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CADERNO DE ERROS –ALCY COTIAS A advogada Marina prestou consultoria na área de Direito Tributário para uma sociedade empresária, analisando um tema importante para as funções da referida pessoa jurídica. Sobre a atividade da advogada, de acordo com o Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta. Alternativas A A mencionada consultoria deve ser prestada exclusivamente de modo escrito e pressupõe formalização de contrato de honorários. B Se a pessoa jurídica e a advogada assim acordarem, independentemente de mandato ou mesmo da formalização do contrato de honorários, é possível a prestação da consultoria por escrito ou verbalmente. C Caso a consultoria seja prestada verbalmente, a concordância com essa forma deve ser expressa por ambas as partes em contrato escrito de prestação de serviços advocatícios. D A consultoria prestada por Marina pode ser realizada de modo escrito ou verbalmente e, assim, o contrato de prestação de serviços advocatícios pode ser verbal ou escrito, mas é necessária a outorga de mandato. LETRA “B” CORRETA. · Atenção: Você foi induzida ao erro por dois pontos, primeiramente porque a letra da lei traz de forma taxativa que “INDEPENDE “ de outorga de mandato e que pode ser de forma tanto “VERBAL” quanto “ESCRITA”. Outro ponto importante na questão não exige formalização obrigatória de contrato de honorários. FUNDAMENTO: ART. 5°, §4° DA LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994 (DISPÕE SOBRE O ESTATUTO DA ADVOCACIA E A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (OAB). Art. 5º O advogado postula, em juízo ou fora dele, fazendo prova do mandato. § 1º O advogado, afirmando urgência, pode atuar sem procuração, obrigando-se a apresentá-la no prazo de quinze dias, prorrogável por igual período. § 2º A procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar todos os atos judiciais, em qualquer juízo ou instância, salvo os que exijam poderes especiais. § 3º O advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os dez dias seguintes à notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for substituído antes do término desse prazo. § 4º As atividades de consultoria e assessoria jurídicas podem ser exercidas de modo verbal ou por escrito, a critério do advogado e do cliente, e independem de outorga de mandato ou de formalização por contrato de honorários. A questão trata da prestação de serviços de consultoria jurídica por uma advogada na área de Direito Tributário, com foco na necessidade ou não de formalização de contrato e outorga de mandato. A questão é baseada no Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei nº 8.906/1994), especificamente no artigo 5º, §4º, que regulamenta as atividades de consultoria e assessoria jurídicas. A alternativa correta é a letra B, que afirma que, se a pessoa jurídica e a advogada assim acordarem, a consultoria pode ser prestada por escrito ou verbalmente, independentemente de mandato ou formalização de contrato de honorários. O fundamento para essa assertiva é o artigo 5º, §4º, da Lei nº 8.906/1994, que estabelece que as atividades de consultoria e assessoria jurídicas podem ser realizadas tanto de modo verbal quanto escrito, conforme a escolha do advogado e do cliente. Além disso, o mesmo dispositivo legal destaca que essas atividades não exigem a outorga de mandato ou a formalização de contrato de honorários. Portanto, a formalização da contratação, seja por contrato de honorários ou por mandato, não é obrigatória para a prestação de consultoria jurídica, desde que ambas as partes estejam de acordo com a forma de prestação de serviço escolhida. Essa flexibilidade visa facilitar a prestação de serviços advocatícios, respeitando a autonomia das partes envolvidas na contratação. As outras alternativas estão incorretas pelos seguintes motivos: · Alternativa A: Incorreta porque a consultoria não precisa ser exclusivamente escrita nem exige formalização obrigatória de contrato de honorários. · Alternativa C: Incorreta porque, embora a concordância sobre a forma de prestação de serviços seja importante, a exigência de contrato escrito para consultoria verbal não é obrigatória. · Alternativa D: Incorreta porque, embora o contrato de prestação de serviços advocatícios possa ser verbal ou escrito, não é necessária a outorga de mandato para atividades de consultoria e assessoria jurídicas. JORGE FROTA PROFESSOR Gilson, advogado recém inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil, estava em dúvida entre constituir sociedade unipessoal de advocacia, o que, em seu entender, lhe traria maior autonomia e liberdade, ou aceitar a proposta recebida da sociedade empresária XYZ, para atuar como advogado empregado em regime de dedicação exclusiva. Após estudar a legislação correlata, Gilson aceitou a proposta de emprego da sociedade empresária XYZ. Acerca desse vínculo contratual, de acordo com o texto legal do Estatuto da Advocacia, assinale a afirmativa correta. Alternativas A Nas causas em que Gilson atuar como advogado