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e-Book 1
Fernanda Delmutte de Andrade
DESENHO UNIVERSAL
Sumário
INTRODUÇÃO ������������������������������������������������� 3
DESENHO UNIVERSAL ����������������������������������� 4
ACESSIBILIDADE ������������������������������������������� 9
Histórico da acessibilidade no Brasil �������������������������������� 11
A ERGONOMIA E COMO ELA SE 
RELACIONA COM A ACESSIBILIDADE E 
COM O DESENHO UNIVERSAL ���������������������17
Antropometria ��������������������������������������������������������������������� 21
Proxêmica ���������������������������������������������������������������������������� 24
Ambientes de trabalho com o uso da informática – 
LER e DORT �������������������������������������������������������������������������� 26
ELEMENTOS PROJETUAIS ��������������������������30
Dimensões e módulos de referência ��������������������������������� 30
Símbolos internacionais ����������������������������������������������������� 31
Sinalização tátil direcional e de alerta ������������������������������ 32
CONSIDERAÇÕES FINAIS ����������������������������35
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS & 
CONSULTADAS ��������������������������������������������37
3
INTRODUÇÃO
Em um primeiro momento de nossos estudos, 
verificaremos alguns conceitos e definições; na 
segunda parte, veremos como a acessibilidade atua 
nos espaços públicos; em seguida, estudaremos 
como ela pode ser empregada em edificações 
e, finalmente, abordaremos a acessibilidade nos 
demais ambientes construídos�
Nesse primeiro módulo da disciplina de Desenho 
Universal, conheceremos seu conceito e aborda-
remos também os conceitos de acessibilidade e 
de ergonomia. Na sequência, entenderemos como 
elas se relacionam com o nosso objeto de estudo 
e conheceremos os chamados módulos de referên-
cia – simbologias e dispositivos de acessibilidade.
Por fim, faremos uma síntese com os principais 
assuntos abordados, com o objetivo de facilitar a 
assimilação dos conteúdos estudados�
44
DESENHO UNIVERSAL
Utilizada pela primeira vez nos Estados Unidos, em 
1985, a expressão Universal Design (em português, 
Desenho Universal) foi cunhada pelo arquiteto Ron 
Mace� Para ele, “o Desenho Universal aplicado a 
um projeto consiste na criação de ambientes e 
produtos que possam ser usados por todas as 
pessoas, na sua máxima extensão possível�” (SÃO 
PAULO, 2010)
O conceito de Desenho Universal surgiu em de-
corrência de reivindicações de dois segmentos 
sociais: o primeiro composto por pessoas com 
deficiência e o segundo formado por arquitetos, 
engenheiros, urbanistas e designers que deseja-
vam maior democratização do uso dos espaços, 
por meio de uma visão mais ampla da atividade 
de projetar. Esse grupo de profissionais almejava 
ambientes que pudessem ser utilizados por todos, 
sem necessidade de adaptação ou projeto espe-
cializado para pessoas com deficiência, de modo 
a proporcionar espaços ergonômicos para todos.
Antes do conceito de Desenho Universal, os Estados 
Unidos já tinham normas técnicas de acessibilida-
de, porém, os espaços projetados e construídos 
não eram pensados para serem usados por todas 
as pessoas� Havia somente locais alternativos ou 
55
reservados para pessoas com deficiência ou com 
mobilidade reduzida� (SÃO PAULO, 2010)
Na década de 1990, um grupo de arquitetos se 
reuniu na Universidade da Carolina do Norte, nos 
Estados Unidos, a fim de estabelecer critérios 
para que edificações, ambientes internos, espaço 
urbano e produtos atendessem a um maior número 
de usuários� Dessa reunião nasceram os sete prin-
cípios do Desenho Universal, que foram adotados 
mundialmente em obras de acessibilidade: 
1) USO EQUITATIVO
 y Que consiste em propor espaços, objetos e 
produtos que possam ser utilizados por usuários 
com capacidades diferentes; 
 y Visa a evitar segregação, oferecer privacidade, 
segurança, proteção e desenvolver e fornecer pro-
dutos atraentes para todos os usuários�
2) USO FLEXÍVEL
 y Que prevê a criação de ambientes ou sistemas 
construtivos que permitam atender às necessidades 
de usuários com diferentes habilidades e preferên-
cias, admitindo adequações e transformações, e 
também possibilitar adaptabilidade às necessida-
des do usuário, de forma que as dimensões dos 
ambientes das construções possam ser alteradas�
66
3) USO SIMPLES E INTUITIVO
 y Que visa a permitir a fácil compreensão e 
apreensão do espaço, independentemente da ex-
periência do usuário, de seu grau de conhecimento, 
habilidade de linguagem ou nível de concentração; 
visa ainda a eliminar complexidades desnecessá-
rias e ser coerente com as expectativas e intuição 
do usuário; além de disponibilizar as informações 
segundo a ordem de importância.
