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Questões resolvidas

Segundo esse texto de Kant, o Estado
a) deve sustentar todas as pessoas que vivem sob seu poder, a fim de que a distribuição seja paritária.
b) está autorizado a cobrar impostos dos cidadãos ricos para suprir as necessidades dos cidadãos pobres.
c) dispõe de poucos recursos e, por esse motivo, é obrigado a cobrar impostos idênticos dos seus membros.
d) delega aos cidadãos o dever de suprir as necessidades do Estado, por causa do seu elevado custo de manutenção.
e) tem a incumbência de proteger os ricos das imposições pecuniárias dos pobres, pois os ricos pagam mais tributos.

A passagem citada expõe um pensamento caracterizado pela


a. eficácia prática da razão empírica.
b. transvaloração dos valores judaico-cristãos.
c. recusa em fundamentar a moral pela experiência.
d. comparação da ética a uma ciência de rigor matemático.
e. importância dos valores democráticos nas relações de amizade.

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Questões resolvidas

Segundo esse texto de Kant, o Estado
a) deve sustentar todas as pessoas que vivem sob seu poder, a fim de que a distribuição seja paritária.
b) está autorizado a cobrar impostos dos cidadãos ricos para suprir as necessidades dos cidadãos pobres.
c) dispõe de poucos recursos e, por esse motivo, é obrigado a cobrar impostos idênticos dos seus membros.
d) delega aos cidadãos o dever de suprir as necessidades do Estado, por causa do seu elevado custo de manutenção.
e) tem a incumbência de proteger os ricos das imposições pecuniárias dos pobres, pois os ricos pagam mais tributos.

A passagem citada expõe um pensamento caracterizado pela


a. eficácia prática da razão empírica.
b. transvaloração dos valores judaico-cristãos.
c. recusa em fundamentar a moral pela experiência.
d. comparação da ética a uma ciência de rigor matemático.
e. importância dos valores democráticos nas relações de amizade.

Prévia do material em texto

Filosofia Moderna
Kant
FIL0556 - (Uece)
“A moradora de rua Rosângela Sibele, que furtou R$
21,69 em comida para alimentar os filhos, concedeu uma
entrevista ao Brasil Urgente após deixar a cadeia e
contou que tem ‘o sonho de ser gente’. Ela ficou 18 dias
de�da após o episódio e teve a prisão revogada pelo
ministro Joel Ilan Paciornik, do STJ (Superior Tribunal
Federal), na úl�ma quarta-feira, 13. ‘Meu grande sonho é
ser gente. Eu ainda não sei o que é isso, não sei o que é
ser mãe, filha, irmã’, contou ela. A mulher de 41 anos é
mãe de cinco filhos e mora há dez anos nas ruas de São
Paulo. ”
IG DELAS. “Meu sonho é ser gente”, diz mãe que furtou
comida para alimentar os filhos. Disponível em:
h�ps://delas.ig.com.br/2021-10-14/sonho-ser-gente-
mae-furto-filhos.html. Acessado em 14/10/2021.
 
A palavra “gente” na fala dessa mulher, quando
compreendida à luz da É�ca de Immanuel Kant, expressa
seu desejo de 
a) compor a população de um país ou um Estado. 
b) ter sa�sfeitas as suas carências alimentares. 
c) ser solta da cadeia e ficar livre de penalidade. 
d) ser moralmente reconhecida em sua dignidade. 
FIL0614 - (Fer)
Contra o obscuran�smo, o Iluminismo/Esclarecimento
sustentou que a ignorância não é uma virtude e que a
obediência cega à autoridade é incompa�vel com nossa
natureza racional. A esse respeito, Immanuel Kant foi
taxa�vo:
“Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento,
tal é o lema do esclarecimento [«Au�lärung»]”.
KANT, Immanuel. Resposta à pergunta Que é
“Esclarecimento”? (Au�lärung) Trad. Floriano de Souza
Fernandes, 2 ed. Petrópolis, Editora Vozes, 1985. p. 100.
 
