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FACULDADE ARNALDO JANSSEN Curso de Psicologia CAMILA CRISTINA FERREIRA FABIANE FROM MORAIS IARA RODRIGUES DA SILVA LARA OLIVEIRA SOUSA LARISSA VALÉRIA GONÇALVES JACOMO RAQUEL MARÇAL DOS SANTOS STEFANY SOUZA BONFIM JOGO “TRILHAS ÉTICAS: A PRÁTICA PSICOLÓGICA E SUAS INTERFACES” BELO HORIZONTE 2024 CAMILA CRISTINA FERREIRA FABIANE FROM MORAIS IARA RODRIGUES DA SILVA LARA OLIVEIRA SOUSA LARISSA VALÉRIA GONÇALVES JACOMO RAQUEL MARÇAL DOS SANTOS STEFANY SOUZA BONFIM JOGO “TRILHAS ÉTICAS: A PRÁTICA PSICOLÓGICA E SUAS INTERFACES” Projeto apresentado como requisito de avaliação nas disciplinas de “Dinâmica de Grupo, Psicodiagnóstico, Psicoterapia Breve e Psicologia Socioambiental”, do curso de Psicologia, orientado pelo Prof. Me. Natham Ribeiro Martins. BELO HORIZONTE 2024 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO......................................................................................... 4 1.1 Problema de Pesquisa......................................................................... 5 1.2 Objetivos.............................................................................................. 6 1.2.1 Objetivo Geral .................................................................................. 6 1.2.2 Objetivos Específicos ...................................................................... 6 2 MÉTODO.................................................................................................. 7 2.1 Tipo de Pesquisa ............................................................................... 7 2.2 Local de Estudos .............................................................................. 7 2.3 Coleta de Dados ................................................................................. 7 7 2.4 Materiais .............................................................................................. 7 2.5 Procedimento....................................................................................... 7 3 CONCLUSÃO ........................................................................................... 11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................... 12 APÊNDICES................................................................................................ 13 4 1. INTRODUÇÃO O trabalho do Psicólogo exige uma prática baseada em valores éticos que garantam o respeito ao sujeito humano e seus direitos fundamentais. Em vista disso, o Código de Ética Profissional do Psicólogo (CFP, 2005) serve como ferramenta básica e essencial para o trabalho do psicólogo no âmbito da ética, garantindo um comportamento responsável e compromisso com os direitos humanos. O objetivo deste projeto é criar um jogo de cartas interativo voltado para estudantes de psicologia, que reproduz situações comumente vivenciadas na prática profissional e estimula a reflexão sobre condutas éticas. O jogo se baseia no Código de Ética Profissional e nas disciplinas de Dinâmica de Grupo, Psicodiagnóstico, Psicoterapia Breve e Psicologia Socioambiental. Ele visa estimular o entendimento prático dos princípios éticos definidos, por exemplo, habilidade técnica, confidencialidade, responsabilidade social e consideração pela autonomia do paciente. Como ferramenta pedagógica, o jogo oferecerá um ambiente seguro onde os jogadores poderão explorar e aplicar princípios éticos de forma interativa e ponderada, se preparando para os obstáculos que irão enfrentar na carreira profissional. Conforme o Código de Ética do Conselho Federal de Psicologia (CFP, 2005), “O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.” (art. 1°). Esses princípios serão incorporados nas cartas do jogo, apresentando cenários onde o jogador precisará avaliar o efeito de suas decisões nos indivíduos e na comunidade. Adicionalmente, o jogo promoverá o aprimoramento de competências psicológicas fundamentais, tais como empatia, autocontrole e resiliência, relevantes para enfrentar dilemas éticos e preservar a integridade