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AULA tanatologfia 2020

Apostila sobre Tanatologia Forense: aborda diagnóstico da causa da morte (acidente, suicídio, homicídio, natural), dificuldades na identificação, cronotanatognose, sinais post-mortem (livores, rigor, putrefação, saponificação, mumificação) e exames complementares (toxicologia, histologia, DNA, diatomáceas, resíduos).

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Prévia do material em texto

Tanatologia forense
Informação acerca das circunstâncias da 
morte, e atendendo aos dados do exame 
necrópsico, procura estabelecer
Diagnóstico sobre a causa da morte. 
Tanatologia Forense 
Causa da morte 
Tanatologia Forense 
• O diagnóstico diferencial médico-legal 
(acidente, suicídio, homicídio ou morte de 
causa natural). 
Dados não relatados
Dificuldades na identificação 
Tanatologia Forense 
Nem sempre é possível chegar a um 
diagnóstico sobre a causa da morte. 
Há mortes cuja causa permanece 
indeterminada mesmo depois da 
autópsia médico-legal
Tanatologia Forense 
• Falta de informação adequada (informação policial, clínica, 
social, etc.);
Tanatologia Forense 
• Exame inadequado do local e das 
circunstâncias em que ocorreu a morte;
• Autópsia mal conduzida ou realizada por médico 
pouco experiente
• Tanatotognose – que estuda o diagnostico da realidade da 
morte
Tanatologia Forense 
• Dividida em:
• Cronotanatognose – que estuda que estuda a 
determinação da hora ou data da morte
ü As circunstâncias que rodearam a morte
Interesses
• Exame do local;
ü O estudo minucioso do cadáver 
• Exames clínicos complementares
Laudo 
Tanatologia Forense 
A morte poder-se-á definir como a cessação total e 
permanente das funções vitais; alguns autores 
afirmam que não é um momento, é um processo 
que se vai desenrolar ao longo do tempo.
• Fenômenos após/durante a morte 
Interesses
• Processo continuo;
Post-mortem. 
• Entendimento preciso sobre a sequência 
fenomenológica da evolução do cadáver 
Os fenômenos post-mortem
• Conhecimento de essencial importância;
• Evolução da putrefacção cadavérica
Fazenda de corpos 
ü Abióticos 
Os fenômenos post-mortem
Ø Devidos à cessação das funções vitais podem 
ser divididos em dois grandes grupos: 
ü Transformativos
Ø Imediatos
Abióticos
ü Tardios
ü paragem cardiorespiratória � 
ü imobilidade do cadáver �
ü abolição da motilidade e tónus muscular �
ü ausência de circulação �
ü dilatação pupilar �
ü abertura das pálpebras e da boca � relaxamento 
esfincteriano (perda de fezes; urina e esperma) �
ü perda de consciência, de sensibilidade (táctil, térmica e 
dolorosa)
ü desidratação �
ü arrefecimento do corpo �
ü livores cadavéricos (hipostases viscerais) �
ü rigidez cadavérica (rigor mortis) �
ü flacidez cadavérica
Ø Destrutivos
Transformativos
Ø Conservadores
ü autólise - por acidificação dos tecidos 
ü Putrefacção
* organismos - � aeróbios - � aeróbios facultativos 
�ou anaeróbios
* fases de evolução :
- coloração (mancha verde de putrefacção) 
- de produção de gás (enfisema putrefactivo) 
- de liquefação 
- de esqueletização
ü saponificação (condições para o seu aparecimento, formação da 
adipocera, aspecto do cadáver saponificado)
ü mumificação (condições para o seu aparecimento, aspecto do cadáver 
mumificado) �
ü corificação (condições para o seu aparecimento, aspecto do cadáver 
corificado)
ü Imediato : Imobilidade e abolição do tônus 
muscular.
Sinais
ü fácies hipocrática –
- Olhos fundos, parados e inexpressivo
- Afilamento do nariz e lábios adelgaçado
- Quase sempre rosto recoberto de suor
- Palidez cutânea
ü imobilidade, 
ü inexcitabilidade elétrica, 
üProva de Rebouillat (abolição da motilidade e do 
tônus muscular )
• Sinal de Paltauf - Manchas equimóticas
subserosas (asfixias, mais freqüentes no 
afogamento). 
Sinais – internos 
• Sinal de Rebouillat - abolição da 
motilidade e do tônus muscular ( 1 mL 
éter + 1mL de ácido picnico = ( IM = 
coxa) 
• Sinal de Sílvio Rebelo - Introduz -se um 
fio corado pelo azul de tornassol, através 
de uma agulha, numa dobra de pele e o 
fio fica amarelado se há acidez (morte). 
