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UNIVERSIDADE PAULISTA
 BACHARELADO EM ENFERMAGEM 
 POLO – CASTANHAL
 
 DISCENTE 
 Maria Rosilene Trindade de Oliveira
 
 DOCENTE
 Vitória Gomes Plácido 
 ESTUDO DE CASO
 Pielonefrite
 
CASTANHAL-2024
 Maria Rosilene Trindade de Oliveira 
 
 
 ESTUDO DE CASO:
 Pielonefrite
Trabalho de estudo de caso para 
obtenção de nota para o estágio 
obrigatório de Graduação em 
Enfermagem apresentado à 
Universidade Paulista – UNIP. 
Docente: Vitória Gomes Plácido
NOTA___________
CASTANHAL-2024
SUMÁRIO:
INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 4 
ESTUDO DE CASO .................................................................................................. 5 
1. Questão norteadora .............................................................................................. 5 
2. Identificação da pessoa em estudo ........................................................................ 5 
3. Resumo dos problemas ........................................................................................ 5 
4. Fundamentação teórica ......................................................................................... 6 
5. Alternativas ou Proposta ....................................................................................... 6 
6. Ações implementadas ou Recomendadas ............................................................ 8 
7. Discussão ............................................................................................................. 8 
CONCLUSÃO........................................................................................................……8 
REFERÊNCIAS ....................................................................................................….10
4
INTRODUÇÃO: 
A pielonefrite é uma inflamação renal provocada pela ação de bactérias nos 
rins e nos ureteres, os ductos pelos quais a urina chega até a bexiga. A condição 
pode se manifestar de repente, de forma aguda, ou se tornar crônica após um 
episódio repentino. Na maioria dos casos, o agente infeccioso se instala 
inicialmente na uretra e na bexiga, que formam o chamado trato urinário inferior, e, 
por falta de tratamento adequado ou por conta de outros fatores de risco, alcança 
os ureteres e os rins. (Fleury S.A. ,2020)
Essa inflamação inspira cuidados médicos estritos, exigindo internações em 
muitos casos, não só pela possibilidade de causar lesões que comprometam as 
funções renais, como também pelo risco de a bactéria ganhar a circulação e se 
espalhar por todo o organismo, especialmente em crianças, idosos e 
imunodeprimidos – aquelas pessoas que têm o sistema imunológico alterado por 
doenças ou tratamentos. A pielonefrite, contudo, é menos frequente que outras 
nefrites, como a glomerulonefrite, afetando cerca de três a sete pessoas em cada 
10 mil, sobretudo a população feminina. (Fleury S.A. ,2020)
O enfermeiro é muito importante no desenvolvimento da qualidade de vida e 
no processo de enfrentamento da Pielonefrite, sendo assim o objetivo da 
assistência de enfermagem é identificar e monitorar os efeitos adversos e 
complicações decorrentes da própria doença, desenvolvendo ações educativas de 
promoção, prevenção e tratamento. (Curhan GC, 2021) 
Diante do exposto pretende-se estudar a conduta de enfermagem ao 
paciente com Pielonefrite,, visando à obtenção de dados que contribuam para uma 
assistência de enfermagem de qualidade, sistematizada e individualizada como 
estratégia no tratamento visando a diminuição de complicações referentes a 
doença.
5
ESTUDO DE CASO 
1. QUESTÃO NORTEADORA: 
Como o Enfermeiro, dentro de suas atribuições, pode contribuir para 
promover a melhor assistência de enfermagem no atendimento ao paciente com 
pielonefrite ? 
2. Identificação da pessoa em estudo: 
 Paciente M.D.S. do sexo feminino, 76 anos, viúva, aposentada, procurou 
atendimento com queixa de dor lombar, febre intermitente, disúria, polaciúria e 
náuseas há 4 dias. Apresentava dor lombar de forte intensidade e dor leve em 
abdome inferior, sem fatores de melhora ou piora. História mórbida pregressa de 
infecção do trato urinário de repetição, nefrolitíase à esquerda, hidronefrose 
moderada à esquerda e leve à direita. Ao exame físico: PA:100 x 70 mmHg. FC: 85 
bpm. SAT O2 96% ar ambiente. FR: 18 irpm. Temperatura axilar: 38° C.
3. Resumo dos problemas:
 Paciente deu entrada no Hospital no dia 25/11/2024, com diagnóstico de 
Pielonefrite. Ao exame físico: encontra-se em regular estado geral, hidratada, 
acianótica, anictérica. Aparelho respiratório sem anormalidades. ABD: sem dor à 
palpação superficial ou profunda. Apresentava sinal de Giordano positivo bilateral. 
A hipótese diagnóstica principal foi pielonefrite aguda. Para confirmação foram 
solicitados exames laboratoriais. Hemograma: leucócitos: 11.320/ mm3. Hb 10,6 
g/dL. Plaquetas: 179 mil/mm3. Urina 1: Leucocitúria. Hematúria. Proteinúria. Nitrito 
positivo. Urocultura: indicava presença de Klebsiella supersensível a Imipenem e 
Meropenem. A presença de sinal de Giordano positivo bilateral, febre e 
rebaixamento no estado geral da paciente são indicativos de pielonefrite aguda, 
assim confirmado o diagnóstico. 
6
4. FUNDAMENTAÇÕES TEÓRICAS:
A pielonefrite é considerada positiva quando a urocultura apresentar 
contagem de colônias maiores que 100 mil do agente. Caracteriza-se pelo 
comprometimento do ureter, da pelve e do parênquima renal. Clinicamente 
costuma se diferenciar da cistite pela presença de sintomas clínicos mais 
exacerbados e sistêmicos. Os sinais e sintomas clínicos incluem: dor no flanco ou 
abdominal, febre, mal-estar geral, anorexia, náuseas e vômitos, frequentemente 
associados a graus variáveis de desidratação, calafrios, cefaleias e taquipnéia. A 
insuficiência respiratória e a septicemia significam extrema gravidade (DARZÉ; 
BARROSO; LORDELO, 2011) 
Por isso é fundamental por parte da equipe de enfermagem em 
compreender o tratamento e as ações a serem tomadas, deste modo podendo 
favorecer a percepção do profissional enfermeiro em perceber as alterações que a 
mesma pode acometer o paciente, permitindo a atuação em medidas de profilaxia 
pelo profissional enfermeiro. 
5. ALTERNATIVAS OU PROPOSTAS (Diagnóstico de Enfermagem):
Situação Diagnóstico de 
Enfermagem
 Intervenções Resultado 
Dor lombar
 
