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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA CURSO DIREITO DIREITO ADMINISTRATIVO II PROFESSOR JOSEMAR ARAÚJO – josemar.araujo@uva.br ALUNO: CRISTIANO SANTOS DE GOUVEIA MATRÍCULA: 20211102523 ATIVIDADE INDIVIDUAL AVALIATIVA (A2) Questão 1. O requisito do ato administrativo relacionado ao poder atribuído ao agente da Administração para o desempenho específico de suas funções denomina-se (1) A) autoexecutoriedade. B) imperatividade. C) competência . D) finalidade. E) continuidade. Questão 2. Ato administrativo discricionário pelo qual a Administração extingue um ato válido, por razões de oportunidade e conveniência; e ato administrativo pelo qual é suprido o vício existente em um ato legal, com efeitos retroativos à data em que este foi praticado. Tais situações referem-se, respectivamente, (1) A) à anulação e ao saneamento. B) ao saneamento e à anulação. C) à confirmação e à revogação. D) à convalidação e à revogação. E) à revogação e à convalidação. Questão 3. A investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, verificada em inspeção médica, denomina-se (1) A) substituição. B) aproveitamento. C) redistribuição. D) readaptação. E) reintegração. Questão 4. I. Quando dizemos que a Administração, tomando conhecimento de ilícito administrativo, está obrigada a apurá-lo, sob pena de condescendência criminosa, estamos nos referindo à atuação vinculada. II. Só pode praticar um ato aquele a quem a lei atribuiu competência para essa prática. III. O Prefeito pode sancionar ou vetar o projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal, se o fizer dentro do prazo legal para tanto. A vinculação está presente APENAS em (1,5) (A) I. (B) II. (C) III. (D) I e II. (E) I e III. mailto:josemar.araujo@uva.br Questão 5. Um dos atributos do ato administrativo é a (1,5) (A) exigibilidade, segundo a qual a Administração executa unilateralmente suas determinações, que são válidas, desde que dentro da legalidade. (B) imperatividade, segundo a qual a Administração faz cumprir suas determinações, até com o uso da força, se necessário. (C) presunção de legitimidade, segundo a qual, até que se faça prova em contrário, é legítimo, conforme à lei, o ato da Administração. (D) autoexecutoriedade, segundo a qual a Administração impõe suas determinações, com imediatidade. (E) presunção de veracidade, segundo a qual o fato alegado pela Administração é considerado absolutamente verdadeiro. Questão 6. Caio é pequeno comerciante no Município de Cantagalo, no Estado do Rio de Janeiro. A Administração Pública municipal interditou seu modesto estabelecimento comercial, que funcionava sem o necessário alvará de licença. Após a interdição, os agentes administrativos arrecadaram todo o material em estoque e informaram a Caio que as mercadorias ficariam em poder da administração, a título de compensação pelo valor da multa normalmente aplicável. Com base no caso apresentado, responda: (4) a) O ato de apreensão das mercadorias de Caio atendeu aos requisitos do ato administrativo? Justifique sua resposta. Quanto a interdição ao estabelecimento a Administração Pública cumpriu os requisitos da imperatividade, onde a aludida doutrina prevê que: “imperatividade: os atos administrativos impõem-se ao particular independentemente de sua concordância; atributo inexistente nos atos negociais(DI PIETRO, 2020, p.551) e ainda “imperatividade, permite à Administração utilizar-se de seu poder de império para praticar atos unilaterais que criam obrigações para o particular, independentemente de sua concordância ou ainda contra a sua vontade. Esse atributo vem acompanhado, em certos casos, da possibilidade de autoexecutar a decisão. (DI PIETRO, 2020, p. 567-568), porém observo ilicitude quanto à apreensão da mercadoria como título de compensação tendo em vista ser uma forma de enriquecimento sem causa por parte da Administração Pública. b) A providência adotada pela Administração Pública Municipal ao interditar o estabelecimento comercial de Caio pode ser enquadrada entre as sanções de Polícia? Explique. Sim, tendo em vista que o estabelecimento do Caio funcionava sem o devido alvará de autorização, então segundo a doutrina, onde diz: o poder de polícia só deve ser exercido para atender ao interesse público. Se o seu fundamento é precisamente o princípio da predominância do interesse público sobre o particular, o exercício desse poder perderá a sua justificativa quando utilizado para beneficiar ou prejudicar pessoas determinadas; a autoridade que se afastar da finalidade pública incidirá em desvio de poder e acarretará a nulidade do ato com todas as consequências nas esferas civil, penal e administrativa. (DI PIETRO, 2020, p. 333) e ainda, diz: “poder de polícia não deve ir além do necessário para a satisfação do interesse público que visa proteger; a sua finalidade não é destruir os direitos individuais, mas, ao contrário, assegurar o seu exercício, condicionando-o ao bem-estar social”. (DI PIETRO, 2020, p. 333). c) Descreva com suas palavras as principais distinções entre medida de polícia e sanção de polícia. Medida de polícia são medidas adotadas e que se revestem de teor puramente administrativo, visando a consecução da aplicação do poder de polícia, já as sanções de polícia são as punições propriamente ditas, portanto segundo a doutrina: Modernamente tem sido feita – corretamente, diga-se de passagem - distinção entre sanções de polícia e medidas de polícia. Sanções são aquelas que espelham uma punição efetivamente aplicada à pessoa que houver infringido a norma administrativa, ao passo que medidas são as providências administrativas que, embora não representando punição direta, decorrem do cometimento de infração ou do risco em que esta seja praticada.(CARVALHO FILHO, 2020, p.220-221). Referencias bibliográficas: Direito administrativo brasileiro / Hely Lopes Meirelles, José Emmanuel Burle Filho. - 42. ed. / atual. até a Emenda Constitucional 90, de 15.9.2015. - São Paulo: Malheiros, 2016. Direito administrativo / Maria Sylvia Zanella Di Pietro. – 33. ed. – Rio de Janeiro: Forense, 2020. Manual de direito administrativo / José dos Santos Carvalho Filho. – 34. ed. – São Paulo: Atlas, 2020.