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1www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Comércio Exterior: Portaria SECEX/MDIC n. 23/2011 MONITORAMENTO, REGULAÇÃO, CONTROLE, FISCALIZAÇÃO... COMÉRCIO EXTERIOR: PORTARIA SECEX/MDIC N. 23/2011 Em seu art. 24, a Portaria SECEX/MDIC n. 23/2011 estabelece que Art. 24. O prazo para embarque da mercadoria no exterior, para as licenças de importação auto- máticas e não automáticas, será de até 90 (noventa) dias, contados a partir da data do deferimento pelo respectivo órgão. Em outros termos, se o importador receber uma licença para uma importação, ele deve embarcar a mercadoria em até 90 dias. Caso não haja a importação dentro desse prazo, a licença expirará. Deve-se mencionar, além disso, que é estabelecido esse prazo em razão da possibilidade de reavaliação da importação de certos produtos pelos órgãos competentes, como o IBAMA. Caso um produto seja importado sem licença, pode-se haver uma multa de até 30% do valor da mercadoria. Quanto ao art. 25 da Portaria em questão, fica disposto que Art. 25. O prazo para vinculação de uma LI a uma declaração de importação será de até 90 (no- venta) dias, contados a partir da data seguinte ao termo do prazo a que se refere o art. 24. § 1º Caso não seja utilizada no prazo estabelecido no caput, a LI será considerada vencida, não podendo mais ser vinculada a uma declaração de importação. § 2º Na hipótese de haver mais de uma anuência para a LI, o prazo referido no caput será contado de forma independente para cada anuência, sendo considerada vencida a LI quando expirado prazo que vencer primeiro. § 3º Pedidos de prorrogação da validade da LI para despacho deverão ser apresentados, até o vencimento, com justificativa, diretamente ao órgão a cuja anuência a validade se refira, na forma por ele determinada. § 4º Poderá ser concedida uma única prorrogação da validade da LI para despacho, cujo prazo máximo será idêntico ao original. § 5º O órgão anuente poderá definir prazo inferior ao máximo referido no caput. Mediante o exposto, percebe-se que também há um prazo referente à vinculação da licença a uma DI. Caso esse prazo não seja respeitado, a licença será considerada vencida. Nesse sentido, caso cheguem mercadorias após estar vencido o prazo de vinculação, deve-se pedir outra licença, sujeitando-se à multa. 5m www.grancursosonline.com.br 2www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Comércio Exterior: Portaria SECEX/MDIC n. 23/2011 MONITORAMENTO, REGULAÇÃO, CONTROLE, FISCALIZAÇÃO... É possível que se peça uma única prorrogação da validade da LI; o prazo dessa pror- rogação será igual ao original desde que o órgão não entenda que deva conceder um período menor. O art. 26 da Portaria SECEX/MDIC n. 23/2011 faz a seguinte previsão: Art. 26. A empresa poderá solicitar a alteração do licenciamento, até o desembaraço da merca- doria, em qualquer modalidade, mediante a substituição, no SISCOMEX, da licença anteriormen- te deferida. § 1º A substituição estará sujeita a novo exame pelos órgãos anuentes, mantida a validade do licenciamento original. § 2º Não serão autorizadas substituições que descaracterizem a operação originalmente licenciada. § 3º Na hipótese de LI vinculada a ato concessório de drawback, a alteração do licenciamento deverá ser solicitada por meio do cancelamento da LI já registrada e registro de novo pedido de LI no SISCOMEX. A substituição estará sujeita a novo exame pelos órgãos anuentes, pois, mudando-se o produto, é necessária nova análise. Obs.: Drawback é um regime aduaneiro especial em que o importador traz insumos para exportar o produto final. O drawback, embora seja normalmente industrial, pode ser usado para produção de animais (peixes, aves etc.); dessa forma, esse regime pode ser de interesse do IBAMA. De acordo com os arts. 27 e 27-A da Portaria SECEX/MDIC n. 23/2011, Art. 27. A LI poderá ser retificada após o desembaraço da mercadoria mediante solicitação ao órgão anuente. § 1º A retificação poderá ser solicitada por meio de pedido de LI substitutiva ou de outro documento estabelecido pelo órgão anuente para este fim, a critério do órgão. § 2º A solicitação deverá ser feita somente por meio de documento específico estabelecido pelo órgão anuente nos seguintes casos: I – importação vinculada a ato concessório de drawback; e II – importação que, no momento da solicitação de retificação, não esteja mais sujeita a li- cenciamento. § 3º Não serão autorizadas substituições que descaracterizem a operação originalmente licencia- da.(Parágrafo acrescentado pela Portaria SECEX n. 74 de 24/12/2018). 