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BRB 
Escriturário 
 
 
Governança Corporativa e Compliance 
 
1 Noções de governança corporativa ................................................................................... 1 
1.1 Gestão por processos .................................................................................................... 6 
1.2 Gestão de riscos .......................................................................................................... 20 
1.3 Processos de análise e tomada de decisão ................................................................. 28 
1.4 Gerenciamento de crises ............................................................................................. 38 
2 Compliance: conceitos, suporte da alta administração, código de conduta, controles 
internos, treinamento e comunicação ..................................................................................... 44 
3 Legislação anticorrupção: Lei nº 12.846/2013 e Decreto no 8.420/2015. ....................... 51 
4 Noções de Contratos 4.1 Lei 13.303/16. ........................................................................ 68 
5 Conduta baseada no Código de Conduta Ética do BRB (disponível no endereço eletrônico 
http://www.iades.com.br). ....................................................................................................... 99 
 
 
Olá Concurseiro, tudo bem? 
 
Sabemos que estudar para concurso público não é tarefa fácil, mas acreditamos na sua 
dedicação e por isso elaboramos nossa apostila com todo cuidado e nos exatos termos do 
edital, para que você não estude assuntos desnecessários e nem perca tempo buscando 
conteúdos faltantes. Somando sua dedicação aos nossos cuidados, esperamos que você 
tenha uma ótima experiência de estudo e que consiga a tão almejada aprovação. 
 
Pensando em auxiliar seus estudos e aprimorar nosso material, disponibilizamos o e-mail 
professores@maxieduca.com.br para que possa mandar suas dúvidas, sugestões ou 
questionamentos sobre o conteúdo da apostila. Todos e-mails que chegam até nós, passam 
por uma triagem e são direcionados aos tutores da matéria em questão. Para o maior 
aproveitamento do Sistema de Atendimento ao Concurseiro (SAC) liste os seguintes itens: 
 
01. Apostila (concurso e cargo); 
02. Disciplina (matéria); 
03. Número da página onde se encontra a dúvida; e 
04. Qual a dúvida. 
 
Caso existam dúvidas em disciplinas diferentes, por favor, encaminhar em e-mails separados, 
pois facilita e agiliza o processo de envio para o tutor responsável, lembrando que teremos até 
cinco dias úteis para respondê-lo (a). 
 
Não esqueça de mandar um feedback e nos contar quando for aprovado! 
 
Bons estudos e conte sempre conosco!
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
1 
 
 
 
Governança Corporativa é o conjunto de práticas que tem por finalidade otimizar o desempenho de 
uma companhia ao proteger todas as partes interessadas, tais como investidores, empregados e 
credores, facilitando o acesso ao capital. A análise das práticas de governança corporativa aplicada ao 
mercado de capitais envolve, principalmente: 
- Transparência; 
- Prestação de contas; e 
- Equidade de tratamento dos acionistas. 
 
Para os investidores, a análise das práticas de governança auxilia na decisão de investimento, pois a 
governança determina o nível e as formas de atuação que estes podem ter na companhia, possibilitando-
lhes exercer influência no desempenho da mesma. O objetivo é o aumento do valor da companhia, pois 
boas práticas de governança corporativa repercutem na redução de seu custo de capital, o que aumenta 
a viabilidade do mercado de capitais como alternativa de capitalização. 
Quando investidores financiam companhias, eles sujeitam-se ao risco de apropriação indevida, por 
parte de acionistas controladores ou de administradores da companhia, de parcela do lucro do seu 
investimento. A adoção de boas práticas de governança corporativa constitui, também, um conjunto de 
mecanismos através dos quais investidores, incluindo controladores, se protegem contra desvios de 
ativos por indivíduos que têm poder de influenciar ou tomar decisões em nome da companhia. 
Companhias com um sistema de governança que proteja todos os seus investidores tendem a ser mais 
valorizadas, porque os investidores reconhecem que o retorno dos investimentos será usufruído 
igualmente por todos. 
A governança corporativa é uma tentativa de solucionar problemas do conflito agente x principal, a 
resposta é sim, uma vez que o modelo agente x principal pode ser utilizado para um número enorme de 
relações sociais, inclusive as tratadas no âmbito político, conforme demonstrado. A grande quantidade 
de publicações oficiais e artigos acadêmicos tratando de governança corporativa no setor público 
corrobora essa posição. 
Uma boa governança pública, à semelhança da corporativa, está apoiada em quatro princípios: 
relações éticas, conformidade, em todas as suas dimensões; transparência; e prestação de contas. A 
ausência desses princípios requer mudança na forma de gestão. A busca permanente da prática desses 
princípios na administração do país ou gestão de qualquer instituição deve ser vista como uma condição 
indispensável para que essa instituição possa continuar a progredir. É importante ressaltar que essa é 
uma tarefa permanente, que exige uma participação proativa de todos os atores envolvidos – dirigentes, 
políticos, órgãos de controle – e, em especial, da sociedade organizada. 
O uso das práticas de governança corporativa exige que todas as organizações do setor público sejam 
transparentes e responsáveis por suas atitudes. A transparência do Estado se efetiva, por meio do acesso 
do cidadão à informação governamental, que torna mais democráticas as relações entre o Estado e 
sociedade civil. 
Uma boa governança corporativa é importante para os investidores profissionais. 
Grandes instituições atribuem à governança corporativa o mesmo peso que aos indicadores 
financeiros quando avaliam decisões de investimento. Estudos comprovam que investidores profissionais 
se dispõem até mesmo a pagar um grande ágio para investir em empresas com altos padrões de 
governança. Em sua essência a governança corporativa tem como principal objetivo recuperar e garantir 
a confiabilidade em uma determinada empresa para os seus acionistas. Tarefa esta difícil, pois como na 
vida real, a confiança uma vez abalada, demora-se para se recuperar a confiabilidade em uma 
determinada pessoa. Assim também é com as empresas. 
Para que haja aderência ao negócio, em sua estratégia é citada seis ativos principais. Os elementos 
essenciais de cada ativo incluem: 
 
Ativos Humano 
Pessoas, habilidades, planos de carreira, treinamento, relatório, mentoring, 
competências etc. 
Ativos 
Financeiros 
Dinheiro, investimentos, passivo, fluxo de caixa, contas a receber etc. 
Ativos Físicos Prédios, fábricas, equipamentos, manutenção, segurança, utilização etc. 
1 Noções de governança corporativa 
 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
2 
 
Ativos de PI 
Propriedade Intelectual (PI), incluindo o know-how de produtos, serviços e 
processos devidamente patenteado, registrando ou embutindo nas pessoas e nos 
sistemas da empresa. 
Ativos de 
informação e TI 
Dados digitalizados, informações e conhecimentos sobre clientes, desempenho de 
processos, finanças, sistemas de informação e assim por diante. 
Ativos de 
Relacionamento 
Relacionamentos dentro da empresa, bem como relacionamentos, marca e 
reputação junto a clientes, fornecedores, unidades de negócio, órgãos reguladores, 
concorrentes, revendas autorizadas etc 
 
A governança destes ativos ocorre por meio de um grande número de mecanismos organizacionais 
(por exemplo, estruturas, processos, comitês, procedimentos e auditorias). A maturidade na governança 
desses ativos varia significativamente na maioria das(ou de cliente) e não 
processos de suporte. A gestão pública possui o “foco no cidadão”, uma vez que o Setor Público orienta 
seus processos ao atendimento das necessidades destes cidadãos. 
 
09. Resposta: Errado 
Os processos fundamentais que são os componentes da atividade-fim da organização, elaborando 
e/ou prestando o produto e/ou serviço que a empresa se propõe a entregar ao cliente/mercado. 
Os processos de apoio administrativo são os demais processos operacionais da empresa, necessários 
ao suporte e abastecimento de condições e recursos às atividades centrais, para que estas consigam 
perfazer o seu trabalho. 
Os processos gerenciais são os referentes à tomada de decisões no planejamento, direcionamento e 
acompanhamento da realização dos processos fundamentais e dos de apoio, para assegurar a viabilidade 
e o desenvolvimento da organização em seu mercado de atuação. 
Os processos centrais de que trata a questão se referem aos processos fundamentais, e a área de 
gestão de pessoas é considerada um processo de apoio. 
 
10. Resposta: Certo 
Uma característica importante dos processos é a interfuncionalidade. Embora existam processos 
realizados inteiramente em uma unidade funcional, os principais processos de uma instituição atravessam 
as fronteiras das áreas funcionais, sendo conhecidos como processos transversais, transorganizacionais 
(cross-organizational), interfuncionais, interdepartamentais ou horizontais. Tais processos são 
executados de forma transversal à estrutura “vertical”, típica das organizações estruturadas 
funcionalmente. Ou seja, as funções e áreas precisam de conversação entre si para que a gestão de 
processos possa ser dimensionada da melhor forma possível. Além do que, por meio da identificação e 
análise de processos, um gestor pode ter mais segurança e confiança para o processo de tomada de 
decisão, ou mesmo para possíveis mudanças que forem necessárias. 
É de extrema importância para o bom desempenho organizacional que a construção da gestão de 
processos esteja interligada com diversas áreas ou funções que compõem a estrutura de uma empresa. 
Como por exemplo a definição do preço de um determinado produto que a empresa oferece irá envolver 
de forma simultânea diversas áreas, tais como: a área de Marketing, Finanças ou Contabilidade, 
Produção, Qualidade, Engenharia do Produto, etc. 
Portanto é possível que um mesmo processo mobilize diversas áreas, para que juntas possam analisar 
sob diferentes pontos o que é melhor para o crescimento da empresa. 
 
11. Resposta: Errado 
Se a modelagem organizacional ajuda o entendimento do processo, então o gestor pode usá-la para 
facilitação do entendimento do processo por todas as pessoas envolvidas com o negócio. 
Vale lembrar que antes desta atividade vem o mapeamento dos processos com o uso de questionários, 
entrevistas, reuniões, etc. O mapeamento tem a função de identificar quais são os processos de negócios 
existentes. 
 
12. Resposta: B 
Trata-se da gestão por processos ao salientar que “Uma das formas existentes para um gerenciamento 
mais eficaz, atualmente, é fazer uma análise da interação das diferentes atividades, seu sequenciamento, 
identificando suas entradas e seus resultados, e o valor agregado obtido nesse fluxo.” Observe que a 
gestão por processos é uma abordagem disciplinada para identificar, desenhar, executar, documentar, 
medir, monitorar, controlar e melhorar processos de negócio (automatizados ou não) para alcançar os 
resultados pretendidos consistentes e alinhados com as metas estratégicas de uma organização. De tal 
modo, a gestão por processos permite que uma organização alinhe seus processos de negócio à sua 
estratégia organizacional, conduzindo a um desempenho eficiente em toda a organização através de 
melhorias das atividades específicas de trabalho em um departamento, toda a organização ou entre 
organizações. 
 
 
 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
20 
 
13. Resposta: D 
Processo Organizacional é um conjunto de atividades logicamente interligadas, maneiras pelas quais 
se realiza uma operação, envolvendo pessoas, equipamentos, procedimentos e informações e, quando 
executadas, transformam entradas em saídas, agregam valor e produzem resultados. Já de acordo com 
Davenport, trata-se de um conjunto de atividades inter-relacionadas que busca gerar valor ao cliente. 
 
 
 
Conceito de Risco6 
 
O termo risco é proveniente da palavra risicu ou riscu, em latim, que significa ousar (to dare, em inglês), 
costuma-se entender “risco” como a possibilidade de algo não dar certo, porém seu conceito atual envolve 
a quantificação e qualificação da incerteza, tanto no que diz respeito às “perdas” como aos “ganhos”, com 
relação ao rumo dos acontecimentos planejados, seja por indivíduos, seja por organizações. 
 
“Quando investidores compram ações, cirurgiões realizam operações, engenheiros projetam pontes, 
empresários abrem seus negócios e políticos concorrem a cargos eletivos, o risco é um parceiro 
inevitável. Contudo, suas ações revelam que o risco não precisa ser hoje tão temido: administrá-lo tornou-
se sinônimo de desafio e oportunidade” (Bernstein, p., p. VII, 3a edição,1996). 
 
O risco é inerente a qualquer atividade na vida pessoal, profissional ou nas organizações, e pode 
envolver perdas, bem como oportunidades. 
Em Finanças, a relação risco-retorno indica que quanto maior o nível de risco aceito, maior o retorno 
esperado dos investimentos. Esta relação vale tanto para investimentos financeiros como para os 
negócios, cujo “retorno” é determinado pelos dividendos e pelo aumento do valor econômico da 
organização. Empreender significa buscar um retorno econômico-financeiro adequado ao nível de risco 
associado à atividade. Ou seja, o risco é inerente à atividade de negócios, na qual a consciência do risco 
e a capacidade de administrá-lo, aliadas à disposição de correr riscos e de tomar decisões, são 
elementos-chave. 
Assumir riscos diferencia empresas líderes, mas também pode levá-las a estrondosos fracassos. O 
resultado das iniciativas de negócios revela que o risco pode ser gerenciado a fim de subsidiar os 
administradores na tomada de decisão, visando a alcançar objetivos e metas dentro do prazo, do custo e 
das condições pré-estabelecidas. 
A aplicação do conceito de risco no contexto empresarial requer a definição de indicadores de 
desempenho (geração de fluxo de caixa, valor de mercado, lucro, reclamações de clientes, quebras 
operacionais, fraudes, entre outros) associados a níveis de volatilidade, ou seja, à variação dos resultados 
em torno de uma média. Essas possibilidades, tanto de ganho como de perda, que podem ter causas de 
natureza externa (ambiente competitivo, regulatório, financeiro) ou de natureza interna (diferencial 
tecnológico, controles, capacitações, conduta) são oriundas do contexto em que cada organização atua. 
As atividades envolvidas no Gerenciamento de Riscos Corporativos devem contribuir para a 
perenidade da organização, atendendo aos seus objetivos estatutários e estratégicos. Além disso, é um 
instrumento de tomada de decisão da alta administração que visa a melhorar o desempenho da 
organização pela identificação de oportunidades de ganhos e de redução de probabilidade e/ou impacto 
de perdas, indo além do cumprimento de demandas regulatórias. 
 
Gestão de risco 
 
Gestão de risco é a adoção de medidas e políticas que busquem o equilíbrio entre riscos e custos. 
Comporta os processos de planejamento, organização, direção e controle dos recursos humanos e 
materiais de uma organização, no sentido de minimizar os efeitos dos riscos sobre essa organização ao 
mínimo possível. 
É um conjunto de técnicas que visa reduzir ao mínimo os efeitos das perdas acidentais, enfocando o 
tratamento aos riscos que possam causar danos pessoais ao meio ambiente e à imagem da empresa. 
 
6 Guia de Orientação para Gerenciamento de Riscos Corporativos. Instituto Brasileiro de GovernançaCorporativa. Cadernos de Governança Corporativa, 2007. 
1.2 Gestão de riscos 
 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
21 
 
Visa, assim, controlar os riscos relativos à organização, de modo que permaneçam abaixo de valores 
tolerados. 
 
A implantação do Gerenciamento de Riscos acarreta em vários benefícios para a organização: 
a) Preserva e aumenta o valor da organização, mediante a redução da probabilidade e/ou impacto de 
eventos de perda, combinada com a diminuição de custos de capital que resulta da menor percepção de 
risco por parte de financiadores e seguradoras e do mercado em geral; 
b) Promove maior transparência, ao informar aos investidores e ao público em geral os riscos aos quais 
a organização está sujeita, as políticas adotadas para sua mitigação, bem como a eficácia das mesmas; 
c) Melhora os padrões de governança, mediante a explicitação do perfil de riscos adotado, em 
consonância com o posicionamento dos acionistas e a cultura da organização, além de introduzir uma 
uniformidade conceitual em todos os níveis da organização, seu conselho de administração e acionistas. 
d) Desenho de processos claros para identificar, monitorar e mitigar os riscos relevantes; 
e) Aprimoramento das ferramentas de controles internos (sistemas de controles) para medir, monitorar 
e gerir os riscos; 
f) Melhoria da comunicação entre as áreas da organização; 
g) Identificação e priorização dos riscos relevantes (exposição líquida, já considerando os impactos 
inter-relacionados e integrados a diversos tipos de riscos); 
h) Definição de uma metodologia robusta para mensurar e priorizar riscos; 
i) Definição e implementação do modelo de governança para gerir a exposição (fóruns de decisão, 
políticas e processos e definição de alçadas); 
j) Identificação de competências para antecipar riscos relevantes e, se for o caso, mitigá-los após uma 
análise custo-benefício; 
k) Melhor entendimento do posicionamento competitivo da organização; 
l) Promoção de transparência para os stakeholders, em relação aos fatores que possam valorizar ou 
prejudicar a organização. 
 
Identificação e Classificação dos Riscos 
Trata-se da definição do conjunto de eventos, externos ou internos, que podem impactar os objetivos 
estratégicos da organização, inclusive os relacionados aos ativos intangíveis. É importante ressaltar que 
sempre existirão riscos desconhecidos pela organização. O processo de identificação e análise geral de 
riscos deve ser monitorado e continuamente aprimorado. 
 
Associação com os Objetivos Estratégicos e Perfil de Riscos 
Os objetivos estratégicos orientam como a organização deverá trabalhar para criar valor a todos que 
investiram na organização, o que depende crucialmente do perfil de riscos corporativos. A definição do 
perfil de riscos é prerrogativa do conselho de administração que, por sua vez, reflete a posição dos 
acionistas. O perfil de riscos significa em quanta exposição ao risco se aceita incorrer, o que envolve tanto 
o nível de apetite quanto o de tolerância a riscos. 
 
Enquanto “apetite ao risco” está associado ao nível de risco que a organização pode aceitar na busca 
e realização de sua missão/ visão (análise ex-ante), “tolerância ao risco” diz respeito ao nível aceitável de 
variabilidade na realização das metas e objetivos definidos (atividade mais associada ao monitoramento, 
ex-post. 
O perfil de riscos deverá estar refletido na cultura da organização e, para isto, cabe ao conselho de 
administração outorgar um mandato claro para a diretoria administrá-lo. A implantação de um modelo de 
gestão de risco corporativo requer o envolvimento ativo de ambos (conselho de administração e diretoria), 
aprimorando o processo de tomada de decisão da organização, tanto no contexto da elaboração do seu 
planejamento estratégico, como na sua execução e monitoramento. 
Para determinar o perfil de riscos de uma organização são necessárias definições claras de 
indicadores de desempenho e índices de volatilidade, divididos em dois grupos: um de natureza financeira 
(valor de mercado, geração de caixa operacional, distribuição de dividendos, etc.) e outro de natureza 
qualitativa (transparência, idoneidade, reconhecimento de marca, ambiente de trabalho, responsabilidade 
socioambiental, etc.). 
 
Categorização dos Riscos 
 
Dentre os vários critérios alternativos para a classificação dos riscos, há dois componentes que se 
inter-relacionam: Pessoas – principalmente como causas – e a Reputação – principalmente como 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
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consequência – do bom ou mau gerenciamento dos riscos. O risco associado às Pessoas é um 
componente causal presente na grande maioria dos riscos da organização. Por exemplo, a falha na 
formulação de objetivos claramente entendidos, aceitos e positivamente concatenados dentro da 
organização como um todo, é um risco que acarreta perda de sinergia e valor empresarial. 
 Por outro lado, a eficácia e eficiência na formulação e/ou execução desses objetivos acarretarão 
ganho de sinergia e de valor empresarial. Os eventos que podem atingir criticamente a Reputação da 
organização – em geral denominados “risco reputacional” ou de “imagem” – na verdade não se constituem 
num tipo específico de risco, mas sim numa consequência do mau gerenciamento dos riscos que se torna 
público. Exemplo: o impacto negativo sofrido por uma empresa de marca valiosa acusada de práticas tais 
como o uso de material tóxico para produção de bens, contratação de fornecedores com práticas 
trabalhistas condenáveis, etc. 
O impacto negativo sofrido por essa empresa, de marca forte, pode causar impacto positivo nas 
empresas concorrentes. Não há um tipo de classificação de riscos que seja consensual, exaustivo e 
aplicável a todas as organizações; a classificação deve ser desenvolvida de acordo com as características 
de cada organização, contemplando as particularidades da sua indústria, mercado e setor de atuação. 
Por exemplo: os estoques de materiais de consumo são menos relevantes para um banco do que para 
uma indústria, onde pode representar um dos principais fatores de risco. 
Analogamente, as variáveis relacionadas ao “risco de mercado” são cruciais para um banco e podem 
não ser tão relevantes para determinada organização manufatureira. Uma das formas de categorização 
dos riscos consiste em desenhar uma matriz que considere a origem dos eventos, a natureza dos riscos 
e uma tipificação dos mesmos, conforme ilustrado hipoteticamente na Figura abaixo: 
 
 
Figura: Exemplo de Categorização de Riscos 
 
É importante determinar a origem dos eventos (externos ou internos), pois auxilia na definição da 
abordagem a ser empregada por parte da organização. 
 
Riscos Externos: são ocorrências associadas ao ambiente macroeconômico, político, social, natural 
ou setorial em que a organização opera. Exemplos: nível de expansão do crédito, grau de liquidez do 
mercado, nível das taxas de juros, tecnologias emergentes, ações da concorrência, mudança no cenário 
político, conflitos sociais, aquecimento global, catástrofes ambientais, atos terroristas, problemas de 
saúde pública, etc. A organização, em geral, não consegue intervir diretamente sobre estes eventos e 
terá, portanto, uma ação predominantemente reativa. Isto não significa que os riscos externos não possam 
ser “gerenciados”; pelo contrário, é fundamental que a organização esteja bem preparada para essa ação 
reativa. 
 
Riscos Internos: são eventos originados na própria estrutura da organização, pelos seus processos, 
seu quadro de pessoal ou de seu ambiente de tecnologia. A organização pode e deve, em geral, interagir 
diretamente com uma ação proativa. 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
23 
 
Natureza dos Riscos 
 
Igualmente importante é classificar a natureza dos riscos, o que permite sua agregação de uma forma 
organizada e de acordo com a sua natureza- estratégica, operacional ou financeira - em função da(s) 
área(s) da organização que é(são) afetada(s) pelos eventos. 
Cabe mencionar que os riscos podem pertencer a categorias distintas e em alguns casos poderão se 
encaixar em duas ou até mesmo em todas as categorias concomitantemente. Em alguns segmentos de 
negócio mais regulados, notadamente os bancos, o órgão regulador estabelece como boa parte dos riscos 
devem ser agrupados. 
 
Riscos Estratégicos 
Os riscos estratégicos estão associados à tomada de decisão da alta administração e podem gerar 
perda substancial no valor econômico da organização10. Os riscos decorrentes da má gestão empresarial 
muitas vezes resultam em fraudes relevantes nas demonstrações financeiras. Exemplos: falhas na 
antecipação ou reação ao movimento dos concorrentes causadas por fusões e aquisições; diminuição de 
demanda do mercado por produtos e serviços da empresa causada por obsolescência em função de 
desenvolvimento de novas tecnologias/produtos pelos concorrentes. 
 
Riscos Operacionais 
Os riscos operacionais estão associados à possibilidade de ocorrência de perdas (de produção, ativos, 
clientes, receitas) resultantes de falhas, deficiências ou inadequação de processos internos, pessoas e 
sistemas, assim como de eventos externos como catástrofes naturais, fraudes, greves e atos terroristas. 
Os riscos operacionais geralmente acarretam redução, degradação ou interrupção, total ou parcial, das 
atividades, com impacto negativo na reputação da sociedade, além da potencial geração de passivos 
contratuais, regulatórios e ambientais. 
 
Riscos Financeiros (mercado, crédito e liquidez) 
Os riscos financeiros são aqueles associados à exposição das operações financeiras da organização. 
É o risco de que os fluxos de caixa não sejam administrados efetivamente para maximizar a geração de 
caixa operacional, gerenciar os riscos e retornos específicos das transações financeiras e captar e aplicar 
recursos financeiros de acordo com as políticas estabelecidas. São ocorrências tais como a administração 
financeira inadequada, que conduz a endividamento elevado, podendo causar prejuízo frente à exposição 
cambial ou aumentos nas taxas de juros, etc. Incluem-se neste grupo operações no mercado de 
derivativos de commodities. 
Existem também outras categorias de risco relacionadas à combinação ou decorrência de eventos e 
riscos já descritos, e que não foram gerenciados de forma adequada. É relevante enfocar na qualidade 
das informações que circulam internamente, destacando-se como categoria de risco as informações para 
tomada de decisão (estratégicas, financeiras e operacionais). Incertezas sobre a relevância e a 
confiabilidade nas informações que dão suporte ao processo decisório, que devem estar disponíveis no 
momento oportuno, podem ser fontes de risco. Deve existir, também, um adequado fluxo de informações 
que assegure à alta administração que nenhuma informação relevante deixou de ser considerada. 
 
Exemplos de Tipos de Riscos 
Como ilustração, citam-se alguns exemplos abaixo: 
 
Tecnologia: representado por falhas, indisponibilidade ou obsolescência de equipamentos e 
instalações produtivas ou fabris, assim como de sistemas informatizados de controle, comunicação, 
logística e gerenciamento operacional, que prejudiquem ou impossibilitem a continuidade das atividades 
regulares da organização, ao longo da sua cadeia de valor (clientes, fornecedores, parceiros e unidades 
regionais). Pode estar também associado a erros ou fraudes, internas ou externas, nos sistemas 
informatizados ao capturar, registrar, monitorar e reportar corretamente transações ou posições. 
 
Ambiental: associado à gestão inadequada de questões ambientais, causando efeitos como: 
contaminação de solo, água ou ar, decorrente da disposição inadequada de resíduos, ou levando a 
acidentes com vazamento de produtos tóxicos. Nesses casos, a empresa se vê impedida de operar até 
que a causa do dano ambiental seja remediada, podendo inclusive ser acionada por terceiros em função 
de lucro cessante, ou tendo que arcar com esforço adicional de reparar o prejuízo causado às 
comunidades do entorno. Os riscos ambientais não se resumem a catástrofes ou desastres ambientais, 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
24 
 
mas também ao potencial de efeitos decorrentes do aquecimento global sobre os negócios, que podem 
inviabilizar novos empreendimentos ou a expansão da capacidade produtiva. 
 
Conformidade: relacionado à falta de habilidade ou disciplina da organização para cumprir com a 
legislação e/ou regulamentação externa aplicáveis ao negócio e às normas e procedimentos internos. Por 
incluir as normas e procedimentos internos, apresenta um contexto mais amplo do que o tipo de risco 
mais usualmente citado, o risco legal/regulatório, decorrente da aplicação da legislação trabalhista, 
tributária, fiscal, referentes a relações contratuais, regulamentação de mercado e de prestação de 
serviços. 
 
Avaliação dos Riscos 
 
Para se definir qual o tratamento que será dado a determinado risco, o primeiro passo consiste em 
determinar o seu efeito potencial, ou seja, o grau de exposição da organização àquele risco. Esse grau 
leva em consideração pelo menos dois aspectos: a probabilidade de ocorrência e o seu impacto (em geral 
medido pelo impacto no desempenho econômico-financeiro do período). Deve-se incorporar também o 
impacto “intangível” à análise. 
Pode haver interdependência entre os riscos em dois níveis: 
a) os eventos podem não ser independentes; 
b) um determinado evento pode gerar “impactos múltiplos”, ou seja, efeitos sobre diferentes tipos de 
riscos, em diversas áreas. Neste caso, o grau de exposição irá depender do impacto financeiro 
consolidado e da probabilidade conjunta de todos os eventos e deve ser medido quantitativamente 
 
Para o caso de eventos independentes que tenham efeito sobre uma única área – como a maior parte 
dos riscos operacionais - o grau de exposição financeira é calculado simplesmente pelo valor aproximado 
do impacto financeiro multiplicado pela probabilidade de ocorrência do evento. Os riscos associados a 
estes eventos podem ser controlados para cada processo isoladamente. Incorpora-se ainda na 
abordagem o impacto intangível de cada um dos processos. 
 
Mensuração de Riscos (mecanismos –e cálculo do impacto financeiro consolidado) 
Uma primeira abordagem para o gerenciamento de riscos pode adotar uma visão mais qualitativa sobre 
os objetivos estratégicos da organização e os impactos dos eventos de riscos sobre eles (avaliação 
aproximada da “exposição” alta, média ou baixa. Entretanto, uma vez definido o direcionamento 
estratégico da organização, este pode ser traduzido em termos quantitativos (objetivos, indicadores de 
desempenho e metas financeiras) que orientarão o seu planejamento (projeção do orçamento e do plano 
plurianual). 
A atividade de planejamento envolve detalhar, além de outros dados, as receitas e as despesas 
operacionais, os custos, investimentos e o fluxo de caixa projetado. Para isto é necessário que se 
projetem cenários sobre as tendências de mercado, trajetórias das variáveis macroeconômicas e 
financeiras, bem como as premissas operacionais. Consolida-se, assim, um conjunto organizado e 
ordenado de planos e metas das ações, sob o ponto de vista físico, econômico e financeiro. 
O modelo de gerenciamento de risco deve buscar quantificar as incertezas envolvidas na fase de 
planejamento e projetar os resultados da organização em cenários alternativos de preços, condições 
macroeconômicas e operacionais. 
O impacto financeiro consolidado dos riscos na organização pode ser medido quantitativamente em 
termos da variação potencial do seu valor econômico, fluxo de caixa e resultado econômico, através de 
uma metodologia que se denomina “planejamento sob incerteza”. 
Para viabilizar tal quantificação é necessário que a organização 
1. tenha o seu negócio modeladoem alguma ferramenta que possibilite simulações e 
2. seja capaz de gerar cenários das principais variáveis e consistentes entre si. 
 
A modelagem passa pela identificação detalhada de cada um dos fatores que afetam as transações e 
indicadores de desempenho da organização, incluindo todos os tipos de riscos identificados, e pela 
determinação da dinâmica de impacto de cada uma das operações nas contas de resultados. Associando-
se probabilidades aos cenários gerados, é possível quantificar o risco e estimar a probabilidade de que 
qualquer métrica de desempenho fique abaixo das metas orçadas em cada período (ex.: geração ou 
necessidade de caixa, resultado contábil, etc.). 
 
 
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25 
 
Tratamento dos Riscos 
 
Depois de identificados, avaliados e mensurados, deve-se definir qual o tratamento que será dado aos 
riscos. Na prática, a eliminação total dos riscos é impossível. Nesse contexto, a elaboração de um mapa 
de riscos apoia a priorização e visa direcionar os esforços relativos a novos projetos e planos de ação 
elaborados, a fim de minimizar os eventos que possam afetar adversamente e maximizar aqueles que 
possam trazer benefícios para a organização. É recomendável alinhar a estrutura de controles internos 
aos objetivos estratégicos e ao nível de exposição desejado pela organização. 
A alta administração poderá determinar seu posicionamento frente aos riscos, considerando seus 
efeitos, grau de aversão e resposta, complementada por uma análise de custo-benefício. As várias 
alternativas para tratamento dos riscos são descritas abaixo, iniciando-se pelo dilema básico: evitar ou 
aceitar o risco. 
 
Evitar o Risco: decisão de não se envolver ou agir de forma a se retirar de uma situação de risco. 
Exemplo: uma organização decide se desfazer de uma unidade de negócios. 
 
Aceitar o Risco: neste caso, apresentam-se quatro alternativas: reter, reduzir, transferir/ compartilhar 
ou explorar o risco. 
 
Reter: manter o risco no nível atual de impacto e probabilidade. Exemplo: a diretoria da empresa 
decide nada investir em melhorias da área de informática, assumindo que as perdas e erros atualmente 
sabidos e esperados de informações internas para o processo de decisão e de gestão são (riscos) 
toleráveis. 
 
Reduzir: ações são tomadas para minimizar a probabilidade e/ou o impacto do risco. Exemplo: uma 
organização financeira identificou e avaliou o risco de seus sistemas permanecerem inoperantes por um 
período superior a três horas e concluiu que não aceitaria o impacto dessa ocorrência. A organização 
investiu no aprimoramento de sistemas de autodetecção de falhas e de backup para reduzir a 
probabilidade de indisponibilidade do sistema. 
 
Transferir e/ou Compartilhar: atividades que visam reduzir o impacto e/ou a probabilidade de 
ocorrência do risco através da transferência ou, em alguns casos, do compartilhamento de uma parte do 
risco. Exemplo: uma concessionária de energia elétrica identificou e avaliou os riscos de falhas naturais 
com danos elétricos em seus equipamentos turbo-geradores e de potência de grandes usinas. Após 
analisar a melhor estratégia a ser adotada no que tange às despesas possíveis com franquia vis-à-vis os 
prêmios de risco a serem contratados, constitui-se um seguro destes equipamentos junto ao mercado, 
transferindo este risco operacional categorizado como de alto impacto e baixa frequência, inerente ao 
processo de operação e manutenção. Devem ser transferidos por meio de seguro os riscos tidos como 
catastróficos (riscos de baixa frequência e alta severidade), os riscos de alta frequência que provoquem 
cumulativamente perdas relevantes e todos aqueles cujo custo de transferência seja inferior ao custo de 
retenção. Os custos de seguro obtidos no mercado podem subsidiar a decisão sobre retenção versus 
transferência dos riscos. Além de identificar os riscos que deseja transferir, os gestores de seguros 
precisam conhecer profundamente a dinâmica das operações da organização e o fluxo de informações 
que garantirá a adequação do contrato de seguro por toda a vigência das apólices, normalmente de 12 
meses. 
 
Explorar: aumentar o grau de exposição ao risco na medida em que isto possibilita vantagens 
competitivas. Exemplo: uma empresa produtora de petróleo usa as informações sobre o mercado futuro 
para especular no mercado de derivativos, aumentando sua exposição ao preço da commodity. 
 
Prevenção e Redução dos Danos 
 
Os riscos podem ser reduzidos pela prevenção – diminuição da probabilidade de ocorrência e/ou 
diminuição do impacto financeiro esperado sobre a organização, caso o evento ocorra – e/ou pela 
remediação – controle dos danos após a ocorrência do evento. 
Para o risco cujo impacto possa afetar adversamente a continuidade da operação, faz-se necessária 
a elaboração de um plano de contingência adequado e continuamente testado. Ainda mais amplo do que 
um plano de contingência, as organizações devem avaliar a adoção de uma metodologia para a “Gestão 
da Continuidade de Negócios”. 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
26 
 
As decisões sobre evitar, reter, reduzir, transferir ou explorar riscos estão baseadas na avaliação do 
impacto dos mesmos sobre os indicadores de desempenho escolhidos e sobre a imagem da organização 
vis-à-vis os custos de se estabelecerem controles internos. 
Um dos objetivos da gestão de riscos é buscar um nível confortável e balanceado de retenção, 
redução, exploração e transferência de riscos, adequado a seu apetite definido estrategicamente, 
envolvendo os objetivos, os riscos respectivos e os controles internos. Da mesma forma, pode haver 
critérios distintos para enfocar o conceito e práticas de controles internos, que quando acentuados podem 
gerar custos, muitas vezes excessivos. 
Na questão do equilíbrio riscos versus controles versus custos, são muito utilizadas as “melhores 
práticas” aplicáveis aos tipos específicos ou categorias de risco, segmento de negócios ou tecnologias 
em questão. As melhores práticas são geradas e disseminadas por institutos independentes, 
internacionais ou nacionais, associações de indústria ou profissionais e organismos de normatização e 
por entidades regulatórias, tais como as citadas nos Anexos. 
Desta forma, a organização terá uma resposta específica para cada evento significativo. Deverão ser 
avaliados e monitorados os impactos positivos e negativos da ocorrência dos eventos, considerando: 
- Risco inerente: risco natural; ausência de qualquer ação que a direção possa realizar para alterar a 
probabilidade de ocorrência ou de impacto. 
- Risco residual: resultante do processo de tomada de ações e aplicação das melhores práticas de 
controles internos ou da reposta da organização ao risco. 
 
Monitoramento e reporte dos Riscos 
 
Cabe à alta administração a avaliação contínua da adequação e da eficácia de seu modelo de gestão 
de riscos. Este deve ser constantemente monitorado, com o objetivo de assegurar a presença e o 
funcionamento de todos os seus componentes ao longo do tempo. 
O monitoramento regular ocorre no curso normal das atividades gerenciais. Já o escopo e a frequência 
de avaliações ou revisões específicas dependem, normalmente, de uma avaliação do perfil de riscos e 
da eficácia dos procedimentos regulares de monitoramento. Vulnerabilidades e deficiências na gestão de 
riscos devem ser relatadas aos níveis superiores de gestão e, dependendo da gravidade, reportadas à 
alta administração. 
 
Informação, Comunicação e Documentação 
A comunicação ágil e adequada com as diversas partes interessadas, acionistas, reguladores, 
analistas financeiros e outras entidades externas tem a finalidade de permitir avaliações mais rápidas e 
objetivas a respeito dos riscos a que está exposta a organização. O conteúdo da comunicação com o 
ambiente externo e interno reflete as políticas, a cultura e as atitudes desejadas e valorizadaspela alta 
administração. Devem ser veiculadas a filosofia e a abordagem da gestão de riscos na organização, assim 
como delegações claras de responsabilidade e autoridade. A divulgação de processos e procedimentos 
deve alinhar atitudes e reforçar a cultura da organização. 
Mecanismos devem ser implementados e geridos de modo a estimular, e não a reprimir, a 
comunicação de desvios ou suspeitas de violações dos códigos de conduta ou dos princípios de ordem 
ética da organização por todos os colaboradores, como por meio de exemplos e pelo reforço de atitudes 
positivas pela alta administração. Entre outros aspectos, devem ser veiculados de forma eficaz: 
-A importância e a relevância de um gerenciamento efetivo dos riscos corporativos; 
- Os objetivos da organização neste domínio; 
- O apetite e a tolerância a riscos da empresa; 
- Uma linguagem comum para o assunto “riscos”; 
- As funções e responsabilidades envolvidas de cada um na organização quanto a isso. 
 
Implementação e melhorias de controle (plano de ação) 
Não existe uma única forma para implementar um modelo de gestão de riscos, nem uma única 
estrutura adequada para tal, dependendo de uma análise custo-benefício em função do porte, 
especificidades e nível de complexidade de cada organização. 
Para implantar um modelo de gestão de riscos e promover uma cultura de gerenciamento de riscos na 
organização deve-se elaborar uma arquitetura para facilitar e viabilizar o gerenciamento do risco 
propriamente dito, cuja concepção e implementação trazem inúmeros benefícios para a organização, tais 
como: 
- Aderência dos processos internos ao perfil de riscos estabelecido pelo conselho de administração; • 
Clareza quanto às regras de governança para gerir a exposição; 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
27 
 
- Endereçamento de lacunas de capacitação de pessoas, processos e sistemas; 
- Implementação de sistemas de controles eficazes. 
Abaixo, listam-se as questões que devem ser abordadas com referência aos objetivos e metas e em 
cada uma das dimensões da arquitetura de risco identificadas: 
- Os objetivos estratégicos e metas de desempenho estão definidos, comprometidos e gerenciados? 
- A gestão dos objetivos e das metas estratégicas norteia as prioridades dos riscos, seus respectivos 
controles e dos demais componentes da arquitetura de risco? 
- As mudanças no ambiente de negócios são antecipadamente gerenciadas em termos de objetivos, 
metas, riscos e controles? 
 
Questões 
 
01. (LIQUIGÁS - Engenheiro Júnior – CESGRANRIO) Um objetivo da Gestão de Riscos é 
(A) controlar os riscos relativos à organização, de modo que permaneçam abaixo de valores tolerados. 
(B) estabelecer as regras comportamentais da organização. 
(C) fazer a verificação periódica dos atributos de um objeto. 
(D) fazer a avaliação sistemática, documentada e periódica da eficiência e eficácia da organização no 
exercício da função segurança. 
(E) abordar a organização, caracterizando-a do ponto de vista da segurança. 
 
02. (Prefeitura de São Paulo/SP - Auditor Municipal de Controle Interno – VUNESP) O processo 
de análise de riscos, em conformidade com a estrutura de gestão de riscos, é precedida e sucedida, 
respectivamente, 
(A) pela avaliação de riscos e pelo tratamento de riscos. 
(B) pela avaliação de riscos e pela identificação de riscos. 
(C) pelo tratamento de riscos e pela avaliação de riscos. 
(D) pela identificação de riscos e pela avaliação de riscos. 
(E) pela identificação de riscos e pelo tratamento de riscos. 
 
03. (FURP-SP - Assistente Financeiro – FUNRIO) Os riscos empresariais são divididos, segundo sua 
natureza, em riscos operacionais e riscos financeiros. Constitui risco de natureza operacional 
(A) o aumento inesperado do preço da matéria-prima. 
(B) a redução inesperada e considerável da taxa de câmbio. 
(C) a redução forçada do preço de venda. 
(D) a perda de mercado por obsolescência tecnológica. 
(E) o aumento inesperado e considerável da taxa de juros. 
 
Gabarito 
 
01.A / 02.D / 03.D 
 
Comentários 
 
01. Resposta: A 
É um conjunto de técnicas que visa reduzir ao mínimo os efeitos das perdas acidentais, enfocando o 
tratamento aos riscos que possam causar danos pessoais ao meio ambiente e à imagem da empresa. 
Visa, assim, controlar os riscos relativos à organização, de modo que permaneçam abaixo de valores 
tolerados. 
 
02. Resposta: D 
Esta questão pode-se seguir o processo óbvio. Primeiramente há a Identificação e Classificação dos 
Riscos para posteriormente haver uma avaliação de riscos. O tratamento de riscos vem após a avaliação, 
conforme visto anteriormente. 
 
03. Resposta: D 
Os riscos operacionais estão associados à possibilidade de ocorrência de perdas (de produção, ativos, 
clientes, receitas) resultantes de falhas, deficiências ou inadequação de processos internos, pessoas e 
sistemas, assim como de eventos externos como catástrofes naturais, fraudes, greves e atos terroristas. 
Os riscos operacionais geralmente acarretam redução, degradação ou interrupção, total ou parcial, das 
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28 
 
atividades, com impacto negativo na reputação da sociedade, além da potencial geração de passivos 
contratuais, regulatórios e ambientais. Sendo assim, a alternativa D é a única opção que se relaciona com 
a atividade operacional em. As demais alternativas envolvem aspectos financeiros (dinheiro), isto é, 
tratam-se de riscos financeiros. 
 
 
 
Nos dias atuais, o cenário econômico e as organizações que estão inseridas neste contexto, 
modificam-se constantemente. Esse fato aumenta o impacto da influência que ambos exercem um sobre 
o outro, assim como suas consequências. Diante dessa conjuntura, é necessário que o administrador 
permaneça em alerta quanto aos ambientes interno e externo da organização, para que ele possa obter 
a escolha mais eficaz e simétrica em relação à realidade organizacional da qual faz parte.7 
Um Processo Organizacional é de extrema importância para o gerenciamento das atividades e dos 
fluxos administrativos. Assim, temos a importância da tomada de decisão em tal processo. Todo problema 
exige decisão para ser resolvido. Decisões nem sempre nascem dos problemas, mas também de 
oportunidades, objetivos e interesses. 
 
Mas o que é a decisão? Decidir é escolher entre duas ou mais alternativas. Se não há dissenso não 
há decisão. Só quando há conflito ou discordância em relação ao curso da ação, isto é, mais de uma 
alternativa possível, haverá necessidade de decisão. Não fazer nada, isto é, deixar as ações seguirem 
seu curso normal também é considerado uma decisão. 
Vale lembrar que toda decisão tem seu custo e raramente é perfeita. Toda ação executiva importante 
deve alcançar um equilíbrio entre valores, objetivos e critérios conflitantes envolvidos e, muitas vezes, em 
um cenário de pressão. Dada a grande gama de opções, qualquer ação ou decisão será sempre subótima 
se analisada de um ponto de vista isolado, podendo trazer consequências negativas para alguma parte. 
As pessoas devem estar cientes de que, na maioria das vezes, terão de sacrificar os interesses de uma 
unidade. 
 
O processo decisório é o poder de escolher, em determinada circunstância, o caminho mais 
adequado para a empresa. Para que um negócio ganhe a vantagem competitiva é necessário que ele 
alcance um desempenho superior, e para tanto, a organização deve estabelecer uma estratégia 
adequada, tomando as decisões certas. Para se chegar a uma decisão adequada precisamos fazer uma 
análise do sistema considerando corretamente todas as variáveis de todos os seus elementos e inter-
relações entre eles, bem como as relações do sistema com o meio ambiente. 
Tenha em mente que o processo decisório é complexo e depende das características pessoais do 
tomador de decisões, da situação em que está envolvido e da maneira como percebe a situação. 
 
Natureza do Processo Decisório 
 
O estudo do processodecisório tem evoluído desde os anos de 1940. Isso se deve, principalmente, 
ao crescente conhecimento dos problemas aplicados, ao desenvolvimento de novas técnicas 
administrativas e à absorção de novos procedimentos quantitativos oriundos da matemática e da pesquisa 
operacional. A Teoria das Decisões nasceu de Herbert Simon, que a utilizou para explicar o 
comportamento humano nas organizações. 
Simon (1916-2001) estudou a administração sob a perspectiva do processo de tomar decisões. De 
acordo com ele, administrar é sinônimo de tomar decisões, especialmente quando se tratava das ações 
gerenciais. A partir desse ponto de vista, ele isolou o aspecto de trabalho gerencial, ampliando seu campo 
de estudo. Segundo o próprio autor, o processo de tomar decisões possui três fases no total: 
1. Prospecção (análise de um problema ou situação que requer solução). 
2. Concepção (criação de alternativas de solução para o problema ou situação). 
3. Decisão (julgamento e escolha de uma das alternativas propostas). 
 
 
 
7 LACOMBE, F.; HEILBORN, G. Administração: Princípios e Tendências. Cap: A Tomada de Decisões. São Paulo: Saraiva, 2003. 
Planejamento e gestão. Prof. Dr. Fabio Gregori. Aula T5 – 24/08/2012. 
1.3 Processos de análise e tomada de decisão 
 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
29 
 
Figura: Processo decisório nas organizações 
 
 
Um ponto a destacar é que o administrador deve estar ciente de suas limitações. O ser humano tem a 
sua racionalidade limitada, na visão de Simon. O comportamento real não alcança a racionalidade objetiva 
pois a racionalidade objetiva requer um conhecimento completo e antecipado das consequências de cada 
opção, sendo que estas consequências só aconteceriam no futuro. 
O conhecimento dessas consequências é sempre fragmentado e apenas uma fração das possíveis 
alternativas é considerada. Além disso, a racionalidade total também pressupõe absoluta clareza do 
problema, tempo ilimitado para resolvê-lo e inexistência de ambiguidades. 
Segundo o autor, a racionalidade humana é limitada e ineficiente, e por isso ele propôs um modelo 
distinto - o do homem administrativo. Nesse modelo, as decisões tendem ser satisfatórias ao invés de 
maximizadas. As decisões satisfatórias são aquelas que tendem aos requisitos mínimos desejados, 
fazendo com que os administradores sejam guiados pela regra de que qualquer decisão serve desde que 
possa resolver um problema. 
 
