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FACULDADE ARNALDO JANSSEN 
Curso de Psicologia 
 
 
CAMILA CRISTINA FERREIRA 
FABIANE FROM MORAIS 
IARA RODRIGUES DA SILVA 
LARA OLIVEIRA SOUSA 
LARISSA VALÉRIA GONÇALVES JACOMO 
RAQUEL MARÇAL DOS SANTOS 
STEFANY SOUZA BONFIM 
 
 
 
 
JOGO “TRILHAS ÉTICAS: A PRÁTICA PSICOLÓGICA E SUAS 
INTERFACES” 
 
 
 
BELO HORIZONTE 
2024 
CAMILA CRISTINA FERREIRA 
FABIANE FROM MORAIS 
IARA RODRIGUES DA SILVA 
LARA OLIVEIRA SOUSA 
LARISSA VALÉRIA GONÇALVES JACOMO 
RAQUEL MARÇAL DOS SANTOS 
STEFANY SOUZA BONFIM 
 
 
 
 
 
 
JOGO “TRILHAS ÉTICAS: A PRÁTICA PSICOLÓGICA E SUAS 
INTERFACES” 
 
 
 
Projeto apresentado como requisito 
de avaliação nas disciplinas de 
“Dinâmica de Grupo, 
Psicodiagnóstico, Psicoterapia Breve 
e Psicologia Socioambiental”, do 
curso de Psicologia, orientado pelo 
Prof. Me. Natham Ribeiro Martins. 
 
 
BELO HORIZONTE 
2024 
SUMÁRIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO......................................................................................... 4 
1.1 Problema de Pesquisa......................................................................... 5 
1.2 Objetivos.............................................................................................. 6 
1.2.1 Objetivo Geral .................................................................................. 6 
1.2.2 Objetivos Específicos ...................................................................... 6 
2 MÉTODO.................................................................................................. 7 
2.1 Tipo de Pesquisa ............................................................................... 7 
2.2 Local de Estudos .............................................................................. 7 
2.3 Coleta de Dados ................................................................................. 7 7 
2.4 Materiais .............................................................................................. 7 
2.5 Procedimento....................................................................................... 7 
3 CONCLUSÃO ........................................................................................... 11 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................... 12 
APÊNDICES................................................................................................ 13 
 
4 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
 O trabalho do Psicólogo exige uma prática baseada em valores 
éticos que garantam o respeito ao sujeito humano e seus direitos 
fundamentais. Em vista disso, o Código de Ética Profissional do Psicólogo 
(CFP, 2005) serve como ferramenta básica e essencial para o trabalho do 
psicólogo no âmbito da ética, garantindo um comportamento responsável e 
compromisso com os direitos humanos. O objetivo deste projeto é criar um 
jogo de cartas interativo voltado para estudantes de psicologia, que reproduz 
situações comumente vivenciadas na prática profissional e estimula a reflexão 
sobre condutas éticas. 
O jogo se baseia no Código de Ética Profissional e nas disciplinas de 
Dinâmica de Grupo, Psicodiagnóstico, Psicoterapia Breve e Psicologia 
Socioambiental. Ele visa estimular o entendimento prático dos princípios éticos 
definidos, por exemplo, habilidade técnica, confidencialidade, 
responsabilidade social e consideração pela autonomia do paciente. Como 
ferramenta pedagógica, o jogo oferecerá um ambiente seguro onde os 
jogadores poderão explorar e aplicar princípios éticos de forma interativa e 
ponderada, se preparando para os obstáculos que irão enfrentar na carreira 
profissional. 
Conforme o Código de Ética do Conselho Federal de Psicologia (CFP, 
2005), “O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da 
liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado 
nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.” (art. 
1°). 
Esses princípios serão incorporados nas cartas do jogo, apresentando 
cenários onde o jogador precisará avaliar o efeito de suas decisões nos 
indivíduos e na comunidade. Adicionalmente, o jogo promoverá o 
aprimoramento de competências psicológicas fundamentais, tais como 
empatia, autocontrole e resiliência, relevantes para enfrentar dilemas éticos e 
preservar a integridade na carreira. 
O Código de Ética Profissional do Psicólogo (CFP, 2005) define 
orientações essenciais para a prática, fundamentadas em princípios como 
5 
 
