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TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TICS)- EIXO :SISTEMA 
ORGÂNICOS INTEGRADOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO 
 
Hepatite C - Diagnóstico
Professor(es): Francílio e Candice
 
Discente: Jéssica Silva Cosse 
 
Curso: MEDICINA 
 
Turma: 36 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teresina, 22 de outubro de 2024 
 
1 
 
 
TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TICS)- EIXO :SISTEMA 
ORGÂNICOS INTEGRADOS 
 
Como podemos do ponto de vista laboratorial, definir um paciente que já teve contato com o vírus da Hepatite C como “caso ativo” e como "cicatriz sorológica"? Como proceder em caso de acidentes de trabalho com perfurocortantes para, do ponto de vista laboratorial, afastar contágio pelo vírus da Hepatite C?
Um paciente é considerado um "caso ativo" de Hepatite C quando o teste HCV RNA é positivo. Isso indica que o vírus está presente na corrente sanguínea e, portanto, o paciente pode estar em fase aguda ou crônica da infecção. Além disso, quando o teste de anticorpos anti-HCV (anti-HCV) é positivo, indicando que o paciente teve contato com o vírus. Entretanto, apenas a presença dos anticorpos não indica necessariamente uma infecção ativa, já que eles podem persistir mesmo após a eliminação do vírus (Brasil, 2024).
Em contrapartida, um paciente é considerado como tendo "cicatriz sorológica" quando o teste anti-HCV é positivo, indicando que o paciente teve infecção anterior pelo vírus da Hepatite C. Ademais, quando o teste para HCV RNA é negativo sugere que o paciente não tem mais o vírus ativo em seu organismo, o que pode ocorrer após a cura espontânea ou tratamento bem-sucedido. Em resumo, a diferença crucial entre um caso ativo e uma cicatriz sorológica está na presença ou ausência do RNA viral. O acompanhamento clínico e os testes laboratoriais são fundamentais para essa definição (Sbi, 2024).
Em casos de acidente de trabalho com perfurocortantes, como agulhas ou lâminas, é fundamental adotar uma série de procedimentos para afastar o risco de contágio pelo vírus da Hepatite C (HCV). No aspecto laboratorial é essencial iniciar os cuidados imediatos no local do acidente como: Lavar o local do ferimento com água e sabão imediatamente. No caso de mucosas, enxaguar abundantemente com soro fisiológico ou água. Deve-se evitar a compressão excessiva do ferimento, pois isso pode aumentar a área de exposição e o risco de infecção. É necessário relatar o acidente, Notificando o serviço de saúde ocupacional da instituição imediatamente e preencher a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) o quanto antes (Brasil, 2024).
Além disso, a vítima deve ser avaliada com os seguintes testes: Testagem da fonte (paciente de onde veio o material biológico), se possível, para Hepatite B, Hepatite C e HIV, através de sorologias específicas (Anti-HCV, HBsAg, Anti-HIV). Deve-se realizar avaliação laboratorial da vítima (trabalhador) deve incluir testes iniciais de referência como: sorologia para Hepatite C (Anti-HCV). Se o teste Anti-HCV for positivo, seguir com teste de RNA do HCV (carga viral), para detectar infecção ativa (Brasil, 2024).
Nesse caso é essencial uma conduta laboratorial também após a exposição como: Considerar a primeira sorologia realizada imediatamente após o acidente para estabelecer o status inicial do trabalhador (Anti-HCV negativo ou positivo). Além disso, repetir a sorologia: após 3 meses e, se necessário, novamente em 6 meses. Repetir em 3 meses o Anti-HCV. E realizar em caso de sorologia Anti-HCV positiva ou suspeita clínica de infecção (Sbi, 2017).
	Vale destacar que não há profilaxia pós-exposição para Hepatite C, mas o acompanhamento rigoroso e monitoramento laboratorial são essenciais. Se houver soroconversão (Anti-HCV positivo ou RNA-HCV detectado), deve-se encaminhar o trabalhador para acompanhamento com especialista em hepatologia ou infectologia. Caso seja confirmada a infecção por Hepatite C (RNA-HCV positivo), o tratamento antiviral precoce pode ser indicado, dependendo do caso, para prevenir a progressão da doença (Brasil, 2024).
Além disso, é importante que o local de trabalho tenha um protocolo estabelecido para o manejo desses acidentes, bem como acesso a laboratórios que realizem as sorologias e testes de RNA-HCV com rapidez. Portanto, é de suma importância que o médico tenha conhecimento para compreender quando o paciente está com cicatriz sorológica e quando ele está ativo. 
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para hepatite C e coinfecções. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hepatites-virais/protocolos. Acesso em: 22 out. 2024
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA (SBI). Manual de controle de infecção e biossegurança. São Paulo: SBI, 2017.
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