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Ministério da Educação 
Universidade Federal de São Paulo 
Campus Baixada Santista 
 CURSO DE GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA 
 
 
 
 STEPHANY GABRIELE MORAES FONSECA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EFEITOS DA DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL EM DOENÇAS 
CARDIOVASCULARES E INSUFICIÊNCIA VENOSA CRÔNICA: 
REVISÃO INTEGRATIVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SANTOS 
2022
Ministério da Educação 
Universidade Federal de São Paulo 
Campus Baixada Santista 
 CURSO DE GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA 
 
 
 
 
 STEPHANY GABRIELE MORAES FONSECA 
 
 
 
 
EFEITOS DA DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL EM DOENÇAS 
CARDIOVASCULARES E INSUFICIÊNCIA VENOSA CRÔNICA: 
REVISÃO INTEGRATIVA 
 
Trabalho de conclusão de curso apresentado a 
Universidade Federal de São Paulo como parte 
dos requisitos para obtenção do título de 
bacharel em Fisioterapia. 
Orientadora: Profª Dra. Mariana Chaves 
Aveiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
SANTOS 
2022 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Ao longo da minha caminhada para a formação em fisioterapia pela 
Universidade Federal de São Paulo, e isso inclui o desenvolvimento desse 
trabalho de conclusão, diversas pessoas foram essenciais para trilhar esse 
caminho. Primeiramente, gostaria de agradecer à Deus pela sua providência 
divina em minha vida. À UNIFESP, essencial no meu processo de formação 
profissional e pessoal, pela dedicação, e por tudo o que aprendi ao longo dos 
anos do curso. À professora Mariana Chaves Aveiro por ter sido minha 
orientadora e ter desempenhado tal função com dedicação e amizade. Aos 
meus pais e avós que sempre me deram suporte e foram minha base. Ao 
meu companheiro de estrada, Victor, fundamental para que mesmo longe me 
sentisse em casa. Aos amigos e colegas com quem convivi ao longo desses 
anos de curso, que me incentivaram e que certamente tiveram impacto na 
minha formação acadêmica e história. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
A maior longevidade e a adoção de modos de vida com maior exposição a 
fatores de risco para doenças cardiovasculares (DCV) e/ou Insuficiência Venosa 
Crônica (IVC), são consideradas as principais razões do aumento da incidência 
dessas doenças. Os portadores de problemas cardíacos sofrem modificação em 
seu padrão de vida normal, em virtude da incapacidade para executar 
determinadas tarefas cotidianas, decorrente dos sinais e sintomas (dor ou 
desconforto precordial, dispneia, ortopneia, palpitação, síncope, fadiga, edema, 
úlceras, outros). Esses influenciam também os aspectos psicossociais e 
espirituais do paciente, interferindo na sua qualidade de vida (QV) e bem-estar. 
O uso da Drenagem Linfática Manual (DLM) para o tratamento de edema em 
pacientes com problemas cardíacos é uma contraindicação relativa no meio 
clínico, já que há uma escassez de estudos que demonstrem segurança e 
eficácia para esses pacientes. O objetivo dessa revisão foi reunir com base na 
literatura estudos que avaliassem a eficácia da DLM no tratamento do edema ou 
linfedema em pessoas com doenças cardiovasculares ou insuficiência venosa 
crônica. O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa. A busca foi 
realizada nas bases Pubmed, PEDro e Lilacs. Foi considerado o período de 2006 
a 2021. Foram incluídos homens e mulheres com idade média entre 25 e 75 
anos que possuíam diagnóstico de DCV ou IVC. Foram incluídos estudos de 
caso, série de casos, estudos controlados, estudos controlados randomizados, 
clínicos cruzados e que apresentaram a DLM como tratamento e a avaliação do 
edema como desfecho. Foram encontrados 123 de estudos em todas as bases, 
no entanto baseados nos critérios de inclusão e exclusão foram incluídos um 
estudo sobre DCV e cinco sobre IVC. Em todos os estudos foi evidenciado 
melhora significativa do quadro clínico das pacientes após os atendimentos de 
DLM, demonstrada por resultados estatísticos satisfatórios. Entretanto, os 
estudos apresentaram alguns vieses. Apesar disso, a drenagem linfática manual 
mostra ser uma técnica promissora e segura para o tratamento de edema em 
pacientes com DCV e IVC. 
 
Palavras-chave: Doenças cardiovasculares. Insuficiência Venosa Crônica. 
Edema. Linfedema. Drenagem Linfática Manual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
Greater longevity and the adoption of lifestyles with greater exposure to risk 
factors for cardiovascular diseases (CVD) and/or Chronic Venous Insufficiency 
(CVI) are considered the main reasons for the increase in the incidence of these 
diseases. Patients with heart problems undergo changes in their normal standard 
of living, due to the inability to perform certain daily tasks, due to signs and 
symptoms (chest pain or discomfort, dyspnea, orthopnea, palpitation, syncope, 
fatigue, edema, ulcers, others). These also influence the psychosocial and 
spiritual aspects of the patient, interfering with their quality of life (QoL) and well-
being. The use of Manual Lymphatic Drainage (MLD) for the treatment of edema 
in patients with heart problems is a relative contraindication in the clinical setting, 
as there is a lack of studies demonstrating safety and efficacy for these patients. 
The objective of this review was to gather, based on the literature, studies that 
evaluated the effectiveness of MLD in the treatment of edema or lymphedema in 
people with cardiovascular diseases or chronic venous insufficiency. The present 
study is an integrative review. The search was performed in Pubmed, PEDro and 
Lilacs databases. The period from 2006 to 2021 was considered. Men and 
women with a mean age between 25 and 75 years who had a diagnosis of CVD 
or CVI were included. Case studies, case series, controlled studies, randomized 
controlled studies, clinical crossovers and that presented MLD as a treatment and 
the assessment of edema as an outcome were included. 123 studies were found 
in all databases, however, based on the inclusion and exclusion criteria, one 
study on CVD and five on CVI were included. In all studies, a significant 
improvement in the clinical condition of the patients was evidenced after the MLD 
treatment, demonstrated by satisfactory statistical results. However, the studies 
showed some biases, despite this, manual lymphatic drainage shows to be a 
promising and safe technique for the treatment of edema in patients with CVD 
and CVI. 
 
