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CENTRO UNIVERSITÁRIO 
MAURICIO DE NASSAU
CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
• PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE
• DESENVOLVIMENTO HUMANO E 
• PROCESSOS EDUCACIONAIS E ESPORTIVAS
• Prof. Esp. Harthemmio Costa
Psicologia do esporte e do exercício 
• Consiste no estudo científico de pessoas e seus comportamentos em contextos es
portivos e de exercício e na aplicação prática desse conhecimento (Gill e Williams, 
2008). 
• Os psicólogos do esporte e do exercício identificam princípios e diretrizes que os 
profissionais podem empregar para ajudar adultos e crianças a participarem e se b
eneficiarem de atividades esportivas e de exercício. 
Como usar a psicologia do esporte???
Exercícios Físicos são o principal tratamento para 
a Fibromialgia. 
Psicologia da educação
Qual a sua finalidade?
A finalidade principal da psicologia da educação é utilizar e aplicar os 
conhecimentos, os princípios e os métodos da psicologia para a análise 
e o estudo dos fenômenos educativos. A psicologia da educação visa 
melhorar as práticas educativas em geral, concretamente a educação 
escolar, e elaborar explicações adequadas e úteis para o planejamento e 
o desenvolvimento dessas práticas.
(César Coll Salvador, 1999)
Psicologia da educação
Como se dá sua aplicação?
A psicologia da educação tem relação com a aplicação da psicologia 
aos fenômenos educativos, sendo ela algo mais que um campo de 
aplicação, configurando-se como um campo de conhecimento 
específico. Acredita-se que a psicologia da educação seja uma 
disciplina-ponte entre a educação e a psicologia. Então, assente nessa 
perspectiva, falar de psicologia da educação é propor o estudo dos 
processos educativos a partir dos instrumentos conceituais e 
metodológicos próprios da psicologia.
Psicologia da educação
Como o/a educador/a relaciona-se com ela?
A complexidade dos fenômenos educativos é tal que seu estudo, sua 
compreensão e sua interpretação exigem a apreciação, simultaneamente 
e de forma integrada, das contribuições de diversas disciplinas. 
Para além de articular conteúdos específicos de cada disciplina (biologia, 
português, física etc.), os professores devem combinar contribuições da 
psicologia da educação com o raciocínio filosófico, com a consciência 
sociológica, as análises políticas, ambientais, entre outras. 
A psicologia da educação, às vezes, proporciona auxílio direto à resolução 
de um problema específico enfrentado pelo professor. Em outras ocasiões, 
é parte da base para a escolha de metodologias e conhecimentos a serem 
trabalhados com os estudantes. 
Dimensões da psicologia da educação:
- A dimensão teórica ou explicativa: inclui uma sequência de conhecimentos organizados 
conceitualmente em relação aos componentes psicológicos dos processos educativos, por 
meio dos quais é possível ser obtida uma melhor compreensão e explicação das 
características, do desenvolvimento e das consequências desses processos;
- A dimensão projetiva: inclui uma série de conhecimentos de natureza procedimental 
sobre o planejamento de processos educativos (por exemplo, atividades de ensino e 
aprendizagem, procedimentos de avaliação das aprendizagens, seleção de materiais 
didáticos ou do plano de estudo, estratégias de atenção à diversidade etc.) que estão 
baseados ou inspirados na análise dos componentes psicológicos presentes;
- A dimensão prática: inclui uma série de conhecimentos orientados à intervenção direta 
no desenvolvimento dos processos educativos, seja a partir da perspectiva do exercício da 
função docente, seja a partir da perspectiva da intervenção psicopedagógica.
O que é desenvolvimento humano?
✓É um terreno vasto, cuja natureza central é a de DESCOBERTA, 
MUDANÇA, NOVAS AQUISIÇÕES, CRESCIMENTO
✓Diz respeito a nossa vida cotidiana, com questões que vão desde a 
aquisição da fala ou do andar, passando pelo processo de aprendizagem 
escolar e pelas inquietações da adolescência, até as transformações 
biopsicossociais que a vida adulta e a velhice trazem consigo
✓São mudanças intensas, especialmente nos 20 primeiros anos de vida, 
que vão resultando em avanços no plano do pensamento, sentimento, 
comportamento etc., para níveis de complexidade cada vez maiores
CONTINUIDA
DE
MUDANÇA ETAPAS INTERAÇÕES
CONHECIMEN
TO
AÇÃO
MUDANÇAS UNIVERSAIS: transformações físicas e hormonais que marcam a puberdade
MUDANÇAS SINGULARES: diversidade cultural, social, política e econômica que constitui os 
contextos nos quais se desenvolvem os seres humanos
REFLEXÃO
Procure lembrar de sua adolescência, destacando as principais características pessoais 
que você tinha naquela época:
Quais características se mantêm? O que você deixou para trás? 
