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#SouzaBru 
 
HISTOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SOUZA BRU 
ODONTOLOGIA 
COMPLEXO 
DENTINA- POLPA 
#SouzaBru 
 
COMPLEXO DENTIA- POLPA 
✓ Antes de entender como é formado o complexo dentina- polpa, precisamos 
voltar em alguns eventos que acontecem durante a odontogênese. 
✓ Aqui sugiro que você assista ao vídeo de odontogênese que já tem no canal. 
 
Missão 1: assistir ao vídeo ODONTOGÊNESE – Canal Souza Bru 
Você encontra o link na descrição do vídeo “complexo dentina-polpa”. 
 
✓ Na odontogênese existem 2 tecidos que permitem a formação e o 
desenvolvimento do germe dentário: 
• Epitélio oral primitivo 
• Ectomesênquima 
✓ O desenvolvimento desses dois tecidos é o que permite a formação do germe 
dentário. Esse desenvolvimento é marcado por algumas fases (“fases da 
odontogênese”): 
• Fase de botão 
• Fase de capuz 
• Fase de campânula 
• Fase de cora 
• Fase de raiz 
✓ Na fase de capuz já conseguimos ver duas estruturas: órgão do esmalte e papila 
dentária 
 
➢ Órgão do esmalte – vem do epitélio oral primitivo. 
O órgão do esmalte se divide em algumas camadas de células: 
• Epitélio interno do órgão do esmalte 
• Reticulo estrelado 
• Epitélio externo do órgão do 
esmalte 
 
➢ Papila dentária – aglomerado de células 
ectomesenquimais localizadas abaixo 
do capuz. A papila dentária é 
responsável por formar: 
• Dentina 
• Polpa 
 
 
#SouzaBru 
 
✓ Seguindo a fase de capuz, tem-se a fase de campânula. 
 
 
✓ As fases de botão e de capuz que antecedem a fase de campânula são marcadas 
por processos de proliferação celular, que permite o aumento no número de 
células e aumento no volume do germe dentário. 
✓ Na fase de campânula, o volume do germe dentário já atingiu o ideal e o que 
mais caracteriza essa fase são os eventos de diferenciação celular. 
✓ Nessa fase conseguimos enxergar algumas estruturas novas, que surgem 
justamente devido a essa diferenciação. 
✓ Nas imagens acima, compare o desenvolvimento entre as fases de capuz e de 
campânula. Observe que o órgão do esmalte, na fase de campânula se 
encontra bem mais desenvolvido. Além disso, a papila dentária, se encontra 
bem mais volumosa que na fase de capuz. 
✓ A fase de campânula representa um marco no desenvolvimento da 
odontogênese, pois é nela que os processos de diferenciação celular realmente 
se iniciam e é justamente essa diferenciação que permite o surgimento de 
novas células – de novos tecidos – polpa, esmalte e dentina. 
✓ Lembre-se que é na fase de campânula que a maior parte dos processos de 
desenvolvimento do germe dentário realmente acontecem. As fases seguintes 
da fase de campânula – coroa e raiz – são continuações dos processos iniciados 
em campânula. 
✓ Diante dessa importância da fase de 
campânula, faz-se necessário entender todas 
as camadas de células e as estruturas 
presentes. 
✓ Nessa fase, assim como na fase de capuz, 
observamos: 
• órgão do esmalte 
• papila dentária 
✓ Mas é vamos entender as camadas de células 
presente em cada um. 
 
#SouzaBru 
 
✓ Dando um zoom observamos as seguintes camadas de célula 
 
 
 
 
 
✓ Formando o órgão do esmalte temos: 
• Epitélio externo do órgão do esmalte 
• Retículo estrelado 
• Estrato intermediário 
• Epitélio interno do órgão do esmalte 
✓ Formando a papila dentária temos: 
• Células ectomesenquimais 
• Papila dentária – propriamente dita 
✓ Inicialmente temos o epitélio interno do órgão do esmalte apresentando-se em 
células cubicas e com o núcleo localizado no centro. 
#SouzaBru 
 
✓ Com os processos de diferenciação, as células do epitélio interno sofrem 
alteração tornando-se células mais colunares, com o núcleo próximo do estrato 
intermediário e com curtos prolongamentos em direção a lâmina basal, 
originando o pré-ameloblasto 
✓ A diferenciação ocorrida no epitélio 
interno e o surgimento dos pré-
ameloblastos induz a diferenciação de 
células ectomesenquimais da papila 
dentária em pré-odontoblastos – 
células maiores, com o núcleo mais 
próximo da papila dentária, possui 
alguns prolongamentos em direção a 
lâmina basal. 
✓ Os pré-odontoblastos secretam a 
matriz de dentina do manto e a 
formação dessa dentina induz os ameloblastos a produzirem sua matriz de 
esmalte. 
✓ Com o tempo: 
• Pré-ameloblasto se transformam em ameloblastos maduros 
• Pré-odontoblasto se transformam em odontoblastos maduros 
 
 
✓ Obs:. Os odontoblastos são células que possuem um único 
prolongamento, com o núcleo bem polarizado em direção a papila dentária e 
na sua extremidade mais próxima da lâmina basal possui ramificações. 
✓ É preciso entender as características dessa célula, pois é ela que vai 
formar a matriz de dentina – o nosso estudo nessa aula. 
 
Agora que você já entendeu como ocorre os processos de diferenciação dos 
odontoblastos, vamos falar da matriz secretada por essas células, a dentina. 
A dentina pode ser classificada de acordo: 
✓ Com sua localização 
• Dentina coronária 
• Dentina radicular 
✓ Com o momento em que foi formada 
• Dentina primária 
• Dentina secundária 
• Dentina terciária 
 
 
 
#SouzaBru 
 
DENTINA CORONÁRIA 
✓ A dentina coronária começa a ser formada na fase de campânula e termina na 
fase de coroa. Alguns autores até chamam a fase de coroa como fase de 
campânula avançada, pois os processos são continuados. 
✓ A região do topo do germe dentário que começou seu 
desenvolvimento na fase de campânula continua seu 
desenvolvimento na fase de coroa. 
✓ Na fase de coroa os ameloblastos e os odontoblastos já 
existem – se tornaram maduros na fase de campânula – e 
essas células já maduras passam a secretar as suas 
respectivas matrizes 
• Ameloblasto – esmalte 
• Odontoblasto – dentina (mais especificamente dentina circumpulpar) 
✓ Os ameloblastos secretam matriz de esmalte se afastando da lâmina basal no 
sentido externo da coroa. 
✓ Os odontoblastos secretam matriz de dentina circumpulpar se afastando da 
lâmina basal se aproximando da papila dentária. 
 
OBS:. O movimento dos ameloblastos em direção ao exterior da coroa faz com que 
essas células sejam degradadas após o irrompimento do dente. Assim, não temos mais 
ameloblastos e não é mais possível produzir esmalte ao longo da vida 
Esse movimento dos odontoblastos em direção a papila dentária faz com que ao final 
da produção de dentina, essas células fiquem dentro da polpa. Assim, ainda temos 
odontoblastos capazes de secretar dentina ao longo da vida. 
#SouzaBru 
 
DENITNA RADICULAR 
✓ A dentina radicular começa a ser formada na fase de raiz da odontogênese 
✓ Na fase de campânula já é possivel ver a alça cervical 
estrutura que se desenovolve e forma a raiz. 
✓ O desenvolvimento da dentina radicular é diferente, pois 
no caso da raiz não temos amoloblastos que induzem a 
diferenciação dos odontoblastos, assim as células que 
permitem essa diferenciação são as células da bainha de 
Hertwig. 
✓ As células da bainha de Hertwig induz as células ectomesenquimais a se 
diferenciarem em pré-odontoblastos – secretam dentina do manto. 
✓ Com o tempo essas células se tornam mais 
maduras dando origem aos odontoblastos 
radiculares – secretam dentina 
circumpulpar. 
✓ Os odontoblastos radiculares são células 
mais cúbicas, que possuem um único 
prolongamento, e na sua porção mais 
distal possuir muitas projeções voltadas 
para a lâmina basal 
✓ Essas várias projeções dos odontoblastos radiculares formam na microscopia o 
que chamamos de camada granular de Tomes. 
 
DENTINA PRIMÁRIA 
✓ A dentina primária é todo tipo de dentina produzida até o fechamento do ápice 
radicular 
✓ Os tipos de dentina primarias são: 
• Dentina do manto – produzida por pré-odontoblastos 
• Dentina circumpulpar – produzida por odontoblastos 
A dentina circumpulpar ainda se divide em: 
o Dentina peritubular 
o Dentina intertubular 
#SouzaBruDENTINA DO MANTO 
✓ É um tipo de dentina produzida pelos pré-odontoblastos, por células ainda em 
diferenciação. 
✓ A dentina do manto começa a ser 
formada desde o momento que os pré-
odontoblastos depositam os primeiros 
componentes orgânicos. 
✓ Essa dentina possui alguns 
componentes característicos 
• Colágeno 
• Vesículas da matriz 
✓ As fibras de colágenos se organizam em 90° com a lâmina basal 
✓ As vesículas da matriz auxiliam no processo de mineralização da dentina do 
manto. Essas vesículas são centros indiciadores da mineralização, ou seja, 
durante a deposição de cristais de hidroxiapatita, o primeiro local que recebe 
esses cristais são as vesículas da matriz. 
✓ Assim, quando a mineralização se inicia, são depositados cristais de 
hidroxiapatita, primeiramente nas vesículas da matriz. Depois que a maior 
parte das vesículas da matriz estão mineralizadas surgem outros centros de 
mineralização até que toda a dentina do manto fique mineralizada por 
completo. 
✓ É bom lembrar também que à medida que os pré-odontoblastos produzem 
dentina do manto se afastam no sentido da papila dentária e se tornam cada 
vez mais maduros até que se diferenciam em odontoblastos maduros. 
✓ Os odontoblastos maduros não produzem mais dentina do manto e sim um 
outro tipo de dentina conhecida como circumpulpar. 
 
