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GERENCIAMENTO DE RISCOS EM UTI Claúdia Castro Jamile Cristine Coelho Vale Joao Vitor Rodrigues de Sousa Natália Geovana Silva de Moraes 1 INTRODUÇÃO O trabalho presente tem como principal objetivo realizar um estudo sobre o gerenciamento de riscos em UTI. Fundamentação Teórica O setor da saúde está passando por reformas para garantir a segurança e a qualidade dos cuidados aos pacientes, seus familiares e profissionais à medida que os suportes se tornam mais elaborados, suas propriedades podem causar lesões. Nesse sentido, há necessidade de avaliação contínua e eficaz da assistência prestada nas unidades de saúde, a fim de identificar potenciais riscos e prevenir eventos adversos (EAs). O conceito da palavra risco, é uma combinação da probabilidade de ocorrência de um dano e da gravidade causada por esse dano. A gestão de riscos trata então das decisões relacionadas ao risco, ou seja, das medidas tomadas para reduzir as consequências e a probabilidade de ocorrência de lesões (Brasil, 2010). No entanto, a gestão de riscos à saúde é o uso sistemático e sistemático de políticas, procedimentos, ações e recursos na avaliação de riscos e eventos adversos que afetam a segurança, a saúde humana, a integridade profissional, o meio ambiente e a imagem de uma instalação (Brasil, 2013). A gestão de riscos contribui para a qualidade dos serviços, gera indicadores que mostram a evolução ao longo do tempo e permite aos gestores gerenciar as incertezas e as relacionadas nos permitem lidar de forma eficaz com os riscos e oportunidades para melhorar a capacidade de criação de valor (LIMA; BARBOSA, 2015). As demandas do trabalho da enfermagem em unidades de terapia intensiva são reconhecidamente importantes para aliar qualidade e segurança do cuidado. Esse objetivo é alcançado por meio do uso contínuo de equipamentos de alta tecnologia voltados para o diagnóstico e tratamento de pacientes graves, profissionais capacitados e uma gestão que garanta a qualidade do atendimento. Além disso, a unidade de cuidados intensivos é um ambiente crítico para os pacientes, e a recuperação e manutenção da doença, bem como a redução da morbilidade e mortalidade, dependem da continuidade de uma equipa multidisciplinar qualificada e de uma boa gestão. A proteção contra acidentes também é determinada pelas demandas cada vez maiores da sociedade (BECCARIA et al, 2009). A Unidade de Terapia Intensiva conta com um número significativo de enfermeiros, médicos e fisioterapeutas indicados conforme Resolução do Conselho Universitário (RDC) nº 07/2010. Posteriormente, a RDC nº 26/2012 altera a Decisão RDC nº 07/2010 e específica pelo menos um enfermeiro assistencial para cada 10 leitos ou cotas e pelo menos um especialista em enfermagem para cada 2 leitos em cada turno Decisão nº 527/2016 do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), com apoio da Lei nº 421/2012 (Brasil, 2010, Brasil, 2012, COFEN) Estamos estabelecendo parâmetros quanto à escala de, 2016). Beccaria et al (2009) afirmaram que dada esta complexidade encontrada nas UTIs, deve-se considerar a coordenação de atividades e sistemas de gestão por meio da adoção das melhores práticas de gestão de riscos incluídas na organização dos serviços e nos regulamentos operacionais. Um produto que introduz valores, atitudes, habilidades e padrões de comportamento para determinar uma abordagem organizacional segura e de qualidade para a prevenção de perigos e a importância da sua detecção. O objetivo da UTI é prestar cuidados oportunos aos pacientes, proporcionando um ambiente físico e psicológico adequado, enquanto todos os membros da equipe multidisciplinar devem trabalhar juntos para prestar cuidados de enfermagem. Utilizamos nosso conhecimento, experiência e habilidades para trabalhar de forma integrada e responsável. A composição da equipe interdisciplinar é baseada nas necessidades do paciente e nos objetivos da unidade A unidade de terapia intensiva é uma área fundamental para internação de pacientes graves que necessitam de cuidados contínuos, especializados e especializados. Existem materiais e técnicas especiais necessárias para diagnóstico, monitoramento e tratamento, que devem ser instalados em hospitais regulamentados pela Vigilância Sanitária município ou estado (Brasil 2010). Ferreira (2011) afirma que a gestão para garantir serviços de qualidade tem sido praticada ao longo da história da medicina e da assistência moderna. Desde a sua fundação como profissão no século XIX, a enfermagem tem-se centrado no cuidado dos outros e representa um investimento gradual e sistemático na construção da prática científica, a partir de uma composição de disciplinas científicas adequadas à abordagem da enfermagem às pessoas, proporcionando conforto, saúde, necessidade de atenção, sofrimento e cuidado. 