Os principais tipos de Decisão 
 
Simon distingue dois tipos de decisões: programadas e não programadas. 
 
Decisões Programadas 
São caracterizadas por serem repetitivas, rotineiras e estruturadas (tomadas automaticamente). São 
as decisões automatizadas, sequenciais que não necessitam da intervenção do decisor. Geralmente, são 
bastante previsíveis e possíveis de serem incorporados em um sistema de informação, por exemplo: o 
hábito, a rotina, os manuais de instruções e operações padronizadas são formas de tomar decisões 
programadas. 
 
Decisões Não Programadas 
Não dispõem de soluções automáticas, pois são desestruturadas. São as decisões não automatizadas 
que dependem da solução do decisor. O lançamento de novos produtos, a redução do quadro de 
funcionários e uma mudança na sede da empresa são exemplos de decisões não programadas. Para 
lidar com essas decisões, o autor indica que os gerentes devem ser capazes de desenvolver sua 
capacidade de julgamento, intuição e criatividade. Para ele, o desenvolvimento dessas habilidades 
permitiria aos gerentes lidar de forma eficiente contra as complexidades das decisões. 
 
Alguns autores ainda levam em conta as chamadas decisões semi-programadas (ou 
semiestruturadas). Esse tipo de decisão pode ser sistematizado até certo ponto, dependendo de 
estruturas mais complexas do sistema de informação para que os resultados esperados de cada 
alternativa de escolha sejam selecionados de forma otimizada, a partir dos mesmos critérios. 
Nessas situações, parte do problema pode ser incorporado ao sistema de apoio às decisões e parte 
não. Geralmente, quando variáveis interferem no processo de decisão, é o momento em que entra em 
cena a capacidade de julgamento do administrador (citada por Simon), dependendo, principalmente, de 
sua experiência com o contexto do problema. 
 
Fatores que Afetam o Processo Decisório 
 
Tomada de decisão é influenciada por: fatores inerentes do próprio problema e fatores decorrentes do 
tomador de decisão. Vamos ver quais são, então, os fatores que afetem o processo decisório: 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
30 
 
 
1. Reconhecimento do Problema como tal 
- É necessário que, ao menos, uma pessoa da equipe entenda a situação como problema; 
- Definição de prioridades e disponibilidade de recursos influenciam o processo; 
- Mesmo tendo sido reconhecido como problema, as interpretações pessoais, motivadas pela 
percepção individual, influenciam o processo. 
 
2. Disposição 
- Problema deve ser reconhecido, exige disposição para ser enfrentado e, mais que isso, capacidade 
de transformar disposição em ação efetiva. 
 
3. Competência Técnica 
- Exige que os incumbidos da resolução do problema estejam familiarizados com a situação, com as 
fórmulas para resolvê‐lo ou, ao menos, o conhecimento de onde localizar as soluções 
- Tomador de decisão deve escolher quais os problemas que devem ou não ser delegados (envolve 
sua capacidade de reconhecer suas próprias limitações) 
 
4. Tempo 
- Nem sempre há tempo para decisões racionais 
- Algumas vezes, decisões rápidas e intuitivas devem ser tomadas 
- Quando há tempo suficiente para tomada de decisão, tomador de decisão estabelece necessidades 
de tempo 
 
5. Perspectiva de Solução 
- Problema deveria oferecer uma (ou mais) possibilidades de ação 
- Problemas sem solução podem ser abandonados, aceitando‐se sua ocorrência como normal ou 
administrando‐os a um nível aceitável de tolerância 
 
6. Confusão entre Informação e Opinião 
- Dificuldade comum quando o processo é coletivo 
- Motivada, muitas vezes, pelas opiniões manifestadas com base em informações insuficientes 
- Predomínio de intuição sobre racionalidade 
 
Técnicas e Ferramentas de Apoio ao Processo Decisório 
 
A função de decisão está essencialmente ligada às posições gerenciais, ou seja, aos berços da 
liderança. Para diversos autores, a liderança é importante para a eficácia das organizações tendo sempre 
em vista as frequentes turbulências e mudanças do cenário econômico em geral. Havemos de concordar 
que a autoridade pode ser suficiente em épocas de estabilidade, porém, em um ambiente em constante 
transformação é preciso haver liderança, pois é a força direcionadora que torna possível a permanência 
das organizações nesse contexto. 
Para auxiliar o processo decisório existem diversas técnicas e ferramentas que contribuem para uma 
melhor tomada de decisão. Como ferramentas, podemos citar os sistemas de informação, que a partir 
dos anos 70 e início da década de 80, passou a ser aceito como capacitor de controle gerencial, auxiliando 
na tomada de decisão de gerente e executivos em vários tipos de problemas. 
Para que toda e qualquer decisão seja estrategicamente bem tomada é necessário que as pessoas 
que compõem uma equipe estejam inteiradas sobre as rotinas de trabalho, sobre os objetivos e metas a 
serem alcançados, sobre os problemas a serem resolvidos, possíveis concorrentes, etc. É necessário 
que as pessoas saibam fazer uma análise do ambiente interno e externo, entendendo o que envolve a 
empresa. Esse envolvimento com os ambientes da organização torna o processo decisório mais seguro 
e eficaz, reduzindo assim as incertezas, perdas ou desperdícios que fazem parte de qualquer decisão. 
É importante ressaltar que cada vez mais as organizações têm buscado maior aprimoramento no 
processo decisório, de modo a investir em técnicas atualizadas que possam servir como suporte ao gestor 
e aos seus auxiliares. 
Um exemplode técnica moderna utilizada em diversas empresas, independente do seu porte ou área 
de atuação é o modelo de negócios chamado CANVAS. Esse modelo que também é chamado de 
Business Model CANVAS. Foi criado primeiramente por Alexander Osterwalder, porém posteriormente 
ele foi realizado em conjunto com profissionais de diversas áreas para aperfeiçoar o modelo. Tal modelo 
é uma ferramenta de gerenciamento estratégico e serve tanto novos empreendedores no mercado como 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
31 
 
para empreendimentos que possuem certa experiência. Esse modelo funciona como uma gestão à vista, 
onde os envolvidos no processo decisório conseguem enxergar as principais estratégias traçadas pela 
empresa, em suas principais frentes ou áreas departamentais. 
 
O CANVAS é um diagrama ou mapa que é dividido por 9 (nove) eixos compostos por: 
1. Atividades-chave; 
2. Recursos-chave; 
3. Rede de parceiros; 
4. Proposição de valor; 
5. Segmento de clientes; 
6. Canais; 
7. Relacionamento com os clientes; 
8. Estrutura de custos; 
9. Fluxos de receitas. 
 
Com os eixos acima apresentados, os gestores de uma organização conseguem ter maior visibilidade 
do andamento do negócio podendo assim tomar decisões mais rápidas e com mais segurança. 
 
Obs.: O modelo de negócios CANVAS não será abordado com profundidade neste tópico, pois não 
faz parte do presente edital, apenas realizado um breve comentário para conhecimento de uma das 
técnicas mais utilizadas nos presentes dias e que têm sido um forte aliado no gerenciamento de 
informações e que tem contribuído para a competitividade das organizações. 
 
Modelo Racional de Tomada de Decisão 
 
Organizações que pesam suas opções e calculam níveis de risco ótimos estão usando o modelo 
racional de tomada de decisão. O modelo racional é o processo de quatro etapas que ajudam os 
administradores a pesar alternativas e escolher a que tiver melhor chance de sucesso. 
 
 
 
Árvores de Decisão 
São representações gráficas dos problemas e do impacto das decisões tomadas. Se for provável que 
chova, por exemplo, o leitor pode decidir munir-se de um guarda-chuva quando sair. A árvore de decisão 
neste caso irá representar um nó com a pergunta: É provável que chova? Irá então representar dois 
caminhos de decisões possíveis: um para a resposta sim e outro para um não como resposta. É claro 
que o contexto de decisão nas empresas seja muito mais complexo do que este, pelo que na maioria das 
situações terá de construir árvores de decisão com muitos ramos. Uma árvore de decisão utiliza uma 
estratégia de dividir-para-conquistar: – Um problema complexo é decomposto em subproblemas mais 
simples. Recursivamente a mesma estratégia é aplicada a cada subproblema. São fáceis de serem 
implementadas e utilizadas. 
 
Diagramas de Influência 
Procuram retratar todos os fatores que possam influenciar as decisões e as suas inter-relações. Por 
exemplo, o objetivo de vender a um preço superior normalmente influencia a sua decisão de investir numa 
ação. Os movimentos nos câmbios influenciam as suas expectativas sobre o aumento ou queda de preços 
no futuro. Os próprios movimentos de preços podem ser influenciados por "sentimentos" por parte dos 
investidores ou pelo desempenho da empresa. Pela representação em diagrama de todos estes fatores 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
32 
 
que influenciam as decisões das relações entre si, terá uma ideia clara do que deve considerar nas suas 
decisões. 
 
A análise de decisões é um conjunto de procedimentos complexos, que visa: 
- Identificar e avaliar a situação; 
- Prescrever um curso de ação recomendado maximizando a probabilidade de alcançar os objetivos; 
- Representar a decisão de forma estruturada, incluindo a escolha de diferentes cursos de acção para 
diferentes cenários; 
- Fornecer uma visão clara do processo de decisão (não só para o tomador de decisão como para 
outras pessoas envolvidas). 
 
A análise de decisão visa integrar o processo: 
- Os objetivos a serem alcançados em função da sua prioridade; 
- As incertezas envolvidas, através de diagramas de probabilidade; 
- As alternativas disponíveis, juntamente com os riscos associados a cada uma; 
- A atitude do decisor em relação aos riscos e a objetivos conflituantes. 
 
O Processo Decisório nas Organizações 
 
As decisões são estágios para diversos problemas, e sua complexidade é demasiadamente ampliada 
pela ambiguidade de um processo decisório deficiente. O pressuposto básico dessa afirmação é que o 
processo decisório envolve diferentes tipos de decisão, e em resumo, o processo decisório é uma questão 
de múltiplas variáveis. Alguns autores consideram a possibilidade de as decisões também serem 
influenciadas por outros fatores, como outras organizações, legislações e fornecedores, por exemplo, o 
que agrava (complica) ainda mais o processo de tomada de decisão. 
Considerando o ambiente das organizações, no qual diversas mudanças motivadas pelo atual cenário 
econômico vêm ocorrendo, podemos analisar algumas tendências se destacando em relação à tomada 
de decisão, tais como: o estudo da concorrência, análise se cenários, uso expansivo de tecnologias da 
informação, assim como outras atividades que visam melhorar e facilitar a tomada de decisão dentro das 
organizações. 
Portanto, o processo decisório é substancial a qualquer organização, seja esta pública ou privada. 
Toda organização necessita tomar um posicionamento frente às diversas questões, e é esse 
posicionamento que irá indicar como a empresa irá competir no mercado. 
Para tanto, é necessário entender que cada nível estratégico dentro da organização realiza seu tipo 
de decisões correspondentes, afinal faz parte de um tipo de planejamento distinto, como a seguir: 
 
O nível estratégico toma decisões estratégicas e realiza um planejamento estratégico 
O nível tático toma decisões táticas e realiza um planejamento tático 
O nível operacional toma decisões operacionais e realiza um planejamento operacional 
 
A tomada de decisão não basta apenas o envolvimento da gerência ou da Alta Administração, mas 
todos os stakeholders8 precisam estar inteirados com a situação-problema para que seja uma decisão 
estrategicamente tomada. 
Para melhor entender sobre a importância de uma gestão participativa no processo decisório, vamos 
analisar a composição dos cargos e funções por nível hierárquico, e entender melhor quem faz parte de 
cada nível, lembrando que a explicação da pirâmide hierárquica será da base para o topo, sendo assim 
no nível operacional até o nível estratégico. 
O nível operacional é composto pelos cargos que são considerados como base a uma organização, 
são eles: operadores de máquina, líderes de produção, supervisores, que contribuem para a formulação 
de objetivos e metas que fazem parte do planejamento operacional. Que estão mais relacionadas com a 
linha de produção, ou seja, com o produto que chega até o consumidor final. 
O nível tático é composto pelos cargos que são considerados como a interligação entre o operacional 
e o estratégico, ou seja, não os níveis gerenciais, é o nível da gerência média ou intermediária. São 
compostos por cargos como: gerentes, coordenadores administrativos, gerentes de seção, gerentes de 
filiais, líderes de projetos e funções similares. Os cargos e funções que fazem parte desse nível são 
responsáveis por assegurarem que as o planejamento estratégico, isto é, os objetivos e metas delineados 
pela Alta Administração sejam colocados em prática pelo nível operacional. Além de colocar em ação os 
 
8 Stakeholders: todos os agentes envolvidos no negócio de uma empresa são eles: fornecedores, concorrentes, clientes, colaboradores, acionistas, 
pesquisadores, investidores, parceiros em geral. 
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processos, as pessoas e os recursos para assegurar que seu segmento de atuação estaráalinhado às 
decisões estratégicas e para assegurar também que estará colaborando para a obtenção dos resultados 
gerais da Organização. 
E por fim o nível estratégico que é onde são tomadas as ações estratégicas, neste nível é configurado 
o Planejamento Estratégico formado pela Missão, Visão, valores e objetivos de todas as áreas, de todos 
os produtos que a empresa oferta e os planos de ação para que sejam possíveis de serem alcançados. 
Esse nível é composto por cargos e funções como: diretores, presidentes, conselho administrativo, sócios, 
proprietários, acionistas, etc. A função típica deste nível é tomar decisões estratégicas. 
Essa explicação foi necessária não somente para que você estudante entenda como é a composição 
da pirâmide hierárquica, mas para que você consiga compreender de maneira mais aprofundada o 
exemplo que será dado. 
Suponha uma reunião que ocorra somente entre o nível estratégico, e o assunto seja sobre um 
problema ocorrido em umas máquinas da produção, considerada a mais produtiva em questão de 
agilidade e menor índices de retrabalho. Por um problema técnico a máquina parou de produzir e por isso 
acarretou em um prejuízo para a produção de uma maneira geral e no cumprimento de prazos. Como já 
citado, na reunião só participa os que compõem o nível estratégico, e por esse fato é muito provável que 
ocorra alguma informação distorcida ou mesmo a falta de informações mais precisas sobre o que 
realmente ocorreu com a máquina. Isso porque o problema surgiu em outro nível hierárquico, neste caso 
como o problema foi na linha de produção o nível envolvido foi o operacional. 
 Sendo assim, para uma melhor tomada de decisão, o nível estratégico pensando de maneira mais 
sensata e para maior segurança e credibilidade das informações deveria ter convidado um responsável 
por operar a máquina que apresentou problema, ou mesmo o responsável pela linha de produção da 
máquina, para que juntos pudessem discutir sobre o problema e possíveis sugestões de como resolvê-
lo. O nível estratégico é um nível muito preparado intelectualmente e, portanto, detém muitas 
competências e habilidades, porém alguns conhecimentos técnicos e informações ficam restritos somente 
ao profissional que lida com a atividade no dia a dia, é o que chamamos de know-how (saber como fazer). 
Ainda que um dos integrantes do nível estratégico tivesse total conhecimento a respeito de como 
operar a máquina, os problemas que esta máquina já havia apresentado e tudo mais, precisamos levar 
em consideração a comunicação. Quando um colaborador passa para o outro uma determinada 
informação, ela pode vir distorcida, com perdas significativas de conteúdo, ou mesmo com o conteúdo 
exacerbado. A melhor opção é sempre trabalhar com uma comunicação limpa, transparente, dessa forma 
é essencial que a informação seja transmitida direto da fonte, ou em outras palavras, conversar direto 
com o colaborador que estava manuseando a máquina e presenciou o problema. 
Essa interação entre níveis diferentes, entre áreas e funções diferentes é extremamente essencial para 
o processo decisório. Os níveis precisam ter visão sistêmica e para isso precisam unir habilidades e 
experiências diferentes para conseguir ter o máximo de precisão no momento de decidir. 
 
Questões 
 
01. (DPE/RJ - Técnico Superior Especializado – Administração – FGV) As organizações nunca 
podem ser perfeitamente racionais, porque seus membros têm habilidades limitadas de processamento 
de informações. Esse enfoque organizacional refere-se à: 
(A) estratégia. 
(B) accountability. 
(C) dominação. 
(D) governança. 
(E) tomada de decisão 
 
02. (QC – Administração – Marinha) Segundo Chiavenato (2014), o processo decisório é complexo 
e desenvolve-se ao longo de etapas. Assinale a opção que apresenta a primeira dessas etapas. 
(A) Identificar a situação. 
(B) Obter informação sobre a situação. 
(C) Gerar soluções ou cursos alternativos de ação. 
(D) Transformar a solução ou curso de ação escolhido em ação efetiva. 
(E) Avaliar os resultados obtidos. 
 
03. (UFMT – Administração – UFMT) Pedro Paulo, como gestor de uma organização, necessita tomar 
decisões e, ao escolher uma alternativa que se apresenta como a minimamente satisfatória, está tomando 
uma decisão denominada racionalidade. 
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(A) limitada. 
(B) econômica. 
(C) da representatividade. 
(D) da disponibilidade. 
 
04. (UFC - Assistente em Administração - CCV-UFC) Herbert Simon ficou conhecido pela sua 
análise à subjetividade das decisões individuais, sendo um de seus legados a discussão sobre: 
(A) a racionalidade limitada. 
(B) o equilíbrio organizacional. 
(C) a aceitação da autoridade na decisão. 
(D) a análise sociotécnica das organizações. 
(E) a importância dos incentivos ou alicientes para decisão. 
 
05. (IBGE - Supervisor de Pesquisas - CESGRANRIO) O administrador, em suas atividades diárias, 
precisa fazer diversas escolhas para que os objetivos da organização sejam alcançados. 
Essas escolhas se constituem em decisões necessárias para a resolução de problemas ou para 
aproveitar alguma oportunidade. 
 
As decisões em uma organização são classificadas em duas categorias, a saber: 
(A) programadas e não programadas 
(B) cíclicas e lineares 
(C) cíclicas e programadas 
(D) lineares e estruturadas 
(E) programadas e estruturadas 
 
06. (Pref. Florianópolis/SC – Administrador – FGV) As decisões gerenciais rotineiras e repetitivas, 
para as quais a organização desenvolve abordagens e soluções predefinidas – expressas em 
procedimentos, normas, regras e mesmo na repetição de soluções previamente adotadas – são 
chamadas, nas teorias administrativas, de decisões: 
(A) racionais; 
(B) não programadas; 
(C) programadas; 
(D) intuitivas; 
(E) estratégicas. 
 
07. (EBSERH - Assistente Administrativo – IADES) O processo decisório envolve decisões 
programadas e decisões não programadas. Sobre as decisões programadas assinale a alternativa 
incorreta. 
(A) Aplicam-se a situações que não têm precedentes. 
(B) Ocorrem com frequência na organização. 
(C) São as mais fáceis de serem tomadas. 
(D) São mais fáceis de serem estruturadas em etapas. 
(E) São repetitivas. 
 
08. (DETRAN/MT - Administrador – UFMT) As decisões que são tomadas na organização pela 
gerência intermediária como gerentes de divisão ou de departamento são: 
(A) Estratégicas. 
(B) Operacionais. 
(C) Programadas. 
(D) Táticas. 
 
09. (CEFET/RJ - Administrador – CESGRANRIO) De acordo com as situações a que se aplicam, as 
decisões podem ser classificadas de diversas formas. 
As decisões que se aplicam a problemas repetitivos são denominadas 
(A) coletivas 
(B) individuais 
(C) maximizadas 
(D) programadas 
(E) administrativas 
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10. (Pref. Resende/RJ – Administrador – CONSULPLAN) O processo decisório compreende a 
decisão propriamente dita. Decisão é uma escolha entre possibilidades para solucionar problemas. Os 
principais tipos de decisões tomadas pelos gestores são as decisões programadas e as decisões não 
programadas. Em relação às decisões não programadas, pode-se afirmar que: 
(A) Devem ser tomadas pelos consultores externos à organização quando solicitados. 
(B) Não é necessária a realização de um diagnóstico, a criação de alternativas e a escolha de um curso 
de ação considerado original. 
(C) Dependem exclusivamente da reação dos liderados em relação ao superior, quando envolve o 
estabelecimento de um procedimento padrão. 
(D) São tomadas para solucionar problemas que as soluções padronizadas não são suficientes para 
resolver. 
(E) Devem ser tomadas por escalões de níveis mais baixos na organização. 
 
11. (EBSERH - Assistente Administrativo – IBFC) As decisões nas organizações podem ser 
programadas e não programadas. Sobre o processo decisório dentro das empresas, decisões 
programadas e decisões não programadas, leia as sentenças abaixoe assinale a alternativa correta: 
 I. As decisões programadas resolvem problemas que já foram enfrentados anteriormente e que se 
comportam sempre da mesma maneira. 
 II. As decisões programadas economizam tempo e energia evitando desgaste. 
 III. As decisões não programadas são definidas individualmente, baseiam-se em situações novas, não 
padronizadas. 
 
Estão corretas as afirmativas: 
(A) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. 
(B) Apenas as afirmativas I e III estão corretas. 
(C) Apenas as afirmativas II e III estão corretas. 
(D) Todas as afirmativas estão corretas. 
(E) Nenhuma afirmativa está correta. 
 
12. (FUB – Administrador – CESPE) Com relação às funções administrativas, especialmente o 
processo decisório e de planejamento, julgue os itens subsequentes. 
 
As decisões nas organizações podem ser programadas e não programadas, e um dos objetivos do 
processo decisório é procurar o maior número possível de oportunidades para criar decisões 
programadas. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
13. (UFC - Assistente em Administração - CCV-UFC) Qual relação existe entre um problema na 
organização, o tipo de decisão e os níveis gerenciais? Assinale a afirmativa mais adequada a essa 
relação. 
(A) Gerentes de nível intermediário lidam com mais frequência com problemas não estruturados e não 
tomam decisões. 
(B) Gerentes dos níveis mais baixos lidam com mais frequência com problemas familiares e repetitivos 
e não tomam decisões. 
(C) Gerentes dos níveis mais baixos lidam com mais frequência com problemas familiares e repetitivos 
e tomam decisões programadas. 
(D) Gerentes dos níveis mais altos lidam com mais frequência com problemas familiares e repetitivos 
e tomam decisões programadas. 
(E) Gerentes dos níveis mais altos lidam com mais frequência com problemas bem estruturados e 
somente tomam decisões não-programadas. 
 
14. (Receita Federal - Auditor Fiscal da Receita Federal – ESAF) Analise os itens a seguir e assinale 
a opção correta. 
I. A tomada de decisão pode ser descrita como o ato de identificar e selecionar um curso de ação para 
lidar com um problema específico. 
II. As decisões são normalmente classificadas como programadas e não programadas. Porém, há 
aquelas que não se enquadram em nenhuma das duas definições e são chamadas de decisões 
imprevisíveis ou baseadas em incerteza. 
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III. O planejamento consiste na tomada antecipada de decisões sobre o que fazer antes que a ação 
seja necessária. 
 
(A) Somente I e II estão corretas. 
(B) Somente II e III estão corretas. 
(C) Somente I e III estão corretas. 
(D) Nenhuma das afirmativas está correta. 
(E) Todas as afirmativas estão corretas. 
 
15. ((UFSC - Auxiliar em Administração – UFSC) Analise as afirmativas abaixo, com relação à 
tomada de decisão. 
I. A tomada de decisão programada segue regras e diretrizes estabelecidas. 
II. A tomada de decisão não programada ocorre em resposta a oportunidades e ameaças imprevisíveis. 
III. A tomada de decisão programada e a não programada acontecem em situação de incerteza. 
 
Assinale a alternativa CORRETA. 
(A) Nenhuma afirmativa está correta. 
(B) Somente as afirmativas II e III estão corretas. 
(C) Somente as afirmativas I e III estão corretas. 
(D) Somente as afirmativas I e II estão corretas. 
(E) Todas as afirmativas estão corretas. 
 
16. (EBSERH - Assistente Administrativo - INSTITUTO AOCP) Qual é a etapa do processo decisório 
que necessita ser avaliada quanto aos prós e contras para que seja solucionado o problema com a 
decisão a ser implementada? 
(A) Identificação do problema. 
(B) Diagnóstico da situação. 
(C) Levantamento de informações. 
(D) Identificação de alternativas. 
(E) Tomada de decisão. 
 
Gabarito 
 
01.E / 02.A / 03.A / 04.A / 05.A / 06.C / 07.A / 08.D / 09.D / 10.D / 
11.D / 12.Certo / 13.C / 14.C / 15.D / 16.D 
 
Comentários 
 
01. Resposta: E. 
a) Estratégia. É o caminho a ser planejado para atingir algum objetivo. 
b) Accountability. O controle interno em uma administração pública através de accountability deve 
primar por uma transparência que possibilite ao cidadão uma perfeita compreensão dos atos do gestor e 
também a forma como estão sendo utilizados os recursos financeiros e como estão sendo sanados os 
problemas detectados como de interesse público e os de interesse da administração, de uma forma que 
mostre equilíbrio nas decisões políticas adotadas pelo gestor e seu grupo de trabalho. 
c) Dominação - alternativa sem lógica com o contexto. 
d) Governança. “Governança é o conjunto de processos, políticas, costumes, leis, regulamentos e 
instituições que regulam a maneira como a empresa é dirigida, administrada ou controlada. 
E) Tomada de decisão – processo onde a empresa necessita balancear todos os pontos frentes à uma 
determinada situação para que consiga decidir qual direção seguir. 
A empresa necessita ter equilíbrio para que consiga enxergar os prós e contras, pensar e agir de 
maneira sensível e racional, para não prejudicar o desempenho organizacional. 
 
02. Resposta: A 
O processo de tomar decisões possui três fases no total: prospecção, segundo Simon, (análise de um 
problema ou situação que requer solução), concepção (criação de alternativas de solução para o 
problema ou situação), decisão (julgamento e escolha de uma das alternativas propostas). Reflita que, 
inicialmente, o mais adequado a se fazer sempre é identificar uma determinada situação (ou problema) 
que requeira uma decisão. 
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03. Resposta: A 
Herbert Simon e March, em 1957, desenvolveram o conceito de racionalidade limitada, que exprime a 
incapacidade do tomador de decisões de dominar a complexidade do mundo, de compreender todas as 
informações, de dominar o tempo, como também o lado cognitivo. Estas características estão presentes 
no modelo comportamental, em que as informações são imperfeitas e incompletas, não se tem um 
conjunto completo de alternativas conhecidas e o tomador de decisão deve escolher a primeira alternativa 
minimamente aceitável. 
 
04. Resposta: A 
Como visto anteriormente no texto e na questão 04, trata-se da racionalidade limitada. O autor indicou 
que temos limites à racionalidade e que não conseguimos ser totalmente racionais. 
 
05. Resposta: A 
Entre os tipos de decisão temos as Decisões Programadas e as não programadas. Também podemos 
encontrar na terminologia de decisões estruturadas e não estruturadas. 
 
06. Resposta: C 
As decisões programadas são caracterizadas por serem repetitivas, rotineiras e estruturadas (tomadas 
automaticamente). São as decisões automatizadas, sequenciais que não necessitam da intervenção do 
decisor. Geralmente, são bastante previsíveis e possíveis de serem incorporados em um sistema de 
informação, por exemplo. O habito, a rotina, os manuais de instruções e operações padronizadas são 
formas de tomar decisões programadas. 
 
07. Resposta: A 
Decisões programadas são decisões rotineiras, ou seja, decisões sobre assuntos que já foram 
analisados antes e que, dessa forma, já existe uma resposta "padrão" para eles. Uma das formas de 
ganhar eficiência em uma empresa é relacionando essas "decisões padronizadas" a certos problemas 
rotineiros. 
Decisões não programadas são típicas de situações em que o problema é novo, ou pouco frequente, 
e o gestor deve analisar os dados à sua disposição (muitas vezes incompletos) para que possa tomar 
uma decisão. Assim, a letra A é o gabarito, pois ela aplica o conceito de decisões não programadas, e a 
questão pede questões programadas. 
 
08. Resposta: D 
O nível estratégico toma decisões estratégicas e realiza um planejamento estratégico. O nível tático 
toma decisões táticas e realiza um planejamento tático. O nível operacional toma decisões operacionais 
e realiza um planejamento operacional. 
 
09. Resposta: D 
As decisões repetitivas são consideradas decisõesprogramadas, enquanto que as decisões novas 
são consideradas decisões não programadas 
 
10. Resposta: D 
Como o próprio nome sugere, as decisões não programadas são aquelas que não estavam nos planos 
do gestor, logo, tal decisão geralmente é tomada quando algo novo e inesperado (nunca aconteceu algo 
parecido) acontece e o gestor tem que tomar a decisão com base na suas experiências e troca de ideias 
com a equipe, para a solução do problema. Decisão programada é rotineira; não programada é incomum. 
Decisões programadas ganham tempo e levam à eficiência. As soluções programadas exigem menor 
custo e conferem maior agilidade à organização. É somente quando não abarcam uma determinada 
situação que os administradores recorrem às decisões não programadas. 
 
11. Resposta: D 
Observem como este ponto dos tipos de decisão é muito explorado pelas bancas. Todas as assertivas 
estão corretas de acordo com as características que já discutimos amplamente nas questões anteriores. 
 
12. Resposta: Certo 
Apenas complementando a assertiva: Quanto mais decisões programas existem mais fácil fica o 
processo decisório nas situações futuras. Funciona como um banco de dados da empresa. 
 
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13. Resposta: C 
As decisões programadas são caracterizadas por serem repetitivas, rotineiras e estruturadas (tomadas 
automaticamente). São as decisões automatizadas, sequenciais que não necessitam da intervenção do 
decisor. Geralmente, são bastante previsíveis, apresentando soluções para problemas rotineiro, sendo 
ainda possíveis de serem incorporados em um sistema de informação. Dentre os principais exemplos, 
nós podemos citar o hábito, a rotina, os manuais de instruções e operações padronizadas como formas 
de tomar decisões programadas. Por isso, tal tipo de decisão (programada) é melhor para gerentes dos 
níveis mais baixos que lidam com mais frequência com problemas familiares e repetitivos. 
 
14. Resposta: C 
I. A tomada de decisão pode ser descrita como o ato de identificar e selecionar um curso de ação para 
lidar com um problema específico. 
É isso mesmo. A tomada de decisão é baseada em ferramentas que ajudam o administrador a entender 
o problema e saber qual o curso de ação tomar a partir das informações coletadas. Afirmação correta. 
II. As decisões são normalmente classificadas como programadas e não programadas. Porém, há 
aquelas que não se enquadram em nenhuma das duas definições e são chamadas de decisões 
imprevisíveis ou baseadas em incerteza. 
Nada disso. As decisões imprevisíveis e as que há muita incerteza estão dentro das não programadas. 
III. O planejamento consiste na tomada antecipada de decisões sobre o que fazer antes que a ação 
seja necessária. 
O planejamento é o guia da organização. Ele antecipa muitas ações dos administradores e serve como 
base para que estes administradores tomem decisões em situações não programadas. Afirmação correta. 
 
15. Resposta: D 
Decisão programada é aquela rotineira na empresa, do dia-a-dia, respostas satisfatórias e usualmente 
possui nível organizacional operacional, isto é, tomadas por gerentes e funcionários. 
Decisão não programada é aquela que não tem solução pré definida ou pode possuir diversas 
soluções, geralmente incrementalistas e usualmente possui nível organizacional estratégico, isto é, 
executivo empresarial. As decisões não programadas são as que ocorrem em situações de elevada 
incerteza (as programadas não). 
 
16. Resposta: D 
O Processo decisório possui as etapas de: 1) Identificação do problema; 2) Diagnóstico da situação; 
3) Identificação das Alternativas; 4) Avaliação das Alternativas e 5) Escolha da melhor Alternativa. Dentre 
as assertivas da questão, a fase 3) Identificação das Alternativas é a que se encaixa melhor dentro do 
propósito da questão: Identificar quanto aos prós e contras uma alternativa para que seja solucionado o 
problema com a decisão a ser implementada. Fica evidente que quem precisa ser avaliada é a etapa que 
gera alternativas. Se tem alternativas e você vai escolher uma, óbvio que tem que avaliá-la quanto aos 
prós e contras. 
 
 
 
Prezado(a) Candidato(a), antes de abordamos o assunto de Gerenciamento de Crises, iremos dar 
uma breve introdução a respeito do Planejamento de Contingências, pois será essencial para o seu 
entendimento. 
 
Planejamento de Contingências 
 
Um Plano de Contingência é uma ação preventiva, que visa prover a organização de procedimentos, 
controles, responsabilidades e regras, permitindo a continuidade das operações de suas áreas de negócio 
após eventuais ocorrências que impossibilitem a utilização parcial ou total. 
O estudo e o planejamento de contingência permitem concluir que certos eventos com potencial para 
causar danos, se não podem ser evitados, em razão de sua natureza altamente imprevisível, podem 
porém, ser prevenidos. 
1.4 Gerenciamento de crises 
 
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39 
 
Para saber se sua organização se encontra preparada para qualquer eventual contingência, basta 
analisar qual seria o impacto no seu negócio caso ocorra uma problema ou uma paralisação e como a 
organização está preparada para tal situação. 
 
Plano de Contingência 
Documento normativo que descreve de forma clara, concisa e completa os riscos, os atores e suas 
responsabilidades para casos de eventos adversos 
O Plano de Contingência é um documento institucional com a finalidade de fornecer orientações 
procedimentais quando da necessidade de mitigação de danos à imagem da organização. Planos dessa 
natureza são inicialmente desenvolvidos através da identificação de possíveis agravos ao fluxo normal 
dos negócios, logo então, é dado o desdobramento de estratégias que permitam suplantar tais agravos 
dando assim seguimento às suas atividades habituais. 
 
Diferentes ambientes precisam de diferentes relações organizacionais para que haja eficácia. Por isso 
é importante um modelo apropriado para cada situação. 
Diante de eventos alguns críticos, a melhor forma de tratá-los é mediante um planejamento e a 
prontidão para que possa agir rapidamente e com resolubilidade, de forma a atender rapidamente 
evitando perdas. Isso requer um planejamento contingencial para crises emergenciais ou para 
continuidade de negócios que estejam em recuperação. 
Baseando-se em Gestão de Riscos que deverão ser revisados e testados frequentemente. Quando 
ocorre um evento, a direção da organização pode precisar agir rapidamente para mitigar o impacto do 
evento na consecução dos objetivos do negócio, tais como fluxo de vendas, qualidade do produto, 
reputação corporativa e satisfação do cliente. 
Na maioria das circunstâncias, essas situações podem ser gerenciadas como parte dos processos 
normais de gestão. Porém, quando a escala do evento superar a capacidade normal que a direção pode 
suportar, será importante uma abordagem sistemática para a gestão de ocorrências críticas. 
 
Vamos citar alguns exemplos que levam as organizações a grandes dificuldades por não terem um 
Plano de Contingência, escrito, aprovado e divulgado internamente, ou quando fazem seu Planejamento 
Estratégico deixam de fazer o Plano B, como se tudo irá ocorrer conforme planejado. 
 
1. Quando a capacidade de produção é limitada e suas vendas crescem; quais a medidas a serem 
tomadas rapidamente, ou qual o plano B; terceirizar a produção adicional, mas já tem selecionado e 
testado quais os fornecedores de serviços que estariam em condições de suprir suas necessidades com 
a mesma qualidade? 
2. Quando as vendas são abaixo de sua capacidade de produção; qual seu plano de contingência; 
reduzir custos e talvez baixar a qualidade ou produzir outros produtos com os mesmos equipamentos e 
mão de obra; mas já tem pesquisado quais os produtos e o mercado que irá entrar? 
3. Quando a concorrência está para ocupar o seu espaço, qual o plano de emergência preparado e 
aprovadoempresas de hoje, com os ativos financeiros e 
físicos sendo tipicamente os mais bem governados, e os ativos de informação figurando entre os piores. 
No Brasil, os conselheiros profissionais e independentes surgiram em resposta ao movimento pelas 
boas práticas de Governança Corporativa e à necessidade das empresas modernizarem sua alta gestão, 
visando tornarem-se mais atraentes para o mercado. O fenômeno foi acelerado pelos processos de 
globalização, privatização e desregulamentação da economia, que resultaram em um ambiente 
corporativo mais competitivo. 
Oligopólios, empresas exclusivamente de controle e gestão familiar com alta concentração do capital, 
acionistas minoritários passivos e conselhos de administração figurativos passaram a dar lugar a 
investidores institucionais mais ativos, maior dispersão do controle acionário, maior foco na eficiência 
econômica e transparência da gestão. 
As privatizações ensejaram as primeiras experiências de controle compartilhado no Brasil, formalizado 
por meio de acordo de acionistas. Nessas empresas, os investidores integrantes do bloco de controle 
passaram a dividir o comando da empresa, estabelecendo contratualmente regras. 
Os investidores institucionais - seguradoras, fundos de pensão e fundos de investimentos, entre outros 
- assumiram uma postura ativa, passando a comparecer nas assembleias gerais, a exercer os direitos de 
voto de suas ações e a fiscalizar de modo mais próximo a gestão das companhias investidas. 
A abertura e consequente modificação na estrutura societária das empresas também ocorreram no 
mercado financeiro. Houve aumento de investimentos de estrangeiros no mercado de capitais, o que 
reforçou a necessidade das empresas se adaptarem às exigências e padrões internacionais. Em resumo, 
as práticas de Governança Corporativa tornaram-se prioridade e fonte de pressão por parte dos 
investidores. 
Como resultado da necessidade de adoção das boas práticas de Governança, foi publicado em 1999 
o primeiro código sobre governança corporativa elaborado pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança 
Corporativa). O código trouxe inicialmente informações sobre o conselho de administração e sua conduta 
esperada. Em versões posteriores, os quatro princípios básicos da boa governança foram detalhados e 
aprofundados. 
Em 2001, foi reformulada a Lei das Sociedades Anônimas e, em 2002, a Comissão de Valores 
Mobiliários (CVM) lançou sua cartilha sobre o tema Governança. Documento focado nos administradores, 
conselheiros, acionistas controladores e minoritários e auditores independentes, a Cartilha visa orientar 
sobre as questões que afetam o relacionamento entre os já citados. 
Outra contribuição à aplicabilidade das práticas de Governança partiu da Bolsa de Valores de São 
Paulo, ao criar segmentos especiais de listagem destinados a empresas com padrões superiores de 
Governança Corporativa. Além do mercado tradicional, passaram a existir três segmentos diferenciados 
de Governança: Nível 1, Nível 2 e Novo Mercado. O objetivo foi o de estimular o interesse dos investidores 
e a valorização das empresas listadas. 
Basicamente, o segmento de Nível 1 caracteriza-se por exigir práticas adicionais de liquidez das ações. 
Enquanto o Nível 2 tem por obrigação práticas adicionais relativas aos direitos dos acionistas e conselho 
de administração. O Novo Mercado, por fim, diferencia-se do Nível 2 pela exigência para emissão 
exclusiva de ações com direito a voto. Estes dois últimos apresentam como resultado esperado a redução 
das incertezas no processo de avaliação, investimento e de risco, o aumento de investidores interessados 
e, consequentemente, o fortalecimento do mercado acionário. Resultados que trazem benefícios para 
investidores, empresa, mercado e Brasil. 
A fim de estimular a disseminação das melhores práticas de Governança, entre 2005 e 2006, o IBGC 
desenvolveu premiações nas instâncias empresarial, acadêmica e imprensa. 
Apesar do aprofundamento nos debates sobre governança e da crescente pressão para a adoção das 
boas práticas de Governança Corporativa, o Brasil ainda se caracteriza pela alta concentração do controle 
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3 
 
acionário, pela baixa efetividade dos conselhos de administração e pela alta sobreposição entre 
propriedade e gestão. O que demonstra vasto campo para o incentivo ao conhecimento, ações e 
divulgação dos preceitos da Governança Corporativa. 
 
Para promover o bem comum de seus entes, o Estado necessariamente pratica ações executivas e 
políticas de governo, com destaque para a governança e governabilidade atualmente em estudo numa 
visão contemporânea da gestão pública como “Nova Gestão Pública”, ou New Public Management (NPM) 
que pressupõe administrar o setor público à luz dos modelos de gestão aplicados na iniciativa privada 
consoante aos conceitos de gestão estratégica e, até, empreendedorismo (visando ao empreendedorismo 
público, ainda incipiente em nosso Estado, face às ainda arraigadas características da Administração 
Patrimonialista e Burocrática). 
Considerando a governabilidade apenas no seu sentido democrático, ou seja, como um componente 
dos sistemas políticos dos países cujos Estados tenham uma legitimidade democrática mínima na 
formação/orientação dos seus respectivos governos (voto secreto, eleições diretas, sufrágio universal, 
respeito à oposição, liberdade de expressão e associação, pluripartidarismo etc.). 
Os conceitos de governabilidade/governança, embora tenham existido de forma embrionária desde o 
surgimento dos Estados modernos no século XIX (democracia liberal burguesa), apenas em um período 
mais próximo, começaram a integrar o debate nos meios acadêmico e político. 
As origens da governança pública datam de meados da década de 1990 do século XX, e traduzem um 
consenso de que a eficácia e a legitimidade da atuação pública se apoiam na qualidade da interação 
entre os distintos níveis de governo, e entre estes e as organizações empresariais e da sociedade civil. 
O processo de governança pública envolve múltiplas categorias de partes interessadas (stakeholders). 
Trata-se então do povo, do governo, das instituições e de suas inter-relações visando ao interesse da 
coletividade e à prevalência do bem comum – princípio da supremacia do interesse público -, e à 
continuidade sustentável, razão de ser do Estado enquanto ente público. 
A ideia de governança está centrada na questão administrativa do Estado e em sua capacidade de 
ação, entendida como a maneira pela qual o Estado dispõe de seu poder e de sua autoridade, controlando 
e gerenciando recursos; isto, também, podendo estar traduzido como a capacidade de implementação de 
políticas públicas. 
A fim de especificar um pouco mais o conceito, podem-se considerar as dimensões que estariam aí 
incluídas, quais sejam, principalmente, o formato político-institucional dos processos decisórios, a 
definição da mistura apropriada do público/privado nas políticas, os padrões de articulação e cooperação 
entre atores sociais e políticos e os arranjos institucionais que coordenam e regulam as transações dentro 
e através das fronteiras de um sistema. 
Considerando que o funcionamento de um sistema político é definido pelos seus processos de 
conversão, ou seja, as formas pelas quais as demandas e apoios são transformados em decisões, e estas 
implementadas, a compreensão de governança, entendida como capacidade de ação do Estado, passa 
a incluir também sua capacidade de resistir às pressões externas e internas, quais sejam, os 
constrangimentos sofridos pelos agentes estatais ao perseguir o interesse público. 
Ainda melhor, a capacidade de agir do Estado define-se por sua capacidade de conviver 
harmonicamente com os diferentes grupos sociais e atores políticos, sejam da sociedade civil ou internos 
ao próprio Estado. 
A governança pública vem como uma continuidade do modelo de Administração Pública gerencial, 
focada em eficácia. Contudo,que irá utilizar; explorar mais seus pontos fortes, fortalecer seus pontos fracos, valer-se de suas 
vantagens competitivas; mas já é conhecedor destes pontos fortes e fracos e de suas vantagens, mas o 
que dizer dos concorrentes, você também os conhece, e se eles aplicarem o mesmo que você está 
pensando? 
4. Seu principal produto está em queda, qual o seu plano B; substituí-lo, já fez a curva da vida do 
produto para saber exatamente quando tira-lo do mercado, ou o substituto já está testado com manuais, 
embalagens e propaganda definida? 
5. Seu mercado está com os dias contados devido às mudanças de comportamento dos consumidores; 
qual o plano; já pesquisou quais as mudanças necessárias no maquinário e quais os produtos ou mercado 
que irá atuar? 
6. Devido à sazonalidade das vendas, em determinados meses há ociosidade na produção; qual o 
plano de emergência; fabricar produtos alternativos; quais seriam os mais recomendados para utilização 
do mesmo maquinário e mão de obra? 
7. Periodicamente a energia elétrica é interrompida; qual o plano B, comprar um gerador, fazer um 
estoque estratégico de produtos acabados; seu fluxo de caixa está preparado para suportar tais gastos.? 
8. Seu sistema de informações, seus arquivos, seus computadores foram violados por vírus, hackers, 
ou perdeu-se parte das informações; os profissionais da TI, Tecnologia da Informação tem um plano de 
emergência para recuperação das operações ou dos dados; é feito um backup diário das informações; 
tem condições de dar continuidade mesmo que de forma manual, tem algum prestador externo que 
poderá fazer algumas tarefas? 
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9. Se houver um incêndio que paralise suas operações; tem um plano que possa dar continuidade com 
uma terceirização; seu seguro organizacional prevê cobertura de lucros cessantes, despesas 
operacionais, de aluguel e outras além das matérias primas, produtos acabados, maquinário e o próprio 
prédio? 
10. Se ganhar uma grande concorrência com entregas parceladas e multas contratuais; tem um plano 
B; fará uma parceria com seus fornecedores para que financiem as matérias primas; já tem um crédito 
pré-aprovado nos bancos que garantam o dinheiro para as matérias primas até que comece a receber as 
duplicatas de vendas? 
 
Com esses pequenos exemplos podemos verificar que muitas organizações poderiam evitar 
prejuízos, perdas de clientes, de mercado e muitas vezes perda de seu próprio negócio. 
 
As organizações capitalistas não são as únicas entidades a desenvolverem Planos de Contingência. 
Os governos em suas três esferas, bem como as organizações sem fins lucrativos, comumente 
conhecidas como ONGs, são susceptíveis de criar planos de contingência que podem ser implementados 
sempre que as circunstâncias exigirem e do modo que as circunstâncias demandarem. 
 
