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Até dezembro de 2020, existiam mais de 200 candidatas a vacinas para
COVID-19 em desenvolvimento. Dessas, apenas 52 tinham sido testadas em
humanos. Existem várias na fase 1 e 2, e outras entrando na fase 3.
Como são feitos os
diferentes tipos de vacina?
02/03/2021
MEDICINA DIAGNÓSTICA (HTTPS://BIOEMFOCO.COM.BR/CATEGORIAS/MEDICINA-DIAGNOSTICA/)
SAÚDE EM FOCO (HTTPS://BIOEMFOCO.COM.BR/CATEGORIAS/SAUDE-EM-FOCO/)
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SAÚDE EM FOCO MEDICINA DIAGNÓSTICA SAÚDE DA MULHER CAMPANHAS
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Por que existem tantas vacinas em
desenvolvimento?
Em geral, muitas candidatas a vacina serão avaliadas antes de qualquer uma
delas ser considerada segura e eficaz. Por exemplo, de todas as vacinas que são
estudadas em laboratório e em animais, cerca de 7 a cada 100 serão
consideradas boas o suficiente para passar em testes clínicos em humanos. Das
vacinas que chegam aos ensaios clínicos, apenas uma em 5 é bem sucedida.
Ter várias vacinas diferentes em desenvolvimento aumentam as chances de
que haja uma ou mais vacinas bem-sucedidas que se mostrem seguras e
eficazes para as populações priorizadas pretendidas.
Os diferentes tipos de vacinas
Existem três principais métodos para se desenvolver uma vacina: Utilização do
um vírus ou bactéria inteiros; apenas as estruturas que ativam o sistema
imunológico; ou apenas o material genético que fornece as instruções para
fazer proteínas específicas e não o vírus inteiro.
Vacina inativadaVacina inativada
A primeira forma de fazer uma vacina é a partir de um vírus ou bactéria que
carrega a doença, ou um muito semelhante a ele, e inativá-lo ou matá-lo usando
produtos químicos, calor ou radiação.
Essa abordagem usa tecnologia que comprovadamente funciona em pessoas –
é assim que as vacinas contra gripe e poliomielite são feitas – e as vacinas
podem ser fabricadas em uma escala razoável.
No entanto, requer instalações laboratoriais especiais para cultivar o vírus ou
bactéria com segurança, pode ter um tempo de produção relativamente longo e
provavelmente exigirá duas ou três doses para serem administradas.
Vacina viva atenuadaVacina viva atenuada
Uma vacina viva atenuada usa uma versão viva, mas enfraquecida do vírus ou
uma versão muito semelhante. A vacina contra sarampo, caxumba,  rubéola
(MMR), varicela e herpes zoster são exemplos desse tipo.
Esta abordagem usa tecnologia semelhante à vacina inativada e pode ser
fabricada em grande escala. No entanto, vacinas como essa podem não ser
adequadas para pessoas com sistema imunológico comprometido.
Vacina de vetor viralVacina de vetor viral
Este tipo de vacina usa um vírus seguro para entregar subpartes específicas –
chamadas proteínas – do organismo de interesse para que possa desencadear
uma resposta imunológica sem causar doenças. Para fazer isso, as instruções
para fazer partes específicas do patógeno de interesse são inseridas em um
vírus seguro.
O vírus seguro serve então como uma plataforma ou vetor para entregar a
proteína ao corpo. A proteína desencadeia a resposta imunológica. A vacina do
Ebola é uma vacina de vetor viral e este tipo pode ser desenvolvido
rapidamente.
A abordagem de subunidadeA abordagem de subunidade
Uma vacina de subunidade é aquela que usa apenas as partes específicas (as
subunidades) de um vírus ou bactéria que o sistema imunológico precisa
reconhecer. Ele não contém o micro-organismo inteiro nem usa um vírus
seguro como vetor.
As subunidades podem ser proteínas ou açúcares. A maioria das vacinas do
calendário infantil são vacinas de subunidade, protegendo as pessoas de
doenças como coqueluche, tétano, difteria e meningite meningocócica.
Abordagem genéticaAbordagem genética
A vacina de ácido nucleico usa apenas um fragmento do material genético que
fornece as instruções para proteínas específicas, ao contrário das abordagens
de vacinas que usam um micro-organismo inteiro enfraquecido, morto ou
partes de um.
A princípio, o DNA e RNA são as informações que nossas células usam para
produzir proteínas. Em nossas células, o DNA é primeiro transformado em RNA
mensageiro (mRNA), que é então usado como o projeto para fazer proteínas
específicas.
Uma vacina de ácido nucléico fornece um conjunto específico de instruções às
nossas células, como DNA ou mRNA, para que façam a proteína específica que
queremos que nosso sistema imunológico reconheça e responda.A abordagem
do ácido nucléico é uma nova forma de desenvolver vacinas.
Antes da pandemia de COVID-19, nenhuma havia passado pelo processo de
aprovação total para uso em humanos, embora algumas vacinas de DNA,
inclusive para cânceres específicos, estivessem passando por testes em
humanos.
Por causa da pandemia, a pesquisa nessa área progrediu muito rápido e
algumas vacinas de mRNA para COVID-19 estão recebendo autorização de uso
de emergência, o que significa que agora podem ser administradas a pessoas
que não as utilizem apenas em ensaios clínicos.
As informações acima foram traduzidas da OMS, acesse o material original aqui
(https://www.who.int/news-room/feature-stories/detail/the-race-for-a-covid-
19-vaccine-explained).
MétodoMétodo VacinaVacina
Vírus inativado Coronavac
Vetor viral
Oxford/AstraZeneca, Janssen
(Johnson & Johnson)
Subunidade Novavax
Abordagem genética Moderna, Pfizer
Como saber se a vacina está sendo
eficaz?
Já começaram a ser aplicadas alguns tipos de vacina contra a COVID-19.
Contudo, é importante saber se o imunizante realmente está desenvolvendo
anticorpos.
Existem testes que avaliam a eficácia pós vacinal em diferentes indivíduos, pois
existem casos de pacientes assintomáticos, leves, moderados e graves.
O Teste LABScreen™ COVID Plus (https://www.biometrix.com.br/one-lambda-
deteccao-anticorpo/labscreen-covid-plus/)foi desenvolvido em parceria com
quatro importantes universidades: Emory University, Stanford University,
University of Cincinnati e University Health Network.
Tags:Tags:
bactéria (https://bioemfoco.com.br/tags/bacteria/)
biologia molecular (https://bioemfoco.com.br/tags/biologia-molecular/)
COVID-19 (https://bioemfoco.com.br/tags/covid-19/) qPCR (https://bioemfoco.com.br/tags/qpcr/)
SARS-CoV-2 (https://bioemfoco.com.br/tags/sars-cov-2/)
vacina (https://bioemfoco.com.br/tags/vacina/)
vacinação (https://bioemfoco.com.br/tags/vacinacao/) vírus (https://bioemfoco.com.br/tags/virus/)
O desenvolvimento foi baseado na plataforma Luminex, um método de
citometria modificado que é extremamente confiável e 50 vezes mais sensível
que um ensaio ELISA.
O kit LABScreen COVID Plus apresenta 98,6% de especificidade e 100% de
sensibilidade através de uma avaliação semiquantitativa. Isso significa que é
possível avaliar a presença de anticorpos após a infecção pelo coronavírus,
identificar quais coronavírus o paciente já teve contato (SARS-CoV, SARS-CoV-
2, MERS-CoV, NL63, 229E, HKU1 e OC43), além de identificar a classe de
Imunoglobulina envolvida e até mesmo a força de ligação desse anticorpo.
Este teste está sendo distribuído no Brasil pela Biometrix Diagnóstica, clique
aqui para saber mais. (https://www.biometrix.com.br/one-lambda-deteccao-
anticorpo/labscreen-covid-plus/)
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Qual é o risco de contrair uma infecção
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antigénio. Os anticorpos produzidos em resposta
ao antigénio do agente patogénico são uma parte
importante do sistema imunitário. Os anticorpos
podem ser considerados os soldados do sistema
de defesa do nosso corpo. Cada anticorpo, ou
soldado, do nosso sistema está treinado para
reconhecer um antigénio específico. Nós temos
milhares de anticorpos diferentes no nosso
organismo. Quando o corpo humano fica exposto
a um antigénio pela primeira vez, o sistema
imunitário leva tempo a responder e a produzir
anticorpos específicos para esse antigénio.  
Entretanto, a pessoa está suscetível e pode
adoecer.  
Uma vez produzidos os anticorpos específicos do
antigénio, eles trabalham com o resto do sistema
imunitário para destruir o agente patogénico e
derrotar a doença. Os anticorpos de um agente
patogénico, normalmente, não protegem contra
outro agente patogénico, exceto quando dois
agentes patogénicos são muito semelhantes um
ao outro, como se fossem primos. Quando o corpo
produz anticorpos na sua resposta primária a um
antigénio, também cria células de memória
produtoras de anticorpos, que permanecem vivas,
mesmo depois de o agente patogénico ser
derrotado pelos anticorpos. Se o corpo for exposto
ao mesmo agente patogénico mais do que uma
vez, a resposta do anticorpo é muito mais rápida e
mais eficaz do que da primeira vez, porque as
células de memória estão preparadas para
disparar anticorpos contra o antigénio. 
Isso significa que, se a pessoa for exposta ao
agente patogénico perigoso no futuro, o seu
sistema imunitário será capaz de responder
imediatamente, protegendo contra a doença.  
