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ESTUDO DIRIGIDO PARA AS - TCC 
· 
1) De que modo o empirismo colaborativo aparece no planejamento do tratamento?
Quais são os principais pontos que devem ser considerados para que as metas de tratamento sejam estabelecidas e por quê?
O empirismo colaborativo (A. T. Beck et al.,1979) implica que você e seu cliente trabalhem em equipe para resolver os problemas deste e reduzir o sofrimento.
Para promover essa abordagem, ajudará ser ativo em termos de curiosidade e questionar a experiência e a visão de mundo do cliente.A perspectiva do empirismo envolve o desenvolvimento de hipóteses, fazer perguntas e experimentar – tudo a serviço da ajuda ao cliente. Os clientes estão ativamente envolvidos no planejamento das intervenções e fazem todo o trabalho envolvido fora da sessão. O cliente participa como um “pesquisador”, coletando dados dos experimentos comportamentais, dos registros de pensamento ou das tarefas da prática interpessoal. Os resultados são “analisados” quando o cliente volta para a próxima sessão para discutir os resultados e planejar a próxima estratégia. A meta final é que o cliente aprenda a engajar-se nesse processo de forma independente, mas o terapeuta ativamente ensina, sustenta e orienta essa meta durante o tratamento.
2) A ordem em que as metas de tratamento são trabalhadas na terapia podem impactar positiva ou negativamente no sucesso do tratamento. Por que isso ocorre? Quais estratégias o terapeuta pode utilizar para aumentar as chances de que o paciente efetivamente se engaje no tratamento e adira às metas e atividades propostas? 
Quando acontece discordância das metas, o resultado pode ser negativo. A concordância explícita sobre as metas pode levar a uma melhoria já no início do processo, a utilização de contratos formais, assinados pelo: paciente e terapeuta, pode ser uma estratégia para aumentar as chances do engajamento do paciente ao tratamento. esse contrato é colaborativo e feito de acordo com as necessidades do paciente, trabalhe com ele para formular metas que possam levar a possíveis intervenções.
3) Como podemos ajudar/estimular um paciente que está ambivalente em relação ao tratamento?
A entrevista motivacional, é o momento onde o paciente pode perceber que a ambivalência em relação a mudança é normal, mas que há divergência, entre seu estado atual e os seus valores, mostrando para ele diferentes perspectivas da situação em que ele se encontra e que pode ajudá-lo a realizar as mudanças que ele almeja para si. Colabore e ouça com cuidado as
metas de mudança do cliente Se possível, estabeleça uma meta que possa levar ao sucesso rapidamente ou que reduza o sofrimento.
4) Diferentemente de outras linhas de psicoterapia, a TCC não apresenta como um objetivo a neutralidade e um distanciamento do terapeuta em relação ao paciente. Nesse sentido, como a TCC estabelece o papel do terapeuta? Como este profissional deve agir com o seu paciente? Ao que ele deve estar atento?
O terapeuta na TCC usa o empirismo colaborativo: trabalho em equipe com o paciente para o atingimento de objetivos e metas, que em conjunto com aliança terapêutica :equilíbrio entre estrutura e flexibilidade nas seções tendo a combinação desses fatores que faz com que o paciente vá ficando “independente” a cada encontro, visto que ele participa ativamente do planejamento das seções. O terapeuta deve atentar-se ao comportamento do paciente, pois ao final do tratamento a relação se torna cada vez mais igualitária e se tiver mais conversa do que levantamento de problema, o terapeuta deverá avaliar se há necessidade de mais tratamento ou se o paciente já está pronto para a alta.
5) Qual a sequência mais recomendada de utilização das estratégias (cognitivas e comportamentais) em terapia? Por quê?
A sequência da terapia cognitivo-comportamental ocorre, em geral, da seguinte maneira, embora seja possível avançar ou recuar entre as fases:
1. avaliação
2. formulação clínica de caso
3. feedback ao cliente e reformulação, conforme necessário
4. estabelecimento de metas
5. psicoeducação
6. monitoramento dos comportamentos e emoções do cliente
7. intervenções comportamentais
8. monitoramento das cognições do cliente
9. reestruturação cognitiva
10. reavaliação e discussão de esquemas
11. monitoramento de esquemas (se necessário)
12. terapia de mudança de esquemas (se necessário)
13. prevenção de recaída, manutenção e finalização da terapia.
