● Doença neurodegenerativa.</p><p>● Fator genético presente: herdabilidade</p><p>de 80%. Ter um parente de primeiro</p><p>grau aumenta em 10% a chance de ser</p><p>afetado;</p><p>● Prevalência de 0,7% na população;</p><p>○ Ligeiramente maior para homens:</p><p>a doença ocorre mais cedo.</p><p>● Via de regra apresentam pródromos:</p><p>retraimento, isolamento, dificuldade de</p><p>interação, dificuldade de aprendizagem,</p><p>etc.</p><p>Fatores de Risco</p><p>● Histórico Familiar;</p><p>● Complicações obstétricas;</p><p>● Imigração;</p><p>● Zonas urbanas e zonas violentas;</p><p>● Uso de maconha e outras drogas.</p><p>As 5 dimensões dos sintomas</p><p>VIAS DOPAMINÉRGICAS DA</p><p>ESQUIZOFRENIA</p><p>● Aumento da dopamina em</p><p>determinadas regiões cerebrais</p><p>causando os sintomas da doença.</p><p>SINTOMAS POSITIVOS</p><p>● Delírios;</p><p>● Alucinações;</p><p>● Distorções ou exageros da linguagem e</p><p>da comunicação;</p><p>● Discurso desorganizado;</p><p>● Comportamento desorganizado;</p><p>● Agitação.</p><p>VIA MESOLÍMBICA</p><p>12</p><p>SINTOMAS NEGATIVOS</p><p>13</p><p>Principais sintomas negativos identificados</p><p>apenas pela OBSERVAÇÃO</p><p>● Redução da fala: o paciente tem</p><p>restrição quantitativa no discurso, utiliza</p><p>poucas palavras e respostas não verbais.</p><p>Além disso, pode haver</p><p>empobrecimento do conteúdo da fala,</p><p>em que as palavras transmitem pouco</p><p>significado.</p><p>● Aparência descuidada: o paciente tem</p><p>aparência descuidada e higiene precária,</p><p>as roupas são sujas ou manchadas ou o</p><p>indivíduo exala um odor desagradável.</p><p>● Contato visual limitado: o paciente</p><p>raramente faz contato visual com o</p><p>entrevistador.</p><p>*Sintomas descritos para casos mais graves</p><p>do espectro.</p><p>Principais sintomas negativos identificados</p><p>por algumas PERGUNTAS</p><p>● Redução da capacidade de resposta</p><p>emocional: o paciente demonstra poucas</p><p>emoções ou mudanças na expressão</p><p>facial e, quando questionado, pode</p><p>recordar de poucas ocasiões de</p><p>experiência emocional.</p><p>● Redução do interesse: redução do</p><p>interesse e dos passatempos, pouco ou</p><p>nada estimula o seu interesse; metas de</p><p>vida limitadas e incapacidade de</p><p>alcançá-las.</p><p>● Redução do interesse social: o paciente</p><p>tem desejo reduzido de iniciar contatos</p><p>sociais e pode ter poucos amigos e</p><p>relacionamentos íntimos ou mesmo</p><p>nenhum.</p><p>*Sintomas descritos para casos mais graves</p><p>do espectro.</p><p>SINTOMAS COGNITIVOS</p><p>● Problemas em estabelecer e manter</p><p>metas;</p><p>● Problemas em alocar recursos</p><p>atencionais;</p><p>● Problemas em focalizar a atenção;</p><p>● Problemas emmanter a atenção;</p><p>● Problemas na avaliação de funções;</p><p>● Problemas no monitoramento do</p><p>desempenho;</p><p>● Problemas em estabelecer prioridades;</p><p>● Problemas em modular o</p><p>comportamento com base em pistas</p><p>sociais;</p><p>● Problemas na aprendizagem sequencial;</p><p>● Fluência verbal prejudicada;</p><p>● Dificuldade na resolução de problemas.</p><p>14</p><p>15</p><p>Tratamento</p><p>ABORDAGENS PSICOSSOCIAIS</p><p>● Psicoeducação: explicar sobre a doença,</p><p>curso e prognóstico ao paciente e</p><p>familiares, promover vínculo.</p><p>● Psicoterapia: grupo, individual. TCC</p><p>quando há sintomas psicóticos, ansiosos</p><p>e depressivos.</p><p>● Terapia ocupacional: suporte para</p><p>organização de tarefas, atividades</p><p>educacionais, visa melhora do repertório</p><p>social.</p><p>● Promover adesão ao tratamento, manejo</p><p>de efeitos colaterais e manejo de</p><p>comorbidades.</p><p>● Promoção de saúde mental: higiene do</p><p>sono, atividade física, dieta adequada,</p><p>abstinência a drogas.</p><p>● Internação: quando a indicação.</p><p>16</p><p>17</p><p>TRANSTORNO PSICÓTICO BREVE</p><p>● Síndrome psicótica aguda transitória;</p><p>● Tem remissão completa e o indivíduo</p><p>retorna a seu nível de funcionamento</p><p>anterior;</p><p>● Etiologia desconhecida;</p><p>● Indivíduos com transtornos de</p><p>personalidade borderline, esquizóide,</p><p>esquizoatipica podem desenvolver</p><p>sintomas psicóticos transitórios devido a</p><p>vulnerabilidade psicológica;</p><p>● Pico aos 30 anos. 2x maior emmulheres.</p><p>Diagnóstico</p><p>● Presença de sintomas psicóticos</p><p>semelhantes à esquizofrenia: delírios,</p><p>alucinações, pensamento desorganizado;</p><p>● Presentes por 1 (um) dia a no máximo 30</p><p>(trinta) dias (1 mês);</p><p>● Geralmente desencadeados</p><p>agudamente;</p><p>● Excluir qualquer sintoma psiquiátrico</p><p>que possa estar relacionado a outro</p><p>diagnóstico: esquizofrenia, depressão,</p><p>transtorno bipolar;</p><p>● 3 subtipos:</p><p>○ Na presença de um estressor:</p><p>eventos com potencial de causar</p><p>impacto;</p><p>○ Na ausência de um estressor;</p><p>○ No pós parto.</p><p>Tratamento</p><p>● Mesmo que da esquizofrenia;</p><p>● Avaliar internação;</p><p>● Tratar no mínimo por 12 (doze) meses.</p><p>TRANSTORNO ESQUIZOFRENIFORME</p><p>● Pico em adultos jovens e adolescentes;</p><p>○ 50% evoluiu para esquizofrenia</p><p>○ 20% para t. esquizoafetivo</p><p>○ 6% para t. bipolar</p><p>● Transtorno psicótico agudo;</p><p>● Ausência de fase prodrômica;</p><p>● Sintomas afetivos podem ocorrer:</p><p>indicam melhor prognóstico, expressos</p><p>como confusão emocional.</p><p>● Pode haver comprometimento funcional</p><p>na presença dos sintomas agudos,</p><p>18</p><p>porém não a declínio progressivo no</p><p>funcionamento social e ocupacional,</p><p>retornando ao seu estado basal em até 6</p><p>(seis) meses.</p><p>Tratamento</p><p>● Mesmo que da esquizofrenia;</p><p>● Avaliar internação;</p><p>● Tratar no mínimo por 12 (doze) meses.</p><p>TRANSTORNO DELIRANTE</p><p>● Etiologia desconhecida</p><p>● Mais raro que a esquizofrenia e TH</p><p>● Associado a personalidades mais</p><p>desconfiadas e rígidas</p><p>● O delírio é único e restrito, podendo</p><p>ocorrer comprometimento do</p><p>funcionamento do indivíduo relacionado</p><p>ao conteúdo de delírio.</p><p>19</p><p>TRANSTORNO ESQUIZOAFETIVO</p><p>20</p><p>Emergência� Psiquiátrica�:</p><p>Agitaçã� Psicomotor� +</p><p>Suicídi�</p><p>Conceitos</p><p>● EMERGÊNCIA = Situação de risco grave -</p><p>intervenções imediatas e inadiáveis</p><p>(minutos ou horas);</p><p>● URGÊNCIA = Situação de um risco</p><p>menor - intervenções a curto prazo (dias</p><p>ou semanas).</p><p>● ELETIVAS = A rapidez da intervenção</p><p>não é critério essencialmente</p><p>importante.</p><p>Emergência</p><p>Objetivos do atendimento de emergência:</p><p>● Estabilização do quadro.</p><p>● Estabelecimento de uma hipótese</p><p>diagnóstica.</p><p>● Exclusão de uma causa orgânica.</p><p>● Encaminhamento a um serviço capaz de</p><p>dar sequência.</p><p>Emergência e Urgência</p><p>Psiquiátricas</p><p>Indicações de internação:</p><p>● Risco de auto ou hétero-agressão;</p><p>● Risco de exposição moral;</p><p>● Falha no tratamento ambulatorial;</p><p>● Falta de suporte familiar para condição</p><p>incapacitante.</p><p>SITUAÇÃO DE RISCO!</p><p>1) Paciente fugitivo da justiça;</p><p>2) Paciente com refém;</p><p>3) Paciente armado;</p><p>4) Paciente em curso de autoextermínio,</p><p>crime e/ou destruição de patrimônio</p><p>iminente;</p><p>5) Agressividade extrema com risco de vida</p><p>(Polícia Militar escolta ao Hospital).</p><p>● Local de atendimento (adaptação do</p><p>local com objetos pesados nunca ao</p><p>alcance do paciente, portas de saída de</p><p>emergência);</p><p>● Postura do avaliador (sempre analisar a</p><p>situação do paciente e agir conforme o</p><p>estado mental em que ele se encontra);</p><p>● Como se aproximar do paciente?;</p><p>● Abordagem inicial (saber se vai ser mais</p><p>acolhedor, se vai chamar a equipe por</p><p>conta de potencial violência, dentre</p><p>outras abordagens);</p><p>● Excluir quadro orgânico.</p><p>Epidemiologia</p><p>● O número de pacientes que procuram a</p><p>emergência psiquiátrica vem</p><p>aumentando a cada ano (KAPCZINSKI,</p><p>2008).</p><p>21</p><p>PREVALÊNCIA</p><p>Principais Emergências</p><p>Psiquiátricas</p><p>● Transtornos Psicóticos;</p><p>● Transtornos do Humor;</p><p>● Transtornos de Ansiedade;</p><p>● Dependência Química;</p><p>● Quadros Demenciais;</p><p>● Retardo Mental;</p><p>● Simulação (fingimento).</p><p>Agitação Psicomotora (+</p><p>comum)</p><p>A agitação psicomotora pode ser</p><p>definida como uma atividade motora</p><p>excessiva associada a uma experiência</p><p>subjetiva de tensão, observada por meio de</p><p>manifestações clínicas caracterizadas por</p><p>fala provocativa e ameaçadora, tensão</p><p>muscular, hiperatividade, impaciência,</p><p>desconfiança, entre outras.</p><p>Comportamento agitado ou agressivo</p><p>não é uma particularidade de nenhuma</p><p>condição médica específica e, portanto,</p><p>implica em uma ampla investigação do</p><p>diagnóstico diferencial.</p><p>Pacientes psiquiátricos tratados</p><p>adequadamente são pouco propensos a</p><p>cometer atos violentos.</p><p>Preditores de comportamento violento</p><p>22</p><p>Abordagem</p><p>Contenção Mecânica</p><p>● Medida temporária;</p><p>● Finalidade terapêutica nunca punitiva.</p><p>● Técnica:</p><p>○ Equipe local, faixas e cuidados</p><p>A Resolução CFM no 1598/0011</p><p>determina, em seu artigo 11, que “um</p><p>paciente em tratamento em estabelecimento</p><p>psiquiátrico só deve ser submetido à</p><p>contenção física por prescrição médica,</p><p>devendo ser diretamente acompanhado por</p><p>um auxiliar do corpo de enfermagem durante</p><p>todo o tempo que estiver contido”.