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Antimicrobianos Acadêmicos: Ana Carolina Mantovani Vettorazzi Brenda Aparecida Marasini Camille Lameu Manuela de Oliveira Phillippi Natasha Fluck Vieira Nícolas Da Silva Priscila dos Passos 1 INTRODUÇÃO Os antimicrobianos são substâncias químicas usadas para combater os microrganismos, podendo ser inespecíficos (como antissépticos) ou específicos (como antibióticos e quimioterápicos). Atualmente, o termo quimioterápico é utilizado de forma mais ampla, podendo se referir também a medicamentos usados no tratamento de neoplasias. 22/05/2024 2 Os antibióticos são substâncias químicas produzidas por microrganismos, ou sintetizadas em laboratório, com a capacidade de inibir o crescimento ou destruir microrganismos causadores de doenças. Existem os antibióticos biossintéticos, como a penicilina V. E os antibióticos semissintéticos, como a oxacilina. Os sintobióticos, por sua vez, são antibióticos totalmente sintetizados em laboratório. 2 USO DE ANTIMICROBIANOS EM MEDICINA VETERINÁRIA O uso de antimicrobianos vão desde a desinfecção de instalações e equipamentos até o tratamento e prevenção de doenças infecciosas. Além disso, podem ser empregados como aditivos zootécnicos para melhorar o desempenho dos animais. O uso terapêutico visa tratar animais doentes, enquanto a profilaxia é utilizada como medida preventiva contra possíveis infecções. O uso metafilático é indicado em situações em que parte do rebanho já está infectado. É importante analisar com cautela a utilização dessas substâncias para não acontecer o desenvolvimento de resistência bacteriana. ATIVIDADES BACTERIOSTÁTICA E BACTERICIDA DOS ANTIMICROBIANOS Antimicrobianos possuem atividades bacteriostática e bactericida. O primeiro inibe a multiplicação, mas não destrói, enquanto o segundo exerce efeito letal e irreversível sobre a bactéria. Os termos fungistático, fungicida, virustático e virucida seguem a mesma lógica. CLASSIFICAÇÃO Existem três categorias de antimicrobianos: antibacterianos, antifúngicos e antivirais. Os antibacterianos podem ser classificados de acordo com sua estrutura química, ação biológica, espectro de ação e mecanismo de ação, que são critérios importantes na medicina veterinária. FATORES DETERMINANTES NA PRESCRIÇÃO DE ANTIMICROBIANOS A prescrição de um antibiótico depende da análise do agente causador da infecção, do antimicrobiano adequado e do paciente. O agente infeccioso deve ser identificado ou presumido com base em informações clínicas e epidemiológicas. É importante escolher um antimicrobiano eficaz, levando em consideração a resistência bacteriana. Determinar a sensibilidade do agente infeccioso aos antimicrobianos é importante, mas nem sempre é viável esperar pelo resultado do antibiograma, devido ao tempo e custo envolvidos. A escolha do antimicrobiano ideal deve levar em consideração suas propriedades, como amplo espectro de ação, baixa toxicidade e capacidade de distribuição nos tecidos. CAUSAS DO INSUCESSO DA TERAPIA ANTIMICROBIANA Diversos fatores podem levar ao insucesso no tratamento de infecções em animais, tais como a escolha inadequada do antimicrobiano, a posologia errada, o atraso no início do tratamento. Além disso, a persistência do microrganismo, a resistência bacteriana natural ou adquirida podem tornar o tratamento ineficaz. A resistência bacteriana adquirida pode acontecer por mutação, transdução, transformação e transposição. ASSOCIAÇÃO DE ANTIMICROBIANOS A escolha da associação de antimicrobianos deve ser baseada no conhecimento do médico veterinário, evitando a prática aleatória, porém em algumas situações essa prática é necessaria, como no tratamento de infecções mistas. É fundamental respeitar a posologia de cada antimicrobiano, administrando-os como se fossem utilizados isoladamente. ANTIMICROBIANOS E PERÍODO DE CARÊNCIA Os animais de produção tratados com antimicrobianos devem respeitar o período de carência para garantir a segurança alimentar. Com o cumprimento do período de