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Filosofia Moderna Kant FIL0556 - (Uece) “A moradora de rua Rosângela Sibele, que furtou R$ 21,69 em comida para alimentar os filhos, concedeu uma entrevista ao Brasil Urgente após deixar a cadeia e contou que tem ‘o sonho de ser gente’. Ela ficou 18 dias de�da após o episódio e teve a prisão revogada pelo ministro Joel Ilan Paciornik, do STJ (Superior Tribunal Federal), na úl�ma quarta-feira, 13. ‘Meu grande sonho é ser gente. Eu ainda não sei o que é isso, não sei o que é ser mãe, filha, irmã’, contou ela. A mulher de 41 anos é mãe de cinco filhos e mora há dez anos nas ruas de São Paulo. ” IG DELAS. “Meu sonho é ser gente”, diz mãe que furtou comida para alimentar os filhos. Disponível em: h�ps://delas.ig.com.br/2021-10-14/sonho-ser-gente- mae-furto-filhos.html. Acessado em 14/10/2021. A palavra “gente” na fala dessa mulher, quando compreendida à luz da É�ca de Immanuel Kant, expressa seu desejo de a) compor a população de um país ou um Estado. b) ter sa�sfeitas as suas carências alimentares. c) ser solta da cadeia e ficar livre de penalidade. d) ser moralmente reconhecida em sua dignidade. FIL0614 - (Fer) Contra o obscuran�smo, o Iluminismo/Esclarecimento sustentou que a ignorância não é uma virtude e que a obediência cega à autoridade é incompa�vel com nossa natureza racional. A esse respeito, Immanuel Kant foi taxa�vo: “Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento [«Au�lärung»]”. KANT, Immanuel. Resposta à pergunta Que é “Esclarecimento”? (Au�lärung) Trad. Floriano de Souza Fernandes, 2 ed. Petrópolis, Editora Vozes, 1985. p. 100. De acordo com o texto e com seus conhecimentos sobre o movimento Iluminista, assinale a alterna�va correta: a) A razão defendida pelos iluministas depende de Deus, en�dade transcendente que banha a Terra de luz resplandecente. b) O pensamento iluminista busca superar a sacralização da realidade e coloca o homem como centro da reflexão, de modo que a razão humana passa a ser parâmetro do conhecimento. c) No campo polí�co o Iluminismo adotou unanimemente uma posição de defesa do sufrágio universal como único instrumento para instaurar um Estado democrá�co. d) As teorias iluministas desenvolveram-se principalmente no âmbito das sociedades secretas europeias, uma vez que o conhecimento era considerado perigoso demais para ser divulgado publicamente. e) A crí�ca ao An�go Regime incluiu a Igreja Católica, de modo que os filósofos do Esclarecimento são todos ateus. FIL0298 - (Unioeste) Na obra Fundamentação da Meta�sica dos Costumes, Kant apresenta uma formulação do impera�vo categórico: “Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal”. KANT, Immanuel. Fundamentação da meta�sica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1980. p. 129 Em relação ao pensamento de Kant, é CORRETO afirmar. 1@professorferretto @prof_ferretto a) O propósito do impera�vo categórico é o de permi�r que o indivíduo decida suas ações sem que tenha que se preocupar com os demais. b) O impera�vo categórico tem por obje�vo desfazer o conflito entre a providência divina, relacionada à cidade de Deus, e o espaço terreno. c) O impera�vo categórico vincula a conduta moral a uma norma universal. d) Para Kant, não é possível que o indivíduo cons�tua um fim em si mesmo. Por isso mesmo, ele precisa espelhar-se na ação dos demais para a sua ação. e) O impera�vo categórico corresponde à condição do estado de natureza, que é anterior à ins�tuição do Estado civil. FIL0304 - (Ufsm) A necessidade de conviver em grupo fez o homem desenvolver estratégias adapta�vas diversas. Darwin, num estudo sobre a evolução e as emoções, mostrou que o reconhecimento de emoções primárias, como raiva e medo, teve um papel central na sobrevivência. Estudos an�gos e recentes têm mostrado que a moralidade ou comportamento