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Até dezembro de 2020, existiam mais de 200 candidatas a vacinas para COVID-19 em desenvolvimento. Dessas, apenas 52 tinham sido testadas em humanos. Existem várias na fase 1 e 2, e outras entrando na fase 3. Como são feitos os diferentes tipos de vacina? 02/03/2021 MEDICINA DIAGNÓSTICA (HTTPS://BIOEMFOCO.COM.BR/CATEGORIAS/MEDICINA-DIAGNOSTICA/) SAÚDE EM FOCO (HTTPS://BIOEMFOCO.COM.BR/CATEGORIAS/SAUDE-EM-FOCO/) (https://pinterest.com/pin/create/button/? url=&media=https://bioemfoco.com.br/wp- content/uploads/tipos- de- vacina- 608x505.jpg&description=Como+s%C3%A3o+feitos+os+diferentes+tipos+de+vacina%3F) (https://bioemfoco.com.br/) SAÚDE EM FOCO MEDICINA DIAGNÓSTICA SAÚDE DA MULHER CAMPANHAS TRANSPLANTE ESPECIAIS (https://bioemfoco.com.br/) Nós usamos cookiesNós usamos cookies Podemos colocá-los para análise dos nossos dados de visitantes, para melhorar o nosso site, mostrar conteúdos personalizados e para lhe proporcionar uma ótima experiência no site. Para mais informações sobre os cookies que utilizamos, abra as configurações. Negar todos Por que existem tantas vacinas em desenvolvimento? Em geral, muitas candidatas a vacina serão avaliadas antes de qualquer uma delas ser considerada segura e eficaz. Por exemplo, de todas as vacinas que são estudadas em laboratório e em animais, cerca de 7 a cada 100 serão consideradas boas o suficiente para passar em testes clínicos em humanos. Das vacinas que chegam aos ensaios clínicos, apenas uma em 5 é bem sucedida. Ter várias vacinas diferentes em desenvolvimento aumentam as chances de que haja uma ou mais vacinas bem-sucedidas que se mostrem seguras e eficazes para as populações priorizadas pretendidas. Os diferentes tipos de vacinas Existem três principais métodos para se desenvolver uma vacina: Utilização do um vírus ou bactéria inteiros; apenas as estruturas que ativam o sistema imunológico; ou apenas o material genético que fornece as instruções para fazer proteínas específicas e não o vírus inteiro. Vacina inativadaVacina inativada A primeira forma de fazer uma vacina é a partir de um vírus ou bactéria que carrega a doença, ou um muito semelhante a ele, e inativá-lo ou matá-lo usando produtos químicos, calor ou radiação. Essa abordagem usa tecnologia que comprovadamente funciona em pessoas – é assim que as vacinas contra gripe e poliomielite são feitas – e as vacinas podem ser fabricadas em uma escala razoável. No entanto, requer instalações laboratoriais especiais para cultivar o vírus ou bactéria com segurança, pode ter um tempo de produção relativamente longo e provavelmente exigirá duas ou três doses para serem administradas. Vacina viva atenuadaVacina viva atenuada Uma vacina viva atenuada usa uma versão viva, mas enfraquecida do vírus ou uma versão muito semelhante. A vacina contra sarampo, caxumba, rubéola (MMR), varicela e herpes zoster são exemplos desse tipo. Esta abordagem usa tecnologia semelhante à vacina inativada e pode ser fabricada em grande escala. No entanto, vacinas como essa podem não ser adequadas para pessoas com sistema imunológico comprometido. Vacina de vetor viralVacina de vetor viral Este tipo de vacina usa um vírus seguro para entregar subpartes específicas – chamadas proteínas – do organismo de interesse para que possa desencadear uma resposta imunológica sem causar doenças. Para fazer isso, as instruções para fazer partes específicas do patógeno de interesse são inseridas em um vírus seguro. O vírus seguro serve então como uma plataforma ou vetor para entregar a proteína ao corpo. A proteína desencadeia a resposta imunológica. A vacina do Ebola é uma vacina de vetor viral e este tipo pode ser desenvolvido rapidamente. A abordagem de subunidadeA abordagem de subunidade Uma vacina de subunidade é aquela que usa apenas as partes específicas (as subunidades) de um vírus ou bactéria que o sistema imunológico precisa reconhecer. Ele não contém o micro-organismo inteiro nem usa um vírus seguro como vetor. As subunidades podem ser proteínas ou açúcares. A maioria das vacinas do calendário infantil são vacinas de subunidade, protegendo as pessoas de doenças como coqueluche, tétano, difteria e meningite meningocócica. Abordagem genéticaAbordagem genética A vacina de ácido nucleico usa apenas um fragmento do material genético que fornece as instruções para proteínas específicas, ao contrário das abordagens de vacinas que usam um micro-organismo inteiro enfraquecido, morto ou partes de um. A princípio, o DNA e RNA são as informações que nossas células usam para produzir proteínas. Em nossas células, o DNA é primeiro transformado em RNA mensageiro (mRNA), que é então usado como o projeto para fazer proteínas específicas. Uma vacina de ácido nucléico fornece um conjunto específico de instruções às nossas células, como DNA ou mRNA, para que façam a proteína específica que queremos que nosso sistema imunológico reconheça e responda.A abordagem do ácido nucléico é uma nova forma de desenvolver vacinas. Antes da pandemia de COVID-19, nenhuma havia passado pelo processo de aprovação total para uso em humanos, embora algumas vacinas de DNA, inclusive para cânceres específicos, estivessem passando por testes em humanos. Por causa da pandemia, a pesquisa nessa área progrediu muito rápido e algumas vacinas de mRNA para COVID-19 estão recebendo autorização de uso de emergência, o que significa que agora podem ser administradas a pessoas que não as utilizem apenas em ensaios clínicos. As informações acima foram traduzidas da OMS, acesse o material original aqui (https://www.who.int/news-room/feature-stories/detail/the-race-for-a-covid- 19-vaccine-explained). MétodoMétodo VacinaVacina Vírus inativado Coronavac Vetor viral Oxford/AstraZeneca, Janssen (Johnson & Johnson) Subunidade Novavax Abordagem genética Moderna, Pfizer Como saber se a vacina está sendo eficaz? Já começaram a ser aplicadas alguns tipos de vacina contra a COVID-19. Contudo, é importante saber se o imunizante realmente está desenvolvendo anticorpos. Existem testes que avaliam a eficácia pós vacinal em diferentes indivíduos, pois existem casos de pacientes assintomáticos, leves, moderados e graves. O Teste LABScreen™ COVID Plus (https://www.biometrix.com.br/one-lambda- deteccao-anticorpo/labscreen-covid-plus/)foi desenvolvido em parceria com quatro importantes universidades: Emory University, Stanford University, University of Cincinnati e University Health Network. Tags:Tags: bactéria (https://bioemfoco.com.br/tags/bacteria/) biologia molecular (https://bioemfoco.com.br/tags/biologia-molecular/) COVID-19 (https://bioemfoco.com.br/tags/covid-19/) qPCR (https://bioemfoco.com.br/tags/qpcr/) SARS-CoV-2 (https://bioemfoco.com.br/tags/sars-cov-2/) vacina (https://bioemfoco.com.br/tags/vacina/) vacinação (https://bioemfoco.com.br/tags/vacinacao/) vírus (https://bioemfoco.com.br/tags/virus/) O desenvolvimento foi baseado na plataforma Luminex, um método de citometria modificado que é extremamente confiável e 50 vezes mais sensível que um ensaio ELISA. O kit LABScreen COVID Plus apresenta 98,6% de especificidade e 100% de sensibilidade através de uma avaliação semiquantitativa. Isso significa que é possível avaliar a presença de anticorpos após a infecção pelo coronavírus, identificar quais coronavírus o paciente já teve contato (SARS-CoV, SARS-CoV- 2, MERS-CoV, NL63, 229E, HKU1 e OC43), além de identificar a classe de Imunoglobulina envolvida e até mesmo a força de ligação desse anticorpo. Este teste está sendo distribuído no Brasil pela Biometrix Diagnóstica, clique aqui para saber mais. (https://www.biometrix.com.br/one-lambda-deteccao- anticorpo/labscreen-covid-plus/) POST ANTERIOR Qual é o risco de contrair uma infecção hospitalar no Brasil? (https://bioemfoco.com.br/infeccao- hospitalar-brasil/) PRÓXIMO POST HPV: É possível transmitir de mãe para Flho? (https://bioemfoco.com.br/hpv-mae-para- Flho/) Você pode gostar também Máscaras:de antigénio. Os anticorpos produzidos em resposta ao antigénio do agente patogénico são uma parte importante do sistema imunitário. Os anticorpos podem ser considerados os soldados do sistema de defesa do nosso corpo. Cada anticorpo, ou soldado, do nosso sistema está treinado para reconhecer um antigénio específico. Nós temos milhares de anticorpos diferentes no nosso organismo. Quando o corpo humano fica exposto a um antigénio pela primeira vez, o sistema imunitário leva tempo a responder e a produzir anticorpos específicos para esse antigénio. Entretanto, a pessoa está suscetível e pode adoecer. Uma vez produzidos os anticorpos específicos do antigénio, eles trabalham com o resto do sistema imunitário para destruir o agente patogénico e derrotar a doença. Os anticorpos de um agente patogénico, normalmente, não protegem contra outro agente patogénico, exceto quando dois agentes patogénicos são muito semelhantes um ao outro, como se fossem primos. Quando o corpo produz anticorpos na sua resposta primária a um antigénio, também cria células de memória produtoras de anticorpos, que permanecem vivas, mesmo depois de o agente patogénico ser derrotado pelos anticorpos. Se o corpo for exposto ao mesmo agente patogénico mais do que uma vez, a resposta do anticorpo é muito mais rápida e mais eficaz do que da primeira vez, porque as células de memória estão preparadas para disparar anticorpos contra o antigénio. Isso significa que, se a pessoa for exposta ao agente patogénico perigoso no futuro, o seu sistema imunitário será capaz de responder imediatamente, protegendo contra a doença. Como podem as vacinas ajudar As vacinas contêm partes enfraquecidas ou inativadas de um determinado organismo (antigénio) que desencadeia uma resposta imunitária do corpo. As vacinas mais recentes contêm a matriz para produzir antigénios e não o próprio antigénio. Independentemente de uma vacina ser constituída pelo próprio antigénio ou pela matriz para que o corpo possa produzir o antigénio, esta versão enfraquecida não causará a doença na pessoa que recebe a vacina, mas desafia o seu sistema imunitário a responder como o teria feito na sua primeira reação ao verdadeiro agente patogénico. Algumas vacinas requerem várias doses, separadas por semanas ou meses. Isso, por vezes, é necessário para permitir a produção de anticorpos de longa vida e o desenvolvimento de células de memória. Dessa forma, o corpo fica treinado