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DIREITO COLETIVO DO TRABALHO E TUTELAS COLETIVAS Profa. Cintia Batista Pereira Profa. Cintia 1. Encontro 1: Direito Coletivo do Trabalho ÍNDICE 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO E TUTELAS COLETIVAS UNIDADE DE ENSINO 1: DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Compreender, interpretar e aplicar os conceitos, sujeitos do direito coletivo do trabalho, princípios, importância da organização sindical e negociação coletiva 1. SEÇÃO 1: Introdução ao Direito Coletivo do Trabalho (Teórico) CONTEÚDO: - Breve evolução histórica. Autonomia. Conceito. Denominação. Conteúdo. Função. - Sujeitos. Direito Coletivo do Trabalho. Direito Sindical. Direito Social. Ministério Público: atuação e legitimidade. - Evolução histórica do sindicalismo. Direito coletivo, autoritarismo e democracia. Liberdade sindical. Unicidade versus pluralidade sindical. - O sindicalismo na Constituição Federal de 1988 e a recepção das disposições celetistas pela Constituição Federal. 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Definição: “O conjunto das leis sociais que consideram os empregados e empregadores coletivamente reunidos, principalmente na forma de entidades sindicais” (Cesarino Junior); “Relação entre sujeitos de direito, em que a participação do individuo é também considerada; não porém como tais e sim como membros de uma determinada coletividade”( Giuliano Mazzoni); “É a parte do Direito do Trabalho que estuda as organizações sindicais, a negociação coletiva e os conflitos coletivos” (Russomano) 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Denominação: Direito Corporativo, Direito Normativo, Direito sindical (Amauri Mascaro) e hoje Direito Coletivo. 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Autonomia: controvérsias Parte do Direito do Trabalho Individual: (ausência de autonomia) Amauri : destituído de autonomia legislativa, doutrinária e jurisdicional(encontram-se reunidas no mesmo diploma legal (CLT e CR/88) que do direito individual. Autonomia em relação ao DIT: Presença de autonomia: Antônio Álvares: possui sujeito, objeto e relação jurídica diversos do individual: 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Autonomia: controvérsias DIT: sujeito é o trabalhador, o objeto é a satisfação de seus interesses individuais e a relação jurídica cria obrigações de ordem contratual. DCT: sujeito é a categoria, o objeto é a satisfação dos interesses coletivos do trabalhador, não como pessoa, mas como integrante da categoria e a relação jurídica estabelece condições mais vantajosas que se incorporam aos contratos celebrados. 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Sujeitos do DC: Sindicato empregado (profissional) X Sindicato empregador (patronal) O Empregador já é um ente despersonificado, não precisa de sindicato; o fato de deter o poder econômico o faz por essência um ser coletivo. O empregador, por si só, é um ser coletivo. Nessa relação, ele pode ou não estar representado por sindicato. Já o empregado não é um ser coletivo sozinho. (CCT e ACT) 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Evolução Histórica do DC no mundo: Grã-Bretanha: Em 1720 (máquina à vapor 1712) os mestres-alfaiates se dirigiram ao Parlamento Britânico, reunindo mais de 7.000 trabalhadores pleiteando maior salário e redução de uma hora na jornada diária – ponto de partida das “trade unions” britânicas. (Russomano) As trade unions (Inglaterra 1824) foram a 1ª tentativa efetiva de organização dos trabalhadores. Objetivo de fortalecer o operário na luta contra a exploração. Houve reconhecimento pelo parlamento inglês – quanto a associação. Em caso de recusa de reinvindicações por parte dos industriários, os operários deflagravam greve. 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Evolução Histórica do DC no mundo: Mauricio Godinho Delgado: Não se pode ter como marco do sindicato e do Direito Coletivo do Trabalho, o ano remoto de 1712, pois ainda não estavam reunidas as condições econômicas, sociais, políticas e ideológicas que culminaram na ação coletiva dos trabalhadores, mas em função do processo acelerado de desenvolvimento e concentração capitalistas que se seguiu ao surgimento das indústrias. Posteriormente seguiu para a Europa Ocidental, norte dos EUA e depois para outras partes do globo. 