empregado da empresa XYZ, ou de pessoa por esta representada, os honorários de sucumbência lhe pertencerão. B Gilson estará eticamente obrigado a prestar serviços profissionais de interesse pessoal dos diretores da sociedade empresária XYZ. C A jornada de trabalho de Gilson não poderá exceder a duração diária de 4 (quatro) horas contínuas e a de 20 (vinte) horas semanais. D Em virtude da dedicação exclusiva, Gilson não poderá ser remunerado pelas horas trabalhadas excedentes à jornada normal prevista na legislação. LETRA “A” CORRETA. Atenção: Letra da lei! Revisar os direitos dos ADVOGADOS EMPREGADOS FUNDAMENTO: ART. 21 DA LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994 (DISPÕE SOBRE O ESTATUTO DA ADVOCACIA E A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (OAB). Vejamos: Art. 21. Nas causas em que for parte o empregador, ou pessoa por este representado, os honorários de sucumbência são devidos aos advogados empregados. Parágrafo único. Os honorários de sucumbência, percebidos por advogado empregado de sociedade de advogados são partilhados entre ele e a empregadora, na forma estabelecida em acordo. A alternativa A é a correta, é a melhor análise do art. 21 da Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Advocacia) que podemos fazer. De acordo com o artigo 21, nas causas em que o empregador, ou pessoa por esta representada, for parte, os honorários de sucumbência são devidos aos advogados empregados. Ana Júlia, recentemente aprovada no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, aspira exercer sua nova atividade profissional de maneira comprometida com os deveres éticos e valores inerentes à elevada função pública da profissão. Nesse sentido, assinale a afirmativa que corretamente descreve a hipótese de cumprimento de dever ético por Ana Júlia. Alternativas A Ana Júlia deverá, sempre que possível, estimular a conciliação e a mediação entre os litigantes, entendendo-se diretamente com a parte adversa, cujo eventual patrono constituído, na hipótese de haver a solução do conflito, deverá ser ulteriormente comunicado. B Nos pleitos administrativos ou judiciais em que ingressar, Ana Júlia deverá atuar com destemor e independência, especialmente perante aquelas autoridades com as quais tenha vínculos negociais ou familiares. C Ana Júlia deverá pugnar pela solução dos problemas da cidadania e pela efetivação dos direitos individuais, coletivos e difusos, dever que pode ser cumprido, por exemplo, com a adoção de política permanente de contratação de honorários advocatícios em valores abaixo da tabela da OAB. D No exercício do seu mandato, Ana Júlia deverá atuar como patrona da parte e, portanto, imprimir à causa orientação que lhe pareça mais adequada, procurando esclarecer a estratégia traçada ao cliente, mas sem se subordinar às suas intenções contrárias. LETRA “D” CORRETA. ATENÇÃO O QUE QUER DIZER ESSE ARTIGO: O ADVOGADO DEVE AGIR DE ACORDO COM SUA CONSIÊNCIA E JULGAMENTO PROFISSIONAL AO REPRESENTAR SEU CLIENTE, EXPLICANDO A MELHOR ESTRATÉGIA PARA O CASO. ELE NÃO DEVE SEGUIR VONTADES DO CLIENTE QUE SEJAM CONTRÁRIAS Á ÉTICA OU Á SUA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL. FUNDAMENTO: ART.11 DA RESOLUÇÃO N. 02/2015 (APROVA O CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – OAB). Vejamos: “Art. 11. O advogado, no exercício do mandato, atua como patrono da parte, cumprindo-lhe, por isso, imprimir à causa orientação que lhe pareça mais adequada, sem se subordinar a intenções contrárias do cliente, mas, antes, procurando esclarecê-lo quanto à estratégia traçada”. A alternativa D é a correta, é a melhor análise do artigo 11 da Resolução nº 02/2015 (Código de Ética e Disciplina da OAB) que podemos fazer. A alternativa D descreve corretamente o dever ético de Ana Júlia, como advogada, de atuar como patrona da parte, imprimindo à causa a orientação que lhe pareça mais adequada, sem se subordinar a intenções contrárias do cliente, mas procurando esclarecê-lo quanto à estratégia traçada. Vamos analisar a alternativa como um todo: D) No exercício do seu mandato, Ana Júlia deverá atuar como patrona da parte e, portanto, imprimir à causa orientação que lhe pareça mais adequada, procurando esclarecer a estratégia traçada ao cliente, mas sem se subordinar às suas intenções contrárias. · Correta: O artigo 11 do Código de Ética e Disciplina da OAB define que o advogado, no exercício do mandato, atua como patrono da parte, cumprindo-lhe, por isso, imprimir à causa orientação que lhe pareça mais adequada, sem se subordinar a intenções contrárias do cliente, mas, antes, procurando esclarecê-lo quanto à estratégia traçada. Essa alternativa reflete exatamente esse dever ético. O empresário João Pedro, movido pelo sentimento de vingança, contrata o advogado Beraldo para propor ação de cobrança contra seu ex-sócio Marcos, apresentando frágeis documentos que comprovariam uma suposta dívida. A ação foi proposta e, concedida medida cautelar pelo juiz da causa, gerou diversos danos a Marcos, a partir da indisponibilidade de seus bens e do bloqueio