Como podem as vacinas
ajudar 
As vacinas contêm partes enfraquecidas ou
inativadas de um determinado organismo
(antigénio) que desencadeia uma resposta
imunitária do corpo. As vacinas mais recentes
contêm a matriz para produzir antigénios e não o
próprio antigénio. Independentemente de uma
vacina ser constituída pelo próprio antigénio ou
pela matriz para que o corpo possa produzir o
antigénio, esta versão enfraquecida não causará a
doença na pessoa que recebe a vacina, mas
desafia o seu sistema imunitário a responder como
o teria feito na sua primeira reação ao verdadeiro
agente patogénico. 
Algumas vacinas requerem várias doses,
separadas por semanas ou meses. Isso, por
vezes, é necessário para permitir a produção de
anticorpos de longa vida e o desenvolvimento de
células de memória. Dessa forma, o corpo fica
treinado para combater o organismo causador da
doença específica, reforçando a memória do
agente patogénico, para o combater rapidamente,
numa eventual exposição futura. 
Imunidade de grupo 
Quando alguém é vacinado, fica muito
provavelmente protegido contra a doença em
causa. Mas nem toda a gente pode ser vacinada.
As pessoas com patologias subjacentes que
enfraquecem o seu sistema imunitário (tais como
cancro ou VIH), ou que tenham alergias graves a
alguns componentes da vacina, não deverão ser
vacinadas com certas vacinas. Mas essas pessoas
podem ficar protegidas, se viverem entre outras
que estejam vacinadas. Quando houver muitas
pessoas vacinadas na comunidade, o agente
patogénico tem dificuldade em circular, porque a
maioria das pessoas que encontra estão
imunizadas. Por isso, quanto mais pessoas forem
vacinadas, menor a probabilidade de as pessoas
que não podem ser protegidas pelas vacinas
correrem o risco de ficarem expostas aos agentes
patogénicos perigosos. A isso chama-se imunidade
de grupo. 
Isso é especialmente importante para as pessoas
que não só não podem ser vacinadas, mas podem
ser mais suscetíveis a doenças para as quais
existem vacinas. Não existe nenhuma vacina que
confira 100% de proteção e a imunidade de grupo
não confere total proteção às pessoas que não
podem ser vacinadas com segurança. Mas com a
imunidade de grupo, essas pessoas terão um
considerável grau de proteção, graças às outras da
comunidade que são vacinadas. 
As vacinas não só protegem as pessoas que as
recebem, mas também as pessoas da comunidade
que não podem ser vacinadas. Quem puder, deve
ser vacinado. 
Ao longo da história, a humanidade em conhecido
grande sucesso no desenvolvimento de vacinas
para várias doenças potencialmente fatais,
incluindo a meningite, o tétano, o sarampo e o
poliovírus selvagem. 
No início da década de 1900, a poliomielite era
uma doença mundial, paralisando centenas de
milhares de pessoas todos os anos. Em 1950,
já tinham sido desenvolvidas duas vacinas eficazes
contra a doença. Mas a vacinação em algumas
partes do mundo ainda não era suficientemente
comum para travar a propagação da poliomielite,
particularmente em África. Nos anos 1980, deu-se
início a um esforço mundial unido para erradicar a
doença do planeta. Durante muitos anos e várias
décadas, a vacinação contra a poliomielite, usando
History of polio and certi1cation of wild poliovirus eradicatio…
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visitas de vacinação de rotina e campanhas de
vacinação em massa, realizou-se em todos os
continentes. Milhões de pessoas, na sua maioria
crianças, foram vacinadas e, em Agosto de 2020, o
continente africano foi certificado como livre do
poliovírus selvagem, juntando-se a todas as outras
partes do mundo, exceto o Paquistão e o
Afeganistão, onde a poliomielite ainda não foi
erradicada. 
Leia o tópico anterior 'Vacinas 
explicadas': "Como as vacinas são 
desenvolvidas?”
HOME > SAÚDE E BEM-ESTAR > VACINAS
Vacinas
Vacinas são substâncias que promovem a estimulação do nosso sistema
imunológico. Várias doenças podem ser prevenidas com vacinas, como o tétano e o
sarampo.
As vacinas garantem a proteção individual e de toda a sociedade, uma vez que
promovem a redução da circulação de determinado agente infeccioso.
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Vacinas são substâncias que
visam a estimular o sistema
imunológico, a fim de que, quando
tivermos contato com um
determinado patógeno, o nosso
corpo já esteja preparado para
nos proteger de maneira mais
rápida e eficiente. As vacinas são
feitas utilizando-se antígenos, que
são moléculas que reagem com
um anticorpo. Esses antígenos
podem ser agentes infecciosos
mortos, atenuados ou uma parte
desses agentes. As vacinas podem ser aplicadas por via oral ou por meio de
injeções.
Leia mais: História da vacina – iniciou-se com a criação da vacina contra a
varíola
Tópicos deste artigo
1 - O que são vacinas e como são feitas?
2 - Como as vacinas funcionam?
3 - As vacinas podem fazer mal à saúde?
4 - Qual a diferença entre soro e vacina?
5 - Qual a função das vacinas?
6 - Algumas doenças para as quais já existem vacinas
O que são vacinas e como são feitas?
As vacinas são substâncias tradicionalmente feitas utilizando-se
organismos causadores de doenças atenuados, mortos ou, ainda, alguns
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de seus derivados. Esses componentes das vacinas são conhecidos como
antígenos. Além do antígenos, as vacinas apresentam outros componentes,
os quais mantêm sua eficácia, evitam a proliferação de micro-organismos e
as conservam.
Dentre os componentes que podemos encontrar nas vacinas, podemos citar
soro fisiológico, estabilizantes, conservantes, proteína do ovo (material
empregado para o crescimento do agente infeccioso), potencializadores de
resposta imune (adjuvantes), e antibióticos. É importante conhecer a
composição da vacina, uma vez que algumas pessoas têm alergia a
determinados componentes.
Como as vacinas funcionam?
Ao ser aplicada, a vacina faz com que nosso organismo funcione da mesma
forma como quando contraímos a doença. O nosso corpo reconhece o
antígeno e o combate por meio de uma resposta imunológica. O nosso
sistema imune é responsável por produzirproteínas denominadas anticorpos,
que atuam na defesa do organismo.
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Além disso, o sistema imune produz células de memória capazes de garantir
que o corpo tenha uma resposta mais rápida e eficaz, caso o organismo seja
exposto novamente àquele agente. Como a vacina não é capaz de causar a
doença, o sistema imunológico confere a nossa proteção sem que o nosso
corpo corra os riscos inerentes a ela.
As vacinas estimulam a produção de anticorpos pelo organismo.
As vacinas podem fazer mal à saúde?
Em primeiro lugar, é importante salientar que as vacinas salvam muitas vidas,
evitando que doenças graves acometam nosso corpo e garantindo que
epidemias sejam controladas. As vacinas disponíveis atualmente para a
população são seguras, e todas passaram por testes rigorosos antes de
serem liberadas pelas agências reguladoras.
Muitos se sentem inseguros em se vacinar devido a relatos de que algumas
pessoas sofreram efeitos colaterais. Entretanto, efeitos colaterais são
observados no uso de qualquer medicamento, e complicações graves são,
geralmente, exceção quando o assunto é vacinação. Entre os principais
efeitos colaterais observados em pessoas após o uso de vacinas, estão: dor,
vermelhidão no local da injeção e febre.
Algumas situações, no entanto, merecem maior atenção. Imunossuprimidos e
gestantes, por exemplo, não podem receber qualquer vacina. Portanto, é
importante conversar com o médico sobre a relação entre riscos e
benefícios da vacinação.
Leia também: 5 mitos sobre vacinas
Qual a diferença entre soro e vacina?
A vacina é considerada um tipo de imunização ativa, uma vez que estimula o
nosso corpo a produzir anticorpos contra determinado agente. Vacinas são
utilizadas como uma forma de prevenção. O soro, por sua vez, não estimula
o nosso sistema imune, sendo conhecido como uma imunização passiva.
No caso dos soros, o agente causador da doença é inoculado em um animal,
como o cavalo, para que ele produza anticorpos. Posteriormente, retira-se o
sangue desse animal, e do plasma são obtidos os anticorpos. Quando
recebemos soros, portanto, estamos recebendo anticorpos já prontos. O soro
não é utilizado como forma de prevenção e sim como tratamento. Para saber
mais sobre as características e diferenças entre essas substâncias, leia nosso
texto: Soro e vacina.
Qual a função das vacinas?
As vacinas têm a finalidade de induzir uma resposta imunológica do
organismo. O objetivo de induzir a imunidade é garantir a proteção contra
determinada doença ou evitar que ela se desenvolva de maneira severa.
Não podemos pensar, no entanto, que a vacina apresenta apenas benefícios
individuais. A vacinação protege o indivíduo contra determinada doença mas
também garante que a circulação de determinado agente na população
diminua. Se mais pessoas estão protegidas, menos casos da doença são
diagnosticados, causando benefícios para o sistema de saúde e até mesmo
para a economia de um país.
Em alguns casos, é possível eliminar completamente uma doença com a
aplicação de vacinas na população. Esse é o caso da varíola, que foi
declarada como erradicada em todo o mundo no dia 8 de maio de 1980. No
Brasil, assim como em várias partes do mundo, a poliomielite também foi
erradicada graças aos grandes esforços da vacinação. O Brasil recebeu o
certificado de eliminação da poliomielite em 1994. No mundo, apenas
Paquistão e Afeganistão ainda registram casos dessa doença.
Leia também: A importância da vacinação
Algumas doenças para as quais já existem
vacinas
Atualmente várias doenças podem ser prevenidas com uso de vacinas.
Gripe: é uma doença que afeta o sistema respiratório e é provocada
pelo vírus influenza. Existem quatro tipos de vírus influenza: A, B, C e D.
Os tipos A e B são os responsáveis por epidemias sazonais. Esses vírus
sofrem constantes mutações, e, por isso, a cada ano, a vacina é
reformulada. Sendo assim, é importante vacinar-se anualmente contra a
gripe.