para combater o organismo causador da doença específica, reforçando a memória do agente patogénico, para o combater rapidamente, numa eventual exposição futura. Imunidade de grupo Quando alguém é vacinado, fica muito provavelmente protegido contra a doença em causa. Mas nem toda a gente pode ser vacinada. As pessoas com patologias subjacentes que enfraquecem o seu sistema imunitário (tais como cancro ou VIH), ou que tenham alergias graves a alguns componentes da vacina, não deverão ser vacinadas com certas vacinas. Mas essas pessoas podem ficar protegidas, se viverem entre outras que estejam vacinadas. Quando houver muitas pessoas vacinadas na comunidade, o agente patogénico tem dificuldade em circular, porque a maioria das pessoas que encontra estão imunizadas. Por isso, quanto mais pessoas forem vacinadas, menor a probabilidade de as pessoas que não podem ser protegidas pelas vacinas correrem o risco de ficarem expostas aos agentes patogénicos perigosos. A isso chama-se imunidade de grupo. Isso é especialmente importante para as pessoas que não só não podem ser vacinadas, mas podem ser mais suscetíveis a doenças para as quais existem vacinas. Não existe nenhuma vacina que confira 100% de proteção e a imunidade de grupo não confere total proteção às pessoas que não podem ser vacinadas com segurança. Mas com a imunidade de grupo, essas pessoas terão um considerável grau de proteção, graças às outras da comunidade que são vacinadas. As vacinas não só protegem as pessoas que as recebem, mas também as pessoas da comunidade que não podem ser vacinadas. Quem puder, deve ser vacinado. Ao longo da história, a humanidade em conhecido grande sucesso no desenvolvimento de vacinas para várias doenças potencialmente fatais, incluindo a meningite, o tétano, o sarampo e o poliovírus selvagem. No início da década de 1900, a poliomielite era uma doença mundial, paralisando centenas de milhares de pessoas todos os anos. Em 1950, já tinham sido desenvolvidas duas vacinas eficazes contra a doença. Mas a vacinação em algumas partes do mundo ainda não era suficientemente comum para travar a propagação da poliomielite, particularmente em África. Nos anos 1980, deu-se início a um esforço mundial unido para erradicar a doença do planeta. Durante muitos anos e várias décadas, a vacinação contra a poliomielite, usando History of polio and certi1cation of wild poliovirus eradicatio… Assine o boletim informativo → Quer ler mais? visitas de vacinação de rotina e campanhas de vacinação em massa, realizou-se em todos os continentes. Milhões de pessoas, na sua maioria crianças, foram vacinadas e, em Agosto de 2020, o continente africano foi certificado como livre do poliovírus selvagem, juntando-se a todas as outras partes do mundo, exceto o Paquistão e o Afeganistão, onde a poliomielite ainda não foi erradicada. Leia o tópico anterior 'Vacinas explicadas': "Como as vacinas são desenvolvidas?” HOME > SAÚDE E BEM-ESTAR > VACINAS Vacinas Vacinas são substâncias que promovem a estimulação do nosso sistema imunológico. Várias doenças podem ser prevenidas com vacinas, como o tétano e o sarampo. As vacinas garantem a proteção individual e de toda a sociedade, uma vez que promovem a redução da circulação de determinado agente infeccioso. INGRESSO.COM UOL HOST PAGBANK CURSOS UOL PLAY UOL ADS BUSCA BATE-PAPO EMAIL Imprimir Texto: A+ A- Ouça o texto abaixo! Velocidade Vacinas são substâncias que visam a estimular o sistema imunológico, a fim de que, quando tivermos contato com um determinado patógeno, o nosso corpo já esteja preparado para nos proteger de maneira mais rápida e eficiente. As vacinas são feitas utilizando-se antígenos, que são moléculas que reagem com um anticorpo. Esses antígenos podem ser agentes infecciosos mortos, atenuados ou uma parte desses agentes. As vacinas podem ser aplicadas por via oral ou por meio de injeções. Leia mais: História da vacina – iniciou-se com a criação da vacina contra a varíola Tópicos deste artigo 1 - O que são vacinas e como são feitas? 2 - Como as vacinas funcionam? 3 - As vacinas podem fazer mal à saúde? 4 - Qual a diferença entre soro e vacina? 5 - Qual a função das vacinas? 6 - Algumas doenças para as quais já existem vacinas O que são vacinas e como são feitas? As vacinas são substâncias tradicionalmente feitas utilizando-se organismos causadores de doenças atenuados, mortos ou, ainda, alguns PUBLICIDADE Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições. de seus derivados. Esses componentes das vacinas são conhecidos como antígenos. Além do antígenos, as vacinas apresentam outros componentes, os quais mantêm sua eficácia, evitam a proliferação de micro-organismos e as conservam. Dentre os componentes que podemos encontrar nas vacinas, podemos citar soro fisiológico, estabilizantes, conservantes, proteína do ovo (material empregado para o crescimento do agente infeccioso), potencializadores de resposta imune (adjuvantes), e antibióticos. É importante conhecer a composição da vacina, uma vez que algumas pessoas têm alergia a determinados componentes. Como as vacinas funcionam? Ao ser aplicada, a vacina faz com que nosso organismo funcione da mesma forma como quando contraímos a doença. O nosso corpo reconhece o antígeno e o combate por meio de uma resposta imunológica. O nosso sistema imune é responsável por produzirproteínas denominadas anticorpos, que atuam na defesa do organismo. Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;) Além disso, o sistema imune produz células de memória capazes de garantir que o corpo tenha uma resposta mais rápida e eficaz, caso o organismo seja exposto novamente àquele agente. Como a vacina não é capaz de causar a doença, o sistema imunológico confere a nossa proteção sem que o nosso corpo corra os riscos inerentes a ela. As vacinas estimulam a produção de anticorpos pelo organismo. As vacinas podem fazer mal à saúde? Em primeiro lugar, é importante salientar que as vacinas salvam muitas vidas, evitando que doenças graves acometam nosso corpo e garantindo que epidemias sejam controladas. As vacinas disponíveis atualmente para a população são seguras, e todas passaram por testes rigorosos antes de serem liberadas pelas agências reguladoras. Muitos se sentem inseguros em se vacinar devido a relatos de que algumas pessoas sofreram efeitos colaterais. Entretanto, efeitos colaterais são observados no uso de qualquer medicamento, e complicações graves são, geralmente, exceção quando o assunto é vacinação. Entre os principais efeitos colaterais observados em pessoas após o uso de vacinas, estão: dor, vermelhidão no local da injeção e febre. Algumas situações, no entanto, merecem maior atenção. Imunossuprimidos e gestantes, por exemplo, não podem receber qualquer vacina. Portanto, é importante conversar com o médico sobre a relação entre riscos e benefícios da vacinação. Leia também: 5 mitos sobre vacinas Qual a diferença entre soro e vacina? A vacina é considerada um tipo de imunização ativa, uma vez que estimula o nosso corpo a produzir anticorpos contra determinado agente. Vacinas são utilizadas como uma forma de prevenção. O soro, por sua vez, não estimula o nosso sistema imune, sendo conhecido como uma imunização passiva. No caso dos soros, o agente causador da doença é inoculado em um animal, como o cavalo, para que ele produza anticorpos. Posteriormente, retira-se o sangue desse animal, e do plasma são obtidos os anticorpos. Quando recebemos soros, portanto, estamos recebendo anticorpos já prontos. O soro não é utilizado como forma de prevenção e sim como tratamento. Para saber mais sobre as características e diferenças entre essas substâncias, leia nosso texto: Soro e vacina. Qual a função das vacinas? As vacinas têm a finalidade de induzir uma resposta imunológica do organismo. O objetivo de induzir a imunidade é garantir a proteção contra determinada doença ou evitar que ela se desenvolva de maneira severa. Não podemos pensar, no entanto, que a vacina apresenta apenas benefícios individuais. A vacinação protege o indivíduo contra determinada doença mas também garante que a circulação de determinado agente na população diminua. Se mais pessoas estão protegidas, menos casos da doença são diagnosticados, causando benefícios para o sistema de saúde e até mesmo para a economia de um país. Em alguns casos, é possível eliminar completamente uma doença com a aplicação de vacinas na população. Esse é o caso da varíola, que foi declarada como erradicada em todo o mundo no dia 8 de maio de 1980. No Brasil, assim como em várias partes do mundo, a poliomielite também foi erradicada graças aos grandes esforços da vacinação. O Brasil recebeu o certificado de eliminação da poliomielite em 1994. No mundo, apenas Paquistão e Afeganistão ainda registram casos dessa doença. Leia também: A importância da vacinação Algumas doenças para as quais já existem vacinas Atualmente várias doenças podem ser prevenidas com uso de vacinas. Gripe: é uma doença que afeta o sistema respiratório e é provocada pelo vírus influenza. Existem quatro tipos de vírus influenza: A, B, C e D. Os tipos A e B são os responsáveis por epidemias sazonais. Esses vírus sofrem constantes mutações, e, por isso, a cada ano, a vacina é reformulada. Sendo assim, é importante vacinar-se anualmente contra a gripe. Covid-19: é uma doença infecciosa provocada pelo vírus Sars-CoV-2. Dentre seus principais sintomas, podemos citar febre, cansaço e tosse seca. A covid-19 teve seus primeiros casos identificados em 2019, e, em 2020, foi reconhecida como uma pandemia. A covid-19 foi responsável por milhares de mortes em todo o mundo, fazendo com que laboratórios em vários países iniciassem rapidamente a busca por uma vacina eficaz. No dia 17 de janeiro de 2021, a Anvisa autorizou no Brasil o uso emergencial de duas vacinas contra a covid-19, e a primeira pessoa foi vacinada, marcando o início da vacinação da população contra a doença. Sarampo: é uma doença viral potencialmente fatal que apresenta como sintomas febre, tosse, irritação nos olhos, mal-estar e manchas no corpo. As vacinas que protegem contra o sarampo, de acordo com o Ministério da Saúde, são a dupla viral, a tríplice viral e a tetra viral. A dupla viral protege contra sarampo e rubéola. A tríplice protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Por fim, a tetra viral protege contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora. Tétano: é uma doença causada pela bactéria Clostridium tetani. O tétano acidental ocorre, geralmente, quando uma pessoa sofre lesões na pele por objetos deixados no ambiente e contaminados pela bactéria. Os sintomas incluem contração muscular, rigidez dos membros e dificuldade para abrir a boca. O tétano neonatal, por sua vez, é contraído pela contaminação do coto umbilical por esporos de bactérias que podem estar em instrumentos não esterilizados adequadamente ou em produtos usados no curativo umbilical. No tétano neonatal, os sintomas incluem dificuldade para abrir a boca e mamar, choro excessivo, contração dos músculos e irritabilidade. O tétano acidental é prevenido por meio da vacinação. No caso do tétano neonatal, a imunidade do recém-nascido é conseguida graças à vacinação adequada da mãe. Febre amarela: é uma doença causada por um vírus e transmitida por mosquitos vetores. A febre amarela urbana apresenta como vetor o mosquito Aedes aegypti, popularmente conhecido como mosquito da dengue. Essa doença provoca sintomas como febre, calafrios, dores no corpo, dor de cabeça, náusea e vômito. Também pode provocar icterícia em casos mais graves. A icterícia pode ser definida como uma coloração amarelada da pele e dos olhos. Poliomielite: também conhecida como paralisia infantil, é uma doença causada pelo poliovírus. A transmissão ocorre, principalmente, pela via oral-fecal. A poliomielite pode desencadear paralisia e até mesmo a Escrito por: Vanessa Sardinha dos Santos Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Goiás (2008) e mestrado em Biodiversidade Vegetal pela Universidade Federal de Goiás (2013). Atua como professora de Ciências e Biologia da Educação Básica desde 2008. De estudante para estudante Mande sua pergunta Enviar morte. Em algumas situações, no entanto, a doença pode ser assintomática. Apesar de o Brasil ter recebido o certificado de eliminação da pólio em 1994, a vacinação ainda é importante, uma vez que a doença continua ocorrendo em algumas partes do mundo, e a não vacinação pode fazer com que ela volte ao nosso país. Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja: SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Vacinas"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/saude/vacinas.htm. Acesso em 03 de novembro de 2024. Ex: Quem descobriu o Brasil? Artigos Relacionados 17 de outubro - Dia Nacional da Vacinação Entenda as razões que levaram à criação do Dia Nacional da... Datas comemorativas - 2024 Cinco mitos sobre vacinas Tudo que você sabe sobre vacinas é realmente verdadeiro?... Saúde na escola História da vacina Você conhece a história da vacina? Clique aqui e saiba mais... Biologia Importância da vacinação Conheça a importância da vacinação e entenda melhor como o... Saúde na escola Influenza e a Vacinação da População Idosa A importância das campanhas de vacinação contra a gripe... Biologia Por que devemos nos vacinartodos os anos contra a gripe? Clique aqui e descubra por que devemos nos vacinar todos os anos... Saúde na escola Soro e vacina Você já se perguntou acerca da diferença entre soro e vacina?... Biologia Vacina contra HPV Clique aqui e entenda para que serve a vacina contra o HPV.... Saúde e Bem-estar Vacina contra a gripe Clique aqui e tire suas dúvidas a respeito da vacina contra a... Biologia Vacinas que todas as crianças devem tomar Você conhece as vacinas que todas as crianças devem tomar?... Saúde na escola A Iara corrige sua redação no modelo ENEM de graça! Envie já! Ferramentas Jornada do Enem Saiba mais Cronograma de estudos Saiba mais Institucional Quem Somos Anuncie Política de Privacidade Termos de Uso Fale Conosco Siga o Brasil Escola Facebook Instagram X Youtube Copyright © 2024 Rede Omnia - Todos os direitos reservados. 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Esses mesmos imunizantes podem ser encontrados também na rede particular, mas geralmente abrangem um público mais amplo, possuem mais doses de reforço e protegem contra um maior número de cepas. Graças à vacina tivemos a erradicação de doenças graves, como a Rubéola, cujos casos apareceram por último nos anos de 2018 e 2019. Mas afinal o que são as vacinas? Como são feitas e como são capazes de erradicar doenças? Confira a resposta para essas perguntas e muitas outras informações no texto abaixo! O que é uma vacina? As vacinas são substâncias produzidas em laboratório que estimulam o nosso sistema imunológico a produzir anticorpos contra determinadas doenças antes de termos contato com elas. Elas atuam com o objetivo de criar uma memória imunitária no nosso organismo. Geralmente, esse mesmo processo aconteceria no corpo do indivíduo que entra em contato com o vírus. Só que com a vacina, é possível apenas desenvolver os anticorpos sem desenvolver a doença e as complicações causadas por ela. Quando o organismo entrar em contato com o vírus para o qual a vacina foi criada, ele vai saber como se proteger. Há diferentes tipos de vacina que podem ser aplicados tanto por injeção quanto de forma oral, entretanto o segundo caso é uma minoria e o exemplo mais comum é a VOP, que são as gotinhas contra a poliomielite. Na Maximune você encontra todas as vacinas indicadas para bebês e crianças. Estamos aqui para cuidar da sua saúde, confira! Qual a importância de se vacinar? A vacinação em massa é capaz de reduzir significativamente o contágio de uma doença e até erradicá-la. Daí a importância de fazê-la sempre que necessário e mesmo quando não for obrigatório, mas for possível e indicado se Home Sobre Serviços Vacinas Notícias Contato 31-99972-0012 Fale com a Maximune vacinar. Um bom exemplo da importância da vacina que pôde ser visto recentemente na história, foi o da Covid- 19. Antes da vacinação, foi preciso fazer quarentena e tomar medidas rigorosas para conter o vírus. À medida que as pessoas foram se vacinando, pudemos ver uma melhora significativa no contágio da doença e, principalmente, na redução do número de pessoas hospitalizadas. A decisão de não se vacinar aumenta em pelo menos 25 vezes o risco de uma pessoa contaminada pelo coronavírus vir a morrer em virtude de complicações da covid-19. Esse foi o resultado de um levantamento da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022. Veja a taxa de óbitos entre os vacinados e não vacinados: não vacinados – taxa de óbitos de 322 para cada 100 mil pessoas; vacinados – taxa de óbitos de 13 para 100 mil pessoas. Esse foi apenas um exemplo, mas a vacinação contra todos os microorganismos que podemos ter contato e para os quais existe imunizante é imprescindível. Ela protege, inclusive, os não vacinados, pois quebra o ciclo de contágio. Quando uma pessoa vacinada entra em contato com o causador da doença, essa pessoa não vai passá-la para frente. Assim cria-se uma imunidade de rebanho, que protege toda a população por meio da proteção indireta contra doenças infecciosas. Quais os tipos de vacinas existentes? Quais os tipos de vacinas existentes Fizemos uma lista com os principais tipos de vacina e para que servem. Entenda mais sobre o assunto! Vacinas de microrganismos atenuados Este tipo de vacina é feito com o microrganismo enfraquecido em laboratório, a partir de um indivíduo ou animal infectado. O vírus passa por mutações dentro do laboratório até ficar extremamente fraco ao ponto de não causar a doença. Entretanto, apesar de não desenvolver a doença, ele consegue fazer com que o corpo desenvolva a imunidade. De forma geral, a vacina atenuada é contraindicada para grávidas e imunodeprimidos. São exemplos de vacinas com microrganismos atenuados: BCG, febre amarela, tríplice viral, catapora e a vacina para herpes zoster e a nova vacina contra herpes. Leia também: Exames de pré-natal: entenda o que são e quais devem ser feitos Vacinas de microrganismos inativados ou mortos A vacina inativada é feita com bactérias e vírus mortos, ou fragmentos desses microrganismos. Para que fiquem inativos, eles passam por processo químicos ou de calor, controlados em laboratório. Quando eles entram em contato com o organismo, nosso corpo entende que precisa se proteger e passa a desenvolver anticorpos. Diferente do imunizante com vírus atenuado, neste tipo de vacina, ela apenas engana o organismo para que passe a desenvolver apenas os anticorpos, sem desenvolver a doença. São exemplos de vacinas inativadas: hepatite, vacina meningocócica, Haemophilus influenzae e febre tifóide. Essas vacinas são extremamente seguras, mas podem perder eficácia com o tempo e precisar de reforço. À base de RNA Este é um tipo de vacina novo criado a partir do RNA mensageiro das nossas células. O RNA faz parte das nossas células e é responsável por carregar as instruções para a síntese proteica. Quando a vacina é aplicada, ela introduz nas células do organismo a sequência de RNA mensageiro com a fórmula para que essas células produzam uma proteína específica do agente que se quer imunizar. Ou seja, ela ensina as células a desenvolverem a proteína exata que faz o corpo produzir anticorpos. A partir daí, o corpo passa a reconhecer essas substâncias como estranhas e a se proteger delas. O imunizante é capaz de produzir respostas rápidas em surtos e epidemias. A vacina da Pfizer contra a Covid-19 é um exemplo deste tipo de vacina. Vetores virais A vacina de vetor viral é feita com determinados genes do vírus que são incapazes de se replicar no organismo. Esse vírus (modificado), funciona como um alertapara que o sistema imunológico comece a trabalhar contra os invasores. A atuação deste tipo de vacina é parecida com a de RNA, e também é uma tecnologia nova, desenvolvida em vacinas como a Astrazeneca e a Janssen, contra a Covid-19. Como são feitas as vacinas? Depois que a composição da vacina é feita, ela passa por diversas fases de teste para saber se é possível ser disponibilizada à população. Além do antígeno, responsável por estimular a produção de anticorpos, o imunizante pode conter também outros componentes, como os conservantes e estabilizantes que ajudam a conservar e prevenir reações químicas. Também podem ser adicionados adjuvantes que potencializam a sua ação. Esse mecanismo de aprovação e teste vale para todos os tipos de vacina. Pré-clínica A fase pré-clínica é o momento em que a vacina é testada em animais. Essa etapa é essencial para garantir a segurança da vacina nos humanos. Além disso, os resultados são analisados