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Evolução Histórica DC no Brasil: Constituição de 1824 - (Império) consagrou a liberdade de trabalho, não fazendo nenhuma menção ao DC; Constituição de 1891 - apenas assegurou no art. 72, § 8º a liberdade de associação; Constituição de 1903 – por meio do Decreto 1.637 regulamentou a sindicalização rural; Constituição de 1934 – determinou a pluralidade e autonomia sindical e no art. 122 instituiu a JT; 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Evolução Histórica Constitucional no Brasil: Constituição de 1937 – instituiu o sindicato único e a investidura sindical passou a ser conferida à associação mais representativa e instituiu a contribuição sindical. A greve foi declarada recurso nocivo e antissocial; Constituição de 1946 – constituiu a liberdade sindical e de associação profissional e reconheceu o direito de greve; Constituição de 1967 – assegurou associação profissional e o direito de greve; Constituição de 1988 – assegurou a liberdade de associação, incluindo servidor público. Assegurou a não interferência do poder público na organização sindical. Direito de greve, 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Evolução Histórica Constitucional no Brasil: Constituição de 1937 – instituiu o sindicato único e a investidura sindical passou a ser conferida à associação mais representativa e instituiu a contribuição sindical. A greve foi declarada recurso nocivo e antissocial; Constituição de 1946 – constituiu a liberdade sindical e de associação profissional e reconheceu o direito de greve; Constituição de 1967 – assegurou associação profissional e o direito de greve; Constituição de 1988 – assegurou a liberdade de associação, incluindo servidor público. Assegurou a não interferência do poder público na organização sindical. Direito de greve, 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: INSTITUTOS DO DIREITO COLETIVO DO TRABALHO A) SINDICATO; B) NEGOCIAÇÃO COLETIVA; C) GREVE 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Retrospectiva Histórica do Sindicato Fases: 1ª) Proibição: criminalização da prática dos atos sindicais e de qualquer tipo de associativismo Lei Le Chapelier assegurou plena liberdade de trabalho, mas proibiu as associações sindicais como conspiratórias da noção do trabalho efetivamente livre. Coalizações operárias foram criminalizadas na França. O Combinaction Act de 1799 da Inglaterra interditou associações e em 1817 o Sediction Meeting Act enquadrou o sindicalismo como crime de conspiração. 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Retrospectiva Histórica do Sindicato Fases: 2ª) Tolerância: tolerância jurídica e descriminalização dos sindicatos Inglaterra nos anos de 1825 e 1826 (1824 trade unions) mesmo sem atribuir personalidade jurídica aos sindicatos, reconheceu o direito de associação. 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Retrospectiva Histórica do Sindicato Fases: 3ª) Reconhecimento: direito de coalizão e de livre organização sindical em vários países: * 1869 Alemanha; * 1874 Dinamarca; * 1884 França; * 1887 Espanha e Portugal; * 889 Bélgica e Itália Tratado de Versalhes em 1919 e a Constitucionalização do Direito do Trabalho pelas Constituições do México e Alemanha, os direitos de liberdade e autonomia associativa e de sindicalização sedimentaram-se. Após a II G. Guerra transformaram-se em verdadeiros princípios democráticos. 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Retrospectiva Histórica do Sindicato do Brasil Fases: 1ª) Período inicial: antes de 1930 – manifestações incipientes e esparsas – país recém saído da escravatura e com limitado processo industrial em desenvolvimento. Regras e instituições trabalhistas, incluindo os sindicatos - esparsas e incipientes. As primeiras associações chamadas de ligas operárias eram sociedades de socorro mútuo e tiveram importante presença da imigração européia que trouxe idéias econcepções das lutas operárias do velho continente. Período pré-1930 alguns seguimentos específicos como os ferroviários e portuários tornaram-se um sindicalismo relativamente estruturado. No parque industrial que se formava em São Paulo (entre 1890-1930) também surgiram entidades sindicais (1907 - greve pelas oito horas) 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Retrospectiva Histórica do Sindicato do Brasil Fases: 2ª) 1930: implantação e reprodução do modelo sindical Governo Vargas intervencionista e com atuação na chamada “questão social”, estruturando o modelo justrabalhista alicerçado em 3 bases: 1] Criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comercio (Decreto 19.443/1930) e o Departamento Nacional do Trabalho (Decreto 19.671-A/1930). 