O processo de desenvolvimento de um plano de contingência eficaz pode ser dividido em seis 
etapas fundamentais: 
- Identificação de suas necessidades (realização de um diagnóstico); 
- Avaliação de seu impacto; 
- Seleção de medidas e controles adequados; 
- Desenvolvimento de estratégias de recuperação; 
- A construção do plano; e 
- Os testes e treinamentos. 
 
No plano de contingência deverão constar 
A forma de acionamento (telefone, e-mail, "pager", etc.), os recursos humanos e materiais envolvidos 
para o controle dos riscos, bem como a definição das competências, responsabilidades e obrigações das 
equipes de trabalho, e as providências a serem adotadas em caso de acidente ou emergência. O plano 
de continência deverá descrever as situações possíveis de anormalidade e indicar os procedimentos e 
medidas de controle para o acondicionamento, tratamento e disposição final dos resíduos nas situações 
emergenciais. 
 
Ainda, o Plano de Contingência contém informações divididas, de modo geral, em duas partes. A 
primeira parte contém informações estáticas do plano, elementos que se mantém constantes, logo, que 
não se sujeitam à revisões frequentes. Consecutivamente, a segunda parte contém as informações 
dinâmicas, ou seja, informações que devem ser periodicamente estudadas e testadas a fim de garantir 
que o plano seja sempre viável e, principalmente, que esteja em constante estado de prontidão. Esta 
segunda parte é geralmente chamada de Plano de Ação. 
O Plano de Contingência comporta não só programas de prevenção, como treinamento, identificação 
e tratamento de riscos e ameaças, bem como programas reativos, a exemplo do manejo de emergência 
e procedimentos emergenciais, a fim de minimizar resultados indesejados ocorridos. 
Contudo, independente de sua estrutura e complexidade, os gestores de negócios e executivos 
responsáveis devem ser capazes de identificar os pontos cruciais onde qualquer tipo de dano ou 
interrupção resulte em perdas financeiras e/ou operacional para a organização, pois toda e qualquer 
organização forte e promissora deve ter a capacidade de sustentar sua missão independente de 
recorrência e de quais sejam os intemperes ambientais de seu campo de atuação. 
 
São os componentes do Planejamento (também conhecidos como 4 R’s): 
Resposta: é a reação imediata. É o componente mais importante, pois engloba todos os demais. 
Reassunção: consiste em manter ou fazer operar as funções mais críticas, para evitar maiores danos. 
Recuperação: trata-se de fazer operar as funções menos críticas, buscando a normalidade de 
operação para desativar as alternativas. 
Restauração: é o retorno ao processo normal por meio da desativação das equipes emergenciais e 
volta à produção plena e/ou restabelecimento total dos serviços. 
 
 
 
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Gerenciamento de Crises 
 
O gerenciamento de crise, também chamado de gestão de crise, é um conjunto de práticas que têm 
como objetivo lidar com um problema inesperado, interno ou externo, que pode causar prejuízos 
financeiros e para a reputação da empresa. Esse tipo de problema costuma acontecer de surpresa, 
representar uma ameaça para o negócio e exigir uma rápida tomada de decisão. 
Além de lidar com os problemas enquanto ocorrem e com os efeitos que causam, fazer gerenciamento 
de crise também inclui identificar fontes de risco para lidar com elas antes que a crise se instaure. 
Como lidar com as crises da melhor maneira é algo crítico para a sobrevivência das empresas, muitos 
negócios criam antecipadamente um plano de contingência, que deve ser seguido assim que os 
problemas surgirem. Além disso, é preciso aprender com os erros que já ocorreram, traçando estratégias 
para que não voltem a acontecer. 
 
O gerenciamento de crise garante que a empresa reduza os danos causados por problemas que 
surgem de repente e que, se não forem bem resolvidos, podem até levar o negócio a fechar as portas. 
Estes são alguns motivos pelos quais a empresa deve investir em um fazer uma boa gestão de crises: 
• Agir de maneira rápida e eficiente frente a um problema; 
• Contribuir para a sobrevivência da empresa no mercado; 
• Preservar a reputação da empresa perante o mercado; 
• Reduzir o impacto da crise, tanto interna quanto externamente; 
• Aprender com os erros, evitando-os no futuro. 
 
Como fazer gerenciamento de crise? 
 
Estar no mercado é estar constantemente exposto a situações de crise. Por isso é importante ter um 
planejamento prévio de gerenciamento de crise no sentido de preservar a credibilidade e imagem da 
empresa, prevenindo-se contra qualquer impacto negativo ou mesmo utilizando isso como oportunidade 
para intensificar ou gerar novos negócios. 
Há alguns pontos que podem evitar ou ajudar a minimizar os efeitos percebidos na repercussão da 
crise: 
 
1. Conheça a percepção dos seus clientes 
2. Monte um comitê de gerenciamento de crise 
A empresa não precisa ter colaboradores exclusivamente dedicados à gestão de crise, mas é 
importante ter um grupo de pessoas cuja atribuição, ainda que parcial, sejalidar com esses problemas 
quando surgirem. 
3. Entenda quais são os riscos que a empresa corre 
Antes de elaborar o plano de gerenciamento de crise, convém conhecer os pontos fracos da empresa. 
4. Crie um plano de gerenciamento de crises 
O planejamento para o gerenciamento de crises deve iniciar bem antes de os problemas surgirem. 
Nesse momento, a empresa deve trabalhar sua imagem e se preparar para os eventuais problemas que 
podem acontecer. 
5. Saiba como se comunicar 
Comunicar-se da maneira certa com os clientes, o mercado e os stakeholders é essencial em 
momentos de crise. Por isso, não basta definir um porta-voz, é preciso saber se comunicar bem e dizer 
as coisas certas. 
6. Trabalhe de maneira consistente e contínua 
Passada a crise, depois de todo o desgaste sofrido, tenha em mente que o trabalho ainda não terminou. 
Lembre-se de que a imagem de uma empresa é construída ao longo dos anos, por isso, os danos sofridos 
não serão recuperados do dia para a noite. 
 
O gerenciamento de crises anda de mãos dadas com outras equipes, como marketing, branding e 
atendimento ao cliente. Todos esses times devem ter em mente os problemas trazidos pela crise, 
trabalhando continuamente para reverter os danos. 
 
 
 
 
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Questões 
 
01. (TRT - 15ª Região - Técnico Judiciário - Segurança – FCC) Quanto ao Planejamento de 
Contingência, é correto afirmar que 
(A) tem a particularidade de avaliar e levar em consideração apenas a situação do ambiente interno, 
pois do cenário externo não se tem controle. 
(B) seu alicerce básico é o uso do sistema funcional para combater às ameaças e perdas que possam 
existir. 
(C) uma visão prospectiva não faz parte de um planejamento de contingência. 
(D) nele é estabelecido um cronograma de acontecimentos dos possíveis incidentes e ocorrências. 
(E) a compreensão da origem do perigo é imperiosa para a eficácia do tratamento a ser nele abordado. 
 
02. (TRT - 1ª REGIÃO RJ - Técnico Judiciário - Segurança – FCC) Com relação ao Planejamento 
de Contingências, é correto afirmar que 
(A) deve estar materializado na forma escrita, utilizando- se de linguagem estritamente técnica, 
enriquecido de plantas, mapas, tabelas e diagramas, porém sem ser demasiadamente volumoso, e estar 
disponível apenas aos órgãos de segurança da empresa. 
(B) é estritamente reativo, em função das próprias contingências em si, compondo apenas programas 
como o gerenciamento de crise, manejo de emergência (resposta, reassunção, recuperação e 
restauração) e procedimentos emergenciais. 
(C) é estritamente preventivo, pois busca a identificação e tratamento de riscos e ameaças; caso falhe 
em seus objetivos, entram em ação programas distintos que visam minimizar resultados indesejados 
como o gerenciamento de crise, manejo de emergência e procedimentos emergenciais. 
(D) estabelece políticas de manejo estritamente operacionais, as quais são executadas para garantir 
a continuidade dos processos da empresa após ocorridas as emergências, a fim de que seja retomada a 
normalidade. 
(E) comporta não só programas de prevenção, como treinamento, identificação e tratamento de riscos 
e ameaças, bem como programas reativos, a exemplo do manejo de emergência e procedimentos 
emergenciais, a fim de minimizar resultados indesejados ocorridos. 
 
03. (TRF - 1ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Segurança e Transporte – FCC) Com relação ao 
Planejamento de Contingências, é INCORRETO afirmar: 
(A) É um programa que comporta ações reativas às contingências, como a reação imediata, a 
reassunção das funções mais críticas e a recuperação de funções, até a restauração do processo normal 
pré-contingência. 
(B) Porque possui linhas técnicas e inclui a identificação de pontos críticos e ações estratégicas de 
retomada da normalidade após uma crise, deve ser um documento restrito e sigiloso, cujo acesso deve 
ser reservado aos órgãos de segurança e à alta administração de uma empresa. 
(C) É um programa amplo, que inclui ações preventivas, como levantamento e identificação de riscos 
ou ameaças, treinamentos e simulações de emergências, visando à análise das vulnerabilidades 
existentes em uma empresa. 
(D) Uma vez ocorrido um evento não desejado (ou crise), este passa a ser administrado através do 
programa de Gerenciamento de Crises, que deve ter como características: ações ágeis e eficientes e ao 
mesmo tempo transparentes, principalmente no que tange aos veículos de comunicação. 
(E) Os Procedimentos Emergenciais visam principalmente minimizar os impactos causados pelo 
caráter repentino que alguns eventos indesejados possam ter, caracterizados como emergenciais; para 
tanto devem conter ações ágeis e precisas, desencadeadas após a ocorrência desses eventos. 
 
04. (TRF - 4ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Segurança e Transporte – FCC) Quanto ao 
“planejamento de contingência” é correto afirmar: 
(A) É o estabelecimento do planejamento principal, onde é fundamental basear-se em um cronograma 
com base nos acontecimentos esperados não levando em conta riscos, tampouco ameaças, que ficam a 
cargo de outra modalidade de planejamento. 
(B) A identificação de estratégias alternativas, caso algum item do planejamento principal não ocorra 
conforme o esperado, é estabelecida através de análise e, via de regra, não se liga a um cronograma. 
Levam-se em conta, inclusive, as perdas caso alguma ameaça se concretize. 
(C) É a identificação de estratégias alternativas, caso alguma ameaça se concretize e os 
acontecimentos ocorram conforme o esperado. É fundamental estabelecer um cronograma para as 
contingências, sob pena de se perder o controle das providências adotadas em situação de crise. 
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(D) É o estudo do cenário de forma a garantir que os objetivos estabelecidos ocorram conforme o 
esperado. Neste planejamento, levam-se em conta os riscos e as ameaças, não se considerando 
possíveis perdas uma vez que as contingências plenamente atendidas anulam ocorrências inesperadas. 
(E) É o estabelecimento de estratégia principal, visando atender a programação inicial, sendo as 
possíveis perdas tratadas na fase de controle, não sendo mais possível restabelecer as atividades caso 
ocorra um sinistro. 
05. (TRT - 15ª Região - Técnico Judiciário - Segurança – FCC) NÃO é componente de um 
planejamento de contingência, a previsão de ações ligadas a: 
(A) Recuperação das funções menos críticas, buscando a normalidade das atividades. 
(B) Resposta imediata ao perigo, conforme anteriores detalhamentos já especificados. 
(C) Reassunção das atividades mais críticas, para evitar maiores danos. 
(D) Reuniões a serem realizadas durante e após as catástrofes. 
(E) Restauração, com volta a execução das normais atividades. 
 
06. (SEBRAE-PA - Assistente Administrativo – FUNRIO) O planejamento de alternativas para lidar 
com os riscos de um projeto, caso aconteçam, recebe que definição? 
(A) Prevenção. 
(B) Transferência. 
(C) Plano de Contingência. 
(D) Aceitação. 
(E) Redução. 
 
Gabarito 
 
01. E / 02. E / 03. B / 04. B / 05. D / 06. C 
 
Comentários 
 
01. Resposta: E 
O estudo e o planejamento de contingência permitem concluir que certos eventos com potencial para 
causar danos, se não podem ser evitados, em razão de sua natureza altamente imprevisível, podem 
porém ser prevenidos. Trata-se de uma situação em que deve-se eliminar as mais distantes como é o 
caso das alternativas “a, b, d, e c”. 
 
02. Resposta: E 
a) deve estar materializado na forma escrita, utilizando- se de linguagem estritamente técnica, 
enriquecido de plantas, mapas, tabelas e diagramas (Deve utilizar linguagem simples sem constar 
diagramas, tabelas, mapas etc.), porém sem ser demasiadamente volumoso, e estar disponível apenas 
aos órgãos de segurança da empresa. 
b) é estritamente (REATIVO E PREVENTIVO) reativo, em função das próprias contingências em si, 
compondoapenas programas como o gerenciamento de crise, manejo de emergência (resposta, 
reassunção, recuperação e restauração) e procedimentos emergenciais. 
c) é estritamente (REATIVO E PREVENTIVO) preventivo, pois busca a identificação e tratamento de 
riscos e ameaças; caso falhe em seus objetivos, entram em ação programas distintos que visam minimizar 
resultados indesejados como o gerenciamento de crise, manejo de emergência e procedimentos 
emergenciais. 
d) estabelece políticas de manejo estritamente (GERENCIAIS e OPERACIONAIS), as quais são 
executadas para garantir a continuidade dos processos da empresa após ocorridas as emergências, a 
fim de que seja retomada a normalidade. 
e) comporta não só programas de prevenção, como treinamento, identificação e tratamento de riscos 
e ameaças, bem como programas reativos, a exemplo do manejo de emergência e procedimentos 
emergenciais, a fim de minimizar resultados indesejados ocorridos. 
 
03. Resposta: B 
Incorreta a segunda parte da proposição B, pois o acesso não deve ser reservado aos órgãos de 
segurança e à alta administração de uma empresa. Pelo contrário, deve ser divulgado (inclusive através 
de treinamentos) para que todos saibam como prevenir e o que fazer no caso de ocorrer um evento. 
 
 
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04. Resposta: B 
A possibilidade de mudanças inesperadas requer flexibilidade dentro do planejamento das missões, 
por isso um cronograma não deve ser adotado, pois limitaria a ação. Alternativas e planos de contingência 
devem estar preparados. Cobrindo circunstâncias como mudanças de horário, possíveis ameaças, 
mudanças de itinerários e outras ações que podem afetar a segurança do Principal. Em todos os casos, 
antecipação é a chave do sucesso, mas sem cronogramas fixando o prazo de ações. 
 
05. Resposta: D 
São os componentes do Planejamento (também conhecidos como 4 R’s) 
Resposta: é a reação imediata. É o componente mais importante, pois engloba todos os demais. 
Reassunção: consiste em manter ou fazer operar as funções mais críticas, para evitar maiores danos. 
Recuperação: trata-se de fazer operar as funções menos críticas, buscando a normalidade de 
operação para desativar as alternativas. 
Restauração: é o retorno ao processo normal por meio da desativação das equipes emergenciais e 
volta à produção plena e/ou restabelecimento total dos serviços. 
 
06. Resposta: C 
Um plano de contingência, também chamado de planejamento de riscos, plano de continuidade de 
negócios ou plano de recuperação de desastres, tem o objetivo de descrever as medidas a serem 
tomadas por uma empresa, incluindo a ativação de processos manuais, para fazer com que seus 
processos vitais voltem a funcionar plenamente, ou num estado minimamente aceitável, o mais rápido 
possível, evitando assim uma paralisação prolongada que possa gerar maiores prejuízos a corporação, 
como: a fuga de acionistas, grandes perdas de receita; sanções governamentais; problemas jurídicos 
para os dirigentes; abordagens maliciosas da imprensa; fuga de funcionários para os concorrentes e em 
casos extremos, o fechamento da empresa. 
Dada a grande importância deste processo seu custo deve estar incluído no escopo de novos projetos. 
O Plano de Contingência é um documento onde estão definidas as responsabilidades estabelecidas 
em uma organização, para atender a uma emergência e também contêm informações detalhadas sobre 
as características da área ou sistemas envolvidos. É um documento desenvolvido com o intuito de treinar, 
organizar, orientar, facilitar, agilizar e uniformizar as ações necessárias às respostas de controle e 
combate às ocorrências anormais. 
 
 
 
COMPLIANCE9 
 
Comply , em inglês, significa “agir em sintonia com as regras”, o que já explica um pouquinho do termo. 
Compliance, em termos didáticos, significa estar absolutamente em linha com normas, controles internos 
e externos, além de todas as políticas e diretrizes estabelecidas para o seu negócio. É a atividade de 
assegurar que a empresa está cumprindo à risca todas as imposições dos órgãos de regulamentação, 
dentro de todos os padrões exigidos de seu segmento. E isso vale para as esferas trabalhista, fiscal, 
contábil, financeira, ambiental, jurídica, previdenciária, ética, etc. 
No início da década de 90, quando o termo passou a ser adotado como princípio (sobretudo em 
instituições bancárias), compliance era apenas sinônimo de adequação jurídica. Com o tempo, percebeu-
se que era impossível implementar procedimentos de conformidade sem conhecimento pleno dos 
processos internos, metodologias de trabalho utilizadas, políticas de estoques, estratégias de gestão de 
pessoas, técnica de melhoria contínua, harmonização contábil, etc. Assim, nos dias de hoje o conceito foi 
enriquecido com a abordagem sistêmica, do “chão” da fábrica à sala do presidente da empresa. Veja, 
meu caro, que estamos falando em algo bem mais extenso do que simplesmente “interpretar leis”. 
 
Conceito 
 
Com o recrudescimento das leis e a forte pressão internacional, objetivando-se estimular a participação 
do setor privado no gerenciamento adequado de variáveis, surgiu uma proposta nova de minimização dos 
 
9Emerson Gabardo. Gabriel Morettini e Castella. http://www.editoraforum.com.br/ef/wp-content/uploads/2015/08/lei-anticorrupcao-compliance.pdf 
2 Compliance: conceitos, suporte da alta administração, código de conduta, 
controles internos, treinamento e comunicação 
 
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riscos da sociedade moderna e contemporânea, o instituto do compliance. A ideia surgiu por intermédio 
da legislação norte-americana, com a criação da Prudential Securities, em l950, e com a regulação da 
Securities and Exchange Commission (SEC), de 1960, onde se fez menção à necessidade de 
institucionalizar os programas de compliance, com a finalidade de criar procedimentos internos de 
controle e monitoramento das operações entre pessoas. Alguns anos depois, precisamente em nove de 
dezembro de 1977, registrou-se na Europa a Convenção Relativa à Obrigação de Diligência dos Bancos 
no Marco da Associação de Bancos Suíços, instituindo as bases de um sistema de autorregulação de 
conduta, vinculando as instituições, cujo descumprimento resultaria na aplicação de sanções como multas 
e outras penalidades. Ainda, merece destaque o Ato Patriótico dos Estados Unidos, de outubro de 2001, 
criado logo após os atentados terroristas de 11 de setembro. Em seu artigo 352, foi estabelecido que as 
entidades financeiras deverão desenvolver políticas e procedimentos de controle interno, com o intuito de 
proteger-se contra a lavagem de dinheiro. 
Verifica-se, portanto, que o compliance pode e deve ser utilizado, tanto como uma ferramenta de 
controle, proteção e prevenção de possíveis práticas criminosas nas empresas, como um valioso 
instrumento de transferência de responsabilidade, evitando ou amenizando a responsabilidade da pessoa 
jurídica quando do surgimento de alguma patologia corruptiva. O termo compliance para maior parte da 
doutrina, está ligado ao verbo inglês to comply e pode ser compreendido, basicamente, como estar em 
conformidade às normas internas e externas preestabelecidas pelo titular do poder-dever correspondente. 
Os programas de conformidade também estão ligados à denominada “governança corporativa”, ou seja, 
um sistema de direção e organização empresarial, abarcando mecanismos regulatórios de mercado. Isto 
posto, os “programas de integridade” são considerados por muitos como elementos essenciais das 
práticas negociais. 
Todavia, importante salientar que o compliance não se limita aos sistemas de controle internos de uma 
instituição para gerenciar riscos e prevenir a realização de eventuais operações ilegais, que podem 
culminar em desfalques aos clientes, investidores e fornecedores. O instituto do compliance pode ser 
dividido em dois campos de atuação: um, de ordem subjetiva, quecompreende regulamentos internos, 
como a implementação de boas práticas dentro e fora da empresa e a aplicação de mecanismos em 
conformidade com a legislação pertinente à sua área de atuação, visando prevenir ou minimizar riscos, 
práticas ilícitas e a melhoria de seu relacionamento com clientes e fornecedores. De outro modo, o 
segundo campo é de ordem objetiva, obrigado por Lei, como é o caso dos artigos 10 e 11 da Lei 
9.613/1998 (Lei da Lavagem de Dinheiro). 
 
Papel do Compliance nas Organizações10 
 
É através das ferramentas de compliance que uma empresa pode alcançar com maior solidez seus 
objetivos estratégicos. Não estamos, portanto, falando de conceitos conflitantes. Ao contrário, a sinergia 
da empresa com todas as normas, ditames de regulamentação e controles internos eficientes, 
representam maior qualidade na atividade empresarial (respeito às normas de qualidade), economia de 
recursos (evitando gastos com multas, punições e cobranças judiciais) e fortalecimento da marca no 
mercado (empresa séria e ética). 
De todo o exposto, verifica-se que o compliance tem como função principal garantir o cumprimento das 
normas e processos internos, prevenindo e controlando os riscos envolvidos na administração da 
empresa, seguindo as normas estabelecidas pela legislação nacional e internacional, conforme o ramo 
de atividade empresarial em que atua. 
Consequentemente, com o intuito de regular o mercado econômico global, nota-se que as normas de 
Direito administrativo sancionador tem convergido, balizadas por tratados e convenções que acabaram 
impulsionando a criação da Lei 12.846/2013. 
 
Abaixo, os principais objetivos, papéis e responsabilidade da função de compliance na Organização: 
I- Analisar meticulosamente os riscos operacionais; 
II- Gerenciar os controles internos (o profissional dessa área é uma espécie de “xerife” das normas e 
procedimentos, em todas as esferas da organização); 
III- Desenvolver projetos de melhoria contínua e adequação às normas técnicas; 
IV- Analisar e prevenir de fraudes (esse profissional tem também papel consultivo; não se trata 
apenas de cobranças e imposição de mudanças); 
V- Monitoramento, junto aos responsáveis pela TI, no que se refere às medidas adotadas na área de 
segurança da informação; 
 
10 https://endeavor.org.br/compliance/ 
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VI- Realização de auditorias periódicas; 
VII- Gerenciar e rever as políticas de gestão de pessoas, juntamente com os responsáveis pela área 
de Gestão de Capital Humano. 
VIII- Trabalhar na elaboração de manuais de conduta e desenvolver planos de disseminação do 
compliance na cultura organizacional; 
IX- Fiscalização da conformidade contábil de acordo com as normas internacionais (International 
Financial Reporting Standards – IFRS); 
X- Interpretar leis e adequá-las ao universo da empresa. 
 
Quatro Passos para Criar uma Área de Compliance 
 
1- O primeiro passo para quem deseja ter um setor de compliance em sua empresa é elaborar, com o 
auxílio dos especialistas contratados, um código de conduta, em linguagem simples e objetiva ao 
entendimento de todos. 
2- Endomarketing para disseminar a importância de seguir regras e procedimentos. Assim, você pode 
trabalhar o envio de SMS, e-mail ou aplicativos para seus funcionários, lembrando-os da importância de 
usar o telefone apenas com fins profissionais, para o risco de levar para fora da empresa informações 
ligadas aos seus processos internos, etc. Crie canais de comunicação permanentes com sua equipe, 
permitindo, inclusive, que eles denunciem condutas inadequadas; 
3- Mostrar que o exemplo vem de cima. O Núcleo Gerencial da empresa deve agir com justiça 
internamente e prezando por ações éticas na competição externa. Ganhar espaço no mercado, mas sem 
abrir mão de seus valores, é algo que deve ser sempre reforçado na empresa; 
4- Não basta agir dentro da legalidade: mostre aos stakeholders que a Organização não se envolve 
com atos imorais. Permitir que parentes da direção da companhia participe de uma concorrência para ser 
seu fornecedor é, no mínimo, imoral. Compliance é ideologia e deve ser incorporada ao comportamento 
de todos dentro da empresa. 
 
Principais Benefícios que Compliance pode trazer para a Organização 
I- Ganho de credibilidade por parte de clientes, investidores, fornecedores, etc.; 
II- Importante ferramenta para as empresas que buscam mercados externos; 
III- Aumento da eficiência e da qualidade dos produtos fabricados ou serviços prestados; 
IV- Melhora nos níveis de governança corporativa; 
V- Oferece prevenção (muitas empresas só pensam em compliance quando já foram punidas por 
algum “desvio”, postura custosa ao caixa da organização) 
 
De todo o exposto, verifica-se que o compliance tem como função principal garantir o cumprimento das 
normas e processos internos, prevenindo e controlando os riscos envolvidos na administração da 
empresa, seguindo as normas estabelecidas pela legislação nacional e internacional, conforme o ramo 
de atividade empresarial em que atua. Consequentemente, com o intuito de regular o mercado econômico 
global, nota-se que as normas de Direito administrativo sancionador tem convergido, balizadas por 
tratados e convenções que acabaram impulsionando a criação da Lei 12.846/2013. 
 
Programa de Compliance 
 
Os programas de conformidade também estão ligados à denominada “governança corporativa”, ou 
seja, um sistema de direção e organização empresarial, abarcando mecanismos regulatórios de mercado, 
posto isto, os “programas de integridade” são considerados por muitos como elementos essenciais das 
práticas negociais. 
Todavia, é importante salientar que o compliance não se limita aos sistemas de controle internos de 
uma instituição para gerenciar riscos e prevenir a realização de eventuais operações ilegais, que podem 
culminar em desfalques aos clientes, investidores e fornecedores. 
 
O instituto do compliance pode ser dividido em dois campos de atuação: 
O de ordem subjetiva: que compreende regulamentos internos, como a implementação de boas 
práticas dentro e fora da empresa e a aplicação de mecanismos em conformidade com a legislação 
pertinente à sua área de atuação, visando prevenir ou minimizar riscos, práticas ilícitas e a melhoria de 
seu relacionamento com clientes e fornecedores. 
O outro é de ordem objetiva: obrigado por Lei, como é o caso dos artigos 10 e 11 da Lei 9.613/1998 
(Lei da Lavagem de Dinheiro). 
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47 
 
Os pilares do Compliance111213 
 
Um Programa de Compliance é um sistema complexo e organizado, composto de diversos 
componentes, que interage com outros componentes de outros processos de negócios da empresa e, 
também, com outros temas. É um sistema que depende de uma estrutura múltipla que inclui pessoas, 
processos, sistemas eletrônicos, documentos, ações e ideias. Os estes “componentes” dá-se o nome de 
“pilares” do programa de Compliance. 
 
Suporte da alta administração 
 
Um robusto programa de compliance deve receber o aval explícito e apoio incondicional dos mais altos 
executivos da empresa. Além disso, as empresas que têm um programa de compliance efetivo devem 
nomear um profissional para o cargo de responsável pela área de Compliance, com autoridade e recursos 
suficientes, e com suficiente autonomia de gestão, para garantir que o programa seja eficaz para prevenir, 
detectar e punir as condutas empresariais antiéticas 
Não adianta tentar instalar um programa de compliance em uma empresa se seus gestores não 
concordarem com o projeto ou se não enxergam os seus potenciais e não o apoiam. Para que o programa 
seja, de fato, efetivo, é preciso ter total independência para não prejudicar seu andamento. 
A alta administração deve apoiar e se envolver no planejamento e na execução das ações. Da mesma 
forma, é preciso contar com um profissional especializado em compliance, que será o responsávelpela 
implantação de todo o projeto 
 
Avaliação de riscos 
 
Riscos são eventos com impactos negativos no atingimento de um objetivo. Riscos são eventos 
potenciais, não certos. Portanto é muito importante que, antes de se falar em avaliação de riscos, se 
conheça os objetivos de sua empresa e do seu programa de compliance, pois este pilar é uma das bases 
do sucesso do programa de compliance, uma vez que o código de conduta, as políticas e os esforços de 
monitoramento deverão ser construídos com base nos riscos que forem identificados como relevantes 
durante esta fase de análise. A efetiva condução de uma análise de riscos envolve uma fase de 
planejamento, entrevistas, documentação e catalogação de dados, análise de dados e estabelecimento 
de medidas de remediação necessárias. 
A avaliação de riscos, também chamada de Mapeamento de Riscos de Compliance (Compliance Risk 
Assessment – CRA), é uma das etapas mais importantes da implantação de um programa de integridade. 
 
Isso porque é nela que se conhece todos os riscos potenciais e seus impactos para que a organização 
alcance seus objetivos. Afinal, cada empresa está sujeita a problemas diferentes, de acordo com seu 
tamanho, mercado de atuação e cultura organizacional 
Deve ser implantado logo no começo do processo, analisando todo o impacto que o compliance terá 
na companhia, assim como os riscos envolvidos nas diferentes etapas. 
 
Código de conduta e ética 
 
Após a avaliação dos riscos e identificação das leis, regulamentações, códigos de indústria etc., 
aplicáveis a suas operações, inicia -se a documentação do Programa de Compliance com a elaboração 
das políticas de compliance. Essa documentação serve como a formalização inicial daquilo que é a 
postura da empresa em relação aos diversos assuntos relacionados a suas práticas de negócios, e servirá 
como uma bússola que guiará – em conjunto com as ações e exemplos da alta administração -- seus 
funcionários para o caminho de práticas éticas e legais (“compliant”) na condução de suas atividades. 
Também servirá para evidenciar o compromisso da empresa com o Programa de Compliance, pois 
qualquer discussão sobre a efetividade de um Programa de Compliance passa pela avaliação da 
existência, do nível de formalização, da qualidade e do alcance das políticas e procedimentos 
relacionados ao programa 
Este código que vai ditar os rumos da empresa e quais procedimentos devem ser adotados a cada 
momento, baseados sempre em princípios sustentáveis e de acordo com os valores da empresa. Ele traz 
todas as políticas a serem adotadas na empresa, não apenas para manter a conformidade com as leis, 
 
11 https://lec.com.br/os-10-pilares-de-um-programa-de-compliance/ 
12 https://clickcompliance.com/compliance-10-pilares-crescimento-sustentavel/ 
13 https://www.editoraroncarati.com.br/v2/phocadownload/os_pilares_do_programa_de_compliance.pdf 
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como também garantir uma cultura de integridade e valorização de comportamentos éticos. Deve ser 
escrito de maneira clara e objetiva, desde que atenda aos interesses do mais graduado executivo ao 
funcionário mais simples. Esse código tem que garantir uma cultura de integridade e valorização dos 
comportamentos éticos. 
 
Controles internos 
 
Os controles internos são mecanismos, geralmente formalizados por escrito nas políticas e 
procedimentos da empresa, que, além de minimizar riscos operacionais e de compliance, asseguram que 
os livros e registros contábeis e financeiros reflitam completa e precisamente os negócios e operações 
da empresa, conforme requerido por diversos instrumentos, como o FCPA e a Lei Sarabannes-Oxley. 
Entre outras coisas, os controles internos estabelecem as regras para revisão e aprovação de atividades 
(especialmente aquelas ligadas a compromissos contratuais e despesas), existência das atividades (para 
se evitar pagamentos por serviços não-prestados, por exemplo), documentação suporte, processamento 
e registro das transações 
Resumidamente ele indica a criação de regras e mecanismos válidos para toda a empresa, de forma 
a garantir que as políticas do compliance sejam cumpridas por todos. Esse pilar também preza pelos 
registros contábeis e financeiros, com governança de documentos, processamentos e registros de 
transações. 
 
Treinamento e comunicação 
 
Após a identificação dos riscos, da definição dos responsáveis pelo Programa e da elaboração do 
Código de Conduta e das políticas de compliance, é de suma importância que tudo isso seja devidamente 
comunicado ao restante da Companhia. Cada funcionário da empresa, do chão de fábrica ao CEO, deverá 
entender os objetivos do Programa de Compliance, as regras e, talvez o mais importante, seu papel para 
garantir o sucesso do programa. Há diversas maneiras de se conduzir treinamentos e comunicações 
(presencial vs online, concentrada ou em pílulas, realizadas por profissionais internos ou externos), cada 
uma delas com seus prós e contras, custos, facilidade de acesso e de entendimento. É importante que o 
responsável pelo Programa de Compliance busque o equilíbrio entre custo e benefício 
É preciso que toda a empresa seja comunicada dos processos de compliance e entenda a importância 
do programa, conhecendo os benefícios e lutando por eles. Cada indivíduo é importante e tem que se 
sentir responsável, sabendo que sua atuação colabora para um bom resultado final. Treinamentos de 
compliance frequentes também são indicados para melhor condução dos trabalhos. 
O programa de compliance deve fazer parte da cultura de toda a empresa. Para isso, além da adesão 
da alta administração, os colaboradores precisam entender os objetivos, as regras e o papel de cada um 
para que ele seja bem-sucedido. Para isso, é fundamental investir em treinamentos e na comunicação 
interna. 
Canais de denúncia 
 
É o pilar que visa abrir um contato direto da empresa com o colaborador. É por meio do canal de 
denúncias que um funcionário pode, por exemplo, reclamar de algo ou questionar sobre alguma postura, 
às vezes até de forma anônima. Podem ser denúncias sobre fraude, corrupção, desconformidade ou 
mesmo assédio moral e sexual. 
Os canais de comunicação do tipo “Canal de Denúncia” fornecem aos funcionários e parceiros 
comerciais uma forma de alertar a empresa para potenciais violações ao Código de Conduta, a outras 
políticas ou mesmo a respeito de condutas inadequadas de funcionários ou terceiros que agem em nome 
da empresa. Além de ser esperado pelos reguladores que as empresas implementem este tipo de canal 
de comunicação, no qual os funcionários ou parceiros comerciais podem entrar em contato para relatar 
suas preocupações e denúncias de forma confidencial e anônima, e dentro dos termos da lei local, este 
tipo de canal é a principal fonte de identificação de fraudes. Além disso, aqueles funcionários que querem 
fazer a coisa certa e que estão vendo algo errado acontecendo precisam ter um canal seguro para 
comunicarem suas preocupações para a empresa, ou seja, deve-se manter e-mails, telefones e outras 
formas de comunicação à disposição dos colaboradores. 
 
 
 
 
 
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49 
 
Investigações internas 
 
O colaborador que fez uma denúncia precisa ter a confiança, e a garantia, de que sua reclamação será 
ouvida e apurada. Qualquer vestígio de má conduta, que vá de encontro ao preconizado pelo código ética 
e outras legislações, tem que ser investigado e, se for o caso, punido da forma prevista. 
Feita uma denúncia, a empresa precisa investigar qualquer indício de comportamento antiético e ilícito 
que tenha sido noticiado. Em seguida, deve-se tomar as providências necessárias, com as devidas 
correções e, conforme o caso, punições 
As empresas devem possuir processos internos que permitam investigações para atender prontamente 
às denúncias de comportamentos ilícitos ou antiéticos. Tais processos devem garantir que osfatos sejam 
verificados, responsabilidades identificadas e, em sendo necessário, definir as sanções (medidas 
disciplinares, por exemplo) e ações corretivas mais apropriadas e consistentes a serem aplica- das, não 
importando o nível do agente, gerente ou funcionário que as causou. 
 
Due Diligence ou “diligência devida” 
 
Consiste na análise de fornecedores, distribuidores e terceirizados que se relacionam com a empresa, 
para estabelecer que tais parceiros também tenham práticas e condutas parecidas com o que é previsto. 
O programa de compliance não pode ficar restrito ao comportamento da organização. Fornecedores, 
representantes, distribuidores e outros parceiros devem ser submetidos a uma rigorosa due diligence. Ou 
seja, é importante avaliar o histórico de cada um deles antes de se estabelecer uma relação contratual 
Assim, empresas que realizam negócios por meio de parceiros, representantes ou revendedores 
devem adotar um robusto processo de due diligence (ou avaliação prévia à contratação) para entender 
de forma abrangente a estrutura societária e situação financeira do terceiro, bem como levantar o histórico 
dos potenciais agentes e outros parceiros comerciais, de forma a verificar se estes têm histórico de 
práticas comerciais antiéticas ou que, de outra forma, poderá expor a empresa a um negócio inaceitável 
ou que envolva riscos legais. 
 
Auditoria e monitoramento 
 
A robustez de um programa de compliance se mede pela sua efetividade e para saber se o programa 
de compliance está caminhando na direção correta, é necessário implementar um processo de avaliação 
constante, chamado monitoramento, bem como auditorias regulares, que visam identificar se os diversos 
pilares do Pro grama de Compliance estão funcionando conforme planejado, se os efeitos esperados da 
conscientização dos funcionários estão se materializando na Companhia e se os riscos identificados 
previamente estão sendo controlados como previsto (e, também, se novos riscos surgiram no decorrer 
das operações). 
É a avaliação constante de todos os passos do compliance, uma própria auditoria que acompanha 
sempre o que está e o que não está dando certo, quais pontos devem ser melhorados e como o processo 
vem sendo recebido. Esse pilar também garante a constante atualização do compliance, pois em uma 
dinâmica de ambiente empresarial, as demandas e as necessidades estão em frequente mudança. 
Este pilar trata, exatamente de sua manutenção. Ele deve ser contínuo, avaliando sempre se está 
sendo bem executado e se as pessoas estão, de fato, comprometidas com as normas, se cada um dos 
pilares está funcionando como o esperado 
 
Diversidade e inclusão 
 
Diversidade e inclusão é o mais recente pilar, com o objetivo de garantir um ambiente de trabalho com 
oportunidades iguais para todos os grupos de pessoas, sem discriminação com mulheres, negros, 
LGBTQIA+ e pessoas com deficiência. Não há compliance sem respeito e igualdade 
 
Esses pilares de um programa de compliance foram compilados para nortear a implantação. Se forem 
seguidos corretamente, podem ajudar o profissional da área e os gestores a garantir um bom 
planejamento, assim como sua posterior execução. 
Isso é importante porque um programa de compliance será efetivo apenas se contemplar alguns 
requisitos legais. Eles são expressos na Lei Anticorrupção e, mais especificamente, no Decreto 8.420 de 
2015, que regulamenta a norma e orienta a implantação de regras de compliance em uma organização. 
Ainda que alguns pilares sejam dispensáveis ou inviáveis no caso de micro e pequenas empresas, a 
recomendação é de que se procure implementá-los ao máximo. Além disso, podem ser realizadas 
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algumas alterações para se adaptar a organização, devido a uma estrutura diferenciada, para se 
aproveitar algo já existente ou para aumentar a efetividade na aplicação do programa. 
O fato é que esses pilares de um programa de compliance são apenas o começo da adoção do 
conceito de integridade em uma empresa. Além disso, deve-se desenvolver uma cultura organizacional 
de compliance. Para tanto, é fundamental contar com profissionais especializados na área, que possam 
cultivar valores de ética e transparência em todos os níveis da organização. 
 
Questões 
 
01. (Transpetro - Contador Júnior - CESGRANRIO) A Lei Sarbanes-Oxley assumiu valores que 
foram assumidos pela Governança Corporativa. A adoção pelas corporações de um código de ética para 
seus principais executivos, contendo formas de encaminhamento de questões relacionadas a conflitos de 
interesse, divulgação de informações e cumprimento das leis e regulamentos, refere-se ao valor 
denominado 
(A) accountability 
(B) compliance 
(C) disclosure 
(D) essential 
(E) fairness 
 
02. (BNDES - Profissional Básico - CESGRANRIO) Quando se objetiva determinar se certas 
atividades financeiras ou operacionais de uma entidade obedecem às regras ou regulamentos que a elas 
se aplicam, realiza-se uma auditoria 
(A) de demonstrações contábeis. 
(B) de compliance 
(C) administrativa. 
(D) operacional. 
(E) transacional. 
 
Gabarito 
 
01. B / 02. B 
 
Comentários 
 
01. Resposta: B 
A Lei Sarbanes-Oxley tornou Diretores Executivos e Diretores Financeiros explicitamente responsáveis 
por estabelecer, avaliar e monitorar a eficácia dos controles internos sobre relatórios financeiros e 
divulgações. Promoveu ampla regulação da vida corporativa. Tem foco nos quatro valores que há duas 
décadas vinham sendo enfatizados pelo ativismo pioneiro (ANDRADE e ROSSETTI, 2004) 
1) Compliance ou conformidade no cumprimento de normas reguladoras e demais instrumentos legais 
e societários. Adoção pelas corporações de um código de ética para seus principais executivos, 
que deverá conter formas de encaminhamento de questões relacionadas a conflito de interesse, 
divulgação de informações e cumprimento das leis e regulamentos. Cópia do código adotado deverá 
ser entregue à Security Exchange Commission - SEC (instituição equivalente à Comissão de Valores 
Mobilários – CVM brasileira) 
2) Accountabillity ou prestação responsável de contas, fundamentadas nas melhores práticas 
contábeis e de auditoria. 
3) Disclosure ou transparência das informações relevantes, principalmente aquelas que impactam os 
negócios da companhia e envolvem riscos. 
4) Fairness, ou senso de justiça. Equidade no tratamento dos acionistas sem distinção de classe. 
Respeito aos direitos dos minoritários. 
 
02. Resposta: B 
No âmbito institucional e corporativo, Compliance é o conjunto de disciplinas para fazer cumprir as 
normas legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as 
atividades da instituição ou empresa, bem como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou 
inconformidade que possa ocorrer. 
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51 
 
O termo Compliance tem origem no verbo em inglês to comply, que significa agir de acordo com uma 
regra, uma instrução interna, um comando ou um pedido. 
Compliance é muito presente em instituições e empresas. Originada no mercado financeiro, tem se 
estendido para as mais diversas organizações privadas e governamentais, especialmente aquelas que 
estão sujeitas a forte regulamentação e controle. 
 
 
 
A Lei 12.846/2013 traz a responsabilidade objetiva de pessoas jurídicas, o acordo de leniência, o 
compliance, além do Cadastro Nacional de Empresas Punidas - CNEP. 
Esta lei foi criada para suprir a lacuna que existe no sistema jurídico brasileiro sobre a 
responsabilização administrativa e civil das pessoas jurídicas que cometerem atos ilícitos contra a 
Administração Pública nacional e estrangeira, principalmente os atos de corrupção em licitações e 
contratos administrativos. 
Um importante ponto a se destacar diz respeito a responsabilidade objetiva, de modo que por mais 
que não se comprove o dolo da pessoa física, a pessoa jurídica deveráser responsabilizada pela lesão 
causada a Administração Pública nacional ou estrangeira. 
Os dirigentes e administradores que tenham concorrido para o ilícito serão responsabilizados na 
medida de sua culpabilidade, isto é, apenas serão responsabilizados ser ficar comprovado que agiram 
com culpa ou dolo de lesionar a Administração Pública Nacional ou estrangeira. 
 
LEI Nº 12.846, DE 1º DE AGOSTO DE 201314 
 
Dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra 
a administração pública, nacional ou estrangeira, e dá outras providências. 
 
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a 
seguinte Lei: 
 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a responsabilização objetiva administrativa e civil de pessoas jurídicas 
pela prática de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira. 
Parágrafo único. Aplica-se o disposto nesta Lei às sociedades empresárias e às sociedades simples, 
personificadas ou não, independentemente da forma de organização ou modelo societário adotado, bem 
como a quaisquer fundações, associações de entidades ou pessoas, ou sociedades estrangeiras, que 
tenham sede, filial ou representação no território brasileiro, constituídas de fato ou de direito, ainda que 
temporariamente. 
 
Art. 2º As pessoas jurídicas serão responsabilizadas objetivamente, nos âmbitos administrativo e civil, 
pelos atos lesivos previstos nesta Lei praticados em seu interesse ou benefício, exclusivo ou não. 
 
Art. 3º A responsabilização da pessoa jurídica não exclui a responsabilidade individual de seus 
dirigentes ou administradores ou de qualquer pessoa natural, autora, coautora ou partícipe do ato ilícito. 
§ 1º A pessoa jurídica será responsabilizada independentemente da responsabilização individual das 
pessoas naturais referidas no caput. 
§ 2º Os dirigentes ou administradores somente serão responsabilizados por atos ilícitos na medida da 
sua culpabilidade. 
 
Art. 4º Subsiste a responsabilidade da pessoa jurídica na hipótese de alteração contratual, 
transformação, incorporação, fusão ou cisão societária. 
 
14Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12846.htm - Acesso em: 13.07.2022 
 
 
3 Legislação anticorrupção: Lei nº 12.846/2013 e Decreto no 8.420/2015. 
 
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§ 1º Nas hipóteses de fusão e incorporação, a responsabilidade da sucessora será restrita à obrigação 
de pagamento de multa e reparação integral do dano causado, até o limite do patrimônio transferido, não 
lhe sendo aplicáveis as demais sanções previstas nesta Lei decorrentes de atos e fatos ocorridos antes 
da data da fusão ou incorporação, exceto no caso de simulação ou evidente intuito de fraude, 
devidamente comprovados. 
§ 2º As sociedades controladoras, controladas, coligadas ou, no âmbito do respectivo contrato, as 
consorciadas serão solidariamente responsáveis pela prática dos atos previstos nesta Lei, restringindo-
se tal responsabilidade à obrigação de pagamento de multa e reparação integral do dano causado. 
 
