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questions_literatura_modernismo-primeira-fase_Vestibulares

Conjunto de questões de vestibular sobre o Modernismo brasileiro (Primeira Fase), com enunciado sobre a Semana de Arte Moderna de 1922, itens de múltipla escolha e trechos literários: "Os dois viajantes na Macacolândia" (Monteiro Lobato) e trecho de Macunaíma.

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Vestibulares
Modernismo - Primeira Fase
L0169 - (Ufpr)
“A ambição do grupo [modernista] era grande: educar o
Brasil, curá-lo do analfabe�smo letrado, e, sobretudo,
pesquisar uma maneira nova de expressão, compa�vel
com o tempo do cinema, do telégrafo sem fio, das
travessias aéreas intercon�nentais”. 
(Boaventura, M. E. A Semana de Arte Moderna e a Crí�ca
Contemporânea: vanguarda e modernidade nas artes
brasileiras. Conferência – IEL-Unicamp, 2005, p.5-6.
Fonte:
h�p://www.iar.unicamp.br/dap/vanguarda/ar�gos.html).
 
Conforme o trecho acima e os conhecimentos sobre a
Semana de Arte Moderna de 1922 e o modernismo
brasileiro subsequente, é correto afirmar:
a) A Semana de 1922 marcou o modernismo inspirado
em vanguardas europeias, buscando uma nova arte
com uma iden�dade brasileira experimental,
miscigenada, antropofágica e cosmopolita. O
movimento celebrava o progresso da nação,
simbolizado pelo desenvolvimento da cidade de São
Paulo. 
b) A Semana foi o grande marco da arte moderna
brasileira, caracterizando-se pela busca por uma
imitação do surrealismo e do cubismo, realizada por
acadêmicos em constante contato com os ar�stas
europeus. 
c) A Semana de 1922 somou-se ao regionalismo
nordes�no para mostrar as raízes da cultura brasileira,
recusando qualquer interferência da arte estrangeira.
Os modernistas fizeram, com isso, uma forte crí�ca à
modernização e à alfabe�zação brasileira. 
d) Monteiro Lobato e Mário de Andrade lideraram a
Semana de 1922, que teve o intuito de aliar as
produções mais recentes no campo da música,
literatura e artes plás�cas futuristas com as obras
tradicionalistas da arte brasileira. 
e) Os modernistas passaram a se organizar, depois da
Semana de 1922, para efe�var uma arte
revolucionária nos moldes do realismo sovié�co, pois
acreditavam na conscien�zação da população para
uma mudança no poder. 
L0165 - (Ifce)
Os dois viajantes na Macacolândia
Monteiro Lobato
 
Dois viajantes, transviados no sertão, depois de muito
andar, alcançam o reino dos macacos.
Ai deles! Guardas surgem na fronteira, guardas ferozes
que os prendem, que os amarram e os levam à presença
de S. Majestade Simão III.
El-rei examina-os de�damente, com macacal curiosidade,
e em seguida os interroga:
– Que tal acham isto por aqui?
1@professorferretto @prof_ferretto
Um dos viajantes, diplomata de profissão, responde sem
vacilar:
– Acho que este reino é a oitava maravilha do mundo.
Sou viajadíssimo, já andei por Seca e Meca, mas, palavra
de honra! Nunca vi gente mais formosa, corte mais
brilhante, nem rei de mais nobre porte do que Vossa
Majestade.
Simão lambeu-se todo de contentamento e disse para os
guardas:
– Soltem-no e deem-lhe um palácio para morar e a mais
gen�l donzela para esposa. E lavrem incon�nen� o
decreto de sua nomeação para cavaleiro da mui augusta
Ordem da Banana de Ouro.
Assim se fez e, enquanto o faziam, El-rei Simão, risonho
ainda, dirigiu a palavra ao segundo viajante:
– E você? Que acha do meu reino?
Este segundo viajante era um homem neurastênico,
azedo, amigo da verdade a todo o transe.
Tão amigo da verdade que replicou sem demora:
– O que acho? É boa! Acho o que é!…
– E que é que é? – interpelou Simão, fechando o
sobrecenho.
– Não é nada. Uma macacalha… Macaco praqui, macaco
prali, macaco no trono, macaco no pau…
– Pau nele – berra furioso o rei, ges�culando como um
possesso. Pau de rachar nesse miserável caluniador…
E o viajante neurastênico, arrastado dali por cem
munhecas, entrou numa roda de lenha que o deixou
moído por uma semana. 
 