Sinais
• Sinal de Sommer-Lacher - Mancha 
acastanhada horizontal, correspondente à 
dimensão da fenda palpebral, na conjuntiva 
bulbar, indicativo de morte não recente. 
• Sinal de Tardieu - Equimoses punctiformes 
subserosas (asfixias). 
Sinais
• Sinal do Pontilhado Tenar - Indicativo de 
incrustações de pólvora - combustão na 
mão que disparou arma de fogo. 
Sinais
Meios complementares
- Exames toxicológicos (alcoolemia, drogas de abuso, medicamentos, 
insecticidas, monóxido de carbono, drogas minerais, etc) 
- Exame histológico 
- Exame bioquímico (humor vítreo) 
- Exame bacteriológico (sangue, urina, LCR, outro) 
- Exame virulógico
- DNA
- Pesquisa de esperma (cavidade oral, vaginal, anal, outra) 
- Pesquisa de diatomáceas 
- Pesquisa de resíduos de disparo de arma de fogo
- Exame de projécteis 
- Exame de armas e ou instrumentos 
- Exame de peças de vestuário 
- Estudos metabólicos (morte súbita infantil) 
No decorrer da autópsia e dependendo do caso em análise o 
médico pode solicitar exames complementares a saber
Rigidez cadavérica
• Face>mandíbula>pescoço>braço>mãos
>tórax>abdome>membros inferiores.
• Inicio em 1h , generalização de 3 a 4 horas 
– máximo de 8h
• Desaparecimento – 20 a 24h 
Putrefação cadavérica
2 fatores principais:
• Caráter autolítico
• Microbiano 
Putrefação cadavérica
• Autólise 
1 - células nervosas e da medula da 
suprarenal, seguidas das células do trato 
intestinal e epitélios especializados de 
algumas vísceras como o pâncreas, fígado e 
rins
Putrefação cadavérica
Tecidos resistentes
A pele, tecido fibrosos, cartilagens e ossos.
Putrefação cadavérica
• "circulação cadavérica" ou post-mortem 
Ação microbiana - evidentemente passiva, 
Generalização do processo de putrefação,
circulação póstuma de Brouardel
• Circulação Póstuma de Brouardel
- É o desenho produzido dentro dos vasos 
sanguíneos subcutâneos, dilatados pela 
decomposição do sangue e formação de 
sulfahemoglobina e hematina. 
- Surge na fase gasosa, geralmente entre 36 e 
48 horas da morte. 
- Observam-se ainda bolhas na epiderme.
Putrefação cadavérica
Putrefação cadavérica
• Putrefação início interno 
üFazem exceção a regra - fetos e recém 
nascidos cujo intestino é estéril e os 
pessoas tratadas por longos períodos com 
antibióticos por via oral; 
üNestes casos, e abstraindo-se os 
fenômenos de autólise, a putrefação 
inicia-se sempre pelo exterior.
Putrefação cadavérica
• Existem condições extrínsecas :
üTemperatura ambiente: temperaturas 
inferiores a zero grau centígrado conservam 
o cadáver quase que indefinidamente; 25°
aceleram o processo de putrefação. 
ü Grau de umidade: apresenta uma relação 
direta com a putrefação, ou seja, quanto 
maior o grau de umidade mais rapidamente 
se instalam os fenômenos putrefativos,.
Putrefação cadavérica
Graus muito elevados, como por exemplo na 
submersão, o processo é retardado.
Putrefação cadavérica
üHigiene dos locais: evidentemente tem 
grande importância em razão do maior ou 
menor grau de contaminação ambiental.
ØAs condições intrínsecas mais importantes 
são: 
ü Sangria: possui efeito retardador
üDoenças desidratantes: retardam a 
putrefação, 
üMorte rápida ou por asfixia: favorecem o 
processo em virtude da abundância de massa 
sangüínea e pela fluidez da mesma.
Putrefação cadavérica
üDoenças toxêmicas e septicêmicas: 
ü Cobertura tegumentar: a quantidade de 
pelos e camada de gordura está 
diretamente relacionada à velocidade de 
instalação dos fenômenos transformativos, 
em virtude de se comportarem como 
isolantes térmicos, dificultando a dissipação 
do calor. 
üA própria idade e estado de nutrição 
exercem influência, embora de forma 
menos acentuada; 
Putrefação cadavérica
ØA marcha da putrefação pode ser dividida 
em quatro períodos: 
1 - Período de Coloração (cromático ou das 
manchas de putrefação)
É o primeiro a aparecer, no nível do 
abdômen, especialmente na região 
inguinal;.
Putrefação cadavérica
üColoração esverdeada, devido à presença
de sulfametahemoglobina, fruto da reação
entre gases produzidos por bactérias e a
hemoglobina liberada pela hemólise
üPodendo algumas vezes apresentar
coloração enegrecida.
