Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

2
FAVENI – FACULDADE VENDA NOVA DO IMIGRANTE
SIMONE ALDA MIRANDA
A EDUCAÇÃO ESPECIAL DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN: UMA EDUCAÇÃO DIFERENCIADA
DOURADOS – MS
2022
FAVENI – FACULDADE VENDA NOVA DO IMIGRANTE
SIMONE ALDA MIRANDA
A EDUCAÇÃO ESPECIAL DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN: UMA EDUCAÇÃO DIFERENCIADA
Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito parcial à obtenção do título especialista em Educação Especial.
DOURADOS – MS
2022
A EDUCAÇÃO ESPECIAL DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN: UMA EDUCAÇÃO DIFERENCIADA
	Simone Alda Miranda[footnoteRef:1] [1: E-mail: lata-nova@hotmail.com] 
Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços).
RESUMO: O presente estudo tem como objetivo realizar uma pesquisa voltada a análise de informações sobre a Síndrome de Down (SD) e suas características que interferem nos aspectos educacionais. Como metodologia foi realizada uma revisão de literatura, através de busca de textos, livros e artigos nas mais diversas fontes, obtendo dados sobre alterações clínicas, aspectos físicos, questões ligadas ao desenvolvimento dos portadores de SD, desenvolvimento de suas capacidades, e aspectos educacionais que envolvem a educação especial. Os resultados obtidos sugerem que pelas características próprias dos portadores de SD a educação tanto de crianças, adolescentes e adultos, deverá ser contínua, principalmente aqueles que apresentam maiores limitações. Todas as áreas envolvidas no cuidado dessas crianças são importantes, destacando a atuação do professor e da família.
Palavras-chaves: Síndrome de Down. Educação especial. Inclusão.
1 INTRODUÇÃO
A Síndrome de Down é uma condição que durante muito tempo ficou oculta no desprezo e discriminação. Cuidar ou educar uma criança com Down não é uma tarefa fácil, mas muitos educadores que trabalham com afinco, tem obtendo êxitos, muito trabalho árduo e paciência estão envolvidos. Consideraremos, portanto, que o conhecimento, que leva a aceitação, é muito melhor do que o mito.
A Síndrome de Down, apesar de diversas campanhas nos meios de comunicação voltadas para a inclusão social, ainda é algo visto, por alguns, como um problema. 
A justificativa desse trabalho é por conta de que estudos como esse proporciona novas experiências que podem ser compartilhadas através nas mais diversas áreas, obtendo uma aquisição de conhecimento específico sobre o assunto pode auxiliar os processos educacionais voltados às pessoas que apresentam Síndrome de Down. 
As crianças com Síndrome de Down (S.D.) apresentam características próprias, e bastante peculiares, o que despertou o interesse e a necessidade de aprofundamento no tema. 
O presente trabalho tem como objetivo reunir informações sobre as características da Síndrome de Down, em especial àquelas que interferem nos aspectos educacionais. O estudo foi dividido em dois tópicos, o primeiro conceitua e descreve a Síndrome de Down, bem como suas alterações físicas e neurológicas. Já no segundo é apresentado uma análise da importância do papel da família e da escola no desenvolvimento da criança portadora de S.D.
2 SÍNDROME DE DOWN
A Síndrome de Down ou ainda a trissomia do cromossomo 21 foi a primeira anomalia cromossômica detectada na espécie humana, sendo descoberta por Lejeune, Gautier e Turpin em 1959, em paciente com a Síndrome, porém somente caracterizada em 1866 por John Langdon Haydon Down, assim sendo batizada de Síndrome de Down (SCHWARTZMAN, 1999). 
Esta Síndrome está inserida numa categoria de encefalopatias, que são doenças que acometem o cérebro, apresenta características não progressivas, com presença de retardo mental, com tendências para melhoras espontâneas, pois o Sistema Nervoso Central (SNC) passa ao longo do tempo por processos de amadurecimento, os portadores de S.D. apresentam características físicas peculiares (SILVA, 2000).
O portador de S.D. é estigmatizado, porém a doença não é contagiosa. Seu aparecimento não se ligaa nenhum fator interferente que ocorra durante a gravidez, como ocorrência de queda, emoções fortes ou sustos, uso de medicamentos, entre outros (SIQUEIRA, 2006).