autonomia, sigilo, habilidade técnica e responsabilidade social. Esses valores 
serão incorporados ao jogo por meio de cartas que apresentam dilemas éticos. 
Por exemplo, o jogador pode se deparar com circunstâncias que envolvam 
violação de privacidade, conflitos de interesse, escolhas sobre intervenção 
sem o consentimento do cliente, entre outros. Cada escolha feita durante o 
jogo representará uma chance de implementar esses princípios, ponderar 
sobre implicações éticas e aprimorar habilidades para enfrentar dilemas 
complexos. 
O jogo também se fundamenta nos princípios pedagógicos da Dinâmica 
de Grupo, uma matéria que possibilita a observação da interação entre 
pessoas e incentiva o aprimoramento de competências como comunicação e 
empatia (Vygotsky, 2008). Conforme o art.IV° do Código de Ética, que enfatiza 
a importância da competência e atualização constante, o jogo auxiliará no 
aprimoramento de habilidades práticas e reflexivas, capacitando os alunos 
para lidar com os desafios éticos da profissão com segurança e 
responsabilidade. 
Em situações de Psicodiagnóstico e Psicoterapia Breve, o profissional 
de psicologia precisa considerar as restrições da sua intervenção e respeitar 
a autonomia do cliente, conforme estabelecido no art.2° do Código de Ética. O 
jogo simulará circunstâncias onde os jogadores precisarão escolher entre 
alternativas que envolvem variados níveis de intervenção e respeito ao sigilo. 
Ao tomar essas decisões em um ambiente controlado, os participantes 
aprimoram sua sensibilidade ética e competência para interpretar contextos 
complexos, favorecendo um aprendizado mais profundo e relevante. 
 
 
 
1.1 Problema de Pesquisa: 
 
Como um jogo de cartas interativo baseado no Código de Ética 
Profissional do Psicólogo pode auxiliar estudantes de Psicologia na aplicação 
prática dos princípios éticos em dilemas profissionais? 
 
6 
 
 
1.2 Objetivos: 
 
1.2.1 Objetivo Geral: 
 
Desenvolver um jogo de cartas interativo voltado para estudantes de 
Psicologia, baseado no Código de Ética Profissional do Psicólogo no Brasil, 
incorporando elementos das disciplinas Dinâmica de Grupo, Psicodiagnóstico, 
Psicoterapia Breve e Psicologia Socioambiental. O jogo visa simular dilemas 
éticos que costumam surgir na prática profissional. Os participantes explorarão 
diferentes cenários, onde precisarão tomar decisões éticas fundamentadas nas 
normas do Código de Ética. O objetivo é acumular pontos de ética e resolver 
esses dilemas de maneira correta para vencer. Essa proposta facilitará a 
compreensão e a aplicação dos princípios éticos essenciais, preparando os 
futuros profissionais para lidar com os desafios éticos da profissão com 
integridade e responsabilidades. 
 
1.2.2 Objetivos Específicos: 
 
- Facilitar o entendimento do Código de Ética Profissional do Psicólogo por meio 
de uma ferramenta lúdica; 
- Promover a reflexão sobre estratégias para lidar com os principais desafios 
emocionais e sociais da prática psicológica profissional; 
- Desenvolver habilidades como empatia, resiliência e autocontrole, aplicáveis a 
diversos ambientes, como grupos e psicoterapia individual; 
- Fornecer aplicação do jogo no contexto terapêutico e no processo de 
diagnóstico, promovendo a integração das diversas disciplinas psicológicas para 
profissionais da área. 
 
 
 
 
 
7 
 
2. MÉTODO 
2.1 Tipo de Pesquisa: 
Pesquisa qualitativa, fundamentadana análise e interpretação detalhada 
de diretrizes éticas aplicadas à prática psicológica. 
2.2 Local de Estudo: 
Campus Funcionários da UniArnaldo. 
2.3 Coleta de dados: 
Revisão teórica do Código de Ética Profissional do Psicólogo no Brasil, 
examinando suas principais diretrizes, princípios e normas que regem a prática 
psicológica. A revisão se concentra nos aspectos fundamentais do Código, 
como respeito à autonomia, confidencialidade, responsabilidade social e 
competência técnica, além de identificar dilemas éticos frequentemente 
enfrentados na atuação profissional. 
2.4 Materiais: 
20 Cartas de dilemas éticos, 20 cartas de regras, marcador de pontos 
(para acompanhar a pontuação dos jogadores), cartão laminado com canetas 
apagáveis. Manual de instruções, papel A4, caixa para armazenamento, 
temporizador, papel-cartão laminado. Design gráfico: cartas coloridas com 
imagens e textos, software para o design: Canva (para criar os layouts). 
2.5 Procedimento 
Publico alvo: Estudantes de Psicologia. 
Cartas do Jogo 
As cartas utilizadas no jogo são organizadas em dilemas e regras, o 
baralho possui 43 cartas, sendo uma de marcador e uma coringa. As cartas terão 
o tamanho de 7cm x 12cm, elaboradas no papel couchê brilhante em 250g 
(gramatura). 
Cartas de Dilemas Éticos: 21 cartas com situações éticas, sendo 1 delas 
com um desafio coringa. 
Cartas de Regras: 21 cartas com princípios do Código de Ética. 
 
