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Filosofia Antiga FIL0676 - (U�) Conforme Juvenal Savian Filho: “A caracterís�ca central da a�vidade filosófica, desde seu nascimento até nossos dias, é o uso da razão, capacidade de inves�gar o sen�do dos diferentes componentes da existência e de também produzir sen�do.” SAVIAN FILHO, J. Filosofia e filosofias: existência e sen�dos. Belo Horizonte: Autên�ca Editora, 2016, p. 33. Acerca da filosofia, tal como expresso no texto, é CORRETO afirmar: a) A filosofia tem como condição fundamental o uso e o exercício da razão. b) A filosofia é uma ciência muito an�ga iniciada por Sócrates. c) A filosofia consiste no uso geral das diversas opiniões, como afirmava Platão. d) A modernidade inaugura o período filosófico da humanidade pelo uso da razão. FIL0499 - (Enem) Sócrates: “Quem não sabe o que uma coisa é, como poderia saber de que �po de coisa ela é? Ou te parece ser possível alguém que não conhece absolutamente quem é Mênon, esse alguém saber se ele é belo, se é rico e ainda se é nobre? Parece-te ser isso possível? Assim, Mênon, que coisa afirmas ser a virtude?”. PLATÃO. Mênon. Rio de Janeiro: PUC-Rio; São Paulo: Loyola, 2001 (adaptado). A a�tude apresentada na interlocução do filósofo com Mênon é um exemplo da u�lização do(a) a) escrita epistolar. b) método dialé�co. c) linguagem trágica. d) explicação fisicalista. e) suspensão judica�va. FIL0032 - (Enem) Todas as coisas são diferenciações de uma mesma coisa e são a mesma coisa. E isto é evidente. Porque se as coisas que são agora neste mundo – terra, água ar e fogo e as outras coisas que se manifestam neste mundo –, se alguma destas coisas fosse diferente de qualquer outra, diferente em sua natureza própria e se não permanecesse a mesma coisa em suas muitas mudanças e diferenciações, então não poderiam as coisas, de nenhuma maneira, misturar-se umas às outras, nem fazer bem ou mal umas às outras, nem a planta poderia brotar da terra, nem um animal ou qualquer outra coisa vir à existência, se todas as coisas não fossem compostas de modo a serem as mesmas. Todas as coisas nascem, através de diferenciações, de uma mesma coisa, ora em uma forma, ora em outra, retomando sempre a mesma coisa. DIÓGENES, In: BORNHEIM, G. A. Os filósofos pré- socrá�cos. São Paulo, Cultrix, 1967. O texto descreve argumentos dos primeiros pensadores, denominados pré-socrá�cos. Para eles, a principal preocupação filosófica era de ordem a) cosmológica, propondo uma explicação racional do mundo fundamentada nos elementos da natureza. b) polí�ca, discu�ndo as formas de organização da polis ao estabelecer as regras de democracia. c) é�ca, desenvolvendo uma filosofia dos valores virtuosos que tem a felicidade como o bem maior. d) esté�ca, procurando inves�gar a aparência dos entes sensíveis. e) hermenêu�ca, construindo uma explicação unívoca da realidade. FIL0024 - (Upe) Observe o texto a seguir sobre a gênese do pensamento filosófico: Entre o fim do VII século e o começo do VI a.C., o problema cosmológico é o primeiro a destacar-se claramente como objeto de pesquisa sistemá�ca diferente do impreciso complexo de problemas que já ocupavam a mente dos gregos ainda antes do surgir de uma reflexão filosófica verdadeira e própria. (MONDOLFO, Rodolfo. O Pensamento An�go, São Paulo: Mestre Jou, 1966, p. 31.) 1@professorferretto @prof_ferretto O texto retrata, com clareza, o problema cosmológico, objeto de estudo da filosofia a) Socrá�ca. b) Platônica. c) Pré-socrá�ca. d) Mí�ca. e) Pós-socrá�ca. FIL0652 - (Uece) “A relação que constatamos entre o nascimento do filósofo e o aparecimento do cidadão não é para nos surpreender. A Cidade (pólis) realiza no plano das formas sociais uma separação entre a sociedade e a natureza; e essa separação pressupõe, no plano das formas mentais, o exercício de um pensamento racional. Com a Cidade, a ordem polí�ca se separou da organização cósmica; a Cidade aparece como objeto de uma constante indagação e reflexão, de uma discussão apaixonada e, ao mesmo tempo, argumentada”. VERNANT, J.-P. A formação do pensamento posi�vo na Grécia arcaica. In: Mito e pensamento entre os gregos. Tradução de Haiganuch Sarian. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990, p. 462-263. (Texto adaptado) Com base na citação anterior, é correto afirmar que a filosofia grega nasceu a) do pensamento racional exercitado no debate e na argumentação na Cidade. b) quando se abandonou a discussão sobre o Cosmo, voltando-se para a polí�ca. c) do prolongamento da tradição mito-poé�ca rural na nova realidade urbana. d) do afastamento do cidadão da vida na Cidade e seu interesse pelo Cosmo. FIL0026 - (Enem) Demócrito julga que a natureza das coisas eternas são pequenas substâncias infinitas, em grande número. E julga que as substâncias são tão pequenas que fogem às nossas percepções. E lhes são inerentes formas de toda espécie, figuras de toda espécie e diferenças em grandeza. Destas, então, engendram-se e combinam-se todos os volumes visíveis e percep�veis. SIMPLÍCIO. Do Céu (DK 68 a 37). In: Os pré-socrá�cos. São Paulo: Nova Cultural, 1996 (adaptado). A Demócrito atribui-se a origem do conceito de a) porção mínima da matéria, o átomo. b) princípio móvel do universo, a arché. c) qualidade única dos seres, a essência. d) quan�dade variante da massa, o corpus. e) substrato cons�tu�vo dos elementos, a physis. FIL0054 - (Unicamp) A sabedoria de Sócrates, filósofo ateniense que viveu no século V a.C., encontra o seu ponto de par�da na afirmação “sei que nada sei”, registrada na obra Apologia de Sócrates. A frase foi uma resposta aos que afirmavam que ele era o mais sábio dos homens. Após interrogar artesãos, polí�cos e poetas, Sócrates chegou à conclusão de que ele se diferenciava dos demais por reconhecer a sua própria ignorância. O “sei que nada sei” é um ponto de par�da para a Filosofia, pois a) aquele que se reconhece como ignorante torna-se mais sábio por querer adquirir conhecimentos. b) é um exercício de humildade diante da cultura dos sábios do passado, uma vez que a função da Filosofia era reproduzir os ensinamentos dos filósofos gregos. c) a dúvida é uma condição para o aprendizado e a Filosofia é o saber que estabelece verdades dogmá�cas a par�r de métodos rigorosos. d) é uma forma de declarar ignorância e permanecer distante dos problemas concretos, preocupando-se apenas com causas abstratas. FIL0061 - (Ueg) A Grécia foi o berço da filosofia, destacando-se pela presença dos filósofos que pensaram o mundo em que viveram u�lizando a ferramenta da razão. O período da história grega e o filósofo que afirmou que “só sei que nada sei” foram respec�vamente o a) período pós-clássico e Sócrates. b) período helenís�co e Platão. c) período clássico e Sócrates. d) período clássico e Platão. FIL0049 - (Upe) Sobre a temá�ca da Filosofia na História, analise o texto a seguir: Há, pois, uma inseparável conexão entre filosofia e história da filosofia. A filosofia é histórica, e sua história lhe pertence essencialmente. E, por outra parte, a história da filosofia não é uma mera informação erudita acerca das opiniões dos filósofos. Senão que é a 2@professorferretto @prof_ferretto exposição verdadeira do conteúdo real da filosofia. É, pois, com todo rigor, filosofia. A filosofia não se esgota em nenhum de seus sistemas, senão que consiste na história efe�va de todos eles. MARIAS, Julián. Historia de la Filosofia. Madrid, 1956, p. 5. Assim, é CORRETO afirmar que, na tradição histórica da filosofia, a) o racionalismo e o empirismo têm estritas relações com a solução integral do problema da vida na religião. b) os naturalistas pré-socrá�cos se preocuparam exclusivamente com a subje�vidade e a matéria religiosa. c) o famoso lema “conhece-te a � mesmo – torna-te consciente de tua ignorância” caracterizou o pensamento filosófico de Sócrates. d) o período da filosofia moderna é conhecido por se preocupar com as verdades reveladas. e) o períodoParmênides de que razão e sensação são inseparáveis. d) Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não. e) Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão. FIL0082 - (Enem) No centro da imagem, o filósofo Platão é retratado apontando para o alto. Esse gesto significa que o conhecimento se encontra em uma instância na qual o homem descobre a a) suspensão do juízo como reveladora da verdade. b) realidade inteligível por meio do método dialé�co. c) salvação da condição mortal pelo poder de Deus. d) essência das coisas sensíveis no intelecto divino. e) ordem intrínseca ao mundo por meio da sensibilidade. FIL0031 - (Upe) Leia o texto a seguir: 19@professorferretto @prof_ferretto A Grécia é considerada o berço da Filosofia. O pensamento grego tem a singularidade do intelecto, privilegiando, acima de tudo, a dimensão conceitual e discursiva. De acordo com a tradição histórica, a fase inaugural do pensar filosófico grego é conhecida como período pré-socrá�co. Sendo assim, é CORRETO afirmar que a) a filosofia pré-socrá�ca enfa�za, principalmente, a explicação da liberdade. b) no período pré-socrá�co da filosofia, o pensar crí�co retrata o valor da história dos deuses. c) o período pré-socrá�co da filosofia é denominado essencialmente de período naturalista. d) no período pré-socrá�co, o enfoque da Filosofia é denominado de período é�co. e) o período pré-socrá�co da filosofia enaltece a confiança na religiosidade das ideias e no problema da vida. FIL0541 - (Uece) “Começando por Homero, todos os poetas são imitadores da imagem da virtude e dos restantes assuntos sobre os quais compõem, mas não a�ngem a verdade. O poeta, por meio de palavras e frases, sabe colorir devidamente cada uma das a�vidades técnicas, sem entender nada delas, sabendo apenas imitá-las.” PLATÃO. República, 600e-601a. – 9 ed.Trad. port. Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001. – Adaptado. Com base na passagem acima, é correto afirmar que, para Platão, a) os poetas expressam outra verdade, dis�nta do saber técnico e das virtudes humanas. b) a imitação da imagem das virtudes e das técnicas não é um conhecimento certo delas. c) não é possível um conhecimento verdadeiro sobre as virtudes e as diversas técnicas. d) a poesia imita�va fala corretamente sobre os conhecimentos técnicos, mas em versos. FIL0584 - (Enem) Os verdadeiros filósofos, tomados senhores da cidade, sejam eles muitos ou um só, desprezam as honras como as de hoje, por julgá-las indignas de um homem livre e sem valor algum, mas, ao contrário, têm em alta conta a re�dão e as honras que dela decorrem e, julgando a jus�ça como algo muito importante e necessário, pondo- se a serviço dela e fazendo-a crescer, administram sua cidade. PLATÃO. A República. São Paulo: Mar�ns Fontes, 2006 (adaptado). No contexto da filosofia platônica, o texto expressa uma perspec�va aristocrá�ca acerca do exercício do poder, uma vez que este é legi�mado pelo(a) a) prá�ca da virtude. b) consenso da elite. c) decisão da maioria. d) riqueza do indivíduo. e) pertencimento de sangue. FIL0568 - (Uece) “Quando nós afirmamos ou negamos alguma coisa em relação a alguma outra coisa, isto é, quando julgamos ou formulamos proposições, ainda não estamos raciocinando. E, obviamente, também não raciocinamos quando formulamos uma série de juízos e relacionamos uma série de proposições desconexas entre si. Entretanto, raciocinamos quando passamos de juízo a juízo, de proposição a proposição, que tenham determinados nexos entre si e, de alguma forma, sejam umas causa de outras, umas antecedentes e outras consequentes.” REALE, G.; ANTISERI, D. História da filosofia, vol. 1. São Paulo: Paulus, 1990, p. 214. A disciplina filosófica que estuda e estabelece as bases do raciocínio correto é a 20@professorferretto @prof_ferretto a) ontologia. b) psicologia. c) lógica. d) cosmologia. FIL0040 - (Enem) TEXTO I Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento originário de tudo o que existe, exis�u e exis�rá, e que outras coisas provêm de sua descendência. Quando o ar se dilata, transforma-se em fogo, ao passo que os ventos são ar condensado. As nuvens formam-se a par�r do ar por feltragem e, ainda mais condensadas, transformam- se em água. A água, quando mais condensada, transforma-se em terra, e quando condensada ao máximo possível, transforma-se em pedras. BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006 (adaptado). TEXTO II Basílio Magno, filósofo medieval, escreveu: “Deus, como criador de todas as coisas, está no princípio do mundo e dos tempos. Quão parcas de conteúdo se nos apresentam, em face desta concepção, as especulações contraditórias dos filósofos, para os quais o mundo se origina, ou de algum dos quatro elementos, como ensinam os Jônios, ou dos átomos, como julga Demócrito. Na verdade, dão a impressão de quererem ancorar o mundo numa teia de aranha”. GILSON, E.; BOEHNER, P. História da Filosofia Cristã. São Paulo: Vozes, 1991 (adaptado). Filósofos dos diversos tempos históricos desenvolveram teses para explicar a origem do universo, a par�r de uma explicação racional. As teses de Anaxímenes, filósofo grego an�go, e de Basílio, filósofo medieval, têm em comum na sua fundamentação teorias que a) eram baseadas nas ciências da natureza. b) refutavam as teorias de filósofos da religião. c) �nham origem nos mitos das civilizações an�gas. d) postulavam um princípio originário para o mundo. e) defendiam que Deus é o princípio de todas as coisas. FIL0069 - (Unioeste) O tema da expulsão dos poetas da ‘cidade ideal’, proposto pelo personagem Sócrates, na República, tem gerado discussão e perplexidade ao longo da história da filosofia. O fundamento conceitual dessa expulsão é a hipótese das Ideias ou Formas. Por um lado, as Ideias são en�dades eternas, que se cons�tuem como verdadeiro ser, ser pleno, instaurando o âmbito ontológico do inteligível; por outro lado, tudo que pertence ao âmbito do imediato, circundante – o ‘nosso mundo’, âmbito do Sensível – é ‘menos ser’. A Ideia do Um, por exemplo, tem plenitude de ser, ao passo que todas as unidades dos seres (objetos, seres humanos, etc.) dependem de sua par�cipação na Ideia do Um, para vigorar como unidades. As Ideias são eternas; os entes sensíveis são temporais, efêmeros e somente subsistem enquanto se dá a par�cipação. A polis ideal construída por Sócrates deverá ser governada pelos filósofos, porque esses concentram- se na atenção ao Inteligível, sem se perder nos apelos do Sensível; e, ao imaginar esse governo, uma das exigências para a plenitude de jus�ça dessa cidade é a expulsão dos poetas, os ‘imitadores’. Levando-se em conta essa base conceitual, tal como aqui apresentada, assinale a alterna�va que explica CORRETAMENTE a expulsão dos poetas. a) Sócrates redigiu a República com base na teoria das Ideias e chegou à conclusão de que poetas são poli�camente perigosos e socialmente improdu�vos. Assim, somente cien�stas e construtores podem permanecer em a�vidade, na polis ideal, porque são os únicos a lidar com o Inteligível. b) A expulsão dos poetas, propugnada por Sócrates, personagem da República, tem origem em sua afirmação de que a poesia está inteiramente fundada no Inteligível. c) Platão redigiu a República com base na teoria das Ideias e chegou à conclusão de que poetas são poli�camente perigosos e socialmente improdu�vos. Assim, somente cien�stas e construtores podem permanecer em a�vidade, na polis ideal, porque são os únicos a lidar com o Inteligível. d) As Ideias são en�dades eternas, que vigoram no âmbito Inteligível, ou seja, elas são a inteligibilidade ou sen�do de tudo que ‘existe’; sem Ideias, as coisas não têm sen�do. Os poetas, em lugar de atentar ao sen�do inteligível dos entes, imitam, reproduzem, copiam – afastando-se, assim, das Ideias e desviando a polis de suas tarefas prementes.Este é o mo�vo de sua exclusão. e) Sem uma análise do contexto, é impossível entender uma tese tão radical como a da expulsão dos poetas. Sócrates propõe essa medida extrema devido à mistura entre poesia e so�s�ca, que se verificava em todas as grandes cidades da Grécia an�ga. Os poetas, mesmo Homero e Hesíodo, já se deixavam influenciar pelas teses dos sofistas, inimigos da filosofia, com o que Sócrates e seus discípulos não podiam concordar. Poetas que louvassem os deuses e a filosofia, porém, poderiam permanecer na cidade ideal. 21@professorferretto @prof_ferretto FIL0111 - (Enem) A quem não basta pouco, nada basta. EPICURO. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1985. Remanescente do período helenís�co, a máxima apresentada valoriza a seguinte virtude: a) Esperança, �da como confiança no porvir. b) Jus�ça, interpretada como re�dão de caráter. c) Temperança, marcada pelo domínio da vontade. d) Coragem, definida como for�tude na dificuldade. e) Prudência, caracterizada pelo correto uso da razão. FIL0098 - (Enem) Pode-se viver sem ciência, pode-se adotar crenças sem querer jus�ficá-las racionalmente, pode-se desprezar as evidências empíricas. No entanto, depois de Platão e Aristóteles, nenhum homem honesto pode ignorar que uma outra a�tude intelectual foi experimentada, a de adotar crenças com base em razões e evidências e ques�onar tudo o mais a fim de descobrir seu sen�do úl�mo. ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2002. Platão e Aristóteles marcaram profundamente a formação do pensamento Ocidental. No texto, é ressaltado importante aspecto filosófico de ambos os autores que, em linhas gerais, refere-se à a) adoção da experiência do senso comum como critério de verdade. b) incapacidade de a razão confirmar o conhecimento resultante de evidências empíricas. c) pretensão de a experiência legi�mar por si mesma a verdade. d) defesa de que a hones�dade condiciona a possibilidade de se pensar a verdade. e) compreensão de que a verdade deve ser jus�ficada racionalmente. FIL0596 - (Fer) Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros há um caminho em que homens transportam estatuetas (pequenas estátuas) de todo �po, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas. Por causa da luz da fogueira, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas atrás de um muro, mas sem poderem ver as próprias estatuetas nem os homens que as transportam. Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Marilena Chauí. Convite à filosofia, 1994. Adaptado. Sobre a Alegoria da Caverna e os conceitos apresentados por Platão, assinale a alterna�va correta. a) O conhecimento verdadeiro é formado no mundo sensível, onde o Ser é absoluto. b) Na Alegoria da Caverna, Platão expõe o conceito de episteme, como sendo o conhecimento falso, baseado na dialé�ca e que busca conhecer o que é uno e imutável. c) As sombras projetadas na parede da caverna correspondem às Formas ou Ideias, uma vez que representam o contorno ou a “forma” dos objetos reais. d) Apesar de estarem acorrentados, os prisioneiros conseguem ter plena clareza quanto à realidade existente fora da caverna. e) A Alegoria da Caverna é uma representação, uma metáfora sobre o mundo, concebida por Platão para explicar o modelo de um mundo dual: um racional, verdadeiro, e outro sensível, falso. FIL0034 - (Uema) Leia a letra da canção a seguir. Nada do que foi será De novo do jeito que já foi um dia Tudo passa Tudo sempre passará A vida vem em ondas Como um mar Num indo e vindo infinito Tudo que se vê não é Igual ao que a gente Viu há um segundo Tudo muda o tempo todo No mundo [...] Fonte: SANTOS, Lulu; MOTTA, Nelson. Como uma onda. In: Álbum MTV ao vivo. Rio de Janeiro: Sony-BMG, 2004. Da mesma forma como canta o poeta contemporâneo, que vê a realidade passando como uma onda, assim também pensaram os primeiros filósofos conhecidos como Pré-socrá�cos que denominavam a realidade de physis. A caracterís�ca dessa realidade representada, também, na música de Lulu Santos é o(a) 22@professorferretto @prof_ferretto a) fluxo. b) está�ca. c) infinitude. d) desordem. e) mul�plicidade. FIL0091 - (Enem) Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado no interesse desse fim; evidentemente tal fim será o bem, ou antes, o sumo bem. Mas não terá o conhecimento, porventura, grande influência sobre essa vida? Se assim é, esforcemo-nos por determinar, ainda que em linhas gerais apenas, o que seja ele e de qual das ciências ou faculdades cons�tui o objeto. Ninguém duvidará de que o seu estudo pertença à arte mais pres�giosa e que mais verdadeiramente se pode chamar a arte mestra. Ora, a polí�ca mostra ser dessa natureza, pois é ela que determina quais as ciências que devem ser estudadas num Estado, quais são as que cada cidadão deve aprender, e até que ponto; e vemos que até as faculdades �das em maior apreço, como a estratégia, a economia e a retórica, estão sujeitas a ela. Ora, como a polí�ca u�liza as demais ciências e, por outro lado, legisla sobre o que devemos e o que não devemos fazer, a finalidade dessa ciência deve abranger as das outras, de modo que essa finalidade será o bem humano. ARISTÓTELES. É�ca a Nicômaco. In: Pensadores. São Paulo: Nova Gunman 1991 (adaptado). Para Aristóteles, a relação entre o sumo bem e a organização da polis pressupõe que a) o bem dos indivíduos consiste em cada um perseguir seus interesses. b) o sumo bem é dado pela fé de que os deuses são os portadores da verdade. c) a polí�ca é a ciência que precede todas as demais na organização da cidade. d) a educação visa formar a consciência de cada pessoa para agir corretamente. e) a democracia protege as a�vidades polí�cas necessárias para o bem comum. FIL0018 - (Ueap) A filosofia surge na Grécia por volta do século VI a.C. Mudanças sociais, polí�cas e econômicas favoreceram o seu surgimento. Dentre estas mudanças, pode-se mencionar: a) A estruturação do mundo rural, desenvolvimento do sistema escravagista e o estabelecimento de uma aristocracia proprietária de terras. b) A expansão da economia local fundada no desenvolvimento do artesanato, o fortalecimento dos “demos” e da organização familiar patriarcal. c) As disputas entre Atenas e Esparta, o desenvolvimento de Mecenas e do comércio jônico. d) O uso da escrita alfabé�ca, as viagens marí�mas e a evolução do comércio e do artesanato. e) O predomínio do pensamento mí�co. FIL0022 - (Ufpr) De acordo com Tales de Mileto, a água é origem e matriz de todas as coisas. Essa maneira de reduzir a mul�plicidade das coisas a um único elemento foi considerada uma das primeiras expressões da Filosofia, porque: a) é um ques�onamento sobre o fundamento das coisas. b) enuncia a verdade sobre a origem das coisas. c) é uma proposição que se pode comprovar. d) é uma proposição cien�fica. e) é um mito de origem. FIL0089 - (Enem) Vimos que o homem sem lei é injusto e o respeitador da lei é justo; evidentemente todos os atos legí�mos são, em certo sen�do, atos justos, porque os atos prescritos pela arte do legislador são legí�mos e cada um deles é justo. Ora, nas disposições que tomam sobre todos os assuntos, as leis têm em mira a vantagem comum, quer de todos, quer dos melhores ou daqueles que detêm o poder ou algo desse gênero; de modo que, em certo sen�do, chamamos justos aqueles atos que tendem a produzir e a preservar, para a sociedade polí�ca, a felicidade e os elementos que a compõem. ARISTÓTELES. A polí�ca. São Paulo: Cia. das Letras, 2010 (adaptado).De acordo com o texto de Aristóteles, o legislador deve agir conforme a a) moral e a vida privada. b) virtude e os interesses públicos. c) u�lidade e os critérios pragmá�cos. d) lógica e os princípios meta�sicos. e) razão e as verdades transcendentes. FIL0096 - (Enem) 23@professorferretto @prof_ferretto A felicidade é portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos “das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos estes atributos estão presentes nas mais excelentes a�vidades, e entre essas a melhor, nós a iden�ficamos como felicidade. ARISTÓTELES. A Polí�ca. São Paulo: Cia. das Letras, 2010. Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristóteles a iden�fica como a) busca por bens materiais e �tulos de nobreza. b) plenitude espiritual a ascese pessoal. c) finalidade das ações e condutas humanas. d) conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas. e) expressão do sucesso individual e reconhecimento público. FIL0030 - (Ueap) ...que é e que não é possível que não seja,/ é a vereda da Persuasão (porque acompanha a Verdade); o outro diz que não é e que é preciso que não seja,/ eu te digo que esta é uma vereda em que nada se pode aprender. De fato, não poderias conhecer o que não é, porque tal não é fa�vel./ nem poderia expressá-lo. (Nicola, Ubaldo.Antologia ilustrada de Filosofia. Editora Globo, 2005.) O texto anterior expressa o pensamento de qual filósofo? a) Aristóteles, que estabelecia a dis�nção entre o mundo sensível e o inteligível. b) Heráclito de Éfeso, que afirmava a unidade entre pensamento e realidade. c) Tales de Mileto, que afirmava ser a água o princípio de todas as coisas. d) Parmênides de Eleia, que afirmava a imutabilidade de todas as coisas e a unidade entre ser e pensar, ser e conhecimento. e) Protágoras, que afirmava que o homem é a medida de todas as coisas, que o ser é e o não ser não é. FIL0052 - (Enem) Trasímaco estava impaciente porque Sócrates e os seus amigos presumiam que a jus�ça era algo real e importante. Trasímaco negava isso. Em seu entender, as pessoas acreditavam no certo e no errado apenas por terem sido ensinadas a obedecer às regras da sua sociedade. No entanto, essas regras não passavam de invenções humanas. RACHELS. J. Problemas da filosofia. Lisboa: Gradiva, 2009. O sofista Trasímaco, personagem imortalizado no diálogo A República, de Platão, sustentava que a correlação entre jus�ça e é�ca é resultado de a) determinações biológicas impregnadas na natureza humana. b) verdades obje�vas com fundamento anterior aos interesses sociais. c) mandamentos divinos inques�onáveis legados das tradições an�gas. d) convenções sociais resultantes de interesses humanos con�ngentes. e) sen�mentos experimentados diante de determinadas a�tudes humanas. FIL0044 - (Enem) Alguns pensam que Protágoras de Abdera pertence também ao grupo daqueles que aboliram o critério, uma vez que ele afirma que todas as impressões dos sen�dos e todas as opiniões são verdadeiras, e que a verdade é uma coisa rela�va, uma vez que tudo o que aparece a alguém ou é opinado por alguém é imediatamente real para essa pessoa. KERFERD, G. B. O movimento sofista. São Paulo: Loyola, 2002 (adaptado). O grupo ao qual se associa o pensador mencionado no texto se caracteriza pelo obje�vo de a) alcançar o conhecimento da natureza por meio da experiência. b) jus�ficar a veracidade das afirmações com fundamentos universais. c) priorizar a diversidade de entendimentos acerca das coisas. d) preservar as regras de convivência entre os cidadãos. e) analisar o princípio do mundo conforme a teogonia. FIL0009 - (Ueg) O surgimento da filosofia entre os gregos (Séc. VII a.C.) é marcado por um crescente processo de racionalização da vida na cidade, em que o ser humano abandona a verdade revelada pela codificação mí�ca e passa a exigir uma explicação racional para a compreensão do mundo humano e do mundo natural. Dentre os legados da filosofia grega para o Ocidente, destaca-se: 24@professorferretto @prof_ferretto a) a concepção polí�ca expressa em A República, de Platão, segundo a qual os mais fortes devem governar sob um regime polí�co oligárquico. b) a criação de ins�tuições universitárias como a Academia, de Platão, e o Liceu, de Aristóteles. c) a filosofia, tal como surgiu na Grécia, deixou-nos como legado a recusa de uma fé inabalável na razão humana e a crença de que sempre devemos acreditar nos sen�mentos. d) a recusa em apresentar explicações preestabelecidas mediante a exigência de que, para cada fato, ação ou discurso, seja encontrado um fundamento racional. FIL0076 - (Upe) Leia o texto a seguir sobre o tema Filosofia na História: A filosofia an�ga grega e greco-romana tem uma história mais que milenar. Par�ndo do século VI a.C., chega até o ano de 529 d.C., ano em que o imperador Jus�niano mandou fechar as escolas pagãs e dispersar os seus seguidores. Nesse arco de tempo, podemos dis�nguir o momento das grandes sínteses de Platão e Aristóteles. (REALE, Giovanni. História da Filosofia: An�guidade e Idade Média. São Paulo: Paulinas, 1990, p. 25-26). O autor na citação acima sinaliza a significância do período sistemá�co da filosofia an�ga. No que tange à filosofia de Platão, assinale a alterna�va CORRETA. a) Platão propõe a existência das ‘essências ou formas’, que estão presentes no mundo das ideias e são modelos eternos das coisas sensíveis. b) A filosofia de Platão salienta as essências do mundo sensível que são modelos para o mundo das ideias. c) O pensamento de Platão não teve papel decisivo do desenvolvimento da mís�ca, da teologia e da filosofia cristã. d) As ideias de Platão têm a confiança absoluta no poder dos sen�dos e desconfiam do conhecimento racional. e) O pensamento filosófico de Platão tem como finalidade a descoberta do mundo �sico, declinando do campo da meta�sica. FIL0113 - (Enem) Pirro afirmava que nada é nobre nem vergonhoso, justo ou injusto; e que, da mesma maneira, nada existe do ponto de vista da verdade; que os homens agem apenas segundo a lei e o costume, nada sendo mais isto do que aquilo. Ele levou uma vida de acordo com esta doutrina, nada procurando evitar e não se desviando do que quer que fosse, suportando tudo, carroças, por exemplo, precipícios, cães, nada deixando ao arbítrio dos sen�dos. LAÉRCIO, D. Vidas e sentenças dos filósofos ilustres. Brasília: Editora UnB, 1988. O ce�cismo, conforme sugerido no texto, caracteriza-se por: a) Desprezar quaisquer convenções e obrigações da sociedade. b) A�ngir o verdadeiro prazer como o princípio e o fim da vida feliz. c) Defender a indiferença e a impossibilidade de obter alguma certeza. d) Aceitar o determinismo e ocupar-se com a esperança transcendente. e) Agir de forma virtuosa e sábia a fim de enaltecer o homem bom e belo. FIL0547 - (Uece) Observe os seguintes versos do poeta grego Hesíodo: “Tal é das Musas o sagrado dom para os homens. Pois é pelas Musas e por Apolo, que a�ra longe, Que nobres aedos (poetas) e citaristas há sobre a terra – Como por Zeus há reis”. HESÍODO. Teogonia, 93-103. Apud HARTOG, F. A história de Homero a Santo Agos�nho Trad. bras.Jacyntho Brandão. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2011. 25@professorferretto @prof_ferretto Nos versos acima citados, o poeta nos informa de uma caracterís�ca fundamental da tradição mí�ca (narra�va ou poé�ca) grega de que o poeta épico a) narra com base em imaginação e cria�vidade próprias. b) baseia-se no imaginário comunitário e suas divindades. c) depende da inspiração nas mulheres, ou musas, que ama. d) recusa a tradição dos homens, apelando aos deuses. FIL0099 - (Enem) Quanto à deliberação, deliberam as pessoas sobre tudo? São todas as coisas objetos de possíveis deliberações? Ou será a deliberaçãoimpossível no que tange a algumas coisas? Ninguém delibera sobre coisas eternas e imutáveis, tais como a ordem do universo; tampouco sobre coisas mutáveis, como os fenômenos dos sols�cios e o nascer do sol, pois nenhuma delas pode ser produzida por nossa ação. ARISTÓTELES. É�ca a Nicômaco. São Paulo: Edipro, 2007. (adaptado). O conceito de deliberação tratado por Aristóteles é importante para entender a dimensão da responsabilidade humana. A par�r do texto, considera-se que é possível ao homem deliberar sobre a) coisas imagináveis, já que ele não tem controle sobre os acontecimentos da natureza. b) ações humanas, ciente da influência e da determinação dos astros sobre as mesmas. c) fatos a�ngíveis pela ação humana, desde que estejam sob seu controle. d) fatos e ações mutáveis da natureza, já que ele é parte dela. e) coisas eternas, já que ele é por essência um ser religioso. FIL0108 - (Upe) Sobre o problema polí�co e social, atente ao texto a seguir: O homem verdadeiramente polí�co também goza a reputação de haver estudado a virtude acima de todas as coisas, pois que ele deseja fazer com que os seus concidadãos sejam bons e obedientes às leis. Mas a virtude que devemos estudar é, fora de qualquer dúvida, a virtude humana; porque humano era o bem e humana a felicidade que buscávamos. Aristóteles. É�ca a Nicômaco. São Paulo, 1973, p. 263. Na citação acima, Aristóteles retrata que a) a virtude humana é a busca da felicidade e não diz respeito à dimensão polí�ca que é da esfera do social. b) o verdadeiro homem prudente no âmbito polí�co busca e faz uso do equilíbrio da vida pessoal e social. c) os cidadãos são bons e obedientes às leis, isto é, declinam do valor da virtude humana. d) o homem verdadeiramente polí�co deve buscar o bem e a felicidade na esfera individual. e) a virtude humana é um projeto individual e indiferente no âmbito da convivência polí�co-social. FIL0004 - (Upe) Sobre a gênese da filosofia entre os gregos, observe o texto a seguir: Seja como termo, seja como conceito, a filosofia é considerada pela quase totalidade dos estudiosos como uma criação própria do gênio dos gregos. Quem não levar isso em conta não poderá compreender por que, sob o impulso dos gregos, a civilização ocidental tomou uma direção completamente diferente da oriental. (ANTISERI, Dario e RELAE, Giovanni. História da Filosofia, 1990, p. 11). Sobre a gênese do pensamento filosófico entre os gregos, é CORRETO afirmar que a) a experiência concreta da racionalidade estava isenta da vida polí�ca na Pólis Grega. b) a prá�ca polí�co-democrá�ca, atrelada ao enfoque irracional da vida em sociedade, foi o terreno fér�l para a gênese do pensamento filosófico. c) sob o impulso dos gregos, a dimensão racional se impõe como critério de verdade. A filosofia é fruto desse projeto da razão. d) a filosofia é fruto do momento cultural em que a sensibilidade e a fantasia impõem-se sobre a razão. e) na gênese do pensamento filosófico grego, na civilização ocidental, a forma de sabedoria que se sobrepunha à ciência filosófica, eram as convicções religiosas fundamentadas na razão pura. FIL0575 - (Uece) Leia atentamente a seguinte passagem do diálogo platônico Fédon: “Sócrates – Suponho que há um belo, um bom e um grande em si, e do mesmo modo as demais coisas. Para mim é evidente: quando, além do belo em si, existe um outro belo, este é belo porque par�cipa daquele primeiro, e apenas por isso e por nenhuma outra causa. O mesmo afirmo a propósito de tudo mais. Reconheceis isto como causa? 26@professorferretto @prof_ferretto Cebes – Reconheço. Sócrates – Quanto a mim, estou firmemente convencido de que o que faz belo um objeto é a presença daquele belo em si e a comunhão com ele.” PLATÃO. Fédon, 100c-d. Trad. bras. Jorge Paleikat e João Cruz Costa. São Paulo: Abril Cultural, 1972. Adaptado. Com base na passagem acima, é correto dizer que, para o Sócrates desse diálogo platônico, a) todas as coisas ou são em si e por si ou são por causa de outras, das quais par�cipam. b) as coisas que são em si e por si não se comunicam com as que não são em si e por si. c) as coisas que não são em si e por si não possuem causas, só as que são em si e por si. d) as coisas que não são em si e por si causam umas às outras, numa série causal da natureza. FIL0120 - (Uff) O mundo me condena, e ninguém tem pena Falando sempre mal do meu nome Deixando de saber se eu vou morrer de sede Ou se vou morrer de fome Mas a filosofia hoje me auxilia A viver indiferente assim Nesta pron�dão sem fim Vou fingindo que sou rico Pra ninguém zombar de mim Não me incomodo que você me diga Que a sociedade é minha inimiga Pois cantando neste mundo Vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundo Quanto a você da aristocracia Que tem dinheiro, mas não compra alegria Há de viver eternamente sendo escrava dessa gente Que cul�va hipocrisia. Assinale a sentença do filósofo grego Epicuro cujo significado é o mais próximo da letra da canção “Filosofia”, composta em 1933 por Noel Rosa, em parceria com André Filho. a) É verdadeiro tanto o que vemos com os olhos como aquilo que apreendemos pela intuição mental. b) Para sermos felizes, o essencial é o que se passa em nosso interior, pois é deste que nós somos donos. c) Para se explicar os fenômenos naturais, não se deve recorrer nunca à divindade, mas se deve deixá-la livre de todo encargo, em sua completa felicidade. d) As leis existem para os sábios, não para impedir que cometam injus�ças, mas para impedir que as sofram. e) A natureza é a mesma para todos os seres, por isso ela não fez os seres humanos nobres ou ignóbeis, e, sim suas ações e intenções. FIL0595 - (Fer) Se os filósofos não forem reis nas cidades ou se os que hoje são chamados reis e soberanos não forem filósofos genuínos e capazes e se, numa mesma pessoa, não coincidirem poder polí�co e filosofia e não for barrada agora, sob coerção, a caminhada das diversas naturezas que, em separado buscam uma dessas duas metas, não é possível, caro Glaucon, que haja para as cidades uma trégua de males e, penso, nem para o gênero humano. PLATÃO. A República. São Paulo: Mar�ns Fontes, 2014. Platão, em seu livro A República, cria uma sociedade ideal, considerada por muitos a primeira utopia ocidental. Sobre a cidade criada por Platão, julgue os itens: 27@professorferretto @prof_ferretto I. A forma de governo ideal é a democracia, pois Platão acreditava na igualdade entre os cidadãos e na soberania popular. II. Na República, Platão afirma que os poetas não contribuem para a educação dos cidadãos, pois a poesia é uma forma de imitação que não revela um bom conhecimento do que imita. III. Um dos principais obje�vos da República é a cons�tuição de uma sociedade justa. IV. Platão apresenta uma visão eli�sta de poder, na qual o governo deveria ser exercido pelos mais sábios e não pelo homem comum. Estão corretas as afirma�vas: a) Todas estão corretas. b) Somente I, III e IV estão corretas. c) Somente II, III e IV estão corretas. d) Somente II e III estão corretas. e) Todas estão erradas. FIL0019 - (Unioeste) Pode-se afirmar que a Filosofia é filha da cidade-estado grega (pólis). A pólis grega surgiu entre os séculos VIII e VII a.C., e os primeiros filósofos surgiram por volta do século VI a.C. nas colônias gregas. O texto abaixo indica algumas das caracterís�cas da pólis que propiciaram o surgimento da Filosofia: “A pólis se faz pela autonomia da palavra, não mais a palavra mágica dos mitos, palavra dada pelos deuses e, portanto, comum a todos, mas a palavra humana do conflito, da discussão, da argumentação. A expressão da individualidade por meio do debate engendra a polí�ca, libertando o homem dos exclusivos desígnios divinos, para ele próprio tecer o seu des�no na praça pública. O saber deixa de ser sagrado e passa a ser objeto de discussão; a instauração dessa ordem humana dá origem ao cidadão da pólis, figura inexistente no mundo cole�vista da comunidadetribal.” (M. L. A. Aranha; M. H. P. Mar�ns) Considerando o texto acima, é incorreto afirmar que a) para a Filosofia, os critérios de argumentação e de explicação são os princípios e regras da razão que devem ser aplicados nas discussões públicas por meio da linguagem. b) a verdade não deve ser imposta como um decreto divino, mas discu�da, cri�cada e demonstrada pelos cidadãos. c) o surgimento da Filosofia na Grécia ocorreu de forma inesperada, isolada e excepcional, sem relação com seu momento histórico: foi o chamado “milagre grego”. d) a liberdade e a autonomia polí�ca do cidadão estão estreitamente ligadas à sua autonomia de pensamento. e) o mito e o sagrado, na explicação do homem e do mundo, contrapõem-se aos argumentos e demonstrações filosóficos. FIL0029 - (Ufu) Leia o fragmento de autoria de Heráclito. Deus é dia e noite, inverno e verão, guerra e paz, abundância e fome. Mas toma formas variadas assim como o fogo, quando misturado com essências, toma o nome segundo o perfume de cada uma delas. BORNHEIM, G. (Org.). Os filósofos pré-socrá�cos. São Paulo: Cultrix, 1998, p. 40. Conforme o exposto, “Deus”, no pensamento de Heráclito, significa: a) A unidade dos contrários. b) O fundamento da religião monoteísta do período arcaico. c) Uma abstração para refutar o logos. d) A impossibilidade da harmonia no mundo. FIL0084 - (Uel) Leia o texto a seguir. Tudo isso ela [Dio�ma] me ensinava, quando sobre as questões de amor [eros] discorria, e uma vez ela me perguntou: – que pensas, ó Sócrates, ser o mo�vo desse amor e desse desejo? A natureza mortal procura, na medida do possível, ser sempre e ficar imortal. E ela só pode assim, através da geração, porque sempre deixa um outro ser novo em lugar do velho; pois é nisso que se diz que cada espécie animal vive e é a mesma. É em virtude da imortalidade que a todo ser esse zelo e esse amor acompanham. (Adaptado de: PLATÃO. O Banquete. 4.ed. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p.38-39. Coleção Os Pensadores.) 28@professorferretto @prof_ferretto Com base no texto e nos conhecimentos sobre o amor em Platão, assinale a alterna�va correta. a) A aspiração humana de procriação, inspirada por Eros, restringe-se ao corpo e à busca da beleza �sica. b) O eros limita-se a provocar os ins�ntos irrefle�dos e vulgares, uma vez que atende à mera sa�sfação dos ape�tes sensuais. c) O eros �sico representa a vontade de conservação da espécie, e o espiritual, a ânsia de eternização por obras que perdurarão na memória. d) O ser humano é idên�co e constante nas diversas fases da vida, por isso sua iden�dade iguala-se à dos deuses. e) Os seres humanos, como criação dos deuses, seguem a lei dos seres infinitos, o que lhes permite eternidade. FIL0033 - (Enem) Texto I Fragmento B91: Não se pode banhar duas vezes no mesmo rio, nem substância mortal alcançar duas vezes a mesma condição; mas pela intensidade e rapidez da mudança, dispersa e de novo reúne. HERÁCLITO. Fragmentos (Sobre a natureza). São Paulo: Abril Cultural, 1996 (adaptado). Texto II Fragmento B8: São muitos os sinais de que o ser é ingênito e indestru�vel, pois é compacto, inabalável e sem fim; não foi nem será, pois é agora um todo homogêneo, uno, con�nuo. Como poderia o que é perecer? Como poderia gerar-se? PARMÊNIDES. Da natureza. São Paulo: Loyola, 2002 (adaptado). Os fragmentos do pensamento pré-socrá�co expõem uma oposição que se insere no campo das a) inves�gações do pensamento sistemá�co. b) preocupações do período mitológico. c) discussões de base ontológica. d) habilidades da retórica so�s�ca. e) verdades do mundo sensível. FIL0073 - (Upe) Leia o texto a seguir sobre o pensamento grego: Platão escreveu diálogos filosóficos, verdadeiros dramas em prosa. Foi um dos maiores escritores de todos os tempos, e ninguém conseguiu, como ele, unir as questões filosóficas à tamanha beleza literária. As ideias filosóficas de Platão é a primeira grande síntese do pensamento an�go. (Adaptado) (REZENDE, Antonio. Curso de Filosofia, Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 46.) No tocante a essa temá�ca, assinale a alterna�va CORRETA sobre o pensamento de Platão. a) Enfa�za as ideias no mundo sensível, buscando a verdade na natureza. b) Retrata a doutrina das ideias e salienta a existência do mundo ideal para fazer possível a verdadeira ciência. c) Prioriza a verdade do mundo concreto com a confiança no conhecimento dos sen�dos. d) Sinaliza o valor dos sen�dos como condição para o alcance da verdade. e) Atenta para o significado da razão no plano da existência da realidade sensível. FIL0579 - (Uel) Leia o texto a seguir. De facto, o homem livre manda no escravo, da mesma forma que o marido na mulher, e o adulto na criança. Nesses casos, as partes da alma estão presentes em todos esses seres, mas dispostas de modo diferente. O escravo não tem faculdade delibera�va; a mulher tem- na, mas não tem faculdade de decisão; a criança tem capacidade de decisão, mas ainda não desenvolvida. Deveríamos necessariamente admi�r, então, que o mesmo se passa com as virtudes morais. Todos devem par�cipar delas, embora não da mesma forma, mas na medida em que cada um cumpre a função que lhe é adequada. ARISTÓTELES. Polí�ca. Edição bilíngue. Tradução e notas de António C. Amaral e Carlos C. Gomes. Lisboa: Vega, 1998, p. 95. Com base no texto e no modo como Aristóteles concebia a par�cipação de homens livres, mulheres, crianças e escravos nas deliberações da Pólis ateniense, assinale a alterna�va correta. 