Segundo Siqueira (2006) existem diversos estudos que verificam as várias teorias que procuram explicar a ocorrência da S.D., uma delas relaciona o problema com a idade das mães e atribui a sua causa à gravidez após os 35 anos. Isso porque, em grande número dos casos, os portadores são filhos caçulas de famílias numerosas, e assim talvez sejam produtos de óvulos defeituosos e enfraquecidos. 
Porém há alguns estudos que ressaltam que a idade materna é o único fator etiológico inequivocamente associado com a ocorrência de aneuploidias, como é o caso da S.D., nos produtos da concepção, sendo aparente que o aumento da incidência das aneuploidias com o aumento da idade materna estará relacionado com a redução da recombinação meiótica (consequência do aumento da idade), de que resultará uma separação prematura das cromátides e a não-disjunção cromossômica durante a primeira divisão (JONES, 1998 apud SIQUEIRA, 2006).
O conhecimento se a criança é portadora de S.D. pode acontecer a partir de 10 semanas de gravidez, por meio de um exame de sangue que pode ajudar a detectar a síndrome de Down, portanto as crianças com S.D não são reconhecidos somente logo após o nascimento, mas sim, se a família tiver condições, antes mesmo do nascimento (SIQUEIRA, 2006).
Outro exame é a observação da translucência nucal, realizado entre as 11ª e a 13ª semanas da gravidez, onde certifica se o bebê se encontra bem de saúde e se estiver alguma alteração, este já pode constatar o diagnóstico de Síndrome de Down (KOSMA, 2006).
S.D. apresentam características físicas típicas que favorecem o reconhecimento, como diferenças na face, pescoço, mãos e pés, bem como no tônus muscular. Kozma (2006) lista as características típicas da S.D. em: tônus muscular baixo, significa que os músculos são relaxados, afeta todos os músculos do corpo, o que dificulta a mobilidade da criança, afeta seu desenvolvimento, porém não está ligada à capacidade de crescimento e aprendizagem. Prejudica as etapas de desenvolvimento de rolar, sentar, levantar e caminhar, também a alimentação e aceitação de alimentos sólidos, pois os músculos da boca têm tônus muscular baixo. Pode melhorar com o tempo, e com auxílio de atividades físicas, fisioterapia, dança, esportes, entre outros. 
Outras feições típicas da síndrome são o nariz, isto porque a face pode ser levemente mais alargada, olhos inclinados para cima, dando aspecto de origem oriental, boca pequena, com o palato pouco profundo, hipotonia, a língua projetada. A parte posterior da cabeça pode ser mais achatada (braquicefalia). Pode apresentar pescoço mais curto e em recém-nascidos, pode existir dobras de pele frouxa na região posterior do pescoço, que tendem a desaparecer com o crescimento, além de muitas outras (KOSMA, 2006). 
O desenvolvimento motor de portadores de Down é lento, devido a hipotonia, ele demora a rolar, sentar e com mais ou menos um ano e meio consegue manter-se de pé, somente vindo a andar bem mais tarde. Apresentam uma deficiência intelectual bastante acentuada, a fala inicia-se depois de 3 anos de idade e evolui pouco. Aos 6 ou 7 anos, algumas crianças conseguem expressar-se através de algumas frases simples, possuem um interesse comum pela música(SIQUEIRA, 2006).
Algumas formas de verificação de inteligência geral e das habilidades linguísticas normalmente encontram-se alterados, porém não apresentam padrão definido, e não se relacionam com o volume do encéfalo, podendo apresentar em diversos níveis intelectuais. (SILVA, 2002). 
As características estruturais, de funcionamento e anatômicas do SNC de crianças com S.D. são influências sobre suas características mais peculiares como as alterações presentes na aprendizagem e desenvolvimento global da criança (SCHWARTZMAN, 1999). 
Pesquisas sobre o adulto com S.D. discutem a dificuldade de inserção no mercado de trabalho formal, esta condição relaciona-se com à falta de incentivos na profissionalização da pessoa com Síndrome de Down. O que acaba acontecendo é que as pessoas com S.D. são treinadas para exercerem as funções automaticamente, o que não favorece seu desenvolvimento pessoal e social. Segundo Dias (2000) e Werneck (1995) apud Tada e Souza (2009) alguns adultos com a Síndrome trabalham com carteira assinada em lanchonetes, butiques e supermercados (TADA E SOUZA, 2009).
3 A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA E DA ESCOLA
A importância da família e da escola na vida de qualquer criança é imprescindível. A participação concomitante desses dois é melhor ainda. Porém nem sempre isso ocorre quando o assunto é S.D.