Sobre o autor do texto acima, é incorreto afirmar-se que 
a) apoiou a Semana de Arte Moderna de 1922. 
b) ficou popularmente conhecido pelo conjunto
educa�vo de sua obra de livros infan�s. 
c) nasceu em Taubaté, São Paulo. 
d) escreveu Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de
Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939). 
e) deu vida a um de seus mais famosos personagens, o
Jeca Tatu, que causou grande polêmica porque era
símbolo do atraso e da miséria que representava o
campo no Brasil. 
L0164 - (Ifpe)
MACUNAÍMA
 
Uma feita a Sol cobrira os três manos duma escaminha
de suor e Macunaíma se lembrou de tomar banho.
Porém no rio era impossível por causa das piranhas tão
vorazes que de quando em quando na luta pra pegar um
naco de irmã espedaçada, pulavam aos cachos pra fora
d'água metro e mais. Então Macunaíma enxergou numa
lapa bem no meio do rio uma cova cheia d'água. E a cova
era que-nem a marca dum pé-gigante. Abicaram. O herói
depois de muitos gritos por causa do frio da água entrou
na cova e se lavou inteirinho. Mas a água era encantada
porque aquele buraco na lapa era marca do pezão do
Sumé, do tempo em que andava pregando o evangelho
de Jesus pra indiada brasileira. Quando o herói saiu do
banho estava branco louro e de olhos azuizinhos, a água
lavara o pretume dele. E ninguém não seria capaz mais
de indicar nele um filho da tribo re�nta dos Tapanhumas.
Nem bem Jiguê percebeu o milagre, se a�rou na marca
do pezão do Sumé. Porém a água já estava muito suja da
negrura do herói e por mais que Jiguê esfregasse feito
maluco a�rando água pra todos os lados só conseguiu
ficar da cor do bronze novo. Macunaíma teve dó e
consolou: 
— Olhe, mano Jiguê, branco você ficou não, porém
pretume foi-se e antes fanhoso que sem nariz. 
Maanape então é que foi se lavar, mas Jiguê esborrifara
toda a água encantada pra fora da cova. Tinha só um
bocado lá no fundo e Maanape conseguiu molhar só a
palma dos pés e das mãos. Por isso ficou negro bem filho
da tribo dos Tapanhumas. 
ANDRADE, Mário de. Macunaíma. 22. ed. Belo Horizonte:
Ita�aia, 1986. 
 
Macunaíma é uma obra da primeira geração modernista,
cujo autor, Mário de Andrade, foi um dos mentores da
Semana de Arte Moderna, de 1922. A respeito da
primeira fase do Modernismo, podemos afirmar que 
a) seus romances valorizaram a cultura brasileira através
de forte regionalismo, com influência da psicanálise de
Freud. 
b) buscou uma maior aproximação com a realidade ao
descrever os costumes, as relações sociais e a crise das
ins�tuições. 
c) propôs uma esté�ca poé�ca transgressora, que tentou
romper com o tradicional, buscando a liberdade
formal e a valorização do co�diano. 
d) apresentou influência do Parnasianismo e do
Simbolismo, forte academicismo e passadismo. 
e) cultuou o obje�vismo e a linguagem culta e direta. 
L0333 - (Unicamp)
Que dizer das personagens? Creio que têm a força e ao
mesmo tempo a fraqueza da caricatura. Mas, pensando
melhor, não poderemos também alegar em defesa do
romancista que a caricatura é uma tendência
reconhecida e aceita da arte moderna, principalmente da
pintura? Não haverá muito de deformação na obra de
grandes pintores como Por�nari, Di Cavalcante e Segall –
todos eles inconformados com a sociedade em que
vivem?
(Adaptado de Erico Verissimo, Prefácio, em Caminhos
Cruzados. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 20-
2@professorferretto @prof_ferretto
21.)
 
