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UNIVERSO
DESENVOLVIMENTO HUMANO: INFÂNCIA
PROFESSORA: ANA BEATRIZ DE MOTA E SOUZA
 APRESENTAÇÃO PESSOAL
 APRESENTAÇÃO DOS ALUNOS
 EXPECTATIVAS QUANTO À DISCIPLINA
OBJETIVO
 POSSIBILITAR UM VISÃO GLOBAL E, AO MESMO TEMPO, CRÍTICA DOS 
DIFERENTES POSICIONAMENTOS TEÓRICOS NOS ESTUDOS SOBRE A 
CRIANÇA E SOBRE O DESENVOLVIMENTO DE MODO GERAL.
 ESTUDAR OS PRINCIPAIS PROCESSOS DO DESENVOLVIMENTO 
INFANTIL, POSSIBILITANDO AO FUTURO PROFISSIONAL A 
COMPREENSÃO DOS FENÔMENOS E PROCESSOS PSICOLÓGICOS 
BÁSICOS ENVOLVIDOS NO DESENVOLVIMENTO HUMANO, COM 
ÊNFASE NA INFÂNCIA.
EMENTA – N192
 Carga Horária: 80h
 Curso/Período: Psicologia – 3° Período
 Ementa: Conceitos fundamentais em Psicologia do Desenvolvimento.
Desenvolvimento psicomotor, social, afetivo, cognitivo, sociocultural.
Psicologia da aprendizagem. Desenvolvimento e aprendizagem.
 Objetivos Específicos: Identificar as diferentes teorias sobre o
desenvolvimento humano, possibilitando ao aluno uma atuação em diferentes
níveis de caráter preventivo; Discutir a relação entre os processos do
desenvolvimento e aprendizagem da criança, do adolescente e do adulto, na
perspectiva dos diferentes enfoques teóricos estudados, analisando
criticamente as implicações, e contribuições da psicologia em relação à
prática educativa.
EMENTA – N192
 Conteúdo Programático:
 Da Concepção ao Nascimento: Marcos do Desenvolvimento, Características e
Cuidados.
 A Gestante e o Feto. O Neonato e os Atos Reflexos.
 Os Reflexos e as Reações Circulares.
 Progressos no Autocontrole e Aquisição do Domínio Psicomotor - A Auto-
locomoção.
 O Movimento de Pinça e o Caminhar.
 O Controle dos Esfíncteres.
EMENTA – N192
 Jean Piaget: Vida e Obra.
 Constructos Básicos da Teoria Piagetiana: Equilibração; Adaptação:
Assimilação e Acomodação; Esquemas.
 O Estágio Sensório- Motor: A Inteligência Prática.
 Atos Reflexos e Reações Circulares; Noção de Permanência do Objeto;
Imitação Simples e Diferida.
 Estágio Pré-Operatório: Da Ação à Intuição.
 Função Simbólica ou Semiótica; Egocentrismo; Pensamento Intuitivo.
 O Estágio Operatório-Concreto: da Intuição à Operação.
 Os Processos Cognitivos Básicos dos Anos Escolares; Operações Lógicas e
Infralógicas.
 O Estágio Operatório-Formal
EMENTA – N192
 Pensamento Hipotético-Dedutivo; Operações Lógicas Atingíveis na
Adolescência.
 O Desenvolvimento Psicossocial: -Os Processos De Socialização; O Apego; A
Teoria Psicossocial de Erik Erikson.
 O Desenvolvimento Psicossocial: A Constituição da Personalidade; O
Conhecimento de Si Mesmo.
 Identidade e Tipificação Sexual.
 Estilos Parentais e a Importância do Brincar no Desenvolvimento Infantil.
EMENTA – N192
 Bibliografia Básica:
 BARROS, Vera Ferrari Rego. A Saúde Mental na Atenção a Criança e ao
Adolescente. São Paulo, SP: Atheneu, 2016. [Biblioteca Pearson]
 KAIL, Robert V. A criança. São Paulo, SP: Pearson, 2014. [Biblioteca Pearson]
 YABE, Isabela de Gracia.Desenvolvimento humano nas diferentes faixas
geracionais. Curitiba, PR: Contentus, 2020. [Biblioteca Pearson]
EMENTA – N192
 Bibliografia Complementar:
 BERGER, Kathleen Stassen. O desenvolvimento da pessoa: da infância à terceira
idade. 5.ed. Rio de Jnaeiro, RJ: LTC, 2016. [Biblioteca Física]
 DE LA TAILLE, Yves; OLIVEIRA, Marta Kohl de; DANTAS, Heloisa. Piaget, Vigotski,
Wallon. São Paulo, SP: Summus, 2019. [Biblioteca Pearson]
 PAPALIA, Diane E.; MARTORELL, Gabriela. Desenvolvimento Humano-14. McGraw
Hill Brasil, 2021.
 PIAGET, Jean. Seis estudos de Psicologia. 25 ed. Rio de Janeiro, RJ: Forense
universitária, 2016. [Biblioteca Física]
 PILETTI, Nelson; ROSSATO, Solange Marques; ROSSATO, Geovanio. Psicologia do
desenvolvimento. São Paulo, SP: Contexto, 2014. [Biblioteca Pearson]
 SILVA, Gustavo Thayllon França. Desenvolvimento humano nas diferentes faixas
geracionais: abordagens psicopedagógicas e psicológicas. Curitiba, PR:
Intersaberes, 2022.
 [Biblioteca Pearson]
ROTEIRO
1. Noções preliminares;
2. Conceito de Desenvolvimento;
3. Aspectos históricos do desenvolvimento humano;
4. Métodos de investigação do desenvolvimento humano;
5. Teorias do desenvolvimento humano (PIAGET, VYGOTSKY, FREUD, ERIKSON);
6. Natureza x Ambiente;
7. Da concepção ao Nascimento: Marcos do Desenvolvimento, Características e 
Cuidados;
8. O bebê recém-nascido;
9. As Interações sociais e o Desenvolvimento Humano;
10. A família na perspectiva do Desenvolvimento Humano.
O QUE É DESENVOLVIMENTO E POR QUE 
É IMPORTANTE ESTUDÁ-LO?
DESENVOLVIMENTO 
“PASSAGEM GRADUAL(DA 
CAPACIDADE OU 
POSSIBILIDADE) DE UM 
ESTÁGIO INFERIOR A UMA 
ESTÁGIO MAIOR, SUPERIOR, 
MAIS 
APERFEIÇOADO;CRESCIMENTO, 
EXPANSÃO, PROGRESSO”
(MICHAELIS, 2021)
“CONTINUIDADE, 
CRESCIMENTO, MUDANÇA, 
ETAPAS, INTERAÇÕES, 
CONHECIMENTO, AÇÃO. HÁ 
DIVERSAS FORMAS DE 
ENTENDÊ-LO, GERANDO 
DISTINTAS CONCEPÇÕES 
SOBRE OS FATORES 
PREPONDERANTES NESSE 
PROCESSO”
(XAVIER; NUNES, 2015)
DESENVOLVIMENTO HUMANO
 O campo do Desenvolvimento Humano concentra-se no estudo científico dos
processos sistemáticos de mudança e de estabilidade que ocorrem nas
pessoas...Quais são as características com mais chances de perdurar? Quais
têm mais chances de mudar, e por que? Essas são algumas das perguntas que
os cientistas do desenvolvimento procuram responder.
