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VACINAS UM OLHAR DA SAÚDE COLETIVA COVID-19 Histórico da vacina anti pólio • No início da década de 1900, a poliomielite era uma doença mundial, paralisando centenas de milhares de pessoas todos os anos. • Em 1950, já tinham sido desenvolvidas duas vacinas eficazes contra a doença. Mas a vacinação em algumas partes do mundo ainda não era suficientemente comum para travar a propagação da poliomielite, particularmente na África. Histórico da vacina anti pólio • Nos anos 1980, deu-se início a um esforço mundial unido para erradicar a doença do planeta. • Durante muitos anos e várias décadas, a vacinação contra a poliomielite, usando visitas de vacinação de rotina e campanhas de vacinação em massa, realizou-se em todos os continentes. • Milhões de pessoas, na sua maioria crianças, foram vacinadas e, em Agosto de 2020, o continente africano foi certificado como livre do poliovírus selvagem, juntando-se a todas as outras partes do mundo, exceto o Paquistão e o Afeganistão, onde a poliomielite ainda não foi erradicada. Composição das vacinas • Cada componente da vacina serve um propósito específico e cada ingrediente é testado durante o processo de fabricação. São feitos testes à segurança de todos os ingredientes. • 1-Antígeno • Todas as vacinas contêm um componente ativo (o antigeno) que gera uma resposta do sistema imunitário, ou a matriz para fazer o componente ativo. O antígeno pode ser uma pequena parte do organismo causador da doença, como uma proteína ou um açúcar, ou pode ser todo o organismo numa forma enfraquecida ou inativada. COMPOSIÇÃO DAS VACINAS • 2-Conservantes • Os conservantes impedem que a vacina seja contaminada depois de aberto o frasco, se este for usado para vacinar mais do que uma pessoa. Algumas vacinas não têm conservantes, porque são guardadas em frascos de uma única dose, que são descartados depois de administrada essa dose. O conservante mais comummente usado é o 2-fenoxietanol. É usado há muitos anos em inúmeras vacinas, numa grande variedade de produtos para bebés e é seguro para uso em vacinas, por ter pouca toxicidade em seres humanos. • 3-Estabilizadores • Os estabilizadores impedem que ocorram reações químicas na vacina e impedem também que os componentes da vacina adiram às paredes do frasco. • Os estabilizadores podem ser açúcares (lactose, sucrose), aminoácidos (glicina), gelatina e proteínas (albumina humana recombinante, derivados de leveduras). • 4-Surfactantes • Os surfactantes mantêm todos os ingredientes da vacina misturados. Impedem o depósito e a aglutinação dos elementos que estão na forma líquida da vacina. Muitas vezes também são usados em alimentos, como os gelados. • 5-Resíduos • Os resíduos são pequeníssimas quantidades de várias substâncias usadas durante o fabrico ou a produção das vacinas que não são ingredientes ativos da vacina final. As substâncias variam consoante o processo de fabrico usado e podem incluir proteínas de ovos, levedura ou antibióticos. Os vestígios residuais dessas substâncias que podem estar presentes numa vacina são em tão pequenas quantidades que têm de ser medidos como parte por milhão ou partes por mil milhões. • 6-Diluentes • Um diluente é um líquido usado para diluir uma vacina até à concentração correta, imediatamente antes do seu uso. O diluente mais comummente utilizado é água esterilizada. • 7-Adjuvantes • Algumas vacinas também contêm adjuvantes. Um adjuvante melhora a resposta imunitária à vacina, por vezes mantendo a vacina no ponto da injeção durante mais algum tempo ou estimulando as células locais do sistema imunitário. • O adjuvante pode ser uma pequena quantidade de sais de alumínio (como fosfato de alumínio, hidróxido de alumínio ou sulfato de alumínio e potássio). Está comprovado que o alumínio não causa problemas de saúde a longo prazo e os humanos ingerem alumínio regularmente através dos alimentos ou das bebidas. TIPOS DE VACINAS disponíveis no Brasil • BCG • Hepatite A • Hepatite B • Penta (DTP/Hib/Hep. B) • Pneumocócica 10 valente • Vacina Inativada Poliomielite (VIP) • Vacina Oral Poliomielite (VOP) • Vacina Rotavírus Humano (VRH) • Meningocócica C (conjugada) • Febre amarela • Tríplice viral • Tetraviral • DTP (tríplice bacteriana) • Varicela • HPV quadrivalente • dT (dupla adulto) • dTpa (DTP adulto) • Menigocócica ACWY Acima de 10 anos • Meningo C; • Hepatite B; • Febre Amarela; • Tríplice Viral; • Dupla Adulto; • HPV; • DTPA adulto. De 1 até 9 anos Penta/DTP; VIP/VOP; Pneumo 10; Meningo C; Tríplice viral; Tetra viral; Varicela; Hepatite A; HPV. Até 9 meses BCG; Hepatite B; Penta/DTP; VIP/VOP; Pneumo 10; Rotavírus; Meningo C; Febre Amarela. FORMAS DE ADMINISTRAÇÃO DAS VACINAS • . 1-VIA ORAL A via oral é utilizada para a administração de soluções que são melhor absorvidas no trato gastrointestinal. A dose é administrada pela boca e apresentados, geralmente, em gotas. 