CAPÍTULO II 
DOS ATOS LESIVOS À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NACIONAL OU ESTRANGEIRA 
 
Art. 5º Constituem atos lesivos à administração pública, nacional ou estrangeira, para os fins desta Lei, 
todos aqueles praticados pelas pessoas jurídicas mencionadas no parágrafo único do art. 1º, que atentem 
contra o patrimônio público nacional ou estrangeiro, contra princípios da administração pública ou contra 
os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, assim definidos: 
I - prometer, oferecer ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida a agente público, ou a terceira 
pessoa a ele relacionada; 
II - comprovadamente, financiar, custear, patrocinar ou de qualquer modo subvencionar a prática dos 
atos ilícitos previstos nesta Lei; 
III - comprovadamente, utilizar-se de interposta pessoa física ou jurídica para ocultar ou dissimular 
seus reais interesses ou a identidade dos beneficiários dos atos praticados; 
IV - no tocante a licitações e contratos: 
a) frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter competitivo 
de procedimento licitatório público; 
b) impedir, perturbar ou fraudar a realização de qualquer ato de procedimento licitatório público; 
c) afastar ou procurar afastar licitante, por meio de fraude ou oferecimento de vantagem de qualquer 
tipo; 
d) fraudar licitação pública ou contrato dela decorrente; 
e) criar, de modo fraudulento ou irregular, pessoa jurídica para participar de licitação pública ou celebrar 
contrato administrativo; 
f) obter vantagem ou benefício indevido, de modo fraudulento, de modificações ou prorrogações de 
contratos celebrados com a administração pública, sem autorização em lei, no ato convocatório da 
licitação pública ou nos respectivos instrumentos contratuais; ou 
g) manipular ou fraudar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos celebrados com a 
administração pública; 
V - dificultar atividade de investigação ou fiscalização de órgãos, entidades ou agentes públicos, ou 
intervir em sua atuação, inclusive no âmbito das agências reguladoras e dos órgãos de fiscalização do 
sistema financeiro nacional. 
§ 1º Considera-se administração pública estrangeira os órgãos e entidades estatais ou representações 
diplomáticas de país estrangeiro, de qualquer nível ou esfera de governo, bem como as pessoas jurídicas 
controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público de país estrangeiro. 
§ 2º Para os efeitos desta Lei, equiparam-se à administração pública estrangeira as organizações 
públicas internacionais. 
§ 3º Considera-se agente público estrangeiro, para os fins desta Lei, quem, ainda que transitoriamente 
ou sem remuneração, exerça cargo, emprego ou função pública em órgãos, entidades estatais ou em 
representações diplomáticas de país estrangeiro, assim como em pessoas jurídicas controladas, direta 
ou indiretamente, pelo poder público de país estrangeiro ou em organizações públicas internacionais. 
 
CAPÍTULO III 
DA RESPONSABILIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 
 
Art. 6º Na esfera administrativa, serão aplicadas às pessoas jurídicas consideradas responsáveis pelos 
atos lesivos previstos nesta Lei as seguintes sanções: 
I - multa, no valor de 0,1% (um décimo por cento) a 20% (vinte por cento) do faturamento bruto do 
último exercício anterior ao da instauração do processo administrativo, excluídos os tributos, a qual nunca 
será inferior à vantagem auferida, quando for possível sua estimação; e 
II - publicação extraordinária da decisão condenatória. 
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53 
 
§ 1º As sanções serão aplicadas fundamentadamente, isolada ou cumulativamente, de acordo com as 
peculiaridades do caso concreto e com a gravidade e natureza das infrações. 
§ 2º A aplicação das sanções previstas neste artigo será precedida da manifestação jurídica elaborada 
pela Advocacia Pública ou pelo órgão de assistência jurídica, ou equivalente, do ente público. 
§ 3º A aplicação das sanções previstas neste artigo não exclui, em qualquer hipótese, a obrigação da 
reparação integral do dano causado. 
§ 4º Na hipótese do inciso I do caput, caso não seja possível utilizar o critério do valor do faturamento 
bruto da pessoa jurídica, a multa será de R$ 6.000,00 (seis mil reais) a R$ 60.000.000,00 (sessenta 
milhões de reais). 
§ 5º A publicação extraordinária da decisão condenatória ocorrerá na forma de extrato de sentença, a 
expensas da pessoa jurídica, em meios de comunicação de grande circulação na área da prática da 
infração e de atuação da pessoa jurídica ou, na sua falta, em publicação de circulação nacional, bem 
como por meio de afixação de edital, pelo prazo mínimo de 30 (trinta) dias, no próprio estabelecimento 
ou no local de exercício da atividade, de modo visível ao público, e no sítio eletrônico na rede mundialde 
computadores. 
§ 6º (VETADO). 
 
Art. 7º Serão levados em consideração na aplicação das sanções: 
I - a gravidade da infração; 
II - a vantagem auferida ou pretendida pelo infrator; 
III - a consumação ou não da infração; 
IV - o grau de lesão ou perigo de lesão; 
V - o efeito negativo produzido pela infração; 
VI - a situação econômica do infrator; 
VII - a cooperação da pessoa jurídica para a apuração das infrações; 
VIII - a existência de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à 
denúncia de irregularidades e a aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta no âmbito da pessoa 
jurídica; 
IX - o valor dos contratos mantidos pela pessoa jurídica com o órgão ou entidade pública lesados; e 
X - (VETADO). 
Parágrafo único. Os parâmetros de avaliação de mecanismos e procedimentos previstos no inciso VIII 
do caput serão estabelecidos em regulamento do Poder Executivo federal. 
 
CAPÍTULO IV 
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DE RESPONSABILIZAÇÃO 
 
Art. 8º A instauração e o julgamento de processo administrativo para apuração da responsabilidade de 
pessoa jurídica cabem à autoridade máxima de cada órgão ou entidade dos Poderes Executivo, 
Legislativo e Judiciário, que agirá de ofício ou mediante provocação, observados o contraditório e a ampla 
defesa. 
§ 1ºA competência para a instauração e o julgamento do processo administrativo de apuração de 
responsabilidade da pessoa jurídica poderá ser delegada, vedada a subdelegação. 
§ 2ºNo âmbito do Poder Executivo federal, a Controladoria-Geral da União - CGU terá competência 
concorrente para instaurar processos administrativos de responsabilização de pessoas jurídicas ou para 
avocar os processos instaurados com fundamento nesta Lei, para exame de sua regularidade ou para 
corrigir-lhes o andamento. 
 
Art. 9º Competem à Controladoria-Geral da União - CGU a apuração, o processo e o julgamento dos 
atos ilícitos previstos nesta Lei, praticados contra a administração pública estrangeira, observado o 
disposto no Artigo 4 da Convenção sobre o Combate da Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros 
em Transações Comerciais Internacionais, promulgada pelo Decreto no 3.678, de 30 de novembro de 
2000. 
 
Art. 10. O processo administrativo para apuração da responsabilidade de pessoa jurídica será 
conduzido por comissão designada pela autoridade instauradora e composta por 2 (dois) ou mais 
servidores estáveis. 
§ 1º O ente público, por meio do seu órgão de representação judicial, ou equivalente, a pedido da 
comissão a que se refere o caput, poderá requerer as medidas judiciais necessárias para a investigação 
e o processamento das infrações, inclusive de busca e apreensão. 
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54 
 
§ 2º A comissão poderá, cautelarmente, propor à autoridade instauradora que suspenda os efeitos do 
ato ou processo objeto da investigação. 
§ 3º A comissão deverá concluir o processo no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da data 
da publicação do ato que a instituir e, ao final, apresentar relatórios sobre os fatos apurados e eventual 
responsabilidade da pessoa jurídica, sugerindo de forma motivada as sanções a serem aplicadas. 
§ 4º O prazo previsto no § 3º poderá ser prorrogado, mediante ato fundamentado da autoridade 
instauradora. 
 
Art. 11. No processo administrativo para apuração de responsabilidade, será concedido à pessoa 
jurídica prazo de 30 (trinta) dias para defesa, contados a partir da intimação. 
 
Art. 12. O processo administrativo, com o relatório da comissão, será remetido à autoridade 
instauradora, na forma do art. 10, para julgamento. 
 
Art. 13. A instauração de processo administrativo específico de reparação integral do dano não 
prejudica a aplicação imediata das sanções estabelecidas nesta Lei. 
Parágrafo único. Concluído o processo e não havendo pagamento, o crédito apurado será inscrito em 
dívida ativa da fazenda pública. 
 
Art. 14. A personalidade jurídica poderá ser desconsiderada sempre que utilizada com abuso do direito 
para facilitar, encobrir ou dissimular a prática dos atos ilícitos previstos nesta Lei ou para provocar 
confusão patrimonial, sendo estendidos todos os efeitos das sanções aplicadas à pessoa jurídica aos 
seus administradores e sócios com poderes de administração, observados o contraditório e a ampla 
defesa. 
 
Art. 15. A comissão designada para apuração da responsabilidade de pessoa jurídica, após a 
conclusão do procedimento administrativo, dará conhecimento ao Ministério Público de sua existência, 
para apuração de eventuais delitos. 
 
CAPÍTULO V 
DO ACORDO DE LENIÊNCIA 
 
Art. 16. A autoridade máxima de cada órgão ou entidade pública poderá celebrar acordo de leniência 
com as pessoas jurídicas responsáveis pela prática dos atos previstos nesta Lei que colaborem 
efetivamente com as investigações e o processo administrativo, sendo que dessa colaboração resulte: 
I - a identificação dos demais envolvidos na infração, quando couber; e 
II - a obtenção célere de informações e documentos que comprovem o ilícito sob apuração. 
§ 1º O acordo de que trata o caput somente poderá ser celebrado se preenchidos, cumulativamente, 
os seguintes requisitos: 
I - a pessoa jurídica seja a primeira a se manifestar sobre seu interesse em cooperar para a apuração 
do ato ilícito; 
II - a pessoa jurídica cesse completamente seu envolvimento na infração investigada a partir da data 
de propositura do acordo; 
III - a pessoa jurídica admita sua participação no ilícito e coopere plena e permanentemente com as 
investigações e o processo administrativo, comparecendo, sob suas expensas, sempre que solicitada, a 
todos os atos processuais, até seu encerramento. 
2º A celebração do acordo de leniência isentará a pessoa jurídica das sanções previstas no inciso II 
do art. 6º e no inciso IV do art. 19 e reduzirá em até 2/3 (dois terços) o valor da multa aplicável. 
§ 3º O acordo de leniência não exime a pessoa jurídica da obrigação de reparar integralmente o dano 
causado. 
§ 4º O acordo de leniência estipulará as condições necessárias para assegurar a efetividade da 
colaboração e o resultado útil do processo. 
§ 5º Os efeitos do acordo de leniência serão estendidos às pessoas jurídicas que integram o mesmo 
grupo econômico, de fato e de direito, desde que firmem o acordo em conjunto, respeitadas as condições 
nele estabelecidas. 
§ 6º A proposta de acordo de leniência somente se tornará pública após a efetivação do respectivo 
acordo, salvo no interesse das investigações e do processo administrativo. 
§ 7º Não importará em reconhecimento da prática do ato ilícito investigado a proposta de acordo de 
leniência rejeitada. 
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55 
 
§ 8º Em caso de descumprimento do acordo de leniência, a pessoa jurídica ficará impedida de celebrar 
novo acordo pelo prazo de 3 (três) anos contados do conhecimento pela administração pública do referido 
descumprimento. 
§ 9º A celebração do acordo de leniência interrompe o prazo prescricional dos atos ilícitos previstos 
nesta Lei. 
§ 10. A Controladoria-Geral da União - CGU é o órgão competente para celebrar os acordos de 
leniência no âmbito do Poder Executivo federal, bem como no caso de atos lesivos praticados contra a 
administração pública estrangeira. 
 
Art. 17. A administração pública poderá também celebrar acordo de leniência com a pessoa jurídica 
responsável pela prática de ilícitos previstos na Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, com vistas à isenção 
ou atenuação das sanções administrativas estabelecidas em seus arts. 86 a 88. 
 
CAPÍTULO VI 
DA RESPONSABILIZAÇÃO JUDICIAL 
 
Art. 18. Na esfera administrativa, a responsabilidade da pessoa jurídica não afasta a possibilidade de 
sua responsabilização na esfera judicial. 
 
Art. 19. Em razão da prática de atos previstos no art. 5º desta Lei, a União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, por meio das respectivasAdvocacias Públicas ou órgãos de representação 
judicial, ou equivalentes, e o Ministério Público, poderão ajuizar ação com vistas à aplicação das seguintes 
sanções às pessoas jurídicas infratoras: 
I - perdimento dos bens, direitos ou valores que representem vantagem ou proveito direta ou 
indiretamente obtidos da infração, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé; 
II - suspensão ou interdição parcial de suas atividades; 
III - dissolução compulsória da pessoa jurídica; 
IV - proibição de receber incentivos, subsídios, subvenções, doações ou empréstimos de órgãos ou 
entidades públicas e de instituições financeiras públicas ou controladas pelo poder público, pelo prazo 
mínimo de 1 (um) e máximo de 5 (cinco) anos. 
§ 1º A dissolução compulsória da pessoa jurídica será determinada quando comprovado: 
I - ter sido a personalidade jurídica utilizada de forma habitual para facilitar ou promover a prática de 
atos ilícitos; ou 
II - ter sido constituída para ocultar ou dissimular interesses ilícitos ou a identidade dos beneficiários 
dos atos praticados. 
§ 2º (VETADO). 
§ 3º As sanções poderão ser aplicadas de forma isolada ou cumulativa. 
§ 4º O Ministério Público ou a Advocacia Pública ou órgão de representação judicial, ou equivalente, 
do ente público poderá requerer a indisponibilidade de bens, direitos ou valores necessários à garantia 
do pagamento da multa ou da reparação integral do dano causado, conforme previsto no art. 7º, 
ressalvado o direito do terceiro de boa-fé. 
 
Art. 20. Nas ações ajuizadas pelo Ministério Público, poderão ser aplicadas as sanções previstas no 
art. 6º, sem prejuízo daquelas previstas neste Capítulo, desde que constatada a omissão das autoridades 
competentes para promover a responsabilização administrativa. 
 
Art. 21. Nas ações de responsabilização judicial, será adotado o rito previsto na Lei no 7.347, de 24 
de julho de 1985. 
Parágrafo único. A condenação torna certa a obrigação de reparar, integralmente, o dano causado 
pelo ilícito, cujo valor será apurado em posterior liquidação, se não constar expressamente da sentença. 
 
CAPÍTULO VII 
DISPOSIÇÕES FINAIS 
 
Art. 22. Fica criado no âmbito do Poder Executivo federal o Cadastro Nacional de Empresas Punidas 
- CNEP, que reunirá e dará publicidade às sanções aplicadas pelos órgãos ou entidades dos Poderes 
Executivo, Legislativo e Judiciário de todas as esferas de governo com base nesta Lei. 
§ 1º Os órgãos e entidades referidos no caput deverão informar e manter atualizados, no Cnep, os 
dados relativos às sanções por eles aplicadas. 
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56 
 
§ 2º O Cnep conterá, entre outras, as seguintes informações acerca das sanções aplicadas: 
I - razão social e número de inscrição da pessoa jurídica ou entidade no Cadastro Nacional da Pessoa 
Jurídica - CNPJ; 
II - tipo de sanção; e 
III - data de aplicação e data final da vigência do efeito limitador ou impeditivo da sanção, quando for 
o caso. 
§ 3º As autoridades competentes, para celebrarem acordos de leniência previstos nesta Lei, também 
deverão prestar e manter atualizadas no Cnep, após a efetivação do respectivo acordo, as informações 
acerca do acordo de leniência celebrado, salvo se esse procedimento vier a causar prejuízo às 
investigações e ao processo administrativo. 
§ 4º Caso a pessoa jurídica não cumpra os termos do acordo de leniência, além das informações 
previstas no § 3º, deverá ser incluída no Cnep referência ao respectivo descumprimento. 
§ 5º Os registros das sanções e acordos de leniência serão excluídos depois de decorrido o prazo 
previamente estabelecido no ato sancionador ou do cumprimento integral do acordo de leniência e da 
reparação do eventual dano causado, mediante solicitação do órgão ou entidade sancionadora. 
 
Art. 23. Os órgãos ou entidades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todas as esferas 
de governo deverão informar e manter atualizados, para fins de publicidade, no Cadastro Nacional de 
Empresas Inidôneas e Suspensas - CEIS, de caráter público, instituído no âmbito do Poder Executivo 
federal, os dados relativos às sanções por eles aplicadas, nos termos do disposto nos arts. 87 e 88 da 
Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993. 
 
Art. 24. A multa e o perdimento de bens, direitos ou valores aplicados com fundamento nesta Lei serão 
destinados preferencialmente aos órgãos ou entidades públicas lesadas. 
 
Art. 25. Prescrevem em 5 (cinco) anos as infrações previstas nesta Lei, contados da data da ciência 
da infração ou, no caso de infração permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado. 
Parágrafo único. Na esfera administrativa ou judicial, a prescrição será interrompida com a instauração 
de processo que tenha por objeto a apuração da infração. 
 
Art. 26. A pessoa jurídica será representada no processo administrativo na forma do seu estatuto ou 
contrato social. 
§ 1º As sociedades sem personalidade jurídica serão representadas pela pessoa a quem couber a 
administração de seus bens. 
§ 2º A pessoa jurídica estrangeira será representada pelo gerente, representante ou administrador de 
sua filial, agência ou sucursal aberta ou instalada no Brasil. 
 
Art. 27. A autoridade competente que, tendo conhecimento das infrações previstas nesta Lei, não 
adotar providências para a apuração dos fatos será responsabilizada penal, civil e administrativamente 
nos termos da legislação específica aplicável. 
 
Art. 28. Esta Lei aplica-se aos atos lesivos praticados por pessoa jurídica brasileira contra a 
administração pública estrangeira, ainda que cometidos no exterior. 
 
Art. 29. O disposto nesta Lei não exclui as competências do Conselho Administrativo de Defesa 
Econômica, do Ministério da Justiça e do Ministério da Fazenda para processar e julgar fato que constitua 
infração à ordem econômica. 
 
Art. 30. A aplicação das sanções previstas nesta Lei não afeta os processos de responsabilização e 
aplicação de penalidades decorrentes de: 
I - ato de improbidade administrativa nos termos da Lei no 8.429, de 2 de junho de 1992; e 
II - atos ilícitos alcançados pela Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, ou outras normas de licitações 
e contratos da administração pública, inclusive no tocante ao Regime Diferenciado de Contratações 
Públicas - RDC instituído pela Lei no 12.462, de 4 de agosto de 2011. 
 
Art. 31. Esta Lei entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias após a data de sua publicação. 
 
Brasília, 1º de agosto de 2013; 192º da Independência e 125º da República. 
DILMA ROUSSEFF 
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Questões 
 
01. (MPE/RS - Promotor - MPE/RS) Relativamente à Lei Federal n. 12.846, de 1º de agosto de 2013, 
chamada de Lei Anticorrupção, assinale a alternativa correta. 
(A) Aquele que transitoriamente e sem remuneração exerça função pública em representação 
diplomática de país estrangeiro não é considerado agente público estrangeiro, para fins de aplicação da 
Lei Anticorrupção. 
(B) A personalidade jurídica poderá ser desconsiderada sempre que utilizada com abuso do direito 
para facilitar, encobrir ou dissimular a prática dos atos ilícitos previstos na Lei Anticorrupção, dispensada 
a defesa em casos considerados gravíssimos. 
(C) Na aplicação das sanções será levada em consideração a existência de mecanismos e 
procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades e a aplicação 
efetiva de códigos de ética e de conduta no âmbito da pessoa jurídica. 
(D) A celebração de acordo de leniência não exime a pessoa jurídica de reparar integralmente o dano 
causado, mas afasta integralmente a multa que seria imputada caso o referido acordo não fosse firmado. 
(E) A celebração do acordo de leniência interrompe o prazo prescricional dos atos ilícitos previstos na 
Lei Anticorrupção e, se descumprido, impede a nova celebração de acordo pelo prazo de 1 (um) ano, 
contado do conhecimentopela Administração Pública do descumprimento. 
 
02. (MPE/PR - Promotor - MPE/PR) Assinale a alternativa incorreta, nos termos da Lei nº 12.846/13 
(Lei Anticorrupção): 
(A) A proposta de acordo de leniência somente se tornará pública após a efetivação do respectivo 
acordo, salvo no interesse das investigações e do processo administrativo. 
(B) O efeito negativo produzido pela infração é um dos fatores que, segundo consta expressamente 
na Lei nº 12.846/13, deve ser levado em consideração na aplicação das sanções. 
(C) Os dirigentes ou administradores somente serão responsabilizados por atos ilícitos na medida da 
sua culpabilidade. 
(D) As sociedades controladoras, controladas, coligadas ou, no âmbito do respectivo contrato, as 
consorciadas serão solidariamente responsáveis pela prática dos atos previstos na Lei nº 12.846/13, 
restringindo-se tal responsabilidade à obrigação de pagamento de multa e reparação integral do dano 
causado. 
(E) Os registros das sanções e acordos de leniência somente serão excluídos, mediante requerimento 
da pessoa jurídica responsável pela prática do ato, depois do cumprimento integral do acordo de leniência 
e da reparação do eventual dano causado. 
 
03. (MPE/MG - Promotor - FUNDEP) Consoante a Lei nº 12.846/13, é INCORRETO dizer: 
(A) A pessoa jurídica não formalmente constituída e, portanto, desprovida de personalidade em 
direitos, obrigações e deveres, responde pela prática de dumping em processo licitatório. 
(B) A eventual celebração de acordo de leniência isenta a pessoa jurídica responsável pelos danos ao 
erário da sanção de dissolução compulsória. 
(C) O acordo de leniência pressupõe que a pessoa jurídica responsável pela prática lesiva seja a 
primeira a manifestar seu interesse em cooperar para apuração do ilícito, cesse completamente o 
envolvimento com a infração investigada, admita a participação no ilícito e coopere nos atos. 
(D) A responsabilidade da sociedade consorciada restringe-se ao pagamento de multa e reparação 
integral do dano. 
 
Gabarito 
 
01.C / 02.E / 03.B 
 
Comentários 
 
01. Resposta: C 
Lei 12.846/2013 
Art. 7º Serão levados em consideração na aplicação das sanções: 
(....); 
VIII - a existência de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à 
denúncia de irregularidades e a aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta no âmbito da pessoa 
jurídica. 
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02. Resposta: E 
Tendo por base a Lei 12.846/13, conhecida como Lei Anticorrupção, devemos marcar a alternativa 
INCORRETA: 
a) CORRETA. Exatamente nos termos do art. 16, §6º da referida lei. 
b) CORRETA. O art. 7º estabelece alguns fatores que devem ser levados em consideração na 
aplicação das sanções, dentre eles, no inciso V, consta "o efeito negativo produzido pela infração". 
c) CORRETA. É a disposição expressa do art. 3º, §2º. 
d) CORRETA. Esta alternativa encontra respaldo no art. 4º, §2º. 
e) INCORRETA. De acordo com o art. 22, §5º, os registros das sanções e acordos de leniência serão 
excluídos depois de recorrido o prazo previamente estabelecido no ato sancionador ou do cumprimento 
integral do acordo de leniência e da reparação do eventual dano causado. Além disso, a exclusão ocorrerá 
mediante solicitação do órgão ou entidade sancionadora.15 
 
03. Resposta: B 
Lei 12.846/2013 
Art. 16. A autoridade máxima de cada órgão ou entidade pública poderá celebrar acordo de leniência 
com as pessoas jurídicas responsáveis pela prática dos atos previstos nesta Lei que colaborem 
efetivamente com as investigações e o processo administrativo, sendo que dessa colaboração resulte: 
( ) 
2º A celebração do acordo de leniência isentará a pessoa jurídica das sanções previstas no inciso II 
do art. 6º e no inciso IV do art. 19 e reduzirá em até 2/3 (dois terços) o valor da multa aplicável. 
 
DECRETO Nº 8.420, DE 18 DE MARÇO DE 201516 
 
 Regulamenta a Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013, que dispõe sobre a responsabilização 
administrativa de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública, nacional ou 
estrangeira e dá outras providências. 
 
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da 
Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei no 12.846, de 1o de agosto de 2013, 
 
DECRETA: 
 
Art. 1º Este Decreto regulamenta a responsabilização objetiva administrativa de pessoas jurídicas pela 
prática de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira, de que trata a Lei no 12.846, de 
1o de agosto de 2013. 
 
CAPÍTULO I 
DA RESPONSABILIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 
 
Art. 2º A apuração da responsabilidade administrativa de pessoa jurídica que possa resultar na 
aplicação das sanções previstas no art. 6º da Lei nº 12.846, de 2013, será efetuada por meio de Processo 
Administrativo de Responsabilização - PAR. 
 
Art. 3º A competência para a instauração e para o julgamento do PAR é da autoridade máxima da 
entidade em face da qual foi praticado o ato lesivo, ou, em caso de órgão da administração direta, do seu 
Ministro de Estado. 
Parágrafo único. A competência de que trata o caput será exercida de ofício ou mediante provocação 
e poderá ser delegada, sendo vedada a subdelegação. 
 
Art. 4º A autoridade competente para instauração do PAR, ao tomar ciência da possível ocorrência de 
ato lesivo à administração pública federal, em sede de juízo de admissibilidade e mediante despacho 
fundamentado, decidirá: 
I - pela abertura de investigação preliminar; 
II - pela instauração de PAR; ou 
III - pelo arquivamento da matéria. 
 
15 Autor: Patrícia Riani, Advogada, Especialista em Direito Público e Direito Constitucional Aplicado. 
16 Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/decreto/d8420.htm acesso em 13.07.2022. 
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§ 1º A investigação de que trata o inciso I do caput terá caráter sigiloso e não punitivo e será destinada 
à apuração de indícios de autoria e materialidade de atos lesivos à administração pública federal. 
§ 2º A investigação preliminar será conduzida por comissão composta por dois ou mais servidores 
efetivos. 
§ 3º Em entidades da administração pública federal cujos quadros funcionais não sejam formados por 
servidores estatutários, a comissão a que se refere o § 2o será composta por dois ou mais empregados 
públicos. 
§ 4º O prazo para conclusão da investigação preliminar não excederá sessenta dias e poderá ser 
prorrogado por igual período, mediante solicitação justificada do presidente da comissão à autoridade 
instauradora. 
§ 5º Ao final da investigação preliminar, serão enviadas à autoridade competente as peças de 
informação obtidas, acompanhadas de relatório conclusivo acerca da existência de indícios de autoria e 
materialidade de atos lesivos à administração pública federal, para decisão sobre a instauração do PAR. 
 
Art. 5º No ato de instauração do PAR, a autoridade designará comissão, composta por dois ou mais 
servidores estáveis, que avaliará fatos e circunstâncias conhecidos e intimará a pessoa jurídica para, no 
prazo de trinta dias, apresentar defesa escrita e especificar eventuais provas que pretende produzir. 
§ 1º Em entidades da administração pública federal cujos quadros funcionais não sejam formados por 
servidores estatutários, a comissão a que se refere o caput será composta por dois ou mais empregados 
públicos, preferencialmente com no mínimo três anos de tempo de serviço na entidade. 
§ 2º Na hipótese de deferimento de pedido de produção de novas provas ou de juntada de provas 
julgadas indispensáveis pela comissão, a pessoa jurídica poderá apresentar alegações finais no prazo de 
dez dias, contado da data do deferimento ou da intimação de juntada das provas pela comissão. 
 
§ 3º Serão recusadas, mediante decisão fundamentada, provas propostas pela pessoa jurídica que 
sejam ilícitas, impertinentes,propõe-se uma nova forma de atingir esses resultados: a interação entre os 
diversos atores sociais, que devem se unir para enfrentar as ações sociais segundo os preceitos da 
flexibilidade, da visão estratégica, da transparência e da comunicação. Nessa conjuntura, o governo tem 
a função de gerenciar a rede de atores, que devem se comunicar e dividir responsabilidades. 
O Livro Branco da Governança Europeia aponta que governança designa o conjunto de regras, 
processos e práticas que dizem respeito à qualidade do exercício do poder em nível europeu, 
essencialmente no que se refere a sua responsabilidade, transparência, coerência, eficiência e eficácia. 
 
Princípios condizentes com a boa governança: 
- Transparência; 
- Coerência entre as diversas políticas do Estado; 
- Abertura, como uma busca de soluções através de formas clássicas e novas negociação e 
participação); 
- Eficácia, como respostas às necessidades sociais; 
- Democracia participativa, envolvendo cidadãos e associações representativas. 
 
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4 
 
Falar de governança corporativa no setor público não é como pode dar a entender, a transposição de 
práticas de administração privada em órgãos governamentais. Na verdade, práticas estão ligadas a 
questões específicas de cada setor - no caso de organizações privadas, há objetivos como o lucro e a 
produtividade - e derivam da aplicação de princípios e de conceitos mais abstratos estabelecidos pelo 
modelo de governança corporativa. 
O conceito de governança corporativa está relacionado com accountability, então essa governança no 
setor público é composta pelos elementos: 
- Responsabilidade em atender a sociedade, 
- Supervisão, 
- Controle e 
- Assistência social. 
 
A aplicação dos mesmos princípios na administração pública, desde que corretamente observados, 
implicaria práticas diferentes, devido às particularidades do setor. A questão realmente importante é se 
os princípios e conceitos do modelo de governança corporativa podem ser aplicados ao setor público. 
Considerando que a governança corporativa é uma tentativa de solucionar problemas do conflito 
agente x principal, a resposta é sim, uma vez que o modelo agente x principal pode ser utilizado para um 
número enorme de relações sociais, inclusive as tratadas no âmbito político, conforme demonstrado. A 
grande quantidade de publicações oficiais e artigos acadêmicos tratando de governança corporativa no 
setor público corrobora essa posição. 
Uma boa governança pública, à semelhança da corporativa, está apoiada em quatro princípios: 
relações éticas, conformidade, em todas as suas dimensões; transparência; e prestação de contas. A 
ausência desses princípios requer mudança na forma de gestão. A busca permanente da prática desses 
princípios na administração do país ou gestão de qualquer instituição deve ser vista como uma condição 
indispensável para que essa instituição possa continuar a progredir. É importante ressaltar que essa é 
uma tarefa permanente, que exige uma participação proativa de todos os atores envolvidos – dirigentes, 
políticos, órgãos de controle – e, em especial, da sociedade organizada. 
O uso das práticas de governança corporativa exige que todas as organizações do setor público sejam 
transparentes e responsáveis por suas atitudes. A transparência do Estado se efetiva, por meio do acesso 
do cidadão à informação governamental, que torna mais democráticas as relações entre o Estado e 
sociedade civil. 
Quanto à governabilidade surgiu do termo governança, originado do inglês governance, no sentido de 
regulação social com vistas à governabilidade, vincula-se à probabilidade normativa de “bom governo”, 
no sentido da participação, eficácia, inovação, confiabilidade, como condições para evitar métodos de 
pirataria nos governos: 
- Clientelismo, 
- Favorecimentos imorais e, 
- Corrupção, etc. 
 
Seria então, controlar as políticas do governo, sem ser incriminado de ingerência no plano político e 
social, transformar o ato governamental em ação pública, o ambiente governamental em espaço público, 
para articulação das ações do governo, questionando a governança através da demarcação do alcance 
da governabilidade, imperando aí o consenso controlado. 
Governar significa “administrar, dirigir, reger, ter poder sobre conduzir”. Nesse sentido, governabilidade 
quer dizer aptidão de conduzir, administrar, governar os negócios públicos. 
A governabilidade de um Estado consiste na capacidade de obtenção dos resultados almejados. “Ou 
seja, na capacidade de efetivar a política definida pelo Governo”. Se relacionada às condições políticas 
em que se devem fixar as ações da administração pública e a legitimidade dos governos. 
A governabilidade está condicionada as peculiaridades da sociedade governada, dependem das 
condições políticas, econômicas, sociais e da adequação do Governo aos objetivos planejados e resulta 
da relação dessas condições com a máquina governamental e seu governante. 
 
Accountability 
 
A accountability vem se tornando largamente empregado nas ciências sociais. A extensa produção 
acadêmica acerca do tema – tanto na tradição anglo-saxônica como, mais recentemente, na literatura de 
língua portuguesa – nos últimos anos é uma constatação de sua importância. A ideia de accountability 
está presente hoje em diversas áreas das ciências sociais: desde a administração de empresas até a 
educação, passando pela administração pública e a ciência política. Entretanto, uma rápida revisão dos 
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5 
 
trabalhos produzidos revela que a definição do conceito ainda carece de consenso quanto a seu 
significado e de uma clara delimitação teórica. Percebe-se que a definição tende a variar acentuadamente 
não apenas de autor para autor, mas também conforme a tradição disciplinar na qual o trabalho se insere. 
Inicialmente, cabe destacar que a maior fonte de dissensão e controvérsia refere-se à delimitação do 
conceito: quão abrangente ou limitado ele deve ser? Nesse sentido, a questão fundamental consiste na 
identificação das atividades relacionadas à responsabilização dos agentes públicos – burocratas e 
governantes – que devem ou não ser incluída sob o termo. 
A accountability é uma forma de controle social, de sujeição do poder público a estruturas formais e 
institucionalizadas de constrangimento de suas ações à frente da gestão pública, tornando-o obrigado a 
prestar contas e a tornar transparente sua administração. Mas não é somente a dimensão legal da 
accountability que deve ser levada em conta. É preciso dar ênfase à dimensão política, devendo, para 
tanto, haver uma conscientização da classe política em torno da necessária comunicação com a 
sociedade, não só na implementação das políticas públicas como também na aferição dos resultados 
conforme as expectativas da sociedade. 
Accountability é também um atributo da sociedade civil, como forma de fiscalizar, por meio dos 
mecanismos de participação popular, independente dos poderes públicos, não só em períodos eleitorais, 
como também ao longo do mandato de seus representantes. 
Accountability é um termo abrangente que vai além da prestação de contas, pura e simples, pelos 
gestores da coisa pública. O termo ainda não foi traduzido para o português, tendo sido atribuído, pela 
maioria dos autores, um sentido genérico de prestação de contas e fiscalização. Alguns autores atribuem 
esse fato à fragilidade da democracia do Brasil e de outros países. “Quanto mais avançado o estágio 
democrático, maior o interesse pela accountability”. 
A accountability representa a responsabilidade objetiva de uma pessoa ou organização responder 
perante outras pessoas ou organizações. A accountability envolve, portanto, duas partes: a primeira, que 
delega responsabilidade para que a segunda proceda à gestão dos recursos, gerando obrigação para o 
gestor de prestar contas da sua gestão, demonstrando o bom uso dessesdesnecessárias, protelatórias ou intempestivas. 
§ 4º Caso a pessoa jurídica apresente em sua defesa informações e documentos referentes à 
existência e ao funcionamento de programa de integridade, a comissão processante deverá examiná-lo 
segundo os parâmetros indicados no Capítulo IV, para a dosimetria das sanções a serem aplicadas. 
 
Art. 6º A comissão a que se refere o art. 5º exercerá suas atividades com independência e 
imparcialidade, assegurado o sigilo, sempre que necessário à elucidação do fato e à preservação da 
imagem dos envolvidos, ou quando exigido pelo interesse da administração pública, garantido o direito à 
ampla defesa e ao contraditório. 
 
Art. 7º As intimações serão feitas por meio eletrônico, via postal ou por qualquer outro meio que 
assegure a certeza de ciência da pessoa jurídica acusada, cujo prazo para apresentação de defesa será 
contado a partir da data da cientificação oficial, observado o disposto no Capítulo XVI da Lei nº 9.784, de 
29 de janeiro de 1999. 
§ 1º Caso não tenha êxito a intimação de que trata o caput, será feita nova intimação por meio de edital 
publicado na imprensa oficial, em jornal de grande circulação no Estado da federação em que a pessoa 
jurídica tenha sede, e no sítio eletrônico do órgão ou entidade pública responsável pela apuração do PAR, 
contando-se o prazo para apresentação da defesa a partir da última data de publicação do edital. 
§ 2º Em se tratando de pessoa jurídica que não possua sede, filial ou representação no País e sendo 
desconhecida sua representação no exterior, frustrada a intimação nos termos do caput, será feita nova 
intimação por meio de edital publicado na imprensa oficial e no sítio eletrônico do órgão ou entidade 
público responsável pela apuração do PAR, contando-se o prazo para apresentação da defesa a partir 
da última data de publicação do edital. 
 
Art. 8º A pessoa jurídica poderá acompanhar o PAR por meio de seus representantes legais ou 
procuradores, sendo-lhes assegurado amplo acesso aos autos. 
Parágrafo único. É vedada a retirada dos autos da repartição pública, sendo autorizada a obtenção 
de cópias mediante requerimento. 
 
Art. 9º O prazo para a conclusão do PAR não excederá cento e oitenta dias, admitida prorrogação por 
meio de solicitação do presidente da comissão à autoridade instauradora, que decidirá de forma 
fundamentada. 
§ 1º O prazo previsto no caput será contado da data de publicação do ato de instauração do PAR. 
§ 2º A comissão, para o devido e regular exercício de suas funções, poderá: 
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I - propor à autoridade instauradora a suspensão cautelar dos efeitos do ato ou do processo objeto da 
investigação; 
II - solicitar a atuação de especialistas com notório conhecimento, de órgãos e entidades públicos ou 
de outras organizações, para auxiliar na análise da matéria sob exame; e 
III - solicitar ao órgão de representação judicial ou equivalente dos órgãos ou entidades lesados que 
requeira as medidas necessárias para a investigação e o processamento das infrações, inclusive de busca 
e apreensão, no País ou no exterior. 
§ 3º Concluídos os trabalhos de apuração e análise, a comissão elaborará relatório a respeito dos fatos 
apurados e da eventual responsabilidade administrativa da pessoa jurídica, no qual sugerirá, de forma 
motivada, as sanções a serem aplicadas, a dosimetria da multa ou o arquivamento do processo. 
§ 4º O relatório final do PAR será encaminhado à autoridade competente para julgamento, o qual será 
precedido de manifestação jurídica, elaborada pelo órgão de assistência jurídica competente. 
§ 5º Caso seja verificada a ocorrência de eventuais ilícitos a serem apurados em outras instâncias, o 
relatório da comissão será encaminhado, pela autoridade julgadora: 
I - ao Ministério Público; 
II - à Advocacia-Geral da União e seus órgãos vinculados, no caso de órgãos da administração pública 
direta, autarquias e fundações públicas federais; ou 
III - ao órgão de representação judicial ou equivalente no caso de órgãos ou entidades da 
administração pública não abrangidos pelo inciso II. 
§ 6º Na hipótese de decisão contrária ao relatório da comissão, esta deverá ser fundamentada com 
base nas provas produzidas no PAR. 
 
Art. 10. A decisão administrativa proferida pela autoridade julgadora ao final do PAR será publicada no 
Diário Oficial da União e no sítio eletrônico do órgão ou entidade público responsável pela instauração do 
PAR. 
 
Art. 11. Da decisão administrativa sancionadora cabe pedido de reconsideração com efeito suspensivo, 
no prazo de dez dias, contado da data de publicação da decisão. 
§ 1º A pessoa jurídica contra a qual foram impostas sanções no PAR e que não apresentar pedido de 
reconsideração deverá cumpri-las no prazo de trinta dias, contado do fim do prazo para interposição do 
pedido de reconsideração. 
§ 2º A autoridade julgadora terá o prazo de trinta dias para decidir sobre a matéria alegada no pedido 
de reconsideração e publicar nova decisão. 
§ 3º Mantida a decisão administrativa sancionadora, será concedido à pessoa jurídica novo prazo de 
trinta dias para cumprimento das sanções que lhe foram impostas, contado da data de publicação da 
nova decisão. 
 
Art. 12. Os atos previstos como infrações administrativas à Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, ou 
a outras normas de licitações e contratos da administração pública que também sejam tipificados como 
atos lesivos na Lei nº 12.846, de 2013, serão apurados e julgados conjuntamente, nos mesmos autos, 
aplicando-se o rito procedimental previsto neste Capítulo. 
§ 1º Concluída a apuração de que trata o caput e havendo autoridades distintas competentes para 
julgamento, o processo será encaminhado primeiramente àquela de nível mais elevado, para que julgue 
no âmbito de sua competência, tendo precedência o julgamento pelo Ministro de Estado competente. 
§ 2º Para fins do disposto no caput, o chefe da unidade responsável no órgão ou entidade pela gestão 
de licitações e contratos deve comunicar à autoridade prevista no art. 3º sobre eventuais fatos que 
configurem atos lesivos previstos no art. 5º da Lei nº 12.846, de 2013. 
 
Art. 13. A Controladoria-Geral da União possui, no âmbito do Poder Executivo federal, competência: 
I - concorrente para instaurar e julgar PAR; e 
II - exclusiva para avocar os processos instaurados para exame de sua regularidade ou para corrigir-
lhes o andamento, inclusive promovendo a aplicação da penalidade administrativa cabível. 
§ 1º A Controladoria-Geral da União poderá exercer, a qualquer tempo, a competência prevista no 
caput, se presentes quaisquer das seguintes circunstâncias: 
I - caracterização de omissão da autoridade originariamente competente; 
II - inexistência de condições objetivas para sua realização no órgão ou entidade de origem; 
III - complexidade, repercussão e relevância da matéria; 
IV - valor dos contratos mantidos pela pessoa jurídica com o órgão ou entidade atingida; ou 
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V - apuração que envolva atos e fatos relacionados a mais de um órgão ou entidade da administração 
pública federal. 
§2º Ficam os órgãos e entidades da administração pública obrigados a encaminhar à Controladoria-
Geral da União todos os documentos e informações que lhes forem solicitados, incluídos os autos 
originais dos processos que eventualmente estejam em curso. 
 
Art. 14. Compete à Controladoria-Geral da União instaurar, apurar e julgar PAR pela prática de atos 
lesivos à administração pública estrangeira, o qual seguirá, no que couber, o rito procedimental previsto 
neste Capítulo. 
 
CAPÍTULO II 
DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS E DOS ENCAMINHAMENTOS JUDICIAIS 
Seção I 
Disposições gerais 
 
Art. 15. As pessoas jurídicas estão sujeitas às seguintes sanções administrativas, nos termos do art. 
6º da Lei nº 12.846, de 2013: 
I - multa; e 
II - publicação extraordinária dadecisão administrativa sancionadora. 
 
Art. 16. Caso os atos lesivos apurados envolvam infrações administrativas à Lei nº 8.666, de 1993, ou 
a outras normas de licitações e contratos da administração pública e tenha ocorrido a apuração conjunta 
prevista no art. 12, a pessoa jurídica também estará sujeita a sanções administrativas que tenham como 
efeito restrição ao direito de participar em licitações ou de celebrar contratos com a administração pública, 
a serem aplicadas no PAR. 
 
Seção II 
Da Multa 
 
Art. 17. O cálculo da multa se inicia com a soma dos valores correspondentes aos seguintes 
percentuais do faturamento bruto da pessoa jurídica do último exercício anterior ao da instauração do 
PAR, excluídos os tributos: 
I - um por cento a dois e meio por cento havendo continuidade dos atos lesivos no tempo; 
II - um por cento a dois e meio por cento para tolerância ou ciência de pessoas do corpo diretivo ou 
gerencial da pessoa jurídica; 
III - um por cento a quatro por cento no caso de interrupção no fornecimento de serviço público ou na 
execução de obra contratada; 
IV - um por cento para a situação econômica do infrator com base na apresentação de índice de 
Solvência Geral - SG e de Liquidez Geral - LG superiores a um e de lucro líquido no último exercício 
anterior ao da ocorrência do ato lesivo; 
V - cinco por cento no caso de reincidência, assim definida a ocorrência de nova infração, idêntica ou 
não à anterior, tipificada como ato lesivo pelo art. 5º da Lei nº 12.846, de 2013, em menos de cinco anos, 
contados da publicação do julgamento da infração anterior; e 
VI - no caso de os contratos mantidos ou pretendidos com o órgão ou entidade lesado, serão 
considerados, na data da prática do ato lesivo, os seguintes percentuais: 
a) um por cento em contratos acima de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais); 
b) dois por cento em contratos acima de R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais); 
c) três por cento em contratos acima de R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais); 
d) quatro por cento em contratos acima de R$ 250.000.000,00 (duzentos e cinquenta milhões de reais); 
e 
e) cinco por cento em contratos acima de R$ 1.000.000.000,00 (um bilhão de reais). 
 
Art. 18. Do resultado da soma dos fatores do art. 17 serão subtraídos os valores correspondentes aos 
seguintes percentuais do faturamento bruto da pessoa jurídica do último exercício anterior ao da 
instauração do PAR, excluídos os tributos: 
I - um por cento no caso de não consumação da infração; 
II - um e meio por cento no caso de comprovação de ressarcimento pela pessoa jurídica dos danos a 
que tenha dado causa; 
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III - um por cento a um e meio por cento para o grau de colaboração da pessoa jurídica com a 
investigação ou a apuração do ato lesivo, independentemente do acordo de leniência; 
IV - dois por cento no caso de comunicação espontânea pela pessoa jurídica antes da instauração do 
PAR acerca da ocorrência do ato lesivo; e 
V - um por cento a quatro por cento para comprovação de a pessoa jurídica possuir e aplicar um 
programa de integridade, conforme os parâmetros estabelecidos no Capítulo IV. 
 
Art. 19. Na ausência de todos os fatores previstos nos art. 17 e art. 18 ou de resultado das operações 
de soma e subtração ser igual ou menor a zero, o valor da multa corresponderá, conforme o caso, a: 
I - um décimo por cento do faturamento bruto do último exercício anterior ao da instauração do PAR, 
excluídos os tributos; ou 
II - R$ 6.000,00 (seis mil reais), na hipótese do art. 22. 
 
Art. 20. A existência e quantificação dos fatores previstos nos art. 17 e art. 18, deverá ser apurada no 
PAR e evidenciada no relatório final da comissão, o qual também conterá a estimativa, sempre que 
possível, dos valores da vantagem auferida e da pretendida. 
§ 1º Em qualquer hipótese, o valor final da multa terá como limite: 
I - mínimo, o maior valor entre o da vantagem auferida e o previsto no art. 19; e 
II - máximo, o menor valor entre: 
a) vinte por cento do faturamento bruto do último exercício anterior ao da instauração do PAR, 
excluídos os tributos; ou 
b) três vezes o valor da vantagem pretendida ou auferida. 
§ 2º O valor da vantagem auferida ou pretendida equivale aos ganhos obtidos ou pretendidos pela 
pessoa jurídica que não ocorreriam sem a prática do ato lesivo, somado, quando for o caso, ao valor 
correspondente a qualquer vantagem indevida prometida ou dada a agente público ou a terceiros a ele 
relacionados. 
§ 3º Para fins do cálculo do valor de que trata o § 2º, serão deduzidos custos e despesas legítimos 
comprovadamente executados ou que seriam devidos ou despendidos caso o ato lesivo não tivesse 
ocorrido. 
 
Art. 21. Ato do Ministro de Estado Chefe da Controladoria-Geral da União fixará metodologia para a 
apuração do faturamento bruto e dos tributos a serem excluídos para fins de cálculo da multa a que se 
refere o art. 6º da Lei nº 12.846, de 2013. 
Parágrafo único. Os valores de que trata o caput poderão ser apurados, entre outras formas, por meio 
de: 
I - compartilhamento de informações tributárias, na forma do inciso II do § 1º do art. 198 da Lei nº 
5.172, de 25 de outubro de 1966; e 
II - registros contábeis produzidos ou publicados pela pessoa jurídica acusada, no país ou no 
estrangeiro. 
 
