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Aula 4
Direito Internacional
Anielle Fernanda Eduardo Silva
Contato: 
(31) 98514-9805
Direitos Humanos
10/09/2024
Direitos 
Humanos
Direitos Humanos e Direitos Fundamentais 
são conceitos idênticos?
Direitos 
Humanos
Recapitulando: Ser humano e pessoa são 
sinônimos?
Direitos 
Humanos
 
Direitos Humanos Direitos 
Fundamentais
Internacionalizado Internalizado
Direitos 
Humanos
Visão Jusnaturalista x Juspositivista
Direitos 
Humanos
O Direito natural sugere percepção de “Justiça” 
transcendente e atemporal, e o Direito positivo, 
uma percepção de “Justiça” temporal. No Direito 
natural, o critério de aplicação do Direito seria o 
crivo do justo; no Direito positivo, o crivo do 
válido. O Direito natural teria eficácia em todos os 
lugares e tempos. O Direito positivo estaria 
centrado em normas culturais que regeriam 
determinadas comunidades. O Direito positivo 
seria variável no tempo. O Direito natural seria 
revelado pela razão ou até por uma ordem divina. 
O Direito positivo seria revelado pela vontade do 
soberano ou do povo. O Direito natural buscaria o 
bom; o Direito positivo, o útil. O Direito natural é 
baseado na justa razão. O Direito positivo, no 
poder civil. À informalidade do Direito natural 
opõe-se a formalidade do Direito positivo. O 
voluntarismo do Direito natural opõe-se o 
imperativismo do Direito positivo (GODOY, 2021). 
Direitos 
Humanos
Direitos humanos são os direitos básicos de todos os 
seres humanos. São direitos civis e políticos 
(exemplos: direitos à vida, à propriedade privada, à 
língua materna, liberdade de pensamento, de 
expressão, de crença, igualdade formal, ou seja, de 
todos perante a lei, direitos à nacionalidade, de 
participar do governo do seu Estado, podendo votar e 
ser votado, entre outros, fundamentados no valor 
liberdade); direitos econômicos, sociais e culturais 
(exemplos: direitos ao trabalho, à educação, à saúde, à 
previdência social, à moradia, à distribuição de renda, 
entre outros, fundamentados no valor igualdade de 
oportunidades); direitos difusos e coletivos (exemplos: 
direito à paz, direito ao progresso, autodeterminação 
dos povos, direito a um meio ambiente saudável,[1] 
direitos do consumidor, inclusão digital, entre outros, 
fundamentados no valor fraternidade).[2]
Direitos 
Humanos
 A Declaração Universal dos Direitos Humanos 
da Organização das Nações Unidas afirma que 
"Todos os seres humanos nascem livres e 
iguais em dignidade e em direitos. Dotados de 
razão e de consciência, devem agir uns para 
com os outros em espírito de fraternidade".[3]
Direitos 
Humanos
João Baptista Herkenhoff, assim conceitua 
Direitos Humanos: "Por direitos humanos ou 
direitos do homem são, modernamente, 
entendidos aqueles direitos fundamentais que 
o homem possui pelo fato de ser homem, por 
sua própria natureza humana, pela dignidade 
que a ela é inerente. São direitos que não 
resultam de uma concessão da sociedade 
política. Pelo contrário, são direitos que a 
sociedade política tem o dever de consagrar e 
garantir".
Direitos 
Humanos
Para Alexandre de Morais seria o “Conjunto 
institucionalizado de direitos e garantias do 
ser humano que tem por finalidade básica o 
respeito e a sua dignidade, por meio de sua 
proteção contra o arbítrio do poder estatal e o 
estabelecimento de condições mínimas de 
vida e desenvolvimento da personalidade 
humana” (MORAES, 2000, p. 39).
Direitos 
Humanos
Já Celso Ribeiro Bastos assevera que “Dá-se o 
nome de liberdades públicas, de direitos 
humanos, ou individuais àquelas prerrogativas 
que tem o indivíduo em face do Estado. É um 
dos componentes mínimos do Estado 
Constitucional ou do Estado de Direito” 
(BASTOS, 2000, p. 165).
Direitos 
Humanos: 
marcos 
históricos
O cristianismo, como regra eclesiástica, teve 
um papel importante na evolução da 
designação e aquisição de direitos humanos, 
visto traçar uma idéia que todas as pessoas 
são criadas à imagem e semelhança de Deus 
(BASTOS, 2000, p. 166), contudo, somente a 
partir de 1215, quando na idade média, diante 
de perigo de ruptura da monarquia, os reis 
conferiam aos seus súditos alguns direitos e 
prerrogativas, em troca, estes lhes 
confirmavam a supremacia monárquica e 
obediência. A mais famosa e célebre carta 
declaratória denominava-se Magna Carta 
Libertatum, extraída pela nobreza inglesa do 
Rei João Sem Terra em 1215. A Magna Carta 
foi confirmada posteriormente, com pequenas 
alterações por sete sucessores de João Sem 
Terra (COMPARATO, 2005, p. 69 e 114).