2-VIA INTRADÉRMICA (ID) Na utilização desta via a solução é introduzida nas camadas superficiais da pele, isto é, na derme. A via intradérmica é uma via de absorção lenta, utilizada para a administração da vacina BCG-ID. O volume máximo indicado, introduzido por esta via, é de 0,5ml, sendo que, geralmente, o volume corresponde a frações inferiores ou iguais a 0,1ml. 3-VIA SUBCUTÂNEA (SC) Na utilização dessa via a solução é administrada nas camadas subcutâneas. A via subcutânea é utilizada para a administração de soluções que necessitam ser absorvidas mais lentamente, assegurando uma ação contínua. Essas soluções não devem ser irritantes, devendo ser de fácil absorção. O volume máximo a ser introduzido por esta via é de 1,5ml. Vacinas, como a contra o Sarampo, Caxumba e Rubéola (Tríplice Viral) tem indicação específica desta via. 4-INTRAMUSCULAR Na utilização desta via, a solução é introduzida no tecido muscular. Utilizada para a administração de volumes superiores a 1,5ml de soluções irritantes (aquosas ou oleosas) que necessitam ser absorvidas rapidamente e também quando é necessário obter efeitos mais imediatos QUAL A VIA INDICADA NA ADMINISTRAÇÃO DE VACINAS? • 1-BCG – ID: dose única ao nascer. Via de administração: Intradérmica, no braço direito, inserção inferior do músculo deltoide. 2-Vacina Hepatite B (recombinante): 1ª dose (monovalente) ao nascer. Via de administração: Intramuscular. Não aplicar na região glútea. • 3-Vacina Pentavalente (DTP/Hib/HB): aos 2, 4 e 6 meses. Via de administração: Intramuscular. Não aplicar na região glútea. • QUAL A VIA INDICADA NA ADMINISTRAÇÃO DE VACINAS? • 4-Vacina inativada poliomielite (VIP): aos 2, 4 e 6 meses. Via de administração: Intramuscular, vasto lateral da coxa. • 5-Vacina monovalente rotavírus humano (VORH): aos 2 e 4 meses. Via de administração: oral • 6-Vacina pneumocócica 10 (conjugada): aos 2, 4 e 12 meses. Via de administração: intramuscular, vasto lateral da coxa ou deltoide. • 7-Vacina meningocócica C (conjugada): aos 3, e 12 meses. Via de administração: intramuscular. QUAL A VIA INDICADA NA ADMINISTRAÇÃO DE VACINAS? • 8-Vacina febre amarela (atenuada): aos 9 meses e reforço aos 4 anos. Via de administração: subcutânea, de preferência na face externa da parte superior do braço. • 9-Vacina tríplice viral: aos 12 e 15 meses. Via de administração: subcutânea. • 10-Vacina tríplice bacteriana (DTP): aos 15 meses. Via de administração: intramuscular. • QUAL A VIA INDICADA NA ADMINISTRAÇÃO DE VACINAS? • 11-Vacina Hepatite A: dose única aos 15 meses. Via de administração: a intramuscular. 12-Vacina oral poliomielite (VOP), aos 4 anos. Via de administração: oral. 13-Vacina Varicela, pode ser aplicada após os 12 meses de idade. Após 13 anos de idade, são aplicadas duas doses com intervalo mínimo de um mês. Via de administração: Subcutânea. 14-Vacina HPV (quadrivalente): em meninos de 11 a 14 anos e em meninas de 9 a 14 anos. Via de administração: intramuscular. Como são as vacinas desenvolvidas?• A maioria das vacinas são usadas há décadas, havendo milhões de pessoas que as recebem em segurança todos os anos. Tal como acontece com os medicamentos, todas as vacinas têm que passar por testes morosos e rigorosos para garantir a sua segurança, antes de poderem ser introduzidas no programa de vacinação de um país. • Cada vacina em desenvolvimento tem, em primeiro lugar, de ser submetida a exames e avaliações, para determinar que antigénio deve ser usado para provocar uma resposta do sistema imunitário. Esta fase pré-clínica é feita sem testes em humanos. Uma vacina experimental é testada primeiro em animais, para se avaliar a sua segurança e potencial para prevenir a doença. Como são as vacinas desenvolvidas? • Se a vacina desencadear uma resposta imunitária, passa a ser testada em ensaios clínicos com humanos em três fases. • Fase 1 • A vacina é inoculada num pequeno grupo de voluntários, para se avaliar a sua segurança, confirmar se ela gera uma resposta do sistema imunitário e determinar a dosagem certa. Geralmente, nesta fase, as vacinas são testadas em voluntários jovens e adultos saudáveis. Como são as vacinas desenvolvidas? • Fase 2 • A vacina é depois administrada a várias centenas de voluntários para continuar a avaliar a sua segurança e capacidade de gerar uma resposta do sistema imunitário. Os participantes nesta fase têm as mesmas características (idade, sexo) que as pessoas a quem a vacina se destina. Nesta fase, normalmente, são feitos vários ensaios para avaliar diversos grupos etários e diferentes formulações da vacina. Um grupo que não tenha recebido a vacina é, normalmente, incluído nesta fase como grupo de comparação, para determinar se as alterações no grupo vacinado são atribuíveis à vacina ou ocorreram por acaso. Como são as vacinas desenvolvidas? • Fase 3 • A vacina é, posteriormente, administrada a milhares de voluntários – e comparada com um grupo semelhante de pessoas que não levaram a vacina, mas receberam um produto de comparação – para determinar se a vacina é eficaz contra a doença que se destina a combater e para estudar a sua segurança num grupo muito mais alargado de pessoas. Na maior parte das vezes, os ensaios da fase três realizam-se em vários países e vários locais dentro dos países, para garantir que os dados do desempenho da vacina se aplicam a várias populações diferentes. • Durante os ensaios da fase 2 e 3, os voluntários e os cientistas que participam no estudo são impedidos de saber que voluntários receberam a vacina do ensaio ou o produto de comparação. • A isso chama-se “ensaio cego”, que é necessário para garantir que, nem os voluntários, nem os cientistas, são influenciados na sua avaliação sobre a segurança e eficácia, ignorando qual o produto que cada um recebeu. • Depois de concluído o ensaio e finalizados todos os resultados, os voluntários e os cientistas do ensaio são informados sobre quem recebeu a vacina e quem recebeu o comparador. IMUNIDADE DE GRUPO • Quando alguém é vacinado, fica muito provavelmente protegido contra a doença em causa. Mas nem toda a gente pode ser vacinada. • As pessoas com patologias subjacentes que enfraquecem o seu sistema imunitário (tais como cancro ou VIH), ou que tenham alergias graves a alguns componentes da vacina, não deverão ser vacinadas com certas vacinas. • Mas essas pessoas podem ficar protegidas, se viverem entre outras que estejam vacinadas. Quando houver muitas pessoas vacinadas na comunidade, o agente patogênico tem dificuldade em circular, porque a maioria das pessoas que encontra estão imunizadas. • Por isso, quanto mais pessoas forem vacinadas, menor a probabilidade de as pessoas que não podem ser protegidas pelas vacinas correrem o risco de ficarem expostas aos agentes patogênicos perigosos. • A isso chama-se imunidade de grupo. IMUNIDADE DE GRUPO • As vacinas não só protegem as pessoas que as recebem, mas também as pessoas da comunidade que não podem ser vacinadas. Quem puder, deve ser vacinado. Isso é especialmente importante para as pessoas que não só não podem ser vacinadas, mas podem ser mais suscetíveis a doenças para as quais existem vacinas. Não existe nenhuma vacina que confira 100% de proteção e a imunidade de grupo não confere total proteção às pessoas que não podem ser vacinadas com segurança. Mas com a imunidade de grupo, essas pessoas terão um considerável grau de proteção, graças às outras da comunidade que são vacinadas. • Quando os resultados de todos esses ensaios estiverem disponíveis, é necessário dar uma série de passos, incluindo análises de eficácia e segurança, para aprovação das entidades reguladoras e de saúde pública. • Os responsáveis em cada país estudam atentamente os dados dos ensaios e decidem se devem autorizar o uso da vacina. • Uma vacina tem de comprovar que é segura e eficaz numa vasta população, antes de ser aprovada e introduzida num programa nacional de vacinação. • O nível da segurança e eficácia da vacina é extremamente elevado, reconhecendo que as vacinas são administradas a pessoas que são completamente saudáveis e sem qualquer doença específica. • A monitorização continua permanentemente depois de a vacina ser introduzida. • Isso permite aos cientistas acompanharem o impacto da vacina e a sua segurança, mesmo quando é usada num grande número de pessoas, durante um longo período de tempo. • Esses dados são usados para ajustar as políticas sobre o uso das vacinas, a fim de otimizar o seu impacto, permitindo também que a vacina seja acompanhada com segurança durante o seu uso. • Uma vez em uso, uma vacina deve ser constantemente monitorizada para haver a certeza de que continua a ser segura. Como são embaladas • 1-Uma vez a vacina fabricada em grandes quantidades, é introduzida em frascos de vidro e depois cuidadosamente embalada para armazenamento seguro em frio e transporte. • 2-A embalagem das vacinas deve ser capaz de suportar temperaturas extremas, assim como os riscos envolvidos no seu transporte para todo o mundo. Por conseguinte, os frascos da vacina são geralmente feitos de vidro, por este ser duradouro é capaz de manter a sua integridade em temperaturas extremas. Como são transportadas • • Para manter esta cadeia de frio, as vacinas são transportadas usando equipamento especial que não compromete a integridade do produto. • Quando o transporte chega ao país de destino, há caminhões refrigerados que transportam as vacinas desde o aeroporto até às câmaras de frio dos armazéns. • A partir daí, são usadas caixas refrigeradoras para transportar as vacinas das câmaras de frio para os centros regionais, onde são armazenados em frigoríficos. • Se a vacinação se realizar fora da unidade regional, o passo final requer, muitas vezes, caixas frigoríficas portáteis para transportar o produto para os locais onde