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DIREITO COLETIVO DO TRABALHO 
E TUTELAS COLETIVAS
Profa. Cintia Batista Pereira
Profa. Cintia 
1. Encontro 1: Direito Coletivo do Trabalho
ÍNDICE
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO E
TUTELAS COLETIVAS
UNIDADE DE ENSINO 1: DIREITO
COLETIVO DO TRABALHO: Compreender,
interpretar e aplicar os conceitos,
sujeitos do direito coletivo do trabalho,
princípios, importância da organização
sindical e negociação coletiva
1. SEÇÃO 1: Introdução ao Direito
Coletivo do Trabalho (Teórico)
CONTEÚDO: - Breve evolução histórica.
Autonomia. Conceito. Denominação.
Conteúdo. Função. - Sujeitos. Direito
Coletivo do Trabalho. Direito Sindical.
Direito Social. Ministério Público:
atuação e legitimidade. - Evolução
histórica do sindicalismo. Direito
coletivo, autoritarismo e democracia.
Liberdade sindical. Unicidade versus
pluralidade sindical. - O sindicalismo na
Constituição Federal de 1988 e a
recepção das disposições celetistas pela
Constituição Federal.
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO:
Definição:
“O conjunto das leis sociais que consideram os empregados e empregadores coletivamente 
reunidos, principalmente na forma de entidades sindicais” (Cesarino Junior);
“Relação entre sujeitos de direito, em que a participação do individuo é também considerada; 
não porém como tais e sim como membros de uma determinada coletividade”( Giuliano 
Mazzoni);
“É a parte do Direito do Trabalho que estuda as organizações sindicais, a negociação coletiva e os 
conflitos coletivos” (Russomano)
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO:
Denominação: 
Direito Corporativo, Direito Normativo, 
Direito sindical (Amauri Mascaro) 
e hoje Direito Coletivo.
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO:
Autonomia: controvérsias
Parte do Direito do Trabalho Individual: (ausência de autonomia)
Amauri : destituído de autonomia legislativa, doutrinária e jurisdicional(encontram-se reunidas no
mesmo diploma legal (CLT e CR/88) que do direito individual.
Autonomia em relação ao DIT: Presença de autonomia:
Antônio Álvares: possui sujeito, objeto e relação jurídica diversos do individual:
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO:
Autonomia: controvérsias
DIT: sujeito é o trabalhador, o objeto é a satisfação de seus interesses individuais e a relação
jurídica cria obrigações de ordem contratual.
DCT: sujeito é a categoria, o objeto é a satisfação dos interesses coletivos do trabalhador, não
como pessoa, mas como integrante da categoria e a relação jurídica estabelece condições mais
vantajosas que se incorporam aos contratos celebrados.
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO:
Sujeitos do DC:
Sindicato empregado (profissional)
X 
Sindicato empregador (patronal)
O Empregador já é um ente despersonificado, não precisa de sindicato; o fato de deter o poder
econômico o faz por essência um ser coletivo. O empregador, por si só, é um ser coletivo. Nessa
relação, ele pode ou não estar representado por sindicato.
Já o empregado não é um ser coletivo sozinho. (CCT e ACT)
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO:
Evolução Histórica do DC no mundo:
Grã-Bretanha: Em 1720 (máquina à vapor 1712) os mestres-alfaiates se dirigiram ao
Parlamento Britânico, reunindo mais de 7.000 trabalhadores pleiteando maior salário e
redução de uma hora na jornada diária – ponto de partida das “trade unions” britânicas.
(Russomano)
As trade unions (Inglaterra 1824) foram a 1ª tentativa efetiva de organização dos
trabalhadores. Objetivo de fortalecer o operário na luta contra a exploração.
Houve reconhecimento pelo parlamento inglês – quanto a associação.
Em caso de recusa de reinvindicações por parte dos industriários, os operários deflagravam
greve.
