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Frente B Recursos EnergéticosMódulo 09
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7574 Bernoulli Sistema de EnsinoColeção 6V
Participação de cada setor de atividade no 
consumo de eletricidade no Brasil
100
80
60
40
20
2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
0
Industrial
Transportes*
Agropecuário
Público
Comercial
Residencial
Setor energético
45 47,1 47 47,8 46,7 47 46,7 46,1 43,3 44,2
14,4 14 14,1 13,9 14,3 14,2 14,2 14,6 15,3 15
23,8 22,4 22,3 21,8 22,2 22 22,1 22,3 24,1 23,8
3,6 3,6 3,5 3,7 3,6 3,7 4,2 4,3 4,4 4,7
3,93,94,34,34,24,24,14,244
8,18,78,18,28,58,78,48,78,78,8
*O setor de transportes tem participação que varia de 0,3% a 0,4% durante todo o período.
Grandes potenciais hidrelétricos
1
4
3
22
3
4
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Amazonas
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Te
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s
Negro
Solimões
São Lourenço
Taquari
Bacia Amazônica
3 904 392,8 km2
2 234,0 GWh
Área
Potencial
hidrelétrico
1
Bacia do São Francisco
645 067,2 km2
54 713,8 GWh
Área
Potencial
hidrelétrico
2
Bacia Tocantins-Araguaia
813 674,1 km2
29 614,4 GWh
Área
Potencial
hidrelétrico
3 Bacia do Prata
1 397 905,5 km2
184 917,4 GWh
Área
Potencial
hidrelétrico
4
Paraíba do Sul
0 425 Km
N
MINISTÉRIO DAS MINAS E ENERGIA.
Contudo, a construção de usinas hidrelétricas implica uma série de impactos socioambientais. O lago formado pelo 
represamento do rio, dependendo da usina, pode inundar e destruir extensas áreas de vegetação, afetando também a vida 
animal presente no local. Além disso, quando não há a retirada da vegetação da área inundada, há a liberação de gás metano 
vindo da decomposição das plantas. O aumento desse gás na atmosfera intensifica o efeito estufa. Em relação ao aspecto 
social, para tal construção, é necessária a remoção das comunidades que habitam as proximidades dos rios represados, 
as quais, na maioria das vezes, dependem do rio para sua sobrevivência. Por isso, muitas delas têm seu modo de vida 
totalmente modificado quando são removidas para a construção das usinas.
No Brasil, as hidrelétricas em operação e as planejadas para a região Norte, especialmente para a Amazônia, têm 
provocado muita polêmica. A transmissão dessa energia para o Centro-Sul é inviabilizada pelas enormes distâncias, apesar 
de a Eletronorte alegar que elas são uma opção para o abastecimento de energia no Brasil. Na realidade, essas hidrelétricas 
estão sendo construídas na região para fornecer energia, principalmente, aos projetos mineradores de grandes empresas.
Eólica
O vento, assim como o Sol e a água, é um recurso energético abundante na natureza. Quando intenso e regular, é ideal 
para produzir energia elétrica a preços relativamente competitivos. Atualmente, o preço dessa energia ainda é elevado, 
mas, à medida que essa fonte estiver mais difundida e os avanços tecnológicos diminuírem o custo de produção, espera-se 
que o custo por megawatt obtido por meio dessa fonte seja reduzido.
A exploração da energia eólica depende das condições naturais para seu aproveitamento. Algumas regiões são mais 
favoráveis à formação de ventos; no caso do Brasil, há o Sertão nordestino (regiões secas e quentes são favoráveis à recepção 
de ventos) e o litoral norte (zona receptora dos ventos alísios de nordeste, além das brisas comuns às áreas litorâneas).
Conforme se pode observar no gráfico anterior, em termos 
estruturais, ou seja, por atividade econômica, o consumo 
de eletricidade no Brasil é maior no setor industrial, que 
foi responsável por 44,2% do consumo total nacional em 
2010. Observa-se, porém, uma tendência de redução da 
participação desse setor, que já foi de 47,8% em 2004. 
O setor residencial, aquele que mais contribuiu para a 
racionalização do consumo em 2001, é o segundo maior 
consumidor de energia elétrica no país, alcançando mais 
de 23,8% em 2010. O setor agropecuário, por sua vez, não 
ultrapassa 5% do total consumido desde a década de 1990.
O mapa a seguir nos permite perceber que a maior 
porcentagem do consumo elétrico do país ocorre justamente na 
região que possui a maior parte da população e das indústrias 
instaladas, ou seja, o Sudeste. O estado de São Paulo consome, 
sozinho, mais de 30% de toda eletricidade produzida no Brasil, 
devido ao seu maior desempenho econômico.