</p><p>Contenção Química</p><p>Abordagem Psicofarmacológica</p><p>● Rápido início de ação;</p><p>23</p><p>● Facilidade de administração;</p><p>● Mínimos efeitos colaterais;</p><p>● Mínima interação medicamentosa;</p><p>● Disponibilidade no serviço!</p><p>As medicações mais utilizadas são:</p><p>● Antipsicóticos (ATs);</p><p>● Benzodiazepínicos (BZDs).</p><p>DROGAS DISPONÍVEIS MAIS UTILIZADAS</p><p>Antipsicóticos</p><p>● Haloperidol – Via oral e intramuscular.</p><p>Risco maior de sintomas extrapiramidais.</p><p>Início da ação em 30 a 60minutos após</p><p>aplicação. 2,5 a 5mg a cada 1 a 4 horas;</p><p>● Clorpromazina – Oral e intramuscular</p><p>(pode causar lesão muscular local e</p><p>toxicidade cardíaca). Moderado risco de</p><p>efeitos extrapiramidais, hipotensão e</p><p>sedação. 25 a 50mg a cada 1 a 4 horas.</p><p>● Olanzapina (AAs) – Via oral e IM, sendo</p><p>efetivo para quadros de agitação com ou</p><p>sem agressividade, pela sua ação</p><p>anti-histamínica sedativa.</p><p>● Risperidona (AAs) – Via oral, com</p><p>menores efeitos extrapiramidais, por sua</p><p>ação atípica até 6mg por dia.</p><p>Benzodiazepínicos</p><p>● Diazepam – Usado por via oral.</p><p>Intramuscular provoca cristalização no</p><p>local da aplicação. A utilização</p><p>endovenosa não é indicada nas</p><p>emergências psiquiátricas pela</p><p>dificuldade do acesso rápido. Não deve</p><p>ser diluído, antes da aplicação, devido à</p><p>sua cristalização.</p><p>● Clonazepam – Usado por via oral, com</p><p>meia-vida longa e rápido início de ação.</p><p>Melhor efeito ansiolítico que os demais</p><p>(por ação serotoninérgica).</p><p>● Lorazepam – Escolhido para pacientes</p><p>com prejuízo de função hepática.</p><p>● Midazolam – Via oral e intramuscular.</p><p>24</p><p>Caso Clínico 1</p><p>Um psiquiatra é chamado para</p><p>atender um homem de 64 anos que começou</p><p>a gritar que havia homens desconhecidos em</p><p>seu quarto de hospital. O paciente foi</p><p>submetido a uma cirurgia de</p><p>revascularização miocárdica três dias antes e</p><p>parecia estar se recuperando sem</p><p>complicações. Afirma que, na noite anterior,</p><p>vira vários homens parados perto das janelas</p><p>de seu quarto. Diz que eles não falaram</p><p>nada, mas que "tinha certeza de que iriam</p><p>machucá-Io". Nunca enxergara nada de</p><p>incomum antes, e não apresenta história</p><p>anterior de dificuldades psiquiátricas. As</p><p>anotações das enfermeiras do turno da noite</p><p>indicam que ele estava agitado e inquieto,</p><p>embora em alguns momentos durante a</p><p>noite também estivesse desorientado e</p><p>estuporoso. Essa condição não fora</p><p>observada nas noites anteriores.</p><p>Em um exame do estado mental, o</p><p>paciente estava alerta e orientado para</p><p>pessoa e lugar, mas achava que a data era</p><p>vários meses antes da data real. Fora isso, os</p><p>resultados de seu exame do estado mental</p><p>eram normais. Não foram observadas</p><p>alucinações nem delírio no momento do</p><p>exame.</p><p>QUAL O DIAGNÓSTICO MAIS PROVÁVEL</p><p>PARA ESTE PACIENTE?</p><p>Delirium.</p><p>QUAL O PRÓXIMO PASSO NO</p><p>TRATAMENTO?</p><p>● Próximo passo no tratamento: deve ser</p><p>investigada uma causa para o delirium.</p><p>● É preciso examinar a lista de</p><p>medicamentos do paciente.</p><p>● Testes laboratoriais e exame físico para</p><p>determinar as causas clínicas, por</p><p>exemplo, hipóxia, desequilíbrio</p><p>eletrolítico ou infecção.</p><p>Delirium</p><p>● Marca registrada: flutuação no nível de</p><p>consciência;</p><p>● O EEG é bastante sensível para a</p><p>detecção de delirium;</p><p>● A abordagem terapêutica mais</p><p>importante é detectar e corrigir a</p><p>condição subjacente;</p><p>● O controle comportamental pode ser</p><p>obtido com uma baixa dose de</p><p>antipsicótico de alta potência</p><p>(haloperidol).</p><p>Delirium x Demência</p><p>Caso Clínico 2 Uma mulher de 48 anos é levada ao setor de</p><p>emergência. Ela não responde a perguntas,</p><p>25</p><p>tropeça pela sala e está agitada. No exame</p><p>físico, você percebe que ela cheira a álcool e</p><p>não coopera durante o exame. A</p><p>administração de qual medicamento seria o</p><p>tratamento inicial mais apropriado?</p><p>A. Benzodiazepínico</p><p>B. Dissulfiram</p><p>C. Glicose</p><p>D. Tiamina</p><p>E. Antipsicótico</p><p>Comentários</p><p>Essa paciente apresenta</p><p>encefalopatia de Wernicke, caracterizada</p><p>pela tríade delírio, ataxia e oftalmoplegia</p><p>A tiamina deve ser administrada</p><p>antes da glicose quando se desconfia de que</p><p>o paciente sofra desse transtorno.</p><p>Síndrome de Korsakoff (sequela neurológica</p><p>da encefalopatia de Wernicke crônica):</p><p>● Amnésia anterógrada;</p><p>● Amnésia retrógrada;</p><p>● Confabulação;</p><p>● Alucinações.</p><p>Sintomas de abstinência:</p><p>1) tremores (6 a 8 horas);</p><p>2) psicose e sintomas perceptuais (8 a 12</p><p>horas);</p><p>3) convulsões (12 a 24 horas);</p><p>4) Delirium Tremens (24 a n horas, até uma</p><p>semana).</p><p>Caso Clínico 3</p><p>Uma mulher de 38 anos adotou uma nova</p><p>identidade em uma cidade distante 200 km</p><p>de sua cidade natal e não lembra nada de</p><p>sua vida anterior. Aparentemente, esse</p><p>evento foi desencadeado por uma</p><p>confrontação com seu hábito de jogar e uma</p><p>ameaça de divórcio. Qual dos seguintes</p><p>aspectos é mais provavelmente um fator</p><p>associado à sua doença?</p><p>A. História de trauma psicológico.</p><p>B. História de um transtorno de ansiedade.</p><p>C. Nascimento de um bebê em três meses.</p><p>D. Gênero feminino.</p><p>E. Presença de vício em jogos de azar.</p><p>Comentários</p><p>Uma história de trauma psicológico</p><p>predispõe a pessoa a um transtorno</p><p>dissociativo (fuga dissociativa).</p><p>Não há componente dinâmico na Síndrome</p><p>Amnéstica.</p><p>Caso Clínico 4</p><p>Um homem de 21 anos é levado ao setor de</p><p>emergência pela polícia, depois de ter sido</p><p>encontrado falando: "As vozes me disseram</p><p>para fazer isso". Relata que, no último ano,</p><p>sentiu que "as pessoas não são quem elas</p><p>dizem ser”. Afirma que ouve vozes lhe</p><p>dizendo para fazer "coisas más". Em geral,</p><p>existem 2 ou 3 vozes falando. Nega estar</p><p>usando drogas ou álcool, embora afirme ter</p><p>fumado maconha. Diz que interrompeu o</p><p>hábito nos últimos seis meses porque não</p><p>tem mais dinheiro e que a maconha</p><p>contribuía para as vozes. Nega uso de</p><p>medicamentos.</p><p>Diagnóstico mais provável: esquizofrenia,</p><p>provavelmente do tipo paranóide.</p><p>Esse paciente deve ser hospitalizado?</p><p>Sim. Ele representa um perigo para si mesmo</p><p>e potencialmente para outros, devido à</p><p>natureza indefinida das "coisas más" que se</p><p>sente obrigado a realizar.</p><p>26</p><p>Tratamento: antipsicótico.</p><p>Caso Clínico 5</p><p>Um jovem de 21 anos é trazido ao setor de</p><p>emergência depois de ser encontrado no</p><p>porão de sua casa, trabalhando</p><p>freneticamente em um projeto que, segundo</p><p>ele, resolveria a crise de combustível</p><p>mundial. O jovem afirmava que o zelador de</p><p>sua faculdade era um espião estrangeiro, das</p><p>grandes potências, e que estava tentando</p><p>impedir seu progresso. Não consegue parar</p><p>de falar sobre seu projeto e não deixa</p><p>ninguém mais falar. Nas últimas semanas,</p><p>tem lido até tarde da noite e dormido muito</p><p>pouco. Apesar disso, parece ter muita energia</p><p>e surpreende os amigos com planos</p><p>detalhados de como vai salvar o mundo.</p><p>Diagnóstico: transtorno do humor bipolar</p><p>(THB) tipo I, fase maníaca.</p><p>Conduta: internação hospitalar (por</p><p>exposição moral), Lítio e antipsicótico.</p><p>Psicoeducação com o paciente e a família</p><p>(holding).</p><p>Caso Clínico 6</p><p>Uma estudante de 19 anos é levada ao setor</p><p>de emergência por seus pais, dizendo que</p><p>"não agüenta mais a pressão na faculdade".</p><p>Ela rompeu o namoro há seis semanas e</p><p>desde então, não tem conseguido dormir</p><p>mais de 3 ou 4 horas por noite. Perdeu cerca</p><p>de 7 kg sem tentar emagrecer, e seu apetite</p><p>diminuiu. Diz nada a interessar mais, não</p><p>conseguir se concentrar, ter baixa energia,</p><p>não conviver com seus amigos como fazia e</p><p>que "não sente mais prazer como antes".</p><p>Tende a ficar irritável e fica brava com as</p><p>mínimas provocações. No exame do estado</p><p>mental: humor deprimido, afeto</p><p>hipermodulado, alucinação auditiva (ouvir</p><p>voz dizendo que ela "não presta”), ideação</p><p>suicida sem plano.</p><p>Diagnóstico mais provável: episódio</p><p>depressivo grave com sintomas psicóticos</p><p>(alucinações auditivas).</p><p>Conduta: hospitalização psiquiátrica, pois</p><p>sua depressão maior é grave. ISRS e</p><p>antipsicótico são a terapêutica inicial.</p><p>Caso Clínico 7</p><p>Uma mulher de 36 anos chega ao</p><p>setor de emergência com a seguinte queixa</p><p>principal: “acho que estou enlouquecendo”.