se vão realizar as campanhas de vacinação. • As novas tecnologias conceberam alguns dispositivos portáteis que podem conservar as vacinas à temperatura de frio necessária durante vários dias, sem necessidade de eletricidade. Controle de qualidade • Quando as vacinas começam a ser administradas, as autoridades nacionais e a OMS monitorizam constantemente e determinam a gravidade de eventuais efeitos adversos e a reação das pessoas que receberam a vacina. • A segurança da vacina é de primordial importância, com avaliações regulares e estudos clínicos pós-aprovação para comprovar a sua segurança e eficácia. • São feitos estudos frequentes para determinar quanto tempo dura a proteção de uma determinada vacina. CLASSIFICAÇÃO DAS VACINAS • I-Vacinas de micro-organismos inativados • Contêm os agentes infecciosos inteiros em sua formulação, porém esses micro- organismos devem ser previamente tratados com agentes físicos (radiação UV, calor etc.) ou químicos (formol, por exemplo). Os micro-organismos perdem a capacidade de replicação, porém ainda sãocapazes de induzir resposta imune. Essas vacinas são bastante seguras, mas requerem que sejam administradas várias vezes para que seja induzida uma resposta imune satisfatória. • II-Vacinas de micro-organismos atenuados • Também contêm micro-organismos inteiros, porém estão vivos, ou seja, preservam a capacidade de replicação, mas não têm a habilidade de causar doenças. Diz-se que esses micro-organismos estão atenuados e esse processo de atenuação pode ser obtido de diversas maneiras, por exemplo, através do crescimento do agente patogênico em condições adversas. Essas vacinas são bastante imunogênicas, e, muitas vezes, uma única dose é suficiente para conferir proteção por longo tempo. Entretanto, são menos estáveis que as preparadas com micro-organismos inativados e, em algumas situações, podem causar a doença que elas deveriam proteger. III-Vacinas de macromoléculas Diferem das anteriores, pois sua formulação consta de moléculas derivadas e purificadas de microrganismos. Atualmente três categorias de vacinas podem ser encontradas nessa subdivisão: a) toxóides: vacinas preparadas a partir de exotoxinas bacterianas; b) polissacarídeos capsulares: utilizam antígenos polissacarídicos da cápsula bacteriana fusionados com antígenos proteicos; c) antígenos recombinantes: utilizam proteínas preparadas através de engenharia genética. • IV Vacinas de DNA • São constituídas por um plasmídeo bacteriano que, além de outros componentes essenciais, deve conter o gene que codifica um antígeno importante contra o qual a resposta imune será induzida. • A intenção é que as células do indivíduo vacinado captem o DNA e passem a expressar o antígeno do patógeno. Embora considerada uma vacina segura, barata e de fácil obtenção, esse tipo de vacina induziu respostas imunes muito fracas em seres humanos. • Atualmente estão licenciadas duas vacinas de DNA para uso veterinário: uma para proteger cavalos contra o vírus do Oeste do Nilo e outra para proteger salmões contra o vírus da necrose hematopoiética infecciosa. • Ainda não há nenhuma vacina de DNA licenciada para uso humano. V-Vacinas de ácido ribonucleico mensageiro (mRNA São um novo tipo de vacina contra doenças infecciosas. Ensinam as células do corpo a produzir uma proteína, ou até mesmo uma parte dela, que provoca uma resposta imunitária. Essa reação produz anticorpos que protegerão o corpo da infecção caso o vírus real seja introduzido no organismo. Os cientistas vêm estudando as vacinas de mRNA há décadas e trabalhando com elas RNA m • O interesse nelas aumentou porque podem ser desenvolvidas em laboratório, com material facilmente disponível. • Isso significa que é possível padronizar e ampliar o procedimento para desenvolvê-las com mais rapidez que com os métodos tradicionais de produção de vacinas. • Estudaram-se versões de vacinas de mRNA contra a gripe, o vírus Zika, a raiva e o citomegalovírus. • Em razão da pandemia de COVID-19, em 2020 desenvolveram-se vários tipos de vacina contra o vírus causador da doença com a tecnologia de mRNA. • Fonte: Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. Washington (DC): HHS, 2021. Disponível em espanhol em: https://www.vaccines.gov/es/b%C3%A1sicos/ • Durante emergências sanitárias mundiais, o Procedimento de Listagem para Uso de Emergência da OMS (EUL) pode ser usado para permitir o uso de emergência da vacina. • A EUL existe porque, numa situação de pandemia, os produtos que podem beneficiar as vidas das pessoas em todo o mundo podem ser impedidos de entrar no mercado com a suficiente rapidez. • A EUL é um processo rápido mas rigoroso, que se destina a levar os produtos com impacto a todos os que deles necessitem, tão rapidamente quanto possível, numa base de tempo limitado e com base numa avaliação de risco versus benefício. A recomendação da PQ/EUL da OMS pode ser usada por