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MIN ISTÉR IO DOS DESBRA VA DOR ES FÍSICA E sta imagem foi criada pelo físico e artista gráfico Eric J. Heller. Partindo de um arranjo simples de camadas azuis, verdes e brancas, Heller apli- cou deslocamentos verticais e horizontais para elaborar uma imagem que lembra, de perto, as misturas turbulentas causadas pelas ondas do mar. As ondas – sejam elas sono- ras, luminosas, da matéria, de terremotos, de rádio ou originais de movimento marinho – São uma presença constante na natureza. Na verdade, nossa própria existência depende da física, das ondas sem a qual não podería- mos receber a energia do sol. QUEM FEZ ESTA CAPA GUIA DAS ESPECIALIDADES Clube de Desbravadores /// Volume 10. 2015 FÍSICA 1ª Edição: Disponível em www.mundodasespecialidades.com.br Direção Geral: Khelven Klay de Azevedo Lemos Diagramação e Edição: Khelven Klay de A. Lemos Coord. de Guias das Especialidades: Thomé Duarte Editoração e Revisão : Aretha Stephanie Autor: Marcos P. Leitzke Impressão: Servgrafica Editora SITE MUNDO DAS ESPECIALIDADES Telefones:(84)8778-0532 E-mail: mundodasespecialidades@hotmail.com Site: www.mundodasespecialidades.com Facebook: Facebook.com/mundodasespecialidades DIREITOS RESERVADOS: A reprodução deste material seja de forma total ou parcial de seus textos ou imagens é permitida, desde que seja referenciado o Mundo das Especialidades e seus autores pela nova autoria ao fim de seu material. Todos os direitos reservados para Mundo das Especialidades UNIÃO LESTE BRASILEIRA UNIÃO NORDESTE BRASILEIRA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA MINISTÉRIO DOS DESBRAVADORES Natal, RN, Agosto de 2015 A Física é uma ciência que se originou das reflexões dos primeiros filósofos gregos, no século VI a.C.. Esses filósofos se perguntavam sobre a natureza do universo, isto é, do que seria feito e como se transfor- mava. A palavra grega para natureza é physis (pronuncia “físis”), e dela derivou-se a palavra física. A Física foi se desenvolvendo ao longo dos séculos, até que, no final do século XIX, parecia ter atingido seu ápice. Muitos cientistas acreditavam que nada mais havia para ser descoberto. Nessa época, ela podia ser dividida nas seguintes áreas: Mecânica, Termologia, Óptica, Ondulatória e Eletromag- netismo. No final do século XIX e início do século XX foram ob- servados alguns fenômenos que não podem ser explicados pela Física até então conhecida. Surgiram então duas novas teorias que explicavam esse fenômeno: A Teoria da Relativida- de e a Mecânica Quântica. Basicamente, a Teoria da Relativi- dade é necessária para analisar os movimentos de objetos que tem velocidade muito “grande” (próximo da velocidade da luz), e a Mecânica Quântica é imprescindível para analisar o com- portamento de objetos muito “pequenos” (como átomos, pró- tons e elétrons). Para o estudo de objetos macroscópicos que não se movem com velocidade muito grande, podemos usar a Física desenvolvida até o século XIX, conhecida como Física Clássica. A Física desenvolvida no século XX é conhecida co- mo Física Moderna. O conhecimento dos conceitos relacionados à Física pode proporcionar um melhor entendimento dos fenômenos naturais e das inúmeras aplicações práticas desses conceitos, quer sejam uma simples lente de aumento, um abridor de gar- rafa ou o movimento de um projétil, como também podem ser uma complexa usina de energia nuclear, um tomógrafo com- putadorizado ou um microscópio eletrônico. Veremos a seguir vários princípios e conceitos básicos de física, algumas leis, teorias e aplicações. MARCOS PAULO LEITZKE Sou membro do Clube de Desbravadores Portadores da Con- quista da Igreja Central de Guarapari – ES. Sou Estudante de Engenharia Civil na Universidade Vila Velha e dou aulas parti- culares de Matemática e de Física. Gosto de ler, estudar, fazer trekking, jogar vôlei e atividades de camping em geral. Sou apaixonado pelo Clube de Desbravadores e sonho em partici- par do maior