Quais foram os avanços que teve até hoje, em termos de desenvolvimento pessoal?
Converse com sua/seu colega do lado sobre isso por 3 minutinhos: quais são as 
semelhanças e diferenças? Por que elas ocorrem?
Concepções de desenvolvimento
(Xavier e Nunes, 2013)
Inatismo: parte do pressuposto de que os eventos ocorridos após o 
nascimento não são relevantes para o desenvolvimento. Este seria 
influenciado apenas pelas qualidades e capacidades básicas do ser 
humano, praticamente prontas, desde o nascimento. Neste sentido, 
acredita-se que as crianças e jovens não têm como mudar, pois suas 
dificuldades foram herdadas geneticamente
Concepções de desenvolvimento
(Xavier e Nunes, 2013)
Empirismo ou ambientalismo: atribui grande poder ao ambiente como 
fator interveniente no desenvolvimento humano. A pessoa é vista ao 
nascer como uma folha em branco a ser escrita pelo ambiente, ou seja, 
como um ser flexível, que desenvolve suas características apenas em função 
das condições presentes no meio no qual se encontra. Essa visão do ser 
humano como passivo e moldado pelo ambiente tem como consequência 
uma definição mecanicista do desenvolvimento e de aprendizagem. 
Ainda presente no cenário educacional, está marcada por um ensino 
tecnicista, no qual o professor é aquele que detém o conhecimento e o 
aluno deve apenas recebê-lo
Concepções de desenvolvimento
(Xavier e Nunes, 2013)
Interacionismo: essa perspectiva considera que são múltiplos os fatores 
constituintes do desenvolvimento humano, ou seja, entende o sujeito como 
ser ativo e interativo no mundo, com diversas influências em sua trajetória. 
Por conseguinte, o sujeito é ser que constrói e é construído na permanente 
interação dos aspectos biológicos com o meio no qual está inserido. 
Tal concepção tem estado presente no âmbito educacional brasileiro, a 
partir difusão das ideias de Piaget e Vigotski
Continuidade versus descontinuidade no processo evolutivo
A maioria dos teóricos do desenvolvimento está de acordo quanto à continuidade de muitas 
mudanças que ocorrem ao longo da vida de modo gradual e tendendo a um aperfeiçoamento. 
Contudo, há mudanças descontínuas sobre as quais nem todos têm o mesmo ponto de vista.
Essa descontinuidade no desenvolvimento tem sido chamada de fases ou estágios, indicando que 
haveria diferenças qualitativas importantes em determinados períodos do desenvolvimento humano,
seja no aspecto físico, afetivo, cognitivo ou social.
Assim, quando muda de fase, o ser humano passa a pensar, sentir, comportar-se de modo distinto 
da fase anterior e com novas aquisições. Para cada fase do desenvolvimento, os teóricos situaram 
determinadas faixas-etárias. Contudo, isto não é rígido, imutável. As pessoas, como seres singulares 
que são, em contextos diversos, podem passar pelas mesmas fases em idades diversas. 
Perspectivas teóricas: fases do desenvolvimento
A teoria psicanalítica de Sigmund Freud: o desenvolvimento humano é marcado pela força da libido 
que assume várias formas e se localiza em determinadas regiões do corpo, nas quais o sujeito 
encontra mais satisfação na medida em que sedesenvolve (fases psicossexuais: oral, anal, fálica, 
latência e adolescência)
A teoria da recapitulação de Anna Freud: foca na adolescência, que é concebida como um período 
de tormenta e contradições
A Psicologia genética de Henri Wallon: foca no estudo da criança, sendo essencialmente o 
estudo das fases que vão fazer dela um adulto
Outras, como a perspectiva de Rudolf Steiner e da pedagogia Waldorf: desenvolvimento por 
setênios; trimembração (pensar, sentir, querer)
Perspectivas teóricas: fases do desenvolvimento
A epistemologia genética de Jean Piaget
A Psicologia histórico-cultural de L. S. Vigotski
A teoria psicossocial de Erik Erikson
PRINCIPAIS TEORIAS DO DH
Jean Piaget (1940) 
Desenvolvimento Cognitivo
Lev Vygotsky (1927) 
Sócio-interacionismo
Irie Bronfenbrenner (1979) 
Bioecologica 
Howard Gardner (1983) 
Inteligências MúltiplasErik Erikson (1963) - Psicossocial
PRINCIPAIS TEORIAS DO 
DH
Erik Erikson (1963) - Psi
cossocial
A teoria de Erikson 
• Erikson focaliza o surgimento gradativo de um sen
so de identidade. Propõe oito estágios, três dos q
uais alcançados apenas na vida adulta. Denomina 
seus estágios de psicossociais.