 
Keywords: Cardiovascular diseases. Chronic Venous Insufficiency. Edema. 
Lymphedema. Manual lymphatic drainage. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
1. INTRODUÇÃO: 6 
2. JUSTIFICATIVA: 9 
3. OBJETIVO: 10 
4. REVISÃO DE LITERATURA 10 
5.1 Sistema linfático 10 
4.2 Drenagem linfática manual 14 
4.3 Indicações e contraindicações da DLM 16 
5. METODOLOGIA 17 
6. RESULTADOS 18 
7. DISCUSSÃO 25 
8. CONCLUSÃO 29 
9. REFERÊNCIAS 30 
ANEXO 1 33 
ANEXO 2 33 
 
 
 
6 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO: 
O crescente envelhecimento populacional e a alta expectativa de vida vem 
favorecendo o aumento do número de pessoas com doenças cardiovasculares 
(DCV), entre elas a insuficiência cardíaca (IC), via final da maioria das 
cardiopatias. (SOARES et al. 2008) 
Outra doença que aumenta a prevalência com aumento da expectativa de 
vida, é a insuficiência venosa crônica (IVC). Essa é definida como uma 
anormalidade do funcionamento do sistema venoso causada por uma 
incompetência valvular, associada ou não à obstrução do fluxo venoso que pode 
afetar o sistema venoso superficial, o sistema venoso profundo ou ambos. Para 
muitos pacientes, a doença venosa significa dor, perda de mobilidade funcional 
e piora da qualidade de vida. (FRANÇA; TAVARES, 2003) 
Os portadores de problemas cardíacos sofrem modificação em seu 
padrão de vida normal, em virtude da incapacidade para executar determinadas 
tarefas cotidianas, decorrente dossinais e sintomas da IC (dor ou desconforto 
precordial, dispneia, ortopnéia, palpitação, síncope, fadiga e edema) e da IVC 
(sensação de peso e dor em membros inferiores, principalmente no final do dia, 
e alguns pacientes referem prurido associado). Esses sinais e sintomas 
influenciam não somente os aspectos biológicos, mas também os aspectos 
sociais, psicológicos e espirituais, interferindo na sua qualidade de vida (QV) e 
bem-estar de forma sistêmica. (SOARES et al., 2008; PAZ et al. 2019; FRANÇA, 
TAVARES, 2003) 
Em relação aos tratamentos conservadores que melhoram a qualidade de 
vida dos pacientes com DCV e/ou IVC, principalmente o sintoma de edema 
temos: a Drenagem linfática manual (DLM), terapia pneumática sequencial 
intermitente (TPSI) , bandagens multicamadas (BM), e roupas de compressão 
que são as principais técnicas de tratamento conservador dos membros 
periféricos. Desde 1990, tem sido pensado que TPSI aplicada aos membros 
inferiores simultaneamente não deve ser usada para pacientes com insuficiência 
cardíaca por causa do átrio direito, artéria pulmonar e veia pulmonar pois as 
pressões podem aumentar até um ponto crítico. Em 2005, esses mesmos 
7 
 
 
 
resultados foram observados em pacientes com insuficiência cardíaca usando 
MLB. Para essas razões, TPSI e BM foram contraindicados durante o tratamento 
do linfedema em pacientes cardíacos. (LEDUC, O. et al. 2011). 
O uso da DLM para o tratamento de edema em pacientes com problemas 
cardíacos é uma indicação relativa ainda não difundida totalmente no meio 
clínico, pois é uma área pobre em estudos que comprovem segurança e eficácia 
para esses pacientes. 
As DCV são, atualmente, as causas mais comuns de morbidade e a 
principal causa de mortalidade em todo o mundo. Anualmente a cardiopatia 
isquêmica, acidentes vasculares cerebrais, hipertensão arterial e outras 
cardiopatias são responsáveis por 15,9 milhões de óbitos (RIBEIRO, COTTA, 
RIBEIRO, 2012). 
Segundo Ribeiro (2012), esse aumento dos óbitos causados por doenças 
crônicas não transmissíveis (DCNT), como a DCV e IVC, devem-se a associação 
de fatores multivariáveis e dizem a respeito a doenças presentes no cotidiano 
dos indivíduos, por provocarem alterações em seu dia a dia e por serem, 
consequentemente, responsáveis por mudanças de comportamento. Os 
principais fatores ambientais modificáveis das DCV são os hábitos alimentares 
inadequados, o sedentarismo e a obesidade, associados às mudanças no estilo 
de vida como a cessação do tabagismo e o controle do estresse psicoemocional. 
(RIBEIRO, COTTA, RIBEIRO, 2012). 
A maioria das doenças cardiovasculares, especialmente a insuficiência 
cardíaca, causam a redução do débito cardíaco (DC). Com essa redução, a 
liberação para os tecidos de oxigênio é mantida pelo aumento da extração de 
oxigênio do sangue e, às vezes, pelo deslocamento da curva de dissociação de 
oxihemoglobina para a direita a fim de favorecer a liberação de oxigênio. 
(SHAH,2017) 
Essa redução do DC pode gerar inúmeras alterações, principalmente na 
pressão arterial, devido ao coração trabalhar superiormente ao normal, 
tornando-se pouco a pouco insuficiente, caminhando para a descompensação e 
reduzindo a função renal (LIMA et al, 2006). O sistema renina-angiotensina-
aldosterona regula a pressão arterial e também o equilíbrio da homeostase de 
água e sal, mantendo a pressão arterial através de um hormônio secretado pelos 
8 
 