moral está associado a outros �pos de emoções, como a vergonha, a culpa, a compaixão e a empa�a. Há, no entanto, teorias é�cas que afirmam que as ações boas devem ser mo�vadas exclusivamente pelo dever e não por impulsos ou emoções. Essa teoria é a é�ca a) deontológica ou kan�ana. b) das virtudes. c) u�litarista. d) contratualista. e) teológica. FIL0296 - (Ufu) Leia a citação a seguir. A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma grande parte dos homens, depois que a natureza de há muito os libertou de uma direção estranha, con�nuem no entanto de bom grado menores durante toda a vida. São também as causas que explicam porque é tão fácil que os outros se cons�tuam em tutores deles. KANT, I. Resposta à pergunta: que é “Esclarecimento”? (Au�larung). In: ______. Textos seletos. Tradução de Raimundo Vier. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2005, p. 64. A menoridade de que fala Kant é a condição daqueles que não fazem o uso da razão. Essa condição evidencia a ausência a) do idealismo necessário para a ampliação dos horizontes existenciais. b) da autonomia para fazer uso próprio da razão sem a tutela de outrem. c) da religião encarregada de fazer feliz o homem indigente de pensamento. d) da ignorância, pois quem se deixa guiar pelos outros acerta sempre. FIL0306 - (Uel) Leia o texto a seguir. Kant, mesmo que restrito à cidade de Königsberg, acompanhou os desdobramentos das Revoluções Americana e Francesa e foi levado a refle�r sobre as convulsões da história mundial. Às incertezas da Europa plebeia, individualista e provinciana, contrapôs algumas certezas da razão capazes de restabelecer, ao menos no pensamento, a sociabilidade e a paz entre as nações com vista à cons�tuição de uma federação de povos – sociedade cosmopolita. (Adaptado de: ANDRADE, R. C. “Kant: a liberdade, o indivíduo e a república”. In: WEFORT, F. C. (Org.). Clássicos da polí�ca. v.2. São Paulo: Á�ca, 2003. p.49-50.) Com base nos conhecimentos sobre a Filosofia Polí�ca de Kant, assinale a alterna�va correta. a) A incapacidade dos súditos de dis�nguir o ú�l do prejudicial torna impera�vo um governo paternal para indicar a felicidade. b) É chamado cidadão aquele que habita a cidade, sendo considerados cidadãos a�vos também as mulheres e os empregados. c) No Estado, há uma igualdade irrestrita entre os membros da comunidade e o chefe de Estado. d) Os súditos de um Estado Civil devem possuir igualdade de ação em conformidade com a lei universal da liberdade. e) Os súditos estão autorizados a transformar em violência o descontentamento e a oposição ao poder legisla�vo supremo. FIL0305 - (Enem) Numa época de revisão geral, em que valores são contestados, reavaliados, subs�tuídos e muitas vezes recriados, a crí�ca tem papel preponderante. Essa, de fato, é uma das principais caracterís�cas das Luzes, que, recusando as verdades ditadas por autoridades submetem tudo ao crivo da crí�ca. KANT, I. O julgamento da razão. In: ABRÃO, B. S. (Org.) História da Filosofia. São Paulo: Nova Cultural, 2@professorferretto @prof_ferretto 1999. O iluminismo tece crí�ca aos valores estabelecidos sob a rubrica da autoridade e, nesse sen�do, propõe a) a defesa do pensamento dos enciclopedistas que, com seus escritos, man�nham o ideário religioso. b) o es�mulo da visão reducionista do humanismo, permeada pela defesa de isenção em questões polí�cas e sociais. c) a consolidação de uma visão moral e filosófica pautada em valores condizentes com a centralização polí�ca. d) a manutenção dos princípios da meta�sica, dando vastas esperanças de emancipação para a humanidade. e) o incen�vo do saber, eliminando supers�ções e avançando na dimensão da cidadania e da ciência. FIL0295 - (Enem) Uma pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a promessa; mas tem ainda consciência bastante para perguntar