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Questões resolvidas

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Filosofia Antiga
FIL0676 - (U�)
Conforme Juvenal Savian Filho: “A caracterís�ca central
da a�vidade filosófica, desde seu nascimento até nossos
dias, é o uso da razão, capacidade de inves�gar o sen�do
dos diferentes componentes da existência e de também
produzir sen�do.”
SAVIAN FILHO, J. Filosofia e filosofias: existência e
sen�dos. Belo Horizonte: Autên�ca Editora, 2016, p. 33.
 
Acerca da filosofia, tal como expresso no texto, é
CORRETO afirmar:
a) A filosofia tem como condição fundamental o uso e o
exercício da razão.
b) A filosofia é uma ciência muito an�ga iniciada por
Sócrates.
c) A filosofia consiste no uso geral das diversas opiniões,
como afirmava Platão.
d) A modernidade inaugura o período filosófico da
humanidade pelo uso da razão.
FIL0499 - (Enem)
Sócrates: “Quem não sabe o que uma coisa é, como
poderia saber de que �po de coisa ela é? Ou te parece
ser possível alguém que não conhece absolutamente
quem é Mênon, esse alguém saber se ele é belo, se é rico
e ainda se é nobre? Parece-te ser isso possível? Assim,
Mênon, que coisa afirmas ser a virtude?”.
PLATÃO. Mênon. Rio de Janeiro: PUC-Rio; São Paulo:
Loyola, 2001 (adaptado).
 
A a�tude apresentada na interlocução do filósofo com
Mênon é um exemplo da u�lização do(a) 
a) escrita epistolar. 
b) método dialé�co. 
c) linguagem trágica. 
d) explicação fisicalista. 
e) suspensão judica�va. 
FIL0032 - (Enem)
Todas as coisas são diferenciações de uma mesma coisa e
são a mesma coisa. E isto é evidente. Porque se as coisas
que são agora neste mundo – terra, água ar e fogo e as
outras coisas que se manifestam neste mundo –, se
alguma destas coisas fosse diferente de qualquer outra,
diferente em sua natureza própria e se não
permanecesse a mesma coisa em suas muitas mudanças
e diferenciações, então não poderiam as coisas, de
nenhuma maneira, misturar-se umas às outras, nem fazer
bem ou mal umas às outras, nem a planta poderia brotar
da terra, nem um animal ou qualquer outra coisa vir à
existência, se todas as coisas não fossem compostas de
modo a serem as mesmas. Todas as coisas nascem,
através de diferenciações, de uma mesma coisa, ora em
uma forma, ora em outra, retomando sempre a mesma
coisa.
DIÓGENES, In: BORNHEIM, G. A. Os filósofos pré-
socrá�cos. São Paulo, Cultrix, 1967.
 
O texto descreve argumentos dos primeiros pensadores,
denominados pré-socrá�cos. Para eles, a principal
preocupação filosófica era de ordem
a) cosmológica, propondo uma explicação racional do
mundo fundamentada nos elementos da natureza.
b) polí�ca, discu�ndo as formas de organização da polis
ao estabelecer as regras de democracia. 
c) é�ca, desenvolvendo uma filosofia dos valores
virtuosos que tem a felicidade como o bem maior. 
d) esté�ca, procurando inves�gar a aparência dos entes
sensíveis. 
e) hermenêu�ca, construindo uma explicação unívoca da
realidade. 
FIL0024 - (Upe)
Observe o texto a seguir sobre a gênese do pensamento
filosófico:
 
Entre o fim do VII século e o começo do VI a.C., o
problema cosmológico é o primeiro a destacar-se
claramente como objeto de pesquisa sistemá�ca
diferente do impreciso complexo de problemas que já
ocupavam a mente dos gregos ainda antes do surgir de
uma reflexão filosófica verdadeira e própria.
(MONDOLFO, Rodolfo. O Pensamento An�go, São Paulo:
Mestre Jou, 1966, p. 31.)
 
1@professorferretto @prof_ferretto
O texto retrata, com clareza, o problema cosmológico,
objeto de estudo da filosofia
a) Socrá�ca. 
b) Platônica. 
c) Pré-socrá�ca. 
d) Mí�ca. 
e) Pós-socrá�ca. 
FIL0652 - (Uece)
“A relação que constatamos entre o nascimento do
filósofo e o aparecimento do cidadão não é para nos
surpreender. A Cidade (pólis) realiza no plano das formas
sociais uma separação entre a sociedade e a natureza; e
essa separação pressupõe, no plano das formas mentais,
o exercício de um pensamento racional. Com a Cidade, a
ordem polí�ca se separou da organização cósmica; a
Cidade aparece como objeto de uma constante
indagação e reflexão, de uma discussão apaixonada e, ao
mesmo tempo, argumentada”.
VERNANT, J.-P. A formação do pensamento posi�vo na
Grécia arcaica. In: Mito e pensamento entre os gregos.
Tradução de Haiganuch Sarian. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1990, p. 462-263. (Texto adaptado)
 
Com base na citação anterior, é correto afirmar que a
filosofia grega nasceu
a) do pensamento racional exercitado no debate e na
argumentação na Cidade. 
b) quando se abandonou a discussão sobre o Cosmo,
voltando-se para a polí�ca. 
c) do prolongamento da tradição mito-poé�ca rural na
nova realidade urbana. 
d) do afastamento do cidadão da vida na Cidade e seu
interesse pelo Cosmo. 
FIL0026 - (Enem)
Demócrito julga que a natureza das coisas eternas são
pequenas substâncias infinitas, em grande número. E
julga que as substâncias são tão pequenas que fogem às
nossas percepções. E lhes são inerentes formas de toda
espécie, figuras de toda espécie e diferenças em
grandeza. Destas, então, engendram-se e combinam-se
todos os volumes visíveis e percep�veis.
SIMPLÍCIO. Do Céu (DK 68 a 37). In: Os pré-socrá�cos.
São Paulo: Nova Cultural, 1996 (adaptado).
 
A Demócrito atribui-se a origem do conceito de
a) porção mínima da matéria, o átomo. 
b) princípio móvel do universo, a arché. 
c) qualidade única dos seres, a essência. 
d) quan�dade variante da massa, o corpus. 
e) substrato cons�tu�vo dos elementos, a physis. 
FIL0054 - (Unicamp)
A sabedoria de Sócrates, filósofo ateniense que viveu no
século V a.C., encontra o seu ponto de par�da na
afirmação “sei que nada sei”, registrada na obra Apologia
de Sócrates. A frase foi uma resposta aos que afirmavam
que ele era o mais sábio dos homens. Após interrogar
artesãos, polí�cos e poetas, Sócrates chegou à conclusão
de que ele se diferenciava dos demais por reconhecer a
sua própria ignorância.
O “sei que nada sei” é um ponto de par�da para a
Filosofia, pois
a) aquele que se reconhece como ignorante torna-se
mais sábio por querer adquirir conhecimentos. 
b) é um exercício de humildade diante da cultura dos
sábios do passado, uma vez que a função da Filosofia
era reproduzir os ensinamentos dos filósofos gregos.
c) a dúvida é uma condição para o aprendizado e a
Filosofia é o saber que estabelece verdades
dogmá�cas a par�r de métodos rigorosos. 
d) é uma forma de declarar ignorância e permanecer
distante dos problemas concretos, preocupando-se
apenas com causas abstratas. 
FIL0061 - (Ueg)
A Grécia foi o berço da filosofia, destacando-se pela
presença dos filósofos que pensaram o mundo em que
viveram u�lizando a ferramenta da razão. O período da
história grega e o filósofo que afirmou que “só sei que
nada sei” foram respec�vamente o
a) período pós-clássico e Sócrates. 
b) período helenís�co e Platão. 
c) período clássico e Sócrates. 
d) período clássico e Platão. 
FIL0049 - (Upe)
Sobre a temá�ca da Filosofia na História, analise o texto a
seguir:
 
Há, pois, uma inseparável conexão entre filosofia e
história da filosofia. A filosofia é histórica, e sua história
lhe pertence essencialmente. E, por outra parte, a
história da filosofia não é uma mera informação erudita
acerca das opiniões dos filósofos. Senão que é a
2@professorferretto @prof_ferretto
exposição verdadeira do conteúdo real da filosofia. É,
pois, com todo rigor, filosofia. A filosofia não se esgota
em nenhum de seus sistemas, senão que consiste na
história efe�va de todos eles.
MARIAS, Julián. Historia de la Filosofia. Madrid, 1956, p.
5.
 
Assim, é CORRETO afirmar que, na tradição histórica da
filosofia,
a) o racionalismo e o empirismo têm estritas relações
com a solução integral do problema da vida na
religião. 
b) os naturalistas pré-socrá�cos se preocuparam
exclusivamente com a subje�vidade e a matéria
religiosa. 
c) o famoso lema “conhece-te a � mesmo – torna-te
consciente de tua ignorância” caracterizou o
pensamento filosófico de Sócrates. 
d) o período da filosofia moderna é conhecido por se
preocupar com as verdades reveladas. 
e) o períodoParmênides de que razão e
sensação são inseparáveis. 
d) Afirmando que a razão é capaz de gerar
conhecimento, mas a sensação não. 
e) Rejeitando a posição de Parmênides de que a
sensação é superior à razão. 
FIL0082 - (Enem)
No centro da imagem, o filósofo Platão é retratado
apontando para o alto. Esse gesto significa que o
conhecimento se encontra em uma instância na qual o
homem descobre a
a) suspensão do juízo como reveladora da verdade. 
b) realidade inteligível por meio do método dialé�co. 
c) salvação da condição mortal pelo poder de Deus. 
d) essência das coisas sensíveis no intelecto divino. 
e) ordem intrínseca ao mundo por meio da sensibilidade.
FIL0031 - (Upe)
Leia o texto a seguir:
 
19@professorferretto @prof_ferretto
 
A Grécia é considerada o berço da Filosofia. O
pensamento grego tem a singularidade do intelecto,
privilegiando, acima de tudo, a dimensão conceitual e
discursiva. De acordo com a tradição histórica, a fase
inaugural do pensar filosófico grego é conhecida como
período pré-socrá�co.
 
Sendo assim, é CORRETO afirmar que
a) a filosofia pré-socrá�ca enfa�za, principalmente, a
explicação da liberdade. 
b) no período pré-socrá�co da filosofia, o pensar crí�co
retrata o valor da história dos deuses. 
c) o período pré-socrá�co da filosofia é denominado
essencialmente de período naturalista. 
d) no período pré-socrá�co, o enfoque da Filosofia é
denominado de período é�co. 
e) o período pré-socrá�co da filosofia enaltece a
confiança na religiosidade das ideias e no problema da
vida. 
FIL0541 - (Uece)
“Começando por Homero, todos os poetas são
imitadores da imagem da virtude e dos restantes
assuntos sobre os quais compõem, mas não a�ngem a
verdade. O poeta, por meio de palavras e frases, sabe
colorir devidamente cada uma das a�vidades técnicas,
sem entender nada delas, sabendo apenas imitá-las.”
PLATÃO. República, 600e-601a. – 9 ed.Trad. port. Maria
Helena da Rocha Pereira. Lisboa: Fundação Calouste
Gulbenkian, 2001. – Adaptado.
 
Com base na passagem acima, é correto afirmar que,
para Platão, 
a) os poetas expressam outra verdade, dis�nta do saber
técnico e das virtudes humanas. 
b) a imitação da imagem das virtudes e das técnicas não
é um conhecimento certo delas. 
c) não é possível um conhecimento verdadeiro sobre as
virtudes e as diversas técnicas. 
d) a poesia imita�va fala corretamente sobre os
conhecimentos técnicos, mas em versos. 
FIL0584 - (Enem)
Os verdadeiros filósofos, tomados senhores da cidade,
sejam eles muitos ou um só, desprezam as honras como
as de hoje, por julgá-las indignas de um homem livre e
sem valor algum, mas, ao contrário, têm em alta conta a
re�dão e as honras que dela decorrem e, julgando a
jus�ça como algo muito importante e necessário, pondo-
se a serviço dela e fazendo-a crescer, administram sua
cidade.
PLATÃO. A República. São Paulo: Mar�ns Fontes, 2006
(adaptado).
 
No contexto da filosofia platônica, o texto expressa uma
perspec�va aristocrá�ca acerca do exercício do poder,
uma vez que este é legi�mado pelo(a) 
a) prá�ca da virtude. 
b) consenso da elite. 
c) decisão da maioria. 
d) riqueza do indivíduo. 
e) pertencimento de sangue. 
FIL0568 - (Uece)
“Quando nós afirmamos ou negamos alguma coisa em
relação a alguma outra coisa, isto é, quando julgamos ou
formulamos proposições, ainda não estamos
raciocinando. E, obviamente, também não raciocinamos
quando formulamos uma série de juízos e relacionamos
uma série de proposições desconexas entre si.
Entretanto, raciocinamos quando passamos de juízo a
juízo, de proposição a proposição, que tenham
determinados nexos entre si e, de alguma forma, sejam
umas causa de outras, umas antecedentes e outras
consequentes.” 
REALE, G.; ANTISERI, D. História da filosofia, vol. 1. São
Paulo: Paulus, 1990, p. 214.
 
A disciplina filosófica que estuda e estabelece as bases do
raciocínio correto é a 
20@professorferretto @prof_ferretto
a) ontologia. 
b) psicologia. 
c) lógica. 
d) cosmologia. 
FIL0040 - (Enem)
TEXTO I
Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento
originário de tudo o que existe, exis�u e exis�rá, e que
outras coisas provêm de sua descendência. Quando o ar
se dilata, transforma-se em fogo, ao passo que os ventos
são ar condensado. As nuvens formam-se a par�r do ar
por feltragem e, ainda mais condensadas, transformam-
se em água. A água, quando mais condensada,
transforma-se em terra, e quando condensada ao
máximo possível, transforma-se em pedras.
BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro:
PUC-Rio, 2006 (adaptado).
TEXTO II
 
Basílio Magno, filósofo medieval, escreveu: “Deus, como
criador de todas as coisas, está no princípio do mundo e
dos tempos. Quão parcas de conteúdo se nos
apresentam, em face desta concepção, as especulações
contraditórias dos filósofos, para os quais o mundo se
origina, ou de algum dos quatro elementos, como
ensinam os Jônios, ou dos átomos, como julga
Demócrito. Na verdade, dão a impressão de quererem
ancorar o mundo numa teia de aranha”.
GILSON, E.; BOEHNER, P. História da Filosofia Cristã. São
Paulo: Vozes, 1991 (adaptado).
 
Filósofos dos diversos tempos históricos desenvolveram
teses para explicar a origem do universo, a par�r de uma
explicação racional. As teses de Anaxímenes, filósofo
grego an�go, e de Basílio, filósofo medieval, têm em
comum na sua fundamentação teorias que
a) eram baseadas nas ciências da natureza. 
b) refutavam as teorias de filósofos da religião. 
c) �nham origem nos mitos das civilizações an�gas. 
d) postulavam um princípio originário para o mundo. 
e) defendiam que Deus é o princípio de todas as coisas. 
FIL0069 - (Unioeste)
O tema da expulsão dos poetas da ‘cidade ideal’,
proposto pelo personagem Sócrates, na República, tem
gerado discussão e perplexidade ao longo da história da
filosofia. O fundamento conceitual dessa expulsão é a
hipótese das Ideias ou Formas. Por um lado, as Ideias são
en�dades eternas, que se cons�tuem como verdadeiro
ser, ser pleno, instaurando o âmbito ontológico do
inteligível; por outro lado, tudo que pertence ao âmbito
do imediato, circundante – o ‘nosso mundo’, âmbito do
Sensível – é ‘menos ser’. A Ideia do Um, por exemplo,
tem plenitude de ser, ao passo que todas as unidades dos
seres (objetos, seres humanos, etc.) dependem de sua
par�cipação na Ideia do Um, para vigorar como unidades.
As Ideias são eternas; os entes sensíveis são temporais,
efêmeros e somente subsistem enquanto se dá a
par�cipação. A polis ideal construída por Sócrates deverá
ser governada pelos filósofos, porque esses concentram-
se na atenção ao Inteligível, sem se perder nos apelos do
Sensível; e, ao imaginar esse governo, uma das exigências
para a plenitude de jus�ça dessa cidade é a expulsão dos
poetas, os ‘imitadores’.
 
Levando-se em conta essa base conceitual, tal como aqui
apresentada, assinale a alterna�va que explica
CORRETAMENTE a expulsão dos poetas.
a) Sócrates redigiu a República com base na teoria das
Ideias e chegou à conclusão de que poetas são
poli�camente perigosos e socialmente improdu�vos.
Assim, somente cien�stas e construtores podem
permanecer em a�vidade, na polis ideal, porque são
os únicos a lidar com o Inteligível. 
b) A expulsão dos poetas, propugnada por Sócrates,
personagem da República, tem origem em sua
afirmação de que a poesia está inteiramente fundada
no Inteligível. 
c) Platão redigiu a República com base na teoria das
Ideias e chegou à conclusão de que poetas são
poli�camente perigosos e socialmente improdu�vos.
Assim, somente cien�stas e construtores podem
permanecer em a�vidade, na polis ideal, porque são
os únicos a lidar com o Inteligível. 
d) As Ideias são en�dades eternas, que vigoram no
âmbito Inteligível, ou seja, elas são a inteligibilidade
ou sen�do de tudo que ‘existe’; sem Ideias, as coisas
não têm sen�do. Os poetas, em lugar de atentar ao
sen�do inteligível dos entes, imitam, reproduzem,
copiam – afastando-se, assim, das Ideias e desviando a
polis de suas tarefas prementes.Este é o mo�vo de
sua exclusão. 
e) Sem uma análise do contexto, é impossível entender
uma tese tão radical como a da expulsão dos poetas.
Sócrates propõe essa medida extrema devido à
mistura entre poesia e so�s�ca, que se verificava em
todas as grandes cidades da Grécia an�ga. Os poetas,
mesmo Homero e Hesíodo, já se deixavam influenciar
pelas teses dos sofistas, inimigos da filosofia, com o
que Sócrates e seus discípulos não podiam concordar.
Poetas que louvassem os deuses e a filosofia, porém,
poderiam permanecer na cidade ideal. 
21@professorferretto @prof_ferretto
FIL0111 - (Enem)
A quem não basta pouco, nada basta.
EPICURO. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1985.
 
Remanescente do período helenís�co, a máxima
apresentada valoriza a seguinte virtude: 
a) Esperança, �da como confiança no porvir. 
b) Jus�ça, interpretada como re�dão de caráter. 
c) Temperança, marcada pelo domínio da vontade. 
d) Coragem, definida como for�tude na dificuldade. 
e) Prudência, caracterizada pelo correto uso da razão. 
FIL0098 - (Enem)
Pode-se viver sem ciência, pode-se adotar crenças sem
querer jus�ficá-las racionalmente, pode-se desprezar as
evidências empíricas. No entanto, depois de Platão e
Aristóteles, nenhum homem honesto pode ignorar que
uma outra a�tude intelectual foi experimentada, a de
adotar crenças com base em razões e evidências e
ques�onar tudo o mais a fim de descobrir seu sen�do
úl�mo.
ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia.
São Paulo: Odysseus, 2002.
 
Platão e Aristóteles marcaram profundamente a
formação do pensamento Ocidental. No texto, é
ressaltado importante aspecto filosófico de ambos os
autores que, em linhas gerais, refere-se à 
a) adoção da experiência do senso comum como critério
de verdade. 
b) incapacidade de a razão confirmar o conhecimento
resultante de evidências empíricas. 
c) pretensão de a experiência legi�mar por si mesma a
verdade. 
d) defesa de que a hones�dade condiciona a
possibilidade de se pensar a verdade. 
e) compreensão de que a verdade deve ser jus�ficada
racionalmente. 
FIL0596 - (Fer)
Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a
infância, geração após geração, seres humanos estão
aprisionados. A luz que ali entra provém de uma imensa
e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros há um
caminho em que homens transportam estatuetas
(pequenas estátuas) de todo �po, com figuras de seres
humanos, animais e todas as coisas. Por causa da luz da
fogueira, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da
caverna as sombras das estatuetas transportadas atrás de
um muro, mas sem poderem ver as próprias estatuetas
nem os homens que as transportam. Como jamais viram
outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras
vistas são as próprias coisas. Que aconteceria, indaga
Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um
prisioneiro libertado?
Marilena Chauí. Convite à filosofia, 1994. Adaptado.
 
Sobre a Alegoria da Caverna e os conceitos apresentados
por Platão, assinale a alterna�va correta.
a) O conhecimento verdadeiro é formado no mundo
sensível, onde o Ser é absoluto.
b) Na Alegoria da Caverna, Platão expõe o conceito
de episteme, como sendo o conhecimento falso,
baseado na dialé�ca e que busca conhecer o que é
uno e imutável.
c) As sombras projetadas na parede da caverna
correspondem às Formas ou Ideias, uma vez que
representam o contorno ou a “forma” dos objetos
reais.
d) Apesar de estarem acorrentados, os prisioneiros
conseguem ter plena clareza quanto à realidade
existente fora da caverna.
e) A Alegoria da Caverna é uma representação, uma
metáfora sobre o mundo, concebida por Platão para
explicar o modelo de um mundo dual: um racional,
verdadeiro, e outro sensível, falso.
FIL0034 - (Uema)
Leia a letra da canção a seguir.
 
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo [...]
Fonte: SANTOS, Lulu; MOTTA, Nelson. Como uma onda.
In: Álbum MTV ao vivo. Rio de Janeiro: Sony-BMG, 2004.
 
Da mesma forma como canta o poeta contemporâneo,
que vê a realidade passando como uma onda, assim
também pensaram os primeiros filósofos conhecidos
como Pré-socrá�cos que denominavam a realidade de
physis. A caracterís�ca dessa realidade representada,
também, na música de Lulu Santos é o(a)
22@professorferretto @prof_ferretto
a) fluxo. 
b) está�ca. 
c) infinitude. 
d) desordem. 
e) mul�plicidade. 
FIL0091 - (Enem)
Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que
desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado no
interesse desse fim; evidentemente tal fim será o bem,
ou antes, o sumo bem. Mas não terá o conhecimento,
porventura, grande influência sobre essa vida? Se assim
é, esforcemo-nos por determinar, ainda que em linhas
gerais apenas, o que seja ele e de qual das ciências ou
faculdades cons�tui o objeto. Ninguém duvidará de que
o seu estudo pertença à arte mais pres�giosa e que mais
verdadeiramente se pode chamar a arte mestra. Ora, a
polí�ca mostra ser dessa natureza, pois é ela que
determina quais as ciências que devem ser estudadas
num Estado, quais são as que cada cidadão deve
aprender, e até que ponto; e vemos que até as
faculdades �das em maior apreço, como a estratégia, a
economia e a retórica, estão sujeitas a ela. Ora, como a
polí�ca u�liza as demais ciências e, por outro lado, legisla
sobre o que devemos e o que não devemos fazer, a
finalidade dessa ciência deve abranger as das outras, de
modo que essa finalidade será o bem humano.
ARISTÓTELES. É�ca a Nicômaco. In: Pensadores. São
Paulo: Nova Gunman 1991 (adaptado).
 
Para Aristóteles, a relação entre o sumo bem e a
organização da polis pressupõe que
a) o bem dos indivíduos consiste em cada um perseguir
seus interesses. 
b) o sumo bem é dado pela fé de que os deuses são os
portadores da verdade. 
c) a polí�ca é a ciência que precede todas as demais na
organização da cidade. 
d) a educação visa formar a consciência de cada pessoa
para agir corretamente.
e) a democracia protege as a�vidades polí�cas
necessárias para o bem comum.
FIL0018 - (Ueap)
A filosofia surge na Grécia por volta do século VI a.C.
Mudanças sociais, polí�cas e econômicas favoreceram o
seu surgimento. Dentre estas mudanças, pode-se
mencionar:
a) A estruturação do mundo rural, desenvolvimento do
sistema escravagista e o estabelecimento de uma
aristocracia proprietária de terras. 
b) A expansão da economia local fundada no
desenvolvimento do artesanato, o fortalecimento dos
“demos” e da organização familiar patriarcal. 
c) As disputas entre Atenas e Esparta, o desenvolvimento
de Mecenas e do comércio jônico. 
d) O uso da escrita alfabé�ca, as viagens marí�mas e a
evolução do comércio e do artesanato. 
e) O predomínio do pensamento mí�co. 
FIL0022 - (Ufpr)
De acordo com Tales de Mileto, a água é origem e matriz
de todas as coisas. Essa maneira de reduzir a
mul�plicidade das coisas a um único elemento foi
considerada uma das primeiras expressões da Filosofia,
porque:
a) é um ques�onamento sobre o fundamento das coisas.
 
b) enuncia a verdade sobre a origem das coisas. 
c) é uma proposição que se pode comprovar. 
d) é uma proposição cien�fica. 
e) é um mito de origem. 
FIL0089 - (Enem)
Vimos que o homem sem lei é injusto e o respeitador da
lei é justo; evidentemente todos os atos legí�mos são,
em certo sen�do, atos justos, porque os atos prescritos
pela arte do legislador são legí�mos e cada um deles é
justo. Ora, nas disposições que tomam sobre todos os
assuntos, as leis têm em mira a vantagem comum, quer
de todos, quer dos melhores ou daqueles que detêm o
poder ou algo desse gênero; de modo que, em certo
sen�do, chamamos justos aqueles atos que tendem a
produzir e a preservar, para a sociedade polí�ca, a
felicidade e os elementos que a compõem.
ARISTÓTELES. A polí�ca. São Paulo: Cia. das Letras, 2010
(adaptado).De acordo com o texto de Aristóteles, o legislador deve
agir conforme a
a) moral e a vida privada. 
b) virtude e os interesses públicos. 
c) u�lidade e os critérios pragmá�cos. 
d) lógica e os princípios meta�sicos. 
e) razão e as verdades transcendentes. 
FIL0096 - (Enem)
23@professorferretto @prof_ferretto
A felicidade é portanto, a melhor, a mais nobre e a mais
aprazível coisa do mundo, e esses atributos não devem
estar separados como na inscrição existente em Delfos
“das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a
saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos
estes atributos estão presentes nas mais excelentes
a�vidades, e entre essas a melhor, nós a iden�ficamos
como felicidade.
ARISTÓTELES. A Polí�ca. São Paulo: Cia. das Letras, 2010.
 
Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais
excelentes atributos, Aristóteles a iden�fica como
a) busca por bens materiais e �tulos de nobreza. 
b) plenitude espiritual a ascese pessoal. 
c) finalidade das ações e condutas humanas. 
d) conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas. 
e) expressão do sucesso individual e reconhecimento
público. 
FIL0030 - (Ueap)
...que é e que não é possível que não seja,/ é a vereda da
Persuasão (porque acompanha a Verdade); o outro diz
que não é e que é preciso que não seja,/ eu te digo que
esta é uma vereda em que nada se pode aprender. De
fato, não poderias conhecer o que não é, porque tal não
é fa�vel./ nem poderia expressá-lo.
(Nicola, Ubaldo.Antologia ilustrada de Filosofia. Editora
Globo, 2005.)
 
O texto anterior expressa o pensamento de qual
filósofo? 
a) Aristóteles, que estabelecia a dis�nção entre o mundo
sensível e o inteligível. 
b) Heráclito de Éfeso, que afirmava a unidade entre
pensamento e realidade. 
c) Tales de Mileto, que afirmava ser a água o princípio de
todas as coisas. 
d) Parmênides de Eleia, que afirmava a imutabilidade de
todas as coisas e a unidade entre ser e pensar, ser e
conhecimento. 
e) Protágoras, que afirmava que o homem é a medida de
todas as coisas, que o ser é e o não ser não é. 
FIL0052 - (Enem)
Trasímaco estava impaciente porque Sócrates e os seus
amigos presumiam que a jus�ça era algo real e
importante. Trasímaco negava isso. Em seu entender, as
pessoas acreditavam no certo e no errado apenas por
terem sido ensinadas a obedecer às regras da sua
sociedade. No entanto, essas regras não passavam de
invenções humanas.
RACHELS. J. Problemas da filosofia. Lisboa: Gradiva, 2009.
 
O sofista Trasímaco, personagem imortalizado no diálogo
A República, de Platão, sustentava que a correlação entre
jus�ça e é�ca é resultado de
a) determinações biológicas impregnadas na natureza
humana. 
b) verdades obje�vas com fundamento anterior aos
interesses sociais. 
c) mandamentos divinos inques�onáveis legados das
tradições an�gas. 
d) convenções sociais resultantes de interesses humanos
con�ngentes. 
e) sen�mentos experimentados diante de determinadas
a�tudes humanas. 
FIL0044 - (Enem)
Alguns pensam que Protágoras de Abdera pertence
também ao grupo daqueles que aboliram o critério, uma
vez que ele afirma que todas as impressões dos sen�dos
e todas as opiniões são verdadeiras, e que a verdade é
uma coisa rela�va, uma vez que tudo o que aparece a
alguém ou é opinado por alguém é imediatamente real
para essa pessoa.
KERFERD, G. B. O movimento sofista. São Paulo: Loyola,
2002 (adaptado).
 
O grupo ao qual se associa o pensador mencionado no
texto se caracteriza pelo obje�vo de 
a) alcançar o conhecimento da natureza por meio da
experiência. 
b) jus�ficar a veracidade das afirmações com
fundamentos universais. 
c) priorizar a diversidade de entendimentos acerca das
coisas. 
d) preservar as regras de convivência entre os
cidadãos. 
e) analisar o princípio do mundo conforme a teogonia. 
FIL0009 - (Ueg)
O surgimento da filosofia entre os gregos (Séc. VII a.C.) é
marcado por um crescente processo de racionalização da
vida na cidade, em que o ser humano abandona a
verdade revelada pela codificação mí�ca e passa a exigir
uma explicação racional para a compreensão do mundo
humano e do mundo natural. Dentre os legados da
filosofia grega para o Ocidente, destaca-se:
24@professorferretto @prof_ferretto
a) a concepção polí�ca expressa em A República, de
Platão, segundo a qual os mais fortes devem governar
sob um regime polí�co oligárquico. 
b) a criação de ins�tuições universitárias como a
Academia, de Platão, e o Liceu, de Aristóteles. 
c) a filosofia, tal como surgiu na Grécia, deixou-nos como
legado a recusa de uma fé inabalável na razão humana
e a crença de que sempre devemos acreditar nos
sen�mentos. 
d) a recusa em apresentar explicações preestabelecidas
mediante a exigência de que, para cada fato, ação ou
discurso, seja encontrado um fundamento racional. 
FIL0076 - (Upe)
Leia o texto a seguir sobre o tema Filosofia na História:
A filosofia an�ga grega e greco-romana tem uma história
mais que milenar. Par�ndo do século VI a.C., chega até o
ano de 529 d.C., ano em que o imperador Jus�niano
mandou fechar as escolas pagãs e dispersar os seus
seguidores. Nesse arco de tempo, podemos dis�nguir o
momento das grandes sínteses de Platão e Aristóteles.
(REALE, Giovanni. História da Filosofia: An�guidade e
Idade Média. São Paulo: Paulinas, 1990, p. 25-26).
O autor na citação acima sinaliza a significância do
período sistemá�co da filosofia an�ga. No que tange à
filosofia de Platão, assinale a alterna�va CORRETA.
a) Platão propõe a existência das ‘essências ou formas’,
que estão presentes no mundo das ideias e são
modelos eternos das coisas sensíveis. 
b) A filosofia de Platão salienta as essências do mundo
sensível que são modelos para o mundo das ideias. 
c) O pensamento de Platão não teve papel decisivo do
desenvolvimento da mís�ca, da teologia e da filosofia
cristã. 
d) As ideias de Platão têm a confiança absoluta no poder
dos sen�dos e desconfiam do conhecimento racional.
 
e) O pensamento filosófico de Platão tem como
finalidade a descoberta do mundo �sico, declinando
do campo da meta�sica. 
FIL0113 - (Enem)
Pirro afirmava que nada é nobre nem vergonhoso, justo
ou injusto; e que, da mesma maneira, nada existe do
ponto de vista da verdade; que os homens agem apenas
segundo a lei e o costume, nada sendo mais isto do que
aquilo. Ele levou uma vida de acordo com esta doutrina,
nada procurando evitar e não se desviando do que quer
que fosse, suportando tudo, carroças, por exemplo,
precipícios, cães, nada deixando ao arbítrio dos sen�dos.
LAÉRCIO, D. Vidas e sentenças dos filósofos ilustres.
Brasília: Editora UnB, 1988.
 
O ce�cismo, conforme sugerido no texto, caracteriza-se
por:
a) Desprezar quaisquer convenções e obrigações da
sociedade. 
b) A�ngir o verdadeiro prazer como o princípio e o fim da
vida feliz. 
c) Defender a indiferença e a impossibilidade de obter
alguma certeza. 
d) Aceitar o determinismo e ocupar-se com a esperança
transcendente. 
e) Agir de forma virtuosa e sábia a fim de enaltecer o
homem bom e belo. 
FIL0547 - (Uece)
Observe os seguintes versos do poeta grego Hesíodo:
“Tal é das Musas o sagrado dom para os homens.
Pois é pelas Musas e por Apolo, que a�ra longe,
Que nobres aedos (poetas) e citaristas há sobre a terra –
Como por Zeus há reis”.
HESÍODO. Teogonia, 93-103. Apud HARTOG, F. A história
de Homero a Santo Agos�nho Trad. bras.Jacyntho
Brandão. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2011.
 
25@professorferretto @prof_ferretto
Nos versos acima citados, o poeta nos informa de uma
caracterís�ca fundamental da tradição mí�ca (narra�va
ou poé�ca) grega de que o poeta épico
a) narra com base em imaginação e cria�vidade
próprias. 
b) baseia-se no imaginário comunitário e suas
divindades. 
c) depende da inspiração nas mulheres, ou musas, que
ama. 
d) recusa a tradição dos homens, apelando aos deuses. 
FIL0099 - (Enem)
Quanto à deliberação, deliberam as pessoas sobre tudo?
São todas as coisas objetos de possíveis deliberações? Ou
será a deliberaçãoimpossível no que tange a algumas
coisas? Ninguém delibera sobre coisas eternas e
imutáveis, tais como a ordem do universo; tampouco
sobre coisas mutáveis, como os fenômenos dos sols�cios
e o nascer do sol, pois nenhuma delas pode ser
produzida por nossa ação.
ARISTÓTELES. É�ca a Nicômaco. São Paulo: Edipro, 2007.
(adaptado).
 
O conceito de deliberação tratado por Aristóteles é
importante para entender a dimensão da
responsabilidade humana. A par�r do texto, considera-se
que é possível ao homem deliberar sobre 
a) coisas imagináveis, já que ele não tem controle sobre
os acontecimentos da natureza. 
b) ações humanas, ciente da influência e da
determinação dos astros sobre as mesmas. 
c) fatos a�ngíveis pela ação humana, desde que estejam
sob seu controle. 
d) fatos e ações mutáveis da natureza, já que ele é parte
dela. 
e) coisas eternas, já que ele é por essência um ser
religioso. 
FIL0108 - (Upe)
Sobre o problema polí�co e social, atente ao texto a
seguir:
O homem verdadeiramente polí�co também goza a
reputação de haver estudado a virtude acima de todas as
coisas, pois que ele deseja fazer com que os seus
concidadãos sejam bons e obedientes às leis. Mas a
virtude que devemos estudar é, fora de qualquer dúvida,
a virtude humana; porque humano era o bem e humana
a felicidade que buscávamos.
Aristóteles. É�ca a Nicômaco. São Paulo, 1973, p. 263.
 
Na citação acima, Aristóteles retrata que
a) a virtude humana é a busca da felicidade e não diz
respeito à dimensão polí�ca que é da esfera do social.
b) o verdadeiro homem prudente no âmbito polí�co
busca e faz uso do equilíbrio da vida pessoal e social. 
c) os cidadãos são bons e obedientes às leis, isto é,
declinam do valor da virtude humana. 
d) o homem verdadeiramente polí�co deve buscar o
bem e a felicidade na esfera individual. 
e) a virtude humana é um projeto individual e indiferente
no âmbito da convivência polí�co-social. 
FIL0004 - (Upe)
Sobre a gênese da filosofia entre os gregos, observe o
texto a seguir:
 
Seja como termo, seja como conceito, a filosofia é
considerada pela quase totalidade dos estudiosos como
uma criação própria do gênio dos gregos. Quem não
levar isso em conta não poderá compreender por que,
sob o impulso dos gregos, a civilização ocidental tomou
uma direção completamente diferente da oriental.
(ANTISERI, Dario e RELAE, Giovanni. História da Filosofia,
1990, p. 11).
Sobre a gênese do pensamento filosófico entre os gregos,
é CORRETO afirmar que
a) a experiência concreta da racionalidade estava isenta
da vida polí�ca na Pólis Grega. 
b) a prá�ca polí�co-democrá�ca, atrelada ao enfoque
irracional da vida em sociedade, foi o terreno fér�l
para a gênese do pensamento filosófico. 
c) sob o impulso dos gregos, a dimensão racional se
impõe como critério de verdade. A filosofia é fruto
desse projeto da razão. 
d) a filosofia é fruto do momento cultural em que a
sensibilidade e a fantasia impõem-se sobre a razão. 
e) na gênese do pensamento filosófico grego, na
civilização ocidental, a forma de sabedoria que se
sobrepunha à ciência filosófica, eram as convicções
religiosas fundamentadas na razão pura. 
FIL0575 - (Uece)
Leia atentamente a seguinte passagem do diálogo
platônico Fédon:
“Sócrates – Suponho que há um belo, um bom e um
grande em si, e do mesmo modo as demais coisas. Para
mim é evidente: quando, além do belo em si, existe um
outro belo, este é belo porque par�cipa daquele
primeiro, e apenas por isso e por nenhuma outra causa.
O mesmo afirmo a propósito de tudo mais. Reconheceis
isto como causa?
26@professorferretto @prof_ferretto
Cebes – Reconheço.
Sócrates – Quanto a mim, estou firmemente convencido
de que o que faz belo um objeto é a presença daquele
belo em si e a comunhão com ele.” 
PLATÃO. Fédon, 100c-d. Trad. bras. Jorge Paleikat e João
Cruz Costa. São Paulo: Abril Cultural, 1972. Adaptado.
 
Com base na passagem acima, é correto dizer que, para o
Sócrates desse diálogo platônico, 
a) todas as coisas ou são em si e por si ou são por causa
de outras, das quais par�cipam. 
b) as coisas que são em si e por si não se comunicam
com as que não são em si e por si. 
c) as coisas que não são em si e por si não possuem
causas, só as que são em si e por si. 
d) as coisas que não são em si e por si causam umas às
outras, numa série causal da natureza. 
FIL0120 - (Uff)
O mundo me condena, e ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome
Deixando de saber se eu vou morrer de sede
Ou se vou morrer de fome
Mas a filosofia hoje me auxilia
A viver indiferente assim
Nesta pron�dão sem fim
Vou fingindo que sou rico
Pra ninguém zombar de mim
Não me incomodo que você me diga
Que a sociedade é minha inimiga
Pois cantando neste mundo
Vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundo
Quanto a você da aristocracia
Que tem dinheiro, mas não compra alegria
Há de viver eternamente sendo escrava dessa gente
Que cul�va hipocrisia.
 
 
Assinale a sentença do filósofo grego Epicuro cujo
significado é o mais próximo da letra da canção
“Filosofia”, composta em 1933 por Noel Rosa, em
parceria com André Filho.
a) É verdadeiro tanto o que vemos com os olhos como
aquilo que apreendemos pela intuição mental. 
b) Para sermos felizes, o essencial é o que se passa em
nosso interior, pois é deste que nós somos donos. 
c) Para se explicar os fenômenos naturais, não se deve
recorrer nunca à divindade, mas se deve deixá-la livre
de todo encargo, em sua completa felicidade. 
d) As leis existem para os sábios, não para impedir que
cometam injus�ças, mas para impedir que as sofram.
e) A natureza é a mesma para todos os seres, por isso ela
não fez os seres humanos nobres ou ignóbeis, e, sim
suas ações e intenções. 
FIL0595 - (Fer)
Se os filósofos não forem reis nas cidades ou se os que
hoje são chamados reis e soberanos não forem filósofos
genuínos e capazes e se, numa mesma pessoa, não
coincidirem poder polí�co e filosofia e não for barrada
agora, sob coerção, a caminhada das diversas naturezas
que, em separado buscam uma dessas duas metas, não é
possível, caro Glaucon, que haja para as cidades uma
trégua de males e, penso, nem para o gênero humano.
PLATÃO. A República. São Paulo: Mar�ns Fontes, 2014.
 
Platão, em seu livro A República, cria uma sociedade
ideal, considerada por muitos a primeira utopia
ocidental. Sobre a cidade criada por Platão, julgue os
itens:
 
27@professorferretto @prof_ferretto
I. A forma de governo ideal é a democracia, pois Platão
acreditava na igualdade entre os cidadãos e na soberania
popular.
II. Na República, Platão afirma que os poetas não
contribuem para a educação dos cidadãos, pois a poesia
é uma forma de imitação que não revela um bom
conhecimento do que imita.
III. Um dos principais obje�vos da República é a
cons�tuição de uma sociedade justa.
IV. Platão apresenta uma visão eli�sta de poder, na qual o
governo deveria ser exercido pelos mais sábios e não
pelo homem comum.
 
Estão corretas as afirma�vas:
a) Todas estão corretas.
b) Somente I, III e IV estão corretas.
c) Somente II, III e IV estão corretas.
d) Somente II e III estão corretas.
e) Todas estão erradas.
FIL0019 - (Unioeste)
Pode-se afirmar que a Filosofia é filha da cidade-estado
grega (pólis). A pólis grega surgiu entre os séculos VIII e
VII a.C., e os primeiros filósofos surgiram por volta do
século VI a.C. nas colônias gregas. O texto abaixo indica
algumas das caracterís�cas da pólis que propiciaram o
surgimento da Filosofia:
 
“A pólis se faz pela autonomia da palavra, não mais a
palavra mágica dos mitos, palavra dada pelos deuses e,
portanto, comum a todos, mas a palavra humana do
conflito, da discussão, da argumentação. A expressão da
individualidade por meio do debate engendra a polí�ca,
libertando o homem dos exclusivos desígnios divinos,
para ele próprio tecer o seu des�no na praça pública. O
saber deixa de ser sagrado e passa a ser objeto de
discussão; a instauração dessa ordem humana dá origem
ao cidadão da pólis, figura inexistente no mundo
cole�vista da comunidadetribal.”
(M. L. A. Aranha; M. H. P. Mar�ns)
Considerando o texto acima, é incorreto afirmar que
a) para a Filosofia, os critérios de argumentação e de
explicação são os princípios e regras da razão que
devem ser aplicados nas discussões públicas por meio
da linguagem. 
b) a verdade não deve ser imposta como um decreto
divino, mas discu�da, cri�cada e demonstrada pelos
cidadãos. 
c) o surgimento da Filosofia na Grécia ocorreu de forma
inesperada, isolada e excepcional, sem relação com
seu momento histórico: foi o chamado “milagre
grego”. 
d) a liberdade e a autonomia polí�ca do cidadão estão
estreitamente ligadas à sua autonomia de
pensamento. 
e) o mito e o sagrado, na explicação do homem e do
mundo, contrapõem-se aos argumentos e
demonstrações filosóficos. 
FIL0029 - (Ufu)
Leia o fragmento de autoria de Heráclito.
 
Deus é dia e noite, inverno e verão, guerra e paz,
abundância e fome. Mas toma formas variadas assim
como o fogo, quando misturado com essências, toma o
nome segundo o perfume de cada uma delas.
BORNHEIM, G. (Org.). Os filósofos pré-socrá�cos. São
Paulo: Cultrix, 1998, p. 40.
 
Conforme o exposto, “Deus”, no pensamento de
Heráclito, significa:
a) A unidade dos contrários. 
b) O fundamento da religião monoteísta do período
arcaico. 
c) Uma abstração para refutar o logos. 
d) A impossibilidade da harmonia no mundo. 
FIL0084 - (Uel)
Leia o texto a seguir.
 
Tudo isso ela [Dio�ma] me ensinava, quando sobre as
questões de amor [eros] discorria, e uma vez ela me
perguntou: – que pensas, ó Sócrates, ser o mo�vo desse
amor e desse desejo? A natureza mortal procura, na
medida do possível, ser sempre e ficar imortal. E ela só
pode assim, através da geração, porque sempre deixa um
outro ser novo em lugar do velho; pois é nisso que se diz
que cada espécie animal vive e é a mesma. É em virtude
da imortalidade que a todo ser esse zelo e esse amor
acompanham.
(Adaptado de: PLATÃO. O Banquete. 4.ed. São Paulo:
Nova Cultural, 1987, p.38-39. Coleção Os Pensadores.)
28@professorferretto @prof_ferretto
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o amor
em Platão, assinale a alterna�va correta.
a) A aspiração humana de procriação, inspirada por Eros,
restringe-se ao corpo e à busca da beleza �sica. 
b) O eros limita-se a provocar os ins�ntos irrefle�dos e
vulgares, uma vez que atende à mera sa�sfação dos
ape�tes sensuais. 
c) O eros �sico representa a vontade de conservação da
espécie, e o espiritual, a ânsia de eternização por
obras que perdurarão na memória. 
d) O ser humano é idên�co e constante nas diversas
fases da vida, por isso sua iden�dade iguala-se à dos
deuses. 
e) Os seres humanos, como criação dos deuses, seguem
a lei dos seres infinitos, o que lhes permite eternidade.
 
FIL0033 - (Enem)
Texto I
 
Fragmento B91: Não se pode banhar duas vezes no
mesmo rio, nem substância mortal alcançar duas vezes a
mesma condição; mas pela intensidade e rapidez da
mudança, dispersa e de novo reúne.
HERÁCLITO. Fragmentos (Sobre a natureza). São Paulo:
Abril Cultural, 1996 (adaptado).
 
Texto II
 
Fragmento B8: São muitos os sinais de que o ser é
ingênito e indestru�vel, pois é compacto, inabalável e
sem fim; não foi nem será, pois é agora um todo
homogêneo, uno, con�nuo. Como poderia o que é
perecer? Como poderia gerar-se?
PARMÊNIDES. Da natureza. São Paulo: Loyola, 2002
(adaptado).
 
Os fragmentos do pensamento pré-socrá�co expõem
uma oposição que se insere no campo das
a) inves�gações do pensamento sistemá�co. 
b) preocupações do período mitológico. 
c) discussões de base ontológica. 
d) habilidades da retórica so�s�ca. 
e) verdades do mundo sensível. 
FIL0073 - (Upe)
Leia o texto a seguir sobre o pensamento grego:
Platão escreveu diálogos filosóficos, verdadeiros dramas
em prosa. Foi um dos maiores escritores de todos os
tempos, e ninguém conseguiu, como ele, unir as
questões filosóficas à tamanha beleza literária. As ideias
filosóficas de Platão é a primeira grande síntese do
pensamento an�go. (Adaptado)
(REZENDE, Antonio. Curso de Filosofia, Rio de Janeiro:
Zahar, 1998, p. 46.)
 
No tocante a essa temá�ca, assinale a alterna�va
CORRETA sobre o pensamento de Platão.
a) Enfa�za as ideias no mundo sensível, buscando a
verdade na natureza. 
b) Retrata a doutrina das ideias e salienta a existência do
mundo ideal para fazer possível a verdadeira ciência. 
c) Prioriza a verdade do mundo concreto com a confiança
no conhecimento dos sen�dos. 
d) Sinaliza o valor dos sen�dos como condição para o
alcance da verdade. 
e) Atenta para o significado da razão no plano da
existência da realidade sensível. 
FIL0579 - (Uel)
Leia o texto a seguir.
 
De facto, o homem livre manda no escravo, da mesma
forma que o marido na mulher, e o adulto na criança.
Nesses casos, as partes da alma estão presentes em
todos esses seres, mas dispostas de modo diferente. O
escravo não tem faculdade delibera�va; a mulher tem-
na, mas não tem faculdade de decisão; a criança tem
capacidade de decisão, mas ainda não desenvolvida.
Deveríamos necessariamente admi�r, então, que o
mesmo se passa com as virtudes morais. Todos devem
par�cipar delas, embora não da mesma forma, mas na
medida em que cada um cumpre a função que lhe é
adequada. 
ARISTÓTELES. Polí�ca. Edição bilíngue. Tradução e notas
de António C. Amaral e Carlos C. Gomes. Lisboa: Vega,
1998, p. 95.
 
