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SUPORTE 
NUTRICIONAL
TIPOS DE DIETAS ENTERAIS
Tipos de dietas
• Sistema Aberto
• requer manipulação prévia à sua 
administração
• uso imediato (até 2 horas)
• ou atendendo à orientação do 
fabricante (após aberto 24 horas) 
• Sistema Fechado
• industrializada, estéril, acondicionada 
em recipiente hermeticamente 
fechado e apropriado para conexão 
ao equipo de administração. 
Modo de preparo 
• Artesanal (“caseira”)
• Industrializada
HIGIENE NO MANUSEIO DAS 
DIETAS ENTERAIS 
• Lavar as mãos: água e sabão. Secar com papel toalha descartável. 
• Higienizar o local do preparo da dieta c/ álcool 70%.
• NE deve ser administrada T° ambiente.
• Caso NE estiver guardada na geladeira → retirar o frasco 
• Deixar T° ambiente 30 minutos. Agitar antes de usar. 
• Anotar no frasco a data e o horário em que a dieta começou a ser administrada.
• Prazo de validade
- DIETA ARTESANAL e SISTEMA ABERTO
• Ideal: após preparo
• Máximo até 2 horas (sob refrigeração)
- SISTEMA FECHADO: ver prazo do fabricante, agitar o produto antes de usar.
• Geral/e até 12 horas.
DIETAS ENTERAIS ARTESANAIS
NE Artesanal 
• Alimentos in natural
• Modulada (associada à módulos de nutrientes)
• Alimentos liquidificados, coados 
• Cautela na administração: tubos finos → risco de obstrução →
maior diluição 
+
(exemplo)
Desvantagens da NE Artesanal
• TÉCNICAS DIETÉTICAS ADOTADAS:
• Tempo de cozimento, trituração e peneiração → causam perdas de nutrientes.
• COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL VARIÁVEL:
• pode causar deficiências nutricionais
• TENDÊNCIA A OBSTRUIR A SONDA ENTERAL:
• Viscosidade da dieta (CHO, fibras)
• MAIOR RISCO DE CONTAMINAÇÃO: maior manipulação 
• diversidade de equipamentos
• Água contaminada
• Temperatura, transporte
• Medicamentos: adicionados à NE podem ser veículos de transmissão de 
microorganismos
DIETAS ENTERAIS ARTESANAIS
TIPOS DE NE INDUSTRIALIZADA
• Dieta em pó para reconstituição
• Dietas líquidas semi prontas para uso
• Dietas líquidas prontas para uso
• NE Padrão x NE Específica 
• Composição de macronutrientes
• Diluição da dieta
• Valor calórico
• Faixa etária
• Módulos
CLASSIFICAÇÃO DA NE INDUSTRIALIZADA
Fórmula Padrão
Dieta nutricionalmente completa, 
normocalórica (1,0 kcal/ml), a 
base de proteína de baixo valor 
biológico
Fórmula Especializada
Dieta para diabetes melittus, 
normoglicídica, rica em CHO 
complexos, normoproteíca e 
hipolípidica
COMPOSIÇÃO DE MACRONUTRIENTES DA
NE INDUSTRIALIZADA
• Poliméricas:
• macronutrientes, especialmente a proteína, apresentam-se na
forma intacta (polipeptídeo)
• Oligoméricas:
• macronutrientes, especialmente a proteína, apresentam-se na
sua forma parcialmente hidrolisada (oligopeptídeo)
• Elementares:
• macronutrientes apresentam-se na sua forma totalmente
hidrolisada (aminoácido)
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.mypharmacy.com.sg/assets/product_images/993820140_LG.JPG&imgrefurl=http://www.mypharmacy.com.sg/product.asp?dept_id=233&sku=993820140&h=200&w=200&sz=11&tbnid=jtm4cs0JvFUJ:&tbnh=99&tbnw=99&start=1&prev=/images?q=alitraq&hl=pt-BR&lr=
http://www.nutriport.com.br/images/neocate.gif
Diluição da dieta
• Osmolaridade:
• medida padrão da concentração usada nas soluções intravenosas, ou seja, 
número de partículas de uma solução (solvente + soluto)
• Medida por litro de solução (mOsm/L de solução)
• Osmolalidade: 
• medida da concentração das partículas osmoticamente ativas na solução
• Medida por quilo de água (mOsm/Kg de água)
CLASSIFICAÇÃO DA NE INDUSTRIALIZADA
Classificação das fórmulas segundo 
valor de osmolalidade da solução 
(mOsm/kg de água)
Classificação Valor de osmolalidade
Hipotônica 280 a 300
Isotônica 300 a 350
Levemente hipertônica 350 a 550
Hipertônica 550 a 750
Acentuadamente 
hipertônica
> 750
• Valor calórico (kcal/mL)
CLASSIFICAÇÃO NE INDUSTRIALIZADA
Categorização de 
densidade calórica
Valores de
densidade
Categorização
da fórmula
Muito baixa 1,5 Acentuadamente
hipercalórica 
Exemplo
• Paciente 1500mL de dieta, recebe dieta hipercalórica com
densidade calórica de 1,5kcal/mL. Qual o total de calorias que o
paciente está recebendo?