 
 
A ideia de deformação aplica-se ao quadro de Tarsila e ao
romance Caminhos cruzados, de Érico Veríssimo, porque
tal procedimento ar�s�co acentua
a) a crí�ca do modernismo à violência da escravidão e às
desigualdades sociais, presentes no quadro e nas
personagens do romance, respec�vamente. 
b) o imaginário da burguesia nacional, pois tanto as
protagonistas do romance quanto a imagem da
mulher negra retratam os traços caracterís�cos das
reformas sociais do Estado Novo. 
c) os princípios esté�cos do movimento modernista, pois
as duas expressões ar�s�cas apresentam-se como
reflexo dos valores da elite cafeeira paulista. 
d) a moral implícita da modernidade, pois o narrador do
livro e a representação do corpo negro cri�cam o
comportamento social das personagens femininas no
século XX. 
L0167 - (Ifpe)
Texto 1
 
ENTENDA O MOVIMENTO LITERÁRIO QUE DEU ORIGEM
A "MACUNAÍMA"
 
"Macunaíma" é uma obra que atravessa tempos e
lugares, raças e linguagens, cruzando as fronteiras entre o
culto e o popular. O livro faz uma síntese do povo
brasileiro que se mantém atual mesmo80 anos depois de
seu lançamento. De acordo com Noemi Jaffe, autora do
�tulo "Folha Explica - Macunaíma", da Publifolha, o
caráter atual da obra se mantém por tratar de temas que
ainda fazem parte do Brasil. "O nosso país ainda
apresenta os mesmos problemas retratados em
"Macunaíma": é economicamente dependente, desigual
e apresenta dificuldades de reconhecimento da
iden�dade".
A obra "Macunaíma", de Mário de Andrade, foi escrita
em 1927 e publicada em 1928. O livro pertence ao
Modernismo, movimento literário que teve seu ápice em
1922, com a semana de Arte Moderna, que teve Mário
de Andrade como um de seus mentores. "Seis anos
depois, em 1928, ano em que “Macunaíma” foi lançado,
o Modernismo já era um movimento literário mais
consolidado; com nome, número, iden�dade e
ideologia", afirma Noemi Jaffe.
Em 1928, de acordo com Oscar Pilagallo, autor da série
"Folha Explica - História" e outros livros da Publifolha, "o
modernismo entrava em outra fase, marcado pelo
Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade, publicado
em maio daquele ano, e pelo lançamento de
“Macunaíma”, de Mário de Andrade. Foram duas
vertentes importantes, ambas marcadas pelo
nacionalismo. O folclorismo de Mário e a irreverência de
Oswald".
Disponível em: h�p://www1.folha.uol.com.br .
(Publicado em 2008).
Acesso em: 25ago.2013.
 
 
 
Texto 2
3@professorferretto @prof_ferretto
 
Texto 3
 
Os comentários que seguem têm por base os textos 1,
2 e 3. Avalie-os.
 
I. Segundo retrata o texto 1, Oswald de Andrade propôs,
em 1928, o Manifesto Antropófago. O texto 2 cons�tui,
na pintura, um exemplar dessa proposta.
II. O texto 2 é um dos principais quadros da Primeira Fase
Modernista e traz uma intertextualidade explícita com
duas outras telas: “A Negra” e “Abaporu”, também de
Tarsila do Amaral.
III. O autor do texto 3 faz uma crí�ca mordaz à jus�ça
brasileira, ao chamá-la de “Macunaíma”, personagem
cuja denominação dada por Andrade é “um herói sem
nenhum caráter’.
IV. É irônica a caracterização �sica da ‘Jus�ça
Macunaíma’, uma vez que o personagem criado por
Mário de Andrade é um indígena que, ao longo da obra,
torna-se loiro. Não há alusão ao negro.
V. A frase “Ai, que preguiça!” é uma referência a
Macunaíma e é retomada na charge com o obje�vo de
retratar a iden�dade do povo brasileiro atual, como
sugere o primeiro parágrafo do texto 1.
 
Estão corretos, apenas: 
a) I, II e III 
b) I e III 
c) II, IV e V 
d) II e V 
e) III e IV 
L0340 - (Unicamp)
TEXTO 1
an�poema
 
é preciso rasurar o cânone
distorcer as regras
as rimas
as métricas
 
o padrão
a norma que prende a língua
 
os milionários que se beneficiam do nosso silêncio
 
do medo de se dizer poeta,
 
só assim será livre a palavra.
(Ma Njanu é idealizadora do “Clube de Leitoras” na
periferia de Fortaleza e da “Pretarau, Sarau das Pretas”,
cole�vo de ar�stas negras. Disponível em
h�p://recantodasletras.com.br/poesias/6903974.
Acessado em 20/05/2020.)
 