para saber se ela possui resposta protetora. Fase 1 Na primeira fase, ela é testada em um pequeno número de pessoas e são estudados e analisados os resultados quanto à: dose correta aplicada; segurança; capacidade de provocar resposta imune ou imunogenicidade. Os testes são feitos em voluntários e essa fase dura em torno de dois anos. A fase dois só se inicia se os resultados obtidos forem positivos. Fase 2 Na fase 2, a vacina é aplicada em um número maior de voluntários. Novamente são avaliadas a dose adequada e a imunogenicidade. Os pesquisadores buscam encontrar a quantidade ideal que deve ser aplicada para que a vacina tenha o efeito desejado sem que prejudique ou cause possíveis complicações. Fase 3 Se a fase dois for efetiva, a vacina passa para a fase 3. Os critérios testados anteriormente continuam em teste nessa fase, mas com um número ainda maior de pessoas. Entretanto, na fase 3 os voluntários são divididos em dois grupos e parte deles recebe a vacina e a outra placebo, isto é, uma substância que não possui efeitos fisiológicos. A equipe de cientistas que está avaliando os participantes e a eficácia da vacina não sabe quem recebeu a vacina e quem recebeu o placebo. Dessa forma, os resultados são mais eficazes e não há influência dos avaliadores. Além disso, aqui são feitos testes em diferentes países e com populações distintas, para que possam ser analisados os resultados e a resposta de cada grupo. A partir daí as agências reguladoras de cada país podem realizar os testes nos imunizantes. No caso do Brasil, isso é feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Qual a diferença entre vacinas de rotina e vacinas de campanhas? A vacinação de rotina segue os calendários estabelecidos pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) que são recomendados pelo Ministério da Saúde, enquanto as vacinas de campanhas são oferecidas anualmente. Para exemplificar, vamos pegar como exemplo o calendário vacinal infantil. Ele começa imediatamente logo após a criança sair da barriga da mãe e vai até os 5 anos de idade, período em que recebe diferentes tipos de vacina. Nesta eṕoca são feitas as vacinas de rotina que seguem um calendário elaborado de acordo com as recomendações do PNI. Já nas vacinas de campanha, as pessoas devem comparecer anualmente nos postos de saúde para se vacinar. O exemplo mais comum é o da vacina da gripe, que todos os anos é atualizada com as cepas da gripe mais comuns que estão circulando. É importante lembrar que uma não exclui a outra, pelo contrário. Além de seguir o calendário vacinal recomendado para cada idade, também é possível se vacinar durante as campanhas de vacinação. Os objetivos e as vacinas oferecidas são diferentes e ambos se complementam. Você sabia que já tem vacina para Dengue? Agende a sua na Maximune! Principais dúvidas as respeito das vacinas Toda vacina possui um vírus vivo? Não, apenas alguns tipos de vacinas existentes são feitas com o vírus vivo. Nestes casos, o vírus é controlado em laboratório e sua atuação é reduzida a ponto de ele não conseguir desenvolver a doença. Por isso, as vacinas são extremamente seguras e confiáveis. Por que devemos nos vacinar contra doenças consideradas leves? As doenças para as quais existem vacinas são infecciosas, isto é, causadas por microrganismos como vírus e bactérias e todas elas podem causar complicações. Uma gripe, por exemplo, pode passar em alguns dias para algumas pessoas, mas para outras, como os idosos, que são grupo de risco para a doença, ela pode desenvolver pneumonia, asma, agravar doenças crônicas, entre outras complicações. Conheça também a Vacina Pneumo 23, que previne 23 tipos de pneumococos. Se algumas doenças estão erradicadas ou quase erradicadas, por que deve-se tomar vacina? Para manter a população livre de doenças que já foram erradicadas, o único jeito é continuar vacinando a população. Vírus e bactérias podem viajar facilmente de um lugar para o outro e iniciar um novo surto da doença. Para doenças, como sarampo, caxumba e rubéola, por exemplo, a recomendação da Organização Mundial da Saúde é de que haja cobertura vacinal de, pelo menos, 95% da população. Entretanto, nem sempre esse número é alcançado, especialmente nos últimos anos, em que o número de vacinação para doenças fatais tem caído. Se em 2019 esse número era de 93%,1 em 2021 caiu para apenas 71,5%. Uma pesquisa do IBOPE mostrou que três em cada dez crianças brasileiras não receberam imunizante contra doenças fatais. Um dos motivos pelos quais isso acontece é que os pais não têm conhecimento do que essas doenças representam, principalmente por nunca terem tido contato com elas, aponta uma pesquisa realizada pela Unicef. Como consigo saber quais vacinas devo tomar? Os calendários nacionais de vacinação para crianças, adultos, idosos, adultos e gestantes é atualizado anualmente pelo Ministério da Saúde. As vacinas para cada faixa etária podem ser encontradas gratuitamente nos postos de saúde Já as clínicas particulares também oferecem essas vacinas, mas para um público mais abrangente. Se você perdeu a época de se vacinar contra a gripe, por exemplo, ou se não faz parte do grupo de imunização pode procurar clínicas particulares para se vacinar. Muitas vacinas das clínicas particulares também podem ser mais protetivas do que as do sistema público. Aqui no blog da Maximune já falamos sobre o calendário vacinal de idosos, crianças, adultos e gestantes, caso queira conferir! Além disso, na clínica da Maximune, nós realizamos vários tipos de vacinação e cuidamos de toda a sua família! Conheça mais sobre as vacinas da Maximune e outros de nossos serviços! Conclusão: tipos de vacinas Os diferentes tipos de vacinas existentes podem ser feitos com vírus vivos e extremamente enfraquecidos, vírus inativados e também a partir de tecnologias como a de RNA e de vetores virais. Todas elas são extremamente seguras e passam por rigorosas fases de testes antes de serem disponibilizadas para a população.Primeiro, os imunizantes são testados em animais, depois em pequenos grupos e, finalmente, em grupos maiores de diferentes populações para garantir sua completa eficácia. As vacinas também passam por testes nas agências reguladoras de cada país. Graças a elas, a saúde pública avançou muito e hoje é possível se proteger de doenças extremamente graves que podem levar à morte em poucos dias. E você, está com a vacinação em dia por aí? Todos os conteúdos Vacinação Contra a Dengue: Avanços, Desafios e a Importância da Imunização em Áreas de Risco 30/10/2024 Vacinas e proteção global: O impacto das campanhas de vacinação em áreas de difícil acesso. 25/10/2024 A segurança da vacinação domiciliar: Como garantir a eficácia e proteção ao vacinar bebês e crianças em casa. 25/10/2024 Maximune Vale do Sereno 11/10/2024 Doenças Evitáveis por Vacinação Uma Análise do Impacto Global das Campanhas de Imunização 10/10/2024 O Papel das Vacinas na Prevenção de Pandemias Futuras Lições Aprendidas com a COVID-19 09/10/2024 A Importância da Imunização na Infância: Construindo uma Base Saudável para o Futuro 04/10/2024 03/10: Dia Mundial do Combate à Meningite 03/10/2024 Mais acessados Primeira clínica com atendimento humanizado de Belo Horizonte. Deseja ter uma excelente experiência? Conte conosco. Raja Gabáglia Segunda a Sexta 8h às 19h Sábado 8h às 15h. Av. Raja Gabáglia, 1580 – Loja 01 Gutierrez, BH/MG CEP 30380-090 Edifício Júlio Cruz Estacionamento gratuito dentro do prédio. Salgado Filho Segunda a Sexta 8h às 19h Sábado 8h às 15h. R. Lagoa da Prata, 1188 Salgado Filho, BH/MG CEP 30550-000 Estacionamento gratuito. Nova Lima Segunda a Sexta 8h às 18h Sábado 8h às 15h. R. das Acácias, 297 – Vale do Sereno – Nova Lima – MG, 34000-000 Estacionamento gratuito. Email administrativo@maximune.com.br Telefone (31) 3379-1924 WhatsApp (31) 99972-0012 Siga-nos @clinicamaximune CLÍNICA SOB RESPONSABILIDADE DA MÉDICA RT DRA CLÁUDIA MURTA DE OLIVEIRA CRMMG 27582 Uncategorized Como a Adesão à Vacinação de Rotina Contribui para a Proteção Coletiva 30/10/2024 Vacinas Como as Vacinas são Feitas? Equipe Dasa Publicado em: 22/06/2023, 09:47 AGENDAR VACINA Entender como são feitas as vacinas é importante para aqueles que ainda têm receio de se imunizar. Antes de serem licenciadas em um país, as vacinas passam por rigorosas fases de testes, que podem durar anos. Tudo isso para provar sua segurança e eficácia contra as doenças. As vacinas podem utilizar várias estratégias diferentes, a fim de proporcionar o melhor resultado final e proteger cada vez mais pessoas em todo o mundo. O que é uma vacina? Como as Vacinas são Feitas?Início Blog Vacinas A Dasa utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Caso você prefira desabilitar ou bloquear o uso de cookies, acesse o menu Definições de cookies. Para obter maiores informações de como utilizamos cookies, acesse a nossa Política de Cookies As vacinas são responsáveis por estimular o seu sistema imunológico a ativar células e desenvolver anticorpos de combate para determinadas doenças. Elas são feitas a partir de germes mortos ou enfraquecidos. O impacto da vacinação é tão grande que previne cerca de 2 a 3 milhões de mortes todos os anos, sendo a forma mais segura e eficaz de proteger toda a população de doenças potencialmente perigosas, como difteria, tétano, coqueluche, influenza e sarampo. Tipos de vacinas As vacinas utilizam-se de diferentes estratégias para fornecer o maior nível de segurança e efetividade possível na hora de combater infecções virais e bacterianas. Vacinas de microrganismos atenuados A vacina atenuada é composta por vírus vivo, mas atenuado. Alguns exemplos desses imunizantes são: caxumba, febre amarela, poliomielite oral (VOP), rubéola, sarampo e varicela. O processo de produção desse tipo de imunizante visa reduzir a sua virulência para níveis considerados seguros para a vacinação em massa. Quando uma vacina viva atenuada é administrada numa pessoa, o vírus é capaz de se replicar, o que capacita o organismo a criar uma resposta imune à doença. Essas vacinas são contraindicadas para imunodeprimidos e gestantes. Vacinas de microrganismos inativados ou mortos A vacina inativada contém em sua formulação o vírus ou a bactéria inativada por agentes químicos ou físicos. Diferente da vacina atenuada que “imita” a doença no organismo, a inativada “engana” o sistema imune, que acredita que o antígeno