• Total de calorias: volume x densidade calórica
• Total de calorias: 1500 x 1,5 = 2250kcal
• 1,0kcal/mL = 2250mL (6x/dia) = 375mL/horário
• 1,5kcal/mL =1500mL (6x/dia) = 250mL/horário
ÁGUA:
COMPOSIÇÃO DAS FÓRMULAS ENTERAIS:
Conteúdo de água das formulações enterais
Densidade 
calórica (kcal/ ml)
Conteúdo de água 
(ml/ litro de 
fórmula)
Conteúdo de 
água (%)
0,9 a 1,2 800 a 860 80 a 86
1,5 760 a 780 76 a 78
2,0 690 a 710 69 a 71
• Faixa etária
• Crianças
• Adolescentes
• Adultos 
• Idosos
CLASSIFICAÇÃO 
NE INDUSTRIALIZADA
• Módulos (predomínio de 1 nutriente)
CLASSIFICAÇÃO DA NE INDUSTRIALIZADA
Vantagens da NE Industrializada
• Fácil preparo e administração
• Menor risco de contaminação
• Maior capacidade de atender às prescrições dietéticas
• Composição nutricional definida e balanceada
• Risco reduzido de complicações: 
• sondas obstruídas, diarreia, vômitos
Necessidade do Paciente: 1800kcal/dia
Fórmula Enteral escolhida : Dieta enteral polimérica, normocalórica, normoproteica, normolipídica, isenta
de lactose, rica em fibras 1,2kcal/ml
Volume total do dia: 1500ml
Volume por horário: 250ml 6 x ao dia
Horários sugeridos: 6h00; 9h00; 12h00; 15h00; 18h00; 21h00;
A fórmula enteral deve ser escolhida pelo nutricionista de acordo com:
• a necessidade do paciente
• Patologia
• Posição da sonda (volume tolerado)
• Presença ou não de diarreia
• Necessidade calórica
PRESCRIÇÃO:
Caloria: densidade calórica x volume
Caloria: 1,2 x 1500 = 1800kcal
Volume: necessidade calórica/densidade calórica
Volume: 1800/1,2 = 1500mL
COMPLICAÇÕES COMUNS
na Administração da NE
SINTOMAS OCORRÊNCIA CAUSA RECOMENDAÇÃO
DIARREIA
(somente 30% 
causas são NE)
Caracteriza-se pela presença de
fezes líquidas em grande
quantidade (3x ou mais/24 horas)
gerando desconforto, perda de
nutrientes e desidratação
Uso de antibióticos,
medicações que
aumentam peristaltismo,
higiene inadequada do
local e da dieta
Entrar em contato com
seu médico ou
nutricionista.
VÔMITOS E 
NÁUSEAS
(1 episódio isolado 
de RGE ou vômito 
não é indicação de 
suspensão da NE -
monitorar)
-Refluxo esofágico: Passagem de
conteúdo gástrico para o esôfago.