De acordo com o texto e com seus conhecimentos sobre
o movimento Iluminista, assinale a alterna�va correta:
a) A razão defendida pelos iluministas depende de Deus,
en�dade transcendente que banha a Terra de luz
resplandecente.
b) O pensamento iluminista busca superar a sacralização
da realidade e coloca o homem como centro da
reflexão, de modo que a razão humana passa a ser
parâmetro do conhecimento.
c) No campo polí�co o Iluminismo adotou
unanimemente uma posição de defesa do sufrágio
universal como único instrumento para instaurar um
Estado democrá�co.
d) As teorias iluministas desenvolveram-se
principalmente no âmbito das sociedades secretas
europeias, uma vez que o conhecimento era
considerado perigoso demais para ser divulgado
publicamente.
e) A crí�ca ao An�go Regime incluiu a Igreja Católica, de
modo que os filósofos do Esclarecimento são todos
ateus.
FIL0298 - (Unioeste)
Na obra Fundamentação da Meta�sica dos Costumes,
Kant apresenta uma formulação do impera�vo
categórico: “Age apenas segundo uma máxima tal que
possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei
universal”.
KANT, Immanuel. Fundamentação da meta�sica dos
costumes. 
São Paulo: Abril Cultural, 1980. p. 129
 
Em relação ao pensamento de Kant, é CORRETO afirmar. 
1@professorferretto @prof_ferretto
a) O propósito do impera�vo categórico é o de permi�r
que o indivíduo decida suas ações sem que tenha que
se preocupar com os demais. 
b) O impera�vo categórico tem por obje�vo desfazer o
conflito entre a providência divina, relacionada à
cidade de Deus, e o espaço terreno. 
c) O impera�vo categórico vincula a conduta moral a
uma norma universal. 
d) Para Kant, não é possível que o indivíduo cons�tua um
fim em si mesmo. Por isso mesmo, ele precisa
espelhar-se na ação dos demais para a sua ação. 
e) O impera�vo categórico corresponde à condição do
estado de natureza, que é anterior à ins�tuição do
Estado civil. 
FIL0304 - (Ufsm)
A necessidade de conviver em grupo fez o homem
desenvolver estratégias adapta�vas diversas. Darwin,
num estudo sobre a evolução e as emoções, mostrou que
o reconhecimento de emoções primárias, como raiva e
medo, teve um papel central na sobrevivência. Estudos
an�gos e recentes têm mostrado que a moralidade ou
comportamento moral está associado a outros �pos de
emoções, como a vergonha, a culpa, a compaixão e a
empa�a. Há, no entanto, teorias é�cas que afirmam que
as ações boas devem ser mo�vadas exclusivamente pelo
dever e não por impulsos ou emoções. Essa teoria é a
é�ca 
a) deontológica ou kan�ana. 
b) das virtudes. 
c) u�litarista. 
d) contratualista. 
e) teológica. 
FIL0296 - (Ufu)
Leia a citação a seguir. 
 
A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma
grande parte dos homens, depois que a natureza de há
muito os libertou de uma direção estranha, con�nuem no
entanto de bom grado menores durante toda a vida. São
também as causas que explicam porque é tão fácil que os
outros se cons�tuam em tutores deles. 
KANT, I. Resposta à pergunta: que é “Esclarecimento”?
(Au�larung). In: ______. Textos seletos. Tradução de
Raimundo Vier. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2005, p. 64. 
 
A menoridade de que fala Kant é a condição daqueles
que não fazem o uso da razão. Essa condição evidencia a
ausência 
a) do idealismo necessário para a ampliação dos
horizontes existenciais. 
b) da autonomia para fazer uso próprio da razão sem a
tutela de outrem. 
c) da religião encarregada de fazer feliz o homem
indigente de pensamento. 
d) da ignorância, pois quem se deixa guiar pelos outros
acerta sempre. 
FIL0306 - (Uel)
Leia o texto a seguir. 
 
Kant, mesmo que restrito à cidade de Königsberg,
acompanhou os desdobramentos das Revoluções
Americana e Francesa e foi levado a refle�r sobre as
convulsões da história mundial. Às incertezas da Europa
plebeia, individualista e provinciana, contrapôs algumas
certezas da razão capazes de restabelecer, ao menos no
pensamento, a sociabilidade e a paz entre as nações com
vista à cons�tuição de uma federação de povos –
sociedade cosmopolita.
(Adaptado de: ANDRADE, R. C. “Kant: a liberdade, o
indivíduo e a república”. In: WEFORT, F. C. (Org.). Clássicos
da polí�ca. v.2. São Paulo: Á�ca, 2003. p.49-50.)
 