morto ou inativado é capaz de apresentar algum tipo de risco e inicia a resposta imunológica. Esse tipo de formulação é incapaz de causar qualquer tipo de risco para gestantes e imunodeprimidos, uma vez que não provoca a doença. Vacinas conjugadas As vacinas conjugadas são feitas a partir da conjugação de um polissacáride (açúcar) da cápsula de algumas bactérias a uma proteína. O objetivo é que esta conjugação permita vacinar bebês (abaixo de 2 anos), de modo que possam responder a vacinas e se proteger contra bactérias comuns nessa faixa etária. Alguns exemplos de vacinas conjugadas são: vacina pneumocócica 10-valente, vacina pneumocócica 13-valente, vacina Haemophilus influenzae tipo b (Hib), vacina meningocócica C e vacina meningocócica ACWY. Vacinas feitas a partir de tecnologia recombinante Para formular esse tipo de vacina, são utilizadas técnicas laboratoriais capazes de produzir partículas semelhantes aos microrganismos, proporcionando algumas vezes respostas imunes mais intensas que as respostas imunes induzidas durante a infecção pelo vírus selvagem. Como as vacina são feitas? Desenvolver uma vacina pode demorar anos, isso porque elas devem passar por rigorosas etapas de testes, todas com um objetivo diferente para entender como irão funcionar, quais os níveis de eficácia e segurança e possíveis eventos adversos. Fase inicial: etapa exploratória Na primeira fase, são realizadas pesquisas que identificam novas propostas de vacina. É quando são estudadas todas as possibilidades de quais estratégias são úteis para combater aquela doença. 2ª etapa: fase pré-clínica Na fase pré-clínica são realizados estudos em células em laboratórios e a vacina também é testada em animais para avaliar sua segurança e potencial de eficácia para prevenir doenças. 3ª etapa: aprovação para fase clínica Em seguida, se a vacina apresentar potencial para prevenir as doenças, poderão passar para as fases clínicas. 4ª etapa: fases clínicas As fases clínicas são responsáveis por verificar a segurança, possíveis eventos adversos e eficácia nos seres humanos. Fases clínica I Na primeira fase, a vacina é administrada em um pequeno número de voluntários sadios. O objetivo é avaliar a segurança da vacina e quaisquer eventos adversos que possam ocorrer. Fases clínica II Na segunda fase clínica, são estudados centenas de voluntários. Os participantes dessa fase têm as mesmas características das pessoas para as quais a vacina se destina. Nesta etapa, alguns voluntários recebem a vacina e outros o placebo. É nessa fase que é analisada a imunogenicidade da vacina, que é a capacidade de estimular a produção de anticorpos e células contra o vírus ou bactéria. Fases clínica III Na fase clínica III, a vacina é administrada em milhares de voluntários, onde uns recebem a vacina e outros o placebo. O objetivo durante essa etapa é demonstrar a eficácia do imunizante após os resultados das pesquisas feitas nesse grupo de pessoas. Fases clínica IV Para passar para a fase clínica IV, a vacina precisa ser avaliada pelos órgãos regulatórios do países, que são os responsáveis por liberar a produção e o processamento final do imunizante. 5ª etapa: produção e processamentofinal Essa é a fase em que as vacinas começam a ser produzidas e inicia-se o processamento final que acontece em três etapas: envase, liofilização, rotulagem e embalagem. Envase: Acontece quando é feita a transferência a granel dos tanques de aço inox para os frascos de vidros. Os frascos são devidamente esterilizados e bem fechados para que sejam transportados em segurança. Liofilização: é um processo de desidratação em que o produto é congelado a vácuo e o gelo formado, sublimado. Este processo garante uma maior estabilidade das vacinas. Após a conclusão desse processo, os frascos são direcionados para uma máquina de aplicação de um selo de alumínio que lacra cada frasco individualmente e depois são armazenados em câmara fria até a última fase. Rotulagem e embalagem: Os frascos recebem rótulos que identificam o número de lote, data de fabricação e validade do produto. É importante dizer que vacina e soro têm o mesmo objetivo, mas são dois tipos de imunizações diferentes. O objetivo da vacina é induzir uma proteção de longa duração. Já o do soro é fornecer anticorpos já prontos que possam impedir que um vírus cause sintomas na pessoa que já entrou em contato com um determinado agente infeccioso. Como funcionam os testes das vacinas? Os testes são realizados por voluntários que se inscrevem previamente para ajudar no desenvolvimento da vacina. Esses testes podem demorar meses para serem concluídos, pois são feitos monitoramentos constantes em todas as etapas de teste, para avaliar a eficácia, segurança e possíveis eventos adversos que o imunizante pode causar. Geralmente, os centros de pesquisas escolhem voluntários que possuam características semelhantes das pessoas para as quais a vacina se destina. Como as vacinas agem no nosso organismo? Quando você recebe uma vacina, seu sistema imunológico responde da seguinte maneira: Reconhece a vacina; Produz células e anticorpos utilizados para combater doenças. Cria uma memória imunológica no seu organismo, ou seja, se você for exposto ao germe no futuro, seu sistema imunológico pode destruí-lo rapidamente antes que você fique doente. Por que as vacinas são importantes? A importância da vacinação baseia-se na proteção conferida a toda a população. Atualmente já existem vacinas capazes de proteger contra mais de 20 doenças infecciosas e salvam cerca de 2 a 3 milhões de vidas por ano no mundo todo. As vacinas em crianças, idosos e portadores de doenças crônicas são muito importantes, uma vez que são os grupos considerados de risco para inúmeras doenças perigosas. Ao se vacinar, você estará protegendo a si mesmo, sua família, seus amigos e toda a comunidade ao seu redor. Existe diferença entre a vacina da rede particular e pública? Sim. As diferenças entre a vacina particular e da rede pública, são a quantidade de doses e a formulação de determinadas vacinas. Além disso, há algumas vacinas que só estão disponíveis no serviço particular, como a Vacina Meningocócica B; vacina Pentavalente (com o componente acelular da coqueluche); Vacina Hexavalente (com o componente acelular da coqueluche); Vacina Cólera; Vacina Febre Tifoide; Vacina Dengue. AGENDAR VACINA Tópicos Vacinas Compartilhar Equipe Dasa A DASA é a maior rede de saúde integrada do Brasil, com uma rede de medicina diagnóstica, hospitais e uma empresa de gestão em cuidados. Nossos artigos são escritos por médicos especialistas e passam por uma revisão e validação robusta para a melhor qualidade de conteúdo para nossos pacientes e profissionais da saúde. Quer saber mais? Inscreva-se em nossa newsletter de Inovação Cadastrar Nome Completo Qual seu nome? E-mail Qual seu e-mail? Conteúdos relacionados Vacina Pneumo 15: do que protege e onde agendar Gripe ou Influenza: tire suas dúvidas sobre a vacina na rede particular Vacina Rotavírus Pentavalente: quando tomar, indicações e doses Vacina dTpa + polio: entenda para que serve, indicações e doses FAQ | Perguntas e Respostas Como funcionam as vacinas de RNA mensageiro Vacinas Vacinas Vacinas Vacinas Vacinas Vacinas Somos Dasa Para Médico Para Paciente Para Empresa Para Investidor Blog Coronavírus Acessibilidade Carreiras Dados Fale Conosco Imprensa Segurança da Informação Portal de Privacidade ESG Programa de Compliance Cartão Dasa +Saúde RT: Dr. Cristovam Scapulatempo Neto CRM 102037 © Dasa 2022 . Todos os direitos reservados Notícias Entenda como funciona a produção de uma vacina em 5 passos IMPACTO SOCIAL Entenda como funciona a produção de uma vacina em 5 passos quinta-feira, 27 de maio | 2021 Compartilhe esta notícia Store Sou PUCRS | PT EN Arquivo do infográfico disponível para download ao final do conteúdo. As vacinas são a forma mais eficiente de prevenir doenças infecciosas. O pioneiro no desenvolvimento das vacinas foi Edward Jenner, um médico britânico que desenvolveu o imunizante contra a varíola, a qual foi declarada erradicada em 1979 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – devido à grande eficácia do método. Apesar de não ser uma ferramenta nova de combate a doenças, em meio à corrida para a produção e disponibilização de vacinas contra a Covid-19, também surgem muitas dúvidas por parte da população. Entre as preocupações e as curiosidades estão as orientações para , além de como funciona o processo para a produção de uma vacina. Pensando nisso, a professora , da , preparou explicações úteis sobre as etapas que envolvem a elaboração de um imunizante. Como pesquisadora, Ana trabalha com temas relacionados a vacinas, imunologia viral, terapias antivirais e antitumorais e respostas de diferentes tipos de células. 1. A composição da vacina As vacinas funcionam educando o sistema imune. Elas induzem a chamada “resposta de memória específica”, onde células T e células B (produtoras de anticorpos) são ativadas. Quando o corpo entra em contato com o patógeno (organismo que transmite alguma doença), essa resposta irá proteger o sistema, impedindo que a doença se manifeste de forma grave. Deste modo, o corpo fica imune. É importante lembrar que a vacina não pode ser considerada somente como um meio de proteção individual, e sim coletivo, para que seja atingida a imunidade em grande escala e a redução da circulação do patógeno na população. quem pode receber os imunizantes contra a Gripe (Influenza) e o coronavírus Ana Duarte Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS Para induzir a resposta imune especifica é necessário um antígeno (componente essencial que causa a produção de anticorpos). O antígeno pode ser o patógeno morto ou atenuado, ou uma parte dele. As estratégias de vacinas mais modernas, como de RNAm e Vetores virais recombinantes, funcionam como uma plataforma para produzir o antígeno. Ou seja, parte do patógeno, no individuo vacinado. Algumas vacinas ainda possuem adjuvantes (matéria prima que, quando adicionada à fórmula do medicamento, ajuda na sua ação) que são importantes para melhorar a resposta imune. Outros componentes comuns das vacinas são conservantes, para impedir que a vacina seja contaminada depois de aberta, e estabilizantes, para prevenir reações químicas na vacina. Alguns imunizantes precisam de um líquido diluente para deixar a vacina na concentração correta