Com base no texto e no modo como Aristóteles concebia
a par�cipação de homens livres, mulheres, crianças e
escravos nas deliberações da Pólis ateniense, assinale a
alterna�va correta. 
29@professorferretto @prof_ferretto
a) Mulheres e escravos possuem as mesmas partes da
alma, sendo seres com virtudes intelectuais idên�cas,
mo�vo pelo qual desempenham funções similares no
âmbito domés�co. 
b) Todo ser humano é um ser social, ou animal polí�co,
porque cada um cumpre a mesma função de
par�cipação na Pólis, cabendo adicionalmente às
mulheres a par�cipação nos banquetes. 
c) As funções dos homens livres, mulheres e escravos são
determinadas pela alma, havendo igualdade em suas
capacidades para cuidar da casa e da administração
pública. 
d) As mulheres têm função de cuidadoras da casa e,
embora tenham capacidade delibera�va, esta é
dis�nta da dos homens, o que impede sua
par�cipação polí�ca. 
e) As funções das mulheres são similares às dos homens
livres, ainda que suas capacidades delibera�vas sejam
desiguais, elas possuíam os mesmos deveres e direitos
na Pólis. 
FIL0055 - (Ufu)
O diálogo socrá�co de Platão é obra baseada em um
sucesso histórico: no fato de Sócrates ministrar os seus
ensinamentos sob a forma de perguntas e respostas.
Sócrates considerava o diálogo como a forma por
excelência do exercício filosófico e o único caminho para
chegarmos a alguma verdade legí�ma.
De acordo com a doutrina socrá�ca, 
a) a busca pela essência do bem está vinculada a uma
visão antropocêntrica da filosofia. 
b) é a natureza, o cosmos, a base firme da especulação
filosófica. 
c) o exame antropológico deriva da impossibilidade do
autoconhecimento e é, portanto, de natureza
so�s�ca. 
d) a impossibilidade de responder (aporia) aos dilemas
humanos é sanada pelo homem, medida de todas as
coisas. 
FIL0088 - (Unisc)
Nos livros II e III, Platão, através de Sócrates, discute
sobre as artes no contexto da educação dos guardiães. Já
no livro X, ele trata de vários �pos de prá�cas ar�s�cas,
que devem ser consideradas na cidade como um todo,
não somente nas ins�tuições pedagógicas. Nesse úl�mo
livro, Sócrates é duro ao afirmar que a poesia (imita�va)
deve ser inteiramente excluída da cidade (595a). Em que
obra essa recusa de Sócrates está registrada?
a) No diálogo “Banquete”, de Platão, em que Sócrates
trata dos diversos �pos de arte. 
b) No diálogo “Teeteto”, de Platão, em que Sócrates e
esse personagem discutem sobre a natureza da arte,
especialmente da poesia. 
c) No diálogo “Timeu”, de Platão, em que Sócrates
discorre sobre o tema da arte, reportando-se à
natureza da pintura e da poesia.d) No diálogo “Polí�co”, de Platão, em que Sócrates
apresenta a arte da polí�ca aos cidadãos atenienses. 
e) No diálogo “República”, de Platão, no qual Sócrates
afirma que a poesia pode levar à corrupção do caráter
humano. 
FIL0662 - (Uece)
Da mesma forma que a Filosofia, a História surgiu na
época clássica da Grécia. Seu mais an�go escrito que
chegou aos nossos dias é a História, de Heródoto. No
começo de sua narra�va, esse autor diz:
 
“São apresentados aqui os resultados das inves�gações
de Heródoto de Halicarnassos, para que a memória dos
acontecimentos não se apague entre os homens com o
passar do tempo; e para que os feitos maravilhosos e
admiráveis dos gregos e dos bárbaros não deixem de ser
lembrados, inclusive as razões pelas quais eles
guerrearam uns contra os outros”.
HERÓDOTO. História, I, 1. – 3ª ed. Brasília, DF: Editora
Universidade de Brasília, 1988, p. 20 (Texto adaptado).
 
Assim como a Filosofia, a narra�va de Heródoto
testemunha a transição do mito ao logos porque
a) pretende salvaguardar na memória os feitos e os
acontecimentos. 
b) escreve sobre os feitos humanos que são maravilhosos
e admiráveis. 
c) expõe inves�gações sobre as causas das ações e dos
acontecimentos. 
d) considera que as guerras de gregos e bárbaros não
têm razão de ser. 
FIL0025 - (Ufu)
Considere o seguinte texto do filósofo Heráclito (século VI
a.C.).
"Para as almas, morrer é transformar-se em água; para a
água, morrer é transformar-se em terra. Da terra,
contudo, forma-se a água e da água, a alma”
Heráclito. Fragmentos, extraído de: MARCONDES, Danilo.
Textos Básicos de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Editora, 2000. Tradução do autor.
 
30@professorferretto @prof_ferretto
Em relação ao excerto acima, podemos afirmar que ele
ilustra
a) a concepção heracli�ana que valoriza a importância do
movimento na descrição da realidade. 
b) a concepção dialé�ca do pensamento heracli�ano,
segundo a qual o movimento é uma ilusão dos
sen�dos. 
c) a concepção heracli�ana da realidade, segundo a qual
a mul�plicidade dos fenômenos subjaz uma realidade
única. 
d) o pensamento religioso de Heráclito, segundo o qual a
morte é a libertação da alma. 
FIL0080 - (Enem)
Estamos, pois, de acordo quando, ao ver algum objeto,
dizemos: "Este objeto que estou vendo agora tem
tendências para assemelhar-se a um outro ser, mas, por
ter defeitos, não consegue ser tal como o ser em
questão, e lhe é, pelo contrário, inferior". Assim, para
podermos fazer estas reflexões, é necessário que antes
tenhamos �do ocasião de conhecer esse ser de que se
aproxima o dito objeto, ainda que imperfeitamente.
PLATÃO, Fédon. São Paulo: Abril Cultural, 1972.
 
Na epistemologia platônica, conhecer um determinado
objeto implica
a) estabelecer semelhanças entre o que é observado em
momentos dis�ntos. 
b) comparar o objeto observado com uma descrição
detalhada dele. 
c) descrever corretamente as caracterís�cas do objeto
observado. 
d) fazer correspondência entre o objeto observado e seu
ser. 
e) iden�ficar outro exemplar idên�co ao observado. 
FIL0068 - (Uel)
Leia o texto a seguir.
Os melhores de entre nós, quando escutam Homero ou
qualquer poeta trágico a imitar um herói que está aflito e
se espraia numa extensa �rada cheia de gemidos, ou os
que cantam e batem no peito, sabes que gostamos disso,
e que nos entregamos a eles, e os seguimos, sofrendo
com eles, e com toda seriedade elogiamos o poeta, como
sendo bom, por nos ter provocado até o máximo, essas
disposições. [...] Mas quando sobrevém a qualquer de
nós um luto pessoal, reparaste que nos gabamos do
contrário, se formos capazes de nos mantermos
tranquilos e de sermos fortes, entendendo que esta
a�tude é caracterís�ca de um homem [...]?
PLATÃO. A República. 605 d-e. Trad. Maria Helena da
Rocha Pereira. 12. ed. Lisboa: Fundação Calouste
Gulbenkian, 2010. p. 470.
 
Com base no texto, nos conhecimentos sobre mimesis
(imitação) e sobre o pensamento de Platão, assinale a
alterna�va correta:
a) A maneira como Homero constrói seus personagens
retratando reações humanas deve ser imitada pelos
demais poetas, pois é e�camente aprovada na Cidade
Ideal platônica. 
b) O fato de mostrar as emoções de maneira exagerada
em seus personagens faz de Homero e de autores de
tragédia excelentes formadores na Cidade Ideal
pensada por Platão. 
c) Reagir como os personagens homéricos e trágicos é
digno de elogio, pois Platão considera que a descarga
das emoções é benéfica para a formação é�ca dos
cidadãos. 
d) Poetas como Homero e autores de tragédia provocam
emoções de modo exagerado em quem os lê ou
assiste, não sendo bons para a formação do cidadão
na Cidade Ideal platônica. 
e) A imitação de Homero e dos trágicos das reações
humanas difere da dos pintores, pois, segundo Platão,
não estão distantes em graus da essência, por isso
podem fazer parte da cidade justa. 
FIL0101 - (Uece)
Chamo de princípio de demonstração às convicções
comuns das quais todos partem para demonstrar: por
exemplo, que todas as coisas devem ser afirmadas ou
negadas e que é impossível ser e não ser ao mesmo
tempo.”
ARISTÓTELES. Meta�sica, 996b27-30.
 
Em sua Meta�sica, Aristóteles apresenta um conjunto de
princípios lógico-meta�sicos que ordenam a realidade e
nosso conhecimento acerca dela. Dentre eles está o
princípio de não contradição, o qual
31@professorferretto @prof_ferretto
a) indica que afirmações contraditórias são lógica e
metafisicamente aceitáveis, pois a contradição faz
parte da realidade. 
b) estabelece que é possível que as coisas que tenham
tais e tais caracterís�cas não as tenham ao mesmo
tempo sob as mesmas circunstâncias. 
c) afirma que é impossível que as coisas que tenham tais
e tais caracterís�cas não as tenham ao mesmo tempo
sob as mesmas circunstâncias. 
d) é norma�vo, ou moral; portanto, deve ser rejeitado
como an�meta�sico, ou seja, não caracteriza a
realidade. 
FIL0647 - (Uece)
Considerando o silogismo: “Todo homem é mortal.
Sócrates é homem. Logo, Sócrates é mortal”, é correto
afirmar que a úl�ma proposição é resultado de uma
a) indução que vai do singular ao universal. 
b) dedução que vai do singular ao universal. 
c) indução que vai do universal ao singular. 
d) dedução que vai do universal ao singular. 
FIL0524 - (Ufpr)
No diálogo Hípias Maior, de Platão, Sócrates declara:
“Recentemente, alguém me pôs em grande apuro, numa
discussão em que eu rejeitava determinadas coisas como
feias e elogiava outras por serem belas, havendo me
perguntado em tom sarcás�co, o interlocutor: qual é o
critério, Sócrates, para reconheceres o que é belo e o que
é feio? Vejamos, poderás dizer-me o que seja o belo?”.
 
Considerando a passagem acima e a obra de que foi
extraída, é correto afirmar que, de acordo com Sócrates: 
a) só é possível dizer o que é o belo depois de se ter
iden�ficado determinadas coisas como belas. 
b) a dificuldade se coloca para os juízos sobre a beleza,
mas não para os juízos de verdade, tais como “isto é
uma mesa”. 
c) para iden�ficar algo como belo, é preciso antes
conhecer o que é o belo. 
d) o critério para dis�nguir entre o belo e o feio varia
segundo as pessoas. 
e) não há dis�nção entre o belo e as coisas belas. 
FIL0498 - (Enem)
Na Grécia, o conceito de povo abrange tão somente
aqueles indivíduos considerados cidadãos. Assim é
possível perceber que o conceito de povo era muito
restri�vo. Mesmo tendo isso em conta, a forma
democrá�ca vivenciada e experimentada pelos gregos
atenienses nos séculos IV e V a.C. pode ser caracterizada,
fundamentalmente, como direta.
MANDUCO, A. Ciência polí�ca. São Paulo: Saraiva. 2011.
 
Naquele contexto, a emergência do sistema de governo
mencionado no excerto promoveu o(a) 
a) compe�ção para a escolha de representantes. 
b) campanha pela revitalização das oligarquias. 
c) estabelecimento de mandatos temporários. 
d) declínio da sociedade civil organizada. 
e) par�cipação no exercício do poder. 
FIL0592 - (Fer)
Considere o seguinte texto:
 
Não vosdeixeis enganar! É vossa curta vista, não a
essência das coisas, que vos faz acreditar ver terra firme
onde quer que seja no mar do vir-a-ser e perecer. Usais
nomes das coisas, como se estas �vessem uma duração
fixa: mas mesmo o rio, em que entrais pela segunda vez,
não é o mesmo da primeira vez.
(HERÁCLITO DE ÉFESO. Coleção Os Pensadores. Vol. I. São
Paulo: Victor Civita, 1973, p. 109.)
 
Com base no texto e no conhecimento sobre o
pensamento de Heráclito de Éfeso e dos filósofos pré-
socrá�cos, assinale a alterna�va correta:
a) Heráclito tomou um caminho diferente dos demais
filósofos pré-socrá�cos, ao buscar no Mito a
explicação para as inconstâncias do mundo natural.
b) Parmênides e Heráclito defendiam que os sen�dos nos
mostram a realidade das coisas. Desse modo, a busca
pelo princípio (arkhé) deveria ser fundamentada pelas
nossas sensações advindas da physis.
c) Os filósofos do período Pré-socrá�co, ao observarem
as constantes transformações na natureza, buscaram
uma explicação racional para os fenômenos naturais.
d) Heráclito contestou a visão eleá�ca de que a realidade
é composta pela guerra entre os opostos. Assim, ao
acreditarmos entrar no mesmo rio quando o
adentramos pela segunda vez, estamos diante da
harmonia do cosmos.
e) Ao negar o movimento, Heráclito se filiou ao
imobilismo de seu mestre Parmênides.
FIL0023 - (Uel)
Leia o texto a seguir.
 
Os corcéis que me transportam, tanto quanto o ânimo
me impele, conduzem-me, depois de me terem dirigido
32@professorferretto @prof_ferretto
pelo caminho famoso da divindade [...] E a deusa
acolheu-me de bom grado, mão na mão direita tomando,
e com estas palavras se me dirigiu: [...] Vamos, vou dizer-
te – e tu escuta e fixa o relato que ouviste – quais os
únicos caminhos de inves�gação que há para pensar, um
que é, que não é para não ser, é caminho de confiança
(pois acompanha a realidade): o outro que não é, que
tem de não ser, esse te indico ser caminho em tudo
ignoto, pois não poderás conhecer o não-ser, não é
possível, nem indicá-lo [...] pois o mesmo é pensar e ser.
PARMÊNIDES. Da Natureza, frags. 1-3. Trad. José Trindade
Santos. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2009. p. 13-15.
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia
de Parmênides, assinale a alterna�va correta.
a) Pensar e ser se equivalem, por isso o pensamento só
pode tratar e expressar o que é, e não o que não é – o
não ser. 
b) A percepção sensorial nos possibilita conhecer as
coisas como elas verdadeiramente são. 
c) O ser é mutável, eterno, divisível, móvel e, por isso, a
razão consegue conhecê-lo e expressá-lo. 
d) A linguagem pode expressar tanto o que é como o que
não é, pois ela obedece aos princípios de contradição
e de iden�dade. 
e) O ser é e o não ser não é indica que a realidade
sensível é passível de ser conhecida pela razão. 
FIL0107 - (Upe)
Leia o texto a seguir sobre o Estado Democrá�co.
Para Aristóteles, o mo�vo pelo qual nasce o Estado é o de
tornar possível a vida e também uma vida feliz. De fato, a
meta final da vida humana é a felicidade. Por isso, a razão
de ser do Estado é facilitar o acesso a essa meta.
MONDIN, B. O homem, quem é ele? São Paulo: Edições
Paulinas, 1980, p. 157.
 
Na citação acima, o autor faz uma reflexão filosófica
sobre a dimensão do Estado, afirmando que
a) o Estado é a felicidade da vida humana, e a razão tem
valor secundário nessa meta. 
b) a meta final da vida humana é a felicidade, e o sen�do
do Estado é obstar o acesso a essa meta. 
c) o Estado tem significância na meta da felicidade, e a
vida humana é, por natureza, social. 
d) na esfera do Estado, a questão democrá�ca é
prescindível. 
e) a democracia é condição secundária na razão de ser
do Estado. 
FIL0118 - (Uenp)
Julgue as afirmações sobre a filosofia helenista.
 
I. É o úl�mo período da filosofia an�ga, quando a polis
grega desaparece em razão de invasões sucessivas, por
persas e romanos, sendo subs�tuída pela cosmopolis,
categoria de referência que altera a percepção de mundo
do grego, principalmente no tocante à dimensão polí�ca.
II. É um período cons�tuído por grandes sistemas e
doutrinas que apresentam explicações totalizantes da
natureza, do homem, concentrando suas especulações
no campo da filosofia prá�ca, principalmente da é�ca.
III. Surgem nesse período a filosofia estoica, o
epicurismo, o ce�cismo e o neoplatonismo.
 
Estão corretas as afirma�vas:
a) Todas elas. 
b) Apenas I e II. 
c) Apenas III. 
d) Apenas II e III. 
e) Apenas I. 
FIL0529 - (Unesp)
A filosofia, além do privilégio histórico de ter sido a
primeira tenta�va de compreensão do mito, tem
consciência, desde a sua origem, do seu parentesco com
ele. A filosofia, se não é filha, é, pelo menos, irmã mais
nova do mito e estabeleceu desde o seu berço uma
fascinante relação de amizade e confronto com esse
irmão mais velho. O alvorecer da filosofia na tradição
ocidental mistura as suas luzes e sombras com as do mito
que a precedeu na odisseia da humanidade.
(Marcelo Perine. “Mito e filosofia”. In: Philosophos, 2002.
Adaptado.)
 
A relação apresentada no texto expressa uma passagem
transformadora na filosofia referente à 
a) organização da pólis. 
b) reflexão sobre a é�ca. 
c) expansão do território grego. 
d) valorização das figuras divinas. 
e) racionalização da natureza. 
FIL0047 - (Upe)
Leia o texto a seguir sobre o conhecimento filosófico:
 
33@professorferretto @prof_ferretto
 
No período socrá�co ou antropológico, no âmbito da
filosofia grega, surgem os sofistas. A palavra era
an�gamente sinônimo de sábio. Porém, no século V a.C.,
toma um ma�z pejora�vo e se aplica a um grupo de
mestres ambulantes, que recorrem aos cidadãos gregos,
ensinando o que eles chamam de sabedoria.
(COLOMER, Klimke. Historia de la filosofia. Madrid: Labor,
1961, p.39) Adaptado.
 
No âmbito do conhecimento filosófico, o texto retrata
que, no período socrá�co ou antropológico, os sofistas
representam algo totalmente novo nesse cenário com
relação ao estudo do homem. Sobre isso, assinale a
alterna�va CORRETA.
a) Os sofistas foram, na verdade, reputados como
grandes mestres de cultura; inicia-se a fase
antropológica. 
b) Os sofistas foram sábios nos estudos da natureza
cosmológica e deram pouca importância ao problema
antropológico. 
c) Com a so�s�ca, inicia-se uma nova fase no período
filosófico, o estudo de Deus. 
d) Os sofistas não reconheceram o valor forma�vo do
saber e elaboraram o conceito de natureza, excluindo
o homem da sua consideração. 
e) Os sofistas influenciaram parcialmente o curso da
inves�gação filosófica, com seu enfoque teórico frente
aos problemas prá�co-educa�vos. 
FIL0067 - (Ufpr)
Em determinado momento do diálogo de Hípias Menor,
de Platão, Sócrates declara que encontrou dificuldade
para responder à pergunta “qual o critério para
reconheceres o que é belo e o que é feio?”. De acordo
com Platão, a dificuldade está em que:
a) os juízos de Beleza são subje�vos, sendo rela�vos a
quem os enuncia. 
b) o belo e o feio não se dis�nguem realmente. 
c) é preciso conhecer o que é Beleza para que se possam
iden�ficar as coisas belas. 
d) o critério de Beleza não é acessível aos homens, mas
apenas aos deuses. 
e) a Beleza é uma mera aparência. 
FIL0094 - (Enem)
Ambos prestam serviços corporais para atender às
necessidades da vida. A natureza faz o corpo do escravo e
do homem livre de forma diferente. O escravo tem corpo
forte, adaptado naturalmente ao trabalho servil. Já o
homem livre tem corpo ereto, inadequado ao trabalho
braçal, porém apto à vida do cidadão.
ARISTÓTELES. Polí�ca. Brasília: UnB, 1985.
O trabalho braçal é considerado, na filosofia aristotélica,
como 
a) indicador da imagem do homem no estado de
natureza. 
b) condição necessária para a realização da virtude
humana. 
c) a�vidade que exige força �sica e uso limitado da
racionalidade. 
d) referencial que o homem deve seguir para viver uma
vida a�va. 
e) mecanismo de aperfeiçoamento do trabalho por meio
da experiência. 
FIL0104 - (Upe)Leia o texto a seguir sobre a Filosofia e a Consciência
Moral.
Na é�ca aristotélica, a sabedoria e a prudência, nossas
virtudes intelec�vas, formam a diferença específica do
ser humano, tornando-o uma espécie dis�nta de todas as
outras. Então, no homem, a physis deu um fantás�co
salto qualita�vo quando produziu o intelecto, que é
teórico (sabedoria) e, ao mesmo tempo, prá�co
(prudência); através dessas duas energias, o homem
34@professorferretto @prof_ferretto
busca as razões profundas da existência e administra a
vida quo�diana.
(PEGORARO, Olinto. É�ca dos maiores mestres através da
história. Petrópolis: Vozes, 2006, p. 49.).
 
Com relação a esse assunto, analise os itens a seguir:
 
I. A prudência tem o poder de discernir e ponderar as
ações do ser humano.
II. O intelecto tem a potencialidade de penetrar na
essência das coisas.
III. A prudência dá o norte de toda a prá�ca é�ca. O papel
do homem prudente é o alcance do seu bem possível
diante do excesso ou da escassez.
IV. A prudência ou sabedoria prá�ca induz à decisão do
que seja o mal e o bem, do injusto e do justo no âmbito
da vida co�diana.
Estão CORRETOS
a) apenas I, II e III. 
b) apenas II e III. 
c) apenas III e IV. 
d) apenas I e III. 
e) I, II, III e IV. 
FIL0597 - (Fer)
“Toda pólis é uma forma de comunidade. [...] O homem
é, por natureza, um ser vivo polí�co (zoon poli�kon). [...]
Além disso, a pólis é anterior àfamília e a cada um de nós,
individualmenteconsiderado; é que o todo é,
necessariamente,anterior à parte. [...] É evidente que
a pólis é, pornatureza, anterior ao indivíduo; como um
indivíduo separado não é autossuficiente, ele permanece
em relação à cidade como uma parte em relação ao todo.
Quem for incapaz de ser em comunidade ou que não
sente essa necessidade por causa de sua autossuficiência
será um bicho ou um deus; e não faz parte de
qualquer pólis”.
ARISTÓTELES. Polí�ca, 1252a1; 1253a5-30 – Texto
adaptado.
 
Considerando o texto acima e seus conhecimentos sobre
a Polí�ca de Aristóteles, marque V, se for verdadeiro, e F,
se for falso.
 
(__) Para Aristóteles, a �rania, a oligarquia e a
democracia são as três formas de governo más
(degeneradas, corrompidas), porque favorecem os
interesses de um só, dos mais ricos ou nobres ou da
maioria pobre, respec�vamente.
(__) Aristóteles e seu mestre Platão buscaram
estabelecer, cada um a seu modo, os parâmetros de um
bom e justo governo. Nenhum deles, entretanto, �nha
admiração pela democracia, sobretudo em seu formato
puro.
(__) A Polí�ca aristotélica está in�mamente vinculada à
É�ca, pois, se no âmbito individual, os homens buscam
a Eudaimonia (felicidade), no âmbito cole�vo, o Estado
deve buscar o bem comum, considerado pelo estagirita
como Sumo Bem.
(__) Para Aristóteles, a Polis é uma criação ar�ficial, já
que os homens são naturalmente propensos a viverem
isolados, buscando seus próprios interesses.
 
A sequência correta, de cima para baixo, é:
a) V, V, V, V.
b) V, F, V, F.
c) V, V, F, F.
d) V, V, V, F.
e) F, V, V, F.
FIL0103 - (Uece)
Leia atentamente a seguinte passagem:
“A experiência parece um pouco semelhante à ciência
(epistéme) e à arte (tékhne). Com efeito, os homens
adquirem ciência e arte por meio da experiência. A
experiência, como diz Polo, produz a arte, enquanto a
inexperiência produz o puro acaso. A arte se produz
quando, de muitas observações da experiência, forma-se
um juízo geral e único passível de ser referido a todos os
casos semelhantes” (Aristóteles, Meta�sica, 981a5).
 
Com base no texto acima, considere as seguintes
afirmações:
 
I. Somente a ciência é conhecimento universal, cujos
juízos gerais se aplicam a todos os casos semelhantes.
II. A tékhne é uma forma de conhecimento universal,
pois, com base nas experiências, se forma um juízo geral.
III. Por ser semelhante à experiência, a tékhne não
cons�tui um conhecimento universal.
IV. A experiência é pressuposto dos conhecimentos
universais (tékhné e epistéme), mas não é ainda um
conhecimento universal.
 
É correto somente o que se afirma em
a) I e IV. 
b) II e III. 
c) I e III. 
d) II e IV. 
FIL0074 - (Ufu)
Considere o seguinte trecho
35@professorferretto @prof_ferretto
"No diálogo Mênon, Platão faz Sócrates sustentar que a
virtude não pode ser ensinada, consis�ndo-se em algo
que trazemos conosco desde o nascimento, defendendo
uma concepção, segundo a qual temos em nós um
conhecimento inato que se encontra obscurecido desde
que a alma encarnou-se no corpo. O papel da filosofia é
fazer-nos recordar deste conhecimento"
MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Filosofia. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2000. p. 31.
 
Nesse trecho, o autor descreve o que ficou conhecido
como
a) a teoria das ideias de Platão. 
b) a doutrina da reminiscência de Platão.
c) a ironia socrá�ca. 
d) a dialé�ca platônica. 
FIL0012 - (Unioeste)
“É no plano polí�co que a Razão, na Grécia,
primeiramente se exprimiu, cons�tuiu-se e formou-se. A
experiência social pode tornar-se entre os gregos o
objeto de uma reflexão posi�va, porque se prestava, na
cidade, a um debate público de argumentos. O declínio
do mito data do dia em que os primeiros Sábios puseram
em discussão a ordem humana, procuraram defini-la em
si mesma, traduzi-la em fórmulas acessíveis a sua
inteligência, aplicar-lhe a norma do número e da medida.
Assim se destacou e se definiu um pensamento
propriamente polí�co, exterior a religião, com seu
vocabulário, seus conceitos, seus princípios, suas vistas
teóricas. Este pensamento marcou profundamente a
mentalidade do homem an�go; caracteriza uma
civilização que não deixou, enquanto permaneceu viva,
de considerar a vida pública como o coroamento da
a�vidade humana”.
 