Covid-19: é uma doença infecciosa provocada pelo vírus Sars-CoV-2.
Dentre seus principais sintomas, podemos citar febre, cansaço e tosse
seca. A covid-19 teve seus primeiros casos identificados em 2019, e, em
2020, foi reconhecida como uma pandemia.
A covid-19 foi responsável por milhares de mortes em todo o mundo,
fazendo com que laboratórios em vários países iniciassem rapidamente a
busca por uma vacina eficaz. No dia 17 de janeiro de 2021, a Anvisa
autorizou no Brasil o uso emergencial de duas vacinas contra a covid-19,
e a primeira pessoa foi vacinada, marcando o início da vacinação da
população contra a doença.
Sarampo: é uma doença viral potencialmente fatal que apresenta como
sintomas febre, tosse, irritação nos olhos, mal-estar e manchas no corpo.
As vacinas que protegem contra o sarampo, de acordo com o Ministério
da Saúde, são a dupla viral, a tríplice viral e a tetra viral. A dupla viral
protege contra sarampo e rubéola. A tríplice protege contra sarampo,
caxumba e rubéola. Por fim, a tetra viral protege contra sarampo,
caxumba, rubéola e catapora.
Tétano: é uma doença causada pela bactéria Clostridium tetani. O tétano
acidental ocorre, geralmente, quando uma pessoa sofre lesões na pele
por objetos deixados no ambiente e contaminados pela bactéria. Os
sintomas incluem contração muscular, rigidez dos membros e dificuldade
para abrir a boca.
O tétano neonatal, por sua vez, é contraído pela contaminação do coto
umbilical por esporos de bactérias que podem estar em instrumentos não
esterilizados adequadamente ou em produtos usados no curativo
umbilical. No tétano neonatal, os sintomas incluem dificuldade para abrir
a boca e mamar, choro excessivo, contração dos músculos e
irritabilidade. O tétano acidental é prevenido por meio da vacinação. No
caso do tétano neonatal, a imunidade do recém-nascido é conseguida
graças à vacinação adequada da mãe.
Febre amarela: é uma doença causada por um vírus e transmitida por
mosquitos vetores. A febre amarela urbana apresenta como vetor o
mosquito Aedes aegypti, popularmente conhecido como mosquito da
dengue. Essa doença provoca sintomas como febre, calafrios, dores no
corpo, dor de cabeça, náusea e vômito. Também pode provocar icterícia
em casos mais graves. A icterícia pode ser definida como uma coloração
amarelada da pele e dos olhos.
Poliomielite: também conhecida como paralisia infantil, é uma doença
causada pelo poliovírus. A transmissão ocorre, principalmente, pela via
oral-fecal. A poliomielite pode desencadear paralisia e até mesmo a
Escrito por: Vanessa Sardinha dos Santos
Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Goiás
(2008) e mestrado em Biodiversidade Vegetal pela Universidade Federal de
Goiás (2013). Atua como professora de Ciências e Biologia da Educação Básica
desde 2008.
De estudante para
estudante
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morte. Em algumas situações, no entanto, a doença pode ser
assintomática. Apesar de o Brasil ter recebido o certificado de eliminação
da pólio em 1994, a vacinação ainda é importante, uma vez que a doença
continua ocorrendo em algumas partes do mundo, e a não vacinação
pode fazer com que ela volte ao nosso país.
Gostaria de fazer a referência
deste texto em um trabalho
escolar ou acadêmico? Veja:
SANTOS, Vanessa Sardinha dos.
"Vacinas"; Brasil Escola.
Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/saude/vacinas.htm.
Acesso em 03 de novembro de
2024.
Ex: Quem descobriu o Brasil? 
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Tipos De Vacinas: Saiba
Quais As Existentes E Como
Funcionam
agosto 26, 2022
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Os diferentes tipos de vacina aplicadas no Brasil pela rede pública e previstas nos calendários de vacinação são
capazes de combater mais de 20 doenças, em diversas faixas etárias. Também existem as vacinas para grupos
especiais que protegem contra 10 doenças diretas. Esses mesmos imunizantes podem ser encontrados também na
rede particular, mas geralmente abrangem um público mais amplo, possuem mais doses de reforço e protegem
contra um maior número de cepas. Graças à vacina tivemos a erradicação de doenças graves, como a Rubéola,
cujos casos apareceram por último nos anos de 2018 e 2019. Mas afinal o que são as vacinas? Como são feitas e
como são capazes de erradicar doenças? Confira a resposta para essas perguntas e muitas outras informações no
texto abaixo!
O que é uma vacina?
As vacinas são substâncias produzidas em laboratório que estimulam o nosso sistema imunológico a produzir
anticorpos contra determinadas doenças antes de termos contato com elas. Elas atuam com o objetivo de criar
uma memória imunitária no nosso organismo. Geralmente, esse mesmo processo aconteceria no corpo do indivíduo
que entra em contato com o vírus. Só que com a vacina, é possível apenas desenvolver os anticorpos sem
desenvolver a doença e as complicações causadas por ela. Quando o organismo entrar em contato com o vírus
para o qual a vacina foi criada, ele vai saber como se proteger. Há diferentes tipos de vacina que podem ser
aplicados tanto por injeção quanto de forma oral, entretanto o segundo caso é uma minoria e o exemplo mais
comum é a VOP, que são as gotinhas contra a poliomielite. 
Na Maximune você encontra todas as vacinas indicadas para bebês e crianças. Estamos aqui para cuidar da sua saúde, confira!
Qual a importância de se vacinar?
A vacinação em massa é capaz de reduzir significativamente o contágio de uma doença e até erradicá-la. Daí a
importância de fazê-la sempre que necessário e mesmo quando não for obrigatório, mas for possível e indicado se
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vacinar. Um bom exemplo da importância da vacina que pôde ser visto recentemente na história, foi o da Covid-
19. Antes da vacinação, foi preciso fazer quarentena e tomar medidas rigorosas para conter o vírus.  À medida que
as pessoas foram se vacinando, pudemos ver uma melhora significativa no contágio da doença e, principalmente,
na redução do número de pessoas hospitalizadas. A decisão de não se vacinar aumenta em pelo menos 25 vezes o
risco de uma pessoa contaminada pelo coronavírus vir a morrer em virtude de complicações da covid-19.  Esse foi
o resultado de um levantamento da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, entre dezembro de 2021 e
fevereiro de 2022. Veja a taxa de óbitos entre os vacinados e não vacinados:
não vacinados – taxa de óbitos de 322 para cada 100 mil pessoas; vacinados – taxa de óbitos de 13 para 100 mil
pessoas.
Esse foi apenas um exemplo, mas a vacinação contra todos os microorganismos que podemos ter contato e para
os quais existe imunizante é imprescindível. Ela protege, inclusive, os não vacinados, pois quebra o ciclo de
contágio. Quando uma pessoa vacinada entra em contato com o causador da doença, essa pessoa não vai passá-la
para frente. Assim cria-se uma imunidade de rebanho, que protege toda a população por meio da proteção
indireta contra doenças infecciosas. 
Quais os tipos de vacinas existentes?
Quais os tipos de vacinas existentes
 Fizemos uma lista com os
principais tipos de vacina e para que servem. Entenda mais sobre o assunto!
Vacinas de microrganismos atenuados
Este tipo de vacina é feito com o microrganismo enfraquecido em laboratório, a partir de um indivíduo ou animal
infectado. O vírus passa por mutações dentro do laboratório até ficar extremamente fraco ao ponto de não causar
a doença. Entretanto, apesar de não desenvolver a doença, ele consegue fazer com que o corpo desenvolva a
imunidade. De forma geral, a vacina atenuada é contraindicada para grávidas e imunodeprimidos.  São exemplos de
vacinas com microrganismos atenuados:  BCG, febre amarela, tríplice viral, catapora e a  vacina para herpes zoster  e
a  nova vacina contra herpes. Leia também: Exames de pré-natal: entenda o que são e quais devem ser feitos
Vacinas de microrganismos inativados ou mortos
A vacina inativada é feita com bactérias e vírus mortos, ou fragmentos desses microrganismos.  Para que fiquem
inativos, eles passam por processo químicos ou de calor, controlados em laboratório.  Quando eles entram em
contato com o organismo, nosso corpo entende que precisa se proteger e passa a desenvolver anticorpos.
Diferente do imunizante com vírus atenuado, neste tipo de vacina, ela apenas engana o organismo para que passe
a desenvolver apenas os anticorpos, sem desenvolver a doença. São exemplos de vacinas inativadas: hepatite, vacina
meningocócica, Haemophilus influenzae  e febre tifóide.  Essas vacinas são extremamente seguras, mas podem perder
eficácia com o tempo e precisar de reforço.
À base de RNA
Este é um tipo de vacina novo criado a partir do RNA mensageiro das nossas células. O RNA faz parte das nossas
células e é responsável por carregar as instruções para a síntese proteica.  Quando a vacina é aplicada, ela
introduz nas células do organismo a sequência de RNA mensageiro com a fórmula para que essas células produzam
uma proteína específica do agente que se quer imunizar. Ou seja, ela ensina as células a desenvolverem a proteína
exata que faz o corpo produzir anticorpos. A partir daí, o corpo passa a reconhecer essas substâncias como
estranhas e a se proteger delas. O imunizante é capaz de produzir respostas rápidas em surtos e epidemias.  A
vacina da Pfizer contra a Covid-19 é um exemplo deste tipo de vacina. 
Vetores virais
A vacina de vetor viral é feita com determinados genes do vírus que são incapazes de se replicar no organismo.
Esse vírus (modificado), funciona como um alertapara que o sistema imunológico comece a trabalhar contra os
invasores. A atuação deste tipo de vacina é parecida com a de RNA, e também é uma tecnologia nova,
desenvolvida em vacinas como a Astrazeneca e a Janssen, contra a Covid-19.
