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Avaliação formativa na prática | Módulo 3
Modelos e referências
As forças culturais listadas acima não são apenas ensinadas, elas são vividas e apreendidas
ao fazer parte da cultura. A melhor pessoa para servir de exemplo, para modelar como dar
devolutivas, como ser respeitoso, como demonstrar altas expectativas, como agir de forma
flexível conforme a situação exigir etc. é o professor! Ele é a referência mor, a pessoa 
exemplar para a turma.
Se o professor fala uma coisa e faz outra, se exige respeito, mas é desrespeitoso, se propõe 
atividades abertas, mas ele mesmo é rígido e espera caminhar em trilhos ... tudo isso é 
apreendido por estudantes como algo falso, como “regras” com as quais eles precisam 
aprender a jogar, mas que não fazem parte de um mundo coerente, legítimo. Por outro 
lado, quando o professor de fato age de acordo com as forças culturais nas relações, no uso 
flexível e inteligente do tempo, na criação e aproveitamento de oportunidades, no uso da 
comunicação, na demonstração de expectativas; se ele mesmo segue hábitos e rotinas, mas 
também cria e modifica regras e estruturas, ele serve como referência, como demonstração 
de como participar da cultura do que é possível e esperado.
A força cultural do professor como modelo, exemplo e pessoa de referência é enorme.
Para estudantes, aprender vivenciando e estar embebido na cultura é diferente de
aprender racionalizando, refletindo, discutindo e tomando consciência dos processos e da 
própria participação. Os dois processos, “aprender vivenciando” e “aprender racionalizando”, 
são importantes e complementares.

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