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AO JUÍZO DA 1ª VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE-MG 
 
FRANK SINATRA DA SILVA, já qualificado no processo em epígrafe, vem respeitosamente 
à presença de Vossa Excelência, por seu representante constituído, apresentar 
 
RÉPLICA À RECLAMAÇÃO TRABALHISTA 
 
Movida por LADY GAGA DE SOUZA, já qualificado, pelos fatos e fundamentos a seguir 
dispostos. 
 
Os argumentos propostos na inicial devem ser integralmente rejeitados, pelos seguintes 
motivos: 
 
I- DA ILICITUDE DO OBJETO E DA IMPOSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO 
DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO 
Inicialmente, a Reclamante tenta fundamentar sua ação com alegações que, além de 
distorcerem os fatos e a relação entre as partes, demonstram uma clara tentativa de 
mudar de forma indevida o ordenamento jurídico. 
Embora a Reclamante tenha o direito de recorrer ao Judiciário para resolver suas 
questões, é necessário destacar que a demanda em questão se baseia em uma relação 
cujo objeto é, no mínimo, ilícito e questionável do ponto de vista jurídico. 
 
1. A RELAÇÃO DE "SUGAR DADDY" E "SUGAR BABY" COMO UMA ESCOLHA 
PESSOAL E CONSENSUAL 
A relação entre o Reclamado e a Reclamante, como já exposto, surgiu de um arranjo 
pessoal, com a interação mediada por um aplicativo de relacionamento. Tais aplicativos, 
em sua essência, não são ilegais ou imorais, e a relação entre as partes foi feita de forma 
consensual. Ambas tinham plena ciência e liberdade para definir os termos do que foi 
acordado. 
A própria Reclamante reconhece que as atividades desempenhadas não envolviam 
contato afetivo ou sexual, desmentindo qualquer alegação de exploração ou 
subordinação. 
O que existe é um vínculo social. Não podendo, portanto, tratar esse tipo de relação 
como se fosse um vínculo empregatício. 
 
2. DA ILICITUDE DO OBJETO COMO ÓBICE À PRETENSÃO 
 
O Poder Judiciário não pode ser utilizado para transformar uma relação social e pessoal, 
que não envolve subordinação ou contraprestação de trabalho, em um vínculo 
empregatício. A Reclamante tenta judicializar um "arranjo" que, por sua natureza, não 
configura contrato de trabalho, buscando distorcer a função do Direito do Trabalho. 
A legalidade do objeto de uma relação jurídica é requisito essencial para a validade do 
negócio jurídico, nos termos do artigo 104, II, do Código Civil. Contudo, a relação descrita 
na inicial – baseada em interações sociais mediadas por “mesadas” e presentes – 
desvirtua-se de qualquer finalidade lícita protegida pelo ordenamento jurídico, 
configurando-se como um contrato de natureza social e pessoal, sem características que 
possam ser tuteladas pelo Direito do Trabalho. 
A tentativa da Reclamante de uma relação pessoal, mediada por um aplicativo de 
interação social, em vínculo empregatício é totalmente inadequada e deve ser refutada. O 
objeto da presente demanda é ilícito e incompatível com as normas do Direito do Trabalho. 
 
Diante disso, requer-se: 
1. O reconhecimento da inexistência de vínculo empregatício entre as partes, 
uma vez que os requisitos legais não estão presentes; 
2. A improcedência total dos pedidos formulados pela Reclamante, por ausência 
de fundamento jurídico; 
3. A condenação da Reclamante ao pagamento de honorários advocatícios 
sucumbenciais, nos termos do artigo 791-A da CLT.

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