Como são feitas as vacinas?
 Depois que a composição da
vacina é feita, ela passa por diversas fases de teste para saber se é possível ser disponibilizada à população. Além
do antígeno, responsável por estimular a produção de anticorpos, o imunizante pode conter também outros
componentes, como os conservantes e estabilizantes que ajudam a conservar e prevenir reações químicas.  Também
podem ser adicionados adjuvantes que potencializam a sua ação. Esse mecanismo de aprovação e teste vale para
todos os tipos de vacina.
Pré-clínica
A fase pré-clínica é o momento em que a vacina é testada em animais.  Essa etapa é essencial para garantir a
segurança da vacina nos humanos. Além disso, os resultados são analisados para saber se ela possui resposta
protetora.
Fase 1
Na primeira fase, ela é testada em um pequeno número de pessoas e são estudados e analisados os resultados
quanto à:
dose correta aplicada; segurança; capacidade de provocar resposta imune ou imunogenicidade.
Os testes são feitos em voluntários e essa fase dura em torno de dois anos. A fase dois só se inicia se os
resultados obtidos forem positivos.
Fase 2
Na fase 2, a vacina é aplicada em um número maior de voluntários. Novamente são avaliadas a dose adequada e a
imunogenicidade. Os pesquisadores buscam encontrar a quantidade ideal que deve ser aplicada para que a vacina
tenha o efeito desejado sem que prejudique ou cause possíveis complicações.
Fase 3
Se a fase dois for efetiva, a vacina passa para a fase 3.  Os critérios testados anteriormente continuam em teste
nessa fase, mas com um número ainda maior de pessoas. Entretanto, na fase 3 os voluntários são divididos em
dois grupos e parte deles recebe a vacina e a outra placebo, isto é, uma substância que não possui efeitos
fisiológicos.  A equipe de cientistas que está avaliando os participantes e a eficácia da vacina não sabe quem
recebeu a vacina e quem recebeu o placebo. Dessa forma, os resultados são mais eficazes e não há influência dos
avaliadores. Além disso, aqui são feitos testes em diferentes países e com populações distintas, para que possam
ser analisados os resultados e a resposta de cada grupo. A partir daí as agências reguladoras de cada país podem
realizar os testes nos imunizantes. No caso do Brasil, isso é feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa).
Qual a diferença entre vacinas de rotina e
vacinas de campanhas?
A vacinação de rotina segue os calendários estabelecidos pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) que são
recomendados pelo Ministério da Saúde, enquanto as vacinas de campanhas são oferecidas anualmente. Para
exemplificar, vamos pegar como exemplo o calendário vacinal infantil. Ele começa imediatamente logo após a criança
sair da barriga da mãe e vai até os 5 anos de idade, período em que recebe diferentes tipos de vacina. Nesta
eṕoca são feitas as vacinas de rotina que seguem um calendário elaborado de acordo com as recomendações do
PNI. Já nas vacinas de campanha, as pessoas devem comparecer anualmente nos postos de saúde para se vacinar.
O exemplo mais comum é o da vacina da gripe, que todos os anos é atualizada com as cepas da gripe mais
comuns que estão circulando. É importante lembrar que uma não exclui a outra, pelo contrário. Além de seguir o
calendário vacinal recomendado para cada idade, também é possível se vacinar durante as campanhas de
vacinação.  Os objetivos e as vacinas oferecidas são diferentes e ambos se complementam. Você sabia que já tem
vacina para Dengue? Agende a sua na Maximune!
Principais dúvidas as respeito das vacinas
Toda vacina possui um vírus vivo?
Não, apenas alguns tipos de vacinas existentes são feitas com o vírus vivo. Nestes casos, o vírus é controlado em
laboratório e sua atuação é reduzida a ponto de ele não conseguir desenvolver a doença. Por isso, as vacinas são
extremamente seguras e confiáveis.
Por que devemos nos vacinar contra doenças consideradas
leves?
As doenças para as quais existem vacinas são infecciosas, isto é, causadas por microrganismos como vírus e
bactérias e todas elas podem causar complicações. Uma gripe, por exemplo, pode passar em alguns dias para
algumas pessoas, mas para outras, como os idosos, que são grupo de risco para a doença, ela pode desenvolver
pneumonia, asma, agravar doenças crônicas, entre outras complicações. Conheça também a Vacina Pneumo 23, que
previne 23 tipos de pneumococos.
Se algumas doenças estão erradicadas ou quase erradicadas,
por que deve-se tomar vacina?
Para manter a população livre de doenças que já foram erradicadas, o único jeito é continuar vacinando a
população. Vírus e bactérias podem viajar facilmente de um lugar para o outro e iniciar um novo surto da doença.
Para doenças, como sarampo, caxumba e rubéola, por exemplo, a recomendação da Organização Mundial da Saúde
é de que haja cobertura vacinal de, pelo menos, 95% da população. Entretanto, nem sempre esse número é
alcançado, especialmente nos últimos anos, em que o número de vacinação para doenças fatais tem caído.  Se em
2019 esse número era de 93%,1 em 2021 caiu para apenas 71,5%. Uma pesquisa do IBOPE mostrou que três em
cada dez crianças brasileiras não receberam imunizante contra doenças fatais. Um dos motivos pelos quais isso
acontece é que os pais não têm conhecimento do que essas doenças representam, principalmente por nunca terem
tido contato com elas, aponta uma pesquisa realizada pela Unicef.
Como consigo saber quais vacinas devo tomar?
Os calendários nacionais de vacinação para crianças, adultos, idosos, adultos e gestantes é atualizado anualmente pelo
Ministério da Saúde.  As vacinas para cada faixa etária podem ser encontradas gratuitamente nos postos de saúde 
Já as clínicas particulares também oferecem essas vacinas, mas para um público mais abrangente.  Se você perdeu
a época de se vacinar contra a gripe, por exemplo, ou se não faz parte do grupo de imunização pode procurar
clínicas particulares para se vacinar. Muitas vacinas das clínicas particulares também podem ser mais protetivas do
que as do sistema público. Aqui no blog da Maximune já falamos sobre o calendário vacinal de idosos, crianças,
adultos e gestantes, caso queira conferir! Além disso, na clínica da Maximune, nós realizamos vários tipos de
vacinação e cuidamos de toda a sua família!
Conheça mais sobre as vacinas da Maximune e outros de nossos serviços!
Conclusão: tipos de vacinas
Os diferentes tipos de vacinas existentes podem ser feitos com vírus vivos e extremamente enfraquecidos, vírus
inativados e também a partir de tecnologias como a de RNA e de vetores virais. Todas elas são extremamente
seguras e passam por rigorosas fases de testes antes de serem disponibilizadas para a população.Primeiro, os
imunizantes são testados em animais, depois em pequenos grupos e, finalmente, em grupos maiores de diferentes
populações para garantir sua completa eficácia. As vacinas também passam por testes nas agências reguladoras de
cada país. Graças a elas, a saúde pública avançou muito e hoje é possível se proteger de doenças extremamente
graves que podem levar à morte em poucos dias. E você, está com a vacinação em dia por aí?
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Vacinas
Como as Vacinas são Feitas?
Equipe Dasa
Publicado em: 22/06/2023, 09:47
AGENDAR VACINA
 
Entender como são feitas as vacinas é importante para aqueles que ainda têm receio de se imunizar.
Antes de serem licenciadas em um país, as vacinas passam por rigorosas fases de testes, que
podem durar anos. Tudo isso para provar sua segurança e eficácia contra as doenças.
As vacinas podem utilizar várias estratégias diferentes, a fim de proporcionar o melhor resultado
final e proteger cada vez mais pessoas em todo o mundo.
 
O que é uma vacina?
 Como as Vacinas são Feitas?Início Blog Vacinas
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As vacinas são responsáveis por estimular o seu sistema imunológico a ativar células e desenvolver
anticorpos de combate para determinadas doenças. Elas são feitas a partir de germes mortos ou
enfraquecidos.
O impacto da vacinação é tão grande que previne cerca de 2 a 3 milhões de mortes todos os anos,
sendo a forma mais segura e eficaz de proteger toda a população de doenças potencialmente
perigosas, como difteria, tétano, coqueluche, influenza e sarampo.
 
Tipos de vacinas
As vacinas utilizam-se de diferentes estratégias para fornecer o maior nível de segurança e
efetividade possível na hora de combater infecções virais e bacterianas.
Vacinas de microrganismos atenuados
A vacina atenuada é composta por vírus vivo, mas atenuado. Alguns exemplos desses imunizantes
são: caxumba, febre amarela, poliomielite oral (VOP), rubéola, sarampo e varicela.
O processo de produção desse tipo de imunizante visa reduzir a sua virulência para níveis
considerados seguros para a vacinação em massa.
Quando uma vacina viva atenuada é administrada numa pessoa, o vírus é capaz de se replicar, o que
capacita o organismo a criar uma resposta imune à doença.
Essas vacinas são contraindicadas para imunodeprimidos e gestantes.
 
Vacinas de microrganismos inativados ou mortos
A vacina inativada contém em sua formulação o vírus ou a bactéria inativada por agentes químicos
ou físicos.
Diferente da vacina atenuada que “imita” a doença no organismo, a inativada “engana” o sistema
imune, que acredita que o antígeno morto ou inativado é capaz de apresentar algum tipo de risco e
inicia a resposta imunológica.
Esse tipo de formulação é incapaz de causar qualquer tipo de risco para gestantes e
imunodeprimidos, uma vez que não provoca a doença.
