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1ª Lista de Exercícios de Termodinâmica Aplicada (ENPE 3) Prof. Márcio Turra de Ávila NOTA:8.8 2-59: A densidade do ar atmosférico é de cerca de 1,15 kg / m^3, que assumimos é constante. Qual é a pressão Absoluta que um piloto sente ao voar a 2.000 m acima do nível do solo, onde a pressão é de 101 kPa? R: Pela premissa de que a densidade do ar não varia com a temperatura e pressão, logo constante em todo o meio e a gravidade constante igual a 9,81m/s^2, o problema se resume a variação de pressão hidrostática ΔP=ρ*g*H, com “H” a diferença de altura em metros. Logo, Δ𝑃 = ρ * 𝑔 * 𝐻 = 1, 15 (𝑘𝑔/𝑚3) * 9, 81(𝑚/𝑠2) * 2000𝑚 = 22. 563 𝑘𝑔 * 𝑚/(𝑚2 * 𝑠2) = = 22. 563𝑁/𝑚2 = 22. 563 𝑃𝑎 Δ𝑃 = 22, 6 𝑘𝑃𝑎 Sabendo que a pressão diminui conforme a altura aumenta em relação ao solo, temos que: Δ𝑃 = 𝑃 𝑎𝑡𝑚 − 𝑃 𝑎𝑏𝑠 ⇒ 𝑃 𝑎𝑏𝑠 = 𝑃 𝑎𝑡𝑚 − Δ𝑃 = 101 𝑘𝑃𝑎 − 22, 6 𝑘𝑃𝑎 = 78, 4 𝑘𝑃𝑎 Portanto a pressão absoluta a 2000 m metros acima do solo é de 78,4 kPa. 3.66: Um tanque de 1 m^3 é preenchido com um gás em temperatura ambiente (20◦C) e pressão (100 kPa). Quanta massa terá se o gás for (a) ar, (b) néon ou (c) propano? R: Sabendo que a “Equação de estado do gás ideal” é, 𝑃 * 𝑉 = 𝑛 * 𝑅' * 𝑇 onde, P é a pressão absoluta (100 kPa), V é o volume do tanque, T é a temperatura absoluta ( T=20°C=293,15 K), “n” é a relação da massa pela massa molar do gás e R’ é a constante universal dos gases (8,3145 kN*m/(kmol*K)) Sendo R’=R*M e n=m/M, podemos fazer a seguinte substituição, sabendo que R é uma constante diferente para cada gás ideal, M a massa molar de cada gás e “m” a massa do gás no tanque: 𝑃 * 𝑉 = 𝑛 * 𝑅' * 𝑇 ⇒ 𝑃 * 𝑉 = (𝑚/𝑀) * (𝑅 * 𝑀) * 𝑇 ⇒ 𝑃 * 𝑉 = 𝑚 * 𝑅 * 𝑇 isolando “m” para achar a massa para cada gás, temos: 𝑚 = 𝑃 * 𝑉/(𝑅 * 𝑇) O valores de R para cada gás podem ser achados na tabela A-5 do livro texto, sendo: 𝑅 𝑎𝑟 = 0, 287; 𝑅 𝑛𝑒𝑜𝑛 = 0, 412 𝑅 𝑝𝑟𝑜𝑝𝑎𝑛𝑜 ≃0, 189 Teremos então: A) 𝑚 𝑎𝑟 = 100 * 1/(0, 287 * 293, 15) = 1, 