DENTINA CIRCUMPULPAR 
✓ Produzida por odontoblastos maduros 
✓ Inicialmente os odontoblastos depositam uma matriz inicial de dentina, a pré-
dentina. 
✓ Pré-dentina – dentina não mineralizada, que após sofrer mineralização se 
transforma na dentina circumpulpar. A pré-dentina sempre é produzida 
primeiro e também ajuda na proteção da 
polpa, evitando que a dentina 
circumpulpar mineralizada entre em 
contato direto com a polpa. 
✓ A mineralização da dentina 
circumpulpar ocorre também pela 
deposição de hidroxiapatita, mas nesse 
caso não existem vesículas da matriz e sim 
glóbulos de mineralização. 
#SouzaBru 
 
✓ A mineralização da dentina circumpulpar respeita um espaço entre os 
prolongamentos dos odontoblátos – espaço periodontoblástico. 
✓ Depois de um tempo os odontoblastos passam a depositar uma matriz de 
dentina hipermineralizada ao redor dos prolongamentos dos odontoblastos – 
dentina peritubular 
✓ A dentina peritubular e o espaço periodontoblástico permitem a formação dos 
túbulos dentinários. 
✓ A dentina encontrada entre dois túbulos dentinários recebe o nome de dentina 
intertubular 
 
 
DENTINA SECUNDÁRIA 
✓ Dentina formada após o fechamento do ápice radicular 
✓ É um tipo de dentina circumpulpar – organizada 
✓ É depositada ao longo da vida 
✓ A sua deposição vai provocando a obliteração dos túbulos dentinários 
 
 
 
#SouzaBru 
 
DENTINA TERCIÁRIA 
✓ Dentina produzida quando existem fatores de 
agressão como cárie e atrição 
✓ É uma dentina desorganizada 
✓ Produzida pelos odontoblastos na tentativa de 
proteger as estruturas dentárias 
 
POLPA 
✓ Formada a partir da papila dentária 
✓ Possui 3 camadas de células: 
 
 
• Odontoblastos – corpos celulares dos odontoblastos organizados em 
paliçada 
 
• Camada subodontoblástica – localizada abaixo dos odontoblastos 
dividido em duas zonas: 
o Zona pobre em células – prolongamentos celulares, vasos 
sanguíneos e nervos 
o Zona rica em células – fibroblastos e células indiferenciadas 
 
• Região central da polpa – característica de tecido conjuntivo frouxo – 
muitas células (fibroblastos, células indiferenciadas, macrófagos e 
linfócitos) – muita matriz (com colágeno) 
 
#SouzaBru 
 
SENSIBILIDADE DENTINO-PULPAR 
✓ A sensibilidade dentinho-pulpar comprova que existe comunicação entre 
dentina e polpa. É graças à comunicação entre esses dois tecidos que 
informações são passadas da dentina para a 
polpa e reconhecida por terminações nervosas 
nessa região. 
✓ Na maioria das vezes essa sensibilidade é 
interpretada como dor 
✓ Existem várias teorias que tentam explicar a 
cominucação entre dentina e polpa e a 
sensibilidade dentino-pulpar. 
✓ A teoria mais aceita que comprova a 
sensibilidade dentinho-pulpar é a teoria 
hidrodinâmica a qual diz que existe um fluido 
dentinário dentro dos túbulos dentinários. 
✓ Com estimulo esse fluído vibra passando 
informações para as células nervosas 
localizadas próxima da camada dos 
odontoblastos e cria-se uma resposta de dor – 
sensibilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Espero que esse PDF te ajude a ser um estudante melhor! 
Com carinho, 
Souza Bru 
#SouzaBru 
 
 
Dentina
Localização
Dentina 
coronária 
Dentina 
radicular 
Momento de 
formação 
Dentina 
primária 
Dentina 
secundária 
Denitna 
terciária 
Polpa
Camada de 
odontoblastos 
Camada 
subodontoblastica
Região central 
da polpa