- Regurgitação: Passagem, sem
ocorrência de esforço, de conteúdo
gástrico p/ orofaringe.
- Vômito: Passagem de conteúdo
gástrico p/a orofaringe, associada a
peristaltismo retrógrado e
contrações da musculatura
abdominal.
Posição do paciente
incorreta, posição da
sonda incorreta,
administração rápida da
dieta enteral
• Manter paciente em
posição elevada (45°C)
durante a administração
da dieta.
• Administrar a dieta T°
ambiente, lento e regular
• Verificar presença de
resíduo gástrico.
Vômitos: anota
frequência, quanitdade
estimada o aspecto.
• Realizar aspiração.
Complicações mais comuns
SINTOMAS OCORRÊNCIA CAUSA RECOMENDAÇÃO
OBSTRUÇÃO 
DA SONDA
Interfere no fluxo 
adequado da NE
Limpeza inadequada
da sonda e
administração
incorreta de
medicamentos
• Higiene adequada da
sonda
• 40 ml de água na seringa,
a temperatura ambiente
• após cada administração
da dieta enteral e
medicamentos
DESIDRATAÇÃO Refere-se à
perda excessiva
de líquidos do
corpo.
Diarreia, vômitos ou
febre.
Idosos e crianças
requerem maior
atenção.
• Controle da administração
e eliminação dos líquidos
• Atenção aos sinais físicos:
pele ressecada
• Administrar a quantidade
de líquidos recomendada
por médico e/ou
nutricionista.
NUTRIÇÃO MISTA - NE E 
NPT
COMO CONCILIAR?
QUANDO CONCILIAR?
COMO MONITORAR?
QUANDO 
CONCILIAR?
NE COM NP ?
•Balanço calórico negativo
•Intolerância à NE
•Instabilidade hemodinâmica
•Importância da TNE precoce (pré e 
pós-operatório)
•Transição da via de alimentação
COMO 
MONITORAR?•Balanço calórico diário
•Intercorrências
•Exames laboratoriais 
•glicemia, hemograma, 
uréia, creatinina e outros.
VIA ENTERAL
•Mais fisiológica
•Menos invasiva
•↓ incidência de complicações
“Se o TGI funciona, mesmo que parcialmente, use-o.”
SUPORTE NUTRICIONAL
HIPERALIMENTAÇÃO
▪ Azotemia (presença de corpos nitrogenados no sangue (uréia) > 
normal – uremia
▪ ↑ produção de CO2
▪ Hiperglicemia
▪ Hipertrigliceridemia
▪ Esteatose hepática (degeneração gordurosa células hepáticas)
▪ Acidose metabólica (acidez excessiva dos líquidos corporais em 
decorrência de acúmulo de ácidos).
COMO EVITAR A HIPERALIMENTAÇÃO ?
MODELO IAMRD -IDENTIFICAR 
PACIENTE DE 
RISCO
-CALCULAR AS 
NECESSIDADES 
NUTRICIONAIS
-MONITORAR AS 
COMPLICAÇÕES
-RESSEGURAR AS 
NECESSIDADES 
NUTRICIONAIS
-DOCUMENTAR 
AS 
INTERVENÇÕES
Nutrição Parenteral (NP)
Solução ou emulsão, composta basicamente de
carboidratos, aminoácidos, lipídios, vitaminas e
minerais, estéril e apirogênica, acondicionada em
recipiente de vidro ou plástico, destinada à
administração intravenosa em pacientes desnutridos
ou não, em regime hospitalar, ambulatorial ou
domiciliar, visando a síntese ou manutenção dos
tecidos, órgãos ou sistemas.
MS - Vigilância Sanitária Portaria 272 de 08/04/1998
Considerações - NP
Veia perfiférica
Sim
Veias:
subclávias, jugulares,
femorais, cefálicas, basílicas
punção percutânea
Cateter venoso
central
Não (100%)
14 dias
• junção da veia cava superior c/ átrio direito – NPC;
• Via dispositivo inserido na veia periférica 14 dias
oNPP ou NPC - Nutrição Parenteral Parcial ou Complementar

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