infecção bacteriana 
nos rins que provoca 
inflamação renal
Medidas não medicamentosas 
como: Orientar medidas 
alongamento Acompanhar o 
tratamento. 
Repouso, não carregar peso., 
indicar a fisioterapia. 
Medidas medicamentosas, com o 
Paracetamol ou Dipirona 500-
1000 mg VO. 
Alivio da dor
Polaciúria infecção do trato 
urinário 
Orientar quanto a ingestão de 
líquidos - Instruir o paciente a 
evitar reter a urina, urinando 
Evitar 
agravamentos 
7
sempre que tiver vontade - 
Orientar quanto a higiene pessoal 
adequada e Educar o paciente 
sobre a importância de observar e 
corrigir os hábitos urinários
da Infecção 
Náuseas
Associada a 
agressão que a 
infecção bacteriana 
que afeta os 
rins provoca 
Orientar o paciente quanto a evitar 
líquidos quentes, alimentos 
contendo gordura e fibras, 
alimentos temperados, cafeína e 
doces - Acompanhar evolução do 
caso e o uso de Sal de 
Reidratação Oral após perdas. 
Fazer o uso do dimenidrinato 
100mg 
Melhorar a 
sensação de 
náusea 
Febre
Termorregulação 
ineficaz relacionadoà capacidade 
diminuída de manter 
a temperatura 
corporal 
Regulação da temperatura; 
Verificar a temperatura axilar de 
4/4 horas e SSVV. Controle 
hídrico; Realizar banho ou 
compressas frias se a temperatura 
não ceder com a medicação 
prescrita 
Apresentar 
melhora da 
temperatura 
corporal 
Disúria
Dor aguda 
Eliminação da 
urinária prejudicada 
Aplicar a Escala numérica verbal 
(ENV), perguntando quanto 
classifica sua dor, Administrar 
analgésicos conforme prescrição 
médica e utilizar terapêuticas não 
farmacológica,como diálogo, 
orientação quanto a ingestão 
hídrica
Alivio da 
dor/desconfort
o 
8
6. AÇÕES IMPLANTADAS:
 O tratamento deu-se pelo manejo das medidas gerais, e o inicio do 
tratamento por meio do uso de Cloridrato de Ondansetrona, Butilbrometo de 
Escopolamina e Dipirona Sódica. Ao receber os resultados da urocultura foi 
iniciado o tratamento com Imipeném. As intervenções implementadas pela equipe 
de enfermagem foram a aplicar escala de dor, regulação da temperatura estimular 
a deambulação, a prescrição de cuidados pessoais, ingestão de líquidos e 
cuidados gerais. 
7. DISCUSSÃO:
 Este trabalho teve como foco o estudo sobre diagnóstico e manejo de um 
caso de pielonefrite que foi contornado por meio de tratamento clínico e 
ambulatorial. Qualquer que seja a bactéria envolvida, o tratamento das 
pielonefrites é feito com antibióticos de amplo espectro e deve começar quanto 
antes para prevenir lesões nos rins e evitar que o agente infeccioso caia na 
corrente sanguínea e se multiplique pelo corpo do doente. Em frente a isso a 
equipe de enfermagem reforça a importância de uma assistência singular e 
humanizada, que parte do indivíduo para o todo. A realização de ações onde 
possa destacar que a qualidade da assistência prestada ao paciente nesse 
momento em que surgem tantas dúvidas sobre a doença é fundamental.
 