Com base nos conhecimentos sobre a Filosofia Polí�ca de
Kant, assinale a alterna�va correta. 
a) A incapacidade dos súditos de dis�nguir o ú�l do
prejudicial torna impera�vo um governo paternal para
indicar a felicidade. 
b) É chamado cidadão aquele que habita a cidade, sendo
considerados cidadãos a�vos também as mulheres e
os empregados. 
c) No Estado, há uma igualdade irrestrita entre os
membros da comunidade e o chefe de Estado. 
d) Os súditos de um Estado Civil devem possuir igualdade
de ação em conformidade com a lei universal da
liberdade. 
e) Os súditos estão autorizados a transformar em
violência o descontentamento e a oposição ao poder
legisla�vo supremo. 
FIL0305 - (Enem)
Numa época de revisão geral, em que valores são
contestados, reavaliados, subs�tuídos e muitas vezes
recriados, a crí�ca tem papel preponderante. Essa, de
fato, é uma das principais caracterís�cas das Luzes, que,
recusando as verdades ditadas por autoridades
submetem tudo ao crivo da crí�ca.
KANT, I. O julgamento da razão. In: ABRÃO, B. S.
(Org.) História da Filosofia. São Paulo: Nova Cultural,
2@professorferretto @prof_ferretto
1999.
 
O iluminismo tece crí�ca aos valores estabelecidos sob a
rubrica da autoridade e, nesse sen�do, propõe 
a) a defesa do pensamento dos enciclopedistas que, com
seus escritos, man�nham o ideário religioso. 
b) o es�mulo da visão reducionista do humanismo,
permeada pela defesa de isenção em questões
polí�cas e sociais. 
c) a consolidação de uma visão moral e filosófica pautada
em valores condizentes com a centralização polí�ca. 
d) a manutenção dos princípios da meta�sica, dando
vastas esperanças de emancipação para a
humanidade. 
e) o incen�vo do saber, eliminando supers�ções e
avançando na dimensão da cidadania e da ciência. 
FIL0295 - (Enem)
Uma pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir
dinheiro emprestado. Sabe muito bem que não poderá
pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se
não prometer firmemente pagar em prazo determinado.
Sente a tentação de fazer a promessa; mas tem ainda
consciência bastante para perguntar a si mesma: não é
proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros destamaneira? Admi�ndo que se decida a fazê-lo, a sua
máxima de ação seria: quando julgo estar em apuros de
dinheiro, vou pedi-lo emprestado e prometo pagá-lo,
embora saiba que tal nunca sucederá.
KANT, I. Fundamentação da meta�sica dos costumes. São
Paulo: Abril Cultural, 1980.
 
 
De acordo com a moral kan�ana, a “falsa promessa de
pagamento” representada no texto 
a) assegura que a ação seja aceita por todos a par�r da
livre discussão par�cipa�va. 
b) garante que os efeitos das ações não destruam a
possibilidade da vida futura na terra. 
c) opõe-se ao princípio de que toda ação do homem
possa valer como norma universal. 
d) materializa-se no entendimento de que os fins da ação
humana podem jus�ficar os meios. 
e) permite que a ação individual produza a mais ampla
felicidade para as pessoas envolvidas. 
FIL0557 - (Uece)
“Todo o ser que só pode agir sob a ideia da liberdade é,
por isso mesmo, em sen�do prá�co, verdadeiramente
livre. Quer dizer, para ele valem todas as leis que estão
inseparavelmente ligadas à liberdade, exatamente como
se a sua vontade fosse definida como livre em si mesma.
A todo o ser racional que tem uma vontade, temos que
atribuir-lhe necessariamente também a ideia de
liberdade, sob a qual ele unicamente pode agir.”
Kant, I. Fundamentação da meta�sica dos costumes.
Trad. port. Paulo Quintela. Lisboa: Edições 70, p. 16 –
Adaptado.
 
Considerando a citação acima, é correto afirmar que
a) vontade livre é a vontade determinada pela razão. 
b) o agir livre, na prá�ca, é espontâneo e involuntário. 
c) o ser racional é impulsivo e necessariamente livre. 
d) liberdade é verdadeiramente agir pelas paixões. 
FIL0292 - (Uece)
As seguintes máximas exemplificam a solução
apresentada por Immanuel Kant na formulação do
princípio supremo da moralidade: 
 
“Age como se a máxima de tua ação se devesse tornar,
pela tua vontade, em lei universal da natureza”. 
“Age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua
pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e
simultaneamente como fim e nunca simplesmente como
meio”. 
KANT, Immanuel. Fundamentação da meta�sica dos
costumes. Trad. Paulo Quintela. Lisboa: Edições 70.1997. 
 