Art. 22. Caso não seja possível utilizar o critério do valor do faturamento bruto da pessoa jurídica no 
ano anterior ao da instauração ao PAR, os percentuais dos fatores indicados nos art. 17 e art. 18 incidirão: 
I - sobre o valor do faturamento bruto da pessoa jurídica, excluídos os tributos, no ano em que ocorreu 
o ato lesivo, no caso de a pessoa jurídica não ter tido faturamento no ano anterior ao da instauração ao 
PAR; 
II - sobre o montante total de recursos recebidos pela pessoa jurídica sem fins lucrativos no ano em 
que ocorreu o ato lesivo; ou 
III - nas demais hipóteses, sobre o faturamento anual estimável da pessoa jurídica, levando em 
consideração quaisquer informações sobre a sua situação econômica ou o estado de seus negócios, tais 
como patrimônio, capital social, número de empregados, contratos, dentre outras. 
Parágrafo único. Nas hipóteses previstas no caput, o valor da multa será limitado entre R$ 6.000,00 
(seis mil reais) e R$ 60.000.000,00 (sessenta milhões de reais). 
 
Art. 23. Com a assinatura do acordo de leniência, a multa aplicável será reduzida conforme a fração 
nele pactuada, observado o limite previsto no § 2o do art. 16 da Lei no 12.846, de 2013. 
§ 1º O valor da multa previsto no caput poderá ser inferior ao limite mínimo previsto no art. 6o da Lei 
no 12.846, de 
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§ 2º No caso de a autoridade signatária declarar o descumprimento do acordo de leniência por falta 
imputável à pessoa jurídica colaboradora, o valor integral encontrado antes da redução de que trata o 
caput será cobrado na forma da Seção IV, descontando-se as frações da multa eventualmente já pagas. 
 
Seção III 
Da Publicação Extraordinária da Decisão Administrativa Sancionadora 
 
Art. 24. A pessoa jurídica sancionada administrativamente pela prática de atos lesivos contra a 
administração pública, nos termos da Lei no 12.846, de 2013, publicará a decisão administrativa 
sancionadora na forma de extrato de sentença, cumulativamente: 
I - em meio de comunicação de grande circulação na área da prática da infração e de atuação da 
pessoa jurídica ou, na sua falta, em publicação de circulação nacional; 
II - em edital afixado no próprio estabelecimento ou no local de exercício da atividade, em localidade 
que permita a visibilidade pelo público, pelo prazo mínimo de trinta dias; e 
III - em seu sítio eletrônico, pelo prazo de trinta dias e em destaque na página principal do referido 
sítio. 
Parágrafo único. A publicação a que se refere o caput será feita a expensas da pessoa jurídicasancionada. 
 
Seção IV 
Da Cobrança da Multa Aplicada 
 
Art. 25. A multa aplicada ao final do PAR será integralmente recolhida pela pessoa jurídica sancionada 
no prazo de trinta dias, observado o disposto nos §§ 1o e 3o do art. 11. 
§ 1º Feito o recolhimento, a pessoa jurídica sancionada apresentará ao órgão ou entidade que aplicou 
a sanção documento que ateste o pagamento integral do valor da multa imposta. 
§ 2º Decorrido o prazo previsto no caput sem que a multa tenha sido recolhida ou não tendo ocorrido 
a comprovação de seu pagamento integral, o órgão ou entidade que a aplicou encaminhará o débito para 
inscrição em Dívida Ativa da União ou das autarquias e fundações públicas federais. 
§ 3º Caso a entidade que aplicou a multa não possua Dívida Ativa, o valor será cobrado 
independentemente de prévia inscrição. 
 
Seção V 
Dos Encaminhamentos Judiciais 
 
Art. 26. As medidas judiciais, no País ou no exterior, como a cobrança da multa administrativa aplicada 
no PAR, a promoção da publicação extraordinária, a persecução das sanções referidas nos incisos I a IV 
do caput do art. 19 da Lei no 12.846, de 2013, a reparação integral dos danos e prejuízos, além de 
eventual atuação judicial para a finalidade de instrução ou garantia do processo judicial ou preservação 
do acordo de leniência, serão solicitadas ao órgão de representação judicial ou equivalente dos órgãos 
ou entidades lesados. 
 
Art. 27. No âmbito da administração pública federal direta, a atuação judicial será exercida pela 
Procuradoria-Geral da União, com exceção da cobrança da multa administrativa aplicada no PAR, que 
será promovida pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. 
Parágrafo único. No âmbito das autarquias e fundações públicas federais, a atuação judicial será 
exercida pela Procuradoria-Geral Federal, inclusive no que se refere à cobrança da multa administrativa 
aplicada no PAR, respeitadas as competências específicas da Procuradoria-Geral do Banco Central. 
 
CAPÍTULO III 
DO ACORDO DE LENIÊNCIA 
 
Art. 28. O acordo de leniência será celebrado com as pessoas jurídicas responsáveis pela prática dos 
atos lesivos previstos na Lei no 12.846, de 2013, e dos ilícitos administrativos previstos na Lei no 8.666, 
de 1993, e em outras normas de licitações e contratos, com vistas à isenção ou à atenuação das 
respectivas sanções, desde que colaborem efetivamente com as investigações e o processo 
administrativo, devendo resultar dessa colaboração: 
I - a identificação dos demais envolvidos na infração administrativa, quando couber; e 
II - a obtenção célere de informações e documentos que comprovem a infração sob apuração. 
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Art. 29. Compete à Controladoria-Geral da União celebrar acordos de leniência no âmbito do Poder 
Executivo federal e nos casos de atos lesivos contra a administração pública estrangeira. 
 
Art. 30. A pessoa jurídica que pretenda celebrar acordo de leniência deverá: 
I - ser a primeira a manifestar interesse em cooperar para a apuração de ato lesivo específico, quando 
tal circunstância for relevante; 
II - ter cessado completamente seu envolvimento no ato lesivo a partir da data da propositura do 
acordo; 
III - admitir sua participação na infração administrativa 
IV - cooperar plena e permanentemente com as investigações e o processo administrativo e 
comparecer, sob suas expensas e sempre que solicitada, aos atos processuais, até o seu encerramento; 
e 
V - fornecer informações, documentos e elementos que comprovem a infração administrativa. 
§ 1º O acordo de leniência de que trata o caput será proposto pela pessoa jurídica, por seus 
representantes, na forma de seu estatuto ou contrato social, ou por meio de procurador com poderes 
específicos para tal ato, observado o disposto no art. 26 da Lei no 12.846, de 2013. 
§ 2º A proposta do acordo de leniência poderá ser feita até a conclusão do relatório a ser elaborado 
no PAR. 
 
Art. 31. A proposta de celebração de acordo de leniência poderá ser feita de forma oral ou escrita, 
oportunidade em que a pessoa jurídica proponente declarará expressamente que foi orientada a respeito 
de seus direitos, garantias e deveres legais e de que o não atendimento às determinações e solicitações 
da Controladoria-Geral da União durante a etapa de negociação importará a desistência da proposta. 
§ 1º A proposta apresentada receberá tratamento sigiloso e o acesso ao seu conteúdo será restrito 
aos servidores especificamente designados pela Controladoria-Geral da União para participar da 
negociação do acordo de leniência, ressalvada a possibilidade de a proponente autorizar a divulgação ou 
compartilhamento da existência da proposta ou de seu conteúdo, desde que haja anuência da 
Controladoria-Geral da União. 
§ 2º Poderá ser firmado memorando de entendimentos entre a pessoa jurídica proponente e a 
Controladoria-Geral da União para formalizar a proposta e definir os parâmetros do acordo de leniência. 
§ 3º Uma vez proposto o acordo de leniência, a Controladoria-Geral da União poderá requisitar os 
autos de processos administrativos em curso em outros órgãos ou entidades da administração pública 
federal relacionados aos fatos objeto do acordo. 
 
Art. 32. A negociação a respeito da proposta do acordo de leniência deverá ser concluída no prazo de 
cento e oitenta dias, contado da data de apresentação da proposta. 
Parágrafo único. A critério da Controladoria-Geral da União, poderá ser prorrogado o prazo 
estabelecido no caput, caso presentes circunstâncias que o exijam. 
 
Art. 33. Não importará em reconhecimento da prática do ato lesivo investigado a proposta de acordo 
de leniência rejeitada, da qual não se fará qualquer divulgação, ressalvado o disposto no § 1º do art. 31. 
 
Art. 34. A pessoa jurídica proponente poderá desistir da proposta de acordo de leniência a qualquer 
momento que anteceda a assinatura do referido acordo. 
 
Art. 35. Caso o acordo não venha a ser celebrado, os documentos apresentados durante a negociação 
serão devolvidos, sem retenção de cópias, à pessoa jurídica proponente e será vedado seu uso para fins 
de responsabilização, exceto quando a administração pública federal tiver conhecimento deles 
independentemente da apresentação da proposta do acordo de leniência. 
 
Art. 36. O acordo de leniência estipulará as condições para assegurar a efetividade da colaboração e 
o resultado útil do processo, do qual constarão cláusulas e obrigações que, diante das circunstâncias do 
caso concreto, reputem-se necessárias. 
 
Art. 37. O acordo de leniência conterá, entre outras disposições, cláusulas que versem sobre: 
I - o compromisso de cumprimento dos requisitos previstos nos incisos II a V do caput do art. 30; 
II - a perda dos benefícios pactuados, em caso de descumprimento do acordo; 
III - a natureza de título executivo extrajudicial do instrumento do acordo, nos termos do inciso II do 
caput do art. 585 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973; e 
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IV - a adoção, aplicação ou aperfeiçoamento de programa de integridade, conforme os parâmetros 
estabelecidos no Capítulo IV. 
 
Art. 38. A Controladoria-Geral da União poderá conduzir e julgar os processos administrativos que 
apurem infrações administrativas previstas na Lei nº 12.846, de 2013, na Lei nº 8.666, de 1993, e em 
outras normas de licitações e contratos, cujos fatos tenham sido noticiados por meio do acordo de 
leniência. 
 
Art. 39. Até a celebração do acordo de leniência pelo Ministro de Estado Chefe da Controladoria-Geral 
da União, a identidade da pessoa jurídica signatária do acordo não será divulgada ao público, ressalvado 
o disposto no § 1º do art. 31. 
Parágrafo único. A Controladoria-Geral da União manterá restrito o acesso aos documentos e 
informações comercialmente sensíveis da pessoa jurídica signatária do acordo de leniência. 
 
Art. 40. Uma vez cumpridoo acordo de leniência pela pessoa jurídica colaboradora, serão declarados 
em favor da pessoa jurídica signatária, nos termos previamente firmados no acordo, um ou mais dos 
seguintes efeitos: 
I - isenção da publicação extraordinária da decisão administrativa sancionadora; 
II - isenção da proibição de receber incentivos, subsídios, subvenções, doações ou empréstimos de 
órgãos ou entidades públicos e de instituições financeiras públicas ou controladas pelo Poder Público; 
III - redução do valor final da multa aplicável, observado o disposto no art. 23; ou 
IV - isenção ou atenuação das sanções administrativas previstas nos art. 86 a art. 88 da Lei nº 8.666, 
de 1993, ou de outras normas de licitações e contratos. 
Parágrafo único. Os efeitos do acordo de leniência serão estendidos às pessoas jurídicas que 
integrarem o mesmo grupo econômico, de fato e de direito, desde que tenham firmado o acordo em 
conjunto, respeitadas as condições nele estabelecidas. 
 
CAPITULO IV 
DO PROGRAMA DE INTEGRIDADE 
 
Art. 41. Para fins do disposto neste Decreto, programa de integridade consiste, no âmbito de uma 
pessoa jurídica, no conjunto de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e 
incentivo à denúncia de irregularidades e na aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta, políticas 
e diretrizes com objetivo de detectar e sanar desvios, fraudes, irregularidades e atos ilícitos praticados 
contra a administração pública, nacional ou estrangeira. 
Parágrafo Único. O programa de integridade deve ser estruturado, aplicado e atualizado de acordo 
com as características e riscos atuais das atividades de cada pessoa jurídica, a qual por sua vez deve 
garantir o constante aprimoramento e adaptação do referido programa, visando garantir sua efetividade. 
 
Art. 42. Para fins do disposto no § 4º do art. 5º, o programa de integridade será avaliado, quanto a sua 
existência e aplicação, de acordo com os seguintes parâmetros: 
I - comprometimento da alta direção da pessoa jurídica, incluídos os conselhos, evidenciado pelo apoio 
visível e inequívoco ao programa; 
II - padrões de conduta, código de ética, políticas e procedimentos de integridade, aplicáveis a todos 
os empregados e administradores, independentemente de cargo ou função exercidos; 
III - padrões de conduta, código de ética e políticas de integridade estendidas, quando necessário, a 
terceiros, tais como, fornecedores, prestadores de serviço, agentes intermediários e associados; 
IV - treinamentos periódicos sobre o programa de integridade; 
V - análise periódica de riscos para realizar adaptações necessárias ao programa de integridade; 
VI - registros contábeis que reflitam de forma completa e precisa as transações da pessoa jurídica; 
VII - controles internos que assegurem a pronta elaboração e confiabilidade de relatórios e 
demonstrações financeiros da pessoa jurídica; 
VIII - procedimentos específicos para prevenir fraudes e ilícitos no âmbito de processos licitatórios, na 
execução de contratos administrativos ou em qualquer interação com o setor público, ainda que 
intermediada por terceiros, tal como pagamento de tributos, sujeição a fiscalizações, ou obtenção de 
autorizações, licenças, permissões e certidões; 
IX - independência, estrutura e autoridade da instância interna responsável pela aplicação do programa 
de integridade e fiscalização de seu cumprimento; 
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X - canais de denúncia de irregularidades, abertos e amplamente divulgados a funcionários e terceiros, 
e de mecanismos destinados à proteção de denunciantes de boa-fé; 
XI - medidas disciplinares em caso de violação do programa de integridade; 
XII - procedimentos que assegurem a pronta interrupção de irregularidades ou infrações detectadas e 
a tempestiva remediação dos danos gerados; 
XIII - diligências apropriadas para contratação e, conforme o caso, supervisão, de terceiros, tais como, 
fornecedores, prestadores de serviço, agentes intermediários e associados; 
XIV - verificação, durante os processos de fusões, aquisições e reestruturações societárias, do 
cometimento de irregularidades ou ilícitos ou da existência de vulnerabilidades nas pessoas jurídicas 
envolvidas; 
XV - monitoramento contínuo do programa de integridade visando seu aperfeiçoamento na prevenção, 
detecção e combate à ocorrência dos atos lesivos previstos no art. 5o da Lei nº 12.846, de 2013; e 
XVI - transparência da pessoa jurídica quanto a doações para candidatos e partidos políticos. 
§ 1º Na avaliação dos parâmetros de que trata este artigo, serão considerados o porte e 
especificidades da pessoa jurídica, tais como: 
I - a quantidade de funcionários, empregados e colaboradores; 
II - a complexidade da hierarquia interna e a quantidade de departamentos, diretorias ou setores; 
III - a utilização de agentes intermediários como consultores ou representantes comerciais; 
IV - o setor do mercado em que atua; 
V - os países em que atua, direta ou indiretamente; 
VI - o grau de interação com o setor público e a importância de autorizações, licenças e permissões 
governamentais em suas operações; 
VII - a quantidade e a localização das pessoas jurídicas que integram o grupo econômico; e 
VIII - o fato de ser qualificada como microempresa ou empresa de pequeno porte. 
§ 2º A efetividade do programa de integridade em relação ao ato lesivo objeto de apuração será 
considerada para fins da avaliação de que trata o caput. 
§ 3º Na avaliação de microempresas e empresas de pequeno porte, serão reduzidas as formalidades 
dos parâmetros previstos neste artigo, não se exigindo, especificamente, os incisos III, V, IX, X, XIII, XIV 
e XV do caput. 
§ 4º Caberá ao Ministro de Estado Chefe da Controladoria-Geral da União expedir orientações, normas 
e procedimentos complementares referentes à avaliação do programa de integridade de que trata este 
Capítulo. 
§ 5º A redução dos parâmetros de avaliação para as microempresas e empresas de pequeno porte de 
que trata o § 3o poderá ser objeto de regulamentação por ato conjunto do Ministro de Estado Chefe da 
Secretaria da Micro e Pequena Empresa e do Ministro de Estado Chefe da Controladoria-Geral da União. 
 
CAPÍTULO V 
DO CADASTRO NACIONAL DE EMPRESAS INIDÔNEAS E SUSPENSAS E DO CADASTRO 
NACIONAL DE EMPRESAS PUNIDAS 
 
Art. 43. O Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas - CEIS conterá informações 
referentes às sanções administrativas impostas a pessoas físicas ou jurídicas que impliquem restrição ao 
direito de participar de licitações ou de celebrar contratos com a administração pública de qualquer esfera 
federativa, entre as quais: 
I - suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a administração 
pública, conforme disposto no inciso III do caput do art. 87 da Lei nº 8.666, de 1993; 
II - declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a administração pública, conforme disposto 
no inciso IV do caput do art. 87 da Lei nº 8.666, de 1993; 
III - impedimento de licitar e contratar com União, Estados, Distrito Federal ou Municípios, conforme 
disposto no art. 7o da Lei no 10.520, de 17 de julho de 2002; 
IV - impedimento de licitar e contratar com a União, Estados, Distrito Federal ou Municípios, conforme 
disposto no art. 47 da Lei no 12.462, de 4 de agosto de 2011; 
V - suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a administração 
pública, conforme disposto no inciso IV do caput do art. 33 da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011; 
e 
VI - declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a administração pública, conforme 
disposto no inciso V do caput do art. 33 da Lei no 12.527, de 2011. 
 
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Art. 44. Poderão ser registradas no CEIS outras sanções que impliquem restrição ao direito de 
participar em licitações ou de celebrar contratos com a administraçãopública, ainda que não sejam de 
natureza administrativa. 
 
Art. 45. O Cadastro Nacional de Empresas Punidas - CNEP conterá informações referentes: 
I - às sanções impostas com fundamento na Lei nº 12.846, de 2013; e 
II - ao descumprimento de acordo de leniência celebrado com fundamento na Lei nº 12.846, de 2013. 
Parágrafo único. As informações sobre os acordos de leniência celebrados com fundamento na Lei 
no 12.846, de 2013, serão registradas no CNEP após a celebração do acordo, exceto se causar prejuízo 
às investigações ou ao processo administrativo. 
 
Art. 46. Constarão do CEIS e do CNEP, sem prejuízo de outros a serem estabelecidos pela 
Controladoria-Geral da União, dados e informações referentes a: 
I - nome ou razão social da pessoa física ou jurídica sancionada; 
II - número de inscrição da pessoa jurídica no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ ou da 
pessoa física no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF; 
III - tipo de sanção; 
IV - fundamentação legal da sanção; 
V - número do processo no qual foi fundamentada a sanção; 
VI - data de início de vigência do efeito limitador ou impeditivo da sanção ou data de aplicação da 
sanção; 
VII - data final do efeito limitador ou impeditivo da sanção, quando couber; 
VIII - nome do órgão ou entidade sancionador; e 
IX - valor da multa, quando couber. 
 
Art. 47. A exclusão dos dados e informações constantes do CEIS ou do CNEP se dará: 
I - com fim do prazo do efeito limitador ou impeditivo da sanção; ou 
II -mediante requerimento da pessoa jurídica interessada, após cumpridos os seguintes requisitos, 
quando aplicáveis: 
a) publicação da decisão de reabilitação da pessoa jurídica sancionada, nas hipóteses dos incisos II e 
VI do caput do art. 43; 
b) cumprimento integral do acordo de leniência; 
c) reparação do dano causado; ou 
d) quitação da multa aplicada. 
 
Art. 48. O fornecimento dos dados e informações de que tratam os art. 43 a art. 46, pelos órgãos e 
entidades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de cada uma das esferas de governo, será 
disciplinado pela Controladoria-Geral da União. 
 
CAPÍTULO VI 
DISPOSIÇÕES FINAIS 
 
Art. 49. As informações referentes ao PAR instaurado no âmbito dos órgãos e entidades do Poder 
Executivo federal serão registradas no sistema de gerenciamento eletrônico de processos administrativos 
sancionadores mantido pela Controladoria-Geral da União, conforme ato do Ministro de Estado Chefe da 
Controladoria-Geral da União. 
 
Art. 50. Os órgãos e as entidades da administração pública, no exercício de suas competências 
regulatórias, disporão sobre os efeitos da Lei nº 12.846, de 2013, no âmbito das atividades reguladas, 
inclusive no caso de proposta e celebração de acordo de leniência. 
 
Art. 51. O processamento do PAR não interfere no seguimento regular dos processos administrativos 
específicos para apuração da ocorrência de danos e prejuízos à administração pública federal resultantes 
de ato lesivo cometido por pessoa jurídica, com ou sem a participação de agente público. 
 
Art. 52. Caberá ao Ministro de Estado Chefe da Controladoria-Geral da União expedir orientações e 
procedimentos complementares para a execução deste Decreto. 
 
 
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68 
 
Art. 53. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Brasília, 18 de março de 2015; 194o da Independência e 127o da República. 
 
DILMA ROUSSEFF 
 
Questões 
 
01. (Petrobrás - Contador Junior - CESGRANRIO) De acordo com o Decreto no 8.420/2015, a 
apuração da responsabilidade administrativa de pessoa jurídica que possa resultar na aplicação das 
sanções previstas no art. 6º da Lei no 12.846, de 2013, será efetuada por meio de Processo Administrativo 
de 
(A) Especialização 
(B) Fixação 
(C) Contribuição 
(D) Responsabilização 
(E) Proporcionalização 
 
02. (BRDE - Analista de Projetos - Área Econômico - Financeira - FUNDATEC) De acordo com o 
Decreto nº 8.420/2015, consiste, no âmbito de uma pessoa jurídica, no conjunto de mecanismos e 
procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades e na aplicação 
efetiva de códigos de ética e de conduta, políticas e diretrizes com objetivo de detectar e sanar desvios, 
fraudes, irregularidades e atos ilícitos praticados contra a administração pública, nacional ou estrangeira. 
A que termo se refere a descrição acima? 
(A) Sistema de Controles Internos. 
(B) Sistema de Combate a Atos Ilícitos Contra a Administração Pública. 
(C) Programa de Integridade. 
(D) Política de Governança Corporativa. 
(E) Processo Administrativo de Responsabilização. 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.C 
 
Comentários 
 
01. Resposta: D 
Art. 2º A apuração da responsabilidade administrativa de pessoa jurídica que possa resultar na 
aplicação das sanções previstas no art. 6º da Lei nº 12.846, de 2013, será efetuada por meio de Processo 
Administrativo de Responsabilização - PAR. 
 
02. Resposta: C 
Art. 41. Para fins do disposto neste Decreto, programa de integridade consiste, no âmbito de uma 
pessoa jurídica, no conjunto de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e 
incentivo à denúncia de irregularidades e na aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta, políticas 
e diretrizes com objetivo de detectar e sanar desvios, fraudes, irregularidades e atos ilícitos praticados 
contra a administração pública, nacional ou estrangeira. 
 
 
 
LEI Nº 13.303, DE 30 DE JUNHO DE 201617 
 
Dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas 
subsidiárias, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
 
17 Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13303.htm - Acesso em: 13.07.2022 
4 Noções de Contratos 4.1 Lei 13.303/16. 
 
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O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA 
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
 
TÍTULO I 
DISPOSIÇÕES APLICÁVEIS ÀS EMPRESAS PÚBLICAS E ÀS SOCIEDADES DE ECONOMIA 
MISTA 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista 
e de suas subsidiárias, abrangendo toda e qualquer empresa pública e sociedade de economia mista da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios que explore atividade econômica de produção 
ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, ainda que a atividade econômica esteja sujeita 
ao regime de monopólio da União ou seja de prestação de serviços públicos. 
§ 1º O Título I desta Lei, exceto o disposto nos arts. 2º, 3º, 4º, 5º, 6º, 7º, 8º, 11, 12 e 27, não se aplica 
à empresa pública e à sociedade de economia mista que tiver, em conjunto com suas respectivas 
subsidiárias, no exercício social anterior, receita operacional bruta inferior a R$ 90.000.000,00 (noventa 
milhões de reais). 
§ 2º O disposto nos Capítulos I e II do Título II desta Lei aplica-se inclusive à empresa pública 
dependente, definida nos termos do inciso III do art. 2º da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 
2000, que explore atividade econômica, ainda que a atividade econômica esteja sujeita ao regime de 
monopólio da União ou seja de prestação de serviços públicos. 
§ 3º Os Poderes Executivos poderão editar atos que estabeleçam regras de governança destinadas 
às suas respectivas empresas públicas e sociedades de economia mista que se enquadrem na hipótese 
do § 1º, observadas as diretrizes gerais desta Lei. 
§ 4º A não edição dos atos de que trata o § 3º no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a partir da 
publicação desta Lei submete as respectivas empresas públicas e sociedades de economia mista às 
regras de governança previstas no Título I desta Lei. 
§ 5º Submetem-se ao regime previsto nesta Lei a empresa pública e a sociedade de economia mista 
que participemde consórcio, conforme disposto no art. 279 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, 
na condição de operadora. 
§ 6º Submete-se ao regime previsto nesta Lei a sociedade, inclusive a de propósito específico, que 
seja controlada por empresa pública ou sociedade de economia mista abrangidas no caput. 
§ 7º Na participação em sociedade empresarial em que a empresa pública, a sociedade de economia 
mista e suas subsidiárias não detenham o controle acionário, essas deverão adotar, no dever de fiscalizar, 
práticas de governança e controle proporcionais à relevância, à materialidade e aos riscos do negócio do 
qual são partícipes, considerando, para esse fim: 
I - documentos e informações estratégicos do negócio e demais relatórios e informações produzidos 
por força de acordo de acionistas e de Lei considerados essenciais para a defesa de seus interesses na 
sociedade empresarial investida; 
II - relatório de execução do orçamento e de realização de investimentos programados pela sociedade, 
inclusive quanto ao alinhamento dos custos orçados e dos realizados com os custos de mercado; 
III - informe sobre execução da política de transações com partes relacionadas; 
IV - análise das condições de alavancagem financeira da sociedade; 
V - avaliação de inversões financeiras e de processos relevantes de alienação de bens móveis e 
imóveis da sociedade; 
VI - relatório de risco das contratações para execução de obras, fornecimento de bens e prestação de 
serviços relevantes para os interesses da investidora; 
VII - informe sobre execução de projetos relevantes para os interesses da investidora; 
VIII - relatório de cumprimento, nos negócios da sociedade, de condicionantes socioambientais 
estabelecidas pelos órgãos ambientais; 
IX - avaliação das necessidades de novos aportes na sociedade e dos possíveis riscos de redução da 
rentabilidade esperada do negócio; 
X - qualquer outro relatório, documento ou informação produzido pela sociedade empresarial investida 
considerado relevante para o cumprimento do comando constante do caput. 
 
Art. 2º A exploração de atividade econômica pelo Estado será exercida por meio de empresa pública, 
de sociedade de economia mista e de suas subsidiárias. 
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§ 1º A constituição de empresa pública ou de sociedade de economia mista dependerá de prévia 
autorização legal que indique, de forma clara, relevante interesse coletivo ou imperativo de segurança 
nacional, nos termos do caput do art. 173 da Constituição Federal. 
§ 2º Depende de autorização legislativa a criação de subsidiárias de empresa pública e de sociedade 
de economia mista, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada, cujo objeto social 
deve estar relacionado ao da investidora, nos termos do inciso XX do art. 37 da Constituição Federal. 
§ 3º A autorização para participação em empresa privada prevista no § 2º não se aplica a operações 
de tesouraria, adjudicação de ações em garantia e participações autorizadas pelo Conselho de 
Administração em linha com o plano de negócios da empresa pública, da sociedade de economia mista 
e de suas respectivas subsidiárias. 
 
Art. 3º Empresa pública é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação 
autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente detido pela União, pelos 
Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. 
Parágrafo único. Desde que a maioria do capital votante permaneça em propriedade da União, do 
Estado, do Distrito Federal ou do Município, será admitida, no capital da empresa pública, a participação 
de outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como de entidades da administração indireta 
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
 
Art. 4º Sociedade de economia mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, 
com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto 
pertençam em sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da 
administração indireta. 
§ 1º A pessoa jurídica que controla a sociedade de economia mista tem os deveres e as 
responsabilidades do acionista controlador, estabelecidos na Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, 
e deverá exercer o poder de controle no interesse da companhia, respeitado o interesse público que 
justificou sua criação. 
§ 2º Além das normas previstas nesta Lei, a sociedade de economia mista com registro na Comissão 
de Valores Mobiliários sujeita-se às disposições da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976. 
 
Comentários 
A empresa pública e a sociedade de economia mista são entidades da Administração Indireta, porém 
vale destacar suas diferenças: 
 
Empresa Pública: capital exclusivamente público e é constituída por qualquer modalidade 
empresarial. 
Sociedade de Economia Mista: capital misto e constituídas somente sob a forma empresarial de S/A 
 
CAPÍTULO II 
DO REGIME SOCIETÁRIO DA EMPRESA PÚBLICA E DA SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA 
Seção I 
Das Normas Gerais 
 
Art. 5º A sociedade de economia mista será constituída sob a forma de sociedade anônima e, 
ressalvado o disposto nesta Lei, estará sujeita ao regime previsto na Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 
1976. 
 
Art. 6º O estatuto da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias deverá 
observar regras de governança corporativa, de transparência e de estruturas, práticas de gestão de riscos 
e de controle interno, composição da administração e, havendo acionistas, mecanismos para sua 
proteção, todos constantes desta Lei. 
 
Art. 7º Aplicam-se a todas as empresas públicas, as sociedades de economia mista de capital fechado 
e as suas subsidiárias as disposições da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e as normas da 
Comissão de Valores Mobiliários sobre escrituração e elaboração de demonstrações financeiras, inclusive 
a obrigatoriedade de auditoria independente por auditor registrado nesse órgão. 
 
Art. 8º As empresas públicas e as sociedades de economia mista deverão observar, no mínimo, os 
seguintes requisitos de transparência: 
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I - elaboração de carta anual, subscrita pelos membros do Conselho de Administração, com a 
explicitação dos compromissos de consecução de objetivos de políticas públicas pela empresa pública, 
pela sociedade de economia mista e por suas subsidiárias, em atendimento ao interesse coletivo ou ao 
imperativo de segurança nacional que justificou a autorização para suas respectivas criações, com 
definição clara dos recursos a serem empregados para esse fim, bem como dos impactos econômico-
financeiros da consecução desses objetivos, mensuráveis por meio de indicadores objetivos; 
II - adequação de seu estatuto social à autorização legislativa de sua criação; 
III - divulgação tempestiva e atualizada de informações relevantes, em especial as relativas a 
atividades desenvolvidas, estrutura de controle, fatores de risco, dados econômico-financeiros, 
comentários dos administradores sobre o desempenho, políticas e práticas de governança corporativa e 
descrição da composição e da remuneração da administração; 
IV - elaboração e divulgação de política de divulgação de informações, em conformidade com a 
legislação em vigor e com as melhores práticas; 
V - elaboração de política de distribuição de dividendos, à luz do interesse público que justificou a 
criação da empresa pública ou da sociedade de economia mista; 
VI - divulgação, em nota explicativa às demonstrações financeiras, dos dados operacionais e 
financeiros das atividades relacionadas à consecução dos fins de interesse coletivo ou de segurança 
nacional; 
VII - elaboração e divulgação da política de transações com partes relacionadas, em conformidade 
com os requisitos de competitividade, conformidade, transparência,equidade e comutatividade, que 
deverá ser revista, no mínimo, anualmente e aprovada pelo Conselho de Administração; 
VIII - ampla divulgação, ao público em geral, de carta anual de governança corporativa, que consolide 
em um único documento escrito, em linguagem clara e direta, as informações de que trata o inciso III; 
IX - divulgação anual de relatório integrado ou de sustentabilidade. 
§ 1º O interesse público da empresa pública e da sociedade de economia mista, respeitadas as razões 
que motivaram a autorização legislativa, manifesta-se por meio do alinhamento entre seus objetivos e 
aqueles de políticas públicas, na forma explicitada na carta anual a que se refere o inciso I do caput. 
§ 2º Quaisquer obrigações e responsabilidades que a empresa pública e a sociedade de economia 
mista que explorem atividade econômica assumam em condições distintas às de qualquer outra empresa 
do setor privado em que atuam deverão: 
I - estar claramente definidas em lei ou regulamento, bem como previstas em contrato, convênio ou 
ajuste celebrado com o ente público competente para estabelecê-las, observada a ampla publicidade 
desses instrumentos; 
II - ter seu custo e suas receitas discriminados e divulgados de forma transparente, inclusive no plano 
contábil. 
§ 3º Além das obrigações contidas neste artigo, as sociedades de economia mista com registro na 
Comissão de Valores Mobiliários sujeitam-se ao regime informacional estabelecido por essa autarquia e 
devem divulgar as informações previstas neste artigo na forma fixada em suas normas. 
§ 4º Os documentos resultantes do cumprimento dos requisitos de transparência constantes dos 
incisos I a IX do caput deverão ser publicamente divulgados na internet de forma permanente e 
cumulativa. 
 
Art. 9º A empresa pública e a sociedade de economia mista adotarão regras de estruturas e práticas 
de gestão de riscos e controle interno que abranjam: 
I - ação dos administradores e empregados, por meio da implementação cotidiana de práticas de 
controle interno; 
II - área responsável pela verificação de cumprimento de obrigações e de gestão de riscos; 
III - auditoria interna e Comitê de Auditoria Estatutário. 
§ 1º Deverá ser elaborado e divulgado Código de Conduta e Integridade, que disponha sobre: 
I - princípios, valores e missão da empresa pública e da sociedade de economia mista, bem como 
orientações sobre a prevenção de conflito de interesses e vedação de atos de corrupção e fraude; 
II - instâncias internas responsáveis pela atualização e aplicação do Código de Conduta e Integridade; 
III - canal de denúncias que possibilite o recebimento de denúncias internas e externas relativas ao 
descumprimento do Código de Conduta e Integridade e das demais normas internas de ética e 
obrigacionais; 
IV - mecanismos de proteção que impeçam qualquer espécie de retaliação a pessoa que utilize o canal 
de denúncias; 
V - sanções aplicáveis em caso de violação às regras do Código de Conduta e Integridade; 
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VI - previsão de treinamento periódico, no mínimo anual, sobre Código de Conduta e Integridade, a 
empregados e administradores, e sobre a política de gestão de riscos, a administradores. 
§ 2º A área responsável pela verificação de cumprimento de obrigações e de gestão de riscos deverá 
ser vinculada ao diretor-presidente e liderada por diretor estatutário, devendo o estatuto social prever as 
atribuições da área, bem como estabelecer mecanismos que assegurem atuação independente. 
§ 3º A auditoria interna deverá: 
I - ser vinculada ao Conselho de Administração, diretamente ou por meio do Comitê de Auditoria 
Estatutário; 
II - ser responsável por aferir a adequação do controle interno, a efetividade do gerenciamento dos 
riscos e dos processos de governança e a confiabilidade do processo de coleta, mensuração, 
classificação, acumulação, registro e divulgação de eventos e transações, visando ao preparo de 
demonstrações financeiras. 
§ 4º O estatuto social deverá prever, ainda, a possibilidade de que a área de compliance se reporte 
diretamente ao Conselho de Administração em situações em que se suspeite do envolvimento do diretor-
presidente em irregularidades ou quando este se furtar à obrigação de adotar medidas necessárias em 
relação à situação a ele relatada. 
 
Art. 10. A empresa pública e a sociedade de economia mista deverão criar comitê estatutário para 
verificar a conformidade do processo de indicação e de avaliação de membros para o Conselho de 
Administração e para o Conselho Fiscal, com competência para auxiliar o acionista controlador na 
indicação desses membros. 
Parágrafo único. Devem ser divulgadas as atas das reuniões do comitê estatutário referido no caput 
realizadas com o fim de verificar o cumprimento, pelos membros indicados, dos requisitos definidos na 
política de indicação, devendo ser registradas as eventuais manifestações divergentes de conselheiros. 
 
Art. 11. A empresa pública não poderá: 
I - lançar debêntures ou outros títulos ou valores mobiliários, conversíveis em ações; 
II - emitir partes beneficiárias. 
 
Art. 12. A empresa pública e a sociedade de economia mista deverão: 
I - divulgar toda e qualquer forma de remuneração dos administradores; 
II - adequar constantemente suas práticas ao Código de Conduta e Integridade e a outras regras de 
boa prática de governança corporativa, na forma estabelecida na regulamentação desta Lei. 
Parágrafo único. A sociedade de economia mista poderá solucionar, mediante arbitragem, as 
divergências entre acionistas e a sociedade, ou entre acionistas controladores e acionistas minoritários, 
nos termos previstos em seu estatuto social. 
 
Art. 13. A lei que autorizar a criação da empresa pública e da sociedade de economia mista deverá 
dispor sobre as diretrizes e restrições a serem consideradas na elaboração do estatuto da companhia, 
em especial sobre: 
I - constituição e funcionamento do Conselho de Administração, observados o número mínimo de 7 
(sete) e o número máximo de 11 (onze) membros; 
II - requisitos específicos para o exercício do cargo de diretor, observado o número mínimo de 3 (três) 
diretores; 
III - avaliação de desempenho, individual e coletiva, de periodicidade anual, dos administradores e dos 
membros de comitês, observados os seguintes quesitos mínimos: 
a) exposição dos atos de gestão praticados, quanto à licitude e à eficácia da ação administrativa; 
b) contribuição para o resultado do exercício; 
c) consecução dos objetivos estabelecidos no plano de negócios e atendimento à estratégia de longo 
prazo; 
IV - constituição e funcionamento do Conselho Fiscal, que exercerá suas atribuições de modo 
permanente; 
V - constituição e funcionamento do Comitê de Auditoria Estatutário; 
VI - prazo de gestão dos membros do Conselho de Administração e dos indicados para o cargo de 
diretor, que será unificado e não superior a 2 (dois) anos, sendo permitidas, no máximo, 3 (três) 
reconduções consecutivas; 
VII - (VETADO); 
VIII - prazo de gestão dos membros do Conselho Fiscal não superior a 2 (dois) anos, permitidas 2 
(duas) reconduções consecutivas. 
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Atenção redobrada como o prazo de gestão dos diferentes membros: 
a. membros do Conselho de Administração: não superior a 2 (dois) anos, sendo permitidas, no 
máximo, 3 (três) reconduções consecutivas; 
b. membros do Conselho Fiscal: não superior a 2 (dois) anos, permitidas 2 (duas) reconduções 
consecutivas. 
 
Seção II 
Do Acionista Controlador 
 
Art. 14. O acionista controlador da empresa pública e da sociedade de economia mista deverá: 
I - fazer constar do Código de Conduta e Integridade, aplicável à alta administração, a vedação à 
divulgação, sem autorização do órgão competente da empresa pública ou da sociedade de economia 
mista, de informação que possa causar impacto na cotaçãodos títulos da empresa pública ou da 
sociedade de economia mista e em suas relações com o mercado ou com consumidores e fornecedores; 
II - preservar a independência do Conselho de Administração no exercício de suas funções; 
III - observar a política de indicação na escolha dos administradores e membros do Conselho Fiscal. 
 
Art. 15. O acionista controlador da empresa pública e da sociedade de economia mista responderá 
pelos atos praticados com abuso de poder, nos termos da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. 
§ 1º A ação de reparação poderá ser proposta pela sociedade, nos termos do art. 246 da Lei no 6.404, 
de 15 de dezembro de 1976, pelo terceiro prejudicado ou pelos demais sócios, independentemente de 
autorização da assembleia-geral de acionistas. 
§ 2º Prescreve em 6 (seis) anos, contados da data da prática do ato abusivo, a ação a que se refere o 
§ 1º. 
 
Seção III 
Do Administrador 
 
Art. 16. Sem prejuízo do disposto nesta Lei, o administrador de empresa pública e de sociedade de 
economia mista é submetido às normas previstas na Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. 
Parágrafo único. Consideram-se administradores da empresa pública e da sociedade de economia 
mista os membros do Conselho de Administração e da diretoria. 
 
Art. 17. Os membros do Conselho de Administração e os indicados para os cargos de diretor, inclusive 
presidente, diretor-geral e diretor-presidente, serão escolhidos entre cidadãos de reputação ilibada e de 
notório conhecimento, devendo ser atendidos, alternativamente, um dos requisitos das alíneas “a”, “b” e 
“c” do inciso I e, cumulativamente, os requisitos dos incisos II e III: 
I - ter experiência profissional de, no mínimo: 
a) 10 (dez) anos, no setor público ou privado, na área de atuação da empresa pública ou da sociedade 
de economia mista ou em área conexa àquela para a qual forem indicados em função de direção superior; 
ou 
b) 4 (quatro) anos ocupando pelo menos um dos seguintes cargos: 
1. cargo de direção ou de chefia superior em empresa de porte ou objeto social semelhante ao da 
empresa pública ou da sociedade de economia mista, entendendo-se como cargo de chefia superior 
aquele situado nos 2 (dois) níveis hierárquicos não estatutários mais altos da empresa; 
2. cargo em comissão ou função de confiança equivalente a DAS-4 ou superior, no setor público; 
3. cargo de docente ou de pesquisador em áreas de atuação da empresa pública ou da sociedade de 
economia mista; 
c) 4 (quatro) anos de experiência como profissional liberal em atividade direta ou indiretamente 
vinculada à área de atuação da empresa pública ou sociedade de economia mista; 
II - ter formação acadêmica compatível com o cargo para o qual foi indicado; e 
III - não se enquadrar nas hipóteses de inelegibilidade previstas nas alíneas do inciso I do caput do art. 
1º da Lei Complementar no 64, de 18 de maio de 1990, com as alterações introduzidas pela Lei 
Complementar no 135, de 4 de junho de 2010. 
§ 1º O estatuto da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias poderá 
dispor sobre a contratação de seguro de responsabilidade civil pelos administradores. 
§ 2º É vedada a indicação, para o Conselho de Administração e para a diretoria: 
I - e representante do órgão regulador ao qual a empresa pública ou a sociedade de economia mista 
está sujeita, de Ministro de Estado, de Secretário de Estado, de Secretário Municipal, de titular de cargo, 
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sem vínculo permanente com o serviço público, de natureza especial ou de direção e assessoramento 
superior na administração pública, de dirigente estatutário de partido político e de titular de mandato no 
Poder Legislativo de qualquer ente da federação, ainda que licenciados do cargo; 
II - de pessoa que atuou, nos últimos 36 (trinta e seis) meses, como participante de estrutura decisória 
de partido político ou em trabalho vinculado a organização, estruturação e realização de campanha 
eleitoral; 
III - de pessoa que exerça cargo em organização sindical; 
IV - de pessoa que tenha firmado contrato ou parceria, como fornecedor ou comprador, demandante 
ou ofertante, de bens ou serviços de qualquer natureza, com a pessoa político-administrativa controladora 
da empresa pública ou da sociedade de economia mista ou com a própria empresa ou sociedade em 
período inferior a 3 (três) anos antes da data de nomeação; 
V - de pessoa que tenha ou possa ter qualquer forma de conflito de interesse com a pessoa político-
administrativa controladora da empresa pública ou da sociedade de economia mista ou com a própria 
empresa ou sociedade. 
§ 3º A vedação prevista no inciso I do § 2º estende-se também aos parentes consanguíneos ou afins 
até o terceiro grau das pessoas nele mencionadas. 
§ 4º Os administradores eleitos devem participar, na posse e anualmente, de treinamentos específicos 
sobre legislação societária e de mercado de capitais, divulgação de informações, controle interno, código 
de conduta, a Lei no 12.846, de 1º de agosto de 2013 (Lei Anticorrupção), e demais temas relacionados 
às atividades da empresa pública ou da sociedade de economia mista. 
§ 5º Os requisitos previstos no inciso I do caput poderão ser dispensados no caso de indicação de 
empregado da empresa pública ou da sociedade de economia mista para cargo de administrador ou como 
membro de comitê, desde que atendidos os seguintes quesitos mínimos: 
I - o empregado tenha ingressado na empresa pública ou na sociedade de economia mista por meio 
de concurso público de provas ou de provas e títulos; 
II - o empregado tenha mais de 10 (dez) anos de trabalho efetivo na empresa pública ou na sociedade 
de economia mista; 
III - o empregado tenha ocupado cargo na gestão superior da empresa pública ou da sociedade de 
economia mista, comprovando sua capacidade para assumir as responsabilidades dos cargos de que 
trata o caput. 
 
Seção IV 
Do Conselho de Administração 
 
Art. 18. Sem prejuízo das competências previstas no art. 142 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 
1976, e das demais atribuições previstas nesta Lei, compete ao Conselho de Administração: 
I - discutir, aprovar e monitorar decisões envolvendo práticas de governança corporativa, 
relacionamento com partes interessadas, política de gestão de pessoas e código de conduta dos agentes; 
II - implementar e supervisionar os sistemas de gestão de riscos e de controle interno estabelecidos 
para a prevenção e mitigação dos principais riscos a que está exposta a empresa pública ou a sociedade 
de economia mista, inclusive os riscos relacionados à integridade das informações contábeis e financeiras 
e os relacionados à ocorrência de corrupção e fraude; 
III - estabelecer política de porta-vozes visando a eliminar risco de contradição entre informações de 
diversas áreas e as dos executivos da empresa pública ou da sociedade de economia mista; 
IV - avaliar os diretores da empresa pública ou da sociedade de economia mista, nos termos do inciso 
III do art. 13, podendo contar com apoio metodológico e procedimental do comitê estatutário referido no 
art. 10. 
 
Art. 19. É garantida a participação, no Conselho de Administração, de representante dos empregados 
e dos acionistas minoritários. 
§ 1º As normas previstas na Lei no 12.353, de 28 de dezembro de 2010, aplicam-se à participação de 
empregados no Conselho de Administração da empresa pública, da sociedade de economia mista e de 
suas subsidiárias e controladas e das demais empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha 
a maioria do capital social com direito a voto. 
§ 2º É assegurado aos acionistas minoritários o direito de eleger 1 (um) conselheiro, se maior número 
não lhes couber pelo processo de voto múltiplo previsto na Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976. 
 
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75 
 
Art. 20. É vedada a participaçãoremunerada de membros da administração pública, direta ou indireta, 
em mais de 2 (dois) conselhos, de administração ou fiscal, de empresa pública, de sociedade de economia 
mista ou de suas subsidiárias. 
 