29@professorferretto @prof_ferretto a) Mulheres e escravos possuem as mesmas partes da alma, sendo seres com virtudes intelectuais idên�cas, mo�vo pelo qual desempenham funções similares no âmbito domés�co. b) Todo ser humano é um ser social, ou animal polí�co, porque cada um cumpre a mesma função de par�cipação na Pólis, cabendo adicionalmente às mulheres a par�cipação nos banquetes. c) As funções dos homens livres, mulheres e escravos são determinadas pela alma, havendo igualdade em suas capacidades para cuidar da casa e da administração pública. d) As mulheres têm função de cuidadoras da casa e, embora tenham capacidade delibera�va, esta é dis�nta da dos homens, o que impede sua par�cipação polí�ca. e) As funções das mulheres são similares às dos homens livres, ainda que suas capacidades delibera�vas sejam desiguais, elas possuíam os mesmos deveres e direitos na Pólis. FIL0055 - (Ufu) O diálogo socrá�co de Platão é obra baseada em um sucesso histórico: no fato de Sócrates ministrar os seus ensinamentos sob a forma de perguntas e respostas. Sócrates considerava o diálogo como a forma por excelência do exercício filosófico e o único caminho para chegarmos a alguma verdade legí�ma. De acordo com a doutrina socrá�ca, a) a busca pela essência do bem está vinculada a uma visão antropocêntrica da filosofia. b) é a natureza, o cosmos, a base firme da especulação filosófica. c) o exame antropológico deriva da impossibilidade do autoconhecimento e é, portanto, de natureza so�s�ca. d) a impossibilidade de responder (aporia) aos dilemas humanos é sanada pelo homem, medida de todas as coisas. FIL0088 - (Unisc) Nos livros II e III, Platão, através de Sócrates, discute sobre as artes no contexto da educação dos guardiães. Já no livro X, ele trata de vários �pos de prá�cas ar�s�cas, que devem ser consideradas na cidade como um todo, não somente nas ins�tuições pedagógicas. Nesse úl�mo livro, Sócrates é duro ao afirmar que a poesia (imita�va) deve ser inteiramente excluída da cidade (595a). Em que obra essa recusa de Sócrates está registrada? a) No diálogo “Banquete”, de Platão, em que Sócrates trata dos diversos �pos de arte. b) No diálogo “Teeteto”, de Platão, em que Sócrates e esse personagem discutem sobre a natureza da arte, especialmente da poesia. c) No diálogo “Timeu”, de Platão, em que Sócrates discorre sobre o tema da arte, reportando-se à natureza da pintura e da poesia.d) No diálogo “Polí�co”, de Platão, em que Sócrates apresenta a arte da polí�ca aos cidadãos atenienses. e) No diálogo “República”, de Platão, no qual Sócrates afirma que a poesia pode levar à corrupção do caráter humano. FIL0662 - (Uece) Da mesma forma que a Filosofia, a História surgiu na época clássica da Grécia. Seu mais an�go escrito que chegou aos nossos dias é a História, de Heródoto. No começo de sua narra�va, esse autor diz: “São apresentados aqui os resultados das inves�gações de Heródoto de Halicarnassos, para que a memória dos acontecimentos não se apague entre os homens com o passar do tempo; e para que os feitos maravilhosos e admiráveis dos gregos e dos bárbaros não deixem de ser lembrados, inclusive as razões pelas quais eles guerrearam uns contra os outros”. HERÓDOTO. História, I, 1. – 3ª ed. Brasília, DF: Editora Universidade de Brasília, 1988, p. 20 (Texto adaptado). Assim como a Filosofia, a narra�va de Heródoto testemunha a transição do mito ao logos porque a) pretende salvaguardar na memória os feitos e os acontecimentos. b) escreve sobre os feitos humanos que são maravilhosos e admiráveis. c) expõe inves�gações sobre as causas das ações e dos acontecimentos. d) considera que as guerras de gregos e bárbaros não têm razão de ser. FIL0025 - (Ufu) Considere o seguinte texto do filósofo Heráclito (século VI a.C.). "Para as almas, morrer é transformar-se em água; para a água, morrer é transformar-se em terra. Da terra, contudo, forma-se a água e da água, a alma” Heráclito. Fragmentos, extraído de: MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2000. Tradução do autor. 30@professorferretto @prof_ferretto Em relação ao excerto acima, podemos afirmar que ele ilustra a) a concepção heracli�ana que valoriza a importância do movimento na descrição da realidade. b) a concepção dialé�ca do pensamento heracli�ano, segundo a qual o movimento é uma ilusão dos sen�dos. c) a concepção heracli�ana da realidade, segundo a qual a mul�plicidade dos fenômenos subjaz uma realidade única. d) o pensamento religioso de Heráclito, segundo o qual a morte é a libertação da alma. FIL0080 - (Enem) Estamos, pois, de acordo quando, ao ver algum objeto, dizemos: "Este objeto que estou vendo agora tem tendências para assemelhar-se a um outro ser, mas, por ter defeitos, não consegue ser tal como o ser em questão, e lhe é, pelo contrário, inferior". Assim, para podermos fazer estas reflexões, é necessário que antes tenhamos �do ocasião de conhecer esse ser de que se aproxima o dito objeto, ainda que imperfeitamente. PLATÃO, Fédon. São Paulo: Abril Cultural, 1972. Na epistemologia platônica, conhecer um determinado objeto implica a) estabelecer semelhanças entre o que é observado em momentos dis�ntos. b) comparar o objeto observado com uma descrição detalhada dele. c) descrever corretamente as caracterís�cas do objeto observado. d) fazer correspondência entre o objeto observado e seu ser. e) iden�ficar outro exemplar idên�co ao observado. FIL0068 - (Uel) Leia o texto a seguir. Os melhores de entre nós, quando escutam Homero ou qualquer poeta trágico a imitar um herói que está aflito e se espraia numa extensa �rada cheia de gemidos, ou os que cantam e batem no peito, sabes que gostamos disso, e que nos entregamos a eles, e os seguimos, sofrendo com eles, e com toda seriedade elogiamos o poeta, como sendo bom, por nos ter provocado até o máximo, essas disposições. [...] Mas quando sobrevém a qualquer de nós um luto pessoal, reparaste que nos gabamos do contrário, se formos capazes de nos mantermos tranquilos e de sermos fortes, entendendo que esta a�tude é caracterís�ca de um homem [...]? PLATÃO. A República. 605 d-e. Trad. Maria Helena da Rocha Pereira. 12. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010. p. 470. Com base no texto, nos conhecimentos sobre mimesis (imitação) e sobre o pensamento de Platão, assinale a alterna�va correta: a) A maneira como Homero constrói seus personagens retratando reações humanas deve ser imitada pelos demais poetas, pois é e�camente aprovada na Cidade Ideal platônica. b) O fato de mostrar as emoções de maneira exagerada em seus personagens faz de Homero e de autores de tragédia excelentes formadores na Cidade Ideal pensada por Platão. c) Reagir como os personagens homéricos e trágicos é digno de elogio, pois Platão considera que a descarga das emoções é benéfica para a formação é�ca dos cidadãos. d) Poetas como Homero e autores de tragédia provocam emoções de modo exagerado em quem os lê ou assiste, não sendo bons para a formação do cidadão na Cidade Ideal platônica. e) A imitação de Homero e dos trágicos das reações humanas difere da dos pintores, pois, segundo Platão, não estão distantes em graus da essência, por isso podem fazer parte da cidade justa. FIL0101 - (Uece) Chamo de princípio de demonstração às convicções comuns das quais todos partem para demonstrar: por exemplo, que todas as coisas devem ser afirmadas ou negadas e que é impossível ser e não ser ao mesmo tempo.” ARISTÓTELES. Meta�sica, 996b27-30. Em sua Meta�sica, Aristóteles apresenta um conjunto de princípios lógico-meta�sicos que ordenam a realidade e nosso conhecimento acerca dela. Dentre eles está o princípio de não contradição, o qual 31@professorferretto @prof_ferretto a) indica que afirmações contraditórias são lógica e metafisicamente aceitáveis, pois a contradição faz parte da realidade. b) estabelece que é possível que as coisas que tenham tais e tais caracterís�cas não as tenham ao mesmo tempo sob as mesmas circunstâncias. c) afirma que é impossível que as coisas que tenham tais e tais caracterís�cas não as tenham ao mesmo tempo sob as mesmas circunstâncias. d) é norma�vo, ou moral; portanto, deve ser rejeitado como an�meta�sico, ou seja, não caracteriza a realidade. FIL0647 - (Uece) Considerando o silogismo: “Todo homem é mortal. Sócrates é homem. Logo, Sócrates é mortal”, é correto afirmar que a úl�ma proposição é resultado de uma a) indução que vai do singular ao universal. b) dedução que vai do singular ao universal. c) indução que vai do universal ao singular. d) dedução que vai do universal ao singular. FIL0524 - (Ufpr) No diálogo Hípias Maior, de Platão, Sócrates declara: “Recentemente, alguém me pôs em grande apuro, numa discussão em que eu rejeitava determinadas coisas como feias e elogiava outras por serem belas, havendo me perguntado em tom sarcás�co, o interlocutor: qual é o critério, Sócrates, para reconheceres o que é belo e o que é feio? Vejamos, poderás dizer-me o que seja o belo?”. Considerando a passagem acima e a obra de que foi extraída, é correto afirmar que, de acordo com Sócrates: a) só é possível dizer o que é o belo depois de se ter iden�ficado determinadas coisas como belas. b) a dificuldade se coloca para os juízos sobre a beleza, mas não para os juízos de verdade, tais como “isto é uma mesa”. c) para iden�ficar algo como belo, é preciso antes conhecer o que é o belo. d) o critério para dis�nguir entre o belo e o feio varia segundo as pessoas. e) não há dis�nção entre o belo e as coisas belas. FIL0498 - (Enem) Na Grécia, o conceito de povo abrange tão somente aqueles indivíduos considerados cidadãos. Assim é possível perceber que o conceito de povo era muito restri�vo. Mesmo tendo isso em conta, a forma democrá�ca vivenciada e experimentada pelos gregos atenienses nos séculos IV e V a.C. pode ser caracterizada, fundamentalmente, como direta. MANDUCO, A. Ciência polí�ca. São Paulo: Saraiva. 2011. Naquele contexto, a emergência do sistema de governo mencionado no excerto promoveu o(a) a) compe�ção para a escolha de representantes. b) campanha pela revitalização das oligarquias. c) estabelecimento de mandatos temporários. d) declínio da sociedade civil organizada. e) par�cipação no exercício do poder. FIL0592 - (Fer) Considere o seguinte texto: Não vosdeixeis enganar! É vossa curta vista, não a essência das coisas, que vos faz acreditar ver terra firme onde quer que seja no mar do vir-a-ser e perecer. Usais nomes das coisas, como se estas �vessem uma duração fixa: mas mesmo o rio, em que entrais pela segunda vez, não é o mesmo da primeira vez. (HERÁCLITO DE ÉFESO. Coleção Os Pensadores. Vol. I. São Paulo: Victor Civita, 1973, p. 109.) Com base no texto e no conhecimento sobre o pensamento de Heráclito de Éfeso e dos filósofos pré- socrá�cos, assinale a alterna�va correta: a) Heráclito tomou um caminho diferente dos demais filósofos pré-socrá�cos, ao buscar no Mito a explicação para as inconstâncias do mundo natural. b) Parmênides e Heráclito defendiam que os sen�dos nos mostram a realidade das coisas. Desse modo, a busca pelo princípio (arkhé) deveria ser fundamentada pelas nossas sensações advindas da physis. c) Os filósofos do período Pré-socrá�co, ao observarem as constantes transformações na natureza, buscaram uma explicação racional para os fenômenos naturais. d) Heráclito contestou a visão eleá�ca de que a realidade é composta pela guerra entre os opostos. Assim, ao acreditarmos entrar no mesmo rio quando o adentramos pela segunda vez, estamos diante da harmonia do cosmos. e) Ao negar o movimento, Heráclito se filiou ao imobilismo de seu mestre Parmênides. FIL0023 - (Uel) Leia o texto a seguir. Os corcéis que me transportam, tanto quanto o ânimo me impele, conduzem-me, depois de me terem dirigido 32@professorferretto @prof_ferretto pelo caminho famoso da divindade [...] E a deusa acolheu-me de bom grado, mão na mão direita tomando, e com estas palavras se me dirigiu: [...] Vamos, vou dizer- te – e tu escuta e fixa o relato que ouviste – quais os únicos caminhos de inves�gação que há para pensar, um que é, que não é para não ser, é caminho de confiança (pois acompanha a realidade): o outro que não é, que tem de não ser, esse te indico ser caminho em tudo ignoto, pois não poderás conhecer o não-ser, não é possível, nem indicá-lo [...] pois o mesmo é pensar e ser. PARMÊNIDES. Da Natureza, frags. 1-3. Trad. José Trindade Santos. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2009. p. 13-15. Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Parmênides, assinale a alterna�va correta. a) Pensar e ser se equivalem, por isso o pensamento só pode tratar e expressar o que é, e não o que não é – o não ser. b) A percepção sensorial nos possibilita conhecer as coisas como elas verdadeiramente são. c) O ser é mutável, eterno, divisível, móvel e, por isso, a razão consegue conhecê-lo e expressá-lo. d) A linguagem pode expressar tanto o que é como o que não é, pois ela obedece aos princípios de contradição e de iden�dade. e) O ser é e o não ser não é indica que a realidade sensível é passível de ser conhecida pela razão. FIL0107 - (Upe) Leia o texto a seguir sobre o Estado Democrá�co. Para Aristóteles, o mo�vo pelo qual nasce o Estado é o de tornar possível a vida e também uma vida feliz. De fato, a meta final da vida humana é a felicidade. Por isso, a razão de ser do Estado é facilitar o acesso a essa meta. MONDIN, B. O homem, quem é ele? São Paulo: Edições Paulinas, 1980, p. 157. Na citação acima, o autor faz uma reflexão filosófica sobre a dimensão do Estado, afirmando que a) o Estado é a felicidade da vida humana, e a razão tem valor secundário nessa meta. b) a meta final da vida humana é a felicidade, e o sen�do do Estado é obstar o acesso a essa meta. c) o Estado tem significância na meta da felicidade, e a vida humana é, por natureza, social. d) na esfera do Estado, a questão democrá�ca é prescindível. e) a democracia é condição secundária na razão de ser do Estado. FIL0118 - (Uenp) Julgue as afirmações sobre a filosofia helenista. I. É o úl�mo período da filosofia an�ga, quando a polis grega desaparece em razão de invasões sucessivas, por persas e romanos, sendo subs�tuída pela cosmopolis, categoria de referência que altera a percepção de mundo do grego, principalmente no tocante à dimensão polí�ca. II. É um período cons�tuído por grandes sistemas e doutrinas que apresentam explicações totalizantes da natureza, do homem, concentrando suas especulações no campo da filosofia prá�ca, principalmente da é�ca. III. Surgem nesse período a filosofia estoica, o epicurismo, o ce�cismo e o neoplatonismo. Estão corretas as afirma�vas: a) Todas elas. b) Apenas I e II. c) Apenas III. d) Apenas II e III. e) Apenas I. FIL0529 - (Unesp) A filosofia, além do privilégio histórico de ter sido a primeira tenta�va de compreensão do mito, tem consciência, desde a sua origem, do seu parentesco com ele. A filosofia, se não é filha, é, pelo menos, irmã mais nova do mito e estabeleceu desde o seu berço uma fascinante relação de amizade e confronto com esse irmão mais velho. O alvorecer da filosofia na tradição ocidental mistura as suas luzes e sombras com as do mito que a precedeu na odisseia da humanidade. (Marcelo Perine. “Mito e filosofia”. In: Philosophos, 2002. Adaptado.) A relação apresentada no texto expressa uma passagem transformadora na filosofia referente à a) organização da pólis. b) reflexão sobre a é�ca. c) expansão do território grego. d) valorização das figuras divinas. e) racionalização da natureza. FIL0047 - (Upe) Leia o texto a seguir sobre o conhecimento filosófico: 33@professorferretto @prof_ferretto No período socrá�co ou antropológico, no âmbito da filosofia grega, surgem os sofistas. A palavra era an�gamente sinônimo de sábio. Porém, no século V a.C., toma um ma�z pejora�vo e se aplica a um grupo de mestres ambulantes, que recorrem aos cidadãos gregos, ensinando o que eles chamam de sabedoria. (COLOMER, Klimke. Historia de la filosofia. Madrid: Labor, 1961, p.39) Adaptado. No âmbito do conhecimento filosófico, o texto retrata que, no período socrá�co ou antropológico, os sofistas representam algo totalmente novo nesse cenário com relação ao estudo do homem. Sobre isso, assinale a alterna�va CORRETA. a) Os sofistas foram, na verdade, reputados como grandes mestres de cultura; inicia-se a fase antropológica. b) Os sofistas foram sábios nos estudos da natureza cosmológica e deram pouca importância ao problema antropológico. c) Com a so�s�ca, inicia-se uma nova fase no período filosófico, o estudo de Deus. d) Os sofistas não reconheceram o valor forma�vo do saber e elaboraram o conceito de natureza, excluindo o homem da sua consideração. e) Os sofistas influenciaram parcialmente o curso da inves�gação filosófica, com seu enfoque teórico frente aos problemas prá�co-educa�vos. FIL0067 - (Ufpr) Em determinado momento do diálogo de Hípias Menor, de Platão, Sócrates declara que encontrou dificuldade para responder à pergunta “qual o critério para reconheceres o que é belo e o que é feio?”. De acordo com Platão, a dificuldade está em que: a) os juízos de Beleza são subje�vos, sendo rela�vos a quem os enuncia. b) o belo e o feio não se dis�nguem realmente. c) é preciso conhecer o que é Beleza para que se possam iden�ficar as coisas belas. d) o critério de Beleza não é acessível aos homens, mas apenas aos deuses. e) a Beleza é uma mera aparência. FIL0094 - (Enem) Ambos prestam serviços corporais para atender às necessidades da vida. A natureza faz o corpo do escravo e do homem livre de forma diferente. O escravo tem corpo forte, adaptado naturalmente ao trabalho servil. Já o homem livre tem corpo ereto, inadequado ao trabalho braçal, porém apto à vida do cidadão. ARISTÓTELES. Polí�ca. Brasília: UnB, 1985. O trabalho braçal é considerado, na filosofia aristotélica, como a) indicador da imagem do homem no estado de natureza. b) condição necessária para a realização da virtude humana. c) a�vidade que exige força �sica e uso limitado da racionalidade. d) referencial que o homem deve seguir para viver uma vida a�va. e) mecanismo de aperfeiçoamento do trabalho por meio da experiência. FIL0104 - (Upe)Leia o texto a seguir sobre a Filosofia e a Consciência Moral. Na é�ca aristotélica, a sabedoria e a prudência, nossas virtudes intelec�vas, formam a diferença específica do ser humano, tornando-o uma espécie dis�nta de todas as outras. Então, no homem, a physis deu um fantás�co salto qualita�vo quando produziu o intelecto, que é teórico (sabedoria) e, ao mesmo tempo, prá�co (prudência); através dessas duas energias, o homem 34@professorferretto @prof_ferretto busca as razões profundas da existência e administra a vida quo�diana. (PEGORARO, Olinto. É�ca dos maiores mestres através da história. Petrópolis: Vozes, 2006, p. 49.). Com relação a esse assunto, analise os itens a seguir: I. A prudência tem o poder de discernir e ponderar as ações do ser humano. II. O intelecto tem a potencialidade de penetrar na essência das coisas. III. A prudência dá o norte de toda a prá�ca é�ca. O papel do homem prudente é o alcance do seu bem possível diante do excesso ou da escassez. IV. A prudência ou sabedoria prá�ca induz à decisão do que seja o mal e o bem, do injusto e do justo no âmbito da vida co�diana. Estão CORRETOS a) apenas I, II e III. b) apenas II e III. c) apenas III e IV. d) apenas I e III. e) I, II, III e IV. FIL0597 - (Fer) “Toda pólis é uma forma de comunidade. [...] O homem é, por natureza, um ser vivo polí�co (zoon poli�kon). [...] Além disso, a pólis é anterior àfamília e a cada um de nós, individualmenteconsiderado; é que o todo é, necessariamente,anterior à parte. [...] É evidente que a pólis é, pornatureza, anterior ao indivíduo; como um indivíduo separado não é autossuficiente, ele permanece em relação à cidade como uma parte em relação ao todo. Quem for incapaz de ser em comunidade ou que não sente essa necessidade por causa de sua autossuficiência será um bicho ou um deus; e não faz parte de qualquer pólis”. ARISTÓTELES. Polí�ca, 1252a1; 1253a5-30 – Texto adaptado. Considerando o texto acima e seus conhecimentos sobre a Polí�ca de Aristóteles, marque V, se for verdadeiro, e F, se for falso. (__) Para Aristóteles, a �rania, a oligarquia e a democracia são as três formas de governo más (degeneradas, corrompidas), porque favorecem os interesses de um só, dos mais ricos ou nobres ou da maioria pobre, respec�vamente. (__) Aristóteles e seu mestre Platão buscaram estabelecer, cada um a seu modo, os parâmetros de um bom e justo governo. Nenhum deles, entretanto, �nha admiração pela democracia, sobretudo em seu formato puro. (__) A Polí�ca aristotélica está in�mamente vinculada à É�ca, pois, se no âmbito individual, os homens buscam a Eudaimonia (felicidade), no âmbito cole�vo, o Estado deve buscar o bem comum, considerado pelo estagirita como Sumo Bem. (__) Para Aristóteles, a Polis é uma criação ar�ficial, já que os homens são naturalmente propensos a viverem isolados, buscando seus próprios interesses. A sequência correta, de cima para baixo, é: a) V, V, V, V. b) V, F, V, F. c) V, V, F, F. d) V, V, V, F. e) F, V, V, F. FIL0103 - (Uece) Leia atentamente a seguinte passagem: “A experiência parece um pouco semelhante à ciência (epistéme) e à arte (tékhne). Com efeito, os homens adquirem ciência e arte por meio da experiência. A experiência, como diz Polo, produz a arte, enquanto a inexperiência produz o puro acaso. A arte se produz quando, de muitas observações da experiência, forma-se um juízo geral e único passível de ser referido a todos os casos semelhantes” (Aristóteles, Meta�sica, 981a5). Com base no texto acima, considere as seguintes afirmações: I. Somente a ciência é conhecimento universal, cujos juízos gerais se aplicam a todos os casos semelhantes. II. A tékhne é uma forma de conhecimento universal, pois, com base nas experiências, se forma um juízo geral. III. Por ser semelhante à experiência, a tékhne não cons�tui um conhecimento universal. IV. A experiência é pressuposto dos conhecimentos universais (tékhné e epistéme), mas não é ainda um conhecimento universal. É correto somente o que se afirma em a) I e IV. b) II e III. c) I e III. d) II e IV. FIL0074 - (Ufu) Considere o seguinte trecho 35@professorferretto @prof_ferretto "No diálogo Mênon, Platão faz Sócrates sustentar que a virtude não pode ser ensinada, consis�ndo-se em algo que trazemos conosco desde o nascimento, defendendo uma concepção, segundo a qual temos em nós um conhecimento inato que se encontra obscurecido desde que a alma encarnou-se no corpo. O papel da filosofia é fazer-nos recordar deste conhecimento" MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2000. p. 31. Nesse trecho, o autor descreve o que ficou conhecido como a) a teoria das ideias de Platão. b) a doutrina da reminiscência de Platão. c) a ironia socrá�ca. d) a dialé�ca platônica. FIL0012 - (Unioeste) “É no plano polí�co que a Razão, na Grécia, primeiramente se exprimiu, cons�tuiu-se e formou-se. A experiência social pode tornar-se entre os gregos o objeto de uma reflexão posi�va, porque se prestava, na cidade, a um debate público de argumentos. O declínio do mito data do dia em que os primeiros Sábios puseram em discussão a ordem humana, procuraram defini-la em si mesma, traduzi-la em fórmulas acessíveis a sua inteligência, aplicar-lhe a norma do número e da medida. Assim se destacou e se definiu um pensamento propriamente polí�co, exterior a religião, com seu vocabulário, seus conceitos, seus princípios, suas vistas teóricas. Este pensamento marcou profundamente a mentalidade do homem an�go; caracteriza uma civilização que não deixou, enquanto permaneceu viva, de considerar a vida pública como o coroamento da a�vidade humana”. Considerando a citação acima, extraída do livro As origens do pensamento grego, de Jean Pierre Vernant, e os conhecimentos da relação entre mito e filosofia, é incorreto afirmar que a) os filósofos gregos ocupavam-se das