de todos os seus ativos bancários initio litis. Ao final, porém, o pedido foi julgado totalmente improcedente, sendo expressamente reconhecida a lide temerária. Acerca da responsabilidade do advogado nessa hipotética situação, assinale a afirmativa correta. Alternativas A Beraldo poderá ser responsabilizado subsidiariamente pelos prejuízos causados, caso demonstrada culpa ou dolo no exercício da profissão, o que deverá ser apurado nos próprios autos. B Beraldo e João Pedro poderão ser responsabilizados solidariamente pelos prejuízos causados, desde que demonstrada a coligação entre ambos para lesar Marcos, o que deverá ser apurado em ação própria. C Beraldo não poderá ser responsabilizado pelos prejuízos causados, pois o Estatuto da Advocacia e da OAB não prevê consequência jurídica para a hipótese de lide temerária. D Beraldo poderá ser responsabilizado solidariamente pelos prejuízos causados, desde que seja demonstrada a coligação com João Pedro para lesar Marcos, o que deverá ser apurado nos próprios autos. LETRA “B” CORRETA. FUNDAMENTO: ART. 32 DA LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994 (DISPÕE SOBRE O ESTATUTO DA ADVOCACIA E A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (OAB). Vejamos: Art. 32. O advogado é responsável pelos atos que, no exercício profissional, praticar com dolo ou culpa. Parágrafo único. Em caso de lide temerária, o advogado será solidariamente responsável com seu cliente, desde que coligado com este para lesar a parte contrária, o que será apurado em ação própria. Beraldo e João Pedro podem ser responsabilizados solidariamente pelos prejuízos causados a Marcos, desde que demonstrada a coligação entre ambos para lesar Marcos, o que deverá ser apurado em ação própria. Vamos analisar as alternativas: B) Beraldo e João Pedro poderão ser responsabilizados solidariamente pelos prejuízos causados, desde que demonstrada a coligação entre ambos para lesar Marcos, o que deverá ser apurado em ação própria. · Correta: O artigo 32 da Lei nº 8.906/94, em seu parágrafo único, define que, em caso de lide temerária, o advogado será solidariamente responsável com seu cliente, desde que coligado com este para lesar a parte contrária, o que será apurado em ação própria. Nesse caso, a ação de cobrança foi considerada temerária, e a coligação entre Beraldo e João Pedro para lesar Marcos pode/deve ser demonstrada, o que pode justificar a responsabilidade solidária. JORGE FROTA PROFESSOR Observação : Lide temerária é a ação proposta de má-fé. O juízo criminal da Comarca de ABC expediu mandado de prisão preventiva em desfavor de Saulo, o qual, no momento do cumprimento da medida, telefonou para sua amiga, a advogada criminalista Janete, rogando-lhe verbalmente que verificasse as razões daquela prisão, bem como levantasse outras informações sobre a investigação contra si instaurada. Ao se dirigir à autoridade policial responsável, Janete foi informada de que não poderia ter acesso aos autos do flagrante e nem aos do respectivo caderno apuratório, uma vez que não apresentou prova do mandato e os autos estão integralmente submetidos a sigilo. Com base nessas informações, e considerados os direitos da advocacia, assinale a afirmativa correta. Alternativas A A negativa de acesso aos autos, na hipótese, possui respaldo legal, uma vez que, estando os autos submetidos a sigilo, o acesso de Janete dependeria da apresentação de procuração. B O Estatuto da Advocacia e da OAB assegura o direito de Janete de examinar os autos do flagrante e do respectivo caderno apuratório, mesmo sem procuração, ainda que submetidos a sigilo. C Na hipótese de haver diligências em andamento, a negativa de acesso aos autos da investigação possui suporte legal, extensiva aos elementos de prova já documentados, oriundos de diligências finalizadas. D É vedado o fornecimento incompleto de autos ou o fornecimento de autos em que houve a retirada de peças relacionadas a diligências sigilosas em andamento, sob pena de responsabilização criminal e funcional. LETRA “A” CORRETA. ATENÇÃO: QUANDO O CASO CONCRETO TRATAR DE PROCESSO QUE ESTEJA EM SIGILO É NECESSÁRIO A APRESENTAÇÃO DE PROCURAÇÃO. LETRA “A” CORRETA. FUNDAMENTO: ART. 7°, §10° DA LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994 (DISPÕE SOBRE O ESTATUTO DA ADVOCACIA E A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (OAB). Vejamos: Art. 7º São direitos do advogado: (...) XIII - examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da Administração Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração, quando não estiverem sujeitos a sigilo ou segredo de justiça, assegurada a obtenção de cópias, com possibilidade de tomar apontamentos; XIV - examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital. (...) § 10. Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar procuração para o exercício dos direitos de que trata o inciso XIV. A alternativa A é a correta, é o que dispõe o artigo 7º, §10º da Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Advocacia). A negativa de acesso aos autos, nesse caso, possui respaldo legal, pois os autos estão submetidos a sigilo e Janete não apresentou prova do mandato. Vamos analisar as alternativas: A) A negativa de acesso aos autos, na hipótese, possui respaldo legal, uma vez que, estando os autos submetidos a sigilo, o acesso de Janete dependeria da apresentação de procuração. · Correta: O artigo 7º, §10º da Lei nº 8.906/94, define que, nos autos sujeitos a sigilo, o advogado deve apresentar procuração para o exercício dos direitos de que trata o inciso XIV. Como Janete não apresentou procuração, a negativa de acesso aos autos é legal. JORGE FROTA PROFESSOR FUNDAMENTO: ART. 7°, §10° DA LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994 (DISPÕE SOBRE O ESTATUTO DA ADVOCACIA E A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (OAB). Vejamos: Art. 7º São direitos do advogado: (...) XIII - examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da Administração Pública em geral, autos de processosfindos ou em andamento, mesmo sem procuração, quando não estiverem sujeitos a sigilo ou segredo de justiça, assegurada a obtenção de cópias, com possibilidade de tomar apontamentos; XIV - examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital. (...) § 10. Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar procuração para o exercício dos direitos de que trata o inciso XIV. A alternativa A é a correta, é o que dispõe o artigo 7º, §10º da Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Advocacia). A negativa de acesso aos autos, nesse caso, possui respaldo legal, pois os autos estão submetidos a sigilo e Janete não apresentou prova do mandato. Vamos analisar as alternativas: A) A negativa de acesso aos autos, na hipótese, possui respaldo legal, uma vez que, estando os autos submetidos a sigilo, o acesso de Janete dependeria da apresentação de procuração. · Correta: O artigo 7º, §10º da Lei nº 8.906/94, define que, nos autos sujeitos a sigilo, o advogado deve apresentar procuração para o exercício dos direitos de que trata o inciso XIV. Como Janete não apresentou procuração, a negativa de acesso aos autos é legal. JORGE FROTA PROFESSOR O Conselho Seccional da OAB do Estado Alfa, por meio do seu Tribunal de Ética e Disciplina, instaurou processo disciplinar, ao fim do qual foi aplicada a pena de suspensão do advogado Daniel pelo prazo de seis meses pela conduta prevista no Art. 34, inciso XXX, do Estatuto da Advocacia (“praticar assédio moral, sexual ou discriminação”). Os mesmos fatos ensejaram a propositura de ação penal por parte do Ministério Público, sobrevindo, na instância criminal, a condenação de Daniel à pena de um ano de detenção, em regime aberto, substituída por uma pena restritiva de direitos. A decisão proferida na instância disciplinar transitou em julgado e já foi cumprida por Daniel há mais de um ano, ao passo que, na instância criminal, a execução da pena restritiva de direito encontra-se em curso. Com base nessa situação hipotética, considerando o instituto da reabilitação disciplinar, assinale a afirmativa correta. Alternativas A Daniel pode requerer a reabilitação perante o órgão competente da OAB, porque decorrido mais de um ano do cumprimento da sanção disciplinar, a qual será irrecusável por se tratar de direito subjetivo do advogado. B Embora decorrido mais de um ano do cumprimento da sanção disciplinar, Daniel ainda não faz jus à reabilitação disciplinar, mesmo que haja provas efetivas de bom comportamento, visto que o pedido de reabilitação depende também da correspondente reabilitação criminal. C Havendo provas efetivas de bom comportamento, Daniel fará jus à reabilitação da sanção disciplinar que lhe foi imposta, porquanto decorrido mais de um ano do seu cumprimento, independentemente da reabilitação criminal, visto que há independência entre as instâncias. D Caso decida requerer a reabilitação, Daniel deverá protocolar seu pedido diretamente no Conselho Federal da OAB, instância competente para revisar as decisões do Conselho Seccional e apreciar pedidos de reabilitação disciplinar. LETRA “B” CORRETA. FUNDAMENTO: ART. 41 DA LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994 (DISPÕE SOBRE O ESTATUTO DA ADVOCACIA E A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (OAB). Vejamos: Art. 41. É permitido ao que tenha sofrido qualquer sanção disciplinar requerer, um ano após seu cumprimento, a reabilitação, em face de provas efetivas de bom comportamento. Parágrafo único. Quando a sanção disciplinar resultar da prática de crime, o pedido de reabilitação depende também da correspondente reabilitação criminal. A alternativa B é a correta com base no artigo 41 da Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Advocacia). A reabilitação disciplinar, nesse caso, depende da reabilitação criminal, mesmo que Daniel tenha cumprido a pena disciplinar há mais de um ano. Vamos analisar as alternativas: B) Embora decorrido mais de um ano do cumprimento da sanção disciplinar, Daniel ainda não faz jus à reabilitação disciplinar, mesmo que haja provas efetivas de bom comportamento, visto que