4) INFORMAÇÃO DE FÁCIL PERCEPÇÃO
 y Este princípio propõe o uso de diferentes meios 
de comunicação, como símbolos, informações 
sonoras, táteis, entre outras, para compreensão 
de usuários com dificuldade de audição, visão, 
cognição ou estrangeiros; propõe também que 
sejam disponibilizados formas e objetos de co-
municação com contraste adequado, clareza nas 
informações essenciais; e facilitação do uso de 
determinado espaço ou equipamento.
5) TOLERÂNCIA AO ERRO (SEGURANÇA)
 y Consiste em considerar a segurança na con-
cepção de ambientes e a escolha dos materiais 
de acabamento e demais produtos com o objetivo 
de minimizar os riscos de acidentes�
77
6) ESFORÇO FÍSICO MÍNIMO 
 y Visa a dimensionar elementos e equipamentos 
para que sejam utilizados de maneira eficiente, 
segura, confortável, sem causar fadiga desneces-
sária; visa também a minimizar ações repetitivas 
e esforços físicos que não podem ser evitados.
7) DIMENSIONAMENTO DE ESPAÇOS PARA 
ACESSO E USO ABRANGENTE
 y Objetiva permitir acesso e uso confortáveis para 
os usuários, tanto sentados quanto em pé; possi-
bilitar o alcance visual dos ambientes e produtos; 
acomodar variações ergonômicas, oferecendo 
condições de manuseio e contato para usuários 
com diferentes dificuldades de manipulação; e 
também possibilitar a utilização dos espaços por 
usuários com órteses, como cadeira de rodas e 
muletas�
A possibilidade de se locomover livremente deve ser 
garantida a toda pessoa, independentemente de qualquer 
condição� A consciência e a clareza sobre as condições 
das pessoas com deficiência que adquirimos ao longo 
da história tornaram possível que hoje os espaços pos-
sam ser concebidos considerando seu uso por todas as 
pessoas, sem distinção, bem como podem ser realizadas 
adaptações em edificações já existentes.
REFLITA
88
As pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, 
em geral, utilizam equipamentos auxiliares – órteses 
– para sua locomoção, como bengalas, muletas e 
cadeiras de rodas� Cientes de tais particularidades, 
ao projetar, os profissionais responsáveis devem 
considerar tais equipamentos para dimensiona-
mento, promovendo assim espaços dotados de 
acessibilidade� (SÃO PAULO, 2010)
9
ACESSIBILIDADE
Para compreendermos a importância de projetar 
espaços acessíveis precisamos conhecer o con-
ceito de acessibilidade: 
Possibilidade e condição de alcance, percepção 
e entendimento para utilização, com segurança e 
autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos 
urbanos, edificações, transportes, informação e co-
municação, inclusive seus sistemas e tecnologias, 
bem como outros serviços e instalações abertos ao 
público, de uso público ou privado de uso coletivo, 
tanto na zona urbana como na rural, por pessoa 
com deficiência ou mobilidade reduzida. (NBR 
9050, 2020, p� 2)
A definição apresentada provém da Norma Bra-
sileira de Acessibilidade – isso demonstra que o 
Brasil, atualmente, se preocupa com a inclusão e 
dispõe de regulamentação para assegurar espa-
ços acessíveis à pessoa com deficiência, porém, 
é preciso compreender que esse cenário já foi 
bastante diferente�
10
O documentário Da invisibilidade à cidadania: os cami-
nhos da pessoa com deficiência traz depoimentos de 
militantes dos direitos das pessoas com deficiência e 
nos ajuda a compreendera história da acessibilidade no 
Brasil. O documentário está dividido em quatro partes 
e disponível no canal do Youtube pessoacomdeficien-
ciasp, pertencente ao Governo do Estado de São Paulo� 
Para acessá-lo, clique no link: https://www�youtube�
com/c/pessoacomdeficienciasp/search?query=da%20
invisibilidade
Se você possui alguma deficiência, provavelmente 
percebe, no seu dia a dia, as dificuldades de se loco-
mover e de realizar tarefas simples, como acionar 
a torneira de um lavatório� Caso não tenha, basta 
observar alguns dos lugares pelos quais passa 
diariamente e imaginar como seria se estivesse 
em uma situação temporária, por exemplo, recu-
perando-se de uma fratura em um dos membros 
inferiores�
Hoje, a legislação federal brasileira sobre acessibi-
lidade é bastante abrangente e moderna, mas, para 
chegarmos a esse ponto, houve muita discussão 
até que pudéssemos evoluir no entendimento 
sobre o assunto�
SAIBA MAIS
https://www.youtube.com/c/pessoacomdeficienciasp/search?query=da%20invisibilidade
https://www.youtube.com/c/pessoacomdeficienciasp/search?query=da%20invisibilidade
https://www.youtube.com/c/pessoacomdeficienciasp/search?query=da%20invisibilidade
11
HISTÓRICO DA ACESSIBILIDADE 
NO BRASIL
A acessibilidade é um tema recente, no que diz 
respeito às políticas públicas voltadas à pessoa 
com deficiência. Antes da Constituição Federal de 
1988, a acessibilidade havia sido tratada somente 
na Emenda Constitucional nº 12, de 17 de outubro 
1978, em um texto que tratava apenas do acesso 
aos edifícios e logradouros. (COSTA et al�, 2005)
Com a Constituição de 1988, o assunto entrou 
definitivamente na legislação brasileira. O tema é 
citado no artigo 5º da Carta Magna, que garante o 
direito de ir e vir, e estabelece que: “XV – é livre a 
locomoção no território nacional em tempo de paz, 
podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele 
entrar, permanecer ou dele sair com seus bens” e, 
o artigo 227, que define que: “§2º – A lei disporá 
sobre normas de construção dos logradouros e dos 
edifícios de uso público e de fabricação de veículos 
de transporte coletivo, a fim de garantir acesso 
adequado às pessoas portadoras de deficiência”.