10m www.grancursosonline.com.br 3www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Comércio Exterior: Portaria SECEX/MDIC n. 23/2011 MONITORAMENTO, REGULAÇÃO, CONTROLE, FISCALIZAÇÃO... Art. 27-A. Na hipótese de a retificação de DI desembaraçada sem LI ensejar a necessidade de licenciamento de importação, a solicitação de manifestação do órgão anuente deverá ser feita me- diante documento específico, conforme estabelecido pelo respectivo órgão. (Artigo acrescentado pela Portaria SECEX n. 10 de 06/02/2017). Parágrafo único. Não será autorizada a solicitação de que trata o caput relativamente ao enqua- dramento da operação como amparada pelo regime especial de drawback. (Parágrafo acrescenta- do pela Portaria SECEX n. 74 de 24/12/2018). Como as empresas precisam ter o catálogo de importações correto, é muito comum que peçam correções posteriores em relação à LI. Os arts. 27 e 27-A tratam, portanto, das situações em que se deu a importação, mas é necessária uma retificação, a qual ocorre no meio do despacho, podendo ocorrer uma subs- tituição (ou cancelamento, no caso de drawback), ou mesmo após o desembaraço. Obs.: O despacho se inicia com o registro da DI. Por sua vez, o desembaraço refere-se ao ato no qual a Receita Federal autoriza que mercadorias entrem na economia nacional. No que tange ao art. 28 da Portaria SECEX/MDIC n. 23/2011, tem-se que: Art. 28. Para fins de retificação de DI amparada por LI após o desembaraço aduaneiro, o DECEX somente se manifestará caso, na data do registro da DI, a operação ou o produto envolvidos esti- vessem sujeitos à anuência do DECEX ou da SECEX. § 1º Caberá ao importador requerer a manifestação do DECEX sobre retificação de DI amparada por LI após o desembaraço aduaneiro somente quando houver alteração das seguintes informa- ções, observado o caput: I – código NCM; II – CNPJ do importador; III – país de origem; IV – fabricante/produtor; V – “Condição da Mercadoria” “Material Usado”; VI – regime tributário do imposto de importação; (Redação do inciso dada pela Portaria SECEX n. 61 de 28/08/2015). VII – fundamento legal do imposto de importação; (Redação do inciso dada pela Portaria SECEX n. 61 de 28/08/2015). VIII – negociação de “Com Cobertura Cambial” para “Sem Cobertura Cambial”; IX – descrição da mercadoria quanto a suas características essenciais; X – destaque no tratamento administrativo do SISCOMEX; XI – quantidade na unidade de medida estatística; XII – peso líquido; XIII – valor total da mercadoria no local de embarque. 15m www.grancursosonline.com.br 4www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Comércio Exterior: Portaria SECEX/MDIC n. 23/2011 MONITORAMENTO, REGULAÇÃO, CONTROLE, FISCALIZAÇÃO... § 1º Caberá ao importador requerer a manifestação do DECEX sobre retificação de DI amparada por LI após o desembaraço aduaneiro somente quando houver alteração das seguintes informa- ções, observado o caput: […] § 2º Nos casos em que a DI estiver vinculada a ato concessório de drawback, a empresa deverá solicitar manifestação do DECEX quando houver variação do valor, da quantidade, ou da NCM, apresentando a correspondentealteração no ato concessório, dentro do período de validade, inde- pendentemente de haver ou não anuência de algum outro órgão. § 3º A solicitação para manifestação do DECEX sobre o disposto neste artigo deverá ser realiza- da por meio de pedido de LI substitutiva registrada no SISCOMEX, exceto nos casos previstos no § 2º do art. 27 e no art. 27-A. (Redação do parágrafo dada pela Portaria SECEX n. 10 de 06/02/2017). […] Obs.: A SUEXT substituiu o DECEX. As várias informações prestadas pelo importador são importantes para o gerenciamento de risco feito para a Receita Federal e para os anuentes. Caso uma mercadoria importada não tenha as anuências necessárias e não consiga a licença, não se consegue, na maioria das situações, registrar a DI. Todavia, se a DI mesmo assim for registrada, não ocorrerá o desembaraço e, consequentemente, a mercadoria ficará parada e cairá em perdimento por decurso de prazo (conforme art. 689, XXI, do Regulamento Aduaneiro). Caso se consiga o licenciamento fora do prazo, haverá multa que varia de 10 a 30% do valor da mercadoria. Outra possibilidade refere-se aos cenários nos quais não se consegue a autorização do IBAMA, pode ocorrer tanto o perdimento quanto a ida da pessoa ao Judiciário para conseguir uma ordem judicial a fim de que se libere a mercadoria. Além disso, a Portaria SECEX/MDIC n. 23/2011 estabelece que Art. 29. Quando o licenciamento não automático for concedido por força de decisão judicial, o Sis- tema indicará esta circunstância. Caso chegue ao país uma mercadoria com licença proibida ou suspensa, ocorre, a partir do momento em que se verifica a importação dessa mercadoria, o perdimento. Eventual- mente, se os órgãos anuentes determinarem, o importador deve mandar de volta a mercado- ria às suas custas (caso o importador não consiga arcar com as despesas, deve o transpor- tador realizar o pagamento). 20m 25m ��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula pre- parada e ministrada pela professora Liziane Angelotti Meira. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu- siva deste material. www.grancursosonline.com.br