189 𝑘𝑔 B) 𝑚 𝑛𝑒𝑜𝑛 = 100 * 1/(0, 412 * 293, 15) = 0, 828 𝑘𝑔 C) 𝑚 𝑝𝑟𝑜𝑝𝑎𝑛𝑜 = 100 * 1/(0, 189 * 293, 15) = 1, 805 𝑘𝑔 4.50: Ar a 1500 K, 1000 kPa se expande em um processo politrópico com n = 1,5 para uma pressão de 200 kPa. Quão frio fica o ar e qual é o trabalho específico executado? R: Pelo processo politrópico temos que: 𝑃 * 𝑉𝑛 = 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 = 𝑃 1 * 𝑉 1 𝑛 = 𝑃 2 * 𝑉 2 𝑛 e usando a equação do gás ideal: 𝑃 * 𝑉 = 𝑚 * 𝑅 * 𝑇 ⇒ 𝑉 = (𝑚 * 𝑅 * 𝑇)/𝑃 Logo podemos podemos igualar o estado 1 ao estado 2: 𝑃 1 * 𝑉 1 𝑛 = 𝑃 2 * 𝑉 2 𝑛 ((𝑚 * 𝑅 * 𝑇 1 )/𝑃 1 )𝑛 * 𝑃 1 = ((𝑚 * 𝑅 * 𝑇 2 )/𝑃 2 )𝑛 * 𝑃 2 Como a massa e o gás são os mesmos no estado 1 e estado 2, logo constantes, temos então: (𝑇 1 𝑛/𝑃 1 𝑛) * 𝑃 1 = (𝑇 2 𝑛/𝑃 2 𝑛) * 𝑃 2 𝑇 2 𝑛/𝑇 1 𝑛 = (𝑃 1 * 𝑃 2 𝑛)/(𝑃 2 * 𝑃 1 𝑛) = 𝑃 2 𝑛−1 * 𝑃 1 1−𝑛 (𝑇 2 𝑛/𝑇 1 𝑛)1/𝑛 = (𝑃 2 𝑛−1 * 𝑃 1 1−𝑛)1/𝑛 𝑇 2 /𝑇 1 = 𝑃 2 (𝑛−1)/𝑛 * 𝑃 1 (1−𝑛)/𝑛 𝑇 2 = 𝑇 1 * (𝑃 2 (𝑛−1)/𝑛 * 𝑃 1 (1−𝑛)/𝑛) Substituindo os valores temos: 𝑇 2 = 1500 * (2000,5/1,5 * 1000−0,5/1,5) 𝑇 2 = 877, 205 𝐾 O trabalho executado podemos obter pela equação 4-5 da aula 8 e fazendo a devida substituição com a equação do gás ideal com o volume específico médio do sistema (v=V/m) e pegando o valor de R do ar na tabela A-5 temos: 1𝑊 2 = ∫ 1 2𝑃 𝑑𝑉 = (𝑃 2 * 𝑣 2 − 𝑃 1 * 𝑣 1 )/(1 − 𝑛) = (𝑃 2 * (𝑅 * 𝑇 2 /𝑃 2 ) − 𝑃 1 * (𝑅 * 𝑇 1 /𝑃 1 ))/(1 − 𝑛) = (𝑅 * 𝑇 2 − 𝑅 * 𝑇 1 )/(1 − 𝑛) = 0, 287 * (877, 205 − 1500)/(− 0, 5) = 357, 48 𝑘𝐽/𝑘𝑔 1𝑤 2 = 357, 48 𝑘𝐽/𝑘𝑔 4.55: Um pistão / cilindro contém 0,1 kg de nitrogênio a 100 kPa, 27 ° C, e agora é comprimido em um processo politrópico com n = 1,25 a uma pressão de 250 kPa. Qual é o trabalho envolvido? R: Massa do estado 1 e estado 2 constantes m_1=m_2= 0,1 kg P_1=100 kPa; T_1= 27° C=300,15 K ; P_2=250 kPa; Processo politrópico com n=1,25. Aproveitando a equação encontrada no exercício 4.50 para achar T_2, temos: 𝑇 2 = 𝑇 1 * (𝑃 2 (𝑛−1)/𝑛 * 𝑃 1 (1−𝑛)/𝑛) = 300, 15 * (2500,25/1,25 * 100−0,25/1,25) = 360, 