Art. 21. (VETADO). 
Parágrafo único. (VETADO). 
 
Seção V 
Do Membro Independente do Conselho de Administração 
 
Art. 22. O Conselho de Administração deve ser composto, no mínimo, por 25% (vinte e cinco por cento) 
de membros independentes ou por pelo menos 1 (um), caso haja decisão pelo exercício da faculdade do 
voto múltiplo pelos acionistas minoritários, nos termos do art. 141 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 
1976. 
§ 1º O conselheiro independente caracteriza-se por: 
I - não ter qualquer vínculo com a empresa pública ou a sociedade de economia mista, exceto 
participação de capital; 
II - não ser cônjuge ou parente consanguíneo ou afim, até o terceiro grau ou por adoção, de chefe do 
Poder Executivo, de Ministro de Estado, de Secretário de Estado ou Município ou de administrador da 
empresa pública ou da sociedade de economia mista; 
III - não ter mantido, nos últimos 3 (três) anos, vínculo de qualquer natureza com a empresa pública, a 
sociedade de economia mista ou seus controladores, que possa vir a comprometer sua independência; 
IV - não ser ou não ter sido, nos últimos 3 (três) anos, empregado ou diretor da empresa pública, da 
sociedade de economia mista ou de sociedade controlada, coligada ou subsidiária da empresa pública 
ou da sociedade de economia mista, exceto se o vínculo for exclusivamente com instituições públicas de 
ensino ou pesquisa; 
V - não ser fornecedor ou comprador, direto ou indireto, de serviços ou produtos da empresa pública 
ou da sociedade de economia mista, de modo a implicar perda de independência; 
VI - não ser funcionário ou administrador de sociedade ou entidade que esteja oferecendo ou 
demandando serviços ou produtos à empresa pública ou à sociedade de economia mista, de modo a 
implicar perda de independência; 
VII - não receber outra remuneração da empresa pública ou da sociedade de economia mista além 
daquela relativa ao cargo de conselheiro, à exceção de proventos em dinheiro oriundos de participação 
no capital. 
§ 2º Quando, em decorrência da observância do percentual mencionado no caput, resultar número 
fracionário de conselheiros, proceder-se-á ao arredondamento para o número inteiro: 
I - imediatamente superior, quando a fração for igual ou superior a 0,5 (cinco décimos); 
II - imediatamente inferior, quando a fração for inferior a 0,5 (cinco décimos). 
§ 3º Não serão consideradas, para o cômputo das vagas destinadas a membros independentes, 
aquelas ocupadas pelos conselheiros eleitos por empregados, nos termos do § 1º do art. 19. 
§ 4º Serão consideradas, para o cômputo das vagas destinadas a membros independentes, aquelas 
ocupadas pelos conselheiros eleitos por acionistas minoritários, nos termos do § 2º do art. 19. 
§ 5º (VETADO). 
 
Seção VI 
Da Diretoria 
 
Art. 23. É condição para investidura em cargo de diretoria da empresa pública e da sociedade de 
economia mista a assunção de compromisso com metas e resultados específicos a serem alcançados, 
que deverá ser aprovado pelo Conselho de Administração, a quem incumbe fiscalizar seu cumprimento. 
§ 1º Sem prejuízo do disposto no caput, a diretoria deverá apresentar, até a última reunião ordinária 
do Conselho de Administração do ano anterior, a quem compete sua aprovação: 
I - plano de negócios para o exercício anual seguinte; 
II - estratégia de longo prazo atualizada com análise de riscos e oportunidades para, no mínimo, os 
próximos 5 (cinco) anos. 
§ 2º Compete ao Conselho de Administração, sob pena de seus integrantes responderem por omissão, 
promover anualmente análise de atendimento das metas e resultados na execução do plano de negócios 
e da estratégia de longo prazo, devendo publicar suas conclusões e informá-las ao Congresso Nacional, 
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76 
 
às Assembleias Legislativas, à Câmara Legislativa do Distrito Federal ou às Câmaras Municipais e aos 
respectivos tribunais de contas, quando houver. 
§ 3º Excluem-se da obrigação de publicação a que se refere o § 2º as informações de natureza 
estratégica cuja divulgação possa ser comprovadamente prejudicial ao interesse da empresa pública ou 
da sociedade de economia mista. 
 
Seção VII 
Do Comitê de Auditoria Estatutário 
 
Art. 24. A empresa pública e a sociedade de economia mista deverão possuir em sua estrutura 
societária Comitê de Auditoria Estatutário como órgão auxiliar do Conselho de Administração, ao qual se 
reportará diretamente. 
§ 1º Competirá ao Comitê de Auditoria Estatutário, sem prejuízo de outras competências previstas no 
estatuto da empresa pública ou da sociedade de economia mista: 
I - opinar sobre a contratação e destituição de auditor independente; 
II - supervisionar as atividades dos auditores independentes, avaliando sua independência, a qualidade 
dos serviços prestados e a adequação de tais serviços às necessidades da empresa pública ou da 
sociedade de economia mista; 
III - supervisionar as atividades desenvolvidas nas áreas de controle interno, de auditoria interna e de 
elaboração das demonstrações financeiras da empresa pública ou da sociedade de economia mista; 
IV - monitorar a qualidade e a integridade dos mecanismos de controle interno, das demonstrações 
financeiras e das informações e medições divulgadas pela empresa pública ou pela sociedade de 
economia mista; 
V - avaliar e monitorar exposições de risco da empresa pública ou da sociedade de economia mista, 
podendo requerer, entre outras, informações detalhadas sobre políticas e procedimentos referentes a: 
a) remuneração da administração; 
b) utilização de ativos da empresa pública ou da sociedade de economia mista; 
c) gastos incorridos em nome da empresa pública ou da sociedade de economia mista; 
VI - avaliar e monitorar, em conjunto com a administração e a área de auditoria interna, a adequação 
das transações com partes relacionadas; 
VII - elaborar relatório anual com informações sobre as atividades, os resultados, as conclusões e as 
recomendações do Comitê de Auditoria Estatutário, registrando, se houver, as divergências significativas 
entre administração, auditoria independente e Comitê de Auditoria Estatutário em relação às 
demonstrações financeiras; 
VIII - avaliar a razoabilidade dos parâmetros em que se fundamentam os cálculos atuariais, bem como 
o resultado atuarial dos planos de benefícios mantidos pelo fundo de pensão, quando a empresa pública 
ou a sociedade de economia mista for patrocinadora de entidade fechada de previdência complementar. 
§ 2º O Comitê de Auditoria Estatutário deverá possuir meios para receber denúncias, inclusive 
sigilosas, internas e externas à empresa pública ou à sociedade de economia mista, em matérias 
relacionadas ao escopo de suas atividades. 
§ 3º O Comitê de Auditoria Estatutário deverá se reunir quando necessário, no mínimo bimestralmente, 
de modo que as informações contábeis sejam sempre apreciadas antes de sua divulgação. 
§ 4º A empresa pública e a sociedade de economia mista deverão divulgar as atas das reuniões do 
Comitê de Auditoria Estatutário. 
§ 5º Caso o Conselho de Administração considere que a divulgação da ata possa pôr em risco interesse 
legítimo da empresa pública ou da sociedade de economia mista, a empresa pública ou a sociedade de 
economia mista divulgará apenas o extrato das atas. 
§ 6º A restrição prevista no § 5º não será oponível aos órgãos de controle, que terão total e irrestrito 
acesso ao conteúdo das atas do Comitê de Auditoria Estatutário, observada a transferência de sigilo. 
§ 7º O Comitê de Auditoria Estatutário deverá possuir autonomia operacional e dotação orçamentária, 
anual ou por projeto, dentro de limites aprovados pelo Conselho de Administração, para conduzir ou 
determinar a realizaçãode consultas, avaliações e investigações dentro do escopo de suas atividades, 
inclusive com a contratação e utilização de especialistas externos independentes. 
 
Art. 25. O Comitê de Auditoria Estatutário será integrado por, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 5 
(cinco) membros, em sua maioria independentes. 
§ 1º São condições mínimas para integrar o Comitê de Auditoria Estatutário: 
I - não ser ou ter sido, nos 12 (doze) meses anteriores à nomeação para o Comitê: 
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a) diretor, empregado ou membro do conselho fiscal da empresa pública ou sociedade de economia 
mista ou de sua controladora, controlada, coligada ou sociedade em controle comum, direta ou indireta; 
b) responsável técnico, diretor, gerente, supervisor ou qualquer outro integrante com função de 
gerência de equipe envolvida nos trabalhos de auditoria na empresa pública ou sociedade de economia 
mista; 
II - não ser cônjuge ou parente consanguíneo ou afim, até o segundo grau ou por adoção, das pessoas 
referidas no inciso I; 
III - não receber qualquer outro tipo de remuneração da empresa pública ou sociedade de economia 
mista ou de sua controladora, controlada, coligada ou sociedade em controle comum, direta ou indireta, 
que não seja aquela relativa à função de integrante do Comitê de Auditoria Estatutário; 
IV - não ser ou ter sido ocupante de cargo público efetivo, ainda que licenciado, ou de cargo em 
comissão da pessoa jurídica de direito público que exerça o controle acionário da empresa pública ou 
sociedade de economia mista, nos 12 (doze) meses anteriores à nomeação para o Comitê de Auditoria 
Estatutário. 
§ 2º Ao menos 1 (um) dos membros do Comitê de Auditoria Estatutário deve ter reconhecida 
experiência em assuntos de contabilidade societária. 
§ 3º O atendimento às previsões deste artigo deve ser comprovado por meio de documentação mantida 
na sede da empresa pública ou sociedade de economia mista pelo prazo mínimo de 5 (cinco) anos, 
contado a partir do último dia de mandato do membro do Comitê de Auditoria Estatutário. 
 
Seção VIII 
Do Conselho Fiscal 
 
Art. 26. Além das normas previstas nesta Lei, aplicam-se aos membros do Conselho Fiscal da empresa 
pública e da sociedade de economia mista as disposições previstas na Lei no 6.404, de 15 de dezembro 
de 1976, relativas a seus poderes, deveres e responsabilidades, a requisitos e impedimentos para 
investidura e a remuneração, além de outras disposições estabelecidas na referida Lei. 
§ 1º Podem ser membros do Conselho Fiscal pessoas naturais, residentes no País, com formação 
acadêmica compatível com o exercício da função e que tenham exercido, por prazo mínimo de 3 (três) 
anos, cargo de direção ou assessoramento na administração pública ou cargo de conselheiro fiscal ou 
administrador em empresa. 
§ 2º O Conselho Fiscal contará com pelo menos 1 (um) membro indicado pelo ente controlador, que 
deverá ser servidor público com vínculo permanente com a administração pública. 
 
CAPÍTULO III 
DA FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA PÚBLICA E DA SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA 
 
Art. 27. A empresa pública e a sociedade de economia mista terão a função social de realização do 
interesse coletivo ou de atendimento a imperativo da segurança nacional expressa no instrumento de 
autorização legal para a sua criação. 
§ 1º A realização do interesse coletivo de que trata este artigo deverá ser orientada para o alcance do 
bem-estar econômico e para a alocação socialmente eficiente dos recursos geridos pela empresa pública 
e pela sociedade de economia mista, bem como para o seguinte: 
I - ampliação economicamente sustentada do acesso de consumidores aos produtos e serviços da 
empresa pública ou da sociedade de economia mista; 
II - desenvolvimento ou emprego de tecnologia brasileira para produção e oferta de produtos e serviços 
da empresa pública ou da sociedade de economia mista, sempre de maneira economicamente justificada. 
§ 2º A empresa pública e a sociedade de economia mista deverão, nos termos da lei, adotar práticas 
de sustentabilidade ambiental e de responsabilidade social corporativa compatíveis com o mercado em 
que atuam. 
§ 3º A empresa pública e a sociedade de economia mista poderão celebrar convênio ou contrato de 
patrocínio com pessoa física ou com pessoa jurídica para promoção de atividades culturais, sociais, 
esportivas, educacionais e de inovação tecnológica, desde que comprovadamente vinculadas ao 
fortalecimento de sua marca, observando-se, no que couber, as normas de licitação e contratos desta 
Lei. 
 
 
 
 
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78 
 
TÍTULO II 
DISPOSIÇÕES APLICÁVEIS ÀS EMPRESAS PÚBLICAS, ÀS SOCIEDADES DE ECONOMIA 
MISTA E ÀS SUAS SUBSIDIÁRIAS QUE EXPLOREM ATIVIDADE ECONÔMICA DE PRODUÇÃO OU 
COMERCIALIZAÇÃO DE BENS OU DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, AINDA QUE A ATIVIDADE 
ECONÔMICA ESTEJA SUJEITA AO REGIME DE MONOPÓLIO DA UNIÃO OU SEJA DE 
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. 
 
CAPÍTULO I 
DAS LICITAÇÕES 
 
Seção I 
Da Exigência de Licitação e dos Casos de Dispensa e de Inexigibilidade 
 
Art. 28. Os contratos com terceiros destinados à prestação de serviços às empresas públicas e às 
sociedades de economia mista, inclusive de engenharia e de publicidade, à aquisição e à locação de 
bens, à alienação de bens e ativos integrantes do respectivo patrimônio ou à execução de obras a serem 
integradas a esse patrimônio, bem como à implementação de ônus real sobre tais bens, serão precedidos 
de licitação nos termos desta Lei, ressalvadas as hipóteses previstas nos arts. 29 e 30. (Vide Lei nº 
14.002, de 2020) 
§ 1º Aplicam-se às licitações das empresas públicas e das sociedades de economia mista as 
disposições constantes dos arts. 42 a 49 da Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006. 
§ 2º O convênio ou contrato de patrocínio celebrado com pessoas físicas ou jurídicas de que trata o § 
3º do art. 27 observará, no que couber, as normas de licitação e contratos desta Lei. 
§ 3º São as empresas públicas e as sociedades de economia mista dispensadas da observância dos 
dispositivos deste Capítulo nas seguintes situações: 
I - comercialização, prestação ou execução, de forma direta, pelas empresas mencionadas no caput, 
de produtos, serviços ou obras especificamente relacionados com seus respectivos objetos sociais; 
II - nos casos em que a escolha do parceiro esteja associada a suas características particulares, 
vinculada a oportunidades de negócio definidas e específicas, justificada a inviabilidade de procedimento 
competitivo. 
§ 4º Consideram-se oportunidades de negócio a que se refere o inciso II do § 3º a formação e a extinção 
de parcerias e outras formas associativas, societárias ou contratuais, a aquisição e a alienação de 
participação em sociedades e outras formas associativas, societárias ou contratuais e as operações 
realizadas no âmbito do mercado de capitais, respeitada a regulação pelo respectivo órgão competente. 
 
Art. 29. É dispensável a realização de licitação por empresas públicas e sociedades de economia 
mista: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - para obras e serviços de engenharia de valor até R$ 100.000,00 (cem mil reais), desde que não se 
refiram a parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ainda a obras e serviços de mesma natureza e no 
mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente; 
II - para outros serviços e compras de valor até R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) e para alienações, 
nos casos previstos nesta Lei, desde que não se refiram a parcelas de um mesmo serviço, compra ou 
alienação de maior vulto que possa ser realizado de uma só vez; 
III - quando não acudirem interessados à licitação anterior e essa, justificadamente, não puder ser 
repetida sem prejuízo para a empresa pública ou a sociedade de economia mista, bem como para suas 
respectivas subsidiárias, desde que mantidas as condições preestabelecidas;recursos. A falta de interesse 
em se traduzir o termo no Brasil está intimamente relacionada à inexpressiva ou inexistente aplicação das 
formas de accountability, tendo em vista a relação direta dessa forma de controle com a democracia. 
O conceito de accountability, portanto, não deve ser restrito, devendo ser analisado não só na 
dimensão legal, mas, principalmente, na política, como sinônimo de responsabilidade ou dever de prestar 
contas dos atos, alcançando um alto nível de credibilidade junto à sociedade. 
A noção de accountability horizontal, contudo, pressupõe uma relação entre iguais, por meio do 
mecanismo de “checks and balances”, ou seja, checar e balancear, da mútua vigilância entre os três 
poderes, autônomos, do Estado. Entretanto, é preciso esclarecer como se situam, nas dimensões vertical 
ou horizontal da accountability, os agentes da sociedade civil. 
 
Questão 
 
01. (MPE-AM – Agente Técnico – Administrador – FCC) Governança, na Administração pública, é 
um 
(A) conjunto de condições necessárias ao exercício do poder, compreendendo a forma de governo, as 
relações entre os poderes e o sistema partidário. 
(B) modelo horizontal de relação entre atores públicos e privados no processo de elaboração de 
políticas públicas. 
(C) pressuposto cujo detentor do poder público tem o dever de prestar contas, para sua consequente 
responsabilização. 
(D) processo administrativo tipificado em planejamento, programação, orçamentação, execução, 
controle e avaliação das políticas públicas, por uma entidade pública ou privada. 
(E) conjunto de ações do governo que irão produzir efeitos específicos. 
 
Gabarito 
 
01.B 
 
Comentário 
 
01. Resposta: B 
A governança na administração pública é um modelo horizontal de relação entre atores públicos e 
privados no processo de elaboração de políticas públicas. Uma boa governança pública, à semelhança 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
6 
 
da corporativa, está apoiada em quatro princípios: relações éticas, conformidade, em todas as suas 
dimensões; transparência; e prestação de contas. 
 
 
 
Primeiramente, faz-se necessário conceituar o que são Processos. Dentro da Administração podemos 
considerar como o conjunto de atividades ou de tarefas que são realizadas por uma empresa com o 
objetivo de criar ou adicionar valor aos clientes. Um processo é definido pelas etapas de início e fim, cada 
etapa com focos associados a diferentes clientes. 
 
Vale ressaltar que o termo clientes aqui utilizado serve tanto no sentido de: 
Clientes Externos: aqueles que usufruirão do produto ou serviço final, e 
Clientes Internos: como os funcionários diretos e indiretos de uma organização. 
 
Assim, um processo nada mais é que um conjunto de atividades realizadas por pessoas e/ou 
máquinas, que se utilizam de recursos, sejam informações, equipamentos, conhecimentos, que 
transformarão os insumos, obtidos de fornecedores, em produtos e/ou serviços que serão entregues aos 
clientes. 
Um processo organizacional pode ser entendido como a dinâmica de uma empresa, a forma que atua 
para conseguir alcançar um determinado fim, podendo ser um produto ou serviço. 
Segundo Davenport1, um processo seria uma ordenação específica das atividades de trabalho no 
tempo e no espaço, com um começo, um fim, entradas e saídas claramente identificadas, enfim, uma 
estrutura para ação, já Harrington2 define como um grupo de tarefas interligadas logicamente, que utilizam 
os recursos da organização para gerar os resultados definidos, de forma a apoiar seus objetivos. 
Podemos concluir, basicamente, que o conceito de ambos confirma a importância de uma Gestão a 
ser realizada nos processos de forma bem organizada e planejada. 
Se imaginarmos um trabalhador de algumas décadas atrás, ele basicamente comprava a matéria 
prima, planejava sua aplicação, desenvolvia o produto, entregava ao cliente, recebia o pagamento e 
pagava suas contas. Este trabalhador possuía a noção de todo seu processo. 
Na atualidade, as organizações departamentalizadas possuem áreas que cuidam de forma individual 
da aquisição de suas matérias primas, do desenvolvimento do produto, do contas a pagar e a receber, 
perdendo-se o contato com o cliente. Assim os processos ficam “quebrados” e iniciam-se os problemas 
de retrabalhos, atividades não executadas, acúmulo e desvio de funções... e a organização, por crescer 
e se estruturar de forma vertical, perde a visão dos seus processos. 
As organizações crescem e, muitas vezes, os gestores perdem o controle das operações, tornando-
as confusas e desordenadas. Sendo assim a estrutura organizacional, organogramas e fluxogramas 
muitas vezes perdem o sentido de sua existência (pois não são seguidos corretamente) e isso faz com 
que a organização fique desorientada e não seja eficiente. 
A elaboração e organização de processos amenizam o impacto do crescimento não ordenado ou não 
controlado. 
Antes de continuarmos, é importante observarmos que existe uma diferença entre a gestão DE 
processos e a gestão POR processos (talvez a banca não faça essa distinção, porém é importante o seu 
conhecimento para diferenciar estes pontos). 
 
A gestão de processos significa que existem processos mapeados, sendo monitorados, mantidos 
sob controle e que estão funcionando conforme planejado; Isto é, temos a Gestão de Processos quando 
um ou mais processos da organização são gerenciados, o que implica que eles sejam identificados, 
modelados, executados conforme a modelagem, monitorados na sua execução e submetidos a melhorias. 
 
Quando se fala em gestão por processos, procura-se ver a organização de forma mais ampla, com 
as áreas se inter-relacionando. Vários processos estão interagindo e a gestão monitora isso como um 
todo, garantindo a satisfação do cliente. Ou seja, a Gestão de Processos é aplicada a todos os seus 
processos: administrativos e operacionais. Ela entende a empresa como uma articulação de processos, 
 
1 DAVENPORT, Thomas H. Reengenharia de processos: como inovar na empresa através da tecnologia da informação. Rio de Janeiro: Campus, 1994. 390p. 
2 HARRINGTON, H. James. Aperfeiçoando os processos empresarias: estratégia revolucionária para o aperfeiçoamento da qualidade, da produtividade e da 
competitividade. São Paulo: Makron Books, 1993. 342p. 
1.1 Gestão por processos 
 
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na qual a organização é estruturada, gerenciada, avaliada, compreendida e vivenciada em torno dos seus 
processos. 
 
Sendo assim, para que uma gestão por processos seja bem sucedida, é necessário que: 
- As áreas se enxerguem como sócias/parceiras, e não como concorrentes; 
- Que o desempenho do processo seja medido e rastreado continuamente e por todos os envolvidos; 
- Que os colaboradores sejam avaliados pelas contribuições para o sucesso do processo 
 
Uma empresa pode ser composta por vários processos, e muitas vezes enxergar esse conceito como 
um fluxograma, obedecendo a uma sequência de atividades a serem cumpridas e, portanto, com uma 
sequência lógica. 
Dentro dos processos, as empresas podem trabalhar com divisões que facilitam a visão, compreensão 
e organização dos processos que envolvem o negócio, para isso utilizam subprocessos voltados 
principalmente para atividades que possuem maior grau de complexidade. 
Uma empresa pode organizar seus processos de acordo com o enfoque desejado, voltando-o: 
- Para as principais atividades da empresa; 
- Para os principais negócios. 
- Para os departamentos -ou áreas funcionais 
 
O que definirá o enfoque que norteará os processos são os objetivos organizacionais, a formulação de 
estratégias e metas, e os planos de ação. 
Sendo assim, para que uma empresa redefina seus processos, precisa reconhecer quais são suas 
prioridades, necessidades, potencialidades e deficiências, para que assim consiga entender como 
funciona a execução de tais objetivos - levando em consideração a compreensãoIV - quando as propostas apresentadas consignarem preços manifestamente superiores aos 
praticados no mercado nacional ou incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais competentes; 
V - para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento de suas finalidades precípuas, 
quando as necessidades de instalação e localização condicionarem a escolha do imóvel, desde que o 
preço seja compatível com o valor de mercado, segundo avaliação prévia; 
VI - na contratação de remanescente de obra, de serviço ou de fornecimento, em consequência de 
rescisão contratual, desde que atendida a ordem de classificação da licitação anterior e aceitas as 
mesmas condições do contrato encerrado por rescisão ou distrato, inclusive quanto ao preço, 
devidamente corrigido; 
VII - na contratação de instituição brasileira incumbida regimental ou estatutariamente da pesquisa, do 
ensino ou do desenvolvimento institucional ou de instituição dedicada à recuperação social do preso, 
desde que a contratada detenha inquestionável reputação ético-profissional e não tenha fins lucrativos; 
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VIII - para a aquisição de componentes ou peças de origem nacional ou estrangeira necessários à 
manutenção de equipamentos durante o período de garantia técnica, junto ao fornecedor original desses 
equipamentos, quando tal condição de exclusividade for indispensável para a vigência da garantia; 
IX - na contratação de associação de pessoas com deficiência física, sem fins lucrativos e de 
comprovada idoneidade, para a prestação de serviços ou fornecimento de mão de obra, desde que o 
preço contratado seja compatível com o praticado no mercado; 
X - na contratação de concessionário, permissionário ou autorizado para fornecimento ou suprimento 
de energia elétrica ou gás natural e de outras prestadoras de serviço público, segundo as normas da 
legislação específica, desde que o objeto do contrato tenha pertinência com o serviço público. 
XI - nas contratações entre empresas públicas ou sociedades de economia mista e suas respectivas 
subsidiárias, para aquisição ou alienação de bens e prestação ou obtenção de serviços, desde que os 
preços sejam compatíveis com os praticados no mercado e que o objeto do contrato tenha relação com 
a atividade da contratada prevista em seu estatuto social; 
XII - na contratação de coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos 
recicláveis ou reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo, efetuados por associações 
ou cooperativas formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda que tenham como 
ocupação econômica a coleta de materiais recicláveis, com o uso de equipamentos compatíveis com as 
normas técnicas, ambientais e de saúde pública; 
XIII - para o fornecimento de bens e serviços, produzidos ou prestados no País, que envolvam, 
cumulativamente, alta complexidade tecnológica e defesa nacional, mediante parecer de comissão 
especialmente designada pelo dirigente máximo da empresa pública ou da sociedade de economia mista; 
XIV - nas contratações visando ao cumprimento do disposto nos arts. 3º, 4º, 5º e 20 da Lei no 10.973, 
de 2 de dezembro de 2004, observados os princípios gerais de contratação dela constantes; 
XV - em situações de emergência, quando caracterizada urgência de atendimento de situação que 
possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e 
outros bens, públicos ou particulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação 
emergencial e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 
(cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos, contado da ocorrência da emergência, vedada a 
prorrogação dos respectivos contratos, observado o disposto no § 2º; 
XVI - na transferência de bens a órgãos e entidades da administração pública, inclusive quando 
efetivada mediante permuta; 
XVII - na doação de bens móveis para fins e usos de interesse social, após avaliação de sua 
oportunidade e conveniência socioeconômica relativamente à escolha de outra forma de alienação; 
XVIII - na compra e venda de ações, de títulos de crédito e de dívida e de bens que produzam ou 
comercializem. 
§ 1º Na hipótese de nenhum dos licitantes aceitar a contratação nos termos do inciso VI do caput, a 
empresa pública e a sociedade de economia mista poderão convocar os licitantes remanescentes, na 
ordem de classificação, para a celebração do contrato nas condições ofertadas por estes, desde que o 
respectivo valor seja igual ou inferior ao orçamento estimado para a contratação, inclusive quanto aos 
preços atualizados nos termos do instrumento convocatório. 
§ 2º A contratação direta com base no inciso XV do caput não dispensará a responsabilização de 
quem, por ação ou omissão, tenha dado causa ao motivo ali descrito, inclusive no tocante ao disposto na 
Lei no 8.429, de 2 de junho de 1992. 
§ 3º Os valores estabelecidos nos incisos I e II do caput podem ser alterados, para refletir a variação 
de custos, por deliberação do Conselho de Administração da empresa pública ou sociedade de economia 
mista, admitindo-se valores diferenciados para cada sociedade. 
 
Vale diferenciar licitação dispensável e dispensada... 
Na dispensável o administrador poderá realizar o procedimento licitatório caso queira. Já na 
dispensada o administrador não pode licitar de modo algum. 
 
Art. 30. A contratação direta será feita quando houver inviabilidade de competição, em especial na 
hipótese de: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - aquisição de materiais, equipamentos ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, 
empresa ou representante comercial exclusivo; 
II - contratação dos seguintes serviços técnicos especializados, com profissionais ou empresas de 
notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação: 
a) estudos técnicos, planejamentos e projetos básicos ou executivos; 
b) pareceres, perícias e avaliações em geral; 
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80 
 
c) assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias; 
d) fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços; 
e) patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas; 
f) treinamento e aperfeiçoamento de pessoal; 
g) restauração de obras de arte e bens de valor histórico. 
§ 1º Considera-se de notória especialização o profissional ou a empresa cujo conceito no campo de 
sua especialidade, decorrente de desempenho anterior, estudos, experiência, publicações, organização, 
aparelhamento, equipe técnica ou outros requisitos relacionados com suas atividades, permita inferir que 
o seu trabalho é essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação do objeto do contrato. 
§ 2º Na hipótese do caput e em qualquer dos casos de dispensa, se comprovado, pelo órgão de 
controle externo, sobrepreço ou superfaturamento, respondem solidariamente pelo dano causado quem 
houver decidido pela contratação direta e o fornecedor ou o prestador de serviços. 
§ 3º O processo de contratação direta será instruído, no que couber, com os seguintes elementos: 
I - caracterização da situação emergencial ou calamitosa que justifique a dispensa, quando for o caso; 
II - razão da escolha do fornecedor ou do executante; 
III - justificativa do preço. 
 
Seção II 
Disposições de Caráter Geral sobre Licitações e Contratos 
 
Art. 31. As licitações realizadas e os contratos celebrados por empresas públicas e sociedades de 
economia mista destinam-se a assegurar a seleção da proposta mais vantajosa, inclusive no que se refere 
ao ciclo de vida do objeto, e a evitar operações em que se caracterize sobrepreço ou superfaturamento, 
devendo observar os princípios da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da 
eficiência, da probidade administrativa, da economicidade,do desenvolvimento nacional sustentável, da 
vinculação ao instrumento convocatório, da obtenção de competitividade e do julgamento objetivo. (Vide 
Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º Para os fins do disposto no caput, considera-se que há: 
I - sobrepreço quando os preços orçados para a licitação ou os preços contratados são 
expressivamente superiores aos preços referenciais de mercado, podendo referir-se ao valor unitário de 
um item, se a licitação ou a contratação for por preços unitários de serviço, ou ao valor global do objeto, 
se a licitação ou a contratação for por preço global ou por empreitada; 
II - superfaturamento quando houver dano ao patrimônio da empresa pública ou da sociedade de 
economia mista caracterizado, por exemplo: 
a) pela medição de quantidades superiores às efetivamente executadas ou fornecidas; 
b) pela deficiência na execução de obras e serviços de engenharia que resulte em diminuição da 
qualidade, da vida útil ou da segurança; 
c) por alterações no orçamento de obras e de serviços de engenharia que causem o desequilíbrio 
econômico-financeiro do contrato em favor do contratado; 
d) por outras alterações de cláusulas financeiras que gerem recebimentos contratuais antecipados, 
distorção do cronograma físico-financeiro, prorrogação injustificada do prazo contratual com custos 
adicionais para a empresa pública ou a sociedade de economia mista ou reajuste irregular de preços. 
§ 2º O orçamento de referência do custo global de obras e serviços de engenharia deverá ser obtido 
a partir de custos unitários de insumos ou serviços menores ou iguais à mediana de seus correspondentes 
no Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), no caso de construção 
civil em geral, ou no Sistema de Custos Referenciais de Obras (Sicro), no caso de obras e serviços 
rodoviários, devendo ser observadas as peculiaridades geográficas. 
§ 3º No caso de inviabilidade da definição dos custos consoante o disposto no § 2º, a estimativa de 
custo global poderá ser apurada por meio da utilização de dados contidos em tabela de referência 
formalmente aprovada por órgãos ou entidades da administração pública federal, em publicações técnicas 
especializadas, em banco de dados e sistema específico instituído para o setor ou em pesquisa de 
mercado. 
§ 4º A empresa pública e a sociedade de economia mista poderão adotar procedimento de 
manifestação de interesse privado para o recebimento de propostas e projetos de empreendimentos com 
vistas a atender necessidades previamente identificadas, cabendo a regulamento a definição de suas 
regras específicas. 
§ 5º Na hipótese a que se refere o § 4º, o autor ou financiador do projeto poderá participar da licitação 
para a execução do empreendimento, podendo ser ressarcido pelos custos aprovados pela empresa 
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81 
 
pública ou sociedade de economia mista caso não vença o certame, desde que seja promovida a cessão 
de direitos de que trata o art. 80. 
 
Art. 32. Nas licitações e contratos de que trata esta Lei serão observadas as seguintes diretrizes: 
(Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - padronização do objeto da contratação, dos instrumentos convocatórios e das minutas de contratos, 
de acordo com normas internas específicas; 
II - busca da maior vantagem competitiva para a empresa pública ou sociedade de economia mista, 
considerando custos e benefícios, diretos e indiretos, de natureza econômica, social ou ambiental, 
inclusive os relativos à manutenção, ao desfazimento de bens e resíduos, ao índice de depreciação 
econômica e a outros fatores de igual relevância; 
III - parcelamento do objeto, visando a ampliar a participação de licitantes, sem perda de economia de 
escala, e desde que não atinja valores inferiores aos limites estabelecidos no art. 29, incisos I e II; 
IV - adoção preferencial da modalidade de licitação denominada pregão, instituída pela Lei no 10.520, 
de 17 de julho de 2002, para a aquisição de bens e serviços comuns, assim considerados aqueles cujos 
padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de 
especificações usuais no mercado; 
V - observação da política de integridade nas transações com partes interessadas. 
§ 1º As licitações e os contratos disciplinados por esta Lei devem respeitar, especialmente, as normas 
relativas à: 
I - disposição final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos gerados pelas obras contratadas; 
II - mitigação dos danos ambientais por meio de medidas condicionantes e de compensação ambiental, 
que serão definidas no procedimento de licenciamento ambiental; 
III - utilização de produtos, equipamentos e serviços que, comprovadamente, reduzam o consumo de 
energia e de recursos naturais; 
IV - avaliação de impactos de vizinhança, na forma da legislação urbanística; 
V - proteção do patrimônio cultural, histórico, arqueológico e imaterial, inclusive por meio da avaliação 
do impacto direto ou indireto causado por investimentos realizados por empresas públicas e sociedades 
de economia mista; 
VI - acessibilidade para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. 
§ 2º A contratação a ser celebrada por empresa pública ou sociedade de economia mista da qual 
decorra impacto negativo sobre bens do patrimônio cultural, histórico, arqueológico e imaterial tombados 
dependerá de autorização da esfera de governo encarregada da proteção do respectivo patrimônio, 
devendo o impacto ser compensado por meio de medidas determinadas pelo dirigente máximo da 
empresa pública ou sociedade de economia mista, na forma da legislação aplicável. 
§ 3º As licitações na modalidade de pregão, na forma eletrônica, deverão ser realizadas 
exclusivamente em portais de compras de acesso público na internet. 
§ 4º Nas licitações com etapa de lances, a empresa pública ou sociedade de economia mista 
disponibilizará ferramentas eletrônicas para envio de lances pelos licitantes. 
 
Art. 33. O objeto da licitação e do contrato dela decorrente será definido de forma sucinta e clara no 
instrumento convocatório. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
 
Art. 34. O valor estimado do contrato a ser celebrado pela empresa pública ou pela sociedade de 
economia mista será sigiloso, facultando-se à contratante, mediante justificação na fase de preparação 
prevista no inciso I do art. 51 desta Lei, conferir publicidade ao valor estimado do objeto da licitação, sem 
prejuízo da divulgação do detalhamento dos quantitativos e das demais informações necessárias para a 
elaboração das propostas. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º Na hipótese em que for adotado o critério de julgamento por maior desconto, a informação de que 
trata o caput deste artigo constará do instrumento convocatório. 
§ 2º No caso de julgamento por melhor técnica, o valor do prêmio ou da remuneração será incluído no 
instrumento convocatório. 
§ 3º A informação relativa ao valor estimado do objeto da licitação, ainda que tenha caráter sigiloso, 
será disponibilizada a órgãos de controle externo e interno, devendo a empresa pública ou a sociedade 
de economia mista registrar em documento formal sua disponibilização aos órgãos de controle, sempre 
que solicitado. 
§ 4º (VETADO). 
 
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82 
 
Art. 35. Observado o disposto no art. 34, o conteúdo da proposta, quando adotado o modo de disputa 
fechado e até sua abertura, os atos e os procedimentos praticados em decorrência desta Lei submetem-
se à legislação que regula o acesso dos cidadãos às informações detidas pela administração pública, 
particularmente aos termos da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 . (Vide Lei nº 14.002, de 
2020) 
 
Art. 36. A empresa pública e a sociedade de economia mista poderão promover a pré-qualificação de 
seus fornecedores ou produtos, nos termos do art. 64. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
 
Art. 37.A empresa pública e a sociedade de economia mista deverão informar os dados relativos às 
sanções por elas aplicadas aos contratados, nos termos definidos no art. 83, de forma a manter atualizado 
o cadastro de empresas inidôneas de que trata o art. 23 da Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013 . 
(Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º O fornecedor incluído no cadastro referido no caput não poderá disputar licitação ou participar, 
direta ou indiretamente, da execução de contrato. 
§ 2º Serão excluídos do cadastro referido no caput, a qualquer tempo, fornecedores que demonstrarem 
a superação dos motivos que deram causa à restrição contra eles promovida. 
 
Art. 38. Estará impedida de participar de licitações e de ser contratada pela empresa pública ou 
sociedade de economia mista a empresa: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - cujo administrador ou sócio detentor de mais de 5% (cinco por cento) do capital social seja diretor 
ou empregado da empresa pública ou sociedade de economia mista contratante; 
II - suspensa pela empresa pública ou sociedade de economia mista; 
III - declarada inidônea pela União, por Estado, pelo Distrito Federal ou pela unidade federativa a que 
está vinculada a empresa pública ou sociedade de economia mista, enquanto perdurarem os efeitos da 
sanção; 
IV - constituída por sócio de empresa que estiver suspensa, impedida ou declarada inidônea; 
V - cujo administrador seja sócio de empresa suspensa, impedida ou declarada inidônea; 
VI - constituída por sócio que tenha sido sócio ou administrador de empresa suspensa, impedida ou 
declarada inidônea, no período dos fatos que deram ensejo à sanção; 
VII - cujo administrador tenha sido sócio ou administrador de empresa suspensa, impedida ou 
declarada inidônea, no período dos fatos que deram ensejo à sanção; 
VIII - que tiver, nos seus quadros de diretoria, pessoa que participou, em razão de vínculo de mesma 
natureza, de empresa declarada inidônea. 
Parágrafo único. Aplica-se a vedação prevista no caput: 
I - à contratação do próprio empregado ou dirigente, como pessoa física, bem como à participação 
dele em procedimentos licitatórios, na condição de licitante; 
II - a quem tenha relação de parentesco, até o terceiro grau civil, com: 
a) dirigente de empresa pública ou sociedade de economia mista; 
b) empregado de empresa pública ou sociedade de economia mista cujas atribuições envolvam a 
atuação na área responsável pela licitação ou contratação; 
c) autoridade do ente público a que a empresa pública ou sociedade de economia mista esteja 
vinculada. 
III - cujo proprietário, mesmo na condição de sócio, tenha terminado seu prazo de gestão ou rompido 
seu vínculo com a respectiva empresa pública ou sociedade de economia mista promotora da licitação 
ou contratante há menos de 6 (seis) meses. 
 
Art. 39. Os procedimentos licitatórios, a pré-qualificação e os contratos disciplinados por esta Lei serão 
divulgados em portal específico mantido pela empresa pública ou sociedade de economia mista na 
internet, devendo ser adotados os seguintes prazos mínimos para apresentação de propostas ou lances, 
contados a partir da divulgação do instrumento convocatório: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - para aquisição de bens: 
a) 5 (cinco) dias úteis, quando adotado como critério de julgamento o menor preço ou o maior desconto; 
b) 10 (dez) dias úteis, nas demais hipóteses; 
II - para contratação de obras e serviços: 
a) 15 (quinze) dias úteis, quando adotado como critério de julgamento o menor preço ou o maior 
desconto; 
b) 30 (trinta) dias úteis, nas demais hipóteses; 
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83 
 
III - no mínimo 45 (quarenta e cinco) dias úteis para licitação em que se adote como critério de 
julgamento a melhor técnica ou a melhor combinação de técnica e preço, bem como para licitação em 
que haja contratação semi-integrada ou integrada. 
Parágrafo único. As modificações promovidas no instrumento convocatório serão objeto de divulgação 
nos mesmos termos e prazos dos atos e procedimentos originais, exceto quando a alteração não afetar 
a preparação das propostas. 
 
Art. 40. As empresas públicas e as sociedades de economia mista deverão publicar e manter 
atualizado regulamento interno de licitações e contratos, compatível com o disposto nesta Lei, 
especialmente quanto a: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - glossário de expressões técnicas; 
II - cadastro de fornecedores; 
III - minutas-padrão de editais e contratos; 
IV - procedimentos de licitação e contratação direta; 
V - tramitação de recursos; 
VI - formalização de contratos; 
VII - gestão e fiscalização de contratos; 
VIII - aplicação de penalidades; 
IX - recebimento do objeto do contrato. 
 
Art. 41. Aplicam-se às licitações e contratos regidos por esta Lei as normas de direito penal contidas 
nos arts. 89 a 99 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993 . (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
 
Seção III 
Das Normas Específicas para Obras e Serviços 
 
Art. 42. Na licitação e na contratação de obras e serviços por empresas públicas e sociedades de 
economia mista, serão observadas as seguintes definições: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - empreitada por preço unitário: contratação por preço certo de unidades determinadas; 
II - empreitada por preço global: contratação por preço certo e total; 
III - tarefa: contratação de mão de obra para pequenos trabalhos por preço certo, com ou sem 
fornecimento de material; 
IV - empreitada integral: contratação de empreendimento em sua integralidade, com todas as etapas 
de obras, serviços e instalações necessárias, sob inteira responsabilidade da contratada até a sua entrega 
ao contratante em condições de entrada em operação, atendidos os requisitos técnicos e legais para sua 
utilização em condições de segurança estrutural e operacional e com as características adequadas às 
finalidades para as quais foi contratada; 
V - contratação semi-integrada: contratação que envolve a elaboração e o desenvolvimento do projeto 
executivo, a execução de obras e serviços de engenharia, a montagem, a realização de testes, a pré-
operação e as demais operações necessárias e suficientes para a entrega final do objeto, de acordo com 
o estabelecido nos §§ 1º e 3º deste artigo; 
VI - contratação integrada: contratação que envolve a elaboração e o desenvolvimento dos projetos 
básico e executivo, a execução de obras e serviços de engenharia, a montagem, a realização de testes, 
a pré-operação e as demais operações necessárias e suficientes para a entrega final do objeto, de acordo 
com o estabelecido nos §§ 1º, 2º e 3º deste artigo; 
VII - anteprojeto de engenharia: peça técnica com todos os elementos de contornos necessários e 
fundamentais à elaboração do projeto básico, devendo conter minimamente os seguintes elementos: 
a) demonstração e justificativa do programa de necessidades, visão global dos investimentos e 
definições relacionadas ao nível de serviço desejado; 
b) condições de solidez, segurança e durabilidade e prazo de entrega; 
c) estética do projeto arquitetônico; 
d) parâmetros de adequação ao interesse público, à economia na utilização, à facilidade na execução, 
aos impactos ambientais e à acessibilidade; 
e) concepção da obra ou do serviço de engenharia; 
f) projetos anteriores ou estudos preliminares que embasaram a concepção adotada; 
g) levantamento topográfico e cadastral; 
h) pareceres de sondagem; 
i) memorial descritivo dos elementos da edificação, dos componentes construtivos e dos materiais de 
construção, de forma a estabelecer padrões mínimos para a contratação; 
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VIII - projeto básico: conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, 
para, observado o disposto no § 3º, caracterizar a obra ou o serviço, ou o complexo de obras ou de 
serviços objeto da licitação,elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que 
assegure a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento e que 
possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução, devendo 
conter os seguintes elementos: 
a) desenvolvimento da solução escolhida, de forma a fornecer visão global da obra e a identificar todos 
os seus elementos constitutivos com clareza; 
b) soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de forma a minimizar a 
necessidade de reformulação ou de variantes durante as fases de elaboração do projeto executivo e de 
realização das obras e montagem; 
c) identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra, 
bem como suas especificações, de modo a assegurar os melhores resultados para o empreendimento, 
sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução; 
d) informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos, instalações provisórias 
e condições organizacionais para a obra, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução; 
e) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra, compreendendo a sua 
programação, a estratégia de suprimentos, as normas de fiscalização e outros dados necessários em 
cada caso; 
f) (VETADO); 
IX - projeto executivo: conjunto dos elementos necessários e suficientes à execução completa da obra, 
de acordo com as normas técnicas pertinentes; 
X - matriz de riscos: cláusula contratual definidora de riscos e responsabilidades entre as partes e 
caracterizadora do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato, em termos de ônus financeiro 
decorrente de eventos supervenientes à contratação, contendo, no mínimo, as seguintes informações: 
a) listagem de possíveis eventos supervenientes à assinatura do contrato, impactantes no equilíbrio 
econômico-financeiro da avença, e previsão de eventual necessidade de prolação de termo aditivo 
quando de sua ocorrência; 
b) estabelecimento preciso das frações do objeto em que haverá liberdade das contratadas para inovar 
em soluções metodológicas ou tecnológicas, em obrigações de resultado, em termos de modificação das 
soluções previamente delineadas no anteprojeto ou no projeto básico da licitação; 
c) estabelecimento preciso das frações do objeto em que não haverá liberdade das contratadas para 
inovar em soluções metodológicas ou tecnológicas, em obrigações de meio, devendo haver obrigação de 
identidade entre a execução e a solução pré-definida no anteprojeto ou no projeto básico da licitação. 
§ 1º As contratações semi-integradas e integradas referidas, respectivamente, nos incisos V e VI do 
caput deste artigo restringir-se-ão a obras e serviços de engenharia e observarão os seguintes requisitos: 
I - o instrumento convocatório deverá conter: 
a) anteprojeto de engenharia, no caso de contratação integrada, com elementos técnicos que permitam 
a caracterização da obra ou do serviço e a elaboração e comparação, de forma isonômica, das propostas 
a serem ofertadas pelos particulares; 
b) projeto básico, nos casos de empreitada por preço unitário, de empreitada por preço global, de 
empreitada integral e de contratação semi-integrada, nos termos definidos neste artigo; 
c) documento técnico, com definição precisa das frações do empreendimento em que haverá liberdade 
de as contratadas inovarem em soluções metodológicas ou tecnológicas, seja em termos de modificação 
das soluções previamente delineadas no anteprojeto ou no projeto básico da licitação, seja em termos de 
detalhamento dos sistemas e procedimentos construtivos previstos nessas peças técnicas; 
d) matriz de riscos; 
II - o valor estimado do objeto a ser licitado será calculado com base em valores de mercado, em 
valores pagos pela administração pública em serviços e obras similares ou em avaliação do custo global 
da obra, aferido mediante orçamento sintético ou metodologia expedita ou paramétrica; 
III - o critério de julgamento a ser adotado será o de menor preço ou de melhor combinação de técnica 
e preço, pontuando-se na avaliação técnica as vantagens e os benefícios que eventualmente forem 
oferecidos para cada produto ou solução; 
IV - na contratação semi-integrada, o projeto básico poderá ser alterado, desde que demonstrada a 
superioridade das inovações em termos de redução de custos, de aumento da qualidade, de redução do 
prazo de execução e de facilidade de manutenção ou operação. 
§ 2º No caso dos orçamentos das contratações integradas: 
I - sempre que o anteprojeto da licitação, por seus elementos mínimos, assim o permitir, as estimativas 
de preço devem se basear em orçamento tão detalhado quanto possível, devendo a utilização de 
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estimativas paramétricas e a avaliação aproximada baseada em outras obras similares ser realizadas 
somente nas frações do empreendimento não suficientemente detalhadas no anteprojeto da licitação, 
exigindo-se das contratadas, no mínimo, o mesmo nível de detalhamento em seus demonstrativos de 
formação de preços; 
II - quando utilizada metodologia expedita ou paramétrica para abalizar o valor do empreendimento ou 
de fração dele, consideradas as disposições do inciso I, entre 2 (duas) ou mais técnicas estimativas 
possíveis, deve ser utilizada nas estimativas de preço-base a que viabilize a maior precisão orçamentária, 
exigindo-se das licitantes, no mínimo, o mesmo nível de detalhamento na motivação dos respectivos 
preços ofertados. 
§ 3º Nas contratações integradas ou semi-integradas, os riscos decorrentes de fatos supervenientes à 
contratação associados à escolha da solução de projeto básico pela contratante deverão ser alocados 
como de sua responsabilidade na matriz de riscos. 
§ 4º No caso de licitação de obras e serviços de engenharia, as empresas públicas e as sociedades 
de economia mista abrangidas por esta Lei deverão utilizar a contratação semi-integrada, prevista no 
inciso V do caput, cabendo a elas a elaboração ou a contratação do projeto básico antes da licitação de 
que trata este parágrafo, podendo ser utilizadas outras modalidades previstas nos incisos do caput deste 
artigo, desde que essa opção seja devidamente justificada. 
§ 5º Para fins do previsto na parte final do § 4º, não será admitida, por parte da empresa pública ou da 
sociedade de economia mista, como justificativa para a adoção da modalidade de contratação integrada, 
a ausência de projeto básico. 
 
