Logo Passei Direto
Buscar

Exercícios sobre crimes contra a vida e lesões corporais

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Em cada um dos itens a seguir, é apresentada uma situação hipotética acerca dos crimes contra a vida, seguida de uma assertiva a ser julgada. I – Aldo é o único herdeiro de sua irmã Sofia, que sofre de depressão. Induzida por Aldo, Sofia tentou tirar a sua própria vida, cortando os pulsos. Levada para o hospital pela empregada da casa, recebeu tratamento imediato, tendo sofrido lesões corporais leves. Nessa situação, Aldo responderá pelo crime de participação em suicídio; II – Bernardo, trafegando com seu veículo em estrada de pouco movimento, verificou que, às margens da rodovia, encontrava-se caída, uma vítima de atropelamento. Tendo importante reunião de trabalho a se iniciar dentro de meia hora, não prestou assistência à vítima. Terminada a reunião, arrependeu-se, voltou ao local onde a vítima se encontrava e providenciou sua condução para um hospital. Nessa situação, a conduta posteriormente praticada não elide a responsabilidade penal de Bernardo, que poderá responder pelo crime de omissão de socorro; III – Ângela, sob a influência do estado puerperal, matou o próprio filho, logo após o parto, por estrangulamento. Cessada a influência do estado puerperal, Ângela desesperou-se e, arrependida do ato praticado, foi acometida por intenso sofrimento. Nessa situação, tendo em vista que as consequências da conduta atingiram-na profundamente, poderá o juiz aplicar o perdão judicial; IV – Alice, em sua casa, viu o filho da vizinha, de três anos, jogar-se na piscina e afogar-se, o que o levou a morte. Nessa situação, mesmo quedando-se inerte, nada tendo feito para evitar a produção do resultado, Alice não responderá por homicídio vez que não tinha o dever de evitar o resultado; Estão certos apenas os itens:

a) I e II;
b) I e III;
c) II e IV;
d) III e IV;

Suponha-se que um médico, ante iminente perigo de vida, pratique uma intervenção cirúrgica arbitrariamente, ou seja, sem consentimento do paciente ou de seu representante legal. O seu comportamento deve ser considerado:

a) crime de lesão corporal dolosa.
b) atípico.
c) crime de constrangimento ilegal.
d) crime de lesão corporal culposa.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

Em cada um dos itens a seguir, é apresentada uma situação hipotética acerca dos crimes contra a vida, seguida de uma assertiva a ser julgada. I – Aldo é o único herdeiro de sua irmã Sofia, que sofre de depressão. Induzida por Aldo, Sofia tentou tirar a sua própria vida, cortando os pulsos. Levada para o hospital pela empregada da casa, recebeu tratamento imediato, tendo sofrido lesões corporais leves. Nessa situação, Aldo responderá pelo crime de participação em suicídio; II – Bernardo, trafegando com seu veículo em estrada de pouco movimento, verificou que, às margens da rodovia, encontrava-se caída, uma vítima de atropelamento. Tendo importante reunião de trabalho a se iniciar dentro de meia hora, não prestou assistência à vítima. Terminada a reunião, arrependeu-se, voltou ao local onde a vítima se encontrava e providenciou sua condução para um hospital. Nessa situação, a conduta posteriormente praticada não elide a responsabilidade penal de Bernardo, que poderá responder pelo crime de omissão de socorro; III – Ângela, sob a influência do estado puerperal, matou o próprio filho, logo após o parto, por estrangulamento. Cessada a influência do estado puerperal, Ângela desesperou-se e, arrependida do ato praticado, foi acometida por intenso sofrimento. Nessa situação, tendo em vista que as consequências da conduta atingiram-na profundamente, poderá o juiz aplicar o perdão judicial; IV – Alice, em sua casa, viu o filho da vizinha, de três anos, jogar-se na piscina e afogar-se, o que o levou a morte. Nessa situação, mesmo quedando-se inerte, nada tendo feito para evitar a produção do resultado, Alice não responderá por homicídio vez que não tinha o dever de evitar o resultado; Estão certos apenas os itens:

a) I e II;
b) I e III;
c) II e IV;
d) III e IV;

Suponha-se que um médico, ante iminente perigo de vida, pratique uma intervenção cirúrgica arbitrariamente, ou seja, sem consentimento do paciente ou de seu representante legal. O seu comportamento deve ser considerado:

a) crime de lesão corporal dolosa.
b) atípico.
c) crime de constrangimento ilegal.
d) crime de lesão corporal culposa.