Considerando a citação acima, extraída do livro As
origens do pensamento grego, de Jean Pierre Vernant, e
os conhecimentos da relação entre mito e filosofia, é
incorreto afirmar que
a) os filósofos gregos ocupavam-se das matemá�cas e
delas se serviam para cons�tuir um ideal de
pensamento que deveria orientar a vida pública do
homem grego. 
b) a discussão racional dos Sábios que traduziu a ordem
humana em fórmulas acessíveis a inteligência causou
o abandono do mito e, com ele, o fim da religião e a
decorrente exclusividade do pensamento racional na
Grécia. 
c) a a�vidade humana grega, desde a invenção da
polí�ca, encontrava seu sen�do principalmente na
vida pública, na qual o debate de argumentos era
orientado por princípios racionais, conceitos e
vocabulário próprios. 
d) a polí�ca, por valorizar o debate publico de
argumentos que todos os cidadãos podem
compreender e discu�r, comunicar e transmi�r, se
distancia dos discursos compreensíveis apenas pelos
iniciados em mistérios sagrados e contribui para a
cons�tuição do pensamento filosófico orientado pela
Razão. 
e) ainda que o pensamento filosófico prime pela
racionalidade, alguns filósofos, mesmo após o declínio
do pensamento mitológico, recorreram a narra�vas
mitológicas para expressar suas ideias; exemplo disso
e o “Mito de Er” u�lizado por Platão para encerrar sua
principal obra, A República. 
FIL0092 - (Enem)
Ninguém delibera sobre coisas que não podem ser de
outro modo, nem sobre as que lhe é impossível fazer. Por
conseguinte, como o conhecimento cien�fico envolve
demonstração, mas não há demonstração de coisas cujos
primeiros princípios são variáveis (pois todas elas
poderiam ser diferentemente), e como é impossível
deliberar sobre coisas que são por necessidade, a
sabedoria prá�ca não pode ser ciência, nem arte: nem
ciência, porque aquilo que se pode fazer é capaz de ser
diferentemente, nem arte, porque o agir e o produzir são
duas espécies diferentes de coisa. Resta, pois, a
alterna�va de ser ela uma capacidade verdadeira e
raciocinada de agir com respeito às coisas que são boas
ou más para o homem.
ARISTÓTELES. É�ca a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural,
1980.
 
Aristóteles considera a é�ca como pertencente ao campo
do saber prá�co. Nesse sen�do, ela difere-se dos outros
saberes porque é caracterizada como
36@professorferretto @prof_ferrettoa) conduta definida pela capacidade racional de escolha.
 
b) capacidade de escolher de acordo com padrões
cien�ficos. 
c) conhecimento das coisas importantes para a vida do
homem. 
d) técnica que tem como resultado a produção de boas
ações. 
e) polí�ca estabelecida de acordo com padrões
democrá�cos de deliberação. 
FIL0650 - (Uece)
“Consideramos que o saber e o entender são mais
próprios da técnica do que da experiência, e julgamos os
que possuem a técnica mais sábios do que os que só
possuem a experiência. E isso porque os primeiros
conhecem a causa, enquanto os outros não a
conhecem...”
ARISTÓTELES. Meta�sica, 981a25. Tradução do italiano
por Marcelo Perine. São Paulo: Loyola, 2002.
 
Em diálogo com a citação acima, é correto afirmar que
a) a experiência não é um �po de saber, pois não
conhece a causa. 
b) a experiência é superior à técnica, pois é
conhecimento prá�co. 
c) a experiência é saber, pois possui o conhecimento da
causa. 
d) a experiência é um �po de saber que não conhece a
causa. 
FIL0077 - (Unioeste)
Segundo a conhecida alegoria da caverna, que aparece
no Livro VII da República, de Platão, há prisioneiros,
voltados para uma parede em que são projetadas as
sombras de objetos que eles não podem ver. Esses
prisioneiros representam a humanidade em seu estágio
de mais baixo saber acerca da realidade e de si mesmos:
a doxa, ou “opinião”. Um desses prisioneiros é libertado à
força, num processo que ele quer evitar e que lhe causa
dor e enormes dificuldades de visão (conhecimento).
Grada�vamente, ele é conduzido para fora da caverna, a
um estágio em que pode ver as coisas em si mesmas, isto
é, os fundamentos eternos de tudo o que, antes, ele via
somente mediante sombras. Esses fundamentos são as
Formas. Para além das Formas, brilha o Sol, que
representa a Forma das Formas, o Bem, fonte essencial
de todo ser e de todo conhecer e unicamente acessível
mediante intuição direta.
 
Com base nisso, responda à seguinte questão: se
chegamos ao conhecimento das Formas mediante a
dialé�ca, que é o estabelecimento de fundamentos que
possibilitam o conhecimento das coisas par�culares
(sombras), é CORRETO dizer:
a) para Platão, a dialé�ca é o conhecimento imediato
(doxa) dos objetos par�culares. 
b) o Bem é um objeto par�cular, que pode ser conhecido
sensivelmente, de modo imediato e indolor, por todos
os seres humanos. 
c) as Formas são somente suposições teóricas, sem
realidade nelas mesmas. 
d) a dialé�ca, que não é o úl�mo estágio do ser e do
conhecer, permite chegar, mediante um processo
di�cil, que exige esforço, às coisas em si mesmas
(Formas). 
e) a dialé�ca, úl�mo estágio do ser e do conhecer,
permite chegar, mediante um processo di�cil, ao
conhecimento do Bem. 
FIL0053 - (Uea)
O sofista é um diálogo de Platão do qual par�cipam
Sócrates, um estrangeiro e outros personagens. Logo no
início do diálogo, Sócrates pergunta ao estrangeiro, a que
método ele gostaria de recorrer para definir o que é um
sofista.
 Sócrates: – Mas dize-nos [se] preferes desenvolver
toda a tese que queres demonstrar, numa longa
exposição ou empregar o método interroga�vo?
 Estrangeiro: – Com um parceiro assim agradável e
dócil, Sócrates, o método mais fácil é esse mesmo; com
um interlocutor. Do contrário, valeria mais a pena
argumentar apenas para si mesmo.
(Platão. O sofista, 1970. Adaptado.)
 
É correto afirmar que o interlocutor de Sócrates
escolheu, do ponto de vista metodológico, adotar
a) a maiêu�ca, que pressupõe a contraposição dos
argumentos. 
b) a dialé�ca, que une numa síntese final as teses dos
contendores. 
c) o empirismo, que acredita ser possível chegar ao saber
por meio dos sen�dos.
d) o apriorismo, que funda a eficácia da razão humana na
prova de existência de Deus. 
e) o dualismo, que resulta no ce�cismo sobre a
possibilidade do saber humano. 
FIL0106 - (Ufu)
"O filósofo natural e o dialé�co darão definições
diferentes para cada uma dessas afecções. Por exemplo,
37@professorferretto @prof_ferretto
no caso da pergunta "O que é a raiva?", o dialé�co dirá
que se trata de um desejo de vingança, ou algo deste
�po; o filósofo natural dirá que se trata de um
aquecimento do sangue ou de fluidos quentes do
coração. Um explica segundo a matéria, o outro, segundo
a forma e a definição. A definição é o "o que é" da coisa,
mas, para exis�r, esta precisa da matéria."
Aristóteles. Sobre a alma, I,1 403a 25-32. Lisboa:
Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2010.
 
Considerando-se o trecho acima, extraído da obra Sobre
a Alma, de Aristóteles (384-322 a.C.), assinale a
alterna�va que nomeia corretamente a doutrina
aristotélica em questão.
a) Teoria das categorias. 
b) Teoria do ato-potência. 
c) Teoria das causas. 
d) Teoria do eudaimonismo.
FIL0100 - (Uel)
Leia o texto a seguir.
 
[...] a arte imita a natureza [. . . ] Em geral a arte perfaz
certas coisas que a natureza é incapaz de elaborar e a
imita. Assim, se as coisas que são conforme a arte são em
vistas de algo, evidentemente também o são as coisas
conforme à natureza.
ARISTÓTELES, Física I e II. 194 a20; 199 a13-18. Tradução
adaptada de Lucas Angioni. Campinas: IFCH/UNICAMP,
1999. p.47; 58.
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre mímesis
(imitação) em Aristóteles, assinale a alterna�va correta.
a) O ar�sta deve copiar a natureza, re�rando suas
imperfeições ao imitá-la com base no modelo que
nunca muda. 
b) O procedimento do ar�sta resulta em imitar a
natureza de maneira realista, �pica do naturalismo
grego. 
c) A arte, dis�nta da natureza, produz imitações desta,
mas são criações sem finalidade ou u�lidade. 
d) A arte completa a natureza por ser a capacidade
humana para criar e produzir o que a natureza não
produz. 
e) A arte produz o prazer em vista de um fim, e a
natureza gera em vista do que é ú�l. 
FIL0064 - (Unimontes)
Via de regra, os sofistas eram homens que �nham feito
longas viagens e, por isso mesmo, �nham conhecido
diferentes sistemas de governo. Usos, costumes e leis das
cidades-estados podiam variar enormemente. Sob esse
pano de fundo, os sofistas iniciaram em Atenas uma
discussão sobre o que seria natural e o que seria criado
pela sociedade.
(GAARDER, J. O Mundo de Sofia. São Paulo: Companhia
das Letras, 1995).
 
Sobre os sofistas, é incorreto afirmar que
a) eles �veram papel fundamental nas transformações
culturais de Atenas. 
b) eles se dedicaram à questão do homem e de seu lugar
na sociedade. 
c) eles eram mercenários e só visavam ao lucro na arte
de ensinar. 
d) eles foram os primeiros a compreender que o
“homem é medida de todas as coisas”. 
FIL0585 - (Enem)
Empédocles estabelece quatro elementos corporais –
fogo, ar, água e terra –, que são eternos e que mudam
aumentando e diminuindo mediante mistura e
separação; mas os princípios propriamente ditos, pelos
quais são movidos, são o Amor e o Ódio. Pois é preciso
que os elementos permaneçam alternadamente em
movimento, sendo ora misturados pelo Amor, ora
separados pelo Ódio.
SIMPLÍCIO. Física, 25, 21. In: Os pré-socrá�cos. São Paulo:
Nova Cultural, 1996.
 
O texto propõe uma reflexão sobre o entendimento de
Empédocles acerca da arché, uma preocupação �pica do
pensamento pré-socrá�co, porque 
a) exalta a inves�gação filosófica. 
b) transcende ao mundo sensível. 
c) evoca a discussão cosmogônica. 
d) fundamenta as paixões humanas. 
e) corresponde à explicação mitológica. 
FIL0002 - (Uece)
“Como se sabe, a palavra mythos raramente foi
empregada por Heródoto (apenas duas vezes).
Caracterizar um logos (narra�va) como mythos era para
ele um meio claro de rejeitá-lo como duvidoso e
inconvincente. [...] Situado em algum lugar além do que é
visível, um mythos não pode ser provado.”
HARTOG, F. Os an�gos, o passado e o presente. Brasília,
Editora da UnB, 2003, p. 37.
 
Sobre a diferença entre mythos e logos acima sugerida, é
INCORRETO afirmar que
38@professorferretto @prof_ferretto
a) o problema do mythos era limitar-se ao que é visível e,
por isso, nãopodia ser pensado. 
b) filosofia e história nasceram, na Grécia clássica, com
base numa mesma reivindicação do logos contra o
mythos. 
c) o mythos não poderia ser subme�do à clarificação
argumenta�va e à prova — demonstração —
discursiva. 
d) em contraposição ao mythos, o logos era um uso
argumenta�vo da linguagem, capaz de criar as
condições do convencimento. 
FIL0599 - (Fer)
“Acostuma-te à ideia de que a morte para nós não é
nada, visto que todo bem e todo mal residem nas
sensações, e a morte é justamente a privação das
sensações. A consciência clara de que a morte não
significa nada para nós proporciona a fruição da vida
efêmera, sem querer acrescentar-lhe tempo infinito e
eliminando o desejo de imortalidade. Não existe nada de
terrível na vida para quem está perfeitamente
convencido de que não há nada de terrível em deixar de
viver. É tolo, portanto, quem diz ter medo da morte, não
porque a chegada desta lhe trará sofrimento, mas porque
o aflige a própria espera.”
(Epicuro, Carta sobre a felicidade [a Meneceu]. São Paulo:
ed. Unesp, 2002, p. 27. In: COTRIM, G. Fundamentos da
Filosofia. SP: Saraiva, 2006, p. 97).
 
Considerando as ideias do texto e a filosofia de Epicuro
de Samos, assinale a alterna�va correta.
a) O Epicurismo trata do prazer imediato, sem importar-
se com o olhar reflexivo.
b) Segundo Epicuro, o verdadeiro prazer se refere à
aponia (ausência de dor no corpo) e à ataraxia (falta
de perturbação na alma).
c) Epicuro defendia que uma vida é�ca implicava o
desprezo às convenções sociais.
d) A suspensão do juízo é o caminho para a felicidade,
segundo a doutrina Epicurista, uma vez que a razão
humana é incapaz de conhecer a verdade.
e) O Epicurismo é uma filosofia determinista, que
defende a aceitação dos males de vida com coragem.
Há, portanto, a rejeição do materialismo em busca de
um espiritualismo transcendente. 
FIL0117 - (Ufsj)
Sobre o ce�cismo, é CORRETO afirmar que
a) os cé�cos buscaram uma mediação entre “o ser” e o
“poder-ser”. 
b) o ce�cismo rela�vo tem no subje�vismo e no
rela�vismo doutrinas manifestamente apoiadas em
seu princípio maior: toda intera�vidade possível.
c) Protágoras (séc. V a.C.), rela�vista, afirmou que “o
Homem só entende a natureza porque o
conhecimento emana dela e nela se instala”. 
d) Górgias (485-380 a.C.) e Pirro (365-275 a.C.) são
apontados como possíveis fundadores do ce�cismo
absoluto. 
FIL0661 - (Uece)
Parece ter havido para a poesia em geral duas causas
naturais. Uma é que imitar é natural nos homens desde a
infância e nisto diferem dos outros animais, pois o
homem é o que tem mais capacidade de imitar e é pela
imitação que adquire os seus primeiros conhecimentos; a
outra é que todos sentem prazer nas imitações. [...] A
razão disto é também que aprender não é só agradável
para os filósofos, mas é-o igualmente para os outros
homens, embora estes par�cipem dessa aprendizagem
em menor escala. E que eles, quando veem as imagens,
gostam dessa imitação, pois acontece que, vendo,
aprendem e deduzem o que representa cada uma, por
exemplo, ‘este é aquele assim e assim’.”
ARISTÓTELES. Poé�ca, 1448b5-20. Lisboa: Fundação
Calouste Gulbenkian, 2008.
 
Com base na passagem anterior, marque a alterna�va
correta sobre a teoria aristotélica da mímesis (imitação).
a) A imitação é prazerosa, pois imitar é um modo de
aprender. 
b) Somente os homens imitam, pois apenas eles são
racionais. 
c) As imagens, feitas por imitação, agradam, mas não
ensinam. 
d) Como aprender não agrada, os homens imitam só por
prazer. 
FIL0598 - (Fer)
A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada
com a escolha e consiste numa mediania, isto é, a
mediania rela�va a nós, a qual é determinada por um
princípio racional próprio do homem dotado de
sabedoria prá�ca.
(Aristóteles. É�ca a Nicômaco.Trad. de Leonel Vallandro e
Gerd Bornheim. São Paulo: Abril Cultural, 1973. Livro II, p.
273.)
 
39@professorferretto @prof_ferretto
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a é�ca em
Aristóteles, pode-se afirmar que
a) A virtude, para Aristóteles, é a equidistância entre dois
vícios, um por excesso, outro por falta.
b) Uma ação justa ou virtuosa, para Aristóteles, é aquela
que traz bene�cios para o maior número possível de
indivíduos.
c) Na É�ca a Nicômaco, Aristóteles defende os princípios
de uma é�ca rela�vista, já que, ao defender o “justo
meio”, acaba por defender a medida individual de cada
sujeito.
d) A virtude é�ca, segundo Aristóteles, pauta-se na
eleição de um dos extremos como o mais adequado,
isto é, ou o excesso ou a falta.
e) O hábito nos torna melhores e�camente, contudo as
virtudes independem da ação para o desenvolvimento
moral do indivíduo.
FIL0659 - (Uece)
“Efe�vamente, um bom poeta, se quiser produzir um
bom poema sobre o assunto que quer tratar, tem de
saber o que vai fazer, sob pena de não ser capaz de o
realizar. [...] os bons poetas têm aqueles conhecimentos
que, perante a maioria, parecem expor tão bem.”
PLATÃO. A República, 598e-599a. – 15ª ed. Lisboa:
Calouste Gulbenkian, 2017.
 
Levando em conta a importância tradicional que a poesia
�nha na formação/educação do homem grego, é correto
dizer que a crí�ca de Platão à poesia se jus�fica porque
a) a educação tradicional grega, através das narra�vas
poé�cas, transmi�a um conhecimento certo sobre os
temas de que elas tratavam. 
b) o então desenvolvimento das técnicas, que se
baseavam em saberes causais, punha em crise o lugar
da poesia na educação grega. 
c) seria preciso afastar-se das tendências pedagógicas,
como as so�s�cas, que desprezavam o saber
verdadeiro transmi�do pela poesia. 
d) �nha em vista construir uma outra poesia grega,
baseada nos mais recentes conhecimentos técnicos,
cien�ficos e filosóficos da pólis. 
FIL0005 - (Ueg)
A cultura grega marca a origem da civilização ocidental e
ainda hoje podemos observar sua influência nas ciências,
nas artes, na polí�ca e na é�ca. Dentre os legados da
cultura grega para o Ocidente, destaca-se a ideia de que
a) a natureza opera obedecendo a leis e princípios
necessários e universais que podem ser plenamente
conhecidos pelo nosso pensamento. 
b) nosso pensamento também opera obedecendo a
emoções e sen�mentos alheios à razão, mas que nos
ajudam a dis�nguir o verdadeiro do falso. 
c) as prá�cas humanas, a ação moral, polí�ca, as técnicas
e as artes dependem do des�no, o que negaria a
existência de uma vontade livre. 
d) as ações humanas escapam ao controle da razão, uma
vez que agimos obedecendo aos ins�ntos como
mostra hoje a psicanálise. 
FIL0075 - (Uel)
Leia o texto a seguir.
 
Eis com efeito em que consiste o proceder corretamente
nos caminhos do amor ou por outro se deixar conduzir:
em começar do que aqui é belo e, em vista daquele belo,
subir sempre, como que servindo-se de degraus, de um
só para dois e de dois para todos os belos corpos, e dos
belos corpos para os belos o�cios, e dos o�cios para as
belas ciências até que das ciências acabe naquela ciência,
que de nada mais é senão daquele próprio belo, e
conheça enfim o que em si é belo.
(PLATÃO. Banquete, 211 c-d. José Cavalcante de Souza.
São Paulo: Abril Cultural, 1972. (Os Pensadores) p. 48).
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia
de Platão, é correto afirmar que
a) a compreensão da beleza se dá a par�r da observação
de um indivíduo belo, no qual percebemos o belo em
si. 
b) a percepção do belo no mundo indica seus vários
graus que visam a uma dimensão transcendente da
beleza em si. 
c) a compreensão do que é belo se dá subitamente,
quando par�mos dele para compreender os belos
o�cios e ciências. 
d) a observação de corpos, a�vidades e conhecimentos
permite dis�nguir quais deles são belos ou feios em si.
 
e) a par�cipação do mundo sensível no mundo inteligível
possibilita a apreensão da beleza em si. 
FIL0070 - (Uece)
“Talvez [...] a verdade nada mais seja do que uma certa
purificação das paixões e seja, portanto, a temperança, a
jus�ça, a coragem; e a própria sabedoria não seja outra
coisamedieval teve como preocupação central a
singularidade em relação ao sujeito do conhecimento.
 
FIL0058 - (Uncisal)
Na Grécia An�ga, o filósofo Sócrates ficou famoso por
interpelar os transeuntes e fazer perguntas aos que se
achavam conhecedores de determinado assunto. Mas
durante o diálogo, Sócrates colocava o interlocutor em
situação delicada, levando-o a reconhecer sua própria
ignorância. Em virtude de sua atuação, Sócrates acabou
sendo condenado à morte sob a acusação de corromper
a juventude, desobedecer às leis da cidade e desrespeitar
certos valores religiosos. Considerando essas
informações sobre a vida de Sócrates, assim como a
forma pela qual seu pensamento foi transmi�do, pode-se
afirmar que sua filosofia
a) transmi�a conhecimentos de natureza cien�fica. 
b) baseava-se em uma contemplação passiva da
realidade. 
c) transmi�a conhecimentos exclusivamente sob a forma
escrita entre a população ateniense. 
d) ficou consagrada sob a forma de diálogos,
posteriormente redigidos pelo filósofo Platão. 
e) procurava transmi�r às pessoas conhecimentos de
natureza mitológica. 
FIL0043 - (Uema)
A Filosofia nasceu na Jônia no final do século VII a.C. O
conteúdo que norteia a preocupação dos filósofos jônicos
é de natureza:
a) Mitológica. 
b) Antropológica. 
c) Religiosa. 
d) Cosmológica. 
e) Polí�ca. 
FIL0083 - (Ueg)
A expressão “Tudo o que é bom, belo e justo anda junto”
foi escrita por um dos grandes filósofos da humanidade.
Ela resume muito de sua perspec�va filosófica, sendo
uma das bases da escola de pensamento conhecida como
a) cartesianismo, estabelecida por Descartes, no qual se
acredita que a essência precede a existência. 
b) estoicismo, que tem no imperador romano Marco
Aurélio um de seus grandes nomes, que pregava a
serenidade diante das tragédias. 
c) existencialismo, que tem em Sartre um de seus
grandes nomes, para o qual a existência precede a
essência. 
d) platonismo, estabelecida por Platão, no qual se
entendia o mundo �sico como uma imitação
imperfeita do mundo ideal. 
FIL0038 - (Ufsj)
Sobre o princípio básico da filosofia pré-socrá�ca, é
CORRETO afirmar que
a) Tales de Mileto, ao buscar um princípio unificador de
todos os seres, concluiu que a água era a substância
primordial, a origem única de todas as coisas. 
b) Anaximandro, após observar sistema�camente o
mundo natural, propôs que não apenas a água
poderia ser considerada arché desse mundo em si e,
por isso mesmo, incluiu mais um elemento: o fogo. 
c) Anaxímenes fez a união entre os pensamentos que o
antecederam e concluiu que o princípio de todas as
coisas não pode ser afirmado, já que tal princípio não
está ao alcance dos sen�dos. 
d) Heráclito de Éfeso afirmou o movimento e negou
terminantemente a luta dos contrários como gênese e
unidade do mundo, como o quis Catão, o an�go. 
FIL0011 - (Unicentro)
A passagem do Mito ao Logos na Grécia an�ga foi fruto
de um amadurecimento lento e processual. Por muito
tempo, essas duas maneiras de explicação do real
3@professorferretto @prof_ferretto
conviveram sem que se traçasse um corte temporal mais
preciso. Com base nessa afirma�va, é correto afirmar:
a) O modo de vida fechado do povo grego facilitou a
passagem do Mito ao Logos. 
b) A passagem do Mito ao Logos, na Grécia, foi
responsabilidade dos �ranos de Siracusa. 
c) A economia grega estava baseada na industrialização,
e isso facilitou a passagem do Mito ao Logos. 
d) O povo grego an�go, nas viagens, se encontrava com
outros povos com as mesmas preocupações e
culturas, o que contribuiu para a passagem do Mito ao
Logos. 
e) A a�vidade comercial e as constantes viagens
oportunizaram a troca de
informações/conhecimentos, a
observação/assimilação dos modos de vida de outros
povos, contribuindo, assim, de modo decisivo, para a
construção da passagem do Mito ao Logos. 
FIL0006 - (Uema)
Leia a fábula de La Fontaine, uma possível explicação
para a expressão ― ”o amor é cego”.
No amor tudo é mistério: suas flechas e sua aljava, sua
chama e sua infância eterna. Mas por que o amor é
cego? Aconteceu que num certo dia o Amor e a Loucura
brincavam juntos. Aquele ainda não era cego. Surgiu
entre eles um desentendimento qualquer. Pretendeu
então o Amor que se reunisse para tratar do assunto o
conselho dos deuses. Mas a Loucura, impaciente, deu-lhe
uma pancada tão violenta que lhe privou da visão. Vênus,
mãe e mulher, pôs-se a clamar por vingança, aos gritos.
Diante de Júpiter, de Nêmesis – a deusa da vingança – e
de todos os juízos do inferno, Vênus exigiu que aquele
crime fosse reparado. Seu filho não podia ficar cego.
Depois de estudar detalhadamente o caso, a sentença do
supremo tribunal celeste consis�u em declarar a loucura
a servir de guia ao Amor.
Fonte: LA FONTAINE, Jean de. O amor e a loucura. In: Os
melhores contos de loucura. Flávio Moreira da Costa
(Org.). Rio de Janeiro: Ediouro, 2007.
 