Direitos 
Humanos: 
marcos 
históricos
Antes mesmo da primeira Declaração dos 
Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, 
ocorrida em França, que colaborou 
imensamente com a fixação de Direitos 
individuais, houve algumas declarações Norte 
Americanas, sendo que a mais famosa delas 
foi a Declaração do Estado da Virgínia, de 
1776, que proclamava em seu art 1º:
Direitos 
Humanos: 
marcos 
históricos
Art. 1º. Todos os homens são, por natureza, 
igualmente livres e independentes, e têm 
certos direitos inatos, dos quais, quando 
entram em estado de sociedade, não podem 
por qualquer acordo privar ou despojar de 
seus pósteros e que são: o gozo da vida e da 
liberdade com os meios de adquirir e de 
possuir a propriedade e de buscar e obter 
felicidade e segurança (COMPARATO, 2005, p. 
114).
Direitos 
Humanos: 
marcos 
históricos
Contudo, a declaração Francesa que pregava a 
liberdade, igualdade e fraternidade, possuía como 
critério particular a universalidade dos direitos que 
na ocasião foram declarados, tendo diversos 
autores, entre eles, o filósofo Suíço Jean Jacques 
Rousseau, idealizado analogias de vários artigos 
dessa declaração, vejamos como exemplo o 
disposto no artigo 1º da declaração Francesa, onde 
versa que “os homens nascem livres”, igualmente a 
obra de Rousseau, O Contrato Social, se inicia com 
os mesmos dizeres, levando o leitor a crer que, o 
princípio da igualdade dos homens já se fazia 
presente em obras de alguns filósofos, antes 
mesmo de sua efetiva positivação (PAIANO; 
FURLAN, 2005, p. 4).
Direitos 
Humanos: 
marcos 
históricos
A grande consagração dos direitos humanos 
fundamentais se deu com a Declaração 
Universal dos Direitos Humanos, adotada e 
proclamada pela resolução 217 A (III) da 
Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de 
Dezembro de 1948, traçando valores e princípios 
que deveriam se sobrepor a qualquer lei, 
devendo se tornar um norteador 
supraconstitucional, vez que, versa sobre 
princípios e garantias individuais previstos no 
ordenamento jurídico da maioria das nações, 
tendo como características: a 
imprescritibilidade, a irrenunciabilidade, a 
inviolabilidade, universalidade, efetividade, 
interdependência e a complementaridade 
(PAIANO; FURLAN, 2005, p. 4).
Direitos 
Humanos: 
marcos 
históricos
A Constituição Federal de 1988 absorve na 
íntegra em suas cláusulas pétreas os direitos 
consagrados pela Declaração Universal dos 
Direitos do Homem, estando efetivamente 
consagrados e positivados no atual 
ordenamento jurídico, é óbvio que, em razão de 
falta de algumas leis complementares, ou até 
mesmo por falta de iniciativa ou vontade 
política, alguns desses direitos efetivados não 
possuem eficácia plena, estando somente 
consagrados, mas ainda não regulamentados.
 (PAIANO; FURLAN, 2005, p. 6).
A 
EFETIVAÇÃO 
DOS 
DIREITOS 
HUMANOS 
NA CRFB/88
Como um direito e garantia individual, a 
dignidade da pessoa humana, pela sua 
importância, não poderia deixar de fazer parte 
do primeiro artigo da Constituição Federal 
promulgada em 1988, levando-se a conclusão de 
que as pessoas não existem em função do 
Estado, mas este, em função daquelas, sendo 
efetivamente um fundamento do Estado 
Democrático de Direito, a dignidade da pessoa 
humana ganha destaque iluminando todos os 
outros princípios fundamentais e normas do 
ordenamento jurídico vigente, obtendo valores 
e significados da maior amplitude para a vida 
digna do cidadão. (PAIANO; FURLAN, 2005, p. 6).
A 
EFETIVAÇÃODOS 
DIREITOS 
HUMANOS 
NA CRFB/88
Como dignidade da pessoa humana, entende-se 
todo o respeito e valorização moral e espiritual 
do cidadão, um bem-estar psicológico, através 
de uma autodeterminação consciente de todas 
as pessoas e entidades da sociedade. 
Objetivando o mínimo de invulnerabilidade que 
o ordenamento jurídico deve assegurar, de 
modo que, em excepcionais circunstâncias, 
possam ser limitados tais direitos e garantias 
individuais, desde que, respeite e não 
menospreze a qualidade de ser humano que 
cada qual possui e necessita ser protegida. A 
dignidade é um atributo intrínseco do homem, 
nasce com este e com ele deve o acompanhar 
por toda sua existência e não uma criação do 
legislador; o legislador apenas a instituiu como 
fundamento do Estado Democrático de 
Direito.(PAIANO; FURLAN, 2005, p. 6).
QUESTIONAMENTOS E REFLEXÕES
Referências 
bibliográficas
 «Meio ambiente saudável é declarado direito 
humano por Conselho da ONU | As Nações 
Unidas no Brasil». brasil.un.org. Consultado 
em 27 de julho de 2024.
 