agências das Nações Unidas, como a UNICEF e o Fundo Renovável da Organização Pan-americana da Saúde para decisões de compra nos países de baixos e médios rendimentos. A Gavi também depende da EUL/PQ da OMS para especificar que vacinas os seus fundos podem ser usados para comprar. https://www.who.int/teams/regulation-prequalification/eul/eul-vaccines Vacinas contra Covid-19 são seguras e seus benefícios superam os riscos de efeitos cardiovasculares adversos • As vacinas para prevenir a infecção por SARS-CoV-2 são consideradas a abordagem mais efetiva para controlar a pandemia pelo vírus. • Apesar dos tempos exíguos do desenvolvimento desses agentes imunológicos contra a Covid-19, cada vacina aprovada passou por todas as fases pré-clínicas e clínicas (fases I a III) de pesquisa científica. • Como em outros imunizantes, eventos adversos foram observados durante a fase de monitoramento dos programas de imunização populacional contra essa nova doença (fase IV), alguns relacionados ao envolvimento do aparelho circulatório. • O artigo Posicionamento sobre Segurança Cardiovascular das Vacinas contra Covid-19 – 2022, revisou as evidências de dois desses efeitos adversos referente à saúde cardiovascular: trombose com trombocitopenia imune e miocardite induzida pela vacina. • A conclusão foi que os imunizantes contra a infecção pelo novo coronavírus são seguras e seus benefícios superam em larga escala os riscos de efeitos adversos relacionados. https://www.scielo.br/j/abc/a/GR5dBTHR4kcFsWsC7XPtFLz/ VACINA CONTRA SARS-CoV-2 • Sobre a trombose com trombocitopenia imune induzida por vacina (VITT), o documento relata que as vacinas AstraZeneca e Janssen foram implicadas em causar a doença. • Embora seja reconhecida como uma reação adversa a esses imunizantes, a incidência real de VITT é ainda desconhecida, e evidências apontam para uma complicação rara. • A maioria dos relatos descreve um pequeno número de casos entre dezenas de milhões de indivíduos vacinados. • Em uma série de 220 indivíduos com VITT definitiva ou provável, a taxa de mortalidade foi de 22%.5 Nos EUA, a mortalidade relacionada a essa doença foi de 0,57 mortes por milhão de doses da vacina Janssen no geral, e de 1,8 a 1,9 mortes por milhão de doses em mulheres de 30 a 49 anos. Comparativamente, a taxa de mortalidade global por Covid-19 é de 1% a 2%. A incidência de trombose chega a 8% de todos os pacientes hospitalizados com a infecção pelo SARS-CoV2, e até 23% em indivíduos em unidades de terapia intensiva. • http://pressreleases.scielo.org/wp-content/uploads/2022/06/img-2.jpg VACINA ANTI COVID VACINA PARA COVID -19 • A vacina contra Covid-19 que utiliza RNA mensageiro é uma vacina de última geração que foi desenvolvida para prevenir a infecção pelo vírus SARS-CoV-2, causador da doença Covid-19. Essa vacina emprega o RNA mensageiro como uma forma de programar o corpo para produzir proteínas que imitam a presença do vírus. • Vacinas humanas em uso Embora a Organização Mundial da Saúde recomende um esquema de vacinação,cada país adota o esquema que julgar mais apropriado. • No Brasil existem três calendários: • 1- o de Vacinação da Criança • 2-o de Vacinação do Adolescente • 3-o de Vacinação do Adulto e do Idoso. • As vacinas presentes nos calendários vacinais são gratuitas e disponíveis a todos os brasileiros. • Além disso, alguns indivíduos podem receber vacinas adicionais quando existe a possibilidade de exposição a agentes infecciosos em situações bastante particulares, como é o caso de viajantes para áreas endêmicas de algumas doenças, de profissionais da área de saúde ou de militares. • Atualmente também existem vacinas que não estão no calendário vacinal oficial, mas que podem ser adquiridas em clínicas particulares por quem desejar. • Ex: vacina contra o HPV (vírus do papiloma humano), que previne o câncer de colo de útero • Existe vacina contra a malária? • Não existe ainda vacina contra a doença no Brasil. Porém, estudos estão sendo realizados para que umavacina possa ser desenvolvida, inclusive com a participação de grupos de pesquisa da Fiocruz. • Quais são as possíveis reações adversas das vacinas contra a poliomielite? • Geralmente, as reações adversas são passageiras e desaparecem em 24 a 48 horas. Alguns efeitos são dor ou vermelhidão no local da injeção, febre moderada, dor de cabeça ou dor pelo corpo. • Onde encontro a vacina contra a poliomielite? • Tanto as três primeiras doses, ou seja, as doses aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, quanto as doses de reforço, entre os 15 e 18 meses e aos 5 anos de idade, estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde e nas campanhas de vacinação. • Quem deve tomar a vacina contra a poliomielite? • O Programa Nacional de Imunização (PNI) recomenda que a vacina inativada, em forma de injeção, deve ser aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade do bebê. A vacina via oral (em gotinhas), que serve como reforço, deve ser dada entre os 15 e 18 meses e novamente aos 5 anos de idade. • Como proteger meu filho da poliomielite? • A principal forma de prevenção é a vacina. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece duas vacinas contra a pólio, que se complementam: a inativada e a atenuada. A vacina inativada é aplicada por meio de injeção e deve ser tomada por bebês de 2, 4 e 6 meses de idade. Já o reforço da proteção contra a doença é feito com a vacina atenuada... • Quem não pode tomar a vacina contra o sarampo? • Gestantes, pessoas com imunidade baixa por doença ou uso de medicação, crianças e adultos com HIV (aids). • Por que é tão importante vacinar as crianças contra o sarampo? • A vacina é a melhor forma de evitar a doença, que pode ser grave. Entre as complicações possíveis do sarampo estão infecções respiratórias graves, como pneumonia, otite (infecção ou inflamação no ouvido), doenças que causam diarreia e doenças neurológicas, que podem provocar sequelas como surdez, cegueira, retardo do crescimento e redução da... https://portal.fiocruz.br/pergunta/existe-vacina-contra-malaria https://portal.fiocruz.br/pergunta/quais-sao-possiveis-reacoes-adversas-das-vacinas-contra-poliomielite https://portal.fiocruz.br/pergunta/onde-encontro-vacina-contra-poliomielite https://portal.fiocruz.br/pergunta/quem-deve-tomar-vacina-contra-poliomielite https://portal.fiocruz.br/pergunta/como-proteger-meu-filho-da-poliomielite https://portal.fiocruz.br/pergunta/quem-nao-pode-tomar-vacina-contra-o-sarampo https://portal.fiocruz.br/pergunta/por-que-e-tao-importante-vacinar-criancas-contra-o-sarampo • Quantas doses da vacina a pessoa precisa tomar? • As vacinas devem ser aplicadas em duas doses, aos 12 e 15 meses de idade. Adultos não vacinados, até os 29 anos, devem tomar duas doses, com intervalo de um mês entre elas. • Dos 30 a 59 anos, a pessoa deve tomar apenas uma dose, mesmo que ainda não tenha tomado nenhuma dose. • Em situações de surto (aumento muito... • Caso a segunda dose esteja atrasada, será preciso tomar a primeira dose de novo? • Não, mesmo que a primeira dose tenha sido aplicada há muitos anos, basta tomar a segunda dose. • Sou adulto e não me lembro se já tomei a vacina. Posso tomar mesmo assim? • Sim. Basta receber as duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Tomar mais doses do que o recomendado não causa risco à saúde, inclusive para maiores de 59 anos de idade. • A Fiocruz pode produzir uma vacina para monkeypox ou incorporar uma tecnologia já existente? • Atualizada em 06.09.22: Os vírus usados nas vacinas atuais de varíola são produzidos em culturas de células, tecnologia que o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) domina há anos para a produção de vacinas contra o sarampo, a caxumba, a rubéola e o rotavírus. Essas vacinas já são fornecidas ao Programa... • Quem deve ser vacinado contra a monkeypox? • Atualizada em 06.09.22: Na situação atual de surtos de monkeypox fora dos países endêmicos (onde os casos acontecem há mais tempo e com mais frequência), a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) recomendam que somente contatos próximos de um caso da doença devem receber a vacina e não... • Existe vacina específica para monkeypox? • Atualizada em 06.09.22: Recentemente, uma vacina foi aprovada para prevenir a monkeypox. Muitos anos de pesquisa levaram ao desenvolvimento de vacinas mais novas e seguras para a varíola humana, mas que também podem ser úteis para a monkeypox. Uma dessas vacinas foi aprovada para a prevenção da monkeypox. https://portal.fiocruz.br/pergunta/quantas-doses-da-vacina-pessoa-precisa-tomar https://portal.fiocruz.br/pergunta/caso-segunda-dose-esteja-atrasada-sera-preciso-tomar-primeira-dose-de-novo https://portal.fiocruz.br/pergunta/sou-adulto-e-nao-me-lembro-se-ja-tomei-vacina-posso-tomar-mesmo-assim https://portal.fiocruz.br/pergunta/fiocruz-pode-produzir-uma-vacina-para-monkeypox-ou-incorporar-uma-tecnologia-ja-existente https://portal.fiocruz.br/pergunta/quem-deve-ser-vacinado-contra-monkeypox https://portal.fiocruz.br/pergunta/existe-vacina-especifica-para-monkeypox • Quem já se vacinou contra a varíola no passado está protegida contra a monkeypox? • Atualizada em 06.09.22: É provável que as pessoas vacinadas contra a varíola tenham uma certa proteção contra a monkeypox. Porém, apesar dessa possível proteção, é importante que também adotem medidas para se proteger e proteger as outras pessoas. • É pouco provável que pessoas mais jovens tenham sido vacinadas contra a... • Por que a vacina contra varíola parou de ser produzida? • Atualizada em 06.09.22: Em 1980, com declaração de erradicação (eliminação) da varíola no mundo todo pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a produção foi interrompida. • O que é a autorização para uso emergencial da vacina contra