a si mesma: não é proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros destamaneira? Admi�ndo que se decida a fazê-lo, a sua máxima de ação seria: quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo emprestado e prometo pagá-lo, embora saiba que tal nunca sucederá. KANT, I. Fundamentação da meta�sica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1980. De acordo com a moral kan�ana, a “falsa promessa de pagamento” representada no texto a) assegura que a ação seja aceita por todos a par�r da livre discussão par�cipa�va. b) garante que os efeitos das ações não destruam a possibilidade da vida futura na terra. c) opõe-se ao princípio de que toda ação do homem possa valer como norma universal. d) materializa-se no entendimento de que os fins da ação humana podem jus�ficar os meios. e) permite que a ação individual produza a mais ampla felicidade para as pessoas envolvidas. FIL0557 - (Uece) “Todo o ser que só pode agir sob a ideia da liberdade é, por isso mesmo, em sen�do prá�co, verdadeiramente livre. Quer dizer, para ele valem todas as leis que estão inseparavelmente ligadas à liberdade, exatamente como se a sua vontade fosse definida como livre em si mesma. A todo o ser racional que tem uma vontade, temos que atribuir-lhe necessariamente também a ideia de liberdade, sob a qual ele unicamente pode agir.” Kant, I. Fundamentação da meta�sica dos costumes. Trad. port. Paulo Quintela. Lisboa: Edições 70, p. 16 – Adaptado. Considerando a citação acima, é correto afirmar que a) vontade livre é a vontade determinada pela razão. b) o agir livre, na prá�ca, é espontâneo e involuntário. c) o ser racional é impulsivo e necessariamente livre. d) liberdade é verdadeiramente agir pelas paixões. FIL0292 - (Uece) As seguintes máximas exemplificam a solução apresentada por Immanuel Kant na formulação do princípio supremo da moralidade: “Age como se a máxima de tua ação se devesse tornar, pela tua vontade, em lei universal da natureza”. “Age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio”. KANT, Immanuel. Fundamentação da meta�sica dos costumes. Trad. Paulo Quintela. Lisboa: Edições 70.1997. Essas máximas são impera�vos categóricos, sobre os quais é correto afirmar que a) estabelecem, segundo Kant, a universalização da ação moral através de uma finalidade a ser a�ngida fora da razão e estabelecida a par�r do processo de análise racional da realidade. b) são, inicialmente, de caráter hipoté�co, ao buscar avaliar as ações possíveis, como meio de alcançar alguma coisa que se deseja ou que se queira a�ngir concretamente. c) são chamados categóricos, por serem mandamentos da própria razão autônoma e por servirem de procedimento para testar o caráter universalizável e, portanto, moral de uma máxima. d) determinam, categoricamente, que, para a�ngir um determinado fim, é necessário que se usem certos meios, o que expressa a universalização da moral pragmá�ca kan�ana. FIL0308 - (Enem) Até hoje admi�a-se que nosso conhecimento se devia regular pelos objetos; porém todas as tenta�vas para descobrir, mediante conceitos, algo que ampliasse nosso 3@professorferretto @prof_ferretto conhecimento, malogravam-se com esse pressuposto. Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não se resolverão melhor as tarefas da meta�sica, admi�ndo que os objetos se deveriam regular pelo nosso conhecimento. KANT, I. Crí�ca da razão pura. Lisboa: Calouste- Gulbenkian, 1994 (adaptado). O trecho em questão é uma referência ao que ficou conhecido como revolução copernicana na filosofia. Nele, confrontam-se duas posições filosóficas que a) assumem pontos de vista opostos acerca da natureza do conhecimento. b) defendem que o conhecimento é impossível, restando-nos somente o ce�cismo. c) revelam a relação de interdependência entre os dados da experiência e a reflexão filosófica. d) apostam, no