8 
 
Preparação 
Números de jogadores: O jogo deve conter no mínimo 2 jogadores e no 
máximo 4. 
Componentes do jogo: Cartas, ampulheta, marcador. 
Misture as cartas de dilema e de regras separadamente. Cada jogador 
recebe 3 cartas de dilema e 3 cartas de regras. Coloque as cartas restantes em 
pilhas separadas no centro da mesa. 
Como Jogar 
• Todos os jogadores iniciam com 3 pontos; 
• O jogador mais novo escolhe uma carta dilema do seu baralho e lê em 
voz alta, após à jogada o jogo segue em sentido horário; 
• Os outros jogadores têm até 2 minutos para pensar em uma resposta e 
decidir qual carta de regra se aplica melhor. O primeiro a apertar o sino 
tem a chance de explicar sua escolha; 
• O jogador que leu a carta regra deve explicar como sua escolha se 
relaciona com o dilema apresentado; 
• Caso as regras não sejam compatíveis com o dilema apresentado, o jogo 
segue, com o próximo jogador retirando uma nova carta dilema. 
Pontuação 
O jogador que apresentou a solução e explicou corretamente ganha 1 
ponto. 
Caso a solução apresentada não seja correta conforme o Código de Ética 
Profissional do Psicólogo, o jogador que apresentou a solução perde 1 ponto. 
Se, após 2 minutos, nenhum jogador responder, todos perdem 1 ponto. 
Justificativa extra: jogadores podem ganhar 1 ponto adicional se 
apresentarem uma justificativa sólida e bem fundamentada para a aplicação da 
regra escolhida. 
9 
 
Fim do jogo 
O jogo termina após todos os jogadores da rodada terem lido 3 cartas 
dilemas. 
O jogador que possuir maior pontuação de ética é o vencedor 
Critérios de desempate 
Questão Coringa de Desafio Ético: A carta coringa de desafio ético é 
apresentada por um dos jogadores já desclassificados. Após a leitura, os dois 
finalistas têm a oportunidade de responder, acionando o sino. O primeiro a 
acionar e responder, deve fornecer uma justificativa coerente e fundamentada 
conforme o Código de Ética Profissional do Psicólogo. A validade da resposta é 
avaliada pelos demais jogadores e, se a maioria concordar, o jogador que 
respondeu ganha a rodada de desempate e, consequentemente, vence o jogo. 
Aplicação do jogo nas disciplinas 
1. Dinâmica de Grupo: 
Objetivo: explorar a interação entre os participantes em um contexto lúdico, 
promovendo habilidades de comunicação, cooperação e liderança ética. 
Conforme destaca Mailhiot (2013), a dinâmica de grupo é muito importante para 
entender como as interações e as relações interpessoais influenciam o 
funcionamento e a eficácia do grupo. A ideia principal do jogo é facilitar essas 
interações, permitindo que os participantes desenvolvam não apenas 
habilidades técnicas, mas também competências éticas fundamentais para a 
prática profissional, usando como uma das bases as descobertas de Kurt Lewin 
sobre a importância do ambiente social na formação do indivíduo e na dinâmica 
grupal. 
2. Psicodiagnóstico: 
Objetivo: avaliar como os futuros psicólogos lidam com dilemas éticos 
relacionados ao uso de informações sigilosas e ao manejo de dados sensíveis. 
De acordo com Cunha (2011), o psicólogo deve se responsabilizar pelos efeitos 
de suas intervenções e diagnósticos. Essa afirmação ressalta a importância da 
10 
 