campori de todos os tempos que acontecerá em breve, no céu! Física? O que é O que vem por aí... C omo já citado na introdução, a Física Clássica se divide em 5 áreas. Abaixo, procurarei ex- plicar melhor um pouco de cada uma dessas áreas. I. Mecânica – Que estuda os movimen- tos nos seus mais variados aspectos, desde o simples movimento de uma bola de futebol chu- tada por um jogador até os complexos movi- mentos dos planetas e estrelas. II. Termologia – Como o nome já diz, estuda o calor. Ela procura responder a pergun- tas do tipo: “O que é o calor?”, “O que muda no interior de um objeto quando ele esquenta ou esfria?”, “O que faz com que a água ferva?” e muitas outras... III. Óptica – É o estudo da luz. Com ba- se nesse estudo são construído os óculos, os binóculos, os microscópios e os grandes teles- cópios usados na observação dos astros. IV. Ondulatória – É o estudo das ondas, cujo exemplo mais familiar são as ondas do mar. Porém há outros tipos de onda, como o som, por exemplo V. Eletromagnetismo – Estuda os fenô- menos elétricos e magnéticos. Esse estudo ex- plica o funcionamento de uma série de apare- lhos que nos rodeia: ferros de passar roupa, televisores, computadores entre outros. Para o estudo da física, a matemática é uma ferramenta essencial. Alguns conceitos devem ser observados. A Notação Científica são números muito pequenos e muito grandes que são freqüentes em estudos científicos e medições de grandezas, permeando várias áreas do conhecimento, como Física, Química, Astronomia, Biologia, Meio Ambiente, etc. Ob- serve alguns exemplos: A leitura desses números é facilitada quando são escritos em notação científica. Basi- camente, trata-se de escrevê-los como produto de um número real; e uma potência de base dez e expoente inteiro. Observe alguns exemplos: Quando escrevemos um número em notação científica é possível conhecer, rapida- mente, sua ordem de grandeza. Voltemos aos exemplos iniciais: GUIA DAS ESPECIALIDADES CIÊNCIA E SAÚDE 2 FÍSICA WWW.MUNDODASESPECIALIDADES.COM.BR Existem dois tipos de grandezas: as es- calares e as vetoriais. As escalares são aquelas que ficam completamente definidas por apenas um número real (acompanhado de uma unida- de adequada). Comprimento, área, volume, massa, temperatura, densidade, são exemplos de grandezas escalares. Assim, quando dize- mos que uma mesa tem de comprimento ou que a temperatura é de , estamos determinan- do perfeitamente estas grandezas. Existem, no entanto, grandezas que não ficam completamente definidas pelo seu módu- lo, ou seja, pelo número com que sua unidade corresponde. Falamos das grandezas vetoriais, que para serem perfeitamente caracterizadas necessitam conhecer seu módulo (ou compri- mento ou intensidade), direção e sentido. Velo- cidade, aceleração, força, são exemplos de grandezas vetoriais. Antes de apresentar um exemplo mais palpável de grandeza vetorial, precisamos ter bem presente as idéias de direção e sentido. A figura (a) apresenta três retas. A reta determi- na, ou define, uma direção. A reta determina outra direção, diferente da direção de . Já a re- ta , por ser paralela a , possui a mesma direção de . Assim a noção de direção é dada por uma reta e por todas as que lhe são paralelas. Quer dizer, retas paralelas têm a mesma direção. Na figura (b) a direção é definida pela reta que passa pelos pontos A e B. O desloca- mento de uma pessoa nessa mesma direção pode ser feito de duas maneiras: no sentido de A para B ou no sentido contrário, de B para A. Portanto, a cada direção podemos associar sentidos. Fica claro então que só podemos falar em “sentidos iguais” ou em “sentidos contrá- rios” caso estejamos numa mesma direção. (ver ao lado) GRANDEZAS ESCALARES E VETORIAIS A B Agora vamos a um exemplo.Considere- mos um avião com uma velocidade constante de , deslocando-se para o nordeste, sob um ângulo de 40º (na navegação aérea, as dire- ções são dadas pelo ângulo considerado a par- tir do norte (N), em sentido horário). Esta