que diz respeito às tarefas da filosofia, na primazia das ideias em relação aos objetos. e) refutam-se mutuamente quanto à natureza do nosso conhecimento e são ambas recusadas por Kant. FIL0558 - (Uece) Quando argumenta que um Estado não tem direito a apropriar-se de outro Estado, seja por herança de seus soberanos, troca, compra ou doação, Kant afirma: “Um Estado não é patrimônio (como, por exemplo, o solo em que ele tem a sua sede). É uma sociedade de homens sobre a qual mais ninguém a não ser ele próprio tem de mandar e dispor. Enxertá-lo noutro Estado significa eliminar a sua existência como pessoa moral e fazer desta úl�ma uma coisa, contradizendo, por conseguinte, a ideia do contrato originário, sem a qual é impossível pensar Direito algum sobre um povo”. KANT, Immanuel. À paz perpétua: Um projeto filosófico. Trad. port. Artur Morão. Covilhã, Portugal: Universidade da Beira Interior, 2008, p.5. Adaptado. Baseado na citação acima, é correto afirmar que a) o Estado é uma coisa, por isso só pode ser tomado pela força. b) o Estado, sendo uma coisa, pode ser herdado, comprado ou doado. c) cada Estado, como pessoa moral, só obedece às suas próprias leis. d) o Estado é uma pessoa moral, pois o território é sagrado para seu povo. FIL0617 - (Fer) Immanuel Kant afirma que o impera�vo categórico é o princípio obje�vo da moralidade válido para todos os seres humanos como fundamento de determinação da vontade e critério de escolha de máximas morais. Sobre a moral kan�ana, marque V, se for verdadeiro, e F, se for falso. (__) Immanuel Kant defende a tese de que as ações humanas morais são mo�vadas unicamente pelos sen�mentos inerentes à natureza humana e ao ins�nto, por exemplo, o sen�mento de piedade em relação ao próximo. (__) Para Kant, devemos pensar e agir de tal modo que todas as nossas ações se transformem em lei universal. (__) Liberdade e obrigação são conceitos que se opõem mutuamente, pois, se uma ação é considerada livre e, portanto, dependente apenas do querer do agente, então é inaceitável, de acordo com Kant, que seres humanos tenham deveres morais. (__) Kant acreditava que era possível desenvolver um sistema moral consistente e par�cular, u�lizando apenas as experiências sensíveis. A sequência correta, de cima para baixo, é: a) V, V, V, V. b) V, F, V, F. c) F, V, F, F. d) V, V, V, F. e) F, V, V, F. FIL0307 - (Ufu) Autonomia da vontade é aquela sua propriedade graças à qual ela é para si mesma a sua lei (independentemente da natureza dos objetos do querer). O princípio da autonomia é, portanto: não escolher senão de modo a que as máximas da escolha estejam incluídas simultaneamente, no querer mesmo, como lei universal. KANT, Immanuel. Fundamentação da Meta�sica dos Costumes. Tradução de Paulo Quintela. Lisboa: Edições 70, 1986, p. 85. De acordo com a doutrina é�ca de Kant: 4@professorferretto @prof_ferretto a) O Impera�vo Categórico não se relaciona com a matéria da ação e com o que deve resultar dela, mas com a forma e o princípio de que ela mesma deriva. b) O Impera�vo Categórico é um cânone que nos leva a agir por inclinação, vale dizer, tendo por obje�vo a sa�sfação de paixões subje�vas. c) Inclinação é a independência da faculdade de ape�ção das sensações, que representa aspectos obje�vos baseados em um julgamento universal. d) A boa vontade deve ser u�lizada para sa�sfazer os desejos pessoais do homem. Trata-se de fundamento determinante do agir, para a sa�sfação das inclinações. FIL0302 - (Uema) Fraqueza e covardia são as causas pelas quais a maioria das pessoas permanece infan�l mesmo tendo condição de libertar-se da tutela mental alheia. Por isso, fica fácil para alguns exercer o papel de tutores, pois muitas pessoas, por comodismo, não desejam se tornar adultas. Se tenho um livro que pensa por mim; um sacerdote que dirige minha consciência