matemá�cas e delas se serviam para cons�tuir um ideal de pensamento que deveria orientar a vida pública do homem grego. b) a discussão racional dos Sábios que traduziu a ordem humana em fórmulas acessíveis a inteligência causou o abandono do mito e, com ele, o fim da religião e a decorrente exclusividade do pensamento racional na Grécia. c) a a�vidade humana grega, desde a invenção da polí�ca, encontrava seu sen�do principalmente na vida pública, na qual o debate de argumentos era orientado por princípios racionais, conceitos e vocabulário próprios. d) a polí�ca, por valorizar o debate publico de argumentos que todos os cidadãos podem compreender e discu�r, comunicar e transmi�r, se distancia dos discursos compreensíveis apenas pelos iniciados em mistérios sagrados e contribui para a cons�tuição do pensamento filosófico orientado pela Razão. e) ainda que o pensamento filosófico prime pela racionalidade, alguns filósofos, mesmo após o declínio do pensamento mitológico, recorreram a narra�vas mitológicas para expressar suas ideias; exemplo disso e o “Mito de Er” u�lizado por Platão para encerrar sua principal obra, A República. FIL0092 - (Enem) Ninguém delibera sobre coisas que não podem ser de outro modo, nem sobre as que lhe é impossível fazer. Por conseguinte, como o conhecimento cien�fico envolve demonstração, mas não há demonstração de coisas cujos primeiros princípios são variáveis (pois todas elas poderiam ser diferentemente), e como é impossível deliberar sobre coisas que são por necessidade, a sabedoria prá�ca não pode ser ciência, nem arte: nem ciência, porque aquilo que se pode fazer é capaz de ser diferentemente, nem arte, porque o agir e o produzir são duas espécies diferentes de coisa. Resta, pois, a alterna�va de ser ela uma capacidade verdadeira e raciocinada de agir com respeito às coisas que são boas ou más para o homem. ARISTÓTELES. É�ca a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural, 1980. Aristóteles considera a é�ca como pertencente ao campo do saber prá�co. Nesse sen�do, ela difere-se dos outros saberes porque é caracterizada como 36@professorferretto @prof_ferrettoa) conduta definida pela capacidade racional de escolha. b) capacidade de escolher de acordo com padrões cien�ficos. c) conhecimento das coisas importantes para a vida do homem. d) técnica que tem como resultado a produção de boas ações. e) polí�ca estabelecida de acordo com padrões democrá�cos de deliberação. FIL0650 - (Uece) “Consideramos que o saber e o entender são mais próprios da técnica do que da experiência, e julgamos os que possuem a técnica mais sábios do que os que só possuem a experiência. E isso porque os primeiros conhecem a causa, enquanto os outros não a conhecem...” ARISTÓTELES. Meta�sica, 981a25. Tradução do italiano por Marcelo Perine. São Paulo: Loyola, 2002. Em diálogo com a citação acima, é correto afirmar que a) a experiência não é um �po de saber, pois não conhece a causa. b) a experiência é superior à técnica, pois é conhecimento prá�co. c) a experiência é saber, pois possui o conhecimento da causa. d) a experiência é um �po de saber que não conhece a causa. FIL0077 - (Unioeste) Segundo a conhecida alegoria da caverna, que aparece no Livro VII da República, de Platão, há prisioneiros, voltados para uma parede em que são projetadas as sombras de objetos que eles não podem ver. Esses prisioneiros representam a humanidade em seu estágio de mais baixo saber acerca da realidade e de si mesmos: a doxa, ou “opinião”. Um desses prisioneiros é libertado à força, num processo que ele quer evitar e que lhe causa dor e enormes dificuldades de visão (conhecimento). Grada�vamente, ele é conduzido para fora da caverna, a um estágio em que pode ver as coisas em si mesmas, isto é, os fundamentos eternos de tudo o que, antes, ele via somente mediante sombras. Esses fundamentos são as Formas. Para além das Formas, brilha o Sol, que representa a Forma das Formas, o Bem, fonte essencial de todo ser e de todo conhecer e unicamente acessível mediante intuição direta. Com base nisso, responda à seguinte questão: se chegamos ao conhecimento das Formas mediante a dialé�ca, que é o estabelecimento de fundamentos que possibilitam o conhecimento das coisas par�culares (sombras), é CORRETO dizer: a) para Platão, a dialé�ca é o conhecimento imediato (doxa) dos objetos par�culares. b) o Bem é um objeto par�cular, que pode ser conhecido sensivelmente, de modo imediato e indolor, por todos os seres humanos. c) as Formas são somente suposições teóricas, sem realidade nelas mesmas. d) a dialé�ca, que não é o úl�mo estágio do ser e do conhecer, permite chegar, mediante um processo di�cil, que exige esforço, às coisas em si mesmas (Formas). e) a dialé�ca, úl�mo estágio do ser e do conhecer, permite chegar, mediante um processo di�cil, ao conhecimento do Bem. FIL0053 - (Uea) O sofista é um diálogo de Platão do qual par�cipam Sócrates, um estrangeiro e outros personagens. Logo no início do diálogo, Sócrates pergunta ao estrangeiro, a que método ele gostaria de recorrer para definir o que é um sofista. Sócrates: – Mas dize-nos [se] preferes desenvolver toda a tese que queres demonstrar, numa longa exposição ou empregar o método interroga�vo? Estrangeiro: – Com um parceiro assim agradável e dócil, Sócrates, o método mais fácil é esse mesmo; com um interlocutor. Do contrário, valeria mais a pena argumentar apenas para si mesmo. (Platão. O sofista, 1970. Adaptado.) É correto afirmar que o interlocutor de Sócrates escolheu, do ponto de vista metodológico, adotar a) a maiêu�ca, que pressupõe a contraposição dos argumentos. b) a dialé�ca, que une numa síntese final as teses dos contendores. c) o empirismo, que acredita ser possível chegar ao saber por meio dos sen�dos. d) o apriorismo, que funda a eficácia da razão humana na prova de existência de Deus. e) o dualismo, que resulta no ce�cismo sobre a possibilidade do saber humano. FIL0106 - (Ufu) "O filósofo natural e o dialé�co darão definições diferentes para cada uma dessas afecções. Por exemplo, 37@professorferretto @prof_ferretto no caso da pergunta "O que é a raiva?", o dialé�co dirá que se trata de um desejo de vingança, ou algo deste �po; o filósofo natural dirá que se trata de um aquecimento do sangue ou de fluidos quentes do coração. Um explica segundo a matéria, o outro, segundo a forma e a definição. A definição é o "o que é" da coisa, mas, para exis�r, esta precisa da matéria." Aristóteles. Sobre a alma, I,1 403a 25-32. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2010. Considerando-se o trecho acima, extraído da obra Sobre a Alma, de Aristóteles (384-322 a.C.), assinale a alterna�va que nomeia corretamente a doutrina aristotélica em questão. a) Teoria das categorias. b) Teoria do ato-potência. c) Teoria das causas. d) Teoria do eudaimonismo. FIL0100 - (Uel) Leia o texto a seguir. [...] a arte imita a natureza [. . . ] Em geral a arte perfaz certas coisas que a natureza é incapaz de elaborar e a imita. Assim, se as coisas que são conforme a arte são em vistas de algo, evidentemente também o são as coisas conforme à natureza. ARISTÓTELES, Física I e II. 194 a20; 199 a13-18. Tradução adaptada de Lucas Angioni. Campinas: IFCH/UNICAMP, 1999. p.47; 58. Com base no texto e nos conhecimentos sobre mímesis (imitação) em Aristóteles, assinale a alterna�va correta. a) O ar�sta deve copiar a natureza, re�rando suas imperfeições ao imitá-la com base no modelo que nunca muda. b) O procedimento do ar�sta resulta em imitar a natureza de maneira realista, �pica do naturalismo grego. c) A arte, dis�nta da natureza, produz imitações desta, mas são criações sem finalidade ou u�lidade. d) A arte completa a natureza por ser a capacidade humana para criar e produzir o que a natureza não produz. e) A arte produz o prazer em vista de um fim, e a natureza gera em vista do que é ú�l. FIL0064 - (Unimontes) Via de regra, os sofistas eram homens que �nham feito longas viagens e, por isso mesmo, �nham conhecido diferentes sistemas de governo. Usos, costumes e leis das cidades-estados podiam variar enormemente. Sob esse pano de fundo, os sofistas iniciaram em Atenas uma discussão sobre o que seria natural e o que seria criado pela sociedade. (GAARDER, J. O Mundo de Sofia. São Paulo: Companhia das Letras, 1995). Sobre os sofistas, é incorreto afirmar que a) eles �veram papel fundamental nas transformações culturais de Atenas. b) eles se dedicaram à questão do homem e de seu lugar na sociedade. c) eles eram mercenários e só visavam ao lucro na arte de ensinar. d) eles foram os primeiros a compreender que o “homem é medida de todas as coisas”. FIL0585 - (Enem) Empédocles estabelece quatro elementos corporais – fogo, ar, água e terra –, que são eternos e que mudam aumentando e diminuindo mediante mistura e separação; mas os princípios propriamente ditos, pelos quais são movidos, são o Amor e o Ódio. Pois é preciso que os elementos permaneçam alternadamente em movimento, sendo ora misturados pelo Amor, ora separados pelo Ódio. SIMPLÍCIO. Física, 25, 21. In: Os pré-socrá�cos. São Paulo: Nova Cultural, 1996. O texto propõe uma reflexão sobre o entendimento de Empédocles acerca da arché, uma preocupação �pica do pensamento pré-socrá�co, porque a) exalta a inves�gação filosófica. b) transcende ao mundo sensível. c) evoca a discussão cosmogônica. d) fundamenta as paixões humanas. e) corresponde à explicação mitológica. FIL0002 - (Uece) “Como se sabe, a palavra mythos raramente foi empregada por Heródoto (apenas duas vezes). Caracterizar um logos (narra�va) como mythos era para ele um meio claro de rejeitá-lo como duvidoso e inconvincente. [...] Situado em algum lugar além do que é visível, um mythos não pode ser provado.” HARTOG, F. Os an�gos, o passado e o presente. Brasília, Editora da UnB, 2003, p. 37. Sobre a diferença entre mythos e logos acima sugerida, é INCORRETO afirmar que 38@professorferretto @prof_ferretto a) o problema do mythos era limitar-se ao que é visível e, por isso, nãopodia ser pensado. b) filosofia e história nasceram, na Grécia clássica, com base numa mesma reivindicação do logos contra o mythos. c) o mythos não poderia ser subme�do à clarificação argumenta�va e à prova — demonstração — discursiva. d) em contraposição ao mythos, o logos era um uso argumenta�vo da linguagem, capaz de criar as condições do convencimento. FIL0599 - (Fer) “Acostuma-te à ideia de que a morte para nós não é nada, visto que todo bem e todo mal residem nas sensações, e a morte é justamente a privação das sensações. A consciência clara de que a morte não significa nada para nós proporciona a fruição da vida efêmera, sem querer acrescentar-lhe tempo infinito e eliminando o desejo de imortalidade. Não existe nada de terrível na vida para quem está perfeitamente convencido de que não há nada de terrível em deixar de viver. É tolo, portanto, quem diz ter medo da morte, não porque a chegada desta lhe trará sofrimento, mas porque o aflige a própria espera.” (Epicuro, Carta sobre a felicidade [a Meneceu]. São Paulo: ed. Unesp, 2002, p. 27. In: COTRIM, G. Fundamentos da Filosofia. SP: Saraiva, 2006, p. 97). Considerando as ideias do texto e a filosofia de Epicuro de Samos, assinale a alterna�va correta. a) O Epicurismo trata do prazer imediato, sem importar- se com o olhar reflexivo. b) Segundo Epicuro, o verdadeiro prazer se refere à aponia (ausência de dor no corpo) e à ataraxia (falta de perturbação na alma). c) Epicuro defendia que uma vida é�ca implicava o desprezo às convenções sociais. d) A suspensão do juízo é o caminho para a felicidade, segundo a doutrina Epicurista, uma vez que a razão humana é incapaz de conhecer a verdade. e) O Epicurismo é uma filosofia determinista, que defende a aceitação dos males de vida com coragem. Há, portanto, a rejeição do materialismo em busca de um espiritualismo transcendente. FIL0117 - (Ufsj) Sobre o ce�cismo, é CORRETO afirmar que a) os cé�cos buscaram uma mediação entre “o ser” e o “poder-ser”. b) o ce�cismo rela�vo tem no subje�vismo e no rela�vismo doutrinas manifestamente apoiadas em seu princípio maior: toda intera�vidade possível. c) Protágoras (séc. V a.C.), rela�vista, afirmou que “o Homem só entende a natureza porque o conhecimento emana dela e nela se instala”. d) Górgias (485-380 a.C.) e Pirro (365-275 a.C.) são apontados como possíveis fundadores do ce�cismo absoluto. FIL0661 - (Uece) Parece ter havido para a poesia em geral duas causas naturais. Uma é que imitar é natural nos homens desde a infância e nisto diferem dos outros animais, pois o homem é o que tem mais capacidade de imitar e é pela imitação que adquire os seus primeiros conhecimentos; a outra é que todos sentem prazer nas imitações. [...] A razão disto é também que aprender não é só agradável para os filósofos, mas é-o igualmente para os outros homens, embora estes par�cipem dessa aprendizagem em menor escala. E que eles, quando veem as imagens, gostam dessa imitação, pois acontece que, vendo, aprendem e deduzem o que representa cada uma, por exemplo, ‘este é aquele assim e assim’.” ARISTÓTELES. Poé�ca, 1448b5-20. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2008. Com base na passagem anterior, marque a alterna�va correta sobre a teoria aristotélica da mímesis (imitação). a) A imitação é prazerosa, pois imitar é um modo de aprender. b) Somente os homens imitam, pois apenas eles são racionais. c) As imagens, feitas por imitação, agradam, mas não ensinam. d) Como aprender não agrada, os homens imitam só por prazer. FIL0598 - (Fer) A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consiste numa mediania, isto é, a mediania rela�va a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prá�ca. (Aristóteles. É�ca a Nicômaco.Trad. de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim. São Paulo: Abril Cultural, 1973. Livro II, p. 273.) 39@professorferretto @prof_ferretto Com base no texto e nos conhecimentos sobre a é�ca em Aristóteles, pode-se afirmar que a) A virtude, para Aristóteles, é a equidistância entre dois vícios, um por excesso, outro por falta. b) Uma ação justa ou virtuosa, para Aristóteles, é aquela que traz bene�cios para o maior número possível de indivíduos. c) Na É�ca a Nicômaco, Aristóteles defende os princípios de uma é�ca rela�vista, já que, ao defender o “justo meio”, acaba por defender a medida individual de cada sujeito. d) A virtude é�ca, segundo Aristóteles, pauta-se na eleição de um dos extremos como o mais adequado, isto é, ou o excesso ou a falta. e) O hábito nos torna melhores e�camente, contudo as virtudes independem da ação para o desenvolvimento moral do indivíduo. FIL0659 - (Uece) “Efe�vamente, um bom poeta, se quiser produzir um bom poema sobre o assunto que quer tratar, tem de saber o que vai fazer, sob pena de não ser capaz de o realizar. [...] os bons poetas têm aqueles conhecimentos que, perante a maioria, parecem expor tão bem.” PLATÃO. A República, 598e-599a. – 15ª ed. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2017. Levando em conta a importância tradicional que a poesia �nha na formação/educação do homem grego, é correto dizer que a crí�ca de Platão à poesia se jus�fica porque a) a educação tradicional grega, através das narra�vas poé�cas, transmi�a um conhecimento certo sobre os temas de que elas tratavam. b) o então desenvolvimento das técnicas, que se baseavam em saberes causais, punha em crise o lugar da poesia na educação grega. c) seria preciso afastar-se das tendências pedagógicas, como as so�s�cas, que desprezavam o saber verdadeiro transmi�do pela poesia. d) �nha em vista construir uma outra poesia grega, baseada nos mais recentes conhecimentos técnicos, cien�ficos e filosóficos da pólis. FIL0005 - (Ueg) A cultura grega marca a origem da civilização ocidental e ainda hoje podemos observar sua influência nas ciências, nas artes, na polí�ca e na é�ca. Dentre os legados da cultura grega para o Ocidente, destaca-se a ideia de que a) a natureza opera obedecendo a leis e princípios necessários e universais que podem ser plenamente conhecidos pelo nosso pensamento. b) nosso pensamento também opera obedecendo a emoções e sen�mentos alheios à razão, mas que nos ajudam a dis�nguir o verdadeiro do falso. c) as prá�cas humanas, a ação moral, polí�ca, as técnicas e as artes dependem do des�no, o que negaria a existência de uma vontade livre. d) as ações humanas escapam ao controle da razão, uma vez que agimos obedecendo aos ins�ntos como mostra hoje a psicanálise. FIL0075 - (Uel) Leia o texto a seguir. Eis com efeito em que consiste o proceder corretamente nos caminhos do amor ou por outro se deixar conduzir: em começar do que aqui é belo e, em vista daquele belo, subir sempre, como que servindo-se de degraus, de um só para dois e de dois para todos os belos corpos, e dos belos corpos para os belos o�cios, e dos o�cios para as belas ciências até que das ciências acabe naquela ciência, que de nada mais é senão daquele próprio belo, e conheça enfim o que em si é belo. (PLATÃO. Banquete, 211 c-d. José Cavalcante de Souza. São Paulo: Abril Cultural, 1972. (Os Pensadores) p. 48). Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Platão, é correto afirmar que a) a compreensão da beleza se dá a par�r da observação de um indivíduo belo, no qual percebemos o belo em si. b) a percepção do belo no mundo indica seus vários graus que visam a uma dimensão transcendente da beleza em si. c) a compreensão do que é belo se dá subitamente, quando par�mos dele para compreender os belos o�cios e ciências. d) a observação de corpos, a�vidades e conhecimentos permite dis�nguir quais deles são belos ou feios em si. e) a par�cipação do mundo sensível no mundo inteligível possibilita a apreensão da beleza em si. FIL0070 - (Uece) “Talvez [...] a verdade nada mais seja do que uma certa purificação das paixões e seja, portanto, a temperança, a jus�ça, a coragem; e a própria sabedoria não seja outra coisamedieval teve como preocupação central a singularidade em relação ao sujeito do conhecimento. FIL0058 - (Uncisal) Na Grécia An�ga, o filósofo Sócrates ficou famoso por interpelar os transeuntes e fazer perguntas aos que se achavam conhecedores de determinado assunto. Mas durante o diálogo, Sócrates colocava o interlocutor em situação delicada, levando-o a reconhecer sua própria ignorância. Em virtude de sua atuação, Sócrates acabou sendo condenado à morte sob a acusação de corromper a juventude, desobedecer às leis da cidade e desrespeitar certos valores religiosos. Considerando essas informações sobre a vida de Sócrates, assim como a forma pela qual seu pensamento foi transmi�do, pode-se afirmar que sua filosofia a) transmi�a conhecimentos de natureza cien�fica. b) baseava-se em uma contemplação passiva da realidade. c) transmi�a conhecimentos exclusivamente sob a forma escrita entre a população ateniense. d) ficou consagrada sob a forma de diálogos, posteriormente redigidos pelo filósofo Platão. e) procurava transmi�r às pessoas conhecimentos de natureza mitológica. FIL0043 - (Uema) A Filosofia nasceu na Jônia no final do século VII a.C. O conteúdo que norteia a preocupação dos filósofos jônicos é de natureza: a) Mitológica. b) Antropológica. c) Religiosa. d) Cosmológica. e) Polí�ca. FIL0083 - (Ueg) A expressão “Tudo o que é bom, belo e justo anda junto” foi escrita por um dos grandes filósofos da humanidade. Ela resume muito de sua perspec�va filosófica, sendo uma das bases da escola de pensamento conhecida como a) cartesianismo, estabelecida por Descartes, no qual se acredita que a essência precede a existência. b) estoicismo, que tem no imperador romano Marco Aurélio um de seus grandes nomes, que pregava a serenidade diante das tragédias. c) existencialismo, que tem em Sartre um de seus grandes nomes, para o qual a existência precede a essência. d) platonismo, estabelecida por Platão, no qual se entendia o mundo �sico como uma imitação imperfeita do mundo ideal. FIL0038 - (Ufsj) Sobre o princípio básico da filosofia pré-socrá�ca, é CORRETO afirmar que a) Tales de Mileto, ao buscar um princípio unificador de todos os seres, concluiu que a água era a substância primordial, a origem única de todas as coisas. b) Anaximandro, após observar sistema�camente o mundo natural, propôs que não apenas a água poderia ser considerada arché desse mundo em si e, por isso mesmo, incluiu mais um elemento: o fogo. c) Anaxímenes fez a união entre os pensamentos que o antecederam e concluiu que o princípio de todas as coisas não pode ser afirmado, já que tal princípio não está ao alcance dos sen�dos. d) Heráclito de Éfeso afirmou o movimento e negou terminantemente a luta dos contrários como gênese e unidade do mundo, como o quis Catão, o an�go. FIL0011 - (Unicentro) A passagem do Mito ao Logos na Grécia an�ga foi fruto de um amadurecimento lento e processual. Por muito tempo, essas duas maneiras de explicação do real 3@professorferretto @prof_ferretto conviveram sem que se traçasse um corte temporal mais preciso. Com base nessa afirma�va, é correto afirmar: a) O modo de vida fechado do povo grego facilitou a passagem do Mito ao Logos. b) A passagem do Mito ao Logos, na Grécia, foi responsabilidade dos �ranos de Siracusa. c) A economia grega estava baseada na industrialização, e isso facilitou a passagem do Mito ao Logos. d) O povo grego an�go, nas viagens, se encontrava com outros povos com as mesmas preocupações e culturas, o que contribuiu para a passagem do Mito ao Logos. e) A a�vidade comercial e as constantes viagens oportunizaram a troca de informações/conhecimentos, a observação/assimilação dos modos de vida de outros povos, contribuindo, assim, de modo decisivo, para a construção da passagem do Mito ao Logos. FIL0006 - (Uema) Leia a fábula de La Fontaine, uma possível explicação para a expressão ― ”o amor é cego”. No amor tudo é mistério: suas flechas e sua aljava, sua chama e sua infância eterna. Mas por que o amor é cego? Aconteceu que num certo dia o Amor e a Loucura brincavam juntos. Aquele ainda não era cego. Surgiu entre eles um desentendimento qualquer. Pretendeu então o Amor que se reunisse para tratar do assunto o conselho dos deuses. Mas a Loucura, impaciente, deu-lhe uma pancada tão violenta que lhe privou da visão. Vênus, mãe e mulher, pôs-se a clamar por vingança, aos gritos. Diante de Júpiter, de Nêmesis – a deusa da vingança – e de todos os juízos do inferno, Vênus exigiu que aquele crime fosse reparado. Seu filho não podia ficar cego. Depois de estudar detalhadamente o caso, a sentença do supremo tribunal celeste consis�u em declarar a loucura a servir de guia ao Amor. Fonte: LA FONTAINE, Jean de. O amor e a loucura. In: Os melhores contos de loucura. Flávio Moreira da Costa (Org.). Rio de Janeiro: Ediouro, 2007. A fábula traz uma explicação oriunda dos deuses para uma realidade humana. Esse �po de explicação classifica- se como a) esté�ca. b) filosófica. c) mitológica. d) cien�fica. e) crí�ca. FIL0081 - (Enem) Suponha homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, cuja entrada, aberta à luz, se estende sobre todo o comprimento da fachada; eles estão lá desde a infância, as pernas e o pescoço presos por correntes, de tal sorte que não podem trocar de lugar e só podem olhar para frente, pois os grilhões os impedem de voltar a cabeça; a luz de uma fogueira acesa ao longe, numa elevada do terreno, brilha por detrás deles; entre a fogueira e os prisioneiros, há um caminho ascendente; ao longo do caminho, imagine um pequeno muro, semelhante aos tapumes que os manipuladores de marionetes armam entre eles e o público e sobre os quais exibem seus pres�gios. PLATÃO. A República. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2007. Essa narra�va de Platão é uma importante manifestação cultural do pensamento grego an�go, cuja ideia central, do ponto de vista filosófico, evidencia o(a) a) caráter antropológico, descrevendo as origens do homem primi�vo. b) sistema penal da época, cri�cando o sistema carcerário da sociedade ateniense. c) vida cultural e ar�s�ca, expressa por dramaturgos trágicos e cômicos gregos. d) sistema polí�co eli�sta, provindo do surgimento da pólis e da democracia ateniense. e) teoria do conhecimento, expondo a passagem do mundo ilusório para o mundo das ideias. FIL0112 - (Enem PPL) XI. Jamais, a respeito de coisa alguma, digas: “Eu a perdi”, mas sim: “eu a res�tuí”. O filho morreu? Foi res�tuído. A mulher morreu? Foi res�tuída. “A propriedade me foi subtraída”, então também foi res�tuída. “Mas quem a subtraiu é mau”. O que te importa por meio de quem aquele que te dá a pede de volta? Na medida em que ele der, faz uso do mesmo modo de quem cuida das coisas de outrem. Do mesmo modo como fazem os que se instalam em uma hospedaria. EPICTETO. Encheirídion. In: DINUCCI, A. Introdução ao Manual de Epicteto. São Cristóvão: UFS, 2012 (adaptado). A caracterís�ca do estoicismo presente nessa citação do filósofo grego Epicteto é a) explicar o mundo com números. b) iden�ficar a felicidade com o prazer. c) aceitar os sofrimentos com serenidade. d) ques�onar o saber cien�fico com veemência. e) considerar as convenções sociais com desprezo. 4@professorferretto @prof_ferretto FIL0071 - (Uece) Atente para as seguintes citações: “Temos assim três virtudes que foram descobertas na nossa cidade: sabedoria, coragem e moderação para os chefes; coragem e moderação para os guardas; moderação para o povo. No que diz respeito à quarta, pela qual esta cidade também par�cipa na virtude, que poderá ser? É evidente que é a jus�ça” (Platão, Rep., 432b). “O princípio que de entrada estabelecemos que se devia observar em todas as circunstâncias quando fundamos a cidade, esse princípio é, segundo me parece, ou ele ou uma de suas formas, a jus�ça. Ora, nós estabelecemos, segundo suponho, e repe�mo-lo muitas vezes, se bem te lembras, que cadado que esse meio de purificação.” PLATÃO. Fédon, 69b-c, adaptado. 40@professorferretto @prof_ferretto Nessa fala de Sócrates, a “purificação” das paixões ocorre na medida em que a alma se afasta do corpo pela “força” da sabedoria. Com base nisso, assinale a afirmação FALSA. a) As virtudes são a eliminação das paixões através da sabedoria. b) Temperança, jus�ça e coragem resultam da purificação das paixões. c) A sabedoria é a potência da alma pela qual as virtudes se cons�tuem. d) A alma a�nge a verdade através da virtude da sabedoria. FIL0105 - (Uel) Leia o texto a seguir. Alguns julgam que a grandeza de uma cidade depende do número dos seus habitantes, quando o que importa é prestar atenção à capacidade, mais do que ao número de habitantes, visto que uma cidade tem uma obra a realizar. [...] A cidade melhor é, necessariamente, aquela em que existe uma quan�dade de população suficiente para viver bem numa comunidade polí�ca. [...] resulta evidente, pois, que o limite populacional perfeito é aquele que não excede a quan�dade necessária de indivíduos para realizar uma vida autossuficiente comum a todos. Fica, assim, determinada a questão rela�va à grandeza da cidade. (ARISTÓTELES, Polí�ca 1326b6-25 Edição bilíngue. Tradução e notas de António C. Amaral e Carlos C. Gomes. Lisboa: Vega, 1998. p. 495- 499.) Com base no texto e considerando o papel da cidade- estado (polis) no pensamento é�co-polí�co de Aristóteles, assinale a alterna�va correta. a) As dimensões da polis determinam a qualidade de seu governo: quanto mais cidadãos, maior e melhor será a sua par�cipação polí�ca. b) A polis não é natural, por isso é importante organizá-la bem em tamanho e quan�dade de cidadãos para que a sociedade seja autossuficiente. c) O ser humano, por ser autossuficiente, pode prescindir da polis, pois o bem viver depende mais do indivíduo que da sociedade. d) A polis realiza a própria obra quando possui um número suficiente de cidadãos que possibilite o bem viver. e) O ser humano, como animal polí�co, tende a realizar- se na polis, mesmo que esta possua quan�dade excessiva de cidadãos. FIL0685 - (Ufu) Sobre as relações entre ato e potência e matéria e forma na filosofia de Aristóteles (384–322 a.C.), é INCORRETO afirmar que a) todo ente sensível, por exemplo, uma mesa ou um cavalo, é composto de matéria e de forma. b) na cons�tuição de qualquer ente sensível, a matéria é a potência e a forma é o ato. c) o que faz com que algo seja o que é, por exemplo, um ser humano ou um boi, é a sua matéria. d) somente um ser em ato pode dar origem a um ente determinado, isto é, a um animal ou a um artefato. FIL0534 - (Unesp) Não é fácil vencer uma discussão. Especialmente em um contexto inflamado, em que as opiniões se polarizam, no�cias falsas se proliferam, debatedores recorrem a ofensas e sarcasmo e festas de fim de ano criam ambientes propícios para a briga. Uma boa discussão, ao contrário do que a maior parte das pessoas pensa, não serve para a disputa – e, sim, para a construção do conhecimento. Nesse sen�do, saber sustentar uma boa argumentação é fundamental. (Beatriz Montesan� e Ta�ana Dias. “Por que ‘opinião não é argumento’, segundo este professor de lógica da Unicamp”. www.nexojornal.com.br, 28.02.2018.) O excerto explicita a relevância de uma área da filosofia que contribui para o desenvolvimento de boas discussões, qual seja, a) a lógica e a inves�gação da estrutura do pensamento humano. b) a esté�ca e a inves�gação do uso de imagens ao longo da história. c) a meta�sica e o entendimento das qualidades do ser. d) a é�ca e a compreensão dos modos de agir individual. e) a epistemologia e a verificação da natureza do conhecimento. FIL0045 - (Enem) Tomemos o exemplo de Sócrates: é precisamente ele quem interpela as pessoas na rua, os jovens no ginásio, perguntando: “Tu te ocupas de �?” O deus o encarregou disso, é sua missão, e ele não a abandonará, mesmo no momento em que for ameaçado de morte. Ele é certamente o homem que cuida do cuidado dos outros: esta é a posição par�cular do filósofo. FOUCAULT, M. Ditos e escritos. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2004. 41@professorferretto @prof_ferretto O fragmento evoca o seguinte princípio moral da filosofia socrá�ca, presente em sua ação dialógica: a) Examinar a própria vida. b) Ironizar o seu oponente. c) Sofismar com a verdade. d) Debater visando a aporia. e) Desprezar a virtude alheia. FIL0660 - (Uece) No diálogo platônico Sofista, os personagens Teeteto e Estrangeiro conversam sobre o que é o sofista, chegando à tese de que seu discurso é um simulacro, uma cópia falsa do real. No entanto, essa tese conduziria os interlocutores a uma dificuldade, segundo o Estrangeiro, que a explica nos seguintes termos. “É que, realmente, jovem feliz, nos vemos frente a uma questão extremamente di�cil. Afinal, mostrar e parecer sem ser, dizer algo, entretanto, sem dizer com verdade, são maneiras que trazem grande dificuldades... Que modo encontrar, na realidade, para dizer ou pensar que o falso é real sem que, já ao dizer isso, nos encontramos enredados numa contradição? [...] A audácia dessa afirmação é supor o não ser como ser; e, na realidade, nada pode ser dito falso sem esta condição”. PLATÃO. Sofista, 236e-237-a. São Paulo: Abril Cultural, 1972. Coleção Os Pensadores (Texto adaptado). Segundo o Estrangeiro, a dificuldade dessa afirmação, sua contradição inicial, a ser elucidada na con�nuidade do diálogo, estaria em que a) não é possível dizer que algo é falso, pois, por definição, o falso não é. b) se o falso exis�r, é preciso abandonar a tese de que o ser é e o não-ser não é. c) se diria, simultaneamente, que o falso não é falso, pois o que é não seria. d) seria preciso admi�r que o falso, de algum modo, é; mas o não ser não é. FIL0027 - (Ufu) "Pois pensar e ser é o mesmo" Parmênides, Poema, fragmento 3, extraído de: Os filósofos pré-socrá�cos. Tradução de Gerd Bornheim. São Paulo: Cultrix, 1993. A proposição acima é parte do poema de Parmênides, o fragmento 3. Considerando-se o que se sabe sobre esse filósofo, que viveu por volta do século VI a.C., assinale a afirma�va correta. a) Para compreender a realidade, é preciso confiar inteiramente no que os nossos sen�dos percebem. b) O movimento é uma caracterís�ca aparente das coisas, a verdadeira realidade está além dele. c) O verdadeiro sen�do da realidade só pode ser revelado pelos deuses para aqueles que eles escolhem. d) Tudo o que pensamos deve exis�r em algum lugar do universo. FIL0678 - (Fuvest) Todos os homens, por natureza, tendem ao saber. Sinal disso é o amor pelas sensações. De fato, eles amam as sensações por si mesmas, independentemente de sua u�lidade e amam, acima de todas, a sensação da visão. Com efeito, não só em vista da ação, mas mesmo sem nenhuma intenção de agir, nós preferimos o ver, em certo sen�do, a todas as outras sensações. E o mo�vo está no fato de que a visão nos proporciona mais conhecimento do que todas as outras sensações e nos torna manifestas numerosas diferenças entre as coisas”. Aristóteles. Meta�sica, São Paulo: Loyola, 2002. Nessa passagem, a tese principal apresentada por Aristóteles é a de que “todos os homens, por natureza, tendem ao saber”. Com base na construção do argumento, descrever a sensação da visão tem, como função principal, a seguinte tarefa: a) Delimitar a tese, mostrando que o conhecimento se dá sobretudo nas sensações. b) Explicar a tese, mostrando qual o significado da tendência ao conhecimento. c) Refutar a tese, mostrando que o amor às sensações se sobrepõe à tendência ao saber. d) Deduzir consequências da tese, mostrando as implicações da tendência humana ao saber. e) Sustentar a tese, mostrando que o privilégio dessa sensação se deve à sua relação com o saber. FIL0586 - (Enem) Entretanto, nosso amigo Basso tem o ânimo alegre. Isso resulta da filosofia: estar alegre diante da morte, fortee contente qualquer que seja o estado do corpo, sem desfalecer, ainda que desfaleça. SÊNECA, L. Cartas morais. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1990. 42@professorferretto @prof_ferretto O excerto refere-se a uma carta de Sêneca na qual se apresenta como um bem fundamental da filosofia promover a a) valorização de disputas dialógicas. b) rejeição das convenções sociais. c) inspiração de natureza religiosa. d) exaltação do sofrimento. e) moderação das paixões. FIL0090 - (Enem PPL) Dado que, dos hábitos racionais com os quais captamos a verdade, alguns são sempre verdadeiros, enquanto outros admitem o falso, como a opinião e o cálculo, enquanto o conhecimento cien�fico e a intuição são sempre verdadeiros, e dado que nenhum outro gênero de conhecimento é mais exato que o conhecimento cien�fico, exceto a intuição, e, por outro lado, os princípios são mais conhecidos que as demonstrações, e dado que todo conhecimento cien�fico cons�tui-se de maneira argumenta�va, não pode haver conhecimento cien�fico dos princípios, e dado que não pode haver nada mais verdadeiro que o conhecimento cien�fico, exceto a intuição, a intuição deve ter por objeto os princípios. ARISTÓTELES. Segundos analí�cos. In: REALE, G. História da filosofia an�ga. São Paulo: Loyola, 1994. Os princípios, base da epistemologia aristotélica, pertencem ao domínio do(a) a) opinião, pois fazem parte da formação da pessoa. b) cálculo, pois são demonstrados por argumentos. c) conhecimento cien�fico, pois admitem provas empíricas. d) intuição, pois ela é mais exata que o conhecimento cien�fico. e) prá�ca de hábitos racionais, pois com ela se capta a verdade. FIL0097 - (Enem) O termo injusto se aplica tanto às pessoas que infringem a lei quanto às pessoas ambiciosas (no sen�do de quererem mais do que aquilo a que têm direito) e iníquas, de tal forma que as cumpridoras da lei e as pessoas corretas serão justas. O justo, então, é aquilo conforme à lei e o injusto é o ilegal e iníquo. ARISTÓTELES. É�ca à Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural: 1996 (adaptado). Segundo Aristóteles, pode-se reconhecer uma ação justa quando ela observa o a) compromisso com os movimentos desvinculados da legalidade. b) bene�cio para o maior número possível de indivíduos. c) interesse para a classe social do agente da ação. d) fundamento na categoria de progresso histórico. e) princípio de dar a cada um o que lhe é devido. FIL0037 - (Ufu) De um modo geral, o conceito de physis no mundo pré- socrá�co expressa um princípio de movimento por meio do qual tudo o que existe é gerado e se corrompe. A doutrina de Parmênides, no entanto, tal como relatada pela tradição, aboliu esse princípio e provocou, consequentemente, um sério conflito no debate filosófico posterior, em relação ao modo como conceber o ser. Para Parmênides e seus discípulos: a) A imobilidade é o princípio do não-ser, na medida em que o movimento está em tudo o que existe. b) O movimento é princípio de mudança e a pressuposição de um não-ser. c) Um Ser que jamais muda não existe e, portanto, é fruto de imaginação especula�va. d) O Ser existe como gerador do mundo �sico, por isso a realidade empírica é puro ser, ainda que em movimento. FIL0583 - (Enem PPL) A maior parte dos primeiros filósofos considerava como os únicos princípios de todas as coisas os que são da natureza da matéria. Aquilo de que todos os seres são cons�tuídos, e de que primeiro são gerados e em que por fim se dissolvem. Pois deve haver uma natureza qualquer, ou mais do que uma, donde as outras coisas se engendram, mas con�nuando ela a mesma. ARISTÓTELES. Meta�sica. São Paulo: Abril Cultural, 1973. O texto aristotélico, ao recorrer à cosmologia dos pré- socrá�cos, salienta a preocupação desses filósofos com a a) mutação ontológica dos entes. b) alteração esté�ca das condutas. c) transformação progressiva da ascese. d) sistema�zação crí�ca do conhecimento. e) modificação imediata da espiritualidade. FIL0066 - (Uel) Leia o texto a seguir. 43@professorferretto @prof_ferretto Quando o ar�sta [demiurgo] trabalha em sua obra, a vista dirigida para o que sempre se conserva igual a si mesmo, e lhe transmite a forma e a virtude desse modelo, é natural que seja belo tudo o que ele realiza. Porém, se ele se fixa no que devém e toma como modelo algo sujeito ao nascimento, nada belo poderá criar. [...] Ora, se este mundo é belo e for bom seu construtor, sem dúvida nenhuma este fixará a vista no modelo eterno. PLATÃO. Timeu. 28 a7-10; 29 a2-3. Trad. Carlos A. Nunes. Belém: UFPA, 1977. p. 46-47. Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Platão, assinale a alterna�va correta. a) O mundo é belo porque imita os modelos sensíveis, nos quais o demiurgo se inspira ao gerar o mundo. b) O sensível, ou o mundo que devém, é o modelo no qual o ar�sta se inspira para criar o que permanece. c) O ar�fice do mundo, por ser bom, cria uma obra plenamente bela, que é a realidade percebida pelos sen�dos. d) O olhar do demiurgo deve se dirigir ao que permanece, pois este é o modelo a ser inserido na realidade sensível. e) O demiurgo deve observar as perfeições no mundo sensível para poder reproduzi-las em sua obra. FIL0110 - (Uel) Leia o texto a seguir. É pois manifesto que a ciência a adquirir é a das causas primeiras (pois dizemos que conhecemos cada coisa somente quando julgamos conhecer a sua primeira causa); ora, causa diz-se em quatro sen�dos: no primeiro, entendemos por causa a substância e a essência (o “porquê” reconduz-se pois à noção úl�ma, e o primeiro “porquê” é causa e princípio); a segunda causa é a matéria e o sujeito; a terceira é a de onde vem o início do movimento; a quarta causa, que se opõe à precedente, é o “fim para que” e o bem (porque este é, com efeito, o fim de toda a geração e movimento). Adaptado de: ARISTÓTELES. Meta�sica. Trad. De Vincenzo Cocco. São Paulo: Abril S. A. Cultural, 1984. p.16. (Coleção Os Pensadores.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, assinale a alterna�va que indica, corretamente, a ordem em que Aristóteles apresentou as causas primeiras. a) Causa final, causa eficiente, causa material e causa formal. b) Causa formal, causa material, causa final e causa eficiente. c) Causa formal, causa material, causa eficiente e causa final. d) Causa material, causa formal, causa eficiente e causa final. e) Causa material, causa formal, causa final e causa eficiente. FIL0543 - (Uece) “Como as pessoas que infringem as leis parecem injustas e as cumpridoras da lei parecem justas, evidentemente todos os atos conforme à lei são justos no sen�do de as leis visarem ao interesse comum a todas as pessoas, de tal forma que chamamos justos os atos que tendem a produzir e preservar a felicidade para a comunidade polí�ca; e a lei determina igualmente que ajamos como homens corajosos, como homens moderados, como homens amáveis e assim por diante em relação às outras formas de virtudes, impondo a prá�ca de certos atos e proibindo outros.” ARISTÓTELES. É�ca a Nicômaco, 1129b. Trad. bras. Mario da Gama Kury. – 4 ed. Brasília: Editora da UnB, 2001 – Adaptado. Segundo a citação acima, é correto concluir que a) quaisquer leis existentes são justas e contribuem para a felicidade comum. b) as leis justas são aquelas que obrigam aos atos justos e proíbem os injustos. c) mesmo quando injustas, as leis obrigam às virtudes e proíbem os vícios. d) as leis visam aos interesses comuns, não aos atos justos dos indivíduos. FIL0020 - (Uel) Sobre a passagem do mito à filosofia, na Grécia An�ga, considere as afirma�vas a seguir. I. Os poemas homéricos, em razão de muitos de seus componentes, já contêm caracterís�cas essenciais da compreensão de mundo grega que, posteriormente, se revelaram importantes para o surgimento da filosofia. II. O naturalismo, que se manifesta nas origens da filosofia, já se evidencia na própria religiosidade grega, na medida em quenem homens nem deuses são compreendidos como perfeitos. III. A humanização dos deuses na religião grega, que os entende movidos por sen�mentos similares aos dos 44@professorferretto @prof_ferretto homens, contribuiu para o processo de racionalização da cultura grega, auxiliando o desenvolvimento do pensamento filosófico e cien�fico. IV. O mito foi superado, cedendo lugar ao pensamento filosófico, devido à assimilação que os gregos fizeram da sabedoria dos povos orientais, sabedoria esta desvinculada de, qualquer base religiosa. Estão corretas apenas as afirma�vas: a) I e II. b) II e IV. c) III e IV. d) I, II e III. e) I, III e IV. FIL0546 - (Uece) “Havia duas festas anuais nas quais se encenavam tragédias. [...] A representação era prevista e organizada sob o patrocínio do Estado, pois era um dos altos magistrados da cidade quem se incumbia de escolher os poetas e de selecionar os cidadãos ricos, encarregados de cobrir todas as despesas. [...] Consequentemente, esse espetáculo adquiriu as caracterís�cas de uma manifestação nacional. Esse fato explica com clareza certos aspectos da inspiração dos autores de tragédia. Eles se dirigiam sempre a um grande público, reunido numa ocasião solene: é normal que eles quisessem a�ngi-lo e interessá-lo. Eles escreviam na qualidade de cidadãos que se dirigiam a outros cidadãos”. ROMILLY, J. A tragédia grega. Trad. bras. Ivo Mar�nazzo. Brasília: Ed. da UNB, 1998, p. 14-15. Essa tese de Jacqueline de Romilly (1913-2010) sobre a origem e as caracterís�cas da tragédia grega pode ser relacionada à tese de Jean-Pierre Vernant sobre a origem e as caracterís�cas da filosofia grega no seguinte: assim como a tragédia, a filosofia a) é organizada pela polis e financiada pelos cidadãos mais ricos dela. b) é objeto de concursos anuais previstos no calendário da polis. c) nasce no contexto da polis, caracterizada pela igualdade entre cidadãos. d) busca chamar a atenção dos cidadãos da polis, com temas populares. FIL0576 - (Uece) “Diferentemente dos sofistas, Sócrates mantém a separação entre opinião e verdade, entre aparência e realidade, entre percepção sensorial e pensamento. Por isso, sua busca visa alcançar algo muito precioso: passar da mul�plicidade de opiniões contrárias, da mul�plicidade de aparências opostas, dá mul�plicidade de percepções divergentes à unidade da ideia (que é a definição universal e necessária da coisa procurada).” CHAUÍ, M. Introdução à história da filosofia, I: Dos pré- socra�cos a Aristóteles. São Paulo: Companhia das Letras: 2002. Com base na lição de Marilena Chauí, acima citada, é correto afirmar que, para Sócrates, as virtudes são a) resultados dos acordos e convenções entre os homens sobre suas opiniões contrárias. b) aqueles valores repassados de geração a geração, cons�tuindo uma tradição unitária. c) definições que cada um tem para si, indo além das discordâncias que há entre todos. d) fundadas apenas no próprio pensamento, que é capaz de determinar o que são em si e por si. FIL0079 - (Enem) Os andróginos tentaram escalar o céu para combater os deuses. No entanto, os deuses em um primeiro momento pensam em matá-los de forma sumária. Depois decidem puni-los da forma mais cruel: dividem-nos em dois. Por exemplo, é como se pegássemos um ovo cozido e, com uma linha, dividíssemos ao meio. Desta forma, até hoje as metades separadas buscam reunir-se. Cada um com saudade de sua metade, tenta juntar-se novamente a ela, abraçando-se, enlaçando-se um ao outro, desejando formar um único ser. PLATÃO. O banquete. São Paulo: Nova Cultural, 1987. No trecho da obra O banquete, Platão explicita, por meio de uma alegoria, o a) bem supremo como fim do homem. b) prazer perene como fundamento da felicidade. c) ideal inteligível como transcendência desejada. d) amor como falta cons�tuinte do ser humano. e) autoconhecimento como caminho da verdade. FIL0017 - (Ifsp) Comparando-se mito e filosofia, é correto afirmar o seguinte: 45@professorferretto @prof_ferretto a) A autoridade do