gran- deza (velocidade) seria representada por um segmento orientado (uma flecha – Figura 2), sendo o seu módulo dado pelo comprimento do segmento (no caso,4cm , e cada 1cm cor- responde a 100km/h), com a direção e o senti- do definidos pelo ângulo de 40º. O sentido será indicado por uma seta na extremidade superior do segmento. Observemos que no caso do ângulo ser 220º (40º + 180º), a direção conti- nua sendo a mesma, porém, o sentido é opos- Na física, quando uma grandeza é vetori- al, representamos com uma letra com uma seta acima do símbolo. Na equação acima (somatório das forças é igual ao produto da massa pela aceleração), a força e a aceleração são grandezas vetoriais, enquanto a massa, é uma grandeza escalar. Notação Sigma: Um somatório é um opera- dor matemático que nos permite representar facilmente somas de um grande número de termos, até infinitos. É representado com a letra grega sigma GUIA DAS ESPECIALIDADES CIÊNCIA E SAÚDE 3 FÍSICA WWW.MUNDODASESPECIALIDADES.COM.BR Uma das metas da Física é observar e entender regularidade dos fenômenos naturais. Por regularidade, se entende aqueles fenôme- nos que são repetitivos, reprodutíveis e previsí- veis. Todos sabem que se jogarmos uma pe- dra na água, ela afunda. Se jogarmos uma cor- tiça, ela flutua. Sabemos que a Terra descreve movimentos ao redor do Sol num movimento específico. Essas, são manifestações da nature- za que se repetem e que podem ser previstas. Por traz de cada regularidade, existe sem- pre uma lei física que previu ou que descreveu essas regularidades. Quem rege a elaboração ou obtenção de uma lei física é o método científico. MÉTODO CIENTÍFICO Teoria científica Conjunto indispensável de todos os fatos e hipóteses, harmônicos entre si Observação: Sistemática Controlada Fatos: Verificável Hipóteses: Testável Falseáveis Explicações Conclusões previsões Experimentos: Novas Observações Análise lógica Novos fatos Os resultados são condizentes com a teoria? sim não Reciclar hipóteses COMO FUNCIONA GUIA DAS ESPECIALIDADES CIÊNCIA E SAÚDE 4 FÍSICA WWW.MUNDODASESPECIALIDADES.COM.BR Sistema Internacional de Unidades: Existem 7 grandezas fundamentais das quais todas as demais são derivadas. Elas descrevem toda a ciência conhecida. Veja abaixo, na tabe- la, essas grandezas: Alguns exemplos grandezas derivadas são: Velocidade = Espaço/Tempo Aceleração = Velocidade/Tempo Força = Massa X Aceleração Energia = Força X Deslocamento Prefixos: são multiplicadores (potências de 10) empregados para abreviar a anotação de uma grandeza. Exemplo: Prefixos mais usados Agora que já aprendemos o básico, vamos en- trar na física propriamente dita. Vamos a alguns conceitos: Matéria: É tudo o que tem massa e ocupa lugar no espaço e, por tanto, tem volume. Massa: A massa é a magnitude física que permite exprimir a quantidade de matéria conti- da num corpo. Força: qualquer agente externo que modifi- ca o estado de movimento de um corpo livre ou causa deformação num corpo fixo. Matema- ticamente, a força é o produto da massa pela aceleração. A unidade de força é o Newton. Observação: Como uma notação pessoal usa- rei os colchetes, [ ], para simbolizar a extração das unidades das grandezas em seu interior. Força Peso (força gravitacional): É o re- sultado da interação da massa com a acelera- ção da gravidade. Atrito: É uma força contrária à tendência do movimento que é resultante da interação entre as superfícies de dois corpos. Exemplo: Tente arrastar um bloco de concreto sobre uma su- perfície bem lisa (como uma chapa de aço po- lida ou num piso de cerâmica encerado) de- pois sobre uma superfície rugosa (áspera) co- mo o asfalto. O que você notou? Como você acaba de notar, quanto mai- or a rugosidade dos dois corpos, mais força é necessária para realizar o movimento. Parte da força foi dissipada (ou empregada) para ven- cer a força de atrito. Inércia: Inércia é a tendência que um corpo possui em manter-se em um dos estado inerci- ais. Estados Inerciais, por sua