moral; um médico que me prescreve receitas e, assim por diante, não necessito preocupar-me com minha vida. Se posso adquirir orientações, não necessito pensar pela minha cabeça: transfiro ao outro esta penosa tarefa de pensar.Fonte: I. Kant, O que é a ilustração. In: F. Weffort (org). Os clássicos da polí�ca, v. 2, 6 ed. São Paulo: Saraiva, 2006. Esse fragmento compõe o livro de Kant que trata da importância da(o) a) juízo. b) razão. c) cultura. d) costume. e) experiência. FIL0301 - (Uel) Leia o texto a seguir. As leis morais juntamente com seus princípios não só se dis�nguem essencialmente, em todo o conhecimento prá�co, de tudo o mais onde haja um elemento empírico qualquer, mas toda a Filosofia moral repousa inteiramente sobre a sua parte pura e, aplicada ao homem, não toma emprestado o mínimo que seja ao conhecimento do mesmo (Antropologia). KANT, I. Fundamentação da Meta�sica dos Costumes. Trad. de Guido A. de Almeida. São Paulo: Discurso Editorial, 2009. p.73. Com base no texto e na questão da liberdade e autonomia em Immanuel Kant, assinale a alterna�va correta. a) A fonte das ações morais pode ser encontrada através da análise psicológica da consciência moral, na qual se pesquisa mais o que o homem é, do que o que ele deveria ser. b) O elemento determinante do caráter moral de uma ação está na inclinação da qual se origina, sendo as inclinações serenas moralmente mais perfeitas do que as passionais. c) O sen�mento é o elemento determinante para a ação moral, e a razão, por sua vez, somente pode dar uma direção à presente inclinação, na medida em que fornece o meio para alcançar o que é desejado. d) O ponto de par�da dos juízos morais encontra-se nos “propulsores” humanos naturais, os quais se direcionam ao bem próprio e ao bem do outro. e) O princípio supremo da moralidade deve assentar-se na razão prá�ca pura, e as leis morais devem ser independentes de qualquer condição subje�va da natureza humana. FIL0309 - (Unioeste) “Como toda lei prá�ca representa uma ação possível como boa e por isso como necessária para um sujeito pra�camente determinável pela razão, todos os impera�vos são fórmulas da determinação da ação que é necessária segundo o princípio de uma vontade boa de qualquer maneira. No caso da ação ser apenas boa como meio para qualquer outra coisa, o impera�vo é hipoté�co; se a ação é representada como boa em si, por conseguinte, como necessária numa vontade em si conforme à razão como princípio dessa vontade, então o impera�vo é categórico”. Kant Considerando o pensamento é�co de Kant e o texto acima, é correto afirmar que 5@professorferretto @prof_ferretto a) o impera�vo hipoté�co representa a necessidade prá�ca de uma ação como subje�vamente necessária para um ser determinável pelas inclinações. b) o impera�vo categórico representa a necessidade prá�ca de uma ação como meio para se a�ngir um fim possível ou real. c) os impera�vos (hipoté�co e categórico) são fórmulas de determinação necessária, segundo o princípio de uma vontade que é boa em si mesma. d) o impera�vo categórico representa a ação como boa em si mesma e como necessária para uma vontade em si conforme a razão. e) o impera�vo hipoté�co declara a ação como obje�vamente necessária independentemente de qualquer intenção ou finalidade da ação. FIL0300 - (Enem) Os ricos adquiriram uma obrigação rela�vamente à coisa pública, uma vez que devem sua existência ao ato de submissão à sua proteção e zelo, o que necessitam para viver; o Estado então fundamenta o seu direito de contribuição do que é deles nessa obrigação, visando a manutenção de seus concidadãos. Isso pode ser realizado pela imposição de um imposto sobre a propriedade ou a a�vidade comercial dos cidadãos, ou pelo estabelecimento de fundos e de uso dos juros ob�dos a par�r deles, não para suprir as necessidades do Estado (uma