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LIMA, José Ossian Gadelha de. Perspectivas de novas metodologias no ensino de química. Revista espaço acadêmico. Maringá, set. 2012.
INTRODUÇÃO:
 Na introdução do artigo, José Ossian, destaca as dificuldades enfrentadas pelos alunos brasileiros do ensino médio na aprendizagem dos conteúdos de química, dificuldades essas atribuídas a complexidade dos temas e do seu rápido crescimento do conjunto de conhecimentos que envolvem a química. O autor também ressalta a necessidade de mudança nos cursos de graduação e a substituição de métodos de aprendizagem na escola básica. 
QUÍMICA E O HOMEM:
 Em Química e o homem, José Ossian, aborda um pequeno contexto histórico da química como ciência. Partindo da primitiva alquimia, o autor destaca a necessidade da química como ciência, para o desenvolvimento científico e partindo daí, nos leva a pensar na necessidade da química como ciência, para a nossa formação como cidadãos responsáveis. Ainda nesse bloco o autor também ressalta a importância de Lavoisier para a química como conhecemos atualmente.
Ensino de Química e o Processo Ensino/Aprendizagem:
Em Ensino de Química e o Processo Ensino/Aprendizagem, o autor começa a realmente analisar a problemática associada ao ensino. A começar pela educação básica, o autor já no primeiro parágrafo, destaca a pouca relevância que o ensino tem no Brasil, e pontua, o já conhecido problema do analfabetismo.
 No segundo parágrafo o autor dá continuidade ao assunto, desta vez enfatizando a contrariedade de que no ensino médio regular, quase não há práticas relacionadas ao estudo de química, uma vez que a química é uma ciência essencialmente experimental. Nesse parágrafo o autor também pontua as principais causas, para o baixo rendimento em química pelos alunos, principalmente pelo lado profissional, onde o preparo profissional, baixo salário e a deficiência das condições materiais são apontadas como causas.
 Nos outros parágrafos desse bloco, o autor critica, de forma aberta, o caráter tradicionalista do ensino da química no Brasil, não apenas a nível médio, como também a nível universitário. O autor também ressalta, que há uma enfatização excessiva em expressões matemáticas dos conceitos, em detrimento do significado lógico e da interpretação físico-química dos fenômenos associados. 
´´ Neste sentido, tanto no Ensino Básico quanto na Universidade, é bem frequente a transmissão de conceitos e de princípios químicos enfatizando as expressões matemáticas associadas a eles, em detrimento do significado lógico e da interpretação química e físico-química dos fenômenos correspondentes.´´ (LIMA, 136, p. 95-101)
 Ainda nesse bloco o autor também destaca a necessidade da interdisciplinaridade dos conceitos de química, e nos mostra que falta, nas universidades, demonstrações de formas alternativas do ensino de química. E ressalta que existem muitos profissionais despreparados e desinteressados no ambiente universitário, o que leva ao desinteresse, por parte dos alunos.
Repensando o Ensino de Química:
No último bloco de parágrafos, o autor nos mostra como deve ser o ensino de química em sua opinião. Em suas palavras o ensino de química deve levar o aluno a pensar, ser questionador, de modo a levar o estudante ao saber científico. Para finalizar ele endossa sua tese, com base em outros autores. 
´´ Para se tornar efetivo, o ensino de Química deve ser problematizador, desafiador e estimulador, de maneira que seu objetivo seja o de conduzir o estudante à construção do saber científico. Não se pode mais conceber um ensino de Química que simplesmente apresenta questionamentos pré-concebidos e com respostas acabadas.´´ (LIMA, 136, p. 95-101)
Conclusão:
No final de tudo o autor conclui, mostrando que a precariedade do ensino da química é um problema já antigo, com estudos desde a década de 80. E enfatiza que atualmente temos profissionais interessados em mudar esse cenário.Ele também ressalta, que muitos cursos de graduação tem se atualizado a fim de se desatrelar ao bacharelado e assumirem uma identidade à parte. Por fim José Ossia, nos mostra que não só no brasil o tópico do ensino de química é uma pauta, e que internacionalmente também há uma certa preocupação com o ensino da química uma vez dada a importância do aprendizado da química na formação de cidadãos conscientes.

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