Covid-19? • As vacinas podem receber autorização para uso emergencial quando o benefício que a vacina traz é maior que os riscos. Essa autorização de uso é fornecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com esse tipo de autorização, as vacinas chegam à população de forma mais rápida, pois elas podem ser usadas antes que saia o registro... • Quem precisa tomar a segunda dose de reforço da vacina contra a Covid-19? • Atualizada em 07/06/22: A recomendação do Ministério da Saúde é que pessoas com 40 anos ou mais e trabalhadores da saúde, de todas as idades, devem tomar a segunda dose de reforço contra a Covid-19. Para receber esse novo reforço, é preciso ter tomado o primeiro reforço (terceira dose) há pelo menos quatro meses. A medida vale ainda para... • A minha filha precisa continuar usando máscara depois de tomar as duas doses da vacina? • A Fiocruz recomenda que sim, em algumas situações. É fundamental que os pais continuem a seguir as medidas de prevenção da doença, pois o vírus ainda está circulando no Brasil. As máscaras são muito importantes para o controle da pandemia, já que protegem quem as está usando e as pessoas ao redor. Em ambientes com muita gente, como as escolas,... • Quem deve continuar usando máscara? • Pessoas com baixa imunidade (imunossuprimidas); pessoas com doenças crônicas como doenças cardiovasculares (do coração), diabetes, hipertensão arterial (pressão alta), obesidade; idosos, pessoas não vacinadas ou que não tomaram todas as doses da vacina; profissionais de saúde e outros trabalhadores expostos a grande circulação de pessoas... https://portal.fiocruz.br/pergunta/quem-ja-se-vacinou-contra-variola-no-passado-esta-protegida-contra-monkeypox https://portal.fiocruz.br/pergunta/por-que-vacina-contra-variola-parou-de-ser-produzida https://portal.fiocruz.br/pergunta/o-que-e-autorizacao-para-uso-emergencial-da-vacina-contra-covid-19-0 https://portal.fiocruz.br/pergunta/quem-precisa-tomar-segunda-dose-de-reforco-da-vacina-contra-covid-19 https://portal.fiocruz.br/pergunta/minha-filha-precisa-continuar-usando-mascara-depois-de-tomar-duas-doses-da-vacina https://portal.fiocruz.br/pergunta/quem-deve-continuar-usando-mascara • Quandoe onde devo continuar usando máscara mesmo não sendo mais obrigatório? • USE MÁSCARA: em lugares fechados e com muita gente, como transportes públicos, academias de ginástica ou salas de aula sem distanciamento e com pouca ventilação. • • PODE SUSPENDER O USO DA MÁSCARA: ao ar livre, em ambientes abertos, onde há boa circulação de ar. Nesses ambientes, a transmissão do vírus é mais difícil. No entanto,... • Quando o meu filho deve tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19? • Revalidada em 14/07/2022. Isso irá depender da vacina que o seu filho tomou. A segunda dose da vacina pediátrica da Pfizer (indicada para crianças de 5 a 11 anos) deve ser tomada após o intervalo de 8 semanas. Já a segunda dose da CoronaVac, indicada para crianças a partir dos 3 anos, deve ser tomada após 28 dias. IMPORTANTE: a segunda... • Se as crianças não têm sintomas graves de Covid-19, por que a minha filha precisa se vacinar? • Não é verdade que as crianças não desenvolvem casos graves da Covid-19. Apesar de, em geral, ficarem menos doentes em comparação aos... • É verdade que a vacina contra a Covid-19 para crianças é experimental? • Revalidada em 14/07/2022. Não é verdade. As vacinas aprovadas pela Anvisa para uso em crianças passaram por vários testes internacionais antes de serem liberadas no Brasil. Essas vacinas são consideradas seguras e fornecem boa proteção contra a Covid-19 para o público infantil. • • O meu filho pode ter algum problema no futuro por ter tomado a vacina contra a Covid-19? • Não há nenhum perigo de a vacina contra a Covid-19 causar problemas para a vida futura das crianças. Pelo contrário, as vacinas são importantes e vão ajudar as crianças a chegarem à vida adulta com muita saúde. • • Fonte: Fiocruz. https://portal.fiocruz.br/pergunta/quando-e-onde-devo-continuar-usando-mascara-mesmo-nao-sendo-mais-obrigatorio https://portal.fiocruz.br/pergunta/quando-o-meu-filho-deve-tomar-segunda-dose-da-vacina-contra-covid-19 https://portal.fiocruz.br/pergunta/se-criancas-nao-tem-sintomas-graves-de-covid-19-por-que-minha-filha-precisa-se-vacinar https://portal.fiocruz.br/pergunta/e-verdade-que-vacina-contra-covid-19-para-criancas-e-experimental https://portal.fiocruz.br/pergunta/o-meu-filho-pode-ter-algum-problema-no-futuro-por-ter-tomado-vacina-contra-covid-19 • O processo de avaliação da vacinação infantil contou com a consulta e o acompanhamento de um grupo de especialistas... • Quantas doses meu filho precisa tomar para estar completamente protegido contra a Covid-19? • As crianças de 5 a 11 anos e os adolescentes precisam tomar duas doses da vacina para estarem totalmente imunizadas (protegidas). Ainda não existem estudos científicos que indiquem a necessidade de uma dose de reforço (terceira dose) para este público. • • Baseado em:... • O meu filho pode tomar a vacina contra a Covid-19 junto com outras vacinas? • Após o seu filho tomar a vacina contra a Covid-19, você deve esperar 15 dias até que ele possa tomar qualquer outra vacina. • • Fonte: Ministério da Saúde • O meu filho testou positivo para a Covid-19. Ele pode se vacinar? • Se o seu filho testou positivo para a Covid-19, ele deve esperar 30 dias para tomar a vacina. Você deve contar os 30 dias a partir... • A vacinação de crianças torna o retorno escolar mais seguro? • Sim. Embora as crianças adoeçam menos por Covid-19 e evoluam com menos frequência para formas mais graves da doença, elas podem transmitir o vírus dentro e fora da escola. • • O avanço da vacinação e a redução dos casos de contaminação pela Covid-19 permitirão que as crianças, após um longo período longe da escola, retornem às suas... • Qual o risco da vacina contra a Covid-19 causar miocardite no meu filho? • A miocardite (inflamação do músculo do coração) é um evento muito raro e mais frequente em crianças e adolescentes que contraíram a Covid-19 do que como reação adversa da vacina. • • De acordo com um relatório do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC/USA), foram observados apenas 11 casos de miocardite entre as mais... https://portal.fiocruz.br/pergunta/quantas-doses-meu-filho-precisa-tomar-para-estar-completamente-protegido-contra-covid-19 https://portal.fiocruz.br/pergunta/o-meu-filho-pode-tomar-vacina-contra-covid-19-junto-com-outras-vacinas https://portal.fiocruz.br/pergunta/o-meu-filho-testou-positivo-para-covid-19-ele-pode-se-vacinar https://portal.fiocruz.br/pergunta/vacinacao-de-criancas-torna-o-retorno-escolar-mais-seguro https://portal.fiocruz.br/pergunta/qual-o-risco-da-vacina-contra-covid-19-causar-miocardite-no-meu-filho • Crianças e adolescentes podem evoluir para formas graves da Covid-19? • Apesar de a Covid-19 ser considerada menos grave em crianças e adolescentes, a doença também pode evoluir para formas mais graves e causar morte. De acordo com a nota técnica divulgada pela Fiocruz em dezembro de 2021, até o final do ano passado mais de 620 crianças com até 5 anos haviam perdido a vida para a Covid-19 no Brasil. Se... • A vacina contra a Covid-19 também é segura para crianças? • Revalidada em 14/07/2002. Sim, as vacinas que foram aprovadas pela Anvisa para uso em crianças de 03 a 11 anos são seguras para serem utilizadas no público infantil. Atualmente, existem disponíveis no Brasil duas vacinas que estão liberadas para uso em crianças: a produzida pelo laboratório Pfizer e a CoronaVac, produzida pelo... • Estarei imunizada se na primeira dose eu tomar a vacina AstraZeneca produzida na Índia e na segunda dose tomar a AstraZeneca produzida no Brasil? • Sim, você estará imunizada. A vacina Covid-19 da Fiocruz é resultado de um acordo de transferência de tecnologia entre a empresa AstraZeneca e a Universidade de Oxford com vários países, entre eles a Índia e o Brasil. A vacina produzida pela Fiocruz, no Brasil, e a vacina produzida pelo Instituto Sérum, na Índia, é a mesma. Elas têm a mesma... • Qual o procedimento deve ser seguido por quem deseja relatar um evento adverso após receber a vacina Covid-19 (recombinante)? • Profissionais de saúde devem notificar os eventos adversos pós-vacinação observados nas unidades de saúde ao Programa Nacional de Imunizações por meio do e-SUS Notifica, pelo link: https://notifica.saude.gov.br/onboard. Qualquer pessoa que apresente um evento adverso pós... • Posso ter reações mais fortes ao tomar a vacina por já ter tido Covid-19? • De acordo com o Ministério da Saúde, não existe nenhuma indicação de que quem já teve Covid-19 terá reações mais fortes ao se vacinar. Portanto, quem já teve a doença pode tomar a vacina normalmente, mas deve esperar 30 dias após o fim dos sintomas para então procurar o posto de vacinação. • • Fontes:... • Posso tomar a segunda dose da vacina tendo testado positivo para a Covid-19? • Você deve tomar a segunda dose da vacina normalmente. Só é importante esperar 30 dias após o fim dos sintomas da doença para buscar a vacinação. • https://portal.fiocruz.br/pergunta/criancas-e-adolescentes-podem-evoluir-para-formas-graves-da-covid-19 https://portal.fiocruz.br/pergunta/vacina-contra-covid-19-tambem-e-segura-para-criancas https://portal.fiocruz.br/pergunta/estarei-imunizada-se-na-primeira-dose-eu-tomar-vacina-astrazeneca-produzida-na-india-e-na https://portal.fiocruz.br/pergunta/qual-o-procedimento-deve-ser-seguido-por-quem-deseja-relatar-um-evento-adverso-apos-2 https://notifica.saude.gov.br/onboard https://portal.fiocruz.br/pergunta/posso-ter-reacoes-mais-fortes-ao-tomar-vacina-por-ja-ter-tido-covid-19 https://portal.fiocruz.br/pergunta/posso-tomar-segunda-dose-da-vacina-tendo-testado-positivo-para-covid-19 OBRIGADA