52 𝐾 então, temos que o trabalho envolvido é: 1𝑊 2 = ∫ 1 2𝑃 𝑑𝑉 = (𝑃 2 * 𝑉 2 − 𝑃 1 * 𝑉 1 )/(1 − 𝑛) = (𝑚 * 𝑅 * 𝑇 2 − 𝑚 * 𝑅 * 𝑇 1 )/(1 − 𝑛) = = 𝑚 * 𝑅 * (𝑇 2 − 𝑇 1 )/(1 − 𝑛) Usando a tabela A-5 para encontrar R do nitrogênio: 1𝑊 2 = 𝑚 * 𝑅 * (𝑇 2 − 𝑇 1 )/(1 − 𝑛) = 0, 1 * 0, 2968 * (360, 52 − 300, 15)/(1 − 1, 25) 1𝑊 2 =− 7, 167 𝑘𝐽 5.94: Estime os calores específicos constantes para R-134a da Tabela B.5.2 a 100 kPa e 125◦C. Compare isso com o calor específica na Tabela A.5 e explique a diferença R: Para calor específico e volume constante 𝐶 𝑣 = 𝛿𝑢/𝛿𝑇 Para calor específico e pressão constante 𝐶 𝑝 = 𝛿ℎ/𝛿𝑇 Como na tabela B.5.2 não tem um calor específico para 125 ºC, usaremos de 120ºC e 130ºC em 100 kPa 𝐶 𝑣 =𝛿𝑢/𝛿𝑇≃ (489, 36 − 480, 16 )/(130 − 120) 𝐶 𝑝 ≃0, 920 𝑘𝐽/𝑘𝑔𝐾 Na tabela A-5 o Cp do R-134a é 0,771 á 25º C e 100 kPa. 𝐶 𝑝 =𝛿ℎ/𝛿𝑇≃ (521, 98 − 511, 95 )/(130 − 120) 𝐶 𝑝 ≃1, 003 𝑘𝐽/𝑘𝑔𝐾 Na tabela A-5 o Cp do R-134a é 0,852 á 25º C e 100 kPa. Como as temperaturas tem mais de 100º C de diferença e o calor específico mudou para essas temperaturas, tende-se a concluir que o gás R-134a não seja de fato um gás ideal. 5.121: Um gás hélio em um pistão / cilindro é comprimido de 100 kPa, 300 K a 200 kPa em um processo politrópico com n = 1,5. Encontre o trabalho específico e a transferência de calor específica. R: Estado 1:P1=100 kPa; T1=300 K. Estado 2:P2=200 kPa; T2=??? Massa de hélio constante. Para achar T2: 𝑇 2 = 𝑇 1 * (𝑃 2 (𝑛−1)/𝑛 * 𝑃 1 (1−𝑛)/𝑛) = 300 * (200(0.5/1,5) * 100(−0,5/1,5)) 𝑇 2 = 377, 98 𝐾 O trabalho específico realizado podemos achar pela mesma equação de trabalho do problema 4.50: 1𝑤 2 = 𝑅 * (𝑇 2 − 𝑇 1 )/(1 − 𝑛) Sendo R=2.0771 kJ/kgK da tabela A-5, então: 1𝑤 2 = 2, 0771 * (377, 98 − 300)/(1 − 1, 5) = − 323, 94 𝑘𝐽/𝑘𝑔 Para achar a transferência de calor específica e como a diferença de energia potencial e cinética são iguais a zero no estado 1 para o estado 2, tendo apenas variação de energia interna, temos que: 𝑢 2 − 𝑢 1 = 