vez que este é rico), mas para suprir as necessidades do povo. KANT, I. A meta�sica dos costumes. Bauru: Edipro, 2003. Segundo esse texto de Kant, o Estado a) deve sustentar todas as pessoas que vivem sob seu poder, a fim de que a distribuição seja paritária. b) está autorizado a cobrar impostos dos cidadãos ricos para suprir as necessidades dos cidadãos pobres. c) dispõe de poucos recursos e, por esse mo�vo, é obrigado a cobrar impostos idên�cos dos seus membros. d) delega aos cidadãos o dever de suprir as necessidades do Estado, por causa do seu elevado custo de manutenção. e) tem a incumbência de proteger os ricos das imposições pecuniárias dos pobres, pois os ricos pagam mais tributos. FIL0294 - (Enem) TEXTO I Duas coisas enchem o ânimo de admiração e veneração sempre crescentes: o céu estrelado sobre mim e a lei moral em mim. KANT, I. Crí�ca da razão prá�ca. Lisboa: Edições 70, s/d (adaptado). TEXTO II Duas coisas admiro: a dura lei cobrindo-me e o estrelado céu dentro de mim. FONTELA, O. Kant (relido). In: Poesia completa. São Paulo: Hedra, 2015. A releitura realizada pela poeta inverte as seguintes ideias centrais do pensamento kan�ano: a) Possibilidade da liberdade e obrigação da ação. b) A prioridade do juízo e importância da natureza. c) Necessidade da boa vontade e crí�ca da meta�sica. d) Prescindibilidade do empírico e autoridade da razão. e) Interioridade da norma e fenomenalidade do mundo. FIL0303 - (Enem) A pura lealdade na amizade, embora até o presente não tenha exis�do nenhum amigo leal, é imposta a todo homem, essencialmente, pelo fato de tal dever estar implicado como dever em geral, anteriormente a toda experiência, na ideia de uma razão que determina a vontade segundo princípios a priori. KANT, I. Fundamentação da meta�sica dos costumes. São Paulo: Barcarolla, 2009. A passagem citada expõe um pensamento caracterizado pela a) eficácia prá�ca da razão empírica. b) transvaloração dos valores judaico-cristãos. c) recusa em fundamentar a moral pela experiência. d) comparação da é�ca a uma ciência de rigor matemá�co. e) importância dos valores democrá�cos nas relações de amizade. FIL0293 - (Unesp) A maior violação do dever de um ser humano consigo mesmo, considerado meramente como um ser moral (a humanidade em sua própria pessoa), é o contrário da veracidade, a men�ra [...]. A men�ra pode ser externa [...] ou, inclusive, interna. Através de uma men�ra externa, um ser humano faz de si mesmo um objeto de desprezo aos olhos dos outros; através de uma men�ra interna, ele realiza o que é ainda pior: torna a si mesmo desprezível aos seus próprios olhos e viola a dignidade da humanidade em sua própria pessoa [...]. Pela men�ra um ser humano descarta e, por assim dizer, aniquila sua dignidade como ser humano. [...] É possível que [a 6@professorferretto @prof_ferretto men�ra] seja pra�cada meramente por frivolidade ou mesmo por bondade; aquele que fala pode, até mesmo, pretender a�ngir um fim realmente benéfico por meio dela. Mas esta maneira de perseguir este fim é, por sua simples forma, um crime de um ser humano contra sua própria pessoa e uma indignidade que deve torná-lo desprezível aos seus próprios olhos. Em sua sentença dirigida à men�ra, Kant a) considera a condenação rela�va e sujeita a jus�fica�vas, de acordo com o contexto. b) assume que cada ser humano par�cular representa toda a humanidade. c) apresenta um pensamento desvinculado de pretensões racionais universalistas. d) demonstra um juízo condenatório, com jus�ficação em mo�vações religiosas. e) assume o pressuposto de que a razão sempre é governada pelas paixões. FIL0532 - (Unesp) Texto 1 A crí�ca não se opõe ao procedimento dogmá�co da razão no seu conhecimento puro […], mas sim ao dogma�smo […], apoiado em princípios, como os que a razão desde há muito aplica, sem se informar como e com que direito os alcançou. O dogma�smo é, pois, o procedimento dogmá�co da razão sem uma crí�ca prévia da sua própria capacidade. (Immanuel Kant. Crí�ca da razão pura, 2018.) Texto 2 Os ques�onamentos cé�cos de Hume abalaram profundamente Kant, que visava empreender uma defesa do racionalismo contra o empirismo cé�co e acabou por elaborar uma filosofia que caracterizou como racionalismo crí�co, pretendendo precisamentesuperar a dicotomia entre racionalismo e empirismo. (Danilo Marcondes. Iniciação à história da filosofia, 2010. Adaptado.) Os textos explicitam a noção de “crí�ca”, que corresponde, na filosofia kan�ana, a) à defesa da dúvida metódica. b) à impossibilidade do conhecimento cien�fico. c) ao exame dos limites da compreensão. d) à recusa de elementos transcendentais. e) ao estabelecimento das bases da experimentação. FIL0618 - (Fer) “Nenhum conhecimento em nós precede a experiência e todo conhecimento começa com ela. Mas, embora todo o nosso conhecimento comece com a experiência, nem por isso todo ele se origina da experiência. Pois, poderia bem acontecer que, mesmo o nosso conhecimento de experiência seja um composto daquilo que recebemos por impressões e daquilo que nossa própria faculdade de conhecimento fornece de si mesma. (...) Tais conhecimentos denominam-se a priori e dis�nguem-se dos empíricos, que possuem suas fontes a posteriori, ou seja, na experiência.” KANT, Immanuel. Crí�ca da Razão Pura. Introdução, São Paulo, Abril Cultural, 1980, coleção Os Pensadores (adaptado). Com base no texto e na teoria do conhecimento de Kant, assinale a alterna�va INCORRETA: a) O conhecimento é cons�tuído de matéria e forma. Para termos conhecimento das coisas, temos de organizá-las a par�r das formas a priori do espaço e do tempo. b) Se a Meta�sica é o conhecimento da essência das coisas elas mesmas, Kant é, na Crí�ca da Razão Pura, um defensor da Meta�sica, e não um defensor da finitude do conhecimento. c) O conhecimento tem seu início na experiência sensível; isso não significa, todavia, que ele esteja preso à experiência e limitado por ela. d) O ato de conhecer se dis�ngue em duas formas básicas: conhecimento empírico e conhecimento puro. e) Podemos conhecer, em relação às coisas em si mesmas, apenas seu fenômeno, ou seja, a maneira como elas afetam nossos sen�dos. FIL0297 - (Uel) Leia os textos a seguir. Exercita-te primeiro, caro amigo, e aprende o que é preciso conhecer para te iniciares na polí�ca; antes, não. Então, primeiro precisarás adquirir virtude, tu ou quem quer que se disponha a governar ou a administrar não só a sua pessoa e seus interesses par�culares, como a cidade e as coisas a ela per�nentes. Assim, o que precisas alcançar não é o poder absoluto para fazeres o que bem entenderes con�go ou com a cidade, porém jus�ça e sabedoria. PLATÃO, O primeiro Alcebíades. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: EDUFPA, 2004. p. 281-285. Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso do seu entendimento sem a direção de outro indivíduo... Sapere Aude! Tem coragem 7@professorferretto @prof_ferretto de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento. KANT, I. Resposta à pergunta: que é ‘Esclarecimento’ (‘Au�lärung’). Trad. Floriano de Souza Fernandes, 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1985. p. 100-117. Tendo em vista a compreensão kan�ana do Esclarecimento (Au�lärung) para a cons�tuição de uma compreensão �picamente moderna do humano, assinale a alterna�va correta. a) Fazer uso do próprio entendimento implica a destruição da tradição, na medida em que o poder da tradição impede a liberdade do pensamento. b) A superação da condição de menoridade resulta do uso privado da razão, em que o indivíduo faz uso restrito do próprio entendimento. c) A saída da menoridade instaura uma situação duradoura, pois as