A fábula traz uma explicação oriunda dos deuses para
uma realidade humana. Esse �po de explicação classifica-
se como
a) esté�ca. 
b) filosófica. 
c) mitológica. 
d) cien�fica. 
e) crí�ca. 
FIL0081 - (Enem)
Suponha homens numa morada subterrânea, em forma
de caverna, cuja entrada, aberta à luz, se estende sobre
todo o comprimento da fachada; eles estão lá desde a
infância, as pernas e o pescoço presos por correntes, de
tal sorte que não podem trocar de lugar e só podem
olhar para frente, pois os grilhões os impedem de voltar a
cabeça; a luz de uma fogueira acesa ao longe, numa
elevada do terreno, brilha por detrás deles; entre a
fogueira e os prisioneiros, há um caminho ascendente; ao
longo do caminho, imagine um pequeno muro,
semelhante aos tapumes que os manipuladores de
marionetes armam entre eles e o público e sobre os
quais exibem seus pres�gios.
PLATÃO. A República. Lisboa: Fundação Calouste
Gulbenkian, 2007.
 
Essa narra�va de Platão é uma importante manifestação
cultural do pensamento grego an�go, cuja ideia central,
do ponto de vista filosófico, evidencia o(a)
a) caráter antropológico, descrevendo as origens do
homem primi�vo. 
b) sistema penal da época, cri�cando o sistema
carcerário da sociedade ateniense. 
c) vida cultural e ar�s�ca, expressa por dramaturgos
trágicos e cômicos gregos. 
d) sistema polí�co eli�sta, provindo do surgimento da
pólis e da democracia ateniense. 
e) teoria do conhecimento, expondo a passagem do
mundo ilusório para o mundo das ideias. 
FIL0112 - (Enem PPL)
XI. Jamais, a respeito de coisa alguma, digas: “Eu a perdi”,
mas sim: “eu a res�tuí”. O filho morreu? Foi res�tuído. A
mulher morreu? Foi res�tuída. “A propriedade me foi
subtraída”, então também foi res�tuída. “Mas quem a
subtraiu é mau”. O que te importa por meio de quem
aquele que te dá a pede de volta? Na medida em que ele
der, faz uso do mesmo modo de quem cuida das coisas
de outrem. Do mesmo modo como fazem os que se
instalam em uma hospedaria.
EPICTETO. Encheirídion. In: DINUCCI, A. Introdução ao
Manual de Epicteto. São Cristóvão: UFS, 2012 (adaptado).
 
A caracterís�ca do estoicismo presente nessa citação do
filósofo grego Epicteto é
a) explicar o mundo com números. 
b) iden�ficar a felicidade com o prazer. 
c) aceitar os sofrimentos com serenidade. 
d) ques�onar o saber cien�fico com veemência. 
e) considerar as convenções sociais com desprezo. 
4@professorferretto @prof_ferretto
FIL0071 - (Uece)
Atente para as seguintes citações:
 
“Temos assim três virtudes que foram descobertas na
nossa cidade: sabedoria, coragem e moderação para os
chefes; coragem e moderação para os guardas;
moderação para o povo. No que diz respeito à quarta,
pela qual esta cidade também par�cipa na virtude, que
poderá ser? É evidente que é a jus�ça” (Platão, Rep.,
432b).
“O princípio que de entrada estabelecemos que se devia
observar em todas as circunstâncias quando fundamos a
cidade, esse princípio é, segundo me parece, ou ele ou
uma de suas formas, a jus�ça. Ora, nós estabelecemos,
segundo suponho, e repe�mo-lo muitas vezes, se bem te
lembras, que cadado que esse meio de purificação.”
PLATÃO. Fédon, 69b-c, adaptado.
40@professorferretto @prof_ferretto
 
Nessa fala de Sócrates, a “purificação” das paixões ocorre
na medida em que a alma se afasta do corpo pela “força”
da sabedoria. Com base nisso, assinale a afirmação
FALSA.
a) As virtudes são a eliminação das paixões através da
sabedoria. 
b) Temperança, jus�ça e coragem resultam da purificação
das paixões. 
c) A sabedoria é a potência da alma pela qual as virtudes
se cons�tuem. 
d) A alma a�nge a verdade através da virtude da
sabedoria. 
FIL0105 - (Uel)
Leia o texto a seguir.
Alguns julgam que a grandeza de uma cidade depende do
número dos seus habitantes, quando o que importa é
prestar atenção à capacidade, mais do que ao número de
habitantes, visto que uma cidade tem uma obra a
realizar. [...] A cidade melhor é, necessariamente, aquela
em que existe uma quan�dade de população suficiente
para viver bem numa comunidade polí�ca. [...] resulta
evidente, pois, que o limite populacional perfeito é
aquele que não excede a quan�dade necessária de
indivíduos para realizar uma vida autossuficiente comum
a todos. Fica, assim, determinada a questão rela�va à
grandeza da cidade.
(ARISTÓTELES, Polí�ca 1326b6-25 Edição bilíngue.
Tradução e notas de António C. Amaral e Carlos C.
Gomes. Lisboa: Vega, 1998. p. 495- 499.)
 
Com base no texto e considerando o papel da cidade-
estado (polis) no pensamento é�co-polí�co de
Aristóteles, assinale a alterna�va correta.
a) As dimensões da polis determinam a qualidade de seu
governo: quanto mais cidadãos, maior e melhor será a
sua par�cipação polí�ca. 
b) A polis não é natural, por isso é importante organizá-la
bem em tamanho e quan�dade de cidadãos para que
a sociedade seja autossuficiente. 
c) O ser humano, por ser autossuficiente, pode prescindir
da polis, pois o bem viver depende mais do indivíduo
que da sociedade. 
d) A polis realiza a própria obra quando possui um
número suficiente de cidadãos que possibilite o bem
viver. 
e) O ser humano, como animal polí�co, tende a realizar-
se na polis, mesmo que esta possua quan�dade
excessiva de cidadãos. 
FIL0685 - (Ufu)
Sobre as relações entre ato e potência e matéria e forma
na filosofia de Aristóteles (384–322 a.C.), é INCORRETO
afirmar que
a) todo ente sensível, por exemplo, uma mesa ou um
cavalo, é composto de matéria e de forma. 
b) na cons�tuição de qualquer ente sensível, a matéria é
a potência e a forma é o ato. 
c) o que faz com que algo seja o que é, por exemplo, um
ser humano ou um boi, é a sua matéria. 
d) somente um ser em ato pode dar origem a um ente
determinado, isto é, a um animal ou a um artefato.
FIL0534 - (Unesp)
Não é fácil vencer uma discussão. Especialmente em um
contexto inflamado, em que as opiniões se polarizam,
no�cias falsas se proliferam, debatedores recorrem a
ofensas e sarcasmo e festas de fim de ano criam
ambientes propícios para a briga. Uma boa discussão, ao
contrário do que a maior parte das pessoas pensa, não
serve para a disputa – e, sim, para a construção do
conhecimento. Nesse sen�do, saber sustentar uma boa
argumentação é fundamental.
(Beatriz Montesan� e Ta�ana Dias. “Por que ‘opinião não
é argumento’, segundo este professor de lógica da
Unicamp”. www.nexojornal.com.br, 28.02.2018.)
 
O excerto explicita a relevância de uma área da filosofia
que contribui para o desenvolvimento de boas
discussões, qual seja, 
a) a lógica e a inves�gação da estrutura do pensamento
humano. 
b) a esté�ca e a inves�gação do uso de imagens ao longo
da história. 
c) a meta�sica e o entendimento das qualidades do ser. 
d) a é�ca e a compreensão dos modos de agir
individual. 
e) a epistemologia e a verificação da natureza do
conhecimento. 
FIL0045 - (Enem)
Tomemos o exemplo de Sócrates: é precisamente ele
quem interpela as pessoas na rua, os jovens no ginásio,
perguntando: “Tu te ocupas de �?” O deus o encarregou
disso, é sua missão, e ele não a abandonará, mesmo no
momento em que for ameaçado de morte. Ele é
certamente o homem que cuida do cuidado dos outros:
esta é a posição par�cular do filósofo.
FOUCAULT, M. Ditos e escritos. Rio de Janeiro: Forense
Universitária, 2004.
41@professorferretto @prof_ferretto
 
O fragmento evoca o seguinte princípio moral da filosofia
socrá�ca, presente em sua ação dialógica:
a) Examinar a própria vida. 
b) Ironizar o seu oponente. 
c) Sofismar com a verdade. 
d) Debater visando a aporia. 
e) Desprezar a virtude alheia. 
FIL0660 - (Uece)
No diálogo platônico Sofista, os personagens Teeteto e
Estrangeiro conversam sobre o que é o sofista, chegando
à tese de que seu discurso é um simulacro, uma cópia
falsa do real. No entanto, essa tese conduziria os
interlocutores a uma dificuldade, segundo o Estrangeiro,
que a explica nos seguintes termos.
 
“É que, realmente, jovem feliz, nos vemos frente a uma
questão extremamente di�cil. Afinal, mostrar e parecer
sem ser, dizer algo, entretanto, sem dizer com verdade,
são maneiras que trazem grande dificuldades... Que
modo encontrar, na realidade, para dizer ou pensar que o
falso é real sem que, já ao dizer isso, nos encontramos
enredados numa contradição? [...] A audácia dessa
afirmação é supor o não ser como ser; e, na realidade,
nada pode ser dito falso sem esta condição”.
PLATÃO. Sofista, 236e-237-a. São Paulo: Abril Cultural,
1972. Coleção Os Pensadores (Texto adaptado).
 
Segundo o Estrangeiro, a dificuldade dessa afirmação, sua
contradição inicial, a ser elucidada na con�nuidade do
diálogo, estaria em que
a) não é possível dizer que algo é falso, pois, por
definição, o falso não é. 
b) se o falso exis�r, é preciso abandonar a tese de que o
ser é e o não-ser não é. 
c) se diria, simultaneamente, que o falso não é falso, pois
o que é não seria. 
d) seria preciso admi�r que o falso, de algum modo, é;
mas o não ser não é. 
FIL0027 - (Ufu)
"Pois pensar e ser é o mesmo"
Parmênides, Poema, fragmento 3, extraído de: Os
filósofos pré-socrá�cos. Tradução de Gerd Bornheim. São
Paulo: Cultrix, 1993.
 
A proposição acima é parte do poema de Parmênides, o
fragmento 3. Considerando-se o que se sabe sobre esse
filósofo, que viveu por volta do século VI a.C., assinale a
afirma�va correta.
a) Para compreender a realidade, é preciso confiar
inteiramente no que os nossos sen�dos percebem. 
b) O movimento é uma caracterís�ca aparente das
coisas, a verdadeira realidade está além dele. 
c) O verdadeiro sen�do da realidade só pode ser
revelado pelos deuses para aqueles que eles
escolhem. 
d) Tudo o que pensamos deve exis�r em algum lugar do
universo. 
FIL0678 - (Fuvest)
Todos os homens, por natureza, tendem ao saber. Sinal
disso é o amor pelas sensações. De fato, eles amam as
sensações por si mesmas, independentemente de sua
u�lidade e amam, acima de todas, a sensação da visão.
Com efeito, não só em vista da ação, mas mesmo sem
nenhuma intenção de agir, nós preferimos o ver, em
certo sen�do, a todas as outras sensações. E o mo�vo
está no fato de que a visão nos proporciona mais
conhecimento do que todas as outras sensações e nos
torna manifestas numerosas diferenças entre as coisas”.
Aristóteles. Meta�sica, São Paulo: Loyola, 2002.
 
Nessa passagem, a tese principal apresentada por
Aristóteles é a de que “todos os homens, por natureza,
tendem ao saber”.
Com base na construção do argumento, descrever a
sensação da visão tem, como função principal, a seguinte
tarefa:
a) Delimitar a tese, mostrando que o conhecimento se dá
sobretudo nas sensações. 
b) Explicar a tese, mostrando qual o significado da
tendência ao conhecimento. 
c) Refutar a tese, mostrando que o amor às sensações se
sobrepõe à tendência ao saber. 
d) Deduzir consequências da tese, mostrando as
implicações da tendência humana ao saber.
e) Sustentar a tese, mostrando que o privilégio dessa
sensação se deve à sua relação com o saber. 
FIL0586 - (Enem)
Entretanto, nosso amigo Basso tem o ânimo alegre. Isso
resulta da filosofia: estar alegre diante da morte, fortee
contente qualquer que seja o estado do corpo, sem
desfalecer, ainda que desfaleça.
SÊNECA, L. Cartas morais. Lisboa: Calouste Gulbenkian,
1990.
 
42@professorferretto @prof_ferretto
O excerto refere-se a uma carta de Sêneca na qual se
apresenta como um bem fundamental da filosofia
promover a 
a) valorização de disputas dialógicas. 
b) rejeição das convenções sociais. 
c) inspiração de natureza religiosa. 
d) exaltação do sofrimento. 
e) moderação das paixões. 
FIL0090 - (Enem PPL)
Dado que, dos hábitos racionais com os quais captamos a
verdade, alguns são sempre verdadeiros, enquanto
outros admitem o falso, como a opinião e o cálculo,
enquanto o conhecimento cien�fico e a intuição são
sempre verdadeiros, e dado que nenhum outro gênero
de conhecimento é mais exato que o conhecimento
cien�fico, exceto a intuição, e, por outro lado, os
princípios são mais conhecidos que as demonstrações, e
dado que todo conhecimento cien�fico cons�tui-se de
maneira argumenta�va, não pode haver conhecimento
cien�fico dos princípios, e dado que não pode haver nada
mais verdadeiro que o conhecimento cien�fico, exceto a
intuição, a intuição deve ter por objeto os princípios.
ARISTÓTELES. Segundos analí�cos. In: REALE, G. História
da filosofia an�ga. São Paulo: Loyola, 1994.
 
Os princípios, base da epistemologia aristotélica,
pertencem ao domínio do(a)
a) opinião, pois fazem parte da formação da pessoa. 
b) cálculo, pois são demonstrados por argumentos. 
c) conhecimento cien�fico, pois admitem provas
empíricas. 
d) intuição, pois ela é mais exata que o conhecimento
cien�fico. 
e) prá�ca de hábitos racionais, pois com ela se capta a
verdade. 
FIL0097 - (Enem)
O termo injusto se aplica tanto às pessoas que infringem
a lei quanto às pessoas ambiciosas (no sen�do de
quererem mais do que aquilo a que têm direito) e
iníquas, de tal forma que as cumpridoras da lei e as
pessoas corretas serão justas. O justo, então, é aquilo
conforme à lei e o injusto é o ilegal e iníquo.
ARISTÓTELES. É�ca à Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural:
1996 (adaptado).
 
Segundo Aristóteles, pode-se reconhecer uma ação justa
quando ela observa o
a) compromisso com os movimentos desvinculados da
legalidade. 
b) bene�cio para o maior número possível de indivíduos.
 
c) interesse para a classe social do agente da ação. 
d) fundamento na categoria de progresso histórico. 
e) princípio de dar a cada um o que lhe é devido. 
FIL0037 - (Ufu)
De um modo geral, o conceito de physis no mundo pré-
socrá�co expressa um princípio de movimento por meio
do qual tudo o que existe é gerado e se corrompe. A
doutrina de Parmênides, no entanto, tal como relatada
pela tradição, aboliu esse princípio e provocou,
consequentemente, um sério conflito no debate
filosófico posterior, em relação ao modo como conceber
o ser.
Para Parmênides e seus discípulos: 
a) A imobilidade é o princípio do não-ser, na medida em
que o movimento está em tudo o que existe. 
b) O movimento é princípio de mudança e a
pressuposição de um não-ser. 
c) Um Ser que jamais muda não existe e, portanto, é
fruto de imaginação especula�va. 
d) O Ser existe como gerador do mundo �sico, por isso a
realidade empírica é puro ser, ainda que em
movimento. 
FIL0583 - (Enem PPL)
A maior parte dos primeiros filósofos considerava como
os únicos princípios de todas as coisas os que são da
natureza da matéria. Aquilo de que todos os seres são
cons�tuídos, e de que primeiro são gerados e em que por
fim se dissolvem. Pois deve haver uma natureza qualquer,
ou mais do que uma, donde as outras coisas se
engendram, mas con�nuando ela a mesma.
ARISTÓTELES. Meta�sica. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
 
O texto aristotélico, ao recorrer à cosmologia dos pré-
socrá�cos, salienta a preocupação desses filósofos com a 
a) mutação ontológica dos entes. 
b) alteração esté�ca das condutas. 
c) transformação progressiva da ascese. 
d) sistema�zação crí�ca do conhecimento. 
e) modificação imediata da espiritualidade. 
FIL0066 - (Uel)
Leia o texto a seguir.
 
43@professorferretto @prof_ferretto
Quando o ar�sta [demiurgo] trabalha em sua obra, a
vista dirigida para o que sempre se conserva igual a si
mesmo, e lhe transmite a forma e a virtude desse
modelo, é natural que seja belo tudo o que ele realiza.
Porém, se ele se fixa no que devém e toma como modelo
algo sujeito ao nascimento, nada belo poderá criar. [...]
Ora, se este mundo é belo e for bom seu construtor, sem
dúvida nenhuma este fixará a vista no modelo eterno.
PLATÃO. Timeu. 28 a7-10; 29 a2-3. Trad. Carlos A. Nunes.
Belém: UFPA, 1977. p. 46-47.
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia
de Platão, assinale a alterna�va correta.
a) O mundo é belo porque imita os modelos sensíveis,
nos quais o demiurgo se inspira ao gerar o mundo. 
b) O sensível, ou o mundo que devém, é o modelo no
qual o ar�sta se inspira para criar o que permanece. 
c) O ar�fice do mundo, por ser bom, cria uma obra
plenamente bela, que é a realidade percebida pelos
sen�dos. 
d) O olhar do demiurgo deve se dirigir ao que
permanece, pois este é o modelo a ser inserido na
realidade sensível. 
e) O demiurgo deve observar as perfeições no mundo
sensível para poder reproduzi-las em sua obra. 
FIL0110 - (Uel)
Leia o texto a seguir.
 
É pois manifesto que a ciência a adquirir é a das causas
primeiras (pois dizemos que conhecemos cada coisa
somente quando julgamos conhecer a sua primeira
causa); ora, causa diz-se em quatro sen�dos: no primeiro,
entendemos por causa a substância e a essência (o
“porquê” reconduz-se pois à noção úl�ma, e o primeiro
“porquê” é causa e princípio); a segunda causa é a
matéria e o sujeito; a terceira é a de onde vem o início do
movimento; a quarta causa, que se opõe à precedente, é
o “fim para que” e o bem (porque este é, com efeito, o
fim de toda a geração e movimento).
Adaptado de: ARISTÓTELES. Meta�sica. Trad. De Vincenzo
Cocco. São Paulo: Abril S. A. Cultural, 1984. p.16.
(Coleção Os Pensadores.)
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema,
assinale a alterna�va que indica, corretamente, a ordem
em que Aristóteles apresentou as causas primeiras.
a) Causa final, causa eficiente, causa material e causa
formal. 
b) Causa formal, causa material, causa final e causa
eficiente. 
c) Causa formal, causa material, causa eficiente e causa
final. 
d) Causa material, causa formal, causa eficiente e causa
final. 
e) Causa material, causa formal, causa final e causa
eficiente. 
FIL0543 - (Uece)
“Como as pessoas que infringem as leis parecem injustas
e as cumpridoras da lei parecem justas, evidentemente
todos os atos conforme à lei são justos no sen�do de as
leis visarem ao interesse comum a todas as pessoas, de
tal forma que chamamos justos os atos que tendem a
produzir e preservar a felicidade para a comunidade
polí�ca; e a lei determina igualmente que ajamos como
homens corajosos, como homens moderados, como
homens amáveis e assim por diante em relação às outras
formas de virtudes, impondo a prá�ca de certos atos e
proibindo outros.”
ARISTÓTELES. É�ca a Nicômaco, 1129b. Trad. bras. Mario
da Gama Kury. – 4 ed. Brasília: Editora da UnB, 2001 –
Adaptado.
 
Segundo a citação acima, é correto concluir que 
a) quaisquer leis existentes são justas e contribuem para
a felicidade comum. 
b) as leis justas são aquelas que obrigam aos atos justos
e proíbem os injustos. 
c) mesmo quando injustas, as leis obrigam às virtudes e
proíbem os vícios. 
d) as leis visam aos interesses comuns, não aos atos
justos dos indivíduos. 
FIL0020 - (Uel)
Sobre a passagem do mito à filosofia, na Grécia An�ga,
considere as afirma�vas a seguir.
 
I. Os poemas homéricos, em razão de muitos de seus
componentes, já contêm caracterís�cas essenciais da
compreensão de mundo grega que, posteriormente, se
revelaram importantes para o surgimento da filosofia.
II. O naturalismo, que se manifesta nas origens da
filosofia, já se evidencia na própria religiosidade grega, na
medida em quenem homens nem deuses são
compreendidos como perfeitos.
III. A humanização dos deuses na religião grega, que os
entende movidos por sen�mentos similares aos dos
44@professorferretto @prof_ferretto
homens, contribuiu para o processo de racionalização da
cultura grega, auxiliando o desenvolvimento do
pensamento filosófico e cien�fico.
IV. O mito foi superado, cedendo lugar ao pensamento
filosófico, devido à assimilação que os gregos fizeram da
sabedoria dos povos orientais, sabedoria esta
desvinculada de, qualquer base religiosa.
 
Estão corretas apenas as afirma�vas:
a) I e II. 
b) II e IV. 
c) III e IV. 
d) I, II e III. 
e) I, III e IV.
FIL0546 - (Uece)
“Havia duas festas anuais nas quais se encenavam
tragédias. [...] A representação era prevista e organizada
sob o patrocínio do Estado, pois era um dos altos
magistrados da cidade quem se incumbia de escolher os
poetas e de selecionar os cidadãos ricos, encarregados de
cobrir todas as despesas. [...] Consequentemente, esse
espetáculo adquiriu as caracterís�cas de uma
manifestação nacional. Esse fato explica com clareza
certos aspectos da inspiração dos autores de tragédia.
Eles se dirigiam sempre a um grande público, reunido
numa ocasião solene: é normal que eles quisessem
a�ngi-lo e interessá-lo. Eles escreviam na qualidade de
cidadãos que se dirigiam a outros cidadãos”.
ROMILLY, J. A tragédia grega. Trad. bras. Ivo Mar�nazzo.
Brasília: Ed. da UNB, 1998, p. 14-15.
 
Essa tese de Jacqueline de Romilly (1913-2010) sobre a
origem e as caracterís�cas da tragédia grega pode ser
relacionada à tese de Jean-Pierre Vernant sobre a origem
e as caracterís�cas da filosofia grega no seguinte: assim
como a tragédia, a filosofia 
a) é organizada pela polis e financiada pelos cidadãos
mais ricos dela. 
b) é objeto de concursos anuais previstos no calendário
da polis. 
c) nasce no contexto da polis, caracterizada pela
igualdade entre cidadãos. 
d) busca chamar a atenção dos cidadãos da polis, com
temas populares. 
FIL0576 - (Uece)
“Diferentemente dos sofistas, Sócrates mantém a
separação entre opinião e verdade, entre aparência e
realidade, entre percepção sensorial e pensamento. Por
isso, sua busca visa alcançar algo muito precioso: passar
da mul�plicidade de opiniões contrárias, da
mul�plicidade de aparências opostas, dá mul�plicidade
de percepções divergentes à unidade da ideia (que é a
definição universal e necessária da coisa procurada).” 
CHAUÍ, M. Introdução à história da filosofia, I: Dos pré-
socra�cos a Aristóteles. São Paulo: Companhia das
Letras: 2002.
 
Com base na lição de Marilena Chauí, acima citada, é
correto afirmar que, para Sócrates, as virtudes são 
a) resultados dos acordos e convenções entre os homens
sobre suas opiniões contrárias. 
b) aqueles valores repassados de geração a geração,
cons�tuindo uma tradição unitária. 
c) definições que cada um tem para si, indo além das
discordâncias que há entre todos. 
d) fundadas apenas no próprio pensamento, que é capaz
de determinar o que são em si e por si. 
FIL0079 - (Enem)
Os andróginos tentaram escalar o céu para combater os
deuses. No entanto, os deuses em um primeiro momento
pensam em matá-los de forma sumária. Depois decidem
puni-los da forma mais cruel: dividem-nos em dois. Por
exemplo, é como se pegássemos um ovo cozido e, com
uma linha, dividíssemos ao meio. Desta forma, até hoje
as metades separadas buscam reunir-se. Cada um com
saudade de sua metade, tenta juntar-se novamente a ela,
abraçando-se, enlaçando-se um ao outro, desejando
formar um único ser.
PLATÃO. O banquete. São Paulo: Nova Cultural, 1987.
 
