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1. INTRODUÇÃO O assistente social desempenha um papel crucial na política de assistência social, garantindo o acesso a direitos sociais e melhorando as condições de vida de indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade ou risco social. Suas funções incluem identificar as necessidades da população atendida, auxiliando no acesso a programas como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada, além de oferecer acolhimento e atendimento diversificado. Eles também trabalham na articulação de serviços e recursos, fiscalização e controle social, promovendo a conscientização dos usuários sobre seus direitos sociais e cidadãos. Além disso, os assistentes sociais têm um compromisso ético com a promoção e defesa dos direitos humanos. OBJETIVO GERAL: Pesquisar e analisar o impacto do assistente social nas políticas sociais e existências que abordam questões relacionadas à qualidade de vida e bem-estar. Política de Bem-Estar Social e Assistência Social 2 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O Direito do cidadão e o dever do Estado convergem na Assistência Social, caracterizada como política pública no âmbito dos direitos e da cidadania social. Essa área integra a Seguridade Social, juntamente com a Saúde e a Previdência Social, indicando seu papel como política de proteção social interligada a outras iniciativas voltadas para assegurar direitos e condições de vida dignas. Dessa forma, a Assistência Social representa uma oportunidade para o reconhecimento público da legitimidade das demandas dos usuários e para a ampliação de seu protagonismo. Nesse contexto, os avanços constitucionais apontam para o reconhecimento de direitos, trazendo a questão da pobreza e da exclusão para a esfera pública. No entanto, a inserção do Estado brasileiro na dinâmica contraditória das políticas econômicas neoliberais e seus impactos desencadeia processos desarticuladores e de desmontagem das instâncias públicas estatais, com a diminuição de direitos e investimentos sociais. Isso ocorre sob a pressão dos interesses financeiros internacionais, que exercem controle sobre a economia e a sociedade, impondo práticas prejudiciais, como desmantelamento de direitos e políticas sociais, desorganização dos serviços públicos, entre outros desdobramentos. A Política Nacional de Assistência Social (2004) propõe a construção de uma nova relação entre Estado e sociedade civil. Nessa dinâmica, ganham destaque as estratégias que preveem parcerias na organização de redes sócio assistenciais, fundamentadas na necessidade prático-operativa de estabelecer colaborações com instituições de todas as esferas, garantindo assim o funcionamento e a oferta dos serviços públicos. A coordenação das redes sócio assistenciais está a cargo dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), os quais, por sua vez, promovem a articulação entre os diversos atores e serviços envolvidos. “(...) um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e privada, que desenvolvam serviços, benefícios, programas e projetos assistenciais”. (NOB/SUAS, 2005). Dessa forma, podemos perceber que as condições institucionais objetivas no contexto da Política de Assistência Social geram precarização nas atividades diárias do Serviço Social, apresentando desafios para a consolidação de seu projeto ético-político profissional. 3 Compreendemos, dessa maneira, que o cenário político-econômico atual da sociedade brasileira diverge dos fundamentos orientadores do mencionado projeto profissional, os quais se fundamentam na citação: “(...) defesa dos direitos sociais, da cidadania, da esfera pública no horizonte da ampliação progressiva da democratização da política e da economia na sociedade (...)”