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AUTO-ESTIMA E AUTO-IMAGEM 2° Dia Reencontro (Sábado) – 4ª Ministração Texto: Provérbios 23:7 Tempo: 1h30min INTRODUÇÃO A maneira como nos vemos e como nos valorizamos é influenciada pelo que chamamos de auto-esquema, ou seja, conceito pessoal. Muitas vezes, estamos cheios de conceitos negativos a nosso próprio res. peito e, assim, ao querermos parecer com os outros, damos lugar à cobiça, abrindo portas da alma para o pecado. Chegamos até mesmo a ter medo e vergonha de nós mesmos. Deus quer-nos tratar nessa área e fazer com que reconheçamos quem somos e o quanto de capacidade possuímos, então, estaremos aptos para grandes conquistas. Ter uma auto-imagem positiva é a chave para uma vida saudável. 1. COMPREENDENDO CONCEITOS São três os termos usados na área da psicologia quanto à questão do valor pessoal. Estudaremos cada um deles: AUTO-CONCEITO, AUTO-IMAGEM, AUTO-ESTIMA Auto-conceito e auto-imagem referem-se à idéia que temos a respeito de nós mesmos. Incluem a lista de traços de caráter, os pontos fortes e fracos e a auto-avaliação sobre a aparência e a capacidade físicas. São sentimentos, pensamentos e atitudes que temos para conosco mesmos. Auto-estima refere-se à avaliação que fazemos a respeito de nosso próprio valor. Diz respeito ao sentido da competência. 2. O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE O VALOR PESSOAL Muitas comunidades cristãs geralmente se inclinam a dar ênfase à inaptidão e inutilidade humanas. Precisamos compreender e aceitar os ensinos bíblicos sobre o valor humano e o valor pessoal 2.1 A questão do valor humano A Bíblia diz que os seres humanos são valiosos aos olhos de Deus, que fomos feitos a Sua imagem e semelhança e que fomos coroados por Ele. 2.2 A questão do valor pessoal Diz a Palavra de Deus: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Amor próprio não é auto-adoração, mas se não amamos a nós mesmos não cuidamos deste excelente patrimônio que Deus nos deu - a nossa própria vida. Amar a nós mesmos é nos vermos como criaturas dignas, valorizadas por Deus e portadores da imagem divina, ainda que distorcida pelo pecado. O amor que temos a nós mesmos é o parâmetro para o amor que devemos ter pelos outros. Logo, aqui não está sendo dito que não devemos valorizar a nós mesmos. 2. 3 A questão do pecado A Bíblia diz que o homem pecou e o pecado nos separa de Deus. No entanto, a Bíblia também diz que, a despeito de Deus odiar o pecado, Ele ama o pecador. O pecador rompe a relação com Deus, mas não anula o valor que temos aos Seus olhos. O pecado leva a conflitos pessoais e interpessoais e influencia a maneira como nos sentimos a respeito de nós mesmos. 2.4 A questão do orgulho e da humildade Cristãos que enfatizam a depravação humana afirmam que ter uma auto. estima positiva é orgulho. Pensam que a auto-condenação e o sentimento de inferioridade são atitudes que nos mantêm humildes. Mas, vejamos corretamente os conceitos de orgulho e de humildade. ORGULHO - É um desejo exagerado de obter atenção e louvor de outros. Uma estima arrogante e insolente a respeito de si mesmo em relação aos outros. Tomar posição de superioridade, desconsiderando os interesses, opiniões e desejos das outras pessoas. Uma tentativa de buscar para si a glória que pertence a Deus. HUMILDADE - É uma auto-avaliação correta a respeito de si mesmo. E ser receptivo à opinião dos outros sem reivindicar louvor para si. Aceitar que possui imperfeições, falhas e defeitos. Mas é também reconhecer os dons, talentos e habilidades concedidos por Deus. Não representa negar ou rejeitar os pontos positivos que temos. Envolve uma avaliação realista de quem fomos e de quem somos hoje. Como o apóstolo Paulo, que era consciente do seu passado de pecado, mas também reconhecia o que Deus estava realizando através de sua vida. 1. FONTES DE AUTO-IMAGEM E DA AUTOESTIMA NEGATIVAS Precisamos descobrir aquilo que influencia negativamente a nossa vida e que espécies de sentimentos querem entrar ou permanecer, afetando assim o nosso auto- esquema. Lembrando que o medo paralisa a fé e inopera a ação. Veja o exemplo bíblico de Gideão. "Então o anjo do Senhor veio, e assentou-se debaixo do carvalho que está em Ofra, que pertencia a Joás, abiezrita; e Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o salvar dos midianitas. Então o anjo do Senhor lhe apareceu, e lhe disse: O Senhor é contigo, homem valoroso. Mas Gideão lhe respondeu: Ai, Senhor meu, se o Senhor é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém agora o Senhor nos desamparou, e nos deu nas mãos dos midianitas. Então o Senhor olhou para ele, e disse: Vai nesta tua força, e livrarás a Israel das mãos dos midianitas; porventura não te enviei