vez, caracteri- zam por terem aceleração nula . Ou seja, ou o corpo está em repouso ( ou ele tem a velocida- de constante GUIA DAS ESPECIALIDADES CIÊNCIA E SAÚDE 5 FÍSICA WWW.MUNDODASESPECIALIDADES.COM.BR O Trabalho é definido como a energia trans- ferida para um corpo devido a aplicação de uma força que age sobre o corpo. Considere um bloco sobre uma superfí- cie plana, inicialmente em repouso, o qual se deseja mover para a direita por uma distancia . A ação de uma força (F) sobre um corpo pro- duzindo um deslocamento (d), é chamada de trabalho. O Trabalho é a energia transferida para um objeto ou de um objeto através de uma for- ça que age sobre o objeto. Quando a energia é transferida para o objeto, o trabalho é positivo; quando a energia é transferida do objeto, o trabalho é negativo. Tanto a força como o deslocamento são grandezas vetoriais, de uma forma mais geral: Observe que apenas a força paralela ao deslocamento pode realizar o trabalho requeri- do. Logo Se você não ainda não estudou em trigono- metria o ciclo trigonométrico e ainda não sa- be (ou não se lembra) o que é seno e cosse- no, faça uma pesquisa sobre “ciclo trigono- métrico”. GUIA DAS ESPECIALIDADES CIÊNCIA E SAÚDE 6 FÍSICA WWW.MUNDODASESPECIALIDADES.COM.BR Energia: definir energia não é algo trivial e alguns autores chegam a argumentar que “a ciência não é capaz de definir energia, ao menos como um conceito independente”. En- tretanto, vou utilizar algumas ilustrações para dar uma definição bem intuitiva e pouco rigoro- sa. Alguns exemplos podem ser dados como: Bola de Basquete quicando ou um carro em movimento Aquecer, movimentar um objeto, quebrar ou amassar um corpo, levantar um peso são exemplos de trabalho. Para realizar qualquer trabalho, é necessário o uso da energia. Por- tanto, a energia é o que permite realizar qual- quer tipo de trabalho. O homem não cria ener- gia, apenas transforma um tipo de energia em outro para poder aproveitá-la. Existem várias formas de energia... Vejamos algumas formas na mecânica: Energia Cinética: A energia cinética (K) é a energia que está relacionada com o estado de movimento de um corpo. Este tipo de energia é uma grandeza escalar que depende da massa (m) e do módulo da velocidade (v) do corpo em questão. Quanto maior o módulo da velocidade do corpo, maior é a energia ci- nética. Quando o corpo está em repouso, ou seja, o módulo da velocidade é nulo, a energia cinética é nula. A expressão geral para o cálcu- lo da energia é: Energia Potencial: Energia potencial é a forma de energia que está associada a um sis- tema onde ocorre interação entre diferentes corpos e está relacionada com a posição que o determinado corpo ocupa. Forças Conservativas são uma classe especial de forças que satisfazem duas condi- ções: 1º O Trabalho realizado de um ponto ini- cial ( i ) até o ponto final (f) é o mesmo! Inde- pendente do caminho. Bola de Basquete quicando = Independe do caminho O trabalho realizado de um ponto inicial (i) até ele mesmo (i) é nulo GUIA DAS ESPECIALIDADES CIÊNCIA E SAÚDE 7 FÍSICA WWW.MUNDODASESPECIALIDADES.COM.BR Potência: Razão entre trabalho realizado e o tempo gasto para realizá-lo. A unidade usada para medir trabalho é watt. Centro de Gravidade (ou Centro de Mas- sa): Todo engenheiro mecânico contratadocomo perito para reconstituir um acidente de transito usa a física. Todo treinador que ensina uma bailarina a saltar usa a física. Na verdade, para analisar qualquer tipo de movimento com- plicado é preciso recorrer a simplificações que são possíveis apenas com um entendimento da física. Vamos agora discutir de que forma o movimento complicado de um sistema de ob- jetos, como um carro ou uma bailarina, pode ser simplificado se determinarmos um ponto especial do sistema: o centro de massa. Eis um exemplo: se você arremessa uma bola sem imprimir nela muita rotação, o movi- mento é simples. A bola descreve uma trajetó- ria parabólica e pode ser tratada como uma partícula. Se em vez disso você