Logo Passei Direto
Buscar

Esse resumo é do material:

Princípios do Direito Administrativo
8 pág.
Material

Esta é uma pré-visualização de arquivo. Entre para ver o arquivo original

## Resumo sobre Introdução ao Direito AdministrativoO material apresenta uma visão geral dos principais princípios que regem o Direito Administrativo, destacando sua importância para a atuação da Administração Pública e a relação entre o Estado e os cidadãos. Elaborado com base em doutrina, legislação e jurisprudência, o conteúdo é direcionado especialmente para estudantes que se preparam para concursos públicos, oferecendo uma abordagem clara, objetiva e esquematizada dos temas mais cobrados pelas bancas examinadoras.### Princípios Fundamentais do Direito AdministrativoUm dos pilares do Direito Administrativo é a **Supremacia do Interesse Público**, princípio implícito que determina que, nas relações jurídicas em que o Estado atua como representante da sociedade, os interesses coletivos prevalecem sobre os interesses particulares. Isso implica que os atos administrativos gozam de presunção de legitimidade e veracidade, possuem poder de império e são autoexecutórios. Além disso, o interesse público é indisponível e inapropriável, ou seja, não está à disposição da vontade do administrador, que atua como mero gestor, respeitando o princípio da legalidade, que impõe a obrigatoriedade do desempenho da atividade pública conforme a lei.O **Princípio da Legalidade** é um princípio constitucional expresso no artigo 37 da Constituição Federal, que estabelece uma distinção clara entre a Administração Pública e a iniciativa privada. Enquanto o particular pode fazer tudo que a lei não proíbe, a Administração Pública só pode agir dentro dos limites autorizados pela lei. Esse princípio é fundamental para o Estado de Direito, pois assegura que o poder público esteja submetido à lei, garantindo que os interesses públicos sejam definidos pelo Legislativo, representante do povo.Outro princípio essencial é o da **Impessoalidade**, que exige do administrador público imparcialidade na defesa do interesse público, vedando discriminações e privilégios indevidos. A impessoalidade assegura a isonomia, ou seja, que todos sejam tratados igualmente perante a lei, e impede que a publicidade dos atos administrativos tenha caráter pessoal ou promova interesses individuais. Relacionado a isso, o **Princípio da Moralidade** impõe que a conduta administrativa seja pautada pela honestidade, ética, boa-fé e probidade, sob pena de anulação dos atos que violem esses valores.### Transparência, Eficiência e Controle na Administração PúblicaO **Princípio da Publicidade** determina que todos os atos administrativos devem ser públicos, garantindo transparência e controle social sobre a atuação estatal. Em certos casos, a publicação oficial é requisito para a eficácia dos atos que produzem efeitos externos ou implicam ônus para o patrimônio público. Contudo, há exceções fundamentadas na segurança do Estado, da sociedade e no direito à intimidade dos envolvidos.O **Princípio da Eficiência**, também previsto no artigo 37 da Constituição, orienta a Administração Pública a maximizar resultados, atuando de forma rápida, útil e econômica. A eficiência busca assegurar que os serviços públicos sejam prestados com qualidade e adequação às necessidades da sociedade, que é a financiadora desses serviços.Os princípios da **Razoabilidade e Proporcionalidade** são fundamentais para evitar excessos e garantir a adequação entre meios e fins na atuação administrativa. Eles exigem que os atos públicos sejam compatíveis, necessários e proporcionais, evitando arbitrariedades e abusos de poder.Outro princípio importante é o da **Autotutela**, que confere à Administração o poder de rever seus próprios atos, anulando os ilegais e revogando os inconvenientes ou inoportunos, respeitando os direitos adquiridos e a apreciação judicial, conforme a Súmula 473 do Supremo Tribunal Federal.### Continuidade, Contraditório e Ampla DefesaO **Princípio da Continuidade** estabelece que a Administração Pública deve garantir a prestação ininterrupta dos serviços essenciais à coletividade, salvo em situações excepcionais, como emergências, avisos prévios por razões de segurança ou inadimplemento do usuário. Esse princípio está relacionado à supremacia do interesse público e à eficiência, assegurando que a sociedade não seja prejudicada por interrupções injustificadas.Por fim, o material destaca o **Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa**, que assegura ao particular o direito de participar do processo administrativo ou judicial que lhe interesse, podendo manifestar-se, requerer provas e influenciar a tramitação do processo. Esses direitos decorrem do princípio do devido processo legal, garantindo justiça e equilíbrio na relação entre o Estado e o cidadão.---### Destaques- A Supremacia do Interesse Público impõe a prevalência dos interesses coletivos sobre os particulares, com atos administrativos presumidos legítimos e autoexecutórios.- O Princípio da Legalidade limita a atuação da Administração Pública ao que a lei autoriza, diferenciando-a da iniciativa privada.- Impessoalidade e Moralidade garantem imparcialidade, ética e transparência na atuação administrativa.- Publicidade e Eficiência asseguram transparência e qualidade na prestação dos serviços públicos.- Razoabilidade, Proporcionalidade e Autotutela regulam a adequação dos atos administrativos e a possibilidade de revisão pela própria Administração.- Continuidade dos serviços públicos e o direito ao contraditório e ampla defesa protegem os direitos dos cidadãos e a estabilidade dos serviços essenciais.

Teste o Premium para desbloquear

Aproveite todos os benefícios por 3 dias sem pagar! 😉
Já tem cadastro?

Mais conteúdos dessa disciplina