Art. 43. Os contratos destinados à execução de obras e serviços de engenharia admitirão os seguintes 
regimes: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - empreitada por preço unitário, nos casos em que os objetos, por sua natureza, possuam imprecisão 
inerente de quantitativos em seus itens orçamentários; 
II - empreitada por preço global, quando for possível definir previamente no projeto básico, com boa 
margem de precisão, as quantidades dos serviços a serem posteriormente executados na fase contratual; 
III - contratação por tarefa, em contratações de profissionais autônomos ou de pequenas empresas 
para realização de serviços técnicos comuns e de curta duração; 
IV - empreitada integral, nos casos em que o contratante necessite receber o empreendimento, 
normalmente de alta complexidade, em condição de operação imediata; 
V - contratação semi-integrada, quando for possível definir previamente no projeto básico as 
quantidades dos serviços a serem posteriormente executados na fase contratual, em obra ou serviço de 
engenharia que possa ser executado com diferentes metodologias ou tecnologias; 
VI - contratação integrada, quando a obra ou o serviço de engenharia for de natureza 
predominantemente intelectual e de inovação tecnológica do objeto licitado ou puder ser executado com 
diferentes metodologias ou tecnologias de domínio restrito no mercado. 
§ 1º Serão obrigatoriamente precedidaspela elaboração de projeto básico, disponível para exame de 
qualquer interessado, as licitações para a contratação de obras e serviços, com exceção daquelas em 
que for adotado o regime previsto no inciso VI do caput deste artigo. 
§ 2º É vedada a execução, sem projeto executivo, de obras e serviços de engenharia. 
 
Art. 44. É vedada a participação direta ou indireta nas licitações para obras e serviços de engenharia 
de que trata esta Lei: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - de pessoa física ou jurídica que tenha elaborado o anteprojeto ou o projeto básico da licitação; 
II - de pessoa jurídica que participar de consórcio responsável pela elaboração do anteprojeto ou do 
projeto básico da licitação; 
III - de pessoa jurídica da qual o autor do anteprojeto ou do projeto básico da licitação seja 
administrador, controlador, gerente, responsável técnico, subcontratado ou sócio, neste último caso 
quando a participação superar 5% (cinco por cento) do capital votante. 
§ 1º A elaboração do projeto executivo constituirá encargo do contratado, consoante preço 
previamente fixado pela empresa pública ou pela sociedade de economia mista. 
§ 2º É permitida a participação das pessoas jurídicas e da pessoa física de que tratam os incisos II e 
III do caput deste artigo em licitação ou em execução de contrato, como consultor ou técnico, nas funções 
de fiscalização, supervisão ou gerenciamento, exclusivamente a serviço da empresa pública e da 
sociedade de economia mista interessadas. 
§ 3º Para fins do disposto no caput, considera-se participação indireta a existência de vínculos de 
natureza técnica, comercial, econômica, financeira ou trabalhista entre o autor do projeto básico, pessoa 
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física ou jurídica, e o licitante ou responsável pelos serviços, fornecimentos e obras, incluindo-se os 
fornecimentos de bens e serviços a estes necessários. 
§ 4º O disposto no § 3º deste artigo aplica-se a empregados incumbidos de levar a efeito atos e 
procedimentos realizados pela empresa pública e pela sociedade de economia mista no curso da licitação. 
 
Art. 45. Na contratação de obras e serviços, inclusive de engenharia, poderá ser estabelecida 
remuneração variável vinculada ao desempenho do contratado, com base em metas, padrões de 
qualidade, critérios de sustentabilidade ambiental e prazos de entrega definidos no instrumento 
convocatório e no contrato. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
Parágrafo único. A utilização da remuneração variável respeitará o limite orçamentário fixado pela 
empresa pública ou pela sociedade de economia mista para a respectiva contratação. 
 
Art. 46. Mediante justificativa expressa e desde que não implique perda de economia de escala, poderá 
ser celebrado mais de um contrato para executar serviço de mesma natureza quando o objeto da 
contratação puder ser executado de forma concorrente e simultânea por mais de um contratado. (Vide 
Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º Na hipótese prevista no caput deste artigo, será mantido controle individualizado da execução do 
objeto contratual relativamente a cada um dos contratados. 
§ 2º (VETADO). 
 
Seção IV 
Das Normas Específicas para Aquisição de Bens 
 
Art. 47. A empresa pública e a sociedade de economia mista, na licitação para aquisição de bens, 
poderão: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - indicar marca ou modelo, nas seguintes hipóteses: 
a) em decorrência da necessidade de padronização do objeto; 
b) quando determinada marca ou modelo comercializado por mais de um fornecedor constituir o único 
capaz de atender o objeto do contrato; 
c) quando for necessária, para compreensão do objeto, a identificação de determinada marca ou 
modelo apto a servir como referência, situação em que será obrigatório o acréscimo da expressão “ou 
similar ou de melhor qualidade”; 
II - exigir amostra do bem no procedimento de pré-qualificação e na fase de julgamento das propostas 
ou de lances, desde que justificada a necessidade de sua apresentação; 
III - solicitar a certificação da qualidade do produto ou do processo de fabricação, inclusive sob o 
aspecto ambiental, por instituição previamente credenciada. 
Parágrafo único. O edital poderá exigir, como condição de aceitabilidade da proposta, a adequação às 
normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou a certificação da qualidade do produto 
por instituição credenciada pelo Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial 
(Sinmetro). 
 
Art. 48. Será dada publicidade, com periodicidade mínima semestral, em sítio eletrônico oficial na 
internet de acesso irrestrito, à relação das aquisições de bens efetivadas pelas empresas públicas e pelas 
sociedades de economia mista, compreendidas as seguintes informações: (Vide Lei nº 14.002, de 
2020) 
I - identificação do bem comprado, de seu preço unitário e da quantidade adquirida; 
II - nome do fornecedor; 
III - valor total de cada aquisição. 
 
Seção V 
Das Normas Específicas para Alienação de Bens 
 
Art. 49. A alienação de bens por empresas públicas e por sociedades de economia mista será 
precedida de: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - avaliação formal do bem contemplado, ressalvadas as hipóteses previstas nos incisos XVI a XVIII 
do art. 29; 
II - licitação, ressalvado o previsto no § 3º do art. 28. 
 
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Art. 50. Estendem-se à atribuição de ônus real a bens integrantes do acervo patrimonial de empresas 
públicas e de sociedades de economia mista as normas desta Lei aplicáveis à sua alienação, inclusive 
em relação às hipóteses de dispensa e de inexigibilidade de licitação. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
 
Seção VI 
Do Procedimento de Licitação 
 
Art. 51. As licitações de que trata esta Lei observarão a seguinte sequência de fases: (Vide Lei nº 
14.002, de 2020) 
I - preparação; 
II - divulgação; 
III - apresentação de lances ou propostas, conforme o modo de disputa adotado; 
IV - julgamento; 
V - verificação de efetividade dos lances ou propostas; 
VI - negociação; 
VII - habilitação; 
VIII - interposição de recursos; 
IX - adjudicação do objeto; 
X - homologação do resultado ou revogação do procedimento. 
§ 1º A fase de que trata o inciso VII do caput poderá, excepcionalmente, anteceder as referidas nos 
incisos III a VI do caput, desde que expressamente previsto no instrumento convocatório. 
§ 2º Os atos e procedimentos decorrentes das fases enumeradas no caput praticados por empresas 
públicas, por sociedades de economia mista e por licitantes serão efetivados preferencialmente por meio 
eletrônico, nos termos definidos pelo instrumento convocatório, devendo os avisos contendo os resumos 
dos editais das licitações e contratos abrangidos por esta Lei ser previamente publicados no Diário Oficial 
da União, do Estado ou do Município e na internet. 
 
Via de regra a sequência de fases deve ser seguida no procedimento de licitação, porém admite-se 
que a fase de habilitação anteceda a fase de apresentação de lances ou propostas, conforme o modo de 
disputa adotado; julgamento; verificação de efetividade dos lances ou propostas e negociação, mas para 
que isso ocorra é preciso que exista expressamente o instrumento convocatório. 
 
Art. 52. Poderão ser adotados os modos de disputa aberto ou fechado, ou, quando o objeto da licitação 
puder ser parcelado, a combinação de ambos, observado o disposto no inciso III do art. 32 desta Lei. 
(Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º No modo de disputa aberto, os licitantes apresentarão lances públicos e sucessivos, crescentes 
ou decrescentes, conforme o critério de julgamento adotado. 
§ 2º No modo de disputa fechado, as propostas apresentadas pelos licitantes serão sigilosas até a 
data e a hora designadas para que sejam divulgadas. 
 
Art. 53. Quando for adotado o modo de disputa aberto, poderão ser admitidos:(Vide Lei nº 14.002, 
de 2020) 
I - a apresentação de lances intermediários; 
II - o reinício da disputa aberta, após a definição do melhor lance, para definição das demais 
colocações, quando existir diferença de pelo menos 10% (dez por cento) entre o melhor lance e o 
subsequente. 
Parágrafo único. Consideram-se intermediários os lances: 
I - iguais ou inferiores ao maior já ofertado, quando adotado o julgamento pelo critério da maior oferta; 
II - iguais ou superiores ao menor já ofertado, quando adotados os demais critérios de julgamento. 
 
Art. 54. Poderão ser utilizados os seguintes critérios de julgamento: (Vide Lei nº 14.002, de 2020 
I - menor preço; 
II - maior desconto; 
III - melhor combinação de técnica e preço; 
IV - melhor técnica; 
V - melhor conteúdo artístico; 
VI - maior oferta de preço; 
VII - maior retorno econômico; 
VIII - melhor destinação de bens alienados. 
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§ 1º Os critérios de julgamento serão expressamente identificados no instrumento convocatório e 
poderão ser combinados na hipótese de parcelamento do objeto, observado o disposto no inciso III do 
art. 32. 
§ 2º Na hipótese de adoção dos critérios referidos nos incisos III, IV, V e VII do caput deste artigo, o 
julgamento das propostas será efetivado mediante o emprego de parâmetros específicos, definidos no 
instrumento convocatório, destinados a limitar a subjetividade do julgamento. 
§ 3º Para efeito de julgamento, não serão consideradas vantagens não previstas no instrumento 
convocatório. 
§ 4º O critério previsto no inciso II do caput: 
I - terá como referência o preço global fixado no instrumento convocatório, estendendo-se o desconto 
oferecido nas propostas ou lances vencedores a eventuais termos aditivos; 
II - no caso de obras e serviços de engenharia, o desconto incidirá de forma linear sobre a totalidade 
dos itens constantes do orçamento estimado, que deverá obrigatoriamente integrar o instrumento 
convocatório. 
§ 5º Quando for utilizado o critério referido no inciso III do caput, a avaliação das propostas técnicas e 
de preço considerará o percentual de ponderação mais relevante, limitado a 70% (setenta por cento). 
§ 6º Quando for utilizado o critério referido no inciso VII do caput, os lances ou propostas terão o 
objetivo de proporcionar economia à empresa pública ou à sociedade de economia mista, por meio da 
redução de suas despesas correntes, remunerando-se o licitante vencedor com base em percentual da 
economia de recursos gerada. 
§ 7º Na implementação do critério previsto no inciso VIII do caput deste artigo, será obrigatoriamente 
considerada, nos termos do respectivo instrumento convocatório, a repercussão, no meio social, da 
finalidade para cujo atendimento o bem será utilizado pelo adquirente. 
§ 8º O descumprimento da finalidade a que se refere o § 7º deste artigo resultará na imediata restituição 
do bem alcançado ao acervo patrimonial da empresa pública ou da sociedade de economia mista, vedado, 
nessa hipótese, o pagamento de indenização em favor do adquirente. 
 
Art. 55. Em caso de empate entre 2 (duas) propostas, serão utilizados, na ordem em que se encontram 
enumerados, os seguintes critérios de desempate: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - disputa final, em que os licitantes empatados poderão apresentar nova proposta fechada, em ato 
contínuo ao encerramento da etapa de julgamento; 
II - avaliação do desempenho contratual prévio dos licitantes, desde que exista sistema objetivo de 
avaliação instituído; 
III - os critérios estabelecidos no art. 3º da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991, e no § 2º do art. 3º 
da Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993; 
IV - sorteio. 
 
Art. 56. Efetuado o julgamento dos lances ou propostas, será promovida a verificação de sua 
efetividade, promovendo-se a desclassificação daqueles que: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - contenham vícios insanáveis; 
II - descumpram especificações técnicas constantes do instrumento convocatório; 
III - apresentem preços manifestamente inexequíveis; 
IV - se encontrem acima do orçamento estimado para a contratação de que trata o § 1º do art. 57, 
ressalvada a hipótese prevista no caput do art. 34 desta Lei; 
V - não tenham sua exequibilidade demonstrada, quando exigido pela empresa pública ou pela 
sociedade de economia mista; 
VI - apresentem desconformidade com outras exigências do instrumento convocatório, salvo se for 
possível a acomodação a seus termos antes da adjudicação do objeto e sem que se prejudique a 
atribuição de tratamento isonômico entre os licitantes. 
§ 1º A verificação da efetividade dos lances ou propostas poderá ser feita exclusivamente em relação 
aos lances e propostas mais bem classificados. 
§ 2º A empresa pública e a sociedade de economia mista poderão realizar diligências para aferir a 
exequibilidade das propostas ou exigir dos licitantes que ela seja demonstrada, na forma do inciso V do 
caput. 
§ 3º Nas licitações de obras e serviços de engenharia, consideram-se inexequíveis as propostas com 
valores globais inferiores a 70% (setenta por cento) do menor dos seguintes valores: 
I - média aritmética dos valores das propostas superiores a 50% (cinquenta por cento) do valor do 
orçamento estimado pela empresa pública ou sociedade de economia mista; ou 
II - valor do orçamento estimado pela empresa pública ou sociedade de economia mista. 
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§ 4º Para os demais objetos, para efeito de avaliação da exequibilidade ou de sobrepreço, deverão ser 
estabelecidos critérios de aceitabilidade de preços que considerem o preço global, os quantitativos e os 
preços unitários, assim definidos no instrumento convocatório. 
 
Art. 57. Confirmada a efetividade do lance ou proposta que obteve a primeira colocação na etapa de 
julgamento, ou que passe a ocupar essa posição em decorrência da desclassificação de outra que tenha 
obtido colocação superior, a empresa pública e a sociedade de economia mista deverão negociar 
condições mais vantajosas com quem o apresentou. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º A negociação deverá ser feita com os demais licitantes, segundo a ordem inicialmente 
estabelecida, quando o preço do primeiro colocado, mesmo após a negociação, permanecer acima do 
orçamento estimado. 
§ 2º (VETADO). 
§ 3º Se depois de adotada a providência referida no § 1º deste artigo não for obtido valor igual ou 
inferior ao orçamento estimado para a contratação, será revogada a licitação. 
 
Art. 58. A habilitação será apreciada exclusivamente a partir dos seguintes parâmetros: (Vide Lei 
nº 14.002, de 2020) 
I - exigência da apresentação de documentos aptos a comprovar a possibilidade da aquisição de 
direitos e da contração de obrigações por parte do licitante; 
II - qualificação técnica, restrita a parcelas do objeto técnica ou economicamente relevantes, de acordo 
com parâmetros estabelecidos de forma expressa no instrumento convocatório; 
III - capacidade econômica e financeira; 
IV - recolhimento de quantia a título de adiantamento, tratando-se de licitações em que se utilize como 
critério de julgamento a maior oferta de preço. 
§ 1º Quando o critério de julgamento utilizado for a maior oferta de preço, os requisitos de qualificação 
técnica e de capacidade econômica e financeira poderão ser dispensados. 
§ 2º Na hipótese do § 1º, reverterá a favor da empresa pública ou da sociedade de economia mista o 
valor de quantia eventualmente exigida no instrumento convocatório a título de adiantamento, caso o 
licitante não efetue o restante do pagamento devido no prazo para tanto estipulado. 
 
Art. 59. Salvo no caso de inversão de fases, o procedimento licitatório terá fase recursal única. (Vide 
Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º Os recursos serão apresentados no prazo de 5 (cinco) dias úteis após a habilitação e 
contemplarão, além dos atos praticados nessa fase, aquelespraticados em decorrência do disposto nos 
incisos IV e V do caput do art. 51 desta Lei. 
§ 2º Na hipótese de inversão de fases, o prazo referido no § 1º será aberto após a habilitação e após 
o encerramento da fase prevista no inciso V do caput do art. 51, abrangendo o segundo prazo também 
atos decorrentes da fase referida no inciso IV do caput do art. 51 desta Lei. 
 
Art. 60. A homologação do resultado implica a constituição de direito relativo à celebração do contrato 
em favor do licitante vencedor. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
 
Art. 61. A empresa pública e a sociedade de economia mista não poderão celebrar contrato com 
preterição da ordem de classificação das propostas ou com terceiros estranhos à licitação. (Vide Lei nº 
14.002, de 2020) 
 
Art. 62. Além das hipóteses previstas no § 3º do art. 57 desta Lei e no inciso II do § 2º do art. 75 desta 
Lei, quem dispuser de competência para homologação do resultado poderá revogar a licitação por razões 
de interesse público decorrentes de fato superveniente que constitua óbice manifesto e incontornável, ou 
anulá-la por ilegalidade, de ofício ou por provocação de terceiros, salvo quando for viável a convalidação 
do ato ou do procedimento viciado. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º A anulação da licitação por motivo de ilegalidade não gera obrigação de indenizar, observado o 
disposto no § 2º deste artigo. 
§ 2º A nulidade da licitação induz à do contrato. 
§ 3º Depois de iniciada a fase de apresentação de lances ou propostas, referida no inciso III do caput 
do art. 51 desta Lei, a revogação ou a anulação da licitação somente será efetivada depois de se conceder 
aos licitantes que manifestem interesse em contestar o respectivo ato prazo apto a lhes assegurar o 
exercício do direito ao contraditório e à ampla defesa. 
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§ 4º O disposto no caput e nos §§ 1º e 2º deste artigo aplica-se, no que couber, aos atos por meio dos 
quais se determine a contratação direta. 
 
Seção VII 
Dos Procedimentos Auxiliares das Licitações 
 
Art. 63. São procedimentos auxiliares das licitações regidas por esta Lei: (Vide Lei nº 14.002, de 
2020) 
I - pré-qualificação permanente; 
II - cadastramento; 
III - sistema de registro de preços; 
IV - catálogo eletrônico de padronização. 
Parágrafo único. Os procedimentos de que trata o caput deste artigo obedecerão a critérios claros e 
objetivos definidos em regulamento. 
 
Art. 64. Considera-se pré-qualificação permanente o procedimento anterior à licitação destinado a 
identificar: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - fornecedores que reúnam condições de habilitação exigidas para o fornecimento de bem ou a 
execução de serviço ou obra nos prazos, locais e condições previamente estabelecidos; 
II - bens que atendam às exigências técnicas e de qualidade da administração pública. 
§ 1º O procedimento de pré-qualificação será público e permanentemente aberto à inscrição de 
qualquer interessado. 
§ 2º A empresa pública e a sociedade de economia mista poderão restringir a participação em suas 
licitações a fornecedores ou produtos pré-qualificados, nas condições estabelecidas em regulamento. 
§ 3º A pré-qualificação poderá ser efetuada nos grupos ou segmentos, segundo as especialidades dos 
fornecedores. 
§ 4º A pré-qualificação poderá ser parcial ou total, contendo alguns ou todos os requisitos de 
habilitação ou técnicos necessários à contratação, assegurada, em qualquer hipótese, a igualdade de 
condições entre os concorrentes. 
§ 5º A pré-qualificação terá validade de 1 (um) ano, no máximo, podendo ser atualizada a qualquer 
tempo. 
§ 6º Na pré-qualificação aberta de produtos, poderá ser exigida a comprovação de qualidade. 
§ 7º É obrigatória a divulgação dos produtos e dos interessados que forem pré-qualificados. 
 
Art. 65. Os registros cadastrais poderão ser mantidos para efeito de habilitação dos inscritos em 
procedimentos licitatórios e serão válidos por 1 (um) ano, no máximo, podendo ser atualizados a qualquer 
tempo. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º Os registros cadastrais serão amplamente divulgados e ficarão permanentemente abertos para a 
inscrição de interessados. 
§ 2º Os inscritos serão admitidos segundo requisitos previstos em regulamento. 
§ 3º A atuação do licitante no cumprimento de obrigações assumidas será anotada no respectivo 
registro cadastral. 
§ 4º A qualquer tempo poderá ser alterado, suspenso ou cancelado o registro do inscrito que deixar de 
satisfazer as exigências estabelecidas para habilitação ou para admissão cadastral. 
 
Art. 66. O Sistema de Registro de Preços especificamente destinado às licitações de que trata esta Lei 
reger-se-á pelo disposto em decreto do Poder Executivo e pelas seguintes disposições: (Vide Lei nº 
14.002, de 2020 
§ 1º Poderá aderir ao sistema referido no caput qualquer órgão ou entidade responsável pela execução 
das atividades contempladas no art. 1º desta Lei. 
§ 2º O registro de preços observará, entre outras, as seguintes condições: 
I - efetivação prévia de ampla pesquisa de mercado; 
II - seleção de acordo com os procedimentos previstos em regulamento; 
III - desenvolvimento obrigatório de rotina de controle e atualização periódicos dos preços registrados; 
IV - definição da validade do registro; 
V - inclusão, na respectiva ata, do registro dos licitantes que aceitarem cotar os bens ou serviços com 
preços iguais ao do licitante vencedor na sequência da classificação do certame, assim como dos 
licitantes que mantiverem suas propostas originais. 
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§ 3º A existência de preços registrados não obriga a administração pública a firmar os contratos que 
deles poderão advir, sendo facultada a realização de licitação específica, assegurada ao licitante 
registrado preferência em igualdade de condições. 
 
Art. 67. O catálogo eletrônico de padronização de compras, serviços e obras consiste em sistema 
informatizado, de gerenciamento centralizado, destinado a permitir a padronização dos itens a serem 
adquiridos pela empresa pública ou sociedade de economia mista que estarão disponíveis para a 
realização de licitação. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
Parágrafo único. O catálogo referido no caput poderá ser utilizado em licitações cujo critério de 
julgamento seja o menor preço ou o maior desconto e conterá toda a documentação e todos os 
procedimentos da fase interna da licitação, assim como as especificações dos respectivos objetos, 
conforme disposto em regulamento. 
 
CAPÍTULO II 
DOS CONTRATOS 
Seção I 
Da Formalização dos Contratos 
 
Art. 68. Os contratos de que trata esta Lei regulam-se pelas suas cláusulas, pelo disposto nesta Lei e 
pelos preceitos de direito privado. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
 
Art. 69. São cláusulas necessárias nos contratos disciplinados por esta Lei: (Vide Lei nº 14.002, de 
2020) 
I - o objeto e seus elementos característicos; 
II - o regime de execução ou a forma de fornecimento; 
III - o preço e as condições de pagamento, os critérios, a data-base e a periodicidade do reajustamento 
de preços e os critérios de atualização monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do 
efetivo pagamento; 
IV - os prazos de início de cada etapa de execução, de conclusão, de entrega, de observação, quando 
for o caso, e de recebimento; 
V - as garantias oferecidas para assegurar a plena execução do objeto contratual, quando exigidas, 
observado o disposto no art. 68; 
VI - os direitos e as responsabilidades das partes, as tipificações das infrações e as respectivas 
penalidades e valores das multas; 
VII - os casos de rescisão do contrato e os mecanismos para alteração de seus termos; 
VIII - a vinculação ao instrumento convocatório da respectiva licitação ou ao termo que a dispensou ou 
a inexigiu, bem como ao lance ou proposta do licitante vencedor; 
IX - a obrigação do contratadode manter, durante a execução do contrato, em compatibilidade com as 
obrigações por ele assumidas, as condições de habilitação e qualificação exigidas no curso do 
procedimento licitatório; 
X - matriz de riscos. 
§ 1º (VETADO). 
§ 2º Nos contratos decorrentes de licitações de obras ou serviços de engenharia em que tenha sido 
adotado o modo de disputa aberto, o contratado deverá reelaborar e apresentar à empresa pública ou à 
sociedade de economia mista e às suas respectivas subsidiárias, por meio eletrônico, as planilhas com 
indicação dos quantitativos e dos custos unitários, bem como do detalhamento das Bonificações e 
Despesas Indiretas (BDI) e dos Encargos Sociais (ES), com os respectivos valores adequados ao lance 
vencedor, para fins do disposto no inciso III do caput deste artigo. 
 
Art. 70. Poderá ser exigida prestação de garantia nas contratações de obras, serviços e compras. 
(Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º Caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades de garantia: 
I - caução em dinheiro; 
II - seguro-garantia; 
III - fiança bancária. 
§ 2º A garantia a que se refere o caput não excederá a 5% (cinco por cento) do valor do contrato e terá 
seu valor atualizado nas mesmas condições nele estabelecidas, ressalvado o previsto no § 3º deste artigo. 
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§ 3º Para obras, serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo complexidade técnica e riscos 
financeiros elevados, o limite de garantia previsto no § 2º poderá ser elevado para até 10% (dez por cento) 
do valor do contrato. 
§ 4º A garantia prestada pelo contratado será liberada ou restituída após a execução do contrato, 
devendo ser atualizada monetariamente na hipótese do inciso I do § 1º deste artigo. 
 
Art. 71. A duração dos contratos regidos por esta Lei não excederá a 5 (cinco) anos, contados a partir 
de sua celebração, exceto: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - para projetos contemplados no plano de negócios e investimentos da empresa pública ou da 
sociedade de economia mista; 
II - nos casos em que a pactuação por prazo superior a 5 (cinco) anos seja prática rotineira de mercado 
e a imposição desse prazo inviabilize ou onere excessivamente a realização do negócio. 
Parágrafo único. É vedado o contrato por prazo indeterminado. 
 
Art. 72. Os contratos regidos por esta Lei somente poderão ser alterados por acordo entre as partes, 
vedando-se ajuste que resulte em violação da obrigação de licitar. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
 
Art. 73. A redução a termo do contrato poderá ser dispensada no caso de pequenas despesas de 
pronta entrega e pagamento das quais não resultem obrigações futuras por parte da empresa pública ou 
da sociedade de economia mista. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
Parágrafo único. O disposto no caput não prejudicará o registro contábil exaustivo dos valores 
despendidos e a exigência de recibo por parte dos respectivos destinatários. 
 
Art. 74. É permitido a qualquer interessado o conhecimento dos termos do contrato e a obtenção de 
cópia autenticada de seu inteiro teor ou de qualquer de suas partes, admitida a exigência de 
ressarcimento dos custos, nos termos previstos na Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 . (Vide 
Lei nº 14.002, de 2020) 
 
Art. 75. A empresa pública e a sociedade de economia mista convocarão o licitante vencedor ou o 
destinatário de contratação com dispensa ou inexigibilidade de licitação para assinar o termo de contrato, 
observados o prazo e as condições estabelecidos, sob pena de decadência do direito à contratação. 
(Vide Lei nº 14.002, de 2020). 
§ 1º O prazo de convocação poderá ser prorrogado 1 (uma) vez, por igual período. 
§ 2º É facultado à empresa pública ou à sociedade de economia mista, quando o convocado não 
assinar o termo de contrato no prazo e nas condições estabelecidos: 
I - convocar os licitantes remanescentes, na ordem de classificação, para fazê-lo em igual prazo e nas 
mesmas condições propostas pelo primeiro classificado, inclusive quanto aos preços atualizados em 
conformidade com o instrumento convocatório; 
II - revogar a licitação. 
 
Art. 76. O contratado é obrigado a reparar, corrigir, remover, reconstruir ou substituir, às suas 
expensas, no total ou em parte, o objeto do contrato em que se verificarem vícios, defeitos ou incorreções 
resultantes da execução ou de materiais empregados, e responderá por danos causados diretamente a 
terceiros ou à empresa pública ou sociedade de economia mista, independentemente da comprovação 
de sua culpa ou dolo na execução do contrato. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
 
Art. 77. O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas, fiscais e comerciais resultantes da 
execução do contrato. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º A inadimplência do contratado quanto aos encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere 
à empresa pública ou à sociedade de economia mista a responsabilidade por seu pagamento, nem poderá 
onerar o objeto do contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações, inclusive perante 
o Registro de Imóveis. 
§ 2º (VETADO). 
 
Art. 78. O contratado, na execução do contrato, sem prejuízo das responsabilidades contratuais e 
legais, poderá subcontratar partes da obra, serviço ou fornecimento, até o limite admitido, em cada caso, 
pela empresa pública ou pela sociedade de economia mista, conforme previsto no edital do certame. 
(Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
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§ 1º A empresa subcontratada deverá atender, em relação ao objeto da subcontratação, as exigências 
de qualificação técnica impostas ao licitante vencedor. 
§ 2º É vedada a subcontratação de empresa ou consórcio que tenha participado: 
I - do procedimento licitatório do qual se originou a contratação; 
II - direta ou indiretamente, da elaboração de projeto básico ou executivo. 
§ 3º As empresas de prestação de serviços técnicos especializados deverão garantir que os 
integrantes de seu corpo técnico executem pessoal e diretamente as obrigações a eles imputadas, 
quando a respectiva relação for apresentada em procedimento licitatório ou em contratação direta. 
 
Art. 79. Na hipótese do § 6º do art. 54, quando não for gerada a economia prevista no lance ou 
proposta, a diferença entre a economia contratada e a efetivamente obtida será descontada da 
remuneração do contratado. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
Parágrafo único. Se a diferença entre a economia contratada e a efetivamente obtida for superior à 
remuneração do contratado, será aplicada a sanção prevista no contrato, nos termos do inciso VI do caput 
do art. 69 desta Lei. 
 
Art. 80. Os direitos patrimoniais e autorais de projetos ou serviços técnicos especializados 
desenvolvidos por profissionais autônomos ou por empresas contratadas passam a ser propriedade da 
empresa pública ou sociedade de economia mista que os tenha contratado, sem prejuízo da preservação 
da identificação dos respectivos autores e da responsabilidade técnica a eles atribuída. (Vide Lei nº 
14.002, de 2020) 
 
Seção II 
Da Alteração dos Contratos 
 
Art. 81. Os contratos celebrados nos regimes previstos nos incisos I a V do art. 43 contarão com 
cláusula que estabeleça a possibilidade de alteração, por acordo entre as partes, nos seguintes casos: 
(Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação técnica aos 
seus objetivos; 
II - quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição 
quantitativa de seu objeto, nos limites permitidos por esta Lei; 
III - quando conveniente a substituição da garantia de execução; 
IV - quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou serviço, bem como do modo 
de fornecimento, em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais originários;V - quando necessária a modificação da forma de pagamento, por imposição de circunstâncias 
supervenientes, mantido o valor inicial atualizado, vedada a antecipação do pagamento, com relação ao 
cronograma financeiro fixado, sem a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou 
execução de obra ou serviço; 
VI - para restabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente entre os encargos do contratado 
e a retribuição da administração para a justa remuneração da obra, serviço ou fornecimento, objetivando 
a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato, na hipótese de sobrevirem fatos 
imprevisíveis, ou previsíveis porém de consequências incalculáveis, retardadores ou impeditivos da 
execução do ajustado, ou, ainda, em caso de força maior, caso fortuito ou fato do príncipe, configurando 
álea econômica extraordinária e extracontratual. 
§ 1º O contratado poderá aceitar, nas mesmas condições contratuais, os acréscimos ou supressões 
que se fizerem nas obras, serviços ou compras, até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado 
do contrato, e, no caso particular de reforma de edifício ou de equipamento, até o limite de 50% (cinquenta 
por cento) para os seus acréscimos. 
§ 2º Nenhum acréscimo ou supressão poderá exceder os limites estabelecidos no § 1º, salvo as 
supressões resultantes de acordo celebrado entre os contratantes. 
§ 3º Se no contrato não houverem sido contemplados preços unitários para obras ou serviços, esses 
serão fixados mediante acordo entre as partes, respeitados os limites estabelecidos no § 1º. 
§ 4º No caso de supressão de obras, bens ou serviços, se o contratado já houver adquirido os materiais 
e posto no local dos trabalhos, esses materiais deverão ser pagos pela empresa pública ou sociedade de 
economia mista pelos custos de aquisição regularmente comprovados e monetariamente corrigidos, 
podendo caber indenização por outros danos eventualmente decorrentes da supressão, desde que 
regularmente comprovados. 
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§ 5º A criação, a alteração ou a extinção de quaisquer tributos ou encargos legais, bem como a 
superveniência de disposições legais, quando ocorridas após a data da apresentação da proposta, com 
comprovada repercussão nos preços contratados, implicarão a revisão destes para mais ou para menos, 
conforme o caso. 
§ 6º Em havendo alteração do contrato que aumente os encargos do contratado, a empresa pública 
ou a sociedade de economia mista deverá restabelecer, por aditamento, o equilíbrio econômico-financeiro 
inicial. 
§ 7º A variação do valor contratual para fazer face ao reajuste de preços previsto no próprio contrato 
e as atualizações, compensações ou penalizações financeiras decorrentes das condições de pagamento 
nele previstas, bem como o empenho de dotações orçamentárias suplementares até o limite do seu valor 
corrigido, não caracterizam alteração do contrato e podem ser registrados por simples apostila, 
dispensada a celebração de aditamento. 
§ 8º É vedada a celebração de aditivos decorrentes de eventos supervenientes alocados, na matriz de 
riscos, como de responsabilidade da contratada. 
 
Note que a empreitada por preço unitário, empreitada por preço global, contratação por tarefa, 
empreitada integral e contratação semi-integrada podem ser alteradas, desde que respeitadas as 
cláusulas nos casos trazidos no caput do artigo 81. 
 
Seção III 
Das Sanções Administrativas 
 
Art. 82. Os contratos devem conter cláusulas com sanções administrativas a serem aplicadas em 
decorrência de atraso injustificado na execução do contrato, sujeitando o contratado a multa de mora, na 
forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º A multa a que alude este artigo não impede que a empresa pública ou a sociedade de economia 
mista rescinda o contrato e aplique as outras sanções previstas nesta Lei. 
§ 2º A multa, aplicada após regular processo administrativo, será descontada da garantia do respectivo 
contratado. 
§ 3º Se a multa for de valor superior ao valor da garantia prestada, além da perda desta, responderá 
o contratado pela sua diferença, a qual será descontada dos pagamentos eventualmente devidos pela 
empresa pública ou pela sociedade de economia mista ou, ainda, quando for o caso, cobrada 
judicialmente. 
 
Art. 83. Pela inexecução total ou parcial do contrato a empresa pública ou a sociedade de economia 
mista poderá, garantida a prévia defesa, aplicar ao contratado as seguintes sanções: (Vide Lei nº 
14.002, de 2020) 
I - advertência; 
II - multa, na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato; 
III - suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a entidade 
sancionadora, por prazo não superior a 2 (dois) anos. 
§ 1º Se a multa aplicada for superior ao valor da garantia prestada, além da perda desta, responderá 
o contratado pela sua diferença, que será descontada dos pagamentos eventualmente devidos pela 
empresa pública ou pela sociedade de economia mista ou cobrada judicialmente. 
§ 2º As sanções previstas nos incisos I e III do caput poderão ser aplicadas juntamente com a do inciso 
II, devendo a defesa prévia do interessado, no respectivo processo, ser apresentada no prazo de 10 (dez) 
dias úteis. 
 
Sanções: 
- advertência; 
- multa; 
- suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a entidade 
sancionadora, por prazo não superior a 2 (dois) anos. 
 
Art. 84. As sanções previstas no inciso III do art. 83 poderão também ser aplicadas às empresas ou 
aos profissionais que, em razão dos contratos regidos por esta Lei: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - tenham sofrido condenação definitiva por praticarem, por meios dolosos, fraude fiscal no 
recolhimento de quaisquer tributos; 
II - tenham praticado atos ilícitos visando a frustrar os objetivos da licitação; 
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III - demonstrem não possuir idoneidade para contratar com a empresa pública ou a sociedade de 
economia mista em virtude de atos ilícitos praticados. 
 
CAPÍTULO III 
DA FISCALIZAÇÃO PELO ESTADO E PELA SOCIEDADE 
 
Art. 85. Os órgãos de controle externo e interno das 3 (três) esferas de governo fiscalizarão as 
empresas públicas e as sociedades de economia mista a elas relacionadas, inclusive aquelas 
domiciliadas no exterior, quanto à legitimidade, à economicidade e à eficácia da aplicação de seus 
recursos, sob o ponto de vista contábil, financeiro, operacional e patrimonial. 
§ 1º Para a realização da atividade fiscalizatória de que trata o caput, os órgãos de controle deverão 
ter acesso irrestrito aos documentos e às informações necessários à realização dos trabalhos, inclusive 
aqueles classificados como sigilosos pela empresa pública ou pela sociedade de economia mista, nos 
termos da Lei no 12.527, de 18 de novembro de 2011. 
§ 2º O grau de confidencialidade será atribuído pelas empresas públicas e sociedades de economia 
mista no ato de entrega dos documentos e informações solicitados, tornando-se o órgão de controle com 
o qual foi compartilhada a informação sigilosa corresponsável pela manutenção do seu sigilo. 
§ 3º Os atos de fiscalização e controle dispostos neste Capítulo aplicar-se-ão, também, às empresas 
públicas e às sociedades de economia mista de caráter e constituição transnacional no que se refere aos 
atos de gestão e aplicação do capital nacional, independentemente de estarem incluídos ou não em seus 
respectivos atos e acordos constitutivos. 
 
Art. 86. As informações das empresas públicas e das sociedades de economia mista relativas a 
licitações e contratos, inclusive aqueles referentes a bases de preços, constarão de bancos de dados 
eletrônicos atualizados e com acesso em tempo real aos órgãos de controle competentes. 
§ 1º As demonstrações contábeis auditadas da empresa pública e da sociedadede economia mista 
serão disponibilizadas no sítio eletrônico da empresa ou da sociedade na internet, inclusive em formato 
eletrônico editável. 
§ 2º As atas e demais expedientes oriundos de reuniões, ordinárias ou extraordinárias, dos conselhos 
de administração ou fiscal das empresas públicas e das sociedades de economia mista, inclusive 
gravações e filmagens, quando houver, deverão ser disponibilizados para os órgãos de controle sempre 
que solicitados, no âmbito dos trabalhos de auditoria. 
§ 3º O acesso dos órgãos de controle às informações referidas no caput e no § 2º será restrito e 
individualizado. 
§ 4º As informações que sejam revestidas de sigilo bancário, estratégico, comercial ou industrial serão 
assim identificadas, respondendo o servidor administrativa, civil e penalmente pelos danos causados à 
empresa pública ou à sociedade de economia mista e a seus acionistas em razão de eventual divulgação 
indevida. 
§ 5º Os critérios para a definição do que deve ser considerado sigilo estratégico, comercial ou industrial 
serão estabelecidos em regulamento. 
 
Art. 87. O controle das despesas decorrentes dos contratos e demais instrumentos regidos por esta 
Lei será feito pelos órgãos do sistema de controle interno e pelo tribunal de contas competente, na forma 
da legislação pertinente, ficando as empresas públicas e as sociedades de economia mista responsáveis 
pela demonstração da legalidade e da regularidade da despesa e da execução, nos termos da 
Constituição. 
§ 1º Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar edital de licitação por irregularidade na aplicação 
desta Lei, devendo protocolar o pedido até 5 (cinco) dias úteis antes da data fixada para a ocorrência do 
certame, devendo a entidade julgar e responder à impugnação em até 3 (três) dias úteis, sem prejuízo da 
faculdade prevista no § 2º. 
§ 2º Qualquer licitante, contratado ou pessoa física ou jurídica poderá representar ao tribunal de contas 
ou aos órgãos integrantes do sistema de controle interno contra irregularidades na aplicação desta Lei, 
para os fins do disposto neste artigo. 
§ 3º Os tribunais de contas e os órgãos integrantes do sistema de controle interno poderão solicitar 
para exame, a qualquer tempo, documentos de natureza contábil, financeira, orçamentária, patrimonial e 
operacional das empresas públicas, das sociedades de economia mista e de suas subsidiárias no Brasil 
e no exterior, obrigando-se, os jurisdicionados, à adoção das medidas corretivas pertinentes que, em 
função desse exame, lhes forem determinadas. 
 
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Art. 88. As empresas públicas e as sociedades de economia mista deverão disponibilizar para 
conhecimento público, por meio eletrônico, informação completa mensalmente atualizada sobre a 
execução de seus contratos e de seu orçamento, admitindo-se retardo de até 2 (dois) meses na 
divulgação das informações. 
§ 1º A disponibilização de informações contratuais referentes a operações de perfil estratégico ou que 
tenham por objeto segredo industrial receberá proteção mínima necessária para lhes garantir 
confidencialidade. 
§ 2º O disposto no § 1º não será oponível à fiscalização dos órgãos de controle interno e do tribunal 
de contas, sem prejuízo da responsabilização administrativa, civil e penal do servidor que der causa à 
eventual divulgação dessas informações. 
 
Art. 89. O exercício da supervisão por vinculação da empresa pública ou da sociedade de economia 
mista, pelo órgão a que se vincula, não pode ensejar a redução ou a supressão da autonomia conferida 
pela lei específica que autorizou a criação da entidade supervisionada ou da autonomia inerente a sua 
natureza, nem autoriza a ingerência do supervisor em sua administração e funcionamento, devendo a 
supervisão ser exercida nos limites da legislação aplicável. 
 
Art. 90. As ações e deliberações do órgão ou ente de controle não podem implicar interferência na 
gestão das empresas públicas e das sociedades de economia mista a ele submetidas nem ingerência no 
exercício de suas competências ou na definição de políticas públicas. 
 
TÍTULO III 
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS 
 
Art. 91. A empresa pública e a sociedade de economia mista constituídas anteriormente à vigência 
desta Lei deverão, no prazo de 24 (vinte e quatro) meses, promover as adaptações necessárias à 
adequação ao disposto nesta Lei. 
§ 1º A sociedade de economia mista que tiver capital fechado na data de entrada em vigor desta Lei 
poderá, observado o prazo estabelecido no caput, ser transformada em empresa pública, mediante 
resgate, pela empresa, da totalidade das ações de titularidade de acionistas privados, com base no valor 
de patrimônio líquido constante do último balanço aprovado pela assembleia-geral. 
§ 2º (VETADO). 
§ 3º Permanecem regidos pela legislação anterior procedimentos licitatórios e contratos iniciados ou 
celebrados até o final do prazo previsto no caput. 
 
Art. 92. O Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins manterá banco de dados público 
e gratuito, disponível na internet, contendo a relação de todas as empresas públicas e as sociedades de 
economia mista. 
Parágrafo único. É a União proibida de realizar transferência voluntária de recursos a Estados, ao 
Distrito Federal e a Municípios que não fornecerem ao Registro Público de Empresas Mercantis e 
Atividades Afins as informações relativas às empresas públicas e às sociedades de economia mista a 
eles vinculadas. 
 
Art. 93. As despesas com publicidade e patrocínio da empresa pública e da sociedade de economia 
mista não ultrapassarão, em cada exercício, o limite de 0,5% (cinco décimos por cento) da receita 
operacional bruta do exercício anterior. 
§ 1º O limite disposto no caput poderá ser ampliado, até o limite de 2% (dois por cento) da receita bruta 
do exercício anterior, por proposta da diretoria da empresa pública ou da sociedade de economia mista 
justificada com base em parâmetros de mercado do setor específico de atuação da empresa ou da 
sociedade e aprovada pelo respectivo Conselho de Administração. 
§ 2º É vedado à empresa pública e à sociedade de economia mista realizar, em ano de eleição para 
cargos do ente federativo a que sejam vinculadas, despesas com publicidade e patrocínio que excedam 
a média dos gastos nos 3 (três) últimos anos que antecedem o pleito ou no último ano imediatamente 
anterior à eleição. 
 