CONCLUSÃO:
Ações educativas podem visar à sensibilização e\ou a conscientização 
sobre algum problema de saúde, ou ações que possam evitar o surgimento de 
males à clientela. Nesse sentido, não se pode deixar de lembrar o quanto às ações 
preventivas são mais vantajosas que as ações curativistas; tanto do ponto de vista 
econômico, quanto do ponto de vista assistencial, uma vez que podem diminuir a 
incidência de doenças e contribuir para a diminuição do número de pacientes que 
buscam serviços de maior complexidade, mais dispendiosos e por vezes menos 
efetivos. 
9
Por isso é de suma importância a realização o papel desenvolvido pelos 
profissionais de enfermagem para os pacientes que apresentam Pielonefrite. É 
possível concluir que os profissionais de saúde atua por meio da assistência 
direta, considerando necessário ampliar ações onde o mesmo tem o papel de 
prevenção, além de cuidados. 
10
REFERENCIAS:
• Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: definições e classificação 2018-
2020 [recurso eletrônico] / [NANDA International]; tradução: Regina 
Machado Garcez; revisão técnica: Alba Lucia Bottura Leite de Barros... [et 
al.]. – 11. ed. – Porto Alegre: Artmed, Editado como livro impresso em 2018.
• DARZÉ, Omar Ismail Santos Pereira; BARROSO, Ubirajara; LORDELO, 
Maurício. Preditores clínicos de bacteriúria assintomática na gestação. 
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Rio de Janeiro. v. 33, n. 8. 
p. 196-200, 2011. 
• Fleury S.A. | CNPJ: 60.840.055/0001-31Av. Santo Amaro, 4584, CEP 
04701-200 - São Paulo,2020 SPResponsável técnico: Dr. Edgar Gil Rizzatti 
- CRM: 94199-SP 
• Rev. UNINGÁ, Maringá,v. 57, s. 1, p. 090-091, 2020 - Palavras-
chave:Hidronefrose.Infecção urinária. Litotripsiarenal. 
Nefrolitíase.Pielonefrite.