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1 Administração de Medicamentos - Princípios Gerais 1 Disciplina: Semiotécnica Profª: Ádria Marcela Vieira Ferreira Doutora em enfermagem pela UFC 2 3 Dentro do sistema de medicação se contemplam quatro processos: 1. Prescrição - médico 2. Dispensação - Farmacêutico 3. Distribuição - Farmacêutico / Enfermagem 4. Administração de medicamentos - Enfermagem SISTEMA DE MEDICAÇÃO A enfermagem atua na última etapa do processo e isso faz com que muitos erros cometidos não detectados no inicio ou no meio do sistema lhe sejam atribuídos. 4 SISTEMA DE MEDICAÇÃO 3 9 CERTOS DA MEDICAÇÃO 6 PACIENTE CERTO Bons indicadores: Nome da pulseira Número do leito e do prontuário Solicitar que o paciente fale seu nome e confira com as informações do leito, pulseira e prontuário 4 7 8 DROGA CERTA 5 DROGA CERTA CUIDADO! 6 DROGA CERTA DROGA CERTA 7 VIA CERTA Identificar a via prescrita No caso de não estar designada a via da medicação, deve-se procurar o profissional responsável Verificar se a mesma é a tecnicamente recomendada para administrar o medicamento Deve-se identificar no paciente a via de administração do medicamento e em seguida administrá-lo. VIAS DE ADMINISTRAÇÃO VIA NÃO PARENTERAL VIA ENTERAL ORAL, RETAL, SUBLINGUAL OUTRAS INALATÓRIA; NASAL;OCULAR; VAGINAL; AURICULAR; TÓPICA VIA PARENTERAL INTRADERMICA SUBCUTÂNEA INTRAMUSCULAR ENDOVENOSA 8 Vias Parenterais Alguns medicamentos são administrados: EPIDURAL, INTRAÓSSEA, INTRAPERITONEAL, INTRAPLEURAL, INTRA- ARTERIAL; INTRA-ARTICULAR - Enfermeiras não são responsáveis pela administração de medicamentos através destas técnicas; 15 VIA CERTA 16 DOSE CERTA 9 17 Verificar a dose prescrita Quando o medicamento não está disponível na dose prescrita, o enfermeiro deve realizar os cálculos ou conversões para adequar a dose do medicamento É pertinente verificar com outro enfermeiro qualificado os resultados das doses calculadas. Nos casos em que seja necessário partir um comprimido, o mesmo deve estar sulcado. DOSE CERTA 18 Em caso de dúvida ou medidas imprecisas (colher de chá, colher de sopa, ampola) consultar o prescritor e solicitar a prescrição de uma unidade de medida do sistema métrico. Conferir a velocidade de gotejamento, a programação e o funcionamento das bombas de infusão contínua Não deverão ser administrados medicamentos em casos de prescrições vagas como: “fazer se necessário”, “conforme ordem médica” ou “a critério médico” DOSE CERTA 10 19 HORA CERTA Os medicamentos devem ser administrados nos horários certos, que são aprazados pelo enfermeiro O enfermeiro deve saber por que um medicamento é prescrito para determinados horários do dia e se a programação dos horários pode ser alterada. O enfermeiro já deve estar atento a medicamentos administrados no mesmo horário que possam influenciar na ação do outro 20 DOCUMENTAÇÃO/ REGISTRO CERTO Após administrar o medicamento, deve-se registrar adequadamente o que foi dado ao paciente. Além disso, deve-se registrar todas as ocorrências relacionadas aos medicamentos, tais como adiamentos, cancelamentos, desabastecimento, recusa do paciente e eventos adversos. 11 21 AÇÃO OU RAZÃO CERTA • O enfermeiro deve conhecer por qual motivo o medicamento está sendo administrado, repassando essa informação também para o paciente. • É importante orientar o paciente em relação à indicação e efeitos esperados do uso do medicamento que ele está recebendo. 22 FORMA CERTA • Lembre-se que alguns medicamentos possuem apresentações diferentes • Por exemplo o paracetamol, que pode estar disponível na forma de comprimidos, cápsulas, xarope, supositórios e ampolas para administração intravenosa. • A forma de apresentação deve estar de acordo com a via de administração prescrita, e apropriada à condição clínica do paciente. 