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO:
Evolução Histórica do DC no mundo:
Mauricio Godinho Delgado:
Não se pode ter como marco do sindicato e do Direito Coletivo do Trabalho, o ano remoto de
1712, pois ainda não estavam reunidas as condições econômicas, sociais, políticas e
ideológicas que culminaram na ação coletiva dos trabalhadores, mas em função do processo
acelerado de desenvolvimento e concentração capitalistas que se seguiu ao surgimento das
indústrias.
Posteriormente seguiu para a Europa Ocidental, norte dos EUA e depois para outras partes do
globo.
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO:
Evolução Histórica DC no Brasil:
Constituição de 1824 - (Império) consagrou a liberdade de trabalho, não fazendo nenhuma 
menção ao DC;
Constituição de 1891 - apenas assegurou no art. 72, § 8º a liberdade de associação;
Constituição de 1903 – por meio do Decreto 1.637 regulamentou a sindicalização rural;
Constituição de 1934 – determinou a pluralidade e autonomia sindical e no art. 122 instituiu a JT;
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Evolução Histórica Constitucional no Brasil:
Constituição de 1937 – instituiu o sindicato único e a investidura sindical passou a ser conferida à 
associação mais representativa e instituiu a contribuição sindical. A greve foi declarada recurso 
nocivo e antissocial;
Constituição de 1946 – constituiu a liberdade sindical e de associação profissional e reconheceu o 
direito de greve;
Constituição de 1967 – assegurou associação profissional e o direito de greve;
Constituição de 1988 – assegurou a liberdade de associação, incluindo servidor público. Assegurou 
a não interferência do poder público na organização sindical. Direito de greve, 
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Evolução Histórica Constitucional no Brasil:
Constituição de 1937 – instituiu o sindicato único e a investidura sindical passou a ser conferida à 
associação mais representativa e instituiu a contribuição sindical. A greve foi declarada recurso 
nocivo e antissocial;
Constituição de 1946 – constituiu a liberdade sindical e de associação profissional e reconheceu o 
direito de greve;
Constituição de 1967 – assegurou associação profissional e o direito de greve;
Constituição de 1988 – assegurou a liberdade de associação, incluindo servidor público. Assegurou 
a não interferência do poder público na organização sindical. Direito de greve, 
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: 
INSTITUTOS DO DIREITO COLETIVO DO TRABALHO
A) SINDICATO;
B) NEGOCIAÇÃO COLETIVA;
C) GREVE
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: 
Retrospectiva Histórica do Sindicato
Fases:
1ª) Proibição: criminalização da prática dos atos sindicais e de qualquer tipo de associativismo
Lei Le Chapelier assegurou plena liberdade de trabalho, mas proibiu as associações sindicais como conspiratórias
da noção do trabalho efetivamente livre.
Coalizações operárias foram criminalizadas na França.
O Combinaction Act de 1799 da Inglaterra interditou associações e em 1817 o Sediction Meeting Act enquadrou o
sindicalismo como crime de conspiração.
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: 
Retrospectiva Histórica do Sindicato
Fases:
2ª) Tolerância: tolerância jurídica e descriminalização dos sindicatos
Inglaterra nos anos de 1825 e 1826 (1824 trade unions) mesmo sem atribuir personalidade jurídica aos
sindicatos, reconheceu o direito de associação.
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: 
Retrospectiva Histórica do Sindicato
Fases:
3ª) Reconhecimento: direito de coalizão e de livre organização sindical em vários países:
* 1869 Alemanha; * 1874 Dinamarca; * 1884 França;
* 1887 Espanha e Portugal; * 889 Bélgica e Itália
Tratado de Versalhes em 1919 e a Constitucionalização do Direito do Trabalho pelas Constituições do México e
Alemanha, os direitos de liberdade e autonomia associativa e de sindicalização sedimentaram-se.
Após a II G. Guerra transformaram-se em verdadeiros princípios democráticos.