Em 2000, o assunto foi regulamentado pelas Leis 
Federais nº 10.048 e 10.098, que apresentaram 
uma visão mais ampla sobre a matéria� A primeira, 
elaborada pelo Poder Legislativo, trata de atendi-
mento prioritário e de acessibilidade nos meios de 
transportes e inovou ao introduzir penalidades ao 
12
seu descumprimento� A última, escrita pelo Poder 
Executivo, subdivide o assunto em acessibilidade 
ao meio físico, aos meios de transporte, na co-
municação e informação e em ajudas técnicas� 
Em 2004, essas leis foram regulamentadas pelo 
Decreto nº 5�296, de 02 de dezembro de 2004� 
(COSTA et al�, 2005)
Todos os avanços em nossa legislação foram 
conseguidos graças à mobilização e engajamento 
da sociedade civil. Atualmente a legislação mais 
atual sobre pessoas com deficiência é a Lei Federal 
Nº 13�146, de 06 de julho de 2015 – Estatuto da 
Pessoa com Deficiência que institui a Lei Brasileira 
de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto 
da Pessoa com Deficiência). 
O Estatuto da Pessoa com Deficiência dispõe, 
entre outros assuntos, sobre igualdade e não 
discriminação, atendimento prioritário, direito à 
vida digna assegurado pelo poder público, direito 
à habilitação ou à reabilitação, direito à saúde, à 
educação, à moradia, ao trabalho. Dispõe ainda 
sobre habilitação e reabilitação profissional, direito 
à assistência social, o direito ao transporte e à 
mobilidade, acesso à informação e à comunicação, 
direito à participação na vida pública e política, 
reconhecimento igual perante a lei. (BRASIL, 2004)
13
Verificamos que a legislação brasileira avançou 
bastante, no que compete à garantia de inclusão 
das pessoas com deficiência. Embora nossas leis 
sejam abrangentes, ainda temos muito a evoluir em 
diferentes aspectos, um deles é na concepção e 
adequação de espaços (oportunamente falaremos 
sobre projetos acessíveis)�
Primeiramente é importante conhecermos os tipos 
de deficiência, segundo o Decreto Federal nº 5.296, 
02/12/2004 (Decreto de Acessibilidade):
a) DEFICIÊNCIA FÍSICA: alteração completa ou 
parcial de um ou mais segmentos do corpo huma-
no, acarretando o comprometimento da função 
física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, 
paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraple-
gia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, 
hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de 
membro, paralisia cerebral, nanismo, membros 
com deformidade congênita ou adquirida, exceto 
as deformidades estéticas e as que não produzam 
dificuldades para o desempenho de funções;
b) DEFICIÊNCIA AUDITIVA: perda bilateral, parcial 
ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, 
aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 
1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz;
c) DEFICIÊNCIA VISUAL: cegueira, na qual a acuidade 
visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, 
com a melhor correção óptica; a baixa visão, que 
14
significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor 
olho, com a melhor correção óptica; os casos nos 
quais a somatória da medida do campo visual em 
ambos os olhos for igual ou menor que 60º; ou a 
ocorrência simultânea de quaisquer das condições 
anteriores;
d) DEFICIÊNCIA MENTAL: funcionamento inte-
lectual significativamente inferior à média, com 
manifestação antes dos dezoito anos e limitações 
associadas a duas ou mais áreas de habilidades 
adaptativas, tais como:
1. comunicação;
2. cuidado pessoal;
3. habilidades sociais;
4. utilização dos recursos da comunidade;
5. saúde e segurança;
6. habilidades acadêmicas;
7. lazer; e
8. trabalho;
e) DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA: associação de duas ou 
mais deficiências. (BRASIL, 2004)
Há ainda aqueles que não se enquadram na con-
dição de pessoa com deficiência, mas sim como 
pessoa com mobilidade reduzida, seja de forma 
permanente ou temporária:
15
II – pessoa com mobilidade reduzida, aquela que, não 
se enquadrando no conceito de pessoa portadora de 
deficiência, tenha, por qualquer motivo, dificuldade 
de movimentar-se, permanente ou temporariamente, 
gerando redução efetiva da mobilidade, flexibilidade, 
coordenação motora e percepção� (BRASIL, 2004)
Conhecendo os tipos de deficiência: deficiência 
física, deficiência auditiva, deficiência visual, de-
ficiência mental e deficiência múltipla, devemos 
compreender que os espaços devem atender a 
todos, auxiliados pelo Desenho Universal� Para 
conferir acessibilidade aos espaços podemos 
nos valer de diversos dispositivos disponíveis 
no mercado, como pisos táteis para deficientes 
visuais, campainhas luminosas para deficientes 
auditivos, entre outros�
Atualmente, convencionou-se utilizar o termo “pessoa 
com deficiência”, por este ser considerado o mais as-
sertivo e humanizado� Não devem ser utilizados temos 
errôneos, como “portador de deficiência”, uma vez que 
uma deficiência não é algo que se porta, como um ob-
jeto, mas sim, algo que faz parte da pessoa; ou o termo 
“deficiente”, que se mostra bastante agressivo.
FIQUE ATENTO
16
Os ambientes acessíveis, pautados nas orientações 
do Desenho Universal, devem também observar 
outro conceito, o de ergonomia. O termo deriva das 
palavras gregas ergon (trabalho) e nomos (regra). 
1717
A ERGONOMIA E COMO 
ELA SE RELACIONA COM A 
ACESSIBILIDADE E COM O 
DESENHO UNIVERSAL
Antoine Laville (1977, p. 4) define ergonomia como 
“o conjunto de conhecimentos a respeito do desem-
penho do homem em atividade, a fim de aplicá-los 
a concepção de tarefas, dos instrumentos, das 
máquinas e dos sistemas de produção”. 
Em 1989, o Congresso Internacional de Ergonomia 
trouxe o conceito de que:
A ergonomia é o estudo científico da relação entre o 
homem e seus meios, métodos e espaços de trabalho� 
Seu objetivo é elaborar, mediante a constituição de 
diversas disciplinas cientificas que a compõe, um corpo 
de conhecimentos que, dentro de uma perspectivade aplicação, deve resultar numa melhor adaptação 
do homem aos meios tecnológicos e aos ambientes 
de trabalho e da vida� (SEGATO, 2019, p� 109)
Podemos, então, entender a ergonomia como o estu-
do das relações entre o homem e outros elementos 
de um sistema (uma residência ou um espaço de 
trabalho, por exemplo) e que um espaço ergonômico 
promove conforto, segurança e melhor usabilidade.
1818
Em 1857, o termo ergonomia foi utilizado pela 
primeira vez por um autor polonês, em seu artigo 
Ensaios de ergonomia ou ciência do trabalho, 
baseada nas leis objetivas da ciência sobre a natu-
reza� Em 1700, embora não tenha utilizado o termo 
ergonomia, o médico italiano Bernardino Ramazzini 
(1633-1714), publicou De morbis artificum diatriba 
(Tratado sobre as doenças dos trabalhadores), no 
qual falava a respeito de lesões relacionadas ao 
trabalho� Ramazzini visitava os locais de trabalho 
dos seus pacientes, a fim de identificar as causas 
de seus problemas. (FRANCESCHI, 2013)
Após o final da Segunda Guerra Mundial, temos o 
“nascimento” da ergonomia. O autor Itiro Iida (2005) 
traz 12 de julho de 1949 como a data “oficial” de 
nascimento dessa ciência� Nessa data foi criada, na 
Universidade de Oxford, na Inglaterra, a Ergonomics 
Research Society, a primeira sociedade nacional de 
ergonomia – consequência da atuação conjunta 
de engenheiros, psicólogos e fisiologistas para 
remodelarem o cockpit dos aviões de caça ingle-
ses� Essa experiência de natureza interdisciplinar 
a exportou para o mundo industrial no pós-guerra. 
Outro marco importante para a ergonomia foi a 
criação da Associação Internacional de Ergonomia, 
em 1959, também em Oxford. (FRANCESCHI, 2013)
Inicialmente, a preocupação da ergonomia consistia 
na “[...] compreensão das exigências do trabalho, 
1919
especialmente entre os autores de língua francesa; 
e estava centrada basicamente: a) no gestual; b) 
no agrupamento das informações; c) nos proce-
dimentos adotados no sistema de produção; e d) 
nos processos de pensamento” (ABRAHAO; PINHO, 
2002� p� 47)� Hoje, os postos de trabalho são um 
dos objetos de análise da ergonomia e ela passou 
a ser uma disciplina científica e visa à otimização 
do bem-estar humano e das condições de trabalho� 
No Brasil, em agosto de 1983, foi criada a Asso-
ciação Brasileira de Ergonomia; e, em 1989, foi 
implantado o Programa de Pós-Graduação em 
Engenharia de Produção, da Universidade Fede-
ral de Santa Catarina – o primeiro mestrado na 
área do país� Em 1990, o Ministério do Trabalho 
e Previdência Social instituiu uma portaria, a qual 
baixou a Norma Regulamentadora nº 17, conhecida 
por NR 17, que dispõe sobre ergonomia, “visa a 
estabelecer parâmetros que permitam a adapta-
ção das condições de trabalho às características 
psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a 
proporcionar um máximo de conforto, segurança 
e desempenho eficiente”. (NR 17)
De acordo com Iida (2005), a ergonomia visa 
inicialmente à saúde, segurança e satisfação do 
trabalhador; e, no aspecto saúde, mantém-se a 
saúde do trabalhador a partir do momento em que 
2020
não são ultrapassadas as limitações energéticas e 
cognitivas das exigências do trabalho e do ambiente. 
A segurança é obtida por intermédio de proje-
tos do posto de trabalho, do ambiente e da sua 
organização, desde que dentro das limitações e 
capacidades do trabalhador, permitindo reduzir 
acidentes, estresse, erros e fadiga. E a satisfação 
consiste no resultado referente ao atendimento 
das necessidades e expectativas do trabalhador�
A ergonomia estuda aspectos como postura e 
movimentos corporais: seja o homem sentado, 
em pé, puxando e levantando cargas, empurrando, 
entre outras ações�
Os fatores ambientais são evidenciados por meio 
de ruídos, vibrações, iluminação, clima e agentes 
químicos. E informações, captadas por meio da 
audição, visão e demais sentidos�
Devemos considerar também que a ergonomia 
aborda conhecimento de diferentes áreas cien-
tíficas e, de acordo com a ABERGO (Associação 
Brasileira de Ergonomia), pode ser dividida em 
subdomínios, sendo estes (ABERGO, 2013 apud 
FRANCESCHI, 2013):
 y Ergonomia cognitiva: refere-se aos processos 
mentais, como percepção, memória, raciocínio e 
a forma como afetam as interações entre seres 
humanos e diferentes elementos de um sistema�
2121
 y Ergonomia organizacional: refere-se à otimi-
zação dos sistemas sociotécnicos, abrangendo 
suas estruturas organizacionais, políticas e de 
processos, principalmente através das comunica-
ções, projeto de trabalho, organização temporal do 
trabalho, trabalho em grupo, projeto participativo, 
novos paradigmas do trabalho, trabalho coopera-
tivo, cultura organizacional, organizações em rede 
e gestão da qualidade.
 y Ergonomia física: relacionada com as carac-
terísticas da anatomia humana, antropometria, 
fisiologia e biomecânica. Aqui considera-se ques-
tões relativas ao estudo da postura no trabalho, 
realização de atividades, projeto de estação de 
trabalho, entre outros�
ANTROPOMETRIA
A antropometria trata das dimensões dos segmen-
tos do corpo� Uma das referências mais utilizadas 
para o estudo das dimensões do corpo é a obra A 
arte de projetar em arquitetura, de Ernst Neufert, 
em que o autor reúne e apresenta por meio de 
ilustrações, a interação do homem com diferentes 
sistemas�
A antropometria considera as diferenças entre os 
homens – como altura e peso – e subdivide-se em 
três tipos: antropometria estática, que se refere às 
medidas do corpo parado; antropometria dinâmi-
2222
ca, que estuda os limites de movimentos de cada 
parte do corpo; e a antropometria funcional, que 
considera a execução de tarefas específicas. Desse 
modo, as medições antropométricas podem ser 
aplicadas na atividade de projetar�
As medições antropométricas, sempre que for 
possível e economicamente justificável, devem ser 
efetuadas diretamente, através de uma amostra 
significativa de indivíduos que serão usuários ou 
consumidores de um objeto a ser projetado� Essas 
medições compreendem as etapas de definição de 
objetivos e das medidas com a escolha do método 
de medição, seleção da amostra, as medidas e as 
respectivas estatísticas� (IIDA, 2005)
Devemos considerar o tipo de aplicação antropo-
métrica, estática ou dinâmica, daí virão as variáveis 
a serem medidas� Por exemplo, para projetar um 
posto de trabalho para digitadores é necessário 
considerar, no mínimo, seis medidas críticas: altura 
lombar (encosto da cadeira), altura poplítea (altura 
do assento), altura do cotovelo (altura da mesa), 
altura da coxa (espaço entre assento e mesa), 
altura dos olhos (posicionamento do monitor) e 
ângulo de visão.
Com relação aos tipos de medidas antropométri-
cas, temos a estática, a dinâmica, e a funcional.
2323
 y Medida antropométrica estática – refere-se 
às medidas obtidas com o corpo parado ou com 
poucos movimentos� Podemos utilizá-la para pro-
jetar objetos estáticos ou com pouco movimento�
 y Medida antropométrica dinâmica – utilizada 
para medir o alcance dos movimentos corporais� 
Podemos utilizá-la para projetos de postos de 
trabalho com partes que se movimentam.
 y Medida antropométrica funcional – esse tipo 
deve aplicar-se a tarefas específicas.
Espaços projetados devem levar em consideração 
as dimensões humanas, caso contrário, podem 
trazer diversos prejuízos à saúde. Em ambientes 
corporativos, os prejuízos tornam-se inclusive finan-
ceiros, uma vez que pode haver impacto negativo 
na produtividade, afastamento de funcionário e, 
em alguns casos, os danos podem levar ao paga-
mento de indenizações. Mais à frente falaremos 
sobre doenças decorrentes de ambientes da falta 
de ergonomia.
Um bom exemplo são as atividades nas quais os 
profissionais ficam exclusivamente sentados. A 
estação de trabalho deve ser pensada de modo a 
evitar esforços desnecessários, utilizando mobi-
liário ergonômico. 
O emprego de antropometria no desenvolvimen-
to de projetos traz benefícios a todos, por isso é 
2424
fundamentalque os projetistas se atentem a esta 
questão. Um outro conceito importante que pre-
cisamos conhecer para entendermos a dimensão 
e a importância da ergonomia é o de proxêmica.
PROXÊMICA
A proxêmica trata de como o ser humano percebe 
o seu entorno e refere-se ao cálculo do limite de 
conforto entre as pessoas em um ambiente� Tanto 
a distância excessiva quanto a proximidade em 
excesso causam desconforto ao indivíduo e é um 
fator relativo, uma vez que pode variar em função 
de questões individuais e culturais.
O antropólogo Edward Hall foi o responsável por 
cunhar o termo proxêmica, em uma obra de 1966, 
intitulada A dimensão oculta� 
Hall destaca quatro categorias de espaço: íntimo, 
pessoal, social e público� O espaço privado atua 
como mecanismo de controle interpessoal, que 
regula o isolamento ou o distanciamento dos outros, 
visando à privacidade. Cada um desses espaços 
divide-se em duas fases: próxima e distante�
A distância íntima é aquela em que há contato 
físico� Divide-se em fase próxima (contato direto) 
e em fase distante (quando a distância entre os 
indivíduos é de 15 a 20 cm). A distância pessoal 
não apresenta contato físico e também se divide 
2525
em duas fases: próxima (46 a 76 cm) e distante 
(76 a 1,22 m)�
Por exemplo, ao projetarmos um restaurante, é 
importante que as pessoas consigam se ver e se 
ouvir para conversar, em uma distância na qual 
o tom de voz a ser empregado não interfira na 
privacidade�
Na social, alguns traços faciais deixam de ser per-
ceptíveis e não há tentativa de contato; aqui a fase 
próxima é de 1,22 a 2,13 m, e a distante de 2,13 a 
3,66 m. Na distância pública, os indivíduos estão 
fora da área de envolvimento um do outro� A fase 
próxima dá-se entre 3,66 e 7,62 m, e a distante a 
partir desse limite de 7,62 m�
Em passeios públicos, por exemplo, é importante 
que haja uma distância confortável para caminhar 
e observar o entorno, que pode ter uma finalidade 
contemplativa, como a observação de paisagens 
naturais, monumentos históricos, entre outros; ou 
uma finalidade comercial, por exemplo, uma rua 
com lojas e restaurantes�
Quando a intenção é promover espaços para ex-
posição e discussão – como uma sala de aula –, 
é importante garantir que todos os usuários do 
espaço tenham um campo de visão livre, porém, 
que estejam próximos o suficiente para se ouvirem, 
entre outros aspectos� 
2626
Podemos perceber que um espaço ergonômico, além 
da interação do homem com o espaço, mobiliário 
e a execução das tarefas a serem desenvolvidas, 
também deve ter em conta a interação entre os 
homens, de modo a viabilizar o distanciamento 
ou isolamento, de acordo com a atividade a qual 
o ambiente se propõe�
A falta de ergonomia tem efeitos nocivos para o 
homem e pode ocasionar as chamadas LER e DORT� 
AMBIENTES DE TRABALHO COM 
O USO DA INFORMÁTICA – LER E 
DORT
LER é uma sigla que significa Lesão por Esforço 
Repetitivo e DORT, Distúrbios Osteomusculares 
Relacionados ao Trabalho. A sigla DORT veio para 
substituir a LER, devido ao fato de que a maioria 
dos trabalhadores com sintomas no sistema mus-
culoesquelético não apresentar evidência de lesão 
em nenhuma estrutura, ou seja, nem sempre ocorre 
uma lesão propriamente dita� Além do esforço 
repetitivo (sobrecarga dinâmica), outros tipos de 
sobrecargas no trabalho podem ser prejudiciais 
ao trabalhador, como:
 y Sobrecarga estática (uso de contração mus-
cular por tempos prolongados para manutenção 
de postura);
2727
 y Excesso de força aplicada para execução de 
tarefas;
 y Uso de equipamentos que transmitam vibração 
excessiva;
 y Trabalhos realizados com posturas inadequadas;
 y Entre outras atividades que não consideram a 
adequação da máquina ao corpo humano, fazendo 
com que este tenha de “improvisar” posturas e 
movimentos não naturais�
Tanto LER quanto DORT decorrem de movimentos 
e esforços excessivos impostos ao sistema mus-
culoesquelético, sem um período de descanso. 
Devem ser considerados não somente fatores 
mecânicos, mas também fatores sociais, familia-
res, econômicos, entre outros, além de graus de 
insatisfação no trabalho, depressão, ansiedade, e 
outros aspectos – o que dificulta o diagnóstico. 
Entre os fatores que podem facilitar a ocorrência de 
LER/DORT podemos destacar: posto de trabalho, 
exposição a vibrações, exposição ao frio, exposição 
a ruído elevado, postura, invariabilidade da tarefa, 
ou seja, monotonia nas atividades desenvolvidas, 
exigências cognitivas, entre outros.
E entre as doenças ou lesões causadas por LER/
DORT podemos destacar: tenossinovite, ou “dedo 
em gatilho”, epicondilite lateral (“cotovelo de tenis-
ta”), e a síndrome do túnel do carpo�
2828
Para se evitar a ocorrência de LER/DORT algumas 
medidas podem ser adotadas, tais como:
 y O projeto de espaços que mantenham as arti-
culações em posição neutra, ou seja, uma posição 
em que os músculos e ligamentos sejam esticados 
o mínimo possível;
 y Local onde haja conservação de pesos próximos 
ao corpo, pois quanto mais o peso estiver afasta-
do do corpo, mais os braços serão tensionados 
fazendo com que o corpo tenda para frente;
 y Deve-se evitar a inclinação do corpo para frente 
e da cabeça, bem como evitar torções do tronco e 
movimentos bruscos que causam picos de tensão;
 y É importante promover a alternância de posturas 
e movimentos, a fim de reduzir a permanência do 
esforço muscular contínuo, pois quanto maior for o 
esforço muscular, menor será o tempo suportável�
Conhecemos o histórico da ergonomia e seu 
conceito. Falamos sobre antropometria, sobre 
medição antropométrica e sua aplicabilidade no 
desenvolvimento de espaços e objetos ergonô-
micos, sobre proxêmica, e conhecemos também 
algumas doenças ocupacionais ocasionadas por 
falta de ergonomia e, principalmente, o que pode 
ser feito para evitá-las�
2929
Além da antropometria e da proxêmica, para o 
desenho e a execução de espaços acessíveis e 
ergonômicos, existem alguns elementos projetuais 
que podem ser adotados. 
30
ELEMENTOS PROJETUAIS
Elementos projetuais, como o módulo de referência, 
símbolos internacionais, e sinalização tátil no piso 
auxiliam no desenho de ambientes mais saudáveis� 
Na sequência, trataremos de cada um deles.
DIMENSÕES E MÓDULOS DE 
REFERÊNCIA
A construção de espaços acessíveis deve consi-
derar dimensões específicas, com o objetivo de 
permitir a circulação das pessoas que utilizem 
itens auxiliares, como uma cadeira de rodas� A 
NBR 9050 (2020) orienta a utilização de módulos 
de referência (figura 1) para o dimensionamento 
de espaços�
Figura 1: Módulo de referência
Fonte: Elaboração Própria�
31
A NBR 9050 (2020) define o módulo de referência 
como “a projeção de 0,80 m por 1,20 m no piso, 
ocupada por uma pessoa utilizando cadeira de 
rodas motorizadas ou não” (NBR 9050, 2020, p� 8)� 
Com a utilização do módulo de referência, os proje-
tistas podem garantir que portas e corredores, por 
exemplo, poderão ser acessados por cadeirantes, 
sem qualquer problema.