na carreira. O Código de Ética Profissional do Psicólogo (CFP, 2005) define orientações essenciais para a prática, fundamentadas em princípios como 5 autonomia, sigilo, habilidade técnica e responsabilidade social. Esses valores serão incorporados ao jogo por meio de cartas que apresentam dilemas éticos. Por exemplo, o jogador pode se deparar com circunstâncias que envolvam violação de privacidade, conflitos de interesse, escolhas sobre intervenção sem o consentimento do cliente, entre outros. Cada escolha feita durante o jogo representará uma chance de implementar esses princípios, ponderar sobre implicações éticas e aprimorar habilidades para enfrentar dilemas complexos. O jogo também se fundamenta nos princípios pedagógicos da Dinâmica de Grupo, uma matéria que possibilita a observação da interação entre pessoas e incentiva o aprimoramento de competências como comunicação e empatia (Vygotsky, 2008). Conforme o art.IV° do Código de Ética, que enfatiza a importância da competência e atualização constante, o jogo auxiliará no aprimoramento de habilidades práticas e reflexivas, capacitando os alunos para lidar com os desafios éticos da profissão com segurança e responsabilidade. Em situações de Psicodiagnóstico e Psicoterapia Breve, o profissional de psicologia precisa considerar as restrições da sua intervenção e respeitar a autonomia do cliente, conforme estabelecido no art.2° do Código de Ética. O jogo simulará circunstâncias onde os jogadores precisarão escolher entre alternativas que envolvem variados níveis de intervenção e respeito ao sigilo. Ao tomar essas decisões em um ambiente controlado, os participantes aprimoram sua sensibilidade ética e competência para interpretar contextos complexos, favorecendo um aprendizado mais profundo e relevante. 1.1 Problema de Pesquisa: Como um jogo de cartas interativo baseado no Código de Ética Profissional do Psicólogo pode auxiliar estudantes de Psicologia na aplicação prática dos princípios éticos em dilemas profissionais? 6 1.2 Objetivos: 1.2.1 Objetivo Geral: Desenvolver um jogo de cartas interativo voltado para estudantes de Psicologia, baseado no Código de Ética Profissional do Psicólogo no Brasil, incorporando elementos das disciplinas Dinâmica de Grupo, Psicodiagnóstico, Psicoterapia Breve e Psicologia Socioambiental. O jogo visa simular dilemas éticos que costumam surgir na prática profissional. Os participantes explorarão diferentes cenários, onde precisarão tomar decisões éticas fundamentadas nas normas do Código de Ética. O objetivo é acumular pontos de ética e resolver esses dilemas de maneira correta para vencer. Essa proposta facilitará a compreensão e a aplicação dos princípios éticos essenciais, preparando os futuros profissionais para lidar com os desafios éticos da profissão com integridade e responsabilidades. 1.2.2 Objetivos Específicos: - Facilitar o entendimento do Código de Ética Profissional do Psicólogo por meio de uma ferramenta lúdica; - Promover a reflexão sobre estratégias para lidar com os principais desafios emocionais e sociais da prática psicológica profissional; - Desenvolver habilidades como empatia, resiliência e autocontrole, aplicáveis a diversos ambientes, como grupos e psicoterapia individual; - Fornecer aplicação do jogo no contexto terapêutico e no processo de diagnóstico, promovendo a integração das diversas disciplinas psicológicas para profissionais da área. 7 2. MÉTODO 2.1 Tipo de Pesquisa: Pesquisa qualitativa, fundamentadana análise e interpretação detalhada de diretrizes éticas aplicadas à prática psicológica. 2.2 Local de Estudo: Campus Funcionários da UniArnaldo. 2.3 Coleta de dados: Revisão teórica do Código de Ética Profissional do Psicólogo no Brasil, examinando suas principais diretrizes, princípios e normas que regem a prática psicológica. A revisão se concentra nos aspectos fundamentais do Código, como respeito à autonomia, confidencialidade, responsabilidade social e competência técnica, além de identificar dilemas éticos frequentemente enfrentados na atuação profissional. 