 
 
rins, desempenhando funções em órgãos-alvo distantes do local de sua 
produção (IRIGOYEN, CONSOLIM-COLOMBO, KRIEGER, 2001). De acordo 
com Bonfim Silva e Rios (2012), quando a pressão está abaixo dos níveis 
normais, os rins secretam renina no sangue, que atua convertendo 
angiotensinogênio em angiotensina I que é convertida em angiotensina II pela 
enzima conversora de angiotensina (ECA). Esse hormônio provoca uma 
vasoconstrição das arteríolas, e também estimula as glândulas suprarrenais a 
secretar aldosterona, diminuindo a excreção de água e sódio na urina. Com isso, 
água e sódio vão para o sangue e através desses mecanismos a pressão 
aumenta até os níveis normais. Qualquer distúrbio nesse processo causa uma 
desregulação aumentando a síntese dos hormônios, fazendo com que a pressão 
arterial aumente além dos níveis normais. (SILVA, RIOS, 2012) 
Outras respostas reflexas do sistema simpático e parassimpático causam 
ajustes no débito cardíaco e na resistência vascular periférica, realizando assim 
uma estabilização e manutenção da pressão arterial no organismo (ANGELIS, 
SANTOS, IRIGOYEN, 2004). Essa estabilização é realizada a partir do aumento 
do tônus simpático e diminuição do tônus parassimpático. Como resultado, 
desenvolvem-se aumento da frequência cardíaca e contratilidade miocárdica, 
constrição de arteríolas de leitos vasculares selecionados, constrição venosa e 
retenção de sódio e água. Tais alterações compensam a redução do 
desempenho ventricular e ajudam a manter a homeostase hemodinâmica nos 
estágios iniciais da insuficiência cardíaca. No entanto, essas alterações 
compensatórias aumentam o trabalho cardíaco, pré e pós-carga (pré carga é a 
quantidade de sangue que retorna ao ventrículo e pós carga é definida como 
força que se opõe a contração do ventrículo), reduzem a perfusão coronariana e 
renal, provocam acúmulo de líquido que acarreta congestão, aumentam a 
excreção de potássio e podem causar necrose dos cardiomiócitos (fibra 
muscular cardíaca) e arritmias. (HOWLETT, 2020; MONTERA, 2011; ALVES, 
2017). 
As alterações compensatórias estão envolvidas com a instalação do 
edema devido ao acúmulo de líquido que posteriormente causa a congestão. A 
causa desse edema pode estar associada às lesões de órgãos-alvo, como a 
insuficiência renal crônica ou a insuficiência cardíaca congestiva, a inadequação 
9 
 
 
 
dietética e aos efeitos colaterais de medicamentos (GELEILETE, NOBRE, 
COELHO. 2008). 
Existem vários mecanismos de regulação do volume de água e da 
composição eletrolítica, ou seja, do equilíbrio hidroeletrolítico. O balanço de 
líquidos é dado pela quantidade de água que é ingerida e a quantidade eliminada 
pela transpiração e urina. Esses mecanismos são essenciais para o 
funcionamento celular e para a manutenção da pressão sanguínea (CAMARGO, 
2015). No coração, o estiramento dos cardiomiócitos pelo aumento do retorno 
venoso, promove a liberação do peptídeo natriurético atrial (ANP), induzindo 
maior excreção urinária de sódio e potencializando o aumento da diurese 
conforme mencionado acima (McKINLEY; JOHNSON, 2004; MORO et al., 
2004). 
Nesse contexto a técnica terapêutica da DLM apresenta indicações como 
auxiliar na remoção do excesso de líquido da substância fundamental amorfa, 
promover a desintoxicação do tecido intersticial, melhorar a oxigenação e 
nutrição celular e proporcionar melhor circulação sanguínea venosa (AMARAL, 
2004) 
A DLM promove aumento do débito linfático decorrente do aumento da 
formação da linfa. A DLM faz com que o líquido tissular, nos canais tissulares 
conjuntivos pré-linfáticos, seja impulsionado com maior intensidade para os 
vasos linfáticos iniciais. Além disso, a DLM aumenta a motricidade do linfangion 
(FOLDI, 2012). 
 
2. JUSTIFICATIVA: 
 
As doenças cardiovasculares (DCV) representam a primeira causa de morte 
no Brasil. Apesar da tendência de redução dos riscos de mortalidade por DCV 
no País e no mundo, algumas projeções indicam o aumento de sua importância 
relativa em países de baixa e média renda. A maior longevidade, associada ao 
possível aumento da incidência das DCV por adoção dos modos de vida com 
maior exposição a fatores de risco, são consideradas as principais razões deste 
incremento. Como fatores de risco estão o tabagismo e inatividade física, além 
10 
 
 
 
de dieta rica em gorduras saturadas, com consequente aumento dos níveis de 
colesterol e hipertensão (ISHITANI et al. 2006) 
Pessoascom IVC relatam sensação de peso e dor em membros, 
principalmente no final do dia que influenciam não somente os aspectos físicos, 
mas também aspectos sociais, psicológicos e espirituais, interferindo na sua 
qualidade de vida (QV) e bem-estar (SOARES et al., 2008; PAZ et al. 2019; 
FRANÇA, TAVARES, 2003) 
Na perspectiva da prevenção de doenças e agravos, tornam-se fundamentais 
ações que criem ambientes favoráveis à saúde e favoreçam escolhas saudáveis, 
uma vez que a DCV é responsável pela alta de frequência de internações no 
Sistema Único de Saúde (SUS). (RIBEIRO; COTTA; RIBEIRO. 2012) 
Apesar da importância crescente das DCV estar entre as primeiras nos 
acometimentos de saúde no país e no mundo, e do comprometimento da 
qualidade de vida entre as pessoas que sofrem de DCV e IVC são poucos os 
estudos que investigam as aplicações das técnicas fisioterapêuticas, como a 
drenagem linfática manual, nas alterações associadas ao quadro clínico, 
principalmente ao edema. 
 
3. OBJETIVO: 
Verificar e reunir a partir da literatura cientifica estudos que avaliam a eficácia da 
Drenagem Linfática Manual no tratamento do edema ou linfedema em pessoas 
com doenças cardiovasculares e/ou insuficiência venosa crônica. 
 
 
4. REVISÃO DE LITERATURA 
 
5.1 Sistema linfático 
 O sistema linfático é composto pelo sistema vascular linfático e órgãos 
linfáticos, são exemplos o timo, baço, tonsilas palatinas. O sistema vascular 
linfático, especialmente estimulado pela drenagem linfática manual (DLM), é um 
11 
 
 
 
sistema de drenagem. Sua principal função é transportar a linfa da periferia para 
a circulação venosa. Assim como nas veias, existem vasos linfáticos maiores, 
nos quais as válvulas asseguram um fluxo de líquido orientado. (FOLDI,2012) 
O sistema vascular linfático se divide em quatro trechos. Estes se diferenciam 
pelo tamanho dos vasos e por sua função: os capilares linfáticos servem para a 
drenagem do líquido tissular (formação da linfa) e não possuem válvulas, de 
modo que a linfa pode fluir em todas as direções e, por isso, possibilita que o 
terapeuta desloque o excesso de líquido na direção desejada por meio de 
drenagem linfática manual. Os coletores são os verdadeiros vasos de transporte 
de linfa e apresentam válvulas em suas paredes internas, essas estão dispostas 
aos pares e funcionam de modo completamente passivo. Elas impedem o refluxo 
da linfa e garantem um fluxo linfático em direção ao centro. O trecho entre as 
duas válvulas é denominado linfangion, por meio da contração desse trecho, a 
linfa é impulsionada para a frente. E ainda, conta com os pré-coletores que 
assumem uma posição funcionalmente intermediária entre os capilares e 
coletores. (FOLDI, 2012) 
Além disso, esse sistema vascular linfático conta com os troncos linfáticos, 
que são os maiores vasos linfáticos e realizam transporte ativo. Esses vasos 
linfáticos centrais recebem a linfa dos órgãos internos, das extremidades e das 
porções correspondentes do tronco coração. (FOLDI, 2012) 
A linfa da metade inferior do corpo e dos quadrantes correspondentes do 
tronco, assim como da maioria dos órgãos pélvicos, é captada pelo tronco lombar 
direito e pelo tronco lombar esquerdo. Esses dois troncos linfáticos lombares 
mais o torácico se unem formando o ducto torácico. Ao final desse tubo a linfa, 
já filtrada, retorna para a circulação venosa na confluência das veias jugular com 
a subclávia. A linfa da metade superior do corpo é captada por três troncos 
linfáticos centrais situados à direita e à esquerda: o tronco jugular (drena os 
linfonodos da região da cabeça e do pescoço), o tronco subclávio (drena os 
linfonodos axilares em movimentos leves, lentos e rítmicos sobre os trajetos 
linfáticos, favorece a circulação linfática, drenando os líquidos excedentes e as 
proteínas plasmáticas do interstício, mantendo desta forma, o equilíbrio 
hidroeletrolítico e auxiliando na eliminação dos resíduos provenientes do 
metabolismo celular (CAMARGO, 2015; LUCIRIO, 2018). 
12 
 
 
 
Segundo Oliveira (2018), os linfonodos, também presentes no sistema 
linfático, têm entre 2 e 30 mm de diâmetro e têm uma irrigação arterial e uma 
venosa, assim como representa a Figura 1. Além disso, o ser humano possui de 
600 a 700 linfonodos com um peso total de aproximadamente 100 g. Os 
linfonodos funcionam como filtros; estão interconectados no sistema vascular 
linfático como “estações de limpeza” - onde a linfa é purificada pelos macrófagos 
que tem capacidade de fagocitose - aparecem em grupos ou como cadeias 
nodulares ao longo dos vasos sanguíneos. Além disso, na região da cabeça e 
do pescoço são encontrados muitos linfonodos, os quais recebem o nome de 
acordo com a região que é encontrado na maioria das vezes, como os linfonodos 
submentonianos, submandibulares, occipitais, retro auriculares, pré auriculares, 
parotídeo, cervicais superiores e inferiores. E ainda, há linfonodos presentes nos 
membros superiores, como os axilares, cubitais e paraesternais, e nas porções 
inferiores do corpo, como os linfonodos lombares, ilíacos externos e internos, 
ilíacos comuns, inguinais superficiais, inguinais profundos e poplíteos. (FOLDI, 
p.6 a 14. 2012; GUSMÃO, 2010) 
 
Figura 1 – Estrutura de um linfonodo 
Fonte: Adaptada de Designua/Shutterstock.com. 
 
13 
 
 
 
Os linfonodos normalmente são dispostos em grupos e estão presentes 
em todo o corpo — porém é na região da cabeça onde se encontra o maior 
número deles. (Figura 2 e Figura 3) (OLIVEIRA, 2018). 
 
 
 
 
Figura 2 – Linfonodos do corpo 
 
Figura 3 – Linfonodos da cabeça 
Fonte: Adaptada de Julia-art/Shutterstock.com. 
 
14 
 
 
 
4.2 Drenagem linfática manual 
 
A drenagem linfática manual (DLM) é uma terapia especializada aplicada, 
de forma leve, por meio de uma distinta e específica técnica desenvolvida por 
Vodder em 1936. Essa técnica consiste em drenar o excesso de líquido de uma 
área estagnada, por intermédio de manobras rítmicas, lentas e suaves, no 
sentido dos vasos linfáticos e linfonodos. Atualmente, a DLM é um dos recursos 
de grande destaque no tratamento de edemas, linfedemas e condições 
inestéticas. (TACANI; TACANI.; LIEBANO, 2011; BRANDÃO et al., 2010). 
Os objetivos da drenagem são: melhorar a circulação linfática, reduzir 
edemas, eliminar resíduos, promover a desintoxicação do tecido intersticial, 
melhorar a oxigenação e nutrição celular e proporcionar melhor circulação 
sanguínea venosa. 
Segundo Foldi (2012) durante a movimentação com os círculos fixos da 
DLM, o débito linfático aumenta muito. Esse aumento do débito linfático sob 
efeito da DLM é decorrente do aumento da formação da linfa. A DLM faz com 
que o líquido tissular, nos canais tissulares -conjuntivos pré-linfáticos, seja 
impulsionado com maior intensidade para os vasos linfáticos iniciais. Além de 
sua influência sobre a formação da linfa, a DLM também aumenta a motricidade 
do linfangion. O aumento da produção de linfa faz com que se eleve a quantidade 
de linfa dentro dos linfangions. 
 A DLM está representada principalmente por três técnicas: Leduc, 
Vodder. Foldi e Godoy. Todas são baseadas nos trajetos dos coletores linfáticos 
e linfonodos. 
A técnica de Vodder preconiza a utilização de uma pressão suave, lenta 
e repetitiva, em que não há deslizamento do tecido que está sendo tratado, no 
entanto, ação de empurrar e relaxar. Tem como pilar as seguintes palavras: 
“Suavidade, harmonia, ritmo e flexibilidade na munheca” e se baseia nas 
manobras básicas de círculo fixo, manobra de rotação, manobra de 
bombeamento e manobra da mão em cunha. As manobras são divididas em fase 
de bombeamento, na qual empurra o líquido na direção de escoamento da linfa 
exercendo um suave estímulo circular de alongamento sobre a pele. Esse 
estímulo de alongamento é transmitido principalmente aos capilares linfáticos, 
15 
 
