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e-Book 1 Fernanda Delmutte de Andrade DESENHO UNIVERSAL Sumário INTRODUÇÃO ������������������������������������������������� 3 DESENHO UNIVERSAL ����������������������������������� 4 ACESSIBILIDADE ������������������������������������������� 9 Histórico da acessibilidade no Brasil �������������������������������� 11 A ERGONOMIA E COMO ELA SE RELACIONA COM A ACESSIBILIDADE E COM O DESENHO UNIVERSAL ���������������������17 Antropometria ��������������������������������������������������������������������� 21 Proxêmica ���������������������������������������������������������������������������� 24 Ambientes de trabalho com o uso da informática – LER e DORT �������������������������������������������������������������������������� 26 ELEMENTOS PROJETUAIS ��������������������������30 Dimensões e módulos de referência ��������������������������������� 30 Símbolos internacionais ����������������������������������������������������� 31 Sinalização tátil direcional e de alerta ������������������������������ 32 CONSIDERAÇÕES FINAIS ����������������������������35 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS & CONSULTADAS ��������������������������������������������37 3 INTRODUÇÃO Em um primeiro momento de nossos estudos, verificaremos alguns conceitos e definições; na segunda parte, veremos como a acessibilidade atua nos espaços públicos; em seguida, estudaremos como ela pode ser empregada em edificações e, finalmente, abordaremos a acessibilidade nos demais ambientes construídos� Nesse primeiro módulo da disciplina de Desenho Universal, conheceremos seu conceito e aborda- remos também os conceitos de acessibilidade e de ergonomia. Na sequência, entenderemos como elas se relacionam com o nosso objeto de estudo e conheceremos os chamados módulos de referên- cia – simbologias e dispositivos de acessibilidade. Por fim, faremos uma síntese com os principais assuntos abordados, com o objetivo de facilitar a assimilação dos conteúdos estudados� 44 DESENHO UNIVERSAL Utilizada pela primeira vez nos Estados Unidos, em 1985, a expressão Universal Design (em português, Desenho Universal) foi cunhada pelo arquiteto Ron Mace� Para ele, “o Desenho Universal aplicado a um projeto consiste na criação de ambientes e produtos que possam ser usados por todas as pessoas, na sua máxima extensão possível�” (SÃO PAULO, 2010) O conceito de Desenho Universal surgiu em de- corrência de reivindicações de dois segmentos sociais: o primeiro composto por pessoas com deficiência e o segundo formado por arquitetos, engenheiros, urbanistas e designers que deseja- vam maior democratização do uso dos espaços, por meio de uma visão mais ampla da atividade de projetar. Esse grupo de profissionais almejava ambientes que pudessem ser utilizados por todos, sem necessidade de adaptação ou projeto espe- cializado para pessoas com deficiência, de modo a proporcionar espaços ergonômicos para todos. Antes do conceito de Desenho Universal, os Estados Unidos já tinham normas técnicas de acessibilida- de, porém, os espaços projetados e construídos não eram pensados para serem usados por todas as pessoas� Havia somente locais alternativos ou 55 reservados para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida� (SÃO PAULO, 2010) Na década de 1990, um grupo de arquitetos se reuniu na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a fim de estabelecer critérios para que edificações, ambientes internos, espaço urbano e produtos atendessem a um maior número de usuários� Dessa reunião nasceram os sete prin- cípios do Desenho Universal, que foram adotados mundialmente em obras de acessibilidade: 1) USO EQUITATIVO y Que consiste em propor espaços, objetos e produtos que possam ser utilizados por usuários com capacidades diferentes; y Visa a evitar segregação, oferecer privacidade, segurança, proteção e desenvolver e fornecer pro- dutos atraentes para todos os usuários� 2) USO FLEXÍVEL y Que prevê a criação de ambientes ou sistemas construtivos que permitam atender às necessidades de usuários com diferentes habilidades e preferên- cias, admitindo adequações e transformações, e também possibilitar adaptabilidade às necessida- des do usuário, de forma que as dimensões dos ambientes das construções possam ser alteradas� 66 3) USO SIMPLES E INTUITIVO y Que visa a permitir a fácil compreensão e apreensão do espaço, independentemente da ex- periência do usuário, de seu grau de conhecimento, habilidade de linguagem ou nível de concentração; visa ainda a eliminar complexidades desnecessá- rias e ser coerente com as expectativas e intuição do usuário; além de disponibilizar as informações segundo a ordem de importância. 