2.4 Materiais: 20 Cartas de dilemas éticos, 20 cartas de regras, marcador de pontos (para acompanhar a pontuação dos jogadores), cartão laminado com canetas apagáveis. Manual de instruções, papel A4, caixa para armazenamento, temporizador, papel-cartão laminado. Design gráfico: cartas coloridas com imagens e textos, software para o design: Canva (para criar os layouts). 2.5 Procedimento Publico alvo: Estudantes de Psicologia. Cartas do Jogo As cartas utilizadas no jogo são organizadas em dilemas e regras, o baralho possui 43 cartas, sendo uma de marcador e uma coringa. As cartas terão o tamanho de 7cm x 12cm, elaboradas no papel couchê brilhante em 250g (gramatura). Cartas de Dilemas Éticos: 21 cartas com situações éticas, sendo 1 delas com um desafio coringa. Cartas de Regras: 21 cartas com princípios do Código de Ética. 8 Preparação Números de jogadores: O jogo deve conter no mínimo 2 jogadores e no máximo 4. Componentes do jogo: Cartas, ampulheta, marcador. Misture as cartas de dilema e de regras separadamente. Cada jogador recebe 3 cartas de dilema e 3 cartas de regras. Coloque as cartas restantes em pilhas separadas no centro da mesa. Como Jogar • Todos os jogadores iniciam com 3 pontos; • O jogador mais novo escolhe uma carta dilema do seu baralho e lê em voz alta, após à jogada o jogo segue em sentido horário; • Os outros jogadores têm até 2 minutos para pensar em uma resposta e decidir qual carta de regra se aplica melhor. O primeiro a apertar o sino tem a chance de explicar sua escolha; • O jogador que leu a carta regra deve explicar como sua escolha se relaciona com o dilema apresentado; • Caso as regras não sejam compatíveis com o dilema apresentado, o jogo segue, com o próximo jogador retirando uma nova carta dilema. Pontuação O jogador que apresentou a solução e explicou corretamente ganha 1 ponto. Caso a solução apresentada não seja correta conforme o Código de Ética Profissional do Psicólogo, o jogador que apresentou a solução perde 1 ponto. Se, após 2 minutos, nenhum jogador responder, todos perdem 1 ponto. Justificativa extra: jogadores podem ganhar 1 ponto adicional se apresentarem uma justificativa sólida e bem fundamentada para a aplicação da regra escolhida. 9 Fim do jogo O jogo termina após todos os jogadores da rodada terem lido 3 cartas dilemas. O jogador que possuir maior pontuação de ética é o vencedor Critérios de desempate Questão Coringa de Desafio Ético: A carta coringa de desafio ético é apresentada por um dos jogadores já desclassificados. Após a leitura, os dois finalistas têm a oportunidade de responder, acionando o sino. O primeiro a acionar e responder, deve fornecer uma justificativa coerente e fundamentada conforme o Código de Ética Profissional do Psicólogo. A validade da resposta é avaliada pelos demais jogadores e, se a maioria concordar, o jogador que respondeu ganha a rodada de desempate e, consequentemente, vence o jogo. Aplicação do jogo nas disciplinas 1. Dinâmica de Grupo: Objetivo: explorar a interação entre os participantes em um contexto lúdico, promovendo habilidades de comunicação, cooperação e liderança ética. Conforme destaca Mailhiot (2013), a dinâmica de grupo é muito importante para entender como as interações e as relações interpessoais influenciam o funcionamento e a eficácia do grupo. A ideia principal do jogo é facilitar essas interações, permitindo que os participantes desenvolvam não apenas habilidades técnicas, mas também competências éticas fundamentais para a prática profissional, usando como uma das bases as descobertas de Kurt Lewin sobre a importância do ambiente social na formação do indivíduo e na dinâmica grupal. 2. Psicodiagnóstico: Objetivo: avaliar como os futuros psicólogos lidam com dilemas éticos relacionados ao uso de informações sigilosas e ao manejo de dados sensíveis. De acordo com Cunha (2011), o psicólogo deve se responsabilizar pelos efeitos de suas intervenções e diagnósticos. Essa afirmação ressalta a importância da 10 ética profissional e do compromisso com a prática adequada, reforçada pelas diretrizes do CRP, garantindo que o Psicólogo atue com integridade e respeito. O jogo fomenta do mesmo modo a importância das habilidades éticas necessárias para o ofício da profissão. 3. Psicoterapia Breve: Objetivo: simular a tomada de decisões éticas em contextos de intervenção breve e focada, como lidar com emergências emocionais ou questões relacionais. Conforme Gilliéron (2004), é ético respeitar a autonomia do paciente, permitindo-lhe participar ativamente do processo e das decisões sobre o foco terapêutico. Mesmo em um contexto de tratamento breve, o terapeuta precisa respeitar as escolhas e o ritmo do paciente. O jogo se fez com base nesse princípio ético, com essa consciência e olhar respeitoso. O jogo se concretiza pensando e trabalhando os dilemas, fornecendo soluções éticas para problemáticas desafiadoras da profissão, para serem viáveis mesmo em um curto período. 4. Psicologia Socioambiental: Objetivo: considerar o efeito das práticas psicológicas no ambiente social, incentivando a escolha de decisões éticas que considerem o bem-estar da comunidade. Utilizar da interdisciplinaridade da matéria em si para melhor compreensão da aplicabilidade dos preceitos éticos. Para Pinheiro (2008), o conceito bidirecional pessoa-ambiente, trata da interação dinâmica entre o indivíduo e o meio, onde ambos influenciam e são influenciados mutuamente. Essa perspectiva faz parte da teoria de sistemas e baseia-se na ideia de que o comportamento humano não pode ser compreendido isoladamente, mas em relação ao contexto ambiental, social e cultural. O jogo tomou o cuidado de considerar os diversos contextos ambientais, sociais e culturais da condição humana, desenvolvendo estratégias que abarque essa diversidade dos incontáveis modos de ser e viver das pessoas. 11 3. Conclusão O projeto “Trilhas Éticas: A prática psicológica e suas interfaces” oferece uma abordagem inovadora para o ensino de ética na psicologia, permitindo que estudantes explorem dilemas comuns da prática psicológica em diversos ambientes. Os participantes poderão desenvolver habilidades essenciais como empatia, autocontrole e responsabilidade, mediante uma revisão aprofundada das diretrizes do Código de Ética Profissional do Psicólogo. Além disso, ao integrar conteúdo das disciplinas de Dinâmica de Grupo, Psicodiagnóstico, Psicoterapia Breve e Psicologia Socioambiental, “Trilhas Éticas” capacita os estudantes a lidarem com situações éticas complexas e reforça a importância de uma prática profissional e interdisciplinar que respeite os direitos e a dignidade dos indivíduos. O projeto proporciona um ambiente de aprendizagem dinâmico e colaborativo, no qual os estudantes são incentivados a participar ativamente da construção do conhecimento. O uso de situações simuladas permite que os alunos testem suas habilidades em um espaço seguro, onde podem errar e aprender com suas escolhas. Essa prática desenvolve competências técnicas e fortalece o desenvolvimento socioemocional, essencial para a prática da psicologia. Por fim, a proposta de “Trilhas Éticas” é um convite à construção de uma comunidade de prática,onde a ética não é apenas uma diretriz, mas um valor vivido e compartilhado entre os profissionais da psicologia. 12 Referências Bibliográficas Conselho Federal de Psicologia. Código de Ética Profissional do Psicólogo. Brasília, 2005. Cunha, Jurema Alcides. Psicodiagnóstico - V. 5 edição revisada e ampliada. Porto Alegre: Artmed, 2011. Gilliéron, Edmond; TANIS, Maira Firer. Introdução às Psicoterapias Breves. 3a edição, 2004. Pinheiro, José Q.; Gunther, Hartmut. Métodos de pesquisa pessoa- ambiente. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2008. Vygotsky, Lev S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2008. Mailhot, Gérald Bernard. Dinâmica e gênese dos grupos: Atualidade das descobertas de Kurt Lewin. Petrópolis: Vozes, 2013. 