Prévia do material em texto

1. João e José combinam agredir Tião a tiros, para produzir-lhe lesões corporais de natureza gravíssima, pela incapacitação permanente 
para o trabalho. Ambos se postam de cada lado de uma rua e,quando o desafeto se aproxima,efetuam disparos de arma de fogo contra 
o mesmo. Apenas um disparo acerta a vítima,que vem a morrer. Ouvidos em juízo, João confessa ter, na hora, pretendido matar Tião. 
José confessa ter previsto a ocorrência da morte de Tião, mas acreditou na sua habilidade e na de João para apenas lesionar a vítima. A 
perícia não identificou a arma da qual partiu o projétil que acertou a vítima: 
a) ambos os concorrentes devem responder por um homicídio consumado; 
b) ambos os concorrentes respondem por lesão corporal seguida de morte; 
c) João responde por homicídio consumado e José por lesão consumada; 
d) ocorrem tentativas de homicídio para João e lesão gravíssima para José; 
e) ambos respondem por lesão corporal gravíssima consumada; 
 
 
2. A querendo vingar-se do patrão que o despedira, decide colocar uma bomba na loja do mesmo, programando o artefato para explodir 
no final do expediente, quando poucas pessoas ali estivessem.infortunadamente, sua esposa, acompanhada do filho de 6 anos de idade, 
decide procurar o empregador para tentar sensibiliza-lo e os três acabam morrendo na explosão. Se você fosse o juiz no processo: 
a) condenaria A por homicídio doloso contra o ex-patrão e por homicídio culposo contra a mulher e o filho; 
b) condenaria A por homicídio doloso contra todas as vítimas; 
c) condenaria A por homicídio doloso contra o ex-patrão e concederia o perdão judicial em relação à morte da mulher e do filho; 
d) condenaria A por homicídio doloso e por homicídio preterintencional contra a mulher e o filho; 
e) entenderia que A foi “punido pelas conseqüências do fato”e concederia o perdão judicial a todos os crimes. 
 
3.Paulo,vizinho de Maria, sabendo que a filha menor desta se encontra às portas da morte,deixa de ministrar-lhe remédio salvador, que 
tinha em seu poder, visto que, sendo desafeto da mãe da menor, quer vingar-se na filha, desejando que o pior lhe aconteça.Dias depois, 
a menor vem a falecer.Face ao acontecido Paulo deverá responder por: 
a) homicídio simples,presente o dolo eventual; 
b) omissão de socorro 
c) homicídio qualificado pelo motivo torpe 
d) abandono de incapaz; 
e)lesão corporal seguida de morte; 
 
4.João observa a distância Caio apontar arma de fogo contra Mélvio e, após o disparo errar o alvo. Existem dúvidas acerca do crime 
cometido, visto que João desconhece os sujeitos envolvidos e as demais circunstâncias do fato por ele presenciado. Dentre as alternativas 
abaixo, qual determinara a correta tipificação do evento: 
a) a situação de perigo abstrato criada no evento por Mélvio; 
b) o elemento objetivo do tipo; 
c) o resultado advindo da ação de Caio contra Mélvio; 
d) o elemento subjetivo do tipo; 
e) a situação de perigo concreto criada no evento contra Mélvio; 
 
5. Pacífico, pretendendo matar Felizardo, seu colega de faculdade, ministra veneno em seu café, aproveitando-se de um momento de 
distração deste. Felizardo ingere a bebida mas, antes que o veneno faça efeito, morre em decorrência do desabamento do teto da sala de 
aula, que lhe esmaga o crânio. Pacífico, neste caso: 
a) responderá por homicídio qualificado pelo emprego de veneno (art.121,§2º,III do CP); 
b) responderá por tentativa de homicídio qualificado pelo emprego de veneno (art.121,§2º,III, c/c 14,II do CP); 
c) responderá por lesões corporais graves pelo perigo de vida (art.129,§1º,III do CP); 
d) não responderá por crime algum, vez que não praticou qualquer fato típico; 
 