o pedido de reabilitação depende também da correspondente reabilitação criminal. · Correta: O artigo 41 da Lei nº 8.906/94, em seu parágrafo único, é claro ao afirmar que, quando a sanção disciplinar resultar da prática de crime, o pedido de reabilitação depende também da reabilitação criminal. Como Daniel foi condenado por crime, mesmo que tenha cumprido a pena disciplinar, ele não pode requerer a reabilitação disciplinar enquanto não for reabilitado criminalmente. Valmir, bacharel em Direito, aprovado no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, ocupa o cargo público de agente de Polícia Civil do Estado Alfa. Movido por sentimento altruísta, Valmir requer sua inscrição na OAB, pois pretende, nos momentos de folga da atividade policial, exercer a advocacia de forma gratuita, eventual e voluntária, em favor de instituições sociais sem fins econômicos que não disponham de recursos para a contratação de profissional. À luz dessas informações, e considerada a legislação vigente, assinale a afirmativa correta. Alternativas A Valmir poderá exercer regularmente a advocacia, inclusive pro bono. B Valmir não poderá exercer a advocacia remunerada, pois ocupa cargo incompatível, mas poderá exercer a advocacia pro bono. C Valmir não poderá exercer a advocacia, mesmo pro bono, uma vez que o cargo público que ocupa atrai o regime da incompatibilidade. D A condição de servidor público atrai o regime do impedimento, razão pela qual Valmir não poderá exercer a advocacia contra a Fazenda Pública que o remunera. Observado esse impedimento, não haverá óbice para o exercício da advocacia pro bono. EOAB - Art. 28. A advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com as seguintes atividades: V - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de qualquer natureza; VI - militares de qualquer natureza, na ativa; · A incompatibilidade é total, conforme determina o artigo 28 do Estatuto da OAB, proibindo-o de exercer a advocacia em qualquer contexto, incluindo a advocacia pro bono, remunerada etc. ( O Estatuto da OAB não diferencia os tipos de advocacia para fins de incompatibilidade). · A razão para tal incompatibilidade é evitar conflitos de interesse e preservar a independência da advocacia. · Incompatibilidade: Trata-se de uma proibição TOTAL. Isso significa que a pessoa não poderá exercer a advocacia em nenhum caso.As hipóteses estão previstas no art. 28 (EOAB). Ex: magistrados, membros do MP, militares, policiais, gerentes de instituições financeiras. (hipótese da questão). · Impedimento: Trata-se de uma proibição PARCIAL. Isso significa que a pessoa não poderá exercer a advocacia em determinadas situações.As hipóteses estão previstas no art. 30 (EOAB). Ex: os servidores da administração pública contra a Fazenda Pública que os remunere. Gabarito: Letra c) Pedro, contador com vasta experiência e sólida carreira, decide fazer uma segunda graduação, tornando-se bacharel em Direito. Depois da aprovação no Exame de Ordem Unificado e da inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil, Pedro pretende continuar prestando serviços contábeis, sem prejuízo do exercício concomitante da nova atividade. Acerca da intenção de Pedro, bem como dos limites éticonormativos para a publicidade profissional da sua nova atividade, assinale a afirmativa correta. Alternativas A Pedro não poderá exercer de modo concomitante as atividades de contador e advogado, pois, de acordo com o Estatuto da Advocacia e da OAB, a prestação de serviços contábeis é incompatível com o exercício simultâneo da advocacia. B Não há óbice ético para o duplo exercício das atividades de contador e advogado, podendo Pedro se valer da divulgação conjunta dos serviços oferecidos, desde que não seja por meio de inscrições em muros, paredes, veículos,elevadores ou em qualquer espaço público. C Embora não haja incompatibilidade para o exercício concomitante das duas atividades, não será permitido a Pedro divulgar sua nova profissão de modo conjunto com a de contador. D Pedro poderá fazer uso de mala direta, distribuição de panfletos ou formas assemelhadas de publicidade, visando a captação de clientela para a sua nova atividade, mas não poderá mencionar, nessa publicidade, os serviços de contabilidade. Comentário: Gabarito letra C. TEMA CENTRAL: ATIVIDADES INCOMPATÍVEIS COM A ADVOCACIA. A alternativa A está incorreta. Não existe previsão expressa no Estatuto da OAB que torne a contabilidade atividade incompatível com a advocacia. A incompatibilidade está relacionada a funções ou atividades que, por sua natureza, comprometem a independência necessária ao exercício da advocacia ou implicam em conflito de interesse. A alternativa B está incorreta. O Código de Ética e Disciplina da OAB proíbe a divulgação de serviços que possam parecer como captação de clientela ou que misturem a advocacia com outras atividades, como a contabilidade. A divulgação conjunta pode confundir o público e comprometer a imagem da advocacia como uma profissão independente. A alternativa C está correta. O artigo 28 