arremessar um taco de beisebol, o movimento é mais compli- cado. Como cada parte do taco segue uma trajetória diferente, não é possível representar o taco como uma partícula. Entretanto, o taco possui um ponto especial, o centro de massa, que descreve uma trajetória parabólica sim- ples; as outras partes do taco se movem em torno do centro de massa. (Para localizar a centro de massa, equilibre a taco em um dedo esticado; o ponto esta acima do dedo, no eixo central do taco.) É difícil fazer carreira arremessando tacos de beisebol, mas muitos treinadores ganham dinheiro ensinando atletas de salto em distan- cia ou dançarinos a saltar da forma correta, movendo pernas e braços ou girando o torso. O ponto de partida e sempre o centro de mas- sa da pessoa, porque é o ponto que se move de modo mais simples. Definimos o centro de massa (CM) de um sistema de partículas (uma pessoa, por exem- plo) para podermos prever com facilidade o movimento do sistema. GUIA Fulcro: “Dê me uma alavanca e um ponto de apoio e eu moverei o mundo” – Arquimedes A alavanca é um objeto rígido que é usado com um ponto fixo apropriado (fulcro) para multi- plicar a força mecânica que pode ser aplicada a um outro objeto (resistência). Isto é denominado também vantagem mecânica, e é um exemplo do princípio dos momentos. O princípio da força de alavanca pode também ser analisado usando as leis de Newton. A alavanca é uma máquina sim- ples. Em geral, a alavanca foi criada para facilitar o nosso cotidiano, que é seu principal objetivo. A B GUIA DAS ESPECIALIDADES CIÊNCIA E SAÚDE 8 FÍSICA WWW.MUNDODASESPECIALIDADES.COM.BR As máquinas simples são dispositivos que, apesar de sua absoluta simplicidade, trouxe- ram grandes avanços para a humanidade e se tornaram base para todas as demais máquinas (menos ou mais complexas) criadas ao longo da história pela humanidade. As máquinas simples são dispositivos capazes de alterar forças, ou simplesmente de mudá-las de direção e sentido. A idéia de uma máquina simples foi cria- da pelo filósofo grego Arquimedes, no século III a.C., que estudou as máquinas "Arquimedianas": alavanca, polia, e parafu- so. Arquimedes também descobriu o princípio da alavancagem Onda: A figura representa uma corda estica- da horizontalmente, tendo uma das extremida- des fixas e a outra segura por um operador. Se o operador fizer com a mão um rápido movi- mento para cima e para baixo, poderemos per- ceber uma ondulação percorrendo a corda. Um fato importante a observar é que as partí- culas da corda não se movem ao longo dela; elas apenas executam um movimento para ci- ma e para baixo. Dizemos então que o que ca- minha através da corda é uma perturbação, que transporta energia e quantidade de movi- mento. O que acabemos de descrever é uma onda mecânica. Onda mecânica: é a perturbação de um meio material elástico que se propaga por esse meio, transportando energia e quantidade de movimento. Quando uma carga elétrica oscila, ela produz campos elétrico e magnético que vari- am com a mesma freqüência da carga oscilan- te. Isso constitui uma onda eletromagnética. Um requisito da especialidade é retirar uma aplica- ção espiritual para o Fulcro. Cada um, deve reali- zar sua própria aplicação! Mas, vou dar uma su- gestão... Relacione fulcro e alavanca com a fé! GUIA DAS ESPECIALIDADES CIÊNCIA E SAÚDE 9 FÍSICA WWW.MUNDODASESPECIALIDADES.COM.BR Temperatura e Calor: As pessoas confun- dem os dois conceitos. Calor é uma quantida- de de energia e temperatura é uma medida. O calor é uma forma de energia que flui de um corpo mais quente a um corpo mais frio. Pode ser interpretado como estado de agita- ção das partículas de um corpo; quanto mais agitadas as partículas, mais energia é liberada e, portanto, maior é a temperatura. Em contra- partida, quanto menor o grau de agitação das partículas, menor a temperatura. O Zero Abso- luto, é um estado em que a agitação das partí- culas cessa totalmente; numericamente, equi- vale a ou, na escala Kelven, . A