 
Vacinas conjugadas
As vacinas conjugadas são feitas a partir da conjugação de um polissacáride (açúcar) da cápsula de
algumas bactérias a uma proteína. O objetivo é que esta conjugação permita vacinar bebês (abaixo
de 2 anos), de modo que possam responder a vacinas e se proteger contra bactérias comuns nessa
faixa etária. Alguns exemplos de vacinas conjugadas são: vacina pneumocócica 10-valente, vacina
pneumocócica 13-valente, vacina Haemophilus influenzae tipo b (Hib), vacina meningocócica C e
vacina meningocócica ACWY.
 
Vacinas feitas a partir de tecnologia recombinante
Para formular esse tipo de vacina, são utilizadas técnicas laboratoriais capazes de produzir
partículas semelhantes aos microrganismos, proporcionando algumas vezes respostas imunes mais
intensas que as respostas imunes induzidas durante a infecção pelo vírus selvagem.
 
Como as vacina são feitas?
Desenvolver uma vacina pode demorar anos, isso porque elas devem passar por rigorosas etapas de
testes, todas com um objetivo diferente para entender como irão funcionar, quais os níveis de
eficácia e segurança e possíveis eventos adversos.
Fase inicial: etapa exploratória
Na primeira fase, são realizadas pesquisas que identificam novas propostas de vacina. É quando são
estudadas todas as possibilidades de quais estratégias são úteis para combater aquela doença.
2ª etapa: fase pré-clínica
Na fase pré-clínica são realizados estudos em células em laboratórios e a vacina também é testada
em animais para avaliar sua segurança e potencial de eficácia para prevenir doenças.
3ª etapa: aprovação para fase clínica
Em seguida, se a vacina apresentar potencial para prevenir as doenças, poderão passar para as
fases clínicas.
4ª etapa: fases clínicas
As fases clínicas são responsáveis por verificar a segurança, possíveis eventos adversos e eficácia
nos seres humanos.
Fases clínica I
Na primeira fase, a vacina é administrada em um pequeno número de voluntários sadios. O objetivo
é avaliar a segurança da vacina e quaisquer eventos adversos que possam ocorrer.
Fases clínica II
Na segunda fase clínica, são estudados centenas de voluntários.
Os participantes dessa fase têm as mesmas características das pessoas para as quais a vacina se
destina. Nesta etapa, alguns voluntários recebem a vacina e outros o placebo.
É nessa fase que é analisada a imunogenicidade da vacina, que é a capacidade de estimular a
produção de anticorpos e células contra o vírus ou bactéria.
Fases clínica III
Na fase clínica III, a vacina é administrada em milhares de voluntários, onde uns recebem a vacina e
outros o placebo. O objetivo durante essa etapa é demonstrar a eficácia do imunizante após os
resultados das pesquisas feitas nesse grupo de pessoas.
Fases clínica IV
Para passar para a fase clínica IV, a vacina precisa ser avaliada pelos órgãos regulatórios do países,
que são os responsáveis por liberar a produção e o processamento final do imunizante.
5ª etapa: produção e processamentofinal
Essa é a fase em que as vacinas começam a ser produzidas e inicia-se o processamento final que
acontece em três etapas: envase, liofilização, rotulagem e embalagem.
Envase: Acontece quando é feita a transferência a granel dos tanques de aço inox para os frascos
de vidros. Os frascos são devidamente esterilizados e bem fechados para que sejam transportados
em segurança.
Liofilização: é um processo de desidratação em que o produto é congelado a vácuo e o gelo
formado, sublimado. Este processo garante uma maior estabilidade das vacinas. Após a conclusão
desse processo, os frascos são direcionados para uma máquina de aplicação de um selo de alumínio
que lacra cada frasco individualmente e depois são armazenados em câmara fria até a última fase.
Rotulagem e embalagem: Os frascos recebem rótulos que identificam o número de lote, data de
fabricação e validade do produto.
É importante dizer que vacina e soro têm o mesmo objetivo, mas são dois tipos de imunizações
diferentes.
O objetivo da vacina é induzir uma proteção de longa duração. Já o do soro é fornecer anticorpos já
prontos que possam impedir que um vírus cause sintomas na pessoa que já entrou em contato com
um determinado agente infeccioso.
Como funcionam os testes das vacinas?
Os testes são realizados por voluntários que se inscrevem previamente para ajudar no
desenvolvimento da vacina. Esses testes podem demorar meses para serem concluídos, pois são
feitos monitoramentos constantes em todas as etapas de teste, para avaliar a eficácia, segurança e
possíveis eventos adversos que o imunizante pode causar.
Geralmente, os centros de pesquisas escolhem voluntários que possuam características
semelhantes das pessoas para as quais a vacina se destina.
Como as vacinas agem no nosso organismo?
Quando você recebe uma vacina, seu sistema imunológico responde da seguinte maneira:
Reconhece a vacina;
Produz células e anticorpos utilizados para combater doenças.
Cria uma memória imunológica no seu organismo, ou seja, se você for exposto ao germe no futuro,
seu sistema imunológico pode destruí-lo rapidamente antes que você fique doente.
Por que as vacinas são importantes?
A importância da vacinação baseia-se na proteção conferida a toda a população. Atualmente já
existem vacinas capazes de proteger contra mais de 20 doenças infecciosas e salvam cerca de 2 a 3
milhões de vidas por ano no mundo todo.
As vacinas em crianças, idosos e portadores de doenças crônicas são muito importantes, uma vez
que são os grupos considerados de risco para inúmeras doenças perigosas.
Ao se vacinar, você estará protegendo a si mesmo, sua família, seus amigos e toda a comunidade ao
seu redor.
Existe diferença entre a vacina da rede particular e pública?
Sim. As diferenças entre a vacina particular e da rede pública, são a quantidade de doses e a
formulação de determinadas vacinas. Além disso, há algumas vacinas que só estão disponíveis no
serviço particular, como a Vacina Meningocócica B; vacina Pentavalente (com o componente
acelular da coqueluche); Vacina Hexavalente (com o componente acelular da coqueluche); Vacina
Cólera; Vacina Febre Tifoide; Vacina Dengue.
 
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Entenda como funciona a produção de uma vacina
em 5 passos
quinta-feira, 27 de maio | 2021
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Store Sou PUCRS | PT EN
Arquivo do infográfico disponível para download ao final do conteúdo.
As vacinas são a forma mais eficiente de prevenir doenças infecciosas. O
pioneiro no desenvolvimento das vacinas foi Edward Jenner, um médico
britânico que desenvolveu o imunizante contra a varíola, a qual foi declarada
erradicada em 1979 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – devido à
grande eficácia do método. 
Apesar de não ser uma ferramenta nova de combate a doenças, em meio à
corrida para a produção e disponibilização de vacinas contra a Covid-19,
também surgem muitas dúvidas por parte da população. Entre as
preocupações e as curiosidades estão as orientações para
, além de como
funciona o processo para a produção de uma vacina. 
Pensando nisso, a professora , da
, preparou explicações úteis sobre as
etapas que envolvem a elaboração de um imunizante. Como pesquisadora, Ana
trabalha com temas relacionados a vacinas, imunologia viral, terapias antivirais e
antitumorais e respostas de diferentes tipos de células. 
1. A composição da vacina
As vacinas funcionam educando o sistema imune. Elas induzem a chamada
“resposta de memória específica”, onde células T e células B (produtoras de
anticorpos) são ativadas. Quando o corpo entra em contato com o patógeno
(organismo que transmite alguma doença), essa resposta irá proteger o sistema,
impedindo que a doença se manifeste de forma grave. Deste modo, o corpo fica
imune. 
É importante lembrar que a vacina não pode ser considerada somente como
um meio de proteção individual, e sim coletivo, para que seja atingida a
imunidade em grande escala e a redução da circulação do patógeno na
população. 
quem pode receber os imunizantes contra a Gripe (Influenza) e o coronavírus
Ana Duarte
Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS
Para induzir a resposta imune especifica é necessário um antígeno
(componente essencial que causa a produção de anticorpos). O antígeno pode
ser o patógeno morto ou atenuado, ou uma parte dele. As estratégias de
vacinas mais modernas, como de RNAm e Vetores virais recombinantes,
funcionam como uma plataforma para produzir o antígeno. Ou seja, parte do
patógeno, no individuo vacinado.  
Algumas vacinas ainda possuem adjuvantes (matéria prima que, quando
adicionada à fórmula do medicamento, ajuda na sua ação) que são importantes
para melhorar a resposta imune. Outros componentes comuns das vacinas são
conservantes, para impedir que a vacina seja contaminada depois de aberta, e
estabilizantes, para prevenir reações químicas na vacina. Alguns imunizantes
precisam de um líquido diluente para deixar a vacina na concentração correta
imediatamente antes do seu uso. 
2. As fases do desenvolvimento da vacina
O desenvolvimento de uma vacina é semelhante ao desenvolvimento de um
medicamento. No total, são quatro etapas: pré-clínica e fases 1, 2 e 3: 
Na etapa pré-clínica, a vacina é testada em animais, e então é validada a
capacidade de induzir resposta imune protetora e segurança; 
Na fase 1, a dose correta, a segurança e a imunogenicidade (a capacidade de
uma substância provocar uma resposta imune) da vacina são avaliadas em
um pequeno grupo de voluntários/as adultos/as saudáveis; 
Já na fase 2, geralmente realizada com mais de 100 participantes, continua-
se avaliando a segurança e a resposta imune. 
Finalmente,na fase 3, a segurança e efeitos adversos continuam sendo
testados e a vacina é administrada em milhares de participantes e comparada
com um grupo que não recebeu a vacina, mas apenas um placebo no lugar
(uma substância falsa incapaz de produzir efeito fisiológico). Neste momento
é determinado se a vacina é eficaz para combater à doença destinada. 