4) INFORMAÇÃO DE FÁCIL PERCEPÇÃO y Este princípio propõe o uso de diferentes meios de comunicação, como símbolos, informações sonoras, táteis, entre outras, para compreensão de usuários com dificuldade de audição, visão, cognição ou estrangeiros; propõe também que sejam disponibilizados formas e objetos de co- municação com contraste adequado, clareza nas informações essenciais; e facilitação do uso de determinado espaço ou equipamento. 5) TOLERÂNCIA AO ERRO (SEGURANÇA) y Consiste em considerar a segurança na con- cepção de ambientes e a escolha dos materiais de acabamento e demais produtos com o objetivo de minimizar os riscos de acidentes� 77 6) ESFORÇO FÍSICO MÍNIMO y Visa a dimensionar elementos e equipamentos para que sejam utilizados de maneira eficiente, segura, confortável, sem causar fadiga desneces- sária; visa também a minimizar ações repetitivas e esforços físicos que não podem ser evitados. 7) DIMENSIONAMENTO DE ESPAÇOS PARA ACESSO E USO ABRANGENTE y Objetiva permitir acesso e uso confortáveis para os usuários, tanto sentados quanto em pé; possi- bilitar o alcance visual dos ambientes e produtos; acomodar variações ergonômicas, oferecendo condições de manuseio e contato para usuários com diferentes dificuldades de manipulação; e também possibilitar a utilização dos espaços por usuários com órteses, como cadeira de rodas e muletas� A possibilidade de se locomover livremente deve ser garantida a toda pessoa, independentemente de qualquer condição� A consciência e a clareza sobre as condições das pessoas com deficiência que adquirimos ao longo da história tornaram possível que hoje os espaços pos- sam ser concebidos considerando seu uso por todas as pessoas, sem distinção, bem como podem ser realizadas adaptações em edificações já existentes. REFLITA 88 As pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, em geral, utilizam equipamentos auxiliares – órteses – para sua locomoção, como bengalas, muletas e cadeiras de rodas� Cientes de tais particularidades, ao projetar, os profissionais responsáveis devem considerar tais equipamentos para dimensiona- mento, promovendo assim espaços dotados de acessibilidade� (SÃO PAULO, 2010) 9 ACESSIBILIDADE Para compreendermos a importância de projetar espaços acessíveis precisamos conhecer o con- ceito de acessibilidade: Possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e co- municação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privado de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida. (NBR 9050, 2020, p� 2) A definição apresentada provém da Norma Bra- sileira de Acessibilidade – isso demonstra que o Brasil, atualmente, se preocupa com a inclusão e dispõe de regulamentação para assegurar espa- ços acessíveis à pessoa com deficiência, porém, é preciso compreender que esse cenário já foi bastante diferente� 10 O documentário Da invisibilidade à cidadania: os cami- nhos da pessoa com deficiência traz depoimentos de militantes dos direitos das pessoas com deficiência e nos ajuda a compreendera história da acessibilidade no Brasil. O documentário está dividido em quatro partes e disponível no canal do Youtube pessoacomdeficien- ciasp, pertencente ao Governo do Estado de São Paulo� Para acessá-lo, clique no link: https://www�youtube� com/c/pessoacomdeficienciasp/search?query=da%20 invisibilidade Se você possui alguma deficiência, provavelmente percebe, no seu dia a dia, as dificuldades de se loco- mover e de realizar tarefas simples, como acionar a torneira de um lavatório� Caso não tenha, basta observar alguns dos lugares pelos quais passa diariamente e imaginar como seria se estivesse em uma situação temporária, por exemplo, recu- perando-se de uma fratura em um dos membros inferiores� Hoje, a legislação federal brasileira sobre acessibi- lidade é bastante abrangente e moderna, mas, para chegarmos a esse ponto, houve muita discussão até que pudéssemos evoluir no entendimento sobre o assunto� SAIBA MAIS https://www.youtube.com/c/pessoacomdeficienciasp/search?query=da%20invisibilidade https://www.youtube.com/c/pessoacomdeficienciasp/search?query=da%20invisibilidade https://www.youtube.com/c/pessoacomdeficienciasp/search?query=da%20invisibilidade 11 HISTÓRICO DA ACESSIBILIDADE NO BRASIL A acessibilidade é um tema recente, no que diz respeito às políticas públicas voltadas à pessoa com deficiência. Antes da Constituição Federal de 1988, a acessibilidade havia sido tratada somente na Emenda Constitucional nº 12, de 17 de outubro 1978, em um texto que tratava apenas do acesso aos edifícios e logradouros. (COSTA et al�, 2005) Com a Constituição de 1988, o assunto entrou definitivamente na legislação brasileira. O tema é citado no artigo 5º da Carta Magna, que garante o direito de ir e vir, e estabelece que: “XV – é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens” e, o artigo 227, que define que: “§2º – A lei disporá sobre normas de construção dos logradouros e dos edifícios de uso público e de fabricação de veículos de transporte coletivo, a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência”. Em 2000, o assunto foi regulamentado pelas Leis Federais nº 10.048 e 10.098, que apresentaram uma visão mais ampla sobre a matéria� A primeira, elaborada pelo Poder Legislativo, trata de atendi- mento prioritário e de acessibilidade nos meios de transportes e inovou ao introduzir penalidades ao 12 seu descumprimento� A última, escrita pelo Poder Executivo, subdivide o assunto em acessibilidade ao meio físico, aos meios de transporte, na co- municação e informação e em ajudas técnicas� Em 2004, essas leis foram regulamentadas pelo Decreto nº 5�296, de 02 de dezembro de 2004� (COSTA et al�, 2005) Todos os avanços em nossa legislação foram conseguidos graças à mobilização e engajamento da sociedade civil. Atualmente a legislação mais atual sobre pessoas com deficiência é a Lei Federal Nº 13�146, de 06 de julho de 2015 – Estatuto da Pessoa com Deficiência que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). O Estatuto da Pessoa com Deficiência dispõe, entre outros assuntos, sobre igualdade e não discriminação, atendimento prioritário, direito à vida digna assegurado pelo poder público, direito à habilitação ou à reabilitação, direito à saúde, à educação, à moradia, ao trabalho. Dispõe ainda sobre habilitação e reabilitação profissional, direito à assistência social, o direito ao transporte e à mobilidade, acesso à informação e à comunicação, direito à participação na vida pública e política, reconhecimento igual perante a lei. (BRASIL, 2004) 13 Verificamos que a legislação brasileira avançou bastante, no que compete à garantia de inclusão das pessoas com deficiência. Embora nossas leis sejam abrangentes, ainda temos muito a evoluir em diferentes aspectos, um deles é na concepção e adequação de espaços (oportunamente falaremos sobre projetos acessíveis)� Primeiramente é importante conhecermos os tipos de deficiência, segundo o Decreto Federal nº 5.296, 02/12/2004 (Decreto de Acessibilidade): a) DEFICIÊNCIA FÍSICA: alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo huma- no, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraple- gia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções; b) DEFICIÊNCIA AUDITIVA: perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz; c) DEFICIÊNCIA VISUAL: cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que 14 significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60º; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores; d) DEFICIÊNCIA MENTAL: funcionamento inte- lectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: 1. comunicação; 2. cuidado pessoal; 3. habilidades sociais; 4. utilização dos recursos da comunidade; 5. saúde e segurança; 6. habilidades acadêmicas; 7. lazer; e 8. trabalho; e) DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA: associação de duas ou mais deficiências. (BRASIL, 2004) Há ainda aqueles que não se enquadram na con- dição de pessoa com deficiência, mas sim como pessoa com mobilidade reduzida, seja de forma permanente ou temporária: 15 II – pessoa com mobilidade reduzida, aquela que, não se enquadrando no conceito de pessoa portadora de deficiência, tenha, por qualquer motivo, dificuldade de movimentar-se, permanente ou temporariamente, gerando redução efetiva da mobilidade, flexibilidade, coordenação motora e percepção� (BRASIL, 2004) Conhecendo os tipos de deficiência: deficiência física, deficiência auditiva, deficiência visual, de- ficiência mental e deficiência múltipla, devemos compreender que os espaços devem atender a todos, auxiliados pelo Desenho Universal� Para conferir acessibilidade aos espaços podemos nos valer de diversos dispositivos disponíveis no mercado, como pisos táteis para deficientes visuais, campainhas luminosas para deficientes auditivos, entre outros� Atualmente, convencionou-se utilizar o termo “pessoa com deficiência”, por este ser considerado o mais as- sertivo e humanizado� Não devem ser utilizados temos errôneos, como “portador de deficiência”, uma vez que uma deficiência não é algo que se porta, como um ob- jeto, mas sim, algo que faz parte da pessoa; ou o termo “deficiente”, que se mostra bastante agressivo. FIQUE ATENTO 16 Os ambientes acessíveis, pautados nas orientações do Desenho Universal, devem também observar outro conceito, o de ergonomia. O termo deriva das palavras gregas ergon (trabalho) e nomos (regra). 1717 A ERGONOMIA E COMO ELA SE RELACIONA COM A ACESSIBILIDADE E COM O DESENHO UNIVERSAL Antoine Laville (1977, p. 4) define ergonomia como “o conjunto de conhecimentos a respeito do desem- penho do homem em atividade, a fim de aplicá-los a concepção de tarefas, dos instrumentos, das máquinas e dos sistemas de produção”. Em 1989, o Congresso Internacional de Ergonomia trouxe o conceito de que: A ergonomia é o estudo científico da relação entre o homem e seus meios, métodos e espaços de trabalho� Seu objetivo é elaborar, mediante a constituição de diversas disciplinas cientificas que a compõe, um corpo de conhecimentos que, dentro de uma perspectivade aplicação, deve resultar numa melhor adaptação do homem aos meios tecnológicos e aos ambientes de trabalho e da vida� (SEGATO, 2019, p� 109) Podemos, então, entender a ergonomia como o estu- do das relações entre o homem e outros elementos de um sistema (uma residência ou um espaço de trabalho, por exemplo) e que um espaço ergonômico promove conforto, segurança e melhor usabilidade. 1818 Em 1857, o termo ergonomia foi utilizado pela primeira vez por um autor polonês, em seu artigo Ensaios de ergonomia ou ciência do trabalho, baseada nas leis objetivas da ciência sobre a natu- reza� Em 1700, embora não tenha utilizado o termo ergonomia, o médico italiano Bernardino Ramazzini (1633-1714), publicou De morbis artificum diatriba (Tratado sobre as doenças dos trabalhadores), no qual falava a respeito de lesões relacionadas ao trabalho� Ramazzini visitava os locais de trabalho dos seus pacientes, a fim de identificar as causas de seus problemas. (FRANCESCHI, 2013) Após o final da Segunda Guerra Mundial, temos o “nascimento” da ergonomia. O autor Itiro Iida (2005) traz 12 de julho de 1949 como a data “oficial” de nascimento dessa ciência� Nessa data foi criada, na Universidade de Oxford, na Inglaterra, a Ergonomics Research Society, a primeira sociedade nacional de ergonomia – consequência da atuação conjunta de engenheiros, psicólogos e fisiologistas para remodelarem o cockpit dos aviões de caça ingle- ses� Essa experiência de natureza interdisciplinar a exportou para o mundo industrial no pós-guerra. Outro marco importante para a ergonomia foi a criação da Associação Internacional de Ergonomia, em 1959, também em Oxford. (FRANCESCHI, 2013) Inicialmente, a preocupação da ergonomia consistia na “[...] compreensão das exigências do trabalho, 1919 especialmente entre os autores de língua francesa; e estava centrada basicamente: a) no gestual; b) no agrupamento das informações; c) nos proce- dimentos adotados no sistema de produção; e d) nos processos de pensamento” (ABRAHAO; PINHO, 2002� p� 47)� Hoje, os postos de trabalho são um dos objetos de análise da ergonomia e ela passou a ser uma disciplina científica e visa à otimização do bem-estar humano e das condições de trabalho� No Brasil, em agosto de 1983, foi criada a Asso- ciação Brasileira de Ergonomia; e, em 1989, foi implantado o Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, da Universidade Fede- ral de Santa Catarina – o primeiro mestrado na área do país� Em 1990, o Ministério do Trabalho e Previdência Social instituiu uma portaria, a qual baixou a Norma Regulamentadora nº 17, conhecida por NR 17, que dispõe sobre ergonomia, “visa a estabelecer parâmetros que permitam a adapta- ção das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente”. (NR 17) De acordo com Iida (2005), a ergonomia visa inicialmente à saúde, segurança e satisfação do trabalhador; e, no aspecto saúde, mantém-se a saúde do trabalhador a partir do momento em que 2020 não são ultrapassadas as limitações energéticas e cognitivas das exigências do trabalho e do ambiente. A segurança é obtida por intermédio de proje- tos do posto de trabalho, do ambiente e da sua organização, desde que dentro das limitações e capacidades do trabalhador, permitindo reduzir acidentes, estresse, erros e fadiga. E a satisfação consiste no resultado referente ao atendimento das necessidades e expectativas do trabalhador� A ergonomia estuda aspectos como postura e movimentos corporais: seja o homem sentado, em pé, puxando e levantando cargas, empurrando, entre outras ações� Os fatores ambientais são evidenciados por meio de ruídos, vibrações, iluminação, clima e agentes químicos. E informações, captadas por meio da audição, visão e demais sentidos� Devemos considerar também que a ergonomia aborda conhecimento de diferentes áreas cien- tíficas e, de acordo com a ABERGO (Associação Brasileira de Ergonomia), pode ser dividida em subdomínios, sendo estes (ABERGO, 2013 apud FRANCESCHI, 2013): y Ergonomia cognitiva: refere-se aos processos mentais, como percepção, memória, raciocínio e a forma como afetam as interações entre seres humanos e diferentes elementos de um sistema� 2121 y Ergonomia organizacional: refere-se à otimi- zação dos sistemas sociotécnicos, abrangendo suas estruturas organizacionais, políticas e de processos, principalmente através das comunica- ções, projeto de trabalho, organização temporal do trabalho, trabalho em grupo, projeto participativo, novos paradigmas do trabalho, trabalho coopera- tivo, cultura organizacional, organizações em rede e gestão da qualidade. y Ergonomia física: relacionada com as carac- terísticas da anatomia humana, antropometria, fisiologia e biomecânica. Aqui considera-se ques- tões relativas ao estudo da postura no trabalho, realização de atividades, projeto de estação de trabalho, entre outros� ANTROPOMETRIA A antropometria trata das dimensões dos segmen- tos do corpo� Uma das referências mais utilizadas para o estudo das dimensões do corpo é a obra A arte de projetar em arquitetura, de Ernst Neufert, em que o autor reúne e apresenta por meio de ilustrações, a interação do homem com diferentes sistemas� A antropometria considera as diferenças entre os homens – como altura e peso – e subdivide-se em três tipos: antropometria estática, que se refere às medidas do corpo parado; antropometria dinâmi- 2222 ca, que estuda os limites de movimentos de cada parte do corpo; e a antropometria funcional, que considera a execução de tarefas específicas. Desse modo, as medições antropométricas podem ser aplicadas na atividade de projetar� As medições antropométricas, sempre que for possível e economicamente justificável, devem ser efetuadas diretamente, através de uma amostra significativa de indivíduos que serão usuários ou consumidores de um objeto a ser projetado� Essas medições compreendem as etapas de definição de objetivos e das medidas com a escolha do método de medição, seleção da amostra, as medidas e as respectivas estatísticas� (IIDA, 2005) Devemos considerar o tipo de aplicação antropo- métrica, estática ou dinâmica, daí virão as variáveis a serem medidas� Por exemplo, para projetar um posto de trabalho para digitadores é necessário considerar, no mínimo, seis medidas críticas: altura lombar (encosto da cadeira), altura poplítea (altura do assento), altura do cotovelo (altura da mesa), altura da coxa (espaço entre assento e mesa), altura dos olhos (posicionamento do monitor) e ângulo de visão. Com relação aos tipos de medidas antropométri- cas, temos a estática, a dinâmica, e a funcional. 2323 y Medida antropométrica estática – refere-se às medidas obtidas com o corpo parado ou com poucos movimentos� Podemos utilizá-la para pro- jetar objetos estáticos ou com pouco movimento� y Medida antropométrica dinâmica – utilizada para medir o alcance dos movimentos corporais� Podemos utilizá-la para projetos de postos de trabalho com partes que se movimentam. y Medida antropométrica funcional – esse tipo deve aplicar-se a tarefas específicas. Espaços projetados devem levar em consideração as dimensões humanas, caso contrário, podem trazer diversos prejuízos à saúde. Em ambientes corporativos, os prejuízos tornam-se inclusive finan- ceiros, uma vez que pode haver impacto negativo na produtividade, afastamento de funcionário e, em alguns casos, os danos podem levar ao paga- mento de indenizações. Mais à frente falaremos sobre doenças decorrentes de ambientes da falta de ergonomia. Um bom exemplo são as atividades nas quais os profissionais ficam exclusivamente sentados. A estação de trabalho deve ser pensada de modo a evitar esforços desnecessários, utilizando mobi- liário ergonômico. O emprego de antropometria no desenvolvimen- to de projetos traz benefícios a todos, por isso é 2424 fundamentalque os projetistas se atentem a esta questão. Um outro conceito importante que pre- cisamos conhecer para entendermos a dimensão e a importância da ergonomia é o de proxêmica. PROXÊMICA A proxêmica trata de como o ser humano percebe o seu entorno e refere-se ao cálculo do limite de conforto entre as pessoas em um ambiente� Tanto a distância excessiva quanto a proximidade em excesso causam desconforto ao indivíduo e é um fator relativo, uma vez que pode variar em função de questões individuais e culturais. O antropólogo Edward Hall foi o responsável por cunhar o termo proxêmica, em uma obra de 1966, intitulada A dimensão oculta� Hall destaca quatro categorias de espaço: íntimo, pessoal, social e público� O espaço privado atua como mecanismo de controle interpessoal, que regula o isolamento ou o distanciamento dos outros, visando à privacidade. Cada um desses espaços divide-se em duas fases: próxima e distante� A distância íntima é aquela em que há contato físico� Divide-se em fase próxima (contato direto) e em fase distante (quando a distância entre os indivíduos é de 15 a 20 cm). A distância pessoal não apresenta contato físico e também se divide 2525 em duas fases: próxima (46 a 76 cm) e distante (76 a 1,22 m)� Por exemplo, ao projetarmos um restaurante, é importante que as pessoas consigam se ver e se ouvir para conversar, em uma distância na qual o tom de voz a ser empregado não interfira na privacidade� Na social, alguns traços faciais deixam de ser per- ceptíveis e não há tentativa de contato; aqui a fase próxima é de 1,22 a 2,13 m, e a distante de 2,13 a 3,66 m. Na distância pública, os indivíduos estão fora da área de envolvimento um do outro� A fase próxima dá-se entre 3,66 e 7,62 m, e a distante a partir desse limite de 7,62 m� Em passeios públicos, por exemplo, é importante que haja uma distância confortável para caminhar e observar o entorno, que pode ter uma finalidade contemplativa, como a observação de paisagens naturais, monumentos históricos, entre outros; ou uma finalidade comercial, por exemplo, uma rua com lojas e restaurantes� Quando a intenção é promover espaços para ex- posição e discussão – como uma sala de aula –, é importante garantir que todos os usuários do espaço tenham um campo de visão livre, porém, que estejam próximos o suficiente para se ouvirem, entre outros aspectos� 2626 Podemos perceber que um espaço ergonômico, além da interação do homem com o espaço, mobiliário e a execução das tarefas a serem desenvolvidas, também deve ter em conta a interação entre os homens, de modo a viabilizar o distanciamento ou isolamento, de acordo com a atividade a qual o ambiente se propõe� A falta de ergonomia tem efeitos nocivos para o homem e pode ocasionar as chamadas LER e DORT� AMBIENTES DE TRABALHO COM O USO DA INFORMÁTICA – LER E DORT LER é uma sigla que significa Lesão por Esforço Repetitivo e DORT, Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho. A sigla DORT veio para substituir a LER, devido ao fato de que a maioria dos trabalhadores com sintomas no sistema mus- culoesquelético não apresentar evidência de lesão em nenhuma estrutura, ou seja, nem sempre ocorre uma lesão propriamente dita� Além do esforço repetitivo (sobrecarga dinâmica), outros tipos de sobrecargas no trabalho podem ser prejudiciais ao trabalhador, como: y Sobrecarga estática (uso de contração mus- cular por tempos prolongados para manutenção de postura); 2727 y Excesso de força aplicada para execução de tarefas; y Uso de equipamentos que transmitam vibração excessiva; y Trabalhos realizados com posturas inadequadas; y Entre outras atividades que não consideram a adequação da máquina ao corpo humano, fazendo com que este tenha de “improvisar” posturas e movimentos não naturais� Tanto LER quanto DORT decorrem de movimentos e esforços excessivos impostos ao sistema mus- culoesquelético, sem um período de descanso. Devem ser considerados não somente fatores mecânicos, mas também fatores sociais, familia- res, econômicos, entre outros, além de graus de insatisfação no trabalho, depressão, ansiedade, e outros aspectos – o que dificulta o diagnóstico. Entre os fatores que podem facilitar a ocorrência de LER/DORT podemos destacar: posto de trabalho, exposição a vibrações, exposição ao frio, exposição a ruído elevado, postura, invariabilidade da tarefa, ou seja, monotonia nas atividades desenvolvidas, exigências cognitivas, entre outros. E entre as doenças ou lesões causadas por LER/ DORT podemos destacar: tenossinovite, ou “dedo em gatilho”, epicondilite lateral (“cotovelo de tenis- ta”), e a síndrome do túnel do carpo� 2828 Para se evitar a ocorrência de LER/DORT algumas medidas podem ser adotadas, tais como: y O projeto de espaços que mantenham as arti- culações em posição neutra, ou seja, uma posição em que os músculos e ligamentos sejam esticados o mínimo possível; y Local onde haja conservação de pesos próximos ao corpo, pois quanto mais o peso estiver afasta- do do corpo, mais os braços serão tensionados fazendo com que o corpo tenda para frente; y Deve-se evitar a inclinação do corpo para frente e da cabeça, bem como evitar torções do tronco e movimentos bruscos que causam picos de tensão; y É importante promover a alternância de posturas e movimentos, a fim de reduzir a permanência do esforço muscular contínuo, pois quanto maior for o esforço muscular, menor será o tempo suportável� Conhecemos o histórico da ergonomia e seu conceito. Falamos sobre antropometria, sobre medição antropométrica e sua aplicabilidade no desenvolvimento de espaços e objetos ergonô- micos, sobre proxêmica, e conhecemos também algumas doenças ocupacionais ocasionadas por falta de ergonomia e, principalmente, o que pode ser feito para evitá-las� 2929 Além da antropometria e da proxêmica, para o desenho e a execução de espaços acessíveis e ergonômicos, existem alguns elementos projetuais que podem ser adotados. 30 ELEMENTOS PROJETUAIS Elementos projetuais, como o módulo de referência, símbolos internacionais, e sinalização tátil no piso auxiliam no desenho de ambientes mais saudáveis� Na sequência, trataremos de cada um deles. DIMENSÕES E MÓDULOS DE REFERÊNCIA A construção de espaços acessíveis deve consi- derar dimensões específicas, com o objetivo de permitir a circulação das pessoas que utilizem itens auxiliares, como uma cadeira de rodas� A NBR 9050 (2020) orienta a utilização de módulos de referência (figura 1) para o dimensionamento de espaços� Figura 1: Módulo de referência Fonte: Elaboração Própria� 31 A NBR 9050 (2020) define o módulo de referência como “a projeção de 0,80 m por 1,20 m no piso, ocupada por uma pessoa utilizando