TEXTO 2
“O povo não é estúpido quando diz ‘vou na escola’, ‘me
deixe’, ‘carneirada’, ‘mapear’, ‘farra’, ‘vagão’, ‘futebol’. É
antes inteligen�ssimo nessa aparente ignorância porque,
sofrendo as influências da terra, do clima, das ligações e
contatos com outras raças, das necessidades do
momento e de adaptação, e da pronúncia, do caráter, da
psicologia racial, modifica aos poucos uma língua que já
não lhe serve de expressão porque não expressa ou sofre
essas influências e a transformará afinal numa outra
língua que se adapta a essas influências.”
(Carta de Mário a Drummond, 18 de fevereiro de 1925,
em Lélia Coelho Frota, Carlos e Mário: correspondência
completa entre Carlos Drummond de Andrade e Mário
de Andrade. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2002, p. 101.)
 
Apesar de passados quase 100 anos, a carta de Mário de
Andrade ecoa no poema de Ma Njanu. Ambos os textos
manifestam
a) a ignorância ra�ficada do povo em sua luta para se
expressar. 
b) a necessidade de diversificar a língua segundo outros
costumes. 
c) a inteligência do povo e dos poetas livres de
influências. 
d) a ingenuidade em se crer na possibilidade de escapar
às regras. 
L0163 - (Ifpe)
CERTAS PALAVRAS
 
Certas palavras não podem ser ditas
em qualquer lugar e hora qualquer.
Estritamente reservadas
4@professorferretto @prof_ferretto
para companheiros de confiança,
devem ser sacralmente pronunciadas
em tom muito especial
lá onde a polícia dos adultos
não adivinha nem alcança.
 
Entretanto são palavras simples:
definem
partes do corpo, movimentos, atos
do viver que só os grandes se permitem
e a nós é defendido por sentença
dos séculos.
 
E tudo é proibido. Então, falamos.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Certas palavras.
In: A palavra Mágica – POESIA. 10ª ed. Rio de Janeiro:
Record, 2003, p. 32.
 
DIÁLOGO FINAL
 
- É tudo que tem a me dizer? - perguntou ele.
- É - respondeu ela.
- Você disse tão pouco.
- Disse o que �nha para dizer.
- Sempre se pode dizer mais alguma coisa.
- Que coisa?
- Sei lá. Alguma coisa.
- Você queria que eu repe�sse?
- Não. Queria outra coisa.
- Que coisa é outra coisa?
- Não sei. Você que devia saber.
(...)
ANDRADE, Carlos Drummond de. Diálogo Final (trecho).
In: Histórias para o Rei – CONTO. 4ª ed. Rio de Janeiro:
Record, 1999, p. 42-43. 
 
O Modernismo brasileiro foi um movimento cultural,
ar�s�co e literário que teve seu início marcado pela
Semana de Arte Moderna, em 1922, e que buscou
examinar e desconstruir os sistemas esté�cos da arte
tradicional.
 
Com base na leitura dos textos acima e nos seus
conhecimentos acerca das caracterís�cas das obras
modernas, assinale a alterna�va CORRETA. 
a) Por fazer parte da segunda geração de modernistas,
Drummond usufrui de uma liberdade ainda maior do
que a imaginada pelos par�cipantes da Semana, o que
o permite experimentar grande variedade temá�ca e
es�lís�ca, conforme vemos nos textos apresentados. 
b) Embora seja modernista, o poema “Certas palavras”
faz clara oposição aos ideais defendidos por esse
movimento, em que a vontade de quebrar os
paradigmas da literatura tradicional não permi�am a
sobrevivência do eu lírico. 
c) A estrutura do conto “Diálogo final”, prosaica e com
linguagem acessível, só foi possível a par�r da terceira
geração do Modernismo brasileiro, quando os
escritores conquistaram certa autonomia literária e
construíram a iden�dade da literatura nacional. 
d) O poema “Certas palavras”, embora pareça um
poema, está escrito em prosa, uma vez que o uso de
sinais de pontuação é próprio de textos prosaicos. Em
poemas, a organização dos versos e das estrofes
dispensa o uso de sinais diacrí�cos, como a vírgula e
os dois-pontos, por exemplo. 
e) Os textos, por romperem com ideais esté�cos da
literatura tradicional, foram escritos em uma
variedade mais formal da Língua Portuguesa, não
havendo, em sua composição, trechos em desacordo
com a norma culta. 
L0168 - (Ibmecrj)
A Semana de Arte Moderna foi um movimento definidor
da concepção contemporânea de “cultura brasileira”,
quando foram propostas pela primeira vez muitas das
ideias ainda correntes sobre a relação do país com a
tradição nacional e as influências estrangeiras. Neste ano
de 2012, esse movimento completa 90 anos. Da Semana
par�ciparam jovens ar�stas como os escritores Oswald
de Andrade, Anita Malfa�, Mario de Andrade e Manuel
Bandeira, esses dois úl�mos autores dos poemas abaixo.
 