</p><p>Afirma que nos últimos 3 meses, tem</p><p>apresentado súbitos episódios de</p><p>palpitações,</p><p>sudorese, tremores, sensação de</p><p>falta de ar, dor no peito, tontura, sensação de</p><p>que vai morrer. Afirma que o primeiro</p><p>episódio ocorreu quando estava caminhando</p><p>pela rua sem pensar em “nada especial”. O</p><p>episódio durou aproximadamente 15</p><p>minutos, embora a paciente tenha a</p><p>sensação de ter sido muito mais. Desde</p><p>então, tem tido episódios semelhantes 1 ou 2</p><p>vezes por dia, todos os dias. Tem, como</p><p>conseqüência, uma constante preocupação</p><p>com o momento em que terá o próximo</p><p>ataque. Nega quaisquer outros sintomas.</p><p>Esteve na emergência do hospital 2</p><p>vezes nas últimas semanas, convencida de</p><p>estar sofrendo um ataque cardíaco.</p><p>Entretanto, os resultados de todos os exames</p><p>físicos e de laboratório estavam nos limites</p><p>normais. Nega uso de drogas e só usa álcool</p><p>“ocasionalmente”. Sua ingestão de álcool</p><p>27</p><p>diminuiu desde que os episódios</p><p>começaram. Seu único problema clínico é</p><p>uma história de 1 ano de hipotireoidismo,</p><p>para o qual ela toma levotiroxina (Synthroid).</p><p>Diagnóstico mais provável: transtorno de</p><p>pânico.</p><p>Conduta: descartar ataque de pânico devido</p><p>a uso de medicação; ISRS e TCC.</p><p>Distonia Aguda</p><p>● Espasmos involuntários de músculos</p><p>que produzem posturas anormais</p><p>brevemente sustentadas ou fixas</p><p>● Inclui posições bizarras de tronco e</p><p>membros, crise oculógira (vira os olhos),</p><p>blefaroespasmo (aperta a pálpebra),</p><p>protrusão de língua, trismo, torcicolo e</p><p>constrição laringo-faringeal. São</p><p>dolorosas e podem causar deslocamento</p><p>de mandíbula.</p><p>● Os sintomas ocorrem dentro dos cinco</p><p>dias iniciais do tratamento ou após o</p><p>aumento da dose.</p><p>● Intervenção: biperideno (Akineton®) 5</p><p>mg IM (anticolinérgico) ou</p><p>anti-histamínico, como a prometazina 25</p><p>mg IM (Fenergam®)</p><p>● Há melhora em 15 a 45 minutos, após</p><p>uma ou duas injeções. Se não houver</p><p>melhora após 3 doses dadas a cada 45</p><p>minutos, deve ser procurada outra causa</p><p>de distonia.</p><p>● Depois, deve-se manter o</p><p>antiparkinsoniano para evitar</p><p>recorrência.</p><p>Acatisia</p><p>● Sentimentos subjetivos de ansiedade,</p><p>perda da calma interna, incapacidade de</p><p>relaxar, acompanhada por inquietação,</p><p>tal como ficar andando, balançar o corpo</p><p>para frente e para trás enquanto sentado</p><p>ou em pé, levantar o pé como se</p><p>marchasse no lugar, cruzar e descruzar</p><p>as pernas quando sentado ou outras</p><p>ações repetitivas e sem sentido.</p><p>● Intervenção: redução da dose do</p><p>antipsicótico.</p><p>● Se essa medida não for possível ou</p><p>suficiente, pode-se tentar tratamento</p><p>com anticolinérgicos, mas a resposta é</p><p>geralmente pobre.</p><p>● Se a sintomatologia persistir,</p><p>interromper o anticolinérgico e iniciar o</p><p>uso de beta-bloqueadores</p><p>(Propranolol®).</p><p>Síndrome Neuroléptica</p><p>Maligna</p><p>● Síndrome caracterizada por rigidez</p><p>muscular intensa, às vezes associada a</p><p>movimentos coreicos que geralmente</p><p>precede o aumento da temperatura (que</p><p>varia de 38,3°C a 42°C).</p><p>● Nível de consciência alterado, variando</p><p>de agitação e mutismo alerta para</p><p>estupor e até coma.</p><p>28</p><p>● Instabilidade autonômica, com respostas</p><p>alternadas simpáticas (taquicardia,</p><p>hipertensão) e parassimpáticas</p><p>(bradicardia, incontinência fecal e</p><p>urinária).</p><p>● A taquicardia e as arritmias podem levar</p><p>a colapso cardíaco. Ocorre, geralmente,</p><p>até 2 semanas após início ou aumento</p><p>da dose de antipsicótico e progride</p><p>rapidamente levando a uma taxa de</p><p>mortalidade de 21% quando não tratada.</p><p>● O diagnóstico é confirmado com</p><p>dosagem da enzima</p><p>creatinofosfoquinase (CPK), que se eleva</p><p>até 2000 a 15000 U/l, refletindo</p><p>necrose muscular decorrente de</p><p>contrações musculares contínuas e</p><p>intensas.</p><p>● Também ocorrem alterações de enzimas</p><p>hepáticas e leucocitose (15.000 a</p><p>30.000) com desvio à esquerda, em</p><p>40% dos casos.</p><p>● O uso concomitante de lítio também</p><p>aumenta o risco, assim como grande</p><p>número de injeções intramusculares de</p><p>antipsicóticos.</p><p>● Conduta: retirada do antipsicótico,</p><p>dantrolene (IV), bromocriptina,</p><p>lorazepam (IV), seguida de medidas de</p><p>suporte, como resfriamento, hidratação,</p><p>oxigenação e ventilação mecânica (UTI).</p><p>Questões</p><p>Uma mulher de 71 anos com história de</p><p>doença de Alzheimer precoce está</p><p>hospitalizada com pneumonia. Durante o</p><p>curso da hospitalização, sua família e o</p><p>médico percebem um agravamento distinto</p><p>em sua memória e estado de alerta. Qual dos</p><p>procedimentos a seguir seria o mais sensível</p><p>para o diagnóstico do delirium?</p><p>A. Radiografia do tórax.</p><p>B. Tomografia computadorizada do encéfalo.</p><p>C. Eletrocardiograma.</p><p>D. Eletroencefalograma (EEG).</p><p>E. Contagem diferencial total de sangue.</p><p>Comentários</p><p>Embora os outros exames sejam</p><p>todos úteis para determinar a etiologia do</p><p>delirium, apenas o EEG é sensível para o</p><p>diagnóstico desse transtorno. Em quase</p><p>todos os casos de delirium, o EEG mostra</p><p>lentificação generalizada. Nos casos em que</p><p>a abstinência de álcool ou de</p><p>sedativo-hipnóticos está causando o</p><p>delirium, esse exame pode mostrar atividade</p><p>rápida de baixa voltagem. Na encefalopatia</p><p>hepática, o EEG apresenta como</p><p>característica ondas delta trifásicas. Os</p><p>resultados do eletroencefalograma</p><p>normalmente permanecem normais no início</p><p>do curso da doença de Alzheimer.</p><p>Um homem de 52 anos está hospitalizado</p><p>devido a ponte de safena tripla e desenvolve</p><p>delirium. Sua história inclui um traumatismo</p><p>craniano com perda de consciência e</p><p>29</p><p>também abuso de álcool no passado, mas</p><p>ele está sóbrio há sete anos. Qual dos fatores</p><p>a seguir têm maior probabilidade de</p><p>responder pelo desenvolvimento de seu</p><p>delirium?</p><p>A. Idade.</p><p>B. Hospitalização.</p><p>C. Estado após cirurgia cardíaca.</p><p>D. História de traumatismo craniano.</p><p>E. História de abuso de álcool.</p><p>Comentários</p><p>A idade avançada é um dos principais fatores</p><p>de risco, sendo que 60o/o dos moradores de</p><p>casas de repouso com mais de 75 anos têm</p><p>episódios repetidos de delirium. Dentre</p><p>todos os pacientes hospitalizados com</p><p>doenças clínicas, 10 a 30o/o exibem delirium.</p><p>No entanto, alguns estudos indicam que</p><p>90% dos pacientes que sofreram</p><p>cardiotomia experimentam delirium. Outros</p><p>fatores que podem contribuir para a</p><p>condição são dano cerebral preexistente,</p><p>história anterior de delirium, dependência</p><p>alcoólica, diabetes, câncer, prejuízo sensorial</p><p>e desnutrição.</p><p>Um homem de 82 anos com história de</p><p>demência vascular é levado ao hospital</p><p>devido a aumento na agitação e infecção do</p><p>trato urinário. Qual das características a</p><p>seguir distingue melhor o delirium da</p><p>demência?</p><p>A. Nível de consciência alterado.</p><p>B. Perturbações comportamentais.</p><p>C. Déficit cognitivo.</p><p>D. Desorientação.</p><p>E. Presença de alucinações.</p><p>Comentários</p><p>Tanto o delirium como a demência podem</p><p>resultar em perturbações comportamentais,</p><p>déficit cognitivo e desorientação. Entretanto,</p><p>em todos os casos de delirium existe uma</p><p>alteração (redução) no nível de consciência,</p><p>enquanto na demência (nos primeiros</p><p>estágios) existe um nível alerta e estável de</p><p>consciência.</p><p>No caso anterior, determinou-se que o</p><p>paciente apresenta delirium devido a</p><p>infecção, sobrejacente a sua demência. Qual</p><p>é a abordagem de tratamento mais</p><p>importante para tratar seu delirium?</p><p>A. Detecção e correção da anormalidade</p><p>subjacente.</p><p>B. Estratégias ambientais para ajudar a</p><p>orientação.</p><p>C. Tratamento com um antipsicótico para as</p><p>alucinações.</p><p>D. Contenção física para proteger o paciente</p><p>de lesões.</p><p>E. Tratamento com um benzodiazepínico</p><p>para reduzir a agitação.</p><p>Comentários</p><p>Ainda que as estratégias ambientais e as</p><p>intervenções farmacológicas e físicas possam</p><p>ser úteis e necessárias para ajudar a orientar</p><p>o paciente ou protegê-lo de lesões, a</p><p>abordagem de tratamento mais crucial em</p><p>todos os casos de delirium é detectar e</p><p>corrigir a causa subjacente do transtorno. A</p><p>ocorrência de um episódio de delirium é em</p><p>si um mau prognóstico, já que esses</p><p>pacientes têm uma incidência futura</p><p>significativamente elevada de mortalidade.</p><p>Em idosos, agentes antipsicóticos devem ser</p><p>30</p><p>utilizados com cautela devido ao aumento</p><p>no risco de mortalidade, e os</p><p>benzodiazepínicos podem causar</p><p>desinibição, supersedação ou excitação</p><p>paradoxal.</p><p>Um homem de 63 anos apresenta-se ao</p><p>setor de emergência com queixas de</p><p>ansiedade. Ele descreve uma longa história</p><p>de uso diário e pesado de álcool. Há dois</p><p>dias, "largou totalmente a bebida". Está</p><p>visivelmente trêmulo, ruborizado e</p><p>diaforético.</p><p>Sua temperatura, sua pressão</p><p>arterial e sua pulsação estão elevadas. Os</p><p>resultados do exame físico são normais sob</p><p>outros aspectos, mas os testes de</p><p>laboratório revelam níveis baixos de</p><p>albumina sérica e de proteína, assim como</p><p>um valor de tempo de protrombina parcial</p><p>elevado. Ele é admitido ao serviço médico</p><p>para desintoxicação de álcool. Qual dos</p><p>seguintes medicamentos seria mais</p><p>apropriado para tratar esse paciente?