2] Decreto 19.770 de 19.03.1931 criação de uma estrutura sindical oficial baseada no sindicato único submetido ao reconhecimento pelo Estado e colaborador deste. 3] Criação das Comissões Mistas de Conciliação e Julgamento (Decreto 21.396/1932) em que só poderiam demandar os empregados integrantes do sindicalismo oficial. E a regulamentação da Justiça do Trabalho (Decreto 1.237/1939). 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Retrospectiva Histórica do Sindicato do Brasil Fases: 2ª) 1930: implantação e reprodução do modelo sindical: IMPORTANTE: A adoção do paradigma corporativista desenhado e consolidado na Era Vargas: O modelo corporativista parte de um pressuposto e de uma concepção organicista de sociedade, em que se anula o indivíduo em favor da conservação do interesse do grupo ou do estado, assegurando-se a harmonia social. O estado na condição de agente regulador é agigantada em nome de uma solidariedade nacional e esse modo de organização estatal e social é implementado na América Latina no final do quarto século XX.(NICOLADELI, 2017, p. 109) 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Retrospectiva Histórica do Sindicato do Brasil Fases: 3ª) Continuidade do modelo nas décadas subsequentes: A oficialização autoritária e corporativista do Direito do Trabalho brasileiro e seu modelo sindical estende-se de 1930 até a Constituição de 1988. O modelo de organização sindical que parecia ter sido uma imposição artificial da ditadura varguista (sob influência fascista) não sofreu alterações que afetassem sua essência. (Leôncio Martins Rodrigues) 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Retrospectiva Histórica do Sindicato do Brasil Fases: 4ª) Constituição de 1988: deflagração e aprofundamento de mudanças: Afasta a possibilidade jurídica de intervenção do Estado, rompendo um dos pilares do velho modelo: o controle político-administrativo do Estado sobre a estrutura sindical. Fixa reconhecimento e incentivos jurídicos efetivos ao processo negocial coletivo autônomo (art. 7º, VI, XIII, XIV e XXVI; art. 8º, III e VI e art. 9. Incorporou o direito coletivo fundamental de greve (art. 9º). Reconheceu a substituição processual do sindicato (art. 8, III). Institucionalizou o MPT como instrumento de solução de conflitos, conferindo-lhe largas funções. O poder emanava do povo que o exercerá indireta e diretamente – inserindo a negociação coletiva (CCT e ACT). Proíbe qualquer interferência e intervenção do Estado nas organizações sindicais (art. 8, I). 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Retrospectiva Histórica do Sindicato do Brasil Fases: 4ª) Constituição de 1988: deflagração e aprofundamento de mudanças vs contradições antidemocráticas: A Constituição de 1988 manteve alguns dos pilares do antigo sistema: a) Enquadramento sindical por categorias, respeitadas a unicidade sindical; b) Contribuição sindical obrigatória; c) Representação sindical corporativa no seio da Justiça do Trabalho; d) Amplo poder normativo da Justiça do Trabalho. A EC 24/99 extinguiu a representação classista na JT e a EC 45/04 restringiu a competência normativa da JT, ampliando sua competência jurisdicional (interpretar e aplicar o direito ao invés de criá-lo). 1. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Retrospectiva Histórica do Sindicato do Brasil A Constituição de 198854 trouxe avanços, entre eles, a declaração que “é livre a associação profissional ou sindical”. Proclama que é “vedada ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical”, impedindo, assim, a possibilidade de ingerência direta do Ministério do Trabalho e Emprego sobre a gestão e os atos internos do sindicato, como eleições e assembleias, antes sujeitas a impugnações julgadas pelo Ministro do Trabalho, agora passiveis, apenas, de decisão judicial. Assegura a estabilidade do dirigente sindical ao declarar: “é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro de sua candidatura a carga de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o fim