A avaliação e a formulação são processos contínuos. Embora a ordem precedente seja comum, a sequência deve ser flexível e adaptada a cada cliente.
6) Por que a psicoeducação é considerada um dos principais pilares das intervenções em TCC? Qual a sua importância para a adesão do paciente ao tratamento? 
Psicoeducação é algo que se define como o ensino de princípios e conhecimentos psicológicos relevantes para o cliente, além de aumentar a concordância do cliente com a intervenção. O conhecimento em geral leva a uma sensação de controle sobre os problemas e começa a mudar crenças. Os benefícios da psicoeducação também Incluem a sensação de alívio dos clientes, Pois alguém escreveu sobre seus problemas, pesquisou-os e os discute, levando a sentimentos de validação, apoio e esperança. Outros tipos de psicoeducação têm os benefícios de um maior conhecimento e maiores habilidades.
7) Por que os temas de casa são tão utilizados na TCC? Que função estes cumprem no tratamento?
Os clientes são em geral ensinados que a tarefa de casa é um componente necessário do tratamento cognitivo-comportamental, sem o qual mudanças significativas provavelmente não aconteceriam. As muitas metas do trabalho de casa incluem a aprendizagem e a generalização de mudanças para além das sessões de terapia.As tarefas de casa são uma extensão da seção que o paciente deve executar fora do consultório. Sua função é garantir que o encontro não seja esquecido e que as tarefas auxiliem o paciente a aproximar-se mais do atingimento de suas metas e objetivos.
8) O trabalho com os pensamentos automáticos é central para os tratamentos oferecidos a partir da TCC. Ao trabalhar os pensamentos, após a psicoeducação, o primeiro passo é treinar o paciente para que este seja capaz de identificar suas próprias cognições. Como fazemos isso?
Os Pensamentos automáticos levam a uma intensa resposta emocional, a mudança de humor pode ser utilizada especialmente na identificação dos mesmos.
MÉTODOS PARA IDENTIFICAR PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS
• Reconhecimento das mudanças de humor
• Psicoeducação
• Descoberta guiada
• Registro de pensamentos
• Exercícios de imagens mentais
• Exercícios de role-play
• Uso de inventários
9) A reestruturação cognitiva é considerada a intervenção mais característica da TCC. Entende-se que é principalmente a partir dela que o sofrimento relatado pelo paciente pode ser transformado. Por que a modificação de pensamentos e crenças são tão determinantes para a mudança do paciente?
Pelo motivo que quando o paciente adquire as habilidades e ferramentas para identificar seus pensamentos automáticos por sequência identificar suas crenças que levam ele a demonstrar comportamentos desadaptativos ele será capaz de analisar toda a situação e tentar da melhor forma possível modificar seus pensamentos e crenças para que possa evitar o sofrimento.
10) De que forma o trabalho com pensamentos se diferencia e se assemelha ao trabalho com crenças? Como isso impacta o andamento do tratamento?
A TCC segue um trabalho linear, trabalhando inicialmente a partir dos pensamentos automáticos. Ensina-se ao paciente identificar e re-estruturar seus pensamentos automáticos em pensamentos mais funcionais, realistas e flexíveis. Posterior com a identificação constante dos pensamentos automáticos, emoções e comportamentos, se elabora um panorama geral para identificar as crenças intermediárias e centrais. Estaria aí uma das diferenças do trabalho com Pensamentos e Crenças, a partir dos pensamentos nós identificamos e conseguimos trabalhar com as crenças. Passando por todos os níveis de pensamento, do pensamento automáticoaté as crenças centrais. O objetivo na terapia, é que a alteração e reestruturação desses objetos de trabalho gerem mudanças emocionais e comportamentais duradouras. Aumentando assim a qualidade de vida, diminuindo o sofrimento.