</p><p>A. Alprazolam</p><p>B. Clordiazepóxido</p><p>C. Diazepam</p><p>D. Lorazepam</p><p>E. Clonazepam</p><p>Comentários</p><p>Embora todos esses medicamentos sejam</p><p>benzodiazepínicos, só o lorazepam é</p><p>metabolizado unicamente por</p><p>glucuronidação, que não é tão dependente</p><p>da função hepática. O metabolismo dos</p><p>outros benzodiazepínicos depende muito</p><p>mais da função hepática. Nesse paciente</p><p>(que tem indício de má função hepática),</p><p>usar doses elevadas de medicamentos que</p><p>dependem da função hepática para serem</p><p>degradados pode resultar em níveis</p><p>excessivos do fármaco no sangue, o que o</p><p>deixará sedado em demasia.</p><p>Urgência médica</p><p>(A) é a constatação médica de condição de</p><p>agravo à saúde, cujo surgimento é súbito e</p><p>imprevisto, e implique risco iminente de vida</p><p>ou sofrimento intenso, exigindo, portanto,</p><p>tratamento médico imediato.</p><p>(B) é qualquer situação na qual há risco de</p><p>vida.</p><p>(C) não é vista no sistema de tratamento</p><p>ambulatorial.</p><p>(D) é ocorrência ou situação perigosa, de</p><p>aparecimento rápido, mas não</p><p>necessariamente imprevisto e súbito,</p><p>necessitando de solução em curto prazo.</p><p>(E) é conceito igual ao da emergência médica.</p><p>Na emergência, o tratamento mais efetivo</p><p>para o paciente violento é:</p><p>a) Tranquilização com benzodiazepínico.</p><p>b) Manejo verbal.</p><p>c) Contenção mecânica.</p><p>d) Tranquilização rápida com antipsicótico.</p><p>e) Tranquilização com antipsicótico e</p><p>anti-histamínico.</p><p>Sobre as intervenções no caso de um</p><p>episódio de agitação psicomotora, é correto</p><p>asseverar que:</p><p>(A) As intervenções possuem caráter</p><p>hierárquico, começando-se pelo uso da</p><p>medicação para facilitar o contato verbal;</p><p>31</p><p>(B) As intervenções possuem caráter</p><p>hierárquico, começando-se com medidas</p><p>restritivas para facilitar o contato verbal;</p><p>(C) Se estivermos em ambiente hospitalar, é</p><p>preferível atendimento em conjunto com</p><p>enfermeiros para desencorajar a violência;</p><p>(D) As intervenções possuem caráter</p><p>hierárquico, começando-se com medidas</p><p>menos restritivas para facilitar o contato</p><p>verbal;</p><p>(E) A contenção física é um procedimento</p><p>seguro, mas o paciente contido deve ser</p><p>avaliado a cada troca de plantão.</p><p>Um paciente com diagnóstico de transtorno</p><p>bipolar do humor, atualmente maníaco sem</p><p>sintomas psicóticos, é internado numa</p><p>clínica psiquiátrica com agitação</p><p>psicomotora intensa. Seu médico assistente</p><p>lhe prescreve carbonato de lítio (1200</p><p>mg/dia), clorpromazina (400 mg/dia) e</p><p>prometazina (75 mg/dia). Após alguns dias</p><p>de internação, obtém remissão parcial da</p><p>sintomatologia, mas continua a apresentar</p><p>agitação psicomotora leve e insônia.</p><p>Considerando que se trata de um paciente</p><p>portador de insuficiência hepática, qual a</p><p>conduta mais adequada a ser tomada para</p><p>aumentar sua sedação?</p><p>(A) Aumentar a dose da clorpromazina, já</p><p>que se trata de uma medicação segura a ser</p><p>usada na insuficiência hepática.</p><p>(B) Prescrever lorazepam, já que se trata de</p><p>boa escolha na insuficiência hepática por ser</p><p>metabolizado apenas pelo mecanismo de</p><p>glicuronidação e por não possuir metabólitos</p><p>ativos.</p><p>(C) Prescrever clonazepam, por ser uma</p><p>droga de meia-vida mais longa e que, por</p><p>isso, pode ser usada em doses mais</p><p>espaçadas, preservando dessa forma a</p><p>função hepática.</p><p>(D) Associar carbamazepina, visando a obter</p><p>uma estabilização do humor mais eficiente,</p><p>além de ser uma droga que interfere pouco</p><p>na função hepática.</p><p>(E) Utilizar o ácido valpróico, por ser</p><p>excretado, na maior parte, de forma</p><p>inalterada pelo rim.</p><p>Com relação às emergências psiquiátricas é</p><p>correto afirmar:</p><p>(A) O suicídio não constitui uma emergência</p><p>em si, uma vez que o paciente na verdade</p><p>não apresenta real intenção de morrer,</p><p>principalmente utilizando-se de medidas de</p><p>características histriônicas.</p><p>(B) Em casos de intoxicação exógena com</p><p>clara intenção de suicídio, é fundamental que</p><p>o psiquiatra avalie o paciente nas primeiras</p><p>horas de entrada no hospital, mesmo que</p><p>seu grau de consciência não esteja</p><p>totalmente recuperado, pois o paciente</p><p>poderá omitir a intenção de cometer suicídio</p><p>com o passar dos dias.</p><p>(C) O quadro de agitação psicomotora deve</p><p>ser tratado com altas doses de diazepam</p><p>endovenoso, associado à clorpromazina e</p><p>prometazina, independentemente da</p><p>etiologia do quadro de agitação.</p><p>(D) A síndrome de abstinência alcoólica não</p><p>se constitui num quadro de emergência,</p><p>podendo ser atendida em regime</p><p>ambulatorial especializado em dependência</p><p>química.</p><p>32</p><p>(E) Ao primeiro episódio de surto psicótico, é</p><p>fundamental descartar a existência de</p><p>condições médicas gerais e o uso de</p><p>substâncias psicoativas que possam justificar</p><p>o quadro psiquiátrico.</p><p>Uma veterana de guerra divorciada de 43</p><p>anos, com esquizofrenia, recebe</p><p>acompanhamento sem internação em uma</p><p>clínica de saúde mental comunitária depois</p><p>de receber alta do hospital. Sua medicação</p><p>de risperidona foi aumentada para 3 mg pela</p><p>manhã e 4 mg à tarde. Apresenta um pouco</p><p>de paranoia e ideias de referência, mas nega</p><p>alucinações auditivas e visuais. Seu exame</p><p>do estado mental é relevante para retardo</p><p>psicomotor significativo, com pouco discurso</p><p>espontâneo, mas com um tremor grosseiro</p><p>das mãos bilateralmente. Sua marcha</p><p>apresenta base ampla, e arrasta os pés.</p><p>Afirma que seu humor está "bom", embora</p><p>seu afeto pareça embotado, com pouca</p><p>expressão. Qual é o diagnóstico mais</p><p>provável?</p><p>A. Reação distônica aguda.</p><p>B. Acatisia.</p><p>C. Síndrome neuroléptica maligna.</p><p>D. Parkinsonismo.</p><p>E. Discinesia tardia.</p><p>Comentários</p><p>A paciente é uma veterana de guerra de</p><p>meia-idade com sintomas psicóticos</p><p>crônicos, recentemente liberada do hospital</p><p>com aumento em sua dosagem de</p><p>risperidona. No momento, ela demonstra</p><p>bradicinesia, marcha arrastada, expressão</p><p>facial embotada e um tremor grosseiro,</p><p>todos compatíveis com parkinsonismo</p><p>induzido por antipsicóticos. Os fatores de</p><p>risco para o desenvolvimento de</p><p>parkinsonismo incluem gênero feminino e</p><p>idade avançada.</p><p>Uma mulher de 50 anos, com diagnóstico</p><p>anterior de transtorno esquizoafetivo do tipo</p><p>bipolar, reclama de "tiques nervosos". Nega</p><p>sintomas afetivos significativos, mas relata</p><p>alucinações auditivas crônicas de "sussurros”</p><p>sem comandos. Não há ideação suicida nem</p><p>homicida. Durante o exame, percebe-se que</p><p>ela coloca a língua para fora da boca e</p><p>apresenta movimentos ritmados das mãos e</p><p>dos pés. Qual diagnóstico?</p><p>A. Reação distônica aguda.</p><p>B. Acatisia.</p><p>C. Síndrome neuroléptica maligna.</p><p>D. Parkinsonismo.</p><p>E. Discinesia tardia.</p><p>Comentários</p><p>Essa paciente com transtorno esquizoafetivo</p><p>crônico atualmente demonstra movimentos</p><p>coreoatetóides da língua e das extremidades,</p><p>compatíveis com discinesia tardia. Ela</p><p>apresenta vários fatores de risco para o</p><p>desenvolvimento de discinesia tardia,</p><p>incluindo possível tratamento de longo prazo</p><p>com antipsicóticos, gênero feminino e um</p><p>transtorno do humor.</p><p>Suicídio</p><p>FATO X FICÇÃO</p><p>33</p><p>COMO IDENTIFICAR UMA PESSOA SOB</p><p>RISCO DE SUICÍDIO?</p><p>Sinais para procurar na história de</p><p>vida e no comportamento das pessoas:</p><p>● Comportamento retraído, inabilidade</p><p>para se relacionar com a família e</p><p>amigos;</p><p>● Doença psiquiátrica;</p><p>● Alcoolismo;</p><p>● Ansiedade ou pânico;</p><p>● Mudança na personalidade,</p><p>irritabilidade, pessimismo, depressão ou</p><p>apatia;</p><p>● Mudança no hábito alimentar e de sono;</p><p>● Tentativa de suicídio anterior;</p><p>● Odiar-se,sentimento de culpa, de se</p><p>sentir sem valor ou com vergonha;</p><p>● Uma perda recente importante – morte,</p><p>divórcio, separação, etc.</p><p>● História familiar de suicídio;</p><p>● Desejo súbito de concluir os afazeres</p><p>pessoais, organizar documentos,</p><p>escrever um testamento, etc.</p><p>● Sentimentos de solidão, impotência,</p><p>desesperança.</p><p>● Cartas de despedida;</p><p>● Doença física;</p><p>● Menção repetida de morte ou suicídio.</p><p>A melhor maneira de descobrir se</p><p>uma pessoa tem pensamentos de suicídio é</p><p>perguntar para ela. Ao contrário da crença</p><p>popular, falar a respeito de</p><p>suicídio não</p><p>coloca a idéia na cabeça das pessoas. De</p><p>fato, elas ficarão muito agradecidas e</p><p>aliviadas de poder falar abertamente sobre</p><p>os assuntos e questões com as quais estão se</p><p>debatendo.</p><p>Aproximadamente 2% das pessoas</p><p>que tentam suicídio morrem por suicídio no</p><p>ano seguinte à tentativa, sendo que este risco</p><p>aumenta progressivamente com o decorrer</p><p>dos anos que se seguem à tentativa.