Consumo de eletricidade por região – 2010
S
ud
es
te
Domicílios atendidos
97%94%
S
ul
86%
C
en
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O
es
te
71%
58%
N
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e
N
or
te
34% do consumo pertence a
 São Paulo, é o maior
 do país.
90% das residências no país 
 têm energia elétrica.
60%
Sudeste
15%
Sul
4%
Centro-Oeste
16%
Nordeste
5%
Norte
0 700 km
N
ANEEL, 2011.
EUA, Canadá, Brasil, Rússia, Noruega e China são países 
que possuem grande potencial hidráulico. A China é o que 
que mais aproveita esse potencial, sendo responsável por 
15,4% de toda a hidroeletricidade produzida no mundo, 
mas que representam apenas 16% de seu consumo total 
de eletricidade. Nesse país, o crescimento econômico vem 
se processando em ritmo muito acelerado, e registra-se 
atualmente uma intensificação do aproveitamento de seu 
potencial hidrelétrico disponível, cabendo destacar a recente 
conclusão da usina de Três Gargantas, a maior do mundo, 
lugar antes ocupado por Itaipu.
Energia hidrelétrica – maiores produtores
China: 15,4%
Outros: 39%
Índia: 3,9% Noruega: 4,3%
Rússia: 5,7%
Estados Unidos:
8,09%
Brasil: 11,9%
Canadá: 11,7%
KEY WORLD ENERGY STATISTICS, 2008.
A Noruega, com 98%, o Brasil, com 83% e a Venezuela 
com 72%, por exemplo, são países onde a geração hidráulica 
é predominante na matriz elétrica. Ressalta-se que, embora 
nos Estados Unidos a participação da hidroeletricidade seja 
pequena na composição de sua matriz energética (7,4%), 
pode-se observar no gráfico que o montante produzido pelo país 
por meio de fonte hídrica situa-se entre os maiores do mundo.
Duas grandes vantagens da utilização da energia hidrelétrica 
são o fato de ela ser renovável e de não poluir a atmosfera, 
como ocorre com os combustíveis fósseis (carvão mineral e 
petróleo). Além disso, o tempo de vida das usinas é bastante 
longo e o seu custo de manutenção é relativamente baixo.
Frente B Recursos EnergéticosMódulo 09
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7776 Bernoulli Sistema de EnsinoColeção 6V
A figura a seguir apresenta o processo de obtenção de energia eólica.
O que é?
Turbinas eólicas ou aerogeradoras captam a energia
do vento e a transformam em eletricidade. São
instaladas em locais com ventos constantes.
Os ventos se formam principalmente por causa
do aquecimento desigual da atmosfera pelo sol.
AR QUENTE AR FRIOAR QUENTE AR FRIO
Entenda o Processo
Transmissão
de energia
Giro da
turbina
Tr
an
sm
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sã
o 
de
 e
ne
rg
ia
A altura das torres eólicas 
depende das características 
do vento disponível no local 
de instalação e, geralmente, 
varia de 20 m a 100 m.
Ventos
Ventos
As irregularidades da superfície e a rotacão da
terra também ajudam na formação dos ventos.
Na base de cada uma das 
pás, existe um mecanismo 
que promove a sua rotação 
seguindo a direção do vento.
Anemômetro 
(medidor 
de velocidade 
do vento) Sensor de 
direção do 
vento
As pás são ocas e constituídas 
de materiais leves, como fibras 
de vidro e carbono. 
Cada turbina tem um 
controlador que se ajusta de 
acordo com a direção e 
velocidade do vento. Quando 
este atinge 10 km/h, o gerador 
é acionado pelo controle e, 
quando a velocidade do vento 
ultrapassa 100 km/h, o eixo da 
turbina é freado.
Dentro da turbina, há um 
multiplicador de velocidade que 
gira o rotor a 1 500 giros por 
minuto. Isso permite que o 
gerador produza eletricidade.
Depois, segue para 
os domicílios pela 
rede elétrica.
A eletricidade é enviadapor 
cabos que descem pelo interior 
da torre e se conectam com 
uma rede de energia.
O início mais intenso da exploração da energia eólica ocorreu durante a crise do petróleo, na década de 1970. Os EUA 
lideraram essa produção até os preços do petróleo caírem novamente, em meados da década de 1980, o que reduziu os 
investimentos nesse tipo de energia. A Alemanha já ultrapassou os EUA e é hoje o maior produtor mundial de energia eólica.
A tecnologia atualmente empregada para a construção de cata-ventos está em evolução. As usinas de hoje conseguem 
captar ventos de até 10 metros por segundo, mas pesquisas na Europa e nos EUA estão em busca do desenvolvimento de 
melhores estruturas para otimizar a exploração e a captação desse recurso.