Essas máximas são impera�vos categóricos, sobre os
quais é correto afirmar que 
a) estabelecem, segundo Kant, a universalização da ação
moral através de uma finalidade a ser a�ngida fora da
razão e estabelecida a par�r do processo de análise
racional da realidade. 
b) são, inicialmente, de caráter hipoté�co, ao buscar
avaliar as ações possíveis, como meio de alcançar
alguma coisa que se deseja ou que se queira a�ngir
concretamente. 
c) são chamados categóricos, por serem mandamentos
da própria razão autônoma e por servirem de
procedimento para testar o caráter universalizável e,
portanto, moral de uma máxima. 
d) determinam, categoricamente, que, para a�ngir um
determinado fim, é necessário que se usem certos
meios, o que expressa a universalização da moral
pragmá�ca kan�ana. 
FIL0308 - (Enem)
Até hoje admi�a-se que nosso conhecimento se devia
regular pelos objetos; porém todas as tenta�vas para
descobrir, mediante conceitos, algo que ampliasse nosso
3@professorferretto @prof_ferretto
conhecimento, malogravam-se com esse pressuposto.
Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não se
resolverão melhor as tarefas da meta�sica, admi�ndo
que os objetos se deveriam regular pelo nosso
conhecimento.
KANT, I. Crí�ca da razão pura. Lisboa: Calouste-
Gulbenkian, 1994 (adaptado).
 
O trecho em questão é uma referência ao que ficou
conhecido como revolução copernicana na filosofia. Nele,
confrontam-se duas posições filosóficas que 
a) assumem pontos de vista opostos acerca da natureza
do conhecimento. 
b) defendem que o conhecimento é impossível,
restando-nos somente o ce�cismo. 
c) revelam a relação de interdependência entre os dados
da experiência e a reflexão filosófica. 
d) apostam, no que diz respeito às tarefas da filosofia, na
primazia das ideias em relação aos objetos. 
e) refutam-se mutuamente quanto à natureza do nosso
conhecimento e são ambas recusadas por Kant. 
FIL0558 - (Uece)
Quando argumenta que um Estado não tem direito a
apropriar-se de outro Estado, seja por herança de seus
soberanos, troca, compra ou doação, Kant afirma:
 
“Um Estado não é patrimônio (como, por exemplo, o solo
em que ele tem a sua sede). É uma sociedade de homens
sobre a qual mais ninguém a não ser ele próprio tem de
mandar e dispor. Enxertá-lo noutro Estado significa
eliminar a sua existência como pessoa moral e fazer desta
úl�ma uma coisa, contradizendo, por conseguinte, a ideia
do contrato originário, sem a qual é impossível pensar
Direito algum sobre um povo”.
KANT, Immanuel. À paz perpétua: Um projeto filosófico.
Trad. port. Artur Morão. Covilhã, Portugal: Universidade
da Beira Interior, 2008, p.5. Adaptado.
 
Baseado na citação acima, é correto afirmar que 
a) o Estado é uma coisa, por isso só pode ser tomado
pela força. 
b) o Estado, sendo uma coisa, pode ser herdado,
comprado ou doado. 
c) cada Estado, como pessoa moral, só obedece às suas
próprias leis. 
d) o Estado é uma pessoa moral, pois o território é
sagrado para seu povo. 
FIL0617 - (Fer)
Immanuel Kant afirma que o impera�vo categórico é o
princípio obje�vo da moralidade válido para todos os
seres humanos como fundamento de determinação da
vontade e critério de escolha de máximas morais.
 
Sobre a moral kan�ana, marque V, se for verdadeiro, e F,
se for falso.
 
(__) Immanuel Kant defende a tese de que as ações
humanas morais são mo�vadas unicamente pelos
sen�mentos inerentes à natureza humana e ao ins�nto,
por exemplo, o sen�mento de piedade em relação ao
próximo.
(__) Para Kant, devemos pensar e agir de tal modo que
todas as nossas ações se transformem em lei universal.
(__) Liberdade e obrigação são conceitos que se opõem
mutuamente, pois, se uma ação é considerada livre e,
portanto, dependente apenas do querer do agente,
então é inaceitável, de acordo com Kant, que seres
humanos tenham deveres morais.
(__) Kant acreditava que era possível desenvolver um
sistema moral consistente e par�cular, u�lizando apenas
as experiências sensíveis.
 
A sequência correta, de cima para baixo, é:
a) V, V, V, V.
b) V, F, V, F.
c) F, V, F, F.
d) V, V, V, F.
e) F, V, V, F.
FIL0307 - (Ufu)
Autonomia da vontade é aquela sua propriedade graças à
qual ela é para si mesma a sua lei (independentemente
da natureza dos objetos do querer). O princípio da
autonomia é, portanto: não escolher senão de modo a
que as máximas da escolha estejam incluídas
simultaneamente, no querer mesmo, como lei universal. 
KANT, Immanuel. Fundamentação da Meta�sica dos
Costumes. Tradução de Paulo Quintela. Lisboa: Edições
70, 1986, p. 85. 
 