11) Qual a diferença entre pensamentos considerados “negativos ou positivos” e “funcionais ou disfuncionais”. Apresente um exemplo em que essa diferenciação possa ser verificada. 
Pensamentos disfuncionais são modos de pensar que nos fazem ver a realidade com um olhar distorcido, tendencioso e autossabotador, ao distorcer a realidade acabam se associando a emoções, comportamentos e até mesmo respostas fisiológicas inúteis e que afetam o bem estar, que podem ser facilmente identificadas, como por exemplo: Sudorese.
Já os pensamentos funcionais são aqueles que são úteis ao indivíduo dando-lhe habilidades, comportamentos e respostas fisiológicas úteis para sobrevivência, bem estar físico e mental, como por exemplo: Habilidades sociais adaptativas.
Os pensamentos negativos ou positivos são identificados pela interação e interpretação do indivíduo com o ambiente em que se localiza, podendo assim ser encarado como certa tendência singular. Importante ter em mente que se refere primordialmente ao bem-estar do indivíduo. Exemplo: Nunca vou me encaixar. Pensamento negativo disfuncional. Traz sofrimento ao indivíduo e pode ser caracterizado neste exemplo perfeitamente pelo exagero e a presença e autosabotagem.
12) Qual a diferença entre regulação emocional e tolerância ao desconforto? Quais são as estratégias comumente utilizadas para o desenvolvimento da regulação emocional e por que estas são majoritariamente comportamentais?
	Ambas pertencem às estratégias de manejo do afeto, são seus extremos. A regulação emocional seria uma habilidade mais complexa com efeitos à longo prazo e que teoricamente seriam mais difíceis de serem aceitas pela falta de engajamento dos pacientes por essa busca cega de eficiência imediata (satisfação imediata), já a tolerância ao desconforto são habilidades que ajudam a lidar com situações estressoras, trazendo alívio imediato para conseguirmos lidar nesse primeiro momento com aquela situação até conseguir desenvolver habilidades suficientes para superar essas situações encarando-as de outra forma por exemplo.
	Regulação Emocional: modo flexível e adaptado ao ambiente; capacidade de alcançar homeostase emocional diante de eventos estressores.
Tolerância ao desconforto: capacidade de suportar situações estressoras ou crises sem utilizar comportamentos autodestrutivos; capacidade de suportar o sofrimento por tempo suficiente.
As estratégias de regulação emocional visa mudança de comportamentos e pensamentos:
· identificar e nomear as emoções;
· normalizar e validar as emoções diante das vivências;
· intervenção, envolve reavaliação e aceitação.
13) Quais são os principais pontos que diferenciam a TCC com adultos da TCC aplicada à criança e ao adolescente? No que ela se assemelha? Como os principais elementos das TCCs (o modelo de relação entre pensamento, emoção, comportamento e reação fisiológica; a conceitualização cognitiva; a psicoeducação; o empirismo colaborativo e a estrutura da sessão) aparecem no atendimento a esse público?
TCC com o objetivo de tratar crianças e adolescentes têm muitas semelhanças com a abordagem utilizada com os adultos e no público em geral. Mas também existem diferenças muito importantes, principalmente na linguagem utilizada e por ter a participação dos pais ou responsáveis no tratamento, não sendo por esses motivos uma transposição direta das técnicas utilizadas com adultos.
As semelhanças, se fazem presentes no foco com o presente, objetivando desta maneira mudanças comportamentais e cognitivas com sessões muito bem estruturadas.
Suas diferenças na criação de linguagens se faz presente muitas vezes pelas técnicas não verbais, para desta forma acessar o funcionamento cognitivo do paciente, também com foco das intervenções se centrarem na ativação e no entendimento das emoções, as quais as crianças e adolescentes têm dificuldade de diferenciar dos pensamentos, trabalhando assim os pensamentos adaptativos e não adaptativos.
Os exemplos práticos são: utilização de brinquedos e jogos para o auxílio da colaboração na sessão e para a criação de vínculos, contando sempre que necessário com a presença dos cuidadores, conforme combinação prévia.
14) Cite e justifique aspectos que revelem algumas das principais diferenças entre as Terapias Contextuais e as TCCs “tradicionais”.