Durante os ensaios de fase 3 é recomendado que o grupo voluntário e a equipe
de cientistas não saibam quem recebeu a vacina ou o placebo, garantindo que
os resultados da eficácia não sejam influenciados por quem está avaliando. Essa
etapa costuma ser desenvolvida em diferentes países para analisar a resposta
em diferentes populações. 
Esse é um processo que costuma ser caro, podendo custar milhões de reais e
durar anos até o cumprimento de todas as etapas. Quando a última fase está
completa, os resultados são submetidos às avaliações das agências reguladoras
de cada país.  
Vale ressaltar que as vacinas para prevenção da Covid-19 foram obtidas em
tempo recorde. Essa grande conquista científica foi possível devido aos
conhecimentos prévios obtidos a partir de outros tipos de coronavírus e um
esforço coletivo de muitos cientistas de todo o mundo, com sobreposição das
fases clínicas. Ou seja, para acelerar o processo, a organização da fase 3 foi
iniciada antes do término da fase 2.  
Não é necessário se preocupar, pois as vacinas continuam sendo monitoradas
após a aprovação, garantindo a segurança e a saúde das pessoas
imunizadas. 
3. A produção da vacina é um processo
biotecnológico
Produzir uma vacina não é um processo fácil e varia de acordo com o seu tipo.
Um dos principais processos é a produção do ingrediente farmacêutico ativo.
Para vacinas que utilizam como antígeno o vírus atenuado ou inativado, o
processo consiste na replicação celular a partir de uma cepa de referência (uma
variante com construção diferente e propriedades físicas distintas) e posterior
purificação e inativação, se necessário. Já as vacinas bacterianas são produzidas
por um processo de fermentação.  
As vacinas mais recentes de RNAm utilizam a tecnologia do DNA recombinante
(clonagem molecular). Para a vacina contra a Covid- 19, por exemplo, a
sequência que codifica a proteína Spike (importante para a sobrevivência
viral) do vírus SARS-COV-2 é clonada em um plasmídeo (DNA circular
bacteriano). Esse plasmídeo é propagado em bactérias para aumentar a sua
quantidade. 
Posteriormente, a sequência de DNA que codifica a proteína é retirada do
plasmídeo e esse DNA servirá de molde para síntese de RNAm in vitro
utilizando enzimas especificas (proteínas que regulam reações químicas do
organismo). Esse RNAm é o princípio ativo das vacinas e será envolto em
lipídeos para facilitar sua entrada nas células de pessoas vacinadas, que irão
produzir a proteína Spike que servirá como antígeno e irá induzir a resposta
imune. 
4. Controle das etapas de produção
Para certificar a qualidade esperada dos lotes de vacinas, são realizados testes
em cada etapa da cadeia de produção: 
Após a produção do princípio ativo, ocorre a formulação da vacina, que é
quando são adicionados outros componentes como estabilizante e
conservante. 
Na sequência acontece o envase, que é a colocação das doses geralmente
em frascos de vidro, por serem duradouros e resistentes ao frio. 
Após o envase, algumas vacinas são liofilizadas, que é o processo de retirar
toda a umidade da formulação, transformando a vacina em um pó, tornando-
a mais estável. 
Finalmente, ocorre a etapa de rotulagem, onde é especificado o tipo de
vacina, data de fabricação, lote e prazo de validade. 
E então a vacina está pronta para ser embalada e distribuída para população.  
5. Armazenamento e distribuição
A maioria das vacinas requer refrigeração entre 2°C e 8°C para o
armazenamento e transporte. Outras precisam de temperaturas ainda mais
baixas, de -20°C a -70°C. Para isso é necessário que haja um planejamento para
a distribuição dos imunizantes, com cadeia, infraestrutura e equipes da área de
saúde treinadas. 
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Home > Ciclos da Medicina > Ciclo Clínico > Tipos de vacinas: resumo completo
Tipos de vacinas: resumo completo
Redação Sanar 19/06/2023
Índice 
1. Principais tipos de vacinas
2. Tipos de vacinas I: Bactéria viva atenuada
2.1. Vacina BCG (Bacillus De Calmette-Guérin)
3. Tipos de vacinas II: vírus inativado
3.1. Vacina hepatite B
3.2. Tipos de vacinas V: vacina poliomielite inativada 1, 2 e 3 (VIP)
3.3. Hepatite A
3.4. Vacina influenza
3.5. Vacina papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18 (recombinante) (HPV)
4. Tipos de vacinas III: Vírus atenuado
4.1. Vacina poliomielite atenuada 1,2 e 3 (VOP)
4.2. Rotavírus Humano (Atenuada) (VORH)
4.3. Vacina sarampo, caxumba, rubéola (tríplice viral)
4.4.
Vacina sarampo, caxumba, rubéola e varicela (atenuada) (tetra
viral)
4.5. Febre Amarela (Atenuada) (FA)
5.
Tipos de vacinas IV: bactéria inativada ou componente bacteriano
inativado
5.1. Pneumocócica conjugada 10 valente (Pneumo 10)
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5.2. Meningocócica C (Conjugada) (Meningo C)
5.3.
Vacina difteria, tétano, pertusis, hepatite B e haemophilus
influenzae B  – PENTA
5.4. Vacina difteria, tétano e pertussis (DTP)
5.5. Difteria e tétano adulto – DT (dupla adulto)
6. Quadro resumo dos tipos de vacina
7. Aperfeiçoe seus conhecimentos em Infectologia
8. Sugestão de leitura complementar
8.1. Assista ao vídeo
9. Referências
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Neste artigo, con.ra os tipos de vacinas: resumo completo dos principais tipos de
vacina e quais as vacinas que estão disponíveis!
As vacinas são uma das maiores conquistas da medicina moderna, contribuindo
signi:cativamente para a prevenção de doenças e a melhoria da saúde pública.
Existem diferentes tipos de vacinas. Cada uma projetada para desencadear uma
resposta imunológica especí:ca contra um agente causador de doenças.
Neste texto, exploraremos os principais tipos de vacinas e sua importância na
proteção da saúde da população.
Principais tipos de vacinas
Existem vários tipos de vacinas utilizadas para prevenir uma variedade de doenças.
A seguir, estão alguns dos tipos de vacinas mais comuns.
Vacinas de vírus inativados
Essas vacinas contêm vírus inteiros que foram inativados, geralmente por meio de
processos químicos ou físicos. Embora o vírus não possa causar a doença, ele
ainda é reconhecido pelo sistema imunológico, que produz uma resposta
imunológica protetora.
Exemplos de vacinas de vírus inativados incluem a vacina inativada da poliomielite
(VIP) e a vacina da hepatite A.
Vacinas de vírus atenuados
Essas vacinas contêm vírus vivos que foram enfraquecidos em laboratório,de
forma a não causarem a doença em pessoas saudáveis. O vírus atenuado ainda é
capaz de se replicar no corpo, estimulando uma resposta imunológica forte e
duradoura.
Exemplos incluem a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR) e a vacina
oral contra a poliomielite (VOP).
Vacinas de subunidades
Essas vacinas contêm apenas partes especí:cas do agente causador da doença,
como proteínas ou polissacarídeos. Ao apresentar essas subunidades ao sistema
imunológico, é possível desencadear uma resposta imunológica direcionada contra
o patógeno.
A vacina contra a gripe, que contém proteínas do vírus da gripe, e a vacina contra o
HPV, que contém proteínas virais do papilomavírus humano, são exemplos de
vacinas de subunidades.
Vacinas de toxoides
Essas vacinas são baseadas em toxinas inativadas produzidas por bactérias. Os
toxoides são modi:cados para serem seguros, mas ainda estimulam a produção de
anticorpos.
Ao receber uma vacina de toxoide, o sistema imunológico aprende a reconhecer e
combater a toxina, protegendo contra a doença.
Exemplos incluem a vacina contra o tétano e a vacina contra a difteria.
Vacinas de ácidos nucleicos
Essas vacinas são uma abordagem mais recente e utilizam material genético,
como o DNA ou o RNA do agente causador da doença.
As vacinas de RNA mensageiro (mRNA) têm sido particularmente relevantes
recentemente, com o desenvolvimento das vacinas contra a COVID-19 da P:zer-
BioNTech e da Moderna.
O material genético é introduzido nas células do corpo, que produzem proteínas
virais especí:cas, desencadeando uma resposta imunológica.
Tipos de vacinas I: Bactéria viva atenuada
Con:ra a vacina que é feita por bactérica viva atenuada. 
Vacina BCG (Bacillus De Calmette-Guérin)
Composição: bacilos vivos, a partir de cepas do Mycobacterium bovis atenuadas.
Via: intradérmica.
Esquema: dose única o mais precoce possível, preferencialmente nas primeiras 12
horas após o nascimento.
2ª dose: para comunicantes domiciliares de hanseníase com intervalo de 6
meses entre as doses.
Indicação: prevenção de formas graves de tuberculose (miliar e meníngea).
Contraindicação:
Maiores de 5 anos portadores de HIV
Imunode:ciência congênita ou adquirida
Neoplasia maligna
Tratamento com corticoide em dose imunossupressora, quimioterapia ou
radioterapia
Gestantes (exceto em alto risco de exposição)
Tipos de vacinas II: vírus inativado
Con:ra a vacina que é feita por vírus inativado. 
Vacina hepatite B
Composição: antígeno recombinante de superfície AgHBs.
Via: intramuscular.
Esquema vacinal: 3 doses com intervalo de 30 dias entre a primeira e a segunda e 6
meses entre a primeira e terceira dose.
Recém nascidos devem receber a primeira dose nas primeiras 24 horas ou até
30 dias de vida.
A continuidade do esquema vacinal será com a vacina adsorvida difteria,
tétano, pertussis, hepatite B e Haemophilus inbuenzae b (conjugada), nessa
situação, o esquema corresponderá a 4 doses, para as crianças que iniciam
esquema vacinal a partir de 1 mês de idade até 4 anos, 11 meses e 29 dias.