No trecho da obra O banquete, Platão explicita, por meio
de uma alegoria, o
a) bem supremo como fim do homem. 
b) prazer perene como fundamento da felicidade. 
c) ideal inteligível como transcendência desejada. 
d) amor como falta cons�tuinte do ser humano. 
e) autoconhecimento como caminho da verdade. 
FIL0017 - (Ifsp)
Comparando-se mito e filosofia, é correto afirmar o
seguinte:
45@professorferretto @prof_ferretto
a) A autoridade do mito depende da confiança inspirada
pelo narrador, ao passo que a autoridade da filosofia
repousa na razão humana, sendo independente da
pessoa do filósofo. 
b) Tanto o mito quanto a filosofia se ocupam da
explicação de realidades passadas a par�r da interação
entre forças naturais personalizadas, criando um
discurso que se aproxima do da história e se opõe ao
da ciência. 
c) Enquanto a função do mito é fornecer uma explicação
parcial da realidade, limitando-se ao universo da
cultura grega, a filosofia tem um caráter universal,
buscando respostas para as inquietações de todos os
homens. 
d) Mito e filosofia dedicam-se à busca pelas verdades
absolutas e são, em essência, faces dis�ntas do
mesmo processo de conhecimento que culminou com
o desenvolvimento do pensamento cien�fico. 
e) A filosofia é a negação do mito, pois não aceita
contradições ou fabulações, admi�ndo apenas
explicações que possam ser comprovadas pela
observação direta ou pela experiência. 
FIL0115 - (Unisc)
Nas suas Meditações, o filósofo estoico Marco Aurélio
escreveu:
 
“Na vida de um homem, sua duração é um ponto, sua
essência, um fluxo, seus sen�dos, um turbilhão, todo o
seu corpo, algo pronto a apodrecer, sua alma, inquietude,
seu des�no, obscuro, e sua fama, duvidosa. Em resumo,
tudo o que é rela�vo ao corpo é como o fluxo de um rio,
e, quanto á alma, sonhos e fluidos, a vida é uma luta,
uma breve estadia numa terra estranha, e a reputação,
esquecimento. O que pode, portanto, ter o poder de
guiar nossos passos? Somente uma única coisa: a
Filosofia. Ela consiste em abster-nos de contrariar e
ofender o espírito divino que habita em nós, em
transcender o prazer e a dor, não fazer nada sem
propósito, evitar a falsidade e a dissimulação, não
depender das ações dos outros, aceitar o que acontece,
pois tudo provém de uma mesma fonte e, sobretudo,
aguardar a morte com calma e resignação, pois ela nada
mais é que a dissolução dos elementos pelos quais são
formados todos os seres vivos. Se não há nada de terrível
para esses elementos em sua con�nua transformação,
por que, então, temer as mudanças e a dissolução do
todo?”
 
Considere as seguintes afirma�vas sobre esse texto:
 
I. Marco Aurélio nos diz que a morte é um grande mal.
II. Segundo Marco Aurélio, devemos buscar a fama, a
riqueza e o prazer.
III. Segundo Marco Aurélio, conseguindo fama, podemos
transcender a finitude da vida humana.
IV. Para Marco Aurélio, a filosofia é valiosa porque nos
permite compreender que a morte é parte de um
processo da natureza e assim evita que nos angus�emos
por ela.
V. Para Marco Aurélio, só a fé em Deus e em Cristo pode
libertar o homem do temor da morte.
VI. Para Marco Aurélio, o homem par�cipa de uma
realidade divina.
 
Assinale a alterna�va correta.
a) Somente as afirma�vas I e V estão corretas. 
b) Somente as afirma�vas I, II e III estão corretas. 
c) Somente as afirma�vas IV e VI estão corretas. 
d) Todas as afirma�vas estão corretas. 
e) Somente a afirma�va IV está correta. 
FIL0014 - (Unioeste)
"Advento da Polis, nascimento da filosofia: entre as duas
ordens de fenômenos os vínculos são
demasiado estreitos para que o pensamento racional não
apareça, em suas origens, solidário das estruturas sociais
e mentais próprias da cidade grega. Assim recolocada na
história, a filosofia despoja-se desse caráter de revelação
absoluta que às vezes lhe foi atribuído, saudando, na
jovem ciência dos jônios, a razão intemporal que veio
encarnar-se no Tempo. A escola de Mileto não viu nascer
a Razão; ela construiu uma razão, uma primeira forma de
racionalidade".
Jean Pierre Vernant.
 
Sobre a Filosofia seguem as seguintes afirmações:
 
I. Ela foi revelada pela deusa Razão a Tales de Mileto
quando este afirmou que o princípio de tudo é a água.
II. Ela foi inventada pelos gregos e decorre do advento da
Polis, a cidade organizada por leis e ins�tuições que, por
meio delas, eliminou todo �po de disputa.
III. Ela rejeita o sobrenatural,a interferência de agentes
divinos na explicação dos fenômenos; problema�za,
discute e põe em questão até mesmo as teorias racionais
elaboradas com rigor filosófico.
IV. Surgiu no século VI a.C. nas colônias gregas da Magna
Grécia e da Jônia, apenas no século seguinte deslocou-se
para Atenas.
V. Ocupa-se com os princípios, as causas e condições do
conhecimento que pretenda ser racional e verdadeiro;
põe em questão e problema�za valores morais, polí�cos,
religiosos, ar�s�cos e culturais.
 
Das afirmações feitas acima
46@professorferretto @prof_ferretto
a) I, III e V são corretas. 
b) I e II são incorretas. 
c) II, IV e V são corretas. 
d) todas são corretas. 
e) todas são incorretas. 
FIL0036 - (Uel)
No livro Através do espelho e o que Alice encontrou por
lá, a Rainha Vermelha diz uma frase enigmá�ca: “Pois
aqui, como vê, você tem de correr o mais que pode para
con�nuar no mesmo lugar.”
(CARROL, L. Através do espelho e o que Alice encontrou
por lá. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. p.186.)
 
Já na Grécia an�ga, Zenão de Eleia enunciara uma tese
também enigmá�ca, segundo a qual o movimento é
ilusório, pois “numa corrida, o corredor mais rápido
jamais consegue ultrapassar o mais lento, visto o
perseguidor ter de primeiro a�ngir o ponto de onde
par�u o perseguido, de tal forma que o mais lento deve
manter sempre a dianteira.”
(ARISTÓTELES. Física. Z 9, 239 b 14. In: KIRK, G. S.; RAVEN,
J. E.; SCHOFIELD, M. Os Pré-socrá�cos. 4.ed. Lisboa:
Fundação Calouste Gulbenkian, 1994, p.284.)
 
Com base no problema filosófico da ilusão do movimento
em Zenão de Eleia, é correto afirmar que seu argumento
a) baseia-se na observação da natureza e de suas
transformações, resultando, por essa razão, numa
explicação naturalista pautada pelos sen�dos. 
b) confunde a ordem das coisas materiais (sensível) e a
ordem do ser (inteligível), pois avalia o sensível por
condições que lhe são estranhas. 
c) ilustra a problema�zação da crença numa verdadeira
existência do mundo sensível, à qual se chegaria pelos
sen�dos. 
d) mostra que o corredor mais rápido ultrapassará
inevitavelmente o corredor mais lento, pois isso nos
apontam as evidências dos sen�dos. 
e) pressupõe a noção de con�nuidade entre os instantes,
con�da no pressuposto da aceleração do movimento
entre os corredores. 
FIL0121 - (Uenp)
Sobre as escolas é�cas do período helenís�co, da
an�guidade clássica da Filosofia Grega, associe a primeira
com a segunda coluna e assinale e alterna�va correta.
 
Coluna I
I. epicurismo
II. estoicismo
III. ce�cismo
IV. ecle�smo
 
Coluna II
A - É uma moral hedonista. O fim supremo da vida é o
prazer sensível; o critério único de moralidade é o
sen�mento. Os prazeres esté�cos e intelectuais são como
os mais altos prazeres.
B - Visa sempre um fim úl�mo é�co-ascé�co, sem
qualquer meta�sica, mesmo nega�va.
C - Se nada é verdadeiro, tudo vale unicamente.
D - A paixão é sempre substancialmente má, pois é
movimento irracional, morbo e vício da alma.
a) I – A, II – B, III – C, IV – D 
b) I – A, II – B, III – D, IV – C 
c) I – A, II – D, III – C, IV – B 
d) I – A, II – D, III – B, IV – C 
e) I – D, II – A, III – B, IV – C 
FIL0715 - (Enem)
Não �nha outra filosofia. Nem eu. Não digo que a
Universidade me não �vesse ensinado alguma; mas eu
decorei-lhe só as fórmulas, o vocabulário, o esqueleto.
Tratei-a como tratei o la�m; embolsei três versos de
Virgílio, dois de Horácio, uma dúzia de locuções morais e
polí�cas, para as despesas da conversação. Tratei-os
como tratei a história e a jurisprudência. Colhi de todas
as cousas a fraseologia, a casca, a ornamentação.
ASSIS, M. Memórias póstumas de Brás Cubas. Belo
Horizonte: Autên�ca, 1995.
A descrição crí�ca do personagem de Machado de Assis
assemelha-se às caracterís�cas dos sofistas, contestados
pelos filósofos gregos da An�guidade, porque se mostra
alinhada à
a) laboração conceitual de entendimentos.
b) u�lização persuasiva do discurso.
c) narração alegórica dos rapsodos.
d) inves�gação empírica da physis.
e) expressão pictográfica da pólis.
FIL0724 - (Enem PPL)
O Estado surge pelo fato de ser o homem um animal
naturalmente social, polí�co. O Estado provê,
inicialmente, a sa�sfação daquelas necessidades
materiais, nega�vas e posi�vas, defesa e segurança,
conservação e engrandecimento, de outro modo
irrealizáveis. Mas o seu fim essencial é espiritual, isto é,
deve promover a virtude e, consequentemente, a
felicidade dos súditos mediante a ciência.
ARISTÓTELES. A polí�ca. São Paulo: Mar�ns Fontes, 2006
(adaptado).
47@professorferretto @prof_ferretto
 
Segundo o autor, é função do Estado garan�r o(a)
a) jus�ça divina, pregando a salvação eterna dos fiéis.
b) soberania, respeitando a autonomia dos três poderes.
c) propriedade privada, protegendo o direito natural
inalienável.
d) vida é�ca, proporcionando a formação moral dos
cidadãos.
e) direito de resistência, suprimindo governos
considerados impopulares.
FIL0731 - (Enem PPL)
As propostas dele não devem ser levadas a sério, pois
foi visto bêbado num restaurante.
GALINDO, R. 20 falácias (e as eleições). Disponível em:
www.gazetadopovo.com.br.
Acesso em: 17 out. 2021 (adaptado).
 
A afirmação, eficaz como mecanismo de persuasão de
eleitores em contextos polí�cos, cons�tui-se como uma
falácia porque
a) recorre à circularidade e afirma as suas teses.
b) ataca a pessoa e desconsidera as suas ideias.
c) aceita a conclusão e refuta as suas premissas.
d) evoca a maioria e apresenta os seus argumentos.
e) apela à autoridade e inves�ga os seus fundamentos.
FIL0781 - (Enem PPL)
O aparecimento da pólis, situado entre os séculos VIII
e VII a.C., cons�tui, na história do pensamento grego, um
acontecimento decisivo. Certamente, no plano
intelectual como no domínio das ins�tuições, a vida
social e as relações entre os homens tomam uma forma
nova, cuja originalidade foi plenamente sen�da pelos
gregos, manifestando-se no surgimento da filosofia.
VERNANT, J.-P. As origens do pensamento grego. Rio de
Janeiro: Difel, 2004 (adaptado).
 
Segundo Vernant, a filosofia na an�ga Grécia foi
resultado do(a)
a) cons�tuição do regime democrá�co. 
b) contato dos gregos com outros povos.
c) desenvolvimento no campo das navegações.
d) aparecimento de novas ins�tuições religiosas.
e) surgimento da cidade como organização social.
FIL0774 - (Enem PPL)
A definição de Aristóteles para enigma é totalmente
desligada de qualquer fundo religioso: dizer coisas reais
associando coisas impossíveis. Visto que, para
Aristóteles, associar coisas impossíveis significa formular
uma contradição, sua definição quer dizer que o enigma
é uma contradição que designa algo real, em vez de não
indicar nada, como é de regra.
COLLI, G. O nascimento da filosofia. Campinas: Unicamp,
1996 (adaptado).
 
Segundo o texto, Aristóteles inovou a forma de pensar
sobre o enigma, ao argumentar que 
a) a contradição que caracteriza o enigma é desprovida
de relevância filosófica.
b) os enigmas religiosos são contraditórios porque
indicam algo religiosamente real.
c) o enigma é uma contradição que diz algo de real e algo
de impossível ao mesmo tempo.
d) as coisas impossíveis são enigmá�cas e devem ser
explicadas em vista de sua origem religiosa.
e) a contradição enuncia coisas impossíveis e irreais,
porque ela é desligada de seu fundo religioso
FIL0747 - (Enem PPL)
Sem dúvida, os sons da voz (phone) exprimem a dor e
o prazer; também a encontramos nos animais em geral;
sua natureza lhes permite somente sen�r a dor e o prazer
e manifestar-lhes entre si. Mas o lógos é feito para
exprimir o justo e o injusto. Este é o caráter dis�n�vo do
homem face a todos os outros animais: só ele percebe o
bem e o mal, o justo e o injusto, e os outros valores; é a
posse comum desses valores que faz a família e a cidade.
ARISTÓTELES. A polí�ca. São Paulo: Nova Cultural, 1987
(adaptado).
 
Para o autor, a caracterís�ca que define o ser humano é
o lógos, que consiste na
a) evolução espiritual da alma.
b) apreensão gradual da verdade.
c) segurança material do indivíduo.d) capacidade racional de discernir.
e) possibilidade eventual de transcender.
FIL0749 - (Enem PPL)
Se os filósofos não forem reis nas cidades ou se os
que hoje são chamados reis e soberanos não forem
filósofos genuínos e capazes e se, numa mesma pessoa,
não coincidirem poder polí�co e filosofia e não for
barrada agora, sob coerção, a caminhada das diversas
naturezas que, em separado buscam uma dessas duas
metas, não é possível, caro Glaucon, que haja para as
48@professorferretto @prof_ferretto
cidades uma trégua de males e, penso, nem para o
gênero humano.
PLATÃO. A República. São Paulo: Mar�ns Fontes, 2014.
 
A tese apresentada pressupõe a necessidade do
conhecimento verdadeiro para a
a) superação de entraves dialógicos.
b) organização de uma sociedade justa.
c) formação de um saber enciclopédico.
d) promoção da igualdade dos cidadãos.
e) consolidação de uma democracia direta.
FIL0750 - (Enem PPL)
Aquilo que é quente necessita de umidade para viver,
e o que é morto seca, e todos os germes são úmidos, e
todo alimento é cheio de suco; ora, é natural que cada
coisa se nutra daquilo de que provém.
SIMPLÍCIO. In: BORNHEIM, G. A. Os filósofos pré-
socrá�cos. São Paulo: Cultrix, 1993.
 
O fragmento atribuído ao filósofo Tales de Mileto é
caracterís�co do pensamento pré-socrá�co ao apresentar
uma
a) abordagem epistemológica sobre o lógos e a
fundamentação da meta�sica. 
b) teoria crí�ca sobre a essência e o método do
conhecimento cien�fico.
c) jus�ficação religiosa sobre a existência e as
contradições humanas.
d) elaboração poé�ca sobre os mitos e as narra�vas
cosmogônicas.
e) explicação racional sobre a origem e a transformação
da physis.
49@professorferretto @prof_ferrettoum deve ocupar-se de uma função na
cidade, aquela para a qual a sua natureza é mais
adequada” (Platão, Rep., 433a).
 
Considerando a teoria platônica das virtudes, escreva V
ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a
seguir:
 
( ) Nessa teoria das virtudes, cada grupo desenvolve
a(s) virtude(s) que lhe é (ou são) própria(s).
( ) Só pode ser justa a cidade em que os grupos que
dela par�cipam e nela agem o fazem de acordo com sua
natureza.
( ) Quando sabedoria, coragem e moderação se realizam
de modo adequado, temos a jus�ça.
( ) Existe uma relação entre a natureza dos indivíduos,
o grupo de que devem fazer parte na cidade, as virtudes
que lhes são adequadas e, em consequência, a função
que nela devem desempenhar.
 
A sequência correta, de cima para baixo, é:
a) V, V, V, V. 
b) V, F, F, V. 
c) F, F, V, F. 
d) F, V, F, F. 
FIL0587 - (Enem)
Advento da Polis, nascimento da filosofia: entre as duas
ordens de fenômenos, os vínculos são demasiado
estreitos para que o pensamento racional não apareça,
em suas origens, solidário das estruturas sociais e
mentais próprias da cidade grega. Assim recolocada na
história, a filosofia despoja-se desse caráter de revelação
absoluta que às vezes lhe foi atribuído, saudando, na
jovem ciência dos jônios, a razão intemporal que veio
encarnar-se no Tempo. A escola de Mileto não viu nascer
a Razão; ela construiu uma Razão, uma primeira forma de
racionalidade. Essa razão grega não é a razão
experimental da ciência contemporânea
VERNANT, J. P. Origens do pensamento grego. Rio de
Janeiro: Difel, 2002.
 
Os vínculos entre os fenômenos indicados no trecho
foram fortalecidos pelo surgimento de uma categoria de
pensadores, a saber: 
a) Os epicuristas, envolvidos com o ideal de vida feliz. 
b) Os estoicos, dedicados à superação dos infortúnios. 
c) Os sofistas, comprome�dos com o ensino da
retórica. 
d) Os peripaté�cos, empenhados na dinâmica do
ensino. 
e) Os poetas rapsodos, responsáveis pela narra�va do
mito. 
FIL0039 - (Uncisal)
O período pré-socrá�co é o ponto inicial das reflexões
filosóficas. Suas discussões se prendem a Cosmologia,
sendo a determinação da physis (princípio eterno e
imutável que se encontra na origem da natureza e de
suas transformações) ponto crucial de toda formulação
filosófica. Em tal contexto, Leucipo e Demócrito afirmam
ser a realidade percebida pelos sen�dos ilusória. Eles
defendem que os sen�dos apenas capturam uma
realidade superficial, mutável e transitória que
acreditamos ser verdadeira. Mesmo que os sen�dos
apreendam “as mutações das coisas, no fundo, os
elementos primordiais que cons�tuem essa realidade
jamais se alteram.” Assim, a realidade é uma coisa e o
real outra.
Para Leucipo e Demócrito a physis é composta
a) pelas quatro raízes: o úmido, o seco, o quente e o frio.
 
b) pela água. 
c) pelo fogo. 
d) pelo ilimitado. 
e) pelos átomos. 
FIL0496 - (Enem)
TEXTO I
 Olhamos o homem alheio às a�vidades públicas
não como alguém que cuida apenas de seus próprios
interesses, mas como um inú�l; nós, cidadão atenienses,
decidimos as questões públicas por nós mesmos na
crença de que não é o debate que é empecilho à ação, e
sim o fato de não se estar esclarecido pelo debate antes
de chegar a hora da ação.
TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso. Brasília:
UnB, 1987 (adaptado).
5@professorferretto @prof_ferretto
 
TEXTO II
 Um cidadão integral pode ser definido por nada
mais nada menos que pelo direito de administrar jus�ça
e exercer funções públicas; algumas destas, todavia, são
limitadas quanto ao tempo de exercício, de tal modo que
não podem de forma alguma ser exercidas duas vezes
pela mesma pessoa, ou somente podem sê-lo depois de
certos intervalos de tempo prefixados.
ARISTÓTELES. Polí�ca. Brasília: UnB, 1985.
 
Comparando os textos I e II, tanto para Tucídides (no
século V a.C.) quanto para Aristóteles (no século IV a.C.),
a cidadania era definida pelo(a) 
a) pres�gio social. 
b) acúmulo de riqueza. 
c) par�cipação polí�ca. 
d) local de nascimento. 
e) grupo de parentesco.
FIL0028 - (Enem)
A representação de Demócrito é semelhante à de
Anaxágoras, na medida em que um infinitamente
múl�plo é a origem; mas nele a determinação dos
princípios fundamentais aparece de maneira tal que
contém aquilo que para o que foi formado não é,
absolutamente, o aspecto simples para si. Por exemplo,
par�culas de carne e de ouro seriam princípios que,
através de sua concentração, formam aquilo que aparece
como figura.
HEGEL. G. W. F. Crí�ca moderna. In: SOUZA, J. C. (Org.).
Os pré-socrá�ca: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural.
2000 (adaptado).
 
O texto faz uma apresentação crí�ca acerca do
pensamento de Demócrito, segundo o qual o “princípio
cons�tu�vo das coisas” estava representado pelo(a)
a) número, que fundamenta a criação dos deuses. 
b) devir, que simboliza o constante movimento dos
objetos. 
c) água, que expressa a causa material da origem do
universo. 
d) imobilidade, que sustenta a existência do ser
atemporal. 
e) átomo, que explica o surgimento dos entes. 
FIL0072 - (Ueg)
Considerando a história contada por Platão no livro VII da
República, mais conhecida como Mito da Caverna,
podemos deduzir que: 
a) o homem, apesar de nascer bom, puro e de posse da
verdade, pode desviar-se e passar a acreditar em
outro mundo mais perfeito de puras ideias. 
b) não podemos confiar apenas na razão, pois somente
guiados pelos sen�mentos e testemunhos dos
sen�dos poderemos alcançar a verdade. 
c) a caverna, na alegoria platônica, representa tudo
aquilo que impede o surgimento da consciência
filosófica, que possibilitaria uma ascensão para o
mundo inteligível. 
d) a razão deve submeter-se aos testemunhos dos
sen�dos, pois a verdade que está no mundo inteligível
só será a�ngida mediante a sensibilidade. 
e) os homens devem se libertar da crença na existência
em outro mundo e buscar resolver seus conflitos
aprofundando-se em sua interioridade. 
FIL0001 - (Ufpr)
Quando soube daquele oráculo, pus-me a refle�r assim:
“Que quererá dizer o Deus? Que sen�do oculto pôs na
resposta? Eu cá não tenho consciência de ser nem muito
sábio nem pouco; que quererá ele então significar
declarando-me o mais sábio? Naturalmente não está
men�ndo, porque isso lhe é impossível”. Por longo tempo
fiquei nessa incerteza sobre o sen�do; por fim, muito
contra meu gosto, decidi-me por uma inves�gação, que
passo a expor.
(PLATÃO. Defesa de Sócrates. Trad. Jaime Bruna. Coleção
Os Pensadores. Vol. II. São Paulo: Victor Civita, 1972, p.
14.)
 
O texto acima pode ser tomado como um exemplo para
ilustrar o modo como se estabelece, entre os gregos, a
passagem do mito para a filosofia. Essa passagem é
caracterizada: 
a) pela transição de um �po de conhecimento racional
para um conhecimento centrado na fabulação.
b) pela dedicação dos filósofos em resolver as incertezas
por meio da razão. 
c) pela aceitação passiva do que era afirmado pela
divindade. 
d) por um acento cada vez maior do valor conferido ao
discurso de cunho religioso. 
e) pelo ateísmo radical dos pensadores gregos, sendo
Sócrates, inclusive, condenado por isso. 
FIL0007 - (Ufsj)
A construção de uma cosmologia que desse uma
explicação racional e sistemá�ca das caracterís�cas do
universo, em subs�tuição à cosmogonia, que tentava
6@professorferretto @prof_ferretto
explicar a origem do universo baseada nos mitos, foi uma
preocupação da Filosofia
a) medieval. 
b) an�ga. 
c) iluminista. 
d) contemporânea. 
FIL0542 - (Uece)
“Aquilo que conhecemos cien�ficamente não é sujeito a
quaisquer variações. Portanto, o objeto do conhecimento
cien�fico existe necessariamente. Ele é
consequentemente eterno, pois todas as coisas cuja
existência é absolutamente necessária são eternas. Além
disso, toda ciência pode ser ensinada, e tudo que é
cien�ficamente conhecido pode ser aprendido. Então, o
conhecimento cien�fico pode também ser demonstrado.
As coisas variáveis são objeto da fabricaçãoe das ações
pra�cadas.”
ARISTÓTELES. É�ca a Nicômaco, 1139b. Trad. bras. Mário
da Gama Kury. Brasília: Editora Universidade de
Brasília, 2001. – Adaptado
 
Essa definição da ciência (epistéme) por Aristóteles
revela bem a diferença entre a concepção grega (an�ga)
de ciência e a nossa (moderna). A diferença está em que,
para nós, modernos, 
a) os objetos da ciência não são necessários, mas
indeterminados. 
b) os objetos da ciência não são invariáveis, pois são
modificáveis. 
c) o saber cien�fico não pode ser aprendido, pois não é
ensinável. 
d) os conhecimentos cien�ficos não podem ser
demonstrados. 
FIL0651 - (Uece)
“[...] desde Aristóteles, o ideal da lógica tem sido
encontrar as condições necessárias para que, de
proposições verdadeiras, se obtenham conclusões
verdadeiras. E é apenas o método dedu�vo que oferece
essa possibilidade e garan�a. [...] a dedução é um modo
de raciocinar, argumentar e demonstrar em que a
conclusão é uma consequência lógica das premissas [...]”.
COTRIM, Gilberto; FERNANDES, Mirna. Fundamentos de
filosofia. – 4ª ed. São Paulo: Saraiva, 2016, p. 109.
 
