Prévia do material em texto
Filosofia Aula 1 – 2º Bimestre Hobbes / Locke Material de Apoio – Bibliografia: · Thomas Hobbes – Leviatã – Cap. XIII ao XVII · John Locke – Segundo tratado acerca do Governo Civil – Clássicos da Política – Vol. 1 (Textos do Locke) 1. Hobbes 1.1 Teoria do conhecimento 1.2 Antropologia 1.3 Teoria Política 1.3.1 Estado de Natureza 1.3.2 Estado Civil 1.3.3 Distinção entre direito e lei 1.3.4 Leis da Natureza 1.3.5 Justiça 2. Locke 2.1 Teoria do conhecimento 2.2 Antropologia 2.3 Estado de Natureza 2.4 Estado de guerra 2.5 Propriedade 2.6 Poder Civil HOBBES: · Epistemologia – Teoria do conhecimento cientifico / mundo. · Empirismo – empirista. A origem das ideias esta no conhecimento (nas experiências delas). A diferença esta na origem das ideias, na sua experiência. · Antropologia – negativa, para ele o homem já nasce mal, ele é mal por natureza. · Ideia de Estado da Natureza – Genesis da vida política. O homem enquanto animal esta querendo a destruição / estado de igualdade. Para ele a liberdade é um direito. · Primeira lei da natureza: 1. Busca pela paz – fundamento 2. Pacto em si – renuncia pela liberdade/Direito. 3. Cumprimento da lei (vai chamar de justiça) 4. Estado de Natureza: · Estado de Natureza: Para Hobbes, todos os homens eram livres e iguais. O que marca o estado de natureza é o medo: vida pobre, vida violenta, vida curta. Hobbes diz: o soberano governa pelo temor que inflige a seus súditos. Porque, sem medo, ninguém abriria mão de toda a liberdade que tem naturalmente; se não temesse a morte violenta, que homem renunciaria ao direito que possui, por natureza, a todos os bens e corpos? Thomas Hobbes é um CONTRATUALISTA, quer dizer, um daqueles filósofos que, entre o século XVI e o XVIII (basicamente), afirmava que a origem do Estado e/ou da sociedade está em um CONTRATO: os homens viveriam naturalmente, sem poder e sem organização – que somente surgiriam depois de um pacto firmado por eles, estabelecendo as regras de convívio social e de subordinação política. Ao iniciar uma interpretação sociológica do direito, na metade do século XIX, Sir Henry Maine, criticou – os (contratualistas) asperamente: seria impossível (dizia) selvagens que nunca tiveram contato social dominares a tal ponto a linguagem, conhecerem uma nação jurídica tão abstrata quanto a de contrato, para que pudessem se reunir nas clareiras das florestas e fazerem um pacto social. Na verdade, o contrato só é possível quando há nações que nascem de uma longa experiência da vida em sociedade. Assim na natureza do HOMEM, encontramos três causas principais para a discórdia: Competição, Desconfiança e Glória. A primeira faz que invadam pelo LUCRO; a segunda, por SEGURANÇA; e a terceira, por REPUTAÇÃO. A primeira faz uso da violência para que se tornem Senhores de outros homens, dominando as esposas, as crianças e o gado alheio; a segunda faz uso da violência para defendê-los; a terceira faz uso delas por ninharias, por exemplo, uma palavra, um sorriso, uma opinião diferente e qualquer outro sinal de desvalorização dirigindo a ELES ou, obliquamente a seus familiares, seus Amigos, sua Nação, sua Profissão ou ao seu Nome. As duas virtudes Cardianas da guerra são a Força e a Trapaça. A justiça e a Injustiça não fazem parte das Faculdades, nem do Corpo nem da Mente. LOCKE: · Teoria do conhecimento: também epistemologia / pragmático / empirista (empirismo) · Empirismo – por causa das origens das ideias, para ele esta no conhecimento. Homem não é bom e nem mal, ele é o resultado das suas experiências. Toda e qualquer conhecimento deriva da experiência sensorial. 1. Estado de Natureza: Estado de igualdade, somos livres – um estado de paz / lei / segurança. Um estado de ajuda mutua / solidariedade e preservação. Locke é um dos principais representantes do JUSNATURALISMO ou teoria dos direitos naturais. O modelo de jusnaturalista de Locke é em suas linhas gerais, semelhante ao de Hobbes: ambos partem do estado de natureza que, pela mediação do contrato social, realiza as passagem para o estado civil. O Estado de natureza era, segundo Locke, uma situação real e historicamente determinada pela qual passara. Esse estado de natureza difere do estado de guerra hobbesiano, baseado na insegurança e na violência, por ser um estado de relativa paz, concórdia e harmonia. Neste estado pacifico os homens já eram dotados de razão e desfrutavam da propriedade que, numa primeira acepção genética utilizava por Locke, designava simultaneamente a vida, a liberdade e os bens como direitos naturais do ser humano. 2. Estado Civil: É um Juiz comum. A justiça é inerte pela definição. A justiça só deve atuar quando for provocada. · Primeiro tratado = passa de individuo para sociedade / antecede o estado. A sociedade não é um individuo, ela faz um segundo tratado, onde cria o estado (estado mínimo). Para ele o Estado só serve para... · Estado de Guerra = deve ser declarada. · Da Propriedade – aquilo que produzo com o fruto do meu trabalho. Pode-se dizer que o “trabalho” do seu corpo e a “obra” de suas mãos são propriamente seus. (pg. 94) · O que é propriedade para LOCKE? (pg. 94 / 95). Considerado o pai do liberalismo, o filósofo inglês John Locke (1632-1704) concebia a propriedade privada como um conceito central. Para ele, o fundamento da propriedade estava no próprio homem, em sua capacidade de transformar a natureza pelo trabalho. O cerne do conceito de propriedade em Locke é que ela é um direito natural, ou seja, já existia no estado de natureza, assim como o direito à vida e à liberdade. Esta ideia tem fundamento lógico, pois sendo o indivíduo senhor de seu corpo, ele é igualmente proprietário dos frutos de seu trabalho. · Poder Civil – sinônimo de poder civil, diferente do poder militar – separação. Poder do magistrado – a ideia dele era limite ao poder – fazer leis (comonlo) de fazer.