imediatamente antes do seu uso. 2. As fases do desenvolvimento da vacina O desenvolvimento de uma vacina é semelhante ao desenvolvimento de um medicamento. No total, são quatro etapas: pré-clínica e fases 1, 2 e 3: Na etapa pré-clínica, a vacina é testada em animais, e então é validada a capacidade de induzir resposta imune protetora e segurança; Na fase 1, a dose correta, a segurança e a imunogenicidade (a capacidade de uma substância provocar uma resposta imune) da vacina são avaliadas em um pequeno grupo de voluntários/as adultos/as saudáveis; Já na fase 2, geralmente realizada com mais de 100 participantes, continua- se avaliando a segurança e a resposta imune. Finalmente,na fase 3, a segurança e efeitos adversos continuam sendo testados e a vacina é administrada em milhares de participantes e comparada com um grupo que não recebeu a vacina, mas apenas um placebo no lugar (uma substância falsa incapaz de produzir efeito fisiológico). Neste momento é determinado se a vacina é eficaz para combater à doença destinada. Durante os ensaios de fase 3 é recomendado que o grupo voluntário e a equipe de cientistas não saibam quem recebeu a vacina ou o placebo, garantindo que os resultados da eficácia não sejam influenciados por quem está avaliando. Essa etapa costuma ser desenvolvida em diferentes países para analisar a resposta em diferentes populações. Esse é um processo que costuma ser caro, podendo custar milhões de reais e durar anos até o cumprimento de todas as etapas. Quando a última fase está completa, os resultados são submetidos às avaliações das agências reguladoras de cada país. Vale ressaltar que as vacinas para prevenção da Covid-19 foram obtidas em tempo recorde. Essa grande conquista científica foi possível devido aos conhecimentos prévios obtidos a partir de outros tipos de coronavírus e um esforço coletivo de muitos cientistas de todo o mundo, com sobreposição das fases clínicas. Ou seja, para acelerar o processo, a organização da fase 3 foi iniciada antes do término da fase 2. Não é necessário se preocupar, pois as vacinas continuam sendo monitoradas após a aprovação, garantindo a segurança e a saúde das pessoas imunizadas. 3. A produção da vacina é um processo biotecnológico Produzir uma vacina não é um processo fácil e varia de acordo com o seu tipo. Um dos principais processos é a produção do ingrediente farmacêutico ativo. Para vacinas que utilizam como antígeno o vírus atenuado ou inativado, o processo consiste na replicação celular a partir de uma cepa de referência (uma variante com construção diferente e propriedades físicas distintas) e posterior purificação e inativação, se necessário. Já as vacinas bacterianas são produzidas por um processo de fermentação. As vacinas mais recentes de RNAm utilizam a tecnologia do DNA recombinante (clonagem molecular). Para a vacina contra a Covid- 19, por exemplo, a sequência que codifica a proteína Spike (importante para a sobrevivência viral) do vírus SARS-COV-2 é clonada em um plasmídeo (DNA circular bacteriano). Esse plasmídeo é propagado em bactérias para aumentar a sua quantidade. Posteriormente, a sequência de DNA que codifica a proteína é retirada do plasmídeo e esse DNA servirá de molde para síntese de RNAm in vitro utilizando enzimas especificas (proteínas que regulam reações químicas do organismo). Esse RNAm é o princípio ativo das vacinas e será envolto em lipídeos para facilitar sua entrada nas células de pessoas vacinadas, que irão produzir a proteína Spike que servirá como antígeno e irá induzir a resposta imune. 4. Controle das etapas de produção Para certificar a qualidade esperada dos lotes de vacinas, são realizados testes em cada etapa da cadeia de produção: Após a produção do princípio ativo, ocorre a formulação da vacina, que é quando são adicionados outros componentes como estabilizante e conservante. Na sequência acontece o envase, que é a colocação das doses geralmente em frascos de vidro, por serem duradouros e resistentes ao frio. Após o envase, algumas vacinas são liofilizadas, que é o processo de retirar toda a umidade da formulação, transformando a vacina em um pó, tornando- a mais estável. Finalmente, ocorre a etapa de rotulagem, onde é especificado o tipo de vacina, data de fabricação, lote e prazo de validade. E então a vacina está pronta para ser embalada e distribuída para população. 5. Armazenamento e distribuição A maioria das vacinas requer refrigeração entre 2°C e 8°C para o armazenamento e transporte. Outras precisam de temperaturas ainda mais baixas, de -20°C a -70°C. Para isso é necessário que haja um planejamento para a distribuição dos imunizantes, com cadeia, infraestrutura e equipes da área de saúde treinadas. Curtiu esse conteúdo? Acesso o infográfico para .download em arquivo PDF Sou Aluno Confira informações sobre benefícios, calendário acadêmico, acesso à sistemas acadêmicos e muito mais. Sou Pesquisador Conheça projetos de pesquisa e nossos pesquisadores, tenha acessos à sistemas, editais e muito mais. Sou Professor Tenha acessos aos principais sistemas, informações e acompanhe tudo o que está acontecendo na Universidade. Sou Técnico Administrativo Tenha acesso ao Portal RH, conheça o programa Fluir e tenha acesso aos principais sistemas. Mostrar mais Av. Ipiranga, 6681 Partenon - Porto Alegre / RS CEP: 90619-900 - Fone: (51) 3320.3500 Ensino Pesquisa Inovação Saúde Serviços Impacto Sobre a PUCRS Grade e Corpo Docente Ética e Conformidade Política de Privacidade Home > Ciclos da Medicina > Ciclo Clínico > Tipos de vacinas: resumo completo Tipos de vacinas: resumo completo Redação Sanar 19/06/2023 Índice 1. Principais tipos de vacinas 2. Tipos de vacinas I: Bactéria viva atenuada 2.1. Vacina BCG (Bacillus De Calmette-Guérin) 3. Tipos de vacinas II: vírus inativado 3.1. Vacina hepatite B 3.2. Tipos de vacinas V: vacina poliomielite inativada 1, 2 e 3 (VIP) 3.3. Hepatite A 3.4. Vacina influenza 3.5. Vacina papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18 (recombinante) (HPV) 4. Tipos de vacinas III: Vírus atenuado 4.1. Vacina poliomielite atenuada 1,2 e 3 (VOP) 4.2. Rotavírus Humano (Atenuada) (VORH) 4.3. Vacina sarampo, caxumba, rubéola (tríplice viral) 4.4. Vacina sarampo, caxumba, rubéola e varicela (atenuada) (tetra viral) 4.5. Febre Amarela (Atenuada) (FA) 5. Tipos de vacinas IV: bactéria inativada ou componente bacteriano inativado 5.1. Pneumocócica conjugada 10 valente (Pneumo 10) Cursos gratuitos para estudantes de medicina Inscreva-se Materiais úteis: Dicas de livros Minicurso: fundamentos da bioquímica Artigos sobre orientações de estudo Ciclos da Medicina Preparação R1 Prática Médica Carreira Médica Colunistas O que você procura? Produtos da Sanar Sobre a Sanar Quer continuar estudando? Inscreva-se em um dos nossos cursos gratuitos: Plantão na UTI Transtornos mentais 5.2. Meningocócica C (Conjugada) (Meningo C) 5.3. Vacina difteria, tétano, pertusis, hepatite B e haemophilus influenzae B – PENTA 5.4. Vacina difteria, tétano e pertussis (DTP) 5.5. Difteria e tétano adulto – DT (dupla adulto) 6. Quadro resumo dos tipos de vacina 7. Aperfeiçoe seus conhecimentos em Infectologia 8. Sugestão de leitura complementar 8.1. Assista ao vídeo 9. Referências M a i o r o p o r t u n i d a d e d o a n o Inscreva-se na LISTA VIP e receba antecipadamente as condições especiais limitadas. Quero me inscrever Neste artigo, con.ra os tipos de vacinas: resumo completo dos principais tipos de vacina e quais as vacinas que estão disponíveis! As vacinas são uma das maiores conquistas da medicina moderna, contribuindo signi:cativamente para a prevenção de doenças e a melhoria da saúde pública. Existem diferentes tipos de vacinas. Cada uma projetada para desencadear uma resposta imunológica especí:ca contra um agente causador de doenças. Neste texto, exploraremos os principais tipos de vacinas e sua importância na proteção da saúde da população. Principais tipos de vacinas Existem vários tipos de vacinas utilizadas para prevenir uma variedade de doenças. A seguir, estão alguns dos tipos de vacinas mais comuns. Vacinas de vírus inativados Essas vacinas contêm vírus inteiros que foram inativados, geralmente por meio de processos químicos ou físicos. Embora o vírus não possa causar a doença, ele ainda é reconhecido pelo sistema imunológico, que produz uma resposta imunológica protetora. Exemplos de vacinas de vírus inativados incluem a vacina inativada da poliomielite (VIP) e a vacina da hepatite A. Vacinas de vírus atenuados Essas vacinas contêm vírus vivos que foram enfraquecidos em laboratório,de forma a não causarem a doença em pessoas saudáveis. O vírus atenuado ainda é capaz de se replicar no corpo, estimulando uma resposta imunológica forte e duradoura. Exemplos incluem a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR) e a vacina oral contra a poliomielite (VOP). Vacinas de subunidades Essas vacinas contêm apenas partes especí:cas do agente causador da doença, como proteínas ou polissacarídeos. Ao apresentar essas subunidades ao sistema imunológico, é possível desencadear uma resposta imunológica direcionada contra o patógeno. A vacina contra a gripe, que contém proteínas do vírus da gripe, e a vacina contra o HPV, que contém proteínas virais do papilomavírus humano, são exemplos de vacinas de subunidades. Vacinas de toxoides Essas vacinas são baseadas em toxinas inativadas produzidas por bactérias. Os toxoides são modi:cados para serem seguros, mas ainda estimulam a produção de anticorpos. Ao receber uma vacina de toxoide, o sistema imunológico aprende a reconhecer e combater a toxina, protegendo contra a doença. Exemplos incluem a vacina contra o tétano e a vacina contra a difteria. Vacinas de ácidos nucleicos Essas vacinas são uma abordagem mais recente e utilizam material genético, como o DNA ou o RNA do agente causador da doença. As vacinas de RNA mensageiro (mRNA) têm sido particularmente relevantes recentemente, com o desenvolvimento das vacinas contra a COVID-19 da P:zer- BioNTech e da Moderna. O material genético é introduzido nas células do corpo, que produzem proteínas virais especí:cas, desencadeando uma resposta imunológica. Tipos de vacinas I: Bactéria viva atenuada Con:ra a vacina que é feita por bactérica viva atenuada. Vacina BCG (Bacillus De Calmette-Guérin) Composição: bacilos vivos, a partir de cepas do Mycobacterium bovis atenuadas. Via: intradérmica. Esquema: dose única o mais precoce possível, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento. 2ª dose: para comunicantes domiciliares de hanseníase com intervalo de 6 meses entre as doses. Indicação: prevenção de formas graves de tuberculose (miliar e meníngea). Contraindicação: Maiores de 5 anos portadores de HIV Imunode:ciência congênita ou adquirida Neoplasia maligna Tratamento com corticoide em dose imunossupressora, quimioterapia ou radioterapia Gestantes (exceto em alto risco de exposição) Tipos de vacinas II: vírus inativado Con:ra a vacina que é feita por vírus inativado. Vacina hepatite B Composição: antígeno recombinante de superfície AgHBs. Via: intramuscular. Esquema vacinal: 3 doses com intervalo de 30 dias entre a primeira e a segunda e 6 meses entre a primeira e terceira dose. Recém nascidos devem receber a primeira dose nas primeiras 24 horas ou até 30 dias de vida. A continuidade do esquema vacinal será com a vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis, hepatite B e Haemophilus inbuenzae b (conjugada), nessa situação, o esquema corresponderá a 4 doses, para as crianças que iniciam esquema vacinal a partir de 1 mês de idade até 4 anos, 11 meses e 29 dias. Contraindicação: reação ana:lática após o recebimento de qualquer dose da vacina ou de seus componentes. Tipos de vacinas V: vacina poliomielite inativada 1, 2 e 3 (VIP) Composição: vacina é trivalente e contém os vírus da poliomielite dos tipos 1, 2 e 3, obtidos em cultura celular e inativados. Via: intramuscular. Esquema vacinal: Esta vacina integra o esquema sequencial com a vacina poliomielite 1, 2 e 3 (atenuada) (VOP): três doses, sendo duas doses da vacina VIP (aos 2 e 4 meses) e uma dose da VOP (aos 6 meses), com intervalo de 60 dias entre as doses e mínimo de 30 dias. Contraindicação: reação ana:lática aos componentes da vacina. Hepatite A Composição: antígeno do vírus da hepatite A. Via: intramuscular Esquema vacinal: uma dose aos 12 meses de idade na rotina de vacinação. Contraindicação: reação ana:lática a algum dos componentes. Vacina influenza Composição: diferentes cepas do vírus Myxovirus inbuenzae inativados, fragmentados e puri:cados, cultivados em ovos embrionados de galinha Via: intramuscular. Esquema vacinal: administrada anualmente para grupos elegíveis. Contraindicação: Menores de 6 meses de idade; Reação ana:lática em dose anterior. Vacina papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18 (recombinante) (HPV) Composição: quadrivalente recombinante inativada, constituída por proteínas L1 do HPV tipos 6, 11, 16 e 18. Via: intramuscular Esquema vacinal: 2 doses (0 e 6 meses) para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. 3 doses (0, 2 e 6 meses): meninas e mulheres infectadas pelo HIV entre 9 e 26 anos. Contraindicação: hipersensibilidade aos componentes da vacina e gestantes. Tipos de vacinas III: Vírus atenuado Con:ra a vacina que é feita por vírus atenuado. Vacina poliomielite atenuada 1,2 e 3 (VOP) Composição: vacina é trivalente, ou seja, contém os três tipos de poliovírus 1, 2 e 3. Via: oral Esquema vacinal: esta vacina integra o esquema sequencial com a vacina VIP: três doses, sendo duas doses da vacina VIP (aos 2 e 4 meses) e uma dose da VOP (aos 6 meses), com intervalo de 60 dias entre as doses e mínimo de 30 dias. Administre duas doses de reforço com a VOP aos 15 meses e aos 4 anos de idade. Cada dose da vacina corresponde a duas gotas. Contraindicação: Imunode:ciência humoral ou mediada por células com neoplasias. Uso de terapia imunossupressora. Usuários que presentaram poliomielite paralítica associada à dose anterior desta mesma vacina. Usuários que estejam em contato domiciliar com pessoas imunode:cientes suscetíveis. Lactentes e crianças internados em UTI. Rotavírus Humano (Atenuada) (VORH) Composição: A vacina é constituída por um sorotipo do rotavírus humano atenuado da cepa. Via: via oral Esquema vacinal: duas doses, administradas aos 2 e 4 meses de idade. A primeira dose pode ser administrada a partir de 1 mês e 15 dias até 3 meses e 15 dias. A segunda dose pode ser administrada a partir de 3 meses e 15 dias até 7 meses e 29 dias. Intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Contraindicação: Histórico de invaginação intestinal ou com malformação congênita não corrigida do trato gastrointestinal. Administração fora da faixa etária preconizada. Vacina sarampo, caxumba, rubéola (tríplice viral) Composição: vírus vivos (atenuados) das cepas do vírus da rubéola, do sarampo e da caxumba. Via: subcutânea Esquema vacinal: duas doses: 12 meses a 19 anos de idade: duas doses conforme a situação vacinal. A primeira dose (aos 12 meses de idade) deve ser com a vacina tríplice viral e a segunda dose (aos 15 meses de idade) deve ser com a vacina tetra viral, para as crianças que já tenham recebido a 1ª dose da vacina tríplice viral. > 15 meses de idade não vacinadas: administrar a tríplice viral com o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. 20 a 49 anos de idade: uma dose conforme a situação vacinal encontrada. Considerar vacinada a pessoa que comprovar uma dose de vacina com componente de sarampo, caxumba e rubéola ou sarampo e rubéola. Contraindicação: Ana:laxia Gestação Vacina sarampo, caxumba, rubéola e varicela (atenuada) (tetra viral) Composição: vírus vivos atenuados de cepas do sarampo, da caxumba, da rubéola e da varicela. Via: subcutânea Esquema vacinal: uma dose aos 15 meses de idade em crianças que tenham recebido a primeira dose da vacina tríplice viral. Contraindicação: Ana:laxia após dose anterior; Usuários com imunode:ciência clínica ou laboratorial grave. Febre Amarela (Atenuada) (FA) Composição: vírus vivos atenuados da febre amarela. Via: subcutânea Esquema vacinal: uma dose a partir dos 9 meses de idade. Uma dose deve ser administrada a cada 10 anos. Contraindicação: Menores de 6 meses de idade; Gestantes e aleitamento materno. Imunodeprimido grave, independentemente do risco de exposição; Portadores de doenças autoimunes. Tipos de vacinas IV: bactéria inativada ou componente bacteriano inativado Con:ra a vacina que é feita por bactéria inativada ou componente bacteriano inativado. Pneumocócica conjugada 10 valente (Pneumo10) Composição: Vacina preparada a partir de polissacarídeos capsulares bacterianos puri:cados do Streptococcus pneumoniae (pneumococo), com 10 sorotipos de pneumococo. Via: intramuscular profunda. Esquema vacinal: A vacina deve ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses e mínimo de 30 dias, em menores de 1 ano de idade. O reforço deve ser feito entre 12 e 15 meses, com intervalo de 6 meses após o esquema básico. Contraindicação: reações ana:láticas a doses anteriores. Meningocócica C (Conjugada) (Meningo C) Composição: constituída por polissacarídeos capsulares puri:cados da Neisseria meningitidis do sorogrupo C. Via: intramuscular Esquema vacinal: duas doses, administradas aos 3 e 5 meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses e mínimo de 30 dias. O reforço será em 12 e 15 meses. Em crianças entre 12 e 23 meses de idade sem comprovação vacinal ou com esquema incompleto, administrar uma única dose. Contraindicação: reações ana:láticas a doses anteriores. Vacina difteria, tétano, pertusis, hepatite B e haemophilus influenzae B – PENTA Composição: toxoides puri:cados de difteria e tétano, suspensão celular inativada de Bordetella pertussis, antígeno de superfície da hepatite B e oligossacarídeos conjugados de Haemophilus inbuenzae b. Via: intramuscular profunda. Esquema vacinal: 3 doses – 2, 4 e 6 meses de idade com intervalo de 60 dias entre as doses. Doses de reforço com a DTP (difteria, tétano e pertusis) aos 15 meses e 4 anos Contraindicação: Criança com quadro neurológico em atividade. Quando após dose anterior de vacina a criança apresentar alterações neurológicas. História de choque ana:lático. Vacina difteria, tétano e pertussis (DTP) Composição: combinação de toxoides puri:cados de difteria e tétano, suspensão celular inativada de Bordetella pertussis. Via: intramuscular profunda. Esquema vacinal: primeiro reforço aos 15 meses e segundo aos 4 anos. Idade máxima: 7 anos. Contraindicação: as mesmas da vacina Pentavalente. Difteria e tétano adulto – DT (dupla adulto) Composição: associação dos toxoides diftérico e tetânico. Via: intramuscular Esquema vacinal: administrada nos maiores de 7 anos de idade para os reforços ou usuários com esquema incompleto ou não vacinados: Completo: uma dose a cada 10 anos; Incompleto: completar o esquema; Sem comprovação vacinal: três doses. Intervalo de 60 dias, após completar o esquema, reforço a cada 10 anos. Contraindicação: reação ana:lática. Quadro resumo dos tipos de vacina Aperfeiçoe seus conhecimentos em Infectologia Procurando por um guia abrangente e atualizado para aprimorar seus conhecimentos em infectologia? Apresentamos o “Manual Prático de Infectologia”, uma obra essencial que oferece informações detalhadas sobre as principais doenças infecciosas, diagnóstico, tratamento e medidas preventivas. Com uma abordagem prática e objetiva, o livro oferece uma visão geral das principais doenças infecciosas, incluindo vírus, bactérias, fungos e parasitas. Cada capítulo apresenta informações fundamentais sobre epidemiologia, :siopatologia, quadro clínico, diagnóstico, tratamento e medidas de prevenção, proporcionando um entendimento abrangente sobre cada patologia. Seja você um estudante de medicina, residente, médico ou pro:ssional da saúde, este livro é uma ferramenta indispensável para expandir seus conhecimentos e melhorar a prática clínica: [Adquirir Manual Prático de Infectologia] Sugestão de leitura complementar Programa Nacional de Vacinação de 2023: datas, vacinas disponíveis e mais A necessidade urgente de derrotar o movimento anti-vacina Resumo de Vacinas: tipos, eficácia, fatores relacionados Vacinas para crianças até um ano de vida: o que você precisa saber? Assista ao vídeo Referências 1. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. Brasília, 2014. 2. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de vigilância epidemiológica de eventos adversos pós-vacinação. 3ª ed. Brasília, 2014. 