O Brasil apresenta grande potencial disponível (cerca de 559 Gigawatts), que, contudo, não é aproveitado. Em 2008, 
foram produzidos apenas 273 megawatts, dos quais 50 megawatts advêm do parque eólico de Osório, no Rio Grande do Sul, 
a maior usina eólica do país.
Solar
O Sol é a fonte energética de maior disponibilidade no 
planeta. Além de não poluir o ambiente, é renovável e pode 
ser obtida durante todo o ano em grande parte da Terra. 
Contudo, seu aproveitamento ainda não é muito intenso, pois 
a tecnologia dos painéis solares ainda não é bem desenvolvida 
e possui custo elevado; portanto, no momento, essa forma de 
obtenção de energia não é viável economicamente.
Existem dois meios de se obter energia elétrica da radiação 
solar – o direto e o indireto:
A obtenção direta é feita da transformação da energia solar 
em elétrica diretamente. Nesse caso, é necessária a presença 
de painéis fotovoltaicos1, que, entretanto, são caros e pouco 
acessíveis.
Há também a possibilidade de obtenção de energia elétrica 
do aquecimento de fluidos (água ou óleos) ou do ar de 
maneira indireta, gerando vapor para acionar turbinas.
A Alemanha é o maior produtor mundial de energia solar, 
seguida pelo Japão e pelos Estados Unidos. No Deserto de 
Mojave, na Califórnia (EUA), há o maior complexo para 
produção de energia solar do mundo, com uma área de cerca 
de 6 mil km2.
Painéis solares no Deserto de Mojave, na Califórnia, EUA.
Geotérmica
A energia geotérmica, também conhecida como geotermal, 
é gerada pelo calor proveniente do interior do planeta, 
em centrais geotérmicas (de aproveitamento do calor da 
Terra). Esse calor é transformado, na usina geotérmica, 
em eletricidade. A principal vantagem proporcionada por 
ela é a sua adequação à escala de produção. Dessa forma, 
pode-se expandir a produção caso ocorra um aumento 
na demanda.
Uma vez concluída a instalação, os seus custos de 
operação são baixos, pois não há necessidade de aquisição 
de uma fonte primária de energia.
1 Os painéis fotovoltaicos são compostos de camadas de cristais 
de silício (um dos elementos mais abundantes da Terra) que 
convertem diretamente a energia solar em energia elétrica.
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A maioria das centrais geotérmicas está localizada em 
áreas vulcânicas, onde a água quente e o vapor afloram à 
superfície ou se encontram em pequena profundidade.
Observe, na figura a seguir, que o funcionamento de uma 
central geotérmica é semelhante ao de uma usina térmica 
convencional, na qual uma turbina é movimentada pelo vapor 
gerado pelo aquecimento da água, que gira um gerador, 
produzindo eletricidade.
No Brasil, não existe nenhuma usina de geração de 
eletricidade geotérmica, pois não há condições geológicas 
propícias para isso. Os países que mais utilizam a energia 
geotérmica para produzir eletricidade são Nova Zelândia, 
Estados Unidos, México, Japão, Filipinas, Quênia, Itália, 
Costa Rica e Islândia.
RESERVA 
GEOTÉRMICA
RESERVA 
GEOTÉRMICA
QUENTE FRIO
ÁGUA
Gerador
Turbina
Separador
Ar
Vapor de
Ar e Água
Condensador
QUENTE FRIO
ÁGUA
Gerador
Turbina
Separador
Calor em usoCalor em uso
Ar
Vapor de
ar e água
Condensador
Torre de
resfriamento
Torre de
resfriamento
Poço de 
produção Poço injetor
Vapor
Esquema de funcionamento de uma usina geotérmica.
Disponível em: . 
Acesso em: 22 nov. 2011.
Biocombustíveis
Os biocombustíveis são originados principalmente da 
biomassa vegetal. Com o processamento da cana-de-açúcar, 
da mamona, do milho, do girassol, entre outros, obtêm-se 
a produção de biodiesel e etanol. Esses combustíveis são 
utilizados para substituir os derivados do petróleo, como 
a gasolina e o diesel. Apresentam vantagens por poluírem 
menos a atmosfera (durante sua queima liberam apenas 
os gases absorvidos em seu crescimento), aumentarem 
a quantidade de empregos no setor primário e serem 
renováveis. Contudo, também possuem aspectos negativos, 
como o desmatamento e a ocupação de extensas áreas para 
sua produção, o uso de grande quantidade de água e a 
substituição de cultivos alimentares por vegetais utilizados 
para produzir biocombustíveis, o que diminui a oferta de 
alimentos, e, por consequência, provoca o aumento dos 
preços no mercado internacional. Considerando esses 
fatores, o uso dos biocombustíveis deve ser bem estudado, 
pois os impactos negativos são bastante significativos.

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