</p><p>FATORES DE RISCO</p><p>● Os extremos de idade (jovens e idosos)</p><p>constituem grupos de maior risco de</p><p>morte por suicídio. Risco este que,</p><p>associado a um suporte social frágil,</p><p>pode chegar a ser oito vezes maior que</p><p>em outras faixas etárias.</p><p>● Embora tentativas de suicídio sejam</p><p>mais frequentes entre mulheres, morte</p><p>por suicídio é mais comum em homens,</p><p>com uma estimativa mundial de 24</p><p>suicídios consumados para cada 100 mil</p><p>homens e de 6,8 para cada 100 mil</p><p>mulheres.</p><p>● Outros fatores de risco incluem extratos</p><p>econômicos extremos (muito ricos ou</p><p>muito pobres), residência em áreas</p><p>urbanas, ausência de vínculos afetivos,</p><p>34</p><p>incluindo-se conjugais e familiares,</p><p>insatisfação ou fracasso profissional e</p><p>ausência de religião.</p><p>Mais de 90% das pessoas que cometem</p><p>suicídio apresentam um transtorno</p><p>psiquiátrico no momento da morte. Entre</p><p>os mais comuns estariam os transtornos</p><p>do humor, transtornos relacionados ao</p><p>uso de substâncias, esquizofrenia e</p><p>transtornos da personalidade.</p><p>35</p><p>CLASSIFICAÇÃO: BAIXO RISCO</p><p>● A pessoa teve alguns pensamentos de</p><p>morte, como “Eu não consigo continuar”,</p><p>“Eu gostaria de estar morto”, mas não</p><p>fez nenhum plano.</p><p>AÇÃO NECESSÁRIA</p><p>● Oferecer apoio emocional.</p><p>● Trabalhar sobre os sentimentos suicidas.</p><p>● Focalize na força positiva da pessoa,</p><p>fazendo-a falar como problemas</p><p>anteriores foram resolvidos sem recorrer</p><p>ao suicídio.</p><p>● Encaminhe a pessoa para um</p><p>profissional de saúde mental (CAPS,</p><p>PSIQUIATRA, PSICÓLOGO).</p><p>● Encontre-a em intervalos regulares e</p><p>mantenha contato externo.</p><p>CLASSIFICAÇÃO: MÉDIO RISCO</p><p>● A pessoa tem pensamentos e planos,</p><p>mas não tem planos de cometer suicídio</p><p>imediatamente.</p><p>AÇÃO NECESSÁRIA</p><p>● Ofereça apoio emocional, trabalhe com</p><p>os sentimentos suicidas da pessoa e</p><p>focalize em forças positivas.</p><p>● Focalize os sentimentos de</p><p>ambivalência.</p><p>● Explore alternativas ao suicídio.</p><p>● Faça um contrato. Extraia uma promessa</p><p>do individuo suicida de que ele ou ela</p><p>não vai cometer suicídio:</p><p>○ Sem que se comunique com a</p><p>equipe de saúde;</p><p>○ Por um período específico.</p><p>● Encaminhe a pessoa a um psiquiatra, e</p><p>marque uma consulta o mais breve</p><p>possível.</p><p>● Entre em contato com a família, amigos</p><p>e colegas, e reforce seu apoio. Não deixe</p><p>sair sem um acompanhante e sem início</p><p>de tratamento.</p><p>CLASSIFICAÇÃO: ALTO RISCO</p><p>● A pessoa tem um plano definido, tem os</p><p>meios para fazê-lo, e planeja fazê-lo</p><p>imediatamente.</p><p>AÇÃO NECESSÁRIA</p><p>● Estar junto da pessoa. Nunca deixá-la</p><p>sozinha.</p><p>● Gentilmente falar com a pessoa e</p><p>remover as pílulas, faca, arma, inseticida,</p><p>etc. (distância dos meios de cometer</p><p>suicídio).</p><p>● Entrar em contato com um profissional</p><p>da saúde mental imediatamente e</p><p>providenciar uma ambulância e</p><p>hospitalização.</p><p>● Informar a família e reafirmar seu apoio.</p><p>OQUE NÃO FAZER:</p><p>● Ignorar a situação;</p><p>● Ficar chocado ou envergonhado e em</p><p>pânico;</p><p>● Falar que tudo vai ficar bem;</p><p>● Desafiar a pessoa a continuar em frente;</p><p>● Fazer o problema parecer trivial;</p><p>● Dar falsas garantias;</p><p>● Jurar segredo;</p><p>● Deixar a pessoa sozinha.</p><p>36</p><p>Transtorn�</p><p>Alimentare�</p><p>Conceito</p><p>Os TAs são caracterizados pelo</p><p>comprometimento persistente da</p><p>alimentação ou do comportamento alimentar</p><p>que resulta no consumo ou na absorção</p><p>alterada de alimentos, impactando na saúde</p><p>física e psicossocial do indivíduo. Além dessas</p><p>alterações no comportamento alimentar,</p><p>outras manifestações são percebidas nesses</p><p>indivíduos, como alterações na autoimagem</p><p>e problemas de autoestima.</p><p>Transtornos alimentares: categorias diagnósticas do DSM-5.</p><p>Anorexia Nervosa (AN)</p><p>● (1) recusa/restrição alimentar;</p><p>● (2) medo do ganho de peso;</p><p>● (3) uma forma alterada/distorcida de</p><p>perceber o seu próprio corpo.</p><p>● “emagrecimento autoimposto”.</p><p>● “busca inexorável pela magreza”.</p><p>37</p><p>● Mudança do padrão alimentar</p><p>● Deterioração do padrão alimentar;</p><p>● Diminuição da quantidade e da qualidade</p><p>dos alimentos;</p><p>● Atividades físicas exageradas;</p><p>● Atividades do cotidiano exageradas;</p><p>● Diminuição gradativa do peso;</p><p>● Situação de desnutrição – risco;</p><p>● Alterações da imagem corporal podem</p><p>ser desde uma</p><p>● insatisfação com o peso ou a forma do</p><p>seu corpo até, em casos mais graves, a</p><p>distorção da autoimagem</p><p>● Corpo como globalmente grande, pesado,</p><p>enquanto outros percebem partes do</p><p>corpo ou regiões específicas como</p><p>alteradas ou até disformes</p><p>● Áreas envolvidas são, em geral, o abdome,</p><p>as coxas e os braços.</p><p>● Pode cursar com amenorreia.</p><p>EPIDEMIOLOGIA</p><p>● Prevalência maior em mulheres 0,6 a</p><p>2,2%. Um dos transtornos mentais com</p><p>maior taxa de mortalidade.</p><p>● Fatores genéticos e ambientais têm papel</p><p>importante no seu desenvolvimento e</p><p>manutenção.</p><p>● Subtipo restritivo, evidenciam diminuição</p><p>da atividade nos receptores</p><p>serotonérgicos e do receptores de</p><p>opioides delta (OPRD1).</p><p>● Anormalidades no sistema</p><p>dopaminérgico.</p><p>● Obesidade é fator de risco para AN.</p><p>COMORBIDADES</p><p>● Depressão;</p><p>● Transtorno de ansiedade: fobia social;</p><p>● TOC;</p><p>● TEA – transtorno do espectro autista;</p><p>● Transtornos de personalidade: borderline</p><p>– automutilação, uso de SPAs, abandono</p><p>de tratamento;</p><p>● Risco de suicídio.</p><p>COMPLICAÇÕES CLÍNICAS NA ANOREXIA</p><p>NERVOSA</p><p>38</p><p>● 30% apresentam leucopenia e anemia;</p><p>● 10% plaquetopenia;</p><p>● Hipercolesterolemia;</p><p>● Supressão do eixo HHGonadal – redução</p><p>de LH, FSH e estradiol;</p><p>● Hipotireoidismo;</p><p>● Aumento de cortisol;</p><p>● Hipoglicemia nos praticantes de jejum;</p><p>● Hipopotassemia nos praticantes de</p><p>práticas purgativas;</p><p>● Distúrbio do metabolismo ósseo:</p><p>osteopenia, osteoporose;</p><p>● Risco de fraturas patológicas.</p><p>TRATAMENTO</p><p>● Objetivos de reduzir os riscos, encorajar o</p><p>ganho de peso, desenvolver hábitos</p><p>alimentares mais saudáveis e reduzir</p><p>outros sintomas relacionados ao TA,</p><p>facilitando a recuperação psicológica e</p><p>física.</p><p>● Tratamento hospitalar</p><p>○ Grau de desnutrição;</p><p>○ Risco de complicações clínicas</p><p>graves;</p><p>○ Risco de suicídio.</p><p>● Tratamento Ambulatorial</p><p>○ Restabelecimento do peso corporal;</p><p>○ Equipe multiprofissional:</p><p>nutricionista;</p><p>○ Psicoterapia: TCC, terapia familiar,</p><p>TIP;</p><p>○ Não a evidencias que apoiam o uso</p><p>de medicações;</p><p>○ Olanzapina para restabelecer o</p><p>peso;</p><p>○ Antidepressivos para tratamento da</p><p>depressão e TOC.</p><p>Bulimia Nervosa (BN)</p><p>● O comportamento bulímico, como um</p><p>episódio de ingestão descontrolada e</p><p>excessiva de alimento;</p><p>● Impulso irresistível de comer</p><p>excessivamente;</p><p>● Evitação dos efeitos engordativos da</p><p>comida pela indução de vômitos e/ou</p><p>abuso de purgativos;</p><p>● Medo mórbido de engordar.</p><p>39</p><p>EPIDEMIOLOGIA</p><p>● Prevalência: 0,9 a 1,5% para mulheres e</p><p>0,1 a 0,5% para homens;</p><p>● Suicídio em 23% dos casos;</p><p>● Adolescência e início da vida adulta –</p><p>média aos 19 anos;</p><p>● Peso corporal normal ou tendência a</p><p>sobrepeso e obesidade;</p><p>● Episódios de comer compulsivamente – 2</p><p>a 3 mil calorias</p><p>● Sentimento de perda de controle do</p><p>comportamento alimentar</p><p>● Métodos alto induzidos: vômitos 90% dos</p><p>casos</p><p>● Sinal de Russel: ulcerações no dorso da</p><p>mão pelo uso para indução do vômito</p><p>● Medicamentos laxativos, diuréticos,</p><p>hormônios tireoidianos, agentes</p><p>antiobesidade e de enemas, bem como</p><p>jejuns prolongados (mais de 12 horas) e</p><p>exercícios físicos excessivos.</p><p>COMORBIDADES PSIQUIÁTRICAS</p><p>● Depressão;</p><p>● Transtornos de ansiedade;</p><p>● Uso de SPAs;</p><p>● TP borderline;</p><p>● T. bipolar II;</p><p>● Risco de suicídio;</p><p>40</p><p>COMPLICAÇÕES CLÍNICAS NA BULIMIA</p><p>NERVOSA</p><p>TRATAMENTO</p><p>● Psicoterapia: TCC como primeira linha;</p><p>● Aconselhamento nutricional: aprender a</p><p>comer de forma adequada;</p><p>● Terapia farmacológica: ISRS – fluoxetina,</p><p>tricíclicos e topiramato.</p><p>Transtorno de Compulsão</p><p>Alimentar (TCA)</p><p>● Episódios de comer compulsivamente</p><p>● Ingestão de 2 mil calorias</p><p>● Sem atos purgativos</p><p>● Comorbidades: depressão, transtorno de</p><p>ansiedade, uso de SPAs,</p><p>● personalidade borderline</p><p>● Complicações:</p><p>obesidade, hipertensão</p><p>arterial, DM II, distúrbios gastrointestinais</p><p>● Tratamento: TCC. Farmacoterapia:</p><p>lisdexafentamina (venvanse) quadros</p><p>moderados a grave.</p><p>41</p><p>Transtorn� O�essiv�</p><p>Compulsiv� � Transtorn�</p><p>Relacionad�</p><p>Introdução</p><p>TOC é um transtorno psiquiátrico</p><p>caracterizado por:</p><p>● PENSAMENTOS, ideias, imagens ou</p><p>impulsos intrusivos e desagradáveis,</p><p>PERSISTENTES e RECORRENTES à</p><p>OBSESSÕES.