 
 
levando a um aumento da motricidadedo linfangion, o aumento rítmico da 
pressão tissular favorece a formação da linfa. E na fase de relaxamento, na qual 
somente o contato cutâneo é mantido para que os vasos possam se encher 
novamente a partir da região distal (efeito de sucção). (FOLDI, 2012; OLIVEIRA, 
2018) 
O sentido da drenagem segue o sentido do fluxo linfático no tecido e as 
fases de bombeamento e de relaxamento não se alteram bruscamente e sim, 
aparecem uma após a outra de modo uniforme, seguindo um ritmo de um 
segundo com 5 a 7 repetições no mesmo local. Na técnica de Vodder, a 
massagem sempre se inicia distalmente ao segmento a ser drenado (BORGES, 
2006; FOLDI, 2012) 
A manobra de círculos fixos, é realizada com a mão espalmada sobre a 
pele, os dedos realizam movimentos contínuos em forma de círculos ou espirais. 
A pressão deve ser realizada apenas na primeira metade do círculo. Na segunda 
metade, existe o contato, porém, sem a pressão, possibilitando o retorno do 
tecido ao local de origem. (SANTOS, 2013). Movimentos de bombeamento nesta 
manobra, o polegar e os dedos movem-se na mesma direção em sentido circular. 
As pontas dos dedos não são utilizadas, sendo o controle do movimento 
realizado pelo punho do terapeuta. (SANTOS, 2013). 
O método Leduc apresenta três fases em sua realização. A primeira fase 
é a Estimulação dos linfonodos, na qual é realizada a estimulação dos Gânglios 
das regiões Inguinais e Região Poplítea para MMII e região Axilar e Cisterna do 
Quilo para MMSS através de movimentos de depressão e estiramento no sentido 
proximal para que o líquido seja drenado. (LEDUC, 2000) 
A segunda fase é chamada de Demanda, na qual é feita a manobra de 
evacuação, assim como a de Vodder, é realizada no sentido distal para o 
proximal para produzir uma aspiração e uma pressão da linfa situada nos 
coletores. Os movimentos são realizados com suavidade, semelhante a um 
tateamento discretamente apoiado, as mãos ficam em contato com a pele pela 
borda radial do indicador e os dedos se movimentam do indicador até o anular, 
tendo contato com a pele que é estirada no sentido proximal. A terceira fase é 
chamada de Reabsorção na qual é realizada a recaptação dos capilares 
linfáticos. A manobra consiste nas mãos em contato com a pele pela borda ulnar 
16 
 
 
 
do quinto dedo, imprimindo sucessivamente uma pressão, sendo levados por 
movimentos circulares de punho que geram aumento da pressão tissular e a 
orientação da pressão promove a reabsorção. (LEDUC, 2000 pg.33) 
Segundo Oliveira (2018), a técnica de drenagem linfática de Godoy e 
Godoy, muitas vezes também chamada de terapia linfática manual, é baseada 
no conceito de hidrodinâmica do deslocamento dos fluidos corporais. O método 
preconiza o deslocamento correto das mãos, que devem manter uma 
compressão constante até chegarem aos linfonodos correspondentes, para 
assim evitar o refluxo. Para a execução dessa técnica, é preciso promover três 
situações fisiológicas: estimular a formação da linfa, estimular a passagem do 
fluido intersticial para o interior dos capilares e drenar a linfa já formada. 
O grande diferencial da drenagem segundo Godoy em relação aos outros 
métodos de DLM é a aplicação de movimentos lineares e de pressão 
intermitente, no lugar de movimentos circulares e semicirculares. Movimentos 
respiratórios e compressão abdominal também auxiliam na manipulação do 
sistema linfático profundo. No entanto, a sequência utilizada pela técnica de 
Godoy se assemelha à sequência utilizada pela técnica de Vodder em um ponto 
ambas vão drenando as regiões de proximal a distal. Além disso, a técnica de 
Godoy permite a utilização de acessórios, rolete de espuma, para a aplicação da 
técnica principalmente tratando de auto drenagem. (OLIVEIRA, 2018; SANTOS; 
MEJIA) 
 
4.3 Indicações e contraindicações da DLM 
 
Segundo Gusmão (2010) a DLM é indicada para o alívio de dor, 
problemas de circulação sanguínea de retorno comprometido, edema no período 
gestacional e tensão-menstrual, edema e linfedema de membro superior pós 
tratamento do câncer de mama, edemas de cicatriz pós histerectomias e 
cesáreas e edemas no geral; já no ramo da estética as indicações são cicatrizes 
hipertróficas e queloideanas, fibroedema gelóide (FEG), tratamento de acne, 
tratamento de dermatites (com acompanhamento de dermatologista), 
rejuvenescimento, tratamentos pré e pós cirurgia plástica, pós lipoaspiração e 
17 
 
 
 
relaxamento. Além dessas indicações, Sanches e Elwing (2014) aponta que a 
drenagem também é indicada em transtornos neurovegetativos (como o stress 
e insônia) e também nos transtornos osteomusculares e do tecido conjuntivo 
(como, por exemplo, doenças reumáticas e Artropatia). (OLIVEIRA, 2018). 
Já as contraindicações envolvem câncer diagnosticado e não tratado, pré 
canceroses de pele, inflamações crônicas e agudas, trombose e tromboflebite, 
hipertireoidismo, insuficiência cardíaca congestiva e hipotensão arterial 
importante. (GUSMÃO, 2010 p. 27) 
Sendo assim, alguns autores trazem em suas pesquisas os resultados da 
DLM aplicada em diversas situações e patologias. Neste estudo iremos enfatizar 
e analisar com base nas pesquisas encontradas na literatura as aplicações e 
resultados da DLM em distúrbios cardiovasculares. 
 