. (IAMAMOTO, 2001, p.113) Nessa citação (Pereira, 1995, p.101) menciona que a Assistência Social tem o propósito de auxiliar os cidadãos a enfrentar as incertezas e adversidades da era contemporânea, que vão além da simples luta pela sobrevivência, característica de povos primitivos. Como componente da Seguridade Social, a Assistência Social é uma providência legal e legítima que livra os cidadãos pobres das incertezas do amanhã. Esta incerteza está ligada não propriamente à luta pela vida, típica dos povos primitivos, mas à luta contra as adversidades sociais da era contemporânea, tais como, enfermidade, acidente, abandono, desagregação familiar, desemprego, exclusão social, etc. [...] A definição dos mínimos sociais e a manutenção dos indivíduos acima desse patamar é tarefa que extrapola à competência da política de Assistência Social (Pereira, 1995, p. 101). Amparando as famílias que enfrentam situações como enfermidade, acidente, abandono, desagregação familiar, desemprego, exclusão social e outras dificuldades que possam comprometer seu bem-estar e qualidade de vida. A ideia é fornecer suporte, recursos e serviços que ajudem a melhorar as condições de vida dessas pessoas e a reduzir as desigualdades sociais. Podemos ter uma ideia dessa desigualdade social. Nesse gráfico de 2021 (mesmo tendo um lapso temporal), mas podemos fazer um analise crítico. 4 Fonte: O Iceberg – Análise Política \ Cruzamento de Dados - Publicado em 26 de setembro de 2022 A forma correta de lermos a tabela e o gráfico acima é: ▪ O top 1% mais rico do Brasil, 2,1 milhões de pessoas, possui 49% da riqueza nacional, 8,1 Trilhões de reais. Isso corresponde a R$ 3,8 Milhões de patrimônio acumulado por brasileiro rico. ▪ Os 9% que vêm em seguida, a classe média, são 19,2 milhões de pessoas. Eles possuem uma fatia de 31% da riqueza produzida pelos brasileiros, mais precisamente 5,1 Trilhões de reais. Uma média de R$ 267.913 per capita. ▪ Os 40% abaixo, as pessoas pobres, uma população de 85,3 Milhões, possui 21% da riqueza nacional, 3,4 Trilhões de dólares. Isso corresponde a R$ 40.083 por pessoa. ▪ Já os 50% de baixo, os miseráveis do Brasil, são 106,7 Milhões de brasileiros. Eles não possuem riqueza, mas sim -70 Bilhões de reais em dívidas. Por pessoa isso corresponde a R$ -655 de dívida. A desigualdade de riqueza é uma questão séria em todo o mundo e tem se intensificado ao longo dos anos. No contexto brasileiro, essa disparidade é ainda mais preocupante. Os governos não têm agido efetivamente para combater a pobreza e a desigualdade. Essa falta de ação não pode ser atribuída apenas à incompetência; trata-se, na verdade, de escolhas políticas dentro de um sistema que favorece a manutenção de relações de produção em declínio profundo. O profissional de serviço social desempenha um papel essencial na fomentação de transformações sociais e na busca pela mitigação da pobreza e desigualdade. Isso é alcançado por 5 meio da avaliação e diagnóstico social, seguidos pelo planejamento e implementação de programas sociais. Além disso, envolve a promoção do empoderamento e advocacia em prol das populações vulneráveis, orientando-as na obtenção de serviços e benefícios. Para ser eficaz nesse papel, o assistente social deve permanecer atento às mudanças sociais e econômicas, sempre buscando inovações e adaptando suas abordagens para enfrentar os desafios emergentes relacionados à pobreza e desigualdade social. Essa postura proativa é crucial para garantir que as intervenções sociais sejam relevantes e eficazes diante de um cenário em constante evolução. 3. RESULTADOS E DISCUSSÕES Resumindo, a atuação do assistente social desempenha um papel essencial nabusca por uma sociedade mais justa e igualitária, atuando como um elo entre aqueles em situação de vulnerabilidade e os programas de assistência social. Suas funções fundamentais envolvem a promoção dos direitos sociais e o aprimoramento das condições de vida daqueles que mais necessitam. Além disso, ao se comprometerem com valores éticos e a defesa dos direitos humanos, os assistentes sociais desempenham um papel vital na conscientização dos cidadãos sobre seus direitos e na construção de uma sociedade mais inclusiva e solidária. Em síntese, o trabalho dos assistentes sociais é um componente crucial da rede de assistência social, contribuindo para o bem- estar e a justiça social em nossa sociedade. 6 4. REFERÊNCIAS 1. IAMAMOTO, Marilda V. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2008. ISBN: 978-85-249-1345-7. 2. NORMA OPERACIONAL BÁSICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL - NOB; SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - SUAS. Resolução nº. 130, de julho de 2005. Brasília: MDS/CNAS, 2005. 3. PEREIRA, L.D. – Educação e Serviço Social – 1995a.