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TBL 12 – Cheiro de fome 1 – Definir olfação e compreender a via olfatória. A via olfatória é o caminho percorrido pelos estímulos químicos, ou seja, as moléculas de odor, até serem percebidos pelo cérebro como cheiros. Esse processo é essencial para a nossa percepção do ambiente e tem grande importância na nossa interação com o mundo ao nosso redor. Vamos entender esse processo em etapas: 1. Captura das moléculas de odor O primeiro passo da via olfatória ocorre quando as moléculas de odor presentes no ar entram em contato com a cavidade nasal. A mucosa nasal é revestida por células especializadas chamadas receptores olfativos (localizados na membrana dos cílios). 2. Estimulação dos receptores olfativos Na parte superior da cavidade nasal, existe uma região chamada epitélio olfatório, que contém milhões de células ciliadas sensoriais (receptores olfativos). Quando uma molécula de odor entra em contato com esses receptores, ela se liga a proteínas presentes nas células ciliadas, o que provoca uma alteração química nas células. 3. Transmissão do sinal elétrico Essa alteração química gerada pela ligação da molécula de odor com os receptores transforma o estímulo em um impulso elétrico. Esse impulso é transmitido pelos axônios das células sensoriais que formam o nervo olfatório. 4. Atravessando a lâmina crivosa Os axônios das células olfativas passam por uma estrutura óssea chamada lâmina crivosa, localizada na base do crânio, e chegam ao bulbo olfatório, que é uma área do cérebro responsável por processar as informações sensoriais relacionadas ao olfato. 5. Processamento no bulbo olfatório No bulbo olfatório, os impulsos elétricos são organizados, interpretados e distribuídos para diferentes regiões do cérebro. O bulbo olfatório recebe as informações e as transmite, por meio de conexões nervosas, para áreas mais altas do cérebro, como o córtex olfatório primário, que está localizado na região temporal do cérebro. 6. Integração e percepção do cheiro O córtex olfatório primário recebe os sinais e realiza o processamento final. O cheiro é, então, identificado e interpretado. Além disso, o olfato tem uma ligação muito forte com o sistema límbico (responsável pelas emoções), o que pode explicar a intensa relação entre cheiros e memórias ou emoções. Resumo do caminho percorrido pelas moléculas de odor: 1. Moléculas de odor entram na cavidade nasal. 2. Epitélio olfatório (células receptoras detectam as moléculas de odor). 3. Nervo olfatório transmite os sinais para o cérebro. 4. Bulbo olfatório processa e organiza as informações. 5. Córtex olfatório interpreta o cheiro. 6. O sistema límbico associa o cheiro a emoções ou memórias. Ao contrário dos outros sentidos (como a visão e a audição), que possuem centros específicos no cérebro que processam os estímulos, o olfato tem uma conexão direta com áreas que lidam com emoções e memórias, o que pode explicar por que certos cheiros podem evocar lembranças ou sentimentos de forma tão vívida. Esse processo é fundamental para várias funções, como a identificação de alimentos, a detecção de perigos (como fumaça ou gás) e a interação social, já que o olfato está envolvido em questões como o reconhecimento de pessoas e a atração sexual. Neurônios olfatórios do epitélio olfatório – Nervo craniano I – Bulbo olfatório – Trato olfatório – Córtex olfatório – Córtex cerebral e sistema límbico. 2- Caracterizar a estrutura e função do nariz. O nariz tem como função: respiração, filtragem, olfato, umidificação e aquecimento do ar e fonação. 3- Definir gustação e compreender a via gustatória. Gustação é o sentido responsável pela percepção de sabores através das papilas gustatórias presentes na boca. As sensações primárias do paladar foram agrupadas em cinco categorias: · Sabor azedo - O gosto azedo é causado por ácidos – ou seja, pela concentração de íons hidrogênio –, e a intensidade dessa sensação gustativa é aproximadamente proporcional ao logaritmo da concentração de íons hidrogênio (i. e., quanto mais ácido o alimento, mais forte a sensação azeda se torna). · Sabor salgado - O sabor salgado é provocado pelos sais ionizados, principalmente pela concentração do íon sódio. A qualidade do sabor varia ligeiramente de um sal para outro, porque alguns sais provocam outras sensações de sabor além do salgado. Os cátions dos sais, especialmente os cátions de sódio, são os principais responsáveis pelo sabor salgado, mas os ânions também contribuem, mesmo que em menor grau. · Sabor doce - O sabor doce não é induzido por uma única classe de substâncias químicas. Alguns dos tipos de substâncias químicas que provocam esse sabor incluem açúcares, glicóis, alcoóis, aldeídos, cetonas, amidas, ésteres, alguns aminoácidos, algumas pequenas proteínas, ácidos sulfônicos, ácidos halogenados e sais inorgânicos de chumbo e berílio. Observe especificamente que a maioria das