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F IS IOLOGIA ANIMAL O conteúdo presente não é de minha autoria. Sumário I ● Homeostase + Água e sua importância …………………………………………………………………... ● Sistema Nervoso ………………………………………………………………………………………………... ● Arco Reflexo ……………………............................................................................................................. ● Nocicepção e Dor .................................................................................................................................. ● Sentidos Sensoriais ................................................................................................................................ ● Músculo ……………………...................................................................................................................... ● Termorregulação ……………………........................................................................................................ ● Eletrofisiologia Cardíaca ……………………............................................................................................. ● Fisiologia Respiratória em Aves e Vertebrados não Mamíferos ……………………................................. ● Componentes do Sangue ……………………............................................................................................ ● Circulação ……………………................................................................................................................... ● Fisiologia Respiratória em mamíferos ……………………........................................................................ ● Filtração glomerular …………………….................................................................................................. ● Formação da urina (part.1) ……………………....................................................................................... ● Formação da urina (part.2) ……………………...................................................................................... ● Regulação da reabsorção tubular ……………………............................................................................. ● Manutenção do equilíbrio ácido-base ……………………....................................................................... ● Fisiologia renal em aves ……………………........................................................................................... ● Função intestinal ……………………...................................................................................................... ● Digestão …………………….................................................................................................................. ● Mecanismo de ação hormonal ……………………................................................................................ ● Pâncreas endócrino ……………………................................................................................................ ● Adrenais ……………………................................................................................................................. ● Tireóide e paratireóide ……………………............................................................................................. HOMEOSTASE É a tendência à estabilidade do meio interno do organismo, ou seja, equilíbrio do organismo. Para manter a homeostase os organismos usam processos fisiológicos frente aos desafios impostos pela relação do indivíduo com o ambiente. Homeostase no corpo humano A capacidade de sustentar a vida depende da constância dos fluidos do corpo humano, e que poderá ser afetada por uma série de fatores, como a temperatura, pH... Estes fatores em desequilíbrio (pela falta ou pelo excesso) podem afetar a ocorrência de reações químicas essenciais para a manutenção do corpo vivo. Processos: • Sinalização química: mais lenta pois usa o sangue como meio de dispersão. Ex: feromônio • Sinalização Neurológica: mais rápida e específica. Ex: movimentos Exemplos de mecanismos regulatórios: • Regulação térmica: Por influência do hipotálamo, os músculos esqueléticos tremem para produzir calor quando a temperatura corporal é muito baixa e quando a temperatura é muito alta o suor arrefece o corpo por evaporação. • Regulação da Glicemia: O pâncreas produz insulina e glucagon para regular a glicemia (concentração de açúcar no sangue). • Regulação do CO2: O pulmão se encarrega de fazer trocas com o meio ambiente, absorvendo o oxigênio e devolvendo o CO2. Papel da Circulação e do Hipotálamo Pelas vias circulatórias faz-se o transporte de calor, gases, hormônios, nutrientes e minerais. Portanto a circulação é fundamental para a manutenção da homeostase. O hipotálamo integra as estratégias endócrina e neurológica, com isso, coordena direta ou indiretamente todos os processos homeostáticos. Ex: Termorregulação, comportamento, energia e fluidos. ÁGUA E SUA IMPORTÂNCIA A água compõe células corpóreas, é o solvente universal, referente físico como o ponto de fusão, ebulição, pH, densidade, peso/volume e outros Transporte transmembrana • Difusão: passagem das moléculas do soluto, do local de maior para o local de menor concentração, até estabelecer um equilíbrio. É dividida em simples e facilitada (ocorre um auxílio das permeases) • Osmose: é a difusão da água através de uma membrana semipermeável, de onde tem menos soluto para onde tem mais. Com objetivo de diluição. Conceitos: • Pressão hidrostática: é a pressão que ocorre no interior dos líquidos, sendo exercida pelo peso do próprio líquido • Osmolaridade: é o somatório das concentrações das substâncias dissolvidas na solução . • Pressão osmótica: pressão hidrostática que contrabalança determinada diferença de osmolaridade. • Pressão Coloidosmótica ou Pressão oncótica: pressão osmótica gerada pelas proteínas que não podem passar pela parede capilar ( principais: albumina e globulina). Soluções, Concentrações e Classificação • Hipertônica: A concentração do soluto é maior em relação a outra célula. A célula murcha (plasmólise) • Hipotônica: pressão osmótica menor de a da célula. > a célula incha (deplasmólise). Se a célula se rompe ocorre a plasmoptise. SISTEMA NERVOSO Representa uma rede de comunicações do organismo. É formado por um conjunto de órgãos do corpo humano que possuem a função de captar as mensagens, estímulos do ambiente e "interpretá-los". Ele tem função integradora, sensorial, motora e adaptativa. SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC) É o centro de comando, composto por encéfalo, medula espinal (ou raquidiana) e meninges (Dura-Máter, Aracnóide, Pia-Máter), que tem líquido cerebrospinal e tem como função proteger o encéfalo e a medula contra agentes químicos e absorver choques . ENCÉFALO 1. Corpo caloso: Conecta os dois hemisférios do cérebro 2. Tálamo: Processamento dos órgãos dos sentidos (exceto olfato) 3. Hipotálamo: Coordena direta ou indiretamente a homeostase 4. Cerebelo: Coordenação motora 5. Tronco Encefálico (mesencéfalo, ponte e bulbo): transmite impulsos nervosos para o cerebelo e serve de passagem para as fibras nervosas que ligam o cérebro à medula. LOBOS 1. Frontal: Movimento e pensamento 2. Parietal: Dor, tato e paladar 3. Occipital: Visão 4. Temporal: Audição e memória DIVISÕES 1. Telencéfalo (hemisférios cerebrais)- processamento de informação • Córtex cerebral: pensamento, estado de alerta, aprendizado… 2. Diencéfalo (Tálamo e hipotálamo) 3. Tronco encefálico • Mesencéfalo: Movimento dos olhos, postura corporal, grau de contração muscular. • Ponte: Mastigação e audição. • Bulbo (Medula oblonga): Controle cardiorrespiratório e peristáltico. MEDULA ESPINAL Faz a conexão entre o SNC e SNP e há pares de nervos espinais mistos (sensitivos e motores) • Sensitivo (aferente) - Recebem estímulos e leva informação para o SNC ( da periferia para o centro) passando pela raiz dorsal. • Motor (eferente) - Conduz impulsos nervosos para células efetoras. Traz informação (centro para periferia) passando pela raiz ventral. No SNC, existem as chamadas substâncias cinzenta e branca. A substância cinzenta é formada pelos corpos dos neurônios e a branca,maiores (pirâmides) e dentro desses lóbos há os lóbulos, que são subunidade menores. • O principal nervo que chega ao rim é de origem simpática e suas fibras terminam na maioria das vezes nas arteríolas glomerulares. • A união do ureter na vesícula urinária é feita de forma oblíqua (junção ureterovesical) permitindo o funcionamento como uma válvula que evita o refluxo da urina quando do enchimento. Os animais apresentam 2 rins, situados dorsalmente, abaixo do diafragma, um de cada lado da coluna vertebral. Na maioria das espécies têm formato de feijão. No cavalo têm forma de coração e no bovino é lobulado. Macroanatomia • Artéria renal: que faz a nutrição • Córtex renal: porção mais externa que reveste o rim • Medula renal: região mediana • Pirâmide renal: regiões triangulares • Pelve renal: imersão entre as pirâmides e o ureter • Ureter: faz o veículo da urina para a bexiga Microscopia • Artéria renal ramifica-se em artérias segmentares, interlobares, arqueadas, interlobulares. • Néfron: unidade funcional do rim. É constituído pelo corpúsculo renal (glomérulo +cápsula de bowman), túbulo proximal, distal , alça de henle. • A Arteríola aferente é ramificada em glomerular que tem como função aumentar a superfície de contato para o processo de filtração. • Glomérulo é formado por capilares glomerulares que se ramificam e é coberto pela cápsula de bowman. Ele executa a filtração. • Túbulos: fazem a secreção e reabsorção de substâncias. • Alça de henle: tem espessuras diferentes que interfere no processo absortivo. • Mácula densa: mantém o equilíbrio osmótico para a atividade funcional do rim. ● Do glomérulo segue o que não foi filtrado para arteríola eferente e o que foi para o túbulo proximal, alça de henle, túbulo distal e ducto coletor. ………NÉFRON……………………………………..……………… Parte do néfron está presente no córtex e outra na medula. Existem dois tipos: 1. Nefron cortical: tem o glomérulo próximo à superfície (córtex), tem sua alça de henle na medula externa. (Alça de henle menor , absorve menos) 2. Nefron justamedular: tem a alça de henle atingindo a medula interna, chegando até a proximidade da pirâmide renal. (absorve mais, capacidade de interação/ troca maior). Fluxo sanguíneo no néfron Artéria renal entra pelo hilo renal e começa a vascularizar o parênquima, ela vai se ramificar e vai refletir para cada pirâmide renal. O número de néfrons varia com as espécies: Gato: 190.000 Cão: 415.00 Homem: 1.000.000 Suíno: 1.250.000 Equinos: 10.000.000 …… GLOMÉRULO …………………………………………. É um enovelado capilar que se forma a partir da arteríola aferente. Esses capilares são sustentados por células mesangiais. É o local responsável pela filtração do sangue e é coberto pela cápsula de bowman. Na filtração glomerular o plasma atravessa várias camadas: endotélio capilar, membrana basal e o epitélio visceral (onde estão os podócitos). DIFERENÇA DE PRESSÃO DO VASO SANGUÍNEO O líquido (ultrafiltrado) extravasa para cavidade glomerular e vai dar origem a urina. Aparelho justaglomerular Próximo aos glomérulos há o aparelho justaglomerular que é formado por células justaglomerulares (que produz uma enzima renina, que contribui para manutenção da pressão), mácula densa e por células mesangiais extraglomerulares (que tem receptores para Angiotensina II). O aparelho JG regula o fluxo sanguíneo e o balanço na Na+ através do eixo renina- angiotensina- aldosterona. ……. TÚBULOS ………… …. Túbulo contorcido proximal:Possui uma porção convoluta e outra reta, é revestido por um epitélio cúbico simples Seu citoplasma é rico em mitocôndrias e a membrana apical apresenta borda em escova Alça de henle: Este segmento só ocorre em aves e mamíferos. É composto por três ramos: fino descendente, fino ascendente e grosso ascendente. As células dos ramos finos são seladas com poucas mitocôndrias. As células do ramo ascendente grosso possuem uma única camada de células cúbicas com ramos microvilos Suas células contêm mitocôndrias largas e alongadas. Túbulo contornado distal: Possui células cúbicas e seu citoplasma contém muitas largas mitocôndrias. FILTRAÇÃO GLOMERULAR Na filtração glomerular ocorre o primeiro contato entre o sangue e essa unidade funcional do rim. • O sangue chega na arteríola aferente que vai se ramificar em capilares glomerulares, ali vai acontecer a primeira filtragem (20%). • Os 80% vai para arteríola eferente, onde entra em contato denovo com o essa região do néfron, ou seja, há uma nova possibilidade de interação do sangue com essa unidade funcional. • Esses 20% passam para o espaço de bowman e em seguida para o túbulo contorcido proximal. 1- Filtração glomerular 2- reabsorção de substâncias dos túbulos renais para o sangue 3- secreção de substâncias do sangue para os túbulos renais. 