(PAPALIA; FELDMAN, 2013)
 O Desenvolvimento Humano é um PROCESSO de construção contínua que se
estende ao longo da vida dos indivíduos, sendo fruto de uma organização
complexa e hierarquizada que envolve desde os componente intra-orgânicos
até as relações sociais e a agência humana.
(SIFUENTES; DENSSEN E OLIVEIRA, 2007)
O QUE É DESENVOLVIMENTO E POR QUE 
É IMPORTANTE ESTUDÁ-LO?
PSICOTERAPIA
AVALIAÇÃO 
PSICOLÓGICA
PSICÓLOGO 
ESCOLAR
 Ao estudarmos o Desenvolvimento Humano, lidamos com a singularidade das 
pessoas.
 O Desenvolvimento Humano atravessa quatro dimensões:
DIMENSÕES
FÍSICO COGNITIVO EMOCIONAL PSICOSSOCIAL
DESENVOLVIMENTO FÍSICO
Crescimento 
do corpo e do 
cérebro
Capacidades 
sensoriais
Habilidades 
motoras e 
saúde
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO
Aprendizagem
Atenção
Memória
Linguagem
Pensamento
Criatividade
DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL
Emoções
Competência 
Emocional
Regulação 
emocional
DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL
Relações/Interações 
sociais
PROCESSO UNIFICADO
EXERCÍCIO 1
Pense em uma situação experienciada ou observada 
por você, no âmbito pessoal ou profissional, no qual 
você tenha identificado em uma criança um 
determinado evento que tenha impactado uma das 
dimensões do desenvolvimento que falamos.
Agora pense se esse evento teve também impacto 
em outra dimensão do desenvolvimento dessa 
criança.
 A pesquisa em desenvolvimento deve focar os indivíduos inseridos em uma
rede de relações e não apenas em sua singularidade.
 O desenvolvimento é um fenômeno multideterminado.
 O processo do desenvolvimento NÃO pode ser compreendido sem que se leve
em consideração os contextos físico, social , histórico e cultural nos quais as
transformações estruturais do organismo ocorrem.
 Não devemos ter uma visão reducionista do processo de desenvolvimento
humano.
 Os psicólogos do desenvolvimento estudam os padrões comuns de
crescimento e mudanças, mas também as formas pelas quais as pessoas
diferem em seu desenvolvimento e em suas histórias de vida.
CONTINUIDADE E MUDANÇA
UNIVERSALIDADE E INDIVIDUALIDADE
PERÍODOS SENSÍVEIS
(Gestação, Infância, Adolescência e Envelhecimento)
ASPECTOS HISTÓRICOS DO DESENVOLVIMENTO 
HUMANO
 Para que se possa entender os aspectos contemporâneos da Psicologia do
Desenvolvimento Humano, é necessário olharmos para a história da construção do
desenvolvimento humano, ou seja, de como ele foi abordado ao longo dos anos.
IDADE MÉDIA MODERNIDADE CONTEMPORANEIDADE
SÉCULO XI AO XIV SÉCULO XV AO XVIII SÉCULOS XIX, XX 
E XXI
ASPECTOS HISTÓRICOS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO
IDADE MÉDIA
 Caracteriza-se por um grande desinteresse nos estudos sobreo
desenvolvimento humano e em tudo que se relacionava a ele.
 Nessa época, não havia concepção de infância que temos hoje.
 A criança era vista como um adulto em miniatura que, após o desfralde, já
estava pronta para participar da sociedade e ajudar a família nos gastos.
 Nesse período histórico, quando se começou uma noção de infância, ainda
incipiente, passou a haver uma compreensão um pouco diferente dos aspectos
relacionados ao desenvolvimento humano:
PRIMEIRA IDADE: ATÉ OS 7 ANOS;
SEGUNDA IDADE: ATÉ OS 14 ANOS, E
TERCEIRA IDADE: ATÉ OS 35 ANOS, QUANDO O HOMEM JÁ ESTARIA PRONTO.
ASPECTOS HISTÓRICOS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO
ASPECTOS HISTÓRICOS DO DESENVOLVIMENTO 
HUMANO
 Período pré-científico – Estudos de Rosseau, Pestalozzi e Tiedemann.
MODERNIDADE
 Há uma grande evolução nos estudos sobre o desenvolvimento humano,
especialmente sobre as questões pedagógicas das crianças.
 Teoria Evolucionista. Charles Darwin (1809-1882).
A CRIANÇA NÃO MAIS ENTENDIDA COMO UMA ADULTO EM MINIATURA,
MAS SIM COMO UM SER COM CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS
ASPECTOS HISTÓRICOS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO
CONTEMPORANEIDADE
 Grande avanço nos estudos sobre o desenvolvimento humano, destacando-se
nomes como S. Freud, Vygostsky, Piaget, Erikson, dentre outros.
 Devido à sua abrangência e complexidade, o desenvolvimento no curso de vida
tem sido abordado, atualmente, a partir de uma noção epigenética e
probabilística[...]. Isto significa que cada indivíduo tem seu desenvolvimento
delineado por inúmeras possibilidades vinculadas ao tempo, ao contexto e ao
processo[...],
(SIFUENTES; DENSSEN; OLIVEIRA, 2007)
 O desenvolvimento individual decorre das relações que estabelecemos
com os contextos ambientais nos quais estamos inseridos e a partir
de suas predisposições genéticas.
 Ao longo do século XXI, ainda temos os estudos de desenvolvimento
com a noção de “estágios”, porém não apenas para determinar em que
estágio o indivíduo se encontra.
 Os estágios não são fixos pessoas com estímulos
diferentes podem ter alterações em seus processos de
desenvolvimento.
DESENVOLVIMENTO DO CICLO VITAL
 Para se estudar o desenvolvimento humano, ao longo do ciclo de vida,
alguns princípios são essenciais:
1. O desenvolvimento é vitalício – cada período é afetado pelo que
aconteceu antes e afetará o que está por vir;
2. O desenvolvimento depende de história e contexto;
DESENVOLVIMENTO DO CICLO VITAL
3. O desenvolvimento é multidimensional e multidirecional;
4. O desenvolvimento revela plasticidade;
NEUROPLASTICIDADE
“Propriedade do sistema nervoso de alterar a sua função ou a
sua estrutura em reposta às influencias ambientais que o atingem”
(LENT, 2008)
MÉTODOS DE PESQUISA EM DESENVOLVIMENTO
 Longitudinal – se utiliza dos mesmos sujeitos, durante um período de
tempo. Ex: estudos sobre o desenvolvimento cognitivo.
 Transversal – se utiliza de sujeitos de diferentes idades, em um
período de tempo menor. Ex anterior.
 Estudos transculturais – permitem o conhecimento de que aspectos
do desenvolvimento são universais e quais são culturais – podem ser
por meio de estudos longitudinais ou transversais.
MÉTODOS DE PESQUISA EM DESENVOLVIMENTO
MÉTODOS OBSERVACIONAIS
Observação Artificial
Ocorre no contexto da pesquisa experimental; o pesquisador intervém na 
situação, manipulando uma ou mais variáveis independentes e 
observando o comportamento dos indivíduos (variáveis dependentes) em 
resposta a essas manipulações.
Uma determinada situação é preparada para que certos tipos de reações 
dos indivíduos sejam observadas e registradas. Ex.: experimentos de face 
imóvel no laboratório.
MÉTODOS DE PESQUISA EM DESENVOLVIMENTO
Observação Artificial
Vídeo.