6. A hediondez, no que se refere ao delito de homicídio, será correto afirmar que: 
a) será considerado hediondo,quando for simples, desde que praticado em atividade típica de grupo de extermínio e qualificado; o 
privilegiado-qualificado não se trata de crime hediondo; 
b) será considerado hediondo,quando for qualificado, tão somente; jamais será hediondo quando for simples ou privilegiado-qualificado; 
 c) será considerado hediondo,quando for qualificado, privilegiado-qualificado e simples ou privilegiado-qualificado e simples, quando, 
neste último caso, tratar-se de atividade típica de grupo de extermínio; 
d) será considerado hediondo, quando for qualificado ou privilegiado-qualificado; jamais será hediondo quando for simples; 
 
7. Para que se reconheça, em favor do agente, a causa especial de diminuição de pena, do homicídio privilegiado, é preciso que ele atue: 
a) sob influência de emoção a que não podia resistir; 
b) sob a influência de violenta emoção provocada por ato injusto da vítima; 
c) sob o domínio de violenta emoção provocada por ato injusto da vítima; 
d) sob o domínio de violenta emoção provocada por ato da vítima; 
e) sob o domínio de violenta emoção logo em seguida a injusta provocação da vítima; 
 
8. Configuram causas determinantes de exacerbação da pena em homicídio culposo, exceto; 
a) insensibilidade demonstrada diante do sofrimento causado a vitima do acidente letal; 
b) omissão de imediato socorro; 
c) ausência de iniciativa para atenuação das conseqüências decorrentes do delito; 
d) fuga para evitar prisão em flagrante; 
e) morte devido à ação culposa resultante da inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício; 
 
9. José está desempregado, doente e sua família passa por necessidades financeiras agudas. É casado com uma belíssima mulher, de 
nome Ana, que o ama muito. João, o vizinho, interessado em manter um relacionamento amoroso com Ana, e percebendo que ela ama 
muito José, passa a induzir José ao suicídio, fazendo nascer em sua mente a idéia de suicidar-se. Para tanto João invoca a péssima 
situação financeira de José. Após fazer nascer em José a idéia do suicídio, João passa a instigá-lo ao suicídio, incentivando a idéia 
mórbida pré-existente. Por fim, e passando do auxílio moral para o auxílio material, João empresta uma corda para que José ceife a 
própria vida. José dirige-se a um bosque e amarra a corda em um galho alto, sobe em um banquinho e passa a movimentar-se, visando 
derrubar o banquinho. Ocorre que pelo declive do terreno o banquinho não cai. João que estava à espreita observando a ação de José, 
apanha um galho, e empurra um dos pés do banquinho, fazendo com que este tombe. José morre asfixiado. Estabelecida essa verdade 
no inquérito policial caberá ao Delegado de Polícia indiciar João: 
a) por infração ao art.122 do CP, na modalidade auxiliar ao suicídio, com aumento de pena pelo motivo egoístico; 
b) por infração ao art.122 do CP, na modalidade instigar ao suicídio, com aumento de pena pelo motivo egoístico; 
c) por infração ao art.122 do CP, na modalidade induzir ao suicídio, com aumento de pena pelo motivo egoístico; 
d) por infração ao art.121, §2º, I do CP, homicídio doloso qualificado pelo motivo torpe; 
e) por infração ao art.122 do CP, por três crimes, nas modalidades induzir, instigar e auxiliar ao suicídio, com aumento de pena pelo 
motivo egoístico; 
 
10. Assinale a alternativa correta. O crime de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio: 
a) somente é punido se o suicídio consumar-se; 
b) é punido se o suicídio consumar-se ou se, da tentativa, resultar lesão corporal de natureza grave; 
c) é punido, independentemente da consumação do suicídio ou da ocorrência de lesões, sempre que a vítima é menor ou tem diminuída 
por qualquer causa a capacidade de resistência; 
d) quando praticado contra vítima de menor idade configurará crime de homicídio; 
e) é crime de perigo; 
 
 
11. Afrânio, desgostoso com a vida, decide suicidar-se, no que é instigado por Beto. Atira-se do segundo andar de um edifício, não 
conseguindo, no entanto, lograr seu intento, sofrendo apenas lesões corporais leves. Beto responderá por: 
a) crime de lesão corporal leve na sua forma culposa; 
b) crime de instigação ao suicídio na forma tentada; 
c) a conduta de Beto não é punível; 
d) crime de perigo para a vida ou a saúde de outrem;12. O casal mantinha contrariado namoro, talvez pela pouca idade de ambos. Ele com 18 anos e ela ainda não havia completado 14. 
Dada principalmente à adversidade familiar, combinam um duplo suicídio. Trancam-se em um quarto. A moça abre a torneira do gás. 
Ela morre, enquanto ele sobrevive, pois suporta bem os efeitos do tóxico. O procedimento do sobrevivente, perante o Código Penal é 
definido como: 
a) participação em suicídio; 
b) participação em suicídio qualificada; 
c) fato atípico – ele instigou, auxiliou, induziu; 
d) fato atípico – ele não instigou, auxiliou, induziu; 
e) o sobrevivente responde por homicídio; 
 