Piovesan, Flávia (2006). «Direitos Humanos e 
o Direito Constitucional Internacional» (PDF). 
www2.trf4.jus.br
 
«Declaração Universal dos Direitos do 
Homem» (PDF). unesdoc.unesco.org, 
adoptada e proclamada pela Resolução 217A 
(III) da Assembleia Geral das Nações Unidas, 
em 10 de dezembro de 1948.
Referências 
bibliográficas
COMPARATO, Fábio Konder. A Afirmação 
Histórica dos Direitos Humanos, 4. ed.
Ver. e atual. – São Paulo : Saraiva, 2005.
 
MORAES, Alexandre de. Direito Constitucional. 
3. ed. São Paulo: Atlas, 2000.
 
HERKENHOFF. João Baptista. Direitos 
Humanos. A Construção Universal de
Uma Utopia. Aparecida – SP: Editora 
Santuário, 1997. 
Referências 
bibliográficas
FURLAN, Alessandra Cristina; PAIANO, Daniela 
Braga. DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS E 
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA: evolução e 
efetividade no Estado Democrático de Direito 
Ver. e atual. – São Paulo : Saraiva, 2005.
 
GODOY, Arnaldo Sampaio de Moraes. 'O 
Positivismo Jurídico', de Norberto Bobbio. 
Disponível em: 
https://www.conjur.com.br/2021-nov-14/em
bargos-culturais-notas-positivismo-juridico-no
rberto-bobbio/#:~:text=O%20Direito%20positi
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