De acordo com a doutrina é�ca de Kant: 
4@professorferretto @prof_ferretto
a) O Impera�vo Categórico não se relaciona com a
matéria da ação e com o que deve resultar dela, mas
com a forma e o princípio de que ela mesma deriva. 
b) O Impera�vo Categórico é um cânone que nos leva a
agir por inclinação, vale dizer, tendo por obje�vo a
sa�sfação de paixões subje�vas. 
c) Inclinação é a independência da faculdade de ape�ção
das sensações, que representa aspectos obje�vos
baseados em um julgamento universal. 
d) A boa vontade deve ser u�lizada para sa�sfazer os
desejos pessoais do homem. Trata-se de fundamento
determinante do agir, para a sa�sfação das
inclinações. 
FIL0302 - (Uema)
Fraqueza e covardia são as causas pelas quais a maioria
das pessoas permanece infan�l mesmo tendo condição
de libertar-se da tutela mental alheia. Por isso, fica fácil
para alguns exercer o papel de tutores, pois muitas
pessoas, por comodismo, não desejam se tornar adultas.
Se tenho um livro que pensa por mim; um sacerdote que
dirige minha consciência moral; um médico que me
prescreve receitas e, assim por diante, não necessito
preocupar-me com minha vida. Se posso adquirir
orientações, não necessito pensar pela minha cabeça:
transfiro ao outro esta penosa tarefa de pensar.Fonte: I. Kant, O que é a ilustração. In: F. Weffort (org). Os
clássicos da polí�ca, v. 2, 6 ed. São Paulo: Saraiva, 2006. 
 
Esse fragmento compõe o livro de Kant que trata da
importância da(o) 
a) juízo. 
b) razão. 
c) cultura. 
d) costume. 
e) experiência. 
FIL0301 - (Uel)
Leia o texto a seguir.
 
As leis morais juntamente com seus princípios não só se
dis�nguem essencialmente, em todo o conhecimento
prá�co, de tudo o mais onde haja um elemento empírico
qualquer, mas toda a Filosofia moral repousa
inteiramente sobre a sua parte pura e, aplicada ao
homem, não toma emprestado o mínimo que seja ao
conhecimento do mesmo (Antropologia).
KANT, I. Fundamentação da Meta�sica dos Costumes.
Trad. de Guido A. de Almeida. São Paulo: Discurso
Editorial, 2009. p.73.
 
Com base no texto e na questão da liberdade e
autonomia em Immanuel Kant, assinale a alterna�va
correta. 
a) A fonte das ações morais pode ser encontrada através
da análise psicológica da consciência moral, na qual se
pesquisa mais o que o homem é, do que o que ele
deveria ser. 
b) O elemento determinante do caráter moral de uma
ação está na inclinação da qual se origina, sendo as
inclinações serenas moralmente mais perfeitas do que
as passionais. 
c) O sen�mento é o elemento determinante para a ação
moral, e a razão, por sua vez, somente pode dar uma
direção à presente inclinação, na medida em que
fornece o meio para alcançar o que é desejado. 
d) O ponto de par�da dos juízos morais encontra-se nos
“propulsores” humanos naturais, os quais se
direcionam ao bem próprio e ao bem do outro. 
e) O princípio supremo da moralidade deve assentar-se
na razão prá�ca pura, e as leis morais devem ser
independentes de qualquer condição subje�va da
natureza humana. 
FIL0309 - (Unioeste)
“Como toda lei prá�ca representa uma ação possível
como boa e por isso como necessária para um sujeito
pra�camente determinável pela razão, todos os
impera�vos são fórmulas da determinação da ação que é
necessária segundo o princípio de uma vontade boa de
qualquer maneira. No caso da ação ser apenas boa como
meio para qualquer outra coisa, o impera�vo
é hipoté�co; se a ação é representada como boa em si,
por conseguinte, como necessária numa vontade em si
conforme à razão como princípio dessa vontade, então o
impera�vo é categórico”.
Kant
 