• Dentre os oito, quatro estágios têm sido o foco de 
muitas teorias e pesquisas: confiança na infância, i
dentidade na adolescência, intimidade na vida adu
lta inicial e procriação na vida adulta intermediária.
Jean Piaget (1940) 
Desenvolvimento Cognitivo
PRINCIPAIS TEORIAS DO 
DH
Teoria de Jean Piaget
• Enfatizam o papel do movimento na criança como participante 
mais ativo do processo de desenvolvimento, descrevendo está
gios claros e qualitativamente diferentes. 
• Piaget verificou a grande regularidade do desenvolvimento do 
pensamento da criança. Observou que todas parecem viver as 
mesmas descobertas sequenciais acerca de seu mundo, cometen
do os mesmos erros e chegando às mesmas soluções. Um pressu
posto fundamental para tais teorias é que da natureza do organi
smo humano se adaptar ao ambiente, num processo ativo em 
que a criança e o adulto procuram entender seu ambiente.
Vias de condução de informação 
Plasticidade Neural
Lev Vygotsky (1927) 
Sócio-interacionismo
PRINCIPAIS TEORIAS DO 
DH
Teoria de VYgoTskhy
• Vygotsky considera que o processo de desenvolvimento é marcado pela interação s
ocial do ser humano. 
• Considera que a formação da sociedade humana com base no trabalho, é o processo q
ue vai tornar o homem diferenciado de outras espécies. 
• Seus estudos são baseados na relação didática assimétrica adulto/criança, salientam 
sobretudo o papel do adulto (pai ou educador)como estimulador e regulador das pri
meiras competências práticas.
• Cabe ao professor/treinador proporcionar um contexto significativo para a execuçã
o das tarefas motoras de forma que o aluno possa atuar e construir interpretações 
coerentes. 
Fatores do desenvolvimento
Crescimento orgânico e maturação do sistema nervoso e endócrino
• A maturação abre possibilidades novas ao ser humano, sendo condição necessária, mas não 
suficiente, para o aparecimento de certas condutas, funções e comportamentos no indivíduo. 
Embora não explique todo o desenvolvimento, a maturação desempenha papel fundamental na 
ordem fixa dos estágios do desenvolvimento da inteligência.
• A base biológica do funcionamento psicológico humano se assenta no cérebro como órgão 
principal do desenvolvimento mental. O cérebro é a base da atividade psíquica que cada indivíduo 
traz consigo ao nascer. No entanto, essa base não é imutável, posto que, na permanente 
internalização da cultura e interação com o outro, o cérebro humano foi desenvolvendo novas 
funções criadas ao longo da história. 
• No desenvolvimento humano, os aspectos biológicos presentes fortemente no nascimento vão 
gradativamente cedendo lugar à influência dos aspectos sociais. A maturação cerebral nos 
processos de desenvolvimento humano, sem a intervenção da cultura, não garante as habilidades 
intelectuais mais complexas. Assim, as fronteiras entre os fatores de maturação orgânica e os 
sociais são bastante tênues.
Fatores do desenvolvimento
O exercício e a experiência
• Para Vigotski, a experiência como fator influente no desenvolvimento se insere em seu conceito 
de atividade do indivíduo no mundo, mediado pelos sistemas simbólicos dos quais ele dispõe, 
notadamente, pela linguagem. A estrutura humana se constrói em um processo cujas raízes 
estão na relação dialética da história individual e social. Apropriando-se das experiências 
culturais acumuladas pela humanidade, o indivíduo se constrói como ser humano.
• Wallon também realça a experiência como um dos elementos fundantes do desenvolvimento das 
habilidades intelectuais complexas. Uma ideia central de sua teoria é a construção da inteligência 
a partir dos atos motores, ou seja, é na ação da criança sobre o mundo físico, que ela vai 
constituir o seu pensamento.
Fatores do desenvolvimento
As interações e transmissões sociais
• À medida em que a criança se desenvolve cognitivamente, na interação com o meio seu 
comportamento é afetado em todas as áreas. 
• Assim, a capacidade do indivíduo de julgar o que é certo ou errado, adequado ou inadequado, ético 
ou anti-ético, honesto ou desonesto, verdade ou mentira etc, está relacionada diretamente aos 
estágios do desenvolvimento do pensamento.