</p><p>● COMPORTAMENTOS ou atos mentais</p><p>repetitivos realizados com o intuito de</p><p>reduzir a ansiedade resultante das</p><p>obsessões ou de acordo com regras</p><p>rígidas→ COMPULSÕES;</p><p>Atenção: as compulsões nem sempre</p><p>reduzem a ansiedade, podendo piorar o</p><p>quadro ansioso, principalmente quando o</p><p>indivíduo resiste ao ato compulsivo.</p><p>Epidemiologia</p><p>● Prevalência 2 a 3%</p><p>● 10% dos pacientes ambulatoriais são</p><p>diagnosticados com TOC;</p><p>● Homens e mulheres adultos são</p><p>igualmente afetados;</p><p>● Adolescentes: meninos > meninas;</p><p>● Idade média de início do quadro: 20</p><p>anos (19 – 22 anos);</p><p>● Infância.</p><p>Comorbidades:</p><p>● Transtorno do humor: TDM, distimia, t.</p><p>bipolar – 60,8%;</p><p>● Transtornos de ansiedade: TAG, fobia</p><p>social e específica – 69,8%;</p><p>● Transtorno por uso de álcool;</p><p>● Transtorno do Pânico;</p><p>● Transtornos Alimentares;</p><p>● Transtornos de Personalidade: TPOC;</p><p>● Transtorno de Tourette;</p><p>● Sd Tique Motor;</p><p>36% descreveram pensamentos</p><p>suicidas, 20% planejaram um suicídio, 11%</p><p>já tentaram suicídio em algummomento da</p><p>vida e 10% apresentam ideação suicida.</p><p>Fatores Biológicos:</p><p>Neurobiologia</p><p>● Sistema Serotoninérgico</p><p>○ Serotonina – 5HT</p><p>● Sistema Noradrenérgico</p><p>○ Noradrenalina - NA</p><p>● Alterações em circuitos neuronais:</p><p>hipoconectividade na rede</p><p>frontoparietal; hiperconectividade na</p><p>rede corticoestriatal;</p><p>42</p><p>● Alteração do volume da substância</p><p>cinzenta: córtex orbitofrontal, córtex</p><p>cingulado anterior; estriado e no</p><p>tálamo.</p><p>● Infecção estreptocócica: Crianças;</p><p>● Streptococcus Beta Hemolítico do</p><p>grupo A de Lancefield - Gram positivo.</p><p>● Fatores Genéticos</p><p>○ Componente genético presente</p><p>○ Probabilidade de 3 a 5 vezes</p><p>maior</p><p>○ Tourette e tiques motores</p><p>crônicos→ probandos commaior</p><p>índice de TOC.</p><p>Diagnóstico: Novo capítulo no</p><p>DSM-V</p><p>Transtorno Obsessivo-Compulsivo e</p><p>Transtornos Relacionados</p><p>Inclui:</p><p>● TOC</p><p>● Transtorno de Acumulação</p><p>● Transtorno de Escoriação</p><p>● TOC induzido por medicamento</p><p>● TOC induzido por condição médica</p><p>● TOC induzido sem outra especificação</p><p>● Tricotilomania</p><p>● Transtorno Dismórfico Corporal</p><p>43</p><p>Relacionado ao prognóstico da doença</p><p>PADRÕES DE SINTOMAS</p><p>● Contaminação</p><p>○ Mais prevalente;</p><p>○ Obsessões de contaminação</p><p>associadas a compulsões de</p><p>lavagem e limpeza (germes,</p><p>fezes, urina, pó).</p><p>● Dúvida Patológica ○ Obsessões de dúvidas, seguida de</p><p>compulsão por CHECAGEM;</p><p>○ Perigo ou violência;</p><p>● Pensamentos Intrusivos</p><p>44</p><p>○ Obsessões de conteúdo agressivo</p><p>ou sexual.</p><p>● Simetria ○ Obsessões e compulsões</p><p>envolvendo simetria e</p><p>organização.</p><p>● Obsessões e compulsões de</p><p>colecionismo, acumulação ou</p><p>estocagem.</p><p>45</p><p>46</p><p>Diagnóstico Diferencial</p><p>Condições médicas</p><p>● Acometimentos de núcleos da base</p><p>○ Coreia de Sydheham</p><p>○ Doença de Huntington</p><p>● Na infância: PANDAS (transtornos</p><p>pediátricos neuropsiquiátricos</p><p>autoimunes associado a estreptococo)</p><p>Condições Psiquiátricas</p><p>● T. ansiosos: TAG, fobia social, fobia</p><p>específica;</p><p>● T humor: TDM e T. bipolar;</p><p>● Transtorno de tique;</p><p>● Transtornos de controle de impulsos;</p><p>● Transtornos Psicóticos;</p><p>● Transtorno Depressivo Maior.</p><p>Prognóstico</p><p>● Inicio súbito – 50% - evento</p><p>precipitante;</p><p>● Demora em procurar ajuda</p><p>especializada – 5 a 10 anos;</p><p>● Curso flutuante ou permanente</p><p>● Tratamento</p><p>○ 20 – 30% apresentam grande</p><p>melhora</p><p>○ 40 – 50% tem melhora</p><p>moderada</p><p>○ 20 – 40% continuam doentes ou</p><p>pioram</p><p>● Fatores de PIOR prognóstico</p><p>○ Ceder às compulsões;</p><p>○ Início na infância;</p><p>○ Compulsões bizarras;</p><p>○ Necessidade de hospitalização;</p><p>○ TDM;</p><p>○ Crenças delirantes;</p><p>○ Transtorno de personalidade</p><p>(esquizoatípica).</p><p>47</p><p>● Fatores de BOM prognóstico</p><p>○ Bom ajuste social e ocupacional;</p><p>○ Presença de evento precipitante.</p><p>● Idosos:</p><p>○ Início raro após os 50 anos;</p><p>○ Investigar demência.</p><p>Tratamento</p><p>● Psicoeducação: paciente e familiares;</p><p>○ Natureza do TOC;</p><p>○ Funcionamento das medicações e</p><p>ef. colaterais;</p><p>○ Acomodação familiar:</p><p>engajamento familiar nos rituais</p><p>do paciente.</p><p>● Psicoterapia;</p><p>○ Terapia Cognitiva</p><p>Comportamental – TCC;</p><p>○ Utiliza intervenções</p><p>comportamentais como a</p><p>exposição à prevenção de</p><p>respostas (EPR) ou dos rituais, a</p><p>modelação, técnicas de</p><p>auto-monitoramento, uso de</p><p>registros, diários, escalas e</p><p>técnicas cognitivas de correção de</p><p>pensamentos e crenças</p><p>disfuncionais.</p><p>● TCC + ISRS = 60%melhora;</p><p>● Farmacológico;</p><p>○ TCC associada a ISRS é mais</p><p>eficaz que o ISRS isoladamente!</p><p>○ Primeira linha de tratamento</p><p>medicamentoso:</p><p>○ ISRS – Inibidores Seletivos de</p><p>Recaptação de Serotonina;</p><p>■ Maior dose tolerada,</p><p>geralmente usados em sua</p><p>maior dose;</p><p>■ 8 a 12 semanas para</p><p>determinar eficácia;</p><p>■ Manutenção: pelo menos 2</p><p>anos após remissão;</p><p>■ Atentar para recaídas,</p><p>gravidade dos sintomas,</p><p>ausência de TCC: avaliar</p><p>medicação ao longo da vida</p><p>toda.</p><p>○ Antidepressivos Tricíclicos:</p><p>resposta parcial ou ausência de</p><p>resposta aos ISRS</p><p>■ Clomipramina</p><p>● Maior dose tolerada:</p><p>até 300mg/dia;</p><p>● Titular dose por 2 a 3</p><p>semanas;</p><p>● Atentar para efeitos</p><p>adversos:</p><p>gastrointestinais, boca</p><p>seca, constipação;</p><p>● Dose > 200 mg/dia:</p><p>risco de arritmia</p><p>cardíaca.</p><p>48</p><p>○ Antipsicóticos: em associação</p><p>com ISRS ou clomipramina;</p><p>■ Risperidona;</p><p>■ Aripiprazol;</p><p>■ Olanzapina;</p><p>■ Quetiapina;</p><p>■ Paliperidona;</p><p>■ Haloperidol.</p><p>● Outras Terapias:</p><p>○ Neuromodulação: ambiente de</p><p>pesquisa e centros de referência.</p><p>■ EMT – estimulação</p><p>magnética transcraniana.</p><p>■ Neurocirurgia</p><p>● Cingulotomia: lesão no</p><p>feixe do cíngulo</p><p>● Capsulotomia anterior:</p><p>desconexão de fibras</p><p>da substância branca</p><p>● Quadros graves,</p><p>resistentes ao</p><p>tratamento e</p><p>cronicamente</p><p>debilitantes.</p><p>Transtorno Dismórfico Corporal</p><p>● Preocupação com defeitos na aparência</p><p>e falhas leves ou imperceptíveis aos</p><p>outros, com comportamentos ou atos</p><p>mentais repetitivos em resposta;</p><p>● Final da adolescência. Curso crônico;</p><p>● Qualquer área do corpo pode ser foco</p><p>de preocupação;</p><p>● Especificadores: dismorfia muscular;</p><p>insight;</p><p>● TTO: ISRS (fluoxetina, escitalopram) em</p><p>doses altas.</p><p>Síndrome de Referência</p><p>Olfatória</p><p>● Preocupação excessiva de estar</p><p>emitindo um ODOR corporal</p><p>desagradável que é imperceptível ou</p><p>mínimo aos outros;</p><p>● Com ou sem insight; delirante</p><p>● Halitose, suor nas axilas ou pés</p><p>● Local do odor pode mudar com o</p><p>tempo</p><p>● Desencadear comportamentos</p><p>repetitivos para camuflar, evitar ou</p><p>alterar o odor: banhos excessivos,</p><p>perfumes, trocas de roupas,</p><p>tratamentos estéticos e cirúrgicos,</p><p>evitando lugares e pessoas</p><p>● Curso crônico</p><p>● TCC, ISRS???</p><p>Transtorno de Acumulação</p><p>● Dificuldade persistente de se desfazer</p><p>de objetos;</p><p>● A acumulação congestiona e</p><p>compromete o uso de cômodos;</p><p>● Início na adolescência. Curso crônico</p><p>● Conflito com vizinhos e autoridades</p><p>sanitárias;</p><p>● Insight geralmente é pobre;</p><p>● Especificador: aquisição excessiva e</p><p>insight;</p><p>● Tto: TCC e ISRS (paroxetina e sertralina)</p><p>e venlafaxina.</p><p>Tricotilomania</p><p>● Arrancar os cabelos de forma</p><p>recorrente, com dificuldade em reduzir</p><p>ou cessar o comportamento;</p><p>49</p><p>● Início na adolescência. Curso crônico</p><p>com remissões e recidivas;</p><p>● Comportamento pode ser ritualizado</p><p>ou associado a características sensoriais</p><p>da pele ou estados emocionais;</p><p>● Tto: TCC.</p><p>Transtorno de Escoriação</p><p>(skin-picking)</p><p>● Ferir a pele de forma recorrente, com</p><p>dificuldade em reduzir ou cessar o</p><p>comportamento;</p><p>● Comportamento pode ser ritualizado</p><p>ou associado a características sensoriais</p><p>da pele ou estados emocionais;</p><p>● Início na adolescência. Curso crônico</p><p>com remissões e recidivas;</p><p>● TCC.</p><p>Transtorno de Ansiedade por</p><p>Doença, Hipocondria</p><p>● Preocupação em ter doença grave,</p><p>ansiedade acerca da saúde pessoal;</p><p>● Ceticismo ou insatisfação com exames</p><p>normais;</p><p>● Vida adulta. Curso crônico com</p><p>remissões e recidivas;</p><p>● Especificador: busca ou evitação de</p><p>cuidado;</p><p>● TCC + ISRS.</p><p>Transtorn� por Us�</p><p>d� Su�tância� I:</p><p>Álcoo�</p><p>Consumo de álcool é um</p><p>problema?