Terapias contextuais também chamadas de TCC de terceira geração têm como foco de trabalho o contexto para tentar entender um comportamento. Partindo do contexto faz a ligação da situação que esteja acontecendo no mundo externo(ambiente) ou interno(pensamentos, emoções…) do indivíduo.
Tendo como foco não somente a resolução de um problema específico, mas sim abordando todo o contexto que este problema se localiza e fazendo desta forma o mapeamento geral como um todo para desta forma redirecionar as tendências e pensamentos pessoais, ajudando o indivíduo a construir uma vida menos focada na sua própria experiência.
Resolvendo problemas e ajudando o paciente a perceber que é possível resolver não apenas o problema, mas também a vida como um todo, criando habilidade que poderão ser usadas para enfrentar as adversidades cotidianas.
Já as TCCs “tradicionais” atuam primordialmente e diretamente na ativação e modificação de comportamentos disfuncionais e transtornos comportamentais com o intuito de resolução de problemas da forma mais rápida possível.
15) Por que o mindfulness é tão importante para as Terapias Contextuais, sendo um dos elementos em comum entre as diferentes linhas de terapia deste tipo? Por que desenvolver técnicas de mindfulness pode promover melhor saúde física e mental? Em que circunstância a utilização dessa técnica é útil?
Mindfulness ajuda a enfraquecer os diferentes contextos sócio-verbais patogênicos: (1) O contexto de avaliação, porque os exercícios de mindfulness levam a habilidades de vivenciar seus conteúdos como realmente são, sem categorizá-los ou atribuir conceitos e significados derivados de outras fontes. (2) O contexto de controle, porque a pessoa aprende a respeitar pensamentos e sentimentos positivos e negativos. (3) O contexto de dar razões, porque nos exercícios de mindfulness a pessoa aprende a vivenciar o momento sem racionalizar. (4) O contexto de literalidade, porque o cliente aprende a reagir a pensamentos pelo que são – nada mais do que pensamentos - mesmo quando são desagradáveis.Também há a presença de um cuidado com a atenção, permitindo que o indivíduo fuja do modo robô e foque sua atenção no momento atual. A diminuição do estresse, ruminação e preocupação e aumento da consciência corporal e dos comportamentos automatizados são fatores positivos causados pelo Mindfulness, capaz de gerar uma melhoria na saúde física e mental.
16) O conceito de flexibilidade psicológica é central para a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT). O que é a flexibilidade psicológica e como ela pode ser desenvolvida ao longo do tratamento?
	A flexibilidade psicológica é entendida como a maneira com que cada sujeito lida com o seu próprio sofrimento e quais são as ações que ele tem diante das situações desagradáveis que ele se depara. Ela pode ser desenvolvida com a mudança diante dessas situações e sentimentos desagradáveis, buscando identificar e aprender a lidar de uma melhor maneira com elas, a partir da desfusão cognitiva, aceitação experimental, self contextual, valores e ação comprometida, além de contato com o momento presente. 
17) O modelo de flexibilidade psicológica foi estruturado de modo a estabelecer um continuum, de um polo inflexível ao pólo flexível. Sendo assim, todas as seis variáveis do modelo apresentam-se nos dois pólos. Escreva abaixo quais são e o que significam cada uma das variáveis “opositoras” entre si (ex: esquiva experiencial x aceitação).
Desfusão cognitiva: A desfusão cognitiva nada mais é doque o processo contrário à fusão cognitiva. Busca-se mudar a maneira que se interage com os pensamentos, sentimentos e percepções, não mais vivenciando eles como realidade, mas como simples percepções que podem estar erradas.Ao ter um pensamento negativo, por exemplo, a pessoa pode aceitá-lo como uma realidade ou perceber que se trata apenas de um pensamento e não um fato consumado. Para isso, há uma variedade de técnicas que o terapeuta pode ensinar ao paciente durante o curso da terapia.