7 O enfermeiro deve assegurar à sociedade que o cuidado está isento de riscos ou danos resultantes de má conduta, negligência ou imprudência por parte dos membros da equipe de saúde. E é isso que o Conselho de Enfermagem pretende alcançar através do acompanhamento da prática profissional (COFEN, 2007). A terapia intensiva envolve cuidados cientificamente fundamentados, fundamentados na teoria de enfermagem codificada de acordo com a Resolução COFEN nº 358/09, fundamentados em princípios éticos e regulamentados pela Lei de número 7.498/86 (BRASIL,1986; COFEN, 2009). Neste sentido, a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde é uma das prioridades do serviço, com sistemas e procedimentos operacionais destinados a evitar, prevenir e mitigar eventos adversos que possam ocorrer nos ambientes de cuidado. Inclui uma série de iniciativas a implementar, Eventos adversos que podem ocorrer no ambiente de cuidado. Há uma grande variedade de fatores que aumentam a probabilidade de resultados negativos no cuidado, como ineficiência na contratação de pessoal de enfermagem, a alta complexidade técnica no atendimento e alta pressão para reduzir custos e melhorar resultados. Observa-se preocupação cada vez maior com a qualidade da saúde em todos os países do mundo. O objetivo é fornecer aos indivíduos serviços de saúde com maior probabilidade de alcançar os resultados desejados em comparação com os conhecimentos atuais (OMS, 2008). Um dos maiores desafios para os prestadores de cuidados de saúde, e os chamados gestores de qualidade dos cuidados, é a gestão de indicadores de qualidade e fatores de risco para a segurança do paciente (OMS, 2011). A segurança dos pacientes tem sido defendida pela OMS como uma questão que merece atenção especial, especialmente em hospitais onde profissionais médicos ajudam os pacientes a recuperar, no entanto, devido às condições adversas decorrentes do atendimento, esses pacientes podem desenvolver problemas de saúde. Estados-membros da Organização Mundial da Saúde reconhecem a importância da segurança do paciente nos cuidados de saúde e, através da resolução aprovada na 57ª Assembleia Mundial da Saúde, endossam a implementação sistemática e estruturada, incluindo a integração, de processos de gestão de risco cultura de segurança e alinhamento com todos os processos assistenciais e organizacionais dos serviços de saúde, melhores evidências disponíveis, transparência, integralidade, responsabilização e capacidade de resposta às mudanças (Brasil, 2013). Por meio da Aliança Global para a Segurança do Paciente, a OMS teve que mobilizar esforços globais para melhorar a segurança do paciente nos cuidados de saúde e prevenir a ocorrência de incidentes e eventos adversos (Brasil, 2014). Incidente é um evento ou situação que causa ou tem potencial para causar lesão ou dano não intencional a um paciente devido à assistência médica e pode ser classificado como incidente inofensivo ou incidente prejudicial, sendo este último denominado evento adverso (MENDES et al, 2013). As preocupações com o controle de qualidade nos cuidados médicos e de enfermagem têm sido reconhecidas como um problema desde o final da década de 1990.Na época, o número crescente de lesões e a prevalência de eventos adversos entre os profissionais de saúde atraíam a atenção de governos e governos formuladores de políticas públicas sobre este tema (CORREA, 2009) A publicação de um artigo no British Medical Journal em 2000 sobre a redução de erros e a melhoria da segurança nos cuidados de saúde aumentou ainda mais as preocupações sobre a qualidade dos cuidados