temperatura pode ser medidas em algumas escalas... As três principais são: Graus Celsius (°C), graus Fahrenheit (°F) ou em Kelven (K). LEIS DE NEWTON 1ª Lei de Newton: Se nenhuma força atua so- bre um corpo, sua velocidade não pode mu- dar, ou seja, o corpo não pode sofrer uma ace- leração. Experiência: Coloque uma toalha bem fina (quanto mais fina e lisa maior a probabilidade de dar certo) em cima da mesa. Coloque al- guns livros pesados sob a mesa e, em segui- da, puxe a toalha bem rápido e para baixo. Ob- serve os resultados e observe a tendência dos livros em permaneceram parados. Você também pode usar um copo com papel sulfite e uma moeda, reti- rando o papel rapidamente, também pode ser usada como exemplo da 1ª Lei de Newton 2ª Lei de Newton: A força resultante que age sobre um corpo é igual ao produto da massa do corpo pela aceleração. GUIA DAS ESPECIALIDADES CIÊNCIA E SAÚDE 10 FÍSICA WWW.MUNDODASESPECIALIDADES.COM.BR 3ª Lei de Newton: Quando dois corpos intera- gem, as forças que cada corpo exerce sobre o outro são iguais em módulo e tem sentidos opostos. (Ação e Reação) Sobre as forças: As forças sempre aparecem aos pares (Ação e Reação); Aparecem de mesmo módulo e direção, mas em sentidos opostos; Em corpos diferentes. Exemplo: Veja esse sistema de dois bloqui- nhos com uma força (F) aplicada no bloco 1. Representação de todas as forças atuantes: Atenção! Caso você ainda não tenha estuda- do as Leis de Newton, não se desespere com essa representação! Na verdade, ela é bem simples e quando seu professor expli- car, provavelmente você entenderá. Note apenas que as forças aparecem sempre aos pares! Sempre ação e reação! Experiência: Com um balão, um carrinho e um canudo verifique a 3ª Lei de Newton (Ação e Reação) EQUIVALÊNCIA MASSA E ENERGIA Em física, a equivalência massa-energia é o conceito de que qualquer massa possui uma energia associada e vice-versa. Na relativi- dade especial, essa relação é expressa pela fórmula de equivalência massa-energia. Onde: E = energia; m= massa e c= velocidade da luz no vácuo Pesquise: Sobre a vida, obra e contribuição de Sir Isaac Newton e de Albert Einstein PARA APRENDER MAIS Quer se aprofundar um pouco mais? Veja esse pe- queno documentário cujo título é: “A Teoria da Relativi- dade de Albert Einstein” https://goo.gl/KJIJCc GUIA DAS ESPECIALIDADES CIÊNCIA E SAÚDE 11 FÍSICA WWW.MUNDODASESPECIALIDADES.COM.BR Vejamos o peso de uma pessoa cuja massa é de 70Kg na Terra, na Lua, em Marte e em Júpiter. REFERÊNCIAS GUIA DAS ESPECIALIDADES CIÊNCIA E SAÚDE 12 PARA SABER + DIFERENÇA ENTRE FORÇA PESO E FORÇA GRAVITACIONAL TERRA ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE 686N LUA ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE 112N MARTE ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE JÚPITER ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE 259N 1736N FÍSICA WWW.MUNDODASESPECIALIDADES.COM.BR HALLIDAY, D., RESNICK, R., EALKER, J. Fundamentos de Física – Mecânica Vol 1. 9ª Edição. São Paulo: Ed. LTC, 2012 HALLIDAY, D., RESNICK, R.,EALKER, J. Fundamentos de Física - Gravitação, Ondas e Termodinâmica Vol 2. 9ª Edição. São Paulo: Ed. LTC, 2012 TIPLER, P. A., MOSCA, G. Física Para Cientistas e Engenheiros - Mecânica, Oscilação e Ondas, Termodinâmica. Vol 1. 5ª Edição: Ed. LTC, 2009 ZEMANSKY, SEARS, F. W. Física 1 – Mecânica Vol 1. 12ª Edição: Addison-wesley - Br, 2009 RAMALHO, NICOLAU, TOLEDO Os Fundamentos da Física – Mecânica Vol 1. 9ª Edição: Ed. Moderna, 2007 http://fisica.rra.etc.br/ Site do Prof. Rudson R. Alves, Mestre em Física pela UNICAMP, Professor e co- ordenador do Departamento de Física da Univer- sidade Vila Velha (UVV/ES) Notas de Aula de Física I do Prof. Rudson R. Al- ves Mestre em Física pela UNICAMP, Professor e coordenador do Departamento de Física da Uni- versidade Vila Velha (UVV/ES) Notas de Aula de Física I do Prof. Jhone Ramsay Andrez. Doutorando em Física na UFES e Profes- sor de Física da Universidade Vila Velha (UVV/ ES)