Texto I
 
VOU ME EMBORA
Mario de Andrade
(Fragmento)
 
Vou-me embora, vou-me embora
Vou-me embora pra Belém
Vou colher cravos e rosas
Volto a semana que vem
(...)
Vou-me embora paz na terra
Paz na terra repar�da
Uns têm terra, muita terra
Outros nem pra uma dormida
Não tenho onde cair morto
5@professorferretto @prof_ferretto
Fiz gorar a inteligência
Vou reentrar no meu povo
Reprincipiar minha ciência
(...)
 
Texto II
 
VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA
Manuel Bandeira
(Fragmento)
 
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui não sou feliz
(...)
 
Expressões e palavras assumem diferentes significadosdependendo do contexto em que estão sendo u�lizadas.
A expressão “Vou-me embora” assume, nos textos I e
II,os seguintes sen�dos de busca, respec�vamente: 
a) da independência financeira e da liberdade
condicional 
b) da expressão nacionalista e do paraíso perdido 
c) do conhecimento da pátria e da independência
financeira 
d) do conhecimento do povo e da liberdade de expressão
linguís�ca 
e) da felicidade e do conhecimento da cultura popular 
L0166 - (Mackenzie)
A par�r dos três autores selecionados, considere as
seguintes afirmações:
 
I. Manuel Bandeira foi poeta determinante na idealização
e na organização da Semana de Arte Moderna de 1922.
II. Augusto dos Anjos, em função de sua perfeição
métrica e rítmica, é considerado um dos expoentes da
tríade parnasiana.
III. Machado de Assis abandonou a prosa român�ca para
desenvolver as digressões textuais, caracterís�ca
fundadora da prosa realista.
 
Assinale a alterna�va correta. 
a) Estão corretas as afirmações I e II. 
b) Estão corretas as afirmações II e III. 
c) Estão corretas as afirmações I e III. 
d) Todas as afirmações estão corretas. 
e) Nenhuma das afirmações está correta. 
L0448 - (Unesp)
Leia alguns trechos do “Prefácio Interessan�ssimo”
de Pauliceia Desvairada, de Mário de Andrade, obra
considerada marco do Modernismo brasileiro e publicada
originalmente em julho de 1922.
Leitor:
Está fundado o Desvairismo.
Este prefácio, apesar de interessante, inú�l.
 
Quando sinto a impulsão lírica escrevo sem pensar
tudo o que meu inconsciente me grita. Penso depois: não
só para corrigir, como para jus�ficar o que escrevi. Daí a
razão deste Prefácio Interessan�ssimo.
E desculpe-me por estar tão atrasado dos
movimentos ar�s�cos atuais. Sou passadista, confesso.
Ninguém pode se libertar duma só vez das teorias-avós
que bebeu; e o autor deste livro seria hipócrita se
pretendesse representar orientação moderna que ainda
não compreende bem.
Não sou futurista (de Marine�). Disse e repito-o.
Tenho pontos de contato com o futurismo. Oswald de
Andrade, chamando-me de futurista, errou. A culpa é
minha. Sabia da existência do ar�go e deixei que saísse.
Tal foi o escândalo, que desejei a morte do mundo. Era
vaidoso. Quis sair da obscuridade. Hoje tenho orgulho.
Não me pesaria reentrar na obscuridade. Pensei que se
discu�riam minhas ideias (que nem são minhas):
discu�ram minhas intenções.
Um pouco de teoria?
Acredito que o lirismo, nascido no subconsciente,
acrisolado num pensamento claro ou confuso, cria frases
que são versos inteiros, sem prejuízo de medir tantas
sílabas, com acentuação determinada.
(Mário de Andrade. Poesias completas, 2013.)
 