4- acúmulo e excreção urinária Formação da urina Inicia-se com filtração de líquidos isento de proteínas, dos capilares glomerulares para a cápsula de bowman. A composição do filtrado glomerular é semelhante ao plasma, sua diferença são as proteínas pois dos 20% filtrados, substâncias grandes não passam, como exemplo, as proteínas. Em seguida ocorre a passagem pelos tubos, onde pode ocorre a modificação do líquido filtrado (reabsorção e secreção de água e solutos). Uma substância química pode ser totalmente filtrada, filtrada e parcialmente reabsorvida, filtrada e completamente absorvida e filtrada e totalmente secreta. . Filtração, Reabsorção e Secreção de diferentes substâncias • Durante a formação a urina, a reabsorção tubular é mais importante que a secreção tubular • A secreção tubular determina a excreção de íons K+ e H+. Creatinina, uréia, ácido úrico são excretados em grande quantidade. • Na+, Cl+, HCO3 são reabsorvidos em altas quantidade e a Glicose e aminoácidos são totalmente reabsorvidos. Passagem do líquido para o espaço de bowman Acontece através das fenestras do vaso. As fenestras, membrana basal e epitélio formam a barreira de filtração e eles fazem uma filtração seletiva. • A membrana basal glomerular é formada em sua maior parte por proteoglicanos que tem carga negativa, ou seja, moléculas com cargas positivas têm mais facilidade para serem filtrados. • Quanto maior o peso/tamanho da estrutura menor a filtrabilidade. (Proteínas têm pouquíssimas chances de serem filtradas). Controle da filtração glomerular Quando a pressão sobe, a arteríola aferente reduz seu calibre, reduzindo a taxa de filtração glomerular. Já, quando a pressão abaixa, a arteríola dilata aumentando novamente o fluxo sanguíneo. Sistema nervoso simpático • Fibras nervosas simpáticas presentes nos vasos sanguíneos renais; • Ativação dos nervos simpáticos (constrição das arteríolas renais e diminuição do fluxo sanguíneo e filtração glomerular). Hormônios • Norepinefrina , epinefrina - constrição dos vasos sanguíneos renais e diminuição da filtração glomerular. • Endotelina - vasoconstrictor Angiotensina II: • Vasoconstrictor - formada nos rins e nas circulações sistêmicas; • Formada quando a ocorre redução da pressão arterial ou diminuição da filtração glomerular - aumentando reabsorção de Na+ e água. Retroalimentação tubuloglomerular Trabalha controlando tanto a arteríola aferente quanto a eferente Com a diminuição da taxa de filtração glomerular (TFG), há um aumento na reabsorção de Na+ pela alça de henle e diminuição do mesmo na mácula densa, que emite uma sinalização para aumentar a produção de renina pelas células justaglomerulares Reabsorção tubular Para que o Na+, a glicose e aminoácidos possam retornar até o sangue, usam a bomba de Na+/K+_ pela ATPase. Através do antiporte (dois iões diferentes ou outros solutos são transportados em direcções opostas através da membrana) e por simporte (quando as duas substâncias são transportadas na mesma direcção). Formação da Urina (part1) Função da autorregulação do fluxo sanguíneo • Rins- manutenção da filtração glomerular constante e controle da excreção renal de agua e eletrolitos • Outros tecidos - manutenção do suprimentode oxigênio nutrientes aos tecidos e remoção dos produtos de degradação do metabolismo Na ausência desse mecanismo, as alterações na pressão arterial causaram mudanças na filtração glomerular e na excreção renal. Balanço tubuloglomerular Apresenta dois componentes que atuam em conjunto: 1- mecanismo de retro-alimentação arteriolar aferente 2- mecanismo de retro-alimentação arteriolar eferente. Mecanismo de retroalimentação da Mácula densa: 1. Diminuição da pressão hidrostática glomerular e da filtração glomerular. 2. Diminui a filtração glomerular, ocorre a diminuição do cloro na mácula densa. 3. A mácula densa aumenta a produção de renina. 4. A renina auxilia na produção de angiotensina II e vai aumentar a resistência das arteríolas eferentes. Reabsorção e secreção pelos túbulos renais. Excreção = filtração + reabsorção + secreção A filtração glomerular não é muito seletiva, já a reabsorção tubular é muito seletiva. Reabsorção tubular Substância transportada através das membranas epiteliais tubulares ↓ Líquido intersticial renal ↓ Voltar para o sangue através das membranas dos capilares peritubulares. ↓ É realizada por transporte ativo e passivo. Reabsorção de Água e Solutos Reabsorção de Sódio 1. O na+ difunde-se da membrana luminal para o interior da célula por um gradiente eletroquímico -Na+ K+ ATPase (basolateral). 2. Na+ transportado através da membrana basolateral contra um gradiente eletroquímico -Na+-K+ ATPase 3. Na+, água e outras substâncias reabsorvidas a partir do líquido intersticial para o interior dos capilares peritubulares - ultrafiltração. Reabsorção de glicose e aminoácidos Glicose e A.As não internizados com o Na+. Existe um limite de reabsorção da glicose pelo organismo, esse limite ultrapassado, leva à liberação de glicose na urina. A liberação de glicose na urina leva à diurese, levando a saída de água dos vasos para o túbulo renal (glicosúria). Reabsorção de cloreto de sódio, Ureia e outros solutos (difusão passiva) Com a reabsorção de Na+, ocorre a reabsorção de água também (devido à osmose). Se tem a reabsorção de água, as moléculas do lúmen vão ficar mais concentradas. Se a concentração é maior comparado ao interior do corpo, ocorre o transporte passivo (do meio mais concentrado para o menos concentrado) Formação da urina (PART.2) Reabsorção e secreção ao longo do néfron Reabsorção tubular proximal • Maior capacidade de absorção. • Mecanismo co-transporte (glicose, aminoácidos e Na+) • Mecanismo contratransporte (reabsorção de Na+ e secreção de H+) • Secreção de ácidos e bases orgânicas e fármacos. Reabsorção alça de henle (ramo descendente delgado, ascendente delgado e ascendente espesso) Descendente delgado: • Muito permeável à água e pouco permeável à maioria dos solutos • Função: permitir a difusão simples de substâncias. Ascendente espesso • Impermeável à água, importante para concentrar urina • Células com alta atividade metabólica e capazes de reabsorção ativa de Na+, Cl- e K+ (25%) Túbulo distal (inicial e cortical) Túbulo distal inicial faz parte do complexo justaglomerular Impermeável à água e faz absorção dos íons Na+, Cl, Ca++, Mg. Tubulo distal cortical • Reabsorção ativa de íons • Pouco permeável à água e ureia • Células principais: reabsorvem Na+, Cl - e secretam K+ • Células intercaladas: reabsorvem HCO3 e secretam H+ Ducto coletor • Reabsorção de NaCl • Secreção de H+ e amônia • Sem ADH é impermeável à água, dilui a urina e com ADG é permeável à água, concentra a urina. • Coletor cortical: Secreção de K+ Túbulo coletor Medular É o local fina de processamento da urina, Reabsorve 10% de água e Na+ filtrados. 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Ramo descendente fino: secreta água e absorvem Na+, Cl, uréia Ramo ascendente fino: secreta Cl, Na+ Ramo ascendente espesso: reabsorve H+, e secreta Na, Cl, K=, Ca+, HCO, Mg. Túbulo contorcido distal: secreta Na, cl, Ca2+, Mg Ducto coletor: Reabsorve H+/K+ e secreta Na, Cl , Ca2+, H2O, Hco3 ANOTAÇÕES: ……………………………………………………………………...………… …………………………………...…………………………………………….. .……………………………………………...………………………………… …………...……………………………………………...…………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………...……………………………………………...……………………………………………...……………………………………………...… …………………………………………...…………………………………… ……………………………………………...………………………………… …………...……………………………………………...…………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………...……………………………………………...……………… ……………………………...……………………………………………… Regulação da Reabsorção Tubular ADH Hormônio antidiurético produzido na neurohipófise. Tem uma aplicabilidade relacionada à permeabilidade da água. • Quando há excesso de água, há uma diminuição da osmolaridade. Com isso tem uma inibição da neurohipófise da produção de ADH. O Anti diurético aumenta a permeabilidade do túbulo que faz ter a maior reabsorção de água. Mas se já tem o excesso de líquido, há a inibição. Então, não vai estimular nos rins a reabsorção de água e, se não é absorvida, vai ser direcionada junto com a urina tendo maior excreção de água. • Quando tem carência de água pode acometer todos os volumes, inclusive o volume dentro do vaso, e se tem diminuição do volume no vaso, tem a queda da pressão arterial sistêmica. A nossa osmolalidade sobe devido a concentração do soluto. Esse aumento ocasiona duas resposta na neurohipófise. Produção de sede e a produção do hormônio ADH. E vai evitar e eliminação de líquido, absorvendo mais a água e urinar menos. Com a produção vai ter o aumento a reabsorção de água e menos excretada. Como o ADH estimula o aumento da permeabilidade de água? O ADH faz a absorção de água através do ducto coletor através do aumento da expressão de aquaporinas. Quando tem a produção de ADH, aumenta a quantidade aquaporinas que são proteínas que conecta o lumen ao epitélio do ducto coletor que vai permear a água. Sistema renina- angiotensina- aldosterona É um sistema hormonal desencadeada por . . estruturas renais + Adrenal. 1 . Queda da pressão arterial ou alteração de sódio, o rim libera renina. 2 . A renina age sobre o Angiotensinogênio convertendo-o em Angiotensina I . 3 . Angiotensina I sobre a ação da enzima ECA (enzima conversora de angiotensina) gera a Angiotensina II que aumenta a pressão do vaso sanguíneo e promove a vasoconstrição. 4 . Angiotensina II vai até ao córtex adrenal e faz que ele produza aldosterona 5. A aldosterona regula o metabolismo do sal, água e minerais e aumenta a retenção de NA (Natremia é a quantidade de sódio no sangue). A natremia retém água pela concentração osmótica, o que ocasiona o maior volume sanguíneo, e assim, uma maior pressão arterial. Regulação do PH O rim regula a concentração de íons hidrogênio (H+) promovendo o aumento ou diminuição das concentrações dos íons bicarbonatos (Hco3) no líquido do organismo. Variações dos íons bicarbonatos ocorre em consequência de reações no túbulos renais, às custas do mecanismo da secreção tubular. Se tem aumento de próton H+ vai ter que excretar mais pro túbulo para que ocorra a eliminação do próton pois quando mais H+, mais ácido é o meio. Para alcalinizar esse meio o rim vai aumentar a reabsorção do íon bicarbonato junto com sódio para ir pro meio extracelular para tamponar (aumentando a base) e secretar para os túbulos e excesso de próton H+. 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Variações na osmolaridade porém modificar o volume celular e consequentemente, a função celular. Essa manutenção mantém a homeostase. Onde está a água? No sangue, linfa, no líquido extracelular e líquido intracelular. Balanço Hídrico Determina o volume plasmático e a osmolaridade do líquido extracelular. Os rins é o órgãos responsáveis por conservar a água no organismo. Os rins podem produzir uma urina concentrada ou diluída. Componentes principais desse sistema: 1. A Geração de um interstício medular hipertônico, que permite a excreção de urina concentrada 2. A diluição do fluido tubular pelo ramo ascendente espesso e pelo túbulo contorcido distal, o que permite a excreção de urina diluída 3. A inconstância na permeabilidade á água do ducto coletor em resposta ao ADH, que determina a concentração final da urina. Papel do néfrons na concentração da urina A disposição anatômica renais na medula é um elemento crucial do mecanismo de concentração da urina. Os néfrons dos mamíferos são subdivididos em néfrons superficiais e justamedulares, com base na localização de seus respectivos glomérulos. A reabsorção de água: ocorre no túbulo contorcido distal, alça de henle (porção descendente) e túbulos distais e ducto coletor. A água é absorvida de forma passiva até a curvatura da alça de henle, a partir daí é necessário uma ação hormonal (ADH) para ser reabsorvida. 