12 13 25 RESPOSTA CERTA • Deve ser avaliado se o paciente apresentou a resposta certa ao uso do medicamento. • Deve-se observar cuidadosamente o paciente para identificar se o medicamento teve o efeito desejado; • Considerar a observação e relato do paciente e/ou cuidador sobre os efeitos dos medicamentos administrado, incluindo respostas diferentes do padrão usual. 26 Os nove certos não garantem que os erros de administração não ocorrerão, mas segui-los pode prevenir significativa parte desses eventos, melhorando a segurança e a qualidade da assistência prestada ao paciente durante o processo de administração de medicamentos. 9 CERTOS DA MEDICAÇÃO 14 Vias de Administração Não Parenterais 15 VIA ORAL • Visam a absorção pelo estômago e pelo intestino delgado • Mais conveniente e confortável - utilizada com mais frequência • Ação da droga tem início lento, prolongado e menos potente • Disponíveis nas formas sólida e líquida • Sólida – comprimidos – cápsulas – pílulas • Líquidos – Elixires – Solução alcoólica – Suspensão – Xaropes VIA ORAL 16 31 VIA ORAL 31 Cápsula ElixirComprimido sulcado Suspensão VANTAGENS: Menor risco, barata e fácil; Proporciona pouco ou nenhum desconforto; Via segura e não requer técnica estéril na sua preparação; São absorvidos principalmente no estômago e intestino 32 VIA ORAL 17 Contra-indicações: Pacientes inconscientes, sonda de aspiração gástrica intermitente, náuseas e vômitos, bem como naqueles incapazes de engolir; dieta zero. Preparação da medicação: Administrados com aproximadamente 100ml de fluido (se possível); 33 VIA ORAL Técnicas para facilitar a administração oral Problema – Sabor desagradável • Gelo • Misturar a droga triturada a comida (se possível) • Administrar medicamentos oleosos gelados • Administrar por seringa na parte posterior da língua • Higiene oral imediatamente após a administração • Oferecer bastante água após a administração, se possível 18 35 Avalie a capacidade para engolir; Cuidado para não favorecer uma aspiração; Posicione o paciente corretamente – sentada ou 90°; Certifique-se que o paciente engoliu o medicamento; Se a PM for realizada em gotas, você deverá transformar gotas em ml: 1ml = 20 gotas ATENÇÃO!!! VIA ORAL 19 37 VIA SUBLINGUAL Grande quantidade vasos sanguíneos – rápida absorção; Utilizada em situações de urgência - comprimido é colocado sob a língua e fica ali até se dissolver; Os pacientes não devem engolir os comprimidos sublinguais, por que o efeito desejado não será alcançado. 38 VIA SONDA GÁSTRICA OU ENTERAL Pode ser administrado medicamentos a pacientes inconscientes e com déficit de deglutição. Mesmo critério da via oral, gotas e líquidos em seringa de 10 e 20ml; Após administração de medicação, a sonda deve ser lavada com água filtrada em seringa de 10 ou 20ml - evitar obstrução; 20 39 SNG - medicamentos líquidos são preferíveis; Podem esmagar e diluir medicamentos; Abrir algumas cápsulas para misturar em uma solução de administração; ATENÇÃO!!! VIA SNG Aplicados na pele e mucosas geralmente geram efeitos locais; Inclui: as aplicações cutâneas e as instilações nasal, ocular, auricular, vaginal e retal. 40 VIAS TÓPICAS 21 41 Geralmente, a pele precisa estar íntegra; Medicamentos tópicos (gel, loção, cremes, pomadas) tem ação local e pode ter ação sistêmica. Enfermeiro deve fazer a aplicação com mãos enluvadas. Use técnicas estéreis - se paciente apresentar feridas abertas; VIAS TÓPICAS 42 VIA OFTÁLMICA A córnea é ricamente suprida por fibras nervosas que transmitem sensação de dor - muito sensível; Evite administrar qualquer medicamento diretamente na córnea. Local correto - saco conjuntival; Ao aplicar a pomada, depositá-la ao longo de toda extensão do saco conjuntival inferior. 