Considerando o pensamento é�co de Kant e o texto
acima, é correto afirmar que 
5@professorferretto @prof_ferretto
a) o impera�vo hipoté�co representa a necessidade
prá�ca de uma ação como subje�vamente necessária
para um ser determinável pelas inclinações. 
b) o impera�vo categórico representa a necessidade
prá�ca de uma ação como meio para se a�ngir um fim
possível ou real. 
c) os impera�vos (hipoté�co e categórico) são fórmulas
de determinação necessária, segundo o princípio de
uma vontade que é boa em si mesma. 
d) o impera�vo categórico representa a ação como boa
em si mesma e como necessária para uma vontade em
si conforme a razão. 
e) o impera�vo hipoté�co declara a ação como
obje�vamente necessária independentemente de
qualquer intenção ou finalidade da ação. 
FIL0300 - (Enem)
Os ricos adquiriram uma obrigação rela�vamente à coisa
pública, uma vez que devem sua existência ao ato de
submissão à sua proteção e zelo, o que necessitam para
viver; o Estado então fundamenta o seu direito de
contribuição do que é deles nessa obrigação, visando a
manutenção de seus concidadãos. Isso pode ser realizado
pela imposição de um imposto sobre a propriedade ou a
a�vidade comercial dos cidadãos, ou pelo
estabelecimento de fundos e de uso dos juros ob�dos a
par�r deles, não para suprir as necessidades do Estado
(uma vez que este é rico), mas para suprir as
necessidades do povo.
KANT, I. A meta�sica dos costumes. Bauru: Edipro, 2003.
 
Segundo esse texto de Kant, o Estado 
a) deve sustentar todas as pessoas que vivem sob seu
poder, a fim de que a distribuição seja paritária. 
b) está autorizado a cobrar impostos dos cidadãos ricos
para suprir as necessidades dos cidadãos pobres. 
c) dispõe de poucos recursos e, por esse mo�vo, é
obrigado a cobrar impostos idên�cos dos seus
membros. 
d) delega aos cidadãos o dever de suprir as necessidades
do Estado, por causa do seu elevado custo de
manutenção. 
e) tem a incumbência de proteger os ricos das
imposições pecuniárias dos pobres, pois os ricos
pagam mais tributos. 
FIL0294 - (Enem)
TEXTO I
Duas coisas enchem o ânimo de admiração e veneração
sempre crescentes: o céu estrelado sobre mim e a lei
moral em mim.
KANT, I. Crí�ca da razão prá�ca. Lisboa: Edições 70, s/d
(adaptado).
 
TEXTO II
Duas coisas admiro: a dura lei cobrindo-me e o estrelado
céu dentro de mim.
FONTELA, O. Kant (relido). In: Poesia completa. São
Paulo: Hedra, 2015.
 
A releitura realizada pela poeta inverte as seguintes
ideias centrais do pensamento kan�ano: 
a) Possibilidade da liberdade e obrigação da ação. 
b) A prioridade do juízo e importância da natureza. 
c) Necessidade da boa vontade e crí�ca da meta�sica. 
d) Prescindibilidade do empírico e autoridade da razão. 
e) Interioridade da norma e fenomenalidade do
mundo. 
FIL0303 - (Enem)
A pura lealdade na amizade, embora até o presente não
tenha exis�do nenhum amigo leal, é imposta a todo
homem, essencialmente, pelo fato de tal dever estar
implicado como dever em geral, anteriormente a toda
experiência, na ideia de uma razão que determina a
vontade segundo princípios a priori.
KANT, I. Fundamentação da meta�sica dos costumes. São
Paulo: Barcarolla, 2009.
 
A passagem citada expõe um pensamento caracterizado
pela 
a) eficácia prá�ca da razão empírica. 
b) transvaloração dos valores judaico-cristãos. 
c) recusa em fundamentar a moral pela experiência. 
d) comparação da é�ca a uma ciência de rigor
matemá�co. 
e) importância dos valores democrá�cos nas relações de
amizade. 
FIL0293 - (Unesp)
A maior violação do dever de um ser humano consigo
mesmo, considerado meramente como um ser moral (a
humanidade em sua própria pessoa), é o contrário da
veracidade, a men�ra [...]. A men�ra pode ser externa
[...] ou, inclusive, interna. Através de uma men�ra
externa, um ser humano faz de si mesmo um objeto de
desprezo aos olhos dos outros; através de uma men�ra
interna, ele realiza o que é ainda pior: torna a si mesmo
desprezível aos seus próprios olhos e viola a dignidade da
humanidade em sua própria pessoa [...]. Pela men�ra um
ser humano descarta e, por assim dizer, aniquila sua
dignidade como ser humano. [...] É possível que [a
6@professorferretto @prof_ferretto
men�ra] seja pra�cada meramente por frivolidade ou
mesmo por bondade; aquele que fala pode, até mesmo,
pretender a�ngir um fim realmente benéfico por meio
dela. Mas esta maneira de perseguir este fim é, por sua
simples forma, um crime de um ser humano contra sua
própria pessoa e uma indignidade que deve torná-lo
desprezível aos seus próprios olhos.
 