13 APÊNDICES Cartas de Dilema e Cartas de Regra Ética • PSICOLOGIA SOCIOAMBIENTAL Dilema 1: O psicólogo faz uma pesquisa por um bairro para entender as demandas da população. Um dos fatores evidenciados como de maior incômodo, é algo que o setor de trabalho já havia apontado que não seria solucionado em breve. Regra 1: De maneira respeitosa e argumentativa, o profissional deve evidenciar o porquê a demanda incomoda tanto os moradores, para que assim seja possível a análise e resolução. Dilema 2: Um psicólogo é acionado para dialogar com uma população que insiste em fazer o descarte inadequado do lixo, mesmo que já tenha sido implantado o sistema correto sob orientação. Regra 2: O profissional deve criar um diálogo com a população para entender as dificuldades no descarte do lixo, evidenciar a importância de se adaptarem à mudança e orientar pequenas práticas para a adaptação ser mais fácil. Dilema 3: Uma praça reformada para interação social gera desconforto em alguns grupos, que se sentem expostos em áreas abertas, enquanto a maioria aprova o projeto. O psicólogo socioambiental deve decidir se propõe alterações para tornar o espaço mais acolhedor, apesar dos custos e possível desagrado da administração. Regra 3: O psicólogo deve observar como os indivíduos interagem e como a infraestrutura afeta tais comportamentos. Dilema 4: Durante uma intervenção foi evidenciado a falta de saneamento em uma das vias de um bairro, a população reclamou do mau cheiro vindo de um esgoto a céu aberto. 14 Regra 4: O psicólogo deve propor aos órgãos responsáveis a solução para tal problema tendo em vista que a queixa pode afetar a saúde dos moradores. Dilema 5: Após o colapso de uma barragem que deixou inúmeras vítimas e desabrigados, uma comunidade traumatizada precisa ser realocada com urgência. O psicólogo enfrenta um desafio de lidar com traumas e lutos. Regra 5: O psicólogo deve auxiliar as vítimas a lidar psicologicamente com o desastre, observando as reações e como cada pessoa consegue agir, de forma que o impacto do luto tanto de um familiar ou da história do lugar em que vi via possa ser mais facilmente superada. • DINÂMICA DE GRUPO Dilema 6: Alguns participantes estão relutantes em participar ativamente, enquanto outros estão pressionando-os a se envolver mais. Regra 6: O psicólogo deve promover um espaço onde todos se sintam confortáveis para participar no seu próprio ritmo, reforçando que a contribuição de cada um é valiosa, mas não obrigatória. Dilema 7: O psicólogo percebe que um participante está tentando manipular a dinâmica do grupo para obter benefícios pessoais, prejudicando a experiência dos demais. Regra 7: O psicólogo deve abordar a situação de forma clara e justa, garantindo que todos tenham a oportunidade de participar de maneira equitativa, e promovendo um ambiente de respeito mútuo. Dilema 8: Durante uma dinâmica, surgem conflitos entre participantes, e o psicólogo deve decidir se deve intervir ou permitir que o grupo resolva suas próprias questões. Regra 8: O psicólogo deve intervir de forma a promover um ambiente seguro e respeitoso, ajudando o grupo a gerenciar conflitos de maneira construtiva, enquanto respeita a autonomia dos participantes. 15 Dilema 9: Um participante compartilha informações íntimas e sensíveis durante a dinâmica, e outros participantes pedem para saber mais sobre isso. Regra 9: O psicólogo deve garantir a privacidade do participante que compartilhou a informação, reafirmando a importância da confidencialidade e protegendo o ambiente de confiança do grupo. Dilema 10: Ao final da dinâmica, o psicólogo deve avaliar o impacto da atividade e decidir se deve compartilhar os resultados com o grupo, mesmo que eles não sejam totalmente positivos. Regra 10: O psicólogo deve ser honesto sobre os resultados, compartilhando o que funcionou e o que pode ser melhorado, promovendo uma cultura de aprendizado e crescimento dentro do grupo. • PSICOTERAPIA BREVE Dilema 11: O cliente expressa desejo de encerrar a terapia antes do que o psicólogo considera apropriado. Regra 11: O psicólogo deve respeitar a decisão do cliente, mas também deve explorar as razões