13. Semíramis Montenegro,enfermeira do Hospital dos Engenheiros,para evitar desagradáveis comentários a respeito de sua condição 
de mãe solteira, decidiu eliminar seu filho que iria nascer para a festa da Natureza. Rompido o saco amniótico, surgidos os sinais 
denunciadores da vida, Semíramis, valendo-se das facilidades de sua condição de enfermeira, tornou realidade o plano concebido de 
eliminação do filho. Que crime teria cometido: 
a) auto-aborto; 
b) infanticídio; 
c) aborto qualificado; 
d) homicídio; 
e) aborto necessário em razão dos motivos determinantes; 
 
14. O infanticídio é crime que somente pode ser cometido por mulher em estado puerperal, durante ou logo após o parto. O homem que 
instiga a mulher, no referido estado, a matar o recém-nascido, nos termos do disposto no artigo 30 do Código Penal, comete qual 
modalidade de crime? 
a) infanticídio em concurso; 
b) homicídio simples como partícipe; 
c) nenhum porque a ação é atípica; 
d) instigação ao infanticídio; 
e) homicídio qualificado; 
 
15. Maria da Natividade, parteira do distante lugarejo denominado Matrona, para salvar a vida de gestante, nela realiza aborto sem o 
seu consentimento. Diante desta hipótese é correto afirmar: 
a) a parteira cometeu o crime previsto no art.125 do Código Penal; 
b) agiu acobertada pela causa de exclusão de ilicitude prevista no artigo 128, I, do CP; 
c) agiu sob o pálio do exercício regular de direito; 
d) agiu sob o estrito cumprimento do dever legal; 
e) agiu acobertada pela excludente de ilicitude do estado de necessidade; 
 
16. Levando em consideração dominantes orientações jurisprudenciais e doutrinárias, é falso afirmar que o aborto sentimental ou 
humanitário: 
a) prescinde para ser realizado, da existência de condenação, processo ou mesmo inquérito policial pelo crime de estupro; 
b) não pode ser praticado por parteira ou enfermeira, mas apenas por médico; 
c) é autorizado nos casos em que há presunção de violência do estupro, bastando, para tanto, prova da causa, ou seja,de ser a gestante 
menor de 14 anos ou alienada mental; 
d) não é autorizado nos casos em que a gravidez é resultante de atentado violento ao pudor, pois o texto legal refere-se unicamente a 
estupro, impedindo a analogia ou a interpretação extensiva; 
e) não necessita, para ser praticado, de autorização judicial, bastando o consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu 
representante legal; 
 
17. Sobre o crime de aborto, pode-se afirmar que: 
a) apresenta-se na modalidade culposa; 
b) é crime cujo julgamento é da competência do juiz singular; 
c) é prevista legalmente a modalidade do aborto consensual; 
d) o aborto é punido ainda que não haja outro meio de salvar a vida da gestante; 
 
18. O médico está autorizado a praticar o aborto com consentimento da gestante ou de seu representante legal (art.128, II, CP), quando 
a gestante for vítima de estupro: 
a) após convencido de que tal circunstância tenha ocorrido; 
b) após o registro do fato na delegacia; 
c) após o oferecimento da denúncia contra o autor do fato; 
d) após a condenação do autor do fato; 
e) após a condenação transitada em julgado em face do autor do fato; 
 