do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) prevê as atividades que são incompatíveis com o exercício da advocacia, dentre elas, aquelas que implicam em conflito de interesse ou que comprometem a independência necessária ao exercício da profissão de advogado. Neste passo, o exercício da contabilidade, por si só, não está listado como uma atividade incompatível com a advocacia no Estatuto da OAB. No entanto, a normativa ética da advocacia proíbe a DIVULGAÇÃO CONJUNTA de atividades distintas, como a contabilidade e a advocacia, visando preservar a distinção e a independência entre as profissões. Portanto, enquanto Pedro pode exercer ambas as profissões, a divulgação dos serviços deve ser feita de forma separada, para evitar confusão ou mistura das atividades profissionais. A alternativa D está incorreta. O Código de Ética proíbe práticas que caracterizem mercantilização da profissão ou captação indevida de clientela. A publicidade na advocacia deve ser moderada e informativa, não sendo permitido o uso de mala direta e panfletos com a finalidade de captação direta de clientes, independentemente de mencionar ou não serviços contábeis. RESOLUÇÃO POR MÉTODOS: A - Pedro não poderá (NEGAÇÃO DE POSSIBILIDADE)... B - Não há óbice ético (IDEIA IRRESTRITA E ABSOLUTA)... C - Embora não (CONCESSÃO/IDEIA DE RESSALVA) haja incompatibilidade para o exercício concomitante das duas atividades, não será permitido a Pedro divulgar sua nova profissão de modo conjunto com a de contador. D - Pedro poderá fazer uso de mala direta, distribuição de panfletos ou formas assemelhadas de publicidade, visando a captação de clientela para a sua nova atividade (POSSIBILIDADE CONTRÁRIA AS VEDAÇÕES DE CAPTAÇÃO DE CLIENTELA)... Instagram: prof.arthurbrito.adv Mentoria Expert em Questões Gostei(89) Reportar abuso Monique, advogada regularmente inscrita nos quadros da OAB, é investigada em inquérito policial por supostos crimes praticados por motivo ligado ao exercício da advocacia, tendo sido presa em flagrante, por crime da mesma espécie, em seu escritório, enquanto atendia a uma de suas clientes. Considerando as disposições do Estatuto da Advocacia, é correto afirmar que Alternativas A Monique tem direito à presença de representante da OAB para lavratura do auto de prisão em flagrante, visto que se trata de suposto crime por motivo ligado ao exercício da advocacia, sob pena de nulidade. B não há qualquer direito ou prerrogativa conferida pela legislação no caso em tela, devendo Monique receber tratamento idêntico ao dado a outros indivíduos não advogados, em razão do princípio da igualdade. C a presença de representante da OAB no momento da lavratura do auto de prisão em flagrante será devida ainda que não se trate de motivo ligado ao exercício da advocacia, visto que se cuida de direito conferido ao advogado em todo e qualquer crime por ele cometido. D o representante da OAB para acompanhar a lavratura do auto de prisão em flagrante, pode ser substituído por representante da Defensoria Pública, visto que ambos podem figurar como defensores. LETRA “A” CORRETA. FUNDAMENTO: ART. 7°, IV DA LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994 (DISPÕE SOBRE O ESTATUTO DA ADVOCACIA E A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (OAB). Vejamos: Art. 7º São direitos do advogado: (...) IV - ter a presença de representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo ligado ao exercício da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de nulidade e, nos demais casos, a comunicação expressa à seccional da OAB. Sim, é correto afirmar que Monique tem direito à presença de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no momento da lavratura do auto de prisão em flagrante, conforme estabelecido no Art. 7º, IV da Lei nº 8.906/1994, que trata do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Este direito é assegurado a advogados quando são presos em flagrante por supostos crimes relacionados ao exercício da advocacia. A ausência desse representante da OAB durante o procedimento de prisão em flagrante pode acarretar na nulidade do processo. A alternativa C está incorreta, porque o Estatuto da OAB, artigo 7o, especifica que as prerrogativas relativas à prisão de advogados se aplicam principalmente quando os crimes têm relação com o exercício da advocacia. Embora os advogados tenham certas proteções legais, não significa que todas as prerrogativas se apliquem indistintamente a qualquer situação de crime. O advogado X foi preso em flagrante enquanto furtava garrafas de vinho, de valor bastante expressivo, em determinado supermercado. Conduzido à delegacia, foi lavrado o auto de prisão em flagrante, sem a presença de representante da OAB. Com base no disposto no Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta. Alternativas A A lavratura do auto de prisão em flagrante foi eivada de nulidade, em razão da ausência de representante da OAB, devendo a prisão ser relaxada. B A lavratura do auto de prisão em flagrante não é viciada, desde que haja comunicação expressa à seccional da OAB respectiva. C