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Cada rim é divididoem lobo cranial, médio, e caudal. Os ureteres transportam a urina do rim até a cloaca, que constitui o local comum de coleta dos órgãos digestivos, reprodutivos e urinários. Cada lobo é composto de lóbulos, que assemelham-se ligeiramente a um cogumelo. O córtex corresponde ao chapéu do cogumelo, enquanto a medula corresponde ao estipe. Tipos de néfrons Nefron tipo réptil: Estão localizados no córtex e não tem alças de henle, não são capazes de concentrar urina e reabsorver água. Nefron tipo mamífero: Possui alça de henle bem definidas. Também possuem vasa-reta (vascularização) e essas alças são agrupadas em um cone medular. Sistema Porta-renal É uma característica exclusiva do rim das aves. • Sangue venoso que chega aos rins proveniente dos membros posteriores. • Fornecem sangue aos capilares peritubulares, misturando com o sangue arteriolar eferente (glomérulo) • Válvula porta renal (esfíncter de músculo liso) - veias direita e esquerda e veias ilíacas • Inervação adrenérgica e colinérgica (simpático e parassimpático) Válvula aberta: mais sangue pro resto do corpo Fechada: mais sangue pelo sistema porta-renal Formação da urina O fluxo plasmático renal e taxa de filtração glomerular parecem ser auto regulados em uma ampla faixa de pressão arterial (110 a 60 mmHg). Acredita-se que a resposta do músculo liso arteriolar renal ao estiramento continua o provável mecanismo de autorregulação Há algumas evidências de que o rim das aves possa alternar entre o uso de néfron do tipo réptil e do tipo mamífero, dependendo da necessidade de conservação de água. Quando as aves recebem uma carga de sal (e, portanto, precisam conservar a água para diluir o sal), a maioria dos néfrons (80%) do tipo réptil suspendem a filtração, pois não tem capacidade de concentrar urina. Concentração da urina O gradiente osmótico possibilita a excreção de urina com osmolaridade maior do que a do plasma. Todo o líquido tubular, seja ele proveniente dos néfrons do tipo réptil ou os néfrons do tipo mamífero, é exposto ao gradiente osmótico. ADH A resposta renal ao hormônio ADH, a arginina vasotocina, à semelhança dos mamíferos, consiste em aumento da permeabilidade dos ductos coletores de água. • A ureia (1 a 10% do nitrogênio urinário total) praticamente não desempenha nenhum papel no estabelecimento da hipertonicidade do líquido intersticial do cone medular nas aves. A hipertonicidade é mais provavelmente criada pelo transporte de Nacl a partir do ramo ascendente espesso das alas de henle. Nas aves com livre acesso à água, a osmolaridade urinária é quase isosmótica com o plasma. Excreção do ácido úrico O metabolismo de proteínas e dos aminoácidos resulta na produção de produtos finais nitrogenados. Nos répteis e nas aves, ocorre formação de ácido úrico em lugar de ureia, visto que esse animais de se desenvolvem em ovos com cascas que são impermeáveis a água. • Quando alcança uma determinada concentração, o ácido úrico precipita, com a precipitação não há necessidade de água para sua excreção. • Os rins das aves também constituem um local de formação de ácido úrico. O ácido úrico é livremente filtrado no glomérulo e secretado pelos túbulos. • A presença do sistema porta renal fornece mais sangue para os túbulos e maior quantidade de ácido úrico podem ser eliminados. O ácido úrico precipitado passa pelos túbulos e aparece na urina como coágulo esbranquiçado Como o ácido úrico não se encontra mais em solução, ele não contribui para a pressão osmótica efetiva do líquido tubular, e a perda obrigatória de água é evitada. Excreção dos eletrólitos As aves possuem considerável controle sobre a reabsorção tubular de Na+ e Cl-, a fração da quantidade filtrada que é excretada pode variar de de 0,5 a 30%. • Os hormônios envolvidos na produção das quantidade variadas de cloreto e sódio excretado são a angiotensina II, a aldosterona e péptido natriurético atrial. Quando há depleção de sal e de volume, a angiotensina II estimula uma redução da TFG, antidiurese e anti natriurese Na presença de um carga de sal e de volume, a resposta à angiotensina II torna-se natriurética e diurética (nos mamíferos isso não acontece). A aldosterona exerce função semelhante à dos mamíferos, está associada a reabsorção do sódio e secreção de potássio As aves secretam também o peptídeo natriurético atrial pelos átrios cardíacos . Ele tem atividade de natriurese (saída do sódio) e diurética nas aves. Em condições normais o rim aviário vai absorver mais de 98% do cálcio filtrado. A reabsorção depende da presença do paratormônio (PTH) e está acoplada com a excreção de fosfato Modificação da urina ureteral A modificação pós-renal da urina ureteral é possível devido à sua exposição às membrana da cloaca (armazenamento) É também exposta às membranas do cólon e do ceco, em virtude do fluxo retrógrado produzido por peristaltismo reverso. A reabsorção de água a partir do cólon acompanha a reabsorção ativa de Na+. A reabsorção de Nacl e de água corre a partir do ceco e pode envolver água da urina se o fluxo retrógrado alcançou esse local, Particularidades das aves • Ocorre modificação pós renal da urina ureteral devido a exposição às membranas da cloaca, cólon e ceco. • Reabsorção ativa de sódio e água no cólon • A urina das aves não misturadas com fezes têm coloração creme • Ácido úrico precipitado fica misturado ao muco Obs: secreção de muco facilita o transporte de solutos precipitados (semelhante ao papel do muco na urina do equino). Glândula de sal aviária Toda sas aves possuem glândulas na cabeça conhecidas como glândulas nasais (função incertas) • Na espécies com habitat marinha são bem desenvolvidas e produzem secreções contentando concentrações elevadas. • São estrutura inteiramente diferente do rim e excreta a solução salina de até 2X a concentração da água do mar. Secretam excesso de sal, devido a ingestão de água do mar ou de alimento com alto teor de sal Secreção da glândula → flui para cavidade nasal → escorre pela narina e goteja pela ponta do bico. ANOTAÇÕES: ……………………………………………………………………...………… …………………………………...…………………………………………….. .……………………………………………...………………………………… …………...……………………………………………...…………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………...……………………………………………...……………… ……………………………...……………………………………………...… …………………………………………...…………………………………… ……………………………………………...………………………………… …………...……………………………………………...…………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ……………………………………...………………………………………… função intestinal Trajeto: Boca → faringe → esofago → estomago → duodendo → intestino delgado → cólon ascendente / transverso/ descendente → reto → anus. ● Estruturas anexas: glândulas salivares, vesícula biliar, fígado e pâncreas. O tubo digestório é um tubo longo e musculoso 3 está associado à órgãos e glândulas que participam da digestão. Para que a digestão ocorra precisa do(a) : movimento do alimento, secreção de sucos digestivos, absorção dos produtos digestivos, controle via SNA e sistema hormonal. Parede gastrointestinal Mucosa(interna), submucosa (meio), círculo muscular ( externa à submucosa) e muscular longitudinal (mais externo) Motilidade gastrointestinal São executadas pelas diferentes camadas de músculo liso que possui uma atividade elétrica contínua e lenta. SISTEMA NERVOSO ELÉTRICO Localizados na parede intestinal, eles controlam os movimentos e secreções. São formados por dois plexos: ● Mientérico(parassimpático): localizado entre camadas muscular longitudinal e circular, ele controla os movimentos. ● Submucoso(simpático) : localizado na submucosa, controla a secreção e fluxo sanguíneo local. TIPOS DE MOVIMENTOS ●Propulsivos: é o peristaltismo, impelem o alimento ao longo do tubo digestório em uma velocidade que permite a digestão e absorção. ● Mistura: mantém o conteúdo intestinal sempre misturado através de contrações segmentares. FLUXO SANGUÍNEO GASTROINTESTINAL ● Circulação esplênica: todo sangue que flui pelo intestino, baço, pâncreas, chega imediatamente ao fígado pela veia porta. O sangue deixa os órgãos pelas veias hepáticas que chega na veia cava da circulação geral. ● Suprimento sanguíneo do intestino pela rede mesentérica: muita vascularização a fim de atender as funções secretoras e absortivas do Intestino. TRANSPORTE E MISTURA 1. Boca: cavidade oral que produz saliva das glândulas salivares, possui estruturas como língua (preensão) e dos dentes (mastigar). Realiza um processo químico e mecânico 2. Faringe: orgão tubular que conecta a laringe ao esofago 3. Estômago: bolsa de parede musculosa que estoca alimento e controla de maneira rítmica a passagem do alimento para o duodeno . Ele mistura o alimento ao suco gástrico através do movimentos ritmados até a fermentação do quimio. Além disso, ele secreta muco, suco gástrico (enzimas para digestão), e fator intrínseco (absorção de vitamina B12) DEGLUTIÇÃO ● fase voluntária: alimento é voluntariamente empurrado para laringe por pressão da língua contra o palato. ● fase faringinea: fechamento da trqueia com a abertura do esofago e o aparecimento da onda esofágica forçando o alimento para o estômago ● fase esofágica: conduzir da faringe para o estômago . Esvaziamento gástrico Promovido pelas contrações musculares intensas. Quando o tônus pilórico está normal, cada uma dessas ondas força a entrada da parte do quimo para o duodeno. Chamada de bomba pilórica 4. Intestino delgado e cólon: São revestidos por uma camada simples para absorção e troca de nutrientes. Há vilosidades. Realiza o movimento de mistura e propulsão do quimo (mistura partículas sólidas com a secreções). No cólon os movimentos são lentos e vagaroso para que ocorra uma melhor absorção. Válvula ileocecal: evitar o refluxo do conteúdo fecal do cólon para o ID. 5. Intestino grosso: Onde ocorre a formação do bolo fecal e final do processo absortivo. Há uma grande quantidade de bactérias e tem uma menor motilidade. SECREÇÕES ● Mecanismo secretivo: células secretoras apresentam vesículas na sua extremidade apical, contendo substâncias a serem secretadas em respostas a sinais nervoso e hormonal decorrente da presença do alimento. Esse mecanismo ocorre por exocitose Sinal → maior permeabilidade da membrana da célula ao Ca+2 → Ca+2 entra na célula → fusão de vesícula com a membrana celular → membrana se rompe e libera o conteúdo. SECREÇÃO DE ÁGUA E ELETRÓLITOS ……………………… Estimulação nervo → secreção de íons cloreto no interior da célula → recrutamento de íons positivos → maior força osmótica → maior pressão hidrostática do volume → pequenas rupturas que liberam água, eletrólitos, e substâncias orgânicas para o lúmen da glândula ● Muco: composto de água, eletrólitos e mistura de glicoproteínas. Tem função de lubrificar e proteger a parede intestinal. Ele adrede partículas alimentares, recobre o trato digestivo, promove aderência das partes fecal formando o bolo fecal, resistente às enzimas digestivas. SECREÇÃO SALIVAR ……………………… ……. . Constituída por uma solução eletrolítica, muco (mucina+água) e amilase. É um líquido incolor viscoso, seu PH entre 7.0 - 8.0 e tem a produção de 1,5l por dia. . ● Glândula da salivação: submandibular (mista), parótida (serosa) e sublingual (mucosa). MECANISMO DE SECREÇÃO SALIVAR Ocorre em 2 estágios: 1º - ácinos secretam a secreção primária que contém amilase + mucina. 2º- secreção primária sofre modificações nos ductos, onde o Na é reabsorvida e HCO3 são secretados. Regulação Ocorre pelo sistema nervoso autônomo. ● Simpático: aumento de secreção por causa das contrações lisas ● Parassimpático: aumento no fluxo sanguíneo para promover a secreção. Funções: ● Proteger a cavidade oral/dentes ● Lavar a cavidade oral da presença de bactérias dos alimentos. ● Possui propriedades bactericidas como lisozima (destrói a parede bacterianas), tiocianatos (agente químico antimicrobiano), digestão parcial (impede a adesão e digere carboidratos que seriam substratos para o crescimento bacteriana). ● Possui anticorpos específicos contra várias bactérias que promovem problemas dentais ● Produz calicreína: protease que quebra proteínas (alfa-2-imunoglobulinas) e promovem a formação de bradicinina, um vasodilatador para auxiliar no combate às infecções . SECREÇÃO GÁSTRICA ……………………… …….. É composta de substâncias orgânicas como proteoglicanos de muco degradado. Seu PH é entre 0.5 - 3.0, é rico em HCL e pobre em Nacl e Kcl. ● Enzimas: pepsina, renina gástrica, lipase gástrica, amilase gástrica para realizar a degradação de moléculas maiores para menores ● Material não enzimático: fator intrínseco e muco No estômago há glândulas oxínticas que é composta por um epitélio de superfície, células mucosas (produz muco), células parietais (ácido clorídrico e fator intrínseco ) e células peptídicas (pepsinogênio) Tipos de secreção: inorgânica (h2o, HCL, sais) e orgânica (fator intrínseco, muco, enzimas). Produção de HCL pelas células parietais 1. Ocorre a entrada de água e CO2 para dentro da célula onde se fusionam formando o ácido carbônico através da amilase carbônica. Eles podem se dissociar em HCO3- e H+. 