ética profissional e do compromisso com a prática adequada, reforçada pelas 
diretrizes do CRP, garantindo que o Psicólogo atue com integridade e respeito. 
O jogo fomenta do mesmo modo a importância das habilidades éticas 
necessárias para o ofício da profissão. 
3. Psicoterapia Breve: 
Objetivo: simular a tomada de decisões éticas em contextos de intervenção 
breve e focada, como lidar com emergências emocionais ou questões 
relacionais. Conforme Gilliéron (2004), é ético respeitar a autonomia do paciente, 
permitindo-lhe participar ativamente do processo e das decisões sobre o foco 
terapêutico. Mesmo em um contexto de tratamento breve, o terapeuta precisa 
respeitar as escolhas e o ritmo do paciente. O jogo se fez com base nesse 
princípio ético, com essa consciência e olhar respeitoso. O jogo se concretiza 
pensando e trabalhando os dilemas, fornecendo soluções éticas para 
problemáticas desafiadoras da profissão, para serem viáveis mesmo em um 
curto período. 
4. Psicologia Socioambiental: 
Objetivo: considerar o efeito das práticas psicológicas no ambiente social, 
incentivando a escolha de decisões éticas que considerem o bem-estar da 
comunidade. Utilizar da interdisciplinaridade da matéria em si para melhor 
compreensão da aplicabilidade dos preceitos éticos. Para Pinheiro (2008), o 
conceito bidirecional pessoa-ambiente, trata da interação dinâmica entre o 
indivíduo e o meio, onde ambos influenciam e são influenciados mutuamente. 
Essa perspectiva faz parte da teoria de sistemas e baseia-se na ideia de que o 
comportamento humano não pode ser compreendido isoladamente, mas em 
relação ao contexto ambiental, social e cultural. O jogo tomou o cuidado de 
considerar os diversos contextos ambientais, sociais e culturais da condição 
humana, desenvolvendo estratégias que abarque essa diversidade dos 
incontáveis modos de ser e viver das pessoas. 
 
 
11 
 
3. Conclusão 
O projeto “Trilhas Éticas: A prática psicológica e suas interfaces” oferece 
uma abordagem inovadora para o ensino de ética na psicologia, permitindo que 
estudantes explorem dilemas comuns da prática psicológica em diversos 
ambientes. Os participantes poderão desenvolver habilidades essenciais como 
empatia, autocontrole e responsabilidade, mediante uma revisão aprofundada 
das diretrizes do Código de Ética Profissional do Psicólogo. 
Além disso, ao integrar conteúdo das disciplinas de Dinâmica de Grupo, 
Psicodiagnóstico, Psicoterapia Breve e Psicologia Socioambiental, “Trilhas 
Éticas” capacita os estudantes a lidarem com situações éticas complexas e 
reforça a importância de uma prática profissional e interdisciplinar que respeite 
os direitos e a dignidade dos indivíduos. 
O projeto proporciona um ambiente de aprendizagem dinâmico e 
colaborativo, no qual os estudantes são incentivados a participar ativamente da 
construção do conhecimento. O uso de situações simuladas permite que os 
alunos testem suas habilidades em um espaço seguro, onde podem errar e 
aprender com suas escolhas. Essa prática desenvolve competências técnicas e 
fortalece o desenvolvimento socioemocional, essencial para a prática da 
psicologia. 
Por fim, a proposta de “Trilhas Éticas” é um convite à construção de uma 
comunidade de prática,onde a ética não é apenas uma diretriz, mas um valor 
vivido e compartilhado entre os profissionais da psicologia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
Referências Bibliográficas 
 
Conselho Federal de Psicologia. Código de Ética Profissional do Psicólogo. 
Brasília, 2005. 
 
Cunha, Jurema Alcides. Psicodiagnóstico - V. 5 edição revisada e ampliada. 
Porto Alegre: Artmed, 2011. 
 
Gilliéron, Edmond; TANIS, Maira Firer. Introdução às Psicoterapias Breves. 
3a edição, 2004. 
 
Pinheiro, José Q.; Gunther, Hartmut. Métodos de pesquisa pessoa-
ambiente. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2008. 
 
Vygotsky, Lev S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 
2008. 
 