Silva e Dessen (2003, p. 512) explicam de maneira clara a dificuldade dos genitores em aceitar a síndrome e em integrar a criança ao grupo familiar, assim como o desejo de fazer tudo o possível para melhorar o desempenho de sua criança, ignora as suas limitações, mostrando “o conflito e as dificuldades que as famílias enfrentam ao lidar com a situação de ter uma criança com síndrome de Down são aspectos importantes do funcionamento dessas famílias”.
As famílias tomam vários posicionamentos diante dessa situação de enfrentamento, cabendo ressaltar que a maneira como a família lida com o fato de seu filho ter a deficiência é capaz de interferir no seu desenvolvimento afetivo e cognitivo (TADA E SOUZA, 2009). 
Tada e Souza (2009) expoem que quando esta relação se torna desarmoniosa, onde os pais passam a assumir papéis de administradores, professores e auxiliares da relação, acabam não identificando as reais necessidades da criança, o que prejudica sua exploração no contexto que se encontra inserida, contribuindo para uma conduta mais dependente.
O nível socioeconômico das famílias também desempenha um papel significativo no que se refere à procura por terapias e atividades voltadas para o enfrentamento de se ter uma criança com S.D., pois quanto mais recursos, maior a possibilidade de obter informações especializadas, enquanto que os menos favorecidos acabam por ficarem restritos às informações do médico, geralmente na rede pública.
A escola “é cercada por vários questionamentos dos pais sobre as circunstâncias de estudo dos filhos, sobre a melhor escola, seja regular ou especial, o posicionamento dos colegas, suas limitações, aceitação no ambiente escolar, entre outras questões”, para Tada e Souza (2009, p. 2). 
Interessante se faz mencionar que a escolarização das crianças com Síndrome de Down deve dar oportunidades à apropriação do saber escolar por meio de práticas pedagógicas, distantes da Pedagogia Terapêutica que visa apenas o desenvolvimento de atividades da vida diária e o raciocínio é concreto. 
Ao verificar as condições físicas, de comportamento, emocionais, de relacionamento com a família que podem estar presentes na vida do portador de S.D. nota-se que o trabalho educacional do mesmo também está envolto por condicionalidades e peculiaridades, que devem ser percebidas pelos educadores, sejam eles de salas regulares ou de salas especiais.
As dúvidas diante do dilema escola são muitas, e cabe aos pais procurarem profissionais capacitados a direcionar para o melhor caminho para a aprendizagem dos filhos. 
Roberta Nascimento Antunes Silva (2002), demonstrou de forma bastante sucinta e clara medidas voltadas a intervenção pedagógica junto as crianças com S.D. para demonstrar as interações pedagógicas junto à criança com S.D. O trabalho pedagógico com crianças com S.D. deve favorecer a interação com o atendimento clínico paralelo, e vice-versa, devendo voltar-se ao respeito ao ritmo da criança, o que proporciona uma estimulação adequada e desenvolvimento de suas habilidades e capacidades.
Ao frequentar a escola, a criança com S.D. terá a oportunidade de obter, gradativamente, conhecimentos, que são indispensáveis para a formação de qualquer indivíduo, trata-se de conteúdos complexos, que serão exigidos pela sociedade (SILVA, 2002).
A programação destinada à criança deve ser organizada de acordo com as necessidades especificas das crianças. Para Schwartzman (1999) a educação da criança é uma atividade complexa, exigindo adaptações curriculares cuidadosas e acompanhamento dos educadores e pais. 
Em linhas gerais, para Silva (2002) a proposta curricular da escola deverá ser baseada na interação sujeito e objeto, desde estágios iniciais de desenvolvimento, devendo ocorrer de forma sistemática e organizada, seguindo passos previamente estabelecidos, não devendo ser teórico e metódico, devendo ser realizado de maneira agradável e instigante, prioriza-se o trabalho lúdico, principalmente na primeira infância, já que este favorece o desenvolvimento global da criança, através da estimulação de diferentes áreas.
O período mais preocupante de educação das crianças com Down encontra-se na fase do nascimento ao sexto ano de idade. Neste período a educação infantil tem como objetivo a promoção da autonomia, variadas experiências de interação social e adequação, isso permite desenvolvimento afetivo, volitivo e cognitivo (SILVA, 2002). 
Vale ressaltar a importância de o profissional promover o desenvolvimento da aprendizagem em situações do cotidiano da criança, pensando sempre na evolução gradativa da aprendizagem. Não é correto pularmos etapas ou exigirmos da criança atividades que ela não possa realizar, quantidade nem sempre é qualidade e estas atitudes não trazem benefícios a criança, podendo ainda podem causar lhe desconforto e estresse. 