carência, evita-se ultrapassar o limite máximo de resíduos permitido. Sulfas, Quinolonas e Outros quimioterápicos Anti-infecciosos SULFAS As sulfas são compostos químicos com amplo espectro de ação, utilizados na prevenção e cura de infecções bacterianas em humanos e animais MECANISMO DE AÇÃO Elas funcionam como antimetabólitos ao inibir a síntese do ácido tetra hidrofólico bacteriano, essencial para a produção de DNA e RNA. Elas são seletivamente tóxicas para os microrganismos, pois o hospedeiro pode obter ácido fólico da dieta. Isso explica a eficácia clínica destes compostos. CARACTERISTÍCAS FARMACOCINÉTICAS Geralmente administradas por via oral. Seu uso tópico não é recomendado, e por via intravenosa também não. VIAS DE ADMINISTRAÇÃO A absorção varia de acordo com o tipo de sulfa e a espécie. É mais rápida em aves, cães e gatos, enquanto ruminantes absorvem mais lentamente. Recomenda-se aguardar 4 dias após o tratamento para usar o leite de vacas tratadas. Efeitos tóxicos e contraindicações de uso A toxicidade das sulfas pode se manifestar de forma aguda ou crônica. Em bovinos, pode ocorrer neurite periférica e degeneração da mielina, enquanto em aves o uso das sulfas deve ser cuidadoso devido ao estreito limite entre o efeito terapêutico e tóxico. Em poedeiras, doses elevadas podem diminuir a produção de ovos, e em frangos de corte a associação com ionóforos deve ser evitada. O uso de sulfas é contraindicado em abscessos, infecções por riquétsias e em cães machos durante a reprodução, devido a possíveis efeitos adversos e redução de espermatozoides. . As sulfonamidas são antibióticos que atuam contra bactérias gram positivas, algumas gram negativas e protozoários como Toxoplasma sp. e Coccidia. A eficácia das sulfas é maior no início do tratamento, sendo a dose inicial maior do que as doses de manutenção subsequentes. Os principais usos das sulfas em animais domésticos incluem o tratamento de infecções bacterianas. É essencial seguir a posologia correta e respeitar o período de carência para abate. USOS TRIMETOPRIMA A trimetoprima, revolucionou a quimioterapia ao proporcionar a cura para infecções que não eram mais tratadas apenas com sulfas. Sua associação com as sulfas é benéfica devido ao efeito sinérgico e bactericida, além de diminuir a resistência bacteriana. A combinação de sulfa com trimetoprima tem amplo espectro de ação em bactérias gram positivas e gram negativas, sendo utilizada em infecções respiratórias, digestivas e urinárias em animais domésticos. QUINOLONAS As quinolonas são antibióticos que agem inibindo as topoisomerases bacterianas do tipo II, como a DNA girase, impedindo o enrolamento do DNA. Mecanismo de ação ALGUNS EFEITOS TÓXICOS As quinolonas são rapidamente absorvidas por animais monogástricos e pré-ruminantes após administração via oral. O pico máximo de concentração varia de acordo com a espécie animal, sendo que o enrofloxacino atinge seu pico máximo em equinos, cães, perus, galinhas e bezerros em tempos diferentes. Estudos mostram que algumas quinolonas podem ser teratogênicas sendo contraindicados em animais de crescimento e femêas prenhes. O enrofloxacino pode causar degeneração da retina em felinos, levando à cegueira. CARACTERISTÍCAS FARMACOCINÉTICAS RESISTÊNCIA BACTERIANA As quinolonas estão com seu uso restrito devido ao espectro limitado de ação, induzindo resistência bacteriana. Na Medicina Veterinária, destaca-se o enrofloxacino, norfloxacino e ciprofloxacino, usados no combate a infecções do sistema urinário, prostatites, pneumonia, otite, infecções dérmicas, entre outras. A resistência é causada por mutações genéticas ou alteração na permeabilidade da célula bacteriana. Quinolonas devem ser usadas com cautela, sendo recomendado o antibiograma. Além disso, os microrganismos resistentes às quinolonas também podem apresentar resistência a outros tipos de antibióticos. USOS Antibióticos que Inferem na Síntese da paredecelular : Betalactâmicos A parede celular é uma estrutura que envolve a