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A importância da língua brasileira de sinais (LIBRAS) NA INCLUSÃO DA PESSOA SURDA HISTÓRICO DA LÍNGUA DE SINAIS Em tempos antigos, as pessoas portadoras de alguma deficiência viviam à margem da sociedade, eram excluídas e estigmatizadas pela sociedade, e não foi diferente com a comunidade surda. Na antiguidade, as pessoas portadoras de alguma deficiência eram vistas como inválidas e até mesmo associadas a castigo divino. Segundo Brito (2016): os surdos eram proibidos de se comunicar por meio de sinais e eram forçados a aprender o oralismo, técnica que ensinava o surdo a oralizar com a leitura de lábios, método reconhecido como melhor método na educação de surdos, indicado com o Congresso de Milão em 1800. Na Suécia, em 1970, estudava o método de bilinguismo, e chegou ao Brasil em 1990 (ANDRÉ, 2018, p. 16). Obra: O Paralítico, 1763 de Jean Baptiste Greuse. Fonte da imagem: http://www.ibamendes.com/2011/01/deficiencia-atraves-dos-tempos.html HISTÓRICO DA LÍNGUA DE SINAIS Charles Michel LÉppe (1712-1789) Ensinando o alfabeto manual às crianças surdas Fonte: http://sospedagogia-andrea.blogspot.com.br/2010/08/abade-monge-charles-michel-de-lepee.html Girolano Cardano (1501-1576) Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Girolamo_Cardano Pedro Ponce de Leon(1520-1584) Fonte: https://ayuntamientoona.com/fray-pedro-ponce-de-leon-precursor-de-la-lengua-de-signos-ii/ Médico, matemático e filósofo, defendia que os surdos podiam aprender e ser educados, contrariando a visão tradicional da época. Monge que ensinava a escrita, a datilologia e a oralização. Fundou a primeira escola para surdos em um monastério de Valladolid. Criou o alfabeto manual francês, criou em sua casa uma escola para surdos, que se tornou a primeira escola para surdos na França, cujo o método se expandiu. HISTÓRICO DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS A primeira escola para surdos do país, foi fundada em 1857, na cidade do Rio de Janeiro e existe até hoje, sendo atualmente conhecida como Instituto Nacional de Educação de Surdos. É considerada uma instituição de referência na educação de surdos no país, oferecendo desde a educação infantil até a pós-graduação. No Brasil a comunidade surda sofria preconceito e discriminação. Somente em 1980, que aconteceram as primeiras manifestações em prol da ascensão da pessoa surda no Brasil. A partir dai surgiram mais reivindicações da comunidade surda por seus direitos e reconhecimento de LIBRAS. O primeiro estudo linguístico de LIBRAS, foi realizado por Lucinda Brito, pertencente a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1987, surgiu a primeira organização filantrópica representativa da Comunidade surda, Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENEIS). Fonte da imagem: https://adpparacatu.com.br/conectando-palestra-historia-da-educacao-dos-surdos/ HISTÓRICO DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS Em 1994, aconteceu o primeiro grande evento da comunidade surda, a Marcha “Surdo Venceremos”, os surdos reivindicavam o reconhecimento das LIBRAS como língua oficial, e direito a uma educação bilíngue. Graças à luta incessante da comunidade surda, elas conseguiram algumas reivindicações. A língua Brasileira de sinais (LIBRAS) foi reconhecida oficialmente em 2002 como meio legal de comunicação e expressão pela Lei n.º 10.436/2002, houve mudanças quanto à acessibilidade de pessoas surdas. Decreto 5.626, de 22 de dezembro de 2005, regulamenta a Lei das LIBRAS, efetua-se obrigatória a disciplina de LIBRAS na formação docente. Em 2012, foi aprovado pela câmera de deputados, foram incluída previsões de escolas e classes bilíngues. Fonte: https://sinalizandodf.wordpress.com/2011/04/10/movimento/ O ACOLHIMENTO DA CRIANÇA SURDA E DA FAMÍLIA Deve ser um ambiente acolhedor, onde a criança surda e a família podem se sentir apoiados, a ligação entre a família e a escola é fundamental para o desenvolvimento da pessoa surda. É Imprescindível ter na escola um intérprete de Língua Brasileira de Sinais e o reconhecimento de Libras como Língua materna do surdo. Recursos adaptados para que atenda as necessidades do discente surdo, no caso proposto. Um ambiente no qual o professor regente e os colegas da turma estejam familiarizados com LIBRAS para que as crianças surdas possam interagir com as outras, estimulando a interação e a socialização. Sala de recursos multifuncionais. Bidocência (interação entre o professor regente e o professor da Sala de recursos multifuncionais). Recursos audiovisuais. Tecnologias Assistivas: Softwares de comunicação alternativa. Vygotsky (1993) “não é a surdez que define o destino das pessoas, mas o resultado do olhar da sociedade sobre a surdez" (p. 45). As salas de recursos multifuncionais (SRM) são essenciais para a complementação da escolarização curricular do aluno com deficiência. Recursos adaptados como: currículo escolar flexibilizado que atenda a necessidade do discente portador de alguma deficiência, mobiliários, materiais pedagógicos. Professor bilíngue, Tradutor e Intérprete de LIBRAS/Língua Portuguesa, na modalidade escrita. O atendimento educacional especializado (AEE) é “compreendido como o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucional e continuamente” (BRASIL, 2011). Tecnologias Assistivas como: Computadores, jogos, internet, Softwares de comunicação alternativa. A proposta bilíngue também permitirá que o estudante surdo crie uma imagem positiva, pois, além de usar a língua de sinais como idioma natural, também usará a língua portuguesa para se integrar à cultura ouvinte. Ideal seria que todas as crianças surdas tivessem acesso a uma escola bilíngue nos primeiros anos de vida, pois, dessa forma, teriam contato com a língua brasileira de sinais como primeira língua e com a língua portuguesa, o que facilitaria a comunicação e a compreensão do mundo. A interação entre as duas línguas, possibilita que a criança desenvolva suas capacidades: linguísticas, cognitivas, afetivas e políticas. IMPORTÂNCIA DA ESCOLA BILÍNGUE A IMPORTÂNCIA DE SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS Fonte da imagem: https://www.porsinal.pt/index.php?ps=congressos&idcon=286 Fonte: https://paranafortaleza.blogspot.com/p/blog-page.html 7 REFERÊNCIAS ANDRÉ, Tamara Cardoso. MAZACOTTE, Andréa Carolina Bernal. A luta do movimento surdo pelo direito à língua. Revista Científica Trama, 14 junho de 2018. Disponível em: . Acessado em: 10 de novembro de 2024. BRASIL. Decreto nº 7.611 de 17 de novembro de 2011. Brasília: MEC/SEESP, 2005. Brasília: MEC/SEESP, 2011. BRITO, Fábio Bezerra de. O Movimento Surdo no Brasil: a busca por direitos. Jorsen, 04 de agosto, 2016. Disponível em: . Acessado em 09 de novembro de 2024. SILVA, João da; PEREIRA, Maria. O impacto da inclusão digital na educação de surdos . 2019. 22h. Trabalho apresentado no CONEDU 2019, 2019, Brasília. Disponível em: . Acessado em: 10 de novembro de 2024. XAVIER, André. A Língua das Mãos . Disponível em: . Acessado em: 10 de novembro de 2024. image2.jpg image3.png image4.jpeg image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.jpeg image12.png