3. Ministério da Saúde divulga cronograma do Programa Nacional de Vacinação de 2023 — Ministério da Saúde (www.gov.br) Imunizações e vacinações… Compartilhe este artigo: Redação Sanar A equipe da Redação Sanar é responsável pela produção de conteúdos gratuitos de qualidade para as diversas fases da formação e atuação médica. Todas as publicações Artigos relacionados: Inscreva-se na nossa newsletter Receba informações semanais sobre carreira, formação médica e novos materiais gratuitos disponíveis. Clique para se inscrever Segue a Sanar Hemangioma Hepático: manifestações clínicas, diagnóstico e mais Acervo Comunidade Sanar Resumo de Caxumba: o que é, manifestações clínicas e mais Redação Sanar Entenda as vantagens da cirurgia robótica Redação Sanar A Sanar oferece um ecossistema de produtos e serviços de apoio aos estudantes, pro:ssionais de medicina, e também de outras áreas da saúde. Da graduação à pós- graduação, a Sanar tem a solução certa para o seu dia a dia. 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Quais são os ingredientes de uma vacina? As vacinas contêm pequeníssimos fragmentos do organismo que causa a doença ou as matrizes para fazer esses fragmentos. Também contêm outros ingredientes que tornam a vacina segura e eficaz. Estes últimos ingredientes estão incluídos na maioria das vacinas e têm sido usados há décadas em Access and allocation: how will there be fair and equitable allocation of limited supplies? The di#erent types of COVID-19 vaccines Who can take the Pfizer- BioNTech COVID-19 vaccine? Europe: Health workers at risk, older adults and residents of long-term care facilities to be prioritized for COVID-19 vaccination milhares de milhões de doses de vacinas. Cada componente da vacina serve um propósito específico e cada ingrediente é testado durante o processo de fabrico. São feitos testes à segurança de todos os ingredientes. Antigénio Todas as vacinas contêm um componente ativo (o antigénio) que gera uma resposta do sistema imunitário, ou a matriz para fazer o componente ativo. O antigénio pode ser uma pequena parte do organismo causador da doença, como uma proteína ou um açúcar, ou pode ser todo o organismo numa forma enfraquecida ou inativada. Conservantes Os conservantes impedem que a vacina seja contaminada depois de aberto o frasco, se este for usado para vacinar mais do que uma pessoa. Algumas vacinas não têm conservantes, porque são guardadas em frascos de uma única dose, que são descartados depois de administrada essa dose. O conservante mais comummente usado é o 2- fenoxietanol. É usado há muitos anos em inúmeras vacinas, numa grande variedade de produtos para bebés e é seguro para uso em vacinas, por ter pouca toxicidade em seres humanos. Estabilizadores Os estabilizadores impedem que ocorram reações químicas na vacina eimpedem também que os componentes da vacina adiram às paredes do frasco. Os estabilizadores podem ser açúcares (lactose, sucrose), aminoácidos (glicina), gelatina e proteínas (albumina humana recombinante, derivados de leveduras). Surfactantes Os surfactantes mantêm todos os ingredientes da vacina misturados. Impedem o depósito e a aglutinação dos elementos que estão na forma líquida da vacina. Muitas vezes também são usados em alimentos, como os gelados. Resíduos Os resíduos são pequeníssimas quantidades de várias substâncias usadas durante o fabrico ou a produção das vacinas que não são ingredientes ativos da vacina final. As substâncias variam consoante o processo de fabrico usado e podem incluir proteínas de ovos, levedura ou antibióticos. Os vestígios residuais dessas substâncias que podem estar presentes numa vacina são em tão pequenas quantidades que têm de ser medidos como parte por milhão ou partes por mil milhões. Diluentes Um diluente é um líquido usado para diluir uma vacina até à concentração correta, imediatamente antes do seu uso. O diluente mais comummente utilizado é água esterilizada. Adjuvantes Algumas vacinas também contêm adjuvantes. Um adjuvante melhora a resposta imunitária à vacina, por vezes mantendo a vacina no ponto da injeção durante mais algum tempo ou estimulando as células locais do sistema imunitário. O adjuvante pode ser uma pequena quantidade de sais de alumínio (como fosfato de alumínio, hidróxido de alumínio ou sulfato de alumínio e potássio). Está comprovado que o alumínio não causa problemas de saúde a longo prazo e os humanos ingerem alumínio regularmente através dos alimentos ou das bebidas. Como são as vacinas desenvolvidas? A maioria das vacinas são usadas há décadas, havendo milhões de pessoas que as recebem em segurança todos os anos. Tal como acontece com os medicamentos, todas as vacinas têm que passar por testes morosos e rigorosos para garantir a sua segurança, antes de poderem ser introduzidas no programa de vacinação de um país. Cada vacina em desenvolvimento tem, em primeiro lugar, de ser submetida a exames e avaliações, para determinar que antigénio deve ser usado para provocar uma resposta do sistema imunitário. Esta fase pré-clínica é feita sem testes em humanos. Uma vacina experimental é testada primeiro em animais, para se avaliar a sua segurança e potencial para prevenir a doença. Se a vacina desencadear uma resposta imunitária, passa a ser testada em ensaios clínicos com humanos em três fases. Fase 1 A vacina é inoculada num pequeno grupo de voluntários, para se avaliar a sua segurança, confirmar se ela gera uma resposta do sistema imunitário e determinar a dosagem certa. Geralmente, nesta fase, as vacinas são testadas em voluntários jovens e adultos saudáveis. Fase 2 A vacina é depois administrada a várias centenas de voluntários para continuar a avaliar a sua segurança e capacidade de gerar uma resposta do sistema imunitário. Os participantes nesta fase têm as mesmas características (idade, sexo) que as pessoas a quem a vacina se destina. Nesta fase, normalmente, são feitos vários ensaios para avaliar diversos grupos etários e diferentes formulações da vacina. Um grupo que não tenha recebido a vacina é, normalmente, incluído nesta fase como grupo de comparação, para determinar se as alterações no grupo vacinado são atribuíveis à vacina ou ocorreram por acaso. Fase 3 A vacina é, posteriormente, administrada a milhares de voluntários – e comparada com um grupo semelhante de pessoas que não levaram a vacina, mas receberam um produto de comparação – para determinar se a vacina é eficaz contra a doença que se destina a combater e para estudar a sua segurança num grupo muito mais alargado de pessoas. Na maior parte das vezes, os ensaios da fase três realizam-se em vários países e vários locais dentro dos países, para garantir que os dados do desempenho da vacina se aplicam a várias populações diferentes. Durante os ensaios da fase dois e da fase três, os voluntários e os cientistas que participam no estudo são impedidos de saber que voluntários receberam a vacina do ensaio ou o produto de comparação. A isso chama-se “ensaio cego”, que é necessário para garantir que, nem os voluntários, nem os cientistas, são influenciados na sua avaliação sobre a segurança e eficácia, ignorando qual o produto que cada um recebeu. Depois de concluído o ensaio e finalizados todos os resultados, os voluntários e os cientistas do ensaio são informados sobre quem recebeu a vacina e quem recebeu o comparador. Quando os resultados de todos esses ensaios estiverem disponíveis, é necessário dar uma série de passos, incluindo análises de eficácia e segurança, para aprovação das entidades reguladoras e de saúde pública. Os responsáveis em cada país estudam atentamente os dados dos ensaios e decidem se devem autorizar o uso da vacina. Uma vacina tem de comprovar que é segura e eficaz numa vasta população, antes de ser aprovada e introduzida num programa nacional de vacinação. O nível da segurança e eficácia da vacina é extremamente elevado, reconhecendo que as vacinas são administradas a pessoas que são completamente saudáveis e sem qualquer doença específica. A monitorização continua permanentemente depois de a vacina ser introduzida. Existem sistemas para monitorizar a segurança e a eficácia de todas as vacinas. Isso permite aos cientistas acompanharem o impacto da vacina e a sua segurança, mesmo quando é usada num grande número de pessoas, durante um longo período de tempo. Esses dados são usados para ajustar as políticas sobre o uso das vacinas, a fim de otimizar o seu impacto, permitindo também que a vacina seja acompanhada com segurança durante o seu uso. Assine o boletim informativo → Quer ler mais? Uma vez em uso, uma vacina deve ser constantemente monitorizada para haver a certeza de que continua a ser segura. Leia o tópico anterior 'Vacinas explicadas': Fabrico, segurança e controlo de qualidade das vacinas Como funcionam as vacinas 8 December 2020 English العربية 中⽂ Français Русский Español Este artigo faz parte de uma série de documentos explicativos sobre o desenvolvimento e a distribuição de vacinas, explicando como estas funcionam para proteger o nosso corpo contra germes portadores de doença. A Segunda Parte trata dos ingredientes de uma vacina e das três fases dos ensaios clínicos. A Terceira Parte apresenta a parte seguinte da jornada da vacina: os passos dados desde a conclusão de todas as fases dos ensaios clínicos até à distribuição. Os germes estão em toda a parte, tanto no ambiente como no nosso corpo. Quando uma pessoa é suscetível e eles encontram um organismo adverso, isso pode causar doença e morte. O corpo tem muitas formas de se defender dos agentes patogénicos (organismos causadores de doença). A pele, as mucosas e os cílios (pelos microscópicos que retiram os fragmentos dos Access and allocation: how will there be fair and equitable allocation of limited supplies? The di#erent types of COVID-19 vaccines Who can take the Pfizer- BioNTech COVID-19 vaccine? Europe: Health workers at risk, older adults and residents of long-term care facilities to be prioritized for COVID-19 vaccination pulmões) funcionam como barreiras físicas para evitar, desde logo, que os agentes patogénicos entrem no corpo. Quando um agente patogénico infeta o corpo, as nossas defesas, chamadas de sistema imunitário, são desencadeadas e o agente patogénico é atacado e destruído ou vencido. A resposta natural do corpo Um agente patogénico é uma bactéria, vírus, parasita ou fungo que pode causar doença no corpo. Cada agente patogénico é constituído por várias subpartes, normalmente exclusivas desse agente patogénico específico e da doença que ele causa. A subparte de um agente patogénico que causa a formação de anticorpos é chamado