mito depende da confiança inspirada pelo narrador, ao passo que a autoridade da filosofia repousa na razão humana, sendo independente da pessoa do filósofo. b) Tanto o mito quanto a filosofia se ocupam da explicação de realidades passadas a par�r da interação entre forças naturais personalizadas, criando um discurso que se aproxima do da história e se opõe ao da ciência. c) Enquanto a função do mito é fornecer uma explicação parcial da realidade, limitando-se ao universo da cultura grega, a filosofia tem um caráter universal, buscando respostas para as inquietações de todos os homens. d) Mito e filosofia dedicam-se à busca pelas verdades absolutas e são, em essência, faces dis�ntas do mesmo processo de conhecimento que culminou com o desenvolvimento do pensamento cien�fico. e) A filosofia é a negação do mito, pois não aceita contradições ou fabulações, admi�ndo apenas explicações que possam ser comprovadas pela observação direta ou pela experiência. FIL0115 - (Unisc) Nas suas Meditações, o filósofo estoico Marco Aurélio escreveu: “Na vida de um homem, sua duração é um ponto, sua essência, um fluxo, seus sen�dos, um turbilhão, todo o seu corpo, algo pronto a apodrecer, sua alma, inquietude, seu des�no, obscuro, e sua fama, duvidosa. Em resumo, tudo o que é rela�vo ao corpo é como o fluxo de um rio, e, quanto á alma, sonhos e fluidos, a vida é uma luta, uma breve estadia numa terra estranha, e a reputação, esquecimento. O que pode, portanto, ter o poder de guiar nossos passos? Somente uma única coisa: a Filosofia. Ela consiste em abster-nos de contrariar e ofender o espírito divino que habita em nós, em transcender o prazer e a dor, não fazer nada sem propósito, evitar a falsidade e a dissimulação, não depender das ações dos outros, aceitar o que acontece, pois tudo provém de uma mesma fonte e, sobretudo, aguardar a morte com calma e resignação, pois ela nada mais é que a dissolução dos elementos pelos quais são formados todos os seres vivos. Se não há nada de terrível para esses elementos em sua con�nua transformação, por que, então, temer as mudanças e a dissolução do todo?” Considere as seguintes afirma�vas sobre esse texto: I. Marco Aurélio nos diz que a morte é um grande mal. II. Segundo Marco Aurélio, devemos buscar a fama, a riqueza e o prazer. III. Segundo Marco Aurélio, conseguindo fama, podemos transcender a finitude da vida humana. IV. Para Marco Aurélio, a filosofia é valiosa porque nos permite compreender que a morte é parte de um processo da natureza e assim evita que nos angus�emos por ela. V. Para Marco Aurélio, só a fé em Deus e em Cristo pode libertar o homem do temor da morte. VI. Para Marco Aurélio, o homem par�cipa de uma realidade divina. Assinale a alterna�va correta. a) Somente as afirma�vas I e V estão corretas. b) Somente as afirma�vas I, II e III estão corretas. c) Somente as afirma�vas IV e VI estão corretas. d) Todas as afirma�vas estão corretas. e) Somente a afirma�va IV está correta. FIL0014 - (Unioeste) "Advento da Polis, nascimento da filosofia: entre as duas ordens de fenômenos os vínculos são demasiado estreitos para que o pensamento racional não apareça, em suas origens, solidário das estruturas sociais e mentais próprias da cidade grega. Assim recolocada na história, a filosofia despoja-se desse caráter de revelação absoluta que às vezes lhe foi atribuído, saudando, na jovem ciência dos jônios, a razão intemporal que veio encarnar-se no Tempo. A escola de Mileto não viu nascer a Razão; ela construiu uma razão, uma primeira forma de racionalidade". Jean Pierre Vernant. Sobre a Filosofia seguem as seguintes afirmações: I. Ela foi revelada pela deusa Razão a Tales de Mileto quando este afirmou que o princípio de tudo é a água. II. Ela foi inventada pelos gregos e decorre do advento da Polis, a cidade organizada por leis e ins�tuições que, por meio delas, eliminou todo �po de disputa. III. Ela rejeita o sobrenatural,a interferência de agentes divinos na explicação dos fenômenos; problema�za, discute e põe em questão até mesmo as teorias racionais elaboradas com rigor filosófico. IV. Surgiu no século VI a.C. nas colônias gregas da Magna Grécia e da Jônia, apenas no século seguinte deslocou-se para Atenas. V. Ocupa-se com os princípios, as causas e condições do conhecimento que pretenda ser racional e verdadeiro; põe em questão e problema�za valores morais, polí�cos, religiosos, ar�s�cos e culturais. Das afirmações feitas acima 46@professorferretto @prof_ferretto a) I, III e V são corretas. b) I e II são incorretas. c) II, IV e V são corretas. d) todas são corretas. e) todas são incorretas. FIL0036 - (Uel) No livro Através do espelho e o que Alice encontrou por lá, a Rainha Vermelha diz uma frase enigmá�ca: “Pois aqui, como vê, você tem de correr o mais que pode para con�nuar no mesmo lugar.” (CARROL, L. Através do espelho e o que Alice encontrou por lá. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. p.186.) Já na Grécia an�ga, Zenão de Eleia enunciara uma tese também enigmá�ca, segundo a qual o movimento é ilusório, pois “numa corrida, o corredor mais rápido jamais consegue ultrapassar o mais lento, visto o perseguidor ter de primeiro a�ngir o ponto de onde par�u o perseguido, de tal forma que o mais lento deve manter sempre a dianteira.” (ARISTÓTELES. Física. Z 9, 239 b 14. In: KIRK, G. S.; RAVEN, J. E.; SCHOFIELD, M. Os Pré-socrá�cos. 4.ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1994, p.284.) Com base no problema filosófico da ilusão do movimento em Zenão de Eleia, é correto afirmar que seu argumento a) baseia-se na observação da natureza e de suas transformações, resultando, por essa razão, numa explicação naturalista pautada pelos sen�dos. b) confunde a ordem das coisas materiais (sensível) e a ordem do ser (inteligível), pois avalia o sensível por condições que lhe são estranhas. c) ilustra a problema�zação da crença numa verdadeira existência do mundo sensível, à qual se chegaria pelos sen�dos. d) mostra que o corredor mais rápido ultrapassará inevitavelmente o corredor mais lento, pois isso nos apontam as evidências dos sen�dos. e) pressupõe a noção de con�nuidade entre os instantes, con�da no pressuposto da aceleração do movimento entre os corredores. FIL0121 - (Uenp) Sobre as escolas é�cas do período helenís�co, da an�guidade clássica da Filosofia Grega, associe a primeira com a segunda coluna e assinale e alterna�va correta. Coluna I I. epicurismo II. estoicismo III. ce�cismo IV. ecle�smo Coluna II A - É uma moral hedonista. O fim supremo da vida é o prazer sensível; o critério único de moralidade é o sen�mento. Os prazeres esté�cos e intelectuais são como os mais altos prazeres. B - Visa sempre um fim úl�mo é�co-ascé�co, sem qualquer meta�sica, mesmo nega�va. C - Se nada é verdadeiro, tudo vale unicamente. D - A paixão é sempre substancialmente má, pois é movimento irracional, morbo e vício da alma. a) I – A, II – B, III – C, IV – D b) I – A, II – B, III – D, IV – C c) I – A, II – D, III – C, IV – B d) I – A, II – D, III – B, IV – C e) I – D, II – A, III – B, IV – C FIL0715 - (Enem) Não �nha outra filosofia. Nem eu. Não digo que a Universidade me não �vesse ensinado alguma; mas eu decorei-lhe só as fórmulas, o vocabulário, o esqueleto. Tratei-a como tratei o la�m; embolsei três versos de Virgílio, dois de Horácio, uma dúzia de locuções morais e polí�cas, para as despesas da conversação. Tratei-os como tratei a história e a jurisprudência. Colhi de todas as cousas a fraseologia, a casca, a ornamentação. ASSIS, M. Memórias póstumas de Brás Cubas. Belo Horizonte: Autên�ca, 1995. A descrição crí�ca do personagem de Machado de Assis assemelha-se às caracterís�cas dos sofistas, contestados pelos filósofos gregos da An�guidade, porque se mostra alinhada à a) laboração conceitual de entendimentos. b) u�lização persuasiva do discurso. c) narração alegórica dos rapsodos. d) inves�gação empírica da physis. e) expressão pictográfica da pólis. FIL0724 - (Enem PPL) O Estado surge pelo fato de ser o homem um animal naturalmente social, polí�co. O Estado provê, inicialmente, a sa�sfação daquelas necessidades materiais, nega�vas e posi�vas, defesa e segurança, conservação e engrandecimento, de outro modo irrealizáveis. Mas o seu fim essencial é espiritual, isto é, deve promover a virtude e, consequentemente, a felicidade dos súditos mediante a ciência. ARISTÓTELES. A polí�ca. São Paulo: Mar�ns Fontes, 2006 (adaptado). 47@professorferretto @prof_ferretto Segundo o autor, é função do Estado garan�r o(a) a) jus�ça divina, pregando a salvação eterna dos fiéis. b) soberania, respeitando a autonomia dos três poderes. c) propriedade privada, protegendo o direito natural inalienável. d) vida é�ca, proporcionando a formação moral dos cidadãos. e) direito de resistência, suprimindo governos considerados impopulares. FIL0731 - (Enem PPL) As propostas dele não devem ser levadas a sério, pois foi visto bêbado num restaurante. GALINDO, R. 20 falácias (e as eleições). Disponível em: www.gazetadopovo.com.br. Acesso em: 17 out. 2021 (adaptado). A afirmação, eficaz como mecanismo de persuasão de eleitores em contextos polí�cos, cons�tui-se como uma falácia porque a) recorre à circularidade e afirma as suas teses. b) ataca a pessoa e desconsidera as suas ideias. c) aceita a conclusão e refuta as suas premissas. d) evoca a maioria e apresenta os seus argumentos. e) apela à autoridade e inves�ga os seus fundamentos. FIL0781 - (Enem PPL) O aparecimento da pólis, situado entre os séculos VIII e VII a.C., cons�tui, na história do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano intelectual como no domínio das ins�tuições, a vida social e as relações entre os homens tomam uma forma nova, cuja originalidade foi plenamente sen�da pelos gregos, manifestando-se no surgimento da filosofia. VERNANT, J.-P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2004 (adaptado). Segundo Vernant, a filosofia na an�ga Grécia foi resultado do(a) a) cons�tuição do regime democrá�co. b) contato dos gregos com outros povos. c) desenvolvimento no campo das navegações. d) aparecimento de novas ins�tuições religiosas. e) surgimento da cidade como organização social. FIL0774 - (Enem PPL) A definição de Aristóteles para enigma é totalmente desligada de qualquer fundo religioso: dizer coisas reais associando coisas impossíveis. Visto que, para Aristóteles, associar coisas impossíveis significa formular uma contradição, sua definição quer dizer que o enigma é uma contradição que designa algo real, em vez de não indicar nada, como é de regra. COLLI, G. O nascimento da filosofia. Campinas: Unicamp, 1996 (adaptado). Segundo o texto, Aristóteles inovou a forma de pensar sobre o enigma, ao argumentar que a) a contradição que caracteriza o enigma é desprovida de relevância filosófica. b) os enigmas religiosos são contraditórios porque indicam algo religiosamente real. c) o enigma é uma contradição que diz algo de real e algo de impossível ao mesmo tempo. d) as coisas impossíveis são enigmá�cas e devem ser explicadas em vista de sua origem religiosa. e) a contradição enuncia coisas impossíveis e irreais, porque ela é desligada de seu fundo religioso FIL0747 - (Enem PPL) Sem dúvida, os sons da voz (phone) exprimem a dor e o prazer; também a encontramos nos animais em geral; sua natureza lhes permite somente sen�r a dor e o prazer e manifestar-lhes entre si. Mas o lógos é feito para exprimir o justo e o injusto. Este é o caráter dis�n�vo do homem face a todos os outros animais: só ele percebe o bem e o mal, o justo e o injusto, e os outros valores; é a posse comum desses valores que faz a família e a cidade. ARISTÓTELES. A polí�ca. São Paulo: Nova Cultural, 1987 (adaptado). Para o autor, a caracterís�ca que define o ser humano é o lógos, que consiste na a) evolução espiritual da alma. b) apreensão gradual da verdade. c) segurança material do indivíduo.d) capacidade racional de discernir. e) possibilidade eventual de transcender. FIL0749 - (Enem PPL) Se os filósofos não forem reis nas cidades ou se os que hoje são chamados reis e soberanos não forem filósofos genuínos e capazes e se, numa mesma pessoa, não coincidirem poder polí�co e filosofia e não for barrada agora, sob coerção, a caminhada das diversas naturezas que, em separado buscam uma dessas duas metas, não é possível, caro Glaucon, que haja para as 48@professorferretto @prof_ferretto cidades uma trégua de males e, penso, nem para o gênero humano. PLATÃO. A República. São Paulo: Mar�ns Fontes, 2014. A tese apresentada pressupõe a necessidade do conhecimento verdadeiro para a a) superação de entraves dialógicos. b) organização de uma sociedade justa. c) formação de um saber enciclopédico. d) promoção da igualdade dos cidadãos. e) consolidação de uma democracia direta. FIL0750 - (Enem PPL) Aquilo que é quente necessita de umidade para viver, e o que é morto seca, e todos os germes são úmidos, e todo alimento é cheio de suco; ora, é natural que cada coisa se nutra daquilo de que provém. SIMPLÍCIO. In: BORNHEIM, G. A. Os filósofos pré- socrá�cos. São Paulo: Cultrix, 1993. O fragmento atribuído ao filósofo Tales de Mileto é caracterís�co do pensamento pré-socrá�co ao apresentar uma a) abordagem epistemológica sobre o lógos e a fundamentação da meta�sica. b) teoria crí�ca sobre a essência e o método do conhecimento cien�fico. c) jus�ficação religiosa sobre a existência e as contradições humanas. d) elaboração poé�ca sobre os mitos e as narra�vas cosmogônicas. e) explicação racional sobre a origem e a transformação da physis. 49@professorferretto @prof_ferrettoum deve ocupar-se de uma função na cidade, aquela para a qual a sua natureza é mais adequada” (Platão, Rep., 433a). Considerando a teoria platônica das virtudes, escreva V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir: ( ) Nessa teoria das virtudes, cada grupo desenvolve a(s) virtude(s) que lhe é (ou são) própria(s). ( ) Só pode ser justa a cidade em que os grupos que dela par�cipam e nela agem o fazem de acordo com sua natureza. ( ) Quando sabedoria, coragem e moderação se realizam de modo adequado, temos a jus�ça. ( ) Existe uma relação entre a natureza dos indivíduos, o grupo de que devem fazer parte na cidade, as virtudes que lhes são adequadas e, em consequência, a função que nela devem desempenhar. A sequência correta, de cima para baixo, é: a) V, V, V, V. b) V, F, F, V. c) F, F, V, F. d) F, V, F, F. FIL0587 - (Enem) Advento da Polis, nascimento da filosofia: entre as duas ordens de fenômenos, os vínculos são demasiado estreitos para que o pensamento racional não apareça, em suas origens, solidário das estruturas sociais e mentais próprias da cidade grega. Assim recolocada na história, a filosofia despoja-se desse caráter de revelação absoluta que às vezes lhe foi atribuído, saudando, na jovem ciência dos jônios, a razão intemporal que veio encarnar-se no Tempo. A escola de Mileto não viu nascer a Razão; ela construiu uma Razão, uma primeira forma de racionalidade. Essa razão grega não é a razão experimental da ciência contemporânea VERNANT, J. P. Origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2002. Os vínculos entre os fenômenos indicados no trecho foram fortalecidos pelo surgimento de uma categoria de pensadores, a saber: a) Os epicuristas, envolvidos com o ideal de vida feliz. b) Os estoicos, dedicados à superação dos infortúnios. c) Os sofistas, comprome�dos com o ensino da retórica. d) Os peripaté�cos, empenhados na dinâmica do ensino. e) Os poetas rapsodos, responsáveis pela narra�va do mito. FIL0039 - (Uncisal) O período pré-socrá�co é o ponto inicial das reflexões filosóficas. Suas discussões se prendem a Cosmologia, sendo a determinação da physis (princípio eterno e imutável que se encontra na origem da natureza e de suas transformações) ponto crucial de toda formulação filosófica. Em tal contexto, Leucipo e Demócrito afirmam ser a realidade percebida pelos sen�dos ilusória. Eles defendem que os sen�dos apenas capturam uma realidade superficial, mutável e transitória que acreditamos ser verdadeira. Mesmo que os sen�dos apreendam “as mutações das coisas, no fundo, os elementos primordiais que cons�tuem essa realidade jamais se alteram.” Assim, a realidade é uma coisa e o real outra. Para Leucipo e Demócrito a physis é composta a) pelas quatro raízes: o úmido, o seco, o quente e o frio. b) pela água. c) pelo fogo. d) pelo ilimitado. e) pelos átomos. FIL0496 - (Enem) TEXTO I Olhamos o homem alheio às a�vidades públicas não como alguém que cuida apenas de seus próprios interesses, mas como um inú�l; nós, cidadão atenienses, decidimos as questões públicas por nós mesmos na crença de que não é o debate que é empecilho à ação, e sim o fato de não se estar esclarecido pelo debate antes de chegar a hora da ação. TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso. Brasília: UnB, 1987 (adaptado). 5@professorferretto @prof_ferretto TEXTO II Um cidadão integral pode ser definido por nada mais nada menos que pelo direito de administrar jus�ça e exercer funções públicas; algumas destas, todavia, são limitadas quanto ao tempo de exercício, de tal modo que não podem de forma alguma ser exercidas duas vezes pela mesma pessoa, ou somente podem sê-lo depois de certos intervalos de tempo prefixados. ARISTÓTELES. Polí�ca. Brasília: UnB, 1985. Comparando os textos I e II, tanto para Tucídides (no século V a.C.) quanto para Aristóteles (no século IV a.C.), a cidadania era definida pelo(a) a) pres�gio social. b) acúmulo de riqueza. c) par�cipação polí�ca. d) local de nascimento. e) grupo de parentesco. FIL0028 - (Enem) A representação de Demócrito é semelhante à de Anaxágoras, na medida em que um infinitamente múl�plo é a origem; mas nele a determinação dos princípios fundamentais aparece de maneira tal que contém aquilo que para o que foi formado não é, absolutamente, o aspecto simples para si. Por exemplo, par�culas de carne e de ouro seriam princípios que, através de sua concentração, formam aquilo que aparece como figura. HEGEL. G. W. F. Crí�ca moderna. In: SOUZA, J. C. (Org.). Os pré-socrá�ca: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural. 2000 (adaptado). O texto faz uma apresentação crí�ca acerca do pensamento de Demócrito, segundo o qual o “princípio cons�tu�vo das coisas” estava representado pelo(a) a) número, que fundamenta a criação dos deuses. b) devir, que simboliza o constante movimento dos objetos. c) água, que expressa a causa material da origem do universo. d) imobilidade, que sustenta a existência do ser atemporal. e) átomo, que explica o surgimento dos entes. FIL0072 - (Ueg) Considerando a história contada por Platão no livro VII da República, mais conhecida como Mito da Caverna, podemos deduzir que: a) o homem, apesar de nascer bom, puro e de posse da verdade, pode desviar-se e passar a acreditar em outro mundo mais perfeito de puras ideias. b) não podemos confiar apenas na razão, pois somente guiados pelos sen�mentos e testemunhos dos sen�dos poderemos alcançar a verdade. c) a caverna, na alegoria platônica, representa tudo aquilo que impede o surgimento da consciência filosófica, que possibilitaria uma ascensão para o mundo inteligível. d) a razão deve submeter-se aos testemunhos dos sen�dos, pois a verdade que está no mundo inteligível só será a�ngida mediante a sensibilidade. e) os homens devem se libertar da crença na existência em outro mundo e buscar resolver seus conflitos aprofundando-se em sua interioridade. FIL0001 - (Ufpr) Quando soube daquele oráculo, pus-me a refle�r assim: “Que quererá dizer o Deus? Que sen�do oculto pôs na resposta? Eu cá não tenho consciência de ser nem muito sábio nem pouco; que quererá ele então significar declarando-me o mais sábio? Naturalmente não está men�ndo, porque isso lhe é impossível”. Por longo tempo fiquei nessa incerteza sobre o sen�do; por fim, muito contra meu gosto, decidi-me por uma inves�gação, que passo a expor. (PLATÃO. Defesa de Sócrates. Trad. Jaime Bruna. Coleção Os Pensadores. Vol. II. São Paulo: Victor Civita, 1972, p. 14.) O texto acima pode ser tomado como um exemplo para ilustrar o modo como se estabelece, entre os gregos, a passagem do mito para a filosofia. Essa passagem é caracterizada: a) pela transição de um �po de conhecimento racional para um conhecimento centrado na fabulação. b) pela dedicação dos filósofos em resolver as incertezas por meio da razão. c) pela aceitação passiva do que era afirmado pela divindade. d) por um acento cada vez maior do valor conferido ao discurso de cunho religioso. e) pelo ateísmo radical dos pensadores gregos, sendo Sócrates, inclusive, condenado por isso. FIL0007 - (Ufsj) A construção de uma cosmologia que desse uma explicação racional e sistemá�ca das caracterís�cas do universo, em subs�tuição à cosmogonia, que tentava 6@professorferretto @prof_ferretto explicar a origem do universo baseada nos mitos, foi uma preocupação da Filosofia a) medieval. b) an�ga. c) iluminista. d) contemporânea. FIL0542 - (Uece) “Aquilo que conhecemos cien�ficamente não é sujeito a quaisquer variações. Portanto, o objeto do conhecimento cien�fico existe necessariamente. Ele é consequentemente eterno, pois todas as coisas cuja existência é absolutamente necessária são eternas. Além disso, toda ciência pode ser ensinada, e tudo que é cien�ficamente conhecido pode ser aprendido. Então, o conhecimento cien�fico pode também ser demonstrado. As coisas variáveis são objeto da fabricaçãoe das ações pra�cadas.” ARISTÓTELES. É�ca a Nicômaco, 1139b. Trad. bras. Mário da Gama Kury. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001. – Adaptado Essa definição da ciência (epistéme) por Aristóteles revela bem a diferença entre a concepção grega (an�ga) de ciência e a nossa (moderna). A diferença está em que, para nós, modernos, a) os objetos da ciência não são necessários, mas indeterminados. b) os objetos da ciência não são invariáveis, pois são modificáveis. c) o saber cien�fico não pode ser aprendido, pois não é ensinável. d) os conhecimentos cien�ficos não podem ser demonstrados. FIL0651 - (Uece) “[...] desde Aristóteles, o ideal da lógica tem sido encontrar as condições necessárias para que, de proposições verdadeiras, se obtenham conclusões verdadeiras. E é apenas o método dedu�vo que oferece essa possibilidade e garan�a. [...] a dedução é um modo de raciocinar, argumentar e demonstrar em que a conclusão é uma consequência lógica das premissas [...]”