verdadeiras conquistas do Esclarecimento se afiguram como irreversíveis. d) A menoridade é uma tendência decorrente da natureza humana, sendo, por esse mo�vo, superada no Esclarecimento, com muito esforço. e) A condição fundamental para o Esclarecimento é a liberdade, concebida como a possibilidade de se fazer uso público da razão. FIL0299 - (Uel) O tempo nada mais é que a forma da nossa intuição interna. Se a condição par�cular da nossa sensibilidade lhe for suprimida, desaparece também o conceito de tempo, que não adere aos próprios objetos, mas apenas ao sujeito que os intui. KANT, I. Crí�ca da razão pura. Trad. Valério Rohden e Udo Baldur Moosburguer. São Paulo: Abril Cultural, 1980. p. 47. Coleção Os Pensadores. Com base nos conhecimentos sobre a concepção kan�ana de tempo, assinale a alterna�va correta. a) O tempo é uma condição a priori de todos os fenômenos em geral. b) O tempo é uma representação rela�va subjacente às intuições. c) O tempo é um conceito discursivo, ou seja, um conceito universal. d) O tempo é um conceito empírico que pode ser abstraído de qualquer experiência. e) O tempo, concebido a par�r da soma dos instantes, é infinito. FIL0291 - (Uel) Leia o texto a seguir. Dever é a necessidade de uma ação por respeito à lei. [...] devo proceder sempre de maneira que eu possa querer também que a minha máxima se torne uma lei universal. KANT, Immanuel. Fundamentação da Meta�sica dos costumes. Trad. Paulo Quintela. São Paulo: Abril Cultural, 1974. p. 208-209. Com base no texto e nos conhecimentos sobre a teoria kan�ana do dever, assinale a alterna�va correta. a) A máxima de uma ação moral universalizável pode ter como fundamento os efeitos da ação, sendo considerada moralmente boa uma ação cujos efeitos causam o bem. b) A obrigação incondicional que a lei moral impõe advém do reconhecimento da possibilidade de universalização das máximas da ação. c) A men�ra pode, em certas circunstâncias, ser legi�mada moralmente quando dela resulta uma ação benéfica ou impede o prejuízo a outrem. d) A máxima incondicional de uma ação moral pode ter como fundamento a experiência, pois os costumes fornecem elementos suficientes para ela. e) O impera�vo categórico, princípio dos impera�vos do dever, escolhe, dentre os es�mulos fornecidos à vontade, o que lhe é mais adequado. FIL0310 - (Unioeste) “Em todos os juízos em que for pensada a relação de um sujeito com o predicado (se considero apenas os juízos afirma�vos (…)), essa relação é possível de dois modos. Ou o predicado B pertence ao sujeito A como algo con�do (ocultamente) nesse conceito A, ou B jaz completamente fora do conceito A, embora esteja em conexão com o mesmo”. Kant. Considerando o texto acima e a teoria do conhecimento de Kant, é incorreto afirmar que 8@professorferretto @prof_ferretto a) os juízos sinté�cos a posteriori são os mais importantes para a teoria do conhecimento de Kant, pois são con�ngentes e par�culares, estando ligados a casos empíricos singulares. b) Kant denomina o primeiro modo de relacionar sujeito e predicado de juízo analí�co e o segundo, de juízo sinté�co. c) o problema do conhecimento para Kant envolve responder “como são possíveis os juízos sinté�cos a priori?”. d) os juízos analí�cos, embora universais e necessários, não fazem progredir o conhecimento, pois são tautológicos. e) o juízo “Todos os corpos são extensos” é analí�co, pois não há como pensar o conceito de corpo sem o conceito de extensão. FIL0778 - (Enem PPL) QUINO. Mafalda. Disponível em: www.nova-acropole.pt. Acesso em: 28 fev. 2013. A figura do inquilino ao qual a personagem da �rinha se refere é o(a) a) constrangimento por olhares de reprovação. b) costume imposto aos filhos por coação. c) consciência da obrigação moral. d) pessoa habitante da mesma casa. e) temor de possível cas�go. 9@professorferretto @prof_ferretto