membrana citoplasmática das bactérias, sendo essencial para sua proteção, sustentação e manutenção da forma. É composta principalmente por peptidoglicano e sua síntese inibida por antimicrobianos leva à morte celular. Bactérias gram-positivas possuem uma camada espessa de peptidoglicano, enquanto as gram-negativas possuem uma camada mais fina, além de uma camada externa de lipopolissacarídeos. Alguns microrganismos possuem ainda uma cápsula que envolve a parede celular. A coloração de Gram se diferencia entre esses dois tipos de bactérias devido à forma como o solvente utilizado na técnica de coloração afeta a estrutura das paredes celulares. Os antibióticos betalactâmicos, como as penicilinas e as cefalosporinas, atuam inibindo a transpeptidase, interferindo na formação da parede celular bacteriana. Esses antibióticos são bactericidas, agindo principalmente em bactérias em crescimento ativo, pois não conseguem atuar em paredes celulares já formadas. A eficácia dos antibióticos betalactâmicos é determinada pelo tempo em que a concentração do medicamento no organismo permanece acima da concentração inibitória mínima (CIM) da bactéria em questão, sendo mais importante a exposição prolongada à substância do que a dose administrada. A resistência microbiana aos antibióticos beta-lactâmicos é um tema amplamente estudado, com três fatores principais sendo identificados: a produção de beta-lactamases, a dificuldade de penetração através da parede celular e a capacidade do antibiótico em atingir o local de ligação. As beta-lactamases são enzimas que inativam o antibiótico. Já as bactérias gram-negativas podem secretar beta-lactamases no espaço periplasmático, além de apresentarem modificações na parede celular que dificultam a passagem dos antibióticos. A penicilina G é inativada pelo pH ácido do estômago, sendo administrada por via parenteral devido a essa característica. Esses avanços na compreensão da resistência microbiana e no desenvolvimento de novos antibióticos têm sido fundamentais no combate às infecções bacterianas. A penicilina G pode ser encontrada em diferentes formas, como cristalina sódica, potássica, procaína e benzatina, com diferentes características farmacocinéticas. O uso das penicilinas de longa duração ou de depósito visa atingir níveis terapêuticos de forma rápida e por mais tempo, combinando as características farmacocinéticas de cada forma. Além disso, as penicilinas são amplamente distribuídas nos tecidos após a administração, com dificuldade em atravessar a barreira hematoencefálica de forma eficiente. As penicilinas naturais têm um espectro antimicrobiano limitado, atuando principalmente em bactérias gram-positivas, sendo inativas contra certas bactérias como Pseudomonas e estafilococos produtores de penicilinase. Essas penicilinas semissintéticas têm uma maior estabilidade no organismo, podendo ser administradas por via oral, com a eliminação sendo realizada em parte pelo fígado e pelos rins. As penicilinas de amplo espectro de ação são antibióticos semissintéticos que surgiram com o intuito de combater uma ampla gama de agentes infecciosos. Entre as penicilinas de amplo espectro estão as aminopenicilinas, como a ampicilina e a amoxicilina, e as amidopenicilinas, como o mecilinam No grupo das penicilinas antipseudomonas, temos as carboxipenicilinas e as ureidopenicilinas, como a carbenicilina e a piperacilina. Esses antibióticos são utilizados no tratamento de infecções causadas por bactérias como Pseudomonas aeruginosa. É importante ressaltar que o uso de penicilinas pode levar a alterações na flora intestinal e ocasionalmente causar toxicidade, principalmente em doses elevadas. As cefalosporinas e cefamicinas agem da mesma forma que as penicilinas, inibindo a síntese da parede do microrganismo e sendo antibióticos bactericidas. As cefalosporinas são classificadas em gerações, com o objetivo de ampliar o espectro de ação e facilitar o uso por diferentes vias. ANTIBIÓTICOS QUE INTERFEREM NA SÍNTESE DA PAREDE CELULAR (BACITRACINA, GLICOPEPTÍDEOS E FOSFOMICINA) E NA PERMEALIDADE DA MEMBRANA CELULAR (POLIMIXINAS) INTRODUÇÃO Antibióticos que atuam na parede celular e membrana bacteriana, como bacitracina, glicopeptídios e polimixinas, que promove o efeito bactericida ( fármaco que mata a bactéria). ANTIBIÓTICOS QUE INTERFEREM NA SÍNTESE DA PAREDE CELULAR Antibióticos como bacitracina, vancomicina, teicoplanina e fosfomicina são citados como agentes bactericidas. Bacitracina A bacitracina atua inibindo a síntese da parede celular em bactérias gram positivas, sendo pouco eficaz contra as gram negativas. Seu uso é limitado a aplicações tópicas devido à sua nefrotoxicidade (qualquer efeito deletério sobre a função renal causado por um agente químico específico). Algumas fórmulas são usadas por via oral para ajudar no crescimento de animais. Glicopeptídios Os glicopeptídios mais importantes são vancomicina, teicoplanina e avoparcina, atua contra bactérias gram-positivas, como os cocos. Eles inibem a síntese da parede celular ao se ligarem à D-alanina D-alanina. Vancomicina e teicoplanina são usadas clinicamente em humanos para tratar infecções graves, mas avoparcina, originalmente um promotor de crescimento para animais, teve seu uso suspenso devido ao surgimento de enterococos resistentes. Vancomicina A vancomicina, inicialmente pouco utilizada devido à eficácia de outras drogas, tornou-se importante contra bactérias resistentes. A vancomicina é um antibiótico com efeito bactericida na maioria dos cocos, não é eficaz contra a maioria das bactérias gram negativas. Seu uso é crucial no combate a infecções causadas por bactérias resistentes. Deve ser administrada apenas por via intravenosa devido à sua irritabilidade tecidual. Tem efeito sinérgico com aminoglicosídios e rifampicina. Podem ocorrer efeitos adversos como tromboflebite, nefro e neurotoxicidade. Teicoplanina A teicoplanina é um antibiótico glicopeptídio composto por seis análogos que tem propriedades antimicrobianas semelhantes à vancomicina. Possui excelente atividade contra diversas bactérias gram positiva, é mais eficaz que a vancomicina. É bem absorvida por via intramuscular e intravenosa. A teicoplanina é uma opção eficaz ao antibiótico vancomicina, com benefícios como potência maior, administração menos frequente e menos efeitos colaterais prejudiciais. Fosfomicina A fosfomicina interfere na síntese da parede celular bacteriana. A resistência à fosfomicina é rara e pode ser cromossômica ou plasmídica, sem resistência cruzada com outros antibióticos. Mostra-se eficaz contra estafilococos e bacilos gram-negativos, sendo segura e com ação sinérgica com outros antibióticos. ANTIBIÓTICOS QUE INTERFEREM NA PERMEABILIDADE DA MEMBRANA CELULAR A membrana celular do microrganismo é fundamental para sua sobrevivência, atua na seleção de substâncias que entram e saem da célula. Alterações nessa estrutura podem levar à morte do microrganismo. Alguns antimicrobianos, como anfotericina B, nistatina e polimixinas, agem interferindo na permeabilidade da membrana. Polimixinas As polimixinas são antibióticos produzidos por Bacillus polymyxa, compostos por decapeptídios cíclicos. Apenas as polimixinas B e E são terapeuticamente utilizadas, pois as demais são altamente tóxicas. A polimixina E, conhecida como colistina, é usada topicamente e intramamariamente devido à sua toxicidade sistêmica, sendo também usada para neutralizar endotoxinas em cavalos. Além disso, as polimixinas são empregadas como aditivos em animais de produção. Mecanismo de Ação As polimixinas são antibióticos que atuam na membrana celular, desorganizando sua estrutura e causando a morte bacteriana. Esses efeitos são mais evidentes em bactérias gram negativas, devido ao seu maior conteúdo lipídico. Além disso, as polimixinas também podem neutralizar endotoxinas, reduzindo os efeitos adversos no organismo. Espectro de Ação As polimixinassão eficazes contra várias bactérias gram negativas, mas não têm ação contra bactérias gram positivas. Esses medicamentos agem desorganizando a membrana celular dos microrganismos, o que pode potencializar seu efeito quando combinados com outros antimicrobianos, como sulfas, trimetoprima, rifampicina e cefalosporinas. Resistência bacteriana Raramente as bactérias sensíveis adquirem resistência, porém existe resistência cruzada entre as polimixinas. Toxicidade e efeitos adversos O uso prolongado de polimixinas pode afetar rins e sistema nervoso. Características farmacocinéticas As polimixinas são eficazes no tratamento de infecções intestinais e também são usadas como aditivos na alimentação animal. Elas são administradas por via intramuscular ou intravenosa. ANTIBIÓTICOS QUE INTERFEREM NA SÍNTESE DE ÁCIDOS NUCLEICOS Os antibióticos que interferem na síntese proteíca de ácidos nucleicos são rifamicina e novobiocina. É derivado do rifampicina B e formado por hidrocarbonetos aromáticos macrocíclicos. RIFAMICINA MECANISMO DE AÇÃO Impede a formação da primeira ligação fosfodiéster da cadeia de RNA e inibe a transcrição. Impede que a síntese proteica aconteça. Antibiótico eficaz contra microrganismos extracelulares e intracelulares. Rifampicina é a mais utilizada na medicina veterinária. Combate bactérias gram negativas e positivas, micobactérias e clamídias. Resistência bacteriana às rifamicinas é comum e exige o uso de outros antibióticos em conjunto. CARACTERÍSTICAS FARMACOCINÉTICAS Administrado VO, e atinge tecidos (pulmão, fígado, urina, bile, osso, leite e sistema nervoso central). Sua biotransformação no fígado produz metabólicos ativos eliminados pela bile e filtrados pelos rins. Se elimina através da fezes, suor, saliva, lágrimas e urina. Sua indução de enzimas pode durar 2 semanas após o termino do uso do medicamento. Efeitos da rimamicina: Aumento das enzimas hepáticas (hepatite), trombocitopenia, anemia, anorexia, vomito, diarreia e urina e secreções com coloração vermelho alaranjado. NOVOBIOCINA inativa a subunidade beta da DNA girase bacteriana, impedindo a introdução do superenovelamento no DNA. Inibe a síntese da parede celular, a produção de ácido teicoico e interferir na síntese de DNA, RNA e proteínas. Eficaz contra bactérias gram negativas e positivas. A Resistencia bacteriana ao farmaco se desenvolve rapidamente mas se reduz quando associado a tetraciclina e penicilina G. CARACTERISTICAS FARMACOCINÉTICAS Via oral se absorve bem no trato gastrointestinal. Se evita o uso IM pela irritação local que causa. Efeitos colaterais: Febre, distúrbios do trato gastrointestinal (náuseas, vômitos, diarreia), reações cutâneas e discrasias sanguíneas (leucopenia, anemia, pancitopenia, agrnulocitose, trombocitopenia). ANTIBIÓTICO BACTERICIDA QUE INTERFERE NA SÍNTESE PROTEICA Aminoglicosídios Age matando bactérias quando interfere na produção de proteínas. Entram nas células bacterianas e quando são associados a antibióticos betalactâmicos, entram com mais facilidade. dentro da bactéria se ligam nos receptores de proteínas e interferem na translação do RNA mensageiro, formando proteínas defeituosas. São eficazes contra infecções graves causadas por bactérias aeróbicas gram negativas e gram positivas, como estafilococos. . A amicacina é mais eficaz dos aminoglicosídios, devido à sua resistência à inativação enzimática bacteriana. CARACTERÍSTICAS FARMACOCINÉTICAS Para infecções sistêmicas, é indicado o uso parenteral. Administrado VO, age no lumen. Os aminoglicosídios causam nefrotoxicidade e ototoxicidade devido à interação com fosfolipídios presentes nos tecidos renais e otológicos. Podem ser tóxicos se administrados em doses altas por longo tempo. Mais utilizado em uma dose por dia para evitar a resitência bacteriana. Agentes Antifúngicos e Antivirais Existem cerca de 5 milhões de espécies de fungos, que são importantes para a biodiversidade, mas alguns causam problemas em animais, na agricultura e na saúde humana. A estrutura somática dos fungos é composta por hifas, que formam o micélio, com características individuais e variadas, como a presença de quietinha e celulose na parede celular, diferente das bactérias Medicamentos Antifúngicos: Á vários tipos de medicamentos antifúngicos, por exemplo os de uso tópico e sistêmico. Na medicina veterinária por exemplo, são usados imidazóis e triazóis. Além do cetoconazol, miconazol e nistatina. IMIDAZÓIS Os imidazóis são compostos químicos com amplo espectro antifúngico, que também atua contra alguns tipos de bactérias. A ação do mesmo se da pela alteração da permeabilidade da membrana através da inibição da síntese de ergosterol. TRIAZÓIS São uma nova classe de antifúngicos eficazes e de baixa toxidade para mamíferos, com potencial para substituir os antifúngicos tradicionais. Eles atuam inibindo a síntese de ergosterol na membrana fúngica, por meio de uma interação especifica com o P450 fúngico, sem afetar o P450 dos mamíferos. CETOCONAZOL É o primeiro antifúngico oral do grupo oral dos imidazois, é utilizado no tratamento de doenças fúngicas. Sua absorção é melhor em PH acido, em cães a biodisponibilidade do medicamento varia, o que pode afetar no modo de funcionamento e nos efeitos colaterais, ele se distribui em diferentes partes do corpo, como saliva, pele, ossos, etc. É metabolizado no fígado e uma pequena parte é excretado nos rins, tem uma forma de ação mais lenta que os demais. Os felinos são mais sensíveis aos efeitos tóxicos do medicamento. MICONAZOL É um medicamento antifúngico e antibacteriano, utilizado rincipalmente de forma tópica. Sua absorção é baixa quando administrado por via oral e sua administração intravenosa é reservada para infecções sistêmicas graves. Na aplicação tópica, o medicamento é absorvido de forma rápida podendo ficar 4 dias na pele, necessita de administração a cada 8 horas. NISTATINA A nistatina é um antifúngico obtido do streptomyces noursei, indicado para micoses de pele e mucosas. Não é absorvida pelo organismo e não afeta a flora intestinal. Seus efeitos colaterais, como diarreia e vômitos, são raros. Pode causar intoxicação quando aplicado topicamente. ANTIVIRAIS Atualmente, os vírus são definidos como elementos genéticos não celulares que dependem de células vivas para se replicar. São os menores agentes infecciosos conhecidos, compostos por ácido nucleico envolto por um revestimento proteico. O uso de antivirais na medicina veterinária é limitado devido a diversidade de agentes virais entre animais e humanos, por outro lado a pesquisa em antivirais cresceu. Não há nenhum antiviral aprovado para a medicina veterinária. Medicamentos que atuam na fase de interação vírus-menbrana celular do hospedeiro Amantadina e rimantadina: são medicamentos usados no tratamento do vírus da influenza A, agindo de forma semelhante ao bloquear a atividade de uma proteína viral chamada M2, impedindo a replicação do vírus no organismo humano. Na medicina veterinária, a amantadina tem sido utilizada em equinos contra viroses por influenza, com efeitos irregulares via oral e em meio venoso pode ocorrer convulsões. Medicamentos que atuam inibindo a síntese do acido nucleico Ribavirina: é um antiviral sintético que atua inibindo a formação de inosina monofosfato interferindo na síntese de RNA viral. Administrado por via oral podendo ser inalado também. Tem amplo aspecto podendo ser usado como antiviral, é investigado seu uso na FELV. Medicamentos que inibem a síntese de proteínas virais Metisazona: um antiviral eficaz, utilizado contra a varíola em humanos, mas caiu em desuso. Agora é estudado o uso veterinário, especialmente contra hepatites em cães, cavalos e doenças respiratórias em bovinos. Imunomoduladores Levamisol: o levamisol é um medicamento usado como anti helmíntico e com propriedades imunomoduladoras. Ele atua estimulando células efetoras do sistema imunológico, promovendo aumento na produção de anticorpos. Seu mecanismo de ação envolve a alteração de enzimasque regulam a resposta imune. No entanto, este medicamento não está mais disponível comercialmente. image1.png image2.png image3.png image4.png