eu. E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai. E o Senhor lhe disse: Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás aos midianitas como se fossem um só homem. E ele disse: Se agora tenho achado graça aos teus olhos, dá-me um sinal de que és tu que falas comigo. Rogo-te que daqui não te apartes, até que eu volte e traga o meu presente, e o ponha perante ti. E disse: Eu esperarei até que voltes." (Iz 6:11-18) Gideão era um homem que possuía baixa auto-estima. Ele passou a vida toda ouvindo profecias contrárias a seu respeito e a respeito do seu povo. Ele revelou a incredulidade que tinha acerca dele mesmo. Por causa do contexto em que se encontrava, quase anulou o chamado de Deus. Mas, na verdade era um homem valente e esforçado. Que bom que Deus sempre nos vê acima dos nossos argumentos. Deus nos vê prontos como viu a Gideão. 3.1 Relacionamento defeituoso entre pais e filhos Há situações internas e externas que influenciam a nossa alma desde a hora em que nascemos. Por natureza, temos necessidade de extrema atenção. O ser humano, se comparado aos animais, é o mais dependente de cuidado. Quando o cuidado não ocorre, as carências surgem, desencadeando uma série de malefícios para a alma. A maior parte dos problemas surge no seio familiar, que é o contato primário da criança. O secundário surge na escola. O terciário ocorre na sociedade. A auto-estima da criança é formada eminentemente nos primeiros anos. . Sentimentos de inferioridade surgem quando os pais: a) Criticam, envergonham e repreendem repetidamente os filhos Ex.: Puxar a orelha na frente dos outros ou falar de defeitos do filho na frente dos seus amigos. b) Não dão necessária atenção à criança Ex.: Ser desleixados para com suas necessidades de alimentação, de higiene, de afeto etc. c) Estabelecem alvos muito elevados e até fora da realidade Ex.: Exigir que o filho tire nota 10 em todas as matérias. d) Expressam expectativas de que o filho irá falhar Ex.: Não crer que o filho tem a capacidade de passar em um concurso ou de ganhar um jogo. e) Raramente fazem elogios; não encorajam e nem dão apoio emocional Ex.: Mesmo diante de fatos relevantes, não estimular os filhos através de palavras de ânimo. E se estão enfrentando um momento difícil, não conseguir apoiá-los devidamente. f) Evitam dar carinho aos filhos expressando contato afetuoso Ex.: Pais que não abraçam, não beijam os filhos, não estão próximos sempre que possível. g) Fazem comentários negativos sobre a criança Ex.: Sempre dizer à criança que ela é burra e que nunca terá futuro na vida. h) Superproteção Ex.: Não deixam os filhos brincarem com os vizinhos, não deixam brincar na escola, mantêm os filhos isolados tanto quanto possível. Todas as colocações citadas acima são como mensagens emitidas com sons que REVERBERAM por longo tempo na mente. Ex.: Quando alguém diz: "Não chore". Podemos levar essa mensagem por toda vida e nunca mais conseguirmos chorar, mesmo quando fornecessário. 3.2 Pensamentos infundados Pensamentos infundados são gerados na mente sem um motivo real, ou seja, surgem a partir dos traumas causados por situações que não foram resolvidas. Normalmente, são pessoas que nunca descobriram suas qualidades, porque não receberam elogios ou palavras de vitória na família. Precisam aprender a trabalhar a alma para superar essas limitações emocionais que, na maioria das vezes, é uma questão de ótica, de percepção. Ex.: Pessoas que pensam que não são amadas por se acharem gordas, magras, feias etc. 3.3 Influências da sociedade A sociedade determina o que é socialmente valorizado, o que dá status, e, geralmente, esses padrões sociais estão distantes do que a Bíblia orienta. Para a sociedade, o indivíduo vale pelo que tem, ou seja, bens materiais como carros, casas, finanças etc. Então, quem não atinge esses padrões sente-se inferiorizado e abaixo da média que não foi criada por Deus, mas pelos padrões sociais. Sem mencionar que a sociedade se utiliza da mídia para estabelecer valores que, na maioria das vezes, são irreais, mas que insistem em influenciar a vida do ser humano na forma de ser, falar e vestir. Exemplos: . A menina tem que ser tão bela quanto a atriz y da novela das oito e que aparece na revista x. Mas o que a mídia não revela é que a beleza mostrada na novela e na revista é quase sempre artificial e inatingível. . O menino tem que ser de porte atlético como os adolescentes da novela Malhação para agradar as meninas. Mais uma ilusão da mídia. 