2. O bicarbonato pode ser trocado pelo cloreto e o cloreto é bombeado para fora e da célula Consequentemente há uma troca de próton e potássio (internalização do K e saída do próton H+) 3. No lúmen então há próton (H+) e cloreto (CL) que vão formar o HCL. Ativação do pepsinogênio em pepino na luz estomacal: com o ph baixo, ocorre a ativação (protease) de pepsinogênio em pepsina Regulação da secreção gástrica: Acetilcolina, gastrina e histamina. Elas se ligam aos seus receptores específicos, ocorre a sinalização celular que estimula secreções das glândulas gástricas. O hormônio gastrina é um polipeptídeo secretado pela mucosa do estômago para o sangue. Ele induz a secreção do suco gástrico, secreção de pepsina e estimula a motilidade gástrica. SECREÇÃO PANCREÁTICA ……………………… …….. Composta por ilhotas da ranger que tem as células beta (produzem insulina), células alfa (glucagon), e delta (somatostatina). Contém também eritrócitos, ácinos, duto. Nos dutos há células acinares (produz secreções pancreáticas), grânulos zimogênios e células do ducto. Produção de HCO3 pelas células do ducto O Co2 e H2O se internalizam na célula e a enzima amilase carbônica forma o ácido carbônico. O ácido carbônico se desassocia em próton (H+) e bicarbonato (HCO3). O bicarbonato vai para fora e o próton pode ser trocado por sódio (Na+) e secretado no lúmen do ducto. Zimogênios: São peptidases na forma inativa. A ativação das peptidases secretadas pelo pâncreas ocorre pois o tripsinogênio, com a ação da enteropeptidase, se ativa em tripsina. E, a tripsina ativa as formas ativas de outras peptidases. Regulação da secreção pancreática ● Acetilcolina ● Colecistocinina (CCK): secretada pela mucosa duodenal e jejunal em resposta a presença de quimo. Secretada em resposta da chegada do quimo ● Secretina: secreção de HCO3 (equilíbrio ph). É ativada devido ao ph ácido do quimo SECREÇÃO BILIAR ………………………… ….. Secretada pelo fígado , faz a digestão e absorção de gorduras e é um meio de excreção de produtos de degradação. Etapas: No hepáticos é produzido ácidos biliares, colesterol e outros, esses componente caem nos canalículos biliares, depois nos septos interlobulares, ducto hepático e ducto biliar. Se cair no ducto biliar vão ser concentradas na vesícula biliar . Se cair no ducto hepático vai direto para o duodeno Armazenamento da bile: É secretada continuamente pelos hepatócitos. ● Água, cloreto, sódio, e outros eletrólitos são reabsorvíveis e sais biliares, colesterol, lecitina e bilirrubina são mais concentrados e ajudam no processo de degradação de lipídeos. Esvaziamento da vesícula biliar: Inicia com a chegada do alimento ao duodeno, ocorre a contração da parede vesicular e relaxamento do esfíncter de Oddi, que promove a passagem do ducto biliar para o o duodeno. A Colecistocinina que estimula as contrações e abertura dos esfíncteres Sais biliares Seu precursor é o colesterol. Tem com função ação detergente sobre gorduras (emulsificação) e ajudar na absorção de ácidos graxos, colesterol e outros lipídeos ● Síntese: vem do colesterol , é transformado em ácido cólico, do ácido cólico em taurina e a traurina origina os ácidos biliares tauroconugados. Ou, o ácido colico pode ser transformado em glicina que origina os ácidos biliares glicoconjugados. >>> Ambos formam os sais biliares glóbulos (colesterol e fosfolipídeos) > adição de proteínas > liberados no golgi > exocitose > linfa INTESTINO GROSSO ………………………………… … A absorção de Água e eletrólitos ocorre no cólon. Capacidade de 5 a 7 litros de líquidos e eletrólitos. Composição das fezes ¾ de água e ¼ de substâncias sólidas (bactérias mortas, lipídios, matéria orgânica, proteínas, resíduos não digeridos) Coloração marrom: estercobilina e urobilina (derivados da bilirrubina) ANOTAÇÕES ……………………………………………...…………………………… ………………...……………………………………………...………… …………………………………...……………………………………… ……...……………………………………………...…………………… ………………………...……………………………………………...… …………………………………………...……………………………… ……………...……………………………………………...…………… ………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...……………………… ……………………...……………………………………………...…… ………………………………………...………………………………… …………...……………………………………………...……………… ……………………………...……………………………………………. ..……………………………………………...………………………… …………………...……………………………………………...……… ……………………………………...…………………………………… ………...……………………………………………...………………… …………………………...……………………………………………... ……………………………………………...…………………………… ………………...……………………………………………...………… …………………………………...……………………………………… ……...……………………………………………...…………………… ………………………...……………………………………………...… …………………………………………...……………………………… ……………...……………………………………………...…………… ………………………………...…………………………………………pelas fibras nervosas (dendritos e axônios). Com exceção do bulbo e da medula, a substância cinzenta ocorre mais externamente e a substância branca, mais internamente. SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO (SNP) Formado por nervos (prolongamento de axônios) cranianos e espinais, além dos gânglios nervosos (aglomerado de corpos celulares). É dividido em: • Somático: Responsável pela comunicação do corpo com o ambiente externo. É voluntário! Ex: músculo estriado esquelético. • Autônomo (visceral ou vegetativo): Controla de maneira inconsciente as múltiplas funções do corpo. É involuntário! Ex: músculo liso cardíaco. AUTÔNOMO O SNA pode ser dividido em: Simpático (secretam os neurotransmissores Adrenalina, epinefrina) x Parassimpático ( secretam o neurotransmissor Acetilcolina). Essas alterações adaptativas são necessárias para manter a sobrevivência. Receptor B1 - aumenta a força e FC (simpático) Receptor B2- broncodilatação (simpático) Receptor A1 - faz vasodilatação (simpático) SOMÁTICO Os neurônio Motores controlam a musculatura esquelética. São divididos em: • Inferiores (NMI): Neurônio cujo o corpo celular e os dendritos estão localizados no SNC e cujo o axônio se estende através dos nervos periféricos para fazer sinapse com as fibras musculares esqueléticas. - Tem origem nos núcleos motores (nervos cranianos) ou no corno anterior da medula e término no SNC - Função:Transmitir sinais nervosos para o músculo - Lesões: • Hipotonia- diminuição do tônus muscular e da força, o que causa moleza e flacidez. • Paralisia/Paresia- paralisia é a diminuição da força e paralisia é a perda completa da força e da contração muscular. • Hiporreflexia- diminuição ou fraqueza dos reflexos. • Atrofia Muscular • Superiores (NMS) :Todos os neurônios do SNC que influenciam no funcionamento do neurônio motor inferior - Lesões: • Paralisia/Paresia • Postura/Locomoção anormal • Hipertonia- aumento do tônus muscular normal. • Hiperreflexia- atividade aumentada dos reflexos. • Espasmos - contração muscular involuntária, súbita, anormal. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. NEURÔNIO • Dendritos: Recebem estímulos de outros neurônios ou do ambiente externo • Corpo celular: Interpreta a informação • Axônio: Transmite estímulos a outros neurônios ou para células efetoras • Bainha de mielina: Protege o axônio e acelera impulsos nervosos. • Nódulos de Ranvier: Ocorre troca de cargas elétricas e acelera o impulso iônico. obs: sem o isolamento da bainha, os íons que levam informações podem ficar descontrolados. COMPOSIÇÃO DO TECIDO NERVOSO SNC: Neurônios e Células da Glia • Astrócitos: proteção e sustentação física, nutrição, absorve neurotransmissores, envia mensagens químicas. • Oligodendrócitos: Produz a bainha do SNC. • Microglias: Participa do sistema imunológico, da defesa e reparo. • Células ependimárias: São células colunares que revestem os ventrículos cerebrais (onde é produzido o LCR) e o canal da medula espinal. SNP: Prolongamento de neurônios e Células da glia • Células de Schwann: Nutrição e produção da bainha do SNP • Células satélites: Promovem isolamento elétrico em torno do neurônio e constituem uma via para trocas metabólicas. SINAPSE É o ponto de união entre as células nervosas / efetoras onde agem os neurotransmissores, transmitindo impulsos de um neurônio para o outro ou para uma célula. • Como ocorre? 1. O potencial de ação chega ao terminal axônico → Os canais de ca+2 se abrem e o Ca2+ entra na célula → O cálcio sinaliza para os vesículas e elas se movem para a membrana. 2. As vesículas ancoradas liberam os neurotransmissores por exocitose e os neurotransmissores se difundem pela fenda sináptica e se ligam aos receptores. 3. A ligação do neurotransmissor com os receptores ativa as vias de transdução dos sinais. POTENCIAL DE AÇÃO • Repouso: Quando a célula nervosa está em repouso, seu interior está carregado negativamente em relação ao meio externo, isso ocorre porque dentro da célula há uma maior concentração de moléculas carregadas negativamente. • Despolarização: Ao receber um estímulo nervoso, canais de sódio se abrem e por difusão, o mesmo entra na célula tornando seu interior menos negativo. Quando o potencial de membrana atinge um certo limiar outros canais de sódio se abrem permitindo a entrada de grande quantidade de sódio na célula, invertendo sua polaridade. • Repolarização: Ao atingir certa voltagem positiva, os canais de sódio se fecham e abrem -se canais de potássio, que por difusão retornam para dentro da célula recuperando sua polaridade. A entrada de potássio em grande quantidade na despolarização deixa a célula hiperpolarizada, deixando-a mais negativa que o normal, assim, a BOMBA DE SÓDIO POTÁSSIO age restaurando as quantidades iniciais de íons dentro e fora da célula, garantindo o potencial de repouso. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ARCO REFLEXO É uma resposta do sistema nervoso à um estímulo qualitativamente invariável, involuntário. Ele é de importância fundamental para postura e locomoção animal. Componentes: 1. Receptor: Captam alguma energia ambiental e transformam em potencial de ação (Ex: luz na retina, calor, pressão na pele) 2. Nervo sensorial: Conduz o potencial de ação do receptor até a sinapse do SNC, entrando na medula pela raiz dorsal 3. Sinapse 4. Nervo motor: Conduz o potencial de ação do sistema nervoso para o órgão efetuador, saindo pela raiz ventral (ocorre a transformação do impulso elétrico em ação mecânica) 5. Orgão Alvo: Normalmente é um músculo. Classificação dos Reflexos: 1. Reflexo simples, segmentar ou monossináptico: Percorre um único segmento do SNC (receptor → neurônio aferente → sinapse → neurônio eferente → órgão efetuador) Ex: reflexo patelar e miotático 2. Reflexo complexo, intersegmentar ou polissináptico: Percorre múltiplos segmentos do SNC (receptor → neurônio aferente → sinapse → neurônio internuncial → sinapse → neurônio eferente → órgão efetuador) Ex: reflexo do colar do cão. 3. Reflexo de retirada: Ocorre em nível cutâneo. Na pele há milhares de terminações nervosas sensíveis à dor e ao calor que conduzem este estímulo até a medula espinal. (pode ser simples ou intersegmentar) Nocicepção e dor Dor: Sensação ou percepção de sensações diversas, como, ardência, inflamação, fadigas... x Nocicepção: Processo sensorial que geram os sinais que levam a experiência de dor O Sistema sensorial detecta e interpreta o estado interno e externo do animal. Estímulos que levam a ativação e abertura dos canais iônicos - Estímulo mecânico (ex: trauma) - Temperaturas extremas - Hipóxia ( baixa de O2 nos tecidos) - Exposição a agentes químicos (ex: ácido) RECEPTORES • Mecanorreceptores: Receptores sensíveis à manipulação física, a estiramentos e tensão (pele, coração, vasos sanguíneos...) • Nociceptores: Respondem à estímulos nocivos ou dolorosos, são ativados por estímulos potencialmente lesivos ao organismo. - Geralmente são específicos - Tem capacidade de adaptação • Quimiorreceptores: Receptores sensíveis à presença ou concentração de determinadas substâncias químicas, como os responsáveis pelo paladar e olfato. • Eletromagnéticos: Aqueles que detectam a luz que incide na retina dos olhos e a eletricidade animal. • Termorreceptores: Receptores sensíveis à alteração de temperatura • Fotorreceptores: São receptores que captam estímulos luminosos • Proprioceptores: Captam estímulosprovenientes do interior do corpo, respondem à alterações de tensão muscular, sendo a consciência interna da posição corporal em relação ao ambiente. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… SENTIDOS SENSORIAIS As células sensoriais captam estímulos do ambiente para o cérebro • Como uma célula receptora pega um estímulo externo e fornece para o cérebro? O estimulo é recebido por uma PTN da membrana da célula, encaixando-se na célula, os canais iônicos se abrem e ocorre a despolarização da célula sensorial e ocorre a produção do potencial de ação, que é enviado para o cérebro para ocorrer a interpretação. AUDIÇÃO O som é energia mecânica que é captada e interpretada por células mecanorreceptoras Externa: captação da onda sonora ORELHA Média: condução e amplificação . Interna: transdução • Pavilhão auditivo: Capta o som • Meato auditivo: Condução das ondas sonoras para a membrana timpânica • Tímpano: Vibra de acordo com as ondas sonoras e transmite a vibração para os ossículos da orelha média, especificamente o martelo • Martelo: Passagem da vibração para bigorna • Bigorna: Passagem da vibração para o estribo • Estribo: Faz a janela oval vibrar e segue para cóclea • Cóclea - Ondas mecânicas se transformam em ondas elétricas ( no canal intermediário, onde há mecanorreceptores). Essas ondas são transmitidas através de um líquido. OBS: → A transdução ocorre com a vibração da membrana tectorial que faz com que a onda mecânica se transforma em impulso nervoso e vai pro cérebro através dos nervos auditivos. → Dependendo da frequência do som, as partes que são ativadas dentro da cóclea são diferente, por isso a diferenciação dos sons. → Canal de eustáquia é o canal que conecta a orelha média com a faringe, esse canal de ar permite o processo de equalização da membrana timpânica. → Os canais semicirculares fornecem o equilíbrio e passam essas informações para o encéfalo. • Surdez de condução - Afeta os tímpanos e os ossículos, ficam rígidos e a condução das ondas é prejudicada (ocorre por infecções, doenças ou velhice) • Surdez para som agudos - destruição das células ciliadas mecanorreceptoras da cóclea (ocorre quando há contato com sons muito alto) TATO É captado por mecanorreceptores - capta pressão, toque, coceira.. PALADAR É captado por quimiorreceptores. As células epiteliais dos botões gustativos que captam partículas de sabor. • Como ocorre? 1 . As células epiteliais captam o sabor e as moléculas gustativas ligam-se aos receptores nas microvilosidade das células sensoriais 2 . Ocorre sequências de reações químicas dentro da célula. 3. Ocorre a liberação dos neurotransmissores que despolarizam os dendritos dos neurônios sensoriais, gerando impulsos nervoso que é enviado para o cérebro. OBS: • Papilas - captam sabores (doce, azedo, amargo, salgado, umami) • Toda nossa língua capta sabores, não há áreas específicas. OLFATO É captado por quimiorreceptores. • Como ocorre? 1. Partículas odoríferas entram pelo nariz 2. Essas partículas vão interagir com os dendritos dos neurônios no teto da cavidade nasal 3. Vai ocorrer a despolarização da membrana, gerando os impulsos nervosos que são enviados para regiões do cérebro chamada de bulbo olfatório. No bulbo olfatório é produzida a sensação do cheiro específico. OBS: cada neurônio é específico para um tipo de odor e também há neurônios com capacidade de adaptação) VISÃO A Luz é uma energia fótica que é captada por células fotorreceptoras que captam energia luminosa para transformar em impulso nervoso. • Esclera: Além de proteger as estruturas oculares, ela serve de suporte para os músculos oculares. • Córnea: É a primeira lente ocular e serve para direcionar melhor os raios luminosos • Coróide: É uma membrana vascularizada que serve para nutrir e oxigenar as estruturas dos olhos. • Íris: Coloração do olho • Pupila: Regula a entrada de luz • Cristalino: Segunda lente (biconvexa) que dá foco e nitidez a imagem (acuidade visual) • Retina: Local onde há fotorreceptores, é na retina que ocorre a transdução. Fotorreceptores • Bastonetes: são células sensíveis à luz localizadas ao redor da Fóvea, visão periférica. Os bastonetes permitem a visão em preto e branco. • Cones: são células menos sensíveis à luz localizados na Fóvea, centro do campo visual. Os cones permitem a visão em cores (vermelho, verde, azul). >Rodopsina (PTN+ Retinal) - Muda o formato (angular para linear), essa mudança desencadeia uma série de processos que atuam nos canais de sódio da membrana plasmática das células fotorreceptoras • Como ocorre a transdução? (Exemplo em um bastonete) 1 . A Luz atinge o cone ou bastonete e hiperpolariza-os, assim, atinge a rodopsina e ativa a transducina que, por sua vez, ativa a enzima fosfodiesterase 2 . A fosfodiesterase desconecta o GMPC dos canais de sódio da célula impedindo a entrada de íons sódio. 3 . Essa mudança de permeabilidade da membrana plasmática devido o íon sódio faz com que a célula fotorreceptora pare de secretar um neurotransmissor chamado glutamato 4 . Com a parada de secreção pela célula fotorreceptora, a célula bipolar começa a secretar glutamato 5 . A célula ganglionar percebe essa liberação pela célula bipolar e libera impulso nervoso para o cérebro. OBS: • As células amácrinas e horizontais auxiliam na comunicação entre fotorreceptores. • Os axônios das células ganglionares que levam a informação até o campo visual do córtex cerebral se encontram em um único ponto, no disco do nervo óptico. Esse lugar é considerado ponto cego, ou seja, sem cones e bastonetes. Visão monocular e binocular • Visão monocular: capacidade de olhar através de apenas um olho, possuindo noção de profundidade limitada, além da redução do campo periférico • Visão binocular: Ambos olhos são usados em conjunto Complicações oculares • Miopia: distúrbio de refração em que os raios luminosos formam o foco antes da retina ( não enxerga de longe). • Hipermetropia: anomalia da refração ocular que se traduz por dificuldade de enxergar de perto, foco dois da retina. • Astigmatismo: Foco em vários pontos da retina (dificuldade de enxergar tanto de perto quanto de longe) . • Catarata: É uma opacidade do cristalino (lente natural do olho) devido a degradação da proteína humor aquoso (líquido incolor que preenche as câmaras oculares). ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. Músculo São estruturas individualizadas que cruzam uma ou mais articulações e pela sua contração são capazes de transmitir-lhes movimento. Ele é um biossistema que tem capacidade de transformar energia elétrica em calor. → Propriedade dos músculos: • Contratilidade, Excitabilidade, Extensibilidade e Elasticidade • Estímulo neurológico • Adaptação às demandas ambientais MÚSCULO ESQUELÉTICO Algumas de suas propriedades é servir de alavanca com o osso, fazer a movimentação de órgãos e gerar calor. • No músculo esquelético há fibras únicas e multinucleadas • Sarcolema: Membrana celular da fibra muscular. • Retículo Sarcoplasmático: Retículo endoplasmático especializado que capta, armazena e libera cálcios que estão sendo transportados para o citosol. • Faixa I: Filamento (fino) de actina, é considerada região clara • Faixa A: Filamento (grosso) de miosina, é considerada região escura. • Disco Z: Local onde os filamentos de actina e miosina estão ligados. • Linha M: Local onde não há cadeias leves de miosina • Timina: São flexíveis e mantém os filamentos de miosina ancorados e organizados junto ao disco Z. • Sarcômero: Segmento de miofibrilas situados entre dois discos Z • Sarcoplasma: Líquido intracelular que preenche os espaçosentre as miofibrilas (contém potássio, magnésio, fosfatos e enzimas) → OBS: ○ Há mitocôndrias na célula muscular esquelética pois também é necessário ATP para ocorrer a contração muscular. . ○ A cabeça de miosina é responsável pela interação direta com a actina e é essa interação que proporciona a contração. Mecanismo contrátil 1 . O potencial de ação chega e abre o canal de cálcio na membrana pré sináptica e com a entrada do cálcio ocorre uma série de alterações que ocasiona o funcionamento das vesículas de acetilcolina. 2 . Logo, ocorrerá a liberação de acetilcolina na fenda sináptica e ela se ligará aos receptores da membrana pós sináptica fazendo abrir os canais de cálcio e ocorrendo a despolarização, enviando o potencial de ação. 3 . O cálcio é liberado no citosol, que por sua vez se direciona para o retículo sarcoplasmático e do R.S para as unidades funcionais da célula contrátil, o Sarcômero. 4 . Com a entrada do cálcio, o complexo troponina se liga à ele e assim, desloca os filamentos de tropomiosina, fazendo com que exponha o sítio da actina que é capaz de interagir com a cabeça da miosina. 5 . Quando em contato, actina e miosina, ocorre a hidrólise do ATP, gerando força e ocorre a contração com o deslizamento dos filamentos de actina sobre os filamentos de miosina. Relaxamento O cálcio se desliga à troponina e ao cessar o estímulo nervoso o retículo sarcoplasmático retira o cálcio do fluido circundante. Então, o músculo volta a posição inicial e a troponina inibidora assume seu papel inibidor. MÚSCULO LISO → Características: • Presente em diferentes sistemas do organismo • Célula revestida por glicocálix • Movimentos involuntários • Contrações mais lentas porém mais duradouras • Produção de colágeno e elastina • Disposição de actina e miosina diferente do músculo esquelético. • Não contém troponina e tropomiosina. → Pode ser: • Músculo Liso Multiunitário: várias pequenas fibras ao longo do tecido que possibilita o movimento independente, não ocorre contração de modo sequencial (ex:íris) • Músculo Liso Unitário/visceral: movimento conjunto, ocorre contrações de modo sequencial (Ex: reveste maior parte das vísceras) Mecanismo contrátil Com a entrada do Cálcio armazenado no meio extracelular, a proteína calmodulina associa-se com o mesmo e ativa a quinase da miosina. A quinase da miosina fosforila a cabeça de miosina e faz com que ocorra a contração. OBS: A Fosfatase deixa a cabeça de miosina desfosforilada Estruturas • Os corpos densos ligam as miofibrilas • Cavéolas são invaginações que aproximam o contato externo do retículo sarcoplasmático. São responsáveis pela transição e direcionamento dos íons cálcio. • Não tem placa motora, ao contrário do músculo esquelético, mas há junções comunicantes e varicosidades para a comunicação. • Estimulador da contração é a acetilcolina e catecolamina. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. Termorregulação É um conjunto de mecanismos que permitem regular a temperatura corporal interna de um organismo. Para que o metabolismo funcione de forma adequada, os processos metabólicos dependem de uma faixa ótima de temperatura para ocorrerem, principalmente as reações enzimáticas A variação de tº também pode mudar a viscosidade da membrana plasmática Variações de temperatura corporal: • Ritmo cardíaco (alterações fisiológicas ao longo de 24 hrs) •Temperatura ambiental • Exercícios • Estação do ano • Hormônios Acontece a troca de calor através de 4 princípios: • Condução: Dois corpos em contato • Irradiação: Leva em consideração quando não há dois corpos em contato • Convecção: Leva em consideração a movimentação do ar ou água. • Evaporação: Perde-se calor para evaporar água. Hibernação É uma estratégia de manutenção metabólica quando há climas frios e o alimento está escasso ( um mecanismo adaptativo). É processo no qual os animais entram em profunda dormência para superar uma fase de frio e indisponibilidade de alimento. Durante esse período, seu metabolismo torna-se mais lento e seus batimentos cardíacos reduzem-se, assim como a temperatura. O animal pode despertar para urinar, por exemplo, mas logo retorna ao seu estado de sono profundo. • É importante para proteger o animal do frio e também para evitar que ele sinta fome e tenha que competir com outros animais por comida Animais: • Endotérmicos : Manutenção de tº interna, são responsáveis pela própria regulação de calor. Eles produzem calor com subproduto. Eles têm um alto custo metabólico para manter a temperatura. Ex: Aves e mamíferos • Ectotérmicos: Temperatura interna varia de acordo com a tº do meio externo. Têm produção de calor metabólico baixo, pouco isolamento térmico e regulação térmica comportamental. Eles não usam mecanismos de termorregulação. Ex: Peixes, anfíbios e répteis. Vantagens: Menos necessidade de comida/água X Desvantagens: Dependem significativamente do ambiente Não há répteis e anfíbios nas regiões com ambiente muito frio. Nos peixes do ártico há uma substância anticongelante pois formam-se cristais de gelo dentro das células e quando descongelam os cristais poderiam perfurar a célula. Zona de neutralidade É o estado físico no qual todo o calor gerado pelo organismo através do metabolismo é trocado na mesma proporção com o ambiente ao redor Hipertermia: Temperatura crítica superior, ponto onde a pessoa começa a perder calor. O ponto crítico da hipertermia é quando não consegue mais fazer troca de calor com o meio • Com o aquecimento da área hipotalâmica anterior pré-óptica, ocorre a ativação de mecanismos de perda de calor. Respostas fisiológicas ao calor: • Resfriamento evaporativo • Termorregulação comportamental • Vasodilatação periférica (sangue como condução de calor.) • Sudorese • Polipneia Hipotermia Temperatura crítica inferior, onde começa a ter estratégias homeostáticas para abaixar a temperatura. Temperatura baixa → baixo metabolismo → reduz mais a temperatura • Mecanismo de controle: Comportamento, exercício, termogênese com ou sem tremor. Respostas fisiológicas a ambientes frios: Menor temperatura corporal gera calafrios, piloereção, termogênese sem tremor: • Aumento da estimulação simpática • Maior metabolismo celular • Queima de gordura gerando calor • Maior termogênese • Maior mobilização de substratos endógenos • Maior metabolismo basal • Maior número de receptores de Noradrenalina Hipotálamo Desencadeia resposta homeostáticas Hipertermia X Febre Na hipertermia o organismo tenta perder calor mas não consegue e superaquece. Há tentativas homeostáticas em vão de reduzir a temperatura A Febre é uma resposta do hipotálamo à pirógenos (substâncias produzidas por leucócitos ou microorganismos que diz ao hipotálamo para aumentar a temperatura). Ocorre um aumento controlado da temperatura Sudorese É a secreção de suor; transpiração. • No cão é insignificante • Os Suínos não transpiram e nem pregam, eles se arrastam na lama como forma de perder calor. • Nas aves a evaporação é pela passagem do ar nos sacos aéreos. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… …………………………………………………………… Eletrofisiologia Cardíaca → Músculo cardíaco: • É estriado, contém células uninucleadas e polimórficas e é auto excitável. • Potencial de ação dissemina de uma célula para outra. • Ca2+ no meio extracelular e no retículo sarcoplasmático • Ca2+ participa da despolarização, lentificando-a. • Contração involuntária • Presença de discos intercalares que faz as comunicações com a GAP (junções comunicantes) Propagação do estímulo O estímulo é propagado do Nó sinoatrial → Vias internodais → Nó Atrioventricular → Fascículo Atrioventricular (Feixe de His) → Ramos esquerdo e direitos → Fibras de Purkinje Sistema especial • O sistema especial gera e conduz impulsos elétricos que causam contrações rítmicas no miocárdio. Ele conduz impulsosnervosos rapidamente por todo coração com um atraso de 1/6 segundos dos átrios para o ventrículo. Estruturas especializadas na despolarização: • Nodo sinusal é uma faixa pequena de músculo especializado que quase não têm filamentos contráteis. Ele tem conexão direta com as fibras musculares e com as vias internodais. Ele é considerado o Marca passo cardíaco pois ele apresenta grande quantidade de canais de íon e, com isso, dá o poder de despolarização maior. Além disso, há eletrólitos no meio extracelular que faz com que ele gere um maior potencial de ação. • Nodo atrioventricular: Gera o atraso para que ocorra primeiro a contração atrial e depois a contração ventricular. Isso ocorre porque entre o átrio e o ventrículo há um septo conjuntivo que separa os separam e assim, ele isola a passagem de P.A. Nesse septo há poucas GAPS, gerando um atraso. Excitação Cardíaca • Fase 0: Despolarização rápida pela entrada abrupta de Na+ e a lenta entrada de cálcio • Fase 1: Início da repolarização (os canais de Na+ se inativam) . Ocorre a abertura/ fechamento dos canais de K+ (repolarização breve) • Fase 2: Platô: Ca++ continua a entrar na célula e o K+ sai. • Fase 3: Repolarização final: canais de Ca++ se fecham e K+ sai rapidamente • Fase 4: Repouso: Transporte ativo pela bomba de sódio potássio para dentro da célula e Na+ para fora. Registro do Eletrocardiograma Esse registro acontece pela proximidade do eletrodo • Onda P: Despolarização do átrio (sístole atrial) • PR: Seguimento isoelétrico que representa a despolarização atrial e o atraso fisiológico do estímulo ao passar através do Nó Atrioventricular. • QRS: Despolarização dos ventrículos (sístole ventricular) • ST: Segmento corresponde ao intervalo entre o fim da despolarização e o início da repolarização ventricular • Onda T: Repolarização do ventrículo (diástole, relaxamento) → A repolarização do átrio não pode ser observado pois ela é simultânea com a despolarização dos ventrículos. Mediação dessa atividade elétrica -SNA • Simpático: Ação cronotrópica positiva (aumento da FC) e inotrópica positiva (contratilidade) • Parassimpático: Ação cronotrópica negativa (diminuição da FC) Ciclo Cardíaco → Nos mamíferos e aves há dois tipos de circulação: ○ A circulação sistêmica ou grande circulação: é aquela em que o sangue rico em oxigênio sai do VE do coração pela aorta, artéria que se ramifica pelo corpo em artérias menores e mais finas, as arteríolas e os capilares, respectivamente. O sangue oxigenado(arterial) é transportado para todo o corpo, onde ocorrem as trocas gasosas e, este retorna ao coração rico em gás carbônico (venoso). As veias cavas superior e inferior recolhem o sangue venoso, das regiões acima do coração e do resto do corpo, respectivamente, lançando-o diretamente ao AD. ○ A circulação pulmonar ou pequena circulação consiste em levar o sangue pobre em oxigênio e rico em gás carbônico aos pulmões e devolve o sangue oxigenado para o coração. O sangue rico em gás carbônico vai do AD para o VD e é bombeado para o pulmão através da artéria pulmonar, que se bifurca em artéria pulmonar direita e esquerda que vão para os respectivos pulmões. Nos capilares, que são finos e permitem as trocas dos gases respiratórios, ocorre a hematose, onde o sangue perde gás carbônico e recebe o oxigênio dos alvéolos, transformando-se em sangue arterial, rico em oxigênio, que retorna ao coração pela veia pulmonar pelo AE, reiniciando o trajeto. Obs: O ventrículo esquerdo tem uma espessura maior devido a grande pressão que ele gera para bombear sangue para todo o corpo. Válvulas: Permitem a passagem de sangue e Impede que ele retorne. • Estenose: diminuição da valvas semilunares • Sopro de refluxo: a valvas atrioventriculares não se fecham o suficiente e o sangue volta. Parâmetros Clínicos Débito Cardíaco: Quantidade de sangue bombeado pelo coração para o corpo a cada minuto. DC = FC x FE DC- débito cardíaco FC- frequência cardíaca FE- fração de ejeção ( quantidade de sangue cabível no ventrículo) Fatores que afetam • Nível basal do metabolismo • Exercício • Idade - redução do musc. cardíaco Índice cardíaco Considera as áreas do corpo, assim terá um parâmetro numérico mais específico DC/área Retorno Venoso Quantidade de sangue que chega no coração por minuto • Seu valor deve ser igual ao Débito cardíaco, exceto nos momentos em que o sangue está armazenado no coração ou nos pulmões. Controles Controle Intrínseco ou mecanismo cardíaco de Frank-Starling: Controle exercido pelo próprio coração baseado no estiramento do coração • Capacidade intrínseca do coração de se adaptar a volumes crescentes de afluxo sanguíneo Controle extrínseco • SNA (simpático aumenta FC e força de contração, parassimpático diminui) • Medicamentos (digitálicos, nitroglicerina, cafeína...) • Doenças (Isquemia, hipocalcemia) Ciclo Cardíaco 1. Enchimento ventricular Átrio - relaxado Ventrículo- relaxado Valva Mitral- aberta Valva Aórtica- fechada 2. Sístole Atrial Átrio - contraído Ventrículo - relaxado Mitral- aberta Aórtica- fechada 3. Contração Isovolumétrica Átrio- relaxando Ventrículo- contraído 1º Bulha “TUM” Mitral- fechada Aórtica- fechada 4. Ejeção de sangue para Aorta. Átrio- relaxado Ventrículo- contraído Mitral- fechada Aórtica- aberta 5. Relaxamento Isovolumétrico: Átrio- relaxado Ventrículo- relaxado 2º Bulha “TÁ Mitral- fechada Aórtica- fechada Insuficiência cardíaca O coração não dá conta de bombear todo sangue que chega nele. Pode ocorrer pela válvula não fechar direito, obstrução e outros… . Insuficiência cardíaca congestiva Ocorre a redução do débito cardíaco e o acúmulo de sangue nas veias aumentando a pressão venosa. Sintomas: Se a ICC é do lado direito (sangue vindo do corpo), o sangue se acumula onde a gravidade ajuda, assim, ocorre edema dos membros e acúmulo de líquido no abdome (ascite). Se a ICC é do lado esquerdo, ocorre edema pulmonar OBS: Dirofilariose é uma doença parasitária causada pelo verme Dirofilaria immitis que se instala na artéria pulmonar. Sua transmissão é através da picada de mosquitos culicídeos e gera a ICC cardíaca direita. Circulação Aves e mamíferos Nas aves e mamíferos o coração possui quatro câmaras, sendo dois átrios e dois ventrículos, completamente separados. A circulação sanguínea é separada da circulação arterial, não havendo nenhuma mistura do sangue venoso com o arterial. É uma circulação dupla completa. Répteis Os répteis, em sua maioria, possuem um coração com três câmaras. O ventrículo é parcialmente dividido, há mistura do sangue no coração, mas em menor quantidade. Nos répteis crocodilianos a divisão dos ventrículos é completa porém há ductos arteriais e há troca de sangue entre as artérias (sangue venoso e arterial) Anfíbios Nos anfíbios há três câmaras no coração: dois átrios e um ventrículo, o sangue se mistura no coração e o sangue vai ser bombeado para os pulmões e pela pele, ocorrendo a hematose.. Peixes Nos peixes, o coração tem apenas duas câmaras, um átrio e um ventrículo. O sangue venoso entra pelo átrio passa ao ventrículo e dali é bombeado para as brânquias, onde será oxigenado. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… Componentes do Sangue O sangue é um tecido líquido formado por diferentes tipos de células suspensas no plasma e suas células tem papel importante na defesa do organismo. Funções do sangue: Transporte de O2, CO2, nutrientes, metabólitos, minerais, hormônios, calor. Composição do sangue • Água + Solutos = Plasma • Eritrócitos (hemácias) • Leucócitos (glóbulos brancos) • Plaquetas (trombócitos) PLASMA É composto por água (mais de 90%) e soluto ( proteínas -albumina, globulinas e fibrinogênio-, compostos nitrogenados, glicose, gorduras, minerais) • A diferença do plasma para o soro é que o soro é o plasma com exceção dos elementos coagulantes. CÉLULAS SANGUÍNEAS As células sanguíneas são produzidas na medula óssea, especificamente no tutano, e algumas tem a propriedade de se multiplicar 1. → ERITRÓCITOS, HEMÁCIAS OU GLÓBULOS VERMELHOS. • Células anucleadas e imóveis em mamíferos • Variam em diâmetro e espessura • Origem na medula óssea • Estimulada pela eritropoietina (hormônio produzido no rins que estimula na produção e diferenciação das hemáceas). Então, um indivíduo com problemas renais é comum ter anemia. • Hemoglobina: Da pigmentação e é responsável pela troca de gases. OBS: O ferro entra na composição da hemoglobina, e sem o ferro, decai a produção de hemoglobina e sem hemoglobina as hemácias não serão produzidas, ou formará hemáceas defeituosos. 2.→ LEUCÓCITOS OU GLÓBULOS BRANCOS • Atividade principalmente nos tecidos por diapedese • Reservatório marginal: ficam à margem da circulação • São células de defesa • São divididos em Granulócitos (onde a nomenclatura é baseada pela afinidade do corante) e Agranulócitos (sem grânulos) Granulócitos: têm grânulos citoplasmático • Neutrófilos (se cora por corantes neutros): são polimorfonucleares, segmentados, fazem fagocitose e são abundante nos processos inflamatórios. Eles produzem pirógenos, originam o pus e são os maiores números no hemograma. Nas aves os neutrófilos são os heterófilos. • Eosinófilos (afinidade pela eosina, ácido): Mais abundante nos processos alérgicos, anafilaxia e parasitose. São inibidos pelo cortisol e adrenalina e há em menos quantidade no hemograma que os neutrófilos. • Basófilos (afinidade por corantes básico): Chega no local da inflamação e libera substâncias que deixa o meio hostil para o agente agressor; Produzem histamina, heparina, bradicinina, serotonina e enzimas lisossômicas. Agranulócitos: sem grânulos citoplasmático • Linfócitos: São células formadas no tecido linfóide; móveis (amebóides) e não fagócitos. Eles realizam a produção de anticorpos (yglobulinas) e são reconhecidas coo células assassinas. Linfócitos (T) 85% e (B) 15% • Monócitos: São células grandes, móveis e fagociticas. Quando os monócitos migram para os tecidos, eles tornam-se macrófagos . 3. → PLAQUETAS • São fragmentos de células • Nos mamíferos adultos se originam na medula óssea (megacariócitos) • Atuam na coagulação ( hemostasia). Hemostasia Processo que envolve manter o sangue circulando dentro do vaso, sem coagular e sem extravasar. Ou seja, a manutenção do fluxo sanguíneo. Existem 3 componentes envolvidos: endotélio, plaquetas, proteínas plasmáticas. Eles interagem cooperativamente mediante a uma série de reações bioquímicas. Estágios: 1 . Em resposta à lesão, o vaso sanguíneo irá fazer constrição e as células endoteliais irão gerar componentes ativadores de plaquetas. 2 . Inicia-se o processo de aderência plaquetária e o processo de ativação (em cascata) de ptn coagulantes. 3 . Ocorre a aderência e coesão das plaquetas no local da lesão, resultando formação de agregados plaquetários. Além disso, ocorre a ativação adicional das ptns de coagulação , dando início à formação da fibrina (formação do tampão primário) 4 . Tampão plaquetário formado. ( A “Cola” que faz adesão do tampão plaquetário à parede é chamada de Von willebrand) 5 . Formação do tampão secundário (coagulação), pela formação de fibrina a redor dos agregados plaquetários. 6 . Retração do coágulo e início da fibrinólise (destruição da fibrina) 7 . Prossegue o reparto endotelial, células fagocítas removem da circulação os fragmentos celulares. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… Circulação O órgão propulsivo principal é o coração. • Sistema arterial: distribuição do sangue e reservatório de pressão. • Capilares: difusão do que está nos vasos para os tecidos. • Sistema venoso: reserva de volume e drenagem + retorno de sangue ao coração. Resumo da imagem: O coração vai bombear o sangue pro corpo, quando chega no tecido ocorre a troca gasosa. O sangue volta cheio de gás carbônico, chega no átrio direito, ventrículo .direito, e segue para o pulmão onde ocorre a hematose. Em seguida o sangue e vai pro átrio .esquerdo pelas veias pulmonares e ventrículo .esquerdo, reiniciando o processo Diferença estrutural/funcional dos vasos sanguíneos • Capilares: não tem as três camadas (tûnica íntima, média e adventícia), tem apenas endotélio pois é necessário que não há coisas atrapalhando a troca entre o que está circulando e os tecidos • Artéria: camada muscular mais densa do que a veia (na túnica média), porque a artéria pulsa, contrai; Assim, é capaz de controlar seu calibre para manter a pressão. • Veias: Não pulsa então não tem um mecanismo de pressão dentro delas. Há válvulas para que o sangue não retorne. Devido à veia não pulsar, o sangue retorna pois ele é empurrado pelo próprio bombear das artérias e devido a movimentação dos membros. Quando o sistema falha, ocorre varizes, que são válvulas falhando e o sangue não circula, ficando estagnado. Endotélio vascular: : Faz o transporte capilar (trocas entre sangue e tecido), previne a adesão de células na parede que impede a fluidez do fluxo, produz fatores de coagulação, ativa e inativa hormônios circulantes, faz a síntese e secreção de substâncias vasodilatadoras e vasoconstritoras. Sistema Arterial: Realiza a condução do sangue do coração pro corpo, é reservatório de pressão para que o sangue chegue onde tem que chegar, amortece oscilações de pressão (fluxo equilibrado de sangue), e realiza constrição seletiva dos ramos direcionando sangue para onde mais precisa. Pressão arterial: É a pressão exercida pelo sangue contra a superfície interna das artérias. (essa pressão pode ser local). • Para parâmetros clínicos é a aferição da pressão arterial sistêmica (afere em um ponto e estima quanto está no corpo todo). • A pressão pode ser variada de acordo com os tecidos e sua necessidade., como exemplo suprimento de oxigênio e nutrientes; Relação Volemia X Resistência vascular periférica X Pressão arterial sistêmica Volemia: Volume de sangue circulante Resistência vascular periférica: Tem relação com o calibre dos vasos. É a resistência que o sangue encontra devido aos calibres. O volume é proporcional a pressão e o calibre é inversamente proporcional a pressão. Então, quanto menor o calibre, maior a resistência vascular. P.AS = VOL x RVP e PAS = VOL/CALIBRE • Esses são macro parâmetros quando se trata de controle arterial (volume e calibre) • Pressão arterial é denominada por: ação do bombeamento de sangue(V),resistência .periférica (C), quantidade de sangue(V), elasticidade das paredes arteriais (C) Aferição da pressão arterial: 1 . A pressão exercida pelo manguito é maior que a da artéria, então colaba/fecha as paredes da artéria, impedindo a circulação. ( ocorre o silêncio auscultatório). Deve-se posicionar o estetoscópio na fossa onde retira-se sangue e afrouxar o parafuso da válvula para esvaziar o manguito 2 . Quando há equilíbrio entre as pressões, os picos de pressão arterial permitem que o sangue flua pela artéria de acordo com os batimentos cardíacos provocando som de batimentos. (quando começa a ouvir é o ponto máximo de pressão) 3 . Quando a pressão do manguito torna-se inferior a pressão diastólica, o som dos batimentos cessa. (registra-se a mínima pressão). Controle da Pressão Arterial • Resposta miogênica (controle local): PO2 (concentração de oxigênio) faz o controle. Ex: quando falta oxigênio em uma ramificação os músculos relaxam e ao mesmo tempo há liberação de substâncias vasoconstritoras para a outra ramificação, então há um controle de P.A acontecendo • Controle nervoso: No SNA há baroceptores que são sensores de pressão que desencadeiam respostas simpáticas para controlar-lá. E, o Bulbo, Hipotálamo, Córtex cerebral, Cerebelo são os locais de disparos de controle a partir do sinal do SNA. • Sistemas hormonais: Renina angiotensina aldosterona (RAA), ADH (vasopressina), Peptídeo Natriurético Atrial. Renina-angiotensina-aldosterona RAA Sistema hormonal desencadeada por estruturas renais + Adrenal 1 . Queda da pressão arterial ou alteração de sódio, o rim libera renina. 2 . A renina age sobre o Angiotensinogênio convertendo-o em Angiotensina I . 3 . Angiotensina I sobre a ação da enzima ECA (enzima conversora de angiotensina) gera a Angiotensina II que aumenta a pressão do vaso sanguíneo e promove a vasoconstrição. 4 . Angiotensina II vai até ao córtex adrenal e faz que ele produza aldosterona, que regula o metabolismo do sal, água e minerais e aumenta a retenção de NA (Natremia é a quantidade de sódio no sangue). A natremia retém água pela concentração osmótica, o que ocasiona o maior volume sanguíneo, e assim, uma maior pressão arterial. Ou seja, a RAA é um sistema Hipertensor (para que aumente a pressão), desencadeado quando a pressão diminuir. Após o efeito ocorre o feedback negativo cessando a resposta. Vasopressina (ADH) • Efeito vasoconstritor: Importante em condições de hemorragia • Antidiurese: reabsorção de água nos túbulos renais, que resulta no aumento sangue. (Trabalha associado a Aldosterona) Quando abaixo a pressão e aumenta a osmolaridade, desencadeia a liberação de ADH. Peptídeo Natriurético Atrial • Liberação estimulada pelo estiramento dos Átrios • Inibe a reabsorção de sódio (NA) nos rins • Inibe a secreção de Renina • Age diretamente no córtex adrenal aumentando a eliminação do sódio na urina. Tem efeito antagônico ao da RAA, pois ele libera sódio na urina e o RAA põe sódio no sangue., assim o PNA é um sistema Hipotensor, diminuindo a pressão arterial. Microcirculação É caracterizada por diferença de pressões 1 . Arteríola leva sangue do coração (com pressão hidrostática capilar), essa pressão hidrostática capilar faz com que o que está dentro da arteríola saia. As proteínas e células não conseguem sair devido o tamanho dos poros e à cargas elétricas, apenas o plasma (o plasma se mistura no líquido extracelular levando oxigênio + nutrientes). 2 . As proteínas que ficam dentro do vaso aumentam de concentração de soluto e elas geram uma pressão coloidosmótica capilar Obs: O líquido sai devido a pressão vindo do coração e ele volta devido a proteína dentro do vaso puxando ele pra dentro através da pressão coloidosmótica, 3 . Ele volta carregando para dentro do vaso gás carbônico, metabólitos, assim ocorre uma dinâmica de saída e retorno de sangue para dentro do vaso. Obs: quando ele volta para dentro do vaso vira plasma novamente. • A pressão hidrostática capilar é maior do que a pressão coloidosmótica então deve haver uma outra forma de drenar o líquido extracelular para que não ocorra um acúmulo dos mesmos nos tecidos, gerando um edema. Então, a outra forma de drenagem é a via linfática( que tem nos tecidos um dreno). • Esse líquido extracelular dentro do vaso linfático chama-se linfa • Pressão hidrostática tecidual é contrária à pressão hidrostática do capilar. Assim, ela contrabalança a pressão hidrostática do capilar quando o líquido tenta sair. • Pressão osmótica tecidual: para que o líquido volte para dentro do vaso a pressão hidrostática tecidual tem que ser menor do que a pressão coloidosmótica do capilar e para que o líquido saia a pressão hidrostática capilar deve ser maior do que a pressão hidrostática tecidual. OBS: O que faz a pressão coloidosmótica são as proteínas que ficam mais concentradas no sangue, então a falta da produção de proteína ocorre a diminuição da pressão coloidosmótica. Edema É o acúmulo de linfa no interstício, aumento do líquido extracelular. O que interfere no edema: ○ maior pressão hidrostática capilar ○ menor pressão coloidosmótica capilar ○ menor pressão hidrostática tecidual ○ maior pressão osmótica tecidual ○ rompimento do vaso Sistema linfático Sistema que têm como função a drenagem do líquido extracelular. Ele nasce a partir dos tecidos, ou seja, não é um sistema fechado. • Linfonodos: são filtros da linfa (principalmente imunológicos). Dentro dos linfonodos há células de defesa para combater à possíveis microorganismos que tenham invadido os tecidos antes que eles cheguem no sangue. → A drenagem da linfa é regionalizada, então faz com que o sistema linfático seja um sinalizador de lesões em determinados tecidos. O que compõe o sistema linfático: Linfonodos, capilares, vasos, ductos Composição da linfa e formação da linfa A linfa forma-se a partir da drenagem do líquido extracelular de todos os tecidos do corpo e sua composição varia de acordo com o local que é produzida. No músculo a linfa é transparente e se for no mesentério a linfa é leitosa. Funções: • Drenagem dos metabólitos , catabólitos e àgua dos espaços intersticiais • Reintegrar as proteínas ao sangue • Manutenção de baixa de pressão hidrostática no LEC (para novas filtrações) • Absorção de substâncias não absorvidas pelos capilares venosos (como gordura). • Conduzir ao sangue os elementos que atravessam a mucosa intestinal no processo de digestão • Defender organismos de agressões de microorganismos e agentes tóxicos do interstício, conduzindo-os para linfonodos onde sensibilizam o organismo ou os destroem. • Conduzir as imunoglobulinas (anticorpos materno) e os linfócitos para a corrente circulatória Por que os anfíbios tem coração linfático? Pois eles têm respiração cutânea, então se esse líquido extracelular se acumular no tecido, eles se afogam, assim, há a necessidade de drenar o líquido com maior eficiência Elefantíase: obstrução da via linfática e acúmulo de água no tecido Linfonodos de interesse clínico • Serve para dizer onde está acontecendo uma infecção e se é generalizada ou local. • Sentinela para identificação se o linfonodo tem células tumorais, ou seja, se há metástase. • Linfonodo é essencial para inspeção sanitária, para avaliação pós- morten. Informações finais • Gansos e patos apresentam subdesenvolvimento do sistema linfático • Galinha e pombo não apresentam nódulos linfóides, o tecido linfóide encontra-se na medula. • Bursa de Fabricius é uma estrutura linfática que dá origem aos linfócitos (presente em algumas aves) • A linfa leitosa é chamada de quilo, e é derivada da absorção de lipídios. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA → Respiração: Ato ou efeito de respirar, ato de expirar e inspirar. É a função pela qual os organismos vivos absorvem oxigênio e expelem gás carbônico. • Para que precisamos de oxigênio? A partir da entrada,o oxigênio ele vai agir na respiração celular, e sem o oxigênio não tem a produção de ATP, que é fundamental para realizar as funções vitais da célula. Leis • Lei de Boyle: O volume do gás é inversamente proporcional à sua pressão. • Lei de Charles: O volume de gás é diretamente proporcional à sua temperatura. Quando maior a temperatura as moléculas se agitam e aumentam. • Lei de Henry: A quantidade de gás dissolvido na água em equilíbrio é afetada pela pressão exercida sobre o gás e pelo coeficiente de solubilidade desse gás, sendo diretamente proporcional a cada um deles. Os gases importantes Co2 (+solúvel), O2 e N2 (-solúvel) • Nitrogênio é o gás mais abundante na atmosfera, ele é tão insolúvel que ele passa ser inerte em condições normal de pressão, ele entra e sai sem ser absorvido. O que ele causa? Em condições de profundidade, a pressão vai aumentando e esse nitrogênio, com a pressão maior, passa a ser solúvel. Então, ele se solubiliza no sangue e quando ocorre uma volta rápida da pressão inicial, esse gás que está dissolvido vai deixar de ser solúvel e vai gerar bolha de gases dentro dos vasos sanguíneos, ocorrendo o embolismo gasoso. • Quando está em altitude muito grande o gás carbônico deixa de estar dissolvido e também faz o embolismo gasoso. Mamíferos: Têm dois pulmões, oxigênio proveniente do ar, circulação pulmonar Como ocorre o transporte de gases no organismo? Necessita-se de estruturas que transportem o Co2 e O2 no organismo, a Hemoglobina. Na hemoglobina há 4 radicais Heme que tem ferro, e o ferro se liga com oxigênio de forma reversível e faz o transporte dele. Já o monóxido de carbono se liga a hemoglobina de forma Irreversível. Então, casos de intoxicação com monóxido de carbono, o animal pode morrer caso não tenha atendimento rápido. • Em virtude da hemoglobina e os gases trabalharem em conjunto, há estreita relação entre a respiração e a circulação • Hemoglobina dá o pigmento vermelho do sangue ( quando saturada de O2 , sua cor é vermelha / sem O2, arroxeada) e