Em sua sentença dirigida à men�ra, Kant 
a) considera a condenação rela�va e sujeita a
jus�fica�vas, de acordo com o contexto. 
b) assume que cada ser humano par�cular representa
toda a humanidade. 
c) apresenta um pensamento desvinculado de
pretensões racionais universalistas. 
d) demonstra um juízo condenatório, com jus�ficação
em mo�vações religiosas. 
e) assume o pressuposto de que a razão sempre é
governada pelas paixões. 
FIL0532 - (Unesp)
Texto 1
A crí�ca não se opõe ao procedimento dogmá�co da
razão no seu conhecimento puro […], mas sim ao
dogma�smo […], apoiado em princípios, como os que a
razão desde há muito aplica, sem se informar como e
com que direito os alcançou. O dogma�smo é, pois, o
procedimento dogmá�co da razão sem uma crí�ca prévia
da sua própria capacidade.
(Immanuel Kant. Crí�ca da razão pura, 2018.)
 
Texto 2
Os ques�onamentos cé�cos de Hume abalaram
profundamente Kant, que visava empreender uma defesa
do racionalismo contra o empirismo cé�co e acabou por
elaborar uma filosofia que caracterizou como
racionalismo crí�co, pretendendo precisamentesuperar
a dicotomia entre racionalismo e empirismo.
(Danilo Marcondes. Iniciação à história da filosofia, 2010.
Adaptado.)
 
Os textos explicitam a noção de “crí�ca”, que
corresponde, na filosofia kan�ana, 
a) à defesa da dúvida metódica. 
b) à impossibilidade do conhecimento cien�fico. 
c) ao exame dos limites da compreensão. 
d) à recusa de elementos transcendentais. 
e) ao estabelecimento das bases da experimentação. 
FIL0618 - (Fer)
“Nenhum conhecimento em nós precede a experiência e
todo conhecimento começa com ela. Mas, embora todo
o nosso conhecimento comece com a experiência, nem
por isso todo ele se origina da experiência. Pois, poderia
bem acontecer que, mesmo o nosso conhecimento de
experiência seja um composto daquilo que recebemos
por impressões e daquilo que nossa própria faculdade de
conhecimento fornece de si mesma. (...) Tais
conhecimentos denominam-se a priori e dis�nguem-se
dos empíricos, que possuem suas fontes a posteriori, ou
seja, na experiência.” 
KANT, Immanuel. Crí�ca da Razão Pura. Introdução, São
Paulo, Abril Cultural, 1980, coleção Os Pensadores
(adaptado).
 
Com base no texto e na teoria do conhecimento de Kant,
assinale a alterna�va INCORRETA:
a) O conhecimento é cons�tuído de matéria e forma.
Para termos conhecimento das coisas, temos de
organizá-las a par�r das formas a priori do espaço e do
tempo.
b) Se a Meta�sica é o conhecimento da essência das
coisas elas mesmas, Kant é, na Crí�ca da Razão Pura,
um defensor da Meta�sica, e não um defensor da
finitude do conhecimento.
c) O conhecimento tem seu início na experiência
sensível; isso não significa, todavia, que ele esteja
preso à experiência e limitado por ela.
d) O ato de conhecer se dis�ngue em duas formas
básicas: conhecimento empírico e conhecimento puro.
e) Podemos conhecer, em relação às coisas em si
mesmas, apenas seu fenômeno, ou seja, a maneira
como elas afetam nossos sen�dos.
FIL0297 - (Uel)
Leia os textos a seguir.
 
Exercita-te primeiro, caro amigo, e aprende o que é
preciso conhecer para te iniciares na polí�ca; antes, não.
Então, primeiro precisarás adquirir virtude, tu ou quem
quer que se disponha a governar ou a administrar não só
a sua pessoa e seus interesses par�culares, como a
cidade e as coisas a ela per�nentes. Assim, o que precisas
alcançar não é o poder absoluto para fazeres o que bem
entenderes con�go ou com a cidade, porém jus�ça e
sabedoria.
PLATÃO, O primeiro Alcebíades. Trad. Carlos Alberto
Nunes. Belém: EDUFPA, 2004. p. 281-285.
 
Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade,
da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a
incapacidade de fazer uso do seu entendimento sem a
direção de outro indivíduo... Sapere Aude! Tem coragem
7@professorferretto @prof_ferretto
de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema
do esclarecimento.
KANT, I. Resposta à pergunta: que é ‘Esclarecimento’
(‘Au�lärung’). Trad. Floriano de Souza Fernandes, 2. ed.
Petrópolis: Vozes, 1985. p. 100-117.
 