do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei”. Transfere para os trabalhadores o direito de definir a sua base territorial sindical: “será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um município”. SINDICALISMO BRASILEIRO E A CONSTITUIÇÃO DE 1988 - Eduarda Lima Merigo Por hoje é só pessoal... CONCEITO DE SINDICATO • Os sindicatos são “entidades associativas permanentes, que representam trabalhadores vinculados por laços profissionais e laborativos comuns, visando tratar de problemas coletivos das respectivas bases representadas, defendendo seus interesses trabalhistas e conexos, com o objetivo de lhes alcançar melhores condições de labor e vida” (DELGADO, 2019, p. 1469). NATUREZA JURÍDICA • O sindicato consiste em associação coletiva, de natureza privada, voltada a defesa e incremento de interesses coletivos profissionais e materiais de trabalhadores, sejam subordinados ou autônomos, e de empregadores. CONCEITO DE SINDICATO • Os sindicatos são “entidades associativas permanentes, que representam trabalhadores vinculados por laços profissionais e laborativos comuns, visando tratar de problemas coletivos das respectivas bases representadas, defendendo seus interesses trabalhistas e conexos, com o objetivo de lhes alcançar melhores condições de labor e vida” (DELGADO, 2019, p. 1469). ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA ATUAL 1] Estrutura Sindical: a) Estrutura externa; sindicato, federação e confederação. Sindicato: A base territorial mínima é o município. Federação: formada por no mínimo 05 sindicatos da mesma categoria profissional Confederação: formada por no mínimo 03 federações, com sede em Brasília (art. 535 da CLT) Centrais sindicais: não compõem o modelo corporativista. Não participam (formalmente) das negociações coletivas. Mas fixam linhas gerais de atuação para o sindicalismo. A lei 11.648/2008 reconheceu formalmente a central sindical, sem lhe conferir poder de negociar coletivamente. ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA ATUAL 1] Estrutura Sindical: b) Estrutura e funcionamento internos: A administração do sindicato será exercida por uma diretoria de no mínimo três e no máximo sete membros e um conselho fiscal, composto por três membros, eleitos por assembleia geral(art. 522 da CLT) e os delegados sindicais serão designados pela diretoria. (art. 523 da CLT) – acaba por ferir a autonomia e liberdade sindical. ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA ATUAL 2] Registro Sindical: Princípio da autonomia organizacional proíbe a não interferência e intervenção nos sindicatos. Os estatutos sociais devem ser registrados no correspondente cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas Súmula 677 do STF: (depositadas) Até que lei venha a dispor a respeito, incumbe ao Ministério do Trabalho proceder ao registro das entidades sindicais e zelar pela observância do princípio da unicidade. ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA ATUAL 3] Funções/prerrogativas Função: Representativa – falar e agir em nome da sua categoria – estabelece diálogo com os empregadores, com o Estado, com a sociedade civil e judicial. Negocial – buscam dialogo com vistas a celebração dosdiplomas negociais coletivos. Assistencial –prestação de serviços aos seus membros: serviços educacionais, médicos, jurídicos e etc. ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA ATUAL 4] Receitas Sindicais Contribuição sindical – tornada facultativa pela Lei 13.467/2017 Contribuição assistencial: Súmula 666 do STF: A contribuição confederativa de que trata o art. 8º, IV, da Constituição, só é exigível dos filiados ao sindicato respectivo. Mensalidades dos associados do sindicato: parcelas pagas pelos trabalhadores sindicalizados voluntariamente, como em qualquer outro tipo de associação. SISTEMAS SINDICAIS Avaliados sob duas perspectivas: 1] Critérios de Agregação dos Trabalhadores no Sindicato: a)Sindicatos por Ofício ou Profissão; b)Sindicatos por Categoria Profissional; c)Sindicato por Empresa; d)Sindicato por Ramo Empresarial de Atividades. SISTEMAS SINDICAIS Avaliados sob duas perspectivas: 1] Critérios de Agregação dos Trabalhadores no Sindicato: a)Sindicatos por Ofício ou Profissão: Atingem apenas certos trabalhadores de várias empresas econômicas, pois exercem a mesma profissão. Ex.: sindicatos dos professores, motoristas, aeronautas, aeroviários, jornalistas