</p><p>● 50% das internações psiquiátricas</p><p>masculinas são devido ao álcool;</p><p>● Acesso ao tratamento é precário, não</p><p>chega a 5%;</p><p>● Vários tipos de violência estão</p><p>associados ao uso;</p><p>● O preço do produto é irrisório;</p><p>● O acesso é fácil, inclusive para menores</p><p>de 18 anos;</p><p>● A disponibilidade é alta;</p><p>● A propaganda visa ampliar o consumo</p><p>de qualquer consumidor.</p><p>Epidemiologia</p><p>● 10 a 12% da população mundial desde</p><p>1970;</p><p>● Incidência maior em homens jovens - 18</p><p>aos 29 anos;</p><p>● Padrão mundial: homens consomem</p><p>mais álcool e as mulheres vêm de certa</p><p>50</p><p>forma acompanhando os homens, a</p><p>exposição ao álcool é cedo;</p><p>● Primeira droga de experimentação. O</p><p>álcool ele desinibe a questão</p><p>comportamental e ele acaba sendo a</p><p>droga de acesso para as outras drogas;</p><p>● Início do uso entre 10 a 13 anos;</p><p>● UNIAD - Unidade de estudo de álcool e</p><p>drogas da UNIFESP:</p><p>○ 52% dos brasileiros consomem</p><p>álcool;</p><p>○ Metade ocasionalmente e metade</p><p>uma vez na semana;</p><p>○ Adultos jovens - 18 a 24 anos</p><p>mais que idosos;</p><p>○ Homens mais que mulheres.</p><p>● Consumo entre meninas vem</p><p>aumentando;</p><p>● Padrão de uso em BINGE: ingestão de</p><p>grande quantidade de álcool nos finais</p><p>de semana. É aquele indivíduo que</p><p>quando bebe, bebe muito e muitas das</p><p>vezes tem uma intoxicação de</p><p>moderada a grave pelo abuso do álcool;</p><p>● COVID 19: aumento da frequência de</p><p>beber: aumento da quantidade,</p><p>consumir mais cedo no dia, em festas</p><p>virtuais;</p><p>● Transtornos mentais: 41% beberam</p><p>mais que no ano anterior.</p><p>○ Ansiedade, tempo livre, solidão,</p><p>casais consumindo juntos;</p><p>● Violência doméstica aumentou - 40%;</p><p>● Envolvimento em situações de</p><p>violência: 40% estavam intoxicados:</p><p>90% álcool.</p><p>Adolescente - TUA</p><p>É uma fase extremamente crítica</p><p>para o desenvolvimento cerebral, porque o</p><p>cérebro ele ainda está se desenvolvendo, os</p><p>neurônios ainda estão se desenvolvendo,</p><p>tem áreas terminando de se desenvolver, ou</p><p>seja, esse cérebro é mais “vulnerável” de</p><p>certa forma a estímulos do que um cérebro</p><p>já adulto. Então na adolescência o consumo</p><p>de álcool é completamente deletério e tem</p><p>que ser totalmente desestimulado.</p><p>● Responsável por aumento da</p><p>mortalidade precoce;</p><p>● Insucesso escolar;</p><p>● Acidentes;</p><p>● Violências;</p><p>● Comportamentos de risco: tabagismo,</p><p>uso de outras drogas e sexo</p><p>desprotegido;</p><p>● Início do consumo é cedo - 10 a 13 anos;</p><p>○ 71% experimentaram álcool entre</p><p>10 e 18 anos e 100% próximos</p><p>aos 18 anos.</p><p>○ Meninos começam a beber mais</p><p>fora de casa com amigos.</p><p>○ Meninas com hábito de consumo</p><p>com a família.</p><p>● Pensamento pré-concebido sobre o uso</p><p>○ “em algum momento da vida iria</p><p>acontecer”</p><p>● Aumenta vulnerabilidade para</p><p>transtornos mentais</p><p>O álcool é igual cocaína, o álcool e o</p><p>cigarro é igual cocaína, maconha é igual</p><p>crack e igual a qualquer outra droga que</p><p>pode causar dependência química, pode</p><p>causar abstinência e pode levar à morte por</p><p>uma intoxicação aguda ou intoxicação</p><p>51</p><p>crônica/uso crônico. No ponto de vista de</p><p>droga, todas fazemmal!</p><p>● Hipocampo associado à formação de</p><p>memórias e aprendizagem. Tem</p><p>estudos que mostram que adolescentes</p><p>que se expõem a álcool eles têm</p><p>redução volumétrica do hipocampo que</p><p>é uma região associada à formação de</p><p>memórias e aprendizagem.</p><p>Fatores de risco que predispõem o jovem a</p><p>consumir bebida</p><p>● Genética: 3 a 4x maiores chances em</p><p>parentes de primeiro grau;</p><p>● Exposição fetal;</p><p>● Prejuízo das funções parentais;</p><p>● Transtornos mentais na infância e</p><p>adolescência: aumentos de 5x o risco do</p><p>consumo;</p><p>● Amigos usuários: efeito loops;</p><p>● Estilo de vida;</p><p>● Ambiente familiar e comunitário</p><p>facilitador de consumo;</p><p>● Baixa percepção dos riscos,</p><p>adolescentes medem menos a</p><p>quantidade de risco.</p><p>1 U = 10g de álcool // 1 dose equivale a 2U de álcool</p><p>● Para descobrir a quantidade de álcool é</p><p>só multiplicar o volume pela</p><p>concentração.</p><p>● Consumo de 21U para homens e 14U</p><p>para mulheres por semana é</p><p>considerado problemático.</p><p>● Não existe consumo/quantidade segura</p><p>de álcool e nem de droga nenhuma.</p><p>Intoxicação</p><p>● A intoxicação é um estado do indivíduo</p><p>no qual os sistemas orgânicos;</p><p>Estão sob uma quantidade de álcool</p><p>acima de sua capacidade de metabolização.</p><p>Até o momento em que o organismo</p><p>consegue metabolizar e excretar esse álcool</p><p>não tem intoxicação, o corpo intoxica a</p><p>partir do momento que começa a acumular</p><p>o corpo não consegue mais metabolizar,</p><p>pois a quantidade de álcool está</p><p>aumentando de uma maneira</p><p>desproporcional a capacidade de eliminação</p><p>da substância ingerida e a intoxicação</p><p>começa a instalar a partir desse momento.</p><p>● O etanol é uma substância bifásica;</p><p>● Baixas doses causam euforia e</p><p>52</p><p>desinibição por aumento da</p><p>neurotransmissão dopaminérgica.</p><p>Quando o indivíduo já está eufórico</p><p>com o álcool ele já está intoxicado;</p><p>● Doses maiores potencialização do</p><p>neurotransmissor GABA</p><p>(Gamma-AminoButyric Acid). Doses</p><p>maiores de álcool geram o efeito de</p><p>depressão, pois doses maiores tem</p><p>potencialização do neurotransmissor</p><p>GABA.</p><p>Ação GABA</p><p>● Neurotransmissor inibitório do SNC</p><p>(existem outros neurotransmissores</p><p>inibitórios, mas ele acaba sendo o</p><p>principal, pois agem de maneira mais</p><p>geral a nível cerebral nos vários</p><p>sistemas neuronais no cérebro.</p><p>● As vias gabaérgicas atuam sobre</p><p>demais vias cerebrais</p><p>● Os receptores GABA são canais iônicos.</p><p>São formados por quatro subunidades,</p><p>são canais iônicos.</p><p>● O neurotransmissor GABA se liga ao seu</p><p>receptor, essa ligação faz uma alteração</p><p>conformacional do neurotransmissor,</p><p>ele se abre e promove influxo de cloro</p><p>para dentro da célula promovendo</p><p>relaxamento muscular, diminuição da</p><p>ansiedade, indução do sono e</p><p>hipoativação neuronal (relaxamento</p><p>neuronal).</p><p>● O álcool se liga aos receptores GABA</p><p>fazendo efeito semelhante. Em uma</p><p>intensidade menor. A exposição crônica</p><p>ao álcool nesse sistema faz com ele</p><p>mude sua conformação, pois é um novo</p><p>padrão, os canais vão ficando mais</p><p>abertos entra mais cloro de maneira</p><p>mais contínua, então o indivíduo que</p><p>que é etilista crônico ele sempre está</p><p>mais sedado, mais anestesiado.</p><p>● Basicamente a ação do álcool está</p><p>nesses dois neurotransmissores.</p><p>Intoxicação por Álcool</p><p>53</p><p>● Ataxia: Equilíbrio ou coordenação</p><p>motora prejudicados, possivelmente</p><p>devido a danos no cérebro, nos nervos</p><p>ou nos músculos.</p><p>Avaliação, diagnóstico e</p><p>conduta</p><p>● Comportamento da bebida;</p><p>● Quantidade;</p><p>● Curso do uso;</p><p>● Padrão atual de uso;</p><p>● Episódios de intoxicação;</p><p>● Sintomas de abstinência;</p><p>● Aparecimentos de prejuízos;</p><p>● Postura motivacional do entrevistador.</p><p>Os médicos muitas das vezes não</p><p>sabem identificar o início do transtorno de</p><p>uso de álcool, apenas as complicações do</p><p>uso são detectadas.</p><p>Quando se fala de avaliação tem</p><p>que prestar atenção como a pessoa se</p><p>comporta em relação à bebida, a</p><p>quantidade que ela bebe (seja por dia, seja</p><p>por semana). O padrão atual de uso, quando</p><p>esse indivíduo bebe, se bebe todo dia que</p><p>chega em casa ou se bebe nos finais de</p><p>semana. Se tem episódios de intoxicação ou</p><p>se tem sintomas de abstinência ou se está</p><p>tendo prejuízos, sejam eles laborais,</p><p>comportamentais.</p><p>A postura motivacional do</p><p>entrevistador, tem-se que tentar entender</p><p>qual é o grau de motivação do indivíduo</p><p>para querer cessar o etilismo, pois a partir</p><p>disso o médico consegue tomar uma</p><p>conduta.</p><p>Questionário CAGE</p><p>Sendo duas ou mais respostas positivas está</p><p>indicado procurar ajuda.</p><p>TUA: indicam suspeição</p><p>● Distúrbio do sono;</p><p>● Depressão;</p><p>● Ansiedade;</p><p>● Humor instável;</p><p>● Irritabilidade exagerada;</p><p>54</p><p>● Alterações de memória e da percepção</p><p>da realidade;</p><p>● Alterações de pressão arterial:</p><p>aumento, labilidade pressórica;</p><p>● Problemas gastrointestinais;</p><p>● História de traumas e acidentes;</p><p>● Disfunção sexual;</p><p>● Tremor de extremidades;</p><p>● Taquicardia, taquiarritmia;</p><p>● Alterações hepáticas;</p><p>● Faltas ao trabalho;</p><p>● Odor etílico.</p><p>Transtorno por uso de álcool é</p><p>importante lembrar que ninguém nasce</p><p>etilista, é um transtorno adquirido ao longo</p><p>do tempo.