Com o já referido anteriormente a capacidade de realizar movimentos é essencial para o desenvolvimento cognitivo e para construção do intelecto, como fonte geradora de experiências. Ao explorar os movimentos e as possibilidades motoras de uma criança, são desencadeados circuitos sensório-motores, que estruturarão as relações que conceberá futuramente (SILVA, 2002).
A educação deve ser global e ver a criança de forma global, deve abranger todos os aspectos, inclusive a necessidade de interagir com o meio tendo contato direto com o universo de objetos e situações, que o cercam podendo assim efetivar suas construções sobre a realidade (SILVA, 2002). 
Todas as atividades proporcionadas à criança devem ter por objetivo a aprendizagem ativa que possibilite a criança desenvolver suas habilidades. Diante da vasta variação das habilidades e dificuldades da síndrome de Down, atividades individuais devem ser consideradas e nestes casos pensar nas possibilidades de aprendizagem de cada criança, levando em consideração a motivação necessária para o desenvolvimento destas. Para isso, o professor deve conhecer as diferenças de aprendizagem de cada criança de forma a organizar seu trabalho e programação didática (SILVA, 2002).
4 APRENDIZAGEM DE PESSOAS COM SÍNDROME DE DOWN
Em decorrência das alterações motoras, clínicas e de comportamento como o baixo tônus muscular e também as alterações intelectuais e cognitivas, as crianças com S.D. apresentam um atraso de desenvolvimento neuropsicomotor, onde a idade cronológica difere da idade funcional, esta condição implica não esperar respostas idênticas à respostas de crianças na mesma faixa etária e que não apresentam as mesmas alterações. 
Porém, como já comentado anteriormente, em casos de atraso moderados e leves, as aquisições e capacidades são conseguidas seguindo um certo padrão:
O fato de a criança não ter desenvolvido umahabilidade ou demonstrar conduta imatura em determinada idade, comparativamente a outras com idêntica condição genética, não significa impedimento para adquiri-la mais tarde, pois é possível que madure lentamente. (SCHWARTZMAN, 1999, p. 246).
Como é possível compreender, a criança portadora da S.D. poderá aprender uma série de coisas, porém dentro do seu tempo, com suas atividades de desenvolvimento, seja terapias, entre outros.
Para Silva (2002) a prontidão para a aprendizagem depende da complexa integração dos processos neurológicos e da harmoniosa evolução de funções especificas como linguagem, percepção, esquema corporal, orientação têmporo-espacial e lateralidade. 
Crianças portadoras de S.D. não desenvolvem estratégias espontâneas e apresentam muitas dificuldades na resolução de problemas, assim como na possibilidade de encontrar soluções por si mesmas. Outros fatores podem complicar o processo de aprendizagem, entre elas: alterações auditivas e visuais; impossibilidade de organizar atos de cognição e condutas, dificuldades de associar ou programar sequências de acontecimentos ou ações (SILVA, 2002). 
Silva (2002) explica que as dificuldades encontradas pela debilidade da imaturidade nervosa e também o fato de não mielinização das fibras nervosas, dificulta o funcionamento mentalque é voltado a habilidade de uso de conceitos abstratos, da memória, da percepção geral, edas habilidades que envolvem imaginação, as relações espaciais, a percepção de esquema corporal, o raciocínio, a capacidade de assimilar e estocaro material resultante de aprendizagem e sua transferência.
Todas as alterações relatadas acima dificultam as atividades escolares dos portadores de SD, para Schwartzman (1999), existem outras que repercutem sobre o desenvolvimento neurológico da criança com S.D., como presença de dificuldade de tomar decisões e de iniciar uma ação, elaborar pensamento abstrato, realizar cálculo, selecionar e eliminar algumas fontes de informação, bloquear funções perceptivas, funções motoras e presença de alterações de emoções e demonstração excessiva do afeto. 
Mesmo diante de todas essas alterações a pessoa com S.D. pode se desenvolver mesmo com algumas limitações, e conseguir realizar atividades diárias, alguns conseguem formação profissional (SILVA, 2002).
O desenvolvimento motor das crianças com SD, pode apresentar hipocinesias, que são debilidades de movimentação, associadas à falta de iniciativa e espontaneidade ou hipercinesias (aumento dos movimentos), sendo estes de qualidade débeise que interferem diretamente na aprendizagem, já que os movimentos contribuem para o desenvolvimento psicomotor e este constitui a base da aprendizagem (SILVA, 2002).