e músicos profissionais. Art. 577 da CLT: categorias diferenciadas: é aquela que se forma dos empregados que exercem profissões ou funções diferenciadas por força de estatuto profissional especiais em consequência de condições de vida singulares (art. 511, § 3º da CLT) SISTEMAS SINDICAIS Avaliados sob duas perspectivas: 1] Critérios de Agregação dos Trabalhadores no Sindicato: b) Sindicatos por Categoria Profissional: A categoria profissional identifica-se não pelo tipo de labor exercido pelo trabalhador, mas pela vinculação a certo tipo de empregador. Chamado de sindicato vertical, pois atinge verticalmente os trabalhadores de várias empresas economicamente afins (empresas bancárias, empresas comerciais, metalúrgicas e etc) SISTEMAS SINDICAIS Avaliados sob duas perspectivas: 1] Critérios de Agregação dos Trabalhadores no Sindicato: c) Sindicatos por Empresa: Os sindicatos se agregam em vista da empresa a que se vinculam os trabalhadores – vedado no Brasil. Reduz a possibilidade de generalização de conquistas trabalhistas no âmbito econômico- profisisional mais amplo e acaba por enfraquecer o papel progressista do DT. Mais suscetível á cooptação empresarial. SISTEMAS SINDICAIS Avaliados sob duas perspectivas: 1] Critérios de Agregação dos Trabalhadores no Sindicato: d) Sindicatos por Ramo Empresarial: Os trabalhadores se agregam por ou seguimento empresarial de atividades. Favorece a criação de grandes sindicatos que tendem a ser significativamente fortes, dotados de grande abrangência territorial, com sensível poder de negociação, perante qualquer empresa ou entidade representativa empresarial. Favorece também a solidariedade entre empregados de empresas distintas e atenua as perspectivas individualistas de atuação sindical. SISTEMAS SINDICAIS Avaliados sob duas perspectivas: 2] Unicidade vs Pluralidade Sindical Corresponde à previsão normativa obrigatória de existência de uma único sindicato representativo dos correspondentes obreiros, seja por empresa, seja por profissão, seja por categoria profissional. a)Unicidade no Brasil- sindicato único: modelo tradicional; b)A Posição da Constituição de 1988; c)Liberdade Sindical no Brasil: requisitos. SISTEMAS SINDICAIS Avaliados sob duas perspectivas: 2] Unicidade vs Pluralidade Sindical a)Unicidade no Brasil – sindicato único: modelo tradicional: Sindicato único, organizado por categoria profissional ou diferenciada, com monopólio de representação na respectiva base territorial. Existência de amplo poder normativo do Judiciário Trabalhista em concorrência com a negociação coletiva sindical. Financiamento compulsório, mediante contribuição sindical obrigatória. SISTEMAS SINDICAIS Avaliados sob duas perspectivas: 2] Unicidade vs Pluralidade Sindical b) A Posição da Constituição de 1988: Construiu certo sincretismo de regras: afastou a intervenção político- administrativa no sindicalismo; reforçou o papel dos sindicatos na defesa dos direitos coletivos, alargou os poderes da negociação coletiva, com a participação sindical obreira, assegurou o direito de greve. Entretanto, manteve o sistema de unicidade compulsória, financiamento compulsório, o poder normativo da Justiça do Trabalho, limitando para os casos de greve ou de ocorrência de comum acordo para a propositura do dissídio coletivo. SISTEMAS SINDICAIS Avaliados sob duas perspectivas: 2] Unicidade vs Pluralidade Sindical c) Liberdade Sindical no Brasil: Não intervenção administrativa na organização das entidades sindicais; SISTEMAS SINDICAIS Análise da Plena liberdade sindical da Convenção nº 87 da OIT Versus Princípio da unicidade sindical do art. 8º, II, da CF/88 DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Sistemas Sindicais: ENQUADRAMENTO SINDICAL. O enquadramento sindical do empregado, em regra, é fixado pelos critérios da base territorial da prestação dos serviços, levando-se em conta a atividade preponderante do empregador, desde que não se refira a empregado integrante de categoria profissional diferenciada. (TRT da 3.ª Região; PJe: 0010277-52.2017.5.03.0008 (RO); Disponibilização: 30/01/2020; Órgão Julgador: Nona Turma; Relator: Rodrigo Ribeiro Bueno) Sindicatos por Categoria Profissional: (Brasil) A categoria profissional identifica-se não pelo tipo de labor exercido pelo trabalhador, mas pela vinculação a certo tipo de empregador. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Sistemas Sindicais: ENQUADRAMENTO SINDICAL. O enquadramento sindical é realizado em função da atividade econômica preponderante do empregador (artigos 511, 570 e seguintes e 581, § 2º, da CLT), salvo a hipótese de categoria diferenciada (art. 511, §3º, CLT). O artigo 511, § 1º, da CLT estabelece como vínculo social básico da categoria econômica "a solidariedade de interesses econômicos dos que empreendem atividades idênticas, similares ou conexas". Dessa forma, a natureza da atividade é que se apresenta como critério de vinculação da categoria. (TRT da 3.ª Região; PJe: 0010100-92.2019.5.03.0178 (RO); Disponibilização: 06/02/2020; Órgão Julgador: Decima Primeira Turma; Relator: Weber Leite de Magalhaes Pinto Filho DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Sistemas Sindicais: RECURSO DE REVISTA - 1- ENQUADRAMENTO SINDICAL - VIGILANTE - CATEGORIA DIFERENCIADA - HORAS EXTRAORDINÁRIAS - NÃO CONHECIMENTO - O egrégio Tribunal Regional registrou ser incontroverso que o reclamante exercia a função de vigilante, nos termos da Lei nº 7.102/83, concluindo que tal função se enquadra como categoria diferenciada. Por tal razão, entendeu não aplicável às partes a norma coletiva referente ao SINDICAGESE. Desta forma, para se chegar à conclusão diversa pretendida pela reclamada, de que o reclamante não exercia a função de vigilante, porque não preenchidos os requisitos da Lei nº 7.102/83, necessário seria o reexame de fatos e provas, procedimento vedado nesta fase processual, nos termos da Súmula nº 126. Ademais, esta Corte Superior firmou jurisprudência no sentido de que a função de vigilante integra categoria diferenciada, pois sua atividade profissional é regulada por leis próprias (Leis nºs7.102/83 e 8.863/94). Recurso de revista de que não se conhece. (TST - RR 637-48.2012.5.20.0001 - 4ª T. - Rel. Min. Guilherme Augusto Caputo Bastos - DJe 02.03.2018 ) DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Sistemas Sindicais: RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014 - VIGILANTE - ENQUADRAMENTO SINDICAL - CATEGORIA DIFERENCIADA - Embora tenha exercido a atividade de vigilante, integrando categoria profissional diferenciada, nos termos das Leis nº 7.102/83 e nº 8.863/94, não é possível conferir ao reclamante vantagens previstas em instrumento coletivo no qual a empresa não foi representada por órgão de classe de suacategoria, conforme disposto na Súmula nº 374 desta Corte Superior. Recurso de revista conhecido e provido. (TST - RR 2021-22.2012.5.10.0002 - Rel. Min. Walmir Oliveira da Costa - DJe 27.09.2019) DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Sistemas Sindicais: SÚMULA Nº 374 - NORMA COLETIVA. CATEGORIA DIFERENCIADA. ABRANGÊNCIA Empregado integrante de categoria profissional diferenciada não tem o direito de haver de seu empregador vantagens previstas em instrumento coletivo no qual a empresa não foi representada por órgão de classe de sua categoria. Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005) DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: Sistemas Sindicais: Vídeo sobre a história do sindicalismo no Brasil: https://www.youtube.com/watch?v=uiYbMxdnkrg Análise da Plena liberdade sindical da Convenção nº 87 da OIT Versus Princípio da unicidade sindical do art. 8º, II, da CF/88 https://www.youtube.com/watch?v=yPI9talzohQ https://www.youtube.com/watch?v=uiYbMxdnkrg https://www.youtube.com/watch?v=MpTOmTuMqT4 SINDICATO E DIREITO DO TRABALHO Reflexões... OBRIGADA! Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28: CONCEITO DE SINDICATO Slide 29: NATUREZA JURÍDICA Slide 30: CONCEITO DE SINDICATO Slide 31: ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA ATUAL Slide 32: ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA ATUAL Slide 33: ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA ATUAL Slide 34: ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA ATUAL Slide 35: ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA ATUAL Slide 36: SISTEMAS SINDICAIS Slide 37: SISTEMAS SINDICAIS Slide 38: SISTEMAS SINDICAIS Slide 39: SISTEMAS SINDICAIS Slide 40: SISTEMAS SINDICAIS Slide 41: SISTEMAS SINDICAIS Slide 42: SISTEMAS SINDICAIS Slide 43: SISTEMAS SINDICAIS Slide 44: SISTEMAS SINDICAIS Slide 45: SISTEMAS SINDICAIS Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52: SINDICATO E DIREITO DO TRABALHO Slide 53