19. Em cada um dos itens a seguir, é apresentada uma situação hipotética acerca dos crimes contra a vida, seguida de uma assertiva a 
ser julgada. 
I – Aldo é o único herdeiro de sua irmã Sofia, que sofre de depressão. Induzida por Aldo, Sofia tentou tirar a sua própria vida, cortando 
os pulsos. Levada para o hospital pela empregada da casa, recebeu tratamento imediato, tendo sofrido lesões corporais leves. Nessa 
situação, Aldo responderá pelo crime de participação em suicídio; 
II – Bernardo, trafegando com seu veículo em estrada de pouco movimento, verificou que, às margens da rodovia, encontrava-se caída, 
uma vítima de atropelamento. Tendo importante reunião de trabalho a se iniciar dentro de meia hora, não prestou assistência à vítima. 
Terminada a reunião, arrependeu-se, voltou ao local onde a vítima se encontrava e providenciou sua condução para um hospital. Nessa 
situação, a conduta posteriormente praticada não elide a responsabilidade penal de Bernardo, que poderá responder pelo crime de 
omissão de socorro; 
III – Ângela, sob a influência do estado puerperal, matou o próprio filho, logo após o parto, por estrangulamento. Cessada a influência 
do estado puerperal, Ângela desesperou-se e, arrependida do ato praticado, foi acometida por intenso sofrimento. Nessa situação, tendo 
em vista que as conseqüências da conduta atingiram-na profundamente, poderá o juiz aplicar o perdão judicial; 
IV – Alice, em sua casa, viu o filho da vizinha, de três anos, jogar-se na piscina e afogar-se, o que o levou a morte. Nessa situação, 
mesmo quedando-se inerte, nada tendo feito para evitar a produção do resultado,Alice não responderá por homicídio vez que não tinha 
o dever de evitar o resultado; 
Estão certos apenas os itens: 
a) I e II; b) I e III; c) II e IV; d) III e IV; 
 
20. João não sabendo nem tendo como saber que Maria está grávida, aplica-lhe um chute na barriga, visando ofender a sua integridade 
corporal. Como conseqüência da agressão, Maria sofre um aborto e hematomas na região. A conduta de João é: 
a) típica de lesão corporal gravíssima em concurso formal com o crime de aborto provocado sem o consentimento da gestante; 
b) típica de lesão corporal simples ou leve; 
c) típica de aborto provocado sem o consentimento da gestante; 
d) típica de lesão corporal gravíssima; 
e) típica de aborto provocado sem o consentimento da gestante com a pena aumentada de um terço em decorrência da incidência de 
lesão corporal de natureza grave; 
 
21. João da Silva, pouco afeito ao manejo de arma de fogo, resolveu exibir para amigos o revólver que adquiriu recentemente. Acabou, 
por inexperiência, acionando o gatilho, provocando disparo que atingiu pessoa que se encontrava por perto, ferindo-a. Esta foi socorrida. 
Levada a um hospital, foi submetida à intervenção cirúrgica para amputação de uma das pernas, ficando ali internada por trinta e cinco 
dias. João da Silva cometeu crime de lesão corporal: 
a) culposa; 
b) culposa de natureza grave; 
c) culposa de natureza gravíssima; 
d) de natureza grave; 
e) de natureza gravíssima; 
 
22. Joaquim, desejando exibir a alguns amigos a arma de fogo recém adquirida por seu irmão,embora despreparado para maneja-la, 
acidentalmente aciona o gatilho produzindo lesões corporais em um deles, o qual, após quarenta dias de incapacidade para suas 
ocupações habituais, vem a falecer. Joaquim praticou: 
a) lesão corporal culposa; 
b) lesão corporal culposa de natureza grave agravada pelo resultado; 
c) homicídio culposo; 
d) homicídio doloso preterintencional; 
 
23. Suponha-se que um médico, ante iminente perigo de vida, pratique uma intervenção cirúrgica arbitrariamente, ou seja, sem 
consentimento do paciente ou de seu representante legal. O seu comportamento deve ser considerado: 
a) crime de lesão corporal culposa; 
b) atípico; 
c) crime de constrangimento ilegal; 
d) crime de lesão corporal dolosa; 
 
24. Ficou provado que, durante a rixa, Dodô, praticou lesões corporais graves contra Zé Tostão, ambos participantes dela. Em 
conseqüência o procedimento do lesionado será assim analisado penalmente: 
a) responde por rixa qualificada; 
b) responde por rixa simples em concurso obrigatório; 
c) responde por rixa simples– autor; 
d) o Código Penal desconhece a figura de réu e vítima,ao mesmo tempo; 
e) fato típico, porém faltou pressuposto da pena, culpabilidade; 
 
 
 
1 d 2 b 3b 4d 5b 6 a 7 e 8 a 9 d 10b 11c 12e 
13 d 14 a 15e 16d 17c 18 a 19 c 20 c 21 a 22 c 23 b 24 a

Mais conteúdos dessa disciplina