22 43 Cuidado – infecção - evite tocar pálpebras ou outras estruturas oculares com colírios ou tubos de pomadas; Use medicação apenas no olho afetado; Nunca permitir que paciente use medicamento oftálmico de outro; Medicamentosadministrados por via oftálmica - Colírios; Pomadas; Disco intra-ocular (convexo); VIA OFTÁLMICA 44 PASSO A PASSO 1. Secar lágrimas e medicamentos durante a aplicação; 2. Peça ao paciente para olhar para o teto; 3. Coloque o dedo polegar ou indicador sobre a órbita óssea inferior e puxe suavemente a pálpebra inferior para baixo; 4. Com a outra mão repousando sobre a fronte do paciente, instile o número necessário de gotas ou pomada sobre o saco conjuntival inferior; VIA OFTÁLMICA 23 VIA INTRAOCULAR Semelhante a lente de contato Podem permanecer no local por até sete dias. 46 24 47 Cautela na utilização destes medicamentos (venda livre) – afetam a FC e PA; Deve-se evitar o abuso - uso excessivo pode levar a efeito contrário, agravando a congestão nasal; Ex: Sorine; Budesonida VIA NASAL 48 Posição do paciente depende dos seios faciais que se deseja alcançar. OBS: SF 0,9% mais seguro descongestionante em crianças Engolir excesso de solução descongestionante - desenvolver graves efeitos sistêmicos, principalmente em crianças; VIA NASAL 25 49 1. Posicionamento – Instilação nasal simples Posição sentada ou em decúbito dorsal com a cabeça inclinada para trás; 2. Posicionamento – Seios esfenoidais e etmoidais Paciente em decúbito dorsal com a cabeça inclinada para trás; 3. Posicionamento – Seios maxilares e frontal Paciente em decúbito dorsal com a cabeça inclinada para trás e voltada para o lado a ser tratado; VIA NASAL 50 VIA NASAL 26 51 Permanecer em decúbito dorsal por cinco minutos; Ofereça lenço facial - secar o nariz, mas avise-o para não assoar o nariz por vários minutos; Observe durante 15 a 30 minutos para qualquer sinal de efeito colateral; Observe capacidade de respiração pelo nariz após a solução descongestionante; VIA NASAL 52 Estruturas internas do ouvido - sensíveis às temperaturas extremas; Instilação líquidos com a temperatura não ideal pode provocar desconforto, dor, vertigens, náuseas e tonturas. Apesar de estruturas da orelha não serem estéreis, gotas ou soluções estéreis são usadas no caso de ruptura do tímpano; Aqueça a solução otológica até temperatura ambiente! VIA OTOLÓGICA 27 53 O posicionamento do canal auditivo externo varia de acordo com a idade. Crianças – puxe a orelha para baixo e para trás. Adultos – puxe para cima e para trás. Permanecer na posição (decúbito lateral) - 2 a 3 minutos; Aplique massagem ou pressão ao pavilhão auditivo a não ser que seja contraindicado devido a dor; Bola de algodão – não pressionar e remover em 15 minutos; VIA OTOLÓGICA 54 o paciente deve estar em decúbito lateral, sendo instilada a medicação cerca de 1 cm acima do canal auditivo. VIA OTOLÓGICA 28 Disponíveis como supositórios, (espumas, géis ou cremes são administrados com um aplicador); Proceda à administração utilizando luvas de acordo com as precauções padrão; Privacidade; 55 VIA VAGINAL Administrar pelo próprio paciente; Após instilação, algumas utilizam absorvente para coletar o que for sendo drenado 56 VIA VAGINAL 29 57 Supositórios retais - mais finos que vaginais e no formato de balas; A extremidade arredondada evita trauma anal durante a inserção; Estes supositórios podem ter efeitos locais como defecação ou sistêmicos como redução de náuseas; VIA RETAL 58 Para administração, coloque o supositório no esfíncter anal interno e contra a mucosa retal, caso contrário, pode ser expelido antes de dissolver; VIA RETAL Algumas vezes, é necessário limpar o reto (ENEMA) antes de inserir o supositório; 30 59 Trato respiratório proporcionam grande área de superfície para a absorção; Via de inalação ajuda na absorção rápida - rica vascularização alvéolo-capilar presente no tecido pulmonar. VIA DE INALAÇÃO Muitos destes medicamentos tem efeito local e sistêmico! 60 REFERÊNCIAS 1. PROTOCOLO DE SEGURANÇA NA PRESCRIÇÃO, USO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS. ANVISA 2. POTTER. FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM