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COMUNICAÇÃO EFICAZ EM SITUAÇÃO DE URGÊNCIA A importância da comunicação clara e eficaz entre a equipe médica e os pacientes em situações críticas INTERNA: MARIANA ORTINA - T3 SEGURANÇA DO PACIENTE VOCÊ CONHECE AS METAS? O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) foi criado para contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional. Identificar o paciente corretamente; Melhorar a eficácia da comunicação; Medicação segura; Procedimentos cirúrgicos seguros; Higienizar as mãos para prevenção de infecções; Prevenir quedas e lesão por pressão. Pouco tempo para estabelecer uma relação médico-paciente; Confiabilidade de informações fornecidas pelo paciente ou ausência delas; Condições críticas que limitam o tempo de diálago para um atendimento rápido e resolutivo. DESAFIOS DA EMERGÊNCIA Além dos fatores que podem afetar a qualidade da comunicação: privação do sono em jornadas de trabalho longas, descontinuidade da assistência, atendimentos que extrapolam a capacidade instalada da Unidade/Setor de Saúde, ausência de protocolos que padronizem a comunicação COMUNICAÇÃO EFICAZ A comunicação é um processo de alcançar continuamente um entendimento mútuo, durante o qual os participantes (seja comunicador ou receptor) trocam, criam, e compartilham pensamentos, opiniões e informações. Ao longo do trajeto de um paciente no departamento de emergência, existem pontos cruciais, que necessitam de adequada comunicação. PROBLEMA E SOLUÇÃO TRIAGEM: Objetivos: Protocolos de triagem conforme gravidade clínica Identificar aqueles que precisam ter um fluxo mais rápido → Conflitos: Pacientes podem não compreender os critérios de classificação Discordar da categorização da triagem Julgar que seu agravo é um problema mais sério → Alternativa: Explicar ao paciente os motivos pelo qual foi categorizado de determinada maneira Pode ser feito diretamente no posto de triagem, como com recursos informativos (cartazes, vídeos.) PROBLEMA E SOLUÇÃO AVALIAÇÃO DO PACIENTE PELO PROFISSIONAL DE SAÚDE: → Objetivos: Momento de interação principal: anamnese, exame clínico, solicitação e realização de exames complementares; → Conflitos: É comum que o paciente e familiares informem diversos detalhes de suas histórias, porém, às vezes não necessários ao atendimento, sendo assim o emergencista costuma interromper e direcionar o paciente; Paciente e familiares podem não recordar de seus diagnósticos prévios, medicações de uso contínuo ou intercorrências médicas, que por vezes, podem prejudicar o raciocínio clínico; → Alternativa: Uma estratégia é explicar ao paciente que em alguns momentos da conversa você deverá direcionar a história contada para que chegue no resultado esperado; Para lidar com a escassez de informações prévias, podemos contar com uso de prontuários eletrônicos integrados entre as unidades de saúde. PROBLEMA E SOLUÇÃO INTERAÇÃO COM DEMAIS PROFISSIONAIS DE SAÚDE: → Objetivos: Enfermeiros, fisioterapeutas, médicos e outros profissionais de saúde possuem diferentes competências e atribuições cotidianamente, mas é da responsabilidade do médico a decisão do plano terapêutico do paciente. → Conflitos: Caso a proposta de uma outra equipe profissional não seja aquela estabelecida, pode haver um conflito. Supervalorização ou desvalorização da queixa do paciente por determinados colega dentro da equipe profissional Comparação de condutas, abordagens para manejo dos pacientes → Alternativa: Exercer uma comunicação efetiva com a equipe multiprofissional, compartilhando as decisões acerca dos planejamentos terapêuticos do paciente Mostrar-se aberto para receber orientações e discutir sobre cada caso de maneira individualizada. PROBLEMA E SOLUÇÃO TRANSIÇÃO DO CUIDADO: → Objetivos: Passagem de caso (“handoff”) nas trocas de plantão, visitas médicas e para outros setores do hospital. → Conflitos: A interação entre o profissional que realizava o cuidado para o próximo que dará a continuidade adequada ao paciente. Da mesma forma, a transição do cuidado do paciente ao ser transferido de serviço de emergência para um leito de enfermaria, ou UTI é uma etapa essencial para que se compreenda aquilo que já foi feito e aquilo que se planeja executar. Um handoff organizado auxilia na redução de erros associados à assistência como aqueles relacionados com: história e exame clínico, diagnóstico incorreto ou terapêutica instituída. → Alternativa: Utilização de ferramentas adequadas: SBAR PASSAR PLANTÃO A pessoa que recebe as informações deve estabelecer uma comunicação em “alça fechada”, ou seja, confirmar aquilo que entendeu e perguntar sobre o que não ficou claro, garantindo um adequado entendimento. Situation (Situação): Nome, idade, onde está o paciente e outras características da identificação que podem ser importantes; Qual é a condição clínica que se apresenta no momento; Pode-se incluir aqui nesse passo (ou no assessment) a urgência de se reavaliar o paciente e o grau de medidas invasivas planejadas. Background (Antecedentes - breve histórico): Características relevantes do passado médico do paciente; Pontos relevantes da história que o levaram à condição atual. Assessment (Avaliação): O que já foi diagnosticado ou aventado até o momento e aquilo que está pendente. Recommendation (Recomendação): Sugestões de conduta; Reforçar as possíveis pendências e as dúvidas pertinentes ao caso. VOCÊ CONHECE O MÉTODO SBAR? O protocolo (SPIKES) consiste em seis etapas e a intenção é habilitar o médico a preencher os 4 objetivos mais importantes durante a transmissão de más notícias: Recolher informações dos pacientes; Transmitir as informações médicas; Proporcionar suporte ao paciente; Induzir a sua colaboração no desenvolvimento de uma estratégia ou plano de tratamento para o futuro. COMO DAR MÁS NOTÍCIAS? PROTOCOLO SPKIES Set up (Estabelecer uma relação): Procurar ambiente tranquilo, com privacidade e sem interrupções. Alinhar com a equipe as informações e os objetivos da conferência, bem como quem participará (entre membros da equipe, família e o próprio paciente). Perception (Percepção da família): Através de perguntas abertas, avalie como o paciente/familiar percebe a situação clínica atual, quais são suas expectativas e demandas. Sempre ouça antes de falar e respeite as pausas e silêncios. Invitation (Até onde querem saber): Pergunte o que o paciente/familiar deseja saber a respeito do quadro atual e em que grau de detalhe. Em alguns casos, o paciente pode escolher não saber a informação. Devemos respeitar o pedido do paciente e isso deve ser registrado no prontuário. Em outros casos não há como não falar (morte). Knowledge (Explique o caso): Compartilhe a informação de forma progressiva e cuidadosa, checando o entendimento a cada etapa. Nesta fase devem ser abordados diagnóstico, prognóstico, definição de objetivo de cuidado e planejamento terapêutico. Emotions (Empático para as emoções): Acolha as emoções manifestadas. Pratique a escuta ativa e coloque-se à disposição. Strategy and Summary (Estratégia e Resumo): Repasse brevemente as informações compartilhadas e o plano terapêutico definido na reunião, checando o entendimento. Alinhe as expectativas em relação ao plano proposto. Esclareça eventuais dúvidas e estabeleça um prazo para reavaliação em relação à resposta ao tratamento proposto. Deixe claro que o plano atual pode ser revisado e modificado se necessário. CAPACIDADE DE DECISÕES DO PACIENTE A autonomia do paciente é um importante preceito a ser respeitado. - Para que o paciente possa exercer sua autonomia e decidir por um ou outro tratamento/intervenção, o mesmo deve encontrar-se com adequadas funções cognitivas preservadas. - Em algumas situações é necessário indicar um tratamento ou intervenção sem consentimento informado, para isso, TODOS os 3 critérios devem ser preenchidos: O paciente não apresenta capacidade de tomar decisões no momento. 1. Trata-se de uma emergência real, com possibilidade de morteou perda definitiva de um membro ou função. 2. Não existe uma documentação de diretivas antecipadas de vontade e não há um familiar responsável que possa se consultado a respeito da decisão. 3. QUANDO É HORA DE INTERVIR? Choose/Communicate (Comunicar): O paciente é capaz de fazer e comunicar uma escolha. Understand (Entender): O paciente compreende os riscos e benefícios associados a cada alternativa; Reason (Razões): O paciente expressa uma decisão embasada em argumentos lógicos/racionais para sua decisão. Value (Valores): A escolha do paciente é coerente com seus valores pessoais; Isso pode ser diferente dos valores da equipe médica. Emergency (Emergência): Não se trata de uma situação de risco iminente à vida ou perda definitiva de um membro ou de uma função, momentos nos quais a capacidade decisória imediata pode estar prejudicada. Surrogate (Substituto): As decisões estão respaldadas pela família, que apoiará o paciente na sua decisão. CURVES CONSIDERAÇÕES FINAIS CUMPRIMENTAR - APRESENTAR-SE CHAMAR AS PESSOAS PELO NOME (TANTO EQUIPE COMO PACIENTES) UTILIZAR LINGUAGEM CLARA, COM TERMOS TÉCNICOS APROPRIADOS PARA A COMPREENSÃO DO PACIENTE ABERTURA PARA DIÁLOGO, PERGUNTAR SOBRE DÚVIDAS E ANSEIOS FEEDBACK PARA CERTIFICAÇÃO DA COMPREENSÃO DO PACIENTE ESTABELECER UM LOCAL APROPRIADO E PERTINENTE PARA ABORDAR CADA ASSUNTO LOCAL COM PRIVACIDADE; TER LENÇOS DE PAPEL,ÁGUA, CHÁ EVITAR BARREIRAS FÍSICAS (MESAS ESCRIVANINHAS) - SERVIÇOS DE ACOLHIMENTO ESPECIALIZADO (PSICÓLOGOS,ASSISTENTES SOCIAIS E RELIGIOSO) OLHAR ABERTO - EXPRESSÃO FACIAL SERENA; CONTATO FÍSICO (EXCETO EM SITUAÇÕES DE AGRESSIVIDADE) TOM DE VOZ SUAVE; NÃO ESTABELECER BARREIRAS COM PERNAS CRUZADAS, BRAÇOS CRUZADOS. RITMO DA LINGUAGEM CALMO; FAZER PAUSAS REFERÊNCIAS