Ao enfa�zar o papel do inconsciente na a�vidade cria�va,
o “Prefácio Interessan�ssimo” expõe uma poé�ca que
revela afinidades com a esté�ca 
a) cubista. 
b) futurista. 
c) impressionista. 
d) expressionista. 
e) surrealista. 
L0449 - (Unesp)
6@professorferretto @prof_ferretto
Mário de Andrade recorre à metalinguagem no
seguinte trecho: 
a) “Está fundado o Desvairismo.” 
b) “Não me pesaria reentrar na obscuridade.” 
c) “Este prefácio, apesar de interessante, inú�l.” 
d) “Sabia da existência do ar�go e deixei que saísse.” 
e) “Quis sair da obscuridade.” 
L0491 - (Unesp)
Indo às consequências finais da posição de José de
Alencar no Roman�smo, esse autor adotou como base da
sua obra o esforço de escrever numa língua inspirada
pela fala corrente e os modismos populares, não
hesitando em usar formas consideradas incorretas, desde
que legi�madas pelo uso brasileiro. Com isso, foi o maior
demolidor da “pureza vernácula” e do “culto da forma”.
(Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010.
Adaptado.)
 
O texto refere-se a
a) Olavo Bilac.
b) Machado de Assis.
c) Mário de Andrade.
d) Aluísio Azevedo.
e) Euclides da Cunha.
L0523 - (Unesp)
O quadro não se presta a uma leitura convencional, no
sen�do de esmiuçar os detalhes da composição em busca
de nuances visuais. Na tela, há apenas formas brutas,
essenciais, as quais remetem ao estado natural,
primi�vo. Os contornos inchados das plantas, os pés
agigantados das figuras, o seio que atende ao inexorável
apelo da gravidade: tudo é raiz. O embasamento que
vem do fundo, do passado, daquilo que vegeta no
substrato do ser. As cabecinhas, sem faces, servem
apenas de contraponto. Estes não são seres pensantes,
produtos da cultura e do refinamento. Tampouco são
construídos; antes nascem, brotam como plantas,
sorvendo a energia vital do sol de limão. À palheta
nacionalista de verde planta, amarelo sol e azul e branco
céu, a pintora acrescenta o ocre avermelhado de uma
pele que mais parece argila. A mensagem é clara: essa é
nossa essência brasileira – sol, terra, vegetação. É isto
que somos, em cores vivas e sem a intervenção erudita
das fórmulas pictóricas tradicionais.
(Rafael Cardoso. A arte brasileira em 25 quadros, 2008.
Adaptado.)
 
Tal comentário aplica-se à seguinte obra de Tarsila do
Amaral (1886-1973): 
a)
b)
c)
d)
e)
7@professorferretto @prof_ferretto
L0554 - (Unesp)
Duas fortes mo�vações converteram-se em molas de
composição desta obra:
 
a) por um lado, o desejo de contar e cantar episódios
em torno de uma figura lendária que trazia em si os
atributos do herói, entendido no senso mais lato possível
de um ser entre humano e mí�co, que desempenha
certos papéis, vai em busca de um bem essencial, arrosta
perigos, sofre mudanças extraordinárias, enfim vence ou
malogra...;
 
b) por outro lado, o desejo não menos imperioso de
pensar o povo brasileiro, nossa gente, percorrendo as
trilhas cruzadas ou superpostas da sua existência
selvagem, colonial e moderna, à procura de uma
iden�dade que, de tão plural que é, beira a surpresa e a
indeterminação.
(Alfredo Bosi. Céu, inferno, 2003. Adaptado.)
 
 
Tal comentário aplica-se à obra
a) Memórias de um sargento de milícias, de Manuel
Antônio de Almeida.
b) Vidas secas, de Graciliano Ramos.
c) Macunaíma, de Mário de Andrade.
d) Os sertões, de Euclides da Cunha.
e) Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de
Assis. 
8@professorferretto @prof_ferretto

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