5. METODOLOGIA 
 
O levantamento bibliográfico foi feito nas bases Pubmed 
(www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/), PEDro (https://search.pedro.org.au/search) e 
Lilacs (https://lilacs.bvsalud.org/). Nessas bases, as pesquisas foram feitas a 
partir dos descritores e suas associações, sendo eles “lymphatic manual 
drainage, rehabilitation, Cardiovascular Diseases, physical therapy specialty e 
chronic venous insufficiency” assim como seus sinônimos: “Drenaje Linfático 
Manual, Drainage lymphatique manuel, Drenagem Manual da Linfa, 
Rehabilitación, Réadaptation, Doenças Cardiovasculares, Enfermidades 
Cardiovasculares, Maladies cardiovasculaires, insuficiência venosa crônica, 
insuficiência venosa crónica”. Para a base do Lilacs também foram utilizados os 
códigos hierárquicos. Foi considerado o período de 2006 a 2021. 
Os estudos foram selecionados respectivamente pelo título, resumo, 
leitura do texto completo. Foram incluídos homens e mulheres com idade média 
entre 25 e 75 anos que possuam diagnóstico de Insuficiência Venosa crônica ou 
de doença cardiovascular, ou seja, doenças que alteram o funcionamento do 
sistema circulatório, formado pelo coração, vasos sanguíneos (veias artérias e 
capilares) e vasos linfáticos (XAVIER,R. 2008). Essas de acordo com a 
18 
 
 
 
Organização Pan-Americana da saúde- OPAS (2021) englobam doenças 
coronariana, cerebrovascular, arterial periférica, cardíaca reumática, cardiopatia 
congênita, trombose venosa profunda e embolia pulmonar e eventos agudos. 
Foram incluídos estudos de caso, série de casos, estudos controlados, 
estudos controlados randomizados, clínicos cruzados e que apresentem a 
drenagem linfática manual como tratamento desse quadro de edema. Os 
estudos possuem como desfecho a avaliação do edema, seja por perimetria, 
volumetria, doppler ou outras formas. Os critérios de exclusão foram: idade dos 
participantes maior que 75 anos, ausência da avaliação do edema no desfecho, 
não utilização da DLM para tratamento do edema e estudos que não estivessem 
no período de 2006 a 2021. 
Os estudos incluídos randomizados controlados foram avaliados de 
acordo com a escala PEDro traduzida para o português (anexo 1), a qual tem 
como objetivo classificar baseado na lista de Delphi a qualidade metodológica 
heterogênea e assim, auxiliar na seleção das melhores evidências para embasar 
a sua conduta terapêutica. (SHIWA et al. 2011; ESCALA PEDRO 2009) 
 Essa revisão integrativa possui uma declaração de responsabilidade 
(anexo 2) com comprometimento de cumprir as normas legais relacionadas as 
proteções intelectuais, boas práticas e ética em pesquisa. 
6. RESULTADOSNa base de dados do Pubmed a partir da pesquisa de “lymphatic manual 
drainage AND rehabilitation AND Cardiovascular Diseases”. Foram encontrados 
15 estudos dos quais 5 foram selecionados de acordo com os critérios de 
inclusão, respectivamente pelo título, ano de publicação, resumo e leitura do 
texto completo. Foram excluídos 5 estudos devido ao ano de publicação e 5 
estudos por não se enquadrarem no quadro de doenças cardiovasculares. 
Nos dados da base Lilacs a partir da pesquisa do único descritor “lymphatic 
manual drainage”, pois a associação de mais descritores não resultava em 
nenhum estudo. Sendo assim, foram encontrados 41 estudos, os quais foram 
analisados e 39 estudos foram excluídos baseado no título do estudo, 2 
estudos foram incluídos a partir do título e resumo, no entanto, um dos estudos 
foi excluído na leitura completa do estudo por não apresentar em seu desfecho 
19 
 
 
 
final a avaliação do edema pré e pós aplicação da técnica de DLM. Apenas um 
dos estudos encontrados, foi incluído nessa revisão a partir da leitura do título, 
resumo e texto completo respectivamente. 
E ainda, na base da PEDro a partir do descritor “Lymphatic Manual Drainage” 
foram encontrados 67 estudos, no entanto 66 estudos foram excluídos baseado 
no título do estudo. Apenas um estudo encontrado foi incluído, no entanto, 
também foi incluído na busca na base de dados PubMed. 
Os resultados encontrados nas bases de dados estão descritos no 
fluxograma com as diferentes fases da busca baseado na recomendação 
PRISMA (Figura 3). 
 Os estudos de insuficiência venosa crônica incluídos nesta revisão foram 
encontrados nas bases de dados a partir dos descritores acima juntamente com 
os estudos de doenças cardiovasculares. Quando utilizado para busca a 
associação dos descritores “lymphatic manual drainage AND rehabilitation AND 
chronic venous insufficiency" os resultados foram repetidos ou não se 
enquadram no tema do presente estudo. 
Sendo assim, foram incluídos nesta revisão integrativa o total de seis estudos 
a partir das bases de dados pesquisadas (Tabela 1). 
 Desses seis estudos incluídos, três foram classificados pela metodologia 
como estudos randomizados controlados, esses foram descritos na tabela 2 e 
seus desfechos e resultados detalhados na tabela 2.1. Três estudos tiveram 
diferentes metodologias e a amostra selecionada por conveniência, esses foram 
descritos de detalhes na tabela 3 e os desfechos e resultados podem ser 
observados na tabela 3.1. 
 
 
20 
 
 
 
 
Figura 3 – Fluxo da informação com as diferentes fases da busca 
baseado na recomendação PRISMA (Page et al., 2021). 
 
 
 
 
 
Tabela 1 – Estudos incluídos na revisão integrativa de acordo com título, ano de 
publicação e classificação do estudo 
Molski, P. et al 2009 
Patients with venous 
disease benefit from 
manual lymphatic drainage 
Estudo controlado 
randomizado 
21 
 
 
 
 
Leduc, O. et al 2011 
 
Impact of manual lymphatic 
drainage on hemodynamic 
parameters in patients with 
heart failure and lower limb 
edema 
 
Estudo não apresenta 
essa classificação 
Crisóstomo, R.S.S. et al 
2014 
 
Influence of manual 
lymphatic drainage on 
health-related quality of life 
and symptoms of chronic 
venous insufficiency: a 
randomized controlled trial 
 
Estudo controlado 
randomizado 
Leal, F.J et al 2015 
Fisioterapia vascular no 
tratamento da doença 
venosa crônica 
 
Estudo-piloto prospectivo 
longitudinal 
Crisóstomo, R.S.S et al 
2015 
 
Influence of manual 
lymphatic drainage on 
health-related quality of life 
and symptoms of chronic 
venous insufficiency: a 
randomized controlled trial 
 
Ensaio clínico 
randomizado simples-
cego. 
Crisóstomo, R.S.S, 
Candeias, M.S Armada-
da-Silva, P.A.S. 2017 
 
Venous flow during manual 
lymphatic drainage applied 
to different regions of the 
lower extremity in people 
with and without chronic 
venous insufficiency: a 
cross-sectional study 
 
Estudo transversal 
 
Tabela 2- Síntese dos ensaios clínicos controlados e randomizados, a partir da amostra, objetivo, 
participantes, intervenção, conclusão e nota da Escala PEDro. 
 
22 
 
 
 
 
 
Tabela 2.1 – Desfecho avaliado e resultados numéricos e estatísticos dos 
estudos controlados randomizados 
IDENTIFICAÇÃO DO 
ESTUDO 
DESFECHO AVALIADO RESULTADOS 
Molski, P. et al 2009 A evolução da DCV foi 
avaliado por: HADs 
(escala Hospitalar de 
Ansiedade e Depressão), 
classificação CEAP ( 
classificação clínica da 
Valores de referência grupo controle 
(antes/após a cirurgia): Ansiedade (10,95/3,45), 
Depressão (7,55 / 2,20), VRI (0,30 / 0,10), 
CEAP (3,55 / 1,80). 
Valores médios no grupo DLM (antes do 
tratamento / após DLM/ após a cirurgia): 
IDENTIFICAÇÃO 
DO ESTUDO 
AMOSTRA OBJETIVO PARTICIPANTES/ 
INTERVENÇÃO 
 CONCLUSÃO NOTA 
PEDRO 
Molski, P. et al 
2009 
N=20 
Determinar o 
efeito da 
DLM em 
pacientes 
com DCV 
candidatos à 
cirurgia 
venosa. 
 
Indivíduos com DCV no pré 
cirúrgico foram 
randomizados 
aleatoriamente em 2 
grupos. o grupo 
experimental foi submetido 
a DLM 3 vezes por semana 
enquanto o grupo controle 
não foi submetido a 
nenhuma intervenção. Foi 
realizada avaliação para o 
desfecho no dia da seleção 
e 25 dias após a cirurgia. 
Após a cirurgia, o 
grupo DLM teve 
resultados melhores 
comparado ao grupo 
controle. A DLM 
pode ser uma 
alternativa ou um 
procedimento 
complementar para 
pacientes tratados 
cirurgicamente 
6/10 
 
Crisóstomo, R.S.S. 
et al 2014 
N=41 
Comparar o 
efeito das 
manobras 
de DLM 
sobre o fluxo 
sanguíneo 
em 
pacientes 
com DCV e 
controles 
saudáveis. 
 
Os grupos eram compostos 
por 23 indivídos com DVC 
e 18 saudáveis. Manobras 
de DLM foram realizadas 
na face medial da coxa e foi 
analizado o 
comportamento das veias 
Safena Magna e Veia 
Femoral através do 
ultrassom Duplex. 
 
A DLM pode ser uma 
estratégia alternativa 
para o tratamento e 
prevenção das 
complicações da 
estase venosa na 
doença venosa 
crônica. 
5/10 
Crisóstomo, R.S.S 
et al 2015 
 
N=41 
Avaliar a 
eficácia da 
DLM na 
melhoria da 
qualidade de 
vida em 
pacientes 
com IVC 
Os grupos eram compostos 
por pacientes com IVC. O 
grupo experimental 
realizou 10 sessões de 
DLM em MMII durante 4 
semanas e uma sessão 
educacional. Enquanto o 
grupo controle realizou 
apenas a sessão 
educacional. Os grupos 
foram avaliados em três 
momentos para o desfecho. 
O tratamento de 
DLM em curto prazo 
melhora a gravidade 
da IVC. Também 
melhora o edema, os 
sintomas e a 
qualidade de vida 
relacionados à dor 
em pacientes com 
IVC. 
 
6/10 
23 
 
 
 
doença venosa) e Índice 
de Refluxo Venoso (VRI). 
 
Ansiedade (12,85 / 8,85 / 4,95), Depressão 
(9,40 / 6,30 / 3,00), VRI (0,39 / 0,25 / 0,17), 
CEAP (3,60 / 2,95 / 1,55). 
 