Nota-se que que a evolução e desenvolvimento de crianças com SD, não apresentam padrão, assim como o desenvolvimento da inteligência acaba não depende exclusivamente das alterações de alteração cromossômica, e sim influenciada por estímulos provenientes do meio social e ambiental (SILVA, 2002). 
Como já citado anteriormente, aparentemente fica restrito aos pais a decisão de como será desenvolvido a educação da criança com S.D., o que se discute é qual o tipo de educação, se regular ou especial, se adequará melhor as capacidades que as crianças apresentam.
O que não se discute é a necessidade de adequar o trabalho pedagógico, respeitando o ritmo da criança e propiciando estimulação adequada para desenvolvimento de suas habilidades, em programas voltados as suas necessidades específicas. A sala especial é a estratégia, da atualidade, mais indicada para o trabalho com crianças especiais, pois permite a socialização além de trabalho diferenciado. 
Outra estratégia seria as salas de recursos multifuncionais. Essas salas parcialmente integradas, onde as crianças com S.D. passam parte do dia em salas regulares e o restante do tempo em classes especiais (SILVA, 2002). 
Silva (2002) entende que cabe a escola supervisionar as crianças com S.D., assegurando a aprendizagem, porém existem situações como já citadas anteriormente, onde há necessidade de separar as crianças especiais das crianças ditas normais, tendo por objetivo a promoção da educação especializada e diferenciada. 
Outro ponto que Silva (2002) expõe em seus estudos é que a escola especial possui certas desvantagens em relação a regular, principalmente no que se refere a inclusão, pois o ambiente é segregado e não favorece a integração social, desta forma ajuda no isolamento físico e social 
Não se pode perder de vista que a prática pedagógica adaptada as diferenças individuais veem sendo promovidas dentro das escolas do ensino regular. No entanto, requerem metodologias, procedimentos pedagógicos, materiais e equipamentos adaptados. 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A realização da presente pesquisa sobre a Síndrome de Down é enriquecedora por despertar a necessidade de trabalho educacional mais individualizado e coordenado com outras áreas de atuação, assim como integradas com a escola e a família.
Cabe destacar que nestes casos interage-se e muito com a família, esta deverá ser orientada quanto aos objetivos das intervenções, para que também atue em concordância com ações, este trabalho de cooperação mútua, diminui os conflitos entre as intervenções e ações das mais diversas áreas, sendo muito benéficos á criança.
O aspecto educacional é complexo, envolve muitos aspectos alheios somente as condições de saúde das crianças. Como as condições da escola, capacitação dos professores, envolvimento familiar, entre outros. Assim ao estabelecer algumas relações entre as alterações e as condições educacionais das crianças com S.D. não descartamos a importância em se relacionar também estes fatores. Que se constituem em outros problemas a serem estudados. 
A cooperação entre as áreas possibilita ver e entender a criança como um todo, sua dinâmica de aprendizagem, suas reais limitações, cabendo ao profissional da educaçãoharmonizar com as demais áreas em busca de maximizar os potenciais das crianças.
REFERÊNCIAS 
KOZMA, C.O que é síndrome de Down? 2006. Disponível em www.larpsi.com.br/.../cap_01_64_.pdf. Acessado em 30/10/2015.
SCHWARTZMAN, J. S. et al. Síndrome de Down. SãoPaulo: Mackenzie, 1999.
SILVA, N. L. P.; DESSEN, M. A. Crianças com Síndrome de Down e suas Interações Familiares. Psicologia: Reflexão e Crítica. V. 16, n. 3, 2003.
SILVA, R. N. A. A educação especial da criança com Síndrome de Down. Pedagogia em Foco. Rio de Janeiro, 2002. Disponível em: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/spdslx07.htm. Acesso em: 10/11/2022.
SILVA, V. R. Aspectos Clínicos da Síndrome de Down. CEFAC: Centro Especializado em Fonoaudiologia Clínica. Motricidade Oral. Londrina, 2000.
SIQUEIRA, V. Síndrome de Down: translocação robertsoniana. Saúde e Ambiente em Revista. v. 1, n.1, p. 23-29, jan-jun, 2006.
TADA, I. N. C.; SOUZA, M. P. R. Síndrome de Down, Sentidos e Significados: contribuições da Teoria Histórico-Cultural. Boletim de Psicologia. V. LIX, n. 130, 2009.

Mais conteúdos dessa disciplina