. COTRIM, Gilberto; FERNANDES, Mirna. Fundamentos de filosofia. – 4ª ed. São Paulo: Saraiva, 2016, p. 109. Sobre a dedução, é correto afirmar que parte de a) premissas singulares para uma conclusão universal. b) premissas universais para uma conclusão singular. c) uma proposição singular para se chegar a outra singular. d) uma proposição universal e chega-se a outra universal. FIL0021 - (Unesp) Em 4 de julho de 2012, foi detectada uma nova par�cula, que pode ser o bóson de Higgs. Trata-se de uma par�cula elementar proposta pelo �sico teórico Peter Higgs, e que validaria a teoria do modelo padrão, segundo a qual o bóson de Higgs seria a par�cula elementar responsável pela origem da massa de todas as outras par�culas elementares. (Jean Júnio M. Pimenta et al. “O bóson de Higgs”. In: Revista brasileira de ensino de �sica, vol. 35, no 2, 2013. Adaptado.) O que se descreve no texto possui relação com o conceito de arqué, desenvolvido pelos primeiros pensadores pré-socrá�cos da Jônia. A arqué diz respeito a) à retórica u�lizada pelos sofistas para convencimento dos cidadãos na polis. b) a uma explicação da origem do cosmos fundamentada em pressupostos mitológicos. c) à inves�gação sobre a cons�tuição do cosmos por meio de um princípio fundamental da natureza. d) ao desenvolvimento da lógica formal como habilidade de raciocínio. e) à jus�ficação é�ca das ações na busca pelo entendimento sobre o bem. FIL0116 - (Ufsj) Sobre a é�ca na An�guidade, é CORRETO afirmar que a) o ideal é�co perseguido pelo estoicismo era um estado de plena serenidade para lidar com os sobressaltos da existência. b) os sofistas afirmavam a norma�zação e verdades universalmente válidas. c) Platão, na direção socrá�ca, defendeu a necessidade de purificação da alma para se alcançar a ideia de bem. d) Sócrates repercu�u a ideia de uma é�ca in�mista voltada para o bem individual, que, ao ser exercida, se espargiria por todos os homens. FIL0102 - (Uece) 7@professorferretto @prof_ferretto Se na É�ca a Nicômaco Aristóteles visa encaminhar o indivíduo à felicidade, na Polí�ca ele tem por finalidade alcançar o bem comum, o bem viver. Por isso, ele compreende que a origem da polis está na necessidade natural do homem em buscar a felicidade. A comunidade natural mais incipiente é a família, na qual seus membros se unem para facilitar as a�vidades básicas de sobrevivência. E várias famílias se ligam para formar a aldeia. E as aldeias se juntam para ins�tuir a polis. Sobre isso, é correto afirmar que a) o homem não é naturalmente um animal polí�co, mas é, por natureza, um membro da família. b) a polis não é uma noção ar�ficial, mas natural, pois é o lugar do homem desenvolver as suas potencialidades em vista ao bem-viver. c) a felicidade do homem está nas condições que permitem sua sobrevivência no âmbito da família. d) a polis se cons�tui independente das famílias e das aldeias, pois é a única comunidade natural a que o homem pertence. FIL0704 - (Unesp) Leia o excerto, baseado num documento maia do século XVI. Este é o princípio da concepção dos humanos, de quando se buscou o que devia compor a carne do homem. [...] De Paxil (Lugar da Fenda), Cayalá (de Água Amarga), esse é seu nome, vieram as espigas de milho amarelo e as espigas de milho branco. E estes são os nomes dos animais, dos que trouxeram a comida: Yac (Raposa Cinzenta), U�ú (Coiote), Quel (Periquito) e Hoh (Corvo). Esses quatro animais lhes deram a no�cia das espigas de milho amarelo e das espigas de milho branco. [...] Foi assim que eles encontraram o milho — milho que compôs a carne da gente criada, da gente formada —, e a água, que se tornou o sangue, a linfa do ser humano. [...] E então puseram em palavras a criação, a formação de nossas primeiras mães, de nossos primeiros pais. De milho amarelo e de milho branco se fez sua carne; apenas de alimento se fizeram os braços e as pernas do ser humano. (Popol Vuh, 2019.) O excerto expõe a) uma visão estereo�pada da criação humana, que contraria os preceitos básicos do pensamento cien�fico da época. b) um reconhecimento das limitações alimentares locais e a incorporação de valores e princípios do catolicismo europeu. c) um lamento dos na�vos diante da dominação europeia e a reafirmação dos valores originais da comunidade indígena. d) uma representação mí�ca das origens do homem, que associa o processo da criação humana a elementos do mundo natural. e) uma interpretação mitológica da criação da fauna na�va e a preocupação com a carência alimentar do período. FIL0056 - (Unicentro) Sobre o pensamento socrá�co, analise as afirma�vas e marque com V, as verdadeiras e com F, as falsas. (__) Sócrates é autor da obra É�ca a Nicômaco. (__) O pensamento socrá�co está escrito em hebraico. (__) A ironia e a maiêu�ca são as bases de sua filosofia. (__) Sócrates não cri�cou o saber dogmá�co, sendo, por isso, conselheiro dos governantes de Atenas. (__) Os diálogos platônicos são importantes textos filosóficos que relatam, na maioria, o pensamento de Sócrates. A par�r da análise dessas afirma�vas, a alterna�va que indica a sequência correta, de cima para baixo, é a a) F V F V V b) V F V V F c) F F V F V d) V F F F V e) F V V V F FIL0042 - (Uenp) Mario Quintana, no poema “As coisas”, traduziu o sen�mento comum dos primeiros filósofos da seguinte maneira: “O encanto sobrenatural que há nas coisas da Natureza! [...] se nelas algo te dá encanto ou medo, não me digas que seja feia ou má, é, acaso, singular”. Os primeiros filósofos da an�guidade clássica grega se preocupavam com: 8@professorferretto @prof_ferretto a) Cosmologia, estudando a origem do Cosmos, contrapondo a tradição mitológica das narra�vas cosmogônicas e teogônicas. b) Polí�ca, discu�ndo as formas de organização da polis e estabelecendo as regras da democracia. c) É�ca, desenvolvendo uma filosofia dos valores e da vida virtuosa. d) Epistemologia, procurando estabelecer as origens e limites do conhecimento verdadeiro. e) Ontologia, construindo uma teoria do ser e do substrato da realidade. FIL0591 - (Fer) Que terá levado o homem, a par�r de determinado momento de sua história, a fazer ciência teórica e filosofia? Por que surge no Ocidente, mais precisamente na Grécia do século VI a.C, uma nova mentalidade, que passa a subs�tuir as an�gas construções mitológicas pela aventura intelectual, expressa através de inves�gações cien�ficas e especulações filosóficas? (PESSANHA, J. A. M. Do Mito à Filosofia. In. Os Pré- Socrá�cos. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1996. p.5. Coleção “Os Pensadores”.) Com base no texto e nos conhecimentos a respeito da passagem do Mito ao Logos, assinale a alterna�va correta sobre o surgimento da Filosofia. a) A Filosofia surgiu como uma tenta�va de encontrar um princípio (arkhé) capaz de oferecer uma explicação racional ou natural do mundo como natureza organizada e ordenada por leis necessárias e universais. b) O homem e seusvalores cons�tuíram a principal preocupação dos primeiros filósofos, razão pela qual se considera que o período Pré-socrá�co é caracterizado pelo antropocentrismo. c) Não há relação entre o surgimento da Filosofia e a organização da Polis grega, uma vez que fatores polí�cos conjunturais não exercem influência sobre os temas universais e necessários abordados pela Filosofia. d) A da passagem do Mito ao Logos foi caracterizada pela transição de um �po de conhecimento racional para um conhecimento centrado na fabulação. e) A Filosofia surge após o declínio das ideias mitológicas, não havendo nenhuma linha de con�nuidade entre estas úl�mas e as novas ciências gregas. FIL0109 - (Unisc) Aristóteles, na obra E�ca a Nicômaco, procura o fim úl�mo de todas as a�vidades humanas, uma vez que tudo o que fazemos visa alcançar um bem, ou o que nos parece ser um bem. Pergunta-se, então, pelo “sumo bem”, aquele que em si mesmo é um fim, e não um meio para o que quer que seja. Para Aristóteles, na É�ca a Nicômaco, o sumo bem está a) na honra. b) na riqueza. c) na fama. d) na vida feliz. e) na lealdade. FIL0093 - (Enem) Enquanto o pensamento de Santo Agos�nho representa o desenvolvimento de uma filosofia cristã inspirada em Platão, o pensamento de São Tomás reabilita a filosofia de Aristóteles – até então vista sob suspeita pela Igreja –, mostrando ser possível desenvolver uma leitura de Aristóteles compa�vel com a doutrina cristã. O aristotelismo de São Tomás abriu caminho para o estudo da obra aristotélica e para a legi�mação do interesse pelas ciências naturais, um dos principais mo�vos do interesse por Aristóteles nesse período. MARCONDES, D. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2005. A Igreja Católica por muito tempo impediu a divulgação da obra de Aristóteles pelo fato de a obra aristotélica a) valorizar a inves�gação cien�fica, contrariando certos dogmas religiosos. b) declarar a inexistência de Deus, colocando em dúvida toda a moral religiosa. c) cri�car a Igreja Católica, ins�gando a criação de outras ins�tuições religiosas. d) evocar pensamentos de religiões orientais, minando a expansão do cris�anismo. e) contribuir para o desenvolvimento de sen�mentos an�rreligiosos, seguindo sua teoria polí�ca. FIL0690 - (Ufu) Em sua obra É�ca a Nicômaco, Aristóteles (384-322 a.C.) u�liza uma metáfora para expressar a sua concepção de como viver uma vida feliz. Diz ele que “a função de um tocador de lira é tocar a lira e a de um bom tocador de lira é tocar a lira de modo excelente”. Do mesmo modo, viver de modo excelente é viver por meio da virtude (areté, em grego). Assinale a afirmação que melhor define o conceito de virtude segundo Aristóteles. 9@professorferretto @prof_ferretto a) Disposição de caráter para agir segundo um princípio racional que visa a felicidade. b) Disposição de caráter para agir de acordo com as leis divinas. c) Disposição de caráter para escolher os extremos das paixões. d) Disposição de caráter para buscar os prazeres e fugir dos desprazeres. FIL0497 - (Enem) Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda comunidade se forma com vistas a algum bem, pois todas as ações de todos os homens são pra�cadas com vistas ao que lhe parece um bem; se todas as comunidades visam algum bem, é evidente que a mais importante de todas elas e que inclui todas as outras tem mais que todas este obje�vo e visa ao mais importante de todos os bens. ARISTÓTELES. Polí�ca. Brasília: UnB,1988. No fragmento, Aristóteles promove uma reflexão que associa dois elementos essenciais à discussão sobre a vida em comunidade, a saber: a) É�ca e polí�ca, pois conduzem à eudaimonia. b) Retórica e linguagem, pois cuidam dos discursos na ágora. c) Meta�sica e ontologia, pois tratam da filosofia primeira. d) Democracia e sociedade, pois se referem a relações sociais. e) Geração e corrupção, pois abarcam o campo da physis. FIL0035 - (Enem) A filosofia grega parece começar com uma ideia absurda, com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e levá-la a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o faz sem imagem e fabulação; e enfim, em terceiro lugar, porque nela embora apenas em estado de crisálida, está con�do o pensamento: Tudo é um. NIETZSCHE. F. Crí�ca moderna. In: Os pré-socrá�cos. São Paulo: Nova Cultural. 1999 O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o surgimento da filosofia entre os gregos? a) O impulso para transformar, mediante jus�fica�vas, os elementos sensíveis em verdades racionais. b) O desejo de explicar, usando metáforas, a origem dos seres e das coisas. c) A necessidade de buscar, de forma racional, a causa primeira das coisas existentes. d) A ambição de expor, de maneira metódica, as diferenças entre as coisas. e) A tenta�va de jus�ficar, a par�r de elementos empíricos, o que existe no real. FIL0085 - (Enem) Mas, sendo minha intenção escrever algo de ú�l para quem por tal se interesse, pareceu-me mais conveniente ir em busca da verdade extraída dos fatos e não à imaginação dos mesmos, pois muitos conceberam repúblicas e principados jamais vistos ou conhecidos como tendo realmente exis�do. MAQUIAVEL, N. O príncipe. Disponível em: www.culturabrasil.pro.br. Acesso em: 4 abr. 2013. A par�r do texto, é possível perceber a crí�ca maquiaveliana à filosofia polí�ca de Platão, pois há nesta a a) elaboração de um ordenamento polí�co com fundamento na bondade infinita de Deus. b) explicitação dos acontecimentos polí�cos do período clássico de forma imparcial. c) u�lização da oratória polí�ca como meio de convencer os oponentes na ágora. d) inves�gação das cons�tuições polí�cas de Atenas pelo método indu�vo. e) idealização de um mundo polí�co perfeito existente no mundo das ideias. FIL0114 - (Enem) Alguns dos desejos são naturais e necessários; outros, naturais e não necessários; outros, nem naturais nem necessários, mas nascidos de vã opinião. Os desejos que não nos trazem dor se não sa�sfeitos não são necessários, mas o seu impulso pode ser facilmente desfeito, quando é di�cil obter sua sa�sfação ou parecem geradores de dano. EPICURO DE SAMOS. “Doutrinas principais”. In: SANSON, V. F. Textos de filosofia. Rio de Janeiro: Eduff, 1974. No fragmento da obra filosófica de Epicuro, o homem tem como fim 10@professorferretto @prof_ferretto a) alcançar o prazer moderado e a felicidade. b) valorizar os deveres e as obrigações sociais. c) aceitar o sofrimento e o rigorismo da vida com resignação. d) refle�r sobre os valores e as normas dadas pela divindade. e) defender a indiferença e a impossibilidade de se a�ngir o saber. FIL0545 - (Uece) Discu�ndo sobre a origem da filosofia na Grécia, a filósofa paulista Marilena Chauí explica: “A filosofia nasce [...] no contexto da pólis e da existência de um discurso (lógos) público, dialogal, compar�lhado, decisional [de decisão cole�va], feito na troca de opiniões e na capacidade para encontrar e desenvolver argumentos que persuadam os outros e os façam aceitar como válida e correta a opinião emi�da, ou rejeitá-la se houver fraqueza dos argumentos”. CHAUÍ, Marilena. Introdução à história da filosofia, 1: Dos pré-socrá�cos a Aristóteles. – 2. ed. rev. e ampl. – São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 44. Segundo a tese de Chauí sobre a origem da filosofia, é correto dizer que a filosofia se desenvolve no contexto da pólis, a) baseada no exercício da argumentação. b) devido às opiniões tradicionais e de fé. c) a par�r de decisões cole�vas coagidas. d) pela importância da beleza dos discursos. FIL0008 - (Ueg) O ser humano, desde sua origem, em sua existência co�diana, faz afirmações, nega, deseja, recusa e aprova coisas e pessoas, elaborando juízos de fato e de valor por meio dos quais procura orientar seu comportamento teórico e prá�co. Entretanto,houve um momento em sua evolução histórico-social em que o ser humano começa a conferir um caráter filosófico às suas indagações e perplexidades, ques�onando racionalmente suas crenças, valores e escolhas. Nesse sen�do, pode-se afirmar que a filosofia a) é algo inerente ao ser humano desde sua origem e que, por meio da elaboração dos sen�mentos, das percepções e dos anseios humanos, procura consolidar nossas crenças e opiniões. b) existe desde que existe o ser humano, não havendo um local ou uma época específica para seu nascimento, o que nos autoriza a afirmar que mesmo a mentalidade mí�ca é também filosófica e exige o trabalho da razão. c) inicia sua inves�gação quando aceitamos os dogmas e as certezas co�dianas que nos são impostos pela tradição e pela sociedade, visando educar o ser humano como cidadão. d) surge quando o ser humano começa a exigir provas e jus�ficações racionais que validam ou invalidam suas crenças, seus valores e suas prá�cas, em detrimento da verdade revelada pela codificação mí�ca. FIL0010 - (Enem) Pode-se viver sem ciência, pode-se adotar crenças sem querer jus�ficá-las racionalmente, pode-se desprezar as evidências empíricas. No entanto, depois de Platão e Aristóteles, nenhum homem honesto pode ignorar que uma outra a�tude intelectual foi experimentada, a de adotar crenças com base em razões e evidências e ques�onar tudo o mais a fim de descobrir seu sen�do úl�mo. ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2002. Platão e Aristóteles marcaram profundamente a formação do pensamento Ocidental. No texto, é ressaltado importante aspecto filosófico de ambos os autores que, em linhas gerais, refere-se à a) adoção da experiência do senso comum como critério de verdade. b) incapacidade de a razão confirmar o conhecimento resultante de evidências empíricas. c) pretensão de a experiência legi�mar por si mesma a verdade. d) defesa de que a hones�dade condiciona a possibilidade de se pensar a verdade. e) compreensão de que a verdade deve ser jus�ficada racionalmente. FIL0057 - (Ufu) Leia o trecho abaixo, que se encontra na Apologia de Sócrates de Platão e traz algumas das concepções filosóficas defendidas pelo seu mestre. 11@professorferretto @prof_ferretto Com efeito, senhores, temer a morte é o mesmo que se supor sábio quem não o é, porque é supor que sabe o que não sabe. Ninguém sabe o que é a morte, nem se, porventura, será para o homem o maior dos bens; todos a temem, como se soubessem ser ela o maior dos males. A ignorância mais condenável não é essa de supor saber o que não se sabe? Platão, A Apologia de Sócrates, 29 a-b, In. HADOT, P. O que é a Filosofia An�ga? São Paulo: Ed. Loyola, 1999, p. 61. Com base no trecho acima e na filosofia de Sócrates, assinale a alterna�va INCORRETA. a) Sócrates prefere a morte a ter que renunciar a sua missão, qual seja: buscar, por meio da filosofia, a verdade, para além da mera aparência do saber. b) Sócrates leva o seu interlocutor a examinar-se, fazendo-o tomar consciência das contradições que traz consigo. c) Para Sócrates, pior do que a morte é admi�r aos outros que nada se sabe. Deve-se evitar a ignorância a todo custo, ainda que defendendo uma opinião não devidamente examinada. d) Para Sócrates, o verdadeiro sábio é aquele que, colocado diante da própria ignorância, admite que nada sabe. Admi�r o não-saber, quando não se sabe, define o sábio, segundo a concepção socrá�ca. FIL0041 - (Ueg) A influência de Sócrates na filosofia grega foi tão marcante que dividiu a sua história em períodos: período pré-socrá�co, período socrá�co e período pós-socrá�co. O período pré-socrá�co é visto como uma época de formação da filosofia grega, na qual predominavam os problemas cosmológicos. Ele se desenvolveu em cidades da Jônia e da Magna Grécia. Grandes escolas filosóficas surgem nesse período e muitos pensadores se destacam. Entre eles, um jônico, que ficou conhecido como pai da filosofia. Seu nome é: a) Tales de Mileto b) Leucipo de Abdera c) Sócrates de Atenas d) Parmênides de Eléia FIL0016 - (Unimontes) No mundo grego, podemos encontrar uma série de relatos mitológicos sobre diversos aspectos da vida humana, da natureza, dos deuses e do universo. Dois �pos de relatos merecem destaque: as cosmogonias e teogonias. Os relatos citados tratam da a) origem dos homens e das plantas. b) origem do cosmo e dos deuses. c) origem dos deuses e dos homens. d) origem do cosmo e das plantas. FIL0062 - (Ufu) Em um importante trecho da sua obra Meta�sica, Aristóteles se refere a Sócrates nos seguintes termos: Sócrates ocupava-se de questões é�cas e não da natureza em sua totalidade, mas buscava o universal no âmbito daquelas questões, tendo sido o primeiro a fixar a atenção nas definições. Aristóteles. Meta�sica, A6, 987b 1-3. Tradução de Marcelo Perine. São Paulo: Loyola, 2002. Com base na filosofia de Sócrates e no trecho supracitado, assinale a alterna�va correta. a) O método u�lizado por Sócrates consis�a em um exercício dialé�co, cujo obje�vo era livrar o seu interlocutor do erro e do preconceito − com o prévio reconhecimento da própria ignorância −, e levá-lo a formular conceitos de validade universal (definições). b) Sócrates era, na verdade, um filósofo da natureza. Para ele, a inves�gação filosófica é a busca pela “Arché”, pelo princípio supremo do Cosmos. Por isso, o método socrá�co era idên�co aos u�lizados pelos filósofos que o antecederam (Pré-socrá�cos). c) O método socrá�co era empregado simplesmente para ridicularizar os homens, colocando-os diante da própria ignorância. Para Sócrates, conceitos universais são ina�ngíveis para o homem; por isso, para ele, as definições são sempre rela�vas e subje�vas, algo que ele confirmou com a máxima “o Homem é a medida de todas as coisas”. d) Sócrates desejava melhorar os seus concidadãos por meio da inves�gação filosófica. Para ele, isso implica não buscar “o que é”, mas aperfeiçoar “o que parece ser”. Por isso, diz o filósofo, o fundamento da vida moral é, em úl�ma instância, o egoísmo, ou seja, o que é o bem para o indivíduo num dado momento de sua existência. FIL0059 - (Unimontes) Lembremos a figura de Sócrates. Dizem que era um homem feio, mas, quando falava, exercia estranho fascínio. Podemos atribuir a Sócrates duas maneiras de se chegar ao conhecimento. Essas duas maneiras são denominadas de 12@professorferretto @prof_ferretto a) doxa e ironia. b) ironia e maiêu�ca. c) maiêu�ca e doxa. d) maiêu�ca e episteme. FIL0544 - (Uece) “Como se sabe , a palavra mŷthos raramente foi empregada por Heródoto. Caracterizar um logos (narra�va) como mŷthos era para ele um meio claro de rejeitá-lo como duvidoso e inconvincente. [...] Situado em algum lugar além do que é visível, um mýthos não pode ser provado. [...] Não obstante, Heródoto sempre se refere à sua própria narra�va como lógos ou lógoi. [...] Parte de um lógos podia ser circunscrito como mŷthos e, ao mesmo tempo, o autor podia ser designado como logopoiós, ou seja, como alguém que expõe uma forma de conhecimento sem fundamento apropriado ou de impossível verificação. ” HARTOG, F. Os an�gos, o passado e o presente. Trad. bras. Sonia Lacerda et al. Brasília, Editora da UnB, 2003, p. 37-38. Com base no que diz François Hartog, é correto afirmar que a) mŷthos se refere a uma narra�va improvável, inverificável, e lógos a uma narra�va ou argumento que pretende possuir fundamento. b) a dis�nção entre mŷthos e lógos é arbitrária, pois não se fundamenta em nenhum uso culto da língua grega no período clássico. c) há um processo cultural em que mŷthos e lógos se aproximam seman�camente na língua grega, terminando por se iden�ficarem. d) a dis�nção entre mŷthos e lógos não tem importância para Heródoto, sendo-lhe bem rela�va, embora efe�vamente existente. FIL0095 - (Enem PPL) Ao falar do caráter de um homem não dizemos que ele é sábio ou que possui entendimento, mas que é calmoou temperante. No entanto, louvamos também o sábio, referindo-se ao hábito; e aos hábitos dignos de louvor chamamos virtude. ARISTÓTELES. É�ca a Nicômaco. São Paulo: Nova CuIturaI, 1973. Em Aristóteles, o conceito de virtude é�ca expressa a a) excelência de a�vidades pra�cadas em consonância com o bem comum. b) concre�zação u�litária de ações que revelam a manifestação de propósitos privados. c) concordância das ações humanas aos preceitos emanados da divindade. d) realização de ações que permitem a configuração da paz interior. e) manifestação de ações esté�cas, coroadas de adorno e beleza. FIL0087 - (Enem) Pode-se viver sem ciência, pode-se adotar crenças sem querer jus�ficá-las racionalmente, pode-se desprezar as evidências empíricas. No entanto, depois de Platão e Aristóteles, nenhum homem honesto pode ignorar que uma outra a�tude intelectual foi experimentada, a de adotar crenças com base em razões e evidências e ques�onar tudo o mais a fim de descobrir seu sen�do úl�mo. ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2002. Platão e Aristóteles marcaram profundamente a formação do pensamento Ocidental. No texto, é ressaltado importante aspecto filosófico de ambos os autores que, em linhas gerais, refere-se à a) adoção da experiência do senso comum como critério de verdade. b) incapacidade de a razão confirmar o conhecimento resultante de evidências empíricas. c) pretensão de a experiência legi�mar por si mesma a verdade. d) defesa de que a hones�dade condiciona a possibilidade de se pensar a verdade. e) compreensão de que a verdade deve ser jus�ficada racionalmente. FIL0060 - (Unioeste) O Oráculo de Delfos teria declarado que Sócrates (470- 399 a.C.) era o mais sábio dos homens. Essa profecia marcou decisivamente a concepção socrá�ca de Filosofia, pois sua verdade não era óbvia: “Logo ele, sem qualquer especialização, ele que estava ciente de sua ignorância? Logo ele, numa cidade [Atenas] repleta de ar�stas, oradores, polí�cos, artesãos? Sócrates parece ter meditado bastante tempo, buscando o significado das palavras da pitonisa. Afinal concluiu que sua sabedoria só poderia ser aquela de saber que nada sabia, essa consciência da ignorância sobre as coisas que era sinal e começo da autoconsciência.” (J. A. M. Pessanha) 13@professorferretto @prof_ferretto Sobre a filosofia de Sócrates, é incorreto afirmar que a) a filosofia de Sócrates consiste em buscar a verdade, aceitando as opiniões contraditórias dos homens; quanto mais importante era a posição social de um homem, mais verdadeira era sua opinião. b) a sabedoria de Sócrates está em saber que nada sabe, enquanto os homens em geral estão impregnados de preconceitos e noções incorretas, e não se dão conta disso. c) o reconhecimento da própria ignorância é o primeiro passo para a sabedoria, pois, assim, podemos nos livrar dos preconceitos e abrir caminho para a verdade. d) após muito ques�onar os valores e as certezas vigentes, Sócrates foi acusado de não respeitar os deuses oficiais (impiedade) e corromper a juventude; foi julgado e condenado à morte por ingestão de cicuta. e) o caminho socrá�co para a sabedoria deve ser trilhado pelo próprio indivíduo, que deve por ele mesmo reconhecer seus preconceitos e opiniões, rejeitá-los e, através da razão, a�ngir a verdade imutável. FIL0015 - (Unimontes) A passagem da mentalidade mí�ca para o pensamento racional e filosófico foi gestada por fatores considerados relevantes para a construção de uma nova mentalidade. Algumas novidades do período arcaico ajudaram a transformar a visão que o mito oferecia sobre o mundo e a existência humana. Nesse aspecto, são todos fatores relevantes: a) a invenção da escrita e da moeda, a lei escrita e a imprensa. b) a invenção da escrita e do telefone, a lei escrita e o nascimento da pólis. c) a invenção da escrita e da moeda, a lei escrita e o nascimento da pólis. d) a invenção da escrita e da religião, a lei escrita e o nascimento da pólis. FIL0051 - (Upe) Sobre Filosofia e Reflexão, considere o texto a seguir: Sobre a Filosofia e Reflexão Exprimir-se-á bem a ideia de que a filosofia é procura e não posse, definindo o trabalho filosófico como um trabalho de reflexão. O modelo de reflexão filosófica – e ao mesmo tempo seu exemplo mais acessível – é a “ironia” socrá�ca. HUISMAN, Denis; VERGEZ, André. Compêndio Moderno de Filosofia, 1987, p. 25. O autor acima enfa�za o exemplo sobre Filosofia e Reflexão: a) no ato de interrogar os interlocutores, Sócrates expressava sua a�tude reflexiva. b) a reflexão filosófica se inicia na consciência e na posse do saber. c) a reflexão filosófica nos faz refle�r ao ensinar sua opinião com certeza irrefutável. d) na reflexão filosófica, Sócrates expressava sua opinião como verdadeira. e) ao perguntar, Sócrates delimitava o modelo e a posse da sabedoria. FIL0699 - (Enem PPL) Sem dúvida, os sons da voz (phone) exprimem a dor e o prazer; também a encontramos nos animais em geral; sua natureza lhes permite somente sen�r a dor e o prazer e manifestar-lhes entre si. Mas o lógos é feito para exprimir o justo e o injusto. Este é o caráter dis�n�vo do homem face a todos os outros animais: só ele percebe o bem e o mal, o justo e o injusto, e os outros valores; é a posse comum desses valores que faz a família e a cidade. ARISTÓTELES. A polí�ca. São Paulo: Nova Cultural, 1987 (adaptado). Para o autor, a caracterís�ca que define o ser humano é o lógos, que consiste na: a) evolução espiritual da alma. b) apreensão gradual da verdade. c) segurança material do indivíduo. d) capacidade racional de discernir. e) possibilidade eventual de transcender. FIL0594 - (Fer) A crí�ca de Sócrates aos sofistas consiste em mostrar que o ensinamento so�s�co limita-se a uma mera técnica ou habilidade argumenta�va que visa a convencer o oponente daquilo que se diz, mas não leva ao verdadeiro conhecimento. A consequência disso era que, devido à influência dos sofistas, as decisões polí�cas na Assembleia estavam sendo tomadas não com base em um saber, ou na posição dos mais sábios, mas na dos mais hábeis em retórica, que poderiam não ser os mais sábios ou virtuosos. (Danilo Marcondes. Iniciação à história da filosofia, 2010.) De acordo com o texto e com a teoria do conhecimento de Sócrates e dos Sofistas, assinale a alterna�va correta: 14@professorferretto @prof_ferretto a) Os Sofistas eram professores de oratória apreciados por Sócrates, porque argumentavam com rigor lógico e preocupação é�ca. b) O método socrá�co consiste em ques�onar o senso comum e desfazer argumentos falsos, a fim de procurar a verdade das coisas. c) Sócrates, como um dos principais pensadores sofistas, foi o iniciador do pensamento filosófico cosmológico, dedicado à especulação sobre a natureza, sobre o cosmo. d) A teoria do conhecimento socrá�ca é conhecida como Maiêu�ca e repudia o uso da ironia para a busca do conhecimento. e) Os sofistas buscavam um conhecimento inques�onável, que deveria ser fundamentado por conceitos universais e necessários. FIL0528 - (Unesp) – É nesse ponto que eu estabeleço a dis�nção: para um lado os que ainda agora referiste – amadores de espetáculos, amigos das artes e homens de ação – e para outro aqueles de quem estamos a tratar, os únicos que com razão podem chamar-se filósofos. – Que queres dizer? – Os amadores de audições e de espetáculos encantam- se com as belas vozes, cores e formas e todas as obras feitas com tais elementos, embora o seu espírito seja incapaz de discernir e de amar a natureza do belo em si. (Platão. A República, 2017. Adaptado.) No excerto, Platão direciona aos ar�stas uma crí�ca que é fundamentada a) na associação das artes com o conhecimento mitológico. b) na impossibilidade de representação justa das ideias. c) na necessidade de as artes terem um conteúdo verossímil. d) no grande alcance popular a�ngido pelas peças ar�s�cas. e) no fato de os espetáculosserem parâmetros pedagógicos. FIL0065 - (Uepa) Leia o texto para responder à questão. Platão: A massa popular é assimilável por natureza a um animal escravo de suas paixões e de seus interesses passageiros, sensível à lisonja, inconstante em seus amores e seus ódios; confiar-lhe o poder é aceitar a �rania de um ser incapaz da menor reflexão e do menor rigor. Quanto às pretensas discussões na Assembleia, são apenas disputas contrapondo opiniões subje�vas, inconsistentes, cujas contradições e lacunas traduzem bastante bem o seu caráter insuficiente. (Citado por: CHATELET, F. História das Ideias Polí�cas. Rio de Janeiro: Zahar, 1997, p. 17) Os argumentos de Platão, filósofo grego da an�guidade, evidenciam uma forte crí�ca à: a) oligarquia b) república c) democracia d) monarquia e) plutocracia FIL0600 - (Fer) Em meados do século IV a.C., Alexandre Magno assumiu o trono da Macedônia e iniciou uma série de conquistas e, a par�r daí, construiu um vasto império que incluía, entre outros territórios, a Grécia. Essa dominação só teve fim com o desenvolvimento de outro império, o romano. Esse período ficou conhecido como helenís�co e representou uma transformação radical na cultura grega. Sobre as escolas do período helenís�co, julgue os itens abaixo. I. Sem preocupar-se com questões é�cas, o Estoicismo buscou explicar a realidade por meio dos números. II. O Ce�cismo defende a suspensão do juízo, já que não é possível ao homem obter alguma certeza. III. O desprezo das convenções sociais caracteriza a escola conhecida como Cinismo. IV. O Epicurismo defende a busca pelos prazeres moderados, como forma de alcançar a felicidade. Está correto o que se afirma em: a) I, II, III e IV. b) III e IV somente. c) I, II e III somente. d) II, III e IV somente. e) Todas estão erradas. FIL0050 - (Enem) Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embaraça; leva a refle�r sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades, sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência poderosa, que os leva a se censurarem. E sobretudo a 15@professorferretto @prof_ferretto esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta imprimir sua orientação. BRÉHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977. O texto evidencia caracterís�cas do modo de vida socrá�co, que se baseava na a) contemplação da tradição mí�ca. b) sustentação do método dialé�co. c) rela�vização do saber verdadeiro. d) valorização da argumentação retórica. e) inves�gação dos fundamentos da natureza. FIL0048 - (Ufu) A respeito do método de Sócrates, assinale a alterna�va que apresenta a definição correta de maiêu�ca. a) Um método sinté�co, que ignora a argumentação dos interlocutores e prontamente define o que é o objeto em discussão. b) Uma estratégia so�s�ca, que é empregada para educar a juventude na prá�ca da retórica, visando apenas ao ornamento do discurso. c) Um método analí�co, que interroga a respeito daquilo que é �do como a verdadeira jus�ça, o verdadeiro belo, o verdadeiro bem. d) Uma iluminação divina, que deposita na mente do filósofo o conhecimento profundo das coisas da natureza. FIL0046 - (Uel) Sócrates, Giordano Bruno e Galileu foram pensadores que defenderam a liberdade de pensamento frente às restrições impostas pela tradição. Na Apologia de Sócrates, a acusação contra o filósofo é assim enunciada: Sócrates [...] é culpado de corromper os moços e não acreditar nos deuses que a cidade admite, além de aceitar divindades novas (24b-c). Ao final do escrito de Platão, Sócrates diz aos juízes: Mas, está na hora de nos irmos: eu, para morrer; vós, para viver. A quem tocou a melhor parte, é o que nenhum de nós pode saber, exceto a divindade. (42a). (PLATÃO. Apologia de Sócrates. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: EDUFPA, 2001. p. 122-23; 147.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre a disputa entre filosofia e tradição presente na condenação de Sócrates, assinale a alterna�va correta. a) O desprezo socrá�co pela vida, implícito na resignação à sua pena, é reforçado pelo reconhecimento da soberania do poder dos juízes. b) A aceitação do veredito dos juízes que o condenaram à morte evidencia que Sócrates consen�u com os argumentos dos acusadores. c) A acusação a Sócrates pauta-se na iden�ficação da insuficiência dos seus argumentos, e a corrupção que provoca resulta das contradições do seu pensamento. d) A crí�ca de Sócrates à tradição sustenta-se no repúdio às ins�tuições que devem ser abandonadas em bene�cio da liberdade de pensamento. e) A sentença de morte foi aceita por Sócrates porque morrer não é um mal em si e o livre pensar permite apreender essa verdade. FIL0593 - (Fer) Os filósofos pré-socrá�cos tentaram explicar a diversidade e a transitoriedade das coisas do universo, reduzindo tudo a um ou mais princípios elementares, os quais seriam a verdadeira natureza ou ser de todas as coisas. Com base em seus conhecimentos sobre os filósofos pré- socrá�cos, assinale a alterna�va INCORRETA: a) Tales de Mileto, defensor da água como princípio universal, foi o primeiro filósofo a buscar respostas naturalistas e racionais para questões sobre o mundo. b) Para Parmênides, o ser nunca muda. O ser simplesmente é e o não ser não é. c) A concepção de Heráclito valoriza o movimento na descrição da realidade. d) Demócrito de Abdera divergiu de seu mestre Leucipo ao afirmar que a matéria pode ser dividida infinitamente e, por isso, abandonou o atomismo. e) Empédocles é considerado um filósofo pluralista, pois propagou a teoria dos quatro elementos ou raízes como princípios cons�tu�vos da natureza. FIL0649 - (Uece) No diálogo Eu�fron, Platão apresenta uma conversa entre Sócrates e o jovem Eu�fron acerca da piedade. Sócrates pergunta-lhe sobre o que é a piedade, e Eu�fron que é piedoso denunciar e procurar cas�go para quem comete homicídios. Sócrates, então, argumenta: “[...] não te pedi para demonstrar-me uma ou duas dessas coisas que são piedosas, mas que me explicasses a natureza de todas as coisas piedosas. Porque disseste que existe algo caracterís�co que faz com que todas as 16@professorferretto @prof_ferretto coisas ímpias sejam ímpias, e todas as coisas piedosas, piedosas. Pois bem, esse caráter dis�n�vo é o que desejo que me esclareças, a fim de que, analisando-o com atenção e servindo-me dele como parâmetro, possa afirmar que tudo o que fazes, ou um outro, de igual maneira é piedoso, enquanto aquilo que se dis�ngue disso não o é.” PLATÃO. Eu�fron, 6 d-e. Lisboa: Casa da Moeda, 2007 (Texto adaptado). O que Sócrates solicita a Eu�fron é que este a) dê exemplos exaus�vos de ações piedosas, de modo que, ao final, saibamos o que é a piedade. b) explique por que é piedoso denunciar e solicitar punições aos que cometem homicídios. c) dê uma definição geral de piedade, mediante a qual se possa reconhecer as ações piedosas. d) mostre como cada ação piedosa tem sua própria natureza, sendo a piedade um valor rela�vo. FIL0013 - (Unb) No início do século XX, estudiosos esforçaram-se em mostrar a con�nuidade, na Grécia An�ga, entre mito e filosofia, opondo-se a teses anteriores, que advogavam a descon�nuidade entre ambos. A con�nuidade entre mito e filosofia, no entanto, não foi entendida univocamente. Alguns estudiosos, como Cornford e Jaeger, consideraram que as perguntas acerca da origem do mundo e das coisas haviam sido respondidas pelos mitos e pela filosofia nascente, dado que os primeiros filósofos haviam suprimido os aspectos antropomórficos e fantás�cos dos mitos. Ainda no século XX, Vernant, mesmo aceitando certa con�nuidade entre mito e filosofia, cri�cou seus predecessores, ao rejeitar a ideia de que a filosofia apenas afirmava, de outra maneira, o mesmo que o mito. Assim, a discussão sobre a especificidade da filosofia em relação ao mito foi retomada. Considerando o brevehistórico acima, concernente à relação entre o mito e a filosofia nascente, assinale a opção que expressa, de forma mais adequada, essa relação na Grécia An�ga. a) O mito é a expressão mais acabada da religiosidade arcaica, e a filosofia corresponde ao advento da razão liberada da religiosidade. b) O mito é uma narra�va em que a origem do mundo é apresentada imagina�vamente, e a filosofia caracteriza-se como explicação racional que retoma questões presentes no mito. c) O mito fundamenta-se no rito, é infan�l, pré-lógico e irracional, e a filosofia, também fundamentada no rito, corresponde ao surgimento da razão na Grécia An�ga. d) O mito descreve nascimentos sucessivos, incluída a origem do ser, e a filosofia descreve a origem do ser a par�r do dilema insuperável entre caos e medida. FIL0540 - (Uece) “A teologia, para mim, é uma grandeza cultural na história da cultura do Ocidente. Creio que é uma grandeza cons�tu�va da tradição, sobretudo, filosófica: o termo ‘teologia’ nasceu da filosofia, é um termo criado por Platão. [...] Quando a filosofia ultrapassa o domínio daquilo que, de alguma maneira, é diretamente acessível à experiência e controlado por ela, entra neste domínio que Platão chama de ‘suprassensível’, inteligível, ou como quer que seja. Este é, para mim, um domínio no qual o problema teológico se apresenta inevitavelmente, porque se apresenta o problema da ordem das realidades e toda ordem supõe um princípio ordenador, tornando- se então, de alguma maneira, uma teologia.” VAZ, Henrique Claudio de Lima. Filosofia e forma da ação. Entrevista a Cadernos de filosofia alemã, 2, p. 77-102, 1997. Na passagem acima citada, o filósofo brasileiro H. C. de Lima Vaz (1921-2002) apresenta uma interpretação do pensamento filosófico como uma teologia. Recorrendo à filosofia de Platão para explicar essa sua interpretação, ele termina por nos oferecer uma interpretação da própria teoria platônica das ideias, que seria uma espécie de teologia, porque a) mostra como os deuses gregos não são corpóreos, mas espirituais. b) é a base da posterior teologia revelada dos pais da Igreja cristã. c) apresenta os princípios inteligíveis ordenadores da realidade natural e é�ca. d) afirma que não existe realidade sensível, mas apenas a suprassensível. FIL0119 - (Ueg) 17@professorferretto @prof_ferretto Em meados do século IV a.C., Alexandre Magno assumiu o trono da Macedônia e iniciou uma série de conquistas e, a par�r daí, construiu um vasto império que incluía, entre outros territórios, a Grécia. Essa dominação só teve fim com o desenvolvimento de outro império, o romano. Esse período ficou conhecido como helenís�co e representou uma transformação radical na cultura grega. Nessa época, um pensador nascido em Élis, chamado Pirro, defendia os fundamentos do ce�cismo. Ele fundou uma escola filosófica que pregava a ideia de que: a) seria impossível conhecer a verdade. b) seria inadmissível permanecer na mera opinião. c) os princípios morais devem ser inferidos da natureza. d) os princípios morais devem basear-se na busca pelo prazer. FIL0063 - (Unicentro) Após as primeiras discussões dos filósofos “pré- socrá�cos” no século VI a.C. (período cosmológico), surge outro movimento muito importante na história da filosofia. Passa a ser abordado uma nova modalidade de problemas e discussões (período antropológico), e assim teremos não só as figuras principais do novo cenário da filosofia grega, mas de toda a história da razão ocidental: Sócrates, Platão e Aristóteles. Com Sócrates, a filosofia ganha uma nova “roupagem”. Sócrates viveu em Atenas no momento de apogeu da cultura grega, o chamado período clássico (séculos V e IV a.C.), fase de grande expressão na polí�ca, nas artes, na literatura e na filosofia. O que há de mais forte na filosofia de Sócrates é o seu método e a maneira pela qual ele buscava discu�r os problemas relacionados à filosofia. A par�r desta informação, e de seus conhecimentos sobre a filosofia socrá�ca, analise as asser�vas e assinale a alterna�va que aponta as corretas. I. Sócrates sempre buscava pessoas em praça pública para dialogar e ques�onar sobre a realidade de seu tempo. II. A célebre frase de Sócrates, que caracterizava parte de seu método é: “só sei que nada sei”, por isso ques�onava as ideias de seus interlocutores. III. Sócrates oferecia grande importância às experiências sensíveis, o que caracterizou fortemente o seu método filosófico. IV. Para fazer com que os seus interlocutores enxergassem a verdade por si próprios, Sócrates elaborou um método composto de duas partes centrais: a ironia e a maiêu�ca. a) Apenas I e II estão corretas. b) Apenas I, II e IV estão corretas. c) Apenas III e IV estão corretas. d) Apenas I, II e III estão corretas. e) Apenas I e IV estão corretas. FIL0078 - (Uel) Leia a �rinha e o texto a seguir para responder à questão. Exercita-te primeiro, caro amigo, e aprende o que é preciso conhecer para te iniciares na polí�ca; antes, não. Então, primeiro precisarás adquirir virtude, tu ou quem quer que se disponha a governar ou a administrar não só a sua pessoa e seus interesses par�culares, como a cidade e as coisas a ela per�nentes. Assim, o que precisas alcançar não é o poder absoluto para fazeres o que bem entenderes con�go ou com a cidade, porém jus�ça e sabedoria. PLATÃO, O primeiro Alcebíades. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: EDUFPA, 2004. p. 281-285. Com base na �rinha, no texto e nos conhecimentos sobre a é�ca e a polí�ca em Platão, assinale a alterna�va correta. 18@professorferretto @prof_ferretto a) A virtude individual terá fraca influência sobre o governo da cidade, já que a administração da cidade independe da qualidade de seus cidadãos. b) Jus�ça, sabedoria e virtude resultam da opinião do legislador sobre o que seria melhor para a cidade e para o indivíduo. c) O indivíduo deve possuir a virtude antes de dirigir a cidade, pois assim saberá bem governar e ser justo, já que se autogoverna. d) Para se iniciar em polí�ca, primeiro é necessário o poder absoluto para fazer o bem para a cidade e a si próprio. e) Todo conflito desaparece em uma cidade se a virtude fizer parte da administração, mesmo que o dirigente não a possua. FIL0003 - (Upe) Observe o texto a seguir sobre a gênese do pensamento filosófico. Com a filosofia, novo critério de verdade se impunha: o critério da logicidade. Verdade é aquilo, que concorda com as leis do lógos (pensamento, razão). É a razão, que nos dá garan�a da verdade, porque o real é racional. LARA, Tiago Adão. A Filosofia nas suas origens gregas, 1989, p. 54. Sobre a gênese do pensamento filosófico, está CORRETO afirmar que a) a evidência da verdade com o crivo da racionalidade tem resposta no mito. b) o critério da logicidade está presente na adesão à crença e ao mito. c) a gênese do pensar filosófico e a inspiração criadora de sen�dos consistem na fantasia. d) a origem do pensamento filosófico surge entre os gregos, no século VI a.C., na busca por explicação do sobrenatural com a força do divino. e) o despertar da filosofia grega surge na verdade argumentada da razão com o critério da interpretação. FIL0086 - (Enem) Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta, mas irresis�velmente, a Doutrina das Ideias formava-se em sua mente. ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012 (adaptado). O texto faz referência à relação entre razão e sensação, um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão (427–346 a.C.). De acordo com o texto, como Platão se situa diante dessa relação? a) Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas. b) Privilegiando os sen�dos e subordinando o conhecimento a eles. c) Atendo-se à posição de