• A internalização das atividades, socialmente e historicamente desenvolvidas, constitui aspecto 
característico da espécie humana, culminando na formação dos processos psicológicos superiores. 
Esse processo de internalização da cultura é possível graças à mediação dos sistemas simbólicos de 
representação do real, cuja a linguagem é o principal sistema. O uso de signos, conduz os seres 
humanos a uma estrutura específica de comportamento que se destaca do desenvolvimento 
biológico, por exemplo, dos demais animais. 
• Cultura e a linguagem fornecem ao pensamento os instrumentos de sua evolução, sendo o 
desenvolvimento dependente das condições oferecidas pelo meio e do grau de apropriação que o 
sujeito fizer dela. É o ambiente social que vai ajudar a transformar o intenso intercâmbio emocional 
característico do primeiro ano de vida, em comunicação verbal. 
Fatores do desenvolvimento
Mecanismos reguladores
• São mecanismos internos que permitem à nossa mente coordenar e conciliar as contribuições 
da maturação, da experiência e da interação social. O organismo, para responder às 
perturbações do meio, desenvolve compensações ativas, através de assimilações, 
acomodações e adaptações. Essa equilibração funciona como um processo de natureza 
auto-reguladora, que permite ao sujeito incorporar, com êxito, aos seus esquemas mentais, 
novas experiências, conhecimentos, comportamentos etc.
• Em Vygotsky, o mecanismo coordenador dos demais fatores é o processo de internalização ou 
apropriação. Desde o nascimento, as crianças se apropriam da cultura, a partir dos 
significados que os adultos atribuem às condutas e a objetos culturais que se formaram ao 
longo da história. Através das intervenções constantes dos adultos, os processos psicológicos 
complexos começam a se formar. Assim, o desenvolvimento do psiquismo é mediado pelo 
outro, que indica, delimita e atribui significados à realidade. Quando internalizadas, as 
atividades que antes eram mediadas(interpessoal), passam a constituir-se em um processo 
voluntário e independente (atividade intrapessoal). 
Crescimento orgânico 
e maturação
Exercício e 
experiência
Interações e
transmissões sociais
Mecanismos reguladores
DESENVOLVIMENTO 
DO SUJEITO
Vigostskii (2000; 2001)
✓ A aprendizagem influencia o desenvolvimento, assim como o desenvolvimento 
influencia a aprendizagem
✓ A boa aprendizagem conduz ao desenvolvimento
✓ A aprendizagem influencia as funções psicológicas (memória, atenção, pensamento, 
consciência), possibilitando a formação de sistemas funcionais complexos
✓ Quando a criança e o jovem aprendem, eles estão desenvolvendo a tomada de 
consciência e a apreensão de diversas funções psíquicas
Relação entre aprendizagem e desenvolvimento humano
Bibliografia
COLL, C.; MESTRES, M.M.; GOÑI, J.O.; GALLART, I.S. Psicologia da educação. Porto Alegre: 
Artes Médicas Sul, 1999.
XAVIER, A.S.; NUNES, A.I.B.L. Psicologia do desenvolvimento. Brasil, 2013.
	Slide 1
	Slide 2: Psicologia do esporte e do exercício 
	Slide 3
	Slide 4: Como usar a psicologia do esporte???
	Slide 5: Psicologia da educação
	Slide 6: Psicologia da educação
	Slide 7: Psicologia da educação
	Slide 8
	Slide 9: O que é desenvolvimento humano?
	Slide 10
	Slide 11
	Slide 12: Concepções de desenvolvimento
	Slide 13: Concepções de desenvolvimento
	Slide 14: Concepções de desenvolvimento
	Slide 15
	Slide 16: Perspectivas teóricas: fases do desenvolvimento
	Slide 17: Perspectivas teóricas: fases do desenvolvimento
	Slide 18: PRINCIPAIS TEORIAS DO DH
	Slide 19: PRINCIPAIS TEORIAS DO DH
	Slide 20: A teoria de Erikson 
	Slide 21: PRINCIPAIS TEORIAS DO DH
	Slide 22: Teoria de Jean Piaget
	Slide 23: Vias de condução de informação 
	Slide 24: Plasticidade Neural
	Slide 25: PRINCIPAIS TEORIAS DO DH
	Slide 26: Teoria de VYgoTskhy
	Slide 27: Fatores do desenvolvimento
	Slide 28: Fatores do desenvolvimento
	Slide 29: Fatores do desenvolvimento
	Slide 30: Fatores do desenvolvimento
	Slide 31
	Slide 32: Relação entre aprendizagem e desenvolvimento humano
	Slide 33

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