Art. 94. Aplicam-se à empresa pública, à sociedade de economia mista e às suas subsidiárias as 
sanções previstas na Lei no 12.846, de 1º de agosto de 2013, salvo as previstas nos incisos II, III e IV do 
caput do art. 19 da referida Lei. 
 
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Art. 95. A estratégia de longo prazo prevista no art. 23 deverá ser aprovada em até 180 (cento e oitenta) 
dias da data de publicação da presente Lei. 
 
Art. 96. Revogam-se: 
I - o § 2º do art. 15 da Lei no 3.890-A, de 25 de abril de 1961, com a redação dada pelo art. 19 da Lei 
no 11.943, de 28 de maio de 2009; 
II - os arts. 67 e 68 da Lei no 9.478, de 6 de agosto de 1997. 
 
Art. 97. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Brasília, 30 de junho de 2016; 195º da Independência e 128º da República. 
 
MICHEL TEMER 
 
Questões 
 
01. (TRF - 2ª REGIÃO - Juiz Federal Substituto - TRF-2ª Região) O Estatuto Jurídico das Empresas 
Públicas e Sociedades de Economia Mista e suas subsidiárias foi instituído com a Lei n° 13.303, de 
30.06.16. Marque a opção correta: 
(A) Depende de lei específica a constituição da empresa pública ou de sociedade de economia mista. 
A lei, desde que presente justificativa plausível, pode delegar ao Executivo a definição do relevante 
interesse coletivo que justifica a criação do ente e, em tal caso, o fará de modo claro e transparente. 
(B) É vedada a participação das entidades da administração indireta no capital das empresas públicas. 
(C) A Lei n° 13.303 traz forte preocupaçãodos fluxos 
administrativos e burocráticos, controles de estoques, necessidades de recursos diversos, entendimento 
da composição do produto, qualidade do produto ou serviço, etapas da produção, planos de correções e 
melhorias, etc. 
Ou seja, a empresa utiliza o desenho de processos para não somente enxergar o funcionamento de 
suas atividades, mas também para conseguir trabalhar variáveis que possam trazer ao desempenho 
organizacional maior eficiência e, consequentemente, maior eficácia nos resultados. 
É importante que você, estudante, saiba que na Gestão por processos qualquer atividade pode ser 
visualizada como um processo de negócio. 
 
Por exemplo: uma empresa poder ter definido como um processo principal “providenciar suprimentos 
para as atividades ligadas à produção”. Neste caso, alguns subprocessos podem estar envolvidos, tais 
como: realizar planejamento de compras, supervisão de atividades de compra, administração de 
estoques, recebimento de materiais comprados, coordenação de projetos, logística de distribuição, 
almoxarifado, controle de inventários, etc., podendo cada um destes subprocessos ser subdivididos e 
assim por diante. 
 
Quanto mais se divide um processo, maior será a visualização e entendimento de como é a dinâmica 
das atividades e, consequentemente, desencadeará maior controle, trazendo ao gestor segurança na 
tomada de decisão (análise de mudanças). 
Quando se pensa em Processos de Negócio, é possível criar modelos que ajudam a entender o que 
acontece na empresa, de forma que esse entendimento possa proporcionar melhorias aos processos, ou 
mesmo impulsionar a criação e desenvolvimento de novos processos. 
Cada atividade ou trabalho que é desenvolvido nas empresas faz parte de um processo importante e 
pode ser desenhado por diferentes níveis hierárquicos, tanto pelo nível estratégico, tático e operacional. 
Esses processos são responsáveis pela execução das tarefas ou atividades requeridas, que envolve os 
mais variados recursos de uma empresa: recursos humanos, tecnológicos, materiais, financeiros que, por 
sua vez, são essenciais à execução e bom desempenho de tais processos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Visão sistêmica de uma organização 
 
 
Fonte: Adaptado de Chiavenato, 2000. 
 
Uma organização é envolvida por pessoas, que podemos citar como os stakeholders - são os 
funcionários, clientes, fornecedores, acionistas, pesquisadores, terceirizados, investidores, ou seja, todos 
aqueles envolvidos direta ou indiretamente com o negócio da empresa – e recursos que dão capacidade 
e suporte para o desenvolvimento das atividades, para a elaboração de produtos ou prestação de 
serviços. 
Entendamos melhor o que são tais recursos: 
 
Recursos Financeiros: é a capacidade que a empresa tem de conciliar suas entradas e saídas, 
disponibilidade de capital para investir e rentabilidade, etc.; 
Equipamentos: (maquinário, ferramentas, instrumentos que a empresa utiliza) - cada recurso tem 
papel fundamental para que a empresa consiga desempenhar de forma eficiente suas tarefas e ainda 
agregar qualidade e valor para seus clientes; 
Materiais: neste caso podemos classificar como matérias-primas, produtos semiacabados e produtos 
acabados, podem envolver desde os materiais ligados somente com a produção, ou seja, com o nível 
operacional, como os materiais ligados com o setor administrativo, ou seja, com o nível mais tático e 
estratégico. Podem ainda ser classificados como itens de estoque ou do almoxarifado; 
Capital Humano e Intelectual: seriam as pessoas, consideradas nos dias atuais como o maior 
patrimônio de uma organização. São elas que criam, desenvolvem, agem, modificam. Só por meio dos 
recursos humanos que é possível uma gestão crescer. As pessoas são estratégicas dentro de uma 
empresa, portanto são fundamentais para a evolução do negócio; 
Sistemas Informatizados: uma organização precisa de recursos tecnológicos para apoiar o 
desenvolvimento de suas operações. O homem aliado ao uso de tecnologias consegue criar mecanismos 
mais avançados, levando em consideração a velocidade com que as informações e fatos ocorrem no 
mundo. A implantação de um sistema que contribua para o fluir das informações é substancial para 
auxiliar e agilizar no processo decisório. 
 
O processo é um fenômeno de transformação e mudança e é por meio de tais recursos que a empresa 
consegue alinhar suas atividades. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Estrutura e Hierarquia de Processo 
 
 
Fonte: Adaptado de D’ascenção, 2001. 
 
A figura acima apresenta a estrutura de um processo por meio do diagrama de Ishikawa. Com este 
diagrama é possível analisar as causas e efeitos possíveis de serem identificadas. 
Para um processo o diagrama de Ishikawa se encaixa perfeitamente na necessidade de identificação 
dos pontos fortes e fracos que a empresa tem e que, de certa forma, ocasionam diversos fatores tais 
como: perda de materiais, desperdícios de recursos, desperdício de tempo, setup demorado, falta de 
otimização dos processos, mão de obra desqualificada, produtividade das máquinas e equipamentos, 
produtividade dos funcionários, controle de produção, controle de qualidade, entre outros. 
Por meio da figura também se percebe que é necessário identificar, primeiramente, os recursos 
envolvidos e, posteriormente, estabelecer uma hierarquia para organização e uso de acordo com o nível 
de abrangência e formalidade que a empresa possui. 
 
Para melhor entendermos sobre como funciona as classificações de um processo, faz-se necessário 
classificá-lo conforme a figura abaixo: 
 
Classificação do Processo 
 
 
Fonte: Harrington, 1993 
 
- Macroprocessos: são processos que lidam com mais de uma função dentro da empresa, e seu 
desempenho interfere diretamente no modo como a organização funciona. 
- Processos: é um conjunto de atividades sequenciais (interligadas), ou seja, relacionam-se entre si e 
que tomam um input com um fornecedor, acrescentam valor e depois produzem um output para um 
consumidor. 
- Subprocessos: é a parte que está inter-relacionada em uma sequência lógica com outros 
subprocessos, e realiza um objetivo específico que compõem o macroprocesso. 
- Atividades: são ações ou operações que acontecem dentro do processo ou do subprocesso. 
Usualmente são executadas por uma área específica (unidade ou departamento), de forma que possa 
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10 
 
produzir um resultado mais específico, trabalhado a partir das habilidades e competências que os 
profissionais especializados possuem. 
- Tarefas: é o dever ou função específica do trabalho. Sendo assim, o enfoque desta é mais específico 
e, portanto, menor. A tarefa compõe as atividades, podendo ser um único elemento de uma atividade. 
 
Essa subdivisão das etapas de um processo é importante para que as equipes e profissionais 
consigam não somente enxergar o funcionamento das atividades, mas, principalmente, para que seja 
possível que o gestor possa delegar funções e responsabilidades de forma a priorizar as operações da 
organização e assim incentivar a proposição de ideias e melhorias, além de dar um suporte maior para a 
tomada de decisão. 
As atividades de uma empresa são, na realidade, um emaranhado de processos e subprocessos 
interagindo entre si3, na maior parte das vezes de forma desordenada, ou quando muito, de forma 
"departamentalizada", ou seja, dentro dos compartimentos estanques chamados de "departamentos". 
O ponto crucial da questão é, portanto, determinar quais os processos de maior impacto nos negócios 
da empresa. Quais os processos "críticos" da organização, aqueles que afetam diretamente ou com maior 
intensidade a lucratividade ou o futuro dos negócios. Antes de identificá-los é preciso, porém, saber 
claramente quais são os objetivos estratégicos do negócio ou da empresa.com a governança corporativa e impõe que o Conselho de 
Administração seja integralmente compostos por membros independentes. 
(D) Os membros do Conselho de Administração e os diretores são administradores e submetem-se às 
normas da Lei n° 6.404/76 (Lei das S.A.). 
(E) As empresas públicas e sociedades de economia mista não estão submetidas à disciplina da Lei 
de Falências e nem às normas da Comissão de Valores Mobiliários. 
 
02. (BANPARÁ - Advogado - BANPARÁ) Acerca do regime instituído pela Lei Federal 13.303/2016 
(Estatuto Jurídico das Estatais), é CORRETO afirmar que: 
(A) As sociedades de economia mista com registro na Comissão de Valores Mobiliários, por sujeitarem-
se ao regime informacional estabelecido por essa autarquia, não estão sujeitas ao regime geral de 
obrigações e responsabilidades previstas na Lei Federal 13.303/2016. 
(B) Apesar de seu rigor, a Lei Federal 13.303/2016 não garante a participação, no Conselho de 
Administração das empresas públicas e das sociedades de economia mista, de representante dos 
empregados e dos acionistas minoritários, ficando tal participação condicionada à forma como disporá os 
respectivos Estatutos Sociais de tais pessoas jurídicas. 
(C) O Estatuto Social da sociedade de economia mista poderá admitir o uso da arbitragem para 
solucionar as divergências entre acionistas e a sociedade, ou entre acionistas controladores e acionistas 
minoritários. 
(D) A Lei Federal 13.303/2016, preocupada com a competitividade nos certames licitatórios, determina 
que o valor estimado do contrato a ser celebrado pela empresa pública ou pela sociedade de economia 
mista sempre deverá ser sigiloso. 
 
03. (Câmara de Mogi das Cruzes/SP - Procurador Jurídico - VUNESP) No que concerne ao contido 
na Lei Federal no 13.303, de 30 de junho de 2016, que dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa 
pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias, no âmbito da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios, é correto afirmar que 
(A) a sociedade de economia mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito público, 
com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto 
pertençam em sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da 
Administração indireta. 
(B) a empresa pública é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito público, com criação 
autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente detido pela União, pelos 
Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. 
(C) a sociedade de economia mista não poderá solucionar, mediante arbitragem, as divergências entre 
acionistas e a sociedade, ou entre acionistas controladores e acionistas minoritários. 
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(D) a sociedade de economia mista será constituída sob a forma de sociedade limitada e deverá 
observar regras de governança corporativa, de transparência e de estruturas, práticas de gestão de riscos 
e de controle interno. 
(E) a empresa pública e a sociedade de economia mista deverão possuir em sua estrutura societária 
Comitê de Auditoria Estatutário como órgão auxiliar do Conselho de Administração, ao qual se reportará 
diretamente. 
 
04. (BRDE - Analista de Projetos - Área Econômico - Financeira - FUNDATEC) A Lei nº 13.303, 
que dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas 
subsidiárias, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de acordo com o Art. 
17, define que os membros do Conselho de Administração e os indicados para os cargos de diretor, 
inclusive presidente, diretor-geral e diretor-presidente, serão escolhidos entre cidadãos de reputação 
ilibada e de notório conhecimento. É vedada a indicação, para o Conselho de Administração e para a 
diretoria: 
I. De representante do órgão regulador ao qual a empresa pública ou a sociedade de economia mista 
está sujeita, de Ministro de Estado, de Secretário de Estado, de Secretário Municipal, de titular de cargo, 
sem vínculo permanente com o serviço público, de natureza especial ou de direção e assessoramento 
superior na administração pública, de dirigente estatutário de partido político e de titular de mandato no 
Poder Legislativo de qualquer ente da federação, ainda que licenciados do cargo. 
II. De pessoa que atuou, nos últimos 36 (trinta e seis) meses, como participante de estrutura decisória 
de partido político ou em trabalho vinculado a organização, estruturação e realização de campanha 
eleitoral. 
III. De pessoa que exerça cargo em organização sindical. 
IV. De pessoa que tenha firmado contrato ou parceria, como fornecedor ou comprador, demandante 
ou ofertante, de bens ou serviços de qualquer natureza, com a pessoa político-administrativa controladora 
da empresa pública ou da sociedade de economia mista ou com a própria empresa ou sociedade em 
período inferior a 5 (cinco) anos antes da data de nomeação. 
V. De pessoa que tenha ou possa ter qualquer forma de conflito de interesse com a pessoa político-
administrativa controladora da empresa pública ou da sociedade de economia mista ou com a própria 
empresa ou sociedade. 
VI. De pessoal que tenha trabalhado nos últimos 10 (dez) anos, no setor público ou privado, na área 
de atuação da empresa pública ou da sociedade de economia mista ou em área conexa àquela para a 
qual forem indicados em função de direção superior. 
 
Quais estão corretas? 
(A) Apenas IV, V e VI. 
(B) Apenas I, II, III e V. 
(C) Apenas I, III, IV e VI. 
(D) Apenas I, III, V e VI. 
(E) Apenas III, IV, V e VI. 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.C / 03.E / 04.B 
 
Comentários 
 
01. Resposta: D 
Lei 13.303/2016 
Art. 16. Sem prejuízo do disposto nesta Lei, o administrador de empresa pública e de sociedade de 
economia mista é submetido às normas previstas na Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. 
Parágrafo único. Consideram-se administradores da empresa pública e da sociedade de economia 
mista os membros do Conselho de Administração e da diretoria 
 
02. Resposta: C 
Lei 13.303/2016 
Art. 12. A empresa pública e a sociedade de economia mista deverão: 
( ) 
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99 
 
Parágrafo único. A sociedade de economia mista poderá solucionar, mediante arbitragem, as 
divergências entre acionistas e a sociedade, ou entre acionistas controladores e acionistas minoritários, 
nos termos previstos em seu estatuto social. 
 
03. Resposta: E 
Lei 13.303/2016 
Art. 24. A empresa pública e a sociedade de economia mista deverão possuir em sua estrutura 
societária Comitê de Auditoria Estatutário como órgão auxiliar do Conselho de Administração, ao qual se 
reportará diretamente. 
 
04. Resposta: B 
Lei 13.303/2016 
Art. 17. Os membros do Conselho de Administração e os indicados para os cargos de diretor, inclusive 
presidente, diretor-geral e diretor-presidente, serão escolhidos entre cidadãos de reputação ilibada e de 
notório conhecimento, devendo ser atendidos, alternativamente, um dos requisitos das alíneas “a”, “b” e 
“c” do inciso I e, cumulativamente, os requisitos dos incisos II e III: 
( ) 
§ 2º É vedada a indicação, para o Conselho de Administração e para a diretoria: 
I - e representante do órgão regulador ao qual a empresa pública ou a sociedade de economia mista 
está sujeita, de Ministro de Estado, de Secretário de Estado, de Secretário Municipal, de titular de cargo, 
sem vínculo permanente com o serviço público, de natureza especial ou de direção e assessoramento 
superior na administração pública, de dirigente estatutário de partido político e de titular de mandato no 
Poder Legislativo de qualquer ente da federação, ainda que licenciados do cargo; 
II - de pessoa que atuou, nos últimos 36 (trinta e seis) meses, como participante de estrutura decisória 
de partido político ou em trabalho vinculado a organização, estruturaçãoEles são o ponto de partida 
de todo o trabalho. Isso não significa que o trabalho de revisão de processos só possa ser feito se a 
empresa tiver um plano estratégico formal. O que se pede é uma clara noção dos objetivos de médio e 
longo prazo dos negócios. 
A partir dos objetivos estratégicos deve-se sempre definir primeiramente o chamado "processo macro" 
da empresa ou do negócio. Este é definido pela principal sequência de atividades desde a entrada do 
pedido do cliente até a entrega do produto ou serviço a ele. 
O processo macro é aquele que integra as atividades de todos os departamentos da empresa em 
relação à satisfação das necessidades do cliente. 
A iniciativa de promover a melhoria de processos deve partir da cúpula da empresa, sendo seu 
comprometimento e envolvimento fundamentais para o resultado esperado. 
A operacionalização dos trabalhos deve ser feita por uma equipe multifuncional (com representantes 
de diferentes departamentos) nomeada pela direção da empresa e treinada na metodologia de 
gerenciamento de ou por processos. 
Sendo o "processo macro" o mais importante deles, a equipe deve se concentrar nas interfaces do 
mesmo, ou seja, na "passagem do bastão" entre departamentos, para garantir a agilidade e a objetividade 
do processo quanto à satisfação do cliente. 
Em última análise, a revisão do processo macro requer das pessoas uma visão de negócio, em que 
os esforços são compartilhados e o resultado é medido em função dos objetivos estratégicos. A chave 
aqui é o compromisso com o processo e não somente com os resultados do departamento. 
 
Técnicas de análise e melhoria de processos 
Um dos caminhos para se proceder à análise do processo macro e seus subprocessos críticos é a 
representação destes em fluxogramas. A vantagem desta ferramenta é permitir a compreensão clara do 
processo a todos os envolvidos. 
A análise do processo requer que se questione constantemente por que as atividades são feitas 
desta forma, se agregam valor ao negócio ou se estão na sequência correta. É preciso ainda identificar 
de maneira clara as causas dos problemas que afetam o desempenho da organização com um todo a fim 
de corrigir os processos que estão deficitários. 
A partir desta análise serão tomadas decisões quanto a manter, modificar (geralmente simplificar) ou 
até mesmo eliminar alguma atividade. 
Porém, nem sempre é possível identificar, de forma precisa e imediata, todas as causas dos problemas 
que afetam o desempenho dos processos da instituição. 
Por diversas vezes, esses problemas podem existir sob um cenário complexo, composto de muitas 
variáveis e que dificultam uma análise mais direta. 
Nesse contexto, podemos utilizar algumas ferramentas que irão nos auxiliar na identificação e 
priorização dos problemas, na análise das suas causas e, por fim, no planejamento das soluções 
propostas. A Figura seguinte nos mostra um conjunto de ferramentas que podem ser utilizadas em cada 
uma dessas situações. 
 
3 AMARAL, R. F. Análise e Gerenciamento de Processos. http://www.guiarh.com.br/PAGINA22E.htm. 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
11 
 
 
Figura: Sequência de utilização das ferramentas para melhoria das rotinas 
 
Explicaremos brevemente cada uma das técnicas/ferramentas/metodologias para a análise e melhoria 
dos processos. 
 
Brainstorming - a “tempestade de ideias”, que é a tradução literal desta palavra para o português, 
consiste na reunião de um grupo para exposição de um problema a fim de obter ideias e reflexões para 
a sua resolução, de forma a explorar o potencial de ideias de um grupo de maneira criativa e com baixo 
risco de atitudes inibidoras; 
Diagrama de afinidades - tem como objetivo agrupar um grande número de ideias, opiniões e 
informações em grupos baseados em uma relação natural que exista entre elas, ou seja, conforme a 
afinidade que apresentam entre si; 
Matriz GUT - auxilia na priorização de resolução de problemas e serve para classificar cada problema 
organizacional pela ótica da Gravidade (do problema), da Urgência (de resolução dele) e pela Tendência 
(dele piorar com rapidez ou de forma lenta); 
Gráfico de Pareto - É um gráfico de barras que ordena as frequências das ocorrências, da maior para 
a menor, permitindo a priorização dos problemas. Mostra ainda a curva de porcentagens acumuladas. 
Sua maior utilidade é a de permitir uma fácil visualização e identificação das causas ou problemas mais 
importantes, possibilitando a concentração de esforços sobre os mesmos. Usado para dados qualitativos. 
5W2H – serve como um plano de ação e visa realizar uma lista onde serão respondidas perguntas 
específicas, registradas de maneira organizada e planejada sobre como serão efetuadas as ações, assim 
como por quem, quando, onde, por que, como e quanto irá custar para a empresa. 
Diagrama de causa e efeito – ajuda a levantar as causas-raízes de um problema. Apresenta a relação 
existente entre o resultado indesejado ou não conforme de um processo (efeito) e os diversos fatores 
(causas) que podem contribuir para que esse resultado tenha ocorrido. Sua relação com a imagem de 
uma espinha de peixe se dá devido ao fato que podemos considerar suas espinhas as causas dos 
problemas levantados, que contribuirão para a descoberta de seu efeito, além do formato gráfico que 
muito se assemelha ao desenho de um esqueleto de peixe. 
Diagrama em árvore - Serve como desdobramento de um problema para buscar sua causa raiz e 
para fazer o mapeamento detalhado dos caminhos a serem percorridos para alcançar o objetivo e assim 
definir uma estratégia de abordagem, ou dar uma visão da sua estrutura. Serve para desdobrar uma ideia, 
conceito, tarefa, processo em seus componentes mais básicos, repetidamente, até se chegar a ações 
executáveis, permitindo que seja mais bem conhecido. 
 
Por fim, conhecendo-se quais os recursos humanos e materiais necessários para se chegar ao 
processo ideal, a empresa deve rever seu desenho organizacional, chegando ao detalhamento das 
responsabilidades de cada cargo, relativas aos processos. 
 
 
 
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12 
 
Mapeamento de Processos 
 
Mapear os processos é importante porque permite conhecer e desenvolver os caminhos percorridos 
no desenvolvimento do trabalho até chegar ao resultado pretendido, otimizando o tempo e minimizando 
os gargalos que atrapalham o dia a dia. 
Muitas vezes as pessoas realizam atividades, mas não conseguem enxergar o processo global do qual 
o seu trabalho faz parte. E é importante ter a visão do todo para poder chegar ao padrão desejado. 
É preciso que todo gestor conheça, pelo menos, os macroprocessos da sua organização para 
gerenciar melhor e de forma sistêmica as atividades desenvolvidas. Assim ele poderá estruturá-las de 
modo ordenado e numa lógica que favoreça a busca contínua da eficiência na produção de um serviço 
ou produto oferecido aos clientes. 
Analisando, mapeando e aperfeiçoando de forma adequada os seus processos, a empresa poderá 
alcançar: 
1. Aumento da competitividade: com a busca contínua por otimizar o tempo no trabalho e oferecer 
um produto ou serviço de maior qualidade, a empresa estará muito mais preparada para competir no 
mercado. 
2. Maior entendimento dos procedimentos: entender os processos é ordenar os procedimentos, 
dando-lhes um encadeamento lógico no trabalho. Quem gerencia por resultados busca entender de forma 
global o processo no qual está inserido. 
3. Maior rapidez nas soluções: se a empresa conhece todos os seus processos, com os 
procedimentos bem definidos, ela estará apta a identificar e solucionar os seus problemas mais 
rapidamente. 
4. Aumento nos resultados da empresa: quem conhece bem o seu negócio consegue alcançar 
melhores resultados. Mas não basta apenas conhecer, é preciso também observar a maneira de como 
alcançar esses resultados. E é justamente nesse "como" que os processos estão inseridos. 
 
Para mapeare aperfeiçoar os processos nas empresas é preciso pensar estrategicamente, gerar uma 
ação contínua e indispensável para que os produtos e serviços sejam oferecidos ao mercado de acordo 
com as exigências sempre mutantes do cliente. O mapeamento de processos sugere dois momentos 
distintos em uma organização: 
1) Diagnóstico, uma "fotografia" da situação atual dos processos; 
2) A situação proposta - o futuro baseado em melhorias detectadas no mapeamento inicial e sugeridas 
pelos envolvidos. 
Na grande maioria das vezes o mapeamento de processos somente utiliza softwares de 
fluxogramação, não envolvendo o gerenciamento e a modelagem. 
 
Segundo Biazzo (2000), as etapas do mapeamento de processos: 
- Definição dos clientes, dos principais inputs e outputs e dos stakeholders envolvidos no fluxo de 
trabalho; 
- Entrevistas com os líderes ou gestores responsáveis pelas atividades dentro dos processos, estudo 
e análise dos documentos disponíveis; 
- Criação de um modelo com base na informação adquirida e revisão passo a passo do modelo 
seguindo a lógica do ciclo. 
 
Modelagem dos Processos 
 
Após o mapeamento dos processos é que uma organização normalmente implementa a fase da 
modelagem, pois por meio do mapeamento é que a empresa terá condições de identificar possíveis falhas 
estruturais, a dinâmica do fluxo de trabalho, como melhor gerir os recursos humanos e materiais, análise 
do relacionamento interpessoal, necessidade de treinamentos e análise por resultados. 
 
Modelagem Organizacional: Avaliar para determinar se as unidades organizacionais ou pessoas 
listadas possuem quaisquer necessidades e interesses únicos que devam ser considerados. Descreverá 
os papéis e funções na organização e as maneiras com as quais as partes interessadas interagem e, 
então, auxiliarão a identificar partes interessadas que são afetadas por uma mudança. (BABOK pág. 32). 
Levando-se em conta que nenhuma estratégia pode ser seguida sem uma estrutura que a suporte, o 
processo de modelagem desempenha, então, um papel fundamental dentro de qualquer organização, 
seja ela de pequeno, médio ou grande porte. Considerando que o foco é sempre o negócio, o processo 
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13 
 
de modelagem, por sua vez, deve contar com a participação de todos na construção do conhecimento 
organizacional. 
Isto porque o modelo é constituído por submodelos, onde cada um descreve diferentes aspectos da 
organização, os quais devem, indubitavelmente, estar inter-relacionados. Tudo o que impacta no sistema 
deve ser verificado, busca-se a visão do todo. 
A modelagem organizacional é um passo importante dado pela organização para o melhor 
conhecimento do negócio, para discussão de mudanças, estruturação de regras e definição dos atores e 
recursos envolvidos em cada atividade. 
As unidades organizacionais são constituídas de pessoas, as quais são responsáveis pela execução 
dos componentes das regras do negócio. É muito importante definir quem processa um componente da 
regra e quais são os atores específicos que registram eventos, avaliam condições e realizam ações 
(PÁDUA et al., 2003). 
Carvalho e Castro (2004) fazem uma crítica argumentando que as técnicas de modelagem têm sua 
atenção central voltada para os aspectos da funcionalidade, ou seja, no “o quê” e no “como” fazer. Não 
há uma preocupação clara com os aspectos inerentes à capacitação (formação e uso das habilidades) 
dos atores organizacionais e, tão pouco, ênfase nos estudos quanto à criação e aproveitamento do 
conhecimento acumulado pela organização (Gestão do Conhecimento). 
Em uma gestão por processos, todos os processos - ou ao menos os processos-chave (gestão de 
processos) da organização deverão ser monitorados, acompanhados e avaliados por métricas capazes 
de mostrar se o processo está indo bem ou não. 
Sendo assim, a Modelagem dos processos é uma metodologia para a criação de melhores processos 
que possibilitem melhorar o desempenho organizacional. Existem muitas técnicas de modelagem que 
ajudam a compreender os processos de negócio. É necessário que se reconheça que existem vários 
modelos, símbolos e formas que podem ser usados para criar diagramas. 
A abordagem inicial de diagramas de fluxo de trabalho foi recomendada pelo American National 
Standards Institute (ANSI) em 1970, e ainda é amplamente utilizada. 
Porém existe uma abordagem mais recente sobre a criação de diagramas de fluxo de trabalho 
denominada de Notação de Modelagem de Processos de negócio (BPMN – Business Process 
Management Notation). 
 
A Modelagem de processos é a expressão de conceitos que permite que cada organização 
compreenda e contribua para o seu próprio desenvolvimento. Os modelos de processos são de extrema 
importância uma vez que promovem o entendimento entre as diferentes áreas de processos, tais como 
gerenciamento, engenharia, produção, etc. 
A Modelagem de Processos é a atividade do ciclo BPM na qual o estado atual do processo é 
representado de maneira completa e precisa, criando uma documentação para treinamentos, 
comunicações, discussões, medições, análises e melhorias de processos. 
Os principais objetivos da Modelagem é elaborar uma documentação de processo de negócio que 
atenda aos fins desejados pelo cliente, gerando material para treinamento, comunicação, discussão, 
medição, análise e identificação de oportunidades de melhoria, bem como aumentar o nível de maturidade 
e experiência da equipe do cliente através da execução de projetos. 
 
 
 
O projeto de Modelagem de Processos é guiado por definições de abrangência e propósito do projeto, 
que direcionam o tipo de informação a ser levantada e documentada bem como seu nível de detalhamento 
e profundidade. 
O detalhamento do escopo e dos limites (interfaces) do processo é realizado através de reuniões com 
patrocinadores, o gestor do Processo e a equipe do Projeto. Com estas definições, as atividades são 
planejadas e inicia-se a realização de reuniões e entrevistas, estudo de documentação existente e a 
modelagem do processo. 
O nível de detalhamento da documentação do processo é definido de acordo com o propósito da 
modelagem. Como resultado, a documentação de processo é consolidada e validada com a Equipe do 
processo e participantes-chave. 
 
 
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14 
 
BPM 
 
O BPM (Business Process Management) ou Gestão do Negócio por Processos, é a tecnologia da 
informação usado na Gestão por Processos, por meio de indicadores de desempenho, fornece à 
administração do negócio uma visão global dos processos da empresa e de seus resultados, 
possibilitando a tomada de decisões racionais, com base nestes dados. 
A Metodologia BPM é um conceito que envolve gestão de negócio aliada à tecnologia da informação 
visando à melhoria dos processos das organizações. Isso faz com que as organizações tenham melhores 
resultados financeiros, vantagem competitiva, redução de custos, otimização de recursos e aumento da 
satisfação dos clientes, uma vez que os produtos e os serviços também atingem um padrão melhor de 
qualidade. 
O BPM é a tecnologia que reúne diversas ferramentas com o propósito de monitorar e controlar o 
desenvolvimento, andamento e conclusão dos processos, bem como medir a eficiência dos recursos 
aplicados para a gestão de tais processos. Ou seja, essa ferramenta gerencial quando implantada, pode 
transformar a insatisfação nos resultados alcançados em melhorias efetivas para a organização. 
O diferencial do BPM está na inovação através de ferramentas que permitem não somente gerenciar 
um processo de negócio através de seus componentes (tarefas, pessoas, máquinas e softwares), como 
também extrair precisamente custos, tempo e consumo de recursos de cada um destes componentes. 
 
Principais vantagens do BPM 
- O BPM permite a definição das atividades dos processos - conforme a necessidade de uma 
organização; permite a definição, automaçãoe gestão dos processos como vendas, compras, produção, 
contratação, suporte de produtos e serviços de forma clara e eficaz. 
- Acompanhamento do real andamento dos seus Processos de Negócio - com a implantação das 
ferramentas do BPM é possível monitorar o andamento de um processo a partir da definição das 
atividades e seus respectivos executores em um processo específico. Dentre as ações inerentes às 
atividades do BPM destacam-se: Controle de Prazos, por usuário, para conclusão de tarefas, Controle de 
Andamento de Processos em sua projeção geral, Interação com Cliente, se necessário, em caso de 
organizações que necessitam de comunicação intensa com o cliente. 
- Controle absoluto sobre as informações de um negócio - além da gestão do fluxo de informações 
em sua empresa, as ferramentas do BPM permitem controlar por quem, onde e quando tais informações 
foram acessadas. Além destes, é possível visualizar outras vantagens. Conheça-as e entenda por que 
sua empresa precisa implantar os recursos do BPM. 
 
 
Figura: ABPMP, 2013 4 
 
FASE 01: Projetos 
- Método; 
- Meta-modelo; 
- Ferramenta. 
FASE 02: Modelagem 
- Entendimento e documentação do processo; 
- Identificação de atividades candidatas à automação; 
 
4 ABPMP. Guia para Gerenciamento de Processos de Negócio (BPM) – BPM CBOK – versão 3.0, 2013. 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
15 
 
- Definição de sistemas de apoio. 
FASE 03: Simulação 
- Simula alternativas para o comportamento do processo; 
- Testa as regras pré-estabelecidas para verificar se estão de acordo com os objetivos da 
empresa; 
- Testa se as tarefas estão sendo executadas da maneira correta. 
FASE 04: Execução 
- Implantação do processo; 
- Execução do processo pelos seus usuários. 
FASE 05: Monitoramento 
- Acompanhamento do processo implantado; 
- Monitora e controla a execução das instâncias dos processos. 
FASE 06: Melhoria 
- Ideias; 
- Mudanças; 
- Inovação. 
 
1. Projeto: planejar como o projeto de gestão de processos de negócio será realizado na empresa. 
Nesta etapa é realizado o diagnóstico para verificar quais os principais problemas e a melhor forma de 
resolvê-los utilizando a gestão de processos. Também é o momento do projeto em que são definidos o 
método, meta-modelo, notação e ferramenta que serão utilizados durante todo o ciclo de BPM. 
2. Modelagem: os processos são levantados, detalhados no conjunto de atividades que os compõem 
e validados para garantir que o seu entendimento está correto. Nesta fase, o negócio da empresa é 
mapeado. É necessário conhecer a organização como um todo. Para isso, é desenhada a sua cadeia de 
valor, na qual são especificados os principais processos da empresa. Estes normalmente são 
classificados em três tipos: gestão, negócio e apoio ou suporte. Depois que a cadeia de valor é definida, 
os processos são priorizados para que se inicie o levantamento do processo atual. Neste momento, são 
realizadas entrevistas ou aplicadas outras técnicas de levantamento (tais como workshops, questionários, 
etc.) com os principais responsáveis pelos processos. Após esse levantamento são desenhados os fluxos 
dos processos atuais (AS-IS) seguindo a notação de modelagem adotada e empregando a ferramenta de 
modelagem de processos. 
3. Simulação: os processos são simulados com base em medidas de desempenho. São planejados 
os resultados quantitativos que o processo deve alcançar. Em seguida, utilizando uma ferramenta de 
simulação, o processo é testado para verificar se ele está sendo executado da maneira prevista ou se 
estão ocorrendo possíveis filas ou gargalos. Caso sejam detectados problemas, o processo pode ser 
alterado antes de ser disponibilizado para uso efetivo dentro da empresa. Quando o comportamento do 
processo estiver de acordo com o esperado, então ele poderá ser utilizado na prática. 
4. Execução: os processos são implantados e institucionalizados. É necessário planejar como será 
essa implantação, considerando necessidades de treinamento, aquisição de software, implantação de 
novos sistemas, mudanças na estrutura organizacional, remanejamento da equipe, etc. A gestão da 
mudança vai auxiliar a organização a fazer as modificações de uma maneira que o impacto no dia a dia 
dos funcionários seja o menor possível. As mudanças devem ser vistas como algo positivo. 
5. Monitoramento: os processos são acompanhados através de indicadores de desempenho 
previamente definidos para verificar se houve desvios. Caso os processos não alcancem os resultados 
esperados em relação aos indicadores definidos, é necessário tomar ações para controlar os desvios 
observados, corrigindo-os. Os indicadores consideram fatores como tempo, custo, qualidade, entre 
outros. Os indicadores funcionam como indutores das mudanças dos processos organizacionais. 
6. Melhoria: a situação atual dos processos é avaliada, melhorias são levantadas e o processo futuro 
modelado. Nesta fase de melhoria é que ocorre a avaliação da situação atual (AS IS), para que sejam 
propostas melhorias e modelado o processo futuro (TO BE) de acordo com essas melhorias. Estas podem 
corresponder à inclusão, modificação ou exclusão de atividades, papéis, sequências, documentos, 
ferramentas de apoio, regras de negócio, entre outros. 
 
A metodologia de Aperfeiçoamento de Processos Empresariais (APE) 
 
A metodologia de aperfeiçoamento de processos de Harrington (1993) busca a melhoria dos processos 
empresariais baseando-se nos seguintes pontos: 
- Eliminação de erros; 
- Minimização de atrasos; 
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16 
 
- Maximização do uso de recursos; 
- Promoção do entendimento; 
- Sejam fáceis de usar; 
- Sejam amistosos para os clientes; 
- Sejam adaptáveis às mudanças das necessidades dos clientes; 
- Forneçam à organização uma vantagem competitiva; 
- Reduzam o pessoal necessário. 
 
Gerenciamento: Implementando e garantindo os resultados 
 
Uma vez definidos o processo ideal, seus recursos e as ações necessárias para sua realização, a 
etapa final do trabalho consiste na implementação deste processo e seu constante monitoramento. Este 
busca medir o sucesso da implementação do processo ideal bem como identificar eventuais 
mudanças no mesmo, em função de novos objetivos de negócio. 
Este trabalho só é viável, porém, com a adoção de medidas de performance que reflitam os 
benefícios conquistados pela análise e gerenciamento dos processos. 
Quaisquer que sejam os parâmetros adotados - lucratividade, tempo, redução de custos ou qualquer 
outro - é importante que sejam quantificáveis. A adoção de medidas puramente qualitativas torna o 
monitoramento sujeito a interpretações subjetivas e não revela o resultado real da melhoria do processo. 
A análise e gerenciamento dos processos trazem, sem dúvida, resultados significativos na eliminação 
ou redução dos chamados "custos invisíveis", mas, muito mais do que isso, contribuem para uma 
mudança de filosofia de trabalho. Uma organização orientada a processos é consciente das necessidades 
de seus clientes e de seus objetivos de negócio. 
 
Questões 
 
01. (MPOG - Analista Técnico Administrativo - CESPE) A gestão de processos mantém maior 
enfoque no produto ou no serviço oferecido aos clientes da organização, do que na forma pela qual o 
trabalho é realizado. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
02. (CADE - Agente Administrativo - CESPE) Na gestão por processos, as necessidades dos clientes 
são traduzidas como requisitos de processos a serem desenvolvidos pela organização. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
03. (Petrobras Técnico(a) de Suprimento de Bens e Serviços Júnior - CESGRANRIO) Uma 
empresa do setor automotivo está reestruturando suas áreas, visando a melhorar sua eficiência e 
produtividade, utilizando a gestão por processos como base para essa reestruturação. A gestão por 
processos, em uma concepção geral, é uma abordagem da administração, na qual 
(A) as funções de uma organização são integradas,com base no sequenciamento de suas atividades. 
(B) as organizações apresentam suas áreas de atuação separadas, em que cada uma, isoladamente, 
executa as atividades que estão sob sua responsabilidade. 
(C) as atividades da empresa são altamente burocratizadas, permitindo um melhor controle e com 
visão mecanicista do trabalho que realizam. 
(D) os processos críticos, que são aqueles de natureza operacional, são automatizados, contribuindo 
para o aumento da eficiência e da produtividade da empresa. 
(E) os processos são vistos como fluxos de trabalho estabelecidos para cada área, e cada uma dessas 
áreas mantém a visão mecanicista de suas atividades. 
 
04. (ANTAQ - Técnico Administrativo – CESPE) Qualquer atividade que utilize recursos para 
transformar entradas em saídas pode ser caracterizada como processo. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
05. CASAN - Administrador - INSTITUTO AOCP) Um dos componentes comuns na maioria das 
organizações são os processos de transformação. Assinale a alternativa que apresenta uma definição 
desse componente organizacional. 
(A) Um processo é o conjunto de pessoas que atuam em uma organização. 
(B) Um processo é a estrutura de ação de um sistema. 
(C) Um processo é o conjunto de máquinas de produção. 
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17 
 
(D) Um processo é a hierarquização presente em uma empresa. 
(E) Um processo é o montante de capital financeiro da empresa. 
 
06. (Petrobras - Técnico de Suprimentos de Bens e Serviços Júnior - CESGRANRIO) Para que 
as atividades de uma empresa sejam realizadas, é necessária a integração de diversos fatores, tais como 
humanos, capitais, tecnológicos e físicos, entre outros. Visando à excelência organizacional, as atividades 
inter-relacionadas devem ser compreendidas e gerenciadas numa abordagem de processos. Nessa 
abordagem, existe uma hierarquia que diferencia os processos de acordo com a complexidade de sua 
estrutura. 
 
Associe o nível de complexidade dos processos abaixo apresentados às suas respectivas 
características. 
I - Macroprocesso 
II - Subprocesso 
III - Atividades 
P - Tem objetivos específicos, sendo organizado seguindo linhas funcionais. 
Q - Trabalho que se inicia e termina com o cliente externo. 
R - Trabalho tipicamente executado por um departamento ou uma pessoa. 
S - Envolve mais de uma função da organização, e sua operação tem impacto significativo nas demais 
funções da organização. 
 
As associações corretas são: 
(A) I - P ; II - Q ; III - R 
(B) I - Q ; II - R ; III – S 
(C) I - R ; II - Q ; III - S 
(D) I - R ; II - S ; III - P 
(E) I - S ; II - P ; III – R 
 
07. (ICMBIO - Técnico Administrativo - CESPE) A gestão de processos surgiu como alternativa às 
práticas tradicionais de gestão, que mantinham o foco na definição das tarefas associadas a cada área 
funcional da organização. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
08. (ICMBIO - Técnico Administrativo - CESPE) Nas organizações públicas, os processos de 
atendimento ao cidadão são considerados de apoio. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
09. (ICMBIO - Técnico Administrativo - CESPE) Em uma organização, os processos centrais são 
aqueles relacionados à gestão de pessoas, que compõem o núcleo estrutural da organização. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
10. (ICMBIO - Técnico Administrativo – CESPE) Nas organizações, é possível que um mesmo 
processo mobilize as áreas de marketing, de finanças, de gestão de pessoas e de produção. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
11. (ANAC - Analista Administrativo - CESPE) Como forma de identificar os vários processos da 
organização, o gestor não deve utilizar a modelagem organizacional. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
12. (IBGE - Supervisor de Pesquisas - Administração - CESGRANRIO) As empresas atualmente 
enfrentam muitos concorrentes e precisam otimizar suas atividades, visando a aumentar a produtividade, 
para ter menores custos, possibilitando assim maior competitividade. 
Uma das formas existentes para um gerenciamento mais eficaz, atualmente, é fazer uma análise da 
interação das diferentes atividades, seu sequenciamento, identificando suas entradas e seus resultados, 
e o valor agregado obtido nesse fluxo. 
O modelo de gestão adotado pela empresa que utiliza esse tipo de abordagem é o seguinte: 
(A) gerenciamento mecanicista 
(B) gestão por processos 
(C) reengenharia 
1715895 E-book gerado especialmente para HELEN CHILOFF GONCALVES
 
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(D) brainstorming 
(E) administração por objetivos 
 
13. (CASAN - Assistente Administrativo - INSTITUTO AOCP) A gestão por processos ou 
administração por processos é uma importante tendência organizacional cujo resultado é 
(A) uma estrutura vertical de processos criada pela cadeia de comando. 
(B) uma cadeia de valor em cada departamento e seus processos. 
(C) uma cadeia formada pelos dirigentes com os processos. 
(D) uma cadeia horizontal de processos interligados. 
(E) uma estrutura com departamentalização independente. 
 
Gabarito 
 
01.Errado / 02.Certo / 03.A / 04.Certo / 05.B / 06.E / 07.Certo / 08.Errado / 
09.Errado / 10.Certo / 11.Errado / 12.B / 13.D 
 
Comentários 
 
01. Resposta: Errado 
A frase afirma maior enfoque em resultados. Na gestão por processo o enfoque desejado é voltado: 
- Para as principais atividades da empresa; 
- Para os principais negócios. 
 
02. Resposta: Certo 
Na gestão de processos o cliente é um dos parâmetros de desenvolvimento dos processos. 
 
03. Resposta: A 
De acordo com a teoria, alternativa A. 
 
04. Resposta: Certo 
Segundo Miranda e Streit (2007)5, processo pode ser qualquer atividade ou conjunto de atividades que 
transforma recursos em produtos (entradas em saídas), e possui mecanismos de controle e verificação 
de qualidade. Ou, uma sequência de atividades que transforma insumos em produtos, agregando valor. 
 
05. Resposta: B 
Processo é um conjunto definido de atividades ou comportamentos executados por humanos ou 
máquinas para alcançar uma ou mais metas. As atividades são formadas por um conjunto de tarefas e 
estas por um conjunto de operações. 
 
06. Resposta: E 
Macroprocesso: é um processo que geralmente envolve mais de uma função da organização, e cuja 
operação tem impacto significativo nas demais funções da organização. Dependendo da complexidade 
do processo este é dividido em subprocessos. 
Subprocesso: divisões do macroprocesso com objetivos específicos, organizado seguindo linhas 
funcionais. Os subprocessos recebem entradas e geram suas saídas em um único departamento. 
Finalmente, os subprocessos podem ser divididos nas diversas atividades que os compõem, e em um 
nível mais detalhado em tarefas. 
 
07. Resposta: Certo 
“O modelo de organização orientado por Processos passou a ser considerado como alternativa mais 
adequada para promover uma maior Efetividade organizacional." (Nunes 2010) 
Este novo tipo de Gestão tenta mudar bastante o enfoque utilizado pelas empresas tradicionais, nas 
quais os departamentos trabalham isolados uns dos outros e a coordenação dos trabalhos é difícil. A 
Gestão por processos não deixa de ser então um novo direcionamento - a organização volta suas 
atenções para os seus clientes e como melhor satisfazê-los. 
 
08. Resposta: Errado 
 
5 MIRANDA, S. V.; SREIT, R. H. O Processo de Gestão da Informação em Organizações Públicas. I Encontro de Administração da Informação - EnADI/2007. 
Florianópolis-SC. Out. 2007. OBJECT MANAGEMENT GROUP (OMG). Business Process Model Notation. . 
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Os processos de apoio (organizacional ou de integração organizacional) são aqueles que produzem 
resultados quase que imperceptíveis para os clientes externos, entretanto são de extrema importância 
para a consecução do objetivo final da organização. 
O atendimento ao cliente é o cerne do objetivo organizacional da Administração Pública (bem da 
coletividade). Tal situação apresentada se caracteriza como processos de negócio

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