MÉTODOS DE PESQUISA EM DESENVOLVIMENTO
Observação Naturalística
Sistemática
Utiliza procedimentos 
padronizados e se 
caracteriza pela 
sistematização minuciosa do 
planejamento, do registro, 
dos procedimentos de 
coleta, definição de 
categorias de observação, é 
submetida a verificações e 
ao controle de fidedignidade. 
Assistemática 
Utilizada por vezes para um 
contato inicial com o campo, 
quando o pesquisador não 
dispõe de informações 
suficientes sobre o fenômeno 
em estudo. Pode permitir o 
estabelecimento de 
descrições mais precisas 
acerca dos diferentes 
aspectos que o caracterizam.
TEORIAS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO
 As teorias abrangem perspectivas que enfatizam diferentes tipos de 
processo de desenvolvimento e explicam esse processo a partir de 
seus pressupostos sobre três questões básicas:
As pessoas 
são ativas ou 
reativas?
O desenvolvimento 
é contínuo ou 
ocorre em 
estágios?
O desenvolvimento é 
mais influenciado 
pela hereditariedade 
ou pelo ambiente?
(PAPALIA; FELDMAN, 2013)
TEORIAS PSICANALÍTICAS
 De forma geral, explicam o comportamento humano compreendendo
os processos subjacentes da psique.
 Premissa central: o comportamento humano é governado por
processos tanto inconscientes como conscientes. Alguns desses
processos inconscientes estão presentes desde o nascimento e outros
se desenvolvem ao longo do tempo.
 Libido – força motriz do comportamento humano. Não está ligada
exclusivamente aos órgãos genitais, a libido pode ser direcionada em
relação a uma pessoa, objeto, ao próprio corpo ou a uma atividade
intelectual.
TEORIAS PSICANALÍTICAS
 EGO / ID / SUPEREGO
 ID – Bebê.
 EGO – Começa a se desenvolver dos dois aos quatro anos de idade,
aproximadamente – A criança aprende a modificar as suas estratégias
de gratificação imediata.
 SUPEREGO – Começa a se desenvolver um pouco antes da idade
escolar, à medida que a criança incorpora os valores e os costumes
culturais dos pais.
TEORIAS PSICANALÍTICAS
 A interação entre as características inatas da criança e o ambiente
desempenha um papel importante no desenvolvimento e nas
diferenças de personalidade.
 O olhar de Freud para o desenvolvimento humano tem como recorte a
sexualidade e a qualidade das relações afetivas.
 O desenvolvimento como constituído fundamentalmente por estágios,
que são concebidos de forma um pouco diferente nas várias teorias
psicanalíticas.
 Freud – os estágios são fortemente influenciados pela maturação e
pelo investimento da libido.
TEORIAS PSICANALÍTICAS
CINCO ESTÁGIOS DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSEXUAL (FREUD)
 Estágio oral – do nascimento até 1 ou 2 anos de idade. A boca se torna
o centro da prazer para a criança, por meio da alimentação e do
contato com os objetos.
TEORIAS PSICANALÍTICAS
 Estágio anal – de 1/2 anos até 3/4 anos. Controle dos esfíncteres.
TEORIAS PSICANALÍTICAS
 Estágio fálico – dos 3/4 anos até os 5/6 anos. A atenção da criança
volta-se para o genital. A criança percebe as diferenças sexuais
anatômicas e a vivenciar o prazer pela estimulação dos órgãos
genitais.
TEORIAS PSICANALÍTICAS
 Estágio de latência – dos 5/6 anos até a puberdade – Sublimação –
reforço das aquisições do ego e repressão sexual. Há maior interesse
por atividades escolares, artes, esportes e brincadeiras.
TEORIAS PSICANALÍTICAS
 Estágio genital – da puberdade em diante.
 Freud – por meio dos estágios, o sujeito estabelece novas relações com o
mundo externo, consigo mesmo e com a aprendizagem.
 Trouxe contribuições históricas que levaram a teoria psicanalítica para novas
direções.
A importância 
dos 
pensamentos, 
sentimentos e 
motivações 
inconscientes
O papel das 
experiências 
infantis na 
formação da 
personalidade
Curso do 
desenvolvimento 
esperado – partindo de 
um estado imaturo e 
dependente para um 
estado mais maduro e 
independente
TEORIAS PSICANALÍTICAS
A TEORIA DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL DE ERIK ERIKSON
 Psicanalista alemão (1902-1994) – modificou e ampliou a teoria desenvolvida
por Freud, destacando a influência da sociedade no desenvolvimento da
personalidade.
 Pioneiro ao assumir a perspectiva do ciclo de vida – o desenvolvimento do ego
se estende por toda a vida.
 A sua teoria apresenta oito estágios ao longodo ciclo de vida – cada estágio
envolve uma “crise na personalidade” – grande tema psicossocial
especialmente relevante para aquele momento.
TEORIAS PSICANALÍTICAS
A TEORIA DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL DE ERIK ERIKSON
 A teoria psicossocial de Erikson enfatiza as influências sociais e culturais no
desenvolvimento. É conhecido por seu conceito de “crise de identidade”.
 O êxito em cada estágio é o desenvolvimento de uma “virtude”, ou força.
 Para Erikson, o desenvolvimento humano ocorre por meio da relação entre
três perspectivas: BIOLÓGICA (maturação do corpo e sua modificações),
SOCIAL (o sujeito com o outro) e INDIVIDUAL (o sujeito consigo mesmo).
IDADE ESTÁGIO CARACTERÍSTICA VIRTUDE
Até os 12 ou 18 meses CONFIANÇA BÁSICA 
VERSUS
DESCONFIANÇA 
BÁSICA
O bebê desenvolve o 
senso de perceber se 
o mundo é um lugar 
bom e seguro. O 
comportamento do 
cuidador principal é 
crítico para uma boa 
ou má resolução 
dessa crise.
Erikson observou que 
a posição ideal em 
qualquer etapa NÃO 
está situada nos polos 
extremos. Ou seja, a 
criança precisa 
desenvolver uma 
desconfiança “sadia”
Esperança
(Desenvolver 
confiança na mãe ou 
cuidador central e na 
própria capacidade de 
fazer as coisas 
acontecerem, um 
elemento chave em 
um apego seguro 
precoce)
TEORIAS PSICANALÍTICAS
IDADE ESTÁGIO CARACTERÍSTICA VIRTUDE
Dos 12/18 meses aos 3 
anos
AUTONOMIA VERSUS
VERGONHA E DÚVIDA
A criança desenvolve
maior autonomia e 
sua percepção de 
mundo se modifica 
com base nisso. A 
confiança vai 
aumentando em 
virtude do espaço que 
a mãe dá a criança.
Aparece um 
sentimento ambíguo –
Autonomia e Vergonha 
(quando a criança é 
repreendida pelos 
pais)
Vontade
(Desenvolver 
habilidades de andar, 
agarrar e outras 
habilidades físicas que 
levam a livre escolha; 
completar o 
treinamento dos
esfíncteres; a criança 
aprende controle, mas 
pode desenvolver 
vergonha se não 
manejado 
adequadamente)
TEORIAS PSICANALÍTICAS
IDADE ESTÁGIO CARACTERÍSTICA VIRTUDE
Dos 3 aos 6 anos INICIATIVA VERSUS
CULPA
Tem início quando a 
criança ingressa na 
escola. É esperado 
que a criança tenha 
desenvolvido a 
confiança, o 
controle e a 
autonomia, 
presentes nas 
etapas anteriores. 