No grupo MLD houve melhora da QV (PO grupo experimental melhorando de t0 para t1 
e t0 para t2 em qualidade de vida, gravidade 
clínica, fadiga e peso. Nenhum efeito do 
tratamento de DLM foi encontrado para a força 
muscular do tornozelo, a ADM do tornozelo e o 
volume da perna. 
Os valores são DP médio. Significativamente 
diferente de t0 (Pe feminino com idade 
média de 43 anos e que foram avaliados em um serviço de atendimento 
comunitário de saúde. Os resultados obtidos da intervenção por ultrassom 
duplex avaliaram os efeitos da DLM na face medial e lateral da perna e foram 
comparados entre os dois grupos. Esse estudo sugere em sua conclusão que 
a DLM aumenta o fluxo sanguíneo nas veias profundas e superficiais e deve ser 
aplicada ao longo da rota dos vasos venosos para melhorar o retorno venoso. 
No estudo de Leal et al. (2015) a amostra foi composta por participantes do 
sexo feminino com idade média de 43 anos e diagnostico de doença venosa 
crônica (DVC) selecionadas por conveniência. Trata-se de um estudo piloto 
prospectivo longitudinal. As participantes foram submetidas a avaliação através 
de questionários relacionados a qualidade de vida, da pletismografia a água e 
goniometria dos MMII. A avaliação realizou a análise dos resultados da 
intervenção de exercícios terapêuticos, sendo esses exercícios resistidos e 
aeróbicos, proporcionando melhora na ejeção do volume venoso e no aumento 
da resistência muscular da panturrilha, e DLM. Foram mensurados antes do 
início do tratamento e após a finalização das dez sessões de intervenção. A 
comparação dos resultados para a conclusão foi baseada nos resultados pré e 
pós tratamento de cada participante. A pesquisa demonstra em seus resultados 
melhora dos pacientes. Nas avaliações, foi possível observar melhora 
significativa no quadro clínico, como a eliminação das queixas de cansaço e 
dores, redução de edemas, aumento da amplitude de movimento de tornozelo e, 
consequentemente, a QV dos mesmos. 
 Além disso, o estudo de Leal et al. (2015) apresenta um viés relacionado 
aos resultados obtidos, uma vez que o estudo avalia a fisioterapia vascular, isso 
inclui DLM e exercícios terapêuticos. Embora os métodos de avaliação de cada 
intervenção sejam individuais, o resultado final da melhora dos pacientes é um 
conjunto das duas ações. Sendo assim, esse pode não representar fielmente os 
benefícios individuais de cada terapia principalmente os resultados individuais 
da DLM que é o foco dessa pesquisa. 
28 
 
 
 
No estudo de Leduc et al. (2011) a amostra foi composta por 9 participantes, 
sendo 3 homens e 6 mulheres com idade média de 72 anos. Os quais estavam 
internados na Unidade de Cardiologia e possuíam Insuficiência cardíaca III ou IV 
de acordo com a Classificação funcional da New York Heart Association (NYHA). 
Os indivíduos da amostra possuíam edema de MMII localizados nas pernas e 
nos pés e foram submetidos a intervenção de DLM com técnica de Leduc nos 
MMII durante 15 minutos. Os parâmetros hemodinâmicos eram medidos com 
duplex à esquerda e à direita do coração nos tempos de controle e experimental 
T1 (após 5 minutos de MLD) e T2 (após conclusão do MLD). O eletrocardiograma 
foi usado para monitorar a frequência cardíaca e como um ponto de referência 
para medições Doppler e também foi utilizado a perimetria para mensurar o 
edema antes e após o tratamento. Os resultados encontrados antes do início do 
tratamento (T0) foram utilizados para comparar com os valores de T1 e T2 e 
serem analisados para o desfecho. 
E ainda, o estudo de Leduc et al. (2011) é o único estudo desta revisão que 
aborda e analisa a insuficiência cardíaca e o edema de membros inferiores 
ocasionados pela IC ou por outra disfunção no sistema linfático. Além disso, ele 
é o único estudo presente nessa revisão que apresenta em sua metodologia a 
técnica de DLM utilizada, sendo essa uma informação importante que foi oculta 
nos outros estudos para a execução da técnica adequada no meio clínico. No 
entanto, o desenho do estudo não favorece uma alta evidência sobre os 
resultados encontrados. A descrição do estudo tem falhas, por exemplo os 
autores não apresentam a classificação do estudo, logo uma parte da 
perspectiva do que se espera é perdida. 
 Os desfechos avaliados em todos os estudos presentes nesta revisão 
integrativa revelam que os parâmetros hemodinâmicos avaliados e comparados 
tiveram melhora significativa em relação a melhora e aumento do fluxo 
sanguíneo principalmente nas grandes veias como a Femoral, veia Safena 
Magna e veia Safena Parva como demonstram os estudos de Crisóstomo et al 
(2017) e Crisóstomo et al (2014). Embora os parâmetros hemodinâmicos tenham 
mudado, o estudo de Leduc et al. (2011) revela que não houve mudança 
significativa da frequência cardíaca, apresentando valores ainda menores após 
29 
 
 
 
a aplicação da DLM. 
 E ainda, os estudos revelam que a aplicação da DLM apresenta 
diminuição do edema de membros inferiores seja em DCV, IC ou IVC. Além dos 
benefícios psicossociais como a melhora na qualidade de vida, a qual foi 
avaliada nos estudos de Leal et al. (2015) e Moski et al. (2009) e melhora nos 
quadros de ansiedade e depressão dos pacientes, principalmente dos pacientes 
candidatos à cirurgia venosa. 
Todos os estudos incluídos nesta revisão apresentam alto viés 
relacionado à eficácia e segurança da DLM, principalmente em relação a 
homogeneidade dos estudos, seleção e aleatorização dos grupos e 
caracterização dos participantes presente em apenas um estudo. Essas 
informações da caracterização além da idade, como IMC, predomínio da postura 
física como fator de risco para a IVC são importantes para diminuir os vieses 
uma vez que atividades que exigem do indivíduo permanência, por longos 
períodos em pé ou sentado, favorecem significativamente o desenvolvimento e 
a manutenção da doença. Além disso, em indivíduos obesos quanto naqueles 
com sobrepeso, ocorre maior compressão das veias abdominais pelo aumento 
do volume abdominal, e ainda hábitos de vida sedentários, que podem estar 
correlacionados com o agravamento das varizes nos MMII, por 
comprometimento da bomba muscular da panturrilha. (LEAL et al, 2015) 
8. CONCLUSÃO 
A drenagem linfática manual mostra ser uma técnica promissora com grande 
potencial para o tratamento de edema em pacientes com DCV e IVC, entretanto 
houve dificuldade em encontrar na literatura estudos em que avaliassem apenas 
a DLM como método de tratamento de pacientes com distúrbios 
cardiovasculares e insuficiência venosa crônica, revelando ser esta uma área 
pouco explorada. Além disso, grande parte dos estudos não trazem a descrição 
da técnica de DLM utilizada em suas intervenções, sendo essa uma informação 
importante para a validação e aplicação no meio clínico. 
30 
 
 
 
Sendo assim, a área necessita de investimento científico visando melhor 
embasamento para a aplicação dessa técnica da fisioterapia no tratamento 
dessas comorbidades. 
 
 
9. REFERÊNCIAS 
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https://www.scielosp.org/article/csc/2012.v17n1/7-17/
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ANEXO 1 
 
ANEXO 2

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