üNo fígado, nas proximidades da vesícula
biliar ocorre a embebição biliar,tingindo a
superfície do parênquima hepático.
Putrefação cadavérica
2 - Período Gasoso.
• Inicia-se a partir do intestino por
fermentação do conteúdo ali existente, e
caracteriza-se por um acentuado grau de
timpanismo abdominal.
Putrefação cadavérica
3. Período Coliquativo (fusão pútrida)
(liquefação)
• Neste período, as partes moles são
reduzidas ao estado amorfo;
• Esse processo, embora se inicie
precocemente, assume sua maior
intensidade quando a produção gasosa
começa a diminuir.
Putrefação cadavérica
4 - Período de Esqueletização (redução 
esquelética) 
• Ocorre quando a maioria das partes moles 
do cadáver sofreu coliquação, restando 
apenas a arquitetura óssea. 
Maceração 
• Caracterizado pela rápida sucessão dos 
períodos de putrefação, onde os tecidos 
moles destacam-se dos ossos
• Pode ocorrer em fetos em virtude de 
contaminação do útero materno 
• Cadáveres mantidos em meio líquido 
estagnado sob ação de bactérias.
Transformativos conservativos 
Saponificação 
Geneval Veloso de França explica que a 
saponificação não é um processo inicial: “surge 
depois de um estágio mais ou menos avançado 
de putrefação quando certas enzimas 
bacterianas hidrolisam as gorduras neutras, 
dando origem aos ácidos graxos, os quais em 
contato com elementos minerais da argila se 
transformam em ésteres”
Saponificação 
• A saponificação é um processo 
transformativo conservador do cadáver que 
ocorre de forma espontânea; 
• Permite realizar uma série de exames algum 
tempo depois da morte
• Processo conservador que se caracteriza pela 
transformação do cadáver em substância de 
consistência untuosa, mole e quebradiça, de 
tonalidade amarelo escura, com aparência de 
cera ou sabão.
• A água estagnada e pouco corrente concorre 
para este efeito.
• Ocorre sobretudo em situações em que um 
grande número de cadáveres são colocados 
amontoados em uma só cova e os situados 
mais externamente são recobertos com cal; 
desse modo, em virtude do aumento da 
temperatura e ausência de oxigênio os 
cadáveres localizados no interior da massa 
sofrem saponificação.
Saponificação 
Putrefação cadavérica
Fenômenos Transformativos Conservadores
üMumificação
• Para a ocorrência natural, são necessárias
condições especiais que garantam a
desidratação rápida, de modo a impedir a
ação microbiana responsável pela
putrefação.
Putrefação cadavérica
• Macroscopicamente apresentam com 
redução do peso, pele dura, seca, 
enrugada e coloração enegrecida, 
portando dentes e anexos cutâneos bem 
conservados. 
• Uma outra forma de mumificação que 
pode ocorrer, é a forma fetal em 
consequência da morte do feto no útero 
materno sem contaminação bacteriana e 
sem a expulsão do mesmo.
Características diversas
üEsfriamento cadavérico (Algor mortis)
• Panículo adiposo – isolante. 
• Crianças e velhos resfriam mais facilmente. 
Limite da temperatura retal compatível com a 
vida é 20ºC. 
• Os órgãos internos mantêm aquecidos por 
volta de 24 horas, em média. 
• O estudo de esfriamento médio é de 1,5º 
C/hora. 
Cronologia – Calendário 
• Corpo quente, flácido e sem livores – menos 
de 2 horas.
• Rigidez da nuca e mandíbula, esboço de 
livores, esvaziamento das papilas oculares no 
fundo do olho – 2/4horas.
• Rigidez dos membros superiores, da nuca, da 
mandíbula, livores relativamente acentuados, 
anel isquêmico na metade do diâmetro 
papilar no fundo do olho – 4/6 horas.
Cronologia – Calendário 
• Rigidez generalizada, não surgimento da 
mancha verde abdominal, desaparecimento 
das artérias do fundo do olho – mais de 8 e 
menos de 16 horas.
• Rigidez generalizada, esboço de mancha 
verde abdominal, reforço da fragmentação 
venosa e desaparecimento das artérias do 
fundo do olho – mais de 16 e menos de 24 
horas. 
Cronologia – Calendário 
• Presença de mancha verde abdominal, início 
da flacidez, papilas e máculas não localizáveis 
no fundo de olho – 24/48 horas.
• Extensão da mancha verde abdominal, fundo 
de olho reconhecível só na periferia – 24/48 
horas.
• Fundo de olho irreconhecível – 72/96 horas.
• Desaparecimento das partes moles do corpo 
e presença de insetos – 2/3 anos.
• Esqueletização completa mais de 3 anos.

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