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: 
Retrospectiva Histórica do Sindicato do Brasil
Fases:
1ª) Período inicial: antes de 1930 – manifestações incipientes e esparsas – país recém saído da
escravatura e com limitado processo industrial em desenvolvimento. Regras e instituições trabalhistas,
incluindo os sindicatos - esparsas e incipientes.
As primeiras associações chamadas de ligas operárias eram sociedades de socorro mútuo e tiveram
importante presença da imigração européia que trouxe idéias econcepções das lutas operárias do velho
continente.
Período pré-1930 alguns seguimentos específicos como os ferroviários e portuários tornaram-se um
sindicalismo relativamente estruturado.
No parque industrial que se formava em São Paulo (entre 1890-1930) também surgiram entidades
sindicais (1907 - greve pelas oito horas)
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: 
Retrospectiva Histórica do Sindicato do Brasil
Fases:
2ª) 1930: implantação e reprodução do modelo sindical
Governo Vargas intervencionista e com atuação na chamada “questão social”, estruturando o modelo
justrabalhista alicerçado em 3 bases:
1] Criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comercio (Decreto 19.443/1930) e o Departamento
Nacional do Trabalho (Decreto 19.671-A/1930).
2] Decreto 19.770 de 19.03.1931 criação de uma estrutura sindical oficial baseada no sindicato único
submetido ao reconhecimento pelo Estado e colaborador deste.
3] Criação das Comissões Mistas de Conciliação e Julgamento (Decreto 21.396/1932) em que só
poderiam demandar os empregados integrantes do sindicalismo oficial. E a regulamentação da Justiça
do Trabalho (Decreto 1.237/1939).
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: 
Retrospectiva Histórica do Sindicato do Brasil
Fases:
2ª) 1930: implantação e reprodução do modelo sindical:
IMPORTANTE:
A adoção do paradigma corporativista desenhado e consolidado na Era Vargas:
O modelo corporativista parte de um pressuposto e de uma concepção organicista de sociedade, em
que se anula o indivíduo em favor da conservação do interesse do grupo ou do estado, assegurando-se
a harmonia social. O estado na condição de agente regulador é agigantada em nome de uma
solidariedade nacional e esse modo de organização estatal e social é implementado na América Latina
no final do quarto século XX.(NICOLADELI, 2017, p. 109)
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: 
Retrospectiva Histórica do Sindicato do Brasil
Fases:
3ª) Continuidade do modelo nas décadas subsequentes:
A oficialização autoritária e corporativista do Direito do Trabalho brasileiro e seu modelo sindical
estende-se de 1930 até a Constituição de 1988.
O modelo de organização sindical que parecia ter sido uma imposição artificial da ditadura varguista 
(sob influência fascista) não sofreu alterações que afetassem sua essência. (Leôncio Martins 
Rodrigues)
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: 
Retrospectiva Histórica do Sindicato do Brasil
Fases:
4ª) Constituição de 1988: deflagração e aprofundamento de mudanças:
Afasta a possibilidade jurídica de intervenção do Estado, rompendo um dos pilares do velho modelo: o controle
político-administrativo do Estado sobre a estrutura sindical.
Fixa reconhecimento e incentivos jurídicos efetivos ao processo negocial coletivo autônomo (art. 7º, VI, XIII,
XIV e XXVI; art. 8º, III e VI e art. 9.
Incorporou o direito coletivo fundamental de greve (art. 9º).
Reconheceu a substituição processual do sindicato (art. 8, III).
Institucionalizou o MPT como instrumento de solução de conflitos, conferindo-lhe largas funções.
O poder emanava do povo que o exercerá indireta e diretamente – inserindo a negociação coletiva (CCT e ACT).
Proíbe qualquer interferência e intervenção do Estado nas organizações sindicais (art. 8, I).