Unindo a confiança e 
a autonomia, a 
criança desenvolve 
a iniciativa, 
experimentando 
novas atividades.
Propósito
(Aprender a 
organizar atividades 
em torno de algum 
objetivo; tornar-se 
mais assertivo e 
agressivo)
TEORIAS PSICANALÍTICAS
IDADE ESTÁGIO CARACTERÍSTICA VIRTUDE
Dos 6 anos a 
puberdade
PRODUTIVIDADE 
VERSUS
INFERIORIDADE
A criança tem como 
tarefa absorver as 
habilidades e 
normas básicas da 
cultura.
A criança começa a 
desenvolver o 
controle pela 
atividade, 
adaptando-se a 
regras e métodos do 
sistema formal de 
ensino, tendo as 
suas principais 
relações sociais na 
escola.
Habilidade
(Desenvolver o 
repertório de 
capacidades que o
contexto social 
demanda da 
criança)
Sucesso x Fracasso
TEORIAS PSICANALÍTICAS
IDADE ESTÁGIO RESOLUÇÕES
POSITIVAS
RESOLUÇÕES 
NEGATIVAS
Até os 12 ou 18 meses CONFIANÇA BÁSICA 
VERSUS
DESCONFIANÇA 
BÁSICA
Confiança e cuidado 
amoroso por parte 
dos cuidadores 
produzem um sentido 
de previsibilidade e 
confiança no meio.
Negligência física e 
psicológica por parte 
dos cuidadores 
resultam em medo, 
ansiedade e 
desconfiança no meio.
Dos 12/18 meses aos 3 
anos
AUTONOMIA VERSUS
VERGONHA E DÚVIDA
Os cuidadores 
incentivam 
independência e 
autossuficiência, 
promovendo 
autoestima positiva.
Cuidados que 
restringem 
demasiadamente a 
criança levam-na a 
dúvidas sobre as 
próprias capacidades 
e a baixa autoestima.
IDADE ESTÁGIO RESOLUÇÕES
POSITIVAS
RESOLUÇÕES 
NEGATIVAS
Dos 3 aos 6 anos INICIATIVA VERSUS
CULPA
A criança aprende a 
iniciar atividades e 
desenvolve um senso 
de reponsabilidade 
social no que se 
refere ao direito dos 
outros; promove a 
autoconfiança.
O controle excessivo 
dos pais reprime a 
espontaneidade, a 
noção de propósito e a 
aprendizagem social 
da criança; promove 
culpa e medo de 
punições.
Dos 6 anos a 
puberdade
PRODUTIVIDADE 
VERSUS
INFERIORIDADE
Por meio das 
experiências com os 
pais e com os colegas, 
a criança desenvolve 
um senso de orgulho 
e competência no 
trabalho escolar, no 
ambiente familiar e 
nas atividades sociais.
Experiências 
negativas com os pais, 
ou se sentir falhando 
no relacionamento 
com os colegas e/ou 
no desempenho 
escolar, levam a 
sentimentos de 
inferioridade e 
inadequação.
TEORIAS PSICANALÍTICAS
 Erikson colocou a cultura como uma das principais fontes de conhecimento e
de formação da personalidade, destacando que o desenvolvimento humano
ocorre dentro de um contexto social, desde o nascimento até o
envelhecimento.
 Uma de suas principais contribuições foi a de integrar a Psicanálise ao campo
da antropologia cultural, por meio de sua ênfase na interação entre as
dimensões sociocultural, biológica e histórica.
TEORIAS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO
 DISCUSSÃO DE ARTIGO (HOCKENBURY; HOCKENBURY, 2005).
1. Qual foi o método de pesquisa utilizado por Gilda Morelli e seus
colaboradores?
2. A partir das conclusões trazidas pelos pesquisadores, como você considera
que os valores e normas presentes em um contexto cultural podem
influenciar o desenvolvimento de uma criança?
TEORIAS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO
MÃE DE PANO (Contato corporal) X MÃE DE ARAME (Alimentação)
(HARLOW, 1958)
TEORIAS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO
 Apoiado nesses estudos, Bowlby concluiu que a vinculação do apego
se relaciona mais com condições de aconchego e conforto, do que com
o suprimento de necessidades alimentares.
 Observações sobre o cuidado inadequado na primeira infância e o
desconforto e a ansiedade de crianças pequenas relativos à separação
dos cuidadores.
 Bowlby impressionou-se com as evidências de efeitos adversos ao
desenvolvimento, atribuídos ao rompimento na interação com o seu
cuidador principal, particularmente na primeira infância (AINSWORTH
& BOWLBY, 1991)
TEORIAS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO
A TEORIA DO APEGO
 Psiquiatra e psicanalista inglês, o seu interesse e as suas pesquisas
sobre os efeitos da privação da figura materna para a saúde mental
em crianças , iniciaram-se a partir de sua experiência como assessor
da Organização Mundial de Saúde na área de saúde mental.
 Ressalta a importância das primeiras relações objetais. Ele
acrescentou a essa base teórica, importantes conceitos evolucionistas
e etológicos. Segundo ele, “a propensão a estabelecer vínculos
emocionais com determinados indivíduos é um componente básico da
natureza humana, já presente de forma germinal no neonato” (1990,
p.35).
 Bowlby enfatiza que qualquer perturbação no vínculo inicial da criança
com a mãe trará prejuízos no desenvolvimento emocional do indivíduo.
 Apego – relacionamento emocional entre a criança e aquele que dela
cuida regularmente.
 Os comportamentos de apego - sorrir, fazer contato visual, chamar a
outra pessoa, tocar, agarrar-se, chorar, entre outros, são eliciados
quando o indivíduo precisa de cuidados, amparo ou conforto.
 Os bebês e seus cuidadores estão biologicamente predispostos a
desenvolverem o comportamento de apego. O apego promove a
sobrevivência da criança.
 Os comportamentos de apego - sorrir, fazer contato visual, chamar a
outra pessoa, tocar, agarrar-se, chorar, entre outros, são eliciados
quando o indivíduo precisa de cuidados, amparo ou conforto.
 Vínculo afetivo – “ um laço relativamente duradouro em que o parceiro
é importante como indivíduo único, e não pode ser trocado por
nenhum outro. Em um vínculo afetivo, existe o desejo de manter a
proximidade com o parceiro” (AINSWORTH, 1989).
 Apego – Subvariedade do vínculo afetivo em que o senso de segurança
está estreitamente ligada ao relacionamento. O outro funciona como
uma base segura a partir da qual se é capaz de explorar o ambiente.
 Bowlby e Ainsworth identificaram três padrões de apego:
APEGO 
SEGURO
APEGOEVITATIVO
APEGO 
AMBIVALENTE
APEGO 
DESORGANIZADO
(MAIN; SOLOMON, 
1986)
APEGO SEGURO
A criança de modo geral chora e protesta quando a mãe se ausenta, mas 
é capaz de obter o conforto que precisa com eficiência, demostrando 
flexibilidade e resiliência, quando diante de situações estressantes. 
Prefere, claramente, a mãe à pessoa desconhecida.
APEGO EVITATIVO/INSEGURO
Os bebês demonstram dar pouca importância com a ausência do 
cuidador, evitando aproximar-se dele em seu retorno. Não demonstra 
preferência pela mãe em comparação à pessoa desconhecida.
APEGO AMBIVALENTE
A criança demonstra ansiedade antes mesmo do cuidador se ausentar, e 
raiva durante a sua ausência, ficando perturbados quando ele sai. No seu 
retorno, demonstra aflição e raiva. 
APEGO DESORGANIZADO
Tipo de apego menos seguro. A criança parece não ter uma estratégia 
coesa para lidar como o estresse da situação de afastamento do 
cuidador. A criança pode apresentar, ao mesmo tempo, padrões de 
comportamento contraditórios.
Bowlby sugeriu três fases no desenvolvimento do apego do bebê
Fase 1 – Orientação e sinalização sem foco (do nascimento aos dois 
meses)
As raízes do apego são encontradas nesta fase.
Há a construção de expectativas, capacidade de discriminar o pai e a 
mãe.
 O bebê inicia a vida com uma série de padrões inatos de comportamento
que o orienta em direção aos outros, sinalizam suas necessidades e
promovem a proximidade: chorar, fazer contato visual, agarrar-se,
aconchegar-se e responder aos esforços de cuidado.
 Esses comportamentos não são dirigidos para uma pessoa específica.
 Nessa fase, o bebê está construindo expectativas e padrões de interação
e está desenvolvendo a capacidade de discriminar a mãe e o pai das
outras pessoas em muitos contextos.
Fase 2 – Foco em uma ou mais figuras (por volta dos três meses)
Fase 2 – Foco em uma ou mais figuras (por volta dos três meses)
 O bebê começa a dirigir comportamentos de apego de modo mais
intencional. Ele pode sorrir para as pessoas que sempre cuidam dele e
não sorrir com facilidade para um desconhecido.
 Neste momento nenhuma pessoa ainda se tornou uma base segura.
 As crianças nessa fase não manifestam nenhuma ansiedade especial
por serem separadas do progenitor e nenhum medo de
desconhecidos.
Fase 3 – Comportamento com base segura
 Usa a pessoa mais importante como uma base segura a partir da qual
explorará o mundo que o cerca. Este é um sinal de que o apego existe.
 O bebê forma um apego genuíno por volta dos seis meses de idade.
 Por poder movimentar-se, ele pode se aproximar do cuidador e atraí-lo para
junto dele.
 Antes ocorriam comportamentos que promoviam a proximidade. Nesta fase,
são comportamentos que buscam a proximidade.
 A figura do cuidador primário: usualmente a mãe.
 A necessidade da consistência da presença do adulto durante o
período crítico – os seis primeiros meses de vida.
 Hierarquia de figuras de apego e o cuidador primário  a figura de
apego primária.
 Nem todos os bebês têm uma única figura de apego e ela não vai ser
necessariamente a mãe ou o pai, pode também ser uma avó, uma
babá.
 Quando a criança desenvolveu um apego claro, por volta dos seis a
oito meses, também podem aparecer comportamentos relacionados.
Segundo Bowlby, o afastamento do bebê da sua mãe, 
principalmente nos primeiros anos de vida, é 
incompreensível para a criança que, neste caso, passa 
por três fases. Em todas elas, o autor afirma que o bebê 
tende a encontrar meios de lidar com a ausência de sua 
mãe.
 Fase do protesto
 Fase de desespero
 Fase do desligamento
MODELO FUNCIONAL INTERNO 
 Os primeiros relacionamentos funcionam como um molde ou modelo
de como os relacionamentos funcionam. São as representações das
experiências da infância relacionadas às percepções do ambiente, de
si mesmo e das figuras de apego (BOWLBY, 1969/1990; 1973/1980).
 É construído na história de interações com as figuras de apego.
 Se consolida tendo como base:
 A confiança ou não na figura de apego;
 A expectativa de rejeição ou afeição;
 O sentimento de que o outro é realmente uma base segura para
exploração.
Seguro Evitativo Resistente
Comportamento do 
cuidador primário em 
relação à criança
Modelo interno da 
criança
Positivo e 
amada
Não amada e 
rejeitada
Com raiva e 
confusa
EM PESQUISAS E NA CLÍNICA
 No campo social e emocional, a Teoria do Apego é uma das mais
expressivas e, empiricamente, fundamentadas, comportando
metodologias diversas estudos de caso, longitudinais, transculturais,
revisões e meta-análises.
 A produção científica dos últimos anos reflete uma diversidade
temática que aborda: a natureza do modelo teórico de apego, o apego
nas diferentes fases do desenvolvimento (infância, adolescência e na
vida adulta, as aplicações clínicas...).
 A teoria do Apego tem a ideia de que os padrões desenvolvidos nas
primeiras interações constituam um protótipo do comportamento em
relacionamentos subsequentes;
 Pesquisas mostram que crianças seguramente apegadas têm autoestima
mais elevada, melhor ajustamento social e participam de relacionamentos
mais estáveis;
 O contexto cultural que o bebê está inserido e as situações que ocorrem no
ambiente, como negligência familiar, famílias com baixos recursos materiais,
crianças que tenham alguma deficiência, etc, podem influenciar no
desenvolvimento de um apego seguro ou inseguro.
DISCUSSÃO DE TEXTO
 Como, no seu entendimento, a depressão pós-parto pode afetar o
desenvolvimento inicial da criança?
 Qual é o papel da rede de apoio para minimizar os impactos da
depressão pós-parto no desenvolvimento inicial da criança?
“MUITAS DAS EMOÇÕES MAIS INTENSAS APARECEM DURANTE A FORMAÇÃO, 
MANUTENÇÃO, ROMPIMENTO E RENOVAÇÃO DAS RELAÇÕES DE APEGO... 
COMO, NORMALMENTE, ESSAS EMOÇÕES SÃO UM REFLEXO DO ESTADO DAS 
LIGAÇÕES AFETIVAS DE UMA PESSOA, PERCEBE-SE QUE A PSICOLOGIA E A 
PSICOPATOLOGIA DA EMOÇÃO SÃO, EM GRANDE PARTE, A PSICOLOGIA E A 
PSICOPATOLOGIA DAS LIGAÇÕES AFETIVAS.”
(BOWLBY, 1980 P. 60)
A TEORIA DE DESENVOLVIMENTO DE JEAN PIAGET
 Jean Piaget (1896-1980) foi um biólogo e psicólogo suíço preocupado
com a origem e a evolução do conhecimento humano que, para ele,
resultava da interação ativa do sujeito com o objeto do conhecimento.
 A nossa compreensão de como as crianças pensam se deve muito ao
trabalho de Piaget. A sua ênfase nos processos mentais foi a
precursora da revolução cognitiva.
A TEORIA DE DESENVOLVIMENTO DE JEAN PIAGET
 Revolução Cognitiva - um movimento científico iniciado nos anos 50,
que deu origem à chamada ciência cognitiva. Um movimento
interdisciplinar que combina novas ideias da Psicologia,
da Antropologia e da linguística, mesclando-as com os recentes
campos da Inteligência Artificial, Ciência da
Computação e Neurociência.
 Para Piaget, o desenvolvimento psíquico orienta-se, essencialmente
para o equilíbrio, sendo esse progressivo. O desenvolvimento mental é
uma construção contínua.
 Equilíbrio móvel – quanto mais estáveis as funções superiores da
cognição e da afetividade mais haverá mobilidade, sendo um estágio a
base de sustentação do seguinte, dando ao desenvolvimento cognitivo
um caráter de continuidade e mudança.
 Piaget entende os processos de desenvolvimento e aprendizagem
como resultados da atividade do homem na interação com o ambiente.
 Piaget propôs que o desenvolvimento cognitivo começa com uma
capacidade inata de se adaptar ao ambiente. Ao procurar o seio da
mãe, pegar uma pedra ou explorar as fronteiras de um quarto, a
criança pequena desenvolve um quadro mais preciso de seus
arredores e maior competência para lidar com eles.
TRÊS PROCESSOS INTER-RELACIONADOS
ORGANIZAÇÃO
Tendência a criar 
categorias
ADAPTAÇÃO
Como a criança lida 
com novas 
informações, à luz do 
que ela já sabe
EQUILÍBRIO
Esforço constante 
para atingir um 
equilíbrio estável
A Adaptação ocorre por meio de dois processos complementares
ASSIMILAÇÃO
Absorver ainformação 
nova e incorporá-la às 
estruturas cognitivas 
existentes
ACOMODAÇÃO
Mudança na estrutura 
cognitiva para inserir 
novas informações
 As chaves principais do desenvolvimento são:
 A própria ação do sujeito.
 O modo pelo qual isso se converte em um processo de construção
interna, ou seja, de formação dentro de sua mente de uma estrutura
em contínua expansão, que corresponde ao mundo exterior.
 As ações, inicialmente puras formas de exploração do mundo, se
transformam em esquemas psíquicos.
Padrão de 
comportamento ou 
uma ação que se 
desenvolve com uma 
certa organização
Modo de abordar a 
realidade e 
conhecê-la
ESQUEMAS DE AÇÃO
Construídos a partir do 
nascimento e se originam 
dos reflexos. O que há de 
comum nas várias repetições 
de uma mesma ação
Ex: esquema de sugar, 
balançar.
ESQUEMAS 
REPRESENTATIVOS
(MENTAIS)
Interiorização da ação
 Para Piaget, a construção dos esquemas (e portanto do próprio
conhecimento) é resultante das ações da criança sobre os objetos e
eventos do ambiente.
Conhecer um objeto é agir sobre ele e transformá-lo”
Ação
Construção de 
esquemas Conhecimento
MATURAÇÃO
(crescimento físico /SNC)
Possibilidades e limites 
EXPERIÊNCIA ATIVA 
(ações sobre objetos)
Conhecimento físico e lógico-
matemático
INTERAÇÃO SOCIAL
(linguagem; educação)
EQUILIBRAÇÃO
(autorregulação; tendência a 
compensar perturbações)
O desenvolvimento 
resulta da interação 
desses 4 fatores
 A noção de estágio no desenvolvimento cognitivo é uma questão
central para Piaget.
 Para esse autor, os estágios obedecem a algumas características:
1. A ordem de sucessão é invariável;
2. Possuem um caráter integrativo – estruturas constituídas em um
estágio se tornam parte integrante das estruturas do estágio
seguinte;
3. Cada estrutura característica de um estágio só tem significado
quando relacionado ao todo;
4. Um estágio comporta, ao mesmo tempo, um nível de preparação
(esquemas formados no estágio anterior) e um nível de acabamento
(formação de novos esquemas).
 Piaget tem como pergunta básica “como o conhecimento de mundo de
uma criança muda com a idade?”
 Suposição central – a criança é um participante ativo no
desenvolvimento do conhecimento, construindo o seu próprio
entendimento.
 Para Piaget o desenvolvimento cognitivo ocorre por meio de quatro
grandes estágios.
 Piaget propôs que o desenvolvimento cognitivo ocorre em quatro
estágios, subdivididos em subestágios.
Estágio 
Operatório 
Concreto
Estágio Pré-
operatório
(2 a 6 anos)
Estágio 
Sensório-motor
(0 a 2 anos)
Estágio 
Operatório 
Formal 
ESTÁGIO SENSÓRIO-MOTOR (0 A 2 ANOS)
 Inteligência prática (solução de problemas concretos, baseando-se na 
percepção e ação) => coordenação de esquemas de ação diferenciando 
entre meios e fins. Ex: Subir na cadeira para pegar um objeto que está 
sobre a mesa.
 A inteligência prática ou sensório-motora consiste no alicerce de toda 
a inteligência posterior.
Fonte: Bee, H. (2011, pág. 173)
 Durante o estágio sensório-motor proposto por Piaget, os esquemas
dos bebês tornam-se mais elaborados.
 Progridem de reações circulares primárias para secundárias e
terciárias, e finalmente para o desenvolvimento da capacidade de
representação, que torna possível a imitação diferida, a simulação e a
resolução de problemas.
 A permanência do objeto desenvolve-se gradualmente, segundo
Piaget, e só se torna plenamente funcional entre os 18 e 24 meses.
 Object Permanence Experiment - Part 1 – YouTube
 A Typical 10-month-old on Piaget's A-not-B task - YouTube
https://www.youtube.com/watch?v=sRTusnrGWYQ
https://www.youtube.com/watch?v=lhHkJ3InQOE
O QUE AS PESQUISAS ATUAIS MOSTRAM?
 Memória – A reação circular secundária pode aparecer antes dos 8
meses. Ex de um bebê que, aos 3 meses, já sacode o chocalho para
ouvir o seu som.
 Imitação – A sequência proposta por Piaget é confirmada, porém as
pesquisas mostram que o recém-nascido é capaz de imitar alguns
gestos faciais, particularmente a protusão da língua.
 Algumas pesquisas sugerem, ainda, que a permanência do objeto (o
entendimento de que um objeto continua a existir, mesmo quando não
pode ser visto), desenvolve-se antes do período indicado por Piaget.
ESTÁGIO PRÉ-OPERATÓRIO (2 aos 6 anos)
 É um estágio pré-lógico.
 O ponto de referência do pensamento pré-operatório é a capacidade
da criança engajar-se um pensamento simbólico.
 Pensamento simbólico – habilidade de utilizar palavras, imagens e
símbolos para representar o mundo – Ex: aumento das habilidades
linguísticas.
 A capacidade crescente para o pensamento simbólico também é
evidenciada quando a criança usa a sua imaginação e as fantasias
enquanto brinca.
 As crianças no estágio pré-operatório estão descobrindo a relação
entre os símbolos e os objetos que representam.
Características importantes:
EGOCENTRISMO
A criança ainda não apresenta a 
habilidade de considerar eventos do 
ponto de vista da outra pessoa
TRAÇO COGNITIVO
A criança pensa que todos veem o 
mundo como ela
ESTÁGIO PRÉ-OPERATÓRIO
ESTÁGIO PRÉ-OPERATÓRIO
IRREVERSIBILIDADE
As crianças não entendem 
que algumas operações ou 
ações podem ser revertidas, 
restaurando a situação 
original 
ESTÁGIO PRÉ-OPERATÓRIO
CENTRAÇÃO
Tendência a focar o centrar 
um único aspecto de uma 
situação , em geral um 
aspecto da percepção
ESTÁGIO PRÉ-OPERATÓRIO
CONSERVAÇÃO
O entendimento de que a 
quantidade de uma 
substância permanece a 
mesma ainda que a sua 
aparência mude.
(PAPÁLIA; FELDMAN, 2013)
(PAPÁLIA; FELDMAN, 2013)
ESTÁGIO OPERATÓRIO CONCRETO (7 aos 11 anos)
 O desenvolvimento cognitivo caracterizado no estágio anterior pelo
egocentrismo intelectual e social é aqui superado pelo início da
construção lógica, ou seja, a criança já é capaz de estabelecer
relações que permitem a coordenação de pontos de vista diferentes.