cadeira de rodas motorizadas ou não” (NBR 9050, 2020, p� 8)� Com a utilização do módulo de referência, os proje- tistas podem garantir que portas e corredores, por exemplo, poderão ser acessados por cadeirantes, sem qualquer problema. Ambientes acessíveis devem ser sinalizados com os denominados “símbolos universais”, a fim de identificar que o local promove a inclusão e a mo- bilidade de pessoas com deficiência. SÍMBOLOS INTERNACIONAIS Os símbolos internacionais são divididos em diver- sas categorias: símbolo internacional de acesso (conforme figura 2), símbolo internacional de pes- soas com deficiência visual, símbolo internacional de pessoas com deficiência auditiva. Figura 2: Símbolo internacional de acesso Fonte: Elaboração Própria� 32 Há ainda os símbolos complementares que deverão ser utilizados para “indicar as facilidades existentes nas edificações, no mobiliário, nos espaços, equipa- mentos urbanos e serviços oferecidos� Podem ser compostos e inseridos em quadrados ou círculos” (NBR 9050, p� 42)� Tais símbolos complementares consistem na indicação de atendimento preferencial (para gestantes e idosos, entre outros), símbolo que indica o acesso para pessoa com deficiência visual acompanhadade cão-guia, simbologia para sanitários, símbolos que indicam dispositivos para circulação (presença de elevador e escada, por exemplo), dispositivos de comunicação (telefone e telefone com teclado, por exemplo)� Além do correto dimensionamento e do emprego de símbolos, outro dispositivo é a sinalização tátil no pavimento� SINALIZAÇÃO TÁTIL DIRECIONAL E DE ALERTA A caminhabilidade de pessoas com deficiência visual pode ser facilitada com a aplicação de pisos táteis, ou seja, pisos que podem ser tateados pela bengala. A sinalização tátil no piso se dá por meio de duas tipologias (figura 3), o piso direcional e o de alerta� (NBR 9050, 2020) 33 Figura 3: Pisos táteis instalados Fonte: Elaboração Própria O piso tátil deve ser utilizado para indicar o melhor trajeto, mais curto e seguro, a ser percorrido; e o de alerta para indicar obstáculos – escadas, por exemplo� Quando combinados, esses dois pisos devem ser instalados com seu relevo preservado e com contraste visual em relação ao piso adjacente, conforme a figura 4. (NBR 16537, 2016) 34 Figura 4: Pisos táteis instalados Fonte: Imagem de rafaelpublio por Pixabay Os pisos táteis, somados aos símbolos e ao uso dos módulos de referência durante a fase de projeto, utilizados com a correta observação das diretrizes propostas nos princípios do desenho universal, proporcionam o desenho de espaços acessíveis a todos, independentemente de quaisquer carac- terísticas físicas� https://pixabay.com/pt/ 3535 CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste primeiro módulo da disciplina de Desenho Universal, estudamos alguns conceitos essenciais e pudemos compreender como se deu o processo de construção do conjunto de leis e entendimento que temos hoje. O conceito de Desenho Universal surgiu nos Es- tados Unidos e, por meio de seus sete princípios, propõe a construção de espaços que possam ser utilizados por todos, independentemente de qualquer condição física. Atrelado ao conceito de Desenho Universal, temos o de Acessibilidade que, como o nome sugere, visa a promover espaços que sejam acessíveis para todos� Hoje no Brasil temos leis e normas volta- das à promoção de acessibilidade e à garantia de direitos às pessoas com deficiência, porém, tais conquistas vieram ao longo dos anos. Estudamos os conceitos de ergonomia, antropo- metria e proxêmica, e compreendemos que eles também contribuem para o projeto de espaços mais saudáveis, e que a sua ausência pode provocar o surgimento de doenças relacionadas ao trabalho. 3636 Por fim, conhecemos alguns elementos projetuais que podem ser empregados para tornar reais os conceitos de desenho universal, acessibilidade e ergonomia, sendo tais elementos o módulo de referência, símbolos universais e os pisos táteis� Referências Bibliográficas & Consultadas ABRAHAO, J. I.; PINHO, D. L. M. As transformações do trabalho e desafios teórico- metodológicos da Ergonomia. 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