Sobre a dedução, é correto afirmar que parte de
a) premissas singulares para uma conclusão universal. 
b) premissas universais para uma conclusão singular. 
c) uma proposição singular para se chegar a outra
singular. 
d) uma proposição universal e chega-se a outra universal.
 
FIL0021 - (Unesp)
Em 4 de julho de 2012, foi detectada uma nova par�cula,
que pode ser o bóson de Higgs. Trata-se de uma par�cula
elementar proposta pelo �sico teórico Peter Higgs, e que
validaria a teoria do modelo padrão, segundo a qual o
bóson de Higgs seria a par�cula elementar responsável
pela origem da massa de todas as outras par�culas
elementares.
(Jean Júnio M. Pimenta et al. “O bóson de Higgs”. In:
Revista brasileira de ensino de �sica, vol. 35, no 2, 2013.
Adaptado.)
 
O que se descreve no texto possui relação com o
conceito de arqué, desenvolvido pelos primeiros
pensadores pré-socrá�cos da Jônia. A arqué diz respeito
a) à retórica u�lizada pelos sofistas para convencimento
dos cidadãos na polis. 
b) a uma explicação da origem do cosmos fundamentada
em pressupostos mitológicos. 
c) à inves�gação sobre a cons�tuição do cosmos por
meio de um princípio fundamental da natureza. 
d) ao desenvolvimento da lógica formal como habilidade
de raciocínio. 
e) à jus�ficação é�ca das ações na busca pelo
entendimento sobre o bem. 
FIL0116 - (Ufsj)
Sobre a é�ca na An�guidade, é CORRETO afirmar que
a) o ideal é�co perseguido pelo estoicismo era um
estado de plena serenidade para lidar com os
sobressaltos da existência. 
b) os sofistas afirmavam a norma�zação e verdades
universalmente válidas. 
c) Platão, na direção socrá�ca, defendeu a necessidade
de purificação da alma para se alcançar a ideia de
bem. 
d) Sócrates repercu�u a ideia de uma é�ca in�mista
voltada para o bem individual, que, ao ser exercida, se
espargiria por todos os homens. 
FIL0102 - (Uece)
7@professorferretto @prof_ferretto
Se na É�ca a Nicômaco Aristóteles visa encaminhar o
indivíduo à felicidade, na Polí�ca ele tem por finalidade
alcançar o bem comum, o bem viver. Por isso, ele
compreende que a origem da polis está na necessidade
natural do homem em buscar a felicidade. A comunidade
natural mais incipiente é a família, na qual seus membros
se unem para facilitar as a�vidades básicas de
sobrevivência. E várias famílias se ligam para formar a
aldeia. E as aldeias se juntam para ins�tuir a polis.
Sobre isso, é correto afirmar que
a) o homem não é naturalmente um animal polí�co, mas
é, por natureza, um membro da família. 
b) a polis não é uma noção ar�ficial, mas natural, pois é o
lugar do homem desenvolver as suas potencialidades
em vista ao bem-viver. 
c) a felicidade do homem está nas condições que
permitem sua sobrevivência no âmbito da família. 
d) a polis se cons�tui independente das famílias e das
aldeias, pois é a única comunidade natural a que o
homem pertence. 
FIL0704 - (Unesp)
Leia o excerto, baseado num documento maia do século
XVI.
 
Este é o princípio da concepção dos humanos, de quando
se buscou o que devia compor a carne do homem. [...]
De Paxil (Lugar da Fenda), Cayalá (de Água Amarga), esse
é seu nome, vieram as espigas de milho amarelo e as
espigas de milho branco.
E estes são os nomes dos animais, dos que trouxeram a
comida: Yac (Raposa Cinzenta), U�ú (Coiote), Quel
(Periquito) e Hoh (Corvo). Esses quatro animais lhes
deram a no�cia das espigas de milho amarelo e das
espigas de milho branco. [...]
Foi assim que eles encontraram o milho — milho que
compôs a carne da gente criada, da gente formada —, e a
água, que se tornou o sangue, a linfa do ser humano. [...]
E então puseram em palavras a criação, a formação de
nossas primeiras mães, de nossos primeiros pais. De
milho amarelo e de milho branco se fez sua carne;
apenas de alimento se fizeram os braços e as pernas do
ser humano.
(Popol Vuh, 2019.)
 
O excerto expõe
a) uma visão estereo�pada da criação humana, que
contraria os preceitos básicos do pensamento
cien�fico da época. 
b) um reconhecimento das limitações alimentares locais
e a incorporação de valores e princípios do catolicismo
europeu. 
c) um lamento dos na�vos diante da dominação
europeia e a reafirmação dos valores originais da
comunidade indígena. 
d) uma representação mí�ca das origens do homem, que
associa o processo da criação humana a elementos do
mundo natural.
e) uma interpretação mitológica da criação da fauna
na�va e a preocupação com a carência alimentar do
período.
FIL0056 - (Unicentro)
Sobre o pensamento socrá�co, analise as afirma�vas e
marque com V, as verdadeiras e com F, as falsas.
(__) Sócrates é autor da obra É�ca a Nicômaco.
(__) O pensamento socrá�co está escrito em hebraico.
(__) A ironia e a maiêu�ca são as bases de sua filosofia.
(__) Sócrates não cri�cou o saber dogmá�co, sendo, por
isso, conselheiro dos governantes de Atenas.
(__) Os diálogos platônicos são importantes textos
filosóficos que relatam, na maioria, o pensamento de
Sócrates.
 
A par�r da análise dessas afirma�vas, a alterna�va que
indica a sequência correta, de cima para baixo, é a
a) F V F V V 
b) V F V V F 
c) F F V F V 
d) V F F F V 
e) F V V V F 
FIL0042 - (Uenp)
Mario Quintana, no poema “As coisas”, traduziu o
sen�mento comum dos primeiros filósofos da seguinte
maneira: “O encanto sobrenatural que há nas coisas da
Natureza! [...] se nelas algo te dá encanto ou medo, não
me digas que seja feia ou má, é, acaso, singular”. Os
primeiros filósofos da an�guidade clássica grega se
preocupavam com:
8@professorferretto @prof_ferretto
a) Cosmologia, estudando a origem do Cosmos,
contrapondo a tradição mitológica das narra�vas
cosmogônicas e teogônicas. 
b) Polí�ca, discu�ndo as formas de organização da polis e
estabelecendo as regras da democracia. 
c) �ca, desenvolvendo uma filosofia dos valores e da
vida virtuosa. 
d) Epistemologia, procurando estabelecer as origens e
limites do conhecimento verdadeiro. 
e) Ontologia, construindo uma teoria do ser e do
substrato da realidade. 
FIL0591 - (Fer)
Que terá levado o homem, a par�r de determinado
momento de sua história, a fazer ciência teórica e
filosofia? Por que surge no Ocidente, mais precisamente
na Grécia do século VI a.C, uma nova mentalidade, que
passa a subs�tuir as an�gas construções mitológicas pela
aventura intelectual, expressa através de inves�gações
cien�ficas e especulações filosóficas?
(PESSANHA, J. A. M. Do Mito à Filosofia. In. Os Pré-
Socrá�cos. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1996. p.5.
Coleção “Os Pensadores”.)
 
Com base no texto e nos conhecimentos a respeito da
passagem do Mito ao Logos, assinale a alterna�va correta
sobre o surgimento da Filosofia. 
a) A Filosofia surgiu como uma tenta�va de encontrar um
princípio (arkhé) capaz de oferecer uma explicação
racional ou natural do mundo como natureza
organizada e ordenada por leis necessárias e
universais.
b) O homem e seusvalores cons�tuíram a principal
preocupação dos primeiros filósofos, razão pela qual
se considera que o período Pré-socrá�co é
caracterizado pelo antropocentrismo.
c) Não há relação entre o surgimento da Filosofia e a
organização da Polis grega, uma vez que fatores
polí�cos conjunturais não exercem influência sobre os
temas universais e necessários abordados pela
Filosofia.
d) A da passagem do Mito ao Logos foi caracterizada pela
transição de um �po de conhecimento racional para
um conhecimento centrado na fabulação.
e) A Filosofia surge após o declínio das ideias mitológicas,
não havendo nenhuma linha de con�nuidade entre
estas úl�mas e as novas ciências gregas.
FIL0109 - (Unisc)
Aristóteles, na obra E�ca a Nicômaco, procura o fim
úl�mo de todas as a�vidades humanas, uma vez que
tudo o que fazemos visa alcançar um bem, ou o que nos
parece ser um bem. Pergunta-se, então, pelo “sumo
bem”, aquele que em si mesmo é um fim, e não um meio
para o que quer que seja. Para Aristóteles, na É�ca a
Nicômaco, o sumo bem está
a) na honra. 
b) na riqueza. 
c) na fama. 
d) na vida feliz. 
e) na lealdade. 
FIL0093 - (Enem)
Enquanto o pensamento de Santo Agos�nho representa
o desenvolvimento de uma filosofia cristã inspirada em
Platão, o pensamento de São Tomás reabilita a filosofia
de Aristóteles – até então vista sob suspeita pela Igreja –,
mostrando ser possível desenvolver uma leitura de
Aristóteles compa�vel com a doutrina cristã. O
aristotelismo de São Tomás abriu caminho para o estudo
da obra aristotélica e para a legi�mação do interesse
pelas ciências naturais, um dos principais mo�vos do
interesse por Aristóteles nesse período.
MARCONDES, D. Textos básicos de filosofia. Rio de
Janeiro: Zahar, 2005.
 
A Igreja Católica por muito tempo impediu a divulgação
da obra de Aristóteles pelo fato de a obra aristotélica
a) valorizar a inves�gação cien�fica, contrariando certos
dogmas religiosos. 
b) declarar a inexistência de Deus, colocando em dúvida
toda a moral religiosa. 
c) cri�car a Igreja Católica, ins�gando a criação de outras
ins�tuições religiosas. 
d) evocar pensamentos de religiões orientais, minando a
expansão do cris�anismo. 
e) contribuir para o desenvolvimento de sen�mentos
an�rreligiosos, seguindo sua teoria polí�ca. 
FIL0690 - (Ufu)
Em sua obra É�ca a Nicômaco, Aristóteles (384-322 a.C.)
u�liza uma metáfora para expressar a sua concepção de
como viver uma vida feliz. Diz ele que “a função de um
tocador de lira é tocar a lira e a de um bom tocador de
lira é tocar a lira de modo excelente”. Do mesmo modo,
viver de modo excelente é viver por meio da virtude
(areté, em grego).
Assinale a afirmação que melhor define o conceito de
virtude segundo Aristóteles.
9@professorferretto @prof_ferretto
a) Disposição de caráter para agir segundo um princípio
racional que visa a felicidade. 
b) Disposição de caráter para agir de acordo com as leis
divinas. 
c) Disposição de caráter para escolher os extremos das
paixões. 
d) Disposição de caráter para buscar os prazeres e fugir
dos desprazeres.
FIL0497 - (Enem)
Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e
toda comunidade se forma com vistas a algum bem, pois
todas as ações de todos os homens são pra�cadas com
vistas ao que lhe parece um bem; se todas as
comunidades visam algum bem, é evidente que a mais
importante de todas elas e que inclui todas as outras tem
mais que todas este obje�vo e visa ao mais importante
de todos os bens.
ARISTÓTELES. Polí�ca. Brasília: UnB,1988.
 
No fragmento, Aristóteles promove uma reflexão que
associa dois elementos essenciais à discussão sobre a
vida em comunidade, a saber: 
a) É�ca e polí�ca, pois conduzem à eudaimonia. 
b) Retórica e linguagem, pois cuidam dos discursos na
ágora. 
c) Meta�sica e ontologia, pois tratam da filosofia
primeira. 
d) Democracia e sociedade, pois se referem a relações
sociais. 
e) Geração e corrupção, pois abarcam o campo
da physis. 
FIL0035 - (Enem)
A filosofia grega parece começar com uma ideia absurda,
com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas
as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e levá-la
a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque
essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas;
em segundo lugar, porque o faz sem imagem e fabulação;
e enfim, em terceiro lugar, porque nela embora apenas
em estado de crisálida, está con�do o pensamento: Tudo
é um.
NIETZSCHE. F. Crí�ca moderna. In: Os pré-socrá�cos. São
Paulo: Nova Cultural. 1999
 
O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o
surgimento da filosofia entre os gregos?
a) O impulso para transformar, mediante jus�fica�vas, os
elementos sensíveis em verdades racionais. 
b) O desejo de explicar, usando metáforas, a origem dos
seres e das coisas. 
c) A necessidade de buscar, de forma racional, a causa
primeira das coisas existentes.
d) A ambição de expor, de maneira metódica, as
diferenças entre as coisas.
e) A tenta�va de jus�ficar, a par�r de elementos
empíricos, o que existe no real.
FIL0085 - (Enem)
Mas, sendo minha intenção escrever algo de ú�l para
quem por tal se interesse, pareceu-me mais conveniente
ir em busca da verdade extraída dos fatos e não à
imaginação dos mesmos, pois muitos conceberam
repúblicas e principados jamais vistos ou conhecidos
como tendo realmente exis�do.
MAQUIAVEL, N. O príncipe. Disponível em:
www.culturabrasil.pro.br. Acesso em: 4 abr. 2013.
 
A par�r do texto, é possível perceber a crí�ca
maquiaveliana à filosofia polí�ca de Platão, pois há nesta
a
a) elaboração de um ordenamento polí�co com
fundamento na bondade infinita de Deus. 
b) explicitação dos acontecimentos polí�cos do período
clássico de forma imparcial. 
c) u�lização da oratória polí�ca como meio de convencer
os oponentes na ágora.
d) inves�gação das cons�tuições polí�cas de Atenas pelo
método indu�vo. 
e) idealização de um mundo polí�co perfeito existente
no mundo das ideias. 
FIL0114 - (Enem)
Alguns dos desejos são naturais e necessários; outros,
naturais e não necessários; outros, nem naturais nem
necessários, mas nascidos de vã opinião. Os desejos que
não nos trazem dor se não sa�sfeitos não são
necessários, mas o seu impulso pode ser facilmente
desfeito, quando é di�cil obter sua sa�sfação ou parecem
geradores de dano.
EPICURO DE SAMOS. “Doutrinas principais”. In: SANSON,
V. F. Textos de filosofia. Rio de Janeiro: Eduff, 1974.
 
No fragmento da obra filosófica de Epicuro, o homem
tem como fim
10@professorferretto @prof_ferretto
a) alcançar o prazer moderado e a felicidade. 
b) valorizar os deveres e as obrigações sociais. 
c) aceitar o sofrimento e o rigorismo da vida com
resignação. 
d) refle�r sobre os valores e as normas dadas pela
divindade. 
e) defender a indiferença e a impossibilidade de se
a�ngir o saber. 
FIL0545 - (Uece)
Discu�ndo sobre a origem da filosofia na Grécia, a
filósofa paulista Marilena Chauí explica:
 
“A filosofia nasce [...] no contexto da pólis e da existência
de um discurso (lógos) público, dialogal, compar�lhado,
decisional [de decisão cole�va], feito na troca de opiniões
e na capacidade para encontrar e desenvolver
argumentos que persuadam os outros e os façam aceitar
como válida e correta a opinião emi�da, ou rejeitá-la se
houver fraqueza dos argumentos”.
CHAUÍ, Marilena. Introdução à história da filosofia, 1: Dos
pré-socrá�cos a Aristóteles. – 2. ed. rev. e ampl. – São
Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 44.
 
 
Segundo a tese de Chauí sobre a origem da filosofia, é
correto dizer que a filosofia se desenvolve no contexto
da pólis, 
a) baseada no exercício da argumentação. 
b) devido às opiniões tradicionais e de fé. 
c) a par�r de decisões cole�vas coagidas. 
d) pela importância da beleza dos discursos. 
FIL0008 - (Ueg)
O ser humano, desde sua origem, em sua existência
co�diana, faz afirmações, nega, deseja, recusa e aprova
coisas e pessoas, elaborando juízos de fato e de valor por
meio dos quais procura orientar seu comportamento
teórico e prá�co. Entretanto,houve um momento em sua
evolução histórico-social em que o ser humano começa a
conferir um caráter filosófico às suas indagações e
perplexidades, ques�onando racionalmente suas
crenças, valores e escolhas. Nesse sen�do, pode-se
afirmar que a filosofia
a) é algo inerente ao ser humano desde sua origem e
que, por meio da elaboração dos sen�mentos, das
percepções e dos anseios humanos, procura
consolidar nossas crenças e opiniões. 
b) existe desde que existe o ser humano, não havendo
um local ou uma época específica para seu
nascimento, o que nos autoriza a afirmar que mesmo
a mentalidade mí�ca é também filosófica e exige o
trabalho da razão. 
c) inicia sua inves�gação quando aceitamos os dogmas e
as certezas co�dianas que nos são impostos pela
tradição e pela sociedade, visando educar o ser
humano como cidadão. 
d) surge quando o ser humano começa a exigir provas e
jus�ficações racionais que validam ou invalidam suas
crenças, seus valores e suas prá�cas, em detrimento
da verdade revelada pela codificação mí�ca. 
FIL0010 - (Enem)
Pode-se viver sem ciência, pode-se adotar crenças sem
querer jus�ficá-las racionalmente, pode-se desprezar as
evidências empíricas. No entanto, depois de Platão e
Aristóteles, nenhum homem honesto pode ignorar que
uma outra a�tude intelectual foi experimentada, a de
adotar crenças com base em razões e evidências e
ques�onar tudo o mais a fim de descobrir seu sen�do
úl�mo.
ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia.
São Paulo: Odysseus, 2002.
 
Platão e Aristóteles marcaram profundamente a
formação do pensamento Ocidental. No texto, é
ressaltado importante aspecto filosófico de ambos os
autores que, em linhas gerais, refere-se à 
a) adoção da experiência do senso comum como critério
de verdade. 
b) incapacidade de a razão confirmar o conhecimento
resultante de evidências empíricas. 
c) pretensão de a experiência legi�mar por si mesma a
verdade. 
d) defesa de que a hones�dade condiciona a
possibilidade de se pensar a verdade. 
e) compreensão de que a verdade deve ser jus�ficada
racionalmente. 
FIL0057 - (Ufu)
Leia o trecho abaixo, que se encontra na Apologia de
Sócrates de Platão e traz algumas das concepções
filosóficas defendidas pelo seu mestre.
 
11@professorferretto @prof_ferretto
Com efeito, senhores, temer a morte é o mesmo que se
supor sábio quem não o é, porque é supor que sabe o
que não sabe. Ninguém sabe o que é a morte, nem se,
porventura, será para o homem o maior dos bens; todos
a temem, como se soubessem ser ela o maior dos males.
A ignorância mais condenável não é essa de supor saber
o que não se sabe?
Platão, A Apologia de Sócrates, 29 a-b, In. HADOT, P. O
que é a Filosofia An�ga? São Paulo: Ed. Loyola, 1999, p.
61.
 
Com base no trecho acima e na filosofia de Sócrates,
assinale a alterna�va INCORRETA.
a) Sócrates prefere a morte a ter que renunciar a sua
missão, qual seja: buscar, por meio da filosofia, a
verdade, para além da mera aparência do saber. 
b) Sócrates leva o seu interlocutor a examinar-se,
fazendo-o tomar consciência das contradições que traz
consigo. 
c) Para Sócrates, pior do que a morte é admi�r aos
outros que nada se sabe. Deve-se evitar a ignorância a
todo custo, ainda que defendendo uma opinião não
devidamente examinada. 
d) Para Sócrates, o verdadeiro sábio é aquele que,
colocado diante da própria ignorância, admite que
nada sabe. Admi�r o não-saber, quando não se sabe,
define o sábio, segundo a concepção socrá�ca. 
FIL0041 - (Ueg)
A influência de Sócrates na filosofia grega foi tão
marcante que dividiu a sua história em períodos: período
pré-socrá�co, período socrá�co e período pós-socrá�co.
O período pré-socrá�co é visto como uma época de
formação da filosofia grega, na qual predominavam os
problemas cosmológicos. Ele se desenvolveu em cidades
da Jônia e da Magna Grécia. Grandes escolas filosóficas
surgem nesse período e muitos pensadores se destacam.
Entre eles, um jônico, que ficou conhecido como pai da
filosofia. Seu nome é:
a) Tales de Mileto 
b) Leucipo de Abdera 
c) Sócrates de Atenas 
d) Parmênides de Eléia 
FIL0016 - (Unimontes)
No mundo grego, podemos encontrar uma série de
relatos mitológicos sobre diversos aspectos da vida
humana, da natureza, dos deuses e do universo. Dois
�pos de relatos merecem destaque: as cosmogonias e
teogonias. Os relatos citados tratam da
a) origem dos homens e das plantas. 
b) origem do cosmo e dos deuses. 
c) origem dos deuses e dos homens. 
d) origem do cosmo e das plantas. 
FIL0062 - (Ufu)
Em um importante trecho da sua obra Meta�sica,
Aristóteles se refere a Sócrates nos seguintes termos:
Sócrates ocupava-se de questões é�cas e não da
natureza em sua totalidade, mas buscava o universal no
âmbito daquelas questões, tendo sido o primeiro a fixar a
atenção nas definições.
Aristóteles. Meta�sica, A6, 987b 1-3. Tradução de
Marcelo Perine. São Paulo: Loyola, 2002.
 
Com base na filosofia de Sócrates e no trecho
supracitado, assinale a alterna�va correta.
a) O método u�lizado por Sócrates consis�a em um
exercício dialé�co, cujo obje�vo era livrar o seu
interlocutor do erro e do preconceito − com o prévio
reconhecimento da própria ignorância −, e levá-lo a
formular conceitos de validade universal (definições).
 
b) Sócrates era, na verdade, um filósofo da natureza.
Para ele, a inves�gação filosófica é a busca pela
“Arché”, pelo princípio supremo do Cosmos. Por isso, o
método socrá�co era idên�co aos u�lizados pelos
filósofos que o antecederam (Pré-socrá�cos). 
c) O método socrá�co era empregado simplesmente para
ridicularizar os homens, colocando-os diante da
própria ignorância. Para Sócrates, conceitos universais
são ina�ngíveis para o homem; por isso, para ele, as
definições são sempre rela�vas e subje�vas, algo que
ele confirmou com a máxima “o Homem é a medida de
todas as coisas”. 
d) Sócrates desejava melhorar os seus concidadãos por
meio da inves�gação filosófica. Para ele, isso implica
não buscar “o que é”, mas aperfeiçoar “o que parece
ser”. Por isso, diz o filósofo, o fundamento da vida
moral é, em úl�ma instância, o egoísmo, ou seja, o
que é o bem para o indivíduo num dado momento de
sua existência. 
FIL0059 - (Unimontes)
Lembremos a figura de Sócrates. Dizem que era um
homem feio, mas, quando falava, exercia estranho
fascínio. Podemos atribuir a Sócrates duas maneiras de se
chegar ao conhecimento. Essas duas maneiras são
denominadas de
12@professorferretto @prof_ferretto
a) doxa e ironia. 
b) ironia e maiêu�ca. 
c) maiêu�ca e doxa. 
d) maiêu�ca e episteme. 
FIL0544 - (Uece)
“Como se sabe , a palavra mŷthos raramente foi
empregada por Heródoto. Caracterizar
um logos (narra�va) como mŷthos era para ele um meio
claro de rejeitá-lo como duvidoso e inconvincente. [...]
Situado em algum lugar além do que é visível,
um mýthos não pode ser provado. [...] Não obstante,
Heródoto sempre se refere à sua própria narra�va
como lógos ou lógoi. [...] Parte de um lógos podia ser
circunscrito como mŷthos e, ao mesmo tempo, o autor
podia ser designado como logopoiós, ou seja, como
alguém que expõe uma forma de conhecimento sem
fundamento apropriado ou de impossível verificação. ”
HARTOG, F. Os an�gos, o passado e o presente. Trad.
bras. Sonia Lacerda et al. Brasília, Editora da UnB, 2003,
p. 37-38.
 
Com base no que diz François Hartog, é correto afirmar
que 
a) mŷthos se refere a uma narra�va improvável,
inverificável, e lógos a uma narra�va ou argumento
que pretende possuir fundamento. 
b) a dis�nção entre mŷthos e lógos é arbitrária, pois não
se fundamenta em nenhum uso culto da língua grega
no período clássico. 
c) há um processo cultural em que mŷthos e lógos se
aproximam seman�camente na língua grega,
terminando por se iden�ficarem. 
d) a dis�nção entre mŷthos e lógos não tem importância
para Heródoto, sendo-lhe bem rela�va, embora
efe�vamente existente. 
FIL0095 - (Enem PPL)
Ao falar do caráter de um homem não dizemos que ele é
sábio ou que possui entendimento, mas que é calmoou
temperante. No entanto, louvamos também o sábio,
referindo-se ao hábito; e aos hábitos dignos de louvor
chamamos virtude.
ARISTÓTELES. É�ca a Nicômaco. São Paulo: Nova CuIturaI,
1973.
 