nas instalações de saúde. Na época, o artigo afirmava que 1 milhão de lesões e aproximadamente 100 mil mortes são causadas por eventos adversos anualmente nos Estados Unidos, com 1 em cada 10 pacientes hospitalizados tornando as quedas uma das mais comuns durante a hospitalização a administração inadequada de medicamentos, manuseio inadequado de equipamentos e identificação incorreta do paciente (MENDES, 2005). Diante desses diagnósticos que têm afetado o mundo, a ANVISA em 2004 decidiu intervir rapidamente na situação de risco no Brasil e, diante dessa necessidade, para reduzir a gravidade desta doença, estabelecemos uma sede nacional para investigar surtos de doenças infecciosas e riscos à saúde. No mínimo, onde o risco de danos desnecessários associados aos cuidados de saúde é aceitável, a gestão de riscos é a política, a política e resulta da aplicação sistemática e contínua de procedimentos, ações e recursos imagens ambientais e outras imagens institucionais (Brasil, 2014). A gestão de riscos é uma tarefa rotineira, complexa e tediosa que requer o estabelecimento de um ciclo contínuo de etapas: diagnóstico, planejamento, implementação, avaliação de resultados e ações corretivas para que o processo seja eficaz (FARACO, 2013). RESULTADOS E DISCUSSÕES Nos últimos anos, as organizações de saúde estão constantemente preocupadas com a segurança dos pacientes, especialmente devido aos avanços tecnológicos e aos potenciais riscos a eles associados. Nesse contexto, a ênfase é colocada na segurança do paciente por meio do gerenciamento de riscos, e as unidades de terapia intensiva (UTIs) envolvem o cuidado de pacientes graves e exigem pessoal qualificado, equipamentos de alta complexidade e processos de trabalho. Damos especial atenção à segurança do paciente. O grande número de procedimentos aos quais os pacientes são submetidos cria um ambiente onde os efeitos colaterais são mais prováveis de ocorrer. A gestão de riscos propõe a implementação de medidas para prevenir a exposição a riscos e perigos no sistema de saúde, onde os enfermeiros e suas equipes assistenciais permanecem nas enfermarias do hospital e têm contato direto com os pacientes. Para garantir a segurança dos pacientes nas unidades de cuidados intensivos, a qualidade torna-se uma característica fundamental dos cuidados para garantir os melhores resultados para os procedimentos necessários, e a acreditação é necessária para facilitar a qualidade dos cuidados prestados aos pacientes, para que uma instalação seja uma instalação acreditada, deve atender aos seguintes requisitos: Os padrões exigidos pelas autoridades relevantes devem ser respeitados para minimizar o risco de eventos adversos (EAs) e erros que podem prejudicar os pacientes. Nesse contexto, vale ressaltar que a qualidade dos serviços médicos está diretamente relacionada à segurança proporcionada aos pacientes. A maioria das unidades de saúde ainda não tem uma cultura de procura de erros nos seus processos e organização. Portanto, os planos de ação precisam ser revistos e reestruturados para potencialmente prevenir novos riscos e eventos adversos. Para prevenir os riscos é necessário identificar e analisar as suas fontes para que as medidas preventivas possam ser sistematizadas não só quando ocorrem, mas também antecipadamente. Configurar um sistema de gerenciamento de riscos em sua organização pode ser uma forma de controlar e monitorar melhor seus processos. Os gestores têm um papel fundamental a desempenhar no desenvolvimento de atividades que conscientizem os profissionais de saúde, e as atividades que priorizam a educação contínua e a implementação de processos têm um bom trabalho de gestão de desvantagens como o número de eventos adversos presentes. Porque, além de conscientizar os profissionais, também é necessário investir em recursos relacionados aos processos de trabalho humanos e organizacionais. Precisamos garantir a formação acadêmica na prática médica e assistencial com foco em uma cultura de segurança na verdade, precisamos de dar prioridade a esforços contínuos através de métodos novos e activos na educação, bem como de novas investigações sobre este tema. image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.png