Mailhot, Gérald Bernard. Dinâmica e gênese dos grupos: Atualidade das 
descobertas de Kurt Lewin. Petrópolis: Vozes, 2013. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
APÊNDICES 
Cartas de Dilema e Cartas de Regra Ética 
• PSICOLOGIA SOCIOAMBIENTAL 
Dilema 1: O psicólogo faz uma pesquisa por um bairro para entender as 
demandas da população. Um dos fatores evidenciados como de maior 
incômodo, é algo que o setor de trabalho já havia apontado que não seria 
solucionado em breve. 
Regra 1: De maneira respeitosa e argumentativa, o profissional deve 
evidenciar o porquê a demanda incomoda tanto os moradores, para que assim 
seja possível a análise e resolução. 
Dilema 2: Um psicólogo é acionado para dialogar com uma população 
que insiste em fazer o descarte inadequado do lixo, mesmo que já tenha sido 
implantado o sistema correto sob orientação. 
Regra 2: O profissional deve criar um diálogo com a população para 
entender as dificuldades no descarte do lixo, evidenciar a importância de se 
adaptarem à mudança e orientar pequenas práticas para a adaptação ser mais 
fácil. 
Dilema 3: Uma praça reformada para interação social gera desconforto 
em alguns grupos, que se sentem expostos em áreas abertas, enquanto a 
maioria aprova o projeto. O psicólogo socioambiental deve decidir se propõe 
alterações para tornar o espaço mais acolhedor, apesar dos custos e possível 
desagrado da administração. 
Regra 3: O psicólogo deve observar como os indivíduos interagem e 
como a infraestrutura afeta tais comportamentos. 
 
Dilema 4: Durante uma intervenção foi evidenciado a falta de saneamento 
em uma das vias de um bairro, a população reclamou do mau cheiro vindo de 
um esgoto a céu aberto. 
14 
 
Regra 4: O psicólogo deve propor aos órgãos responsáveis a solução 
para tal problema tendo em vista que a queixa pode afetar a saúde dos 
moradores. 
Dilema 5: Após o colapso de uma barragem que deixou inúmeras vítimas 
e desabrigados, uma comunidade traumatizada precisa ser realocada com 
urgência. O psicólogo enfrenta um desafio de lidar com traumas e lutos. 
Regra 5: O psicólogo deve auxiliar as vítimas a lidar psicologicamente 
com o desastre, observando as reações e como cada pessoa consegue agir, de 
forma que o impacto do luto tanto de um familiar ou da história do lugar em que 
vi via possa ser mais facilmente superada. 
 
• DINÂMICA DE GRUPO 
Dilema 6: Alguns participantes estão relutantes em participar ativamente, 
enquanto outros estão pressionando-os a se envolver mais. 
Regra 6: O psicólogo deve promover um espaço onde todos se sintam 
confortáveis para participar no seu próprio ritmo, reforçando que a contribuição 
de cada um é valiosa, mas não obrigatória. 
Dilema 7: O psicólogo percebe que um participante está tentando 
manipular a dinâmica do grupo para obter benefícios pessoais, prejudicando a 
experiência dos demais. 
Regra 7: O psicólogo deve abordar a situação de forma clara e justa, 
garantindo que todos tenham a oportunidade de participar de maneira equitativa, 
e promovendo um ambiente de respeito mútuo. 
Dilema 8: Durante uma dinâmica, surgem conflitos entre participantes, e 
o psicólogo deve decidir se deve intervir ou permitir que o grupo resolva suas 
próprias questões. 
Regra 8: O psicólogo deve intervir de forma a promover um ambiente 
seguro e respeitoso, ajudando o grupo a gerenciar conflitos de maneira 
construtiva, enquanto respeita a autonomia dos participantes. 
15 
 
Dilema 9: Um participante compartilha informações íntimas e sensíveis 
durante a dinâmica, e outros participantes pedem para saber mais sobre isso. 
Regra 9: O psicólogo deve garantir a privacidade do participante que 
compartilhou a informação, reafirmando a importância da confidencialidade e 
protegendo o ambiente de confiança do grupo. 
Dilema 10: Ao final da dinâmica, o psicólogo deve avaliar o impacto da 
atividade e decidir se deve compartilhar os resultados com o grupo, mesmo que 
eles não sejam totalmente positivos. 
Regra 10: O psicólogo deve ser honesto sobre os resultados, 
compartilhando o que funcionou e o que pode ser melhorado, promovendo uma 
cultura de aprendizado e crescimento dentro do grupo. 
• PSICOTERAPIA BREVE 
Dilema 11: O cliente expressa desejo de encerrar a terapia antes do que 
o psicólogo considera apropriado. 
Regra 11: O psicólogo deve respeitar a decisão do cliente, mas também 
deve explorar as razões por trás do desejo de encerramento. É importante 
garantir que o cliente tenha um entendimento claro do processo e das 
implicações de sua decisão. 
Dilema 12: Durante a terapia, o cliente revela emoções intensas ou 
experiências traumáticas que podem ser difíceis de processar em um formato 
breve. 
Regra 12: O psicólogo deve ser sensível às necessidades emocionais do 
cliente, garantindo que o enfoque da terapia não cause mais danos. Se 
necessário, pode adaptar a intervenção ou encaminhar para suporte adicional. 
Dilema 13: O psicólogo descobre que o cliente está em um 
relacionamento com alguém que também é seu conhecido ou colega. 
Regra 13: O psicólogo deve avaliar a situação com cuidado, garantindo 
que a confidencialidade do cliente seja mantida. Pode ser necessário discutir a 
16 
 