Em Aristóteles, o conceito de virtude é�ca expressa a
a) excelência de a�vidades pra�cadas em consonância
com o bem comum. 
b) concre�zação u�litária de ações que revelam a
manifestação de propósitos privados. 
c) concordância das ações humanas aos preceitos
emanados da divindade. 
d) realização de ações que permitem a configuração da
paz interior. 
e) manifestação de ações esté�cas, coroadas de adorno e
beleza. 
FIL0087 - (Enem)
Pode-se viver sem ciência, pode-se adotar crenças sem
querer jus�ficá-las racionalmente, pode-se desprezar as
evidências empíricas. No entanto, depois de Platão e
Aristóteles, nenhum homem honesto pode ignorar que
uma outra a�tude intelectual foi experimentada, a de
adotar crenças com base em razões e evidências e
ques�onar tudo o mais a fim de descobrir seu sen�do
úl�mo.
ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia.
São Paulo: Odysseus, 2002.
 
Platão e Aristóteles marcaram profundamente a
formação do pensamento Ocidental. No texto, é
ressaltado importante aspecto filosófico de ambos os
autores que, em linhas gerais, refere-se à 
a) adoção da experiência do senso comum como critério
de verdade. 
b) incapacidade de a razão confirmar o conhecimento
resultante de evidências empíricas. 
c) pretensão de a experiência legi�mar por si mesma a
verdade. 
d) defesa de que a hones�dade condiciona a
possibilidade de se pensar a verdade. 
e) compreensão de que a verdade deve ser jus�ficada
racionalmente. 
FIL0060 - (Unioeste)
O Oráculo de Delfos teria declarado que Sócrates (470-
399 a.C.) era o mais sábio dos homens. Essa profecia
marcou decisivamente a concepção socrá�ca de Filosofia,
pois sua verdade não era óbvia: “Logo ele, sem qualquer
especialização, ele que estava ciente de sua ignorância?
Logo ele, numa cidade [Atenas] repleta de ar�stas,
oradores, polí�cos, artesãos? Sócrates parece ter
meditado bastante tempo, buscando o significado das
palavras da pitonisa. Afinal concluiu que sua sabedoria só
poderia ser aquela de saber que nada sabia, essa
consciência da ignorância sobre as coisas que era sinal e
começo da autoconsciência.” (J. A. M. Pessanha)
13@professorferretto @prof_ferretto
 
Sobre a filosofia de Sócrates, é incorreto afirmar que
a) a filosofia de Sócrates consiste em buscar a verdade,
aceitando as opiniões contraditórias dos homens;
quanto mais importante era a posição social de um
homem, mais verdadeira era sua opinião.
b) a sabedoria de Sócrates está em saber que nada sabe,
enquanto os homens em geral estão impregnados de
preconceitos e noções incorretas, e não se dão conta
disso.
c) o reconhecimento da própria ignorância é o primeiro
passo para a sabedoria, pois, assim, podemos nos
livrar dos preconceitos e abrir caminho para a verdade.
d) após muito ques�onar os valores e as certezas
vigentes, Sócrates foi acusado de não respeitar os
deuses oficiais (impiedade) e corromper a juventude;
foi julgado e condenado à morte por ingestão de
cicuta. 
e) o caminho socrá�co para a sabedoria deve ser trilhado
pelo próprio indivíduo, que deve por ele mesmo
reconhecer seus preconceitos e opiniões, rejeitá-los e,
através da razão, a�ngir a verdade imutável. 
FIL0015 - (Unimontes)
A passagem da mentalidade mí�ca para o pensamento
racional e filosófico foi gestada por fatores considerados
relevantes para a construção de uma nova mentalidade.
Algumas novidades do período arcaico ajudaram a
transformar a visão que o mito oferecia sobre o mundo e
a existência humana. Nesse aspecto, são todos fatores
relevantes:
a) a invenção da escrita e da moeda, a lei escrita e a
imprensa. 
b) a invenção da escrita e do telefone, a lei escrita e o
nascimento da pólis. 
c) a invenção da escrita e da moeda, a lei escrita e o
nascimento da pólis. 
d) a invenção da escrita e da religião, a lei escrita e o
nascimento da pólis. 
FIL0051 - (Upe)
Sobre Filosofia e Reflexão, considere o texto a seguir:
Sobre a Filosofia e Reflexão
 
Exprimir-se-á bem a ideia de que a filosofia é procura e
não posse, definindo o trabalho filosófico como um
trabalho de reflexão. O modelo de reflexão filosófica – e
ao mesmo tempo seu exemplo mais acessível – é a
“ironia” socrá�ca.
HUISMAN, Denis; VERGEZ, André. Compêndio Moderno
de Filosofia, 1987, p. 25.
 
O autor acima enfa�za o exemplo sobre Filosofia e
Reflexão:
a) no ato de interrogar os interlocutores, Sócrates
expressava sua a�tude reflexiva. 
b) a reflexão filosófica se inicia na consciência e na posse
do saber. 
c) a reflexão filosófica nos faz refle�r ao ensinar sua
opinião com certeza irrefutável. 
d) na reflexão filosófica, Sócrates expressava sua opinião
como verdadeira. 
e) ao perguntar, Sócrates delimitava o modelo e a posse
da sabedoria. 
FIL0699 - (Enem PPL)
Sem dúvida, os sons da voz (phone) exprimem a dor e o
prazer; também a encontramos nos animais em geral;
sua natureza lhes permite somente sen�r a dor e o prazer
e manifestar-lhes entre si. Mas o lógos é feito para
exprimir o justo e o injusto. Este é o caráter dis�n�vo do
homem face a todos os outros animais: só ele percebe o
bem e o mal, o justo e o injusto, e os outros valores; é a
posse comum desses valores que faz a família e a cidade.
ARISTÓTELES. A polí�ca. São Paulo: Nova Cultural, 1987
(adaptado).
 
Para o autor, a caracterís�ca que define o ser humano é o
lógos, que consiste na:
a) evolução espiritual da alma. 
b) apreensão gradual da verdade. 
c) segurança material do indivíduo. 
d) capacidade racional de discernir.
e) possibilidade eventual de transcender.
FIL0594 - (Fer)
A crí�ca de Sócrates aos sofistas consiste em mostrar que
o ensinamento so�s�co limita-se a uma mera técnica ou
habilidade argumenta�va que visa a convencer o
oponente daquilo que se diz, mas não leva ao verdadeiro
conhecimento. A consequência disso era que, devido à
influência dos sofistas, as decisões polí�cas na
Assembleia estavam sendo tomadas não com base em
um saber, ou na posição dos mais sábios, mas na dos
mais hábeis em retórica, que poderiam não ser os mais
sábios ou virtuosos.
(Danilo Marcondes. Iniciação à história da filosofia,
2010.)
 
De acordo com o texto e com a teoria do conhecimento
de Sócrates e dos Sofistas, assinale a alterna�va correta:
14@professorferretto @prof_ferretto
a) Os Sofistas eram professores de oratória apreciados
por Sócrates, porque argumentavam com rigor lógico e
preocupação é�ca.
b) O método socrá�co consiste em ques�onar o senso
comum e desfazer argumentos falsos, a fim de
procurar a verdade das coisas.
c) Sócrates, como um dos principais pensadores sofistas,
foi o iniciador do pensamento filosófico cosmológico,
dedicado à especulação sobre a natureza, sobre o
cosmo.
d) A teoria do conhecimento socrá�ca é conhecida como
Maiêu�ca e repudia o uso da ironia para a busca do
conhecimento.
e) Os sofistas buscavam um conhecimento
inques�onável, que deveria ser fundamentado por
conceitos universais e necessários.
FIL0528 - (Unesp)
– É nesse ponto que eu estabeleço a dis�nção: para um
lado os que ainda agora referiste – amadores de
espetáculos, amigos das artes e homens de ação – e para
outro aqueles de quem estamos a tratar, os únicos que
com razão podem chamar-se filósofos.
– Que queres dizer?
– Os amadores de audições e de espetáculos encantam-
se com as belas vozes, cores e formas e todas as obras
feitas com tais elementos, embora o seu espírito seja
incapaz de discernir e de amar a natureza do belo em si.
(Platão. A República, 2017. Adaptado.)
 
No excerto, Platão direciona aos ar�stas uma crí�ca que
é fundamentada
a) na associação das artes com o conhecimento
mitológico. 
b) na impossibilidade de representação justa das ideias. 
c) na necessidade de as artes terem um conteúdo
verossímil. 
d) no grande alcance popular a�ngido pelas peças
ar�s�cas. 
e) no fato de os espetáculosserem parâmetros
pedagógicos. 
FIL0065 - (Uepa)
Leia o texto para responder à questão.
Platão:
A massa popular é assimilável por natureza a um animal
escravo de suas paixões e de seus interesses passageiros,
sensível à lisonja, inconstante em seus amores e seus
ódios; confiar-lhe o poder é aceitar a �rania de um ser
incapaz da menor reflexão e do menor rigor. Quanto às
pretensas discussões na Assembleia, são apenas disputas
contrapondo opiniões subje�vas, inconsistentes, cujas
contradições e lacunas traduzem bastante bem o seu
caráter insuficiente.
(Citado por: CHATELET, F. História das Ideias Polí�cas. Rio
de Janeiro: Zahar, 1997, p. 17)
 
Os argumentos de Platão, filósofo grego da an�guidade,
evidenciam uma forte crí�ca à:
a) oligarquia 
b) república 
c) democracia 
d) monarquia 
e) plutocracia 
FIL0600 - (Fer)
Em meados do século IV a.C., Alexandre Magno assumiu
o trono da Macedônia e iniciou uma série de conquistas
e, a par�r daí, construiu um vasto império que incluía,
entre outros territórios, a Grécia. Essa dominação só teve
fim com o desenvolvimento de outro império, o romano.
Esse período ficou conhecido como helenís�co e
representou uma transformação radical na cultura grega. 
 
Sobre as escolas do período helenís�co, julgue os itens
abaixo.
 
I. Sem preocupar-se com questões é�cas, o Estoicismo
buscou explicar a realidade por meio dos números.
II. O Ce�cismo defende a suspensão do juízo, já que não
é possível ao homem obter alguma certeza.
III. O desprezo das convenções sociais caracteriza a escola
conhecida como Cinismo.
IV. O Epicurismo defende a busca pelos prazeres
moderados, como forma de alcançar a felicidade.
 
Está correto o que se afirma em:
a) I, II, III e IV.
b) III e IV somente.
c) I, II e III somente.
d) II, III e IV somente.
e) Todas estão erradas.
FIL0050 - (Enem)
Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o
contato de Sócrates paralisa e embaraça; leva a refle�r
sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção
incomum: os temperamentais, como Alcibíades, sabem
que encontrarão junto dele todo o bem de que são
capazes, mas fogem porque receiam essa influência
poderosa, que os leva a se censurarem. E sobretudo a
15@professorferretto @prof_ferretto
esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta
imprimir sua orientação.
BRÉHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou,
1977.
 
O texto evidencia caracterís�cas do modo de vida
socrá�co, que se baseava na
a) contemplação da tradição mí�ca. 
b) sustentação do método dialé�co. 
c) rela�vização do saber verdadeiro. 
d) valorização da argumentação retórica. 
e) inves�gação dos fundamentos da natureza. 
FIL0048 - (Ufu)
A respeito do método de Sócrates, assinale a alterna�va
que apresenta a definição correta de maiêu�ca.
a) Um método sinté�co, que ignora a argumentação dos
interlocutores e prontamente define o que é o objeto
em discussão. 
b) Uma estratégia so�s�ca, que é empregada para
educar a juventude na prá�ca da retórica, visando
apenas ao ornamento do discurso. 
c) Um método analí�co, que interroga a respeito daquilo
que é �do como a verdadeira jus�ça, o verdadeiro
belo, o verdadeiro bem. 
d) Uma iluminação divina, que deposita na mente do
filósofo o conhecimento profundo das coisas da
natureza. 
FIL0046 - (Uel)
Sócrates, Giordano Bruno e Galileu foram pensadores
que defenderam a liberdade de pensamento frente às
restrições impostas pela tradição. Na Apologia de
Sócrates, a acusação contra o filósofo é assim enunciada:
 
Sócrates [...] é culpado de corromper os moços e não
acreditar nos deuses que a cidade admite, além de
aceitar divindades novas (24b-c).
Ao final do escrito de Platão, Sócrates diz aos juízes:
 
Mas, está na hora de nos irmos: eu, para morrer; vós,
para viver. A quem tocou a melhor parte, é o que
nenhum de nós pode saber, exceto a divindade. (42a).
(PLATÃO. Apologia de Sócrates. Trad. Carlos Alberto
Nunes. Belém: EDUFPA, 2001. p. 122-23; 147.)
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a disputa
entre filosofia e tradição presente na condenação de
Sócrates, assinale a alterna�va correta.
a) O desprezo socrá�co pela vida, implícito na resignação
à sua pena, é reforçado pelo reconhecimento da
soberania do poder dos juízes. 
b) A aceitação do veredito dos juízes que o condenaram
à morte evidencia que Sócrates consen�u com os
argumentos dos acusadores. 
c) A acusação a Sócrates pauta-se na iden�ficação da
insuficiência dos seus argumentos, e a corrupção que
provoca resulta das contradições do seu pensamento.
 
d) A crí�ca de Sócrates à tradição sustenta-se no repúdio
às ins�tuições que devem ser abandonadas em
bene�cio da liberdade de pensamento. 
e) A sentença de morte foi aceita por Sócrates porque
morrer não é um mal em si e o livre pensar permite
apreender essa verdade. 
FIL0593 - (Fer)
Os filósofos pré-socrá�cos tentaram explicar a
diversidade e a transitoriedade das coisas do universo,
reduzindo tudo a um ou mais princípios elementares, os
quais seriam a verdadeira natureza ou ser de todas as
coisas. 
 
Com base em seus conhecimentos sobre os filósofos pré-
socrá�cos, assinale a alterna�va INCORRETA:
a) Tales de Mileto, defensor da água como princípio
universal, foi o primeiro filósofo a buscar respostas
naturalistas e racionais para questões sobre o mundo.
b) Para Parmênides, o ser nunca muda. O ser
simplesmente é e o não ser não é.
c) A concepção de Heráclito valoriza o movimento na
descrição da realidade.
d) Demócrito de Abdera divergiu de seu mestre Leucipo
ao afirmar que a matéria pode ser dividida
infinitamente e, por isso, abandonou o atomismo.
e) Empédocles é considerado um filósofo pluralista, pois
propagou a teoria dos quatro elementos ou raízes
como princípios cons�tu�vos da natureza.
FIL0649 - (Uece)
No diálogo Eu�fron, Platão apresenta uma conversa
entre Sócrates e o jovem Eu�fron acerca da piedade.
Sócrates pergunta-lhe sobre o que é a piedade, e Eu�fron
que é piedoso denunciar e procurar cas�go para quem
comete homicídios. Sócrates, então, argumenta:
 
“[...] não te pedi para demonstrar-me uma ou duas
dessas coisas que são piedosas, mas que me explicasses a
natureza de todas as coisas piedosas. Porque disseste
que existe algo caracterís�co que faz com que todas as
16@professorferretto @prof_ferretto
coisas ímpias sejam ímpias, e todas as coisas piedosas,
piedosas. Pois bem, esse caráter dis�n�vo é o que desejo
que me esclareças, a fim de que, analisando-o com
atenção e servindo-me dele como parâmetro, possa
afirmar que tudo o que fazes, ou um outro, de igual
maneira é piedoso, enquanto aquilo que se dis�ngue
disso não o é.”
PLATÃO. Eu�fron, 6 d-e. Lisboa: Casa da Moeda, 2007
(Texto adaptado).
 
O que Sócrates solicita a Eu�fron é que este
a) dê exemplos exaus�vos de ações piedosas, de modo
que, ao final, saibamos o que é a piedade. 
b) explique por que é piedoso denunciar e solicitar
punições aos que cometem homicídios. 
c) dê uma definição geral de piedade, mediante a qual se
possa reconhecer as ações piedosas. 
d) mostre como cada ação piedosa tem sua própria
natureza, sendo a piedade um valor rela�vo. 
FIL0013 - (Unb)
No início do século XX, estudiosos esforçaram-se em
mostrar a con�nuidade, na Grécia An�ga, entre mito e
filosofia, opondo-se a teses anteriores, que advogavam a
descon�nuidade entre ambos.
A con�nuidade entre mito e filosofia, no entanto, não foi
entendida univocamente. Alguns estudiosos, como
Cornford e Jaeger, consideraram que as perguntas acerca
da origem do mundo e das coisas haviam sido
respondidas pelos mitos e pela filosofia nascente, dado
que os primeiros filósofos haviam suprimido os aspectos
antropomórficos e fantás�cos dos mitos.
Ainda no século XX, Vernant, mesmo aceitando certa
con�nuidade entre mito e filosofia, cri�cou seus
predecessores, ao rejeitar a ideia de que a filosofia
apenas afirmava, de outra maneira, o mesmo que o mito.
Assim, a discussão sobre a especificidade da filosofia em
relação ao mito foi retomada.
 
Considerando o brevehistórico acima, concernente à
relação entre o mito e a filosofia nascente, assinale a
opção que expressa, de forma mais adequada, essa
relação na Grécia An�ga.
a) O mito é a expressão mais acabada da religiosidade
arcaica, e a filosofia corresponde ao advento da razão
liberada da religiosidade. 
b) O mito é uma narra�va em que a origem do mundo é
apresentada imagina�vamente, e a filosofia
caracteriza-se como explicação racional que retoma
questões presentes no mito. 
c) O mito fundamenta-se no rito, é infan�l, pré-lógico e
irracional, e a filosofia, também fundamentada no rito,
corresponde ao surgimento da razão na Grécia An�ga.
 
d) O mito descreve nascimentos sucessivos, incluída a
origem do ser, e a filosofia descreve a origem do ser a
par�r do dilema insuperável entre caos e medida. 
FIL0540 - (Uece)
“A teologia, para mim, é uma grandeza cultural na
história da cultura do Ocidente. Creio que é uma
grandeza cons�tu�va da tradição, sobretudo, filosófica: o
termo ‘teologia’ nasceu da filosofia, é um termo criado
por Platão. [...] Quando a filosofia ultrapassa o domínio
daquilo que, de alguma maneira, é diretamente acessível
à experiência e controlado por ela, entra neste domínio
que Platão chama de ‘suprassensível’, inteligível, ou como
quer que seja. Este é, para mim, um domínio no qual o
problema teológico se apresenta inevitavelmente,
porque se apresenta o problema da ordem das realidades
e toda ordem supõe um princípio ordenador, tornando-
se então, de alguma maneira, uma teologia.”
VAZ, Henrique Claudio de Lima. Filosofia e forma da ação.
Entrevista a Cadernos de filosofia alemã, 2, p. 77-102,
1997.
 
Na passagem acima citada, o filósofo brasileiro H. C. de
Lima Vaz (1921-2002) apresenta uma interpretação do
pensamento filosófico como uma teologia. Recorrendo à
filosofia de Platão para explicar essa sua interpretação,
ele termina por nos oferecer uma interpretação da
própria teoria platônica das ideias, que seria uma espécie
de teologia, porque
a) mostra como os deuses gregos não são corpóreos,
mas espirituais. 
b) é a base da posterior teologia revelada dos pais da
Igreja cristã. 
c) apresenta os princípios inteligíveis ordenadores da
realidade natural e é�ca. 
d) afirma que não existe realidade sensível, mas apenas a
suprassensível. 
FIL0119 - (Ueg)
17@professorferretto @prof_ferretto
Em meados do século IV a.C., Alexandre Magno assumiu
o trono da Macedônia e iniciou uma série de conquistas
e, a par�r daí, construiu um vasto império que incluía,
entre outros territórios, a Grécia. Essa dominação só teve
fim com o desenvolvimento de outro império, o romano.
Esse período ficou conhecido como helenís�co e
representou uma transformação radical na cultura grega.
Nessa época, um pensador nascido em Élis, chamado
Pirro, defendia os fundamentos do ce�cismo. Ele fundou
uma escola filosófica que pregava a ideia de que:
a) seria impossível conhecer a verdade.
b) seria inadmissível permanecer na mera opinião. 
c) os princípios morais devem ser inferidos da natureza. 
d) os princípios morais devem basear-se na busca pelo
prazer. 
FIL0063 - (Unicentro)
Após as primeiras discussões dos filósofos “pré-
socrá�cos” no século VI a.C. (período cosmológico), surge
outro movimento muito importante na história da
filosofia. Passa a ser abordado uma nova modalidade de
problemas e discussões (período antropológico), e assim
teremos não só as figuras principais do novo cenário da
filosofia grega, mas de toda a história da razão ocidental:
Sócrates, Platão e Aristóteles. Com Sócrates, a filosofia
ganha uma nova “roupagem”. Sócrates viveu em Atenas
no momento de apogeu da cultura grega, o chamado
período clássico (séculos V e IV a.C.), fase de grande
expressão na polí�ca, nas artes, na literatura e na
filosofia. O que há de mais forte na filosofia de Sócrates é
o seu método e a maneira pela qual ele buscava discu�r
os problemas relacionados à filosofia.
A par�r desta informação, e de seus conhecimentos
sobre a filosofia socrá�ca, analise as asser�vas e assinale
a alterna�va que aponta as corretas.
 
I. Sócrates sempre buscava pessoas em praça pública
para dialogar e ques�onar sobre a realidade de seu
tempo.
II. A célebre frase de Sócrates, que caracterizava parte de
seu método é: “só sei que nada sei”, por isso ques�onava
as ideias de seus interlocutores.
III. Sócrates oferecia grande importância às experiências
sensíveis, o que caracterizou fortemente o seu método
filosófico.
IV. Para fazer com que os seus interlocutores
enxergassem a verdade por si próprios, Sócrates elaborou
um método composto de duas partes centrais: a ironia e
a maiêu�ca.
a) Apenas I e II estão corretas. 
b) Apenas I, II e IV estão corretas. 
c) Apenas III e IV estão corretas. 
d) Apenas I, II e III estão corretas. 
e) Apenas I e IV estão corretas. 
FIL0078 - (Uel)
Leia a �rinha e o texto a seguir para responder à questão.
Exercita-te primeiro, caro amigo, e aprende o que é
preciso conhecer para te iniciares na polí�ca; antes, não.
Então, primeiro precisarás adquirir virtude, tu ou quem
quer que se disponha a governar ou a administrar não só
a sua pessoa e seus interesses par�culares, como a
cidade e as coisas a ela per�nentes. Assim, o que precisas
alcançar não é o poder absoluto para fazeres o que bem
entenderes con�go ou com a cidade, porém jus�ça e
sabedoria.
PLATÃO, O primeiro Alcebíades. Trad. Carlos Alberto
Nunes.
Belém: EDUFPA, 2004. p. 281-285.
 
Com base na �rinha, no texto e nos conhecimentos sobre
a é�ca e a polí�ca em Platão, assinale a alterna�va
correta.
18@professorferretto @prof_ferretto
a) A virtude individual terá fraca influência sobre o
governo da cidade, já que a administração da cidade
independe da qualidade de seus cidadãos. 
b) Jus�ça, sabedoria e virtude resultam da opinião do
legislador sobre o que seria melhor para a cidade e
para o indivíduo. 
c) O indivíduo deve possuir a virtude antes de dirigir a
cidade, pois assim saberá bem governar e ser justo, já
que se autogoverna. 
d) Para se iniciar em polí�ca, primeiro é necessário o
poder absoluto para fazer o bem para a cidade e a si
próprio. 
e) Todo conflito desaparece em uma cidade se a virtude
fizer parte da administração, mesmo que o dirigente
não a possua. 
FIL0003 - (Upe)
Observe o texto a seguir sobre a gênese do pensamento
filosófico.
 
Com a filosofia, novo critério de verdade se impunha: o
critério da logicidade. Verdade é aquilo, que concorda
com as leis do lógos (pensamento, razão). É a razão, que
nos dá garan�a da verdade, porque o real é racional.
LARA, Tiago Adão. A Filosofia nas suas origens gregas,
1989, p. 54.
 
Sobre a gênese do pensamento filosófico, está CORRETO
afirmar que
a) a evidência da verdade com o crivo da racionalidade
tem resposta no mito. 
b) o critério da logicidade está presente na adesão à
crença e ao mito. 
c) a gênese do pensar filosófico e a inspiração criadora
de sen�dos consistem na fantasia. 
d) a origem do pensamento filosófico surge entre os
gregos, no século VI a.C., na busca por explicação do
sobrenatural com a força do divino. 
e) o despertar da filosofia grega surge na verdade
argumentada da razão com o critério da interpretação.
 
FIL0086 - (Enem)
Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides
era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão
e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação
entre objeto racional e objeto sensível ou material que
privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo.
Lenta, mas irresis�velmente, a Doutrina das Ideias
formava-se em sua mente.
ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia.
São Paulo: Odysseus, 2012 (adaptado).
 
O texto faz referência à relação entre razão e sensação,
um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão
(427–346 a.C.). De acordo com o texto, como Platão se
situa diante dessa relação?
a) Estabelecendo um abismo intransponível entre as
duas. 
b) Privilegiando os sen�dos e subordinando o
conhecimento a eles. 
c) Atendo-se à posição de

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