Ambientes acessíveis devem ser sinalizados com 
os denominados “símbolos universais”, a fim de 
identificar que o local promove a inclusão e a mo-
bilidade de pessoas com deficiência.
SÍMBOLOS INTERNACIONAIS
Os símbolos internacionais são divididos em diver-
sas categorias: símbolo internacional de acesso 
(conforme figura 2), símbolo internacional de pes-
soas com deficiência visual, símbolo internacional 
de pessoas com deficiência auditiva.
Figura 2: Símbolo internacional de acesso
Fonte: Elaboração Própria�
32
Há ainda os símbolos complementares que deverão 
ser utilizados para “indicar as facilidades existentes 
nas edificações, no mobiliário, nos espaços, equipa-
mentos urbanos e serviços oferecidos� Podem ser 
compostos e inseridos em quadrados ou círculos” 
(NBR 9050, p� 42)� Tais símbolos complementares 
consistem na indicação de atendimento preferencial 
(para gestantes e idosos, entre outros), símbolo 
que indica o acesso para pessoa com deficiência 
visual acompanhadade cão-guia, simbologia para 
sanitários, símbolos que indicam dispositivos para 
circulação (presença de elevador e escada, por 
exemplo), dispositivos de comunicação (telefone 
e telefone com teclado, por exemplo)�
Além do correto dimensionamento e do emprego 
de símbolos, outro dispositivo é a sinalização tátil 
no pavimento�
SINALIZAÇÃO TÁTIL DIRECIONAL E 
DE ALERTA 
A caminhabilidade de pessoas com deficiência 
visual pode ser facilitada com a aplicação de pisos 
táteis, ou seja, pisos que podem ser tateados pela 
bengala. A sinalização tátil no piso se dá por meio 
de duas tipologias (figura 3), o piso direcional e o 
de alerta� (NBR 9050, 2020)
33
Figura 3: Pisos táteis instalados
Fonte: Elaboração Própria
O piso tátil deve ser utilizado para indicar o melhor 
trajeto, mais curto e seguro, a ser percorrido; e o 
de alerta para indicar obstáculos – escadas, por 
exemplo� Quando combinados, esses dois pisos 
devem ser instalados com seu relevo preservado e 
com contraste visual em relação ao piso adjacente, 
conforme a figura 4. (NBR 16537, 2016)
34
Figura 4: Pisos táteis instalados
Fonte: Imagem de rafaelpublio por Pixabay
Os pisos táteis, somados aos símbolos e ao uso 
dos módulos de referência durante a fase de projeto, 
utilizados com a correta observação das diretrizes 
propostas nos princípios do desenho universal, 
proporcionam o desenho de espaços acessíveis 
a todos, independentemente de quaisquer carac-
terísticas físicas�
https://pixabay.com/pt/
3535
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste primeiro módulo da disciplina de Desenho 
Universal, estudamos alguns conceitos essenciais 
e pudemos compreender como se deu o processo 
de construção do conjunto de leis e entendimento 
que temos hoje.
O conceito de Desenho Universal surgiu nos Es-
tados Unidos e, por meio de seus sete princípios, 
propõe a construção de espaços que possam 
ser utilizados por todos, independentemente de 
qualquer condição física.
Atrelado ao conceito de Desenho Universal, temos 
o de Acessibilidade que, como o nome sugere, visa 
a promover espaços que sejam acessíveis para 
todos� Hoje no Brasil temos leis e normas volta-
das à promoção de acessibilidade e à garantia de 
direitos às pessoas com deficiência, porém, tais 
conquistas vieram ao longo dos anos.
Estudamos os conceitos de ergonomia, antropo-
metria e proxêmica, e compreendemos que eles 
também contribuem para o projeto de espaços mais 
saudáveis, e que a sua ausência pode provocar o 
surgimento de doenças relacionadas ao trabalho.
3636
Por fim, conhecemos alguns elementos projetuais 
que podem ser empregados para tornar reais os 
conceitos de desenho universal, acessibilidade 
e ergonomia, sendo tais elementos o módulo de 
referência, símbolos universais e os pisos táteis�
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	Introdução
	Desenho Universal
	Acessibilidade
	Histórico da acessibilidade no Brasil
	A Ergonomia e como ela se relaciona com a Acessibilidade e com oDesenho Universal
	Antropometria
	Proxêmica
	Ambientes de trabalho com o uso da informática – LER e DORT
	Elementos projetuais
	Dimensões e módulos de referência
	Símbolos internacionais
	Sinalização tátil direcional e de alerta 
	Considerações finais
	Referências Bibliográficas & Consultadas

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