1𝑞 2 − 1𝑤 2 Para encontrar a variação de energia interna, com Cv = 3,116 kJ/kgK obtido da tabela A-5: 𝑢2 − 𝑢1 = ∫ 𝐶𝑣 𝑑𝑇 ∼ = 𝐶𝑣 (𝑇2 − 𝑇1) 𝑢2 − 𝑢1 = 3, 116 * (377, 98 − 300) = 242, 98 𝑘𝐽/𝑘𝑔 Logo então a transferência de calor específica será: 1𝑞 2 = 𝑢 2 − 𝑢 1 + 1𝑤 2 = 242, 98 𝑘𝐽/𝑘𝑔 + (− 323, 94 𝑘𝐽/𝑘𝑔) 1𝑞 2 =− 80, 95 𝑘𝐽/𝑘𝑔 6.16: Um sistema de aquecimento doméstico com ar quente leva 0,25 m3 / s de ar a 100 kPa, 17◦C em um forno, aquece-o a 52◦C e fornece o fluxo para um duto quadrado de 0,2 m por 0,2 m a 110 kPa ( veja a Fig. P6.16). Qual é a velocidade no duto? Temos um fluxo mássico de regime permanente: ṁ 𝑖 = ṁ 𝑒 𝑉 𝑖 . / 𝑣 𝑖 = 𝑉 𝑒 . /𝑣 𝑒 = 𝐴 𝑒 * 𝑉 𝑒 /𝑣 𝑒 Encontrando o volume específico da entrada e saída usando a equação de gás ideal e a constante R do ar da tabela A-5. 𝑣 𝑖 = 𝑅 * 𝑇 𝑖 /𝑃 𝑖 = 0, 287 * 290, 15/100 = 0, 833 𝑚3/𝑘𝑔 𝑣 𝑒 = 𝑅 * 𝑇 𝑒 /𝑃 𝑒 = 0, 287 * 325, 15/110 = 0, 848 𝑚3/𝑘𝑔 Encontrando o fluxo mássico: ṁ 𝑖 = 𝑉 𝑖 ./𝑣 𝑖 = 0, 25 (𝑚3/𝑠 ) / 0, 833 (𝑚3/𝑘𝑔) = 0, 300 𝑘𝑔/𝑠 Para encontrar a velocidade no duto, basta utilizar a equação: ṁ 𝑖 =𝐴 𝑒 * 𝑉 𝑒 /𝑣 𝑒 𝑉 𝑒 = ṁ 𝑖 * 𝑣 𝑒 /𝐴 𝑒 = 0, 3 * 0, 848/0, 22 𝑉 𝑒 = 6, 36 𝑚/𝑠 6.57: Um compressor em um ar condicionado recebe vapor saturado de R-410a a 400 kPa e leva-o a 1,8 MPa, 60◦C em uma compressão adiabática. Encontre a vazão para um trabalho de compressor de 2 kW. R: Não a troca de calor com o ambiente externo, regime permanente ṁ 1 = ṁ 2 Pela 1º lei: 𝑄• 𝐶. 𝑉. + ṁ 1 * (ℎ 1 + 𝑉 1 2 /2 + 𝑔 * 𝑍 1 ) = ṁ 2 * (ℎ 2 + 𝑉 2 2 /2 + 𝑔 * 𝑍 2 ) + 𝑊• 𝐶. 𝑉 logo,𝑞 + ℎ 1 + 𝑉 1 2 /2 + 𝑔 𝑍 1 = ℎ 2 + 𝑉 2 2 /2 + 𝑔 * 𝑍 2 + 𝑤 Não variação de energia cinética e potencial e sem troca de calor com o ambiente, então temos: ℎ 1 = ℎ 2 + 𝑤 ⇒ − 𝑤 = ℎ 2 − ℎ 1 Da tabela B.4.2 temos os valores de h para cada estado. ℎ 1 = 271, 90 𝑘𝐽/𝑘𝑔 ; ℎ 2 = 323, 92 𝑘𝐽/𝑘𝑔 𝑤 = ℎ 2 − ℎ 1 = 323, 92 − 271, 90 = 50, 02 𝑤 = 50, 02 𝑘𝐽/𝑘𝑔 A vazão mássica pode ser achada por: 𝑤 = 𝑊• 𝐶.𝑉 /ṁ ⇒ ṁ = 𝑊• 𝐶.𝑉 /𝑤 = 2 𝑘𝑊/50, 02 𝑘𝐽/𝑘𝑔 = 0, 0384 𝑘𝑔/𝑠