faz o transporte de gases respiratórios. ○ Gasometria: Análise de concentração de gás carbônico, deve-se tirar sangue venoso porque a parede da veia é mais superficial e tem paredes mais finas. Passagem de ar Cavidade oral → nasal → faringe → laringe ( tem a epiglote) → traquéia ( tem anéis cartilaginosos, que faz o revestimento interno, formado por células ciliadas para filtrar e aquecer o ar) → bifurcação da traqueia → brônquios (se penetram dentro dos pulmões) → bronquíolos → alvéolos pulmonares. • Também no do processo de respiração há a musculatura intercostais e diafragma auxiliando. • Engasgo: com o fechamento da passagem de ar, não chega ar nos tecidos. Assim, ele para de produzir ATP e parando de produzir ATP ele morre. A tosse é um reflexo que provoca expirações forçados para expelir o conteúdo que está mal colocado nas vias respiratórias. PULMÕES → Local onde ocorre a hematose (troca de CO2 proveniente dos tecidos com o O2 do ar atmosférico), ocorre nos alvéolos. ○ Os pulmões têm tendência a retração, precisa de pressão exercida sobre ele para contrair pois os próprios não são contráteis. • O Pulmão faz limite com a caixa torácica e diafragma (base), entre o pulmão e a caixa torácica existe um líquido (líquido pleural). O limite externo do pulmão é pleura visceral e intensa é pleura parietal. Entre as pleuras existe um líquido que permite a existência de uma pressão negativa (vácuo) entre as camadas da pleura. Quando o diafragma expande, o pulmão expande junto e cria uma pressão negativa dentro do pulmão que faz com que o ar entre. Quando a musculatura e diafragma relaxa, ele volta a sua posição de repouso (pressão positiva) e o ar sai. CASO: Caso o animal leve um tiro e fure as pleuras, irá acabar com a pressão negativa entre o pulmão e a caixa, e o pulmão perderá a capacidade de se expandir. Com isso ocorre a diminuição da liberação de gás carbônico. (pneumotórax) Toda superfície de troca há 3 elementos básicos: Células especializadas em trocas, intensa vascularização (pois o sangue que carrega o oxigênio e devolve o gás carbônico) e mucosa (aumenta a solubilidade do gás para que ele tenha contato com as células). • Surfactante (mucosa): substâncias ativas de superfície para as quais a água tem menor atração. É uma substância lipoproteica (30%ptn) e ele impede que as paredes dos alvéolos se fechem de forma definitiva na inspiração e aumenta a solubilidade do gás para ter contato com as células. Como ocorre a hematose? Acontece por uma diferença de pressões. • O vaso sanguíneo chega com o sangue venoso e a pressão de gás carbônico no vaso é maior que a PCO2 dentro do alvéolo, logo, esse gás carbônico sai do vaso. No oxigênio, a pressão dentro do alvéolo é maior do que o oxigênio dentro do vaso, então ele entra para o alvéolo. Quando ele entra ocorre a hematose. CICLO RESPIRATÓRIO • Inspiração: maior volume do tórax e pulmões com influxo de ar (ocorre hematose) • Expiração: menor volume do tórax e pulmões com expulsão do ar. → A respiração é voluntária e involuntária pois na área no bulbo encefálico (que é o centro respiratório), quando aumenta a PCO2 ou o PH do sangue diminui, ocorre a ativação do reflexo respiratório, e assim a respiração passa ser involuntária. • Quanto maior a PCO2, maior a produção de ácido e menor PH FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA Número de ciclos por minutos (variação entre as espécies). • Afetada por: Tamanho corpóreo, idade, exercício, excitação, temperatura do ambiente, prenhez, enchimento do trato digestivo, estado de saúde OBS: Quanto menor o bicho maior a FC E FR. VOLUMES • Volume Residual (VR): Quantidade de ar que permanece nos pulmões mesmo após a respiração forçada (pois o pulmão não renova 100% seu volume a cada troca). • Volume Corrente (VC): Quantidade de ar respirado durante o ciclo respiratório • Volume de reserva inspiratória (VRI): Volume inspirado além do volume corrente, inspiração maior • Volume de reserva expiratória (VRE): Volume expirado além do volume corrente, expiração maior. CAPACIDADES • Capacidade pulmonar total: VR+VC+VRI+VRE • Capacidade vital: VC +VRI+VRE • Capacidade inspiratória: VC + VRI • Capacidade expiratória: VC+VRE • Capacidade Residual Funcional: VR+ VRE PATOLOGIAS • Enfisema: alvéolo se enche de ar e morre, impedindo a expansão dos alvéolos vizinhos • Atelectasia: perda de área pulmonar, alvéolo morre vazio. Ronronar do gato: Contrações intermitentes do diafragma e da glote, a glote vibra. Ele ronrona quando está muito a vontade ou estressado POR QUE OS ANIMAIS MARINHOS FICAM MUITO TEMPO SUBMERSOS? • Pois eles usam reservas de O2 dos pulmões, sangue e tecido. • Têm níveis maiores de hemoglobina e mioglobina (tipo de hemoglobina dentro do músculo, transporta oxigênio para fibras musculares). • Redução de sangue para os tecidos para privilegiar cérebro de coração. Os demais tecidos podem usar vias metabólicas anaeróbicas (não por muito tempo). • Diminuição de frequência de débito cardíaco. EQUILÍBRIO ÁCIDO-BASE Defesas contra a mudança de PH 1 . Sistema químicos de tampões - não alteram a quantidade de H+, somente o seu estado 2 . Centro respiratório - controlando o CO2, controla-se o H2CO3 3 . Rins - Excreção de urina mais ou menos ácida. - linha de defesa mais lenta, mas há eliminação de ácidos ou bases do organismo REGULAÇÃO RESPIRATÓRIA Controle das concentrações de CO2 no sangue e no LEC ○ maior PCO2 = diminuição do PH ○ maior ventilação = menor PCO2 e maior PH A regulação respiratória do equilíbrio ácido-básico é um tipo fisiológico de sistema tampão Quanto menor a capacidade de eliminar CO2 (enfisema, imobilização...) leva um aumento na PCO2 com consequente redução no PH. Anormalidade no equilíbrio ácido-básico. Pode ocorre uma Acidose (diminuição do PH) ou uma Alcalose (aumento no PH) e elas podem ser tanto metabólica quanto respiratória. ACIDOSE RESPIRATÓRIA Diminuição da frequência respiratória e como consequência, ocorre o aumento do PCO2 no LEC e aumento da concentração de H2CO3.• Causas: Lesões no centro respiratório (SNC), Obstruções nas vias respiratórias, Pneumonia e enfisemas, área a superfície pulmonar diminuída • Respostas compensatórias: Tampões dos líquidos corporais, renal (excreção de H+) ACIDOSE METABÓLICA Diminuição da concentração de HCO3 no LEC e gera excesso de CO2 no LEC. • Causas: Incapacidade dos rins para excretar ácidos metabólicos, adição de ácidos por ingestão ou infusão, perda de bases nos líquidos corporais ALCALOSE RESPIRATÓRIA Aumento da frequência respiratória e consequentemente, a redução na PCO2 no LEC e aumento na concentração de HCO3 • Causas: Grandes altitudes e hiperventilação ALCALOSE METABÓLICA Aumento da concentração de HCO3 no LEC • Causas: Administração de Diuréticos MEDIAÇÕES CLÍNICAS Para diferenciar um quadro do outro deve-se aferir em SANGUE ARTERIAL: - Ph (referência = 7,4) - [HCO3] (referência = 24mEq/L) - PCO2 (referência = 40mmHg) FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA DAS AVES E VERTEBRADOS NÃO MAMÍFEROS Aves As aves têm um sistema respiratório adaptado, consistido em sistema pulmonar, que permite o voo, com dois componentes funcionais distintos. O pulmão parabronquial (troca gasosa) e vias aéreas, sacos aéreos, esqueleto torácico (ventilação). Assim, há uma maior eficiência no intercâmbio gasoso comparado aos mamíferos. Anatomia respiratória • Não tem diferença nasal e oral ( o nariz é um buraco no bico); • Anéis fechados na traqueia (diferente dos mamíferos que são incompletos); • Siringe faz a bifurcação das traqueias pros brônquios e funciona como órgão fonador (vibração do ar que dá o som); • Há 3 níveis de brônquios - primários: conduzir o ar para entrar nos pulmões; - secundário: direciona o ar para os sacos aéreos e/ou para os brônquios terciários; - terciário/paleobrônquios: rede de tubos estreitos e longos que ligam uns aos outros (anastomose) onde ocorre a hematose. • Sacos aéreos: são apenas estruturas ventiladoras, não contribui como intercâmbio gasoso. Nas aves é nos brônquios terciários que há os elementos fundamentais para troca gasosa: células adaptadas, alta vascularização, mucosa revestindo essas células de troca. Inspiração • A musculatura do abdômen e do tórax vai fazer expandir a cavidade. • Os sacos aéreos puxam o ar e ele passa pela traquéia, siringe, vai passar pelos brônquios primários e em seguida os secundários. • Os brônquios secundários faz a distribuição (enche os sacos aéreos e passa para o brônquio terciário, onde ocorre a hematose). Expiração Na hora que os sacos aéreos estão sendo esvaziados, o ar passa pelos brônquios terciários, ocorrendo a hematose novamente. • As aves fazem reservatório de ar maior do que dos mamíferos devido aos sacos aéreos, e, diferente dos mamíferos, as aves fazem hematose tanto na inspiração quanto na expiração. Cuidados na(o):. • Contenção: Se fazer de forma errada pode matar o animal asfixiado pois se não houver a expansão dos sacos aéreos, ocorre uma diminuição de PH (acidose respiratória, acúmulo de gás carbônico). • Abate e depenagem: Quando a ave é abatida, ela chega na caixa e um indivíduo a pendura nos trilhos. Em seguida elas vão passar pelo um tanque de insensibilização e nesse tanque contém eletrólitos que dá choque e faz uma parada respiratória com perda de sentido. Saindo dali, há a degola para retirar o sangue e depois as aves são mergulhadas no tanque de depenagem de água morna. Após o mergulho, elas vão para um rolo de borracha onde se retira as penas. Então, se a qualidade da água ou a voltagem do eletrodo não está correta, a galinha entra e insensibilização não vai ocorrer. Assim, quando ela entrar no tanque morno, ela engoliu água suja que entrará nos sacos aéreos e o corpo todo ficará infectado, deperdiçando a carcaça . RÉPTEIS Têm costela ativas como nos mamíferos (respiração depende da expansão costal) e realizam a respiração pulmonar, porém não possuem diafragma. Apesar de não possuírem diafragma, a ventilação não é prejudicada pois os répteis são ectotérmicos e o metabolismo deles são mais baixo. Com isso, faz com que a exigência por oxigênio seja menor. QUELÔNIOS (jabutis, cágados e tartarugas) Têm costelas fundidas como uma concha rígida, eles fazem ventilação a partir das movimentações dos membros e das cabeças. ANFÍBIOS Fazem respiração cutânea associada à pulmonar ( têm pele fina, intensa vascularização e úmida). • Em girino ocorre a respiração branquial como os peixes. PEIXES Não trocam gases com ar e realizam a respiração branquial. 1 . Os peixes respiram absorvendo o oxigênio presente na água, que segue para um órgão respiratório, as brânquias 2. Quando chega às brânquias (também conhecidas como guelras), a água passa primeiro por pequenos cílios existentes no órgão, que servem para filtrar impurezas, como restos de alimento, areia ou detritos. 3. Em seguida, a água filtrada atravessa as brânquias, que têm minúsculas estruturas formadas por filamentos e lamelas. É nos filamentos e nas lamelas que ocorre a troca gasosa ( o sangue circula no sentido inverso ao da água, o que aumenta a eficiência da troca). • As brânquias também tem funções renais como excreção de amônia • Em peixes cartilaginosos, para que ocorra a troca gasosa, eles tem que se movimentar para balançar as brânquias. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… …………………………………………………………… INTRODUÇÃO À FISIOLOGIA RENAL O balanceamento dos líquidos corporais ocorre pela ingestão e excreção Ingestão Excreção: perda diária (perda invisível por evaporação, suor, fezes, rins através da urina) Constituintes dos líquidos extracelular e intracelular. FUNÇÃO RENAL • Eliminar substâncias não desejáveis e controlar o volume e a composição dos líquidos corporais através da filtragem do plasma. • Equilíbrio entre o aporte de agua e eletrolitos e a eliminação • Controle do balanço eletrólitico: Na+, K+, Mg2+, l, HCO3, Ca2+, HPO42-). • Excreção de produtos de degradação de metabolismo de substâncias químicas, fármacos e metabólitos hormonais - ureia, creatinina, ácido úrico, produtos da degradação da hemoglobina. • Regulação da pressão arterial - excreção de água e sódio. • Regulação do equilíbrio ácido-base (excreção de ácidos e regulação das reversas de tampões dos líquidos corporais). • Regulação da produção de eritrócitos, que secretam eritropoetina (estimula a produção de eritrócitos). • Ação hormonal: Vit. D e Renina Sistema urinário • Rins: produz a urina • Ureteres: serve de condução • Bexiga: armazena a urina • Uretra: Faz a eliminação. Anatomia fisiológica dos Rins Apresenta a córtex externamente, a medula internamente e um hilo renal onde penetram vasos sanguíneos e nervos e emergem vasos sanguíneos, linfáticos, nervos e ureteres. • É dividido em lóbos, que são estruturas