Aceitação experimental: A aceitação consiste em um envolvimento consciente nesses eventos desagradáveis. No caso da pessoa em crise de ansiedade, é melhor sentir a ansiedade de uma vez do que tentar se defender e falhar, gerando mais ansiedade ainda. O mesmo vale para qualquer sentimento negativo: lutar contra eles muitas vezes não melhora a situação. Pelo contrário, pode até piorar. Aceitar o que está sentindo e se deixar sentir é a chave para que o sentimento seja resolvido.
Contato com o momento presente: Ao estar em contato com o presente, a pessoa é capaz de pensar com clareza a respeito das coisas que acontecem, identificando seus pensamentos e interpretações como eventos psicológicos subjetivos e não como parte da realidade. Além disso, é no contato com o presente que é possível a mudança de comportamento para que suas ações sejam mais consistentes com seus valores.
Self contextual: Devido aos quadros relacionais tais como Eu vs. Você, Agora vs. Antes, Aqui vs. Ali, a linguagem humana gera um conceito de si como um local ou perspectiva, conferindo uma faceta transcendental e espiritual aos falantes humanos normais. Em suma, a ideia é de que o “eu” emerja de um conjunto de vários exemplares de relações de perspectivas (“relações dêiticas”, de acordo com a RFT). Entretanto, como este auto-senso é um contexto para o conhecimento verbal, e não o conteúdo deste conhecimento, seus limites não podem ser conscientemente aferidos. O self contextual é parcialmente importante deste ponto de vista, já que o indivíduo pode estar consciente de seu fluxo de experiências sem necessariamente vincular-se a ele ou a uma investida na qual experiências particulares ocorreram, sendo assim incitadas a desfusão e a aceitação. O eu como contexto é estimulado pela ACT através de exercícios de conscientização, metáforas e processos experienciais.
Valores: Valores são qualidades escolhidas com o propósito de que nunca possam existir como objeto, mas sim como exemplos a serem alcançados passo a passo. A ACT utiliza-se de uma variedade de exercícios que auxiliam o paciente a escolher direcionados de vida em vários domínios (eg família, carreira profissional, espiritualidade) ao reduzir processos de verbalização que podem levar a escolhas escolhidas no evitamento, na conivência social ou na fusão (ex. “Devo exaltar X” ou “Uma boa pessoa venceria Y” ou “Minha mãe quer que eu valorize Z”). Na ACT, a aceita, a desfusão e o estar presente não possuem um fim em si, mas configuram-se como meios mais eficazes para uma vida de valores mais consistentes e cruciais.
Ação comprometida: Apenas quando o indivíduo se compromete com a terapia e com a mudança de comportamento para comportamentos mais adequados é que a terapia poderá ter algum efeito. O paciente se compromete com as mudanças desejadas a partir da aceitação e dos valores já trabalhados em terapia.
18) Por que na ACT as intervenções acontecem majoritariamente através de metáforas? De que forma isso pode ser benéfico?
 	Como esta terapia se propõe a reduzir as formas danosas de controle verbal, a prática clínica é permeada por uma linguagem pouco literal, para quebrar o domínio do comportamento verbal e trazer a experiência como foco. São utilizadas para isto metáforas, paradoxos inerentes e exercícios. As metáforas têm um caráter menos específico e, por isso, o cliente tem maior dificuldade de vê-la como uma regra e segui-la por pliance. Elas não têm uma lógica racional, pois são mais como uma imagem, além de serem mais fáceis de lembrar e de aplicar a outras situações. O paradoxo inerente é uma contradição entre propriedades literais e funcionais de um evento verbal. Trata-se de uma construção verbal sobre eventos parcialmente verbais que evidenciam a diferença de qualidade entre eles. Os exercícios proporcionam uma experiência com eventos privados em um ambiente seguro e sem julgamento, o que promove uma mudança de contexto destes, enfraquecendo seus valores aversivos. Algumas metáforas podem ser usadas para facilitar a identificação dos valores, como propor que o cliente se imagine em seu velório, e o que ele gostaria que as pessoas falassem dele; ou pedir que ele suponha que irá morrer em um mês, e o que ele faria; ou perguntar quais seriam os três desejos que ele faria caso achasse uma lâmpada mágica.

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