A lavratura do auto de prisão em flagrante foi eivada de nulidade, em razão da ausência de representante da OAB, devendo ser concedida liberdade provisória não cumulada com aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. D A lavratura do auto de prisão em flagrante não é viciada e independe de comunicação à seccional da OAB respectiva. ERREI A QUESTÃO POR NÃO TER A ATENÇÃO QUE O ARTIGO DISPÕE SOMENTE NO CASO DE PRISÃO QUE ENVOLVA O EXERCICIO DA ADVOCACIA! Resposta correta letra (B). Segundo reza o Art. 7º, IV do EAOAB. Art. 7º São direitos do advogado: IV - ter a presença de representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo ligado ao exercício da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de nulidade e, nos demais casos, a comunicação expressa à seccional da OAB; Ana Júlia, recentemente aprovada no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, aspira exercer sua nova atividade profissional de maneira comprometida com os deveres éticos e valores inerentes à elevada função pública da profissão. Nesse sentido, assinale a afirmativa que corretamente descreve a hipótese de cumprimento de dever ético por Ana Júlia. Alternativas A Ana Júlia deverá, sempre que possível, estimular a conciliação e a mediação entre os litigantes, entendendo-se diretamente com a parte adversa, cujo eventual patrono constituído, na hipótese de haver a solução do conflito, deverá ser ulteriormente comunicado. B Nos pleitos administrativos ou judiciais em que ingressar, Ana Júlia deverá atuar com destemor e independência, especialmente perante aquelas autoridades com as quais tenha vínculos negociais ou familiares. C Ana Júlia deverá pugnar pela solução dos problemas da cidadania e pela efetivaçãodos direitos individuais, coletivos e difusos, dever que pode ser cumprido, por exemplo, com a adoção de política permanente de contratação de honorários advocatícios em valores abaixo da tabela da OAB. D No exercício do seu mandato, Ana Júlia deverá atuar como patrona da parte e, portanto, imprimir à causa orientação que lhe pareça mais adequada, procurando esclarecer a estratégia traçada ao cliente, mas sem se subordinar às suas intenções contrárias. ERREI PORQUE NÃO TIVE ATENÇÃO A LETRA DA LEI LER O ARTIGO NOVAMENTE LETRA “D” CORRETA. FUNDAMENTO: ART. 11 DA RESOLUÇÃO N. 02/2015 (APROVA O CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – OAB). Vejamos: “Art. 11. O advogado, no exercício do mandato, atua como patrono da parte, cumprindo-lhe, por isso, imprimir à causa orientação que lhe pareça mais adequada, sem se subordinar a intenções contrárias do cliente, mas, antes, procurando esclarecê-lo quanto à estratégia traçada”. A alternativa D é a correta, é a melhor análise do artigo 11 da Resolução nº 02/2015 (Código de Ética e Disciplina da OAB) que podemos fazer. A alternativa D descreve corretamente o dever ético de Ana Júlia, como advogada, de atuar como patrona da parte, imprimindo à causa a orientação que lhe pareça mais adequada, sem se subordinar a intenções contrárias do cliente, mas procurando esclarecê-lo quanto à estratégia traçada. Vamos analisar a alternativa como um todo: D) No exercício do seu mandato, Ana Júlia deverá atuar como patrona da parte e, portanto, imprimir à causa orientação que lhe pareça mais adequada, procurando esclarecer a estratégia traçada ao cliente, mas sem se subordinar às suas intenções contrárias. · Correta: O artigo 11 do Código de Ética e Disciplina da OAB define que o advogado, no exercício do mandato, atua como patrono da parte, cumprindo-lhe, por isso, imprimir à causa orientação que lhe pareça mais adequada, sem se subordinar a intenções contrárias do cliente, mas, antes, procurando esclarecê-lo quanto à estratégia traçada. Essa alternativa reflete exatamente esse dever ético. O empresário João Pedro, movido pelo sentimento de vingança, contrata o advogado Beraldo para propor ação de cobrança contra seu ex-sócio Marcos, apresentando frágeis documentos que comprovariam uma suposta dívida. A ação foi proposta e, concedida medida cautelar pelo juiz da causa, gerou diversos danos a Marcos, a partir da indisponibilidade de seus bens e do bloqueio de todos os seus ativos bancários initio litis. Ao final, porém, o pedido foi julgado totalmente improcedente, sendo expressamente reconhecida a lide temerária. Acerca da responsabilidade do advogado nessa hipotética situação, assinale a afirmativa correta. Alternativas A Beraldo poderá ser responsabilizado subsidiariamente pelos prejuízos causados, caso demonstrada culpa ou dolo no exercício da profissão, o que deverá ser apurado nos próprios autos. B Beraldo e João Pedro poderão ser responsabilizados solidariamente pelos prejuízos causados, desde que demonstrada a coligação entre ambos para lesar Marcos, o que deverá ser apurado em ação própria. C Beraldo não poderá ser responsabilizado pelos prejuízos causados, pois o Estatuto da Advocacia e da OAB não prevê consequência jurídica para a hipótese de lide temerária. D Beraldo poderá ser responsabilizado solidariamente