por trás do desejo de encerramento. É importante garantir que o cliente tenha um entendimento claro do processo e das implicações de sua decisão. Dilema 12: Durante a terapia, o cliente revela emoções intensas ou experiências traumáticas que podem ser difíceis de processar em um formato breve. Regra 12: O psicólogo deve ser sensível às necessidades emocionais do cliente, garantindo que o enfoque da terapia não cause mais danos. Se necessário, pode adaptar a intervenção ou encaminhar para suporte adicional. Dilema 13: O psicólogo descobre que o cliente está em um relacionamento com alguém que também é seu conhecido ou colega. Regra 13: O psicólogo deve avaliar a situação com cuidado, garantindo que a confidencialidade do cliente seja mantida. Pode ser necessário discutir a 16 situação com o cliente e, se houver riscos de conflito, considerar a possibilidade de encaminhamento. Dilema 14: O cliente tem expectativas de mudanças rápidas e significativas em um curto período, o que pode levar a frustrações. Regra 14: O psicólogo deve esclarecer o que é realisticamente alcançável na terapia breve, promovendo uma compreensão clara dos objetivos e limites do tratamento, para alinhar expectativas. Dilema 15: O cliente apresenta questões complexas que exigem um tempo maior de terapia do que o previsto na abordagem breve. Regra 15: O psicólogo deve avaliar se a abordagem breve continua sendo adequada. Se necessário, pode discutir com o cliente a possibilidade de encaminhamento para um tratamento mais longo, garantindo que não haja prejuízo ao seu bem-estar. • PSICODIAGNÓSTICO Dilema 16: O psicólogo tem preocupações sobre como um diagnóstico pode impactar a vida do cliente, especialmente se for estigmatizante. Regra 16: O psicólogo deve considerar as implicações sociais e emocionais do diagnóstico, comunicando os resultados de maneira que minimize o estigma e promovendo uma compreensão positiva e construtiva. Dilema 17: O psicólogo obtém resultados de testes que são inconclusivos ou ambíguos, dificultando um diagnóstico claro. Regra 17: O psicólogo deve evitar fazer diagnósticos precipitados. É importante comunicar claramente os limites dos resultados e considerar a possibilidade de reavaliação ou utilização de diferentes instrumentos para esclarecer o quadro. 17 Dilema 18: O psicólogo está avaliando uma criança e enfrenta dificuldades em coletar informações precisas devido à falta de cooperação ou comunicação da criança. Regra 18: O psicólogo deve usar abordagens adaptadas ao nível de desenvolvimento da criança, envolvendo os pais ou responsáveis no processo para obter uma visão mais completa do comportamento e das dificuldades. Dilema 19: Um cliente ou um terceiro (como um médico ou instituição) pressiona o psicólogo por umdiagnóstico rápido, sem considerar o tempo necessário para uma avaliação adequada. Regra 19: O psicólogo deve explicar a importância de um diagnóstico cuidadoso e abrangente, enfatizando que um diagnóstico apressado pode levar a intervenções inadequadas e prejudiciais. Dilema 20: O psicólogo é solicitado a compartilhar os resultados do psicodiagnóstico com terceiros, como escolas ou médicos, sem o consentimento do cliente. Regra 20: O psicólogo deve proteger a privacidade do cliente, compartilhando informações apenas com o consentimento explícito e informado do cliente, exceto em situações em que a lei exige o contrário. Carta Coringa • PSICOLOGIA CLÍNICA Dilema 21: Durante uma sessão, um cliente expressa sentimentos intensos de desesperança e menciona que não vê sentido em continuar vivendo. O psicólogo deve avaliar a gravidade do risco suicida, mas teme que a intervenção imediata possa causar mais angústia ao cliente Regra 21: O psicólogo tem a responsabilidade ética de proteger a vida do cliente. Isso envolve uma avaliação cuidadosa do risco suicida, utilizando ferramentas apropriadas para identificar a gravidade da situação, como avaliação minuciosa, intervenção apropriada, comunicação clara e encaminhamento para suporte adicional se necessário. 18