substâncias que causam um sabor doce são substâncias químicas orgânicas. É especialmente interessante que pequenas alterações na estrutura química, como a adição de um radical simples, podem, com frequência, alterar a substância de doce para amarga. · Sabor amargo - O sabor amargo, assim como o doce, não é induzido por um tipo único de agente químico. Nesse caso, novamente, as substâncias que provocam o sabor amargo são quase exclusivamente substâncias orgânicas. · Sabor umami - Umami, uma palavra japonesa que significa “delicioso”, designa uma sensação de sabor agradável que é qualitativamente diferente de azedo, salgado, doce ou amargo. Umami é o sabor dominante dos alimentos que contêm L-glutamato, como caldos de carne, queijo maturado e o tempero à base de glutamato monossódico. A sensação prazerosa do sabor umami é considerada importante para a nutrição por promover a ingestão de proteínas. Papilas gustativas – os botões gustativos é composto de células epiteliais, algumas são células de sustentação e outras são células gustativas (são renovadas), Do ápice de cada célula gustativa, várias microvilosidades, ou cílios gustativos, projetam-se para fora no poro gustativo, aproximando-se da cavidade da boca. Essas microvilosidades fornecem a superfície receptora para o sabor. Mecanismo de estimulação dos botões gustativos: Primeiro acontece um potencial receptor – a aplicação de uma substância gustativa nos cílios gustativos provoca uma perda parcial do potencial negativo que essa célula possui, ou seja, a célula gustativa torna-se despolarizada. O mecanismo pelo qual a maioria das substâncias estimulantes interage com as vilosidades gustativas para iniciar o potencial do receptor se dá por meio da ligação da substância química de sabor a uma molécula receptora de proteína que se encontra na superfície externa da célula receptora gustativa, próxima ou projetando-se através da membrana de vilosidades. Essa ação, por sua vez, abre canais iônicos, o que permite que íons positivamente carregados, de sódio ou de hidrogênio, entrem e despolarizem a negatividade normal da célula. Em seguida, a substância química de sabor é gradualmente retirada das vilosidades gustativas pela saliva, removendo o estímulo. O tipo de proteína receptora em cada vilosidade gustativa determina o tipo de sabor que será percebido: · Salgado e doce: para íons de sódio e hidrogênio as proteínas receptoras abrem canais iônicos específicos, provavelmente canal de sódio epitelial (NaEC) nas membranas apicais das células gustativas ativando os receptores. · Doce e amargo: as porções dos receptores acoplados à proteína G, que se projetam através das membranas apicais, ativam substâncias transmissoras do tipo segundo mensageiro dentro das células gustativas; esses segundos mensageiros provocam alterações químicas intracelulares que desencadeiam os sinais de sabor. Geração dos impulsos nervosos pelos botões gustativos: Na primeira aplicação do estímulo gustativo, a frequência de descarga das fibras nervosas que se originam nos botões gustativos aumenta em uma pequena fração de segundo até atingir um pico, adaptando-se, depois, nos próximos segundose voltando a um nível estável mais baixo durante a permanência do estímulo gustativo. Assim, o nervo gustativo transmite um sinal forte e imediato, e um sinal contínuo, mais fraco, é transmitido enquanto o botão gustativo estiver exposto ao estímulo gustativo. Transmissão de sinais de sabor para o sistema nervoso central: · Os impulsos de sabor dos dois terços anteriores da língua passam inicialmente pelo nervo lingual e, então, através do ramo corda do tímpano para o nervo facial e, finalmente, para o trato solitário, no tronco encefálico. · A sensação gustativa das papilas circunvaladas na parte posterior da línga e de outras regiões posteriores da boca e da garganta são transmitidas por meio do nervo glossofaríngeo também para o trato solitário, mas em um nível ligeiramente mais posterior. Por fim, alguns sinais gustativos são transmitidos para o trato solitário a partir da base da língua e de outras partes da região faríngea por meio do nervo vago. Todas as fibras gustativas fazem sinapse nos núcleos do trato solitário no tronco encefálico posterior. Esses núcleos enviam neurônios de segunda ordem para uma pequena área do núcleo ventral posteromedial do tálamo, localizado ligeiramente medial às terminações talâmicas das regiões faciais do sistema da coluna dorsal-lemnisco medial. Do tálamo, os neurônios de terceira ordem são transmitidos para a extremidade inferior do giro pós-central no córtex cerebral parietal, onde penetram profundamente no sulco lateral e na área insular opercular adjacente. A língua desempena várias funções: gustação, mastigação e deglutição, fala e articulação, sensibilidade tátil e térmica, higiene e limpeza da boca e função imunológica. image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png