 Noções de reversibilidade e de conservação.
ESTÁGIO OPERATÓRIO CONCRETO (7 aos 11 anos)
Noção de conservação
A B A B’
Compreensão de que a quantidade de massa em A é igual à quantidade de 
massa em B’
Argumentos Lógicos
Identidade (não tirou nem acrescentou nada)
Reversibilidade por inversão (possibilidade de voltar mentalmente ao ponto 
de partida)
Reversibilidade por compensação/reciprocidade (B’ é mais alto, porém mais 
fino)
ESTÁGIO OPERATÓRIO CONCRETO (7 aos 11 anos)
 A criança já é capaz de realizar algumas operações:
Operação de Classificação 
realizar agrupamentos lógicos,
de acordo com semelhanças.
Compreensão da 
relação de 
inclusão de 
classes
(parte < todo)
ESTÁGIO OPERATÓRIO CONCRETO (7 aos 11 anos)
Operação de Seriação 
Ordenar de elementos seguindo uma ordem crescente ou decrescente
(PAPÁLIA; FELDMAN, 2013)
O DESENVOLVIMENTO DOS JULGAMENTOS MORAIS
 A moral não é inata no indivíduo e, assim como a lógica, é construída
na relação do sujeito com o meio social.
 Raciocínio moral – processo de fazer julgamentos sobre a correção ou
o erro de atos específicos.
 As crianças aprendem a discriminar entre atos intencionais e
involuntários na primeira infância.
 Piaget acreditava que o raciocínio moral surgia junto com o
pensamento operacional concreto.
O DESENVOLVIMENTO DOS JULGAMENTOS MORAIS
 Piaget estudou o desenvolvimento moral por meio da observação das
atividades lúdicas da criança em interação com outras.
 Propôs uma teoria do desenvolvimento moral composta por dois
grandes estágios.
ESTÁGIO DO REALISMO MORAL
 Comum nas crianças antes dos sete anos – as regras dos jogos não
podem ser mudadas, pois elas provém de autoridades – as regras dos
jogos não podem ser mudadas.
 As violações de regras podem gerar punições.
ESTÁGIO DO RELATIVISMO MORAL
 As crianças aprendem que as pessoas podem concordar em mudar as
regras se elas quiserem – deixam de acreditar na inviolabilidade das
regras.
 Nesse estágio, as crianças entendem a relação entre a punição e a
intenção.
Ex: crianças com mais de 8 anos distinguiriam entre uma criança que
saiu involuntariamente sem pagar pelo doce e outra que o pegou
deliberadamente. Crianças mais velhas provavelmente diriam que
ambas as crianças devem voltar e pagar pelo doce, mas apenas
aquela que roubou intencionalmente deveria ser punida.
 Dão mais peso a intenção do que a consequência.
CRÍTICAS À TEORIA DE PIAGET
 Piaget, porém, parece ter subestimado as capacidades dos bebês e
das crianças pequenas. Alguns psicólogos contemporâneos
questionam seus estágios distintos, apresentando evidências de que o
desenvolvimento cognitivo é mais gradual e contínuo (Courage e
Howe, 2002).
 Pesquisas transculturais indicam que o desempenho em tarefas de
raciocínio formal é tanto uma função da cultura quanto do
desenvolvimento. Indivíduos de sociedades industrializadas que
participaram de um sistema de educação formal demonstram um
desempenho melhor nessas tarefas.
CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA DE PIAGET
 Piaget mostrou-nos que a mente da criança não é uma miniatura da
mente adulta. Saber como a criança pensa facilita aos pais e
professores entendê-la e ensiná-la.
 A teoria de Piaget forneceu referenciais aproximados sobre o que
esperar da criança em várias idades e ajudou os educadores a
elaborar currículos apropriados aos diversos níveis de
desenvolvimento.
CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA DE PIAGET
 O desenvolvimento psíquico é uma construção contínua, na qual se
pode observar a integração existente entre os processos que são
característicos do estágio sensório-motor e os que, mais trade, vão
caracterizar o raciocínio hipotético-dedutivo do adolescente.
 Paralelo e inseparável do desenvolvimento cognitivo, encontra-se o
desenvolvimento emocional, da afetividade.
 A afetividade fornece valor e incentivo à cognição.
 “A tendência mais profunda de toda a atividade humana é a marcha
para o equilíbrio. E a razão – que exprime as formas superiores desse
equilíbrio – reúne nela a inteligência e a afetividade”.
A TEORIA DE DESENVOLVIMENTO DE LEV VYGOTSKY
 Lev Vygotsky (1896-1934) – Russo, considerado o principal
representante da Psicologia histórico-cultural.
 Em seus estudos, buscava compreender a relação entre pensamento e
linguagem, o processo de desenvolvimento da criança e o papel da
educação formal em sua promoção.
A TEORIA DE DESENVOLVIMENTO DE LEV VYGOTSKY
 Contou com a colaboração de importantes teóricos, como os
pesquisadores russos Alexis Leontiev (1903-1979) e Alexander
Romanovich Luria (1902-1977).
 Vygotski investigou a formação de nossas funções psicológicas,
tipicamente humanas, que nos diferenciam dos demais animais, tais
como consciência, memória mediada, atenção seletiva, linguagem,
criatividade etc. São assim denominadas em oposições às funções
mais básicas como os tipos de percepção e memória que alguns
animais possuem.
 Segundo Papalia, Olds e Feldman (2006), a teoria sociocultural de
Vygotsky, assim como a teoria piagetiana de desenvolvimento
cognitivo, enfatiza o envolvimento ativo das crianças com seu
ambiente.
 No entanto, enquanto Piaget descrevia uma mente “desacompanhada”
absorvendo e interpretando informações sobre o mundo, Vygotsky via
o crescimento cognitivo como um processo cooperativo.
 Segundo Vygotsky, as crianças aprendem através da interação social.
As atividades compartilhadas ajudam as crianças a internalizar os
modos de pensamento e comportamento de suas sociedades e a
torná-los seus (URRUTIGARAY, 2016).
 Um conceito central para a compreensão das concepções vygotskyana
sobre o funcionamento psicológico é o conceito de mediação.
 Mediação é o processo de intervenção de um elemento intermediário
numa relação; a relação deixa, então, de ser direta e passa a ser
mediada por este elemento.
 Os adultos (ou pares em estágio mais desenvolvido) devem ajudar a
dirigir e organizar a aprendizagem de uma criança até que ela possa
aprender e internalizar o aprendizado.
 Essa orientação é muito eficaz para ajudar as crianças a
atravessarem a zona de desenvolvimento proximal (ZDP), a lacuna
entre o que elas já são capazes de fazer (zona de desenvolvimento
real) e o que não estão totalmente prontas para fazer sozinhas (zona
de desenvolvimento potencial).
 As crianças na ZDP para uma determinada tarefa quase podem
realizá-la sozinhas, mas não totalmente. Com a orientação correta,
entretanto, elas podem realizá-la com êxito.
 Durante o trabalho em conjunto, a responsabilidade pela direção e
pelo monitoramento da aprendizagem gradualmente passa para a
criança.
ZONAS DE DESENVOLVIMENTO
 A teoria de Vygotsky tem importantes implicações para a educação e
para os testes cognitivos.
 Testes baseados na ZDP, que focalizam o potencial de uma criança,
oferecem uma alternativa valiosa para os testes de inteligência padrão
que avaliam o que uma criança já aprendeu.