</p><p>Características do transtorno:</p><p>transtorno cerebral adquirido</p><p>● Compulsão: desejo incontrolável de</p><p>consumir, incapacidade de colocar</p><p>limites no consumo, gerando lapsos e</p><p>recaídas</p><p>● Tolerância: necessidade crescente de</p><p>doses para os efeitos que eram obtidos</p><p>com doses menores. Reforço do</p><p>sistema de recompensa cerebral, ligado</p><p>a liberação de dopamina. Ou seja, o</p><p>indivíduo tomava uma dose que o</p><p>satisfazia, o indivíduo cria tolerância</p><p>aquela dose e começa a aumentar a</p><p>dose para alcançar o efeito desejado. O</p><p>fenômeno de tolerância ele é cerebral,</p><p>o sistema dopaminérgico gabaérgico ele</p><p>vai adquirindo um equilíbrio novo, pois</p><p>o álcool está entrando e regulando esse</p><p>sistema, ou seja, esse sistema tem um</p><p>novo estado de equilíbrio.</p><p>● SAA (Síndromes de abstinência</p><p>alcoólica): conjunto de sinais e sintomas</p><p>de intensidade variável, que aparecem</p><p>quando o consumo cessou ou foi</p><p>reduzido. A abstinência se instala</p><p>quando tem uma cessação abrupta do</p><p>álcool.</p><p>● Evitação ou alicio da SAA: consumo</p><p>percebido para esse fim</p><p>● Relevância do consumo: usar o álcool é</p><p>mais importante do que outras</p><p>atividades</p><p>● Estreitamento ou empobrecimento do</p><p>repertório: perda das referências</p><p>internas e externas, independente do</p><p>risco, óbito</p><p>● Reinstalação da síndrome de</p><p>dependência: período de abstinência e</p><p>recaída em seguida voltando ao padrão</p><p>de consumo anterior. O tratamento de</p><p>dependência química de maneira geral,</p><p>não é algo simples nem fácil de fazer, a</p><p>primeira coisa a se fazer é não ter</p><p>expectativa com dependente químico,</p><p>pois as recaídas são esperadas e elas</p><p>não significam falha terapêutica.</p><p>55</p><p>No cérebro está acontecendo uma</p><p>neuroadaptação a essa substância, o</p><p>cérebro está tentando o tempo todo se</p><p>adaptar a substância que está entrando. O</p><p>círculo mostra o início do consumo de</p><p>álcool, intoxicação o cérebro fica</p><p>dependente ao uso do álcool, um novo</p><p>equilíbrio cerebral está acontecendo ele</p><p>está se neuroadaptando (essa</p><p>neuroadaptação ela é deletéria), com isso</p><p>vem a tolerância e do nada a cessação do</p><p>uso do álcool o sistema nervoso fica caótico,</p><p>desse modo há a instalação da síndrome de</p><p>abstinência.</p><p>Critério diagnósticos DSM</p><p>● Padrão problemático do uso de álcool,</p><p>levando a sofrimento e/ou</p><p>comprometimento clinicamente</p><p>significativos, manifestados por pelo</p><p>menos 2 dos seguintes critérios, por</p><p>período de 12 meses;</p><p>O grupo A é o conjunto de critérios</p><p>que avalia o controle sobre o uso da SP</p><p>(substância psicoativa):</p><p>1) O indivíduo pode consumir a SP em</p><p>quantidade maior, ou ao longo de um</p><p>período de tempo maior do que o</p><p>pretendido.</p><p>2) O indivíduo pode expressar um desejo</p><p>persistente de reduzir ou regular ou cessar o</p><p>uso da SP, mas não consegue.</p><p>3) O indivíduo pode gastar muito tempo</p><p>para obter a SP, usá-la e recuperar-se de</p><p>seus efeitos, sendo que, em alguns casos</p><p>graves, praticamente todas as atividades</p><p>diárias do indivíduo giram em tomo de usar</p><p>a SP.</p><p>4) A fissura se manifesta por meio de um</p><p>desejo ou necessidade intensos de usar, que</p><p>podem ocorrer a qualquer momento, mas</p><p>com maior probabilidade em ambiente de</p><p>uso.</p><p>O grupo B é composto por mais três</p><p>critérios e avalia o prejuízo social:</p><p>1) O uso recorrente de SP pode resultar no</p><p>fracasso em cumprir as principais</p><p>obrigações no trabalho, na escola ou no lar.</p><p>2) O indivíduo pode continuar o uso da SP</p><p>apesar de apresentar problemas sociais ou</p><p>interpessoais persistentes ou recorrentes,</p><p>causados ou exacerbados por seus efeitos.</p><p>3) Atividades importantes de natureza</p><p>social, profissional ou recreativa podem ser</p><p>abandonadas ou reduzidas devido ao uso</p><p>da SP.</p><p>Grupo C</p><p>1) Uso recorrente de SP em situações que</p><p>envolvam risco à integridade física.</p><p>2) O indivíduo continua o uso, apesar de</p><p>saber dos seus problemas físicos e/ou</p><p>psicológicos persistentes ou recorrentes</p><p>causados.</p><p>O grupo D abrange os critérios</p><p>farmacológicos:</p><p>1) A tolerância é sinalizada quando uma</p><p>dose acentuadamente maior da SP é</p><p>necessária para obter o efeito desejado ou</p><p>quando um efeito reduzido, de forma</p><p>acentuada, é obtido após o consumo da</p><p>dose habitual. Pode variar com a SP e de um</p><p>indivíduo para o outro.</p><p>2) Abstinência é uma síndrome que ocorre</p><p>quando as concentrações da SP no sangue</p><p>ou nos tecidos diminuem em um indivíduo</p><p>que mantinha uso intenso e prolongado, o</p><p>56</p><p>que promove o consumo para aliviar o</p><p>sofrimento.</p><p>Dois ou mais de qualquer um desses</p><p>critérios é dependência química.</p><p>Gravidade da TUA</p><p>● LEVE - 2 ou 3 critérios;</p><p>● MODERADA - 4 ou 5 critérios;</p><p>● GRAVE - 6 ou mais critérios.</p><p>SAA – Síndrome de</p><p>abstinência alcoólica</p><p>● Usuários crônicos ao cessarem ou</p><p>diminuírem de maneira abrupta o uso</p><p>de álcool pode apresentar SAA;</p><p>● Início do quadro após 12 a 36h do após</p><p>última dose;</p><p>● Autolimitada: duração de 7 a 10 dias se</p><p>resolve nesse tempo.</p><p>A linha na horizontal corresponde a variável tempo e na vertical a porcentagem de pessoas que</p><p>apresentam sintomas de síndrome da abstinência alcoólica.</p><p>57</p><p>Alucinose alcoólica e delirium</p><p>tremens</p><p>● Delirium tremens - DT;</p><p>● Ocorre 48 a 72h após a última dose;</p><p>● Caracterizado por sintomas clássicos do</p><p>delirium (rebaixamento do nível de</p><p>consciência, confusão mental,</p><p>desorientação tempo espacial, etc.)</p><p>juntamente com uma hiperatividade</p><p>autonômica (hipertensão arterial,</p><p>taquicardia, taquipneia, hipertermia,</p><p>etc.), além de ilusões e alucinações.</p><p>● A instabilidade autônoma, evidenciada</p><p>por diaforese e elevação da frequência</p><p>de pulso e da temperatura, acompanha</p><p>o delirium e progride com ele. Delirium</p><p>leve é acompanhado, muitas vezes, por</p><p>diaforese acentuada, frequência de</p><p>pulso de 100 a 120 bpm e temperatura</p><p>de 37,2 a 37,8° C. Delirium acentuado,</p><p>com desorientação grosseira e</p><p>comprometimento cognitivo, se associa</p><p>a inquietação significativa pulso ></p><p>120bpm e temperatura > 37,8°C; o risco</p><p>de morte é alto;</p><p>● Caracteriza gravidade da SAA e risco de</p><p>vida;</p><p>● Quando instalado aumenta a</p><p>mortalidade.</p><p>SAA – nível I</p><p>● Síndrome leve a moderada;</p><p>● Agitação;</p><p>● Ansiedade;</p><p>● Tremores finos de extremidade;</p><p>● Alterações de sono;</p><p>● Alterações do humor;</p><p>● Alterações do apetite;</p><p>● Sudorese;</p><p>● Aumento da FC, temperatura.</p><p>58</p><p>SAA – nível II</p><p>59</p><p>A classe de medicamento que trata a</p><p>síndrome de abstinência alcoólica é os</p><p>benzodiazepínicos, os benzodiazepínicos</p><p>eles agem no receptor GABA, eles têm o</p><p>mesmo efeito do álcool, por isso que os</p><p>benzodiazepínicos deprimem, leva o</p><p>relaxamento, diminui a ansiedade. Ou seja,</p><p>tem-se que dar algum remédio que tenha</p><p>ação similar ao álcool, por isso que a</p><p>indicação formal é benzodiazepínicos.</p><p>Inicialmente para os pacientes</p><p>intoxicados pelo álcool avalia-se o nível de</p><p>consciência, ver se tem algum grau de</p><p>sedação, depressão do sistema nervoso</p><p>central que implica grau de risco para via</p><p>aérea e se tiver deve ser manejado.</p><p>Avalia-se a volemia desse indivíduo a</p><p>hidratação e depois disso que se deve se</p><p>preocupar com a glicemia do paciente. Se a</p><p>glicemia está 90 está 100 não tem por que</p><p>repor glicose, o que esse indivíduo precisa é</p><p>ser hidratado, estabilizar seus níveis de</p><p>eletrólitos, então não adianta dar soro</p><p>glicosado, pois não tem sódio, potássio e</p><p>cloro, pois soro glicosado é água, água livre</p><p>de sódio, potássio, cloro, então não vai</p><p>hidratar o paciente e sim diluir mais ainda.</p><p>Em casos mais graves o paciente pode</p><p>chegar hipoglicêmico nisso vai repor a</p><p>glicose.</p><p>O que não fazer? Hidratar sem</p><p>avaliar o nível de hidratação, repor glicose</p><p>sem avaliar a glicemia, não usar</p><p>Clorpromazina e Fenitoína, aplicar</p><p>diazepam venoso em lugar sem recurso,</p><p>pois o paciente pode rebaixar e o médico</p><p>não vai ter como manejar a via aérea.</p><p>Tratamento farmacológico do</p><p>TUA</p><p>Inibidor da enzima acetaldeído</p><p>desidrogenase – Dissulfiram</p><p>● 250 a 500mg dia;</p><p>● Bloqueio da metabolização do etanol;</p><p>● Acúmulo de acetaldeído: responsável</p><p>por reações adversas: rubor facial,</p><p>cefaleia, tonturas, vômitos, náuseas,</p><p>fraqueza, sonolência, sudorese, visão</p><p>turva, taquicardia e sensação de morte.</p><p>Natrexona</p><p>● Antagonista de receptor de opióide;</p><p>● Relacionado a diminuição do prazer em</p><p>consumir o álcool;</p><p>● 50 a 100mg dia;</p><p>● Início após 3 a 5 dias de abstinência e</p><p>após a retirada do benzo, mantida até</p><p>12 semanas;</p><p>● Náusea e sonolência, como efeitos</p><p>colaterais.</p><p>Acamprosato</p><p>● Não disponível no Brasil.</p><p>Topiramato</p><p>● 5 a 100mg dia;</p><p>● Reduz a "fissura" no sistema de</p><p>recompensa cerebral.</p><p>Baclofeno</p><p>● 30mg dia;</p><p>● Usado no controle da fissura.</p><p>A psicoterapia</p>

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