Tendo em vista a compreensão kan�ana do
Esclarecimento (Au�lärung) para a cons�tuição de uma
compreensão �picamente moderna do humano, assinale
a alterna�va correta. 
a) Fazer uso do próprio entendimento implica a
destruição da tradição, na medida em que o poder da
tradição impede a liberdade do pensamento. 
b) A superação da condição de menoridade resulta do
uso privado da razão, em que o indivíduo faz uso
restrito do próprio entendimento. 
c) A saída da menoridade instaura uma situação
duradoura, pois as verdadeiras conquistas do
Esclarecimento se afiguram como irreversíveis. 
d) A menoridade é uma tendência decorrente da
natureza humana, sendo, por esse mo�vo, superada
no Esclarecimento, com muito esforço. 
e) A condição fundamental para o Esclarecimento é a
liberdade, concebida como a possibilidade de se fazer
uso público da razão. 
FIL0299 - (Uel)
O tempo nada mais é que a forma da nossa intuição
interna. Se a condição par�cular da nossa sensibilidade
lhe for suprimida, desaparece também o conceito de
tempo, que não adere aos próprios objetos, mas apenas
ao sujeito que os intui.
KANT, I. Crí�ca da razão pura. Trad. Valério Rohden e Udo
Baldur Moosburguer.
São Paulo: Abril Cultural, 1980. p. 47. Coleção Os
Pensadores.
 
Com base nos conhecimentos sobre a concepção
kan�ana de tempo, assinale a alterna�va correta. 
a) O tempo é uma condição a priori de todos os
fenômenos em geral. 
b) O tempo é uma representação rela�va subjacente às
intuições. 
c) O tempo é um conceito discursivo, ou seja, um
conceito universal. 
d) O tempo é um conceito empírico que pode ser
abstraído de qualquer experiência. 
e) O tempo, concebido a par�r da soma dos instantes, é
infinito. 
FIL0291 - (Uel)
Leia o texto a seguir.
 
Dever é a necessidade de uma ação por respeito à lei. [...]
devo proceder sempre de maneira que eu possa querer
também que a minha máxima se torne uma lei universal.
KANT, Immanuel. Fundamentação da Meta�sica dos
costumes. Trad. Paulo Quintela. São Paulo: Abril Cultural,
1974. p. 208-209.
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a teoria
kan�ana do dever, assinale a alterna�va correta. 
a) A máxima de uma ação moral universalizável pode ter
como fundamento os efeitos da ação, sendo
considerada moralmente boa uma ação cujos efeitos
causam o bem. 
b) A obrigação incondicional que a lei moral impõe
advém do reconhecimento da possibilidade de
universalização das máximas da ação. 
c) A men�ra pode, em certas circunstâncias, ser
legi�mada moralmente quando dela resulta uma ação
benéfica ou impede o prejuízo a outrem. 
d) A máxima incondicional de uma ação moral pode ter
como fundamento a experiência, pois os costumes
fornecem elementos suficientes para ela. 
e) O impera�vo categórico, princípio dos impera�vos do
dever, escolhe, dentre os es�mulos fornecidos à
vontade, o que lhe é mais adequado. 
FIL0310 - (Unioeste)
“Em todos os juízos em que for pensada a relação de um
sujeito com o predicado (se considero apenas os juízos
afirma�vos (…)), essa relação é possível de dois modos.
Ou o predicado B pertence ao sujeito A como algo
con�do (ocultamente) nesse conceito A, ou B jaz
completamente fora do conceito A, embora esteja em
conexão com o mesmo”.
Kant.
 
Considerando o texto acima e a teoria do conhecimento
de Kant, é incorreto afirmar que 
8@professorferretto @prof_ferretto
a) os juízos sinté�cos a posteriori são os mais
importantes para a teoria do conhecimento de Kant,
pois são con�ngentes e par�culares, estando ligados a
casos empíricos singulares. 
b) Kant denomina o primeiro modo de relacionar sujeito
e predicado de juízo analí�co e o segundo, de juízo
sinté�co. 
c) o problema do conhecimento para Kant envolve
responder “como são possíveis os juízos sinté�cos a
priori?”. 
d) os juízos analí�cos, embora universais e necessários,
não fazem progredir o conhecimento, pois são
tautológicos. 
e) o juízo “Todos os corpos são extensos” é analí�co, pois
não há como pensar o conceito de corpo sem o
conceito de extensão. 
FIL0778 - (Enem PPL)
QUINO. Mafalda. Disponível em: www.nova-acropole.pt.
Acesso em: 28 fev. 2013.
 
A figura do inquilino ao qual a personagem da �rinha se
refere é o(a)
a) constrangimento por olhares de reprovação.
b) costume imposto aos filhos por coação.
c) consciência da obrigação moral.
d) pessoa habitante da mesma casa.
e) temor de possível cas�go.
9@professorferretto @prof_ferretto

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