pelos prejuízos causados, desde que seja demonstrada a coligação com João Pedro para lesar Marcos, o que deverá ser apurado nos próprios autos. ATENÇÃO LER A LETRA DA LEI ROBERTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!! LER NOVAMENTE E INDENTIFICAR PALAVRAS CHAVES LETRA “B” CORRETA. FUNDAMENTO: ART. 32 DA LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994 (DISPÕE SOBRE O ESTATUTO DA ADVOCACIA E A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (OAB). Vejamos: Art. 32. O advogado é responsável pelos atos que, no exercício profissional, praticar com dolo ou culpa. Parágrafo único. Em caso de lide temerária, o advogado será solidariamente responsável com seu cliente, desde que coligado com este para lesar a parte contrária, o que será apurado em ação própria. Beraldo e João Pedro podem ser responsabilizados solidariamente pelos prejuízos causados a Marcos, desde que demonstrada a coligação entre ambos para lesar Marcos, o que deverá ser apurado em ação própria. Vamos analisar as alternativas: B) Beraldo e João Pedro poderão ser responsabilizados solidariamente pelos prejuízos causados, desde que demonstrada a coligação entre ambos para lesar Marcos, o que deverá ser apurado em ação própria. · Correta: O artigo 32 da Lei nº 8.906/94, em seu parágrafo único, define que, em caso de lide temerária, o advogado será solidariamente responsável com seu cliente, desde que coligado com este para lesar a parte contrária, o que será apurado em ação própria. Nesse caso, a ação de cobrança foi considerada temerária, e a coligação entre Beraldo e João Pedro para lesar Marcos pode/deve ser demonstrada, o que pode justificar a responsabilidade solidária. Ano: 2006 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: OAB Prova: CESPE - 2006 - OAB - Exame de Ordem - 1 - Primeira Fase No que se refere à imunidade material do advogado, prevista na Lei n.º 8.906/1994, assinale a opção correta. A) A imunidade material do advogado alcança a difamação, a injúria e a calúnia. B) A imunidade material do advogado alcança a difamação e a injúria apenas quando a manifestação se der em juízo. C) A imunidade material não exclui a responsabilidade civil ou penal, quando a manifestação do advogado caracterizar calúnia. D) Por causa de sua imunidade material, o advogado não pode ser responsável administrativamente perante a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pelos excessos que cometer, se for absolvido nas esferas penal ou civil. A imunidade material não exclui a responsabilidade civil ou penal, quando a manifestação do advogado caracterizar calúnia. Explicação: Art. 7º, §2º da Lei n. 8906/94 "§ 2º O advogado tem imunidade profissional, não constituindo injúria, difamação puníveis qualquer manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em juízo ou fora dele, sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB, pelos excessos que cometer Ano: 2019 Banca: IESES Órgão: Prefeitura de São José - SC Prova: IESES - 2019 - Prefeitura de São José - SC - Procurador Municipal Com relação ao Estatuto da Advocacia e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), são atividades privativas da advocacia: I. A postulação a qualquer do Poder Judiciário e aos juizados especiais. II. As atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas. III. Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal. IV. Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só podem ser admitidos a registro, nos órgãos competentes, quando visados por advogados. Assinale a alternativa correta: A) Apenas II, III e IV estão corretas. B) Apenas I e IV estão corretas. C) Todas estão corretas. D) Apenas II e III estão corretas. A solução da questão exige conhecimento acerca das atividades privativas da advocacia previstas do art. 1 ao 5 do Estatuto. Analisemos cada item para verificar a alternativa correta: I- ERRADA. São atividades privativas de advocacia: I - a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais, de acordo com o art. 1º, I do EAOAB. Acontece que na ADI 1127-8 o STF decidiu pela inconstitucionalidade da expressão “qualquer", vez que há exceções para postular em órgãos do Judiciário sem advogado, é o caso por exemplo, dos juizados especiais cíveis, nas causas de valor de até 20 salários mínimos. II- CORRETA. São atividades privativas de advocacia: as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas, com base no art. 1º, II do EAOAB. III- CORRETA. Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal, é o que assevera o art. 1º, §1º do EAOAB. IV- CORRETA. Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só podem seradmitidos a registro, nos órgãos competentes, quando visados por advogados, de acordo com o art. 1º, §2º do EAOAB. Segundo Paulo Lôbo (2019, p. 42), “o visto não é mera formalidade, importa comprometimento com a forma e o conteúdo do ato". Na verdade, o visto é o exame pelo profissional daquele ato e contrato constitutivo, para averiguar se preenche os requisitos legais. Desse modo, sendo os itens II, III e IV corretos, a resposta é a letra A.