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: 
Retrospectiva Histórica do Sindicato do Brasil
Fases:
4ª) Constituição de 1988: deflagração e aprofundamento de mudanças vs contradições antidemocráticas:
A Constituição de 1988 manteve alguns dos pilares do antigo sistema:
a) Enquadramento sindical por categorias, respeitadas a unicidade sindical;
b) Contribuição sindical obrigatória;
c) Representação sindical corporativa no seio da Justiça do Trabalho;
d) Amplo poder normativo da Justiça do Trabalho.
A EC 24/99 extinguiu a representação classista na JT e a EC 45/04 restringiu a competência normativa da JT,
ampliando sua competência jurisdicional (interpretar e aplicar o direito ao invés de criá-lo).
1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: 
Retrospectiva Histórica do Sindicato do Brasil
A Constituição de 198854 trouxe avanços, entre eles, a declaração que “é livre a associação profissional ou 
sindical”. Proclama que é “vedada ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical”, 
impedindo, assim, a possibilidade de ingerência direta do Ministério do Trabalho e Emprego sobre a gestão e os 
atos internos do sindicato, como eleições e assembleias, antes sujeitas a impugnações julgadas pelo Ministro do 
Trabalho, agora passiveis, apenas, de decisão judicial. Assegura a estabilidade do dirigente sindical ao 
declarar: “é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro de sua candidatura a carga de 
direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o fim do mandato, salvo se 
cometer falta grave nos termos da lei”.
Transfere para os trabalhadores o direito de definir a sua base territorial sindical: “será definida pelos 
trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um município”.
SINDICALISMO BRASILEIRO E A CONSTITUIÇÃO DE 1988 - Eduarda Lima Merigo
Por hoje é só pessoal...
CONCEITO 
DE 
SINDICATO
• Os sindicatos são “entidades
associativas permanentes, que
representam trabalhadores vinculados
por laços profissionais e laborativos
comuns, visando tratar de problemas
coletivos das respectivas bases
representadas, defendendo seus
interesses trabalhistas e conexos, com
o objetivo de lhes alcançar melhores
condições de labor e vida” (DELGADO,
2019, p. 1469).
NATUREZA 
JURÍDICA
• O sindicato consiste em associação
coletiva, de natureza privada, voltada a
defesa e incremento de interesses
coletivos profissionais e materiais de
trabalhadores, sejam subordinados ou
autônomos, e de empregadores.
CONCEITO 
DE 
SINDICATO
• Os sindicatos são “entidades
associativas permanentes, que
representam trabalhadores vinculados
por laços profissionais e laborativos
comuns, visando tratar de problemas
coletivos das respectivas bases
representadas, defendendo seus
interesses trabalhistas e conexos, com
o objetivo de lhes alcançar melhores
condições de labor e vida” (DELGADO,
2019, p. 1469).
ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA 
ATUAL
1] Estrutura Sindical:
a) Estrutura externa; sindicato, federação e confederação.
Sindicato: A base territorial mínima é o município.
Federação: formada por no mínimo 05 sindicatos da mesma categoria 
profissional
Confederação: formada por no mínimo 03 federações, com sede em 
Brasília (art. 535 da CLT)
Centrais sindicais: não compõem o modelo corporativista. Não 
participam (formalmente) das negociações coletivas. Mas fixam linhas 
gerais de atuação para o sindicalismo.
A lei 11.648/2008 reconheceu formalmente a central sindical, sem lhe 
conferir poder de negociar coletivamente.
ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA 
ATUAL
1] Estrutura Sindical:
b) Estrutura e funcionamento internos:
A administração do sindicato será exercida por uma diretoria de no 
mínimo três e no máximo sete membros e um conselho fiscal, composto 
por três membros, eleitos por assembleia geral(art. 522 da CLT) e os 
delegados sindicais serão designados pela diretoria. (art. 523 da CLT) – 
acaba por ferir a autonomia e liberdade sindical.
ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA 
ATUAL
2] Registro Sindical:
Princípio da autonomia organizacional proíbe a não interferência e 
intervenção nos sindicatos.
Os estatutos sociais devem ser registrados no correspondente cartório 
de Registro Civil de Pessoas Jurídicas
Súmula 677 do STF: (depositadas)
Até que lei venha a dispor a respeito, incumbe ao Ministério do Trabalho 
proceder ao registro das entidades sindicais e zelar pela observância do 
princípio da unicidade.
ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA 
ATUAL
3] Funções/prerrogativas
Função: 
Representativa – falar e agir em nome da sua categoria – estabelece 
diálogo com os empregadores, com o Estado, com a sociedade civil e 
judicial.
Negocial – buscam dialogo com vistas a celebração dosdiplomas 
negociais coletivos.
Assistencial –prestação de serviços aos seus membros: serviços 
educacionais, médicos, jurídicos e etc. 
ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA 
ATUAL
4] Receitas Sindicais
Contribuição sindical – tornada facultativa pela Lei 13.467/2017
Contribuição assistencial: Súmula 666 do STF: A contribuição 
confederativa de que trata o art. 8º, IV, da Constituição, só é exigível dos 
filiados ao sindicato respectivo.
Mensalidades dos associados do sindicato: parcelas pagas pelos 
trabalhadores sindicalizados voluntariamente, como em qualquer outro 
tipo de associação.
SISTEMAS SINDICAIS
Avaliados sob duas perspectivas:
1] Critérios de Agregação dos Trabalhadores no Sindicato:
a)Sindicatos por Ofício ou Profissão;
b)Sindicatos por Categoria Profissional;
c)Sindicato por Empresa;
d)Sindicato por Ramo Empresarial de Atividades.
SISTEMAS SINDICAIS
Avaliados sob duas perspectivas:
1] Critérios de Agregação dos Trabalhadores no Sindicato:
a)Sindicatos por Ofício ou Profissão:
Atingem apenas certos trabalhadores de várias empresas econômicas, 
pois exercem a mesma profissão.
Ex.: sindicatos dos professores, motoristas, aeronautas, aeroviários, 
jornalistas e músicos profissionais.
 Art. 577 da CLT: categorias diferenciadas: é aquela que se 
forma dos empregados que exercem profissões ou funções 
diferenciadas por força de estatuto profissional especiais em 
consequência de condições de vida singulares (art. 511, § 3º da 
CLT)
SISTEMAS SINDICAIS
Avaliados sob duas perspectivas:
1] Critérios de Agregação dos Trabalhadores no Sindicato:
b) Sindicatos por Categoria Profissional:
A categoria profissional identifica-se não pelo tipo de labor exercido pelo 
trabalhador, mas pela vinculação a certo tipo de empregador. Chamado 
de sindicato vertical, pois atinge verticalmente os trabalhadores de 
várias empresas economicamente afins (empresas bancárias, empresas 
comerciais, metalúrgicas e etc)
 
SISTEMAS SINDICAIS
Avaliados sob duas perspectivas:
1] Critérios de Agregação dos Trabalhadores no Sindicato:
c) Sindicatos por Empresa:
Os sindicatos se agregam em vista da empresa a que se vinculam os 
trabalhadores – vedado no Brasil. Reduz a possibilidade de 
generalização de conquistas trabalhistas no âmbito econômico-
profisisional mais amplo e acaba por enfraquecer o papel progressista 
do DT. Mais suscetível á cooptação empresarial. 
 
SISTEMAS SINDICAIS
Avaliados sob duas perspectivas:
1] Critérios de Agregação dos Trabalhadores no Sindicato:
d) Sindicatos por Ramo Empresarial:
Os trabalhadores se agregam por ou seguimento empresarial de 
atividades. 
Favorece a criação de grandes sindicatos que tendem a ser 
significativamente fortes, dotados de grande abrangência territorial, com 
sensível poder de negociação, perante qualquer empresa ou entidade 
representativa empresarial.
Favorece também a solidariedade entre empregados de empresas 
distintas e atenua as perspectivas individualistas de atuação sindical.
 
SISTEMAS SINDICAIS
Avaliados sob duas perspectivas:
2] Unicidade vs Pluralidade Sindical
Corresponde à previsão normativa obrigatória de existência de uma 
único sindicato representativo dos correspondentes obreiros, seja por 
empresa, seja por profissão, seja por categoria profissional.
a)Unicidade no Brasil- sindicato único: modelo tradicional;
b)A Posição da Constituição de 1988;
c)Liberdade Sindical no Brasil: requisitos.
SISTEMAS SINDICAIS
Avaliados sob duas perspectivas:
2] Unicidade vs Pluralidade Sindical
a)Unicidade no Brasil – sindicato único: modelo tradicional:
Sindicato único, organizado por categoria profissional ou diferenciada, 
com monopólio de representação na respectiva base territorial.
Existência de amplo poder normativo do Judiciário Trabalhista em 
concorrência com a negociação coletiva sindical.
Financiamento compulsório, mediante contribuição sindical obrigatória.
SISTEMAS SINDICAIS
Avaliados sob duas perspectivas:
2] Unicidade vs Pluralidade Sindical
b) A Posição da Constituição de 1988:
Construiu certo sincretismo de regras: afastou a intervenção político-
administrativa no sindicalismo; reforçou o papel dos sindicatos na 
defesa dos direitos coletivos, alargou os poderes da negociação 
coletiva, com a participação sindical obreira, assegurou o direito de 
greve.
Entretanto, manteve o sistema de unicidade compulsória, financiamento 
compulsório, o poder normativo da Justiça do Trabalho, limitando para 
os casos de greve ou de ocorrência de comum acordo para a 
propositura do dissídio coletivo.
SISTEMAS SINDICAIS
Avaliados sob duas perspectivas:
2] Unicidade vs Pluralidade Sindical
c) Liberdade Sindical no Brasil: 
Não intervenção administrativa na organização das entidades sindicais;
SISTEMAS SINDICAIS
Análise da 
Plena liberdade sindical da Convenção nº 87 da OIT 
Versus
Princípio da unicidade sindical do art. 8º, II, da CF/88
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO:
Sistemas Sindicais:
ENQUADRAMENTO SINDICAL. O enquadramento sindical do empregado, em regra, é fixado pelos critérios da base
territorial da prestação dos serviços, levando-se em conta a atividade preponderante do empregador, desde que não se refira a
empregado integrante de categoria profissional diferenciada. (TRT da 3.ª Região; PJe: 0010277-52.2017.5.03.0008 (RO);
Disponibilização: 30/01/2020; Órgão Julgador: Nona Turma; Relator: Rodrigo Ribeiro Bueno)
Sindicatos por Categoria Profissional: (Brasil)
A categoria profissional identifica-se não pelo tipo de labor exercido pelo trabalhador, mas pela vinculação a certo tipo de 
empregador. 
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO:
Sistemas Sindicais:
ENQUADRAMENTO SINDICAL. O enquadramento sindical é realizado em função da atividade econômica
preponderante do empregador (artigos 511, 570 e seguintes e 581, § 2º, da CLT), salvo a hipótese de categoria
diferenciada (art. 511, §3º, CLT). O artigo 511, § 1º, da CLT estabelece como vínculo social básico da categoria
econômica "a solidariedade de interesses econômicos dos que empreendem atividades idênticas, similares ou
conexas". Dessa forma, a natureza da atividade é que se apresenta como critério de vinculação da categoria. (TRT da
3.ª Região; PJe: 0010100-92.2019.5.03.0178 (RO); Disponibilização: 06/02/2020; Órgão Julgador: Decima Primeira
Turma; Relator: Weber Leite de Magalhaes Pinto Filho
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO:
Sistemas Sindicais:
RECURSO DE REVISTA - 1- ENQUADRAMENTO SINDICAL - VIGILANTE - CATEGORIA
DIFERENCIADA - HORAS EXTRAORDINÁRIAS - NÃO CONHECIMENTO - O egrégio Tribunal Regional
registrou ser incontroverso que o reclamante exercia a função de vigilante, nos termos da Lei nº 7.102/83, concluindo
que tal função se enquadra como categoria diferenciada. Por tal razão, entendeu não aplicável às partes a norma
coletiva referente ao SINDICAGESE. Desta forma, para se chegar à conclusão diversa pretendida pela reclamada, de
que o reclamante não exercia a função de vigilante, porque não preenchidos os requisitos da Lei nº 7.102/83,
necessário seria o reexame de fatos e provas, procedimento vedado nesta fase processual, nos termos da Súmula nº
126. Ademais, esta Corte Superior firmou jurisprudência no sentido de que a função de vigilante integra categoria
diferenciada, pois sua atividade profissional é regulada por leis próprias (Leis nºs7.102/83 e 8.863/94). Recurso de
revista de que não se conhece. (TST - RR 637-48.2012.5.20.0001 - 4ª T. - Rel. Min. Guilherme Augusto Caputo
Bastos - DJe 02.03.2018 )
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO:
Sistemas Sindicais:
RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014 - VIGILANTE -
ENQUADRAMENTO SINDICAL - CATEGORIA DIFERENCIADA - Embora tenha exercido a atividade de
vigilante, integrando categoria profissional diferenciada, nos termos das Leis nº 7.102/83 e nº 8.863/94, não é possível
conferir ao reclamante vantagens previstas em instrumento coletivo no qual a empresa não foi representada por órgão
de classe de suacategoria, conforme disposto na Súmula nº 374 desta Corte Superior. Recurso de revista conhecido e
provido. (TST - RR 2021-22.2012.5.10.0002 - Rel. Min. Walmir Oliveira da Costa - DJe 27.09.2019)
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO:
Sistemas Sindicais:
SÚMULA Nº 374 - NORMA COLETIVA. CATEGORIA DIFERENCIADA. ABRANGÊNCIA
Empregado integrante de categoria profissional diferenciada não tem o direito de haver de seu empregador vantagens
previstas em instrumento coletivo no qual a empresa não foi representada por órgão de classe de sua categoria.
Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005)
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO:
Sistemas Sindicais:
Vídeo sobre a história do sindicalismo no Brasil:
https://www.youtube.com/watch?v=uiYbMxdnkrg
Análise da 
Plena liberdade sindical da Convenção nº 87 da OIT 
Versus
Princípio da unicidade sindical do art. 8º, II, da CF/88
https://www.youtube.com/watch?v=yPI9talzohQ
https://www.youtube.com/watch?v=uiYbMxdnkrg
https://www.youtube.com/watch?v=MpTOmTuMqT4
SINDICATO E DIREITO DO TRABALHO 
Reflexões...
OBRIGADA!
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	Slide 28: CONCEITO DE SINDICATO
	Slide 29: NATUREZA JURÍDICA
	Slide 30: CONCEITO DE SINDICATO
	Slide 31: ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA ATUAL
	Slide 32: ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA ATUAL
	Slide 33: ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA ATUAL
	Slide 34: ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA ATUAL
	Slide 35: ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA ATUAL
	Slide 36: SISTEMAS SINDICAIS
	Slide 37: SISTEMAS SINDICAIS
	Slide 38: SISTEMAS SINDICAIS
	Slide 39: SISTEMAS SINDICAIS
	Slide 40: SISTEMAS SINDICAIS
	Slide 41: SISTEMAS SINDICAIS
	Slide 42: SISTEMAS SINDICAIS
	Slide 43: SISTEMAS SINDICAIS
	Slide 44: SISTEMAS SINDICAIS
	Slide 45: SISTEMAS SINDICAIS
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	Slide 52: SINDICATO E DIREITO DO TRABALHO 
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