3.4 Expectativas pouco realistas As expectativas pouco realistas falam de ideais que a pessoa gostaria de atingir de acordo com os padrões que ela vê na sociedade ou mesmo de acordo com padrões estabelecidos pela família ou por ela mesma. Esses ideais são possíveis se a pessoa trabalhar para alcançá-los. Exemplos: . Desejar ser um jornalista, um âncora de um Jornal, mas não se esforça por cursar uma faculdade de Comunicação. . Ter vontade de ministrar tão bem quanto o Benny Hinn ou de ser um grande evangelista como o Billy Graham, mas não se interessa sequer em lera Bíblia. 3.5 O pecado Ao sairmos dos padrões divinos, somos tomados por sentimentos de remorso, culpa, decepção, e isso contribui para que surjam ou para que se cristalizem os sentimentos de inferioridade. Exemplo: . Pensar que o ser humano é indigno e que, por ser pecador, não tem valor aos olhos de Deus. 3.6 Interpretações equivocadas sobre a Bíblia Ao ler a Bíblia, por exemplo, a pessoa interpreta determinados versículos ou mesmo capítulos inteiros de forma errada e contrária ao que realmente é a verdade. Exemplos: . Achar que humildade é a mesma coisa que viver na miséria. . Achar que o amor próprio é pecaminoso. . Pensar assim: Agora que aceitei Jesus como Senhor da minha vida irei apenas servi- IO e não estudarei mais. . Ou assim: Abandonarei meu cônjuge por amor ao Evangelho. . Pensar que, para ter atitudes espirituais, é necessário sufocar os dons, a personalidade e as habilidades individuais. 2. OS EFEITOS DA BAIXA AUTO-ESTIMA Os efeitos da baixa auto-estima são prejudiciais, pois fazem com que a pessoa esteja sempre infeliz mesmo diante de fatos relevantes. Não importa o quanto é amada e quantas pessoas estão ao seu redor porque pessoas com esse sentimento estão sempre se sentindo .Isoladas .Solitárias .Rejeitadas . Não amadas; . Impotentes; . Indefesas; .Receosas; . Medrosas; . Inseguras; . Impacientes; . Criticadas; . Angustiadas. 2.1 As pessoas com baixa auto-estima são: . Zangadas; . Mal-humoradas; . Temerosas de aborrecer as outras pessoas; . Submissas por dependência e possuem exagerada sensibilidade; . Menos curiosas; . Menos criativas; . Retraídas socialmente; . Ciumentas; . Inclinadas a criticar as pessoas; . Desejosas de exercer poder sobre as outras pessoas; . Inclinadas à depressão; . Difíceis para perdoar; . Murmuradoras; . Contenciosas; . Intolerantes; . Hiper-sensíveis; . Difíceis de aceitar manifestação de amor; . Desconfiadas . Mau ouvintes . 5. PASSOS FUNDAMENTAIS PARA O BENEFÍCIO DA AUTO. MAGEM E DA AUTO-ESTIMA . Entender que Deus nos fez perfeitos, que fomos criados por Ele. . Entender que fomos criados como seres emotivos e sugestionáveis. . Entender que fomos aceitos como somos, então precisamos também nos aceitar como somos. . Entender que a sociedade possui padrões preconceituosos, discriminatórios e até cruéis. . Entender que é necessário decidir amar, perdoar e elogiar. . Entender que é necessário, procurando o equilíbrio, esforçar-se. . Entender que Deus crê em nós e que nos vê como Ele quer. Ele diz que somos uma bênção. Para termos a auto-estima trabalhada, precisamos passar pela Cruz. Não há cura interior se não passarmos pela Cruz. Tudo tem que se acoplar à nossa fé e à obra redentora de Jesus por nós. ORIENTAÇÕES PARA O MINISTRADOR Orar para que o Senhor promova mudança de mente acerca de concei. tos errados adquiridos ao longo dos anos. Ministrar sobre a importância de ter uma auto-imagem positiva para alcançar uma vida saudável, gerando amor próprio - que é o parâmetro para o amor que devemos ter pelos outros; lançando fora todo orgulho, sentimento de desejo exagerado para obter atenção e louvor de outros; dando lugar à humildade - porque uma pessoa humilde consegue se auto-avaliar corretamente. . Ministrar sobre a vida dos reencontristas e sobre cura para os sentimentos de inferioridade que surgiram quando foram criticados, envergonhados e repreendidos de forma errada; quando não receberam atenção dos pais ou quando estes estabeleceram alvos fora da realidade, não acreditaram no potencial ou não elogiaram os filhos etc. . Pedir para que decidam hoje não mais conviver com os efeitos da baixa auto- estima que são prejudiciais e fazem com que a pessoa esteja sempre infeliz mesmo diante de fatos relevantes. . Pedir para que orem pedindo a Deus que os cure a fim de não se sentirem mais pessoas isoladas, solitárias, rejeitadas, não amadas, impotentes, indefesas, receosas, medrosas, inseguras, impacientes, angustiadas. . Fazê-los compreender que o Senhor não quer que os Seus filhos vivam zangados, mal-humorados, aborrecendo as outras pessoas, retraídos social-mente, ciumentos, inclinados à depressão, com dificuldades para perdoar, murmurando, sendo intolerantes, desconfiados. . Levá-los a entender que Deus tem uma qualidade de vida que está para além do que a sociedade oferece. A sociedade possui padrões preconceituo-sos, discriminatórios e até cruéis. Deus o salvou para você viver na sociedade os padrões do céu e fazer a diferença.