Contraindicação: reação ana:lática após o recebimento de qualquer dose da vacina
ou de seus componentes.
Tipos de vacinas V: vacina poliomielite inativada 1, 2 e 3 (VIP)
Composição: vacina é trivalente e contém os vírus da poliomielite dos tipos 1, 2 e 3,
obtidos em cultura celular e inativados.
Via: intramuscular.
Esquema vacinal: Esta vacina integra o esquema sequencial com a vacina
poliomielite 1, 2 e 3 (atenuada) (VOP):
três doses, sendo duas doses da vacina VIP (aos 2 e 4 meses) e uma dose da
VOP (aos 6 meses), com intervalo de 60 dias entre as doses e mínimo de 30
dias.
Contraindicação: reação ana:lática aos componentes da vacina.
Hepatite A
Composição: antígeno do vírus da hepatite A.
Via: intramuscular
Esquema vacinal: uma dose aos 12 meses de idade na rotina de vacinação.
Contraindicação: reação ana:lática a algum dos componentes.
Vacina influenza
Composição: diferentes cepas do vírus Myxovirus inbuenzae inativados,
fragmentados e puri:cados, cultivados em ovos embrionados de galinha
Via: intramuscular.
Esquema vacinal: administrada anualmente para grupos elegíveis.
Contraindicação:
Menores de 6 meses de idade;
Reação ana:lática em dose anterior.
Vacina papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18 (recombinante) (HPV)
Composição: quadrivalente recombinante inativada, constituída por proteínas L1 do
HPV tipos 6, 11, 16 e 18.
Via: intramuscular
Esquema vacinal:
2 doses (0 e 6 meses) para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos.
3 doses (0, 2 e 6 meses): meninas e mulheres infectadas pelo HIV entre 9 e 26
anos.
Contraindicação: hipersensibilidade aos componentes da vacina e gestantes.
Tipos de vacinas III: Vírus atenuado
Con:ra a vacina que é feita por vírus atenuado. 
Vacina poliomielite atenuada 1,2 e 3 (VOP)
Composição: vacina é trivalente, ou seja, contém os três tipos de poliovírus 1, 2 e 3.
Via: oral
Esquema vacinal: esta vacina integra o esquema sequencial com a vacina VIP: três
doses, sendo duas doses da vacina VIP (aos 2 e 4 meses) e uma dose da VOP (aos
6 meses), com intervalo de 60 dias entre as doses e mínimo de 30 dias. Administre
duas doses de reforço com a VOP aos 15 meses e aos 4 anos de idade. Cada dose
da vacina corresponde a duas gotas.
Contraindicação:
Imunode:ciência humoral ou mediada por células com neoplasias.
Uso de terapia imunossupressora.
Usuários que presentaram poliomielite paralítica associada à dose anterior
desta mesma vacina.
Usuários que estejam em contato domiciliar com pessoas imunode:cientes
suscetíveis.
Lactentes e crianças internados em UTI.
Rotavírus Humano (Atenuada) (VORH)
Composição: A vacina é constituída por um sorotipo do rotavírus humano atenuado
da cepa.
Via: via oral
Esquema vacinal: duas doses, administradas aos 2 e 4 meses de idade. A primeira
dose pode ser administrada a partir de 1 mês e 15 dias até 3 meses e 15 dias. A
segunda dose pode ser administrada a partir de 3 meses e 15 dias até 7 meses e 29
dias. Intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
Contraindicação:
Histórico de invaginação intestinal ou com malformação congênita não
corrigida do trato gastrointestinal.
Administração fora da faixa etária preconizada.
Vacina sarampo, caxumba, rubéola (tríplice viral)
Composição: vírus vivos (atenuados) das cepas do vírus da rubéola, do sarampo e
da caxumba.
Via: subcutânea
Esquema vacinal: duas doses:
12 meses a 19 anos de idade: duas doses conforme a situação vacinal. A
primeira dose (aos 12 meses de idade) deve ser com a vacina tríplice viral e a
segunda dose (aos 15 meses de idade) deve ser com a vacina tetra viral, para
as crianças que já tenham recebido a 1ª dose da vacina tríplice viral.
> 15 meses de idade não vacinadas: administrar a tríplice viral com o intervalo
mínimo de 30 dias entre as doses.
20 a 49 anos de idade: uma dose conforme a situação vacinal encontrada.
Considerar vacinada a pessoa que comprovar uma dose de vacina com
componente de sarampo, caxumba e rubéola ou sarampo e rubéola.
Contraindicação:
Ana:laxia
Gestação
Vacina sarampo, caxumba, rubéola e varicela (atenuada) (tetra viral)
Composição: vírus vivos atenuados de cepas do sarampo, da caxumba, da rubéola e
da varicela.
Via: subcutânea
Esquema vacinal: uma dose aos 15 meses de idade em crianças que tenham
recebido a primeira dose da vacina tríplice viral.
Contraindicação:
Ana:laxia após dose anterior;
Usuários com imunode:ciência clínica ou laboratorial grave.
Febre Amarela (Atenuada) (FA)
Composição: vírus vivos atenuados da febre amarela.
Via: subcutânea
Esquema vacinal: uma dose a partir dos 9 meses de idade. Uma dose deve ser
administrada a cada 10 anos.
Contraindicação:
Menores de 6 meses de idade;
Gestantes e aleitamento materno.
Imunodeprimido grave, independentemente do risco de exposição;
Portadores de doenças autoimunes.
Tipos de vacinas IV: bactéria inativada ou componente
bacteriano inativado
Con:ra a vacina que é feita por bactéria inativada ou componente bacteriano
inativado.
Pneumocócica conjugada 10 valente (Pneumo10)
Composição: Vacina preparada a partir de polissacarídeos capsulares bacterianos
puri:cados do Streptococcus pneumoniae (pneumococo), com 10 sorotipos de
pneumococo.
Via: intramuscular profunda.
Esquema vacinal: A vacina deve ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de idade, com
intervalo de 60 dias entre as doses e mínimo de 30 dias, em menores de 1 ano de
idade. O reforço deve ser feito entre 12 e 15 meses, com intervalo de 6 meses após
o esquema básico.
Contraindicação: reações ana:láticas a doses anteriores.
Meningocócica C (Conjugada) (Meningo C)
Composição: constituída por polissacarídeos capsulares puri:cados da Neisseria
meningitidis do sorogrupo C.
Via: intramuscular
Esquema vacinal: duas doses, administradas aos 3 e 5 meses de idade, com
intervalo de 60 dias entre as doses e mínimo de 30 dias. O reforço será em 12 e 15
meses. Em crianças entre 12 e 23 meses de idade sem comprovação vacinal ou
com esquema incompleto, administrar uma única dose.
Contraindicação: reações ana:láticas a doses anteriores.
Vacina difteria, tétano, pertusis, hepatite B e haemophilus
influenzae B  – PENTA
Composição: toxoides puri:cados de difteria e tétano, suspensão celular inativada
de Bordetella pertussis, antígeno de superfície da hepatite B e oligossacarídeos
conjugados de Haemophilus inbuenzae b.
Via: intramuscular profunda.
Esquema vacinal: 3 doses – 2, 4 e 6 meses de idade com intervalo de 60 dias entre
as doses.
Doses de reforço com a DTP (difteria, tétano e pertusis) aos 15 meses e 4 anos
Contraindicação:
Criança com quadro neurológico em atividade.
Quando após dose anterior de vacina a criança apresentar alterações
neurológicas.
História de choque ana:lático.
Vacina difteria, tétano e pertussis (DTP)
Composição: combinação de toxoides puri:cados de difteria e tétano, suspensão
celular inativada de Bordetella pertussis.
Via: intramuscular profunda.
Esquema vacinal: primeiro reforço aos 15 meses e segundo aos 4 anos. Idade
máxima: 7 anos.
Contraindicação: as mesmas da vacina Pentavalente.
Difteria e tétano adulto – DT (dupla adulto)
Composição: associação dos toxoides diftérico e tetânico.
Via: intramuscular
Esquema vacinal: administrada nos maiores de 7 anos de idade para os reforços ou
usuários com esquema incompleto ou não vacinados:
Completo: uma dose a cada 10 anos;
Incompleto: completar o esquema;
Sem comprovação vacinal: três doses.
Intervalo de 60 dias, após completar o esquema, reforço a cada 10 anos.
Contraindicação: reação ana:lática.
Quadro resumo dos tipos de vacina
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Sugestão de leitura complementar
Programa Nacional de Vacinação de 2023: datas, vacinas disponíveis e mais
A necessidade urgente de derrotar o movimento anti-vacina
Resumo de Vacinas: tipos, eficácia, fatores relacionados
Vacinas para crianças até um ano de vida: o que você precisa saber?
Assista ao vídeo
Referências
1. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância
das Doenças Transmissíveis. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação.
Brasília, 2014.
2. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância
das Doenças Transmissíveis. Manual de vigilância epidemiológica de eventos
adversos pós-vacinação. 3ª ed. Brasília, 2014.
3. 
Ministério da Saúde divulga cronograma do Programa Nacional de Vacinação
de 2023 — Ministério da Saúde (www.gov.br)
 
Imunizações e vacinações…
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Como são as
vacinas
desenvolvidas?
8 December 2020
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Русский Español
Este artigo é a segunda parte de uma série de
artigos explicativos sobre o desenvolvimento e
distribuição das vacinas. A Primeira
Parte informava sobre o modo como as vacinas
funcionam para proteger os nossos corpos contra
germes portadores de doenças. Este artigo informa
sobre os ingredientes de uma vacina e as três fases
dos ensaios clínicos. A Terceira Parte indica a parte
seguinte do trajeto da vacina: os passos dados
desde a conclusão das fases dos ensaios clínicos
até à distribuição. 