 Muitas crianças beneficiam-se com o tipo de orientação especializada
prescrita por Vygotsky.
 Ênfase no componente social no desenvolvimento.
 Devemos lembrar que o desenvolvimento das crianças em uma
cultura ou em um grupo dentro de uma cultura (como o de norte-
americanos brancos de classe média) pode não ser uma norma
apropriada para crianças de outras sociedades ou grupos culturais
(Papalia, Olds e Feldman, 2006).
 Para Vygotsky, a linguagem é o sistema simbólico básico de todos os
grupos humanos.
 O desenvolvimento da linguagem e suas relações com o pensamento
ocupam lugar central na obra de Vygotsky. Todos os processos
mentais superiores (percepção, memória, atenção) iniciam-se com o
aparecimento da linguagem.
 Ela habilita a criança a criar instrumentos auxiliares na solução de
problemas, a superar a ação impulsiva e a controlar seu próprio
comportamento. Por exemplo, quando uma criança está brigando com
um amigo, ela pode controlar sua vontade de xingá-lo dizendo para si
mesma: “Não vou fazer isso”.
PIAGET E VYGOTSKY
CONVERGÊNCIAS
 Representam marcos históricos nos estudos sobre desenvolvimento.
 São construtivistas, ou seja, postulam que o conhecimento é 
construído a partir das experiências do mundo da criança.
 Têm interesse pela gênese dos processos psicológicos.
 Consideram o discurso egocêntrico como ponto de partida do discurso 
interior.
 Deram contribuições valiosas à Educação.
DIVERGÊNCIAS
PIAGET VYGOTSKY
O pensamento aparece antes da 
linguagem, que é uma de suas formas de 
expressão.
O pensamento e a linguagem são processos 
interdependentes, desde o início da vida.
A formação do pensamento depende, 
basicamente, da coordenação dos 
esquemas sensório-motores e não da 
linguagem.
A aquisição da linguagem modifica as suas 
funções mentais superiores, dando uma 
forma definida ao pensamento, 
possibilitando a imaginação, o uso da 
memória e o planejamento da ação.
A linguagem só acontece depois que a 
criança alcançou um determinado nível 
de habilidades mentais e está 
subordinada aos processos de 
pensamento.
A linguagem tem uma função central no 
desenvolvimento cognitivo
Fala egocêntrica - acompanha as ações, 
não tendo um papel essencial na 
organização do pensamento.
Fala egocêntrica – tem uma função 
essencial na organização do pensamento e 
no planejamento e reflexão sobre as ações.
O MODELO BIOECOLÓGICO DE DESENVOLVIMENTO DE 
BRONFENBRENNER
 Bronfenbrenner (1917-2005) – Psicólogo russo, radicado nos EUA
desde os cinco anos de idade.
 Bronfenbrenner (1979; 1989; 1995; 2005), considera que o
desenvolvimento ocorre através da interação entre uma pessoa em
desenvolvimento e cinco sistemas contextuais de influências
circundantes, interligados, do microssistema ao cronossistema.
 A perspectiva ecológica tenta explicar como fatores externos, como,
por exemplo, família e cultura, influenciam o desenvolvimento.
 Bronfenbrenner propôs um modelo contextual destacando os aspectos
mais amplos do ambiente de uma criança.
 As influências culturais infiltram-se através de instituições sociais e
através da vizinhança e da família.Todos os componentes desse
sistema complexo interagem para afetar o desenvolvimento.
 Para Bronfenbrenner, a família é o filtro através do qual a sociedade
mais ampla influencia o desenvolvimento da criança.
 Ela pode ajudar a cultura mais ampla a atingir o objetivo de socializar
os novos membros, mas também pode servir como um amortecedor
contra elementos nocivos na cultura em geral.
 Portanto, de acordo com Bronfenbrenner, embora outras instituições
possam substituí-la em algum grau, a família é “o meio mais eficiente
de tornar humanos os seres humanos”.
 Uma família com altos níveis de afeto podem proteger uma criança
dos efeitos negativos de ambientes desvantajosos.
COMO BROFENBRENNER EXPLICA O PAPEL DESEMPENHADO PELOS 
FATORES AMBIENTAIS NO DESENVOLVIMENTO INDIVIDUAL?
 A premissa fundamental de sua teoria é que o sistema bioecológico no
qual a criança se desenvolve pode ser concebido como uma série de
camadas ou círculos concêntricos.
 O círculo mais interno, composto de elementos que Bronfenbrenner
chama de microssistemas, inclui todas aquelas situações nas quais a
criança tem experiência pessoal direta, tais como a família, uma
creche ou uma escola e um ambiente de trabalho (para um
adolescente).
 A camada seguinte, que Bronfenbrenner chama de
mesossistema, inclui o conjunto de microsistemas
 O exossistema, inclui os elementos do sistema que a criança
não experimenta diretamente, mas que influenciam a criança
porque afetam um dos microssistemas, particularmente a
família. O trabalho e local de trabalho dos pais é um desses
elementos, assim como sua rede de amigos.
 Finalmente, Bronfenbrenner descreve um macrossistema que
inclui o contexto cultural e subcultural mais amplo no qual tanto
os microssistemas quanto os exossistemas estão encaixados.
 A pobreza ou a riqueza da família, o bairro no qual a família
vive, a identidade étnica e a cultura mais ampla na qual o
sistema inteiro existe são todos partes desse macrossistema
(PAPALIA; FELDMAN, 2013)
 Bronfenbrenner argumenta que até que os desenvolvimentalistas
realmente entendam as formas nas quais todos os elementos nesses
sistemas complexos interagem para afetar a criança, eles não
entenderão o desenvolvimento.
 Teoria contextual - Contexto de desenvolvimento - Meio ambiente
global em que o indivíduo está inserido e onde se desenrolam os
processos desenvolvimentais.
 Os vários ambientes subdivididos pelo autor, abrangendo tanto os
ambientes mais imediatos nos quais vive a pessoa em
desenvolvimento, como os mais remotos, em que a pessoa nunca
esteve, mas que se relacionam e têm o poder de influenciar o curso de
desenvolvimento humano.
 Ex: Estudos sobre os impactos da condição socioeconômica (fatores
econômicos, ocupacionais e educacionais que influenciam a posição
relativa de uma família na sociedade) – sobre a saúde das crianças,
como um fator que interfere tanto no nível do microssistema como do
exossistema do modelo de Bronfenbrenner.
 Quando a falta de recursos impede a criança de ter o suficiente para
comer, ela opera como parte do microssistema. Quando os armazéns
no bairro no qual a criança vive não oferecem uma variedade de
alimentos saudáveis devido à baixa renda dos residentes, a pobreza
atua ao nível do exossistema. Igualmente, quando a falta de transporte
dos pais os impede de obter emprego, a pobreza não apenas atua
como um fator do exossistema, mas também se torna parte de um
contexto evolutivo no qual o desenvolvimento da criança será afetado.
TEORIAS DO DESENVOLVIMENTO
Não há uma perspectiva teórica única que explique todas as facetas do 
desenvolvimento. Existe um reconhecimento cada vez maior da interação
entre os domínios físico, cognitivo e psicossocial – por exemplo, na 
relação entre desenvolvimento motor e percepção ou entre interação 
social e aquisição de habilidades cognitivas. Também existe uma 
consciência cada vez maior da importância da mudança histórica e da 
necessidade de explorar a diversidade cultural de maneira rigorosa e 
disciplinada (PAPALIA; FELDMAN, 2013).

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