situação com o cliente e, se houver riscos de conflito, considerar a possibilidade 
de encaminhamento. 
Dilema 14: O cliente tem expectativas de mudanças rápidas e 
significativas em um curto período, o que pode levar a frustrações. 
Regra 14: O psicólogo deve esclarecer o que é realisticamente alcançável 
na terapia breve, promovendo uma compreensão clara dos objetivos e limites do 
tratamento, para alinhar expectativas. 
Dilema 15: O cliente apresenta questões complexas que exigem um 
tempo maior de terapia do que o previsto na abordagem breve. 
Regra 15: O psicólogo deve avaliar se a abordagem breve continua sendo 
adequada. Se necessário, pode discutir com o cliente a possibilidade de 
encaminhamento para um tratamento mais longo, garantindo que não haja 
prejuízo ao seu bem-estar. 
 
 
• PSICODIAGNÓSTICO 
Dilema 16: O psicólogo tem preocupações sobre como um diagnóstico 
pode impactar a vida do cliente, especialmente se for estigmatizante. 
Regra 16: O psicólogo deve considerar as implicações sociais e 
emocionais do diagnóstico, comunicando os resultados de maneira que minimize 
o estigma e promovendo uma compreensão positiva e construtiva. 
Dilema 17: O psicólogo obtém resultados de testes que são inconclusivos 
ou ambíguos, dificultando um diagnóstico claro. 
Regra 17: O psicólogo deve evitar fazer diagnósticos precipitados. É 
importante comunicar claramente os limites dos resultados e considerar a 
possibilidade de reavaliação ou utilização de diferentes instrumentos para 
esclarecer o quadro. 
17 
 
Dilema 18: O psicólogo está avaliando uma criança e enfrenta 
dificuldades em coletar informações precisas devido à falta de cooperação ou 
comunicação da criança. 
Regra 18: O psicólogo deve usar abordagens adaptadas ao nível de 
desenvolvimento da criança, envolvendo os pais ou responsáveis no processo 
para obter uma visão mais completa do comportamento e das dificuldades. 
Dilema 19: Um cliente ou um terceiro (como um médico ou instituição) 
pressiona o psicólogo por umdiagnóstico rápido, sem considerar o tempo 
necessário para uma avaliação adequada. 
Regra 19: O psicólogo deve explicar a importância de um diagnóstico 
cuidadoso e abrangente, enfatizando que um diagnóstico apressado pode levar 
a intervenções inadequadas e prejudiciais. 
Dilema 20: O psicólogo é solicitado a compartilhar os resultados do 
psicodiagnóstico com terceiros, como escolas ou médicos, sem o consentimento 
do cliente. 
Regra 20: O psicólogo deve proteger a privacidade do cliente, 
compartilhando informações apenas com o consentimento explícito e informado 
do cliente, exceto em situações em que a lei exige o contrário. 
Carta Coringa 
• PSICOLOGIA CLÍNICA 
Dilema 21: Durante uma sessão, um cliente expressa sentimentos 
intensos de desesperança e menciona que não vê sentido em continuar vivendo. 
O psicólogo deve avaliar a gravidade do risco suicida, mas teme que a 
intervenção imediata possa causar mais angústia ao cliente 
Regra 21: O psicólogo tem a responsabilidade ética de proteger a vida do 
cliente. Isso envolve uma avaliação cuidadosa do risco suicida, utilizando 
ferramentas apropriadas para identificar a gravidade da situação, como 
avaliação minuciosa, intervenção apropriada, comunicação clara e 
encaminhamento para suporte adicional se necessário. 
18

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