Quais são os
ingredientes de uma
vacina? 
As vacinas contêm pequeníssimos fragmentos do
organismo que causa a doença ou as matrizes para
fazer esses fragmentos. Também contêm outros
ingredientes que tornam a vacina segura e eficaz.
Estes últimos ingredientes estão incluídos na maioria
das vacinas e têm sido usados há décadas em
Access and allocation:
how will there be fair and
equitable allocation of
limited supplies?
The di#erent types of
COVID-19 vaccines
Who can take the Pfizer-
BioNTech COVID-19
vaccine?
Europe: Health workers
at risk, older adults and
residents of long-term
care facilities to be
prioritized for COVID-19
vaccination
milhares de milhões de doses de vacinas. 
Cada componente da vacina serve um propósito
específico e cada ingrediente é testado durante o
processo de fabrico. São feitos testes à segurança de
todos os ingredientes. 
Antigénio 
Todas as vacinas contêm um componente ativo (o
antigénio) que gera uma resposta do sistema
imunitário, ou a matriz para fazer o componente
ativo. O antigénio pode ser uma pequena parte do
organismo causador da doença, como uma
proteína ou um açúcar, ou pode ser todo o
organismo numa forma enfraquecida ou
inativada. 
Conservantes 
Os conservantes impedem que a vacina seja
contaminada depois de aberto o frasco, se este for
usado para vacinar mais do que uma pessoa.
Algumas vacinas não têm conservantes, porque
são guardadas em frascos de uma única dose, que
são descartados depois de administrada essa dose.
O conservante mais comummente usado é o  2-
fenoxietanol. É usado há muitos anos em inúmeras
vacinas, numa grande variedade de produtos para
bebés e é seguro para uso em vacinas, por ter
pouca toxicidade em seres humanos. 
Estabilizadores 
Os estabilizadores impedem que ocorram reações
químicas na vacina eimpedem também que os
componentes da vacina adiram às paredes do
frasco.  
Os estabilizadores podem ser açúcares (lactose,
sucrose), aminoácidos (glicina), gelatina e
proteínas (albumina humana recombinante,
derivados de leveduras). 
Surfactantes 
Os surfactantes mantêm todos os ingredientes da
vacina misturados. Impedem o depósito e a
aglutinação dos elementos que estão na forma
líquida da vacina. Muitas vezes também são
usados em alimentos, como os gelados. 
Resíduos 
Os resíduos são pequeníssimas quantidades de
várias substâncias usadas durante o fabrico ou a
produção das vacinas que não são ingredientes
ativos da vacina final. As substâncias variam
consoante o processo de fabrico usado e podem
incluir proteínas de ovos, levedura ou antibióticos.
Os vestígios residuais dessas substâncias que
podem estar presentes numa vacina são em tão
pequenas quantidades que têm de ser medidos
como parte por milhão ou partes por mil milhões. 
Diluentes 
Um diluente é um líquido usado para diluir uma
vacina até à concentração correta, imediatamente
antes do seu uso. O diluente mais comummente
utilizado é água esterilizada. 
Adjuvantes 
Algumas vacinas também contêm adjuvantes. Um
adjuvante melhora a resposta imunitária à vacina,
por vezes mantendo a vacina no ponto da injeção
durante mais algum tempo ou estimulando as
células locais do sistema imunitário. 
O adjuvante pode ser uma pequena quantidade de
sais de alumínio (como fosfato de alumínio,
hidróxido de alumínio ou sulfato de alumínio e
potássio). Está comprovado que o alumínio não
causa problemas de saúde a longo prazo e os
humanos ingerem alumínio regularmente através
dos alimentos ou das bebidas. 
Como são as vacinas
desenvolvidas? 
A maioria das vacinas são usadas há décadas,
havendo milhões de pessoas que as recebem em
segurança todos os anos. Tal como acontece com
os medicamentos, todas as vacinas têm que passar
por testes morosos e rigorosos para garantir a sua
segurança, antes de poderem ser introduzidas no
programa de vacinação de um país.  
Cada vacina em desenvolvimento tem, em
primeiro lugar, de ser submetida a exames e
avaliações, para determinar que antigénio deve ser
usado para provocar uma resposta do sistema
imunitário. Esta fase pré-clínica é feita sem testes
em humanos. Uma vacina experimental é testada
primeiro em animais, para se avaliar a sua
segurança e potencial para prevenir a doença. 
Se a vacina desencadear uma resposta imunitária,
passa a ser testada em ensaios clínicos com
humanos em três fases. 
Fase 1 
A vacina é inoculada num pequeno grupo de
voluntários, para se avaliar a sua segurança,
confirmar se ela gera uma resposta do sistema
imunitário e determinar a dosagem
certa. Geralmente, nesta fase, as vacinas são
testadas em voluntários jovens e adultos
saudáveis. 
Fase 2 
A vacina é depois administrada a várias centenas
de voluntários para continuar a avaliar a sua
segurança e capacidade de gerar uma resposta do
sistema imunitário. Os participantes nesta fase
têm as mesmas características (idade, sexo) que as
pessoas a quem a vacina se destina. Nesta fase,
normalmente, são feitos vários ensaios para
avaliar diversos grupos etários e diferentes
formulações da vacina. Um grupo que não tenha
recebido a vacina é, normalmente, incluído nesta
fase como grupo de comparação, para determinar
se as alterações no grupo vacinado são atribuíveis
à vacina ou ocorreram por acaso.  
Fase 3 
A vacina é, posteriormente, administrada a
milhares de voluntários – e comparada com um
grupo semelhante de pessoas que não levaram a
vacina, mas receberam um produto de
comparação – para determinar se a vacina é eficaz
contra a doença que se destina a combater e para
estudar a sua segurança num grupo muito mais
alargado de pessoas. Na maior parte das vezes, os
ensaios da fase três realizam-se em vários países e
vários locais dentro dos países, para garantir que
os dados do desempenho da vacina se aplicam a
várias populações diferentes.  
Durante os ensaios da fase dois e da fase três, os
voluntários e os cientistas que participam no
estudo são impedidos de saber que voluntários
receberam a vacina do ensaio ou o produto de
comparação. A isso chama-se “ensaio cego”, que é
necessário para garantir que, nem os voluntários,
nem os cientistas, são influenciados na sua
avaliação sobre a segurança e eficácia, ignorando
qual o produto que cada um recebeu. Depois de
concluído o ensaio e finalizados todos os
resultados, os voluntários e os cientistas do ensaio
são informados sobre quem recebeu a vacina e
quem recebeu o comparador. 
Quando os resultados de todos esses ensaios
estiverem disponíveis, é necessário dar uma série
de passos, incluindo análises de eficácia e
segurança, para aprovação das entidades
reguladoras e de saúde pública. Os responsáveis
em cada país estudam atentamente os dados dos
ensaios e decidem se devem autorizar o uso da
vacina. Uma vacina tem de comprovar que é
segura e eficaz numa vasta população, antes de
ser aprovada e introduzida num programa
nacional de vacinação. O nível da segurança e
eficácia da vacina é extremamente elevado,
reconhecendo que as vacinas são administradas a
pessoas que são completamente saudáveis e sem
qualquer doença específica.  
A monitorização continua permanentemente
depois de a vacina ser introduzida. Existem
sistemas para monitorizar a segurança e a eficácia
de todas as vacinas. Isso permite aos cientistas
acompanharem o impacto da vacina e a sua
segurança, mesmo quando é usada num grande
número de pessoas, durante um longo período de
tempo. Esses dados são usados para ajustar as
políticas sobre o uso das vacinas, a fim de otimizar
o seu impacto, permitindo  também que a vacina
seja acompanhada com segurança durante o seu
uso.  
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Uma vez em uso, uma vacina deve ser
constantemente monitorizada para haver a certeza de
que continua a ser segura. 
Leia o tópico anterior 'Vacinas explicadas': 
Fabrico, segurança e controlo de 
qualidade das vacinas
Como
funcionam as
vacinas
8 December 2020
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Este artigo faz parte de uma série de documentos
explicativos sobre o desenvolvimento e a
distribuição de vacinas, explicando como estas
funcionam para proteger o nosso corpo contra
germes portadores de doença.  A Segunda Parte
trata dos ingredientes de uma vacina e das três
fases dos ensaios clínicos.  A Terceira Parte
apresenta a parte seguinte da jornada da vacina:
os passos dados desde a conclusão de todas as
fases dos ensaios clínicos até à distribuição. 
Os germes estão em toda a parte, tanto no
ambiente como no nosso corpo. Quando uma
pessoa é suscetível e eles encontram um
organismo adverso, isso pode causar doença e
morte. 
O corpo tem muitas formas de se defender
dos agentes patogénicos (organismos causadores
de doença). A pele, as mucosas e os cílios (pelos
microscópicos que retiram os fragmentos dos
Access and allocation:
how will there be fair and
equitable allocation of
limited supplies?
The di#erent types of
COVID-19 vaccines
Who can take the Pfizer-
BioNTech COVID-19
vaccine?
Europe: Health workers
at risk, older adults and
residents of long-term
care facilities to be
prioritized for COVID-19
vaccination
pulmões) funcionam como barreiras físicas para
evitar, desde logo, que os agentes patogénicos
entrem no corpo.  
Quando um agente patogénico infeta o corpo, as
nossas defesas, chamadas de sistema imunitário,
são desencadeadas e o agente
patogénico é atacado e destruído ou vencido. 
A resposta natural do
corpo 
Um agente patogénico é uma bactéria, vírus,
parasita ou fungo que pode causar doença no
corpo. Cada agente patogénico é constituído por
várias subpartes, normalmente exclusivas desse
agente patogénico específico e da doença que ele
causa. A subparte de um agente patogénico que
causa a formação de anticorpos é chamado

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